o PROG ESSISTI 
··A mentes dos homens não carecem de er guiadas, carecem. sim. de ser desperta«das 
Fundador: JVALIO PEREIRA 
ANO I 
( m t 1 
BANCO 
E. R 
O Banco Fi11an&lt;&#039;iul 
de Mato Grosso, u lra­ 
dicioual «Bauco do Sim», 
instalara uma agência 
em ,Jardim com 1uueio­ 
numento previsto para 
alJril. A iniciativa partiu 
das classes produtoras 
do municipio que a Ilu­ 
das ao Poder Executivo 
conseguiram mais esta 
melhoria para a cidade 
que mais cresce no Su­ 
doeste. O volume de ne­ 
gócios e o cresclmenlo 
vertiginoso du «Cidade 
Caçula», foram usas 
l. 
1 Ranulfo P. &lt;la Silva 
pl&#039;imordlais para que tulnçõei; ü populaç.ío 
mais uma vez a direto- jardinense e aos direto­ 
ria do Financial, disses- res da tradicional casa 
se Sim ... Nossas coug&#039;ra- bnncal&#039;ia. 
Banco do Estado de Mato Grosso 
T }} •·O Banco l1Ca8, determi­ 
nou início de estudos 
visando a elaboração de 
projeto de construção de 
um armazém portuário e 
um porto tipo trapiche 
na cidade de Porto Mur­ 
tinho, localizada n10 Su­ 
doeste do Estado, divisa 
com a República do Pa­ 
raguai e primeiro porto 
brasileiro no rio Para­ 
guai, na entrada do ter­ 
ritório nacional. 
A fim de dar início 
aos estudos, viajou com 
destino· aquela cidade o 
engenheiro Domingos I­ 
glésias Valério,, assessor 
do secretário da Viação 
para assuntos hidroviá­ 
rios. 
As obras, segundo o 
secretário Ernesto Var­ 
gas Batista, são de rele­ 
vante interesse para a 
região, uma vez que pos­ 
sibilitarão armazenar pro 
dutos de consumo oriun­ 
dos de Corumbá e paises 
vizinhos, como cimento 
e gêneros alimentícios, 
destinados as áreas em 
.maior desenvolvimento 
do Estado. Transporta­ 
das por via fluvial, ao 
invés de o serem por ro­ 
dovias, o custo de frete 
dessas mercadorias se 
tornará considerávelmen 
te mais barato. 
Através do Comando 
Naval de Ladário, a Ma­ 
rinha terá tambem par­ 
ticipação na execução 
dessas obras. 
INDICIIDOR PROFISSIONlll 
----~ ------------ 
ARMAZÉM PORTUÁRIO E 
PORTO MOR INH 
Desabrigados 
Atendendo a. pedido 
do prefeito Alcyr Noguei­ 
ra Coelho, de Porto Mur­ 
tinho, o secretátio Salo- 
mão Amaral, do interior sabrigados da enche:te 
e Justiça, incumbiu o sr. do rio Paraguai, naquela 
llésias Valerio. que é cidade. Segundo informes 
tambem membro da Co- do prefeito, o nivel do 
m.issilo de Defesa Civil, rio ainda se encontra 
de providenciar a remes- bastante elevado, a mais 
sa de 000 quilos de rou- de seis melros. e baixan­ 
pas e agasalhos estoca- do apenas um centime­ 
dos em Cuiabá para de- tro por dia. 
PARA DEPUTADO 
EDERIL 
GIRCI COES N 211 
(ARENA) 
Pecuarista Agricultor 
iIembro da Associação dos Criadores de Gado 
Para Senador Canale 
ANEXO: Lataria e Pintura 
Do José Hipólito de Mello (Zezinho) 
Avenida 11 de dezembro 385 
Jardim - Mato Grosso 
CONJUNTO OS INTOC Vf IS 
Bailes, Apresentações Shows etc 
End. Rua 15 de Novembro, no 473 
lo de Maio S/N Jardim - Mt. 
11 
Amaury Braga" 
r 
ELETRO MINI LAR 
Dormitório, jogos de sofás, jogos de varanda jogos de copas, 
fogões, toca discos, faqueiro, jogos de panelas, ferro a gás e eletrico, 
para lhe dar mais conforto e segurança. Voce encontra na MINI LAR 
as famosas termo Jarra de Vidro, que resiste ao focro e acima de tudo 
e que ba de melhor para a sua cosinha. "' 
MINI LAR, de portas abertas à sua espera com seus bons 
artigos para melhor servir, 
Avenida Duque de Caias 653 
Fone 186-- Jardim - ML T.

J0 de o tubro de l. • ." '. 
Sempre que se tau!ci 
u uma elei@elo é comum 
a pente pensur no qu o 
se vui dizer ao povo, is 
lo ú, nu me11f;agn111 que 
OH parlido•i PolitieoH viio 
apresentar ou debuler. 
Orn. este cu10, huve­ 
rá eleições erais, isto é, 
pura flA Js1-rn111bléia8 Lo­ 
gisln tivas, Câmara dos De 
pulados e Senado Fede­ 
ral, escolhendo-se os re­ 
presentantes, de c1.cordo 
com n Constituiçü.o e o 
Codigo Eleitoral. Logo, te 
mos de nos preparar p! a 
cumpuubu, dentro das bu 
ses e dos motivos que o 
nosso purlido e11co11lra, 
pra esperar uma vitória 
consagradora uo próxi­ 
mo pleito de novembro. 
E possivel que os 
nosos ndveri,;ários. como 
gernlmente fazem, ven­ 
ham, nos comícios, n. cul 
pur o Governo pelo •·au 
meuto do custo de vida" 
pela "injusta distribui­ 
ção du teu da nacional", 
pelo "deficit" em nosso 
bnlnnço de pagamentos" 
e por oull'OS refrões seme 
!!Jantes ... 
11las nós já estamos 
habituados com isso e 
nos encontramos suficien 
temente amadurecidos 
para não fazermos o jo 
go da Oposição. O que 
nó vamo::: fazer é colo 
car a campanha eleito­ 
ral de 74 em plauo ele 
vd, à altura dos nos 
sos seutimentos demo­ 
crático , lutando por i­ 
déia e oluções, q u e 
veiam ao encontro das 
usph·ações coletiYas e 
dos objetivos nacionais 
perr,rnnen les. 
Ninguém pode negar 
que o custo de vida au­ 
mentou. Mas onde é, nes 
te munno que a vida uão 
e tú., cada vez mais ca­ 
ra e dific:il't Na Europa. 
nos Estados Unidos, na 
America Latina, nos pai 
ses socialistas, nos pai 
ses africanos, enfim, em 
todo países do mundo a 
queixa é getal contra a 
innação, que devora to 
do o· orçanentos, obri 
gando-nos :l&lt;l socoiTO ur 
gente dos Obdividamen­ 
tos. Os nosso, Governos, 
no entanto, nlo têm fica 
do de braços cruzados 
diantes da sib.J.ação. Pe 
lo contrario: iêm-se em 
penbando, catl~ dia mais, 
pela maior Pl.bdutivida­ 
de de bens, aves du­ 
ma polilica global, de 
cunho objetivoe dinámi­ 
cu, encerrando diretrizes 
para a agricultura; para 
a industria, PUta o co­ 
mércio, etc., de modo a 
não se interronper o rit­ 
mo, nem baiXt:lt a taxa 
d e ll osso de-envolvi­ 
mento. 
() ll1C8/lltJ J)!&#039;C;CCSSO 
de luta pelo bem-estar do 
povo, vem tendo 0 Go­ 
verno, relativamente a 
uma melho1· díslr!hulçüo 
de renda 11acíonul, xe­ 
cula nclo no1·rnaH do com­ 
plementuçiío salarJ,d, 
que compreendem medi­ 
das de proteção à fami­ 
lia, de apoio i't ju,·e11tu­ 
de. de incentivo uo trn­ 
balhadpr. ele. 
O rato 6 que todos 
os povos do mundo se 
debatem &lt;l!unle de igual!&lt; 
problemas, procurnuc!o 
os respectivos Governos 
alenuar ou diminuir us 
tensões por eles provo­ 
cadas. 
Diante 
cumpauha 
queremos 
. 
beputudo Geral lo Guedes AI!A P{) 
r ela próxima 
eleitoral não 
Iugir deles. 
Vacinas - unlibiótica - fortiHca·,!es - sementes 
fermgem - artigos para monu.iria em geral 
&#039;Casa Pecuarista Ltda, l0 anos à_servi;o da agro·pecuária 
regional 
Avenida Duque de Ca-..::ias - GOG - Fone 157 
anexo: Loteamento Vila Angélica 
Jnnlirn 
VAIO#s enIrn1- 
tá-Js, corajosamen­ 
te, nu! debate naneo e 
ulJcrlo, sem demug-ogiu. 
nem e:ploraç+o. 
E:1 vez dos nluques 
pe soaii;, rln , irnlência 
da linguagem, das ares­ 
sões mutuas, que nada 
constroem. u Alll-:t &#039;, 
convovu os seus purtidá­ 
rios uarn uma campa· 
nhn limp•t e corajo-;a, 
que honn• e e:llllleça a 
demoeracíu, em nossa 
terra. 
No tememos o diá­ 
logo e desejamo!.&lt; escla­ 
recer o povo sobre os 
nossos prohlernas e suas 
cu usas, pedindo-lhe, afi­ 
nal, o apoio, para poder­ 
mos ajudar· o presidente 
Geisel, em sua missão 
de bem governar o 
Brasil e os brasileiros. 
foto Grci-,11 
HENRIQUE FRES DE 
FREITAS 
4208) 
&#039; :,, 
F,° 
3 
Distribuidora de tevistas &quot;Jardim&quot; 
Distribuidora Ex ... lusi da Edito ·a 
Abrii para Jardim, Guia Lope•· • 
Laguna e Porto lVI urlinho 
{tevistas em Q «drinhos -.Jornais - Livros 
u!a Infinidade de Hevistas que interessam! ano 
l&#039;übliC&#039;o; 
-----------~--------. 
Torrefação e Moagem 
de Oliveira 
Rua Pedro 
Guia Lopes 
&amp; Flores 
Hufino, 218 
da Laguna 
--- ., 
j 
t • 
f 
i 
! 
r 
1

0 Outubro de 1074 
MOINHO OE DON TO 
iW ESTÁ PRODUZINDO 
1 
GOVERNO HU 
Licl Jacques 
Com produção men­ 
s1l de cinco mil tonela­ 
das de !&#039;ertiliznnte de so 
lo, encontra-se em fran­ 
co hltwionnmento a in­ 
dustria Culcú.rio Bonito 
S/A, localizada no mu­ 
nicipio de Bonito e a 
primeira do gênero a o­ 
perar em Mato Grosso, 
da qual o Governo do 
Estado é socio majoritá­ 
rio, através da Compa­ 
nhia Matogrossense de 
Mineração. A informa­ 
çüo é do sr. 
Diogo Douglas Cnrmona, 
diretor da METAMIAT, 
acrescentando que fo­ 
ram necessários tres a­ 
nos de lutas para colo­ 
car a indústria em ope­ 
ração, em atendimento 
aos anseios do governo 
e dos agricultores mato­ 
grossenses, obrigados a 
adquirir conetivo de so­ 
lo de outros Estados, so­ 
bretudo Silo Paulo e Pa­ 
raná, a preço muito ele­ 
vado, para melhorar o 
PH da terra e aumentar 
a produção agricola. 
Segundo o diretor 
da Companhia Matogrs­ 
sense de Mineração, o 
consumidor poderá do­ 
ravante adquirir aqui 
mesmo o corretivo de 
solo de que necessita, a 
preço bastante barato, 
não se vendo mais obri­ 
gado a recorrer a ou­ 
tros Estados, importan­ 
do o produto muitas ve­ 
zes a preços exorbitan­ 
tes. 
A indústria está si­ 
tuada a G quilômetros 
da cidade de Bonito e 
em posição geográfica 
que favorece sobrema­ 
eira os consumidores 
da regiüo Sul do Esta­ 
do, quando ao transpor­ 
te. Dista 180 quilôme­ 
tros de ilaracaju, 260 
de Dourados e 250 de 
Ponta Porã, que atual­ 
mente são os maiores 
consumidores de calcá­ 
rio • de Mato Grosso, por 
reunirem o maior nú­ 
mero de agricultores e 
concentrarem maio:· á- 
rea de cultivo e mais 
variado tipo de culturas. 
E 
t
t1, 
±, 
Horácio Cer- p&quot; + 
te 
E: zósimo de 
l 
L&#039;··:: 
77 
Souza i, 
i &quot;.&#039; 
{- 
[ 
~ 
4 
32 
1 
. &#039; $ 5 -- 
L 
Brasilia O ampa- 
ro previdenciário pura 
maiores de 70 anos de 
idade e para inválidos 
consta de projeto 
que o presidente 
da República enviou ao 
Congresso. Na exposi­ 
ção de motivos, o minis­ 
tro Nascimento e Silva 
diz que a medida «inse­ 
re o empenho governa­ 
mental de assegurar a 
proteção social à popu­ 
lação inteira». 
Segundo o projeto 
os maiores de 70 anos 
de idade que não exer­ 
çam atividade remune­ 
rada, não aufiram rendi­ 
mento, sob qualquer for­ 
ma, não sejam mantidos 
por pessoa de quem de­ 
peadem obrigatoriamen­ 
te e não tenham outl&#039;O 
meio de prover ao pró­ 
prio sustento, assim co­ 
mo, nas mesmas condi­ 
ções, os inválidos, defi­ 
nitivamente inca acita­ 
tlos para o trabalho. 
passam a ser amparu­ 
dos pela Previdência So­ 
cial urbana ou rural 
mas, para isso é neces­ 
sário que o interessado 
tenha sido Hl.iado uo re­ 
gime do INPS, em qual­ 
quer epoca, no rni!limo 
por 12 meses, consecuti­ 
vos ou não. vindo a per 
der a qualidade de se­ 
gurado:; ou que tenha 
exercido atividade re- 
.I 
/ 
Ernesto Ge-isel 
munerada atualmente in­ 
cluída no regime do JN­ 
PS ou do FUNRURAL, 
mesmo sem filiação á. 
previdência social, mí­ 
nimo por 5 anos, conse­ 
cutivos ou não; ou ain­ 
da que tenha ingressado 
no regime do INPS após 
completar 60 anos de 
idade sem direito aos 
benefícios regulamen­ 
tares. 
O custeio do ampa­ 
paro estabelecido nesta 
lei será atendido sem 
aumento de contribui­ 
ções, pelo destaque de 
uma parcela de receita 
do INPS e do FUNRU­ 
ral correspondente à 0,4 
por cento da folha de 
salários-de - contribuição, 
onerando em partes i­ 
guais cada uma dessas 
entidades. 
De Astércia Espirito Barbosa 
&quot;A tradição no ramo hoteleiro ,. 
Releições completas-Quartos c pias H; • C 
torto. &quot;At de &#039; ugIene on- 
&#039; - - • en e-se dia e noite&quot; 
Praça 15 àe 
t Nioaque 
lCE001J l 
Novembro 584 
Mato Gorsso 
. Posto de Acumuladores- SOTO . 
} de itor Soo 
1 Peças e Acessô;:ios p· . V . 
jlet, Wiys. Voiks {}, eieulos: Ford Chevro- 
formas de Baterias &quot;S! Concertos e Re-y 
• a &#039;os aco! ,h 
progresso de Jardim~pan amos o 
Rua 14 de na; C.&lt; 
c ao aixa Postal 18 
Jardim ato G 
·---- • L rosso

O PlWGllESSl,TA 
COISAS DD VI ••• 
Escrevo 
i 
(1 
f 
José 
Dona Francisca inicia 
os preparativos do almoço 
quando alguém bateu-lhe à por 
ta, Assusta·se; lava as mlos; 
enxupa-nas; Corre. À casa ra 
enorme; Olha pelo olho mi­ 
ieo, O ângulo de visão rão 
lhe permite identificar. Sabia 
que era homem e que esta 
ó; temia abrir. 
A loculidude cru desert11; 
Os visinhos, que poderiam 
Focorrê-la, trubullmvnm, Torlo@. 
Os filhos cstavum no eolepio; 
O esposo... Ah! Quanto tn­ 
po nilo o vin. Tinlrn quo e on 
formar, bilo tinha vínculo ma 
1rimonit,l com ele, upenus roa 
bituvum. 
A campainha soou. A 
pessoa a drscobrira. Poderia 
fingir que ullo estava. Mui, .. 
e as jnnelus? Todn~ abertas, su[ 
ra. Mas quem deixaria a asa 
nbertu naqueles subúrbios? Ti 
nhn que tomar uma decisão 
nílo podiu ficnr nli, feito idio 
tu fâ-lo-iu anunciar-se. Mas não 
em noite nilo ficurin bem. 
A campainha cigarrou, 
novamente certamente omirn• 
lhe os passos. 
ilo hnviu como fugir, o 
telefone, tlesde que um c:u-ro 
bateu no poste, estava mudo. 
Reparam sómente n linha ele 
trien, a tclcfõnicn fienru, ~ão 
ijC sube os motivos. Os muros 
dos funilos crnm altos, tm­ 
pre dissera no marido par a 
fazer um portão, mns uchavu 
que imnginuçào de mulher é 
muito fecunda. Depois deisa, 
irin nbri-la, além do mais, a 
carn é sun, recebern·n de 
hernnçn. 
Sentiu um cheiro, correu 
il cozinha, in ti111frnmen1c. Jo 
gou água no fogo, porem, o e 
feito foi de gasolina, o fogo 
atigiu teto o barulho C oi 
enorme, o odor ea mi n ho u 
quilometros ... 
Que insistência!. .. Não foi 
nindn? 
Esquecera-se. Na podia 
esperar muis, fosse o que 
Deus quisesse. 
A janela cio qunrLol... sim 
de lá posso vê-lo e até mes 
mo atendê-lo, olhou com va­ 
gur em o delegado. 
Que vexame! Fazê-lo cs· 
perar tanto, terá nconttciJo 
alguma coisa? Otávio v1ajnrn 
há d ius, essas estradas!... Fim 
de ano ... Fora fnzer cobtjnça, 
dinheiro ... Tudo tão diílril !. .. 
Correu à sala, 
Dizem que o delegado é 
muito mulherengo, &quot;Protetor 
das mães solteiras&quot;. Mas pode 
ter ocorrido algo de zravre, 
e,uí insistindo oemais! 
Abriu como que impeli­ 
da por uma força estranha. 
Entrara j:í no curro, não 
olbou para trás. 
Porque demorei tanto a 
utrnder?· lr1sistiu tanto, percc­ 
b ... u meu medo. abiu que ha­ 
 ia gente, dois o barulho foi 
razoâvcl, ou não? A porca fe­ 
chada podia imperH-lo de ou­ 
,·ir. E o cheiro, quem o .-egu• 
ra: Foi-se. Fui uma imbecil! 
Continuou ... lecomeçou 
o almoço, esquecera até o 
&quot;menu&quot; do dia. A curiosidade 
a;uçava-se-lhe. Tinha certeza 
de que iria voltar. Não toma­ 
ra o rumo da cidadr. ~&quot; ,·ol­ 
ta, tah-ez ... 
. Logo hoje que estou só, 
&#039;-&#039;•O acontece&#039;. 
, filha que c,cu,la no 
vespertino, fora à aula de E.­ 
ducação Física: Esperava que 
não fo--e nada grave. 
Fernandes 
O telefone tocou. mila­ 
grosamente, repararam u li. 
nha, correu a atender, podia 
ser alguma noticia, &#039;Talvez os 
outros tivessem sabido antes 
que ela. 
l&#039;ronto! 
É da casa de Dona Ger­ 
rudes&#039;? 
iio. 
f•• Desculpe! Foi engano. 
Fora mesmo, ou seria o 
delegado que queria ccrtifi 
cear-se de que estava realmen 
te s6&#039;/ EFse homem é um ta 
rudo, é verrlud,, 11111: o povo 
fuln demais! Mais... 
Subiu que apesar da ida 
de, conservara-se, parecia mo 
a casadoira, pena que estr 
gnru u vida com Otúvio• f: 
verdade que lhe dá atenção, 
adora os filhos. 1lns; jú era 
casado. 
uncn srrio seu, somen 
te seu; o nmor nilo pode ser 
dividido. Sun esposa não a­ 
bia. e soubesse, para ele se 
ria a mesma coisa, pois ado­ 
rnvu ter um filho e elo jn 
mnis lho darin, dai ua pre 
dileção por eln e pelos fi 
lhos, e tnrin clc morro àque 
las horas? Jlorto&#039;/ &#039;üo. Ja 
mnis. 
Amnvn-o, apesar de ter 
sido enganado. 6 soube de 
sun vicia, quando ficou gran 
do, jnmnis n deixou, porém. 
Correu à listn telcfonicn, 
procurou, discou. 
E dn delegacia? 
,im. 
O delegado está? 
Qual dele,? 
O Dr. Cipriano. 
Um momento, vou veri 
ficar. 
e estiver, que &#039;OU di 
zer-lhe? Que fiquei com me 
do? ilcdo do delegado. Essa 
e bon! 
Desligou, 
O ulmoço, que nlmoço! 
, Cnrne torram, o arroz, co111 
fumaça. 
Unteram novamente. 
Voou, abriu. 
&#039;ão senhor, não termi 
nei ainda, passe mais tarde. 
empre n sim, não que 
rem matar-nos n fome, por 
isso dão nos as desculpas 
mais descaradas, •e pedimo 
dinheiro, dizem que vamos 
beber. nunca temos razão 
Quem pede, tem que se 
rnjeitnr, por que nào trabalha? 
Bateu n porta: 
Ora essa, além de pedir, 
querem exigir! 
Voltou ao telefone 
im! 
O &#039;Dr. Cipriano? 
- aiu, foi n bananeiro. 
a volta passará por aquí, 
creio. 
Niio ~ouberum dizer por· 
que se uusentnru ... 
ó para incomodar-me 
isso mesmo! 
As crianças só chegarão 
no meio dia, Tinha que ncon 
tecer, parece que adivinham! 
Minha cabeça dói. Uma dessa, 
por semana e enlouqueço. 
Terminaria o almoço? As 
crianças estavam prestes n chc 
ar, A mui; nova não podia es 
perar. 
Como poderei viver sem 
o Otávio? lão tenho nada, a 
lém du casa. enclo-a! Nunca 
oferecem seu valor renl. Pcr&lt;lc 
ria muito dinheiro, e ns criun 
a-: Pequenas ainda. Trabalha 
rei para sustentá-las, que idéi 
u!... N:io acont,•ceu naclu. iiio, 
é bom ser rcali,ta, ,·cr ns coi 
as como ela ão, onhos +em 
pre nos levam a desilusões. 
Nem pensão perceberei. poi 
ele trabalha por próoria conta 
e C) que é pior, é cu-udn. A 
posa ficará com tudo. Para 
culminar, +erei malquita. As 
crianças_ porem, etao em eu 
nome. No entendo muitn, 
mas devem ter todos os direi 
tos de filhos. Isso amenizará 
minha carga, minha repona 
hilirlude. 
Que reft&#039;ição! A pior que 
j.i fiz em toda minha vida, as 
criancn, podem de,confior de 
minhas atitudes. Estou dera 
siadumente nervo,n, u mnior é 
muito vivo. Pode desconfiar 
uté ele minha in11ei:ritlade mo 
ral. As crianças de hoje nilo 
dormem de toca. a&#039;em mais 
coisas que nós, adultos, não 
lhes direi nada, é melhor assim 
Dir-lhcr•ei que nüo me sinto 
bem. 
Estão demorando, sim dei 
xe-me ver as hora, As aulas 
estilo terminunclo. O colégio é 
longe, vinte minutos; Criança 
vem distruidn ... Conversando, 
hoje é prova, devem demorar 
mais 
O telefone tilinta. 
ó espera más noticias 
atende a voz sai:lh entrecor 
tada Perguntam:lhe por Ot:í 
vio, responde secumt·nce, des 
ligam. 
Todo mundo já sabe. Eu 
upenns dcEconfio, por que nào 
me dizem logo! estes casos 
os interessados são os ultimes 
n saber, quando deviam ser o, 
primeiros. Mas não, às vezes 
sabem, quando o corro chega, 
que desespero; As c ianças... 
(,lue trnumu! l&#039;odcr:í iuílucnci 
nr:lhe o resto da vida, Aquele 
pai que recebiam de braçrs 
ubcrtos, com abraço e beijos, 
felizes: Chegando, inerte, em 
um carro fúnebre, que horror! 
A mulher. Como eneon 
trar com ela? Quul sua reação 
diante da descoberte? Era ael 
hor parar de pensar. Os pro 
blemns silo tantos. Mas não 
posso: Por que nào me casei 
como meus pais queriam? IIo 
je estaria tranquila, com mari 
do filhos, meus; sem divisão. 
Tudo conforme n lei; lei e 
os olhos ulheios: Gostei de O 
t:ívio; Ameio; 
1
ào podia imngi 
nar que estivesse me enganan 
do. Queria estabilidade. Ele 
ma prometera. Era o homem. 
ideal, até para meus pa­ 
is. Entreguei-me a ele 
confiante. Casaria depois, 
era só solucionar uns pro 
blemas em sua terra na­ 
tal, quem podia imaginar? 
iIeus pais nem puderam 
censurar-me, pois apro­ 
varam o namoro, embo­ 
ra temessem, por ser de 
longe, mas ... parecia tão 
direito Direito. é, posto 
que continuou atendendo 
me como sua esposa, me­ 
us pais desesperaram-se 
Só uma filha, imagina­ 
ram-lhe o de melhor ... 
A campainha ... 
Resolva-se de uma 
vez, ó meu Deus, o pe­ 
dinte de novo, não vou 
atende-lo, irá incomodar­ 
me, está tudo por termi­ 
nar Desistirá de bater, 
ainda bem, foi à casa do 
vizinho, quase caiu ao 
soltar-se cio portiío, ulém 
de pediute, é bebado. 
Que horror, esqueci 
a torneira aberta. urna 
folha obstruiu a passa­ 
gcrn, água por tocla par­ 
te, mais essa!! 
Ouve um veículo a­ 
proximo.r-se, coi ·a rura 
naquela rua, a cidarlo 
não se expandira por a­ 
queles lados, o rio tulvez. 
Vai a janela, olba, o 
delegado, espera o toque. 
Finalmente desfar-se 
iu sua augústla, ou au- 
Folha 
mentaria. 
Preparara-se já. 
Abriu. 
- Ot(l io esta? 
- N:io i,enltor. 
- Demora a chegar? 
- Nilo sei. Viajou há 
dias ... 
- Quando ele che­ 
gar diga-lhe para ir à 
delegacia. (Qu,rno d os - 
maia). Minha geladeira 
estragou. Aqui uão tem 
peças e queria que 08 
trouxesse de S:lo Paulo 
Literária 
Inaugurada com este &quot;Coisas da Vida&quot;, conto 
de José Fernandes, Professora de Literatum no 
Centro Pedagógico de Aquldo.uana. 
Formado pela Univer idade de Cm-iliba, área 
de Letras. Parabéns, José Fernandes, e continue!!! 
PARA DEP. ESTADUAL 
D 
Sebastião Barbosires de Oliveira 
No. 1111 
Doença 
Dr. Enock José de Souza 
Cardiologia 
Coração e Di-tárbios 
ELETRO- CARDIOGRAMA 
Consultas: de 2a a 5a feira das l às 18 horas 
do Circulatório;; 
Rua Bar-Jo do Rio Branco, 513 - Fone· 
4-8165 (fone residência 4-8242) 
Campo Grande Mato Grossa 
CJISl FLORES 
Tecidos Roupas feitas, Rádio, Toca discos, Gra­ 
vadores, Toca Fitas, Máquinas de Costura (SIN­ 
GER), colchões de espuma, Capim, Crina, Calça­ 
dos, Artigos para presentes, Artigos escolares. 
brinquedos e armarinhos em geral. 
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&quot;N6s Crescemos com Bonito&#039; 
Casa Flores - Bonito Mato Grosso

FATOS EXTRIOR- 
, 
DINIRIOS ... 
Papito 
Raizes do pantanal 
O sr. Abdalla Sain, 
mais conhecido por Pa­ 
pilo, rudicado na ddacle 
de Bela Vista, est.a cu­ 
rando milhares de pes­ 
soas portndoras de can­ 
cer, usando raizes do 
Pantanal como remédio 
O Papito, já mereceu co­ 
lunas nos grandes jor­ 
nis de São Paulo e Rio 
de Janeiro, e há pouco 
tempo. foi agraciado 
Uma 
curam o Cancer ... 
com o titulo de Cidadão 
Carioca, merecendo in­ 
clusive, votos de con­ 
gratulação na Assem­ 
bleia Legislativa do Rio 
de Janeiro. É um ho­ 
mem que recebe sema­ 
nalente milhares de 
cartas solicit!ludo remé­ 
dios e agradecendo a 
cura ou mell1oria dos 
doentes desengauados. 
cura 
1 ossa reportagem ce as remessas das rui­ 
procurou o «Papito», e 
constatamos a veracida­ 
de de suas curas atra­ 
vés de uma carta do sr. 
Olavo Teixeira Ruy, mo­ 
rador na rua Prates, 
622 em $ão Paulo, onde 
ocitado senhor agrade- rando. 
Kenedy 
O Senador Kenedy enviado carta agrade­ 
tambem está incluído en- cendo ao sr. Abdalla Sain, 
tre as pessoas que re- o Papito. 
ceberam as raizes. tendo 
BBC de Londres ... 
No último dia 25, a o atual Presidente dos 
Rádio BBC de Londres, EEUU havia recebido as 
comentou as curas do «raízes milagrosas». 
Papito e comunicou _que 
NO 5 ... 
zes e comunica a cura 
de sua filha. Esta carta, 
Papito registrou no Car­ 
tório local e todos po­ 
derão comprovar a rea- 
lidade: Papito está cu- 
Apenas registramos le leva a esperança e 
os acontecimentos e Pa- não visa lucro, é um pa­ 
pito, está sendo foco de ladino... merece nosso 
inúmeras manifestações respeito. 
de carinho e apreço. E- 
M 
D 
B 
P n R a: 
SENADOR: Bezerra Neto 
DEPUTADO FEDERAL: Walter d«e Castro 
Deputado E-tadual: LINO MIRANDA no. 122I 
Candidato de Aquidauana para o Sudoeste. Candidato 
contra Nomeação de Prefeito 
&quot;O PROGRESSISIN&quot; 
Ano I Bela Vista MT. 30 &lt;le Outubro de 1974 
L 
PROFESSOR DE DIREITO DO TRABALHO da- Fa 
culdades de Direito e Serviço Social de Campo Crandc 
FUCAT, 
PRESIDENTE da Câmara de Vereadores de Campo 
Grande. 
CURSO DE ADMINISTRAÇAO MUNICIPAL pela 
Fundação Alemã para os Países em Via de Desenvolvimen­ 
o em convenio com a A.B·:U. e 1Linistério da Justiça. 
CURSO de AD::IIINISTRAÇÁO PÜBLICA_pela Facul­ 
dade ele Admini,tración Pública de Alcalá de Henares-Uni 
versidudc de iladrid Espanha. 
ADVOGADO pela Faculdade de Direito do Largo 
de São Francisco da Universidade de São Paulo. 
1 
PREÇOS MIIIJ- 
MOS PIRD 
SEMENTES 
Hllysoa Paulinelli 
Acolhendo exposi­ 
ção de motivos do mi­ 
nistro da Agricultura, 
Allyson Paulinelli, o pre­ 
sidente da 11epública as­ 
sinou decreto fixando os 
preços mínimos líquidos 
básicos para financia­ 
mento ou aquisição de 
sementes cerlüicudas e 
fiscalizadas da safra 
1974 75, produzidas em 
todo o território nacio­ 
nal. O decreto autoriza 
a Comissão de Financia­ 
mento da Produção u 
rever, quando necessà­ 
rio, os preços mínimos, 
conforme instruções a 
serem baixadas pelo 
Conselho Nacional de 
Abastecimento. Eis os 
preços, por quilograma, 
para as sementes: 
PRODüTOS 
Feijão 
:&#039;ililho híbrido 
Soja 
PREÇOS 
Amendoim Tatu CrS 2,92 
» Tatui « 3,50 
Arroz &quot; 1,80 
» 3,34 
1iilho variedade » 1,40 
» 1,74 
» 1,56 
TEÇA0 
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F R 
I 
G &#039; I 
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T --• · an es, c urrascana e lanchonetes, consulte a 
Comercio e Representações Ltda 
Campo Grande - iIt. 
Avenida Calógeras, 400 Fone !-7916 
1 
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