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1 Afl'IO 1 8ela Visa-M4T. 17 /VI/72 N. 13 
O mercado da (arne fechou hoje com a 
seguinte cotac:ão 
Boi Gordo 
CrS 3,40, o quilo 
3,30. o quilo 
3,30, o quilo 
Frigoriflcos 
Bourdon (C. Grande) 
Sadia (Maringá) ·, .. 
Casa Ricardo (G. Lopes) 
CARNE» 
=--- _. - ·_,:__ 
. o pegar da caneta. para fazer também modificarão, não se trata de 
mais um Ed1_t~rial, uma dúvtda asso-' lei histórica ou influência, simplesmente: 
·luu- me~ e_tSp1rttJ; cansado e ansioso de LEI HJOLOGIC.-. _Na hora em que os 
couheeimento. Cansado de yêr mudac esforços se coordenam, as mentes fun­ 
em arma_d1lh.:s, ~unho~ de uma juven- dem-se, rumo ao esclarecimento, nós 
tude ansiosa de recuperar o tempo pedimos a todos, a força que construi­ 
perdido. e lazer do -cotidiano um ato rá a .no.va Bela Vis.ta. TRABALHO. 
de ren.únc1&. Faço um· Editorial poli ti· Mas não· vamos encarar simplesmente o 
co'? · De enaltecimento? - Não. Inicio trabalho_ como fator de transformação, • 
com uma nova maneira de fazer jor o. trabalho como entendeis, se transfor­ 
·nalismo, diferente, real e buscundo ma a terra, não transforma o homem. 
acima de tuLlo:.O futuro. Viemos a ter- E o homem é o -valor máximo, o cen- 
ra pura const uir algo, o importante é tro dinâmico que sempre se reconsti­ 
det5cobrirmos onde poderemos ser úieis. tue, é a fase' da consriência alcaríça­ 
/ivemos uma época de ouro, trausfor- da, é a matriz de todas as construções I· 
mações violentas atingirão a terra futuras. Não basta criar o ambiente, i 
matel'iali::;ta e orgulhosa. Após as ·mu • é -necessario operar também no inte- 
1 
, tações .. sugirá um uovo tipo de homem, rior e triar o homem. A lei "Uo ot des", 
' Nossa iissão será transformar o nos- imperante no mundo econômico. fêz 
$o caráter, mudar nossas atitudes, es- do trabalho uma forma de luta e uma 
, quecer os êrros passados, para então: tentativa de furto. Devemos nesta ho­ 
' Educar o homem, prepará-lo no rumo ra em ·que todos almejam uma Bela 
'. da iibertação. A nossa pequena e es Vista moderna, evolutiva e humana, 
' quecida "Rainha do Apa" viverá dias fixar em nosso sub-consciente esta 
de intensa movimentacãc.•, será palco verdade, transformadora de govêrno, 
} de ·acontecimentos marcantes, está no de homens e de mundos 
rumo do ptogresso, ·os· primeiros la- 'O TRABALHO NÁO E UMA_NE- 
1 
pejvs de.. sua _gló.riá. começam ofuscar CESSIDADE ECONOMI~f• _MAS UMA 
os olhos dos éternos "duvidosos". Bles NECESSIDADE MORAL" 
• .:..-----------------------.;.·----­ .o-o+waa 4.ao e »te sa ao.artoe ira o.a, .A a 
Gente e é NotiCia 
radre Brandão Greanyi Vigário de Bela· Yisla 
TF - ·o Sr Tem alguma novidade g, - 
bre o movimento Cristão para o Jornal? 
Pe: .A· maneira de consoientlzar o po­ 
vo. É que o povo ó a própria Igreja. O 
padre junto com e8se povo torma a Igreja .. 
TF: - Mas a Igreja ó Cristo!!! 
Pe: Certo. Mas nó~ somos os mem· 
bros deste corpo mfstico de Cristo. Esses 
membros têm de ser membros vivos e a­ 
tuantetJ pura o Mundo sentir a presença 
de Cristo em nosso meio. · 
TF: .-_: Na sua .. opínião, quais as causas do 
aumento do uso de tóxico, principalmen- 
te pelo.jovem?· . 
Pe - Uma insatisfação tremenda do 
muncto como· está, • Há. uma revolta do Jo­ 
vem e êle procura fugir do seu próprio 
11mbleute. O Jovem vê uma duplicidade 
de ação 'do mais vE'lho.0 mais velllo fala 
uma cousa e vive outra. É um c38o 
cemplexo e de dlficil soiução. . • 
TF: Quais as medidas que os paieea 
dE-vium tomur parn a erradicação· do mal? 
Pt-: - Uma possível solução partiria. 
da fomllia, dos pais viverem, intensamen­ 
te,· uas convicçõeo até n,os pormenores.­ 
Os filhos passariam ré&peitnr mais a opi­ 
nião d(?s. pais .. e êles teriam intluênchi:so- 
bre os filhos.. . 
• Dai partiria ó fio da meada que se 
estenderia até o Govêrno. O núeleo da 
sociedade 'e do govêrno é a família. 
Da familia é .. que deve partir a solu­ 
ço do problema para a erradicação do 
mal. • 
;.....:.-..-:· .. ---·· _· 	TF - Quais as medidas tomadas pela 
i {} #igi jaiem [a;lgte 1stepg« 
i • (. :1~ . ;_._-·.·_ .. ®: nnu __ nqj)@ rmna@ uuu llfiluuauUD ~UD 	Pe: _ A Igreja procura eliminar ª 
: ll lo lll) [Ulu 	case, pois a causa não é º tóxico. o 
( 	tóxico é apenas um· sintoma. • A Igreja 
' · · · s Ri J h e · · ·n 	· procúra conscientizar a familia a ser maia 
] ..,1)- 1formados que_os · rs. . I- 
0 
n onna y. · uutêntica.: A Igreja procura influenciar 1 
sras vissiici@e.,ósve44g, %;ggp% 3,,2""";3P%%2" ; ·i«%ii se :sé ±.ss.,zis , 
1 
. Wilson fkum··.-lme1da e.,, u1z ,ar os ponza 1zar-s P • . , mandnmento: "Amar a Deus sobre todas 
i vi't•am um -"visco V. oador , _que so- [leiam pág. 2). . 	as cousas_ e ao. próximo como· a nós 
6)- Bela Vista terá o -interurbano mesmos". 	• • 
bevoou o carro em que es
t
avam, 	tá inh 	TÉ Quais as razões, na sua opinião, 
} · p nta Pora e sua-rádio est a cam o. :· 	, u ª , 
quando- sé· dirigiam a o , .. • . " • 
1 
sobre a revolta de cerfoa grupos da Igre- 
, i{)SSO .. jornal mandou o repórter 'O 7): Paraguai vence a· Venezue ª ja, criando outras que·na .réalidade não 
Bon da Paróquia" entrevistá-los. 4 x 1. -Os guarani • estão eufóricos. existem, como a Igreja da Holanda, quan- 
2)- 0 iube do Laço promove Começaram bem a Mini-Copa. • do na verdade· a Ig.reja é ·uma só? • 
f o es 8)· _Estuda-se a .possibilidade d_a t·e:·- A Igreja é viva, é inteligente, 
todos os d,1'1J}rngos µm m_agm lC 	1 f t d 	• é dinâmica; dai a procura de soluções 
pei.culo. ·Eaçi,veroos,.aa. eancha e po- realizaç_ão da a. es a. a· ·cerveJa para aplicar os princípios de Cristo. para 
. i . de.mos gar;1ntir:· -~Os ga~c~os q~e em Bela Vista. • l º· munrlo' atual, • - • • 
}. vierem para a. la. Exposição terão 9)- Grémio Pedro Rufino com TF- É a Guerra de Israel contra os 
t v.. 	fôrça total. Aguardem grandes povos Arabes, uma guerrs religiosa? 
1 que laçl-l.r·1,muito. bem,. pois •••• ~: • . : promoções. 	. • Pe: - É uma gue_rra econômica. 
} .3). Prefeito Clovis Marcelino de 10)- Serviço de recadastramento . TF - Que acha, dos byppiea? 
·,. Oliveil'a- mandou -recuperar .~odos ~s 	h . • d Pe: As· metas dos hyppies, amor e 
l 
~ d ci·ctade Começou a gestao da prefeitura camin a em ritmo te paz .e. união de todos os homens. é certa. 
1 te!erones .a ' t d d · objetividade e harmonia. • Essa é a ineta de todos nós. Todos nós de- 
i 
com· entusiasmo e von ª e e· 	sejamos isto. Mas. a. vezés êles nem en- 
. • remodelai·. · . no Bvasil 
O 
enviado LEMBRETE:. "Faça .de cada inimigo tendem o que é amor e paz •• A origem 
1 
4)-. está . S um amigo e. de cada am_ igo, um irmão.'' dos hyppieP muitas vezes é dos próprios 
d 
dente Richard_ NixOD; 0 •. r. 	pais, 01 paiB dizem: "Eu dei tudo para 
[ b} [)l'bl 	,a»	- 	meu filho, como é que aconteceu Isto, Meu Deu.? 
! _ 	Sim, Eles deram tudo mas no deram o principal. 
_ ___, 	1 	Não ensinaram amar realmente. Os hypp.tes fio&m 
.. ..:~-- -- 	. · • • 'AGOAA TllNBEP4 l:M BELA YIITA à 'margem d& sociedade jogando pedras contra os 
{ L_a Barranca-Churrascarla SK GUTI E &IA. LTDA. I @@ej.a@ tive de @r é, @e@rê_da versr- 
~ . . 	do reiormne por sua própria. vive.nela. 
-- 	. M . ,, Com vendedor exclusivo p/e..Bela Vlita • Carâeol TF: - Que acha do nosso jornal? . 
''D 
"".·. FERllEIRtJ. _E, LACFJM A. 	Tor.àl' aasist!ncia téonlea e prática-Vendendo tra- P;Li ;ôr t tr • • • O ru 
· · ':	' 	tores Massey Ferguson. lmplemelitos, calclelr-aa MF • • •• e. l, 
8 
men e, 'e numero. - 
• • •• lh -" churrasco da "idade • . Moto Serrae,·Mào.,Culacll Ateu~- a Sthll-';I'udo fi_nau- mo· está certo. e .pode o seu jornal ·contar 
... A .Pioneira.·-: O,me ºtr Íríetalaçõea de Toca-Fitas . cl"do·p"'lo Banco·· do Bra,n. em, até· 6 an. 011 ou dlre_~ 
1 
com 'a' DÍillha eolab_.ór_a,.Ào. Sou profundo 
La' f3tlrranca Futuramen e ~A .. "' à 	Y 1 
' · . . . d Espéto Sorrdo to peta própria dnaa. à vista ou .a prazo ·- Bm bTe- • ad.mirador· ,ro • entusiasmo dos jovens que 
__ Restaurante Servindo 	reinstalação de oticiria. p/a fotos Serra■e S'eção 	tr i 1h 
• . " 1ODA SOCIEDADE BELAVISTENSE ' de eca«-ltormagões e veadas e/!dgar·Lachmam . querem cons 'uIr uma cousa me or. 
ijá@ji. fifi ia te iiscriáole anisais /a Ensiá@ te eia sfã 
. 	- -- -~~ --. -- - - 	- 	.. 
s ' «-

Tribuna da Fronteira 	17 de Junho de 1972 
página 3 
TRRALO 
(Sra. Dr. Carlos Aúriez. (Kica) 
O trabalho é a gloria do homem. Sómen­ 
te éle é cupuz de, a semelhança de Deus, 
t•onstruir alguma coisa. r◄.; no trabalho que o 
homem exercita auae qualidades espfrJtuais, 
lnteligenc1a, vontade, memória que, conjuga­ 
das ao esforço flsico, começam. a aper(eicoar 
o Univen!O. 
E trabalhando que o homem se faz com­ 
panheiro de Deus nu obra da criação. 
O verdadeiro médico, motoristu, pedreiro, 
. mecáaico, professor ou lavrador o aquele que 
ajuda seu11 irmãos exercendo a cf:lrldade, cu­ 
rando os dentes, matando a fome, orientando 
as nontes, transportando aeidéias e o pi-ogreaeo. 
''.Se a ttJrra é ·feita para fornecer a cada 
um os meios de aubsiutênefa e os im~trumentoo 
de progresso, todo homem tem o direito de 
encontrar nela o que lhe é necessário." 
Néste plano de harmonia desejado por 
Deus. e8t mos nó8 da Casa da Amizade, con­ 
tribuindo co o nosso trabalho que é U"D grão 
de urida, ao conjunto de trabalho do povo 
Brai,ileiro. para dar nossa pequena cóta jun­ 
to, t1a autoridades Beluvistenses no esforço 
comum que nos anima, para que logo tenha­ 
mos uma Bela Vista. próspera e feliz. 
Eso Lralalho d,Casa da miada 
Apresetndo o relatório de nosns ativi­ 
dades cor,·espundente ao período de ü de mar­ 
ço 'e I7! à 6 de maio (l trimestre). stamos 
expondo, em afntese, os principais trabalhos 
feitos por nosau associação tt fim serem sub­ 
metidos ao julgamento e apreciação geral. 
1 º) Atendimento de lteceitas Médicas piira oe 
Indigentes . 
• ·•. • 1 (uma l ·receita de Cr8 25,00, do Sr. Ar­ 
naldo Faes Barreto; 1 (uma) receita p ar a o 
r. Mamerto V a ldez, na Farmácia Moderna; 
1 . (uma] rec ·ita para Evangelista sledeiros, ua 
Farmácia oderna; 1 (uma) réceita para Dal­ 
va Cardoso. na Farmácia. Moderna; 1 (u ma) 
reoeità·. pura Pomaza Arriola, na Farmácia Mo­ 
derna; Várias receitas para belosangeles, na Par 
máciu Modera; 1 • (uma l reJolt3 para Oolo~es 
Cardoso, na Farmácià Moderna; Receita para 
Dolores Arguelho em uma operação cesariana; 
rteceit.a-para Gerôaim·a ArgueJbo (Abrigo doa 
Desamparadas); Receita para Guadalupe (A­ 
brigo dos Desamparados); Receita para aria 
Assunção Cristttldo. ( ~ôsto de Saúde; Bonifácio 
Cuevas'(Posto de Saúde]; Receita para. J ,, ã o 
Aristimunho {P ô ato de Saúde) Receita para 
Dolores A.rgui!lho (Pôs to de Saúde); Receita 
para. Osório Garcia (Dr. Enoock); 
2°) Casos de Pénfigo: 
•, • Foi conseguida .uma vaga no Hospital de 
Pêafigo, par a Sra. Ligória Esquivel, a qual 
segue no dia 10/5/72. : 
3·] Internamento 
· . Internamos dona Francisca Gil para to- 
mar sangue ~ soro Agradecemos a colabora­ 
cão :la ,·refeitura que nos emprestou a Am­ 
bulância para transportá-la ao hospital. A Sra. 
. Aristea Griecco Motta que tem atendido em 
todas as-necessidades desta anciã que é por. 
tadora de câncer. • Aos soldados n .. 895 Julião 
Curonel . do l º·' ~~aquadrão· • de Fuzileiro, n. 1008 
Jesé Rodrigues do Esquadrão de Petreohos Pe­ 
sados que doaram o seu sangue para o Des 
mo caso. A emissôra z;p_:.23 que entendendo 
ao nosso ·.apêlot ch_àmcn( uma filha da mesma 
. que logo foi- localizada. A Diretqi:ia do Hos­ 
pital São Vicente de Paulo, na Pessoa de seu 
Presidente, Dr, Fiori Murano,' que , contribuiu 
com a hospitalisação. Ao Dr. Enoock, médico 
assistente da doente." .' 
4o) Visitas.ao Abrigo dos Desamparados 
Reàólvemoe''àtender as neoesaidade■ee­ 
· senciais dos velhinhos 'do abrigo, da seguinte 
forma: cada dia uma sócia efetiva convida ou­ 
tras sócias ou amigas e levam • àquela ca■a 
de carid&de alimentos, roupao e se informam 
das neceidades pura avisar a diretoria si os 
velhinhos precisam de assistência médica; 
1 
nêE>Hc caso atendemos prontamente, como foi 
o caso que a sócia Ieda avisou que um ve­ 
lhinho estava sentindo tonturas; sendo avisa- 
da pelo Genil, espôso de nossa sócia Enoly, ~-------------- 
pedi a êle que levasse o Dr. Carlos Nunez 	--- 
que nos atendeu prontamente levando remé­ 
dio e aprove1brndo a oportunidade examinou 
mais dois velhinhos. 
5o) Atendimento a Domicilio 
Avisuda pela sócia colaboradora Selva 
Meneia, visitamos a Sra. Deloangêleo Sanahee 
que estava nas últimas, tôda inchada, tendo 
ai-10 atendida pelo Dr. Carlos e ató hoje e8- 
tamos dando-lhe remédios; já melhorou bem 
e poderá se recuperar brevemente. 
60) Pedido à Diretoria do .Abrigo 
Solicitamos lugar para dona Juana Gua­ 
rany (do Paraguai). 
CARITAS DIOCESANA 
Temos uma carga enviada por Caritaa 
que tstá em Aquidauana e tão logo conseguir­ 
mos condução, traremos para cá: quanto a 
c.listribui.,:ilo dêstes alimentos coloca.remoa ao 
conhecimento do povo em nosso· próximo re- 
latório. 
7.) Visita ao Sr. Prefeito 
A diretorht visitou o Prefeito, Sr. Cló'V'ia 
Marcelino de Oliveira, e expomos a êle nosso 
plano de trabalho, nossas necessidades e pe­ 
dimos a sua colaboração; fomos atendidao em 
nosso pedido da ambulância e promessa de 
futuras colaborações, inclusive um local para 
o funcionamento da casa da Amizade. 
. 
~speràndo 'continuar contando com a co· 
laboração de todos os Belavistenaes de bom . 
coração, concluimos nosso t. relatório com 
nossos agradeci, entos sinceros, e também 
em nome doti necessitados beneficiados com 
n088as colaborações. 
Alice Pedra de Nu:õez 
Presidente 
Beatriz M. • de Medeiros 
Secretária 
Senhores assinántes 
Pedimos que procurem seu Jor­ 
nal .todos os sábados, Domingo e 
Segunda - Feira em _nossa Reda· 
ção, caso -não o tenham recebido 
em sua residência. 
[s colaboradores [ 
1 -· .Pedimos que entreguem ~as 
1 
matéri~s em. nossa redação. Até 
a. Feira. . 
&isio #tno hofi, a tia is 
militars nle tiis ient, 
os:z as plnas piias. 
"olear pn ui [ta" 
e artório do 1o. Oficio 1 
José Avelino e Silva 
TabelWo, Escrivão, Oficial do Re­ 
gistro de Imóveis, de Títulos e Do­ 
cumentos de Protestos e anexos 
Bela Vista Mato Grosso 
fxposição Bgro -Pecuária 
Bela Vista ano do Progresso 
etapa 1 do desenvolvimento. 
"DE L ll VIS J EU SE'' o jornal é a voz de 
uma cidade. Façamos com que Bela 
Vista não continue muda" 
oiabore com este Semanário 
Escritório Vasconcelos 
Declarações de Impôato de Renda 
_(Fiai ca-Jurfdfca) • • . 
Extratos-Distratoa-Contratoa-Contabilldade 
em geral 
General Oaorio, 825 - Bem Viata - TM. 
Escritorio Progresso 
de Jairo de Vasconcelos 
CRC ·1557· 
Rua 3 de Outubro Bela Vista 
De: NIZE MON'fEIRO PINHEIRO 
Confecções fi.nas para senhoras, crianças 
e cavalheiros - Os .melhores perfume& 
estão nos mini frascos e aa melhore■
confeccções estão na MINI-LOJA 
Jardim 	Mato Gros■o 1 
J U JU- LANCHES 
Agora com nova direco 'Está pondo (lente' 
E uma brasa vai-lá - Jujú Lanches 
futuramente . prógramando bailes... 
. Petiscos, bebidas, vitaminas, alegria ... 
Bela Vista 	Mato Grosso 
Fotos para documentos ~ Fotocó­ 
pias • Repo~tagens Fábrica de 
quadros - Plastifica-se documentos 
Rua Jo16 Bonifieie. 631 · - : B•IÀ Vi1ta

A q u e 
l'_de hunho de lW7 	SU	PL';VENTO 
e Bbraço 
Todo mundo correu uo portão O 8 
d Amizae inteiro. A mulata M ·+, '4urro 
t· suada em lod ,urie a, papu­ 
oure as teu, "" 4s estações do ano, caída 
. . . . cn1co quilos cada uma e e8- 
Tos «obre a enorme barriga. pa 
a+· roí rco om dia., iís' ~?" ,çgbeca 
av nat, csmuocy mie 1reiro. saca,%Ç. 
cento e vmt· quilos bem pesados e veio ao 
portao AH máquinus da Prefeitura estavam 
roçunuo u_s ruas. O mato estalava e gemendo 
!!•!~ln à fo,·ça do progresso através da má­ 
quina. Meu bairro andava tão esquecido que 
roçadu de rua merece artigo de jornal 
Quando eu aqui chegei, o birrco não ti­ 
nha nome. 
Diz!ltm. "lá prás bandas da Pedreira do 
Amor" Velha pedceiru que deu parte das 
8uas entranhas para conetruir bares bordéis 
u aateruidude e até túmulos de suicidas. V. 
cê Velha edreira, contentou a todos. O8 que 
uuVim a vida e os que amavam a morte. 
:-i••4ua,fo :1 ,forietu., de você. também, saiu 
muito casamento lingua ferina, desgraçada 
Eis o porquê do eu noms O Amor cube em 
toda parte, na vida e na morte. 
. De tanta alegrla e emoção, meu reuma- 
tismo parou de ferroar meu pé esquerdo. tirei 
meu pé de chinelo, tomei treis talugadus de 
c~ohai;a uom pó de cobra cascavel torrada, 
8ent:i me na cadeira de balanço, à sombra 
da velha mangueira nos fundos do eu barra­ 
co palácio Sim, é __ de táboa e as telbas já 
e8tão braao 1s como os meus cabelos, mas é 
'palácio pimfue dentro dêle eu tenho uma 
Bandel ra Nacional. um rbtrato do Presidente 
Médici, e ·no seu chão de tijolo, pisou 0r. 
Fernando, Cel Cancelos, Dr. Ubaldo, o Juiz 
• Círio Falcão, Padre Eduardo e o meu muito 
.leal amigo de todas as horas o grande médi­ 
co Gen Dr. CaNtro Pinto. 
Chão de casa, pisado por gente desta 
estirpe, não é chão de casa qualquer, é chão 
de, palácio ' 	' 
· Mas, eu ia dizendo que me sentei á ca­ 
deira ·de ba1anço e comecei a .oismar. 
Quem manei.ou roçar as ruas foi o meni­ 
no Clovis, filho do me velho nmigo e com- 
padre Gedeão , padrino de filho meu que n.r 
reu na guerra da ltalia. 
U menlao Clovia eu vi erescer, Serviu 
mate pra mim. Me trazia água gostosa de 
~ormga nova, com gôato e cheiro de barro 
ainda, q1111ndo sentado com 8eu pui à frente da 
sua casu discutíamos Bela Vista. 
"Traz um copo d agua pró compadre 
Pé de Chinelo, gritava o l.!ompadre Gedeão e 
o menino trazia 
E o menino cresceu, foi operado duas vê 
ces, r.:11sou, tem lindos filhos e fêz curallho. 
Não car e eia. Nunca foi de farra e é homem de 
uma mulher aó Entretanto, depois disso, pa­ 
rece que a sua fisopomia mostra mais tranqui­ 
lidado e Irradia paz aos oue dêle ao acercam. 
Ouví. da pruça, 08 discursos da Posse do 
Clovis. Ouvi atentamente, o dis,·urao dêle. 
Sem promesas nem demagogias Vai resolve!' 
os problem1u1, co'lsounte às possibilidades da 
Prefeitura e lutar por novas verbas junto uos 
poderes estaduais e ferais. Vai conseguir. 
Pensei em entrar para assistir de perto a pos­ 
se do menino Clovis. Temeroao do meu pé 
reurnatico, no meio de tanta gente, fiquei de 
fóra 
Compadre Gedeão descanse em paz. Você 
temperou na sua forja de ferreiro o caráter 
de seu filho. Confesso, fiquei emocionado no 
di11 dtl posse, quando ouvi o menino fala.r. 
, eu coração se arrebentou em mil pedaços, 
que s~ juntado de -novo, seriam pétalas de 
uma flor chamada Saudade 
Saudade do compadre que não estava ali, 
para ,.-er o nosso menino Prefeito. Com as lá­ 
grimas molhando meu encarquilhado rostro, tive 
vontade de sair gritando. .. Gente,êsse homem 
que toma posse e meu 11migo Eu vi êsse ho­ 
mem menino. Tá? 
Fiquei alegre com a posse e estou, ago­ 
ra, mais porque êle se lembrou do meu bair­ 
ro e espero que nunca o esqueça. 
. Prefeito menino Clovis, aceite o meu 
abraço, aquêle abra~,o deste velho humilde e 
reumático. 
PÉ DE CHINELO 
Resp. _Dr. Pedro .J. Palmieri 
Sôbre o Estatuo dos 
Não era o nosso desejo assumir­ 
mos a paternidade da Lei que discipli­ 
nou as atividades dos mot(Jr1stas de 
a.xis, cumo sendo. dêste_modesto colu­ 
ista. Contudo, dissenções várias e 
mncompreenções reiteradas sobre a 
constitucional. dade ou não do referido 
diploma legal, obriga nos a vir de pá­ 
blico, esclarecer as razões que nos le- 
·vara a ·elaborar um Projeto de Lei, 
que tora na ocasiáo assinado pelo en 
tão 'refeito Municipal, sr. Walter Es­ 
cobar Nunes, cuidando ser o referido 
projeto de utilidade para_a nossa Ci­ 
dade, pensamento êste, aliás, referen­ 
dado pela Colenda Câmara de Vevea 
dores que com algumas emendas que 
sê faziam necessárias, tornou-se Lei. 
A Lei em questão é rebento de_nossa 
{i e não negamos essa filiação, 
au..011a. 	5 • é motivo 
di -se de passagem, 
]}.,t reúno ar@ pós. Trata-se 
fin&' iitosa, sadia é cheia de bons.pro­ 
p6sitos de servir coletividade P%E},% 
qual foi gerada, em parto compl a 
Motoris-tas 
mente· ·normàl. 
• Para aquele& que à apodaram com 
o abastardament_o e degen'erência de 
inconstitucional. transcrevemos literal­ 
mente _abaixo a "Exposição de Motivo" 
que acompanhou o projeto de lei, co­ 
mo -nossa justificativa pa•·a que o pro­ 
jeto em causa fôsse convertido defini­ 
tivamente em lei: "EXPO~IQ.AO DE 
MOTIVOS. SENHORES. VEREADORES" 
O projeto de lei qüe tenho a honra 
de submeter à elevada apreciação da 
Colenda Câmara de Vereadores, deve­ 
se essencialmente ao fato da necessi­ 
dade de la estimular aqueles que ho- • 
nesta -e dedicadt, riiente servem à coleti­ 
vidade. sem muitas vêzes receber dos 
poderes públicos uma garantia que 
importe em estímulo a uma classe em 
sua atividade de .servir. Referii:p.o-nos 
à classe de proprietários de "Taxis" 
desta Cidade, que de uns mêses para 
cá vêm se destacando pelo bom aten­ 
dimento . à população, expressão de 
progresso dêste Município. que at'é bem· 
pouco tempo carecia dessa P.Xploração 
de negócio, que pelas suas finalicl,.des 
e objetivos, prestam relevantes servi­ 
ços à coletividade belavistense e a 
seus inúmeros visitantes Uai a neces­ 
sidade clo Poder Público 1·egulamentar 
a atividade dos Taxis, que aliada a 
garantia profissional que se lhes em­ 
presta pr êste instrumento legal exi­ 
ge se dessa classe () cumprimento de 
certas observán ia condicionais, que 
colocam a salvo os seus usuários de 
inúmeros riscos pet1soais, como propro­ 
cion :m-lhes confôrto e bem estar. 
A competência do Executivo Muni­ 
cipal para legislar sôbre a matéria de­ 
fuli pacificamente do que estabelece a 
nova Lei Orgânica dos Municipios, n. 
S.154 de 6 de Janeiro de 1.972, que em 
seu art. 4.o, letra L, estabelece ser o 
Poder Executivo competente para: 
''concessão ou permissão para taxis, 
transporte coletivos urbanos e fixação 
das respectivas tabelas de prêços e 
horários". E o Dec. n.0 62.127 de 
16/1/68, que regulamentli o Código Na­ 
cional de Trânsito, em seu art. 86, pres­ 
creve também a fixação dessa mesma 
competêcia: "Os automóveis de aluguei 
(taxis) sujeitam-se ao regulamento bai­ 
xàdo pelas autoridades local". De na­ 
da importaria regulamentar a matéria 
de que trata o presente Projeto de Lei, 
se não lhe desse uma aparelhagem fis­ 
calizadora e repressora das possíveis 
infrações ao seu texto legal, objetivo 
êsse alcançado pelo Executivo Muni­ 
cipal, valando-se do permissivo conti­ 
do no· inciso XXI, do art. 21 da Lei 
n.0 3.154, de G/1/1972 (Lei Estadual), que 
dispões sôbre a Organização dos Mu­ 
nicípios, tratan-lhes as suas respeetivas 
competências. 	. 
O presente instrumento de Projeto 
de Lei, como já se disse anteriormen­ 
te, procurando estimular ao profissio 
nal que explora o serviço de - transpor­ 
tes, poderá exigir dêle o cumprimento 
de certas obrigações concernentes ao 
bom atendimento pú]Jlico, resolveu- ,li­ 
mitar AS CONCESOES de ALVARAS 
de Licença para exploração dêsse ne­ 
gócio, estribado no que lhe· faculta o 
art. 86,§ 4.o do Dec. 6~127 de 16/l/68r 
que aprova o regulamento dó Código 
Nacional de Trânsito, que assim pres­ 
creve: A autoridade competente pode­ 
rá limitar o número de automóveis de 
aluguei (Taxis) atendendo a necessi­ 
dade da população''. Cuidou ainda o 
presente Projeto de Lei em estabele­ 
cer uma tabela de preços a ser segui­ 
da pelos proprietários de taxis, cuja 
inobservância os hirnam passíveis de 
multa. estando a cargo do Departa• 
mento de Trânsito local exercer a lis 
calizacão e repressão contidas nêste 
Projeto de Lei, pela competência ori­ 
ginada na Lei Estadual. 3J54 de 
6/1/1972, autorizando ao Poder Executi­ 
vo de requisitar os bons ofícios da 
Autoridade Policial, para Iazer valer 
as ·suas detetminações emanadas em 
Lei. Assim sendo êste Executivo to­ 
mou a deliberação de encaminhar á 
consideração dêsse Legislativo o pre­ 
sente Projeto de Lei, opinando pela 
(Contillua no verso]

Tribuna da Frnrtt ,·lru 
17 ele Junho de 1972 	SUPLEMENTO 
Os Fundamentos do - Pastoreio Racional Voisin 
Definições e Hábitos da Vaca 
Prof. !.uiz Carlos Pinheiro Machado 
O vocabulário usado por Voisin foi, par­ 
te criado por êle, parteirado da literatura . ln 
ternucionul sobre o assunto. Mas é sem duvi­ 
d!l, peculiar· e, por vezes, pitoreoco. _ 
A seguir, definem-se as expreasoes mais 
empregadas na obra do mestre. 
P, 8toreio - é o encontro da vaca com o 
pasto 
Pastoreio Racional Voisin uso da pasta­ 
gem obedecendo as leis universais do pasto­ 
relo enundadas por André Voisin que resul­ 
tu na Integração harmoniosa do solo - clima 
planta . animal - homem. 
Planta prnten~e. planta do prado, pasto 
é aquela que, entre dois cortes sucessivos 
pelo dente da vaca, é cupz de armazenar re­ 
servas em suus raizes que permitem um re­ 
brote vigorot:io. Acrescentase: e que resista ao 
pisoteio pelo casco da vaca. 
Vaca expressão que Volsin usa como 
sínônimo de bovino. A impropriedttde linguis­ 
tica é explica.ta pelo fato de Voisio ter tra­ 
ballrn.
1lo muito com vacas. Dai a conotação. 
UG1 - Unida·te de Gado Maior. Bovino 
com ó)U kg de peso vivo e que come 50 kg 
de pasto verde por dia, o que equivale a 13 
kg de matéria seca/día. Nos trabalhos de pla­ 
nejamento n~o se emprega a expressão ca­ 
beças. P'refere se UGM. 
r:argu animal - é a quantidade de quilos 
de pe8o de bovino que se coJoca por unidade, 
de-área no. unidade de tempo. Usa-se UHM/ 
ha/ano.· . 
' ' . Carga instantânea - é· o número de UGM 
que suporta: um hectare do total da auperfi­ 
cie das parcelas pastoreadas efmultaoeamente. 
Carga global - é o numero de UGM que 
1rnpor'ta, em média, um hectare do total dos 
pâstos con,tderados. ~a prática e sinónimo de 
carga anünal: . 
' ·, . . ' 
Joroa<1ai"3 de pafllor io - é o equf valente a 
UG/da de pastoreio. Exemplo: num posto 
de 20 ha eRtiveram "32 UGM durante 87 àias, 
232 x 87 20 184jornadas de pastoreio, ou 20,184 
20 1009,2 jornadas de pastorelo/UGMdia. 
1'emp11 de etHâocia. TE - é o tempo (dias 
ou horas) durante o qual um lote pastoreia uma 
parcela em cada r<'tação do pa.-toreio de se a 
parcela. 
Tempo de ocupação - TO • é o tempo (dias 
ou hornt., durante o qual ums. parcela é pas­ 
torei«da a pelo total dos lote8 em cada rotacão 
dessa parcela. O tempo de ocupação é igual 
à som:: dos tempos <.le estância dos lotes. 
Tempo de repouso TI-<. - é o tempo duran­ 
te o qual, entre duas rot ,ções <lc pastoreio, 
deixa-se repousar a pastagem sem ser paAtorca­ 
da. O tempo de repou-o é Igual ao tempo de 
estâot:íH médico de um grupu, multiplicado pe­ 
lo numero dt> parcelas que se encontram em 
repouso 
Intensidade de pastoreio - é o produto da 
carga inRt11ntânea por hectare pelo tempo de 
ocupac ·L.i das parcelas. 
Independentemente da densidade da pas­ 
tagem, o bovino não pastu mais do que o i to 
horas por dia porque necessita sete loras pa­ 
ra ruminar t- nove para descanso e movimen­ 
tos Quando há boa densidade, pasta quatro a 
cinco horas e descansa 12. 1 UGM come 50 kg 
de pasto verde/dia 
Normalmente o gado pasta 60% durante 
o dia e ~0% durante a noite. Em climas quen­ 
tcls, o bovino aumenta o pastoreio noturno. 
Os bovinos pastam mais durante o clarear do 
dia e ao anoitecer. 
Uro bovino urina 141/dia em 12 micções 
e bostei 25 kg em nove bosteadae. 
A vaca faz 30 a 90 movimentos de a­ 
preensão de pasto 'por minuto e pasta 53 kg/ 
dia quando a pastagem tem I} m de lura 
) kg quundo tem 15 cm e 32 kg qunco o 
pasto tem 2õcm. tom u pustugem alta u a­ 
cu ingre menor quantídude de pasto porque 
não consegue e..gulir sem mastigar e, uo [a­ 
zê-lo com a cabeçu levantada, perde tempo e 
termi itl por 1 gerir menor quantidade de pa8- 
t A capacidade de comer é heredltárfu e u8 
v,u.::1.fi uiais comilonas silo as mais produlivas. 
ato de procura do pasto é guiado pe­ 
lo o.fato e nAo pela vfsfio. O gado prde: e lo­ 
c,iih uud hu ur-ina fresou e rejeita a urina 
ferentuda. 'om a bosta é o contrário:; acel­ 
tu u bosta ferentuda e rejeita a bosta freaoa. 
Todu vez que se compõe um lote de bo­ 
viuos cstabeh:ce-se a 0rganfzação do grnpo 
com a disputa pelas lideranças. Animais de 
direrenteo ldudes, sexos ou tamanhos podem 
integrar o memo grupo 1.10 1 RV. Os touros 
d ma ndum mais cuidndo. () gado macho ou 
1ochudo é mais dócil. Por mais chucro que 
seja e iudepend-ntemente da raçe, inclusive 
as zebu'uas, gado snbmetido ao PRV torna­ 
se c.•mplelaioentP m1:1nso .. aceita o manejo 
em menos de uma semnna. 
, nimafs pula dores de cer_caA ou de maus 
instintos devem ser separados do lote e eli­ 
minados da criação. O temperamento é here­ 
ditári 
~·a,· o bom manejo da pastagem deve­ 
se, sempre dividir cada lote em dois grupo; 
um de desn·,te, que entra primeiro no potrei­ 
ru e é o de maiores exlgênoias nutritivas(3a. 
lei) e, outro de repasse que ''limpa" o potrei­ 
ro, 
A pós a saida do 11egundo grup<, do po­ 
teriro pode-se pussar roçadelrn para combater 
as µ,rvas duninhas. Não se recomendn o U6o 
de herbicidas. 
[Folha de São Paulo] 
Fsrfia 
Informativo aos Desportistas 
• ESCOLHI DA NOVA DIRETORIA DA LEB 
No próximo dia 28, às 9,0 horas, no BAR 
BOLA BRANCA (interior do IEstádio FontouraJ, 
estarão reuuidos os desportistas Belavistenses 
para o trato de importaute problema: A Reno- 
vação da Diretoria da LEB. 
O atual presidente pretende 1 a nçar os 
nomes dos segu.ntes desportistas para sua 
• própria sucessão • • 
a) Presidente: Sr. Pedro José Palmieri • 
b, Vice• Presidente: Sr. Ortil Torres Caetano 
. e- Secretário: Sr. Geraldo Rosa 
d) 1o. Tesoureiro: Sr. Henrique Venâncio Ra- 
mos . . 
e) 2o. Tes~ureiro·_ Sr. Odemar Medeiros 
f) Diretor de Esporte: Sr. José Gltluoir Flo- 
. 	- res (Esporfe de quadra) 
g) Diretor de Futebol: Sr. An_tonfo Silano de 
Paula (Fut-Bool • CaÍnpo) 
h) Dir do Dep. de • Arbitros-: Sr. Fortunato 
• • Sipolli 
i) Diretor do ~atrimônio: Sr. Waldemar Leite 
• ·- • Dos ·santos 
j} Dir. de Rei. Públicas:· Sr, Ivaldo Pereira 
H - Prebtação da Contas e Atuais Atividades 
da GES . 
. Aos desportista presentes à citada reu­ 
nião. será feita uma explanação verbal da 
movimentação financeir.a ocorrida na atual 
gestão, bem como, ao final, relatados o anda­ 
mento. das principais atividades da LEB. 
m - Campeonato Belavietense de Futebol 
Foi iniciado no dia 14 Maio 72, o cam­ 
peonato Belavlsteni;ie de futebol de gramado. 
relativo ao ano de 1972. Preliaram Comercial 
e Independiente e o_ placar ,acusou um em­ 
pate de dois tentos para cada Club. 
:' • .-. Bela Viata-Mt, Junho de 72 
Gay Cardoso Galvão-Pree. 
LEB 
Be!avistenSe:. Colabore 
a Exposição 
. ., 
1 ' • 
com 
Tribuna )uridica - ccontivuação) 
suà aprovaçao .. por ser de Justiça. 
Prefeitura l'vh;micipal de Béla Vista, MT., 
27 de Janeiro de 1972. Ass. Walter 
Escobar Nunes. Prefeito" Como se 
verifica da Exposição de Motivos aci­ 
ma a limitação de alvarâs para explo­ 
ração de serviço■de Taxis, encontra­ 
se amplamente fudamentada em Jei e 
não por_ simples capricho nosso. "Lex, 
Dura Lex, sed • Iex. BV. 10/5/72 Ass. 
Pedro J. Palmieri. 
Belavistense:. Faça que a sua 
Triia seja cata vez Melhor

17 de Junho de 1972 
- ---- --------=:..:........::..:_.::..=:=..::..--=-:.....:..:....:..._ _ 
• H A I A E S C U J ft' 
Música agradável foi a de Baile de 
sábado. 
Conto é pessoal? Vamos cooperar 
com os Estudantes Belavistenses em 
SJ.J~s· Pfomoções Pró-Formatura com·- 
parecendo e prestigiando. ' 
Prestigiando por lá: Sr. e S-ra. Dr. 
En-ok; sr. esra. Ulisses P. de Almeida· 
' 	- li,, • 	' 	' 
sr. e sra. Alvair; sr. e sra. Sgto, Má- 
, rio Vargas. 
' . 
Quem·::anda de novos amôres é o 
Issa, Abdalinha, a Lúcia a Daicy e a 
Miguelina. Felicidades!. É você Neli, to­ 
da sorl'isos com a chegada do Ronaldo. 
1 . 
• , ' • ~ ' 1 ' 
Muita gente esticou por C. Grande, 
a fim de assistir jogos da Mini-Copa. 
) 	• 1 1 ~ .• • 	• • f : ' : I ~ 	• 
: Bossa Nova, ponto de encontro do 
• Top Set da Rainha do Apa bastante 
·.' movjmentado no domingo. 
_.~ ... , Ao Noedi, parabéns pelo nascimen­ 
'todo "Rebento". 
páglna % 
. . 
Trocando as Alianças hoje, dia 17: 
Edil e •Jacó. A voces mil chamas de Fe­ 
licidades, é o que lhes deseja Brasinha. 
• G.P.R. proporcionará magnificos 
Bailes. Os Diretores do Clube com fôr­ 
ça total. • 
Entre nós a presença slmpá tica da 
Maria Glória Mello. 
. Edvaldo chegou em C. Grande, viu, 
ganhou um isqueiro sorriu e voltou 
chorando não foi de saudades. 
Ricardo sózinho no Baile. Brigaram? 
Semana: 
Sra. Zélia Marçolla 
Sra. Perciliana Pinheiro Mascarenhas 
Sra. Nice Miranda 
Srta. Rosalva B. Delvalles 
Srta. Estela Velasquez 
Srta. Constância Loubet 
Srta. EniJ Pereira de Souza 
Srta: Vânia· 
Jota . Recebida 
Fermina· e Longo 
.. IID ·_- ·i a. • Perdoar as calúnias, é 
U: erns~mew O., difamações é dever do 
homem-cristão,. e alma de tudo: HOMEM 
D .r a e o 
E X p· E D I E- N T E 
TRIUNI A FROATEARA 
. Diretor: Ivaldo Pereira 
·aedaiores: -Maj~ Gay Cardoso Galvao 
Dr~ Eli. Araujo'. Barbosa- 
COLABORA DORES: 
Dr. Pedro- Balmieri 
Antero f ,;oureiro 
Dr. Helio Loureiro 
Prof, Rosita Rosa Gomes 
Ana Aparecida de Souza 
lunde Medeiros 
• Estela Velasquez 
M yor Gamaliel Stumfli 
i REDAÇÃO._E _ADMINISTRA0AO 
'i Rua Duque de Caxias, N. 1285 
BELA VISTA ' • • MATO GROSSO 
~ ~ . . f IiãÓ , se responsabiliza· pelos 
0 J0rP9%;; itidos em colunas assinadas 
con.ce1 os 
.sae.e 
«« « a	i 	• ... 
• ·? 
"O . corte Perfeito" 
Rua Sebastião Criapim do Rego 
Mato· Clr.ot•• 
IIDICADOR PROFISSIONAL 
Dr. Carlos €dy 6a de'htediro 
Advogado 
Bela Vista. 	Mato Grosso 
Dr», Kalo D2oureiro Pinheiro 
Advogacia em. geral 
Rua Antonio Ma. Cael_ho 1215-Btla Yi3ta 
Dr, Pedro 'Palmire 
Advo.gacia em geral 
Rua- 15 da. Novembro 170 	Feno 2? • Dela Vista 
Cly >traujo Barbosa 
M é dc o 
'"'' Vl1t1 • Meto • &ro11• 
D». Carlos Solano 'Tare 
Médico Cirurgião 
•  
R111 Coronel C,mlul• d!O • Pala VI,u • Mt, 
D». Ftr 'Tfturano 
Médico 
tua ode do Porto_A[ogre- Bela Vieta 
. . 
Atenda-se dia e.e/te • atenda até as ,0 heras 
AI lede da la _Musieplidad D. let_- ,,,,,_,, 
1J,.. 1,/,i/,Jq_ Jl.durdro 
l.:(n,rgi4o Dentüta 
lepe de Rala X • Fea A - Bela Veta 
Bela Vieta-Mt., 12 de junho de 1972 
Ao Sr. 
Maj. Gay Cardoso Galvão 
Presidente da Liga Esportiva Belavis­ 
tense 
Bela Vista-Mt. 
Senhor Presidente 
A presente tem a finalidade de co­ 
municar que nada tinhamos acertado, 
para eu me responsabilizar pelo que 
foi publicado no '·Tribuna da Frontei­ 
ra." (Coluna Maj. Gay C. Galvão) do 
dia 10 pp. a nào ser uma simples pa­ 
lestra· verba,!. Digo ainda, que para me 
responsabilizar por algum ato de uma 
entidade como a LEB é preciso que 
seja convocado uma reunião, discutido 
aprovado e um documento comprovan­ 
do a minha responsabilidade. 
Outrossim comunico que não vou 
me responsabilizar, pois tenho acumu. 
lo de funções, como é do conheeimen- - 
to de V-Sa. 
1- Sou presidente do Gtnásio Estadual 
Bela Vista 
• 2- Secretário do Clube Esportivo Bela- 
vistense . 
3- Sou Funcionârio da 1,RE/2-06 
• 4- Professor do Ginásio Estadual Bela 
Vista- 
5- e Estúdo no Colégio Técnico de Con­ 
•• · 'tabilidade 
. Contando com o apoio de ·v.sa. 
antecipo riieus agradecimentos. 
Atenciosamente 
Noedi Leite Laranjeira 
Vr. €nock Jodé. de. <.5011~ 
Doenças do coração - Eletrooardf o grama 
Doenças circulatorios-Hiperten1lio Arterial 
Diabete - Doença, dos aparelhos Respirató­ 
rio, Digestivo e Urinário - Disturbios ner­ 
vosos. Trataman.to de engorda e de ema­ 
grecimento. 
CONSULTA: cl&IJ 14,0C AI 17 horas na Snltrmaria 
do lo RC. 
URGENCIAS: a aualauer hora· TeL Rer.. 117 
- $A U E A­ 
Horarios-Local-VASP 
Partidas as 14,30 
Quintas feiras para: Dourados, Lon- 
• -drina, São Paule-Rio. 
. Sextas· às 00,50 para Campo Gran- 
• de-Corumbá-Cuiabá-Goiania- Brasi­ 
lia. 
-'JL V_ia_~_b_e_m_-_V_I_a_je_V_ll_P _ 
D». Flor 7turno. 
11' 
+ CPF O0380351 - IDIO --- C.R.".185 
R IS ln Mni- Behlih "I- lei fi

Tribuna da Fronteira 
17 de Junho de 1972 
páglna 4 
Eles viram o disco? 
l{icardo estava de mau humor 
quando fomos entrevistá-lo no Bar 
Brasil. Nüo nos quiz reéeber em sua 
l'esidê:ncia. 
O· BOM. Ricardinho, é verdade 
que vocês viram o disco? 
Richa: - Não me meta nesta histó­ 
ria, já· lhe disse mais de uma vez pa­ 
ra não enchei'. 
O Bom - Mas me disseram que o· 
'Torino, Ico e Luiz Carlt1s viram o dis­ 
co t você também. 
Richa: - Aqui Ô! Não tenho nada 
com a vida particular dos meus ami­ 
gos. Se êles viram isso é lá com êles· 
• O Bom: - Mas êles disseram que 
você não é a primeira vez 
' Richa: . Unia ôva! Continuo jogan­ 
do no mesmo time. Se êles viram o 
problema é dêles. 
em nenhum esclarecimento, fo­ 
mos procurar o Dr. Torino. Feições de­ 
licadas, maneiras gentis, educadíssimo, 
o ü1< Toi'ino estava com o consultó­ 
rio- cheio, como sempre, quando fomos 
procurá-lo. A visado, prontam'ente nos 
recebeu. en-qúanto atendia um cliente. 
O Bom:.· Torino, é verdade que 
vocês viram o disco? O Ricardo nega 
pérentôi:iame,nte. 
Torino: - Era noite e havia luar. 
A estrada em péssimo estado-paramos 
sem gasolina dentro de um buraco. 
1:i"ica·m6s tod'os, doloridós pois o nosso 
earro é pequeno. e não tém o confor- 
to· dos mà.iores. Olha, terrivel para nós 
que foi a primeira vez. • 
.O Bom: A que horas aconteceu? 
Torino; - Nem gosto de me lem­ 
brar .. Gerca,. de nove horas mais ou 
menos. O carro- tremeu todo. O Jco 
apavorado. Foi :terrivel. . 
O Bom:- Mas o Ricardinho nega ... : 
• Torino: Está com medo de enfren- 
tar a realidade, coitado do Richa. Juan- Oireccion General da urismo 
do aconteceu êle disse que era asin } agencia ·unismo relia vista Paraguai 
meSm0e êle nã0 era a primeira V8Z. ·-o- --.- 
Agradecemos e fomos procurar o 
Sr, Wilson (lo).. 	---- 
Ao cegarmos a sua ofeta me- %@mi P?qnl f[ f à ppag kg 
cânica, êle consertando o motor de um • Cl iiiill Gllll} l). (f .6!! li 
carro, cantarolava; "Errei sim. Manchei 
""%} %.is, vera«e ae roce, militars nle ciis ia%-s e- 
viram o, disco?	·	. -· • 
• a,,7ate o t catos «a bekeceno as pilaras pléias 
O; Bom Mas o Ricardinho nega. 
,,São +inata, ele tot s vime "legar pia iii til.pi' 
. O Bom: Onde, mais ou meno's? 	: • · • . • 
.• .,"."1.$.9" 1 «6ai t Meles Mias .R%» ] 
ai aconteceu .•. . , 	_ =- 
Agradecemos, e·:como não encon. " "	. 
· tramos o Sr. Luiz Carlos fomos . pedir desses casos. Isto até parece epidemia 
a opinião do Sr. Gentil Vargas da Rosa, Coo voce vê, até êles viram... Até 
digno Delegado de Policia. • • : eles. . . .• .. . . . 
O Bom: Sr. Gentil, é verdade que Em, face da negativa de uma tes- 
o Torino, Ico e,tcaao viram o disco? temunha e outra se encontrar em lu- 
Gentil- e contaram Se é verda. gar incerto e ingnorado, estamos até 
dé, não =ei. s os/médicos, sociólo- hoje em séria dúvida ·se os _ referidos 
gos, psicólogos e outras. autoridades senhores viram o Disco... Voador, 'é 
Jevi,im fazer pe~qu1sas mais profundas claro. Podes crer amizade, podes crer. 
O que é a amizade? 
Segundo CICERO - Equipara-a á sabedo­ 
ria: .. , não sei, se, tirando a sapiência, há outra 
coisa melhor que a amizade. 
Em ROMA a amizade era representada 
por uma jovem, coroada de mirtos e de flo­ 
res de romanzeira com o busto meio desnu­ 
dado. 
Na sua mão direita ostentava dois cora9ões prê­ 
sos por correntes ao passo que com a mão 
esquerda. mostrava o peíto até u.o coração no 
qual se liu a t-eguinte legenda: De perto e 
de longe. Na orla da túnica encontravam-se im­ 
pressa estas significativac palavras: A morte e 
a vida. 
A amizade verdadeira deve ser para 
a vida e para a morte. 
Existem os amigos camaradas, amigos co­ 
nhecidos, amigos de cafês e amigos interessei­ 
ros. Naõ devemos conUar em todos os amigos. 
Os amigos prestan-nos graudes serviços 
e valiosos. 
Aquêle8 que dizem que não têm tompo 
pára os arr..igos, não é tempo que lhes falta, 
mas alma. 
O trahalho • mesmo quando feito com 
sincera paixão e ardor não preenche intcin.1- 
mente as necessidades espirituais do ser huma­ 
no. 
O amigo fiel é uma forte proteção; quem 
o encontrou, encontrou um tesouro "Vive em 
amizade com muitos mas seja teu conselheiro 
um entre mil" recomenda os livros sagrados. 
Amizade que acaba nunca foi amizade. 
Ninguém· cultiva mais a amizade que as mu­ 
lheres, porque o sexo femenino ·vive para o 
eentimento. 
A mulher tem horror á solidão. Um amigo 
é tanto mais verdadeiro quando menos pedidos 
faz ao seu amigo. 
O homem ama sinceramente aquela que 
tem pensamentos idênticos aos seus. Procuramos 
nos livros smigos mortos sempre vivos. 
VISITE' 
AMIZADE. CLA.NDE MEDEIROS 
A amizade eimentada nos bancos esco­ 
lares perdura até a velhice. 
«Se queres ter nmigos, sêde amigo» 
«EMERSON». 
A amizade não se adquire senão pela 
umizude. 
r'.n.ra conquistar amigos urge ser pru­ 
dente e diplomático. Os grandes favores não 
atraem umigos, geram ingratidões. 
A arte de conquistar amigos exige mui­ 
to tato, delicadeza. Com uma palavra gentil 
consegue-se mais de que com modos repulsi­ 
vos 
Um homem egoísta e invejoso nunca 
conseguirá grandes simpatias: Para ter amigos 
é preciso saber admirar as q~alidaden alheias. 
A atitude mental do homem inteligente e 
conscientemente sociável deve ser de continua 
expectativa· Convém fugir do otimismo pre­ 
maturo e evitar o pessimismo amarfanbador. 
A regra deve ser esta:.nam confiar em todos 
nem desconfiar de todos. A amizade ou liga 
homen iguais ou os torna iguais. 
Duas silos as oaracterfsticas da amizade 
verdadeira: Firmeza e consta.ncia. A amizada 
impõe deveres: Os amigos tem de medir as 
palavras que dizem entre si. A amizade é 
discreta e constante, sossegada e refletida, 
branda e uave, no atormenta, antes consola 
«Numa alma grande tudo é grande» .PASCAL 
As grandes almas sofrem mais, porque 
sentem mais. 
O coração e insaciável, mas a amizade enche.o. 
A amizaJa interessa A pedagogia e tem 
valor soe1al. O amigo digno desta nome, aper­ 
feiçoa e educa o seu amigo pela palavra e 
pelo exemplo. O bom e leal amigo é remédio 
para todas as angústias e todas as dores 
morais. O amigo é o primeiro que entra em 
nossa casa quando o mundo inteiro nos aban­ 
dona. A amizade nibilita o homem e engran­ 
deço-o. Portanto, só o AMOR. e a AMIZADE 
podem salvar o mando.! 
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