t! 
... 
[.MERCADO 	D A 
--=- .:.._.-- -··-·--··· ----··------ .. ,.~ .. - .. 
CARNE 
o mercado da carne fechou hoje com a 
segul11te cotac:ão 
•• -LlBRHDA.DE COM RESPONSABJLIDADE Frigorificos 	Boi Gordo 
l 
ll~@ <iJ 	••• 
@ela Vista-MY. 02 / 1 X	/
1972 
N 	.
2
6 Bourdon (C. Grande) Cr$ 3,40, o quilo 
Redatores: IVALD0 PEREIRA e Dr EU A BARBOSA Sadia (Maringá) 	3,30, o quilo 
,_c ' reuses I 
falado a Verdade 
"i io Fatfsme $o.al" 
Já se tornou rotineira a observação de que vivemos numa 
época de desafio, tumulto e mudança. As alterações socinis, psi­ 
qufoas, eRtfio se processando em ritmo acelerado. que o presente 
paraee ter pouca conexão com o pasaado e representa mais um 
fenomeno 1.rnmanal ou mensa-1 do que anual. O Brasil caminha 
com passos de gigantes, nossa m~ta é 11 libertação global do ho­ 
mem, colocando-o a par do verdadeiro sentido da politica e 8ua 
iafluênc1a no meio. Ninguém com plena liberdade de pen­ 
R
1
Ir p()de neste momento em que as forças se unem CAIR FORA. 
. ~abemos que a agressão humana é um fator determinante no 
comporta::nento humano, ó aceita por mais bárbara quo seja. Se 
e~sa erva daninha não for extirpada, tudo o mais será corrom­ 
pido. Devemos parar de agredir, é facil, basta canalizar nossas 
forças mentafe em dlreçlío ao clímax total de liberdade e traba­ 
lho Deixemos de lado os Mitos Politicoe e encaremos a ne­ 
cessidade de 11hollr o conceito de que Bela Vista Parou no Tem-­ 
po. Belavístenses: Encaixem-se na realidade aocial que os cir­ 
cunda, procurem compreender e olhemos o futuro com a COn­ 
ciência· de que estamos no caminho certo. Estamos? .... 
(Continua na U1tima Pâgina] 
Capacitae te Ireis 
iuamis 
italijê:ia 
Candidato a 
Prefeito de Jardim 1 
AGORA TAMBEM EM BELA VISTA 
"6AALUA E €A. E IDA."? 
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O 
tr8 	E Iutivo 
Prestatividade integra4g,3%,veto ""o 
da .eg 
Mato GrOO 
serio Nacional 
Fatos 
Presidente da 
em Noticias 
Cialrá MONTEDAM em 
Em visita de caráter administrativo, vi sit o u 
Cuiabá, onde p e r m a n e e eu até o dia 28, o 
genêral Telmo de Oliveira Santana, diretor-presidente 
da Montedam, Vem ultimar os preparativos para a 
inauguração do Supermercado da empresa nesta Ca­ 
pital e verificar. o andamento das providências para a 
instalação de um entreposto comercial em Várzea Gran­ 
de. onde projeta também a construção de um grande 
edifício para instalação de hotel. Aqui o general Tel­ 
mo de Oliveira Santana inspeciona ainda a Montedam 
Comércio e Transportes e a Montedam Comércio, In­ 
dústria e Agropecuária. No momento, a Montedam que 
já mantém em Uirapuru, à margem da BR-364, uma 
subsidiária que explora os setores de colonização e 
extração de madeira, para exportação, planeja a ins­ 
talação de um entreposto comercial também naquela 
localidade e, futura mente, um frigorífico industrial. Se­ 
gunda-feira o diretor presideate da Montedam seguirá 
para São Paulo, em visita ao depósito que a empresa 
mantém naquela capital,,responsável pelo abastecimen­ 
to do :-;upermercado de Cuiabá dali regressando a Por­ 
to Alegre, sede da administração central. 
Programa 
BRASILIA [Sucursal) - O chanceler Gibson Bar­ 
bosa deverá assinar acordos de cooperação técnica, 
cultural, consular e comercial na sua visita à Costa do 
Marfim, durante a viagem que realizará a Africa, em 
outubro - novembro deste ano. 
A informação foi divulgada ontem pelo embaixa­ 
dor daquele pais em Brasilia, Seydou Diarra, acres­ 
centando que na próxima semana os diplomatas dos 
dois paises deverão fazer a revisão dos textos dos 
(Continua na Ultima l'ágina) 
BELA VISTENSE: O Broblema de . Moblliar sua casa· 
está resolvido - nós temos os Móveis - Você Faz 
O Plano - Eletro - Domesticos em geral 
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dos famosos móveis Ghelmam e Cymo - Congeladores 
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1 O Ponto de Encontro da Sociedade Jardinense 
"Se voce Quiser um Papo Sigiloso temes reservado 
com musica suave" 
Jardim 	Mato Grosso

Tribuna da Frontef ra 
-
-----~~~~~~~~~-------------------....cp=---n_g_ln1 2 2 de setembro de 1972 
E tivemos um fim de semana mui­ 
to apagado. 
Brincadeira no Paraguai, pouca 
gente pre<stigiou devido a chuva. 
Na quinta feira aniversariou a ami­ 
ga Rosalva; a ela nossos parabéas. 
Por lá geração pop compareceu: 
Sandra, Kika, Nizeth, Marlene Beto Riaf, 
Abdalinha e. 
Sr. Sra. Jairo de Souza Rodrigues, 
aguardam visita de seus umigos sua no­ 
va residência fica na - Vila .Sgt. Amaral­ 
Conj. Residencial rua do Livramento 
30 Guadra 3 .. Campo Grande-MT. 
• Nairza afivelando malas para dar 
um "chego" Surprêsa até Aquidauana 
cuidado Otav. 	·.,, 
Estiveram até Cuiabá os redatores 
Dr. EIy e lvaldo para congresso dos Jor­ 
nalistas de MT. Muitas novidades. 
Nossa ari:iigá Estela circulan'do pela 
cidade toda sorrisos em companhia da 
futura sogra. . 
Notamos ausência do casal Nica e 
Zé. Vamos circular. 
O casal Gabi e Zeli eufóricos aguar­ 
dando vinda do herdeiro. Felicidades a 
êles do Brasinha. 
. Dando voltas por Bella Vista Para­ 
guai as "cocadinhas" Marieda; Néli, Mar­ 
garida e Mirna. 
Saudade "dá", não é mesmo 
"FLAVINHA" 
Elegantes da Semana 
Srta Mariangela - arta Elina Coelho - 
srta Solange U. Zavala' - srta Ida Ma­ 
ria Murano - sra Leda L.- Palmieri 
Casal da Semana. 
Edmar e . Juliana 
•
1
Pansamento do Dia" 
) 
Deus é a· soma de tô.das Possibilidades 
F tos licite @s 
Pus@ores cdl 
llimm rmmllilffi 
V o 
,,. 
e e 
(dos 
L ~ u? 
jornais) 
Me 
Jasé @las Flores 
azar Da i;] [sr @@o iae 
Prece s #iéreales. 
' 	• 
. Sua satisfação· é nossas melhor 
Propaganda ... _ . . _ . 
Roupas feitas em Geral 
Rua Dr. Ari Coelho - 613 
. l Jardim • 	Mato .• Gros1Ío 1 
é uma Boa Pedida . Podes Crer! 
PROPOSTA-Pólem de algumas planta 
eHtá aendo útil no tratamento de doenças pro. 
vocadas por estreptooooos e outros micróbios. 
Afirmando ser esse tratamento o mais elieaz 
atualmente contra a prostatite - na penln1ula 
escandinava, da Alemanha o o Japão-, o prot. 
Eik Ask Upamark explica a descoberta. sue. 
cn: "Com extratos de pólen de alfafa, centeio, 
avelelro, salguiero, álamo, pinheiro e marga. 
da-do-campo, o produto tem aço naquele mal 
e em outras inflamaçoes co.ueudaa por germ11 
que não respondem à terapia usual". (Jornal 
do Comércio - Rio de Janeiro) 
ESTENOSE -- Subatituiçlio da válvula mi. 
trai om 9 pacienes no últimos 3 anos; faz 
prever o sucesso desse tratamento nos caso 
de estenose. Jdeopatioá hipertrófioa subaórtlca 
-· multo raros, moa geralmente fatais, Bis, 
método está sendo anunciado pelo prof. Dan­ 
ton Ceoley, que o npresentou em simpósio 
realizado no Texas, EUA. (O Globo - Rio de 
Janeiro) 	' 
LEUCEMIA - Eetimativn de técnico da S. 
oiedade de Cancer do EUA dá quo este ano 
15 800 pessoas morrerão de leuc0mfa naquele 
pais e que para o ano 19 mil novoo casos pode­ 
rão ser registrados. Falando darantc a conte .. 
rêncin nacional obre a quimioterapia da doen­ 
ça, prof. Joseph Simone lembrou que no últimos 
unoe tem havido progreseo na luta contra a leu, 
cernia e que, breve, se fará sentir a efioJencla 
das campanhas. O diretor de quimioterapia do 
lNC. em Bethesda,-Md, dr. Gordon Zubrod. infor. 
mou que uma em cada cinco criança com leu­ 
cemiau aguda está sendo tratada nos centros que 
dispõem de terapia moderna intensiva (O Glo- 
bo Rio de Janeiro) 
Jardim to Teças 
A Farmácia__da Seu Carro 
de: Monteiro e Oliveira ·.Ltda. 
.Possuindo Grande Variodade de Peças e 
Acessórios' para as Linhas Willy, Che­ 
vrolet, Ford. Wolkswagep, etc ,2Para ' 
: -totlos os Males de seu carro· oB Melho-, 
res Remédios são Ali Encontrados 
os • »..· • 4 	± 	• 
. Av. Duque dé Caxias - 14 - jardim-MT 
}sx>D ENTE 
TASU5 D 5R9E1 1 
is· Pessoas Elegantes e - 
de Bom G@sfo 
fazem o seu lanche no 
" ] • 	.'. . - . • • i . ·_ 
_Aber y 
I 
Redatores: Ivaldo Pereira 
Dr. Ely Araujo Barbosa 
Depto de Circulação Janes Velaequez 
Depto Jurídico: Dr. Carloa Edy Sá de 
Medeiros e Dr. Cirio Falcão 
Depto Comercial Alvaro G Souza 
COLABORADORES: 
Prof. Norma de Melo Pinto 
Prof Gamaliel Stumpf 
k"rof. Clunde Medeiros 
Prof. Estela Velasquez 
Prof. Elma Vief ra 
Atacy Loureiro Marques 
REDAÇÃO E ADMifilSTRAÇÃO 
Rua Duque de Caxias, N. 185 
Assinatura Anual _ so,oo 
Outros Muntciplos .. 60 00 
BELA VIST • ' 
- A MATO GROSSO 
O Jornal não se 	, 1 · 
conoeitoe emitido responsabiliza pelo• 
em colunas aesinadat 
J Correspondências • . 
orna! Fôlha da T d 
Correio do p ar e - Corumbá 
Q Nacional""?- Ponta Porá 
Fôlha d I'.) - asso - Fundo 
o p . e ourados 
antan-eiro AqUid . • 
%88%a i» %" 
±%s" %."3Mi @isonso 
ia ia si@.."° 	[

• Tribuna d_a Fronteira 
------ 
----- 
[j 	?de rotem"ro de 17? 
#±niação 
:. ! 	1) 
Houve épocii em ' 
risses só eram admial,,$,, certas pro- 
•. Mulheres inteligentests aos homens. 
!idade durante muito t e de persona­ 
trui11do os_ tabus e do!mpo fora~ des- 
, pene.ta virasa , e" 
funções de tanta responsabilid dp ham 
homem. . a.e como 
. . Elas se f_~zem prBsentes nos mais 
:diversos ~etores, é em uma repartição 
é na. chefia de emprêsas e nos e ' 
de liderança. 	argos 
Bela V is ta também despertou e 
aceitou a emancipaçao da m1:1lher. após 
F mini 
e~sas considerações torna-se necessá-­ 
rio lembrarmos de um elemento de 
nossa cidade; 
E_la é alta, um tipo esguío tem per­ 
sonalidade marcante e serve de moto­ 
rista a circular. 
Ela tem muito valor, pois nem· o 
mau tempo nem as estradas ruíns a 
fazem fugir de sua responsabilidade, 
pois quer nosetor rural, a encontrare­ 
mos com o seu sorriso de sempre. 
. Continue, Ma.ria Ely pois você é 
digna de admiração. 
ROSITA ROSA GOMES 
$ eperica é mãe is rales 
êzt. ite e qen já te leis para 
reses/ar s ritieas te s citai. 
sr, li, erse, por eli e te 
$ me éa.são #.l. Zeíesra eretdr 
$e.per tias.íiit da lotepntincia ir si 
C O N V I T E 
• 
• 1.1 
A Comissão Organizadora dos Fes­ 
tejos_ do Sesquicentenário ~a Indep~n­ 
dência do -Brasil, em Bela Vista-MT, têm 
a honra e a mais grata satisfação__de 
cnnvidar as autoridades CIVIS e milite; 
- ·:., -·.- .-:: • àas e 
O puvo em gera, 
res, pessoas_ g"%: 4je Visla Paraguai 
das cLdad_es 1rmas. ~ Festejos dos 150 
e Bela Vista, Da"%,,", o rasii, a te­ 
anos da Indepen den1ªgosto a 07 de Se­ 
rem lugar de_ 3i _e ·. - · . 
tembro de 1972, nesta cidade. 
Oograma Oficial 
- F go Simbólico do 
1 - Traslada çaoNdo . o~al de Nhandipâ. 
Monumento aci 
Dia 3.1 de agosto de 1972, às 20,30 horas 
2 Vigília Civic8 Mascarenhas 
21. Local Pça Alvaro 
2.2, Abertura 	O
0 
horas 
Dia 31 de. agosto de 1972, às 21, 
Aeeanineto,de,P$%o ae p. Pe­ 
,Descorramento ~ • ·. • na 
dro l • bertura d'fl Sema... , 
elaracã9 %%, ãa ridepend@n­ 
·do SesquiceneI 
. cià do Brasil 
2.3. Desenvolvimento d 1972 
tembro e. I 
as _te o1 a 0 %}; $ã@ia aeioma" 
Hasteamento 
às 0800 horas 
Arriamento da Bandeira Nacional, 
às 1800 horas 
Dia 07 de Setembro de 1972 
Alvorada Festiva 
Alvorada de Clarins. às o6oo horas 
Salva de Canhões, às o6o5 horas 
Hasteamento da· Bançle1ra Nac10nal, 
às 0800 berras . . . . 
Encerramento dos festeJos, as 1800 • 
horas • B d. . N . 
1 • Arriamento da an eira amona 
Retirada do retrato de D. Pedro I 
Apagamento_ do Fogo Simbólico 
3 
., Desfile Cívico Militar 
Dia 
03 
de Setembro de 1972 às o9oo hs. 
Escolas Primárias 
Dia 
07 .de Setembro df 1972 às o9oo hs. 
100 
RC, Ex-qo!11batentes, Colégios e 
Entidades Civis. 
lenda Mais, 
1 /lnoncie 1 
_! 	_ 
Sou eu só eu mesmo. 
O que pensam e dizem os demais, 
nada importa; fiU teuho minha Lei. 
Que outros, multidão covardemen­ 
te sigam, pelo caminho oposto, altiva 
seguirei. 
Que sem brio e vergonha, outros 
tudo consigam e que zombem de mim. 
porque nada alcansei; quanto mais com 
seu ódio o meu nome persigam, tanto 
mais. orgulhosa em trazê-lo serei. 
As pedras não fujo e as tormentas 
aceito; mas minha fronte não curvo em 
algum proveito, atitude a mesma se 
revela. A mim mesma fiel, a minha fé 
não traio. e, se um dia fatal, ferida pe­ 
lo raio tombar minha bandeira, eu 
tombarei com ela. 
ELMA 
~OOIDJílfGlmIDJ@ff« Fl?lOFISSIONDL 
Dr. Carlos €dy 6a de Ttdeiro6 
Advogado 
Bela Vista 	Mato Grosso 
Vr. 1<ér:Úo R.oureíro Pinheiro 
Advogaciu. em geral 
Rua Antonio Ma. Coelho 1215-Bela Vista 
D», Pedro Pafmfrre 
• Advogacia em geral 
Rua 15 do Novombro 170 • Fano !lJ9 • DalÍI Vllfa 
Vr. Carlod <Solano • IJluiie~ 
Médico Cirurgião 
Rua Coronal Camlssão 620 - Pala Vl±ta - MI. 
Vr. riorí ?11,urano 
Médico 
Rua 15 de Nl)vembro ?5 - Bel11 Vista 
1Jra. 1lidia ]uLiana .:A/vare~ ..:r4rce 
inca Odontológica 
Atando,n di11 e noita • alenda até u llll,00 horu 
AI lado de la Municipalidad B. Vista - Paraguay 
l 1Jr. #éllo R.oureíro 
Cirurgião Dentista 
Cllníu - Cirurgia - Prdhm, • Raio X - hor~ maruda 
Fana 151 - Bala Vi.ta • Mt. 
Vr. ]urandir ]oaé de Oliveira 
Cirurgião Dentista 
Cllnlca Gorai - Orurgía • E Odonto P•ili,tría 
Rua Dr. Arl Coalho da ·O1/nira •ln - Jardim 
---- 
1Jr. Gevaír Ferreira /2ima 
AD VOG .A.DO 
R111 Muccl,,I llontlon - 541 • J,nilm 
. ·' 
1 
4 , 
11, 
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, 1

Tribuna da Fronteira 
--------------- 
Sempre consideramos a instrução um dos 
prnlJIPtmltl da udminiatraçuo publica que mais 
precisu da atenção dos governos, dada u 
1mprància na formução moral espiritual da 
erlauça e realização de sua humanidade, por 
que, convenham08, u8 forças morais de um 
povo estúlJ condicionadas, ao seu maior ou 
menor grau cultural, ou melor dizenao, á sua 
18truçio 
Que podemos cdperar de um povo cuja 
maioria é slmpleBwente ignorante? 
A resposta é desoladora, Nada. 
A. edu Jução a arte de educar o homem 
paru vida social. 
Diz José Ingenieiros - esse maravilhoso 
psicólogo que é uma verdadeira gloria da A­ 
mérica Lt1Da: 
"Deve se presupor em cada um todas as 
possibilidades É mister que a educação seja 
integral, desenvolvendo, simultaucamente, as 
energias, físicao, morais e intelectuais. Habi­ 
litar o homem pura a vida civil importa não 
descuidar nenhuma das tendências que cons­ 
tituem os seus gêstos- e desejos. Deve-se. an­ 
inur tudo quanto possa aprender, sem fixar 
limites a quantidade nem a qualidade do a­ 
prendizudo. Quanto mais o individuo aprende, 
tanto ma!s util tie torna para a Sociedade." 
Estes primorosos conceitos do sociólogo 
argentino são desde muito, postos em práti- 
0a por todos o8 países civilizados que, esti­ 
mam a instrução como o maior encargo que 
se faz necessário á administração pública. 
Voltemos portanto, com o maior interes­ 
se a nossa atenção para o educação· da orian­ 
ça. Educar a criança é fazer "doste srzinho 
fragil, inconciente, plástico, um homem com­ 
pleto, consciente de· ouas responsabilidades e 
de seus deveres, conhecedor de suas obriga­ 
ções no tempo ( ... ] e decidido a usar os re­ 
cursos de sua~ liber<iade parà a realização 
perfeita de sua missão na terra" () 
• • A escola é assim para a criança o des­ 
dobranento do lar. É ela sua origem e natu­ 
reza uma instituição complementar da familia. 
A pedagogia moderna • bem nos orienta 
sobre os fins da educação, preconizando um 
sistema de meios para atingi-los. mister que 
a criança seja dirigida e assistida em sua e­ 
ducação por professor capaz não somente pe­ 
lo saber, mais ainda com o primoroso objeti- 
vo de sua ·vocação. . . 
Se educar é um direito primitivo da fa­ 
milia, a escola é uma instituição pública que 
regula e modela· em principios filosóficos e 
pedagógicos a formação da criança para sua 
futura atuação na eooiedade~·aperfeiçonndo sua 
educação âoméstf ca acrescentada a instrução, 
principio da formação intelectual no desenvol­ 
vimento do valor individual como estímulo á 
boa rganização do lar. 
A colaboração de educador e lamilia, cop­ 
correrá para derimir dificuldades ou impasses 
na educação da criança que se acolhe a um 
meio coletivo estranho mas que se lhe torna­ 
rá comunicativo, já que a escola é o seu se­ 
gundo refúgio. doméstico. É o que se propõe 
de inicio a um novo ser em se elevar aos no­ 
bres destinos para os quais a pátrfa. se orgu­ 
lha em dar-lhe o título de cidadão 1depen­ 
dente e nobre. 
B pars que assim aconteça, cabe ao pro- 
• fessor a obrigação, o desempenho consciente 
de um dever: Formar conecienclas, dl'spertan­ 
do e ilustrando inteligências para palmilharem 
a larga estrada das atividades humanas. 
Não será enfadonho repetir o que concei­ 
tua o. sociólogo ri.uy Ayres Belo: "Não sentido 
lato educador é todo homem que intencional­ 
mente exerce sôbre os eus semelhantes um8 
benéfica influência espiritual mas, no sen 
tido estrito só se pode considerar educador 
que conscientemente e sistemáticamente exer­ 
ce como uma missão a atividade educativa por­ 
que o mestre possui a ciênoin em ate com­ 
pleto" o que 1:1ignirioa, o educador deve ta r 
destacada personaUdade. 
2 de setembro de 1972 	_ 
Curso Primário 
Do exposto concluimos o quanto há de 
relações jurídicas entre a família e a escola. 
No estimulo em educar a criança somos adeptos 
da escola particular com ampla liberdade e­ 
xercida por 'individuo ou associação que pu­ 
ra isto possua competência técnica e idonei­ 
dade moral" e mereça a confiança das fami­ 
ias. O Estado tendo o conbecimgpto perfeito 
da necessidade de educar a infância deverá 
abrir escola em número que venha satisfazer 
as exigências da instrução. 
Não oomos pedagogos e nem exercemos 
o magistério para falar com verdadeiro conhe­ 
cimento de causa mas o bom senso no8 orien­ 
ta e autoriza a nos ocupar do ussunto com o 
imples desejo de que a escola primária se­ 
ja preferencialmente uma preocupação do8 
poderes públicos federal, estadual e municipal, 
Nilo esqueçamos. A escola deve à socle­ 
dade a formação dos caracteres fortes, de ci­ 
dadão aptos e conscientes em cumprir o ~eus 
deveres para com a [amilia a sociedade e a 
Pátria. Comecemos portanto educando a crian­ 
ça, realizando a sua humanidade. 
Pe. Leonel França S.J. - Formação da Per0o­ 
nalidade. 
Colaboração para Joral - lua da Fronteira 
A gente quanto mais ama, 
mais sofre, soluça e chora. 
Pois o amor é como chama: 
Crepita, queima e devora; 
Felicidade ... um ranchinho 
e, dentro dêle, nós dois 
nove meses de carinho 
e um molequinho depois. 
Na escuridão dos teus olhos 
vi acêso dois tição. 
Fui chegando mais pra perto 
e quemei meu coração.... 
De um .mestre, já falecido, 
nomes de burro levei · . 
Ele se foi, o sabido 
eu que· era burro fiquei. 
Lá vai esta humilde trova 
para tua coleção, · 
põe a trova na gaveta 
E o jornal... no coração 
SERGIO MEDEIROS 
Senhores assinantes 
Pedimos que procurem seu J or­ 
na! todos os sábados, domingos e 
Segunda - Feira em nossa Reda• 
ção, caso não o tenham recebido 
em sua residência. 
"BE L A_V IS TENS E" o jornal é a voz de 
uma cidade. Façamos com que Bela 
Vista não continue muda'' 
ol bor m «com ste Semanário 
Por Que a Criança 
Furta? 
Entre outras podemos dizer que são três 
as cau8as principais do furto na criança: 
a) Vicio ele educaçüo; 
b) Frustruçüo; 
c) Anomalia da inteligência ou do caráter 
Observam os pais que a crianças e ego- 
centrica (voltada para si) nos primeiros anos 
de vida e não possui noção do que lhe per­ 
tence e do que pertence ao alheio. 
Ela e oatuma ver que as pessoas grandes 
podem mexer, impunlmentc, em seuo guarda­ 
dos e brinquedos. Outras vôem mãe~ que ti­ 
ram dinheiro dos bolsos dos esposos. 
O menino pobre não telll: condições fi­ 
nanceiras para fazer certas vaníagens junto 
aos colegas de grupo, então furta para nao 
ficar pura trás, para não ner diferente._ Ne,ste 
caso temos um furto de compensaçao, A. 
crianca às vezes furta, temendo ser ínferiori­ 
zada e humilhada no seu grupo de amizades. 
A pcbre:rn, o abandono moral, a falta 
muitas vezes de instituições destinadas a am­ 
parar e orientar o menor e a caroncia afeti­ 
va, comumente, levam a criança ao furto e 
até mesmo ao roubo, Outras procuram afir­ 
mação e aceitação dando presentes, e furtam 
para poder fazê-lo. 
Pode até parecer curioso. mas é comum 
furto por pequenos detalhes como para obter 
o doce que não lhe foi dado apóa o jantar. 
Neste caso observamos um conflito psíquico 
por se julgar desprezada. 
Há outros que o fazem para punir 01 
pais muito rigorosos ou para envergonhá-los. 
quando se dão ares de muito importanten ou 
destaque social com detrimento dos filhori. 
As vezes o excesso de carinho e de con­ 
forto são responsáveifJ pelo furto. A afetivi­ 
dade e outro fato que não podemos deixar 
passar despercebido porque é muito comum 
acharem as seguintes razõea de ordem afetiva: 
preferencias, castigos violentos e prolongados, 
conflitos familiareR, brigas, ciúmes, eto. 
O furto pode ainda Ber praticado pefo 
desejo de aventura ou por imitação a filmes 
livros. jornais e revistas. 
Precisamos examinar o ambiente da criança 
que furta e descobrir a razão. 
Os objetos furtados precisam ser devolvi­ 
dos ou pagos pela criança com dinheiro de 
sua mesada ou então pequenos trabalhos. Ela 
deve compreender o seu erro, sem ser humi­ 
lhada, sem ouvir dizer que e a vergonha ou 
a desonra da famflia Uma vez recuperado o 
objeto, seja a falta esquecida e procurem os 
pais sanarem as falhas, modificar o ambiente 
que teria contribuído para que esta criança 
furtaese. 	. 
De mesada a seus filhos se você puder, 
mas não exorbite, não dê dinheiro em excesso. 
Precisamos ensinar a criança a respei­ 
tar a propriedade alheia. casas, quintais, ob- 
Jetos, carros, eto. 	· 
O homem so torna bom ou mau através 
da prática continuada de boas ou más ações. 
O EXEMPLO é impertantíssimo em edu­ 
cação, é como dizem em linguagem p o pular 
"FREI EXEMPLO É O MELHOR PREOADOB". 
GERALDO PINTO SOBRINHO 
Pedagogista

Tribuna da Fronteira 
• • • • ---· - ·-:-. ------------~--- __ 2 --.:de setembro de 1972 
lc~dente • com Criança Exige· Muito· Cuidado 
Em todo· 0 mundo registram nú­ 
mero cada vez maior de acidentes do­ 
.• mésticos, principalmente com crianças. 
, • g. na h?ra da a·fob_aça_o (na ª'lsência 
do marido) é comum a mãe esquecer 
• algumas precauções. _Aqui vão álguns 
•.• Jeru bretes sempre válidos~.. _ 
• •• O .QUE FAZER-. Em caso de fe­ 
rimento, jamais aplique sal, ·açúcar ou 
, -· vinagre no local. Quando houver perda 
maior de sangue, comprima o ferimen. 
to com. lenço .ou toalha limpa· até che­ 
ar o socorro médico. Em caso· de· 
queimadura . em áreas relativamente 
• • maiores, antes de cheg&r o médico 
•• • não use nada, pois muitas vezes a 
•• substâacia u.olo.cada predispõe à infecção 
,- : Nos .acidenteR em que houver sus- 
,i• ;· peita de fratura ou deslocamento ósseo, ' 
' • 	. 
não permita que alguém tracione os 
m~mbros a pretexto de "destroncou, 
deixa, puxar que ·volta para o lugar . 
Fratura tracionada por mãos curiosas 
pode causar acidentes graves. 
. . 
Mais' Dlca·s 
Em caso de hematoma (sem hemor­ 
ragia externa mas com derrame sub- 
~ ' 	·- 
cutaneo e aspecto azulado na regrno 
traumatizadll).coloque compressasfri'l_s .. ,---------------7 
• Aó 'admitir que ª as. Liz Carls Costa • botão, moeda ou qualquer outro obje- 
to, nada de Iaxativos, que podem ace- 
lerar o trânsito intestinal com perigo 	. ,, 
P e O 
"Baixinho' . 
de perfuração do intestino. rocur . 
11 
1 
médico ou vá ao pronto-socorro mais 
próximc>' de. casa. • 
lifütard1 ••• Ivll®fill® 
• .· 	. 
Mm jo~~m com idéias longas 
fiar de Kta p/a e progresso de 
ela iista - aárie -Peta­ 
ista - Poderia ser chamado /a 
aficdao a eraalar.tão o foi. 
• · r@r . ·_ :. QM@1 
J •• • 
Dr. F iori Murano 
tio 
. _ Lavagem - Lubrificação 
• Borrachar1a · · 
• «A Perfeição acima de Tudo» 
V• t _ Mato Gross0 
Bela 'is.a 	· 
Amigo: Mais Uma 
vez Conto .. com 
seu Voto 
T AXI .' PONTO_ N.º 3 
eu . Motorista" 
''I • • 
for-se Miliário 
"Eu sw a Sorte" 
Loterias:. Esadual e Fdrl 
"Jardim..Loteria 13 Rotos' 
• ' , .· .. . . . . . 
Rua Mal. Rondon 513 - Jardim - Mt. 
"arfii do 18. icio" 
Yale!Ião: Joá Avelino 'e Silva 
Escrituras, contratos, procurações,_re9- 
nhecimentos de firmas, registro e imo­ 
veis, de títulos e documentos de protesto 
e anexos. 
-1- Extraimos fotocópia_ na hora-Autenticadas 
. . Serviço rápido e eficiente 
1 B.ela Vista • 	, MT 
Escritorio Progresso . 
• •• de • Jâii·o • de Vasconcelos 
: 
• ··c-Rc 1557',1 
Bela • Vista 
.Casa . 
de: ·ULISSEs.p: DE-ALMEIDA 
Comércio de Sêcos e .Molhados 
Rua António João 623 - Fone . 262 
Só os bons são Capazes de construir 
... . . .. . ,.., 
,... .

pgina 6 
2 de setembro de 1972 - __ ----------------=- _ 
TrlbU4_da_Fronte!r"·	- 
IÕCÊÉQUEM · 
PAGA O· 1MPOSTO. 
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Fim do Fatalismo Social 
.:..5:. 
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É.Num bate papo, a cerveja que . 
você toma é Imposto que VOCÊ 
paga. Em tOda compra feita. de 
arroz, tecido, calçado, café, banha. 
etc., VOCÉ pagou Imposto. E 
sabe por que? Sobre toda mer­ 
cadoria comprada, o fornecedor, 
• obrigatóriamente. deverá recolher 
. o lmp_osto • devido, ao seu valor. 
Isto quer diier que VOCÊ. indi­ 
retamente, PAGOU este Impos­ 
to. O consumidor, realmente,- é o 
grande pagador. Assim. VOCÊ "e 
- : o - Governo - construirão escolas, 
-- • - '- ,• . . . - 	• 
hospitais, estradas e inúmeras 
, ·) outras obras públiéàs_ do seu 
interêsse. 
Imposto é obrigação que se 
transforma em bem comum. 
Dever de todos. 
. . : .. - 
(Continuação) 
É necesárlo uma nova concepçüo de realido.do social. 
Antes as cJisa aconteciam símplesmente, hoje, oa­ 
da vez aior número de coisas projetadas para a­ 
contecer. É uma mudança que se oonstitue em 
movimento alheio, ou processos anónimos e impee• 
soais e ruma na direção de situações de enge­ 
nharia social cada vez mais organizadas. Sudjeti­ 
vamente designaria essa mudança pela [raso: Fim 
do Fatalismo Social. E o fim de uma atitude 
mental mais ou menos fixa que era a barreira de 
nosso despertar, Atualmente, com frequência vê­ 
se que a realidade social e sua evolução esto sob 
contrôle e creiam, Bela Vistá sdstá sendo ohada. 
Aqui não será. julgado o que os administradoresfi­ 
zeram e sim, o que deixaram de fazer. Estamos 
sendo analizados. Sim, analizados. A TRIBUNA é 
uma força dentro dêste conceito, tornou-se de âm­ 
bito inter-municipal, e com a colaboração de todos 
contribuiremos no despertar social da região. Apon­ 
taremos o que 'é certo ou errado e tenham certe­ 
za, VENCEREMOS, O que ontem acontecia agora 
pode ser levado a acontecer ou impedido de acon- 
. tecer. Em face dessa tremendn ampliação de for­ 
ças e potencialidades humanas, Não bá Possibilfda- 
- de de Fugn ou Retorno. Nós estamos na luta e 
continuaremos. E você leitor amigo?, continuará 
nos labirintos do passado estacioná~ío, ou . terá a. 
corágem de renunciar a perconceitos e, juntot1, la­ 
do a lado, trazermos para esta terra, onde o ho.­ 
mem encontrará um mefo fecundo para realizar-se, 
tudo o que se entende por Civilização. Sua respo~ 
ta, leitor amigo, eu quero em forma de Participação. 
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Secretaria da Fazenda 
do Estado de Niato Grosso 
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Wr. /van Espinioa lriniade 
: H_omem do direito· que usa do direito de 
ser homem dinâmico e audaz para ser 
1 
•• Candidato a Prefeito de 
Aquidauana · · 
Fatos em- Noticias 
(Continuaçao) 
convênios, com execução do acordo co­ 
mercial, que vai ser revisto conjuntamen­ 
te com a missão empresarial da Costa do 
Marfim que visitará o- Brasil em' setembro 
para conhecer a Lxpo-72 que se realizará 
em São Paulo.- . 
O diplomata _explicou que . o trabalho 
de revisão será feito segunda e terça-iei­ 
ra5 próximos, _na Embaixada de Costa do 
Marli~. e cobtur~ c_om a participação do 
embaixador Vladinir urtinho. secretário­ 
geral adjunto para Assuntos-. ct'e Airica, do 
ltamarati. 	- • 
g Cooperação 
O embaixador Seydou Diarra explicou, 
ainda, que na parte da ·cooperação técni­ 
ca, o acordo entre Brasil_ e Cóstà do Mar­ 
fim estabelece' participação brasileira em 
projetos habitacionais, de transportes e eo­ 
municações. Prevê a assistência do Brasil 
para - a implantação de uma TV-Educativa 
em A.bidjan. • •. . _ , 
Na pa_rte_ cultural, o acordÓ entre os dois 
.. paises estabelece o. ensino de português 
em escolas de Costa do Marfim a realiza­ 
ção de exposições, e a concessão de bol­ 
sas de estudo em universidades brasileiras, 
para. estudantes daquele pais e em areas 
consideradas prioritárias pelo governo • de 
Abidjan.. 	• 
• o- embaixador informou · finaimente 
que não_ estão' previstas conv'ersações mai~ 
amplas - sobre a colaboração da Petrobrás 
11:ª pes9-uisa do petróleo de Costa do Mar­ 
fun pois os estudos realizados em Abidjan 
nesse setor ainda se encontram em fase 
inicial.