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Redatores: IVALDO PEREIRA e Dr EU A BARBOSA 
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Bourdon (C. Grand<') 
Sadia (Maringá) 
A cfdade em· festn, o sentímeulo de putrlotlsmo revigora 
c~da dln que passa, o maior mérito deste Governo, como já ha­ 
viamos dito, toi.despertar no povo um alto sentido de brasilida­ 
de. Estivemos os desfiles comemorativos do Sesquicentenário 
da. Jn,tependência e vibramos com êlc>s. 
O bom .jornalista, Ill}o foge às suas obrigações, prinoipal­ 
mPnte quando s~ truta. de um tema ligado à patria, e muito mais 
ao seu povo. Se in,iependência desperta na Nação uma furrna 
de festa, multo mais em nós que contribuímos para ela, para o 
aeu engrandeoimcnto, para a continuidade do progresso e de um 
povo totalmente independente. 
''~inguém seguta este pais" . disse Médici-e ~ reulmente ~ o 
pais está seguindo direta e galhardamente para o caminho . se­ 
guro de uma -Nação independente que tende a crescer com o 
deoorrer dos anos, sempre dentro do esplrito revoluoion_ário de 
Março. de 1964. • , • ''- - 
"O Brasil é você;: seu caráter, sua inteligência" - O Brasil 
é você, belavi_stense amigo, que deve seguir as palavras do Chefe 
da Nuçã() e - demonstrllr,. com garra e perseverança, que a peque­ 
nin Bela Vistu é umà purtlcula muito importante neste pais que 
se torna maior no ano do St-'U Sesqui0enlenário. 
"in lependêaclá ou Morte" - gritou· D. Pedro às margens do 
Ipiranga - Mas quantas e quantas vêzes este brado não foi deur­ 
pudo pela aç!lo mesquinha de m~us • brasileiros, que tectuvam le­ 
var o país para o camínho inseguro do caos. E ugoru, mais do 
q11e nunca, êle ressuscita de um amaranhado de politicagens ba• 
ratas lev'.lda~ a efeito por indivíduos personalistas, esquecendo. 
o oem estar social do povo qus lhe assegurou um manda:to, quem 
sabe, uté enganado pelas suas palavras meaquinbus e demagógi­ 
ca . .L 
Desperta Bela Viata; e eleva bem alto o nome _do teu país 
no ano ·do Sesquicenteliâdo: 
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4±$$±2%$3@ 
E;2::/5 3,2y: 
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892%% 
Méd_ici: "Homem de MeU Tempo 
- • y enho Pressa" . .;. .: -_ - - - 
''------------=---------------------· 
,.

Tribuna dn Fronteira 
9 de setembro de 197% 
pagina 2 
kital i &ia;io para Cabecinel de iert:i­ 
ros cs o prazo k 3% {trinta) lias 
1 
O Doutor GERVAL BERVARDINO DE 
SOUZA, Juiz do Direito da Comarca de Bela 
Vista l!:1-ltado do ~-luto Uroaao, na forma da 
' Lei, etc. 
FAZ SABER a todos que o presente df- 
tal virem ou dêle conh~olmento tiverem que 
por este Juizo e nrtório do 1: Oficio correm 
os têrmoa de uma AÇÃO DE USUC APIÃ.O re­ 
querida por BALBINA AFONSO DUTRA, a qual 
tàve lolcio pela petição do teor seguinte: 
Excclentfssimo Sr. Dr. Juiz de Direito da Co • 
marca de Bela Vfsta-MT. BALBINA AFONSO 
OUTRA, brasileira, vluva, de prendas do lar, 
vem propor pela presente, competente AÇÃO' 
DE USUCAPtAO, noa têrmoa doe arts. 454 e 
45íl do Código de Processo Civil, no curso da 
qual eendo nec,eesário, provará o que abaixo 
se articula; 1 ·- Que'a Suplicante desde 1947, 
vem residindo no imóvel eito a Rua Alcebia- 
. des Bobadilha da Ouoba, n. 147, medindo 30 
metros de frente por 45 metros de fundos, sen­ 
do os seus confrontantes os seguintes pro­ 
prietários: 1 . Pela Rua Alcebiades Bobadilha 
da Cunha, o Sr. Eleodoro Gauna, brasileiro, 
residente e domiciliado nesta cidade: 11 - Pela 
Hua Pedro Alavares Cabral, o Sr. Modesto 
Salomão, braseiro, oasudo, do comercio resi­ 
dente nesta cidade. 2 .- Que no terreno em 
apreço exist m s seguintes benfeitorias: I - 
Umu casa de madeira, coberta de zinco eu­ 
ma outra de talpas, coberta de capim, sendo 
que a totalidnde do citado imóvel, posaui dois 
únicos cómodos, 11 • Um. poço ti'agua.:· lll -· 
A rvorea lrutUeras. 3' • Que as citadas ben­ 
feitorias, com excesso da cusa de madeira, 
. todas as demais foram levantadas pela Supli- 
cante. 4' - Que a Suplicante e·noontra~se em 
dia com os impostos municipais sobro o refe. 
rido imovel. niio tendo· destarte, caido em co­ 
misso, graças ao cumprimento desse encargo 
fiscal, conforme foz prova o incluso doou­ 
mento; 5° - Que a Suplicante vem possuindo 
o· referido imovel, há mais de vinte anos, re­ 
montando d_esde essa data· a posse • da Supli. 
cante, fazendo nêle os reparos necessários 
para· a sua con~ervação e as benfeitorias es­ 
pecificadas, sem que jamais rõ"sse· molestada 
ou sofressé cp_osição uJguma, · na formH. do 
art. 550, do Código Cil Brasileiro; 6 . 
Provará, tinelmete, que a presente ucão deve 
ser julgadt procedente : prova1a para o e. • 
[sito de ser recoahecid o dmini da Supli.. 
cante, com fud no art. 55 do Código Cf­ 
vil Brasileiro, sôbr2 o mencio do terreno e 
uas enfeito ia Assiu, requer a V .. Ex11.. a. 
admita a justificar, em dia e hora designada 
e oom a citação do órgão do Min:8tério Pü- 
.----------------- 
blicn a posso em re(erêncin; Feita a juslifi­ 
caçã~ determinará V. Exa. a citação dos con­ 
finant~s do imóvel e de seus cônjuges se cu­ 
ados forem, para. na forma do citudo art, 455, 
contestarem o presente pedido, seguidos os 
dema!H trâmites legais, sendo afinal reconlic • 
cddoe a posse o o domínio d.o Supliouute sô­ 
l>re o lote do terreno e suas benreitorlas. Pro• 
teRta por provFLB pericial, testemunhal, docu­ 
mental o depoimentos pessoais doe confinantes, 
dando a presente o valôr de Cr$ 250,00. Nêe­ 
tes térmos, P. deferimento. Bela Vista, 22 de 
·outubro de l.968. (a) DR. PEDRO JOSÉ 
PALMIBRI. DESPACHO: D. R. A. Paga a taxa 
• regulamentar. Designo a audiência da justifi• 
cação para o dia 25/X/68 às 9,00 horas, B, 
Vista. 22/X/68. (tt.) DR. PANTALEÃO' BLANC 
· RINALDI • Juiz du Direito. PETIÇÃO DE FLS. 
18. Exmo. Sr. ·Dr. Juiz de Direito da Comarca 
de Bela Vista - MT. BALBINA AFONSO DU­ 
TRA nos autos da Ação de Usuoapião em 
curso pelo Cartório do 1· 01. desta cidade, 
em cumprimento ao despacho de V. Exa. 
de Ila. vem mui respeitosamente requerer a 
juntada inclusos documentos, sendo que 
o doe, n· 1; constante de uma certidão. faz 
prova que o bem objeto da ação proposta 
não se encontra. transcrito ein nome d~ .AN­ 
TONlO ·BRAZ DE LIMA, provando se, contu­ 
do. pelos documentos de n. 2 e 3, pertencer 
ao referido cidadão o imóvel em causa, eis 
que em nome gesse Senhor, encontra se aver- 
. bado • na Prefeitura Munlcipal • Nêstea têrmos 
P. Deferimento. Bela Vista 15 de Abril dé 
1.971 (a) DR. "PEDRO JOSE' PALMlERl. DES­ 
l'ACHO - Junte-de. BV. 14-04-71. {a/ DR. JO­ 
SE DE CASTRO • Juiz de Direito.. DESPA­ 
CHO DE FLS. 23 1 - Cite se a Antonio Braz 
de Lima e, as: confrontantes descritos nos 
itens I e II da inicial, para contestarem a a­ 
ç~o no p_razo de 10 dias. 11 . Cite-_ee por E­ 
dital no prazo de 30 (trinta] dias, publican­ 
do-se· tres vezes ~o Jornal da Comarca e, uma 
vêz no. Orglo Oficial do Estado, os interesa­ 
sados incertos. Em 31/07/1972 • (a) Dr. Gerval 
Bernardmo de Souza - Juiz de Uireito_. E -para 
que. chegue ao conhecimento dos intereesartos 
e ninguém possa alegar ignorância foi deter 
mmado a_expedição do presente edital que 
será publicado na forma determinada . Dádo 
passado nesta_cidade e Comarca de Bel Vj 
" "tado de Mato Grosso, aos quatorze dias 
. rnes de agosto de, ano de mil, novecentos 
. e Retenta e dois Fu, (ximiro Arruda], esere 
vente habilitado, o datilografei o subscrevi 
, · • • O JUIZ DE" DlRElTO . 1. 
Dr. GRRVAL BE~ARDINO DE SOUZA 
EXPEDIENTE 
TAU:A D FROTEIA 
t..	.	n.	«	o . - •• =::ic 
DIRETOR: Jvaldo Pereira 
EDITORES: EIy Araujo Barbosa 
Diogenes Bra.yner 
DEPTO: CIRCULAÇÃO: Janes Velusquez 
DP TO: JURIDICO: Dr. Carlos Edy de 
Medeiros 
REDAÇÃO E AOMINISTHACÃO 
Run Duque de Caxias, N. 1285 
Assinatura Anual • 50,00 . 
Outros Municípios - 60,00 
BELA VISTA MATO GROSSO 
O Jornal não se 'responsabiUza pelos 
conceitos emltfdoe em colunas assinadas· 
J ornai TFôlha da Tarde • - Corumbá 
Correio do -Povo - Ponta Porã • 
O Nacional - Passo - Fundo 
Fôlha de Dourados • . 
O Pantaneiro Aquidauana 
Folha de Mato Grosso 
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Tribuna <la Fronteira 
- ·-- ----~---------- 
Por Que 
9 
de setembro de 1972 
a Criança 
'o ta mos com muita frequência que 
a. crrnnça nos cinco primeiros anos d 
vida mente muito. 	e 
A criança descreve os objetos eu 
fatos, omo gostaria que fossem e não 
como o ~ão. Ha a1 um processo d.e au­ 
to-sugestão. 
De acordo com Piaget, inicialmente 
a _linguagem da criança é egocêntrica, 
nao se preocupando em se fazer en­ 
tender; já numa segunda fase, passa 
para uma hnguagem socializada onde 
Já se preocupa em comunicar seu 
pensamento. • . 
Sabemos que na infância,· a maio­ 
ria. das. crianças tem uma imaginação 
mmto rica o que vemos se manifestar 
de várias maneiras: brinca com sabu­ 
gos, como se fossem bois: atribui vida 
aos seres inanimados (faz c~rinho ou 
castiga a própria boneca). No seu de­ 
vanio, acha que está fazendo grandes 
realizações, como por exemplo: vencen­ 
do urn bandido ou que ganhou o maior 
prêmio. 	• 
Nesta coufusão da fantasia com a 
realidade a criança mente, poréu, in­ 
timamente, não admite que mentiu. 
Entretanto se a mentira se prolon­ 
ga além dessa fase normal, pode levar 
a certos desvios mais graves. 
A criança substitui o princípio . da 
causalidade por explicações mAgicas. 
Aliás, neste particular, nos adultos da­ 
mos nossa grande contribuição. Senão 
vejamos: Quando vamos iniciar uma 
estória· i_nfantil geralmente_ dizemos: 
naquele tempo em que os bichos fala ... 
va ou o • castelo tinha· as paredes de 
bombons, ele. Quem não se lembra 
do coelhinho de páscoa ou de Papai 
Noel? . 
Na verdaáe, se por um lado . pre­ 
cisamos compreender que a criança 
não tem ainda amadurecinento psico­ 
lógico para conhecer a verdade em 
todos s s detalhes, por outro, precisa­ 
mos ad ni'ir que a mentira na infância 
é umf.itobem comum.· . . 
Não somos a favor da mentira, pois 
ela pode trazer consequências desas­ 
trosas, mas apenas gostaríamos de lem- 
brar que' quando a criança mente,. an- 
tes de falar em cortar a ponta de sua 
língua ou de colocar pnnenta • em sua 
b • d eroos procurar conhecer um 
? ã » áãsãscoeris i@ii4si 
tas ·é@![ 
:, 
Geraldo P. Schrinho 
PAgIna 3 
- -· --·--- 
INDICDDOR PROFISSIONlll 
cas, de imaginações deslumbrantes e 
de aventuras inéditas em que vive uma 
criança normal. 
Será que não somos daqueles que 
mantém, mandando dizer pela emprega­ 
da ou pelo próprio filho, a· pessoa que 
nós nao estamos em casa? . 
. Muitas vezes a criança temendo apa­ 
nhar mente. E' um mecanismo de defesa 
que ela usa.· 
Bert cita vários tipos de mentira: a 
prazenteira, a de confussão, a de descul. 
pa, a de malevolência, a de vaidade, a de 
egoismo e a tradicional. 
Golphe aponta a mentira de defe­ 
sa, ativa e a sugerida. 
Adolph Neyer nos apresenta as se­ 
guintes normas para evitar formar um 
mentiroso. 
1) É necessário que os pais sejam 
sempre verdadeiros com as crianças. 
Evidentemente as· crianças descobrem, 
desde cedo, onde está a verdade e 
que mas engana. E a imitação aqui é 
perigosa: conduz fatalmente, à mentira. 
2) A criança nunca deve ser com­ 
pelida a dizer inverdades pelos pais: 
3) Deve ser evitada toda severida­ 
de excessiva nas punições; 
4) A imitação da criança deve ser res­ 
peitada. mas deve haver o maior cui- 1 
dado em não estimular-lhe a fantasia 
no sentido de uma discriminação difi 
--------------- cil ente o real e o irreal; 
5) Convém remover, o mais. possí­ 
vel, os tabus ou as inibições negati­ 
vas: 'não faça isto." "não faça aquilo." 
6) Evitar os interrogatórios desne­ 
cessários que geram, quase sempre, as 
mentiras, por confusão ou • por medo; 
- 7) Convém que o adulto não se 
exceda em- pregar sobre os. males da 
mentira ou da falsidade na criança i­ 
matura: o perigo da • sugestão negati- 
va· 	. • 
- ' 8) Procurar obter as confidências 
da criança e sua cooperaçao na bata- 
lha contra a- mentira. • . 
Concluimos que a mentira infantil 
geralmente ocorre por . • • • 
a) Falta de noção de tempo; 
b) Por engano de memória; 
c)_ Por ilusões de imaginayão; 
d) Por engano de_ percepçao. . 
Devemos valorizar • e enfatizar 
semprea verdade e procurar obter . a 
confiança de· nossas cr1ancas; 
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I

9 de setembro de 1972 
pagina 4 
R SIM HM E S CU T n 
' 	: 
Música legal do Conjunto The MI­ 
ni Som <le Jardim, sábado • pp.. mas 
pouca .g~me,. prestigiou. Que uconte.ceu 
pessoal'? 	• • 
Notei animação da juventude do 
Paraguai é isso mesmo mostrem como 
se dança a Polca típica. • • 
Compareceram:, Nica e Zé, Dalva, 
Hosalva, Nilton, Daicy, Arisoli, Ricardo 
e seu new Love. 
Como foi de Dourados. Constância?' 
e a tragada? ... 
E' minha gente, lanchonete Canti­ 
nho do Sacy é o ponto da Elite, muito 
incrementado com músicas e aqueles 
petiscos. 
Por lá: Alvair - Catarina; Va1dir- • 
Eunice; Tuca-Cida; Adão - Evine 
Também: Solange,_. Meir.e, Paulo do 
Vale, Loureiro, Luis e o amigo Domin­ 
gos de O .. Grande. 
A originul decoração do Sacy foi 
bolada pela sra. Ana Maria de Vas- 
concelos. Parabéns. . 
Prestigiaram também: D1·. Carli­ 
nhos, Dr. Pedro Palmiere, sr. Oscar 
8alomão e o amigo Hodolfo. _ 
Oswald0 Urubert e Ernestina, di- 
namizo.ndo Jardim. Promoções e mais 
Promoções. 
a Barranca como sempre com 
muita gente saboreando o delicioso 
churrasco A La Gaúcho. 
Dias pasado la Ora Nidia Alvarez 
Arce fue nonbrada Directota del Cen­ 
tro de Salnd de Bella Vista - Paraguay 
As Elegantes da Semana: 
Sra. Leonor Bulam arque - sra. Terezinha 
(Abel) - sra. Ramona Medeiros- sra. Zé­ 
lia Marçolla • sra Lenir Bazano. 
Casal· da Semana: • 
. Jairo Vasconcelos e Ana Maria 
Brasinha em nome do J ornai para­ 
beniza a todos os que organizaram e 
colaboraram para os festejos da Se­ 
mana da Pátria em nossa Cidade. Foi 
um SU, mais uma vez Parabéns. 
Falei! Disse e Comuniquei 
Brasinha 
famas #je s Fresares 
de %anti 
Para 
Capa e Pesta 
· . Josino Pinheiro 
Para começar êste rascunho, digo 
rascunho e não artigo, pois rião • tenho . 
pretensões de 'jornalista. Isto, é . mais 
um convite para os afeiçoados da ca­ 
ça e pesca, no sentido de formarmos 
um_ CLUB ,de CAÇA E PESCA. Club_ 
êste, que· venha atrair outros caçado­ 
res e· pescadores de diversas regiões 
e· até de outros países. Sendo um Club 
bem organizado, encontrará no mesmo 
todas as informações necessArias e até 
um «guia para acompanhá-los nas ca- 
çadas e pescar1as. . . • . 
Com um clb bem organizado atrai- 
rá pessôas _çle f9ra dei?'a.ndo sempre um 
dinheiro para nossa cidade e trazer ou­ 
tras pessôas para noss_o conv1v10. 
J 
#ten€à 
• • 	• 	1 	• 
Comunicamos aos senhores direto­ 
res, professores, pais· e alunos dos niu-. 
nicípios de Bela Vista, Jardim, Guia 
Lopes de Laguna, Caracol e. Pôrto Mur- 
tinho, que- estaremos realizando, breve­ 
mente, o "PROJETO, BOLA DE NEVE" 
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"E%93,"idade. Façamos com_ que Bei 
is a seja cada vez mais cidade 
olaborem com este Semanário

.. - ..... 
de 	setembro de 1972 
-----------:--- 	pagin_o. 5 
J-. 
E l E 
como meu atnigo Paulo 
mundo tem 
bugre tentou provar que tudo esse 
a sua razão de ser 
o rt1oiuado 
. <:'artecei~o!. O pacote de correspondência 
Jogado pelo Cabral, bateu com fôrça à solei­ 
ra da porta do _meu bnrraco, no· Bairro •da A­ 
mizade. Acabei ae tomar banho de caneca. 
com agua de poço meio dalobra e foi ver o 
que chegou. Francamente, se há uma cousa 
que detesto, é _ler carta e telegrama, prlnci• 
plmente o último. Todo telegrama, mesmo 
próximo do Natal. para mim sempre me traz 
cousa desagradável, ubro esperando o pi o r. 
Uma noticia de desastre, a morte de parente 
ou amigo, desastre, doença ou pior ainda. Is­ 
to porque telegrama, a meu ver, quer dizer 
urgência, pressa de comunicação. Pressa de 
quem envia esperando, que quem o receba 
também esteja apressado de saber a noticia. 
Quem não tem mesmo urgência ó a Emprêsa 
dos Correios. Outro dia, um amerlcano pas­ 
sou um telegrama de Aquidauana para ela 
Vista: "Jato moro as) William. O de cujus 
chegou vinte dia depois, assim: Gato morreu 
as) Iliana. . 
Gritei da porta: "Marieta! Marieta! Me em­ 
presta JS óculos·•. Os óculos da Marieta ser­ 
vem a toda vizioh rnça, Sã.o lentes universais. 
São velhos, surrados. emendados com arame. 
barbante e fita vermelha, que já está marrom 
de sebo e suor de tanto passar de orelha em 
orelha. 	. . 
Não havia nada, 11penas algune Jornais e 
U!n convite. Desses, que a gente sabe ser de 
caeiamento e só abre para ver de quem com 
quem Lá estava: "Viuva Angelin~ Paixão das 
Cruzes e o casal Manoel Antonio Pescado 
convidam V Exa. e Exma fam1ha, _p~ra o en­ 
lace matrimonial de seus filhos Olivia e Pra­ 
xedes Brederodes.. O. ato cerimonial será rea • 
zado na Matriz de Santo A fo n s o , etc. etc As 
linhas Unais continham o mais importante. O8 
noivos receberão os cumprimentos na residên­ 
cia da noiva. Convite de casamento quando 
t mina assim, quer dizer nas estrelrnhas. 
';n m eéíer a barriga." 0 que era ·co­ 
mum nos velhos tempos Hoje, isto é raro. 
O norml são "os tais cumprinentos na. Igre­ 
ia". 4 moça eca minha velha conhecida, Era 
{oivint 'Picolé, filha da Aagelina Pé Ba­ 
chado, moradora duas casas depois da minha, 
be.n em frente da casa de Marieta. Ora, u ve­ 
lha buxa gastou toda etiqueta, que aprendeu 
na vida, com o+ convites. Olivia tiba 08P% 
iião Piéo1é. porque quando meia,çhog "}% 
. ·t pedindo Picolé uaD o 
«nas e }%,% fico» &ivi@. A peiiia 
p~t'OU, A acordar Angebna per- 
z:. %1%"?'is e± ijjjé 
.g . lé E chorou mais 3 dias. rapaz 
quero p!O;{eia pessoalmente. Passou vá­ 
eu não coo e . da O li v, a, 
is ver2%.%%%, ·+is» 
frente ao meu Dia Mas com esse 
nunca passara d° %%?#a.' citrão @e o­ 
nome, devia ser um • van a.do face o 
e. iorae soo m}#, # c'iir«G 
agarramento com 8'vesperas da cega- 
i_ • g..%..% i is«s 
nha, segun o o . 
O casamento 
di' ·cado com atraso de 
Deu-se no i~ mares era do noivo, que 
sra iore e,J%, ~ali reiiii& no 
saiu da despe 
1
da ara a Igreja, onde en- 
bordel da Lourdoa%; !{ão dé desespero. O 
controu. a noiva ~bor se se transforma em 
Praxedes mal sabia, qu~uturs sogra -,t.emerosa 
afio nas ame4$$ e aavéi iej@ião o­ 
que ele tugisse e }a, ate os fundilhos com o 
do. Estava empen a a 	• 
Entao começou a tragédia. 
Quem huverá de dlzer (continuou o Bu­ 
gre depois de uma pausa, para recebor os a­ 
plauso8 e sutocar uru soluço) que a noiva pre­ 
sente, a nossa quedda Olivlnha Picolé, há mais 
de quatro anos seduzida pelo cubo ('ornetelro 
André da Luz, rôsee boje casar com o. . Não 
terminou. Um prato com ossada de galinha, 
lançado por AngeUna Iol acbata.2 mais ainda 
aquele nariz chato. Gritos de "Ióra calllorda, 
burro, tnho de uma égua, ouviram se a t r ê R 
por dois, seguidos do soco, ponta-pé8, pesco­ 
ções no Bugre que se defendia como um leão. 
Entre a turma do "Oaixa disso, estava eu que 
o conduzi a.o meu barraco e lá chegando se 
desculpava: Cambada de fngolnoruntes, n ll. o 
sabem receber a verdade dolorosa, com edu­ 
cação. 
. Duas horas depois, a bebida tranca e a 
música de um ba.ile, abafaram a vergonha do 
Bugre que não morreu a pau, graças ao amigo, 
casamento da filha. As maiores despesas de­ 
correram com o enxoval, pois o serviço de. 
uoces e salgados Marieta dispensou o paga­ 
mento. As bebidas. em grande parte, toram 
dadas por Chico Papagaio e outros amigos 
inclusive eu, que além do presento, contribui 
com dua caixas de uisque escocés legítimo, 
pois Angellna exagerou no8 convites, esperan­ 
do. lotar a cama e o quarto com os presentes 
a receber. Pediu-me, não esquecer de tru:r.er 
bom ulsque, que convidará o Dr. Carlinhos .Me­ 
deiro e êle era exigente em questão de uis­ 
que. All,m do Cr.rlinhos, viriam o 'Delegado, 
Prefeito, Juiz de Paz, militares, e outras auto­ 
ridades civis e ecle11iásttcas, pessoaá de fino 
trato e estômago delicado, exigente de bebi­ 
da cara, como esses automóveis de luxo que 
'só bebem gasolina azul". Dizem que amigo 
pobre "é como pé de caclús, não dá sombra 
nem encost'. Mentira. Entre os pobres há 
mais solidariedade na alegria e nos momentos 
djficeis. A Igreja estava cheia, cheirando a 
flôres e a naftalina das. roupas guardadas pa­ 
ra essed dias. O com·padre o sermão de sempre, 
falando em amor e filhos. Terminada a ceri­ 
mônia, os noivos foram abraçados efusivamen­ 
te e os pais distribuil'am fartos cumprimentos 
regados de abun lantes lágrimas, senpre acom­ 
panllados de convite para o almôço. 
RÉ DE CHINELO. 
Mulher /Homem 
. . 
Para inicio de conversa, a mulher es­ 
tá conquistando [e como] gradativamente, u­ 
ma liberdade mais extensa (e intensa), cada 
vez bem maior no seu tempo e no seu modo, 
Esta libe}:"dade dia-a-dia vai tomando propor­ 
~ões dive!'sae, como uso e abuso da pilulae 
"anticoncepc1onaie'' que m:i.ndaram para o be­ 
leleu aqueles receios angustiantes, livrando 
as mulheres dbquelea milenares c_onceitos · e 
preconceitos, que tanto atordoavam os nossós 
bons e vacilantes avós•. • . 
Exatamente, por razões óbvias e ululan­ 
tes, as mulheres do século XX cismaram que 
têm o direito de exigir o máximo de amor­ 
do homem, porque já não se consideram (e 
no são) uma parte _escr~va e sujeltts. aos ca- 
prichos e regalias do s_exo forte, . • • • 
A mulher atual para .o bem de todos,-dest­ 
nibiu-se de tal maneira • que ajuda· o homem 
nos seus mais frequentes .e variados métodos 
de conquista. Sendo exatamento o contrário 
do que acontecia outrora, quando'o homem 
usava de estilos excepeionai para. 'ganhar 
qualquer garota", Nos tempos idos o cr e- . 
guia uma garota • bem ciente de que com 
qualquer "cantada' ela estaria no papo. Ho­ 
je que se diga de passagem,· quem mais con­ 
vérsa é a dita cuja, falando de modas, de 
clubes, de cinemas, e tantas outras que deixa 
0 cara entre meio engasgado, E o· cara lloa 
calado só·ouvindo ela falar. Sabe de uma 
coisa: "o cara a invés" de "cantar" termina 
sendo "cantado". • 	• 
Inegàve1mente, com esta total desiniblção 
e com a grande liberdade sexual, s mulhe­ 
res perderam um pouco do seu encanto fe­ 
menino. Daqueles mesmo que levantava a 
moral do mais tranquilo e pe.cato homem. 
A mulher de boje é bem. mais "viajada", jà 
sabe onde põe o .nariz. A agressividade. na 
mulher moderna é uma constante. Ela vivia 
obedecendo a certas formalidades trazidas 
pelos nossos ancestrais e ao~ poucos . foi fu­ 
gindo das tradições conveno1onais, que não. 
lhe cabiam bem. 	. .. 
Mas ela toi mudando e, cada dia vinha-se 
modernizando de acordo com a necessidade 
do tempo. Então ela pasAou a quebrar todos 
os tabus: subiu saia, subiu blusa, colocou um 
olgarro aceso na mão, botou calça comprida, 
cortou o càbelo bem curtinho, tomou uma. 
doe de uísque e foi igualando-se ao homem 
de tal maneira que fngiu. do eterno papel de 
conquistada para o. de conquistadora._ 
Séculos trs a mulher era presa até 
mesmo ao desempenho cultural e profissio­ 
nal. Se estudava, procurava seguir uma car­ 
reira clássica - principalmente proteesora. 
Hoje ela procura uma carreira cientifica e já 
se forma em medicina, .engenberia. odontolo- 
Angelina acertou na previsão. No quarto 
havia presentes na cama, no chão, em cima do 
guarda roupa. nas. mesa de · cabeceira até á 
porta, severamente vigiada por D Tita madri­ 
nha de Olivia, A casa superlotada de gente, 
de copo na mão com caipirinha, cerveja, uis­ 
que, cinzano, de tudo..-- Todo. mundo entor­ 
nando para tornar a festa mais alegre do ano. 
Se havia fartura de bebida, de comida 
não se fala. Taboleiros com à.asados de ga­ 
linha leilões carneiro, carne de vaca, o n z e 
perú~, trave;sas de maionese e arroz de for­ 
no enchiam a .mesa de cem talheres. Ao la­ 
do, em outra, um bôlo de. d~is metros de.cr:m­ 
primento e um de altura, finamente confeita­ 
do tendo no ápice dois pombiahos de choco-· 
late prendendo nos bicos um cartão com o8 
dizeres em dourado: "Seremos felizes', c e r­ 
eado de garrafas de champanha e taças de 
"I""5do nas travessas só havia esqueleto 
e restos de arroz, Paulo Bugre levantou-se e: 
disse; Peço a Palavra. . . 
O Bugre é o orador oficial do Bairro pa- 
ra as festàs =de aniversário, casamento e eD­ 
terro.- Semi- alfabetizado, vererador eleito em 
toda eleição que.se candidate,dada u ua 
simpatia e aos discursos previamente enco­ 
meil.dados. O Bugre _oomeu a tripa. forte, Be­ 
beu de avermelhar os olhos amendoados que 
cavalgam um imenso nariz, pare01do com u- . 
ma rã que ali ge estatelou. De palito no ca­ 
to da bocarra, depois de desapertar o cinturão 
· e tree arrotos, seg1:1,idos .de. meto copo de dce. - 
. lada para assentar o. repasto e a r 
}]%,,,É", 'começou: "ãiiortãaáes mnitare, 
iP%}%; ~'eiesiástfas, meus senhores, minhas 
c1v B - tis senhoritás quer1dos noivos 
senhoras, gen ·undo têm a sua .razão de 
'T u d o nesse m 	. · 
Jr- fruto que amadurece, o canto de um 
ser. m té mesmo uma folha que cai duma 
pássaro, a. suà razão de ser. O vento do 
árvo_re, têm t 8Z muitas vêzes a Bemente da 
destmo nos r eridade e da bonança.. Hoje. 
sorte, da PP"?kf nico cumprem o _sagrado 
os filhos e o andamento de Deus: "Ide e po­ 
e a~radável,,m Tudo têm a sua .razão de ser. 
voai a_te""ç, em! Aplaudiram o Bugre. 
Muito bem. UI 
0 
- fmale 
(Continua na Ultima Página)

pagina 6 
9 de setembro de 1972 
VOCÊÉQUEM 
PAGA O IMPOSTO 
. 	o 
Empate 
,' 
<±9E&sena. 
' ' 
' 
• 	• dtif 
' . 
--- - ·- 
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":_. .·: .. • "·. _._~· .. , ,:.•.~: 
2,foi =5E5 E 
<-±- _ -- 
.± 
.···. : ; • 
1%5%%- . ... . 
É. Num bate papo, a cerveja que 
você toma é Imposto que VOCÊ 
paga. Em toda compra feita, de 
arroz, tecido, calçado, café. banha. 
etc., VOCÉ pagou Imposto.- E 
sabe por _que? Sôbre toda mer­ 
cadoria comprada. o fornecedor. 
obrigatór_iamente. deverá recolher 
• Ó lmpósfo ·_devido, ao seu valor. 
• Isto quer dizer que VOCÊ.·· indi­ 
retamente, PAGOU este Impos­ 
to. O consumidor. realmente, é o 
. gr_ande pagador. Assim; VOCÊ e 
. o Governo cQnstruirão • escolas, 
hospitais, estradas e inúmeras 
outras obras • públicas do seu 
interêsse. 
Imposto é obrigação que se 
transforma em bem • comum. 
Dever de todos. 
... 
. · ... 
:.. • .... 
#é 
.. 
o 
o 
:'!? ~ 
.o 
e 
Mulher/Homem 
[Continu.ação l 
» 
Secretaria da Fazenda 
do Estado de Mato Grosso· 
gio e muitas outras profissões ante só egul 
das pelot1 homens 	• t d 
D 
• de conquistar quase o os os 
, . espo1s s as mulheres procuram 
direitos do8 homen a tabus com relação ao 
sggrgge"",};"ia iisrí«dê misei- 
sexo. uer aq 
I 
t, a .qui 
na Je ir para as [esns e prat car uno a - 
lo que O bomem pratica. 
E tão 
O 
que a mulher acha atualmente 
e qu ssá mésma liberdade sexual que o 
home:n tem (de lazer o que quis_er e quando 
qmser) também pode ser seguida por ela. 
8Jmple~ente porque eh1s já estão achando 
que a virgindade não só deve ser guardada 
pelo gexo traco, que o _faz por uma simples 
razfio de rorn;.açlio floc1al. 
Antes o mêdo existente nas mulheres 
vinha das 'consequências que poderiam existir 
despots de certos meses. E, como toda gente 
já sabe, uma mulher que perdia sua v1rg1~­ 
dude antes do casamento, era totalm~nta rege1- 
tada pela sociedade. Hoje em dia, com o uso 
de uma simples pilula, elas já saem despreo­ 
cupadas, podendo praticar tudo aquilo que o 
homem pratica, basada naquele genial concel­ 
to de que "virgindade estâ, dando câncer . 
Não é de se estranhar, da maneira que 
vai - oom as mulheres tentando fazer tudo a­ 
quilo que o homem Iaz - daqui a alguns anos, 
tudo ae transforme e passe a ser o contrário: 
Ela é que vai conquistar, fala namoro ao ca­ 
ra, pedir o noivo em casamento, levá-lo ao 
cinema [êle acompanhado com o irmão] e 
muitas outrns coisas mais. Despoia, quando ca­ 
sados, é ela quem vai trabalhar para susten­ 
tar tudo, enqu unto que o marido fica em casa 
ouidaado das crianças e da cozinba 
Vai ser uma coh,a: principalmente a con­ 
fusão na hora de decidir quem vai ter a· criança. 
----------------- 
rara. tu xistz 
@owerã rasileira 
ubert 
Capacidade ; de Trabalho 
Dinamismo - Inteligência 
_AS.SUNÇAO -- O· governo para- 
guao contestou um pedido de informe 
sobre o Salto de Guaíra afirmando 
que "não existe ocupação alguma por 
parte do Brasil ao Sul da linha da 
• fronte1r~ Já fü1racterizada mediante a 
colocação de marcos". No Salto de 
Guaira se projeta construir a maior 
represa do mundo e o tema da. pos­ 
sessao do mesmo, ou o condomini d 
mesmo pelo Brasil e peio éa}' 
suscitou notícias dadas a conheci 
na Cam~ra dos S e n a d o r- e s 
reproduzida pelos matutinos de Assu 
çao. O informe expressa ,, 
#$.gli eng@iia, site&kf.. 
·guai se localiza : 
curso inferior. a res como país de 
rios internacinai P]!o do Brasil, nos 
e como país de , GP8aguai e Paraná, 
peito da Argentin~rso superior a res­ 
Esta dupla. posição ~o~ • mesmos rios. 
nhar-se em qual ue impede de alhi­ 
da controvérsia q1·nterrnda~ duas posições 
. . acionar'. • 
-lenda Mais 
Candidato a Prefeito de Jardim 1 - Anuncie ' 
~--------=-:_ 
l 
1 
··- - -- • -··- 
-E- - --..-:-- .. - • .--...E.-.. - .... - ... ., - o 	»o e «o 	·o o 
o