Foi a Cuiabá o Prefeito 
A fim de receber uma 
verba de cinquenta milhões 
de cruzeiros destinada a 
ampliação da rede eletrica 
da Vila Nova, foi à Cuia­ 
bá o Prefeito Clovis Mar­ 
celino de Oliveira. Aborda­ 
do pela reportagem infor- 
mou-nos que a suo viagem 
foi bastante proveitosa in­ 
clusive na prestação de con­ 
tas do Fundo Rodoviario, 
pagamento do Furgão da 
Matadouro, convenio com o 
SEC e Sec obras para a 
construção de uma Escola 
Primaria no Bairro Antonio 
João (Matadouro), no valor 
aproximado de trezentos 
milhões de cruzeiros, Infor­ 
mou-nos ainda que energicas 
providencias ja tinha sido 
tomadas para a repressão 
aos prop::ietarios que permi- 
A 
l- 
i
------ LIBERDADE COM 
ANO l 	BELA VISTA - MT. 
Diretor (Fundador) IVLDO PEREIRA 
e 
14/X/1972 
a 
tiam zus animais, andarem 
soltos nas ruas e oficiara ao 
SE pedindo informações 
sobre a falta d' agua aos 
domingos. 'Isto com certa­ 
za voces não vão publica;,­ 
disse-nos o Clois sorrindo. 
RESPONSABILIDADE 
N. 30 " 
Redator ELY A. BARBOSA 
e 
Sob o titulo de serviço 
Autonômo de água e es­ 
goto de Bela Vista, rece­ 
bemos do Sr, Bigido Iba­ 
nhes,·· Encarregado Geral • 
; daquele Serviço, umã longa 
carta da qual transcrevere­ 
mos as parte mais inpor­ 
tantes para não entediá-los 
com o obvio: A carta tem o 
seguinte teor: De inicio preten' 
diamos .responder a altura ao 
· comentario anônimo entitu­ 
lado "Domingo sem Agua" 
publicando neste semanal. 
de n", 28. Mas posterior­ 
mente mudamós de idéia 
po1s procedendo dessa ma­ 
neira estariamos apenas de­ 
monstrando maior ignoran­ 
cia do que a alguem de­ 
monstrou atraves daquele 
comentário. Ignorância, por~ 
que se algo deve ser dito 
em um Jornal com objetivo 
de melhorar ou de sacudir . 
as autoridades para um de­ 
terminado problema, jamais 
isso deverá ser dito em 
tom de troca e sem apresen­ 
tar nem que se-j a uma • só so­ 
lução; pois comentar so por 
comentar as comadres se 
encarregam. Quanto ao co­ 
mentàrio ser anônimo é ••• 
.,,. . ,, . 
sem comentario. 
Primeiramente' o Encar­ 
rega do SAAE, em 
Bela Vista. ignora que to­ 
da matéria, não ássinada, 
é da responsabilidade dos 
Diretor e Redator do Jornal, 
portanto é a opinião do jornal 
a respeito de qualquer assun 
to. Não há anonimato, Faltou 
ao Encarregado do SAAE 
Domingo 
ler a parte do expediente traordinária. Ora, comadre, 
do jornal Tribuna da Bron- a Sr. disse: ''que I5 mi­ 
teira para melhor se escla- lhões concedidos para 
construções de Tratamento 
d'agua, apenas 1IA mil do­ 
lares foram gastos com a 
Estações de Bela Vista. A 
lógica manda admitir, que 
apenas uma décima parte 
foi empregada e que o resta­ 
nte foi gasto para construção 
de outras Estação de cu­ 
tros lugares. Querida co­ 
madre Brigido: 
Não ha nenhum fenô­ 
meno, porque, ela não e 
rara, existe mais nove 
e alem disso beber agua 
tratada écorriqueiro eu:. 
qualquer parte do mundo. 
E a comadre continua na sua 
missiva atacando o ponto que 
lhe doeu: "Falando agora do 
domingo sem agua. O SAAE 
• com o seu balanço defici­ 
tàrio, em virtude dos seus 
33.000 metros de rede pos­ 
suirem apenas 1.008 ligações 
sendo desta 186 meia-liga­ 
ções (meia~ligação significa 
que o cidadão não se inte­ 
ressou pela agua tratada, 
preferindo sua cacimba um 
tanto poluida) não tem con­ 
dições financeiras de man­ 
ter o serviço em funciona­ 
mento aos domingos. Atu­ 
almente cobramos Cr$15,00 
a. tarifa mensal. Se o leito.r 
for teimoso. podera correr 
o Brasil todo, mas não en­ 
contrará agua mais barata, 
Tambem não pretendemos 
subir o preço. pois nossos 
serviços devem beneficiar 
tambem aqueles menos fa­ 
vorecidos pela sorte. Co- 
Sem 
recer. 
Melhor esclarecido po­ 
deria responder 'à altura", 
Como o Brigido nos taxou 
de comadré e nos incitou 
aC c;lialogo, de hoje em· di­ 
ante. passaremos também a 
dispensar-lhe o mesmo tra­ 
tamento. Então continuare­ 
mos a respondê-lo assim: 
Comadre Brigido, voce es­ 
tá enganado. redondamente 
enganado, comadre, porque 
jornal, que é editado uma 
vez por semana, não é se­ 
manal e sim. semanário ou 
tambem hebdomadário. E 
a comadre continua expli­ 
cando, que o "SAAE é 
obra do empréstimo de 
US$ • 111,268.00 dolares, 
do to t a 1 d e U S $ 
15,000.000,00 de dolares, 
concedido pelo (BID) ao 
Ministério da Saude para 
construções de tratamento 
de água. 'Que esta sob a. ad­ 
ministração da Fundação 
SES P. e que o diretor a­ 
tual é o Engo. Aroldo Al­ 
ves que nos visita regular­ 
mente.'' Continua a coma­ 
dre: "Que já nos visitou 
conhece o fenômeno que 
são as instalações e apa­ 
relhos do Serviço de Agua; 
fenômeno esse que o bela­ 
vistense pode se orgulhar e 
não somente criticar A coma­ 
dre Brigido cometeu outro 
engano. Fenómeno é todo 
0 
que é surpreendente ou, 
raro, isto é uma causa eXe- 
Agua 
brando essa tarifa é since­ 
ramente impossivel manter 
o SAAE em funcionamento 
aos domingos. A ::omadre 
cometeu outro engano, Es­ 
queceu-se, de que deve co­ 
brar uma taxa de todo 
morador da rua. onde pas­ 
se a agua encanada e não 
somente daqueles que fize­ 
ram a ligação O que não pode 
e é inconfundivel, é paga-se 
agua ligada e não te-la aos 
domingos, obrigando desta 
feita, recorrer-se ao vizinho 
que tem cacimba de agua 
poluida e não deseja agua 
tratada, costituindo a mes­ 
ma, foco de parasitoses in­ 
testinais, motivo basico da 
agua tratada a cargo do 
Ministério da Saude. Enten­ 
deu comadre? Prossegue a 
comadre: '' O que a conte en­ 
tão? Ficamos sem agua? 
Comprar resevatorios para 
agua? Tomar banho fran­ 
cês? Talvez seja a solução" 
Comadre. minha comadre, 
todo mundo jã sabia disso 
e vem fazendo nos dias em 
que não se pode tomar ba­ 
nho na agua poluida do A pa 
Insiste a comadre Brigido, 
agora cem toda ênfase: dar 
uma solução de continuida­ 
de ao problema tomados pe­ 
Câmara dos Vereadores, 
que mesquinhamente • foram 
taxados na primeira pagina 
do semanal n." 28 como sIm­ 
ples tomadores de café, Que 
é que isso comacdre? Essa 
não! Dissemos que os pro­ 
blemas eram tão face1s, tão 
simples. que passavam desa­ 
percebidos aos vereadores, 
que em suas reuniões l5ema• 
nais entre um cafézinho e 
outros não lembram a falta 
d'agua aos domingos e que 
preferem as discussões em 
torno de outros problemas 
por eles considerados de 
maior importancia. 
• E termina assim a Co­ 
madre Brigido: "Cidadão, 
antes de Jançar uma critica, 
pense bem para não taxar 
de fantoche quem realmente 
prccura teu bem estar e fa­ 
ça primeiro uma auto-criti­ 
ca: será que estou pagando 
a agua?. Estou atrazado com 
a luz? Será que aquele ani­ 
mal na via publica não é 
meu? Amigo, terás tua agua 
aos domingos mas mereça-a 
pagando tua • mensalidade." 
Bobagem comadre! 
Que não paga agua ou 
luz deve te-las cortadas. Is­ 
to é o que se faz em qual­ 
quer parte do Brasil. Co­ 
madre, Comadre, mande co­ 
locar hidrometros em todas 
os casas para que os que 
gastar mais, mas paguem, 
isto aumentará o seu orça­ 
mento. Não é justo coma­ 
dre um Posto de Lavagem 
automóveis pagar. o mesmo 
que a residencia de um ca­ 
sal sem filhos. Viu coma­ 
dre como é facil? Cemadre, 
não me venha de escada 
que o incendio é no porão. 
Esclarecimento aos lei­ 
tores, brevemente, teremos 
agua aos domingos porque 
a Prefeitura arcara com as 
despesas para o funciona­ 
mento da Estação de Tra. 
tamento de guá nesse dia. 
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Brasinha n 
Baile no Belavistense 
dia 30, animndo pelo con­ 
junto Middlr of the Sky 
Foi um "Su" tntal, muita 
gente prestigiando e partic­ 
pando. Por là os casais a­ 
migos: sr. e sra. Ulisses de 
Almeida - sr. e sra, Gentil 
de Andrada - sr. e sra. 
Arciley Lageano - sr. e sra 
Glaucyr 1-'lõres. Ainda: Lon­ 
go-Arlene, Djalma-Ferina, 
Celso-Cândida. Entre nós os 
amigos Denise e seu mano 
Sergio, filhos do casal Maj 
Dealtry. vindos das verde 
cap. a fim de curtir aquela 
folga. 
Notei amigos de Ponta 
Porá. Jardim e Antonio João 
que por sinal comparecem 
todos os sabados, 
Baile no Paraguai dia 
1." deste no Clube Paroquial 
animado pelo conj, J B Som. 
Desfile da primavera apre­ 
sentando as linhas cocadmhas 
e por sinal Paraguaias. 
Criança: 
, .- 
ama n na 
Para o poeta o "o sorriso pertence à criança como o aroma 
á flõr" criança sorrindo, brincadeiras de roda, simbolo de paz. 
Não há mais nada que nos emocione - o vagido de uma criança, 
uma alma surgida para o amanhã. Herdeiros de nossas qualidades 
e de nossos defeitos. No teu da, homem de amanhã, eis a tua oração: 
Oração da Criança 
Amigo 
Ajude-me agora, para 
que eu te auxilie depois. Não 
me relegues ao esquecimen­ 
to, nem me condenes á ig­ 
norancia e a crueldade. 
Venho ao encontro de 
tua aspiração, de teu con­ 
vivio, de tua obra. Em tua 
Anotamos a presença 
dos casais amigos: sr e sra 
sgt Chaves Alvarenga sr 
e sra Ademir Carvalho. E 
como sempre participando a 
geração pop (BV-Brasil) em 
geral. 
Contraíram núpcias dia 
7 P.P. os amigos Fernando 
e Zenóbia para eles mil cha­ 
mas. 
'Sacv In Foco" 
Gente chic.e elegante 
no Sacy. como sempre. No­ 
tei: dr. Kesio e sra. Dequi­ 
nho e sra .. Suely e filhinhos 
Génil-Enoli. Orlando-Atacy 
e outros mais. Batendo a­ 
quela transa Isolda e Eliza­ 
beth Pinheiros. Maria Bian­ 
chi e Maice. E como sem­ 
pre assinando o ponto: Ma­ 
rio Loureiro, Ricardo Melo, 
Edvaldo Salomão. Ramão 
Rodrigues, Pedro Melo, Mil­ 
ton Loureiro, Ederney-Tito 
com cascatas para Geraldo 
Melo (Fofinho) que saiu de 
pinote. 
dulto de 
companhia estou na condição 
da argila nas mãos do olei­ 
ro, 
Hoje sou sementeira, • 
fragilidade, promessa... 
Amanhã, porem, serei 
tua propria realisação. 
Corrigi-me com teu a­ 
mor, quando a sombra do 
erro envolver-me o caminho. 
para que a confiança não 
VOCÊ É QUEM 
PAGA O IMPOSTO. 
2%255 
•15%:.° 
.7--• .. 
, 	de fIplZ .a: 
2-g 25Eh95@g 	S	}; · · - 
Ê. Num bate papo, a cerveja que 
você toma é Imposto que VOCÊ 
paga. Em toda compra_ feita, de 
arroz, tecido, calçado, café, banha, 
~te., VOCÊ pagou Imposto. E 
sabe por que?, Sôbre toda mer­ 
cadoria comprada, o fornecedor, 
obrigatóriamente, deverá recolher 
o Imposto devido, ao seu valor. 
Isto quer dizer que VOCÊ, indi­ 
retamente, PAGOU • este Impos­ 
to. O consumidor, realmente. é o 
grande pagador. Assim, VOCÊ e 
o Governo construirão escolas, 
hospitais, estradas e inúmeras 
outras -obras públicas do seu 
interêssa. 
Imposto é obrigação que so 
transforma cm bam comum. 
Dover 'a tcdos. 
me abandone-. 
Proteja-me contra o mal. 
Ensina-me a descobrir 
o bem. 
Não me afaste de Deus 
e ajuda-me a conservar o 
amar e o respeito que devo 
as pessoas, aos animais e 
as coisas que nos cercam. 
Não me negues tua bôa 
vontade teu carinho e. tua 
Secretaria da Fazenda 
do Estado de Mato Grosso 
paciência. 
Tenho tanta necesidade 
de teu coração, quanto a 
plantinha tenra precisa de 
agua para prosperar e viver. 
Da-me tua bondade e 
darte ei cooperação. 
. D_e• ti depende que eu 
se)a pior ou melhor amanhã. 
A ti· criança belavisten- 
, 
se criança do Brasil, crian- 
ça de todo e mundo, pois 
que, para a inoc .. 
• cenaa, não 
há fronteiras, todo • o n0sso 
amor no teu dia

Tribuna da Fronteiro 	14 de Outubro de 1972 ________________________ ..;.;__..:;_;,,;;..;;.;;..;;._...::..;;_;;,...;..;.. 	.;.._ _ 
Aquêle Abraço 
l 
Ter a não ter eis a questão: E Chica Papagaia prova qe nen sempre voce ten o qe possui a 
o 
' 
visita 
Depois de uma feijoada 
mais que suculenta, cuja base 
foi quase meio litro de boa ca­ 
chaça com limão, regada com 
vinho quente, aposso;-se de mim, 
um torpor. Fiquei melo anest:!sia­ 
do e só havia uma solução: re­ 
de na sombra da mangueira e 
horas depois, curtir uma ressaca 
imensa. Dessas que a gente tem 
vontade de morrer e jura por tu­ 
do no mundo nunca roais beber 
daquele jeito, que a gente tem 
que mudar de vida e maneiras, 
que isto não esta certo, princi­ 
palmente, para quem a linha de 
onibus entrou na reta do cemi­ 
terio, e é por isto que a gente 
as vezes vai parar na cama e 
não sabe porque. Enfim uma sé­ 
rie de recriminaçõu tolas em 
mais soliloquio, que não curam 
a dita. Se voce não sabe, aprenda. 
Há 3 grandes remedio p/ ressaca: 
Laranja, Leite, ou cerveja bem ge­ 
lados. São santos remédios. Acor­ 
dei tarde, quando o sol se punha, 
com um puxão do chico no meu 
pé reumático, que ferroou forte 
e me fez despertar ligeiro. "Tem 
gente ai e é gente fina, porque 
vem em carro granfo." Pulei da 
rede, fui direto ao poço e der­ 
ramei meio balde d'agua sobre 
a nuca. • Ainda com a agua a me 
escorrer pela cara, fui ver quem 
era. O Chico acertou em cheio. 
Era gente fina em carro granfo. 
Meus dois amigos, os • doutores 
Helvio e Mario Loureiro, entra- 
Bela 
Ivaldo Pereira 
A luta municipal ,_que 
se processa em Bela Vista, 
e a mesma que se proces­ 
sa em todo o Brasil. Supri­ 
mir da politica, os elemen­ 
tos com espirito carreirista 
e colocar HOMENS. que 
possuam a real capacidade 
de SERVIR. 
V C:>cê, candidato a verea­ 
dor, faça uma auto-critica 
e na solução de sua anali­ 
se efetue levantamento das 
ram barraco a dentro chamande­ 
·me pelo meu apelido, 'que se 
tornou meu nome. Fiquei alegre 
duas vezes. Uma vez, porque 
matei as saudades e outra por­ 
que salvaram-me a vida. Matei 
as saudades porque há longa 
data não os via. Eu, que os en 
sinci a montar a cavalo, curar bi­ 
cheira de umbigo de bezerro novo, 
conduzir boiada de mansinho sem 
grito nem correria, com paciên­ 
cia, conversando com o boi, cha­ 
mando na buzina, enfim a difi­ 
cil arte de pastorejar. Hoje, um 
é médico dos bons, o outro é 
economista e ambos são gran­ 
des e maiores do que eu, em 
tudo ensinado. Conhecem, pro­ 
fundamente, o trato e comercio 
do gado. São generais capazes de 
combater em duas frentes e saí­ 
rem sempre vitoriosos. Salvarau.­ 
-me a vida porque num apelo 
do meu Anjo da Guarda trou­ 
xeram-me um saco de laranjas. 
a discussão 
Chico· Papagaio tem esse 
apelido não por ser falador, e já 
lhes contei o notivo, faz jus tam­ 
bem ao mesmo pela tagarelice. 
Roubou-me o direito de anfitrião. 
Providenciou a cadeira de ba­ 
lanço para o Helvio, baixou a 
rede para o Mario que, muito à 
vontade, nela se esparramou, en­ 
quanto eu providenciava faca pa­ 
ra as,laranjas. Meio capengando, 
fui à casa de Marieta levar 11.s 
novas, 'Marieta, o Helvio e o• 
Mario estão la em casa." Ela 
sorriu toda, tremendo os quase 
duzentos quilos de banha, qual 
pudim de gelatina e cantarolando 
foi providenciar o necessário pa· 
ra OS amigo, comuns. Caprichar 
o café acompanhado de um bis­ 
coito que: ambos adoraram e ela 
chama de "Beijos do meu bem' 
No caminho, jà de volta, não 
sei porque, lembrei-me quando 
lhes dei a primeira aula. O meu 
ex-patrão, o velho Pego Loureiro, 
pai deles, mandou-me ao Pan­ 
tanal conduzir uma boiada e os 
meninos estavam de ferias. Vie­ 
ram-me encher a bruaca com as 
trempes, as pandas, o charque, 
o arroz, as galhetas, o café e a 
erva para o tereré. Observavam 
com olhos brilhando como duas 
perolas negras, as garupeiras com 
as redes e as capas de chuva. 
Chegaram bem perto, quando en­ 
cilhava a madrugada, mula preta, 
da caro branca, de oito palmos 
de altura, montada da minha 
confiança para qualquer serviço. 
Nada perdiam dos meus gestos, 
de colocar e cabresto, e buçal, 
as redas, o baixeiro, a carom1, 
a sela. Viram.me, apertar ben 
a barrigueira, mordidos de inve­ 
ja, doidos para serem homens 
'depressa, fazerem tudo aquilo e 
viajarem tambem. Estenderam­ 
-me as mão para a despedida, 
com os olhos lágrimejantes, quan­ 
do coloquei o pelego vermelho, 
presente do outro irmão, o Zé 
Loureiro e apertei a sobrec::inha. 
Vista 
potencialidades do seu"EU" 
que poderão ser usadas em 
prol de Bela Vista, Não 
é hora de demagogias, de 
votos comprados e sim 
de Verdade. Verdade que 
deixa de ser utópica quan­ 
do colocada em função da . 
coletividade. Não vai em 
nós nenhum desabafo. Es­ 
tamo tentando transmitir a 
a voces um pouco de A­ 
mor, Amor pelo Progresso, 
pela Evolução. 
Acreditem no Homem 
Cósmico. Ele pretende U­ 
nir o pensamento com a 
• Materia, trazendo em sin­ 
tese o GLORIOSO DES­ 
PERTAR. "Politico", velho 
guerreiro de velhas jorna­ 
das, cansado de lutas, de 
testa sulcadas de rugas, co­ 
loque sua experienc1a, ali­ 
ando- se aos jovens e trans­ 
mita a sua sabedoria, a eS­ 
sencie da verdadeira politie 
ca, política que atrai e pro- 
Ao pisar meu Barraco 
ouvi, a inconfundível voz do 
Chico, em discussão amigavel, 
dizendo: 'Voces são doutores. 
Não nego e ninguem pode ne­ 
qar mas, ainda têm muito que 
aprender da vida, "escola que 
a gente nunca se forma e não 
recebe diploma. "Invejo de vo­ 
ces o saber e a educação. Es­ 
tou convido ... "Os dois, sorri­ 
dentes, davam corda ao fala 
dor, ao filosofo cor de rapadu­ 
ra de mamão. 
Ter ou não ter eis a 
questão 
Mas C bico, se você tem 
voce possui. O ter implica 
em posse, disseram-lhe os dois, 
quase juntos. 
Nada disso, meninos. Na­ 
da disso! 
f:ontinuou o Chico. Olha só. 
Eu tenho êsse sol que ora se 
esconde. ele me queima a pe­ 
le, eu ten bo essas estrelas, 
que me falam de outros mun­ 
dos, mas não os possuo: . Todo 
o mundo tem o dia e a noite 
e eles nem sempre são da gen­ 
te. As vezes o dia e a noite 
que nós temose não são nossos 
nós os faz mos dos outros. 
Nós os temos, mas não os 
possuimos ... 
Mas Chico, ai voce ape­ 
nas disse que o sol. as estrelas, 
o dia e a, noite existem, ter. 
tambem é existir. Nesse caso nãc 
se pode ... Retrucou-lhe o Hei- 
P o lit 
■
1 e a 
pociona desenvolvimento. A 
política em nossa cidade tem 
que ser diferente. Temos que 
concentrar no seu ideal, um 
pouco de pureza e deixar­ 
mos de lado os que querem 
vilependia-la com atos pu­ 
ramente pessoais, desvirtu­ 
ando-a no seu verdeiro ob­ 
jetivo. Mesclar a politica dos 
velhos com a política dos 
jovens, é unir experiencia ao 
dinamismo. Mas, vamos es­ 
quecer as .ofensas assacadas 
vio. Chico não o deixou ter 
minar o raciocínio e atacou. 
Ora, meninos, vou dar 
um exemplo prático a voces 
As cousas mudaram. 
O tempo trouxe progresso para 
Bela Vista. Chegou o automo­ 
vel antes de terminarem as 
carretas, o avião antzs da es­ 
trada de Ferro que parou em 
Aquldauana, isto é, mais perto 
ainda, parou em Santa Virgi­ 
nia. Chegou a televisão junto 
com o telefone e o transistor. 
Agora eu pergunto: 
Temos televisão pcr acaso? 
Temos aparelhos mudos e em­ 
bacados. Cadê imagem? E o 
dinheicão gasto por mais de 
quinhentas pessoas, pra. ter? 
Temos, mas não possuímos. A 
gargalhada foi geral inclusive da 
Marieta que cheia de trajeitos sor­ 
ria com lágrima a escorrer na cara 
gorda, trocando beijos na face 
com ambos, quase lhes enfian­ 
do a bandej11 boca a dentro, 
com a café e os biscoitos. 
O assunto esgotou por­ 
que as saudade da negra fez 
nascer novas perguntas e novas 
respostas, h noite que temos e 
e não possuímos, envolveu-nos 
e eles se foram. Foram-se di­ 
xando muita alegria no cora-. 
ção de nós tres, princip .. lmcn­ 
te dêste velho amigo e reuma-: 
tico, que para os dois ainda. 
lhes manda um abraço, áquele' 
abraço do velho 
Pé de Chinelo 
72 
_( 
contra nós e colocar na in 
tegração politica. velhos com 
idéias novas_ Conforta-nos 
sobretudo a certeza que nG 
intimo de cada um, mora 
Deus um desperto orientará o 
homem no rumo da grande 
Era. Era do Amor, Harmo 
nia e do Progresso. 'N6s 
não somos melhores nem 
piores do que ninguem, so­ 
mos apenas diferentes e é 
por isto que só temos 
Amor para dar. t 
) , 
..) 
1 
l 
u 
• 
.........

n4ina._ 
Tribuna_da_Fronteira '? 	de outubro dcl?e t e 
h 	te.	e 	t. 	li 
Famos 
DANDO prosseguimento 
à sua excursão pelas Cida­ 
des brasileiras, se a presen ... 
tou em Jardim, na última 
sexta-feira, no Cine-teatro 
daquela simpática Cidade, 
o consagrado ator nacional 
Jackson Marm, considerado 
pela crítica especializadas e 
pelos adeptos do teatro co- 
Folha 
Postn shell de Jardim 
mo um dos liomc:ns mais 
entendidos do assunto no 
Brasil. sem esquecer dos 
seus méritos ele grande 
Parapsicólogo. 
Nessa sua visita a J ar­ 
d1m, o festejado artista e 
Parapsicólogo Jackson Ma­ 
rin representou o espetáculo 
de sucesso internacional 
OE MONTEIRO & SA 
Viajante amigo, se você precisa daquele algo mais 
não encontra nos outros postos, você encontrará no 
POSTO SHELL DE JARDIM. 
que 
de 
t 
fervias 
r 
Jardim 
em 
"As Mãos de Eurídice", 
de Pedro Bloch, cuja pro­ 
moção contou com irrestri­ 
to apôio da oficialidade que 
comanda a ER-3 e hou­ 
ve estrondoso êxito na en­ 
cenação da tão comeatada 
obra teatral, que, incluzive, 
já está traduzida em mais 
de 30 idiomas. 
Em entrevista ao nosso 
de Ditos 
correspon-:iente em Jardim, 
o ator JM se queixou, a­ 
margamente, de suas dificul­ 
dades encontradas (ou en­ 
frr.ntadas). em alguns paises 
da América do Sul. pelos 
quais êle excurssionou re­ 
presentando a peça As 
Mãos de Eurídice, m es­ 
panhol, Afirmou o artista 
JM o fato de ter. de mais 
f alants ·- "PETEGHE" 
DA: Viuva ESTACIO CUNHA 
COMUNICAÇÃO TOTAL 
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como também para evitar 
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suas dividas de hospeda­ 
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Tribuna da J•'rontcira 
14 de Outubro de 1972 	página, ? - 
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pro 
. Começou dia 4Projeto 
Bola de Neve em nossa ci­ 
dade, sendo assim a classe 
Estudantil estará de férias 
até o final da semana. 
O projeto esta sendo 
realizado no Centro Educa­ 
cional, nos períodos da ma .. 
nha e a tarde. 
Estive 2. • feira p.p .. cm 
Bela Vista, onde na oporu­ 
nidade conheci o Cantino do 
St cy, Bela Vista está de 
p rabens, pois alem de sr 
a melhor Lanchc.-nete da Ci­ 
dde, notei um ambiente sa­ 
d,o e cheio de Juventude. Pa­ 
rabens Dr. Ely, isso e: pro- 
o r 
• 
Fa .es 
da Lua 
O professor de psiquia­ 
tria Arnald L. Lisber.. de 
Miami, em recentes pesqui­ 
zas feitas, concluiu qu~ hã 
uma relação cientifica entre 
as fases da lua e a inciden­ 
cia de crimes. O psiquiatra 
americano afirma que a ação 
da Jua sobre as marés bio­ 
logicas pode provocar ondas 
• de crimes, e que as facses 
lunares contribuíram para a 
prática de 1.900 assassina­ 
tos, mostrados em pesquizas 
efetuadas entre 1965 e 70. 
Se o fato é verdade, ho­ 
je, como é lua nova, não saia 
ele casa, pois vo_ce pode en­ 
contrar o seu lunático ai na 
rua dando sopa e ai sabe 
né não vareia.,. 
t • • • 
t 
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gresso para uma cidade. O nosso amigo Nasme 
Esteve dia 5 se apre- esteve circulando pela Capi­ 
sentando em nossa cidade o tal Bandeirante em campa­ 
ator Jackson, vindo· direta- nhia do Tololó. a fim de 
mente' do Rio de Janeiro, fazer compras para sua lo­ 
trata-se de- um grande artista ja, esperamos as novidades 
pGis êle representa todas as para o verão que 
figuras da peça "As Mãos se 
de Eurides". 
aproxima. 
Gosto de ver a frequen- 
cia da Necir Nedir e Vi 
ma. na churrascario Gaucha 
de Guia Lopes. pois tôrllls 
as vezes que vou lá, encon­ 
tro com elas. ou o churras­ 
co é muito bom, ou as pa­ 
queras que estão rendende 
Até a proxima 
PROPOL 
Jardim Mt., 05/outubro/72 
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Tribuna da Fronteira 	14 de outubro de 1972 
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Politica 
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Joa& Glaucy Flores 
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t! i 
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Imbuído do mais elevado 
indice de idealismo, entramos, ao 
lado de mais alguns companhei­ 
ros considerados da linha jovem, 
para a grande aventura da po­ 
litica usufruindo da oportunidade 
de participação que nos propor­ 
cionaram os "Grandes Chefes". 
gora, sem ser generaliza­ 
damente político, já vamos sen­ 
tindo de perto, como é interes­ 
sante essa luta e como é cheio 
de contrastes, esse "Labirinto'. 
Sim_ amigos, a política é verda­ 
deiramente um 'labirinto" de 
d fcil saída pra aqueles que a 
ela se entregam de corpo e al­ 
ma. Pessoalmente, devo admitir, 
que apesar ae sei cana.dato, não 
sou Politico. 'pelo menos por en­ 
quanto. Aceitei o convite para 
lutar por· uma cadeira da Câma­ 
ra Municipal, pela oportunidade 
uma aventura para os novos 
que me concederia esse ato, de 
em lá chegando, oferecer uma 
parcela de trabalho pela resolu­ 
ção talves de alguns dos nossos 
problemas vitais, Nesse sentido, 
empregarei todo o esforço possi­ 
vel e farei tudo para que as nos­ 
sas pretençóes, estudadas, cabi­ 
veis para cada caso, oportunas 
e desnutridas de "favores polí­ 
ticos'', possam encontrar éco jun­ 
to aos poderes competentes. 
Nos bastidores da política, 
onde agora me encon.tro, vamos 
conhecendo determinados fatos e 
sentindo manifestações que mui­ 
tas vezes contrariam os nossos 
princípios e até a nossa propria 
for na de interpreta-los. Um a­ 
migo, à poucos dias, usando da 
sua forma de analizar os fatos, 
• dizia: Bela Vista precisa de po­ 
liticos, para o seu desenvolvi­ 
mento. Muito embora, tal ma­ 
nifestação contrariase o meu pon­ 
to de vista pessoal, ouvi calado, 
mesmo porque, por ser um es­ 
treante, 5entía a necessidade de 
raciocinar com mais detalhes so­ 
bre o assunto, Assim o fiz, e 
conclui admitindo que talvez, 
Bela Vista precise de politicos, 
mas necessita e carece muíto 
mais, de homens de ação, de 
verdadeiros homens publicos sem 
compromissos com .. afilhados" 
politicos e que acima de tudo, 
seja investidos das funções com 
o objetivo uoico de servir à causa 
pela qual se propuseram: E quan­ 
tos são os empresários particu­ 
lares, que mesmo sem ser poli­ 
ticos, ao serem investidos em 
funçõE's publicas, conseguem as 
suas funções com um sucesso 
invejavel. O qualificativo "Políti­ 
co', nos deixa uma, margem pa­ 
ra duvidas, pois se fosse a pre- 
sença de politicos fator funda­ 
mental para o desenvolvimento, 
então seríamos .obrigad(,S a ad­ 
mitir que antes de 1964, quan­ 
do tinhamos quase uma cente• 
na de partidos políticos, com po­ 
liticos e politiqueiros 'se traman­ 
do em cada esquina, e o Brasil 
teria naquela época, atingido o 
magestoso nivel de desenvolvi­ 
mento em todos os setores, que 
veio a adquirir apos a Revolú­ 
ção, cuja primeira méta foi ex­ 
terminar com todos os partidos 
politicos existentes na ocasião, 
mudando tambem o sistema elei­ 
torai, 
Então somos obrigcdos a 
concluir que precisamos menos 
ds Politicos e mais de Empresa­ 
rios Publicos. 
E dentro desse critério, que 
sem ser politico, estou juntamen­ 
ce com alguns companheiros que 
representam "Renovação" em­ 
penhado em uma Campanha 
Eleitoral, que em muito se dife­ 
re daquela praticada pelos "ver­ 
dadeiros políticos". Em primeiro 
lugar, porque não sou ''Amigo 
de ocasião" de ninguem. Comu­ 
niquei aos amigos verdadeiros 
que havia aceito a candidatura 
e que esperava poder contar com 
O seu apoio. Acima de tudo, 
respeito o direito de escolha de 
cada um; mesmo dos amigos mais 
chegados. Se a soma dos seus 
votos não forem o suficiente pa­ 
ra eleger-me respeito o seu di­ 
reito de escolha, admitindo que 
dentre os demais havia alguem 
cem mais condições e com mais 
base eleitoral, afinal de contas 
os Novos não tem base alguma 
a não ser a confiança dos ami­ 
gos e conhecidos nos méritos con­ 
seguidos talves, por algum feito 
e qual se 4r»too"?"»cara 
Outro ator, q, o estou 
. "velhos métodos e na b 
os i[si de dar om 
usando do artilic1o , ais 
• e 	e viu m - 
dia a quem nunca ,,, de fa- 
l
o aque e 
aordo ou mesm , + 
)' 	a, Ih amigo nao 
-er visita a ve o , 
h para 1s- 
amigos, não tenho ca",y tal 
r Oh o a consi.erar 
so!! •• eg' "falsi- 
procedimento como um° _,,a o 
dade patenteada que co CJ 
olitico numa enrascada, quan 
á ao cumprimentar a "pis°· 
cse, sarcasticamente,fo"%%%,,". 
quela pergunta sensac1ona • .. 
o senhor sabia onde eu estava 
. d672!! (e complementa o 
nloran • ..... 	b 
pergunta com aquela risadinha 
ehata pácas, que somente o po­ 
litico'. sape suporar.) 
Peço permissão à garotada 
jovem, rara usar um termo seu. 
Podes crer Amizade... essa nao 
me acontece, porque, gosto 1men­ 
samente de ter amigos e até te­ 
tenho uma respeitavel coleção. 
Não vou entretanto inventar uns 
"amigos de ocasião" nesta épo 
ca Pré-Eleitoral. 
Por analizar assim a poli­ 
tica e dos seus bastidores ven- 
dc e sentindo as divergentes 
formas de trabalho de r.ada um 
acredito que os Novos, acabam 
de entrar numa aventura empol­ 
gante, que vai lhes proporcionar 
a oportunidade de sentir em que 
situação se encontram no con-.. 
ceito dos seus amigos. 
Estamos ai gente ... est_amos 
propondo uma Renovação, se 
voce está com ela, vamos lá... 
se é contra vá firme também.l 
O que Voce não pode deixar de 
fazer, ê votar. vote em quem 
quer que seja ... mzs votei!! 
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as 
matéris lema é a 	em 
nossa 
redação, 
Até Mato 
Grosso 	2° - Feira. - 
que •ntre-

Tribunn da Fronteira 	14 de Outubro de 1972 
o 
3.º curso 
...''Amor, impulso funda­ 
/nental da vida, força de 
oesão que rege o universo, 
la divina potencia da eterna 
reconstrução". 
Realizou-se no Clube 
Paroquial de Bela Vista, 
:> 3º. curso de noivos. 
Dentro de um ambiente a· 
gradave! e descontraído, 
casais de nossa sociedade 
transmitiram a um grupo 
de jovens o verdadeiro sen­ 
tido do casamento. Foram 
feitas palestras sobre: Ne­ 
cessidade do Diálogo, 
Amor e Desenvolvimento 
Educação Sexual, Planija­ 
mento Familiar (noções) 
Psicologia Masculina e fe- 
iia. 
A influencia Divina no des­ 
pertar do verdadeiro amor' 
Foram dias inesqueciveis, 
momentos em que sentimo­ 
nos envolvidos por uma at­ 
mosfera e, se para alguns 
jovens foi meramente uma 
exposição de fatos corriquei­ 
ros da vida, para mim um 
tanto afastado da lgerja, 
um reencontro com Cristo. 
Não conhecia o Movimento 
Familiar Cristão, ou me­ 
lhor, fazia dele uma outra 
imagem. Que surpresa! Ca­ 
sais unidos, Conjunto de 
pessoas que procuravam 
DAR. dar amor, experien­ 
eia, orientação dar a jo-, 
vens a Real e Cósmica fi­ 
nalidade do casamento. I­ 
niciaram a palestra Gercy 
e Salomé: 
Transmitiram de imediato 
uma auréola de felicidade, 
de No i V os 
falaram sobre o Dialogo, nado do casai, enlevados; 
fator fundamental para o A verdade. Um pouca do­ 
bom andamento dos conju- lorida. mas qual a verdade 
ges. Antonio e Diva: dis que não dói? Hélio e Car­ 
sertaram sobre o Planeja- men, imbuidos de um es­ 
mento Familiar, Antcnio pirito desejoso de esclarecer. 
um estilo proprio, criando orientaram os jovens 
condições para as perguntas, na Educação Sexual. Hize­ 
e, dando o toque humoris- ram com os jovens conhe­ 
tico tão necessário para cessem a finalidade do se­ 
desibinição. Diva, transmi- xo, deram aula sobre ana­ 
tindo do seu eu, suas ex- tomia. Lembramo-nos de 
periencias colocando-se co- um provérbio: "Faça de 
mo exemplo. Genyl e Eno- seu corpo um altar clt 
ly: O Deus que permite a amor". Creio eu, que todos 
seus filhos a oportunidade casais de noivos ali presen­ 
de servirem, Genyl e Eno- • tes, conheceram a maravi­ 
ly, colocaram o jovem e lhosa finalidade do sexo, e 
sua encantada noiva no sua influencia para o nosso 
terreno da Psicologia. Pe desenvolvimento interior. 
netram no intimo de cada Padre Pedro dissertou so­ 
um e, com toques mágicos bre o casamento no plano 
incutiram na mente apaixo- de Deus, daado-nos uma 
aula Bíblica a esse respeito. 
Obrigado Padre, não so 
pela palestra mas por aqui­ 
lo que motivou. O 3" cur­ 
sos de noivos, foi para os 
demais casais, uma orienta­ 
ção segura e confiante, no 
seu futuro, Para mim. jo­ 
ens um tanto desligado 
das coisas da Igreja foi 
uma descoberta, descobri 
Cristo em outro sentido e, 
única coisa que posso fa­ 
zer, única coisa que posso 
dizer é Obrigado Muito 
obrigado a todos voces, 
Agradecemos aos casais 
Gentil e Gercy, Galícia e 
Olga, Aclonis e Dejacir 
que nos ajudaram, proporcio­ 
nando-nos um ambiente 
de lar, Voces conseguiram. 
entimo-nos em casa, Mui­ 
to Obrigado. 
lvaldo Pereira 
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CRG 1557 
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EXPEDIENTE 
Tribuna da Fronteira 
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Bala Vista 	Mato Greaso 
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M1va Campo Grande em Bela Vista 
Tribuna da Fronteira 
Nova Campo Cirande: 
Considerando o imóvel 
como um dos melhores negó­ 
cios do mento: O imóvel bem 
localizado, com tradição, res­ 
ponsabilidade e, investimento 
seguro, a Nova Campo Gran­ 
dt: localiza no melhor e mais 
progressista setor de Campo 
Grande, oferece perspectivas 
de lucro seguro e imediato. 
Como tradição apresenta-nos 
o nome do Senador Italivio 
Coelho como Presidente, e 
Laucídio Coelho do Conselho 
Administrativo. A CIMOBRAS 
acredita em Bela Vista e en­ 
viou-nos seus dois concei­ 
tuados corretores: Everaldo 
Laraojeira11 Silva e David Nu, 
nes p/ efetuarem os primeiros 
contactos com os moradores 
da Princeza doApa. 
Por ocasião do coquetel 
oferecido a pessoas ilustres 
da cidade, imprensa e comer­ 
ciantes, falou em nome da 
da emprêsa o jornalista J uber 
Aguaino Felix, Coordenador 
de Vendas. O companheiro 
Juber, que militou na impren­ 
sa de Cuiabá e Campo Gran­ 
de, agora integrando numa 
maiores emprêsas do nosso 
Estado, afirmou: Não viemos 
apenas para levar, e trazer: 
trazer para Bela Vista uma 
E COíltr 
Por ocasião do co­ 
quetel ofereci] a imprensa, 
autoridades e comerciantes 
pela Nova Campo Grrnde, 
tivemos a ·grata surpresa e 
satisfação de reunir três 
'Corumbacanas". Corumba­ 
canas é o termo usado pa­ 
ra designar o Corumbaense 
ilustre e benquisto. Com a 
costumeira alegria o sr. Ru­ 
bem · José Pereira (o popular 
fórmula que proporcionará 
restabilidade, segurança num 
investimento que é de Mato 
Grosso Estado do Futuro. futu­ 
ro que é hoje cresce, crescendo, 
crescerá Campo Grande e 
automaticamente suas irmãs. A 
CIMOBRAS tem o carinho to­ 
do especial por Bela Vista 
por êsse motivo iniciamos ho­ 
je a escalada do belavistense 
no negócio de imóvel e ofe­ 
recemos a venda de lotes 
com bonificação total do si­ 
nal de negócio (10%). 
Obrigado companheiro, 
dentro. do possível nós da 
Tribuna procuraremos ajudá- 
C:placa 
Cato.nice 
Mateba), chefe da Arreca­ 
dação do Ministério da Fa­ 
zenda. encontrou-se coma os 
amig.os do Instituto Nacio­ 
nal de Pesos e Medidas, 
órgão pertencente ao Minis­ 
tério da Industria e Comér­ 
cio: sr, Asturio Lobet e 
Cesar Neves. que juntamen­ 
te com o nosso diretor ( que 
é corumbaense de coração), 
relembraram momentos ale- 
gres da cidade branca. 
Aos nossos distintos vi­ 
sitantes, encarregados da 
Fiscalização de balanças, 
bombas de Postos de Gaso­ 
lina. etc., nossas cordiais 
boas vindas e que voltem 
sempre. Bela Vista sabe re­ 
ceber os seus visitantes. 
ossos amigos levam daqui 
as mais sinceras recorda­ 
ções. 
Moda Atual 
lo. 
• Notamos a presença <lo 
Sr. Manoel Rodrigues de Mi­ 
randa e sua ~enhora Dª. Nice 
uma batalhadora em pró! _do 
progresso belavistense. Nice 
Miranda honra a mulher bela­ 
vistcnse, participa e acredita 
no seu desenvolvimentu. 
Trocando idéias a res­ 
peito de Investimentos, sabo­ 
reando um delicioso petisco 
e bebericando "aquele" whisk 
escócés, Dr. Carlos Medeiros, 
Atanásio Loureiro, Tulío ·Lou­ 
reiro, Jairo Vasconcelos, Glau­ 
cir Flores (candidato a Ve­ 
reador) e o Sr. Arno Ormav, 
f
. 1 dt>s tributos Icdernis do 
1sca p d, Em- 
Mini
st
ério da z,zen a, . 
olgados com o empreendimen­ 
ro, manifestaram o seu ª_1?010 a 
iniciativa da CIMOBRA~ 
Registramos, tarabém, a 
resença dos seguintes senhores ' 
fadi de Oliveira, Ricardo 
Vasconcelos, Dr. Sidney Mas­ 
carenhas, Helto Batulani, Orlan- 
• d Longo do Banco do Brasil 
É si. D. Promotor Pabli9e. 
A todos que comparece, 
ram a CIMOBRAS agradece e 
convida: Belavistense integre-se 
no grupo que sorri feliz, os cli­ 
entes da Nova Campo Grande. 
acional» 
OE Peixoto e Filhos 
Gosolina - Derivados - Lubrificação - Borrach dro 
Esmerado tratamento - Higiene - Rapidez 
Prestatividade integrado no e:onte:xto 
evolutivo da região 
anexo lanchonete 
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Jardim 
ia.	llato rosso 
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MODERNA· ASSOCIAÇÃO 
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uma firma dinamica à serviço de um povo progressista". 
Av. Duque de Caxias. 
E 
, mi 
Apesar de toda a permisivi­ 
dade da moda atual, há certos 
detalhes que ela proibe. Afinal, 
ela não é caos o tem suas 
límttações. 
Se voce não quer mometer ga- 
Bi 
fes nem estar por fora, preste 
atenção ao que não deve usar 
mais. Esmaltes fluorescentes em 
tons de fúcsia e rosa-shocking: 
batons pastosos sem brilho · eai 
- 
f 
t 
I _/ 
1 
Mercado da Carne 
tons de rosa: meias arrastão: 
sandálias de tirinhas; sombra de 
olhos cintilante, azul ou verde! 
falso maiô de duas peças, com 
tranparências na barriga. 
O MERCADO DA CARNE FECHOU HOJE 
COM A SEGUINTE COTACAO 
Venda 
MT: Mais uma 
1vlaconiéa 
Loja 
Com a presença do grão F 
mestr~ Muxeque Chinzarian, das nica ilhos de Salomão n• 15 
mªJ
•s Grandes Lojas de Mato G ne11ta Capital. Foram inic·i~da:s' 
foi instalada. solenemente ro~so, ontem mesmo d • 
t L · , on- ilu tr d • oze pessoas 
em, a .oja Maçonica Cavalei- - s1:es /aquela cidade u 
anu
,.cJ•e ros da Luz, de Rosário Oeste :::í!~mumehtênciaLde fu~cÍo:á-~: 
ll' 	As solenidades de esilo fora .- n e. ogo após 
F f 
levadas a deito na L j M ses:sao magna ho a 
'rigoriticos 	Boi Go d 
O 
a aço- qu•te d uve um ban- 
r o 	.. e confraternização. 
Bordon (c. Grande) c+$ 340, quilo l? ' r i b u n a d a F 
Sadia (Maringá) 	3.30. o qutlo F r o D t e i r I acamos Hój e os 
- - _"T@	Cursores to Aanhd