•• Delegado 
• 
pressa de viatura 
Não é um Scherlock 
Holmes nem um sofisticado 
James Bond, apenas um de­ 
legado de Bela Vista, sem 
recursos e meios para des-. 
cobrir grandes: crimes. Mes. 
mo assim o sr. Gentil Var­ 
gas da Rosa carrega em to­ 
da sua vida que exerce a pro­ 
fissão, incontáveis folhas de 
serviços prestados a bem de 
sua cidade. 
Apesar de pacata, Be- 
Mas o delegado Gentil Var­ 
gas da Rosa lamenta a fal­ 
ta de_viatura policial e maior 
numero de homens para 
a sua repartição, principal­ 
mente por se tratar de uma 
zona fronteiriça e de segu­ 
rança nacional, 
Sentindo o problema e a 
necessidade de meios de 
transportes para uma Delega­ 
cia de Policia, estamos fazen- 
• do o mais veemente apelo à 
TUNA MA FRGATEIRA ±!E: 
tura policial para Rela Vis­ 
ta, tendo em vista os tantos 
argumentos já citados e de 
la Vista tequer a astucia do 
delegado Gentil Vargas da 
Rosa para manter a ordem 
e a disciplina na cidade, ze­ 
lando pelo bem estar-comum, 
agindo com eficácia contra 
o crime e qualquer outro 
problema que: venha amea­ 
çar a tranquiliJade pública. 
O sr. Gentil Vargas da 
Rosa, apesar de delegado, 
prefere resolver elguns pro­ 
blemas sem usar da autori- 
dade. Age com o coração 
e tem se saído muito bem 
assim: certa vez uma senho­ 
ra foi dar queixa do marido 
que abandonou o lar com 
cinco crianças. O delegado 
mandou chamar o homem 
para uma audiência e ao 
invés de exigir a sua res­ 
ponsabilidade para com a fa­ 
milia, preferiu chamar, tam­ 
bem, a eulhe:r e um filho 
de cinco anos, e deixar o 
casal a sós em uma sala da 
delegacia. Quando voltou. o 
sr. Gentil Vargas da Rosa 
encontrou- os conciliados, e 
com o marido ostentando o 
seu filho ao colo. Uma se­ 
mana depois o homem vol­ 
tou ao gabinete do delega­ 
do para. agradecer-lhe e des­ 
culpar-se, 
São atos desta natureza 
que dignificam um homem e 
eleva o cargo que exerce. 
LIBERDADE COM RESPONSABILIDADE 
ANO I 	BELA VISTA - MP. 	4/X1/1972 
Diretor (Fundador) IVALDO PEREIRA 
N. 33 
Redator ELY A. BARBOSA facil compreensão. 
• e 3gata 
nitre'ai-e 
Finnhnente haverá o 
aproveitamento em escala 
industrial do calcareo Bela­ 
vistense por um grupo 
de empresarios paulistas as­ 
sociados a outro Matogros- 
sense. · 
Os primeiros passos jà 
foram dados: levantamento 
(t da area· a ser explorada, 
' colheita. de material para 
experiência em laboratorio 
a ser realizada em Brasília, 
contátos com Agencia do 
Banco do Brasil_ para finan­ 
ciamente. e convites a ou­ 
tras pessoas de Bela Vista 
para participação na em­ 
presa. 
Segundo informações o- . 
.... 
ficiais, depois da instalação 
de um forno rotativo trubi­ 
nado será possível a indus­ 
trialização de 400 toneladas 
diárias de cal hidratada, 
proporcionando .mercado de 
trabalho para cerca de 100 
pessoas e aumento da recei­ 
ta tributaria da Prefeitura. 
Alem da industrializa­ 
ção do calcáreo, é pretensão 
do grupo empresarial a fa­ 
bricação de fertilizantes fos- 
• fatados e adubo calcáreo. Os 
prmcipais . diretores do em- 
preendimento são os senho­ 
res Dario Barcelar, Bernar­ 
do Afra. José Carneiro e 
Lincoln Paiva 
Jardinenses a hora doa verdade é 
agora:. vote em Oswldo Grubert para 
prefeito. Votar em Oswaldo_Grubert 
é acreditar em Jardim. 
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Jerdimm, 
Zona do 
1

págin!l 2 
Tribuna da Fronteira 
4 de novembro de 1972 
Brasinha Esta 
í. 
J 
* Que está acontecendo com o conjunto The Mddle 
of Sky? Ultimamente após as 2hs. da madrugada, come­ 
çam a tocar só musica lenta até o fim da brincadeira!!! 
Que é isso? Desse jeito voces deixam o pessoal com so­ 
no e desanimadosll! 
* Dia 21 pp, realizou-se o Baile do Havai, organizado 
pelas alunas da Escola Normal. A decoração estava bs­ 
tante original. Parabens às organizadoras, .. 
Houve tambcm, desfile em trajes esporte e havai. 
Desfilaram com muita graça as Manecas o quarteto: Fá­ 
tima, Jane, Aninha, Denise; Zenaide Lino. Nélis Velas­ 
quez, Elza Souza. Vera Lucia Ramos, Sandra Barreto, 
Marli Martins, M. Oila Rodrigues, Cladir Machinsk. 
Rosa Ida Dávalos. Emília I Brasil. Célia Melo. 
* Em Bela Vista quando há desfiles ou outras apre­ 
sentação qualquer, nota-se pouco aplauso do publico. 
Gente... vamos aplaudir, vibrar com tu.:io o • "que nossa 
gente" apresenta, pois, dessa maneira estaremos incenti­ 
vando-os para que saia algo cada vez melhor!!! 
É tempo de praia. Bela Vista possui uma que é le­ 
gal pacas!!! Mas... no momento está necessitando de uma 
limpeza em suas proximidades!!! 
* Dia 25 pp. completou primaveras a sta. Jurandecy 
Brunet, reunindo em sua r tsidência alguns amigos para 
comemorar. Parahens!!! 
'Tambem reuniu amigos pela passagem de seu aniver­ 
sario a amiga Odete Barros. Mais uma vez, Parabens!!! 
.Quem passou um fim de semana eufórica foi a ami­ 
ga Neli Brunet. pois o Ronaldinho deu uma esticada até 
aqui para matar as saudades ... 
Neste tremendo verão Belavistense é só no Sacy que 
voce encontrarà a qualquer hora variados sabores de su­ 
cos naturais bem geladinho, quem experimenta uma vez, 
repeté todos os dias!!! 
Casal da semana: Neuton e Aninha 
Por hoje é só. Na proxima tem mais. A voces uma 
sugestão: à noite a Praia é toda iluminada, para quem 
gosta de fotebol, voley, é ótimo o lugar. E ·.. para quem 
quiser, após o treino dar um mergulho é legal, não acham? 
REQUERIMENTO PARA 2.a VIA 
Carteira de Identidade nº 7774.5 
Carteira de Motorista· nu 19.267 / Prontuário 22951 
Carteira de trabalho nº 6 J.516/ Série 61° 
Foraµi extraviados no ttajeto da cidade para o Cfobe 
do Laço (Cancha). Pertencente a Hildo Coronel Vedes. 
' í 
Ê. Num bate papo, a cerveja que 
você toma é Imposto que VOCÊ 
paga. Em toda compra feita. de 
arroz, tecido. calçado, café, banha. 
etc., VOCÊ pagou Imposto. E 
sabe por que? Sôbrn toda mer- 
1 
cadoria comprada, o fornecedor, 
obrigatóriamente, deverá recolher 
o Imposto devido, ao seu valor. 
Isto quer dizer que VOCÊ. indi­ 
retamente. PAGOU este lmpos- 
' to. O consumidor, realmente. é o 
grande pagador. Assim. VOCÊ e 
o Governo construirão escolas, 
hospitais, estradas e inúmeras 
outras obras públicas do seu 
interêsse. 
Imposto é obrigação que se 
. i.ransforma em bem comum. 
Devor do todos. 
- . : .. ,... . . . .. .. 
:."° 
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·-::2..°':. 
... 
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Secretaria da Fazenda 
do Estado de Nato Grosso 
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BIIEiiYil:lWWll.'!l•iJ!JIB-l!l!i:a~IIBlmi!lat 
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e 
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J 
_Tribuna da !rontcIr? 1dc_n	ovembrode 1 972 
Ivaldo Pereira 
1 ■
icos 
Poderia iniciar êste artigo, 
com o poema épico de Kipling 
"SE", por ser um pouco longo: 
e lutarmos pela falta de espaço 
reduzo-o em uma frase: Se con­ 
segues sobrepujar as adversida­ 
des, aceitar as criticas construti­ 
vas ignorando as negativas, per­ 
doar os inimigos, sorrir quando 
todo Mundo chora, trabalhar 
quando todos descansam, crer 
quando todo, perderam a fé, e 
ser quando todos buscam ter, é 
dono do mundo, és mais do que 
isso, és um HOMEM meu fi­ 
lho. A escalada rumo ao aper­ 
felçoamento, é impregnada de 
amor, sem amor não somos, e a 
vida perde seu significado. Em 
seu ponto de partida o homem 
só tem instintos. Quando mais 
adiantado, porém ainda corrup­ 
to, só tem sensações, e quando 
instruídos e purificados, adquire 
então sentimentos. O mais pre­ 
cioso dos sentimentos é o Amor, 
não Amor na acepção vulgar, 
mas a flama ardente, este Sol 
anterior que condensa e associa 
todas as aspirações humanas. 
Palavra mágica, faz os povos 
estremecerem, acalma o violento, 
cura· os doentes, e provoca o 
maior milagre: A VIDA. A al. 
ma deve ser cultivada como o 
campo, a riqueza futura depen 
de do labor presente, e, :na!:s 
do que os bens terrenos, ela 
vos conduzirá ao glorioso exal­ 
tamento. Onde se coloca a po­ 
lítica nesta filosofia? O verda­ 
deiro e real sentido da política 
do ano 2 mil, será a transfor­ 
mação do homem interior, exis­ 
tem pessoas que não aceitam a 
nossa maneira de dissertar !IÔ• 
bre politica, dizem, é utopia. 
Não os combato e nem os cri­ 
tico, apenas cs ignoro, pois não 
foram esclarecidos. A política 
caminha rumo ao seu "SENTI­ 
DO CÓSMICO", aceite-o ou 
não, a verdade é, que no ter­ 
ceiro milenlo os políticos serão 
mais humanistas, tipo GHANDI, 
LUTHER KING, do que sim­ 
ples e endurecidos representan­ 
tes do povo. Hoje nos usamos 
uma linguagem diferente, mes• 
clamos POLITICA E MORAL, 
Humanismo e Misticismo. Leitor 
amigo: Esta será a linguagem 
do século XXI. o homem pas­ 
sará a olhar dentro de si, es­ 
quecerá o animal que habita o 
seu "EU", e despertará para o 
Universo. Sabemos a força da 
Imprensa, reconhecemos o seu 
papel restaurador e doutrinador, 
dentro dêste (Sistema). 
Usamos a Imprensa para 
alertar e orientar; manuseamos 
diariamente idéias, deixamos o 
lado Hediondo da política me­ 
dieval, para colocá-la, como 
"IDÉIA MÁGICA DE RES­ 
TA ORAÇÃO". Através de nos­ 
aos escritos os políticos reves 
tem-se de auréola mística, tor­ 
nam-se uma força em eterna 
ebulição. A sua maneira de di­ 
zer e fazer as cousas corriquei­ 
ras da vida, é efeito de: seu 
pensamento. O Político Bela 
Vista 72 rumo ano 2 mil Ter­ 
ceiro milenio: Tem qne ser E. 
XEMPLO. Eis a verdadeira 
essência do Homem político: E­ 
xemplo. ELE tem que dilatar-se, 
captar em sua mente, idéias de 
todo povo: transformando-as 
num TODO, que refletirá seu 
gráu de evolução. Tem que ser 
efeito e não causa. Tem que 
pensar e não usar o ato de ra­ 
cionar O pensamento cria e 
desenvolve O raciocínio é pu­ 
ramente Matéria, parte de de-. 
duções, muitas vêzes condizen­ 
tes com as aspirações do poli­ 
tico vulgar e não do político 
POVO, Políticos Belavistenses, 
Candidatos a Vereadores, Ve­ 
readores, Velhos e Novos, Se­ 
nhor Prefeito: A TRIBUNA 
DA FRONTEIRA, "O SEU 
JORNAL" é diferente. Saibam 
voces que na época atual, não 
podemos mais aceitar que o ho­ 
mem seja uma forma fixa e 
duradoura. Por favor acompa­ 
nhem o meu pensamento: é um 
ensaio e uma transição, é a pe­ 
rigosa ponte entre o espírito e 
a matéria O que se compreende 
pela palavra homem ainda é 
muito restrito. 
Visto através deste pris­ 
ma, o homem como o meio é 
mutável: Pode crescer e envol­ 
ver. 
Então, a necessidade pri­ 
mordial do momento, é olhar 
para dentro de si: Disse S6cra­ 
tes: CONHEÇA-TE A TI 
MESMO. Reafirmo, o nosso 
J ornai é diferente, sentiu e cap­ 
tou sentimentos negativos refe­ 
rentes a nossas críticas. Porque? 
A verdade dôa a quem doer, 
deve ser dita. 
Concordam? 
Não somos perfeitos, mas 
procr.1ramos transrnitfr o pensa­ 
mento do Belavistense. 
Se voces, amigos e con­ 
ceituados políticos. não aceitam 
a critica construtiva de todo um 
povo, como querem evoluir? Não 
devemos entregar a personali­ 
. dade ao estado e nem nos en­ 
tregarmo-nos mútuamente. CQue­ 
remos o diálogo. O povo quer 
dialogar, e voces, efeitos de um 
Povo não podem fugir a esta 
responsabilidade. O nosso Jor­ 
nal, é Belavistense, para os Be­ 
lavistenses, usa de seu direito 
de ser Imprensa para transmitir 
o pensamento de seu Povo, a 
suas reivindicaçózs. Não leva­ 
mos ódio em nossos coraçQrs, 
e não g;;ardamos mágoas pas,. 
sadas. O Jornal é colocado fóra 
da órbita pessoal, o que preten­ 
demos é uma Bela Vista dife­ 
rente, humana e progressista. 
Peço-lhes: 'ADORMEÇAM O 
LôBO QUE MóRA EM SUAS 
ALMAS, e Despertem o Deus 
que é a causa de suas existen­ 
cias: Verão que nossas inten­ 
ções são as mais nobres, alme­ 
jamos que voces, porta-vczes de 
uma cidade, transmitam o pen­ 
samento de todo um Povo de 
uma maneira que possamos ser 
admirados e não objetos de pia­ 
das. A voces Candidatos à Ve­ 
readores, principalmente os no· 
vos eu vos peço: Busquem a 
solidão, pois é nela que o ho­ 
mem encontra fõrça para su­ 
portar as adversidades da vida, 
integre-se na essencia do ser, 
entrem em comunhão com o Al­ 
tíssimo, e descubram o verdadei­ 
ro significado de sua vide:: Cres­ 
cer para servir. 
Carne fresca em geral 
Higiene acima.de tudo. 
+ ir 87 PEÇAS , 
(Monteiro E Oliveira) 
lAl4aiaento perfeito - honestidade uma 
organização de Jardim à serviço da região ... 
conhecimento técnico em função do bem servir. 
JARDIM 	MATO GROSSO 
Casa Centenario 
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Jogos de quarto - Sala - Copa - Cosinha 
Máquinas de costuras ê escrivaninhas. 
EXPEDIENTE 
Tribunc da: Fronteira 
Diretor: Ivaldo Pereira 
Redator: EIy Araujo Barbosa 
Diagramação: Diogenes Brayner 
Dopto. Circulação: Janes Velasquez 
Dapto. Jurídico: Dr. Carlos Edy de Medeiros 
Dapto. Social: Estela Velasquez 
REDACÃO E ADMINISTRAÇÃO 
Rua Duque de Caxias, Nº 1285 
Assinatura Anual - CrS 50,00 
Outros Municípios - CrS eo,oo 
Bola Vista 	Mato Grano 
O jornal no se responsabiliza pelos 
conceitos emitidos em colunas assinadas 
Segredos 
Femininos 
Para tirar a possível umi­ 
dade dos armários; basta co­ 
locar em cada canto pedra de 
cânfora. Eia absolve toda u­ 
midade. 
para não queimar os de­ 
dos ao pegar as tampas das 
panelas, tenha pregadores de 
roupa (madeira) na cozinha e 
fixe-os às tampas em uso. 
Pintados em cores diferentes 
ficam originais, 
Honestidade - Trabalho 
Candidato 
para anunciar 
mnelho procure a 
Tribuna da Fron­ 
teira na Rua Du- 
que de Caxias, 
1285 Bela Vista MT. 
Juventude 
Vereador 
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Tribuna dn Fronteira 
4 
de novembro de 1972 
a 
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CINJEn JAJfiDINl 
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programaçao 
Das T 
mês 11/721 Titulas dos Filmes Genero 
4 a 6 
7 e 8 
9e 10 
11 a 13 
14 e 15 
16 e 17 
Golpe de Miscricordia_ 
O útario - Jerry Lewis 
Dias de Fogo 
Os amotinados do presidio 
Borsalin:> 
Africa Eterna 
Mulher s/Korne 
Paixão de Primavera 
(atriz de Love Story) 
10 an. 
Livre 
1 
Drama l 18 an. 
Drama polic. ! 18 » 
Drama {18 » 
Selva i1o » 
Drama ! 18 » 
D i)8 » 
rama, ! 
! 14 » 
l 18 » 
l». 
Vestem 
Comédia 
18 a 20 Sa bata, o homem que ve-
1
, Western 
io p/matar . _ 
Rosa branca p/uma irmã; Drama 
! 
negra 	l 
21 22 Palacio do Vicio ! Drama 
i Comédia 
23 e 24 	. ! 
25 a 27 Inferno no Deserto ! Ação 
Tarzan, O Vingador i Selva 
28 e 29 [A Procura do meu homem j Drama 
30/11 1/12'Chamada do Amor l Drama 
! 
2 a4/12 Os Violentos vão p/inferno ! Ação 
Vingança Selvagem } Ação 
5 e 6/12 Noite Infiel I Drama 
14 " 
18 » 
10 » 
18 » 
18 > 
18 " 
18 • " 
18 » 
Visitando Jardin - Visite a sua Lanchonete 
O ponto de encontro da . S_oci~dade ) ardmense 
"Se voce quiser um papo sigiloso temos reservado 
com musica suave 
Jardim 	Mato Grosso 
Os meninos se apre­ 
sentam em tamanho, pesos 
e cores sortidas. 
Encontram-se em toda 
parte: em cima, embaixo, 
dentro, fora, trepados, pen­ 
durados, caidos, correndo. 
saltando. As mães os ado­ 
ram, as meninas os detes­ 
tam, as irmãs e os irmaos 
mais velhos os toleram, os 
adultos os ignoram e o Céu 
os protege. Um menino é 
a verdade de cara suJa, a 
sabedoria de cabelos des­ 
penteados, a esperança de 
calças caindo. 
Tem o apetite do ca• 
valo: a digestão do aves­ 
truz; a energia da bomba 
atomica: a curiosidade do 
mico: os pulmões de um 
ditador; a imaginação de 
Julio Verne; a timidez da 
violeta; a audacia da mola; 
o entusiasmo do buscapé e, 
tem cinco polegâres em ca­ 
àa mão quando pratica suas 
reinações. 
Adora doces, os cani­ 
vetes, as serras, o Natal e 
a Pascoa; admira os Reis e 
os livros coloridos; gosta do 
guri do visinho. do ar li­ 
vre, da água, dos animais 
grandes, do papai, dos au­ 
tomóveis e dos aviões; dos 
domingos, das bombas, dos 
tragues e dos fogos de ar­ 
tificio. Aborrece as visitas, 
. . escola, os 
o catecismo, a 
1
...= 
f
. a as ,1çoes 
livros sem :igur, s 
de musica, as gravatas "?_ 
S Os barbeiros, 
casacos, 	h 
meninas, os adultos e a o- 
ra de dormir. . 
Levanta cedo e esta 
sempre atrasado à hora das 
f 
. - s Nos seus bolsos 
re:e1çoe.. 
há sempre um canivete en- 
f 
·ado uma fruta verde 
erru] 	d . 
mordida, um barbante, OIS 
botõ~s e algumas bolinhas 
de búrico; um estilingue, 
um pedaço de substancia 
c;lesconhecida e um objeto 
raro que lhe é precioso 
quando muito por vinte e 
quatro horas. 
É uma criatura mági­ 
ca. Voce pode fechar-lhe a 
porta de seu quarto de fer­ 
ramentas, mas não a do 
seu coração. Pode expulsá­ 
lo de seu escritório. mas 
não do seu pensamento. 
Tôda a sua importância e 
sua autoridade desmoro­ 
nam-se diante dele, que é 
o seu carcereiro. seu chefe, 
seu amo ... 
Êle é um despótico e 
ruidoso mandãozinho! ... Mas 
quando você volta para ca­ 
sa à noite, de esperanças e 
ambições despedaçadas, êle 
pode compô-las num instan­ 
te. com suas palavrinhas 
mágicas: ·•HOI PAPAI" ... 
ass. Ly ... 
Convoque o 
seu desen­ 
vo1vinrnento 
anunciando 
neste jornal 
"trote° 
O Funrural através de 
seu Representante à v. 
Duque de Caxias, n. 456, 
na cidade de Jardim, tem a 
honra em convidar V .E., 
para assistir no prox1o 
dia 08-11-72, às 14.00 ho­ 
ras. na agência §.local do 
Banco Português do Brasil 
S/A., os primeiros benefi­ 
cios pago a seus BENEFI­ 
CIARIOS, pelo Excelentís­ 
simo Sr. José Marinho Pin­ 
to Ferreira, DD. Represen­ 
tante Regional do Funrural 
em Mato Grosso. 
Esperando merecer de 
v.s., a devida atenção, mui 
cordialmente subscrevemo-­ 
nos, 
ACIR CABRAL 
Rep/Funrural e:m Jardim-Mt 
- 
d 
VI CE: E ON: L 
Experiência - Maturidade -- 
p A U l O , GJ223.- 
onetiladg - Fârgza_de raal - Representaetz_ de_?ova_pe lotará pias 
anuliso Pereira 
VOTE EM 
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I II 
«O 
1 
1 
QUE E BOM DEVE SER REPETIDO» - 
Colabore com o que é nosso, assine 
itere:ses_ta avo iar#iese 
da S7la 
Candidato a Prefeito de Guia Lopes da Laguna MT 
«ãtib u n a d a F r O n t e i r a » 
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l 
• Tribuna da Fronteirn 
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#eth ds 
a 
página, 5 
# ver#ade ara 
cada II 
IGNOTOS 
- Diga-me toda a verdade 
Por favor, é uma súplica qué 
eu faço. 
Meu amigo, quem se pode 
considerar portador da verda­ 
de? Tudo são relatividades ... 
- Mas no meu caso, os exa­ 
mes não são concludentes? A 
biopsia não esclareceu, o diag· 
nóstico? 
- Sim ... Sim ... Mas ocorre ... 
Diga·me; é câncer? Não re­ 
ceie informar-me. Sou budista! 
Creio na imortalidade, na re­ 
encarnação. Não temo a mor­ 
te. Desejo, porém, ter certeza 
a fim de organizar papéis, com­ 
promissos, tomar resoluções ... 
t Tenho familiu ... 
I" . Ora, todos devemos estar 
preparados, pois que esse fa- 
. talismo biológico a todos nos 
alcançarão, inevitavelmente ... 
- Eu, todavia.,. Esclareça-me, 
homem, por Deus. E cüncer? 
- Sim. Trata-se de uma neo 
plasia maligna ... Câncer! 
- Com metástase? 
Sim, generalizada. Não ha. 
porem, razão para desespero. 
A ciên -;:ia, cada dia ... 
- Quantos rueses, doutor? 
- ? 
- Quantos meses eu tenho 
de vida? 
- Quem o sabe? Somos mé­ 
dicos apenas, 
-- Quanto tempo provável? 
-- De dois a quatro meses, 
nao mais, conforme concluo 
- Obrigado, doutor!,,, " 
,,, E, dali saindo, cometeu sui­ 
cidio brutal e cobarde, 
Aquieta-te na esperança, 
Confia na vida, 
Cuidado com o que supões 
ser verdade, . 
Lembra-te· da verdade que 
convém a cada umn, ante3; a 
Verdade, 
Assessoria 
Divisão de 
Serviço de: 
Centro de !nf. Econ. Fiscais 
Elaboração Estatística 
Elaboração e Analise 
Estatística 
Divisão de Cadastramonto 
Geral de Contribuintes 
de Pessoal Físicas 
Especiais 
Central da dados econ. fiscais 
Serviço de Coleta e Intercâmbio 
Arquivo de Dados. 
São supervisionados pela Secretaria da Receita 
Federal, mantida suas atuais atribuições: 
a) Conselho Superior de Tarifa 
b) Conselhos de Contribuintes 
c) Comissão de PlanE=jamento e Coordenação do 
Combate ao Contrabandc. (COPLANC), 
As supzrintendencias Regionais da Receita Fede­ 
ral são os órgãos Regionais da Secretaria da Receita 
Federal. 
São Órgãos Sub-regionais da Secretaria da Recei­ 
ta Federal as Delegacias da Receita Federal: 
São Órgãos. intermunicipais e locais da Secretaria 
da Receita Federal: 
a) as Inspetoria da Receita Federal 
b) as Agendas da Receita Federal 
c) os Postos da Receita Federal. 
As Superintendencias Regionais da Receita Fede­ 
ral têm séde no Distrito Federal e na Capital dos Es­ 
tados do Pará, Ceará, Pernambuco, Bahia. Minas Ge­ 
rais, Guanabara, São Paulo, Paraná e Rio Grande do 
Sul, estendendo-se sua jurisdição nds Regiões Fiscais 
estabelecidas pelo Dec. n' 56.770 de 19 de fevereiro 
de 1965. 
Cadastro 
Cadastro 
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NIOAQUENSE: 
Você quer escola? Você quer progresso? Você quer boa 
urbanização? Você quer tranquilidade? Vote e Neri 
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..... 
1

página._6 
Tribuna da Fronteira 	4 de novembro de 1972 
,, 
t 
;, 
I 
,1 
l 
l 
Grémio dos subtenentes e 
sargentos Pedro Rufino 
OFICIO Nº 37 Sec 
Bela Vista, MT, 23 Out 72 
Do Presidente do GPR 
Ao Sr Diretor do Jornal "Tribuna da Fronteira" 
ASSUNTO: Publicação de Aviso (Solicita) 
l. Solicito-vos que seja publicado nas páginas da 
Tribuna da Fronteira o seguinte aviso: 
Prezados Associados 
1. A partir da publicação dêste, só poderão en­ 
trar nos salões do Grêmio, pessoas que pertençam ao 
quadro social do clube: 
2. As mesas em bailes e brincadeiras só terão di­ 
reio a 1 cadeiras, não será vendida cadeira avulsa; 
3. As pessoas estranhas ao quadro social. pedimos 
para não insistir na Portaria, pois, não será permitida 
a sua entrada; 
4. Caso deseje associar-se ao Clube compareça 
em nossa séde aos sábados, a partir das 13 horas, ou 
procure algum membro da Diretoria em sua residência, 
que será prontamente atendido; 
5. Solicitamos encarecidamente aos associados de 
não trazerem consigo acompanhantes que não perten­ 
çam ao nosso quadro social. 
2. Sem outro motivo apresentamos a V S os nos­ 
sos protestos de elevada estima e destinta consideração, 
Subscrevemo-nos 
Atenciosamente 
Zeferino Ba lta - 2º Sgt 
Pres do Grêmio P R 
MERCEARIA C ALIFORNIA 
Secos e Molhados em Geral 
Verduras Bamboniére - Latarias 
A reportagem da Tri­ 
buna da Fronteira, visitou 
os municipios de Antônio 
João, Jardim. Nioaqtte e Bo­ 
nito. Voltamos para Bela 
Vista com a confiança reno­ 
vada, vimos de perto o que 
estâ sendo o '' Milagre Ma­ 
togrossense". Cidades isola­ 
das por vários anos estag­ 
nadas no tempo, esplodiram 
de vontade. Vontade de 
crescer e crescer cada vez 
mais. Não citaremos nomes 
de prefeitos ou autoridades, 
pois todos trabalham, do 
humil3e trabalhador até o 
rico comerciante. f <>dos par­ 
ticipam. buscam através de 
lutas diárias, desenvolver u­ 
ma Infra-Estrutura, que se- 
rá para o amanhã. . 
Nessas regiões, o Jor- 
nal é querido, é consumido. 
sentimos sua força na dinã­ 
mica de transformação, e 
Bela Vista pode orgulhar-se 
de possuir um orgão que luta 
não só por sua Cidade-Se­ 
de, mas, por toda a Região_!!! 
António João a atual 
administração vêm desenvol­ 
vendo um trabalho de pêso, 
e busca impulsionar a Agri­ 
cultura e a Pecuaria. O Mu­ 
nicípio de Antônio João 
possui ótimas terra. as quais 
recentemente foram desco· 
bertas por gaúchos que ali 
plantam soja, milho, trigo, 
etc. Visitamos várias fazen­ 
da. e numa delas seu pro- 
+- 
e»é.gs7o. 
N 
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e... • '»y 	i 
si±e4 ± 	s ·á 
2%19° 
±si 
prietário traduziu todo a fi­ 
losofia do atual Governo. 
De
- condições. e o bra- 
.- 	' 111 
sileiro mostrará quanto vaie::: 
Jardim, Nioaque e Bo­ 
nito, regiões ricas em mune­ 
rio. pecuárias. agriculturas, 
estradas dotadas de uma po­ 
sição geografica propicia ao 
desenvolvimento. aguardam 
apenas as eleições de 15 de 
novembro para iniciarem a 
escalada rumo à emancipa­ 
ção ecônomica. 
Os povos dessas Regiões 
conhecem os seus destinos. 
e de acõrdo coIIl o lema: 
"Viver é Sentir'', sentem a­ 
gora a necessidade da união: 
Unir para Crescer!!! 
Oswraldo 
"Creio em Jardim. Acredito no seu 
desenvolvimento, faço da política um ato 
de servir Servir o povo naquilo que 
êle necessita; Progresso 
$amas parte e ieseiviente te Jartil jt«se P de Almeida 
Secos e molhados - !atarias 
Papelaria Armarinhos 
"Servimos bem 
Bonito 
p/ servir sempre" 
Mato Grosso 
Comercio de Seccs e Molhados 
Atacado. 1 e varejo Só os bons são capazes de construir 
Fotos para documentos - Fotocópias 
- Reportagens - Fábrica de quadros - 
Plastifica.se documentos 
Rua José Bonifácio 631 
Bela Vista 
Unir par crescer projeto sudoeste

Tribuna da Fronteira 	4 de novembro de 1972 	[página, 7 
de semor: 
YZ:#I TMiMIA 
Um dos grandes proble­ 
mas pura qualquer .família, prin­ 
cipalmente as que moram em 
apartamentos ou casas conjuga­ 
das, são as vizinhas faladeiras. 
Aquelas que vivem constante- 
mente no portão ou nas janelas 
procurando sentir no ar o movi­ 
mento da casa ao lado: a hora 
que saem, as conversas, os gri­ 
tos das crianças o que vão • co• 
mer .e muitas outras particulari­ 
da-:ie1 de cada f amilie: 
- Você viu o nôvo vizi­ 
nho? Tem uma filha moça que 
não tem cara de flõr que se 
cheire... 
Geralmente, quando se vai 
morar em uma nova rêsidencia, 
procura-se sabeI 011 cõmodos da 
casa. a localidade e o preço do 
aluguei. Mas em tempo . algum 
ninguem jamais chegou a preo­ 
Cupar-se com a classica e enfa­ 
doaha vizinha trapalhona. 
Quem nunca enfrentou ne­ 
nhum problema com vizinhos se­ 
ja os das laterais ou os dos 
fundos deve precaver-se, pois 
ainda não está livre de aguen­ 
tar aborrecimento, que pode ser 
originário até do simples latido 
do "lulu" de estimação. 
A vizinha faladeira (que 
geralmente são mulheres que já 
passaram da idade determinada 
por elas próprias para casar. 
Ou então frustradas num casa­ 
mento em que o tédio é uma 
constante), nunca terá o açucar 
ou a manteiga necessária e não 
descansará enquanto não souber 
onde o marido da nova amiga 
trabalha e, principalmente, quana­ 
to ganha. 
-- O marido da nova vi­ 
zinha é um simples funcionário 
estadual metido a bêsta, que 
ganha pouco mais que: o salário 
mínimo ... 
E aquele carro? 
Não me mete nisso 
não, tá? Mas já soube que: a­ 
quele carro veio aparecer depois 
que ele foi transferido do posto 
na repartição .. 
s vizinhas faladeiras são 
essas que procuram fazer, de 
imediato. amizade. com a nova 
amiga do lado. E sua tática 
principal é oferecer os seus 
préstimos, com a única intenção 
d: infiltrar-se na familia e co. 
meçar o "disse-me-disse". 
Depois que a vizinha bis­ 
bilhoteira ganha a confiança da 
recém. chegada, e Já entra em 
sua casa percorrendo todos os 
compartimentos (isto ela conse­ 
gue no espaço de oito dias), co­ 
meçam a surgir as fofocas para 
s outras vizinhas, descobrindo 
as particularidades da nova fa­ 
milia. 
- Mulher, eu não te con­ 
to. Não é que a nova vizinha 
bate bolo na bacia que os me­ 
ninos lavam os pés... 
- E o marido dela! Paz 
uma semana que só sai c:om a­ 
quele terno cinzento .. 
Na residencia da nova vi­ 
zinha, a faladeira começa a co­ 
mentar os fatos que vive co­ 
lhendo, há anos, das velhas 
companheiras do quarteirão, fi­ 
cando ela como simples interne­ 
diária. 
- Não vá dizer que foi 
eu quem disse, mas aquela do­ 
na do lado de lá andou falan­ 
do do seu marido... 
Nessas ocasiões só muita 
calma e um sorriso podem sal­ 
var a situação. Afinal é melhor 
achar graça de uma bisbilhotice 
do que permanecer numa briga 
sem fim. Mas nem sempre a si­ 
tuaçãc, se manteni apenas na 
base da intromissão na vida da 
Diogenes Brayner 
nova vizinha. O caso pode pas­ 
sar, também, para a etapa de 
reclamações. 
Então, todos os dias have­ 
rá queixas sobre as brincadeiras 
dos meninos, o rádio ligado ou 
as cantorias do seu marido na 
hora do banho. A vizinha trapa­ 
lhona não vacilará em acusar a 
nova familia por todo e qual­ 
quer barulho. Geralmente a má 
vizinha traz confusão. Principal­ 
mente jogando uma amiga con­ 
tra a outra nos "nem-me-diga", 
''nem-quero-saber'', nem-me-me­ 
te-nisso", "não-diz-que-fui-eu' e 
etecetera e tal. 
.- Eu não disse que a fi-. 
lha da nova vizinha da frente 
não prestava? Veja· o agarrado 
dela com o namorado no jardim 
da casa .. , 
. Se a vizinha recem-chega­ 
da tem filha mc,ça e se ela tem 
namorado, pode ficar na certe­ 
za: a menina será o principal 
motivo das conversas dos vizi­ 
nhos do outro lado da rua. Não 
tenha duvida que um simples 
beijo ou um abraço mais aper­ 
tado terá o seu tempo contado 
e comentado pela vizinha da 
frente, que passa horas e horas 
olhando o casal de namorados 
por tráz dll basculhante, numa 
atenção dos diabos. 
Segundo assim, aqui vai 
um conselho: quando você for 
alugar uma casa, procure olhar 
o:S cômodos e o seu aluguel. 
Mas por favor, nunca se s­ 
queça, procure se informar das 
vizinhas e se elas forem "co­ 
roas" ou frustradas no casa­ 
mento, desista da casa, a não 
ser que você tambem seja uma 
bisbilhoteira. Aí vai dar certo. 
k grhr3 na m 
quarta 
Ely de A. Barbosa 
Nunca mais voltei ali. 
Nunca mesmo. Deixei tudo 
como estava, Até o amas­ 
sado do travesseiro eu C'0n­ 
servei. O cinzeiro com o ci­ 
garro apagado e manchado 
de tatom, as meias de seda 
esquecidas em abandono na 
cadeira, as roupas de cama 
desarrumadas, tudo exata­ 
mente, como deixamos na­ 
quela manhã da sua partida 
para Buenos Aires, terrível 
surpresa para mim. 
Oh! como eu desejei 
que o mundo parasse e não 
ouvíssimos mais o tic-tac 
dos relogios cristalizando a 
marcha inexoravel do tempo 
e continuassemos juntos. Re­ 
petíssimos tudo novamente. 
Mesmo restaurante para jan­ 
tar. A mesma musica fosse 
ouvida e depois o mesmo 
passeio pelos mesmos luga­ 
res e por fim paramos o 
carro à beira do rio. Silên­ 
cio quebrado pelo cantar 
dos grilos e a cantiga das 
aguas correndo ... correndo ... 
correndo. Um cigarro aceso 
de repente em plena escuri­ 
dão. Beijei seus cabelos, 
p/ 
projeto 
Ui 
trocamos caricias e abraça­ 
dos volta::nos à minha toca, 
·Toca do lobo mau', Beijos 
aflitos e dormimos bem jun­ 
tinhos envolvidos por morna 
caricia de dois corpos can­ 
sados, 
Novo dia chegou e vo­ 
ce partiu. Me disse que já 
era tarde, não podia ficar 
mais comigo e Adeus! 
A culpa foi do sol Es­ 
se ladrão indiscreto. S6 ago­ 
ra me dei conta desse da­ 
nado. Ele chega de mansi­ 
ho, bem de mansinho, pri­ 
meiro ao pé do muro, pas­ 
sa por cima, atravessa o 
jardim e entra pela janela a 
dentro. Foi assim que ele 
me roubou mais uns momen­ 
tos com voce e nos surpre­ 
endeu dormindo abraçados. 
Por isso eu não entro ali 
nem para dormir. Chego a­ 
penas à porta e fico olhan­ 
do para tudo horas e ho­ 
ras. E eu mato as saudades 
de voce. Voce foi e hoje 
esta bem longe, muito lon­ 
ge, mas deixou o seu per­ 
fume que é a sua sombra 
no meu quarto. 
crescer 
sudoeste 
0
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CANDIDATO A VEREADOR

página._ 8 
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Tribuna 
4 de novembro de 1972 
da Fronteira 
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GERALDO P. SOBRINHO 	JOSINO PINHEIRO 
Caro Mestre: 
15 de outubro foi o seu 
dia. Dia de confraternização e 
enaltecimento à sua obra. 
Daqui também queremos 
levar-lhe nossa palavra de con­ 
forto; d confiança, em seu tra­ 
balho proficuo; de certeza. no 
seu amor pela luta; de compre­ 
ensao e aceitação, às suas liri­ 
tações; de reconheclmento, à sua 
inteligência e ao valor de suas 
virtudes; de carinho, pela sua 
benevolência; de admiração, pe- 
1 a sua firmeza e tenacidade; de 
respdto, pela sua solidez de ca­ 
ráder; e de agradecimento, pelo 
que já fez, faz e fará pela hu­ 
manidada. 
. Você mestre, que o calor 
da luta, não embrutece o espi­ 
rito, nem lhe empalidece o sor­ 
riso meigo e cativante, observe 
as palavras de Henry Van Dy­ 
ke em sua página de homena­ 
gem ao mestre desconhecido. 
Disse ele: Eu louvo o 
professor desconhecido. Grandes 
Generais ganham campanhas 
mas e o Soldado desconhecido 
que ganha a guerra. Educado­ 
res fanosos planejam novos sis­ 
temas pedagógicos, mas, é o 
professor desconhecido que diri­ 
ge e guia a criança. Ele vive 
na obscuridade e luta contn a 
fadiga. 
» 
' 
.J 
Para ele nem uma corneta 
é tocada, nem uma carroagem 
espera, nem medalhas de ouro, 
são decretadas. Ele fica de guar­ 
da nas fronteiras da escuridão 
e ataca as trincheiras da igno- 
rânciu e da tolice. . • 
Paciente em seu dever diá­ 
rio, ele esforça-se por vencer 
c,3 poderosos daninhos que são 
Inimigos da juventude. Ele des­ 
perta espíritos adormecidos, es­ 
timula o Indolente, encoraja o 
que tem vuntade e dá firmeza 
ao Inseguro. Transmite Sua ale­ 
grw pelo prazer de aprender e 
partilhar com os alunos os te­ 
souros de sua mente. Acende 
multas vela, que anos mais tar­ 
des continuarão brilhando para 
seu prazer Esta é a Sua re- 
•• 
compensa . 
Nos momentos de fadigas, 
de aborrecimentos, ou até mes­ 
mo de incerteza e dei1ilusões, 
medite um pouco. 
Lembre-se do exemplo de 
um grande colega. 
O mestre, José de Anchie­ 
ta. 
Retroceda um pouco no 
tempo e chegue ao inicio da 
História da Educação no Brasil. 
Veja o que nos diz o grande 
educador: "Aqui estamos às ve- 
zes mais de vinte dos nossos, 
numa barraquinha de caniço e 
barro, coberta de palha, longe 
de quatorze pés, larga de dez. 
É isto a escola, a enfer­ 
maria, o dormitório, o refeitório, 
a cozinha e a dispensa. Quando 
a fumaça da cozinha incomoda 
professores e alunos, a lição 
prossegue ao ar livre, porque, e 
preferível sofrer os incomodos 
do frio de fora do que a fuma­ 
ça de dentro'. 
Ali faltava-lhe tudo que a 
Pedagogia moderna pode apre­ 
goar. Mas- o incansável mestre 
passava muitas noites transcre­ 
vendo nuns pedaços de papel, 
as cópias de que necessitavam 
os discípulos, para o dia seguin- 
te. · • 
Em meio a tanta precarte­ 
dade de recursos, Anchieta, não 
media esforços e ainda conse­ 
guia escrever e ensinar, drama­ 
tlzaçóes em que o vício era vena­ 
cido pela virtude. 
Já disse alguém, que nesta 
vida há pessoas que escolheram 
ser espectador e outros partici­ 
pantes. Você escolheu ser parti­ 
cipante? Meus parabéns. A ale­ 
gria de viver, origina-se na 
imersão em algo que sabemos 
ser maior, melhor e mais dura­ 
douro do que nós mesmos, co­ 
mo por exemplo, o MAGITÉ 
RIO. 
Hoje os 
do Amanhã 
para anunciar 
melhor procure a 
Tribuna da Fron­ 
teria na Rua Du- 
que de Caxias, 
Jardim 	- Mato Grosso 12 
! 	!o_bela _Vista MT. 
Posto 7avinha 
O Peixoto e Filhos 
Gasolina - Derivados - Lubrificação - Borracheiro 
Esmerado tratamento - Higiene - Rapidez 
Prestatividade integrado no contexto 
evolutivo da região 
anexo lanchonete 
O Clube Recreativo de 
Caça e Pesca Belavistense, 
uma organização recente 
nesta cidade, sente-se feliz 
por ter encontrado no seio 
_do .povo, uma bôa acolhida 
pois servirá para a uma o 
entre caçadores e pescado­ 
res e tambem proteger nossa 
fauna evitando certos abu­ 
sos de alguns dos nosso com­ 
panheiros de esporte. 
Até os nossos amigos 
fazendeiros compreendendo 
a finalidade do referido Club 
se sentem satisfeitos com os 
nossos propósitos. Tanto a~­ 
sim que alguns caçadores 
que queiram vir em nossa 
terra para caçar e pescar, 
podem vir. Chegando aqui 
devem procurar a nossa sé­ 
de na "Churrascaria La Bar­ 
ranca'' para ali obter todas 
as informaçõts necessárias 
APA BEACH: 
#em /A nossa 
para uma bóa caçada ou 
pescaria. . 
Aqui nos temos no am- 
bito da caça, vàrias espécies, 
como sendo: anta, queixada, 
caitetú, veado, onça, tatú e 
muitos outros. Peixes; temos 
o jaú, surubí, o pintado, dou­ 
rado, pacú e outros. 
Os lugares são convi­ 
dativos para umas bôas fé­ 
rias. 
Senhores o nosso Club 
é formidável, podemos reu­ 
nirmo-nos em nossa séde 
provisória e contar como foi 
a caçada ou a pescaria no' 
fim da sP.mana, só não po­ 
de é mentir. 
Aos amigos de São 
Paulo que queiram ter umas 
boas férias, que venham nos 
procurar, em "La Barranca 
estamos a sua espera. 
Copacabanà 
Talvez fosse bem pra­ 
tico (e até consolável) dizer 
que cada povo tem a sua 
Copacabana que merece. a­ 
fogada entre edifícios e mor­ 
ros e sufocada pelos banhis­ 
tas nos fins de semana. O 
nosso Apa Beach em nada 
se assemelha a Copacabana 
(é até bom assim), mas tem 
as mesmas finalidades: ba­ 
nho para matar o colar e 
sol para queimar a pele. 
Se Copacabana tem um 
mar que leva e tráz suas a­ 
guas em grandes ondas, o 
rosso Apa Beach deixa que 
suas aguas corram tranquilas 
para um rumo incerto. Em 
colorido, porem. empatamos 
com a mais bonita praia do 
Brasil, os mesmos biquinis 
que mergulham no verde o­ 
cenao, mergulham tambem. 
na fresca e cristalina corren. 
te do Apa. 
Em beleza natural, po­ 
rem. estamos bem a frente: 
de Copac:abana. Se por lá 
a grandes selvas de concre­ 
to armado tomou a beleza 
natural, por aqui o mato ver­ 
de e as arvores frondosas 
dao uma caracteristisca sil­ 
vestre e contribuem, em mui- 
- - - .;_.__- - - ~ 
to, para os já famosos pic­ 
nics. Alias dispensam, até 
mesmo, as incomodas e não 
menos caras, sombrinhas pa­ 
ra um quebra-sol artificial. 
Alem de tudo isto. é 
muito mais seguro tomar um 
banho em nosso Apa Beach, 
do que nas movimentadas 
aguas de Copacabana. Lá o 
mar violento pode trazer a­ 
te certo ponto, intranquilida­ 
de para os pais das crian­ 
ças. Aqui estas crianças dei­ 
xam-se ficar, quase na certe­ 
za de que não épossivel um 
. afogamento ou queimaduras 
de uma repugnante medusa. 
Se o carioca orgulha-se 
de poder deitar-se nas bran­ 
cas areias de opacabana, 
o belavistense deve regosi­ 
jar-se pela felicidade de ter 
0 Apa cortando as suas ter­ 
ras e de oferecer, pelos sim­ 
ples passar, oportunidades 
para que se faça turismo, 
encetando campanha (aten­ 
çao departamento da Prefe1 .. 
tura) para que pessoas de 
outras cidades venham sen­ 
tir, ver e amar o nosso pe­ 
queno, porem sublime, tor­ 
rão.