O Apa que é motivo de 
prazer nos dias de: calor, nos 
de intensa chuva é de tristeza 
para alguns moradores das suas 
margens. Pois as aguas que 
correm tranquilas nos dias de 
sol, tornam-se ameaçadoras na 
época das cheias, causando uma 
série. de transtornos às popula­ 
çóes ribeirinhas. 
Com as intensas chuvas 
aidas, ultimamente, em toda a 
região Sul do Mato Grosso, o 
Volume d'agua do pa aumen­ 
tou consideravelmente, subindo 
a quase três metros, destruindo 
plantações e residencias, inva­ 
dindo as partes mais baixas 
proximas ao seu curso. 
Surpresa 
A enchente do pa pegou 
os moradores da região ribeiri­ 
nha de surpresa, pois a última 
evasão do rio ocorreu, aproxi- 
muadamente, em 1962, em maio­ 
res proporções deixando qrande 
quantidade de desabrigados e 
um maior número de casas des­ 
truidas. 
Teme-sz porém que com o 
prolongamento das fortes chu­ 
vas, na cabeceira • do rio, as 
aguas poderão ser mais eleva­ 
das e causar danos identlcos ou 
superiores aos ocorridos na ul­ 
tima enchente, o que seria ne 
cessárfo o pedido de interven- 
ção do Governo Estadual para 
o caso, evitando assim uma pos­ 
sível decretação de calamidade 
pública. 
Famílias daaabrigadas 
Mesmo com o pa atin­ 
gindo um nível médio, quando 
suas aguas não chegaram a to­ 
car o piso da ponte internacio­ 
nal, já causou a 1etirada de 30 
famílias residentes nas suas pro- 
ximidades, sem se fazer um le­ 
vantamento da margem para­ 
guafo. Sendo assim, nada me­ 
nos que 80 pessoes, inclusive 
crianças, já se encontram desa­ 
brigadas. 
Sempre atento aos proble­ 
mas sociais do povo, o Exercito 
e a Prefeitura de Bela Vista 
juntaram-se num só objetivo: 
auxiliar os atingidos no trans • 
porte de móveis para locais 
mais altos e seguros. 
LIBERDADE 
ANO l 
COM RESPONSABILIDADE 
BELA VISTA - MP. 	25/X1/1972 	N 36 
Este jornal está 
sendo impresso 
n.a tipografia Efi­ 
genia era 
Hquidauana - MT 
As eleições municipais de 
Bela Vista ocorreram dentro da 
mais completa tranquilidade, - 
com um grande número de pes­ 
soas comparecendo aos locais 
para votação, sem que se tenha 
registrado nenhuma intervenção 
policial para quaisquer desen­ 
tendimentos. 
Em Bela Vista cerca de 
2.523 eleitores escolheram os 
sete representantes da nova Câ­ 
mara Municipal para o periodo 
de 73/74. Apesar do compareci­ 
mento em massa. ainda foi re- 
• gistrado um índice de 40 por 
cento de abstenções, devido as 
A 
fortes chuvas que cairam nesta 
cidade durante o pleito. 
O resultado das eleições 
fui divulgado pelo Tribunal E­ 
litoral no mesmo dia e o can­ 
didato rais votado foi o sr. 
Pedro Palmiere, que obteve o 
recorde para este tipo de vota­ 
ção, vendo sufragado o seu !l.O· 
me com cerca de 662 votos, 
Os demais candidatos elei­ 
tos foram: Osvaldo Turino, Car­ 
los Centurião, Piori Murano, 
José da Costa Marques, Glau­ 
cyr Flores e: Afonso Dilon. Da 
Renovação da Câmara, tão pro­ 
pagada durante: o período 'que 
iist 
antecedeu o pleito, o povo es­ 
pera que os problemas que "lhes 
forem confiados encontrem uma 
resolução viável. 
O pleito foi presidido pelo 
juiz de Aparecida do Tabuado, 
Dr. Gerval Bernardino Souza, 
que após en::errada as apura­ 
ções, no dia seguinte, foi home­ 
nageado com um jantar, no 
qual vários oradores usaram da 
palavra. O ponto alto do jantar 
constituiu,se no discurso de a­ 
gradecimento proferido pelo juiz, 
considerado uma das mais belas 
páginas literárias brasileira. 
Fogo destr.oi 
O sinal de fumaça e o 
grito alarmante de "fogo" dos 
vizinhos, foi o bastante para a­ 
lertar Zenaide, Jerónima e 
Francisco Arce, de um incendio 
que ocorreu em sua residencia, 
à rua General Osorio, 1186, por 
volta das 5 horas e 30 minutos 
do dia IT de novembro, que 
não teve maiores proporções de­ 
vido a pronta intervenção do 
Exército e da Prefeitura, que 
debelaram o fogo através de ca­ 
minhão tanque. 
A casa era de propriedade 
do sr. Abílio Flores e estava 
alugada ao sr. Polaco, que no 
momento do incendio encontra­ 
vase em Caracol. A primeira 
preocupação dos residentes da 
casa sinistrada foi retirar os mó­ 
veis e debelar o fogo, o que só 
foi possível com a ajuda de al- 
residência 
guns curiosos que ocorreram ao 
local, no momento. 
Apesar de ter toda a casa 
demolida pelas chamas, o mais 
prejudicado foi o sr. Francisco 
rce que se preparava para ca­ 
sar no mes de dezembro e viu 
todos os seus móveis e: enxoval 
sendo destruídos pelo fogo. Uma 
das maiores preocupações do sr 
Francisco Arce, no momento, é 
fazer nova economia para res­ 
sarcir-se dos prejuízos para 
aquisição dos bens perdidos, o 
que levará algum tempo, pc-is 
trata-se de: um rapaz de condi­ 
ções humildes, empregado na 
padaria do sr. Mario Batilani. 
O incendio não teve um 
final mais trágico porque as 
chuvas encharcaram as tabuas 
das casas vizinhas, e que impos­ 
sibilitou o seu alastramento. 
"O problema de mobiliar a sua casa 
vicio: nós temos os móveis, você faz 
está resol­ 
os planos. 
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F:. 15 - JMM - M.I. 
Brasília, ( SIR )-O Sena­ 
dor Danton [obim (MDB-GB ) 
fêz, da tribuna, apelo ao Presi­ 
dente da República para que se 
disponha a um amplo entendi­ 
mento com os dirigentes da im­ 
prensa brasileira. O parlamentar 
do MDB carioca teceu comen­ 
tários a respeito do relatório da 
Sociedade Interamericana de Im- 
prensa que, segundo ele, é des­ 
favoravel à imagem do Brasil. 
Disse o Senador Danton 
Jobin que o Brasil se encontra 
em paz e que a imprensa se 
dispõe a dar integral cobertura 
a cada passo que o Presidente­ 
da República dê no rumo da 
normalização da vida pública 
da Nação. 
.. 
l 
1 
Posto Juquinha 
oE Peixoto e Filhos 
Gasolina - Derivados - Lubrificação - Borrachdro 
Esmerado tratamento - Higiene - Rapidez 
Prestatividade integrado no contexto 
evolutivo da região 
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Jardim 	Mato Grosso

'! E da lron!e'r "? d mo"rn	bro de li' 	------ 
' 1 
. ! 
. 
1 
1 
Ê. Num bate papo, a cerveja que 
você toma é Imposto quo VOCÊ 
paga. Em toda compra feita, de 
arroz, tecido, calçado, café, banha, 
etc., VOCÊ pagou Imposto. E 
sabe por que? Sôbre toda mer­ 
cadoria comprada, o fÓrnecedor, 
obrigatóriamente, deverá recolher 
o Imposto devido, ao seu valor. 
Isto quer dizer que VOCÊ, indi­ 
retamente, PAGOU este lmpos-· 
to. O consumidor. realmente, é o 
grande pagador. Assim: VOCÊ e 
o Governo construirão escolas, 
hospitais, estradas e inúmeras 
outras obras públicas do seu 
interêsse. 
Imposto é obrigação que se 
transforma em bem comum. 
De'or de todos. • 
,· J_ ~J_:-.'l- 
2] 92% 
. 
. 
• '~-- -:~ 
' } -!7 
. ·f 
1 -------------------------....:} 
.a 
li h 
111 Com t
"nta a:. gua enviada por 
o Nossa!.. que orror... ... 
P d 
· do muro da quadra do 
São e ro caiu uma parte ....., 
CE.B.!!! mas não tero nada não. logo 5erá concertad0. 
-1.: 
o Brincadeira sábado próximo passado, abrilhantada 
pelo conjunto Thomis Júnior. prestigiada pacas. Muita 
gente coroporeceu. S6 que foi transferida a eleiçâo de 
Miss 15 anos da Fronteira. Aguardemos!!! 
* 
o .Afivelando as malc1s rumo à cidade morena, a fim 
de frequentarem o cursinho pré-vestibulares. as amigas: 
Elina. Rosalva e Gilma. Bye .•• Bye... 
* 
o Também foi dar um chega ate a cidade maravi- 
lhosa, a queridoca Aninha ... 
* 
o Chuá ... c:huá ... Semana toda, chovendo na Rainha 
do Apa. Agua ... Muita agua ... Falta pouco para virar- 
mos peixinhos. 
,, 
Secretaria da Fazenda 
do Estado de #lato Grosso 
( AGUARDEM 
Rua Duque de Caxias 
PARA· 
"Revista. ln tegração" 
issine... Lueia... Informccão - Cultura 
Falos Fotos "uma viajem atréves 
• dos labirintos da mente humana. 
k 
o Mas, com água e tudo, dois bailes que tivemos 
estiveram bastante animados: Dia 13 pp. foi realizado o 
baile das formandas da Escola Normal <le Bela Vi~ta, 
animado por excelente conjunto. E Dia 18, baile no Be­ 
lavistense, em favor dos flagelados da enchente. 
* 
Sabem, toda a água que caiu não conseguiu 
o cachimbo do Sacy, pois, como sempre, muito 
tado ... 
* 
o Casal da Semana 
apagar 
frequen- 
Maria Loureiro e ndresss 
B·AILE PELOS 
FLAGELADOS 
1.288 
DEZEMBRO 1 
revista do sudoeste 
Bela Viste. 
Com relação à Assis­ 
tenda Social. o mais belo 
gesto de humanidade ficou 
com_a sra. Alice Pedra Nu­ 
nes, que providenciou, com 
uma certa urgência, anga­ 
riar fundos para compra de 
alimentos para os desabri• 
gados. Com este fim foi or­ 
ganizado um baile no Be­ 
lavistense, gentilmente cedi- 
do pelo sr. Ulisses de Ai­ 
meida que contou com a 
participação d~ sociedade 
local . 
O Posto de S 'd • au , a- 
través do seu chefe, Dr. 
Fiori Murano. providenciou 
ª vascinação anti-tifica da 
população ribeirinha, con­ 
tand d O com a colaboração 
o Dr. Carlos Nunes que 
tomou ª mesma providência 
com relação ao· pessoal do 
Paraguai. 
ft 
I 
A 	a 
#z22c2e 
- dr ozteira 
±32

1. 
r 
Tribuna da Fronteira. 3 
página 3 
POVO SOUBE 
-E S C O ZHER 
[valdo Pereira 
Fim elo Semana 
O Homem: esse todo poderoso 
A eleição de quinze de 
novembro em nossa cidade, 
foi uma amostra, da cons. 
cientização das massas, no 
setor político. Renovaram 
em parte nossa Câmara, 
agora te:nos absoluta certe­ 
za de que os novos verea­ 
dores, colocarão em prática 
o que prometeram durante 
as suas campanhas, descie 
que· saibam unir a realida­ 
de e o poder do pensamen­ 
to, na prática. 
Busquem uma unidade 
de. trabalho, e serão por 
direito os porta-vozes do 
povo, Não se esqueçam da 
tarefa política colocada em 
suas mãos, pelo sofrido po­ 
vo belavistense. A eleição 
do dia quinze foi um teste: 
agora saberemos a realida­ 
de da nova política. Serviu 
a lição de 64, ou continua­ 
mos na política de coma­ 
dres? 
A normalização geral 
da democracia brasileira, 
caminha . com passos segu­ 
ros e independentes de am­ 
bições pessoais. O Governo 
Medici que uniu tecnocra­ 
tas e militares, demonstrou 
a formula certa de bom 
Governo: confiança mútua. 
Demagogia e partidarismo 
não se admitem ma is na 
política do novo Brasil. Pa­ 
rabens belavistenses, vocês 
elegeram os homens certos. 
Demonstraram que estão 
ENSINO 
Os deputados Akir Pi­ 
menta (MDB-GB) e Home­ 
ro Santos (ARENA-MG) 
vêem no ensino profissiona­ 
lizante, introduzido pela Re­ 
forma do Ensino, uma das 
mnais acertadas medidas do 
d
./ - 
Ministério da E ucaçao _e 
Cultura em favor da moei- 
aptos a exercerem a nobre 
misssão de votar. E o ini 
cio do processo que o pró­ 
prio presidente apoia: a en­ 
traga do poder ao povo, 
mas a um povo livre, cons- 
. ciente e responsável. 
Nossa Camara agora 
sera atuante, eclética e di­ 
nâmica. Atuante, porque 
tem a força do trabalho 
jovem, eclética pois o povo 
escolheu elementos de va­ 
riadas profissões, do grafi­ 
co ao doutor. Dinâmica, 
porque o ecletismo de seus 
quadros, é a base do equi­ 
líbrio de suas futuras rei­ 
vindicações. Esta é a polí­ 
tica que o nosso jornal pre­ 
ga, revestida de caráter hu­ 
manista e real. Vereadores, 
façam jús ao voto ganho 
na mais democrática forma 
de Governo: a livre esco­ 
lha. 
Aos vereadores reelei­ 
tos, pedimos a maturidade 
política. a Coerencia de 
propósitos, e acima de tudo 
uma participação mais ati­ 
va. Aos novos, uma firme­ 
za de caráter, e um ideal 
nobre. não se maculando 
de perniciosas idéias, que o 
inicio da política proporcio­ 
na aos menos esclarecidos. 
Vereadores de Bela Vista, 
com _édice, com a Revo­ 
lução. unam-se na meta 
base de nosso Go erno. 
Desenvolvimento. 
... Homem: Use da politica para servir ao povo, e 
não use o povo para subir na politica (Draco) 
--------------- ----.:...--------. 
O ponto de encontro da sociedade belavistense ••• 
Local 
• J na praia do - APA• Bela Vista - MT 
apraz1ve! 	. 
a a.e 
dade brasileira, por lhe pos­ 
sibilitar uma formação pro­ 
fissional com amplas pers­ 
pectivas. 
Comentou o sr. Ale ir 
Pimenta que o estudante do 
2 º ciclo estava preso a um 
ensino que nada conduzia, 
pois ao final do curso não 
E continua o homem 
seguindo desordenadamente 
pelai, por este mundo afora. 
Erradamente certo de que é 
o dono da verdade, senhor­ 
todc-poderoso. Destruindo a 
sí proprio com suas inven­ 
ções hediondas, Decidindo 
a paz e pregando a guerra 
como a única maneira de 
chegar a ela. Caminhando 
sempre para la e eternamen­ 
te para lá, sem ter sequer 
a coragem de olhar, só por 
um n:omento, para o seu 
passado de gloriosas dzrro­ 
tas. 
Mas ele continua cami­ 
nhando insane: combatendo, 
pregando, blasfemando, pra­ 
guejando e construindo um 
rosário de misérias e des­ 
graças para se pa­ 
recer o genio, o bom, o ú­ 
nico (e somente o unico) se­ 
uhor do universo. Fazendo 
do Natal um tempo de dar 
presentes para aparecer de 
bom samaritano, mas que. 
em seu intimo, não guarda, 
se-quer, o verdadeiro signifi­ 
cado do nascimento do me­ 
nino Jesus. 
Festejando a passagem 
do Ano-Novo à base de um 
bom chao:.pagnht frances, 
numa tentativa inútil de es­ 
quecer os fracassos de,suas 
investidas mesquinhas. que, 
nas noites mal dormidas, 
lhe atormentaram a consci­ 
ência. Fugindo do seu ver- 
Posto $kell de Jardim 
OE MONTEIRO SA 
Viajante amigo, se você precisa daquele algo mais que 
não encontra nos outros postos, você encontrará no 
POSTO SHELL DE JARDIM. 
Casa Pinguim 
Confecções finas - Artigos da Tip- Top de Millus - C6ri 
Valisiéri - Artigos finos p/ presentes - Anexo: Livraria e 
Papelaria com vendas de Livros didáticos. 
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PROFISSIÇ)NALIZANTE 
se encontrava preparado pa­ 
ra enfrentar a luta pela vi­ 
da, enquanto o sr. Homero 
Santos ressaltou ser a me­ 
dida posta em pratica ajus­ 
tada à realidade do país, 
cujo desenvolvimento está a 
exigir mão-de-obra qualifi­ 
cada. 
BONITO 
Foto 
Diogenes Brayner 
dadeiro íntimo num sorriso 
falso e triste, para sempre 
aparentar firmeza ou trazer 
para si um estado de espi­ 
rito de um tranquilidade in­ 
tranquilizante. 
Vivendo eternamente su 
cumbido em seu pequcno;­ 
grande-mundo, representán­ 
do o papel principal de uma 
peça teatral que tem o seu 
final em sete palmos de ter­ 
ra e um caixão. Mas mes­ 
mo assim ele continua de 
cabeça erguida, demonstran­ 
do uma falida força de gi­ 
gante decadente. Orgulhan­ 
do-se de criar, procriar e 
construir um mundo que ele 
mesmo pretende destruir. - 
Fazendo da vida um eterno 
jogo. uma concorrencia iló­ 
gica, uma disputa vil, onde 
a morte do seu semelhame 
é a vitoria final. Amando o 
sexo oposto para tentar ti­ 
rar uma de humilde, mas 
pretendendo ser o dono ab­ 
soluto das decisões da mu­ 
lher, escravizando-a torpe­ 
mente. ·como se, tambem não 
precisasse dela para sobre­ 
viver. 
Mas que adianta tudo 
isso? Pois ele é o homem, o 
dono de si, o senhor-todo­ 
poderoso, o dono do univer. 
so. Gloria ao Homem nas 
Alturas da Terra e Paz no 
Céu ao Deus de Boa Von­ 
tade. 
atenção 
Se vce for à quidauana 
não deixe de fazer uma visiça 
a um dos melhores desenhista. 
Desenhos artisticos, arquiteto­ 
nicos, topograficos, graficos, ma­ 
quete, silk-scree, (flamulas plas­ 
ticos e cartases} pinturas e am· 
pli .. ções de desenhos. e fotogra­ 
fias, desenhos para cliches, em 
estencio, quadro p/formatura etc. 
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M. T.1

página.4 
Depois de uma luta ar­ 
d ua, de tanto esforço, per­ 
sistência e vontade de apren­ 
·der, consegues finalmente os 
louros da vitórias, Vitória 
que pertence também a teus 
pais, parentes e aqueles a­ 
. migo que sentindo que: tuas 
forças fraquejavam e temen­ 
do tua desistência t incen­ 
tivou a continuar na lutar. 
De hoje em diante, 
contas com mais possibilida­ 
des, tens mais segurança 
pessoal e as perspectivas do 
futuro são mais llmlstas. Não 
te esqueças que acabas de 
assumir uma gránde_ respon- 
' 
sabilidade perante teus se­ 
melhantes e tua Pátria. Nos­ 
so país lura com todas as 
forças para superar esta 
''mancha negra" do analfa­ 
betismo, e tu também és res- 
ponsável. ' 
Atraves desta nossa pa­ 
lavra simples e despretencio­ 
sa, queremos concitar-te a 
não parar a penes 
neste diploma. O pro- 
gresso atual e as técnicas 
modernas exigem de nós. 
aperfeiçoamentos constantes. 
Meus caros formandos, 
vós sois vigor, sois forças, 
sois a esperança da Nação. 
Mediteis estas palavras: de 
um jovem, no dia de tua 
formatura: 
Oração do Adolesconte 
"Assim orava aquele jo­ 
vem no dia de sua formatura: 
Senhor, dono das cién­ 
cias e das maravilhas da 
criação, Tu pusestes milhões 
de gigantescas estrelas a 
rolar pelo infinito. Tu que 
debruçastes as rochas para 
beber do mar imenso e be­ 
lo, eu te peço, da-me a tua 
luz. o teu entendimento. a 
tua caridade. No meu sonho 
de jovem. sonhei. com um 
mundo em que os homens 
se entendem. Faze-roe com­ 
preender aceitar o meu 
próximo para que eu prepa~ 
re um mundo melhor para 
aquele que vierem depois de 
im, um munlo de paz. de 
m1 • 
alegrió e de amor. Da-me 
Senhor, uma sociedade cheia 
de bons exemplos, de hones­ 
tidade em que as revistas 
sejam mais descentes e os 
livros tambem, em que os 
adultos sejam modelos de 
lealdade a seus colegas. de 
fidelidade às suas famílias, 
em que cada um seja exem­ 
plo de cumpridor do dever 
e de trabalho correto e dig- 
Q
ue eu viva os meus 
no. 
incipios e respeite a per- 
",dade e os direitos dos 
sona 1 	. 
t S Fa
ze que a::: leis l!e• 
ouro • 	. 
. acatadas, e respeitadas 
am 	js... 
as autoridades religiosas, c1- 
vis e militares. . 
Senhor. eu sou JOVeJil, 
Minhas mãos estão limpas 
k. 	e 
e o meu coração esta Va10. 
Estou cheio de ideal e nao 
quero ser um simples expec­ 
ta dor da vida. Enche·me do 
amor que pregaste e que 
te pregou um dia na . cru.z. 
E que eu viva a poesia do 
teu poeta, o então Cardeal 
Montini". 
Fotos para documentos • Fotocópias 
- Reportagens - Fábrica de quadros • 
Plastifica-se. documentos 
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nós temos o que se usa hoje. 
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Servir para 'crescer 
BONITO· - M. T. 
1 
o 
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Tribuna da 
Fronteira 
I T___g

TV#in a[na5.	......	. ,qGR.5 
'2j t[ e novembro d e 	] 9 7 	·-	t''h	' · 
Eu estou doente há mais 
de dez meses. Não sei se a 
minha doença está no princi. 
pio ou no fim. Sei, que antes 
eu podia me levantar, mas 
agora meu doutor me proibiu. 
Meu doutor. Engraçadissimos, 
esses Médicos. Para eles, so­ 
mos apenas doentes e doente 
não é um ser humano igual 
aos outros. Tem, apenas, de 
fazer uma cousa na vida. 
Cumprir ordens médicas. Não 
coma isto, não beba aquilo, 
tome isto no musculo.- tome 
aquilo na veia, coloque isto 
no reto. Não saia da cama! 
Doente', não tem vontade. 
Mas, a vontade deles é sobe­ 
rana Voce, que não está 
doente, como eu, mas deve 
ter também o seu doutor, vai 
concordar comigo. Esses mé­ 
dicos são engraçadissimos. 
Eu vivo só. Sem nin­ 
guem. o principio da minha 
doença, os par ~ntes ficavam a 
meu lado e se revesavam em 
viglias. lá no hospital. Porém 
a_ minha doença é tão chata, 
tao chata, e não se decide 
que eles decidiram me aban. 
donar e nem aos domingos 
apareciam para sabr minhas 
noticias, pois para todo mun­ 
do eu continuava no mesmo. 
Sai do hospital e vim para 
esse quarto, por causa das 
visitas. As visitas aos domin­ 
gos. Domingo, muda a rotina 
.do hospital. As enfermeiras 
ficam mais bonitas e não es­ 
quecem o horário dos remé­ 
dios. Fazem a barba da gen 
te, mudam a roupa de cama, 
enfim, domingo, no hospital é 
um dia de pouco médico e 
muita visita. A inveja dos 
outros doentes, que tinham a 
cama cheia de presentes das 
visitas, me obrigou a assinar 
um papel que me deram, on- 
de dizia: "Alta a pedido". Lá, 
no hospital. um dia interna­ 
ram um rapaz que ocupou 
uma cama ao meu lado. Che .. 
gou todo inchado e segundo 
diziam, era uma complicação, 
bem grave, do coração, do fi- 
. gado e dos rins. Apesar de 
desinchar ligeiro e ficar bom, 
tinha a cama, aos domingos, 
rodeada de gente. Algumas 
das suas visitas, me ignora­ 
vam e nem me pediam licen­ 
ca, sentavam-se à minha ca­ 
ma, para conversar e prestar 
homenagens ao tal, que fica­ 
va orgulhoso de tanto pre­ 
sente e me deixava cheio de 
ciumes e inveja. Inveja e ciu­ 
mes porque uma época, eu 
tambem ganhava maçã, mar­ 
melada, biscoitos, tudo que 
uma pessoa pode levar a um 
doente. Hoje, nada. Só inje­ 
ção e comprimido é o que 
e resta Aqui, no quarto, no 
principio eu recebia visitas. 
A primeira foi D11a. Ambrozi­ 
na, vizinha, da casa em [ren­ 
te, que no mesmo dia ao sa­ 
ber da minho. doença, deu-me 
duas garraías cheias de um 
liquido escuro, dizendo: "A 
cachaça com algodãozinho é 
para a dor nos ossos e a ju­ 
rubeba é para o estomago. A 
jurubeba é amarga e todo re­ 
médio amargo é bom para o 
estomago. Acabou-se a receita 
e ela não mais apareceu. 
Dona Juliana, outra visita im­ 
portante, viuva de um sargento 
moro na ltalia, matrona de 
quarenta e: oito anos, cem qui­ 
los suarentos e dois filhos mo­ 
ços. Quando. lhe contei minha· 
doença, disse logo: ''É encosto 
lgum irmãozinho do espaço se 
encostou em voce." Na mesma 
noite, veio, com ela, uma mula­ 
tinha beiçuda e um velhão gor­ 
do e careca. Ac.enduam velas e 
charutos e tome fumaça na mi­ 
nha cara, enquanto D. J ul,ana 
cantava, batendo com um pé no 
chão; "Ele é caboclo, ele é fre­ 
xeiro, é' matador de feiticeiro. 
"Depois, despejaram-me dez sa­ 
quinhos de pimenta na cabeça e 
se foram levando-me cem cru­ 
zeiros para velas e um despa, 
cho de encruzilhada. Todos de­ 
sistiram de me ver, porque mi­ 
nha doença é chata e dolorosa. 
Que dor, gente. É uma dor que 
apelidei: "Despertadora', pois a 
desgraçada me acorda sempre à 
mesma hora. Ela começa ardi­ 
da, queimando de leve, depois 
aumenta de: tal intensidade pa­ 
recendo que estão me passando 
vivo, numa grande máqcina de 
moer cana. !-'assa a dor e vem 
a febre A febre dura mais que 
a dor. As vezes é tão alta que 
me faz perder a noção das cou· 
sas, começo a falar cousas inin­ 
teligiveis, ver moscas vermelhas, 
azuis, verdes, amarelas, voando 
rente ao meu nariz e aos meus 
Ély de raujo Barbosa 
olhos. Lagartixas, tambem colo­ 
ridas, subindo e descendo as 
paredz:s. Depois, passa tudo, f!­ 
co com a roupa molhada de um 
suor grosso· e pegajoso. Meu 
doutor me disse ser assim mes­ 
mo e outro dia, mais dois .. qu~ 
apareceram com ele, me confir­ 
maram. Vieram, a pedido do 
colega, para uma junta médica. 
Quase acabam comigo, nesse 
dia. Fiquei de pé. Sentei. Deite 
de: frente e de bruços. Respirei 
fundo. Abri a hoca uma porção 
de vezes. Falei trinta e treis. 
Quando acabaram, senti-me 
desmoralizado, pois apertaram­ 
me os testículos e enfiaram me 
um dedo enluvado no anus. 
Falaram uma porção de nomes 
dificeis. Neoplasia, leucemia, 
não sei o quê ganglionar e no 
final dás contas mais exames, 
mais remédio e nada Junta mé · 
dica é assim, a gente gasta 
mais e fica no mesmo. Esta ma­ 
drugada, antes do delirio quiz 
pegar um copo para beber agua 
e não pude, ele soltou-se da 
minha mão, caiu, rolou, rolou e: 
ficou encostado à parede, • rindo 
de mim. Logo a'seguir, vomitei 
uns pedaços, com sangue preto, 
seguido de um jato forte de. 
sangue vermelho e rutilante. 
Pensei então: Parece que: o meu 
pulmão está indo desta vez. 
Senti que ia desmair mas me­ 
lhore:i quando um suor frio co­ 
briu meu rosto. Já, bem melhor, 
ouvi passos cadenciados bem 
junto à minha janela. Passos na 
noite. Passos de algum boemio 
voltando ao lar. Quiz chorar e 
não pude. Chorar não pela mi­ 
nha doença. É que esses passos 
me trouxeram uma saudade 
imensa dos tempos de boemia e 
quando ela me amava. Hoje, 
nem mesmo ela vem me ver. 
gora, estou de fato muito 
doente. Doente do corpo, doen­ 
te da alma . 
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página 6 
Tribuna da Fronteira 
Alaria Meliris 
eleito 
Inscrito do Jornal o «Pantaneiro• 
Alarico David Medeiros 
Sobrinho obteve a vitoria 
eleitoral elegendo-se Prefei­ 
to Municipal de Anastácio. 
A vitoria de Alarico 
Medeiros é merecida. Homen 
capaz e consciente de sua 
responsabilidade para bem 
administrar o munícipio. 
O Governador José Fra­ 
gelli. ainda na fase da cam­ 
panha eleitoral. prontificou­ 
se a colaborar na sua ad­ 
ministração. caso se concre­ 
tizasse a sua eleição. Alari­ 
co Medeiros terá a substan­ 
cial ajuda de Governo do 
Estado, além de já ter man­ 
tido contatos com o Depu­ 
tado Estadual Maçao Ta­ 
dano no sentido de formar 
uma grande cooperativa na 
colonia Dois Irmãos e Cas­ 
cavel. 
Anastácio. municipio ri­ 
co, com mais de um milhão 
de pés de cafés e com mais 
de 600 mil cabeças de bovi­ 
nos na qual repousa a sua 
principal economia, arrecada 
dois milhões de cruzeiros, 
oferecendo condições ao Pre­ 
feito Municipal de bem ad­ 
ministra-lo. 
Alarico Medeiros re­ 
presenta a esperança de um 
povo, a fé de milhares de 
RECIFE - Quarenta 
pessoas ficàram envenenadas 
e Caruaru, importante ci­ 
dade do interior pernambu­ 
cano, numa festa de casa­ 
mento. O bolo dos noivos 
preparado por engano com 
fornecida em vez de fermen- 
to. 
de 
homens. a confiança 
de centenas de mulheres 
e a certeza de uma 
juventude que desempenhará 
a sua função com brio, ai- 
Todos os convidados 
já se acham fora de perigo. 
segundo a ultima informa­ 
ção recebida da Capital do 
Estado de Pernambuco. 
Do lamentavelmente en­ 
gano somente resultou a 
morte imediata de um. gato, 
tivez e coragem. impulsiona.. 
do o seu municipio para a 
historica posição que lhe es­ 
tá reservada; progresso e 
bem estar de sua gente. 
das 
e postel'iormente de um ca­ 
chorro de estimação da fa­ 
milia da noiva. Ambos pro­ 
varam o bo'o que o" humor 
dos pernambucanos de Ca­ 
ruaru passou a chamar de 
"bolocida". mistura de bolo 
com fornecida. 
Publicações 
• Dois livros de CELSO 
MARTINS _ O primeiro que 
li, intitulado ESTUDOS DOU­ 
fRINRIOS, é na realidade 
um conjunto de dezenove estu­ 
dos baseados aa ciência espirita, 
refletindo, além de seguro co­ 
nhecimento dos meandros da 
mediunidade, trabalho de pes­ 
quisa e de observação, não só 
no plano cármico, mas em vi­ 
dente« estágios por que passa o 
espírito, na sua eterna evolução 
através dos mundos ilimitados. 
Obra de pensador afeito às ma­ 
nifestações das entidades de ou­ 
tros planos, servindo-se, aqui e 
alhures, de ensinamentos ema­ 
nados da Codificação Karae­ 
ckiana. Traça curiosas paralelas 
entre os elevados sentimentos 
espiritualista e a aberração dos 
desconhecimentos evangélicos. É 
leitura para elevação do seotido 
cristão de nossa gente revelan­ 
do ainda consideráveis conheci­ 
mnentos vernaculares. O ensaio 
A EXISTENCIA DE DEUS, 
que tem estreita conotação com 
A VIDA FORA DA TERRA 
é tese que se ncs afigura das 
mais substanciais o problema 
sempre atualizado da consciên­ 
cia segura de vida em outros 
mundos, não apenas na Via 
Láctea, mas nas iimeráveis ga­ 
láxias que giram no espaço si­ 
deral, dentro da eternidade im· 
previsível. O segundo livro - 
SUSPIROS -. constitui-se de 
sonetos. Como o próprio autor 
confessa, em correspondência di­ 
rigida a esta colunista, estas 
poesias formam uma "obra hu­ 
milde, porque fruto da inexpe- 
riência Em verdade., os sonetos 
de SUSPIROS denotam a pre­ 
sença de um espírito ainda em 
formação nos domínios da ver­ 
sificação. São, como soi aconte­ 
cer com os primeiros passos, in­ 
seguros. incertos e sem orienta­ 
ção. Mas, nem porisso se ex­ 
cluem da categoria das compo­ 
sições saídas da pena de um 
poeta verdadeiro. Nem se pode 
AO CRISTO 
esperar obras-primas de um di­ 
letante. Alguns sonetos, perdo­ 
ando-se as falhas de metro e 
ritmo, comunicam de certo_,"? 
do u mensagem emocionai l 
CELSO MARTINS. Mas estão,, 
ainda assim, muito longe das 
maravilhas que encontrei em 
suas cinco trovas Inseridas na 
Revista de Poesias O CAN­ 
CIONEIRO, onde o humor bem 
dosado de um trovador spon­ 
tãneo entram em choque com 
austeridade do destacado espi­ 
ritualista que é CELSO MAR­ 
TJNS. 
• GERTRUD • Mário da 
Silva faz a tradução da 2° edi­ 
cão desta obra de HERMAN 
HESSE, para a Civilização Bra­ 
sileira. HESSE está colocado 
hoje entre os mais lidos em tra. 
duçóes. No Brasil alcançou des­ 
taque e notoriedade. Haja vista 
que, paralelamente a GERTRUD 
está sendo lançado, já em 7 
edição, seu romance DEMIAN, 
que tanto sucesso acingiu na 
França, na Itália, na Inglaterra 
e nos Estados Unidos. GER­ 
TR UD é uma comovente nar­ 
rativa da atormentada existen­ 
cia de um pobre violinista, mar­ 
cado pela fatalidade e persegui­ 
do por incurável melancolia. 
A narrativa vai, por eta­ 
pas insólitas, conduzindo o lei­ 
tor por caminhos tortuosos, até 
a um epilogo feliz. Dzu traba­ 
lho ao tradutor, mas sacrifi­ 
cio de uma tradução desta na­ 
tureza, hoje, justifica a temeri­ 
dade do gesto e enriquece o a­ 
cervo livreiro nacional. 
Um Poeta 
VESPASIANO RAMOS­ 
Atormentado poeta romântico. 
desaparecido prematuramente. - 
Maranhense. produziu poemas e 
sonetos de intensa comunicação 
emocional. Lírico e romântico. 
Sua poesia - como, enfim. sua 
curta existência - oscilou entre 
o sonho e a realidade, o des- 
vario e a razão, Legou-nos 
netos como: 
Ó sombra, ó luz. Espírito, bondade. 
Soberano de todos os soberanos 
Esperança doa míseros humanos'· 
Jesus. misericórdia e caridade. 
Cristo amor, Cristo luz, Cristo piedade. 
Divino apagador dos desenganos, 
Tu, que foste há quase dois mil anos 
Sacrificado pela humanidade!... 
Prometeste voltar. Não voltes, Cristo. 
Seras preso de novo às horas mudas 
Depois de novos e divinos atos. • 
Porque na Terra, deu-se apenas isto: 
Multiplicou-se o número de Juds 
... E vai crescendo a prole áe Pias! 
------------- 
SO• 
assine a «T r i buna d a Fron t i , a». l 
, 	..;,__ 	_ 
Colabore com 0- que é nosso,

Tribuna dH l•'ronlcira 
25 de novembro de 1972 	página i 
Realizado em São Pau­ 
lo no período de 25 a 30 
de Outubro p.p., alcançan­ 
do completo exito. 
. O Dr. Pedro Rocha 
Jucá, esforçado Presidente 
do Sindicato de Mato 
Grosso, desenvolveu intensa 
atividade como Vice- Presi­ 
dente do Congresso e Lider 
da nossa bancada. Vários 
assuntos foram debatidos e 
entre outros. citamos os se­ 
guintes: 
Problemas dos profis­ 
sionais de imprensa em re­ 
lação as leis restritivas do 
exercido profissional; er­ 
cado de trabalho e salario 
profissional, por meio de 
acordo ou contrato coletivo; 
organização sindical; exclu­ 
sividade do exercido da 
profissão aos profissionais 
devidamente legalizados ate 
Agosto de 1972 e aos for­ 
mados pelas Escolas de Jor­ 
nalismo; valorização profis­ 
sional; revisão dos proven­ 
tos para determinar o piso 
salarial: pensão aos benefi- 
ciários de jornalistas faleci- 
• dos; obrigatoriedade de ad­ 
missão de jornalistas nas 
O Centro Pedagógico. 
de Aquidauana que oferece 
os cursos de Estudos Sociais 
e Letras, vem recebendo 
alunos de todo o Estado 
pelas vantagens que oferece 
ao participante. 
Além a cidade 
oferecer um custo de vida 
acessível. o aluno do C.P.A. 
tem prioridade para lecio­ 
nar, recebendo incentivos da 
· 	Mario Monteiro-Presidente da U. J. A 
Empresas Particulares que nhe a sediar o XVI Con­ 
publiquem jornais, revistas gresso de Jornalistas em 
ou boletins; garantias pua 197-i. 
o desempenho da profissão; O Del d d, < 
J 	• 	elegalo .e bergi- 
va idade do documento de pe ao saudar o nosso Sin- 
identidade profissional úni- dicato, o maio; novo preseote ao 
co, em todo o território na- Certame, historiou a batalha que 
cicnal. 	vem travando há 10 anos para se 
Neste:: Congresso ficou a- criar o Sindicato em seu Estado, 
provada a data de 10 de Julho sem consegui lo e: declarando 
para o "DIA O JORNA- que nas mesmas condiçõe-s . 
LISTA PROFISSIONAL". estão Espírito Santo, Rio 
tendo po; Patrono Evari~to Grande do Norte e Acre e, 
da Veiga e 10 de St!tem- que ali estava o exemplo 
bro o "DIA DA IMPREN' de tenacidade dos profissio­ 
SA", datas estas que serão nais de imprensa de Mato 
Grosso. 
comemoradas em todo o 
Brasil. 	Como v1siti;>S de ·impor- 
tancia para QS congressistas 
destacamos a que foi reali­ 
zada ao Complexo da 
Companhia _Metropolitana 
de Aguas de São Paulo. 
que é a segunda no género 
em todo mundo. a Rodovia 
dos Imigrantes (quando 
pronta em 1975, permitira 
a circulação de 100 mil 
veículos por dia) e a visita 
a Urubupungá (viagem pa­ 
trocinada pelas Centrais 
Elétricas de São Paulo), 
para uma visita ao Com­ 
plexo da Ilha Solteira. 
Foi escolhido Maceió. 
Capital de Alagoas para se­ 
de do XIV Congresso e, 
na impossibilidade de sua 
realização nesta cidade, fi­ 
cou escolhido Recife-Per­ 
nambuco, que deverão apre­ 
sentar relatorios circunstan­ 
ciados das possibiliclades 
materiais para a sua efeti­ 
vação. 
Mato Grosso teve pa­ 
pel de destaque nesse Cer­ 
tame e como reg1i'  da 
transamazonica, talvez ve- 
Delegada Regional de superior que nada deixa a 
Ensino. Ao lado disso pos- desejar em relação a tantas 
sue um corpo docente alta- faculdades que povoam o 
mente especializado. cujas interior do Brasil. O C.P.A. 
aulas são ilustradas com està inscrevendo os novos 
"slides" e discos, alem de alunos para o vestibular 
funcionar num prédio com que realizar-se-á a 7 de ja­ 
os requisitos necessários pa- neiro de 73. e cujas vagas 
ra uma boa faculdade. já se encontram· quase to- 
Realmente. o Centro • • das preenchidas. 
Pedagógico de Aquidauana 
é um educandário de nivel 
,, 
R 
8 
·' !' ,.;._.•;:- .. -=-=-.--:::.....=..=.':'.:.::,~ -:.."::..:..--.::-··- ·-··· - 	···--·---.-- •• -~-:-:;:;'---~~-- ~--- i 
, Datas i 	[!:0pro % 
més 11/724 Titulos dos Filmes Genero { pio $ 
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· 1 l i 
1 
1 25 a 27 ! Inferno no Deserto 
! Tarzan, O Vingador 
28 e 29 4A Procura do meu homem 
! 
30/11 1/12{ Chamada do Amor 
2a4/12 }O . 'olentos vão p/inferno 
Vinga;a Selvagem 
1 6 e 6/12 1 Noite Iniiel 
prg7ç&o 
-----·---- 
l 
1 
·, 
t 
, 
~ 
Ação 18 
» 
Selva 10 
)) 
Drama 18 » 
Drama I8 
> 
Ação 18 
,. 
Ação I8 
)) 
Drama 18 » 
Pílula para 
GENOVA ......., Dentro 
em breve os homens tam­ 
poderão tomar sua "pilula" 
anti - fecundativa, sem ne­ 
rihum risco para sua virili­ 
dade. Foi quanto anunciou 
o professor E. Ericson du­ 
rante sua intervenção num 
seminário sobre o controle 
1 
da· fecundidade. realizado 
em Genova. Após longos 
estudos foram encontradas 
· substancias que se aproxi­ 
mam bastante das condições 
ideais da não - toxicidade- 
. declarou Ericson. O· cientis- • 
ta prevê a entrada de tais 
pilulas no comercio; como 
também 
"proxima". No decorrer do 
seminário. falou-se tambem 
das pilulas do "dia seguin­ 
te" e da pilula 'mensal" - 
atualmente nos laboratórios 
de pesquisa-que deveriam 
oferecer à mulher uma váli­ 
da alternativa para a pilula 
hoje em dia em comercio. 
Dr. Carlos Edy Sá de Medeiros 
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Bela Vista 	Lato Grosso 
Dr. Pedro Palmiere 
dvogacia em geral 
R. 15 de Novembro, 170- Fone 239 - Bela Vista 
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R. 15 de Novembro 75 - Bela Vista 
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Atende-se dia e noite - atende até 2s 22,00 horas 
. AI leode la Municipalidad H. Vista - Paragusy ________________________ _:, 
r 
e 
desenvolvido 
povo limpo

página 8 
Tribuna da Fronteira 
Andreazza faz pronunciamento 
decisão Presidencial 
metral 
"A Transamazônica e 
a Perimetral Norte formarão 
um gigantesco anel rodoviá­ 
rio, circundando. nos limites 
do território brasileiro. toda 
a imenrn planice arné1zônica 
de forma a assegurar sua 
colonização e integração à 
economia do País. 
O pronunciamento foi 
feito pelo Ministro Andreaz­ 
za em solenidade realizada 
no Ministêric dos Transpor­ 
tes, quando determinou ao 
Departamento Nacional de 
Estradas de Rodagem as 
primeiras medilas a serem 
tomac.las em consequência da 
decisão do Presidente Me­ 
dici de construir a rodovia 
Peuimetral Norte, 
Os elementos de estu­ 
dos já concluidos permitem 
descrever a Perietral Nor­ 
te como gigantesca via de 
penetração. com 3.300 km 
de extensão. nascendo no 
Atlântico, em Macapá. cor- 
de construir 
Norte 
rendo paralelamente às fron­ 
teiras norte e nordeste do 
Brasil para entroncar-se com 
a Transamazônica em Cru­ 
zeiro do Sul. no Acre, após 
intercptar todos os afluentes 
setentrionais do rio mazo­ 
zonas. 
A sup:ficie atravessa­ 
da mede cerca de 1.300.000 
kn2 igual portanto à soma 
das ar. dos Est. de Minas Ge­ 
rais, São Paulo. Paraná. 
Santa Catarina e Rio Gran­ 
de do Sul. 
O primeiro trecho en­ 
tre Macapá e :a fronteir;o 
da Colombia-Mitú. será de 
2.090 kcn. enquanto o 2º 
trecho Perimental Norte, 
entre: Cruzeiro do Sul. na 
fronteira com o Peru. e Cu­ 
cuí. na f rontcira com a Ve 
nezuela, paralelo aos limites 
do Noroeste do Brasil. terá 
a extensão de 1.180 quilô• 
merros. 
Seu custo está orçado 
O Instituto Nacional de bastante, embora conside­ 
Colonização e Reforma A- rando a necessidade de es­ 
grária selecionou um grupo tabelecimento de uma reser­ 
de colonos já assentados em va florestal ocupando a me­ 
Altamira, na Transamazôni- tade da área d~ cada lote. 
ca. para iniciar o plantio_ de Se no caso do cacau­ 
uma cultura de cacau. A eiro agora :ntroduzido. a 
medida é o resultado dos renda só ocorrerá dentro 
estudos feitos pelos especia- de alguns anos, espaço ne- 
. listas da Comissão Execu- cessário • para que a árvore 
tiva do Plano do Cacau proporcione frutos, os colo­ 
(Ceplac), que identificaram nos de Altamira, ltaituba e 
naquela área uma região Marabá já se dedicam a 
propícia ao cacaueiro - uma outros seis tipos de culturas 
das riquezas nacionais - por selecionadas e aprovadas 
constar da pauta de produ- pelo INCRA: algodão. a­ 
tos primários exportáveis. mendoim, ôrroz. • mandioca, 
O cacaueiro exige solo milho· e feijão; três semipe­ 
fértil e um período seco. de renes, abacaxi. banana e 
pzquena duração. durante cana-de•açucar; quatro pe­ 
todo o ano, exatamente o renes: caju. laranja-limão, 
que os colonos encontra guaranó e piaena-do-rei­ 
em ltamira Itaituba. As no. Além disso, estão sen­ 
famílias dos agricultores fo- do plantados café e serin­ 
ram estabelecidas em lotes gueira, que como o cacau 
de I O0 .hectares de terra, precisam de sombra de ou­ 
cada, que segundo os técni- tras plantações, porque não 
cos em reforma agrária é o podem s~r cultivados à luz 
25 de novembro de 19i2 
sobre 
Peri- 
em 1 bilhão e cem milhões. 
com término previsto para 
o 2º Semestre de 1977. 
com custo médio de 300 
mil cruzeiros por km. 
Finalizando, o Ministro 
dos Transportes disse que 
a decisão do Presidente 
Médíci. autorizando o inicio 
dos serviços de construção 
da Perimetral Norte, no 
próx,mo exercício e, o seu 
prosseguimento na forma in­ 
dicada, 'constituirá outro 
marco histôrico no esforço 
sem precedentes, ora desen­ 
volvidos por seu Governo, 
no sentido da integração 
de regiões do Pais szcu­ 
larmente isoladas--o con­ 
vívio nacional e da expan­ 
si!to "de nossas fronteiras. .., 
em fiel cumprimento aos ~u­ 
periores desígnios da Revo­ 
lução Brasileira e profunda 
identificação dos supremos 
interesses da Nação". 
1 
1 
1 
Anuncie 
dor 
n2 Tribuna 
do sol. 
As áreas reservadas 
para pastagem correspon­ 
dem a 6 hectares em cada 
lote, para criação familiar 
de gado leiteiro. 
EXPEDIENTE 
"Tribuna da Fronteira" 
l Fundador: lvaldo Pereirà l 
Diretora admiat.: Estela Velásquez 
Aurea Lourdes Rondl!.o 
Redator Chefe: Ely Araujo Barbosa 
Redatores: Ivaldo Pereira • Geral. 
do P. Sobrinho - Diogenes Brayner. 
Dpte. Jurídico: Dr. Cirio Falo - 
Dr. Carlos Edy de. Medeiros. 
Ri0 E IWIISIRAMO 
. 	. 
Rua Duque de Caxias, Nº 1285 
Assinatura Anual - Cr.S 50,00 
Outros Municípios - ·CrS eo,oo 
Bela Vist:A Meato Grosr o 
CAMPO GRANDE­ 
Este principio de semana 
está sendo caracterizado pe­ 
la quase total paralização 
dos transportes roaoviaros 
e ferroviario no Sul do Es­ 
tado. O setor mais atingido 
foi o das ferrovias. Basta 
dizer que as ligações ferro­ 
viárias entre Agacbi e .,.-✓li­ 
randa estiveram ontem in­ 
terrompidas durante várias 
horas e no trecho ltaum 
-Maracaju cerca de cinco 
aterros foram destruidos pe­ 
las aguas, motivando a sua 
paralização total. Em Mara­ 
caju, onde a partir do dia 
16 foi implantada uma au­ 
tentica situação de calami• 
dade rala. as @fiv!%@%ç, 
persistem- As tropas a 
bivisão de Cavalaria que 
estão realizanào Manobras 
na região. desde de ontem, 
enfrentam problemas sobre 
problemas mas o adestra­ 
mento militar tem prosse­ 
gumento a despeito de to­ 
das as barreiras encontra­ 
das. As chuvas continuam 
caindo na região, não pro­ 
porcionando qualquer pers­ 
pectiva de que a situaçao 
melhore. No setor rodoviá • 
rio, prmcipalmente na área 
do Grande: Dourados, os 
atoleiros e trechos intransi­ 
táveis caractezam a região, 
O jornal não se responsabiliza pelo; 
conceitos emitidos em colunas 
assinadas 
, ---•-·•~-- A Casa de sua confiança - 
! ::s e molhados em geral - !atarias - bebidas - semen • I 
i tes - armarinhos - alumínios• artigos escolares - ferragens 
{ 
1 
tecidos e calçados - Representante exclusivo da Pibi - gás lt. 
SERVE BEM PARA SERVIR SEMPRE 
Brasília 
acordo 
firma 
com a 
BRASlLIA (AJB) - 
O Principal acordo comer­ 
cial da missão diplomatica 
brasileiaa à Africa foi assi­ 
nado ontem pelo Ministro 
vlario Gibson Barbosa na 
Nigéria. 
O acordo ampliará as 
perspectiya.s • de ne:gociação 
com o petróleo nigeriano, 
tornando aquele pais. • em 
termos de comercio o mais 
importante da viagem. 
grande 
Nigéria 
Pow 
Pelo doumento firmado 
con, o chanceler Okoi Arik­ 
po, Brasil e Nigéria darão 
especial atenção à distribui­ 
ção do transporte marítimo 
de mercadorias negociadas 
tanto quanto possível. em 
partes iguais. o tráfego nos 
nos dois sentidos. entre na­ 
vios das duas bandeiras. 
O, Itamarati está muito 
satisfeito com a viagem... 
, 
e 
,..., 	povo ino