TRIBUNA DA FRO TE!R 
LIBERDADE COM 
ANO l 
BELA VISTA - MT. 
RESPONSABILIDADE 
16/XII/1972 	N 38 
Este jornal está 
sendo impresso 
na tipografia Efi- 
. 
aenIc eI _, 
.. 
!. 
( 	Aquidauorna - MT 
e 
00fMl.1% 
Menos 
Foram diplomados dia 
. 9 às 19,30 horas no Foru:n 
de Jardi_m os Candidatos 
eleitos e suplentes daquele 
Município e de Guia Lopes 
da Laguna, que concorre­ 
ram no pleito de 15 de no­ 
vembro último, 
Para Prefeito Munici­ 
pal de Jardim, ERALOO 
DA S!LVA. 
Vice-Prefeito ) a iro 
Barbosa. 
Vereadores: 
Zauri B da Cruz, Ro­ 
mulo R, Yarzon. Hernando 
M. Barbosa, Edimilson Brum 
Escobar, Maria Lúcia C. 
Guerra, Paulo Nogueira, e 
Anizio Albuquerque, todos 
da ARFNA. 
Prefeito Municipal de 
Guia Lopes da Laguna: 
• Ranolfo Pereira da Sil- 
Vice Prefeito: Altair 
Cavalheiro Flores. ambos 
do MDB. 
Vereadores: Adilson 
Vargas Gruber. Jamil A­ 
brão. José Cabral, Alberto 
Bertola, e Mário Peixoto, 
todos do MDB; Alexendre 
Abrão, Matias M. Fernan­ 
des ambos da A.RENA. 
A Tribuna da Frontei­ 
ra, aproveita a oportunida­ 
de para cumprimentar os e­ 
leitos deste ultimo pleito, 
que trnscorreu dentro da 
mais completa lisura ofere­ 
cidodo pela Justiça Eldtoral 
Posto Juguinho 
OE Peixoto e Filhos 
Gasolina - Derivados - Lubrificação - Borracheiro 
Esmerado tratamento - Higiene - Rapidez 
Prestatividade integrado no contexto 
evolutivo da região 
anexo lanchonete 
Jardim 	Mato Grosso 
irei sai'siá li» 
isa is e %e .as 
Brasília.· - O Senador 
Saldanha Derzi. Vice-Líder 
do Govêrno no Senado Fe­ 
deral, teve seu nome esco­ 
lhido para ser o Paraninfo 
de- um grupo de quarenta 
estudantes ma to-grossenses 
que concluirão , os curso'3 
-superiores na Guanabara, 
no ano de 1972 .. 
Conunicação neste sen­ 
tido vem de . ser • recebida 
pelo parlamentar, assinada 
pelo Presidente da Associa• 
ção Mato-Grossens~ de Es- Agronomia, Engenharia , • 
tudantes, com séde na Gua- Medicina, Farmácia e Bio­ 
nabara, é onde será realiza- química. Engenharia Qui­ 
da. no próximo dia 16 de mica, Serviço Social. 
dRzembro. ãs 20 horas, a A escolha do nome do se- • 
solenidade de formatura dos nador Saldanha Derzi, pe!os 
referidos estudantes. formandos. mato-grossenses 
Os formandos mato- da Guanabara, - é' um reco­ 
grossenses, que escolheram nhecimento, segundo eles 
o Senador Saldanha Derzi próprios, do trabalho. que 
para pa.raninfo, • concluem • aquele parlamentar arenista' 
os .mais • variados cursos vem desenvolvendo no Con­ 
superiores, dentre os quais gresso Nacional, em • favor 
podem ser destacados: de sua terra natal. 
Dia 3l de dezembro: Baile do revelion 
{ Gremio Paro Rufino 
• 
n~-~. umn pasageuro i 
Empresas de • Onibus: Os 
Telegramas de Bela Vista 
Depois de meio século 
de existencia, a nossa gên­ 
,ia dos Correio!I, fmalmente 
poderá manter-se em conta­ 
to durante 24 horas, com a 
agenda Contrai de C2mpo 
Grande. 
O que acontzcia duran­ 
todo esse tempo é que o 
nosso úuico _orgão de comu­ 
nicação ficava sujeito ao 
horário· de energia elétrica, 
fornecida pela Preteitura e 
qualquer avaria nà Rêde 
Elétrica, deixava Bela Vista 
totalmente. isolada das prin­ 
cipais cidade do Pais. 
. Agora, finalmente, não 
teremos mais os nc-ssos tele­ 
gramas. muitas vezes de ca­ 
ráter "Urgente", enviados 
nas malas postais. transpor­ 
tadas pelos onibus das em­ 
presas que finalizam suas 
linhas nesta cidade, ou pe­ 
la V ASP, quando São Pe­ 
dro ajudava, isto porque, 
a Agência dos Correios e 
Telégrafos de Beia Vista. 
recebeu um Grup~ Gerador 
que a possibilita manter·se 
em contnto telegrafico com 
Campo Grande, durante 24 
horas. 
A "Tribuna da Fron­ 
teira" parabeniza o Sr. Dau­ 
th Pinto dE> Almeida, pela 
nova aquisição e por um 
dever de justiça ressalta. 
que o novo Grupo Gerador· 
da nossa agencid se ... !eve em 
grande parte á necessidade 
imperiosa e às dermarches 
promovida pelo General 
Mé<lico Dr. Rubens de Cas­ 
tro Pinto, junto à Direção 
Geral d_a Empresa Brasileira 
de Correios e Telégrafos. 
Agência da Receita Federal em Bela Vista - Mt. 
Senhores declarantes de 
Imposto de Renda - Pessoa Fí­ 
sii.:a, exercicio de 1972, ano ba­ 
se de 1971, encontra-se nesta 
reportição os CIC (Cartão de 
Identificação de Contribuinte) a 
disposição dos abaixo relaciona­ 
dos: 
O1 - Ionaldo José rce 
02 - Robisoa de Souza Josgril­ 
[bert • 
30 - Ary Medola 
04 - Adolfo Cosme Daniel Cris- 
: 	• • [taldo 
05 • gustin Dominguez 
06 ·- Armando Medeiros 
07 - Ary Domingues Vieira 
08 - Alfeu Rodrigues 
09 - Alinor Pedroso de Barros 
I O - Antonia Alice da Sílva 
II- Adules Ramos Tocantins 
12 - Adelia Freitas 
13 - Ana Neves de Souza 
14-Benedito Saturnino da Silva 
15 - ··Bonifácio· Alem • • 
16 - Casimiro Ramires 
• 17 -, Capitrano Sorrilha 
18 Constantino Pereira Pinho 
19 - Clemente Raymundo Pereira 
20.- Cristovão Diana 
1 - Deolinda da Silva . C a moos 
22- Felipe Peralta 
23 - Francisco Paulo Maglione 
[Nobre 
24 - Gabriel Ferreira Baze 
2õ - Cabino Louveira 
26 - Hílarion Ójeda Paes 
27 • ldelfonso ·Pereira 
28 - Joaquim Marinho de Souza 
29 .- João 0nofre Candia 
30 - José Espindola 
31 - José Ferreira da Silva 
. 32 - Joaquim Lima. • 
. 3 3- Leovegildo . Alcantara da 
• . ' •. •. '· • [Cruz 
34- Leoncio Severo Braga 
35 - Luzith f'ias de Carvalho 
36 - Mario Rodrigues 
37 Miguel José Ourives Neto 
38 - Manoel Capes Filho 
39 - Maria Antonia Vilalba 
40. Mariano Eiuvirge Roda . 
41 ~ Maria das Graças Pucci 
42- Maria AAntonia AArce 
43 - Nicacio Cardoso 
44 - Nelson Pereira Lima 
45 - Osvaldo Augusto Gomes 
46 - Ovidio Lube • 
47 - Orlado de Lima 'Soares 
48 - Onivaldo Joaquim· Ferreira 
49 - Osvaldino Lube 
50 - Pedro Ar.::anjo 
51.- Pedro Nolasco . 
52 - Pedro Celestino da Silvà : 
53- Pedro Assis Rocha 
54 - Rosa Irene Itai •, 
25- Ramão Martins de Moura 
56- Sebastião Nunes da Cuaha 
57 .• Sílvio I banhos 
58 - Tomaz. AguE:ro 
59 - Tomazia Lopes 
60 - Ubaldo Rodrigues 
l> l - V feto:: Norberto da. Silva 
62 - V erissimo Rodrigues 
63 - Walter Soares 
64 - Vicente Correa de Oiivüa 
65- Fernando Leres 
Dela V;ta, 5 de Dezembro 
de l 962.

-
------------------===----~--~-i;J.:• _- -------·-- 
~a a a.. a T 7 
; 	'T r i b u n a 	d a }'ronteira 
Há irmãos nosso pelo osmo 
lar o peta eranece eterno no biverso e o sáli- 
jazais o eliminará 
is pesquisas espaciais serviram para mostrar a fratiifade da terra 
o PAI DOS FOGUETES 
AQUI NA TERRJ. 
Estas foram algumas das 
inumeras frases célebres proferi­ 
das pelo grande cientista ger 
mano-americano Wernhcr Von 
Broun, quando esteve no Brasil, 
em novembro p,p , em viagem 
~e pesquisa. Aqui visitou 11 
EMBRATEL (Empresa Brasilei­ 
rc( de, Telccemunicações) e o 
IT A (Instituto Tecnologico de 
Aeronautica). 
Falando com desenvoltura 
e i desembaraço, conservando 
' . . 
sempre um sorriso simpático, "o 
homem que levou o homem à 
lua", tem sempre um exemplo 
[aéil para explicar as grandes 
coµquistas e:5paciais. 
• O famoso pai dos foguetes 
v;,.2, é um homem extraordina- 
t 
riamente entusiasmado com a 
vida e inclusive admite que ela 
exista em outros planetas. Para 
ju1tificar esta possibilidade, Von 
Broun, faz uma longa explica­ 
ção: Fala da imensidão do Uni, 
verso, dos milhões e milhõcta de 
corpos celestes, e, que seria até 
mesmo inconcebível admitir que 
só a Terra poderia ter o dom 
da Vida. Disse que ainda não 
temos condições de provar isto 
através da ciência, mas que, 
mais cedo ou mais tarde, esta 
demonstração será possível. 
Von Braun. Tem certeza que as 
viagens interplanetárias serão 
coisas de rotina para as gera­ 
çóes futuras, principalmente ad­ 
mitindo que, não c: .... stará muito 
a ciencia, encontrará meios de 
distribuir eletcecidade através de 
microondas e por meio de raios 
Laser. C.om isso estaria resolvi­ 
do o grande problema de rea­ 
bastecimento de energia nos en­ 
genhos cósmicos. 
O grande cientista nos ad­ 
verte tambem, da fragilidade de 
nosso planeta e que o próprio 
homem poderá destruí-lo, st não 
usá-lo adquadamente. É princi­ 
palmente ntste particular, que 
defende a grande ntc:esaidade 
de uma rede d!! satélites artifi­ 
ciais, para nos fornecer os da­ 
dos essenciais para uma progra­ 
mação racional de nossa vida. 
Com seus profundos e in­ 
discutíveis conhecimentos sobre 
o cosmo e a máquinn, Von 
Braun, demonstra uma grande 
preocupação de recolar o homem 
em seu verdadeiro lugar de rei 
da criação, quando zfirma que o 
sábio não eliminará o poeta do 
universo e que seu posto (do 
poeta) permanece eterno. 
Nós, concluiremos dizendo 
que: quanto mais se ampliam os 
conhecimentos humanos; quanto 
mais se penetra na intimidade 
dos mistérios da ciência; tanto 
mais sentimos a grandeza e a 
universidade de nosso GRIA­ 
DOR. 
Baiana 
Muito Linda no dia de seu Casamento a 
e o Adir. como todo Noivo: 
Maria Helt:na Laranjeira 
d S 
·t Belavistense- compareceu! 
muito emociona o. oça1 e 
. 
J 
d ara brinca~ 
Boite La Barranca recebeu uventu e p 
deira animada pelo conjunto Midlle of Sky! 
Dançando em ritmo super-acelerado: Lei la. Janes, Ni- 
ca, Fatima, Waldimir e as manas Miranda. 
Aconteceu tambem: Diogcnes e Gracinha; Sérgio. ' 
Isabel. Lamartine, Ooriva! e seu novo Lave. 
Domingo dançante no GPR, não deixem de pres­ 
tigiar o Baile do Reve-lhon, que aliáo foi sempre Bada- 
do! 
Dia 16 do corrente partiram para Excursão até 
Guaira os Formandos do GEBV. Aos Excursionistas 
desejamos Fd1cidades! 
} AGUARDEM 
Aniversariaram dia l O pp.: Nair Dutra, Rosária e 
Tetena que ofereceram um laudo a]môço aos mais 
íntimos. Tambem recebeu os amigos para comemorar, a 
amiga Zilda. Aos aniversariantes Mil Chnminhas! 
"Revista Integração" 
Assine .·. . Leia ... 
Informação - Cultur 
Fatos ·- Fotos "uma viajem atráves 
dos labirintos da. mente humana. 
Ruo. Duquo do Co.:xiao 1.285 	Bela Viota 
Completou mais uma primavera dia 
15 ultimo o nosso grande amigo di­ 
retor do jornal O Pantaneiro Aldo 
Royg. A voce Aldo, mil votos de 
felicidades e um feliz Natal. 
Dia 
' 
3l de dezembro: Baile 
Gremio Pedro 
Conjunto de 
do revelion 
Rufino 
fora 
deseja aos 
um feliz 
/ (@!tllb1re <@mm ~ que é nosso
1 
 
'  
 
. .,..; 
- 
__ .._,; ~, 'J' . ; .  
.8

Tribuna da ir 
o ronteira 
Aquele Abraço 
1 
• t 
a Provias 
- A reunião será na ca­ 
sa de arieta as 19,00 hs. 
e voce nao pode faltar. Co­ 
mo já é do seu conhecimey­ 
to, vamos tratar dos prepa­ 
rativos para a eleição do 
Paulo Bugre, a vereador. 
Disse- me o velho amigo 
Chico Papagaio. 
.--Estaremos lá, respondi- 
lhe. • 
Reunião na casa da 
Marieta é sempre agradavel 
porque come-se e bebe-se a 
tripa forra, salgadinhos que 
só ela mesmo sabe fazer. 
Alias o que ela faz não e 
mistério. mas em qualquer 
petisco feito dá o seu toque 
pessoal, já famoso, que tor­ 
na a empada, as: coxinhas. 
os ...:roquetes e até mesmo o 
simples pastel mais saboro­ 
sos. Além disso. se ela con­ 
ta com a presença de dez 
pessoas. faz para cinquenta. 
Embora pobre. jamais adi­ 
tiu miséria, principalmente 
em cousas de comer. 
Cheguei um pouco atra­ 
sado. porque recebi a visita 
de outro candidato. a quem 
usei de toda á franqueza, 
dizendo-lhe: "não pode dei­ 
xar de apoiar o Paulo, não 
só por razões de amizade 
como por outras mais fortes. 
Eu tinha compromisso para 
a eleição de vereador com 
o campadre Paulo Bugre, 
portanto". Mas voces sabem, 
o sujeito quando é candida­ 
to,· considera-se de uma ca­ 
oacidade imensuravel de dou- 
trinação. Sugestiona-se de 
tal forma que se julga pos­ 
suido de tal poder de dou­ 
trinação, capaz de transfor­ 
mar um cardeal em ateu. 
um ateu em padre ou fazer 
a rainha da Inglaterra gri­ 
tar: "Vva a Republica''. -­ 
Por isso, demorei-me um 
pouco, para desembaraçar­ 
me da inconveniente visita 
dizendo-lhe: 'que em prin­ 
cipio o Paulo era o candi­ 
dato comum do Bairro da 
Amizade, mas, na cabine 
indevassâvel. eu faria um 
De CQffiO ELEIClNO chegou sob 
protcotos 
01 
exame de· consciencici. E 
quem sabe. não é?" Ficou 
satisfeito e ao retirar-se, deu 
uma olhada para as bandas 
da caga de Marieta, onde 
já se encontrava um bom 
numero de pessôas, rodean­ 
do o Bugre, deitando a fa­ 
lação, Argumentos desneces 
sários. porque os que ali a­ 
correram eram seus cabos 
eleitorais fü.·mes incapazes de 
se dobrarem à qualquer pro­ 
messa, Nesta reunião. trata­ 
mos de como arranjar fun­ 
dos para transporte, alimen­ 
tação dos eleitores e para 
qualquer outra despesas im­ 
prevista. aparecida no dia. 
Enquanto discutíamos. 
corria 'caipirinha' e conha­ 
que. ofertados pelo candida­ 
to acompanhados dos salga­ 
dinhos de Marieta. 
Então ficou assertado. 
que os eleitores seriam trans­ 
portados para a Casa do 
Praxedes. marido de Olivi­ 
nha. onde lhes serviríamos 
churrasco ou Arroz de Car­ 
reteiro e lhes dariamas as 
instruções de como preen­ 
cher as cédulas oficiais nu­ 
ma votação massiça no Bu­ 
gre. Quanto aos comicios o 
nosso candidato comparecia 
a todos e dançaria até o 
fim do baile. Era a primei­ 
ra eleição do Paulo Bugre, 
nada podia ser esquecido 
mesmo contando com a sua 
inegável popularidade. 
OS COMlCIOS 
Naquele tempo. comíci­ 
o era motivo de festa. De­ 
pois de se ouvir os candi­ 
dates. iniciava-se um arras­ 
ta pé. que durava até o a­ 
manhecer do dia. saindo os' 
eleitores cansados e cheios 
de bôa cachaça. servida a­ 
pós a falação e durante o 
baile. Havia também. uma 
imposição. severa. o candi­ 
dato era obrigado a dançar 
com todo o mun_do, sem dar 
prova ele cansaço, ate a ul­ 
tima musica, tocada pela - 
Sanfona. Muitas vezes. era 
obrigado afastar-se para os· 
fundos da casa, onde se re­ 
alizava o comicio, para a­ 
atender os anseios amorosos 
de uma profunda admirado­ 
ra. Nove meses depois das 
eleições, ::.i população sem­ 
pre se viu aumentada de 
futuros eleitores. frutos dos 
comtcios. Outras exigen­ 
da era o atendinento dos 
pedidos: Uma vaga de serven­ 
te no Hopital. uma de mo­ 
torista na Prefeitura, trata­ 
mento dentário para outro, 
sapatos, botas e até pedido 
para mandar soltar fulano, 
preso ha 5 anos. cumprin­ 
do sentença de 12, caso 
fosse eleito. 
Paulo Bugre nunca dis­ 
se não à ninguem e quando 
o pedido era meio absurdo 
jurava pela Virgem Santis­ 
síma que ia fazer força. 
O DISCURSO 
Assim começou o seu 
discurso o nosso candidato: 
"Meus amigos. Digo amigos. 
porque sou amigo de ver­ 
dade e não amigo de elei­ 
ção. de ocasião pra cavação 
de voto. Uso essa palavra 
porque antes de ser candi­ 
dato à vereança. eu já a­ 
percava a mão de voces, 
frequentava as mesmas ca­ 
sas, que hoje pela imposição 
de um dever cívico, nova, 
mente visitei. Não falo, a­ 
penas como candidato falo 
como um igual perque sou 
pobre de mãos calejadas, 
como voces aqui presentes. 
Vivo o meu dia a dia. co.:. 
mendo com voces, sal no 
mesmo cocho, vivendo as 
mesma emoções, sofrendó os 
mesmo sofri :nentos, sentindo 
as mesmas dores, choran:io 
as mesma aflições." 
Muito bem!!.. Viva o 
Bugre !!., palmas em geral. 
O Paulo Bugre é notà­ 
vel. semi-analfabeto, não sei 
onde ele arranja tanta ins­ 
piração para os seus discur­ 
sos e nesse dia estava com 
toda a corda. Continuu o 
Bugre:- Não sou desses que 
nem olham pra voces, antes 
das eleições. pens.Jndo ja­ 
mais precisar de alguem co­ 
mao voces porque voces sao 
uma gentinha à parte. Mas 
nessa hora, representam lu­ 
cro para satisfazer suas am­ 
hições pessoais, porque é 
hora de eleição e voces 
votam e sem  ato ninguem 
é eleito. Voces. como eu. 
trabalhadores de peíe curti­ 
da pelo sol. do dia a dia. 
não podem esquecer que se 
eu Eleito. não deixarei de 
atender às suas necessida­ 
des porque as minhas são 
as rüesma". Assim, terminou 
o Bugre o discurso debai. 
xo de tremenda "Ovação". 
A ELEIÇÃO 
Quatro caminhões, seis 
caminhonetes. sers automó­ 
veis eram a nossa parte 
motorizada. Cinco horas da 
manhã, to<los partiram rumo 
aos baixros. previamente in­ 
dicados no mapa, feito pe­ 
lo Chico Papagaio, ara 
trazer os eleitores até a ca. 
sa do Praxedes e dali cada 
um, às suas respectivas sec­ 
çôes ele1rorais. Um grande 
grupo de mulheres eram as 
doutrinadoras junto às flas 
das secções e acumulavam 
as funções de informantes: 
•·Fulano está contra por is­ 
to ou por aquilo". E la ia 
o Paulo procurar virar o de 
cujas. Mas, quase tudo vai 
por agua abaixo. porque· 
Olivinha no dia da eleição, 
começou sentir as dores do 
parto, sendo mandada ur­ 
gente ao Hospital onde che­ 
gou acompanhada por seu 
marido Praxedes, sua mãe 
Angelina e eu. Se ela não 
parisse ate às 17 horas. ho­ 
ra do encerramento seria 
menos 4 votos garantidos. 
De maneira. que o Chico 
Papagaio, deu uma fugida 
ao Hospital e disse ao mé­ 
dica: "Doutor, tem que nas­ 
cer antes das l 5 horas. por­ 
que ela e os outros que a­ 
qui estão prescisaro votar ". 
O Doutor quiz poderar. mas 
Paulo Bugre aparece e diz: 
eis& lntegccêo 
"A Revista o Sado este" 
·Nada de atestado, ela vai 
. 1 .. 
de maca, mas vai votar: • 
• Como não nasceu até as 1o 
horas levara Olvinha do 
Hospital cm maca até a sua 
seccão. sob os protestos do 
médco. acompanhada peta 
longa procissão constituida 
do Prxedes, Ar2lina, Chi 
co, Marieta, o candidato 
Paulo, todos prontas para 
exígir priorídac!.: de votação 
para Olivinha, berrando de 
dores. Ao chegarmcs à tal 
seccão de Olivinha. deu-se 
a e;cr?nca -Ora a cabine 
é 'Indevasável' e ela con­ 
duzida de maca até aquele 
local seu voto não seria se­ 
creto. O Presidente da cc­ 
ção fez esta observação em 
tom enérgico: 'Acompanha 
da não pode votar!' Paulo 
protestou. Chico aos berros 
exigiu, Praxedes lamentava. 
O!vinha gritava de dores e 
Angelina encorajava a filha, 
Confusão geral. 
- "Isto é caso de anula­ 
ção, berrou o Sílvio, outro 
candidato presente acompa­ 
nhado do Fiscal do Partido. 
"Anulação uma bosta!!, res­ 
pondeu o Paulo, o Presi­ 
dente pediu ordec e por 
fim conseguimos acalmar os 
ânimos cada vez mais exal­ 
tados e já havia ameaças • 
de sacarem as armas. 
Encorajada pela mãe, 
com muito esforço, Olivinha 
Picolé com o filho no nas­ 
cedouro, dirigiu-se com an­ 
dar de pato à cabine. votou 
e chegou junto à mesa de­ 
posirou seu voto. Mal aca 
bou de votar. deitou-se- á 
maca e á vista dos compo­ 
nentes da resa, fiscais e 
delegados de partido. acre-a­ 
dos da longa fila de eleito­ 
res que fechava a porta. deu 
um grito lascinante e aos 
berrcs de protestos, nasceu 
um belo garoto, que mais tar­ 
de na Pia Batismal de: Bela 
Vista recebeu ó nome de 
Eleicino, 
Não é preciso dizer que 
em carater de urgencia, o 
umbigo foi cortado e aar­ 
rado pelo amigo que se as­ 
sina. 
DE CHINELO

Tribuna da l•'ronleirn 
----------------- -· -··. 
_________ .:..--===-==B~l_il __ V_i?.~~=­ 
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Cuiabá, está prazeirozamente recebendo a visita de cinco 
el~mentos da diretoria da Associação Matogrossense de: Estu­ 
dantes: João Gonçalo de Morais Filho, esforçado presidente da 
entidade, e os formandos Gersin Fernandes de Farmácia Bio­ 
quimica, Marcos Aurélio Carvalho, de Engenharia Química, Mar­ 
ly Morbeck, de Serviço Social. e Hildenete Monteiro, de Medicina. 
O objetivo da visita dos dirigentes da A.M,E. a esta capital re­ 
laciona-se com uma audiência com o governador José Fragelli, 
quando, entre outras coisas, estudarão as possibilidades do mer­ 
cado de trabalho em Mato Grosso, Com a mesma finalidade os 
cinco estudaates representantes da A.M.E. procurarão entender­ 
se, com pelo menos três Secretários de Estado. 
O presidente da Associação Matogrossense de E!'tudantes, 
na Guanabara, informou que o numero de formandos atinge e­ 
xatamente 40 merubros, todos zursando as mais variadas especia­ 
lidades, como Agronomia, Engenharia e Medicina, etc. Frizr.n­ 
do bem, explicou o presidente João Gomes de Morai::; Filho, 
que cinquenta por c~nto dêles pretende vir empregar-a sua ca­ 
pacidade jcvem e realizadora no Estado de Mato Grosso, sua 
terra natal. A formatura destes jovens universitários está, marca­ 
da para o dia 16 de dezembro, em solenidade que deverá ser 
realizada na séde da A.M.E. , 
No final de dezembro vindouro, a A.M.E. estará realizan­ 
do uma excursão a Cuiabá, quando apresentarà três peças tea­ 
trais de alta sensibilidade artística, que serão, per certo. uma 
delicia para os olhos e um poderoso tônico espiritual. Na mes­ 
ma oportunidade sera também realizado um torneio relâmpago 
oom a participação de Cuiaba e de outras cidades como Caceres 
Poconé, etc. O local escolhido é o Estadia Presidente Outra, 
como • parte das comeroorações do jubileu de prata da A. M, E. 
A mocidade estudiosa de Cuiabà jà deve estar mobilizada, vi­ 
brando de entusiasmo e de arrocho. 
E a A.M.E. que reputamos como· uma grande reserva de 
valores jovens, empenhada no sentido de projetar o ato Gros­ 
~o grandes centro:: culturais da Nação, o nosso mais vivo a­ 
preço, a nossa mais legitima administração e a nossa irrestrita 
solidariedade 
A ecolha do paranifo da turma foi a mais feliz, pois re­ 
caiu sobre o senador Rachid Saldanha Derzi, atual vke-lider do 
governo no Senado Federal, ex-prefeito de- Ponta Porã, deputa­ 
do federal em três legislaturas e um dos políticos mais ilustres 
de Mato Grosso. C.:>mo cidadão não é somente uma coluna de 
trabalho e de amor civico e cristão, é mais ainda, porque o se­ 
nador Saldanha Derzi representa uma bandeira. de renovação 
politica, em cujas dobras se ocultam aos anseios e as espranças 
de todos os matogrossenses. 
Para todos aqueles que já estão acostumados com a capa­ 
cidade, a inteligencia, a fibra o dinamismo, o valor e a eficien­ 
cia do senador Rachid Saldanha Derzi, a A.M.E. não poderia 
dar melhor exemplo da sua sadia orientação. O acêrto da esco­ 
lha veio homenagear a este parlamentar de profundas raizes po­ 
pulares, justo orgulho da· gente matogrossense. 
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Tribu11a da Fronteira 
16 de dezebro de 1972 
Fim de semana 
ela it • 
Diogenes Brayner 
Vista de cima a cida­ 
de é verde Bela Vista 
é um só jardim. O verde 
dos seus campos quase que 
se une com as arvores dos 
seus quintais e das ruas. E 
uma paisagem alegre, viva 
e esperançosa, Em se des 
cendo a vista, quando pe­ 
netramos em suas ruas e 
avenidas encontrnmos o gris, 
o cinzento, cores multiplas, 
uma variante de tonalidades 
impressionante. É que: agora 
estamos na cidade, chocan­ 
do-se o presente com o 
passado, com seus homens 
amando e trabalhando, seja 
no campo, no comercio ou 
em outra qualquer atividade. 
O passado de: glorias 
e o explendor heróico do 
seu povo, simbolizados pe­ 
las dimen:;ões do I O Regi- 
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Tempo de Natal, época de compra Te·d ] 
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mente de Cavalaria e umas 
poucas casas senhoriais, an 
tagoniza-se com o obelisco 
n,agestosamente erguido an 
te a Ponte Internacional e 
implantado junto aos pen­ 
samentos especulativos dos 
habitantes da Princesa do 
Apa. Se O obelisco repre­ 
senta um marco que evolui­ 
mos, 
0 carinho com que 
olhamos a Capela do Esoí­ 
rito Santo. nosso principal 
monumento barrô:::o, denota 
o fato de que trabalhamos 
e lutamos para que a cida­ 
de possa coexistir avançan­ 
do, progredindo, sem negar 
nosso passado. nossa histó­ 
ria, nossos herois. nossa 
cultura. 
_ Na fviatriz, como no 
quartel do 10° R C, como 
ainda no simples correr do 
Apa, o nosso passado se 
afirma cheio de glorias e 
de arte. A própia capela e 
um lembrete para todos nós: 
a cdade não vale so por 
sua estrutura, por sua for­ 
ma fü:íca - é fundamental 
que a sintamos em seu 
todo, de cima para • baixo, 
em seus detalhes, em seus 
simbolos, penetremos em 
sua propria alma. E a alma 
da cidade de hoje é o re­ 
flexo da de ontem. O mo­ 
numento hisfórico ergmdo 
em Nhandepá está tão vivo 
quanto o azul piscina do 
predio da Prefeitura Muni­ 
cipal. Sentir esta vivenda, 
em seu verdadeiro significa­ 
do, requer não só olhar. 
Pede-se muito mais. Para 
o primeiro, certa paciencia . 
temos que unir figuras não 
mais existentes. à forma ar­ 
quitetónica do monumento. 
E se chegamos a perceber 
a censação daquelas figuras 
ª gloria, e algo verdadeira­ 
.mente sensacional, um fato 
raro, sensivel, profundamen­ 
te humanà. 
Nas ruas belavistenses, 
. algumas sombreadas por 
frondosos Ficus. trafegam 
centenas de carros e, ainda, 
velhas_ e turi.sticas charretes 
que pisam as folhas dadi-' 
vamente deixadas cair por 
estas arvores. O sabor local 
está ainda na guavira. chi- 
churrasco e no ar­ 
pa, no 
re
teiro que se scn e 
roz car ' . N 
isitante ilustre. 'OS- 
a um v1 . 
rito está tambem pre- 
so esp1r1 h 
sente as ensolaradas man as 
b 
. do pa, no Clube 
nua eira • . 
do Laço. na Barranca, no 
bom-papo no Bossa Nova, 
numa esticada para um Su­ 
co de frutas até o Sacy. 
Ou ainda na saborosa pi­ 
za do Ticum e no churras- 
p
reparado com esmero 
co 	, h 
la comadre pelo gaüc/1o 
pe» 	Tl. 
no restaurante do u 
1
0. 
Com um clima até cer- 
to ponto exagerado (muito 
frio ou muito quente), rela­ 
tivamente limpa, amando a 
paz em função do progres­ 
so, Bela Vista cricu conc1- 
seus filhos 
ções paro que 
tenham presente que: não 
estão mais no tempo em 
que as mulheres temiam os 
maridos e os estudantes a 
palmatória do professor. A 
cidade mudou, tomou novos 
ares, tem uma nova poesia. 
um novo sentido, um novo 
destino. Mas par-a notar is­ 
to não é necessáriamente 
ser um de seus filhos, bas­ 
ta vê-la, senti-la e ama-la. 
cidade limpa 
cidade civili­ 
zada 
colabore com 
a prefeitura 
page em dia 
seus ipostos 
ajude a man 
ter limpa a 
sua. cidade 
a TF. deseja 
um feliz Na­ 
tal e um pros 
pero 73

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BONITO MT . 
1 
No.mundo inteiro en­ 
co~a~s casos como assim: 
No diá de Natal os pais 
dão presentes para os fi­ 
lhos. Em certo dia de Na­ 
tal. um filho recebeu do 
pai um gravador, mas não 
o aceitou, pedindo outro 
presente: "PAI. fique com 
o gravador. e como presen­ 
te para o ano todo. brigue 
menos com mamãe''. 
Uma guria de 16 anos 
desabafava: "Não tenho 
paz em casa, meus pais 
não se dão bem, não se 
falam. cada um pensa mal 
do outro. isso me deixa 
triste". 
Gostaria de ter mais ca­ 
rinhos de meus pais. assim' 
poder adorar a vida; vivo 
magoada por não ter um 
lar feliz 
Reconhecemos, me caro 
leitor, que é facil escrever 
artigos. dar sugestões como 
deveria ser ou não, mas a 
realidade é dificil de acertar. 
Uma coisa tem que ser dita 
e todos concordarem: - a 
educação começa desde que 
o filho nasce. Ou melhor: 
começa vinte anos antes do 
filho nascer. Na epoca de 
solteiro ou solteirà, já se 
precisa formar o carater, ter 
responsabilidade, altruísmo e 
muitas outras virtudes hu­ 
manas: para depois de ca­ 
sar, poder educar o filho. 
Quantos se aproveitam 
de tudo antes de casar e 
não se incomodam, criando 
vi cios e defeitos que querem 
corrigir depois de casar. 
Muitas vezes é tarde de 
mais e os filhos pagam as 
consequencias tornando-se 
vitimas. 
Sabemos que a vida 
moderna facilita muito, ao 
comodismo, ao· andar atoa. 
Alguns se deixam dominar, 
outros lutam; estudam: eco­ 
momizam; formam o carater 
e a personalidade pensando 
no futuro. Uns são vividos. 
dominados por maus costu­ 
mes e passam o tempo sem 
futuro; outtós, usam a cabe­ 
ça e se preparam com 
grande força de vontade. 
Eles sabem, que por mais 
humilde que seja uma vida, 
ela não deixa de ser um 
desafio a nosso valor pes­ 
soal. 
Como educar depois de ca­ 
sar? Quem se educou bem an­ 
tes de casar já sabe como os ou 
tros, os filhos depois de casar. 
Impossivel dizer tudo neste 
pequeno espaço. O mais 
importante a nosso ver ja 
foi explicado acima. • Pais 
que combinam no sim e no 
não. Pais que se gostam e 
não brigam na frente dos 
filhos, mas que se resolvem 
suas dificuldades a nós. 
Pais que tem disciplina. 
ordem e que em primeiro 
lugar são um exemplo de 
segurança, de calma. de 
compreenção 
Estes pais não terão 
muito trabalho com seus 
filhos, 
Estes filhos terão sem­ 
pre um sorriso nos lábios - 
os presentes serão melhor 
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.;;...---------------- ,. -;ua aceita~ão, empreg,101os ~ cornv um·-1 das conscquenci.>~ 
'	- 	j,a coatinuaremos e"PS' j, esda vez mais n9°59 ' 
alguns termos técnicos (vocabu• cabulfHl0 s~ enriquecera de no- 
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talmente 
não são muito conh_e- vos terrnos. • P 	dr (Como dissemos, o av+o 
e~dos de alguns de nossos """ enológico da Humanidade, J 
tintos leitores. ~a falamos "" meça a andar á velocidade 
Cib
~rne·c
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·c~, computador detro- 	- 
... u 	dos computadores e, se nao 
;co, computação, procesamn" {_os e inforamo nos di+ i+ 
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1 d 
á 
-1~~r,c~ d<1..,. crL:~;Jc.n!.i •. 
roais dificu.dã es em enten er ª '-'" • '- 
uma reportagem onde se empre- 
ANO I 
À história da computação 
confunde-se com a propria His­ 
tarla da Humanidade... Estuda­ 
la, implica, necessariamente, em 
um retrospecto aos tempos mais 
primitivCs, e ao segmento passo • 
a passo da evulução do proces­ 
so histórico da civilização, 
pois desde tempos imemoriais o 
homem 1enliza calculos, embora 
fossem naquela época os mais 
elementares. 
Primitivamente, o homem 
das cavernas usava de meios ru· 
dimentares para auxiliar-lhe em 
suas contas como conchas, pe­ 
quenas pedras, pedaços de ma­ 
deira, etc... além dos proprios 
dedos. 
Mais tarde os chineses idea- 
lizaram um instrumento que lhes 
permitiu um grande avanço no 
campo da computação. Esse ins­ 
trumento que foi o primeiro com· 
putador digital e que apesar de 
sua simplicidade, quando mane­ 
jado efkientemente possibilito cá 
culo com rapidez supriendente, foi­ 
e é o ABACO. 
Um outro computador usa- 
do primitivamente, foi o QUIPO, 
do qual se utilizavam os qui- 
chuas. 
Com o correr dos tempos vá- 
rios, eventcs foram sendo regis­ 
trados no terreno da computação 
come consequencia do progresso 
humano; dentre eles destacamos: 
r:::J 
Quem seria o criador des­ 
ta "mirnbolica" ciencias? 
Seu criador, foi no senti- 
do alo da palavra, um <los 
homens mais prodigiosos de 
nossa epoC(l_ N asddo nos Es­ 
tos Unidos cm 189-1 e [alecido 
em Estocolmo em !963, aos 
c.lezoito meses de idade 1a sa­ 
bia ler e aos sele anos ji es­ 
lava familiarizado com as o­ 
bras de Darwin. Licenciado em 
Ciencias aos quatorze anos, 
doutorou-se aos dezoito, on­ 
sagrando o resto de sua vida 
pesquisa e ao ensino da Ma­ 
tcmática e disciplinas conexas. 
"N,ão é, pois, de estranhar que 
de um homem assim exepcio­ 
n_a_lmente dotado, nascesse a­ 
qµela disciplina ou ciéncla que 
epclha, de forma mais cabal, 
a consciencia eminentemente 
tecnologica do homem conten­ 
poraneo. Qual o nome deste 
genio? Norbert Viener. üesdc 
o seu aparecimento, a Ciber­ 
nética se constituiu em verda­ 
deira revolução, que não iicou 
restrita ao plano tecnologico - 
o plano dos cumputadores mi- 
raculosos ou de máquinas que 
imitam o comportamênto dos 
seres vivos. Ela extravasou 
para outros campos do conhe­ 
cimento humano. tais como a 
Psicologia. a Fisica, a Socio- 
-. logia e até mesmo a Filosoiia. 
.:i.... "Ciberneti:a", é em re­ 
sumo a ciência que trata dos 
' autômatitos. Seu objetivo é a 
- costrução de máquina com o 
comportamento o mais aproxi- 1) A introdução· dos logaritmos 
rnadu possível do humano por Napier; 
propiciando ao homens liber- 2) 
2 A invenção da régua de 
tar-se do trabalho mental elen- calculo, que foi 
O primeiro com­ 
tar e consequentemente, au- putador analógico da história, 
mentar os· seus momentos de pelo matemático inglês William 
lazer. Aqui vale ressaltar que Oughttred em 1622. 
até_ bem pouco tempo o ope- 3) A idealização por Pascal, 
rário trabalhava de doze até em 1642, de uma máquina de 
quinze horas: por dia. Hoje ele somar mécânlca, que foi ances­ 
traüalha oito e para o ano tral mais remota das atuais má- 
2020 ja se prevê, apenas dez quinas de calcular: 
horas semanais. 	) 
O 	4} A modernização por Leib- 
estudo dos Computa- nitz do invento de Pascal. com' 
dores Eletronicos, é: parte in- a idealização em 1671, de uma 
tegrande da Cibernética que soma dora e multiplicadora·, 
embora seja um termo já usa- 5) A l 
ao por Platão desde remotos- ~ tu?_ização por Jacquar, 
tempos da Grecia Antiga, r_ m 1804,de cartões perfuarados 
surgiu no mundo atual como com codificações • pata operação 
· · d · ~~ um máquina, baseado· TF 
jjk • .is "ti.... .desejc um feliz Norteei 
horizontes µarn o progresso da e 	<' lllá l lk 
hum 
"Ol·da ~ .... - 	. nove ano, mais tarde ou se- 
20 1G€· 	ja em 1833, f • ' • 	e·· um p 	IFjJ - n " " "_P	rospero ?3 
HISTORICO DA COMPU­ 
TACO 
por CharÍe::- Babbage, o primeiro 
computador automático, denomi 
nado "Màquina Analítica", o 
· qual por dificuldad~s têcnicas e 
financeiras não pode ser COnS­ 
truido naquela época O co01pu· 
tador de Babbage ~ra intdra­ 
mente mecanico e já trazia mui­ 
tas das idéias usada pelos com­ 
putadóres Eletronicos autais. 
Somente em 1946, como 
ccrnsequencía da Segunda Gran• 
de Guerra, foi que surgiu o pri­ 
meio computador totalmente E­ 
Je.ttônico, conduido na [Iniver­ 
sidade de Pensylvania. Era o 
EN IA C, iniciais de ''Eletronic 
N umerical lntegrator A nd C: al­ 
culador''. 
Modernamente, os compu- 
ta.-:iores usam amem ó ria interna 
não só para a computação de 
dados, mas também para arma­ 
zenagem dos programas. 
No próximo número abor­ 
daremos o tema "Computadares 
Eletronicos" c sua aphcação nos 
dias atuais, pdndpalmente nos 
países desenvolvidos. 
"Amor' palavra docil, mei­ 
ga, maravilhosa, que destrói, que 
enaltece, que faria se coaer 
atráves do mundo, a procura 
de alguém ou a procura do na- 
da. 
Amor coisa simples, dificil 
de ser definida. 
Amor ao trabalho. amor 
ao próximo, amor a tudo o que 
nos rodeia, amor a alguem, 
muitas vezes sem s<Jber porque 
ama. 
e 
Edburgo Scares 
o o 
Em novembro próximo passado, no Estádio Olimpico de 
Los Angeles, o peso leve juuior mexicano Luiz He"rnandes en­ 
trou no tablado com seu vistoso roupão e, saltitando, tirou 
0 
roupao e saldou a torcida. Recebeu a maior vaia de s • 
tinha cidc 	sua car- 
reira: n a esqueci o de vestir o calção Voltou ra id 
vestu · . d d. • p1 amente ao 
ario e ressurgiu levi amente· trajado para surrar violent 
mente o 1apones Taoshi Fujisawa enquanto a platéia ainda ri! 
[i] in ffi 
O maior livro do mundo mede 1 70 • • 
1,15 de largura. 	m de comprioento por 
Pesa cerca de 80 quilos, e esé guardado no useu Bri- 
tânico. Trata-se de um Ati U 	- 
II 
as niversal, que pertenceu a Carlos 
, rei da lnglateua. 
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A cera do canal auditivo desempenha • 
be-lhe a defesa dos órgãos do ouvido. "Portante papel. Ca- 
tínela, sempre vigilante detém • omo se tosse uma sen- 
d
. . . ' ' com espantosa rap·d • • 
icies e pequenos insetos que de >ia 	1dez, as 1mun- 
do aparelho auditivo. lesejasem entrar nas cavidades 
Gostaria de saber falar so­ 
bre o amor, mas me acho tão 
pequenino para dizer realmente 
o que penso a respeito de um 
verdadeiro amor. i 
E;:;ta palavrh simples, faz- 
se esquecer a ira, a desgraça, 
as màguaz, nem que cja O 
ror um instante, para se ter 
num futuro, a bela e venturada 
sorte de dizer que se amou um 
mstante na vida que passou. 
Nãc há fortuna que com­ 
pre um sincero e leal amor. De 
que vale riqueza se seu amor 
não teve júbilos neru glórias, 
foi feito só de fracasso. Fortuna 
é o meio, 
r· 
r1m 
mor e amar, são idéias 
lúc.idas e puras que resplande­ 
cem na mente de um ser huma­ 
no, igual a uma luz que resplan­ 
dece no céu sem nuvens, des­ 
tacando-se enre as estrêlas'' 
« sonetos » 
Dizer que te perdí. .. não poss0 
porque nunca fostes minha. 
Mas uma cousa te digo ... 
do meu castelo de sonhos 
Tu és rainha. 
Dia 31 
mas nunca 
Baile 
de -dezembro 
do Revellion 
Grernio Pedro Rufino 
Conjunto de fora