:T RIBUNI OI F FUNDADOR fV ALDO PEREIRA NTEIRI Redação, Oficina e Administração Publica-se ANO lll Rua Duque de Caxias S/N Bela Vista, 05 de Janeiro de 1975 NV 132 aos Domingos O TE OI CII A atmosfera politicu municipal está mudando; forças moveram-se no último sábado na C. Munic. para delinearem os novos rumo da política bela­ vistense. A polilica está se convertendo em a­ tração par as nobres damas de nossa socieda­ de, e na reuniu o da Câmara, novos valores fo­ ram apresentad s à classe dirigente um tanto desgastada pelas intempéries, na pessoa de uma belavistense, que surge para «revolucionar» o conceito da mulher na politica local. A reunião do ultimo dia 4. l"oi proveitosa; independentemen­ te dos ubusos cometidos, talvez pelo «entusias­ mo e energia» de alguns de eus participantes, foi memoravel; foi uma verdadeira noite da de­ mocracia. A Tribuna, «orgão independente e aci­ ma de ludo, baluarte ela democracia, pois acre­ dita na liberdade como fonte gerdora de ide­ ais». viveu seu momento de glória: na egregia casa do legislativo belavistense, encontrava-se a fina flor da polilicn, e o povo, inúmeras vezes esquecido das conjuturns municipais, i"oi ouvi­ do, e como ... Em ses quase quatro ano- de atividl·s, ·Tribuna da Fronteira" tem lutalo com coerência pelos ideais de demo­ eracia e do progresso belevistense, opondo-se às tradições estacionaria- de grupos pessimistas. enhores; nós vimos e ouvimos, vimos a demeracia na sua mais alta forma mani­ festaram-e na Câmera Municipal; ouvi­ mos o senhores ele politlca manil"estarem-se con tra a estagnação Os frutos que poderão ser colhidos, só o tem po o dirá, mas restu.-nos uma esperança a ex­ periência foi válida, e "quase" tudo mudou na política municipal. O trabalho do Presidente da ARENA, Pectro José Palmieti será reconhecido ou viipendiado pelo desenrolar dos aconteci­ mentos, parece-nos que sua luta é em defesa ele principios e não ele interesses dialéticos. O povo será o juiz, e só ele poderá jul­ gar os acertos dos acontecimentos do ultimo dia 4: A noite ela elemocrncia. O •- E, para completar, então vieram os gaúchos JS catarinenses, a mão de obra e pecializada. Temo:s, portanto, agora, todos os meios ne­ cessários para o ·•aumento da produção,"para o "aumento da produtividade, para a melhoria da qualidade dos prodntos. Temos, pois, todos os fatores para promover um rápido e considerável progresso. Vejamos a atualidade bela vistense nesse se­ tor. Para a safra 1974/1975 teremos: Produto--Preço m. G0 ks.--Area fin.--Prod. Prev. Kg cSr arroz 60,00 4.551 6.S26.500 milho 28,20 1.731 2.769.G00 sorgo 22,20 150 45.000 'l'rigo (ainda não disponivel) 150 162.000 Feijão 93,G0 4 4.800 soja 50,40 325 487.500 6.91 t 10.295.400 Capacidade das secadeiras que deverão funcionar na próxima colheita, em sacas de 50ks. em 24 horas .... 2.000. Capacidade de armazenagem disponivel. sacas, de 60 ks.31,900° Capacidade de beneficiamento de arroz, em sa- cas de 50 ks em 10 horas 250. El VISTE SE O PROGRESSO Producão -- Aumento da Produtividade - Melhoria da Qualidade . Idem de milho. idem idem (cangira, l'ubá, quirera]50 Idem de sorgo, idem idem I quireral i:>0. Da safra pl:lssada para esta houve um aumen to muito grande na àrea financiada. 'Teremos tambem considerável aumento na capacidade de colheita, de secagem e ele armazenagem. Ao Banco do Brasil os meus agradecimento oelos dados fornecidos e a gratidão do: belavis tenses pelo quanto vem ele fazendo para promo ver o deseuvolvimeuto eia produção rural, da industria e do comércio. A agricultura não pode transformar uma região de um dia pura o outro, mas ela é capaz de o fazer de um ano para o outro. ão nos esquecemos, porem, de que para obter bon: resultados em qualquer ramo de atividade o empreendimento deve ser planejado, o traballo deve ser rncionalizado. Admita-se que é possivei perder parte da produção porque não choveu, cu choveu demais. lo se concede, porem, que se perca parte da produção por descuido, por falta ele previsão. Quem planta por certo espera colher, e pa­ ra colher precisará ele acaria, de colhetadeira de secadeira, de armazem, de imunizante. O agricultor após um ano de dura batalha poderá fazer uma grande colheita de produtos de ótima qualidade. Pode, porem, ainda botar a perder tocla a boa qualidade do produto se a sua secagem não 'or bem l'eila se não for bem imunizado, e for mal armazenado. E se não dei xe de ter em mente de que é a qualidade do produto que lhe dá o preço Se não temos tido classificação de cereais em Bela Vista, não la de duvidar, muito breve a teremos. Jamai pode rá almejar para um arroz "marcha ri", que só dá quirera, o preço alcança por um aguihão ,-,1 x 1" do qual de poderá tirar um separado espe eia.!. e fosse entendicto no a unto eu diria que é a qualidade que paga o custo da produção, e é a sua boa qualidade que dá o uero. Já que estames aumentando a produção, va mos aumentar a produtividade, vamos meihorar a qualidade, Adalberto R. de ant'Ana Dr. Enodk José de Souza Cardiologia Doença do Coração e Disturbios Circulatórios ELETRO- CARDIOGRAA Consultas: de 2u a 5a feira das ll às 18 horas Rua Barão do Rio Branco. 513 - Fone 4--8165 (fone re idência 4--8242) Campo Grande Mato Gro-o -<9------><--9--<><>--<9---«--«0-< -------­ j JMRZSO9... GRÁFICA TRIUNA DA f j FRONTEIRA - 3)1A$ I CAIS, GO3yVJYZ a j L • «;~$~~Jl~ú'J'ir©. Serviços Rápidos e 'Perfeição. ~ -s±-<9-<-<-<±-<<->39<93 -±9-3-3-±-<<--o-± .k, cluna Juridi H. .ledeíos Desquite Indica o ato pc-lo qual se decrnta a ciis. o lução :la sociedade con­ jugal, pela separação de corpos e bens dos ónuju ges, sem que se extinga o vi ulo do contrato matrimonial. O de quite pode ser: -Amigável: é o que oco­ re pela vontade do conj­ uge , livremente mani­ re latia perante o juiz, que o bomologa. Há ne cessidade de os cônju ges estarem casados por mai de dois anos. Judicial: É o que é in­ entado por t;m dos cõuj uge . contenciosamente, havendo fundamento e ga.l para o pedido, ou se ja: a) adultério; b) tentativa de morte; e) sevícia. ou injúria grave: d) Abandono voluntário do lar conjugal, durante dois anos contínuos. Os "longos" estão se impondo cada vez mais na moda internacional Neste rim de ano, na Europa ocorre um pre­ dominio desses"longos" que foram reforçados com uma nostalgia na tural que está assinalan­ do as manifestações humanas ne ses últimos meses. Esta nostalgia tem sido total em alguns casos. revivendo a moda de 30. ou tarn bém atra­ vés de uma forma parei ai, com o aproveitamen­ to de detalhes daquela década romantica em conjunto com linhas mais atualizadas. Contudo, existe detalhe comum:os "longos" marcam a sua presença nas duas op ções nostálgicas, mesmo quando se sabe qne o "longnete" vem se afir­ mando cada vez mais. 'o Adquira o seu Exemplar da "Tribuna da Fronteira" na REVENDEDORB DE PUBLICAÇÕES IBRIL Revistas. Livros, Discos, os últimos Lançamentos da Editora Abril Praça Alvaro Mascarenhas, BELA VISTA MATO 428 GROSSO 1 1, UM BREVE COMENTÍIRIO Uma Semana Sem Água ... Expiação? Os moradores da provalo sua incapacida- "Princesa do Apa", pare- pe em dil'igir urn órgao ce-nos que em outras de tal envergadura. O "encarnações" comete- papel da imprensa não raro as maiores barbari- é o de criticar sistemá­ dades; pois só isso expli- ticamente as deficiências ca os contínuos sofrimen- de uma administração, e tos com alguns orgãos sim, o de procurar cola­ públicos O s e r v iço borar com a mesma I- Autonsmo d e Agua clicando os erros, e se e Esgotos (S. A. A E.), possível, penetranào no é o "aparelho" principal encarregado de testar o poder de resistência dos bela vistenses, e ver ate onde chega o gráu de renúncia desta geração "culpada". UMA SEMA­ NA SEM ÂGUA... é de­ mais ... A medida, "talvez", venha de encontro a necessidade vital da ex­ piação", ou seja: a de purificar' através de "je­ juns" o povo "persegui­ do" ... mas uma semana sem água... E DEMAI« Nossa explicação "místi­ ca" a respeito da falta d'água é a única que nos resta; a lógica cartesia­ na já não oferece subsi­ dios para justificar a ir­ responsabilidade d os di­ rigentes daquela autar­ quia. Inúmeros belavis­ tenses, cidadãos proemi­ nentes de nossa socieda­ de, pedem por intermé­ dio da TRIBUNA, medi­ das drásticas. no senti­ do de sanar tal deficiên eia. O cruciante e "Kármico" . problema do S. A. A. E, po­ derá ser resolvido atra­ vés de uma modificação uo seu quadro de funcio­ nàrios, principalmente no tocante a chefia. Nem to­ dos acreditam na "outra vida", e por este motivo não aceitam a "expia­ çüo", e exigem providên­ cias urgentes, chegando a assumirem posições ra­ dicais: A demissão suma­ ria do encarregado do SAAE... que parece ter Há três aspecto da sal­ vação, e cada qual cara cteriza se por uma pala vra que define ou ilus­ tra a mesma; a) Justificação é um termo judicial que nos faz lembrar um tribunal. O homem. culpado é con denado. Perante a Deus ele é absolvido e decla­ rado justo, isto é, justifi cado. b) Regeneração (a experiencia subjetiva( e adoção ( o privilegio ob­ jetivo) sujere uma cena familiar. A nlma, morta em trangreções e ofen­ ças, precisa duma neva vida sendo a mesma as cedida por um ato divi no de regeneração. A pe ssoa, por conseguinte, torna-se herdeira de Deus e memuro de sua familia c) A palavra santificação sugere uma cena junto ao templo. pois essa pa PROFISSÃO DE BARBEIRO Com emendas ofere­ cidas pelo relator, depu­ tado Helbert dos Santos (ARENA-RS). foi aprova do pela comi@sllo projeto do ex-deputado Adylio Viana, que regula 0 exer ciclo das profissões de oficial barbeiro e oficial cabeleireiro, instituindo o salário mínimo respec tivo, que corresponderá, pela emenda aprovada, a três salarios minimos regionais. âmago das questões on­ de està envolvido o inte­ resse público, oferecendo um quadro real da situa­ ção. Acreditamos numa tomada de posição dos chefes uma da Sanemat e definitiva solução do problema. CL)Mi LICI ML#MO" lavra relaciona-se com o culto a Deus. Harmoniza das as suas relações com a Lei de Deus, e tendo recebido nma nova vida, a pessoa dessa hora em diante, dedica-se ao ser­ viço de Deus. Comprado por elevedo preço. já não é de si; não mais se afa­ ta do tempo (figurativa mente falando) mais ser ve a Deus de dia e de noite Lucas 2; 37. Tal pessoa ê santificada e por sua propria vontade entrega-se a Deus. Colaboração de Orlando Rodrigues Câmara Reiniciará Atividades ... Após merecidas fé­ rias (recesso), a Câmara Municipal de .Bela Vista reiniciará suas atividades O Presidente da egré gia Casa do Legislativo Belavistense, Dr. Fiori Murano info r m o u à reportagem que a pri­ meira sessão esta mar­ cada para o dia 6 do corrente. O ano de 1975 serà marcado por gran­ des transformações no cenàrio politico munici­ pal, e a C9.maru, terà papel atuante nestas transformações, visando o desenvolvimento e o bem estar da coletividade TRIBUNA D "Órgão Independente a FRONTEIRI Serviço da R.egiüo .. Ano III Bela Vista MT. 0501/75- N" 132 TERMO D11 CONSIDERAÇÕES EM Aço do Prefeito no Municipal de 1975/1979 período SEÇÃO LIVRE Bela Vista, Senhores visitantes, representantes da política Estadual e Municipal; Belavistense presentes Bela Vista está ilhada e inativa, não participa do desenvolvimento estadual e consequentemente nacional. E a dissociação dos grandes e alviçarei­ ros objetivos nacionais que contagiam as esferas estaduais e municipais. Vivemos aqui, uma epoca de estagnação generalizada. He la Vista vinha andando muito lentamente, quase parando nos últimos quatros anos retrocede visivelmente. H'ara tanto, basta olharmos cidades sulinas que nasceram com bela Mista e têm mais ou menos as mesma potencialidade econommica, cultu­ rais e sociais e que já no- suplantaram no setor básico para BEM VIVEI: luz, esgoto urbanismo, rodoviário e comunicaçõe-. Bela Vista é ausente e as liderança politicas que hoje nos visitam, hão de convir que para administrar é necessário um minimo de capacitação, como seja mentalidade empreen­ dedora, visão de futuro, maturidade, facilidade de comunica­ ção e expressão, vivencia cultural e planejamento. Então, não podemos nos calar diante do momento qur es tamos vivendo, que é o da indicação do futuro l'refeito do Mu nicipio. A omissão em ocasiões como estas, significa compactu ar e endossar a situação calamitosa por que posamos, em manifestar o desejo de mudar para melhor. O silencio ainda tem sido a mais tradicional forma de concordar. Não podemos permitir que os fatos se repi­ tam. E mais uma oportunidade que se nos apre­ senta, para reconhecermos nossa situação, en­ frentarmos os problemas e de participarmos ati­ vamente sem a intenção de atingir a vida parti­ cular de quem quer que seja, mas, sim, visando melhores oportunidades, novas diretrizes, enfim o crescimento, expansão de Bela Vista e o bem estar da coletividade. É, então, um momento de reivindicar de pu­ blico, diretamente, sem meias palavras e reti­ cências, às lideranças que integram a verdadeira e salutar democracia. De chamar a atenção das representações lo­ cais Diretorias e Câmara Municipal, que, conhe­ cendo mais de perto os nossos problemas e os caminhos razoáveis das soluções, não transijam e façam valer os legítimos anseios dos Belavis­ tenses. Façam ver que se nossos problemas são difíceis, não são, toda via, insoluve1s. Dr. apelar, em especial, aos dois eminentes po liticos - Senador Rachid Saldanha Derzi e Deputa­ do Federal Ubaldo Baren em quem Bela Vista tem depositado sistematicamente o seu irrestrito apoio através de inequívocas demonstrações em épocas de eleições, e que sempre são recebidos condigna mente, mas que, inusitadamente, muito pouco têm feito em retribuição. De fazer saber que não nos satisfazem mais pronunciamentos, visitas cordiais em ocasiões festivas, como "20 de julho" "Exposição-Feira" e "vésperas de eleições" Hoje o que reivindicamos, são atitudes adul­ tas divorciadas de interesses "exclusivamente" políticos, através ela escolha de um cidadão que, integrado em sua comunidade, dela participando ativamente, esteja capacitado a integrar Bela Vista neutro dos caminhos do desenvolvimento. Maria Rita Murano Garcia, Antonieta Loureiro, Enoly L. de Assis e Madalena Murano. Bela Vista, 4 de janeiro de 1975 N R: Manifesto lido em plenário, na Câmara Municipal de Bela Vista, na reunião do dia 4 p. P com a finalidade de indicar os nomes dos can­ didatos à Prefeito Municipal.