FUNDJDOR IV JLDO PEREIRA 
JNO llI 
Redação, Oficina e Administração 
Rua Duque de Caxias S/N 
Bela Vista, 19 de Janeiro de lfJ75 
Publica-se 
aos Domingos 
l'º 131 
- 
0 
O vereador Perlro José Palmieri enviou 
expediente ao sr. Prefeito llunicipal para que 
entrasse em entendimento com os responsáveis 
pelo abastecimento de água em Bela Vista, no 
sentido de dotar o bairro Vila ova, de uma 
caixa reservatória com a finalidade de abaste­ 
cer a população desse bairro. 
Angustiante problema da Teodoro Sativa 
O vereador Pedro Jcsé Palmieri solicitou 
u mesu da Câmara para enviar todo expediente 
da Av. Teodoro ativa à. Presidcncia da Repu­ 
blica, a fim de dar solução ao angustiante 
problema dos moradores ribeirinhos do canal 
daquela avenida. 
ERERIAS BIALAS 
O vereador Pedro José Pahr.ieri indicou 
ao sr. Prefeito, da necessidade de ser procedida 
limpeza nos terrenos baldios de nossa <:idade, 
enviando as despesas aos seus proprietários. 
llá um verdadeiro cla­ 
mor entre os comerciantes 
belavistenses contra a concor­ 
rência desleal que lhes fazem 
os mascateiro: ambulantes e 
tnmbcm os não ambulantes 
que aqui vêm ou que aqui 
residem. E, por certo, tem 
carradas de razão. 
A maior parte dos o­ 
rncrciantes, corno pessoas juri 
dicn e como pessoa fisica, pa­ 
ga quasi todos os tributos a­ 
baixo relncionu,los. 
Registro nu Junta Comer 
cial; Alvará de Licença .luni­ 
cipnl; Licença Estadual. Liccn 
c;n Federal, Imposto indicai, 
Imposto de Circularão de 
Mercadorias; Imposto [sobre a 
Hcnda - Pessoa Jurf<lica; [111- 
posto sobre a Renda - Pesson 
Física; :Instituto Nncionnl de 
Previdência ocial; Imposto 
Predial; Taxa de Remoção de 
Lixo; Taxa de iluminação Pú­ 
blica; Foro; Imposto Territo­ 
rial; Taxa de Calçamento e 
Limpeza de Vias Públicas; Tn­ 
xn ,lc Consumo de Agua; Ta­ 
xa de Consumo de Luz; Taxa 
de Telefone; Emplacamento 
de Veículos; Taxa I o d o­ 
vinria; Seguro p/ Liccncinmcn 
lo de Veiculos; Vistoria de 
Vciculos. 
Assim cndo o conterei 
ante e um dos principais con 
tribuintes, para os cofres pá 
hlicos, colaborando ainda, rc 
r,
cti1ln111cntc, a pe,lido, parn 
ospitais, clubes, igrejas, colé 
gios etc. 
lndiscutivclmcntc o co 
mcrcinnte é um dos sustentá 
culoF= da cconornin <la cornuni 
dade, tomando parte impor 
lante e decisiva no progresso, 
no desenvolvimento, na civili 
zação do povo. 
Trabnlhn esforçadamente, 
até mesmo com sacrificio, pro 
curando ter a maior quantia 
possivel de artigos diversos 
para servir a população. Assu 
me então grandes compromis 
sos com vencimentos inadiá 
veis, passando muitas vezes 
ns maiores ldificuMndes, fuzen 
,_ 	.,;. do incríveis malabarismos pa 
ra poder solvê-los cm tempo. 
É justo é logico, e obri 
ação imposta pela civilização, 
que o comerciante devidamen 
te estabclcci,lo e instalado nu 
sua loja, esteja sujeito a uma 
serie de leis, pelas quais tem 
"Dia, Hora e Local" determi 
nn<los para tmbalhar. Não po 
de vender seus artigos noutro 
local, não pode abrir a loja à 
noite, nem aos sabados à lar 
de, nem nos domingos nem 
uos feriados. Niio pode pôr 
mercadorias nos passeios pu 
blicos, não pode deixar matc 
riais, de construção ou outros 
nas ruas. Essas e outras dis 
1,osiçõcs inteiramente bencfi 
LUCENA 
O vereador Fiori llurano solicitou 
pelo prazo de seis (G) meses, assumindo 
lho" politico belavistense, José Simplicio 
ta Marques, a presidência da Camara 
licença 
o "ve­ 
da Cos 
ROV VEREADOR TM POSSE 
Com o afastamento temporario do verea­ 
dor Fiori Murano, assume a verennça o uplente 
Noedi Leite Laranjeira. 
TELEVISA 
O problema da Televisão gerou debates 
acalorados na Càmara, aguardam,,s os aconteci­ 
mentos. 
Presidência da Câmara 
,Jú começam as articulações nos bastido­ 
res polilicos de nosso municipio, sobre a proble­ 
mética sucessoria da composição da mesa da Cá 
mura Municipal. Quem será o novo presidente 
daquela casu legislativa; aguardemos. 
ESQUECIDll 
Os moradores da Vi­ 
la Nova enviaram ao sr. 
Prefeito Municipal um 
manUesto (estamos na é­ 
poca dos manifestos) so­ 
licitando providências pa­ 
ra sanar o problema da 
água no bairro. Segun­ 
do palavras do portador 
Vllll NOVA 
do "manifesto", até o 
problema dos inferninhos 
ainda não foi resolvido, 
pelo contrário, o negócio 
está com força total". 
Falta água... falta poli­ 
ciamento... falta tudo ... 
Pobre e esquecida Vila 
Nova. Até quando? 
OS M 
cas à coletividade atestam o 
elevado e-pirito dos legislado 
res, e o cumprimento delas 
demonstra o grau de civiliza 
ção dos que a respeitam. 
'o entanto, o vendedor 
clandestino, que quase nada 
paga de tributos, ou não paga 
nada de uma vez, pois a gran 
de maioria deles é totalmente 
clandestina, comprando, trans 
portando e vendendo as mcr 
cadorias sem tributos e sem 
fretes, êsse, o ·marreteiro·, 
trabalha em qualquer lugar. 
cm qualquer dia, em qualquer 
hora, sem qualquer restrição, 
sem qualquer obrigação, com 
um minimo ou sem nenhuma 
trihutnrão. promovendo urna 
concorrcncia desleal, prejudi­ 
cial, ostensiva e ofensiva, per 
niciosa e desmoralizante, que 
desgosta; abate e espezinha o 
comerciante devidamente ins 
talado e estabelecido. 
O cantor Jim llaia 
e seu empresário Teles 
de tal, estiveram em nos 
sa cidade durante quinze 
dias, propagando um 
·'show" à ser realizado 
no Clube Esportivo Bela 
vistense. Procuraram a 
Redação da Tribuna, e 
se intitularam "músicos'' 
de realce no cenário ar­ 
tistico matogrossense, so 
licitando apoio do jor­ 
nal no sentido de divul­ 
gar o "cantor". Até aí 
tudo bem e dentro das 
normas usuais. Recebe­ 
ram o apoio da sempre 
prestativa Bela Vista, e 
no dia 11 realizaram o 
espPrado ~•show" no 
C.E.B, com os salões do 
tradicional" completa 
mente lotado. Foi um fi­ 
asco, o negócio dos "mú 
sicos, era enganar e en 
ganaram. Mas o pior es 
tava por vir, após o tér 
mino do «show», os 
moços desapareceram e 
deixaram os proprietá­ 
rios do Hotel Panorama, 
Restaurante Tamoio, mo 
toristas de praça etc. "a 
verem navios". Deram o 
cano. O caso é para a 
Toda mercadoria vendi 
da por comerciante legalizado 
paga diversos impostos e ta 
Ma, e ão esses tributos que 
dão ao povo escolas, posto­ 
de saúde 111cdicnmcn10-, mur,· 
rial escolar, vacinas, melhoria 
da cidade e de todas as con­ 
dições de vida da coletividade. 
O povo deve pensar, de 
ve ponderar. Cada artigo que 
comprar de vendedor élande­ 
tino poderá significar a falta 
rlc um medicamento no Posto 
de "aúde, dt· um livro no 
colégio. 
O comércio ilegal +6 po 
de ser coibido pelas autorida 
des, mas o povo pode coope 
rar eficientemense para sanar 
essa irregularidade extrema 
mente prnjudicial. 
Adalberto R. de Sant'Anna 
, 
CA 'T0l E EMPESA.O 
DERAM CALOTE 
Policia resolver. 
egundo palavras 
do "emoresário". de Be­ 
la Vistâ eles iriam para 
R<rndonopolis. Alô '"I'ri­ 
buna do Leste e Correio 
do Leste": Os canistas 
estão chegado... Cuida­ 
do com eles ... 
VEICULOS li 
VENDI 
Vende-se em bom 
estado: 
1-Dodge 1800 - Ano 1973 
2 - Opala -Ano 1973 
3-Jeep willys-Ano 1972 
Tratar no Banco Jtaú R- 
15 de Novembro - 289 
Bela Vista MT. 
Leia e assine 
Tribuna da Fronteira

Tribuna da Fronteira 	Bela Vista Mt 
------------- 
19 de Janeiro de 1974 
Restaurante e Churrascaria « TAMOIO» 
«O Ponto Certo para as pessoas 
de Paladar Exigente« 
Hodizio, Comercial, ambiente alegre - ótimo atendimento 
Visite-nos e seja mais um frequentador assíduo 
do "RESTAURANTE TAMOIO" 
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ESCRITÓRIO Rua General Osório, 82S 
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=HAROLDO MEDEIROS 
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FRINÇ 
BRE 
O Exotismo do Filme Encanta os Franceses 
Paris- Graças ao. "ré 
ro", nome que os fran­ 
ceses dão à atual onda 
de nostalgia, Paris está 
descobrindo a brasileirv 
Carmen Miranda, a cujas 
"extravagancias" reage 
com um misto de espan­ 
to e 'admiração. Depois 
de 'classificar "Entre a 
loira e a morena", o fil­ 
me que revela a cantora 
à Europa, de uma '·obra 
histórica", o jornal "Le 
Monde" refere-se a Car­ 
men Miranda como "um 
grande momento para 
os amantes do cinema". 
A França e o resto 
da Europn vivem hà 
meses em plena nostal­ 
gia do passado, que se 
manifesta na moda na 
música e principalmente 
no cinema. Os distribui­ 
dores compreenderam a 
importancia do fenôme­ 
no e o resultado é a re 
tirada dos arquivos de 
filmes que só a televisão 
e as cinematecas possui­ 
am. Em várias salas de 
Paris, os cartazes são 
tomados por figuras do 
passado, próximo ou re­ 
moto, de Marilyn Monroe 
aos filmes dirigidos por 
Jean Neguiesco, George 
Cukor, Howard Hawkse 
Walter Lang. Reapare­ 
cem os filmes de Hum­ 
prey Bogart ;'dos irmãos 
Marx e, no plano nacio­ 
nal, um dos homens mais 
espiritusos da França, Sa 
cra Guitry. 
Carmen Miranda, a 
"rainha da extravagancia 
novestir-se", como escre 
veu um critico, aparece 
pela primeira vez nas te 
las de Paris em "Entre a 
loira e a morena", filme 
realizado hà 32 anos por 
Busby Berkelev e no 
qual aparecem ainda Ali 
ce Faye e Phil Baker. Os 
críticos se espantam dian 
te da "bomba prusileira" 
e comentam suas roupas 
seu jeito e seu estilo 
muito pessoal. "Le Mon­ 
de" diz que ··o filme con 
serva a fenomenal exi- 
biçüo de Carmen Miran­ 
da, um desafio erótico 
às "pin-ups" do momeu 
to". Carmen Miranda, es 
creve o jornal, "tem um 
nariz grande, uma boca 
de cratera. piramide de 
fruas na cabeça e rou­ 
pas incríveis. E a rainha 
de um paraiso dos mares 
do sul e toca o xilofone 
com folhas gigantes". 
ESPETACULAR 
O jornal "Frace-Soir" 
também entra no coro 
do entusiasmo e diz que 
" o aparecimento de Car 
men Miranda num filme 
rodado em 1943 é alegre 
refrescante espetacular·· 
O jornal assinala que 
no filme há deliciosos 
momentos de balé e um 
irresistivel núm<>ro can­ 
tado por Carmen lliran­ 
da: "Lady in the tutti 
frutti ha que poderia per 
feitamente ser posto de 
novo na moda". 
O Estado de Mato Grosso

Tribuna da Fronteira Bela Vista Mt. 	19 de Janeiro de 1975 
ENFOQUE ... 
(FATOS, FOTOS, SOCIEDADE ... ) 
+GE.GEIE-3 
,:, Bar, Lanchonete e Restaurante . - ~ 
"o »Ano" } 
1 	± 
. "c; 
» 	X 
,' "Ü Local on<le se reune n Fnmiliu Bclnvistcnsc" * 
~ (Ao lado do Clube Esportivo Belavistense) 1 
L:;e:;***~*~-)E,:;*)E<:;**~ -::,;(;*~~ :;€(-~~ * 
EU 
Em Bela Vista a situação esteve beirando o dra 
mático. Uma semana inteira sem água, com muita 
gente apelando para o Rio Apu, já que banho não 
se dispensa fácil e jejum aquático é um dos mais 
duro de aguentar "(Correio do Estado)" 
e6K 
EDE EY: 
lliranda, um dos jovens mais inteligentes da 
paróquia, (o mc,ço é super intelectual) terminan­ 
do o curso de Piloto Comercial... 
» 
ON<i ATULACOES 
D 
Nossas congratulações ao amigo José Calix­ 
to Neto, diretor da Tribuna do Leste, um dos 
mais destacados orgãos de imprensa do norte do 
falado. 
O "show"(credo) do "JIM MAIA" foi um fi­ 
asco. Faltou tudo, até mesmo voz para o moço 
dar seu recado. Ainda bem que ele frisou ... " 
não sou cantor, estou teutando ... "mas pelo amor 
'1e Deus, vá tentar na Conchinchina. O vexame 
maior foi do emprensário: (que se intitulou jor­ 
nalista) cano" no Hotel Panorama, no Restauran­ 
te Tamoio e no público belavistense, que pagou 
uma nota para assistir o maior fiasco ... 
-rK 
IILE NO C. E. B. 
Registramos as presenças dos casais Couvera 
e Nica(ela como sempre, muito elegante] 
Dr. Helio Loureiro e Carmem (acompanhando sua 
filha), Valdemar e Genoveva. Tony e Nidia e ... 
ANIVERSÁRIOS 
Dia 14 do correnta a garotinha Ana Karina 
recebeu amiguinhos para comemorar seu segun­ 
do aniversário. Os "pais corujas", Marques e Beth 
receberam a petizada em grande estilo ... 
Senhora Lidia Velasquez colheu mais uma rosa ao 
Jardim de sua existencia. Os filhos e genros, àedi 
carnm- lhe "aquela festinha". 
y.iat	e 
. "III . 
T 
D. Alice de Souza Pereira, mãe do Redator­ 
chefe da TRIBUNA. À ela nossas boas vindas .... 
[o]o] 
ÕVIITICBNO 
Elogiou a peça "O dia em que sequestraram 
o Papa" do brasileiro João Bethencourt. que estre 
ou no Rio de Janeiro ein 1972 e atualmente está 
sendo encenada um teatro de llilão. 
1K 
MIHS ELEG/l!NIES 
A reportagem "Às Senhoritas Mais Elegantes 
da Bela Vista", já está sendo preparada .... fotos 
e entrevistas ... 
e-M 
RESIDE CIA 
Fixou residência em nossa cidade o casal To­ 
uiuho e Marinice, ele pecuarista e filho de trudicio 
aal familia de Bonito, ela, belavistense da "velha 
extirpe" .... 
Jornal ·"Tribuna da Fronteira" 
(Semanário fundado em 25/2/72) 
Registro no Cartório de Titulos e Documentos n.o 1066 
Propriedade da Empresa Gráfica • Tribuna da 
Fronteira 
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Editor-Chefe - Ivaldo Pereira 
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"As opiniões emitidas nos artigos assinados não represen­ 
tam o ponto de vista cio jornal. podendo até ser contrárias 
a êste. A opinião do jornal, acha-se expressa nos Editoriais 
e nos comentários não assinados' 
A Concessão de publicidade não implica em 
compromisso político ideológico" 
Assinatura Anual: Bela Vista- 60,00 
Outros Municipios - 70,00 
Redação, Administração e Oficinas: 
Hun Duque de Caxias s/n - Bela Vista Mato Grosso 
(Perto do Colégio Castelo Branco) 
JUVENS ... 
Presença jovem e 
sempre marcante: Rito­ 
ca, Eliza, Horoldinbo, 
Perondi, Eloi, João Car­ 
los, Pericles... 
• . II. 
DO CftDERNINHO 
Cicularam: Rosalva 
Delvalles, atualmente 
estudando em Campo 
Grande, o academ i c o 
de Medicina João Car­ 
los Ocariz, Mima Go­ 
doy e Dr. Geraldo Fo­ 
sa com seus filhos. 
,,	e 
. 'II 
Casal da Semana 
Nelson Coelho e Tereza 
Edital de Convoca­ 
ão de Assembleia 
Geral Ordinária 
Em atenção ás exi­ 
gencias estatutarias e le­ 
gais, convocamos os Sen­ 
hores sócios da Benefi­ 
cência Hospitalar de Be­ 
la, para a Assembleia 
geral ordiaaria, a se rea­ 
lizar no proximo d!a 26 
de Janeiro de 1.975, as 
830 Horas em primeira 
e ás 9,0 horas em segun­ 
da Convocação, na réde 
da Beneficência, a Rua 
Dr. Aldemar Soares da 
Rocha, n 616, nesta ci­ 
dade de Bela Vista, Ma­ 
toGrosso. 
Na ocasião os socios 
apreciarão a seguinte 
Ordem do Dia: 
1 - Leitura do Re­ 
latorio do movimento So­ 
cial, Hospitalar e Fina­ 
ceiro. 
Bela Vista, 10 de 
Janeiro de 1.975. 
Robson Geraldo Naban 
1 ° Secretario

Tribuna da Fronteira Bela Vista Mt. 
YES 
UE 
Há pouco, o gover­ 
no dos EUA inaugurou 
oficialmente sua em­ 
baixada em Berlim Ori­ 
ental. Chamou a aten­ 
ção dos observadores o 
nome oficial da repre­ 
s entação: "Embaixa­ 
da elos EUA para a Re­ 
pública Democrática 
lema" 
Isso purece signifi- 
Informa a revista 
francesa Rivarol que um 
psiquiatra comunista pu­ 
blicou longo artigo na 
Literatournaya Gazzeta, 
de 1-Ioscou, qualificando 
de allitivo o crescimen­ 
to do alcoolismo entre 
os soviéticos, pois a 
venda ele bebidas alcoó­ 
licas aumentou cinco 
vezes de 1940 a 1973. 
Assim que termina 
o trabalho nas fábricas 
os operários costumam 
se reunir em grupos de 3 
ou 4 e consomem então 
nunca menos que uma 
garrafa de Vodka. 
Qualquer ocasião é 
pretexto para se em- 
briagarem. E alem do 
Acusados de auxi­ 
liarem pessoas a fugi­ 
rem para o lado ociden­ 
tal, dois alemães foram 
coodeuados a severas 
penas de reclusão em 
Berlim Oriental. 
prisão Gernot Seidel, e 
a 4 anos, Benard Zenker, 
FIM PARA C! FMNVNÉ- 
GIS DAS EMPRESg 
ESTATAIS 
Brasilia - O governo 
vai enviar projeto ao 
Congresso eliminando os 
privilégios fiscais de que 
desfrutam as empresas 
estatais e de economia 
mista, com destaque -pa 
ra a Petrobrás. A partir 
car que Washington 
concorda com a tese 
comunista de que Ber­ 
lim Oriental pertence à 
Alemanlla comuni ta e 
que a divtsão do país é 
definitiva. 
Se a interpretação 
for verdadeira- e há 
fortes razões para acre­ 
ditar que sim - os EUA 
em última análise selam 
Pelo 
pessoas 
Estado", 
condenou 
pagar 
renda. 
"tráfico de 
contrárias ao 
um tribunal 
a 8 anos de 
imposto de 
A medida será 
tomada para acabar com 
reclamações do setor 
empresarial no sentido 
de que está havendo es 
da vigência desta lei, tatizaçüo da economia. 
Petrobrás passará a 
a sorte da Alemanha 
Oriental, ocupada pelos 
russos desde o fim da 
II Guerra. 
Assim, o fatídico 
Muro de Berlim. e a su­ 
per-equipada fronteira 
da morte permanecerão 
e as fuga dramáticas 
para o Ocidente livre 
vão continuar a deixar 
seu rastro sangrento. 
mais, graças às "con­ 
quistas do socialismo", 
os inveterados consumi­ 
dores de vodka sabem 
que não perderão seus 
empregos, pois no 
paraíso vermelho este 
problema está inteira- 
mente resolvido pelo 
Estado ... 
os quais teriam, assim, 
violado o «acôrdo de 
trânsito», que regula as 
comunicações terrestres 
entre as duas Aleman­ 
has. (ABIM). 
PETROLEO 
Irã não apoiará 
outro embargo 
O Irã- não apoiarà 
novo embargo ao fone­ 
cimento de petroleo aos 
países do Ocidente no 
caso dos árabes adota­ 
rem a medida diante do 
reinicio dos conflitos 
com os israelenses, de­ 
clarou o premier Amir 
Abbas Hoveyda, ao con 
versar com correspondeu 
tes estrangeiros em Tee 
rã, por ocasião do con­ 
gresso do Partido "No­ 
vo Irã" do , governo. 
Enquanto isso, senado­ 
res norte americanos 
recomendavam em Wa­ 
shington que os EUA 
proponham a redução do 
consumo mundial de pe­ 
trole o em 1ó p/ cento, pa 
ra obrigar a reduzir o pre 
ço do produto e "quebrar 
o cartaz" da OPEP 
David Bomfim de Oliveira 
Pastor e Professor. 
Foi o que fez o filho 
pródigo: umiu. 
E poucos 'dias depois o 
filho mais novo, ajuntando 
tudo, partiu para uma terra 
longinque e ali desperdiçou 
a ua fazenda vivendo qio 
lutamente.(>.Lucas15:13] 
Para ele, quanto mais 
longe melhor. O lar entendia 
va- o, empre. 
sempre os mesmos rostos: 
o mesmo pai. o mesmo irmão 
os mesmos empregados. E a 
rotina enervante: hora para 
dormir hora para acordar, ho 
ra para comer, hora para tra 
palhar. 
Êle quería ver gente 
Gente que afinasse com 
êle. O pai era um homem 
Ultrapassado, cacete, prá 
trás. O irmão, um traste. 
A criadagem, desprezivel 
Naquela casa tudo era 
marcado. Marcado a 
compasso, como uma 
musica antiga, monótona 
Ele não queria valsa, 
queria swing. De varia 
ções improvisadas. Rodo 
pio mais do que dança. 
O jeito era sumir. 
E sumiu. 
Eis ai um verbo 
que não sai de muitas 
bocas. De gente; cansada 
do seu dia-a-dia. 
Cansada do lar. do 
marido, da mulher, dos 
filhos, da escola. 
Os jornais costuman 
ter a secção dos desapa 
recidos: com nome, 0 en­ 
derêço, o retrato, e até 
a roupa deles. Para on­ 
de teriam ido? Talvez 
lhes tenha acontecido 
qualquer coisa ruim. Nem 
sempre. A maioria vai 
embora porque quer. Pe 
na estrada. Assim não 
é preciso aturar ninguem 
assim não é preciso pa­ 
gar os aluguéis atrasa­ 
dos, assim não é preciso 
levar pao para muitas 
bocas. Então partem 
sem dizer adeus. Fujões 
Que querem viver a sua 
vida. 
Que não é vida, mas 
vidinha, principalmente 
se essas vidas fazem par 
tes de outras vidas. Pai 
mãe, mulher, marido, J'i­ 
lbos não são para jogar 
se fora como cascas te 
bananas. 
Familia é familia. 
sempre. No bom e no 
mau tempo. 
Para o filho pródigo 
nüo; êle partiu para uma 
terra longínqua. 
Para Atenas? Para 
Alexandria? Para Roma? 
Quem sabe, até para 
mais longe. 
Infelizmente êle tem mui 
tos êmulos: que partem 
que não partem. 
Não partem? 
Sim, não partem, 
mas é como se partissem 
Ficando são como não 
ficassem. Não partem 
porque não podem. Não 
têm para onde ir ou 
com que ir. Esses talvez 
sejam piores do que os 
vagamundos. Quem pre­ 
cisa não conta com êles 
De cada um poder-se-ia 
dizer que é um faz de 
conta. füe está em casa 
mas a casa está sem ele 
Éle está no emprego, 
mas o emprego está sem 
êle. Êle està na escola, 
mas a escola está sem 
êle. Quer dizer: êle está 
mas não está. 
Um pródigo que sa­ 
iu de casa. 
Ainda assim sumiu. 
Sumiu porque está 
sempre sumido. 
Leia e 
o Seu 
Assine 
Jornal 
da "Tribuna 
Fronteira''

Tribuna da Fronteira 	Bela Vista Mt. 	1) de Janeiro de 1974 
PREÇO ... 
GRÍFICD 
CONVITES DE CIISIIMENTO ... , 
VISITAS, IMPRESSOS EM GERAL 
GRllFICI TRIBUNI Dll FRONTEIRll 
Rua Duque de Caxias S/N 
r 
"p 
CU E MIEI7E" 
i>i--~•---------------~*~*~---------~*~---------*X~j 
li IE $EG 
Nº 03/ 
O ecretário de Se­ 
gurança Pública, no uso 
de suas atribuições 
legais: • 
I- Considerando que 
a expedição de Porte 
de Arma, pela importân 
eia que reveste, obriga 
• a esta ecretaria acau­ 
telar-se, como de direito 
na sua concessão; 
II - Considerando que 
se impõe, também nesse 
setor, avaliar o nivel 
intelectual e a persona­ 
lidade dos interessados 
á obtenção do Porte; 
III - Considerando a 
RAPIDEZ ... 
TRIBUNB 
conveniência de se ado­ 
tar comportamento uni­ 
forme, padronizando-se 
os serviços: 
Resolve 
Artigo 1° - manter 
em todos os seus termos 
a Portaria n 04/73GAB; 
Artigo 2%-Tornar obri 
gatória a realização de 
exame psicotécnico, em 
todo o Estado, para que 
se conceda aos interessa 
dos Porte de Arma, de 
vendo o mesmo ser rea­ 
lizado em Instituto Es­ 
pecializado e credencia- 
D 
(Perto da Esola Castelo Brano) 
do pela Secretaria de 
Segurança, nos moldes 
estipulados em convêni­ 
os que serão firmados 
oportunamente; 
Artigo - 3o - Deverá, 
ainda, o interessado, ane 
xar. ao seu pedido, os 
seguintes comprovantes: 
a)Atestado de conduta; 
b)Atestado de Residência 
c)Fõlha Corrida: 
d)Certidões negativas dos 
Cartórios Criminais; 
e)Atestado de Ideologia 
Politica e Social; 
f)Certlricado de Reservis 
tu (Fotocópia Autentica- 
- 
PERFEIÇAO. 
FRONTEIRII 
CIIRTÕES DE 
da] 
g]Título de Eleitor (Foto 
copia autenticada) 
h)Atestado de P. Federal: 
i)Três atestados forneci­ 
dos por pessoas idôneas, 
afirmando que conhecem o re 
querente e que realmente o 
mesmo necessita do Porte de 
Arma (Descrever o motivo, in 
clusive declarar a profissão 
do requerente): 
j)Comprovar a pagamen 
to da Taxa Estadual de 
30.00; 
1)2 [duas] fotos 3x4 de 
frente sem chapéu. 
Artigo 4%- As autoridades 
policiais sob pena de res 
• • 
, 
$ 
ponsabilidade, deverão 
cumprir a presente Por 
taria 
Artigo 5° - Esta Por 
taria entrará em vigor 
na data de 'sua publica 
ção. 
Registrada, Publicada, 
Cumpra-se. 
Secretaria de egu­ 
rança [Pub li c a do 
Estado de Mato Grosso, 
em Cuiabá, 04 de julho 
de 1973 
as]Gen. de Bda.R1 
Gastão Nunes da Cunha 
Secretário

Tribuna da Fronteira Bela Vista Mt. 	19 de Janeiro de 1971 
FELIC DRDE, ONDE 
MORR? 
BIR E REST8URIINTE DO PONTO 
O Ponto de Encontro de Antonio Joo 
de Maria de Lourde da la 
Lanches rápidos. Sulgados, doces 
13clJiclas em •ernl 
Anexo: lestaurante atendido pelos proprietários, 
(Ponto de pareda de Viação Cruzeiro do Sul) 
Antonio João MT. 
Albert Camus falou 
pela humanidade inteira: 
«Quando procuro o que 
há de fundamental em 
mim, é o gosto de felici 
d·de que eu encontro». 
Nüo será a felicidade 
a própria vocação do 
homem? 
Multidões se acotove 
lam nas calçadas de nos 
sas metrópoles, indo e 
vindo. Nã0 caminham. 
Correm. Carros chispam 
vertiginosamente pelo 
asfalto, Sinaleiras incan­ 
sáveis: vermelho-verde 
... verde - vermelho ... 
Tudo é movimento. azá­ 
fama, pressa, nervosismo 
Para onde se precipita 
essa massa irriquieta, 
rumorejante? Foge de 
algum inimigo? ao. Pro 
cura alguma coisa: Feli­ 
cidade. 
Anseio inato, insopi­ 
tável. iJarca da mão di­ 
vina na cera frágil da 
uatureza humana. Rasto 
paterno nas prais de to 
dos os filhos, andarilhos 
sempre em busca. Tende­ 
mos para a felicidade na 
mais profunda das aspi­ 
rações. Superficialmente 
os objetos que persegui­ 
mos são múltiplos e apa 
rentemente desconexos: 
negócios, politica, litera­ 
tura, arte, divertimentos, 
lazer, realização. Em 
sua raiz mais recôndita, 
o que todos procuram, 
sob a variedade de ati 
vidades e experiências, 
é algo infinitamente sim 
pies e comovedor: urna 
razão de viver, nas 
dimensões do coração 
pacifícado, onde o pró­ 
prio Criador escreveu 
com tintas fortes, inapa 
gáveis: Eelicidade. 
Felicidade ... algo tão sim 
pies! 'ão são felizes as 
crianças despreocupadas 
brincando de boneca e 
casinha o dia todo? Felí 
cidade, algo tão simples 
e tão complexo, ao roes 
mo tempo: ela lembra 
um pouco o jogo de xa­ 
drez: sempre pat ece es­ 
tar faltando alguma pe­ 
a importante. 
A felicidade é agra­ 
decida. Misterioso perfu­ 
me. Espargindo-o sobre 
os outros, algumas gotas 
terminam caindo sobre 
nos mesmos, em ricocbe 
te. 
Fica sempre um pou 
co de perfume 
Nas mãos que ofere 
cem rosas, 
Nas mãos que sabem 
ser generosas! 
Diógenes jogou-se 
pela estrada em fora, à 
procura do homem. O 
homem de ontem de ho­ 
je, Diógenes sempre an­ 
tigo e sempre novo, sobe 
montes, desce vales, es­ 
cafranda os mares, cru­ 
za o espu Çll, bate em cem 
mil portas. 
1
os olhos, a 
mesma pergunta: nos lá­ 
bios, o eterno estribilho: 
Felicidade, Onde Moras? 
Eternamente perse­ 
guida, esquiva e misteri 
osa, a felicidade lembra 
a Esfinge, desafiando 
Edipo-rei. 
Ao longo de nossos 
caminhos, banhados de 
sol, batidos por ventos. 
juncados de pedras, nos 
empolga, nos acena. Mas 
seu sorriso é de Mona 
Lisa. Enigmático. Parado 
xal. Brinca de esconder. 
Transita pelas ruas, des 
percebida. Coabita, sob 
o nosso teto familiar. 
enhor, que eu tenha 
olhos para buscá-la, ou­ 
vidos para perceber seus 
passos, coração para en 
tendê-la. Vale o lembrete 
de Saint-Exupéry: «O es 
sencial só o percebemos 
com os olhos do coração». 
Roque Schneícler, .J 
Huntsville. Alabama 
Os Estados Uuidos co­ 
municaram ao Conselho 
de ·egmança das Na­ 
çes Unidas que é emi­ 
nente o ingresso, na at­ 
mosfera, 'de 0 tonela­ 
das de sucata. São os 
re to de um foguete 
lunar 8atunn-5. 
Parte dessa estrutu­ 
ra de aço especial resis 
tirá às normes tempe­ 
raturas da reentrada na 
atmosfera e irá espa­ 
lhar-se por uma super- 
Torno público para conhecimento dos interes 
sados que está aberta a tomada de preços para 
publicações em jornal dos Atos, Leis. Decretos 
e outros assuntos desta Prefeitura, devendo os 
interessarios apresenta-la até o dia 20 do corrente 
Prefeitura Municipal de Bela Vista, 13 de 
Janeiro de 1975. 
João Estevão de Castro 
Secretario 
fície de aproximadamen 
te cinco mil quílômetroH 
quadrados de algum 
lugar da Terra. 
Ao fazer a comuni­ 
cação, funcionários da 
A A querem assegurar 
se de que esse livo ei­ 
pacial "não seja conJu11- 
dido por nenhum país 
com alguma espécie de 
bomba". 
A / 'A colocou de 
lado por impraticável, a. 
hipótese de destruir os 
restos do foguete no es­ 
paço, mas garante que 
"são nulos os riscos de 
danos a pessoas ou 
bens com a queda do 
artefato". 
.n.S 20 toneladas de 
metal deverão reingres­ 
sar na atmosfera terres­ 
tre entre o entardecer 
de sexta-reira e o ama­ 
nhecer de sábado, va­ 
riando bastante {> horá­ 
rio, pois o objeto segue 
sua órbita. como uma 
bala perdida, percorren­ 
do sua órbita errático 
a 27 mil qilômetTos por 
hora. Não foi possível 
determinar o local em 
que cairá, como uma 
chuva de pequenas par­ 
ticulas 
**~~-)8(-~:>.;(-)8(-:;,;;c-:;,;;c~)!l(-)3(,;:,;;c-)3(,~ -~ **-)3(;,)€(-~ ~ -~ :,.;.::;~ ::,e.:,*~	-,;;c""8(;-~ ~	~ ~ , 
} E,p,,se, nego. j 
} Hotel São Francisco «O Hotel da Cidade» - Ambiente Seleto } 
É 	"Atendido pelos Proprietários" 	É 
} 	& 
] A{OUGUE VENCEDOR } 
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X 	j 
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i zere ze l

Tribuna da Fronteira 	Bela Vista Mt. 	19 de Janeiro de 1974 
GELE: 
FALTOU CORAGEM A JUVENTUDE 
SITUACIONISTA 
Dr. Fragelli 
Ao analisar, em Coxim, 
os resultados do último 
pleito eleitoral no Esta­ 
do e no país, o gover­ 
nador José Fragelli ta­ 
xou de covarrles os jo­ 
vens políticos arenistas 
que, segundo ele, "No 
tiveram a coragem de 
ir aos palanques e as 
praças públicas del'en­ 
der os governos e a Re­ 
volução". 
Discursando {'durante 
homenagem que lhe es­ 
tava sendo prestada pe­ 
las autoridades locais, 
Fragelli disse ainda que 
apesar de seus GO anos, 
quando deixar o !gover­ 
no terá, na continuação 
de sua vida politica. "a 
coragem de fazer o que 
muitos jovens não tive­ 
ram - defender os prin­ 
cipios estabelecidos a 
31 de março". 
Numa alusão a omis­ 
são que, segundo ele, 
ocorreu em algumas a­ 
reas da Arena no ülti- 
1110 pleito, o governador 
afirmou que muitos se 
acovardaram diante dos 
ataques da Oposição e 
não tiveram coragem de 
uefender o Govermo". 
Em seguida disse que, 
embora em Mato Grosso 
o resultado não tenha 
sido "desastroso", em 
i'rmos gerais a Arena 
perdeu as eleições «mais 
pela nossa falta de co­ 
ragem do que por even­ 
taais falhas da adminis­ 
tração". 
Tempos Dificeis 
Nesse pronuuciameu­ 
lo, considerado por mui- 
e Sra. 
tos que acompanham a 
politica matogrossense 
como o mais violento 
feito por Fragelli, o go­ 
vernador de iato Gros­ 
so lembrou os tempos 
em que, antes de 1964, 
representava seu Estado 
na Camara Federal e 
que "o bolo do orçamen 
to era divido entre os 
estados de maior ex­ 
pressão política. restan­ 
do quase nada às ou­ 
tras unidades da Fede­ 
ração". 
Em seguida afirmou 
que sua desilusão com 
a politica foi ser depu­ 
tado federal e nunca 
poder fazer nada por 
seu Estado devido as 
pressões exercidas pe­ 
las forças nocivas que, 
antes da revolução, "a­ 
glutina vam-se em torno 
de interesses pessoais 
sem se preocupar com 
o desenvolvimento do 
País. E por isso que pro 
curo combater como po­ 
litico a volta ao estado 
de coisas de antes da 
revolução". 
Veude-se uma Chácara situada a beira do 
Apa, casa de material com 7,8 hectares, nu 
Cancha valor CrS 90.000.00 
Tratar com Capitão Sérgio 
1 ESPORTIVA 
Flamenguinho - 27 de Junho 
Gremio Estudantil 
Campeões da Temporada de Salão 1.974 
Na noite de ·ábado, 
com a presenca de grau 
de publico, realizou-se 
na quadra do Clube Be­ 
lavistense as solenida­ 
des de encerramento da 
Temporada Oficial de 
Voleibol Feminino,  o­ 
leibol Masculino e Fute­ 
bol de Salão, prc,movi­ 
õos pela Liga Esportiva 
Belavistense. que desen­ 
volveu durante o ano 
a maior parcela de pro­ 
moções esportivas, já 
realizadas nesta cidade. 
Receberam seus tro'eus 
as equipes Campeãs da 
grande temporada, com 
a presença da represen­ 
tação esportiva de Jar­ 
dim - O Corintinba cam­ 
peão daquela cidade, co 
mo convidades especiais 
da LEB, a participar da 
festa de encerramento a 
equipe Jardinense levou 
de vencida a represen­ 
tação do «Gremio Estu­ 
dantil», Bi-Campeão Be­ 
lavistense de Futebol de 
Salão, pelo categorórico 
«score» de tento a 2. 
Na preliminar o Fla­ 
menguinbo, completou a 
sua 13a partida invicta, 
ao vencer a equipe do 
Combinado de Estudan­ 
tes de Voleibol Femi­ 
nino. 
A noite de encerra­ 
mento, foi uma fe la de 
gala do esporte de nos­ 
sa cidade, que atraves 
da Liga Esportiva Bela­ 
vistense, transformou o 
ano de 74, no máximo 
em grandes promoções. 
atacáo 
Estiveram no escri- lente equipe, que muitas 
torio centralizador da glórias poderà propor­ 
Liga Esportiva Belavis- cionar à Bela. Vista na­ 
tense. os praticantes da quela m dalidade. o 
Natação de nossa cidade, próximo Campeonato E 
procurando informações tadual de Natação, pro­ 
a respeito do como po- moção promovida pela 
der participar de compe- Federnção ~latogrossen­ 
tições daquela natureza. se, poderemos contar já 
Tudo está sendo prepa- com uma bôa equipe, 
rado, para que 'aquele integrada por: "Odevar, 
Departamento seja entre Miguel, Catureb. Flei­ 
gue pela LEB à Miguel tas, Ibanhes e outros. 
Brandão Delvalhes, que É mais uma modali- 
tem como companheiros 
outros atlétas :que pode d ade esportiva, que co­ 
meça a aparecer. 
rão compor uma exce- 
Torneio Aberto de Verão 
Inscritos li partici- Souza Rosa, Comércio 
pautes para o «Torneio Central, Segurança Pü­ 
Aberto de ' erão», que blica, e a nossa equipe, de 
teve inicio 4.a feira, na nominada "GRAFICOS & 
quadra do Clube Belavis IPREM +A. Novos adép­ 
tense 'cumprindo-se as- tos, nova mentalidade 
sim máis uma promoção esportiva, renovação no 
da Liga Esportiva Bela- quadro de arbitragens 
vistenise. Comerciantes, participação de novos 
Açougueiros, Escritórios dirigentes, são as métas 
de Contabilidade, Banco fundamentais da Liga 
do Brasil «A» e «B», Me- Esportiva Belavistense 
canicos, Cereal Ouro, em mais' esta promoção. 
Operarios, Universitários "O Reporter Esportivo" 
SERRARIA CASTELO 
de Antonio Remo Penzo 
Compra de Madeira. 
Bruta e Venda. de 
Madeira Serrada 
Antonio João - Mt.

- 
ME DD IR'QUiL 
TRIBUNII D 
"Órgão Independente u 
FRONTEIRO 
Sodré Martins 
o intimo do lar, no 
aconchego dos colchões 
macio dorme o cidadão 
tranquilo, enquanto no 
Mo da noite, prescru­ 
tando a escuridão trai­ 
çoeira, em busca do 
inimigo oculto, vigia a 
sentinela da sua paz, 
fardado ou civil, nunca 
sabendo, nem o poderia 
de onde virá a bala 
com o seu nome ou a 
punhalada nas costas, 
que o fará cair, anôni­ 
mo, no cumprimento do 
dever, deixando nthos 
na orfandade e viúva 
com pensão, às vezes 
insuficiente. 
O homem tranquilo 
rebela-se contra as exi­ 
gências do guarda de 
trânsito, mas exige sua 
presença se o seu "zero 
quilômetro" sol're uma 
a varia, aborrece-se com 
a "amolação" elas bus­ 
cas das patrulhas de 
segurança nacional, mas 
reclamam providências 
contra as incursões aos 
bancos ou atentados ter­ 
rorista ; deseja que se 
raça tudo, que se garan­ 
ta seu sono tranquilo, 
mas não quer que o in­ 
comodem. 
Quando lê os jornais, 
sua atenção é para as 
rotos de "peladas", mu­ 
lheres ou peladas mies­ 
mo de futebol de praia, 
coisa aliás que reclama, 
pedindo a policia para 
coibir o abuso: olha as 
cotações da bolsa, vê 
as "dicas" da loteria es 
porliva, e se demora 
nas fofocas ou transas 
da política. 
Poucos se preocu­ 
pam com o mais impor­ 
tante, as entrelinhas das 
notícias, onde o "vene­ 
no" se esconde, local 
da meia verdade, mais 
perigosa que a mentira 
deslavada, buscando o­ 
cultar a realidade, dis­ 
trair sua atenção do 
perigo real. 
Dorme o cidadão 
tranquilo, nem sempre o 
sono dos justos, enquan­ 
to os agentes da segu­ 
rança nacional, debru­ 
gam-se sobre mapas, 
preparam-se puru, ano­ 
imos, arriscar suas vi­ 
das no tiroteio contra 
fanáticos desbaratados 
mas relutantes, sempre 
dispostos mesmo sem- 
e 
ere m compreendidos, 
l 
• a 
estes agentes da e1, 
manter o Brasil Acima 
de Tudo, a permitir que 
o cidadão tranquilo dur­ 
ma em paz. Este grita 
quando um pobre diabo 
lhe rouba a carteira, re­ 
clama contra um negó 
cio desonesto ( quando 
uão foi ele que lesou al­ 
guém), bate ás portas 
dos órgãos de se 
gurança nacional no mo 
mento em que seus inte 
resses pessoais ou poli­ 
ticos estão em jogo. Mas 
quando não é Ele o pre­ 
judicado, dorme o cida­ 
dão traquilo achando 
que a segurança nacio­ 
nal certamente não o 
inclui. 
Infiltram-se os agen­ 
tes, a mando ou soldo 
dos patrões de Pequim 
ou iloscou, em alguns 
órgãos de imprensa bus 
cando vendar os olhos 
dos incautos com o "pe 
rigo" da extrema direi­ 
ta. com a busca dos 
Cl'lmlllOSOS de guerra 
( como se a Rúsoia não 
tivesse cometido mui­ 
tos crimes), mostram os 
"monstros americanos" 
no Vietnam, ( ocultando 
os crimes dos vietcongs 
em notícias miúdas], en­ 
quauto tombam os a­ 
gentes da lei, na luta 
incessante contra os 
terroristas ou marginais 
comuns, e os que eram 
do lado da "lei" boje 
cortejam os revolucio­ 
nários. É preciso provar 
que o comunismo "já 
era". 
IH DEFE E 
Só seute quando lhe 
dói a pele ou bolso. Dur 
ma cidadão tranquilo. 
Na calada da noite, no 
asfalto torrido, selva pan 
tanosa, "caatinga'' inóspi 
ta, haverá serre uu 
homem da lei, zelando 
pelo sono inocente, Pena 
que este sono, de muitos 
seja de "inoceute ütil"... 
muito mais útil que o ino- 
cente. 
Dorme o cidadão 
tranquilo enquanto os 
homens da lei estão e 
permanecerão acordado 
pelo bem do Brasil. 
(transcrito do Jornal "A 
Tarde"-Salvador-BA 
Parece mentira, mas aconte­ 
ceu. Foi no aeroporto 
'algado Filho, em Porto 
Alegre. em horário mo­ 
vimentadissimo. A estó­ 
ria se passou a sim: um 
avião cargueiro desem­ 
barcava um plantel de 
vacas Hereford, destina­ 
das às ricas estân­ 
cias da fronteira, quando 
urna das aristocraticas 
representantes da nobre­ 
Casa de Hereford, a su 
lacta com o ruido dos ja 
tos. rompeu amarras ou 
sei lá o quê e, mugindo 
com 'ondrino acento, ini 
ciou uma desabalada cor 
rida em direcüo ao alão 
Vip do aeroporto (reser­ 
vado para autoridades 
e "parvenus"), entranda 
Os militares e civis 
encarregados de velar pe 
lo sono do cidadão tran 
quilo, continuarão sua 
missão, independente da 
compreensão que mere­ 
cem e que as vezes não 
tem, certos de que es­ 
tão cumprindo seu dever 
para cem Deus e c o m 
a Pátria. O cidadão tran i 
quilo esquece os seques 
tros, assassinatos, assal­ 
tos aos bancos, terroris­ 
mo indiscriminados. o 
Com a participação 
de navios brasileiros e 
soldados do Brasil e 
do Pal"flgoai, será reali­ 
zada em junho a Opera 
ção Ninfa IV, no Rio 
Paraguai. segundo in­ 
formações do capitão de 
mar-e-gutrra lfo1cio Ter 
ra de Faria, comandan­ 
te da Base Fluvial de 
Ladurio e da Flotilha 
de Mato Gro so. Assina- 
Miami (CE.) O pre­ 
siden te ela Assoeiuçuo 
Latino - Americana de 
Imprensa. - All - Jorna- 
lista Julio de Mesquita 
F7 
1 
vidro.e salão adentro, 
fazendo respeitáveis ma 
damas perderem o apru 
mo e alinhado cavalhei 
os perderem o "aplomb" 
Isso não bastando, depois 
de deixar imaculado piso 
todo o vico do seu natu 
rui adubo, partiu para a 
rua. congestionando o 
trúft::go e acabando por 
atolar-se uuma infecta va 
Jeta. rato que a deixou 
com aquele típico arzin­ 
ho de lady inglesa que 
se sentou sobre o bolo 
de creme. Aconteceu, da 
maneira mais britânica 
possível, embora não 
muito ao estilo que o ri­ 
gido protocolo de Buckin 
gbam impõe ... 
la, Terra de Faria que 
a Operação tem por 
objetivo o treinamento 
antiguerrilha e é realiza­ 
da anualmente p. tropas 
do Grupamento de Fu­ 
zileiros Navais de L!5- 
rio que, antes partici­ 
pam de operações pre- 
paratórias. - 
O comandante da 
Base Naval de Ladário 
frisa que a Operação 
elo, diretor do jornal 
·O Estado de São Paulo". 
defencteu o direito da li- 
vre expressão, por meio 
da palavra falada ou es­ 
crita, é um direito natu- 
ral que nasce do dom de 
pensar, concedido ao ho­ 
mem por Deus". Em se­ 
guida, em mensagem de 
fim de ano enviada á 
imprensa do continente, 
o jornalista brasileiro 
acrescentou que "O dom 
de pensar sem o direito 
de expressar o fruto do 
pensamento é, portanto, 
uma grotesca negação 
da natureza humana. Os 
governos ditatoriais que 
tentam suprimir esse di­ 
reito natural percebem. 
tarde ou cedo, como 
per:·eberam, eventual- 
mente, muitos tiranos 
no passado, que este é 
um direito que não pode 
ser suprimido". O dr. Ju- 
lio de Mesquita Neto rea-) 
firma, também, a deci- 
são da AII de "continu- 
_) 
ar sua luta pelo direito 
dos povos de serem in­ 
formados, de se comu­ 
nicarem entre si e de 
ivergirem por qualquer 
meio licito que tenham 
á sua disposição''. 
Ninfa IV estreita ainda 
mais os laços de ami 
zade e união entre bra­ 
sileito -e paraguaios. 
Quando do inicio da Ope 
rução, os soldados brasi­ 
leiros e paraguaios serão 
n·ausportados para as 
regiões de batalhas si­ 
muladas a bordo de na­ 
vios do Brasil, através 
do Rio Paraguai.