FUNDJDOR IV JLDO PEREIRA JNO llI Redação, Oficina e Administração Rua Duque de Caxias S/N Bela Vista, 19 de Janeiro de lfJ75 Publica-se aos Domingos l'º 131 - 0 O vereador Perlro José Palmieri enviou expediente ao sr. Prefeito llunicipal para que entrasse em entendimento com os responsáveis pelo abastecimento de água em Bela Vista, no sentido de dotar o bairro Vila ova, de uma caixa reservatória com a finalidade de abaste­ cer a população desse bairro. Angustiante problema da Teodoro Sativa O vereador Pedro Jcsé Palmieri solicitou u mesu da Câmara para enviar todo expediente da Av. Teodoro ativa à. Presidcncia da Repu­ blica, a fim de dar solução ao angustiante problema dos moradores ribeirinhos do canal daquela avenida. ERERIAS BIALAS O vereador Pedro José Pahr.ieri indicou ao sr. Prefeito, da necessidade de ser procedida limpeza nos terrenos baldios de nossa <:idade, enviando as despesas aos seus proprietários. llá um verdadeiro cla­ mor entre os comerciantes belavistenses contra a concor­ rência desleal que lhes fazem os mascateiro: ambulantes e tnmbcm os não ambulantes que aqui vêm ou que aqui residem. E, por certo, tem carradas de razão. A maior parte dos o­ rncrciantes, corno pessoas juri dicn e como pessoa fisica, pa­ ga quasi todos os tributos a­ baixo relncionu,los. Registro nu Junta Comer cial; Alvará de Licença .luni­ cipnl; Licença Estadual. Liccn c;n Federal, Imposto indicai, Imposto de Circularão de Mercadorias; Imposto [sobre a Hcnda - Pessoa Jurfro can­ tado por Carmen lliran­ da: "Lady in the tutti frutti ha que poderia per feitamente ser posto de novo na moda". O Estado de Mato Grosso Tribuna da Fronteira Bela Vista Mt. 19 de Janeiro de 1975 ENFOQUE ... (FATOS, FOTOS, SOCIEDADE ... ) +GE.GEIE-3 ,:, Bar, Lanchonete e Restaurante . - ~ "o »Ano" } 1 ± . "c; » X ,' "Ü Local on.Lucas15:13] Para ele, quanto mais longe melhor. O lar entendia va- o, empre. sempre os mesmos rostos: o mesmo pai. o mesmo irmão os mesmos empregados. E a rotina enervante: hora para dormir hora para acordar, ho ra para comer, hora para tra palhar. Êle quería ver gente Gente que afinasse com êle. O pai era um homem Ultrapassado, cacete, prá trás. O irmão, um traste. A criadagem, desprezivel Naquela casa tudo era marcado. Marcado a compasso, como uma musica antiga, monótona Ele não queria valsa, queria swing. De varia ções improvisadas. Rodo pio mais do que dança. O jeito era sumir. E sumiu. Eis ai um verbo que não sai de muitas bocas. De gente; cansada do seu dia-a-dia. Cansada do lar. do marido, da mulher, dos filhos, da escola. Os jornais costuman ter a secção dos desapa recidos: com nome, 0 en­ derêço, o retrato, e até a roupa deles. Para on­ de teriam ido? Talvez lhes tenha acontecido qualquer coisa ruim. Nem sempre. A maioria vai embora porque quer. Pe na estrada. Assim não é preciso aturar ninguem assim não é preciso pa­ gar os aluguéis atrasa­ dos, assim não é preciso levar pao para muitas bocas. Então partem sem dizer adeus. Fujões Que querem viver a sua vida. Que não é vida, mas vidinha, principalmente se essas vidas fazem par tes de outras vidas. Pai mãe, mulher, marido, J'i­ lbos não são para jogar se fora como cascas te bananas. Familia é familia. sempre. No bom e no mau tempo. Para o filho pródigo nüo; êle partiu para uma terra longínqua. Para Atenas? Para Alexandria? Para Roma? Quem sabe, até para mais longe. Infelizmente êle tem mui tos êmulos: que partem que não partem. Não partem? Sim, não partem, mas é como se partissem Ficando são como não ficassem. Não partem porque não podem. Não têm para onde ir ou com que ir. Esses talvez sejam piores do que os vagamundos. Quem pre­ cisa não conta com êles De cada um poder-se-ia dizer que é um faz de conta. füe está em casa mas a casa está sem ele Éle está no emprego, mas o emprego está sem êle. Êle està na escola, mas a escola está sem êle. Quer dizer: êle está mas não está. Um pródigo que sa­ iu de casa. Ainda assim sumiu. Sumiu porque está sempre sumido. Leia e o Seu Assine Jornal da "Tribuna Fronteira'' Tribuna da Fronteira Bela Vista Mt. 1) de Janeiro de 1974 PREÇO ... GRÍFICD CONVITES DE CIISIIMENTO ... , VISITAS, IMPRESSOS EM GERAL GRllFICI TRIBUNI Dll FRONTEIRll Rua Duque de Caxias S/N r "p CU E MIEI7E" i>i--~•---------------~*~*~---------~*~---------*X~j li IE $EG Nº 03/ O ecretário de Se­ gurança Pública, no uso de suas atribuições legais: • I- Considerando que a expedição de Porte de Arma, pela importân eia que reveste, obriga • a esta ecretaria acau­ telar-se, como de direito na sua concessão; II - Considerando que se impõe, também nesse setor, avaliar o nivel intelectual e a persona­ lidade dos interessados á obtenção do Porte; III - Considerando a RAPIDEZ ... TRIBUNB conveniência de se ado­ tar comportamento uni­ forme, padronizando-se os serviços: Resolve Artigo 1° - manter em todos os seus termos a Portaria n 04/73GAB; Artigo 2%-Tornar obri gatória a realização de exame psicotécnico, em todo o Estado, para que se conceda aos interessa dos Porte de Arma, de vendo o mesmo ser rea­ lizado em Instituto Es­ pecializado e credencia- D (Perto da Esola Castelo Brano) do pela Secretaria de Segurança, nos moldes estipulados em convêni­ os que serão firmados oportunamente; Artigo - 3o - Deverá, ainda, o interessado, ane xar. ao seu pedido, os seguintes comprovantes: a)Atestado de conduta; b)Atestado de Residência c)Fõlha Corrida: d)Certidões negativas dos Cartórios Criminais; e)Atestado de Ideologia Politica e Social; f)Certlricado de Reservis tu (Fotocópia Autentica- - PERFEIÇAO. FRONTEIRII CIIRTÕES DE da] g]Título de Eleitor (Foto copia autenticada) h)Atestado de P. Federal: i)Três atestados forneci­ dos por pessoas idôneas, afirmando que conhecem o re querente e que realmente o mesmo necessita do Porte de Arma (Descrever o motivo, in clusive declarar a profissão do requerente): j)Comprovar a pagamen to da Taxa Estadual de 30.00; 1)2 [duas] fotos 3x4 de frente sem chapéu. Artigo 4%- As autoridades policiais sob pena de res • • , $ ponsabilidade, deverão cumprir a presente Por taria Artigo 5° - Esta Por taria entrará em vigor na data de 'sua publica ção. Registrada, Publicada, Cumpra-se. Secretaria de egu­ rança [Pub li c a do Estado de Mato Grosso, em Cuiabá, 04 de julho de 1973 as]Gen. de Bda.R1 Gastão Nunes da Cunha Secretário Tribuna da Fronteira Bela Vista Mt. 19 de Janeiro de 1971 FELIC DRDE, ONDE MORR? BIR E REST8URIINTE DO PONTO O Ponto de Encontro de Antonio Joo de Maria de Lourde da la Lanches rápidos. Sulgados, doces 13clJiclas em •ernl Anexo: lestaurante atendido pelos proprietários, (Ponto de pareda de Viação Cruzeiro do Sul) Antonio João MT. Albert Camus falou pela humanidade inteira: «Quando procuro o que há de fundamental em mim, é o gosto de felici d·de que eu encontro». Nüo será a felicidade a própria vocação do homem? Multidões se acotove lam nas calçadas de nos sas metrópoles, indo e vindo. Nã0 caminham. Correm. Carros chispam vertiginosamente pelo asfalto, Sinaleiras incan­ sáveis: vermelho-verde ... verde - vermelho ... Tudo é movimento. azá­ fama, pressa, nervosismo Para onde se precipita essa massa irriquieta, rumorejante? Foge de algum inimigo? ao. Pro cura alguma coisa: Feli­ cidade. Anseio inato, insopi­ tável. iJarca da mão di­ vina na cera frágil da uatureza humana. Rasto paterno nas prais de to dos os filhos, andarilhos sempre em busca. Tende­ mos para a felicidade na mais profunda das aspi­ rações. Superficialmente os objetos que persegui­ mos são múltiplos e apa rentemente desconexos: negócios, politica, litera­ tura, arte, divertimentos, lazer, realização. Em sua raiz mais recôndita, o que todos procuram, sob a variedade de ati vidades e experiências, é algo infinitamente sim pies e comovedor: urna razão de viver, nas dimensões do coração pacifícado, onde o pró­ prio Criador escreveu com tintas fortes, inapa gáveis: Eelicidade. Felicidade ... algo tão sim pies! 'ão são felizes as crianças despreocupadas brincando de boneca e casinha o dia todo? Felí cidade, algo tão simples e tão complexo, ao roes mo tempo: ela lembra um pouco o jogo de xa­ drez: sempre pat ece es­ tar faltando alguma pe­ a importante. A felicidade é agra­ decida. Misterioso perfu­ me. Espargindo-o sobre os outros, algumas gotas terminam caindo sobre nos mesmos, em ricocbe te. Fica sempre um pou co de perfume Nas mãos que ofere cem rosas, Nas mãos que sabem ser generosas! Diógenes jogou-se pela estrada em fora, à procura do homem. O homem de ontem de ho­ je, Diógenes sempre an­ tigo e sempre novo, sobe montes, desce vales, es­ cafranda os mares, cru­ za o espu Çll, bate em cem mil portas. 1 os olhos, a mesma pergunta: nos lá­ bios, o eterno estribilho: Felicidade, Onde Moras? Eternamente perse­ guida, esquiva e misteri osa, a felicidade lembra a Esfinge, desafiando Edipo-rei. Ao longo de nossos caminhos, banhados de sol, batidos por ventos. juncados de pedras, nos empolga, nos acena. Mas seu sorriso é de Mona Lisa. Enigmático. Parado xal. Brinca de esconder. Transita pelas ruas, des percebida. Coabita, sob o nosso teto familiar. enhor, que eu tenha olhos para buscá-la, ou­ vidos para perceber seus passos, coração para en tendê-la. Vale o lembrete de Saint-Exupéry: «O es sencial só o percebemos com os olhos do coração». Roque Schneícler, .J Huntsville. Alabama Os Estados Uuidos co­ municaram ao Conselho de ·egmança das Na­ çes Unidas que é emi­ nente o ingresso, na at­ mosfera, 'de 0 tonela­ das de sucata. São os re to de um foguete lunar 8atunn-5. Parte dessa estrutu­ ra de aço especial resis tirá às normes tempe­ raturas da reentrada na atmosfera e irá espa­ lhar-se por uma super- Torno público para conhecimento dos interes sados que está aberta a tomada de preços para publicações em jornal dos Atos, Leis. Decretos e outros assuntos desta Prefeitura, devendo os interessarios apresenta-la até o dia 20 do corrente Prefeitura Municipal de Bela Vista, 13 de Janeiro de 1975. João Estevão de Castro Secretario fície de aproximadamen te cinco mil quílômetroH quadrados de algum lugar da Terra. Ao fazer a comuni­ cação, funcionários da A A querem assegurar se de que esse livo ei­ pacial "não seja conJu11- dido por nenhum país com alguma espécie de bomba". A / 'A colocou de lado por impraticável, a. hipótese de destruir os restos do foguete no es­ paço, mas garante que "são nulos os riscos de danos a pessoas ou bens com a queda do artefato". .n.S 20 toneladas de metal deverão reingres­ sar na atmosfera terres­ tre entre o entardecer de sexta-reira e o ama­ nhecer de sábado, va­ riando bastante {> horá­ rio, pois o objeto segue sua órbita. como uma bala perdida, percorren­ do sua órbita errático a 27 mil qilômetTos por hora. Não foi possível determinar o local em que cairá, como uma chuva de pequenas par­ ticulas **~~-)8(-~:>.;(-)8(-:;,;;c-:;,;;c~)!l(-)3(,;:,;;c-)3(,~ -~ **-)3(;,)€(-~ ~ -~ :,.;.::;~ ::,e.:,*~ -,;;c""8(;-~ ~ ~ ~ , } E,p,,se, nego. j } Hotel São Francisco «O Hotel da Cidade» - Ambiente Seleto } É "Atendido pelos Proprietários" É } & ] A{OUGUE VENCEDOR } * Carne Fresca a Toda Hora Higiene e Rapidez ~ { B O R R A C H A R I A , L A V A G E M E BITERIAS ] X j $ Atende-se Dia e Noite" } $ "Organização Bonifácio Jaquet e Filho $ i zere ze l Tribuna da Fronteira Bela Vista Mt. 19 de Janeiro de 1974 GELE: FALTOU CORAGEM A JUVENTUDE SITUACIONISTA Dr. Fragelli Ao analisar, em Coxim, os resultados do último pleito eleitoral no Esta­ do e no país, o gover­ nador José Fragelli ta­ xou de covarrles os jo­ vens políticos arenistas que, segundo ele, "No tiveram a coragem de ir aos palanques e as praças públicas del'en­ der os governos e a Re­ volução". Discursando {'durante homenagem que lhe es­ tava sendo prestada pe­ las autoridades locais, Fragelli disse ainda que apesar de seus GO anos, quando deixar o !gover­ no terá, na continuação de sua vida politica. "a coragem de fazer o que muitos jovens não tive­ ram - defender os prin­ cipios estabelecidos a 31 de março". Numa alusão a omis­ são que, segundo ele, ocorreu em algumas a­ reas da Arena no ülti- 1110 pleito, o governador afirmou que muitos se acovardaram diante dos ataques da Oposição e não tiveram coragem de uefender o Govermo". Em seguida disse que, embora em Mato Grosso o resultado não tenha sido "desastroso", em i'rmos gerais a Arena perdeu as eleições «mais pela nossa falta de co­ ragem do que por even­ taais falhas da adminis­ tração". Tempos Dificeis Nesse pronuuciameu­ lo, considerado por mui- e Sra. tos que acompanham a politica matogrossense como o mais violento feito por Fragelli, o go­ vernador de i ato Gros­ so lembrou os tempos em que, antes de 1964, representava seu Estado na Camara Federal e que "o bolo do orçamen to era divido entre os estados de maior ex­ pressão política. restan­ do quase nada às ou­ tras unidades da Fede­ ração". Em seguida afirmou que sua desilusão com a politica foi ser depu­ tado federal e nunca poder fazer nada por seu Estado devido as pressões exercidas pe­ las forças nocivas que, antes da revolução, "a­ glutina vam-se em torno de interesses pessoais sem se preocupar com o desenvolvimento do País. E por isso que pro curo combater como po­ litico a volta ao estado de coisas de antes da revolução". Veude-se uma Chácara situada a beira do Apa, casa de material com 7,8 hectares, nu Cancha valor CrS 90.000.00 Tratar com Capitão Sérgio 1 ESPORTIVA Flamenguinho - 27 de Junho Gremio Estudantil Campeões da Temporada de Salão 1.974 Na noite de ·ábado, com a presenca de grau de publico, realizou-se na quadra do Clube Be­ lavistense as solenida­ des de encerramento da Temporada Oficial de Voleibol Feminino, o­ leibol Masculino e Fute­ bol de Salão, prc,movi­ õos pela Liga Esportiva Belavistense. que desen­ volveu durante o ano a maior parcela de pro­ moções esportivas, já realizadas nesta cidade. Receberam seus tro'eus as equipes Campeãs da grande temporada, com a presença da represen­ tação esportiva de Jar­ dim - O Corintinba cam­ peão daquela cidade, co mo convidades especiais da LEB, a participar da festa de encerramento a equipe Jardinense levou de vencida a represen­ tação do «Gremio Estu­ dantil», Bi-Campeão Be­ lavistense de Futebol de Salão, pelo categorórico «score» de tento a 2. Na preliminar o Fla­ menguinbo, completou a sua 13a partida invicta, ao vencer a equipe do Combinado de Estudan­ tes de Voleibol Femi­ nino. A noite de encerra­ mento, foi uma fe la de gala do esporte de nos­ sa cidade, que atraves da Liga Esportiva Bela­ vistense, transformou o ano de 74, no máximo em grandes promoções. atacáo Estiveram no escri- lente equipe, que muitas torio centralizador da glórias poderà propor­ Liga Esportiva Belavis- cionar à Bela. Vista na­ tense. os praticantes da quela m dalidade. o Natação de nossa cidade, próximo Campeonato E procurando informações tadual de Natação, pro­ a respeito do como po- moção promovida pela der participar de compe- Federnção ~latogrossen­ tições daquela natureza. se, poderemos contar já Tudo está sendo prepa- com uma bôa equipe, rado, para que 'aquele integrada por: "Odevar, Departamento seja entre Miguel, Catureb. Flei­ gue pela LEB à Miguel tas, Ibanhes e outros. Brandão Delvalhes, que É mais uma modali- tem como companheiros outros atlétas :que pode d ade esportiva, que co­ meça a aparecer. rão compor uma exce- Torneio Aberto de Verão Inscritos li partici- Souza Rosa, Comércio pautes para o «Torneio Central, Segurança Pü­ Aberto de ' erão», que blica, e a nossa equipe, de teve inicio 4.a feira, na nominada "GRAFICOS & quadra do Clube Belavis IPREM +A. Novos adép­ tense 'cumprindo-se as- tos, nova mentalidade sim máis uma promoção esportiva, renovação no da Liga Esportiva Bela- quadro de arbitragens vistenise. Comerciantes, participação de novos Açougueiros, Escritórios dirigentes, são as métas de Contabilidade, Banco fundamentais da Liga do Brasil «A» e «B», Me- Esportiva Belavistense canicos, Cereal Ouro, em mais' esta promoção. Operarios, Universitários "O Reporter Esportivo" SERRARIA CASTELO de Antonio Remo Penzo Compra de Madeira. Bruta e Venda. de Madeira Serrada Antonio João - Mt. - ME DD IR'QUiL TRIBUNII D "Órgão Independente u FRONTEIRO Sodré Martins o intimo do lar, no aconchego dos colchões macio dorme o cidadão tranquilo, enquanto no Mo da noite, prescru­ tando a escuridão trai­ çoeira, em busca do inimigo oculto, vigia a sentinela da sua paz, fardado ou civil, nunca sabendo, nem o poderia de onde virá a bala com o seu nome ou a punhalada nas costas, que o fará cair, anôni­ mo, no cumprimento do dever, deixando nthos na orfandade e viúva com pensão, às vezes insuficiente. O homem tranquilo rebela-se contra as exi­ gências do guarda de trânsito, mas exige sua presença se o seu "zero quilômetro" sol're uma a varia, aborrece-se com a "amolação" elas bus­ cas das patrulhas de segurança nacional, mas reclamam providências contra as incursões aos bancos ou atentados ter­ rorista ; deseja que se raça tudo, que se garan­ ta seu sono tranquilo, mas não quer que o in­ comodem. Quando lê os jornais, sua atenção é para as rotos de "peladas", mu­ lheres ou peladas mies­ mo de futebol de praia, coisa aliás que reclama, pedindo a policia para coibir o abuso: olha as cotações da bolsa, vê as "dicas" da loteria es porliva, e se demora nas fofocas ou transas da política. Poucos se preocu­ pam com o mais impor­ tante, as entrelinhas das notícias, onde o "vene­ no" se esconde, local da meia verdade, mais perigosa que a mentira deslavada, buscando o­ cultar a realidade, dis­ trair sua atenção do perigo real. Dorme o cidadão tranquilo, nem sempre o sono dos justos, enquan­ to os agentes da segu­ rança nacional, debru­ gam-se sobre mapas, preparam-se puru, ano­ imos, arriscar suas vi­ das no tiroteio contra fanáticos desbaratados mas relutantes, sempre dispostos mesmo sem- e ere m compreendidos, l • a estes agentes da e1, manter o Brasil Acima de Tudo, a permitir que o cidadão tranquilo dur­ ma em paz. Este grita quando um pobre diabo lhe rouba a carteira, re­ clama contra um negó cio desonesto ( quando uão foi ele que lesou al­ guém), bate ás portas dos órgãos de se gurança nacional no mo mento em que seus inte resses pessoais ou poli­ ticos estão em jogo. Mas quando não é Ele o pre­ judicado, dorme o cida­ dão traquilo achando que a segurança nacio­ nal certamente não o inclui. Infiltram-se os agen­ tes, a mando ou soldo dos patrões de Pequim ou iloscou, em alguns órgãos de imprensa bus cando vendar os olhos dos incautos com o "pe rigo" da extrema direi­ ta. com a busca dos Cl'lmlllOSOS de guerra ( como se a Rúsoia não tivesse cometido mui­ tos crimes), mostram os "monstros americanos" no Vietnam, ( ocultando os crimes dos vietcongs em notícias miúdas], en­ quauto tombam os a­ gentes da lei, na luta incessante contra os terroristas ou marginais comuns, e os que eram do lado da "lei" boje cortejam os revolucio­ nários. É preciso provar que o comunismo "já era". IH DEFE E Só seute quando lhe dói a pele ou bolso. Dur ma cidadão tranquilo. Na calada da noite, no asfalto torrido, selva pan tanosa, "caatinga'' inóspi ta, haverá serre uu homem da lei, zelando pelo sono inocente, Pena que este sono, de muitos seja de "inoceute ütil"... muito mais útil que o ino- cente. Dorme o cidadão tranquilo enquanto os homens da lei estão e permanecerão acordado pelo bem do Brasil. (transcrito do Jornal "A Tarde"-Salvador-BA Parece mentira, mas aconte­ ceu. Foi no aeroporto 'algado Filho, em Porto Alegre. em horário mo­ vimentadissimo. A estó­ ria se passou a sim: um avião cargueiro desem­ barcava um plantel de vacas Hereford, destina­ das às ricas estân­ cias da fronteira, quando urna das aristocraticas representantes da nobre­ Casa de Hereford, a su lacta com o ruido dos ja tos. rompeu amarras ou sei lá o quê e, mugindo com 'ondrino acento, ini ciou uma desabalada cor rida em direcüo ao alão Vip do aeroporto (reser­ vado para autoridades e "parvenus"), entranda Os militares e civis encarregados de velar pe lo sono do cidadão tran quilo, continuarão sua missão, independente da compreensão que mere­ cem e que as vezes não tem, certos de que es­ tão cumprindo seu dever para cem Deus e c o m a Pátria. O cidadão tran i quilo esquece os seques tros, assassinatos, assal­ tos aos bancos, terroris­ mo indiscriminados. o Com a participação de navios brasileiros e soldados do Brasil e do Pal"flgoai, será reali­ zada em junho a Opera ção Ninfa IV, no Rio Paraguai. segundo in­ formações do capitão de mar-e-gutrra lfo1cio Ter ra de Faria, comandan­ te da Base Fluvial de Ladurio e da Flotilha de Mato Gro so. Assina- Miami (CE.) O pre­ siden te ela Assoeiuçuo Latino - Americana de Imprensa. - All - Jorna- lista Julio de Mesquita F7 1 vidro.e salão adentro, fazendo respeitáveis ma damas perderem o apru mo e alinhado cavalhei os perderem o "aplomb" Isso não bastando, depois de deixar imaculado piso todo o vico do seu natu rui adubo, partiu para a rua. congestionando o trúft::go e acabando por atolar-se uuma infecta va Jeta. rato que a deixou com aquele típico arzin­ ho de lady inglesa que se sentou sobre o bolo de creme. Aconteceu, da maneira mais britânica possível, embora não muito ao estilo que o ri­ gido protocolo de Buckin gbam impõe ... la, Terra de Faria que a Operação tem por objetivo o treinamento antiguerrilha e é realiza­ da anualmente p. tropas do Grupamento de Fu­ zileiros Navais de L!5- rio que, antes partici­ pam de operações pre- paratórias. - O comandante da Base Naval de Ladário frisa que a Operação elo, diretor do jornal ·O Estado de São Paulo". defencteu o direito da li- vre expressão, por meio da palavra falada ou es­ crita, é um direito natu- ral que nasce do dom de pensar, concedido ao ho­ mem por Deus". Em se­ guida, em mensagem de fim de ano enviada á imprensa do continente, o jornalista brasileiro acrescentou que "O dom de pensar sem o direito de expressar o fruto do pensamento é, portanto, uma grotesca negação da natureza humana. Os governos ditatoriais que tentam suprimir esse di­ reito natural percebem. tarde ou cedo, como per:·eberam, eventual- mente, muitos tiranos no passado, que este é um direito que não pode ser suprimido". O dr. Ju- lio de Mesquita Neto rea-) firma, também, a deci- são da AII de "continu- _) ar sua luta pelo direito dos povos de serem in­ formados, de se comu­ nicarem entre si e de ivergirem por qualquer meio licito que tenham á sua disposição''. Ninfa IV estreita ainda mais os laços de ami zade e união entre bra­ sileito -e paraguaios. Quando do inicio da Ope rução, os soldados brasi­ leiros e paraguaios serão n·ausportados para as regiões de batalhas si­ muladas a bordo de na­ vios do Brasil, através do Rio Paraguai.