FUNDADOR E DIRETOR RESPONSÁVEL:. IVALDO PEREIA 
A O iV 
Redação, Oficina e Administração 
Rua Duque de Caxias S/N 
Bela Vista, 08 de Junho de 1975 Bi-emandrio 
) 
A Arena deve fazer 
esforços pura conqui tar 
os jovens. Por que só o 
ilDB tem cupucidade de 
atrai-los? No se exige 
que a Arena mouvpolize 
toda a juventude brasi 
leira, mas deve atrair 
pelo meno • metade dela 
Também não se deseja 
que os jovens exerçam 
atividade políticas den 
tro das Universidades, 
porque elas devem ser 
exercidas dentro da Are 
na ou do MDB, de acor 
do com a preferenciu 
de cada. 
Mas o que se e pera 
é que a juventude bra 
sileira, sem prejuizo dos 
seus deveres escolares, 
participe cada vez mais 
da vida do País. 	Presidente Geisel 
Por tres vezes conse 
eutivas, nos ultimas dias 
u Presidente Geisel diri 
giu-se aos moços: uma 
em Milano no Rio Gran 
de do . ui, outra nc Pia 
nalt0 no receber um gru 
po de universitários e a 
terceira em Patos de 
Minas. 
-É um erro achar que 
os jovens estilo aliena 
dos. Pode ser que alguns 
tenham idéias extra va 
gantes. Mas outros são 
bons e integram familias 
como todas as nossas. 
Uns e outros precisam 
ser orientados. ü jovens 
são idealistas e assim 
devem continuar sendo, 
mas devem também ser 
realistas. A sabedoria 
da vida consi te em do 
sar bem estas duas coi 
NOSSO RECO 
Resposta ao Jota Jota 
O poeta acorda no amigo Jota Jota. o poli­ 
tico ressurge e o cidadão esbraveja contra a ia· 
vestida da razão. O espaço é curto e o assunto 
ilimitado, mas tentaremos em sintese, responder 
a carta que o "velho guerreiro" enviou à Reda­ 
ção. ilestre das noites frias e dos "tempos quen­ 
tes", não Yamos polemizar e sim, dialogar. De 
antemão tomo a liberdade de aconselhar-te "a 
ler As Dezesseis Derrotas Que Abalaram o Bra­ 
sil", do jornalista Sebastião Nery. Após a leitu­ 
ra deste livro, teu espírito estará preparado pa­ 
ra receber as "idéias novas". Vamos efetuar 
aquilo que a juventude politica de nossa terra 
tanto pede: O Diálogo. O. amigo recebéu a men­ 
sagem e se manifestou. Olimo. Atingimos o nos­ 
so objetivo, (chamar um dos lideres da Arena 
municipal ao diálogo). De fato. a olitica é uma 
arte e arima de tudo uma nobre arte. ilas coe­ 
rentemente deverá o amigo reconhecer que a 
arte. nãl) é estática, e sim, mutável, como mu­ 
lí:.vel é o tempo. Por ser politica uma arte nu­ 
tável e pela dioamica do eleitorado (não pensa, 
no passado e sim no futuro). o amigo deve con­ 
vir que cs bomens que a fazem, devem acom­ 
panhar o ritmo. Estamos a par da legislação 
eleitorul amigo ,lota Jota, mas não aceitamos e 
nem aceitaremos os "esclerosados" de idéias, 
amigo: de idéias ... Não aludimos a tua pessoa: 
um velho jovem", pois o admiramos como poli 
tico e homE:m ... é o nosso mestre, não? jornalis­ 
mo é como a politica, dinamico e mutável. o 
jornalismo moderno está acima das paixões e 
das "contigencias". Jornal independente se faz 
assim, permitindo que os urticulistas manifestem 
suas opiniões, mesmo não recebendo o voto fa­ 
vorável da Direção. Nós aqui na TRIBUNA "vi- 
vemos" a democracia e democracia amigo ve­ 
lho, é a "livre manifestação do pensamento" 
(em nosso caso:. jornal). Há uma ressalva que de 
ve er feita, para que não surjam dúvidas e 
mal entendidos. O termo aliniegina não foi alu­ 
são á pessoa de Bela Vista. Para o bom enten­ 
dedor, meia palavra basta. abiamos que era 
e é candidato a Presidência do Diretório da 
ARENA. e não discordamos de tua pretensão. 
E justa. É coerente. Quanto a renovação por 
favor, acompanhe nosso raciocínio. Não pre­ 
gamos a renovação quanto a 'idade cronológi­ 
ca" e sim a IDADE MENTAL. O amigo foi bas­ 
tante feliz na alusão as luzes, mas não se es­ 
queça que o brilho apenas não traz benificios. 
E preciso ser LUZ para guiar e não para ilu­ 
minar "estrelas" e atrair «vagalumes». Amigo 
dos velhos e dos novos tempos, estamos 
rodeudos de «vagalumes e estrelas». Queremos 
SOL, para iluminar a comunidade, não luz, para 
"clarear" os partidos. O importante, amigo Jota 
Jota; é, segundo o Presidente Geisel.· .. a;;render 
lições tanto dos sucessos quanto das derrotas". 
afirmou ainda o Presidente (e repito) ".. a 
ARENA deve arregimentar os moços e as moças 
e essa arregimentação cabe sobretudo aos Di­ 
retórios municipais". O fundamental é que todos 
os politicos da Arena. reconheçam que estamos 
numa "fase de transição", " a tão preconizada 
abertura só poderá ser feita,... se os políticos 
"adotarem como linha de conduta", os postula· 
dos da Revolução. A revolução não foi. Ela é. 
E continuará sendo. ilas ser revolucionário, não 
é apenas elogiar os lideres do governo ou fa­ 
zer a "politica de grupo". Ser revolucionário, é 
ser um auxiltar constante da PÁTRIA, zelando 
por suas tradições, produzindo, apontando os 
erros e os enganos, é viver na pátria os ideais 
do nacionalismo, sem que isto o leve a posi­ 
ções radicuis. Mutação amigo Jota Jota, é fato, 
de progresso. Voltaremos ao assunto ... 
saxs. Este é o conselho 
mais de um homem que 
de um presidente da Re 
pública. Tenho sempre 
muito prazer em conver 
sut com os mais moços 
pois eles encontro um 
alento para a minha 'a 
rela dificil e cheia de 
responsabilidades. 
Assinaturas 
"0 UR O" 
Dando continuidade 
a politica "agressiva" 
ele nosso Departamento 
Promocional, Iniciaremo· 
a par.il' ele umuu!Jã, a 
"Campanha Assinaturas 
OURO Perpetuas ... Nosso 
representante entrará 
em contato com pessoas 
da sociedade e de 
tradição em Bela Vista. 
para fornecer maiores 
detalhes a respeito. De 
antemão, podemos afir 
mar que se trata de uma 
iniciativa cujo fim é tor 
nar o jornal "Tribuna ria 
Fronteira" um órgão de 
àivulgação mais dinúmi 
co e moderno (tamanho 
standard", melhor im 
pressão, etc) Haviamos 
dito, e repetimos, que o 
jornal não é propriedade 
particular. a Empresa 
Grárlca Tribuua da Frou 
teira responde juridica 
mente pelo mesmo, mus 
na verdade, 'Tribuna é 
patrimouio de Bela Vis 
ta. As Pessoas que rize 
rem a Assinatura "OU­ 
RO", terão um lugar e 
terno na Galeria do jor 
na!. Tribuna nasceu pa 
ra crescer. Sua politica 
empresarial não é a de 
um meteoro, que por 
onde passa deixa um 
caminho de luz. Tribuna 
quer ser uma luz perma 
aente. Contamos com 
voce ... 
DECLARAÇÃO 
O abaixo assinado 
declara que extraviou 
os ·documentos do veicu 
lo m&rca Willis Over 
land cor -verde puJma :i 
po PicK-Up motor nº 
B5-215.010 Chassis . .. 
5.922100 1S4. Publicação 
para requerer segunda 
via. 
Cassiano Clarindo 
da Silva

Tribuna da Fronteira Bela Vista Mt 	08 de ·Junho de 1075 
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Bela Vista Mato Grosso 
Descoberto mais 2 
Pocos de Petroleo 
' 
O Ministro das Mias 
o Energia, Shig-oaki l 'e 
ki, informou ao Preside 
te Geiscl du descoheriu 
do mnls dois postos de 
Petroleo em Campos. O 
primeira chamado Hio 
de ·Janeiro-1 e no se­ 
gundo poço u/ resultado 
po iUvo foi encontrada 
a formaçãn de arenito 
semelhante as que já fo 
ram pesquisadas inicial­ 
mente em Garoupa. Da 
da a semelhança os tée 
nlcos acreditam que as 
suo s produções ultrapas 
sarüo facilmente na cos 
ta, 4800 barris diarios a­ 
pesar de não terem sido 
eretivados os testes de 
produtividade. 
Os indícios de que o pri­ 
meiro poço peiJqulsado 
ão bons, foram de pressão 
encontrada pelos téeni 
cos durante a sua perfu 
ração, sendo inclusive o 
brigado a suspen3ão do 
trabalho por varias ve­ 
zes. Segundo Shigeaki 
Ueki, a persistirem esses 
resultados em breve te­ 
remos condições de con 
firmar as esperanças de 
auto suficiencia de petro 
leo em nosso pais. 
De acordo com os 
calculos do ministro das 
Minas e Energia, prova 
velmente em 1977, o o 
ç0o de Garoupa estara 
produzindo comercial 
mente, embora a data 
ainda não seja definida. 
O prazo será definitivamente 
fixado quando a Petro: 
bras concluir os estudo, 
de implantação do sist? 
ma de 4 ou 5 platalor 
mas com uma produç4? 
de cerca de 50 mil bar­ 
ris diarios. 
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~ Em todos o. Lairro, da sua cidade de- ' 
$ ve haver um ou mais posto- do Mobral, 
i 
Caso não exista ainda procure a Comissão Mu- ;k 
j 
·X nlclpal do MOBRAL e ajude a solucionm· o X 
{ prnblema lIostre-sc líder na REGIÃO. I 
K 	" 
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Jornal "Tribuna da Fronteira" 
(Ui, cmanúrio fundado em 251Ví2) 
Hcgistro no Cartório Jc Titulas ,. Documcnro, n.o 1066 
Propriedade da Empresa Gráfica 
Fronteira 	• 
CCC 0:!201266/0001 - lmerição E-tadual 13059232-3 
Tribuna da 
Expediente 
Diretor e Editor-Chefe - Ivaldo Pereira 
Colaboradores - Diversos 
OFICINAS 
Gerente - Çjilso11 Silvn 8111110 
DíPRESSÃO - dfoiccto df.dair (Cl,cfc) 
COi[PQ IÇÃO - Jdilio cféq11i:10 de ó<•11za (C/,cfc) 
QUilsen 9eralde puta. dr Retro. Cege [2. !Durra 
"As opiniões emitidas nos artigos assinados não represen­ 
tam o ponto de vista do jornal. podendo até ser contrárias 
a éste. A opinião do jornal, acha-e expressa nos Editoriais 
e nos comentários não assinados 
A Concessão de publicidade não implica em 
comprnmisso politico ideológico" 
A;sinaturn Anual: Ucl:i 'i,ta - 00.00 
Outros Municipios - 90,00 
Redação, Administração e Oficinas: 
Hua Duque de Caias s/n Bda Vista ~l,t10 Gro,:,o 
(Perto do Colégio Castelo Branco) 
E 
Brasilia (SEDIMAT) 
A partir do próximo mês 
a posiç,1c du tarifa de. 
energia elétrica em Ma­ 
lo Gro,;so será dlf&rcnte 
da atual, quando será a 
dotada a nova tabela, se 
gundo estudo • que vem 
tiendo desenvolvldo!l em 
ritmo acelerado pelo Mi 
nistério das Minas e E­ 
nergia, em atendimento a 
reivindicação recente­ 
merte encaminhada pelo 
go :!rnador Garcia Neto 
ao ministro Shigeaki ()e 
ki. A informaçüo foi pres 
lada pelo secretário de 
Industria e ·Comét-cio de 
Mato Grosso, .:laçuo Ta 
dano, logo após avistar­ 
se com o titular do Mi- 
O Deputado Sergfo Crnz 
(N.D.B.) sugeriu à dire­ 
çií.o dn CE~lr Ta adoção 
de padrões populares pa­ 
ra instalação de energia 
elétri.:a em residências 
cuja renda familiar se­ 
ja inferior a três ,miá­ 
rios minimos e em esta­ 
belecimentos industriais. 
Em sua justificativa 
salientou que ''é notório 
o distanciamento entre 
• a Cemac e seus consu­ 
midores, sobretudo pe­ 
lo elevado preço da ta 
rifa cobrarfa". 
Acre centou qt.:e "o 
nistério das Minas e Ener­ 
gin, a<'ornp:lllha!lo do /,l 
netúrio de I'i:rn .. jur:wn­ 
tn e 'oonl<-naçàu Cit'l',ll 
do Estado, Bento l'otto. 
Redução 
Sensível 
Em trna uuJlência 
corn o ministl'O Shigeaki 
Hekl, .:laçno Tadano t>X 
plicou que a'l dificulda 
des de implantação de 
novas industrias são 
grandes em todo o EslH 
do, devido a
1J alto cut--to 
das tnrifas chi energia e 
lélrica cobradas pela Ce 
mat. As tariíaH em .lato 
Grosso disse ele, silo 90 
, mais caras que as co 
desistímulo à implanta­ 
ção de industrias e o 
crescente aumento nos 
cortes dorr.iciliares. ~üo 
com,equência desta Ja­ 
mentá vel indii'er!!nÇa da 
concessionária de ener­ 
gia elétrica à obsen·ãa­ 
cía dE' um program'.l so­ 
cial". 
Aduziu que '·as cons 
tnntes mudanças tle pa­ 
drões. encarecendo ins­ 
talações e consumo, 
co11tribuiram ainda mais 
com a dl:'sumanização 
do serviço, impedindo 
um atendimento mais 
De Ore-te Flores 
Eletro • doméstico , Calçados. Bijouterias, Artigos 
para o laYeruo, malas, Tecidos, presentes e uma 
inrinidade de artigos para Embelezar o seu lar. 
Cc. FLORE 
"A Ccrsa de Sua Economia" 
Rua Pilad Rebuú 5ffü Bonito :'.:t. 
• CS'II FEZ3E" 
Centro de Orientação Escolar 
Direção: Prof. lIaria Loureiro Pinheiro 
Pré-Primário e Maternal 
Matriculas Abertas 
HOR,íllO <la,; 8.oo I-1, à, ll.oo h,. 
_-.ulas Particulares no período <la Tarde 
B e 1 a ,. ; , t a 	Mato Gro--o 
bradas em Goias e 
1+" mais carzs que as 
cobradas pela E P, em 
:,0:,io l't111!0, 
0 ministro jzeaki 
líeld. neo111pa11lii1rl11 il<' 
um assessor, eslieou 
110 Hecrl'lúilo lnç:i'o !'a 
dano qu • o:· e-.,tud,i. c•111 
elaboração pelo .linlHli'• 
l'io pel'fltiti:·ilo. jrt 1t p.1r 
tir do próximo més de 
Julho, umna redução en 
ivel nos preços da ener 
ia em Mato Grosso, de 
11efec-i:.111clo consequ •11le• 
mente o comércio. a i:J 
dúHlria e ajpopulaçfio do 
E-;Lado em geral. 
{EMAT) 
din:lmic(), pdncipulnicn­ 
te ao iwtor industl'iul e 
ús reg-iões períréricas 
dos pri11cípaie centros 
ur!:illnos, onde i;e co11- 
eentram us populaçõc 
assalariadll1•;'', 
Finalmente acresceu 
tou que a oportunidade 
desta Pro;JOsiçfio eoíncl­ 
de com a manlf Pstaçãn 
do Governador Garcia 
'eto, em adotar uma polí­ 
tica energética compa­ 
tivel com a necessidade 
de de,;envolvimento do 
Estado E' com o poder 
aquisitivo do cc,nsumi­ 
dor". 
Gci;el M,difica Código 
de Menores 
O PresidPnte Geif:el 
sanciJD!JU com velo par 
eia! um :,rojeto de lei 
aprovado pelo Congresso 
modificando o código de 
menores. Segundo o Pl'O 
jeto. fica proibida a en 
trnda de menores de J 
anos em boates. builes 
público e cougeuer-es· 
salvo quando e;:fiverem 
aco:npanbados de re ·pon 
sáveis. 
Preve também1 a proi 
biçáo à frequênci<~ de 
menores de ~I anos em 
casas de jogo. As penas 
aolicáYeis. segm:rto apro 
vação do Congre.;so, se 
ria a multu tle meio a 
dois st-.dári0s n1ínit1JO!­ 
sobre o estabelecimento 
que incidiu no veto presi 
dencial. 
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Fer;·agcn::. 
O;·osso

COLUNI DO EDITOR 
Carta ao Sr. Editor da "Tribuna da Fronleira
11 
Prc·zaclo Sr. h·nlclo Pereira 
!li.D. Diretor da "Tribuna da 
Fronteira", 
e,tn. 
Li, com muito interesse, 
em deixar de· hnvor c,·rro ccp 
tccismu, o teu escrito na la. 
pag. do Jornal no, 151 tle 
//75, sobre a renovação do 
Diretorio Municipal da An·na 
Sem querer imiscuir-e 
em tuas idéis quanto a for 
muçilo de um Uirct6riu de 
Partido, de nnte mào vê-~e 
que o pn·zado compnnla·iro 
preipitou-e em fazer nlusões 
n certos fatos que realrne111c 
11ilo cxi~tcm, como ulinhnrei 
ndinntc, ccrtnmcntc por 11:io 
cslnres cm dia com as altera 
ões da nossa legislação clei 
torai. . 
Quero pedir , ênin para 
descrever as coisas como sai 
ru,u c,critns no jornal, pois é 
de uma importancia que o 
público tome conhccimcnlo 
das minimas ocorrencius crn 
110:;su ciclucle • principalmente, 
repito, "princip.dmente" c1ue~ 
tões politicn que ,lominn 10 
,lu 11opulaç:o cle 13clu isto 
11n ora presente, quando o 
novo l'reft!ito afina com as 
llj'lpiruçõ,·s do {lCVO no tu 
Jll'Óprio de,envoh·imento e u 
aproximação da eleição do 
norn Diretório Municipal da 
Arena que dc,·c rcílelir o u 
poiamento das massas à esse 
Governador cliniim ico e reso 
lato que é o Dr. Garcia Ncto 
1111 constru~ão cl,· um Crantle 
Mato Grosso e nu nosso n:lo 
menos valoroso Prefeito :1 u. 
nicipul, Ur. Cnstro Pinto. 1,. 
~o está sendo feito e le,•uclo 
U'lllllc com muita serieúa<le 
e real interesse. 
Agor..11 vamos á questão: 
l'n·zndo Eclitor; parccc•mt' 
que a tun critica de certo mo 
do U<:t'itável, terminou por fn 
zer injustiças e u pior, mas 
pior esmo, foi u parte final 
cm CJUC fozes uma velada pro 
pzanda_ da reeleição do Dr. 
l'u111ncn pnrn a l'residcnciu 
Jo Diretório, mesmo le, anelo 
m conta o eu valor como 
político utunntc 
entusiasta de elevado 
idealismo e limpidas ideias, 
qaanclo ,·occ me,mo condena 
o ··rontinuisnH>,, co1no anli­ 
democrático. Sabes perfeita- 
111cntc que a Constituição da 
da Hcpublica Fetlcr.itivn do 
Brasil nem siquer permite n 
rcdcição do Pn:sidente ela 
Hcpublica, Governadores, l'rc 
feitos. Logo, por analogia, 
c,·rto sena u ineligibilidnch, 
de CJUnlquer titular que man­ 
lc·c•:--e no ,::xercicio de cnroro 
110 período antaior. 0 i.. 
""' e. ·l'rc,iclcntc :'llcdici, qua~ 
,lo consultado sobre sua pos­ 
sível rcclciçio, cleclarou n 
$CUS intcrlo~utorcs - que n5o 
ficnri:. 11cm mnis um só Jia 
além do seu mandato. Exem­ 
plo correto a seguirmos, nio 
achas meu amigo? Porque ou­ 
tro:,; não fazem o mesmo! V4. 
mos ser dcr.nocrut:19 na. cxten• 
são da palavra: vamos cfor 
oportunidade a outros aclmi 
ui,;Lradores talvez até mdho 
res não é? E«<a é a lógica ea 
sistematic1 ndotada pelos au 
tt:ntico:- rcvolucion.írius, sal'n 
exceção ao que tanto o amigo 
elogia. 
Estamos lutando para de 
belar egoi•mos que nos ,lifi 
cultam: os trabalhos estão e ,r 
rendo com rapidez e {havemos 
dc encontrar compreensão pa 
ra as soluções. 
Dizendo isso. agora 
quando - escrevo estas linhas 
recebo em nossa casa o com 
panheiro Walter Escobar Nu 
nes que viéra especialmente 
u,•111ar uquelas .li•tas "que es 
tão correndo" em mão,; de u 
renitas; na verdade, "autori 
zac::io colt·tiva para in•cri~üo 
dos candidatos e eu registros 
na Ju-tica Eleitoral du 17n. 
Zonn". E,:st• ciclucl,10, rlt· uma 
innivcl renuncia, pois estava 
in,crito t•,,mo IIH.'111Lro tlo Di 
ref6rio, o que poclrrin lc, 6-1,, 
à presideneia do mesmo, à 
miuha con~uha. uee-itou o cnr 
"º de Delegado á Convençào 
l(egionnl, por eu reconl1t:C'c:r 
no ,un pessoa a impnrtancia 
que quer esse cargo de repren 
entacão que exige traquejo. 
experJcncrn~, ,convncnc1as ro,n 
politicc:,, t'nfirn com os homens 
clr. Go,erno. ter ns •1trnliducle; 
essenciais para uma roa re 
prc:-entaç:lo e ilu•trac;:lo do 
nosrn Dirl'tório cm qualquer 
lugar. A compreensão ai, supc 
rou o egoísmo. 
Porque outros não agem 
assim, fazendo do Diretório 
umn homogeneidade ele icléins e 
vontntle:-, tio neccs!'árius ni::o• 
ru quando forças ocultas que­ 
rem empanar o nosso traba­ 
lho, a nossa união! 
Voe está intimamente 
. ligado no meu pensamcnrn. t: 
junto, lcrnrcmos clt vencida 
os obstúrulo; que nparcçn.n 
para prejudicar a nossa mar­ 
drn tào bem preconizada que 
está senlo t•xecutacla, como 
aquela memorável campanha 
que movemos na anti-véspera 
da eleição de 74, tão morali­ 
zala que surtiu os efeitos de­ 
scjados. Niio demos lrl'"Un; a 
dcnrngogos e corrupto;. 
Agora YOU nnolh•nr o seu 
artigo- perdoe-me amigo, 
certamente un c.:clcsorado 
(sem alusão a minha pessoa, 
como pecli,-tc) que andn <le 
luz upaga<lu não tenho com­ 
pctencin ou vez para tanto, 
ma~, at~ c,·o. Como já ficou <li 
to, as listas não correm com 
intuiros oportuni,-10,-. O a;;sun 
to é mesmo POLITICA pra 
valer. Tanto é verdade que 
candidatos são queimados na 
espectntivtt de ~crcn1 rc,.-istra• 
dos os melhores, sem que 
sso traga incomodo ou mal 
estar a no.;;sos cotnpanheiro5. 
Atrús jú dei 11111 exemplo dig­ 
no de l-Cr seguido. " 
Voce, amigÔ, foi in­ 
justo quaudo escreveu 
que •• não se deve ad­ 
mitir a interferência de 
elementus alienígenas 
pura a formação do no­ 
~o Dire_,l'>rio'·. Ora, a lei 
e clara e proíbe a intro 
missão de estrangeiros 
em nossa politica. Alie­ 
nigeaas é termo que se 
refere a algo de fora, 
de outros paises. estran 
geiro. forasteiro e ou­ 
tras coisas assim. ::salvo 
se sua alusão é quanto 
o nobre companheiro de 
tantas lutas, o Sr. Adão 
Moreira, nascido em Por 
tugal, ma,- tã!l brasileiro 
como nós, pois para 
aqui veio muito jovem 
ainda. conviveu conosco 
onde constituiu exem­ 
plar familia em nossa 
sociedade,· está viuvo 
mas tem duas filhas edí 
c&.dissimas, além das ne 
ta-s, que exornam as fa­ 
milias bela vis tenses: 
mais de 50 anos convi­ 
vendo conosco e se isso 
não baste, o recente 
pi otocolo assinado pe­ 
los Presidentes do Bra­ 
sil e Pvrtugul tornam 
brasileiros e portugue­ 
ses, respectivamente, o 
que mudarem de pátria 
com direito a voto e se 
re1u votados, alem dos 
direitos civis. BraRileiro 
no duro. portanto. e­ 
nhum nome con 'la da 
lista qt:e possa trazer 
rlúvidas, todos são bra­ 
sileiros natos. 
TRIBUNA Dll 
"Órgilo Independente a 
FRONTEIRA 
tierviço da 
chei oportuna a tua 
critica quanto a intro­ 
missão de deputados na 
vida dos Diretorios, pois 
estou com você quanto 
o inc01,veniente que 
trazem, haja visto, o 
que está acontecendo 
em JAl:WnI - cerca de 
meia duzia de ''correa­ 
tes" no mesmo :Jireto­ 
rio, e dizem, uma que­ 
rendo sufocar outra. 
É a politica mal coo 
rfuzida po:· deputado, 
que muita: vezes impri­ 
mem &rientação no Par­ 
tido completamente opos 
ta aos gerais intere Fes, 
para produzir efeitos a­ 
penas no que lhe seja 
útil, visando vantagens 
futuras para si e não à 
comumdade. Já fomos 
vitimas como nosso 
correligionários daquela 
florescente cidade, mas, 
estamos libertos disso 
graças a Deu . ' 
E o mal dos politi­ 
cos egoistas, que feliz­ 
me'lte já supnamos 
aqui. 
• Vivemos urna fase 
ruim que já se abranda 
e quase· anulada diante 
a compreensão que es­ 
tá chegando. 
Como sabes, tem de 
pulado que quer edip­ 
sar o Diretoria. com 
graves prejuizos para o 
Partido, fazec.do "no!Ilea 
ções·· e outras coisas 
sem a necessária autori 
zação e contra-põe as 
aspirações dos politicos 
militantes e às· vezes 
aceita pelo Governaâor. 
C'>m reflexo ne(]'ativo no 
seio do DirP-tório que 
se julg.1 assim margi- 
nalizado. º 
Acho que o Direto­ 
rio foi e sempre será 
um sustentáculo do Po­ 
der Público. pórtanto 
deve ser presngiado pa: 
ra que tenb,a força e se 
ja respeitado • por • seus 
participantes. para a sua 
própria ascenção, o que 
seria correto no meu 
entender. 
Citas a ne'!essidade 
<la entrada de jovens 
na politica, como preco­ 
niza o Presidente Geisel. 
Ninguém está Ióra dessa 
Ano IV - Uela Visfa - MT. - 08, 0!i. 7,í - t'
1 
1:-;;1 
idéia e nssim não fosae 
como poderia b:.iver u 
continuidade das coi­ 
sas'? Nüo é só na poll­ 
tíca, em todas as ativi­ 
dades do homem há a 
necessidade de novnR ll­ 
clerançaR • que impulsio­ 
nem as indúst1'ias, o co­ 
mércio, as atividades pu 
blicas etc, Wo necessá­ 
rios como os elementos 
da própria vida. 
Mas, onde está essa 
esperançosa juventude 
de Rela Vista? 
Com rara exceção, en 
contramos a inteligente sen 
liorn D. Maria Hita urano 
Garcia, verdadeira revelação 
de pendor pt"la polirica. Hect" 
bemo•la ele bra,;:cn ubertos t·o 
mo uma dàdiva do céu, dada 
a aversão dos jovens pelu po 
litic-a Cultn, eomhari,a e "' 
luntáriosa, sc:rá 11111 dos far6i, 
que trará luzes ao no:õli .. o Dire 
16rio. 
Outra que rect'ulemente 
aderiu á nossa convocação, é 
a tão ilustre advogada Dra. 
Enil Pereira de ouza. Dele 
ada legional do Ensino. co 
mo dinaruica na @ua ação iru 
pulsionadora na edncação dos 
nossos jovens. Ai e olá elu 
lado u ledo com os <liri"ente~ 
arenistas numa invulgar obra 
tle renovação CJUC se introduz 
agora nos destinos do nosso 
Di_rt>t6rio. _J,so é renoYnção e 
rejuvenescimento muito a gosto 
dos modernos políticos ~ que 
pregam a necePsi<ladc da mo 
ci<lndc de no:;,:a terra conju"a 
rem esforços para a nos4 
grandeza.. ajudando -nos a reu 
nir um grupo de pessoas ido 
neas. úteis e acima de turlo 
possuidoras .de culr ara que é 
a base de uma verdadeira li 
dernnça. Como Yê,. meu caro 
a Arena de Bela ista procu 
ra npnmur.ir •e e espera en 
centrar valores para a sua 
renornçào e a juventude está 
aí muinto bem representaria 
não só por essas duas e mais 
outras rrpre.i,ntante; rio •exo 
feminino, que serão força-s 
imbativeis na nossa agremia 
ção politica. Amigo Editor: 
arguto. inteligente e ferino 
na crtcas, impetuoso no seu 
Jornnhsmo de idéias reno,·u 
doras:, como bonissimo no 
trato. Aguardamos a entrada 
de novos valore,; jovens, além 
de outros já inscritos. 
•· ~leu nmigo. _aqui não _pen 
amos em organizar um: D)ire 
torio de esclerosados, pois 
nao o;. ha. ::fabe;.? aqui na A 
rena ele B.·la Vi;:t.,. $Ó tem 
moços, começando por mim 
mesmo que apesar dos mew 
cruase 80 unos ten.ho a mente 
bem ventilada e talvez o mais 
idealista dentre muitos jovens 
pois estou nu Jic;a. não me 
cnnso e continuarei lutando 
parn o aprimornmt"nto e vi 
gor do meu Partido, para o 
Oem dos companheiros que 0 
compõe, paro o bem do nos­ 
~" po,•o, para exemplos ao.-; 
Jovens que refogam. que tem 
medo de compromis,os l-'Olll 
n política. 
Nossa liderança não é 
egoistu. Um exemplo dei aci 
ma com o compon.:nntcnlo do 
Sr. Walter. o seu espl.rito <le 
renuncia em beneficio do Par 
udo. o q_ue mu110 .° recomen­ 
da por tão bela atitude. 
lssim, somos todos nós 
e tudo faremos para a venda. 
deira integração do nos-o }e 
t ide, a fim de que, nele, 
t"XÍ•fíl111 fr.11.-rn,clucl,· ,. ,·11
111
• 
prt·t·u .. :io. 
Temos grande apreço pe 
los valorosos amigos que co 
laboram co11u-ro no llir.·tór:◄1 
t• ~erít i.l,-:,.i,u, <·0111 t• .. 1wrid 
orgulho, o noso procedimen 
toe a liderança jovem ir 
à nós, com a sua força per 
uaia e gorante, t nuna 
1111'•1110 teriru11n~ prnpl,,i,,, ,1,· 
rmagar a mocidade que a·pi 
ra progreo, ervindo sua Pi 
tria através do Partido do G 
t'rno. 
'aruo-. omar, agigantan 
cio, com frrvor, ll ,lin,11;11 lle 
11ovarlorn Nari,,nnl. 
Política, meu raro, (, d 
t'ncia I' orle, e o hri111e111 F6 a 
exercita atravz de sua proprla 
inrc:li;.:encia embrenhando-sr 
no., mcarJClro. 111ai, drfurn•. 
tomando co11hcci111cn10 :irra 
, t'• contato~ ('1>111 oi' pro bit•· 
11100 mais complexos das cui 
as públicas, da ua adminis 
t rução hone,ra I! con;:tunle. 
É o homem esgrimir-+e 
contr:a a adversidade na con· 
>'ecução ele um principio no­ 
bre:. procurunclo ser úteis a 
1'1'11• concíclu<luo, por meio de 
ideias são. conju(;a<la, u i,leiu• 
de outro•, mediante u intro'• 
111c11lo cm 11111 l'urtido cleri· 
damente rcconlieciclo perarHt 
as lt·i• do l'ui,. 
Bõa poli 1ica Ee faz com 
respeito ao,; preceitos morai,. 
quando o civismo deve er a 
tcinicn de torlu atividade que 
bu•ca reali7.ar al"o em beue• 
ficio da colc1ivitla<le. sun li- 
berdade, ação e clefe,a, final• 
mente. o parimordio- da 9r 
ganização te uma boa socre 
dade, um bom gavemu. C<J/lf· 
lrurndo a f.dicida<le de ul!I 
porn .. ão se faz boa poliliCJ 
com alarde e de,aju;;res ío1r.r· 
nos, mas, com bom senso, hs 
bili<lade e muita união. 
Eis o que pret.er.dewo!. 
Agora, digo-te amiz 
ou candidato à Pre;idencJJ 
do Diretorio )luufripal Úl 
Arena de Bda Vii'la, seu• 
presunsão. em egoismo, b 
nidu de mim mcsa7o qualquer 
vaidade, mas confiado no' 
serviços que jii prestei e ron· 
tinuo prt",tando atrn,·é,,; ]oJI· 
os anos a meu Partido. Con 
fio cm meu comp:inheiru, 
que sabedio faz,-r justiça. 
Sem que_ aludas li 
minha pessoa, mesma 
esclerosado e com ú JUZ 
apagada como no seu 
,Jizer, entrarei naquelll 
escuridão de que está~ 
cansado e resurgiri'
1 
mais adiante, após a ri 
frega, empunhando :1 
bandeira do meu PiJ!ll 
do, com a luz acesa e 
brilh11nte e o sorriso tal 
vez de uma vitoria que 
hão de dar-me os co!ll 
panheiros, por justiçJ, 
porque procurarei nã
0 
decapciona-los. 
Com os· meus cUJll 
prlmentos arenistas. 
Até breve, Editor 
amigo. 
Jota Jota