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FUNDADOR E DIRETOR RESPONSAVEL:- IVALDO PEREIRA 
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O major· 'alter Hi­ 
beiro, presidente do in­ 
quito policial militar 
que apura o envolvimen 
to clP pol1ticoti, e,;turlun· 
tes, operários e Jll'Ofi1-f-i- 
011ai.· liberai·. a<'u-.,a lo<; 
pelos órgãos de segurat 
ça d.: tentar reorganizar 
o P,1rlido 'omu11it:1ta Bra 
sileiro 11a lluliía, e11c:a· 
mintiou ao juiz-auditor 
do Superior Tribuoul .li 
lílar; o pedido de prl üo 
preventiva para os !O 
presos políticos que es­ 
tão d •tidos 110 Quartel 
do Ex '•rcito, em Amara· 
lina, na orla maritima 
<le .'al'ador. 
(lli-S,•1111111íirin fundado ,·111 2.'>f-.!.17'2) 
lh•:,!i,tru nu Car16rit1 ele Titulo .. t· l)p('lllllt'lllo-- 11.11 10(>Ú 
Pl'Opl'iedncle ela Empresa Gráfica Trihuna da 
Fronteira 
CGC 032012/0001 Inscrição Estadual 13059232-3 
Dirl'lnra: lurin E-11•u . l'l'rl'ira 
Expediente 
Diretor e Editor-Chefe • lvaldo Pereira 
COLA BOH. DOIIES: 
Ju..:l• Jouquin, F. Souto 
Dr. llaroldo Medeiros 
Euripi1h•-. F,·rr,·ira 
lo-ita lo-a Gome 
OFICINAS 
Gerente - @ilsen Sila &antes 
111-'RESSÃO . Lll11i,,t,• d{.l,1ir (Cl,.-fr) 
COMPOSIÇÃO - 0dile 'quine de eu:a Chele) 
•]l';l,,,11 fl. !1_)111r,1, .J..'ui, C. !!.·dt. fdcr '/l;/,tiw 
·A- opiniões emitidas nos artigos assinados não represen­ 
tam o ponto de vista do jornal. podendo até ser contrárias 
a l•;..tt•. A opinião do jornal, adrn- ... e t•XJlft•-:~a no$ Eclitoriai!­ 
e nos comentários não assinados' 
,e,inutura Anual: Bda 'i,ta - 80.00 
Outro, ~luni,·ipio, 	100,00 
Redação, Administração e Oficinas: 
Hu:i Ülll!Ul' d,• Caxias s/n - Ilda Visia '1u1<> Grosrn 
(Perto do Colégio Castelo Branco) 
Entre os 10 que tive 
ram suas prisões preVII 
ii'a.; ',(' Pn<'CJ11lr,1111 ,, , ,, 
reador ergio eiga t 
wna, rlil ··:.da jo, "IJI. do 
.!Ull baiano; o , l<'P-p!P 
sidente do Clube de En­ 
ircnlrnrla <la lblti,1. Lui, 
frando Contreiras de 
,lmelda: o tambem dire 
tor· rio Clube de l',11/!C'· 
nharia Marco Antonio 
da Rocha Medeiros, o 
professor de fisiea Ro­ 
berto rgolo, da Univver 
idade Federal da Bahia, 
o fuucionório da FAO. 
orgüo dos Nuçõe: l'.nirl::is 
lleitol' Cuaes ~ Silva; e 
Hoquc 
Um negro velho, do 
110 de uma granjinha do 
interior, foi abordado 
certa vez por um saccr 
dote, que o iudugou so 
bre a fé que professava 
O anciüo respondeu: 
-Puclre, llé. três camin 
ho parn irmos daqui à 
cidade: a e trada priuci 
pai, a da praia e a que 
t,trnve sa o banhado. 
Quando eu chego à cida 
rle, ninguém me pergun 
la que estrada tomei. A 
única coisa que desejam 
saber é se o trigo que 
trago, é bom ... 
De mão dadas, dia 
l0gando, andamos clivei· 
sos caminhos, rel'lelindo 
sobre o lemu: FELICI 
DADE. 
'ão sei. lPilor ami 
go, se o trigo plantado, 
se o trigo colhido, foi 
bom. Console-se: a culpa 
não é sua. O meu coo 
·hneicler 
f 
forlo ê este: 
As didivns de preço 
valem pelo que são. 
As pequeninas, pelo 
que repre entam: o cora 
ção! 
Foi de coração que 
escrevi e tas mensagens 
I ·so é ludo que tenho ti 
dizer. 
Pascoal P. Gorrese, 
brilhante conferenci Li. 
rematou uma de sua 
palestras, falando assim: 
-Ignoro se vos fui úlil. 
De qualquer maneira, 
nüo perdestes inullimea 
te vosso tempo. Na pior 
das bipóte es. ayui com 
parecendo e ouviodo-me 
atentamente, prestastes 
uma bomeoagenm à per 
severança. Obrigado. 
Na pior àa . bipóte 
ses, chegando até aqui, 
você prestou uma home 
nagem à perseverança. 
Parabéns ... e muito obri 
gado. 
de ,Juarez Rodrigues 
"Trabalhamos com perfeição para continuarmos 
a ser o modêlo no ramo de tapeçaria" 
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o operário Carlos Augus 
lo 'l:11-i!!ht'l.1 Filhn t>, 
outro presos são Sebas 
u;rn . 1J1a r .il cio Couto, 
Mareelo Veiga antana. 
irmão do vereador Ser­ 
gio Santana, Pau!inh 
Vieira e José Ivan Dan­ 
tas Pugliesegm No Servi­ 
ço de Relações Públicas 
cln li'' f'l'g'I,lO mllit.1r. li 
lll:tjtJI' Airton Aleantara 
informava que ainda não 
sabia qui111clo o juit-autll 
tor iria cxa m i1111 r o pr­ 
did.01, dll8 J(} rreventÍ'U'i 
e as·gurava que os 
presos estão passando 
bem. 
Peroe,·rrar é um doa , 
!legredo • e.lo õxilo. ~luita ,, , 
coirn na vida. <lepen<le 
rlu conti11uidncle. Da per 
seYerança, que ludo ai 
cança. 
A perseverança fina! 
- não se esqueça jamais 
- é o bilhete premiado 
da ún:ca loteria, que co11 
fere a fortuna das rortu 
na . TPsouro que dinhei 
ro algum do muudo con 
Regue adquirir: a felici 
dade ·em oc:!RO Para. 
C()nqui5tá-Ja, vale a peoa 
lutar sera suorecimen 
to. empenl.Jaodo a pró 
pria cabeça, s pre::iso 
for. 
Perseverar. a de ·pei 
lo de tudo e de todos é 
apanágio dos forte . do" 
humildes, dos verdadei 
ros sabios, dos jovens 
na idade, dos jovens de 
Pspírito. 
« A vida é combate, 
Que os fracos abalP, 
Aos fortes, avs bravos 
Só pode exaltar-. 
Perseverar sempre 
custa uma vida. Mas ,·a 
le uma eternidade. 
(do livro: Felicidade, On 
de Muras?) 
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Tribuna da Frontelra 
Brln "1-.:a li. 	1 íl de .'. rr1 lo rl l'Ji".1 
RELIGlà D FRIITE o 
POS T VAS A.TVA 
Luis Goulart 
E tempo do vermos 
e ~enllrmoH como vurdu 
deira religião a Fraterni 
rlatle sem fronteiras e li 
mitrtções dogmflticaH. Pa 
rece-nos profundamente 
infantil contlicion:u a l'é 
u recursoH de origens 
Robrem1turais numa épo
0 
ca em que u ciôncia ol"I 
eia! já supera de muítn 
o que outrora unegala­ 
va os olhos da Imagiua­ 
çilo, quando algum prf'­ 
gnrlor descrnvia as mara 
vilhns tio plano espiritu­ 
al. Se as religiões mgen 
temente niio caminharem 
para a unidade ct,, senti 
menlo l'Pligioso JJPJ'(I •rílo 
em IJrevo, su11 r-azão clll 
sr e de rxilir. E !nane 
ditável que po!-r<lllUOS a­ 
dornr ou venerar ai; 1·e­ 
velHçõeA da ciô11<·ia ohj • 
tiva, como, antes da elos 
cob11rta de Franklin, um 
selvagem se prostrava 
ao solo diante do troviío. 
Bem como sempre apare 
ceu aos ci·illz11dos do 
antigamente sonnos de 
louco cu<lu inve11lo ou 
ctescobertu da ciência. 
Hoje, latias os fenôme­ 
nos toman eu r s os na 
anúlh;e e silo levados 
eouta de rcu li d ades •m 
Briga do Touro Importado com o rio'o 
Fato Ocorrido nas Plagas Mato­ 
grossense e Dissertado no poema 
Seguinte: 
A chu,·a de inverno passou. Veio a estiada 
O sol, a pino. A terra, ainda molhada 
l'm Zehu compra,lo espPra no rodeio 
Outrc touro, um criolo guapo e feio 
Que :,:empre l"ora um clono ela 111,·ernada 
Encherga11clo o outro de passo largo 
Vem se aproximando. 
Ca,·utHIO terra chelrnndo chila e berrando 
To Forte que parece troYonda. 
O;; dois touros brigaram ":tlentemei1lC', 
Pois eram in-uais nu coragem no valor 
aquele entrechoque barbaro em ulvoros;;o 
O filho destemido aqui do Mato Grosso 
Começa a demoustrar que é superior. 
O Zebu importarlo bem conhece a luta 
La da India selvagem de onde veio, 
Mas uio pole vencer por mais do que 
O luuro aqui da terra brasileira 
,lê abatHlonar o Sf'U rodeio. 
E tri te machucado e :1batido 
Depois rle uma lula tão desesper_ada 
O pobre touro. além de ser vencido 
lnctn fui pelo outro perseguido 
.té sair de <leatro da inveruada 
brnYa, 
Dias dep<)i os corvos carniceiros 
Voejando por cima de um banhado 
Indicavam os Plho" cios campe1t~s beiros 
O lugar onde estava, entre espw 
O cada ver do touro derrotncl..i 
O QUt!I"itl 
O . f'U corpo que " sol acr riciaYa 
Parece que tranquilo dt,scansava do 
combate fatal, ompun<Yindo 
Eoquc1ulo em torno "ado todo e 'l 
0 
.., ·to comovi 
Cheiravam o chão de um e 
1 
E 'erravam tistemneate em luner,1. • 
Dentre a{1uela sentida -oré,ueSlraçilo 
·cto •orle e arosso 
Destacou-se um mugi l aG 
Que reboou plangente no '.
10
.
0 
Era o berro do touro brasileiro • 
• 1 estran"'etro 
L·1mentundo o destino < 
0 º 
1 
.- 
• 	d do seu c MO. 
Oue quisera ser o ano Doroty Neves Teixeira 
poiveis realidades. A 
televisão, há vinte ao 
ou m<•rws, deixari.1 o po 
vo cRtupel'ato diante das 
imagens e dos sons re­ 
l:·unsmltltlc:i;. conio !:<' uni 
lllilugre ei-pl'taculat· lt1l':-i 
perolo +e operasse. 'o 
entanto. uluallltl'nte. as 
leis da eletrô11il'a 1, io 
cll cutirluH e estudaclaH 
com u n,rsma 11aturulida 
de com que Hl' ('0lne11ta 
a mo<ln, entre as senho­ 
ras, e o íutehol; e11tre 
os ranaz<'s. Tornou-se 
nalurai o co1ihedme11lo, 
e a sabedoria risonha e 
franca estende suas pá­ 
ginas esclarrcedoras u 
lodos os olhares serenos 
e calmos que po:-!'am en 
leuder su:1 mensagem. 
O conhcl'ime11to !'U­ 
µornu de muito os l'ha­ 
matos. Milagres. Toda 
gente sabe boje quP não 
existe el"eilo sem Cau:-a. 
He!lla, portanto. dilatar 
o sentimento de Amor 
ao próximo ao 11h cl <!tL 
Ciencia adquirida. Este. 
portanto, sPria o Ycrcbdei 
ro papel du Religi1•0 em 
11os-:o dia!' já qur mi o 
cabe dignuP1e11te maii< 
f,tzer comérC'io de agua 
fluidificacla 
ou de t'reces. deorle que 
uté uesle clomi11io, c,,nlle 
cemos o motivo de eer 
tas cura e ,1 mzt1u po 
sitiva de rerto;; efeitos. 
11esla escl,uecer. i. to 
sim, aos menos ilumina 
do . sem exolorá-lo:- na 
quilo que· de· mais purn 
eles possuem - . I',~! 
Toda a a '!nçiío é 
pouca no que co11c•en1t' 
ao Yercladeiro significa 
cio elas pulaHas. i·ma 
destas charna-1-e ··Espiri 
tualismo. Em seu nome 
muito se tem !"eito e cli 
to que em absoluto nüo 
condiz com a Realidade 
Keste ponto aeusumos 
a suposição tia crendice 
e da Bruxaria odieula 
que !'ubstitui, nas almas. 
o plano !'uperior du 
consciencia onde eleve 
mo1 ar a raiz de urna 
morlalidarle de - religião 
em e(]uilil.>rio com ~1 ele 
vuda Ciencia Oficial de 
noss<'s cl1:;.s. sempre its 
portas de nossas revela 
çõe - cada vez mais, 
cbamundo nossos cora 
ções à mu!or Fra leruicla 
de, que é o nume mais 
perff'ito pam a Religiiio 
ele nossos dias! 
Leia e .A:-sine Tribu- 
na • da Fronteira • 
O prekrto 111uníl'IJJ,d l:uhv11 d,· (' • trn 1'11110, 
nHrlifi"llU () a-:Jll'('[() tl,l ( i,'arlt· abrindo novas tua . 
ulargando outras, ou ... truindo p JII'' "· .li nlim,, l'U'. 
Os bairros da ,l{U,l Uoc e. una-Te-li e Ca:chu, 
sofrerão modificações raiicat, e ju se fala em cal 
çamentos, ete, ete... 1'0. l'I 1 , 
XX XX 
Doze dias sem luz, as casas comerciais estio 
HOfl"('/1(10 11a < ill'IJI' O prolllt•n•:1, l' ll1' i1.1.1,..,li ia, J'l l'I 
se fala. Nós que dependemos da Energia Elétrica 
par-a c•irc·ular o jornal. Ja estatos eu ,unrlo uma 
"paralizagão". I'ela Vistu na 'parte de cima" 6 
uma e.~t·urirl;io total... .f•:G,Tl', ... 
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Com as novas sinalizações, o tuàr si'o na cida 
de ficou 'mais fácil'. Exeele! te lrall:illlo da l'1l'fPI 
tura ~lunicrpal. l'0:-1 l"i". . 
-· XX XX - 
!'esmo eon. indicações. tipo: velocidae 
n,uxinw pt>rndtida : (J l(u, ... al!!Ulib Fii1p,tlcfit- "um 
du' continuam desrespeitando ss 'eras do tran­ 
sito. NEGA;IA 
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TRIUNA DA FRGNTEIA ira colaborar co 
CIETHAN de naeira objetiva. {estacamos 
dois iuucion&rios paru ao!arem, us c!apus do­ 
corredores' que vete[ ei';1em as regras de tran 
sito e publicaremos a primeira pagitva com bustan 
le destaque ... 1'O:-,JTI". 
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-ob a uieuça de se 
ver go· ern:ir!o por utr. 
triunvirato 111ilit:.1r-l"rma­ 
do por Otelo araiva de 
Can·alho. l'ostn Gom1:-; 
e Vasco Gonçalves-Por­ 
tugal ;;e mobiliz:1. rie 
uorte u sul. m comic:ios 
e µasseaias nos qu.:is 
. militantes do Pa rlido :-.o 
cialista e do Parlirio Po 
pular Uemveráticu. que 
reunem a muioria abso­ 
luta do ,·atos cio eleito 
radv. exigem que a re­ 
voluçiío retorie e s ca­ 
minhos do socinli ·:no 
com lib»rdade. 
-XX-".X-- 
iSabslita 
.a solidão da Casa 
Ros,1da. Tza bel Per 
e al"tJsla cada Ye1, mais 
de todos o;: que u poi­ 
aram Pro . ua e. ca1acla 
p:i ra o poder. Te-isa e 
esgotada. é rorn dil'it:ut­ 
àade que aparenta Iir­ 
meza. ··Estou doentP de 
ódio" (uma las ul'irma­ 
ções de lzabtc lita). 
-XÃ.'XX- 
·-Spinofa 
Pub!icar)o pelo jor­ 
nal Le llooclf' do dia 25 
de .Julho: "O ex Geue- 
ral Spinola coniirmo•i 
em lfras1li 1. que viajou 
secretamente pura Pa;is 
a em«na pasuda e 
que e,peran1 reto.-uar 
em breve. :-: ... ~undo o 
jornal iug-lês Gua1·.Jian, 
de OlllC'lll. >pi1,oia lafl'1- 
béin se avistou em Ge­ 
u.-b:·,1 ('.Olll um grupo de 
politicns i,,,rtugt:e.,e 
11,io <.•r,mu:·ista;._ U au­ 
tigo presidente co fiou 
u sus inter'ocuores 
que esperava regressar 
a Lisboa antes do fim 
riu mês d ;1gosto. ü 
frente de um 1.ovo g1:­ 
verno português". 
X-X-X 
15T 
Em palestra na E - 
cola uerior de Guerra 
o )li•listro í'irceu . ·o­ 
guei,". d s Trans.>ork .. 
trnç:1U um qu· rlro g-lnbul 
dr)s "ário programas 
iutegi-aclo do seu s tor 
dentro do li Pia n" . ·a­ 
cional r.e De euY01,·i­ 
rnento. . rnaior êníu;;e 
í"oi dada à$ ferrovius e 
ao problen.a elos tran. - 
portes urbanos. O )Iinis­ 
tro Dirceu Nogueira. l'ri­ 
sou que a Ferrovia de 
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1 
Q , 
Ovalado Argentino, Arame Mota. Secos e Molhadó uerozene Jacaré, Arame 
Vedemo»s também o Oleo mais_ prefrido ds Região._ O Fanoo Óleo_Mar±soja o óleo d, 4,F",} Geral 
• Vendemos Realmente Barato 	e casa que .... bc º que quer 
Avenida ll de Dezem-hr-0- 164 Jardim _ Mt. 
·------ 
..... 	JOSÉ • • De • :José . Destefanl 
-

'l'rihuna cJa J•'rn11trlw 
Jfl d1• ,'.go w d• 
PR TO 
fT 
R DE 
L 
' oito a exortar aos p0lilicos e a CJUantos te- 
11hum co11tribuição a oferecet· ao aperl'ciçoame11to 
das i11,;titui~'.Ões. a CJUe prestem o seu co11c:irso, a­ 
tentos aos imperativos dos tempos atuais CJUe im­ 
põem vigililncia em defesa dos val~t~s espirituais 
e morais de nossa culturn clemocrut1ca, ameaça­ 
dos até mesmo uns sociedades mais desenvolvidas. 
:-;ão bastariio as meras a0strnções. desprovidas de 
opcmcio11111idade. pois. utrus das vistosas apare11ci­ 
as, geralmente se escon:lem os sintomas das c'..'n­ 
tradições e impasses insanáveis. As formulações 
.. ~ unuet·ônicas :,;en·em muito m1tis ils rnn·slt tas sub- 
"' versivas do que as bva,; prátieas do regime de­ 
mocrático. lllinando as in,;tituições pt>lo nta(Jlle so­ 
lerte. os inimigos da democracia terminam por eles 
trui-la. 
General Ernesto Geisel 
Os serviços de informações acompanham atenta­ 
mente a infiltração comunista em orgàos de com 
nienção, órgãos de classe, na administração publi­ 
<'a, pal'lil'llla1·111P11ll.' ua úr<·a do l'J1,i111, e t,llltl11•111 
nos paI·Lirlo11 pol1ti<-mi". 
Comprovou-se - disse- participação de ate- 
es subversivos nus tlepredavões ocorridas u!tina­ 
mente em trens de subúrbio do Rio de Janeiro, 
examinado e a provavel hipótese le que ti se 
tl'tillaíll pi-atit•,tdo atoq de '-;tbOlilg'Plll. flpghtrou .,,, 
também a ação desses elementos por ocasião da 
recente inundação em Recife, veiculando a falsa 
11otid:t de ruptura da hana!!Plll J"apa,·u1,i. ,. que 
provocou pânico na população. 
-XXXX. 
"O GnY<'l"lt<> n,11i ahrint müo dos po,len•,.; l':Xf'l' 
;;dnnais de qu,• di,;pôe. lll'lll admiti:'. soh qua1,quer 
disfarces, prestações de facções ou yrupes de in 
teresses visando artificialmente, a queimai· etapa>' 
110 prncesso de dCSl'fl'OIVillll'lltO politi
1·0-soci:tl. quP 
se requer. ao contrario, lento. meditado e progres 
si,·o para que seja seguro. n°ulme111e duradouro, 
construtivo e socialme111e justo". 
-XX-XX- 
Os órgãos ele segurança pros,;eguiram nas me 
diclas preventivas contra as arti
1
•
1.1laçõPs. inclusivP 
prcparatórins CJUe pos am concorrer pura a sul> 
Yersão interna. Em rliven,a-; regiõe,; tem sido pre 
sos e sul>metidos a in(Juérito« policiais eu po ·tcrior 
ação judiebl, como incursos na Lei de Segurauçu. 
XX-X-XX 
,pós esta longa e possi,·elmente ra tidiosa ex 
posiçiio, dP.scjo ainda, antes de concluir. al>ordur 
terna polilico relacionado c,)m o que se ,·ê cha­ 
mando de "c.listensúo". 
A palavra esta no l'inal do discurso de 29 de 
agosto de 1974, aos dirigentes da ,reua. ;>;ele me 
referi ú miss11o CJUe cube ao Governo de pt")mo­ 
ver o máximo de clesenvolvirr.Pnto possível e. a 
propósito, aludi ao proc"sso de le11tu. gradatiYa e 
segura diste11 ·üo requerida. 
-XX-XX- 
-XX- 
0 util trnhalho dP coustruçilo politica deve 
incluir. semp!·e. a lucicl9. previsilo. dos resultnrlos. 
numa co11ju11tun• internacio1wl marca<hl por dt>s­ 
concerta11teR deseCJuilihri,, e tumultos. O constante 
e progressivo aperfeiçoamento do regime é o 
ideal que ob tinndumente l>uscamos. sem açodu­ 
mento contraproducentes. Por isso, o _ Governo 
niio al>rirú mão dos poderes excepc_10_oa1s de que 
dispõe, nem admite, ob quaisquer d!slarce~. pres­ 
sões de facções ou grupos de interesses visando, 
urtfüciulmente a queimar etapas no proces!SO de 
de envolviu,ento politico - que se re,,uer, ao con­ 
trario lento, meditado e progressivo para que se­ 
ja seguro, realmente duradouro, construt o e 
socialmente justo. 
Que se queira e ,;e saiba unir esforço?. de_di­ 
cações e vontades. despidos. t1,dos de m_otwaçoes 
egoístas, intenções 1-u1Jaltern~1s ou propos1tos . de­ 
magogicos, para que solidarios possamos, cida­ 
dãos de todos os quadrantes d~ territorio _l_)a~no 
e de todos os setores da sociedade brasileira. 
impulsionar decididamente este grand~ e P:ºº!!s­ 
sor pais nos alt'ls destinos que lhe est;10 re!Ser a 
pos. 
-XXX- 
Acredito que, em meu governo muito já se e 
uo sentido de uma diste usa o na prop_rtu ,11 e.1 poltll 
ca. Para comprová-lo basta ver o clima em _ que 
se exercem a atividade dos partidos e o funciona­ 
mento do poder Jegislal!"º• . em toda_parte. e ler 
os jornais e outMs orgaos de divulga çao, com ,l 
volumosa matéria política que publicam. 
~' partir de então. e principalmente depois 
da eleições de 15 ele _no,·embro, mcito se tem pu 
blicac.lo e discutido sotre a ·•c1istensCw". atribuin­ 
do- e no Go,·eruo e notadamente ao presidente 
ela Hepuhlica - i11lt>11çõe •. objl:'tivos, a,·anços. re­ 
cuos, submissíto e pres. ões, etc. que - uu e ou­ 
tros absolutamente não corri' pondem à realidade 
ma constituem fruto ela imaginação e. por veze . 
a :ém do que contém Je intriga e de ação nPgati­ 
vista. representam apenas o desejo intimo de 
seu· autores. 
-XX-XX- 
A distensão é ai apresentada com a conota­ 
ção, exclusiH1mente politica. visando, pelo que se 
diz, 1.10 indispensável restabelecimento do l:lrnma­ 
do ·•estado de direito•·, mediante a pura e simples 
supressão do AI 5 e, completamente, a revogação 
do DL--l77, a revisão da Lei de 'egurança. a con­ 
cessão de ampla anistia. Preconiza-se. também re, 
forma da Constituição com a redução .:!os pode­ 
res do Executivo. considerados excessi,·os, e a 
ampliação das atribuições do LegislutiYo. Sente-se 
111,ssas proposições. um indisfarçável saudosismo 
pelo passado não muito remoto, P.ID que amplas 
disposições, livres constavam do papel. nele esta­ 
van; escritas, obedeciam ao aspecto> teôrico e for­ 
mal do sistema, ruas, de rato. iludiam a boa ré de 
muitos, pois não eram praticadas, servindo ao in­ 
,·és. apenas, aos apetites e ao poderio ele poueos, 
em detrimento dos Yerd:vieiros interesses da Na­ 
çüo. que se_ de~a_tia na pob~eza_e aa de ordem por 
que aquelas disposições estavam dissociada- da realidade. 
Mas di (l'll!i'iO 1, ,, 
deve !'t'l' ,l}H'!I l'- pol1I1 
1·,1_ rt<·:.i pn·do1.1111:1
1
,lf' 
ll t'1lt( i,•1li'i1•,! () (! l(• ,1 i 
Jll!•j Ltn1,, p Ir 1 .1 ;,-. JI,' lt1 
('1)1tl<>!tll<' ti<• (Jl)(,tlll'Í 
t!,1 
1
t• ld•• "tlil'lll,11· l'lll 
1111 , 'l!!t' n que dirigi Ao 
ogre-so Nacional, 
Ul!I ril'• '!,1 oh ll'd Ili•• Íll• 
terral e lututnstco, ct 
,,,IZ jl<I!'[ Lli((). d;• 'illllhi 
ll'll" OJ'..,!dl lt l f flfl'llft!,!P 
IeaI!tule to[os os e[o 
rt'"' - po11 i, 11 • ._ H ial Pt'O 
lllJ!ltll'O 'lõl l'!Jli!Ulll•ladl' 
ll,ll'io11:tl. l°<>ill l't,,._,, d,• 
servo]vime1!o e que al 
cançaremu a distensão. 
isto ó a atenuação, +e 
ão eliminação, us tem 
p l' i- ta li ,, , mullilor11Jl•~ 
sempre ;e1ovadas, que 
tolht>rn o prn(!J <•,--;.o da 
Nação e o IJl:'lll t••:tar do 
lHJ"'•· 
Ih· Li10. ron-ri1ui ,li-1,·ri 
--.iu a avio que -e realiza na 
;ir,·., .. onal.  .. 11w1a .. do li 
P:I) 1r:ulu1c·m. t·r11 "'llfll,1, 11111J 
politira de di .. 1t•n ... io. No 
t'ffft• --es de distren-ao- per 
doem-me a enfa-e em repeti-lo 
a de·-, innil•••:dH d,, -,d.'1rio • ulÍ 
vimo de impliaçàe- tonta 
ria-. propon·ionJndo-llw majo 
ração de {{ por cento e-tr 
ano; a criação de e-quema pua 
ra a ca-a própria ao- hra .. il,-i 
ro- de menor niel de renda: 
a distribuicio gratuita de re 
médio- ao- mai- neee--ita«do­ 
ao l:ulu de: oulrJ-- proiden 
e-ia-. ,lo maior ak::uwr no Jllt 
hi10 do J: p:;, :i r«·r•--1ru1un1 
ção do PI; «e Pa-ep, de fora 
a propiciar 111.ii.. 0111 alario 
mínimo anual ao- que perc 
ht..·111 ,ltt'· t·Ír.<.·o -nUrit,.. mini 
1110--. f.: di .. tt·n-Jo o ,•un-q?uir­ 
-e a regularização do aba-te 
t'Írur:rtln cL1 popul.1,;;1v t'III !!Í: 
nt·ro .. alimentic·io ... nüo 111ui­ 
ha,c·n1ln n-- irrit:rnlt• .. íil,1-. «JUt' 
por :100 ... <.
0
un-1i1uin11t1 ,r,.11ó 
rio ,· .. pc.-rá<.·ulo na.. no•:"a.. ci 
,ladr,. 
Con ... 1i1ui di--tcn--üo o rn 
caminhamento da -olução «do­ 
problema- c·rõnicn.. t' cn·•C't'O 
te da- regiões urbana-. nota 
damente da- metropolitanas-. 
Con-titui di-tt"n-.âo o nct•~:-o 
de maior numero de jon­ 
ao ensino superior. Pratica o 
Governo Federal di-ten-ão ao 
atrihuir p:1rtc :--uh-tnncinl ,tr 
:--ua-- n·nda- aos E-ado- e Mu 
nicipio-. art:ndinw1110 ~1- n<' 
ce-idade- dos menos de-en 
,ohid,,:- .. nüo ob-tante as difi 
t·ulcbdt"'- rconrn11ieu .. da hora 
prt:·-cntr. 
XX-XX 
Heitero, uma vez mui-, os 
propt. -ito-, de perseguir o de­ 
e-en,·oh imt~nt<• polirico.. ~em 
C(lmpromi -os de t:-p(·cit" nl­ 
uma e IJ OI f O r Ili U J U ., 
u I t rap u :-- ,- o ti a 1o • e C"•)nt 
pro arbmrntt.· inadequada- à 
realidade brasileira.

CDMPOS: 
TRIBUNA OI FRONTEIRA 
Orão Independente a ervço da legião' 
,110 !' ela Vista JT. 11) O ., 
' 1t ' 
; 
REVO UCÃO FOI DA CLASSE MEDIA 
, 
"COISOS 
ºª 
VIU 
9» 
LY ... 
{oberto Cmp08, 
embaixador do [rail 
na Gri-Bretanha. expli­ 
vou, de forma esplendi­ 
da, aos ingleses o mole 
lo de distensão politiea 
brasileira, em conferén 
eia pronunciada no 'un 
nig House, de Londres. 
Nuna análise brilhante 
da situação acional e 
dos mecanismos de po­ 
der instalados pela levo 
lução, Campos, indo ao 
fundo da questão, afirma 
que o movimento revo 
lucionário de 64 no foi 
apenas niaiii umu quarle 
ladu 110 estilo latino ame 
rlcuno, porque nu verdu 
de constituiu-se num le 
vante de cusse médiu. 
que forma a opiuião nu 
cionul. contra os abusos 
<lo governo Goulurl e a 
tentativa de osquerdiza 
ção do pais. Nilo i::e ve 
ril'icou, naquela época, 
um movimento político 
ultraconservuclor, pura 
proteger interesses das 
"classes dominantes", co 
mo as esquerdas brasilei 
ras tentaram rotular a 
Revolução . A classe mé 
dia, na qual as Forçns 
Arndas se iutegram, 
tem uma inclinação refor 
mista, embora 'ideologien 
mente conservudora. Es 
se reformismo é que nu 
triu os lecnocrnla con 
vocados para prestar ser 
vlços ao governo no mo 
menlo em que a taxa de 
inflação atingia a quase 
 0 por cento e o proces 
so de desenvolvimento 
estava puralizndo. 
elasse média, que leu 
lastro politico à levo­ 
lu('iio rtc lil. 
Hoje, com os esforços 
dC' libPrnllzuçüo politica. 
os politicoH estão se11do 
chamados lesempe­ 
nhar um papel cada vez 
mai- importante no pro­ 
ces:,;o pohtico 1111cio11u 1. 
A bordando a disten­ 
são gradual do Presiden 
te Geisel, o Embaixador 
Roberto Campos nrirma 
que quando os oreilo • 
positivos e {negativos 
são cuidadosamente pon 
derados, é justo con­ 
cluir que os riscos de 
liberaliznçilo Rão ri ·cos 
aceilóveii::, se pesados 
P-onlra o perigos da 
Viaturas 	Municipal 
de 
Campos foi o grande 
condutor dessa re[or 
mas pleiteadas pela elas 
se média e estimuladas 
pelas Forças irmadas. 
cujos lideres mais emi 
neutes subiram ao poder 
Iniciou-se, então, o pro 
cesso de modernização 
da economia hrusileira, 
alacando-se a inflação e 
promovendo-se simullane 
umente o crescimento eco 
nômico. ADós uma década 
de evolução, disse, Cum 
pos em Londres, o modelo 
de desenvolvimento bra 
sileiro cc,meça a desper 
lar interesse nacional. 
Campos explica aos 
bril:l.uicos que os milita 
res brasileiros atuaram 
muito mais como uma 
elite modernizante do 
que como uma guarda 
pretoriana. Não temos, 
assim, um regime milita 
rista, mas um regime 
com lideres militares. E 
esses lideres militares 
pertencem à 
pervensão inerente a 
teimes autoritários. 
lém disso, aA i111ilit11ic,:õns 
económicas brasileiras 
adquiriram [suficiente 
realismo e maturidade 
para resistir ao {ataque 
da demagogia. 
Para o embaixador, 
a deciFão do PreRide11te 
Grisel, de iniciar um 
processo de gradativa 
e prudente liberalização 
do processo, destina-e 
justamente a proteger 
os êxitos do passado, 
preservando, ao mesmo 
tempo, a Ylexibilida•te 
para o futuro. 
Fatos e Fotos 
da Prefeitura 
que foram Recuperadas no período 
03 de Maio a Agosto de 1.975 
estes três meses da Administraçã0 Castrn Pi11 
lo, o prefeito Municipal recuperou as (oito) viutu 
luras que enconlrnu <:,m estado precério, inservíveis 
ão estas as oilos viaturas recuperndus, que jà se 
encontram em serviço ativo: 
Chevrolet C-10 Chapa - CJ-0001 
Chevrolel C-GO 
Hecondiciona 
mento de motor 
Ch. - CJ-000-1 Recoud. do motor e 
lutarias 
ilerceclez Benz- 
1111-Rasculunte Ch. - CJ-0005 Recond. do motor 
Volkewagen-kombi ch. - CJ-000 Recond. do motor 
Volkswagen-kombi ch. - CJ-0007 Recond. da lataria 
Carregadeira-93'.l-Caterpillar Retificação da 
transmissão do motor 
Palrola Huberwarco Reparo da bomba '.cJ'agua 
Trator Fiat Recuperuçãll da bomba d'agua 
Alem dos veiculos recuperados encontram-se 
em recuperação as seguintes viaturas. 
ilercedez Beuz-1111-Bas 
cuante ch. C+-0006 Rel. do motor, caixa de 
cambia e diferencial. 
Rural Willys-Perua eh. CJ-0009 Recuperação das 
copulas de rodas e Cremalheira. 
Assessoria de Imprensa da- Prefeitura. 
Câmara Municipal de Bela Vista 
OFICIO Nº 60/75 
Bela Vista, 05 de agosto de 1075 
Do: 	. 
Presidente da Câmara 1Juniflipal 
Ao: 
Exmo. Sr. Pi-efeito ~lunidpal 
Assunto: Congratulações 
Através do presente felicitamos V. Exa pela 
brilhante iniciativa quanto a regularização de 
cerhdoes de nascimento do povo de Bela Vista. 
o que por certo somente beneficios trará ao 
Municipio. 
Aproveitamo-nos ainda do ensejo, para ma 
nifestar a V. Exa., os nossos protestos de rlistin 
ta consideração. 
Atenciosamente 
Dr. Pedro José Palmieri - Presidente 
Osvaldo Turini - 1º Secretario 
Será que o amigo 
leitor c:onh cc o Carva­ 
Iho Neto? Eu tenho quu­ 
se certeza qua não. Eu 
o 'arvalho N to éra­ 
mos grandes amigos e 
colegas, quando dos ve­ 
lhos tempo· de ratiiali ·­ 
ta nua Z. Y. F-9f, Radio 
São ,foaquím Ltda. ar­ 
valho eto é um cara 
alegre e ponderado, ati 
go e inteligente. 'Todos 
os días eu ouvia um seu 
programa que antecedia 
o meu. Eu gostava da 
sua voz. Eramos tão 
amigos que quase podia 
mos considerar-nos co­ 
mo h·mãos. 
Um dia, aquele mes­ 
mo Cat·valho 'elo que 
chegava sempre alegre 
e distribuindo otimismo 
chegou de olhos verme­ 
lhos e inchados. Ele ti­ 
nha e tem essa particu­ 
laridade que linha me 
esquecido de 'Contar. 
Choravu por poi.;ca coi­ 
sa, às vezes. E depois 
de varios arrogos meu 
ele disse-me que o João 
linha morrido, depois de 
muito sofrer. 
O João era um grall 
de amigo nosso, sabe a­ 
migo?. Era dono de um 
coração, que. nunca che­ 
gou a conhecer o ódio 
nem a vaidade. Perfeito 
pai de familia, que sem­ 
pre acordava cedin llo. 
preocupado corn b. manu 
tenção da casa, 
Os seus filhos e es­ 
posa eram a razão de 
ser da sua própria vida. 
João era um sujeito 
pobre. porem, o que era 
• mais importante: honesto 
para com tudo e para 
com todos. Entretanto, 
um lutador incansavel. 
Por tudo isso, é que a 
gente gustava dele. 
ão havia crise na 
vida do João. Se li cus­ 
to de vida subia, o João 
pensava no trabalho. Jo 
ão nãú perdia tempo 
com futebol, cinema e 
coisas assim. O interes­ 
sante é que o João sem· 
pre foi perseguido na vi 
da. Quantas veses a mor 
te passou perto dele, 
sem contudo :atingi-lo. 
Um dia, tentaram 
até prendê-lo sem ne­ 
nhum motivo. Felismente 
a armadilha dos maus 
não conseguiu tirar a li 
herdade dP João. 
Não tenho vergonha 
de confessar amigo, que 
quase .chorei qU11Ddo sou 
be da noticia da morte 
de João. Ambos ficamos 
pensando no sofrimento 
que V&i PII.Bsar a famill- 
a do João. A viuva terá 
que trabalhar arduamen­ 
te para sustentar os fi­ 
lhos pequenos inocen­ 
tes. Aquelas criaturinhas 
orfãs, haverão de onh.­ 
·er dias amargos sofri 
do·, pela falta cleYirdliva 
rio pai. ,. vida, caro lei­ 
tor, tern coisa8 dlricel 
de compreender e acei­ 
tar!. A morte quando a­ 
contece, cunprindo uma 
lei natural e imutável. 
deixa o coração de quem 
l'ica, derramando lugl'i­ 
mas de sangm. 
Porque o João foi 
morrer justamente ago­ 
ra?. O desejo dele sem­ 
pre foi o de ser proprie­ 
tá rio de uma casa ... 
Quantos sacriflcios ele 
fez para ter uma casi­ 
nha humilde, mesmr, 
sem conforto. mas que 
fosse dele ... 
Queria, e, no final. 
ainda conseguiu deixar 
um teto pura os seus. O 
.J ofio cinba medo de mor 
rer, rleixando a familia 
ao desabrigo. Embora 
distante da cidade, a hu 
milde <'boupana do Joán 
é um ale lado de lraba 
lho e perseverança. 
Mas. quem somos 
nós para penetrar nos 
misterios insondaveis 
da morte?. Tudo aconte­ 
ceu porque linha que a­ 
contecer ... 
Nã0 queria diur na 
da. amigo; mas o João .. 
o João na verdade, foi 
assassinaclo. Covarcle· 
mente assassinado. Que 
a justiça recaia sobre o 
culpado. Uma traiçoeira 
pedrada de estilingue, a 
cubou com a vida ino­ 
cente do João de Barro. 
E agora, amigo, vo­ 
ce pnr caridade pegsria 
um filhotinho??? 
Bela Vista, 2 de Agos 
to de 1975. 
- 
limo. Sr. Flori Murano 
D.D. Presidente do Oire 
tório Municipal da ARENA 
Nesta 
Prezado Sr: 
Venho por intermé 
dio desta solicitar-lhe, em 
cu.ráter irrevogãvPI, a 
exclusão ele meu nome 
do Diretório Municipal da 
ARENA. Aproveito a o 
portunidade para reite 
rar os meus protestos de 
distinta consideração. 
Ivaldo Pereira 
l 
l 
»