FUNDADOH E DJl{ETOH RESPONSÁVEL - IVALDO l'EIIEIHA 
ANO V Redução, Oficinas e A<iministrnçüo 
Rua Duque cte Caxias S/N 
Bela Vista 1º de Agosto de_i_P_7_6 s_e_rr_1n_u_l'.l_1_·1_o_l_N_"_' _:.!_~_1 _ 
Clli D DO LEI O 
Senhor Redator 
" Cuusnndo estranheza em todos 
os setores da oploiilo pública, o critério 
adotado pela Trihuna da Fronteira, na 
seleção e divulgaçflo de noticias, espe­ 
cialmente as locais. 
É n1osmo lamentável, que acon­ 
tecimentos iul'.>ditoR, marcantes na vtda 
da cidade, como u visita do governador, 
o comicio na praça Castro Alves, a con 
quista da televisão e do interurl>aoo, a 
Inclusão de Eela Vista no Prodegran, a 
innuguração <la casa do Artesão, a cria 
çilo ela escola Artes e Ofícios. a compra 
dos, novos motores geradores de ener­ 
ia elétrica, a umpllaçilo àa rede, a no­ 
va urbaulzuçüo da cidade, oi! trulMlhos 
da BR-GO pela CER-3, os prêmios con­ 
quistados pelo 10% {C nas olimpíadas, e 
na urea civil por C,uaícho e Afonso Pi­ 
beiro, campeões nacionais do jogo do 
aço! a festa do Jubileu de Prata do Ro 
tary, as maravilhosas carreiras na can­ 
cha, a existência de 2 novas secadelras 
de arroz. moderna, bem instaladas, bem 
looalizadai, a inclusão de Bela Vista 
como Area turística, os resultadoR su­ 
PPendentes da Secretaria Municipal de 
i:.usmo, a morte de D. Doruliua illedt1i· 
os, e tantos outros fatos de reul signui­ 
hcacüo pura o povo tenham merncido !.lo • 
ijUtnártas. anêmicas e l"rlas '"ReportugP-m'· 
quando nüo intelrnmeute omitidos do no­ 
llciériol 
' Enquanto páginas e páginas so dedi- 
1 
Cndus a assun.os de quase nenhum iute­ 
esse _pura o povo, como complicadas ex- 
1 
Pos_1çoes de ntosofia grega, discurso <le 
P
0
hlicos que nunca pisaram aqui. c·tuta­ 
·1 
16 
entrevistas com reconhecidos aventurei 
{P9,% estéreis e inúteis fofocas sociais e po 
' llica, e assim por ctiante. . 
. Agora, a festa do auiversar:o da c1dt
1 
erá que o cronista J.I. no viu, as apla­ 
Udiúisslma,;; apresentaçõt-s ela casa cio ar­ 
}$São. do grupo de teatro, da escola_ Ar­ 
,t 1! Ofícios, do tradicional o querido_ elubc 
1 
e eaçu e pesca. dos cbarreteiros. 1.10 cus­ 
ellnho encantado da Zulmira, tão bem 
epresentados no desfile? E a vibrnntl' 
!%daria civil, er mesmo do sindicato 
{urul? E o povo na rua? E as prt>senÇU!, 
no Palanque? E a missa campal? 8 ° 
culto cantado na Igreja Ratista? 
Sera que não siio destaques, na,1 me 
eeem sequer uma rererência, o f.bulo­ 
o trabalho de Corumila Loureiro, Gou- 
ASFALTO 
zaga, Rosita Gomes, Gilca Lino, Anu Artezüo, Escola de Artes e Ofícios, Am- 
Maria Vasconcelos, Joslno Pinheiro, pllaçã,, da Rede, Grupos Geradores, os 
Pompillo Pedra. Ary i1endes, Leda Ma- premios Conquistados pelo I0? RC (cara 
rlna, Zenobia Ocampos, 1ª Escola de Co- Le Mar publicamos meia página a resJ.,eito} 
mércio? E a l'anfurra, JJ? 	a Festa clu Jubileu de Prata do H.otary 
A Escola Artes e Oftclos, a Casa do (está sendo Impresso, em OFF-SE'I'T um 
. rtesão, o Casteliho Encantado, o gru- boletim especial). enfim, acompanhamos 
po, .(l.e Teatro representam novas fas- passo a passo as conquistas belavisten- 
cinante~ perspectivas para a realidade ses; quanto aos assunt0s de quase nen- 
de Bela Vista. 	hum iutere,;se, ex: filosofia grega (agrade· 
A cavalaria civil, o Clube de caça cernas a colabornção <10 Prof. Stumf) 
e pesca, upresPntuçilo do Gonzaga. us voçe não acha que nesta época de bru- 
singelos charrcLeiros, a escola de Comér- to materialismo um pc;uco <l~ Platão e 
cio, só enriquecem essa rt1ali:lade. Socrates ajudam a minimizar as 
O povo viu, vibrou, aplaudiu. A TV. agruras de pensamentos bestiais? Con- 
Morena, expontaneamente filmou e dlvul- corda mos plena?:Uente com a distinta 
gou para todo estado. JJ porem, engas- leitora, a critica deve e precisa existir 
gou, se estava ua rua P não viu, foi o mas deve existir tambem u compreensão " 
unico .. Se viu e nil o ligou; aincta é tém- de determinados [atos que • só podem 
po de trocar as pilhas. 'A critica deve sr conhecidos vistos pelo prisma de um 
e precisa existir", não é Sr. Redator? jornal .. íoteriorano. . 
Aqui vai a minha, com u seguinte o As publicações de matérias de po- 
sugestilo: ais fatos e menos '.adjetivos. liticos_ que nunca pisaram aqui, é reflexo- 
• Le Mar. 	.- do-á"l.cance da TRIBUNA: eles não conhe- 
cem Bela Vista, mas conher:em a 'TRIBU­ 
NA,quanto a estéreis fofocas sociais, saiba cara Le 
llar "é a coluna mais lida do jornal (sic). Nova.< 
e radiantes perspectivas, ão as oferecidas pela Til! 
BUNA que de "humilde semanario impresso em 
outras cidades, vive hoje momentos otimistas pois 
adquirimos mais uma maquioa para fazer um jornal 
tamanho STANDARD (atulamente é Tabloide) Fi­ 
nalizando gostariamos imensamente que a ioteligen 
te e interessada leitora. ,·oltasse a escrever pois car 
tas como a suo, motivam-nos e nos dão novo alento 
para fazer um jornal melhor e menos esr.éril· 
Em tempo: O nosso enviado ao desfile jota 
jota que por sinal é um dos poucos Colaboradores 
se encarregará de responder à leitoro. 
Nota da Redação: Primeiramente, 
nosso muitu obrif!ado curis.;ima Le Mar. 
Obdgudo por que lia muito tempo 
perliumos a partiripai,:ào do leitor na con­ 
i'ecçilo rio jornal. ...,orno ú cl~ seu conhe­ 
cimento: •·o jol'Ual, :rn sociedade. é como 
a semente, no seio Ju terra. Para cres­ 
Ct:H' e se deseuvolverem. urnbc;s precisam 
cio bom iufluxo cio meio. Como a terra 
estéril gera pla11tas ruquittcas, a opinião 
pú!Jlica amorfa faz j:::rnc.is lambem ra­ 
quiticos e pobres. A boa planta e o bom 
jornal somente prospernm em ambiente 
acolhedor. Por isso que a Inglaterra se 
tornou o pais da melhor imprensa do 
mundo. Os ingleses são grandes ledores 
de jornais pelo alto grau de politização 
que alcançan,m. E ailo se Li:!!ltam a le.-los. 
Atuam vivamente sobre eles, con­ 
cordundo ou divergiaJo do que publicam 
corno revelam as· (amosas cartas dos 
Leitores. sem iguais em pHrte alguma. 
Quunto ao nasso critério na seleção 
de noticias, o mesmo ó motivado pelo 
interesse riu!. que pnd11ri,11n colaborar 
com r1 recln.çilo. ,- prezada !E:itora, talvez, 
não esteja acompunh1>nclfl o dia a dia da 
Tribuna; todas as materius citadas (Visi­ 
ta do Governador mereceu edição Espe­ 
cial) Comicio da Praça Costro .lves, Te­ 
tevlsiil> ln1e1·urbano, Prudegran, Cu.Na do 
BAREM LIBERA 
VERBA 
Exmo. Sr. 
Deputado Ubaldo Barem 
Senhor Deputado. 
Terminada a avaliação. por parte dos órgãos 
técnicos do Ministério da Saúde, dos diversos pe 
didos de auxilio financeira pela Dotaçào Global 
de 1976 fc.itos por diversas entidades, nprazime 
comunicnr que entre as- conlempladns figurnm a 
Arsociação Aquidauanense de assistencia Hospi­ 
lAiar, de Aquidauana e a Beneficência Hospital 
de Bela Vista Estado de MT, recomendadas par 
y, Era. e que foram beneficiadas com CrS 
50,000,00 e Crs 100.000.00 respectivamente. 
Cordialmente. 
Paulo de Almeida Machado. 
ELI VISTI 
FIEM - CONCEDER O EMPRESTIMO PARA I ARRIANEC'D

Mato Groro 
I«ela Vira 01/w4/76 
Crônica 
MEDO OUTRD VEZ_ 
Altevu Alencar 
gas". E soltou os hrndl­ 
thos do rapaz, o qual 
desceu pior do que um 
foguete em direção a 
terra ... 
 
 
1 
 
 
Depo!H que Inventa­ 
rum bala e SPC nüo exis­ 
tem mulR vulentell nem 
velhacos. Esta blHlórla 
vem de longe. Nilo é de 
hoje que o "homem u­ 
piens' e deslancha ante 
o perigo. O homem prl­ 
mnitivo adoravu o sol, 
u lua, o trovão, a chu­ 
va. Nilo vio pensnr qu 
era por amor, que nílo 
era. nüo. Era com medo 
de ser devorado por eles. 
O medo é latente, 
vive dentro do homem. 
E o que é pior: não 
dorme. O homem tem 
medo até sonhando. os­ 
su clvilizuçüo conserva 
bem ollloo este sentimen­ 
to. O comerciante, uco­ 
vurdado "a priori" ao 
abrir uma lvju. põe logo 
nela o nome de "Casa 
Santa Tereslnha" "Loja 
Nossa Senhora Apareci 
da" "Hotel Sílu Paulo" 
''Merceariu Suo 'ebas­ 
llílo'' "Armuzem úo ,Jo­ 
sé", Tamnbem uüo é 
por devoção, em amor. 
Multo menos por fé. 
É, pura e simples-· 
mente, com medo dl'I a· 
brir falencia, de quebrar 
a cara logo de • se.ida 
Assim, plantra que 
só ele, apela para os 
santos, nu espernn('U 
de que eles. lá no Reino 
Celeste, inlerceclu junto 
a Deus o sentido de 
livrar o guabiruzinho 
terre tre de um [racas,rn 
nos negoci0s, geralmente 
fraudulentos e algumas 
vezes, desonestissimos. 
Não fuuclcna este 
macete. Basta olhar um 
pouquinho adiante. Nun­ 
cu se viu (eu pelo meno» 
nunca vi) Bancos com 
nomes de santos: Bano 
Santa Rita. Banco Nossa 
Senhora do Bom Parto, 
Banco Silo Benedito, etc. 
E ,, coisa mais difí­ 
cil do mundo é um ban­ 
co quebrar. Pelo Contrá­ 
rio bancos tlim (>, que­ 
brado negros por ai. 
Está visto que os 
santos nn.o got1tam mul­ 
to de bajuladores, puxa­ 
suco11, vlvnldinos. 
Quer ver uma coisa? 
A mulher medrosa foz 
seu "serviçinho" e fica 
grávida. Com medo de 
morrer de parto (antes 
de estar barriguda não 
pensou nesta hipótese) 
faz logo uma proemssu 
com nossa enhora ou 
São José pura, se ludo 
correr bem, por na crl­ 
ança, se for menina o 
nome de Maria, se for 
menino, José. Está aí a 
Inflação de ~la rias e J o- 
és. Depois de nascida 
a ct·iançu, tudc normal 
ressurge a vaidade hiuma 
nu. E ai acrescentam 
rouis uw nome que nllo 
ePla va previstri no con­ 
lrnto unilateral da "pro­ 
me'i a·•. Assim, para fi­ 
car até mais sofisticado 
dar mais charminbo ao 
sé de Rlbamar é multo 
Milagroso. Em Pernam­ 
buco todo mundo é Se­ 
verino dos Ramos, por 
causa de So Severino. 
Por causa de Silo Fran­ 
cisco de canlndé. no Ce­ 
ará todo mundo we cha- 
ma Francisco. 'Trata-se 
de uma apelaçilo manja­ 
da. Mania de fazer dos 
santos escudos contra 
as determinações do 
Destino. 
sabe-se que dois são 
Francisco: de Aseis e 
das Chagas. Ambos ca­ 
nonizados. no tempo da 
vuca g()rda, pelo vatica­ 
no não sei se algum de­ 
le (ou mesmo os dois) 
foi cassado, mas eel que 
ambos, no curso lia his­ 
tória da hum a nlàade, es 
tão mu1uamenle distan­ 
ciados no tempo e no 
espaço. 
Contam a seguinte 
piada: 
Um paraquedista 
saltou da aeronave(nalu 
rnlmente em voo, porc;,ue 
se ele estivesse no chão 
e parada, eu, sem ser 
paraquedl ta, t_ambém 
saltava, tranüilo). "Por azar seu 
por um clefrito qualquer, o 
paraquedas não abriu. E 
lá vem o homem numa 
velocidade vertiginosa. 
igual a um foguete em 
direção á terra. O fre­ 
i:uês vinhn vivinho <ln silva. 
Super-apavorado, vendo 
o chão se aproximar í­ 
nexoravelmente, gritou. 
V ALEi-ilE, ilEU AO 
FRACI CO! 
1isto aparece uma 
mão uo espaço que o 
segura pelo fundo das 
calças parando-o aprup·, 
lamente. Uma voz(com 
certeza do dono da ben 
dita mão) pergunta: 
"Qual FRANCISCO? o 
das CHAGAS ou o de 
AS, IS? 
Pensou um pouco e 
Jasco11: de ASSUlllllS!!! 
A voz exclamou 
"Desculpe-me, meu lilho 
mas eu sou O das cba- 
1RIM MI [IR! 
Fundado em 25 / 02172 
Redator -Chefe - Jvaldo /)mira 
Nesta situação, se 
chegar a falir pelo me­ 
lJOS terâ o lenitivo de 
dizer que nem os santos 
o ajudaram na emprei­ 
tala, nssim como se 
autos cio céu fosse ad­ 
vogado de ladrão, isto é 
ignorancia concentradu 
pimpolho surgem os monstren­ 
gos sempre cheios de W Y 
de propuroxílonos e no­ 
mes de pessoas mundi­ 
almente notaveis: Katia 
Maria, Keyla Maria, 
ilarlu· Jaqueline, ônia 
illaria . cyntia Maria ... 
José erglo, Alvaro Jo­ 
sé, José Kennedy (Va­ 
lllll-me Deus). 
No Maranhão todo 
mundo se chama José de 
Ribamar, porque são J o 
"As opiniões emitidas nos artigcR assinado~ não 
representam 
O 
ponto de vista do jornal, podendo até _ Jer 
contrárias a este. As opiniões do Jornal, acham-e xpresas 
nos Editorais e nos comentários não assinados 
TRIUU , DA FHONTEIHA é uma publicação da Empresa 
Gráfica Tribun11 da fronteira. 
m. Mf. Ol.201lfl,llCl1·1D 
Dela 
Assinatura 
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!Joia VIH ta Mt, 01.08.76 
Política e Governo 
Vil TER DE CASTRO: ESTÃO CO ME 
DO CONTITO OM ElEIT •· R 
"A atltudo tomada 
pela direção do Ipemat, 
contraria toda a filosofia 
da assltênclo previden­ 
iria do Governo, que 
tem o homem como ob­ 
jeUvo máximo", afirmou 
o módico e deputado 
Walter de Car.tro, refe­ 
rindo-se a ordem que o 
proibe de dar consultas 
gratuitas no Ambulató­ 
rio do Insllluto, conside­ 
rnntlo que "é reflexo 
do medo de um coutato 
mllis <llrelo com os elei­ 
tores". 
O deputndo fez uin- 
da uma série de afirilla­ 
çõe como "nlo custava 
nada 110 lnRlituto; foi 
uma alllude puramente 
pollUca; Isso mais me 
anima a entrar nu luta 
e agora, mais do que 
nunca' a proibição veio 
reforçar miuha posição 
como virtual candidato 
A Prefeitura de Campo 
Grande". 
IPEMAT • 
Ressalta o deputa­ 
do. e presilenle da Co­ 
missão de Saude da Câ.- 
mara Federal, que sem­ 
pro obteve em Campo 
Grande o apolo do agen­ 
te e dos médicos do lpe­ 
mat, e que ele (o agen­ 
te) está simplesmente 
cumprindo ordens, e "es­ 
tarla errado ilO não o 
fizesse". 
Por ouko lado a­ 
crescenta que "essa ati­ 
tude multo mo chocou 
como prnfissionnl, mes­ 
mo por .'ue não existe 
qualquer interesse finan­ 
colro, & não custa nada 
ao lnsfüuto a nilo ser 
algumas folhas de recei­ 
tuário. O lpemaé, em 
si, funciona muito bem 
e eu só tenho elogios. 
Mas é preciso notar 
que quando atendia lá 
é porque o ambulatório 
estava disponivel, e che­ 
gava até mesmo a aju­ 
dar o lpemat atendendo 
seus seguradoR, quando 
os clientes recoriam a 
mim. 
É muita colncidôn­ 
cia que essa proibição 
venba exatamente ago­ 
ra que está praticamen­ 
te acertaàa a minha can- 
dldatum à Prefeitura 
MEDO 
Adianta Walter ele 
Castro que a atitude to­ 
maaa pelo Ipemat rea­ 
flrma sun. posição como 
c:rndldato ao executivo 
local, "e me dispõe alado 
mais a entrar na Juta", 
Em suas afirmações 
acrescenta que mesmo 
ates de se tornar polí­ 
tico já fazia esse tipo de 
atendimento, e não seria 
ugoru que deixaria de 
tze-lo. 
. A proibiç!l o do Ipe­ 
mat é, segundo o depu­ 
tado-médico e candidato 
"refléxo de um certo 
medo, já que ali realizo 
umn contato mois direto 
com possiveis eleitores 
quo poderão ficar gratoR 
e depois votar em mim 
ou na minha legenda". 
Deixando bem claro 
sua posição diz que só 
o Executivo municipal 
pode realizar um traba­ 
lho mais concreto junto 
u. saurle públictt, já que 
principalmente a assis­ 
têncin do emergeocla 
está a cargo do muuicí· 
pio. Além desse ponto 
sua plataforma e,;tú ar;­ 
sentada sobre proble­ 
mas de saneamentos, 
urbanização, transportes 
urbano e educação. 
Quanto aos atendi­ 
mentos que realiza, é 
taxativo: 
Vou coutiuuui- <lttndo 
consulta eja na unta 
Casa· ou no PAM (Pronto 
Atendimento Médico) que 
apesar de ser uma en­ 
tidade particular, os mé­ 
dicos der1sa casa colo­ 
cara-na à minha dispo­ 
sição. 
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donos (Diretores'?) te jor­ 
nas tem um pouco de ' 
sabios e de loucos. A 
porcentagem eu ão 
t-d ... 
. Após um curto deRcauRo, proporcionado 
pela Direçào, voltamos u labuta semanal de infor­ 
mat· o loltor 11 retlpello doR uconteclmenloH - prrn­ 
clpalnlllnle políticos - da Princesu do Apa e da 
relo. Estamos em plena fase eleitoral, com os 
candidatos já escolhidos e planejando as 'Investi­ 
das visando o pleito de novembro próximo 
wc o 
Com respeito u Jardim, a novidade maior 
é a oriaçil.o do Correio Jurdlnense já nas bancus - 
tombem dirigido pelo Joruallstu Jvnldo_ Pereira. 
Ao novos colegas da equipe de Redaçao, os vo­ 
tos de suces1:10 do E, Pois é. 
Eull'e nós o dr. Flori ilura.no, :)l'eB. do 
Diretório do. Arena, que esteve em ão Puulo cu!-· 
dando de assuntos parliP.ulo.res. Com a volta do 
(comundante) a uu poderá navegar cum força 
total. 
~ -)!l(l 
E falando no Dlrfltórlo, paro bentzamos o 
sr. Marlo Batlllanl, pela retldü.o e equilibrlo_, na 
substituição do presi lente. O ponderado poht!co 
exerceu com brilho suas funções. 
!>,:;ó)!l('-,>-<) 
O sr. Nlvuldo de Barros, atual secretório 
do Diretório, informou que a Arene. deverá vencer 
o próximo pleito municipal. A afirmação otimista do e 
crelúrlo lambem cunrlirlato a um cadeira no Legis 
lnllvo, ~ normal. pois, (; da praxe política não 
cantar derrotas. 
l 
l 
 
l 
' 
1 
1 
1 
Esta :rnlle eu R'l­ 
ulwl. Sonhei que anda­ 
va em calça<.1a1-1, vi'l u­ 
ma rede,_ de esgoto, ro­ 
dava com meu fui-cu des­ 
gusludo por largus aveni­ 
dus asfulladutl, viu jar­ 
dins lmeusos. viu um 
comércio <1l11âmlco
1 iu­ 
dústri&s, viu também a 
TF 1mlndo dló.1fameute, ui 
então eu ucorclel. .. que 
decepção meu Deus. .., 
(Com as ultimas noticias do E 
xeeutivo parece q/ o sonho vai 
"e tornar rcalitlndc). 
X·Xi 
É, estou bastante 
pessimista. Pudera. Na 
edição comemorativa a 
aniversário ,111 cidade 
Publicamos Duns (é isto 
mesmo Duas) propaga 
das do comércio belavis­ 
tense. E, a Oireç:1o da 
Tribuna • ainda vui J.in· 
çar o jornal em forma 
to maior u partir de A· 
gosto. Eta pessoal Oti­ 
mista ...Gozado: a gen­ 
te convera com o Di­ 
retor (dono?) e ele diz 
tilcho e sapato de quem 
não acredita em Br.la 
Vista e m, região ... 
mesmo faturando pouco 
mvito pouco, com pro­ 
pagandas na cidade. E 
de Theoboldo Amaral 
Lavagem • Lubrificação - Troca de Óleo 
Borracharia - Balanccamt'nlo clt~ Hoda:­ 
Rua Conde de Porto Alegre s/n 
Bela Vista 	ilato Gros:-o 
l 
l 
•  
·--------------------- 
Compra de Madeira 
Bruta, Venda de 
m,adcira Serrada 
Antonio J oüo • ilt 
De Antonio Remo Penzo 
Para o bem da eco­ 
munida:le, achamos que 
é de extrema urgencIa 
o despertar de novo 
Jídt:>re,i politlcuR 110 lllU· 
nicipin. JNI o irnpol't.111- 
te é H.tnovar. fa;ta ni­ 
nova;ão deve começr 
pela Camura Municipn. 
O Secretario do )ire­ 
tório da Arena, Nivaldo 
de 1·3a rroB, é e!Pmento 
importantíssimno na cn 
juntura. 
Cena belavlstonse 
(Um bate papo) 
- A Arena e,;tCt pl • • 
cisando de roos ele­ 
mentos. O peRsodl cri­ 
tica. critica e ua hora. 
de p,1rlicipar, todo o 
mundo foge para 0 
»0fazeres particulares». 
- É. a poliliea en; 
Bela Vista est~ p:,,·ece11 
do os uatigos trens da 
NO. Precisn de loc •• 
motivas novas e moer 
na p» que possa tran;-l 
tar em ritmo de século 
XX. A NO fez as e­ 
formas. E a Arena de 
Bela Vista? 
Candidato, 
Foi um .. traballlüo'' 
con:,egulr canuL!atos 
taut,> pelo :IIJli comrJ 
pela Arena. pois o po­ 
vão da terra auJH mdo 
"descreute" com a po 
lítica. 
Roa idéia 
A de lançar a can· 
didn lura do Afonso Ui­ 
lon Nunes Leite à ree­ 
leição, o moço cres­ 
ce na política e despon­ 
ta como uma das "ra­ 
ras revelações nos últi 
mos tempos". 
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Quem foi à MIRi,H:l 
l)omlngo J>11Hsado ouviu 
o recado, e que recado. 
de 8. Paulo ao1:1 antigos 
moradores de Éfeso: 
O- 
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J-t- 
·ri­ 
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Di­ 
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ll,·la Viua OI/OU17l1 
Crônica 
o CINTO DO VIGIIRIO 
"Vivam dt• uma mau .. i­ 
ru digna ela vocação a 
que rorum chamados" 
Disse outraK colM!'.! 
tambem: que 11 gente de- 
ve ser humilde, ser hom 
para 08 outro1-, evitar 
rorccas, c1 iara uuião etc. 
Mas nem precisava. 
Já tinha dito tudo. 
Viver de uma rna­ 
netra digna da vocação a 
que foram ch:.unaelos, é 
verdadeiro prngramu de 
vida pura qualquer crls- 
INDICIDOR P OFI 
DR. JOBCYR M. MOREIRll 
Médico - Veterinário 
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tão. E um programa :nni­ 
to exigente, diga-se de 
passagem. Porque é vi­ 
ver como Batizado. Quer 
dizer, viver como filho 
de Deus como um tem­ 
plo do Espírito Santo, 
como um herdeiro do 
Céu. 
"Noblesse oblige" 
dizia lá um francês. A 
nobrn1.a Impõe obrlf.Ft· 
ções. E quem é mais 
nobre do que um fllho 
de Deus. E esse é você. 
Você que foi Batiza­ 
do. Pense nisso só um 
pouquinho. 
Porisso não faz sen­ 
tido a turma dos não-pra­ 
ticantes. Aqueles que 
foram Batizados, mas 
vivem à margem do seu 
batismo. 'ão o vivem. 
O Papa Paulo VI 
du,,s VC'zes coloca o. 
oão-pralicaates junto 
com os ateus f iacrédu­ 
los, como necessitados 
de evangeHzaçáo. Reli­ 
giosa mente falando. es- 
8a espécie de Cristão 
não está multo bem a­ 
companhado ... 
Porisso o Papa in­ 
siste tanto no testemunho 
de vida. "Para a Igreja 
diz de, o testemunho de 
uma vida autenticamente 
cristii, entregue nas mãos 
de Deus e dedicada ao 
próximo e o primeiro 
meio de evangelização". 
E cita o que já dis­ 
sera anteR ao Conselho 
dos Leigos: "O homem 
contemporâneo escuta 
com melhor boa vont3de 
as testemunhas do que 
os mestres. Ou então, se 
escuta os mestres, é 
porque são testemunhas. 
Taí, vamos pensar 
a1sso um pouco? 
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ando na ••Tribuna 
da Fronteira" 
EDIR LUCIANO 
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Ao V Bela Vista- MT.- 01/08/76-- " 221 
MEU 
DO 
u 
ao 
(Carta recebida polo 
Vasconcelos) 
l•olgo de largada, ª.º tomar conheri­ 
mento de seu trabalho 1uulo av Dr. Ru­ 
ben de Castro Pinto. 
1i·ata-se, meu caro professor, de um 
patrimônio moral desta terra. Homem 
companheiro de meu pai nas lias sé­ 
ria
8 desta torra. Bandeirante implanta­ 
Çilo da cultura na área pollticu. 
Implautaçüo da fidalguia. Da erie 
d ade no trbulho e na condução da 
coii::n publicu . 
. fio sei se parabeulzo você por estar 
colborando com ESSE HOMO ou se 
u ele por contar com você outro du 
cepa dele, O certo é que devo cumpri­ 
mentar a minha namorada Bela Vietu, 
eiu tem na condução da soluç!l.o dos 
JJl'Oblemns, um cidadão que respeita a 
ética administrativa que é meu eminen­ 
le amigo Dr. Ruben Castro Pinto. 
Quanto a nostia academia, creio 
eu. que a maior aocuçil.o que ouvi dela 
foi o &ileucló a meu respeito. Há no en 
tretanto um brocardo latino. vetusto. 
porem, ntual paro o .. meu caso. '"Qul 
tucet concensus datur que no bom cu 
bralino vem a ser "quem cala dá seu 
consentimento... e por ai vou amamen 
laudo minha esperaçu de poder vir a 
ser um imortal jé QUI! o meu enfarto 
nil.o me derribou. 
Quanto mioba candidatura, ja 
não mais me pêrtence... Tomttram-na. 
Esta no meio da ra nos bairros nas 
casas humildes, na boca do povo. Ele, 
o grande julgador sabera, por esperada 
Inspiração divina. dar-!be bom destino. 
Abraço-o com afeto. . _, 
O amigo e admirador, Em 16/6/76 
dr. Glordano Neto 
 
Prof. Barros 
Preço deste 
Exemplar 
Cr$ 2.00 
RECADO 
P O V 
1 
mente 18.000 m2 de asfalto em nossa 1 
cidade. 
fü;tivt' outra vez. na Capital do nos­ 
so Estado, na vestuta Cutala. 'Trago de 
lá algumas noticias que considero boi 
e esperançosas para nossa Hela Vista. 
Ei-Jas:- 
1)- SAAE: ( ervlço Autouomo de Agua 
e Esgoto) Como é do conhecimento de 
todos, existia um convênio, Iirmado em 
1.968, entre a Prefeitura e o SESP. (Ser­ 
viço Especial de Saude Pública), com 
firinnclamento pelo Bírd com duração de 
20 anos, o que perduraria té o o no de 
1 9! Era o Unico Municipio Matogros­ 
sense que estava vinculado ao SESP, 
com Cláusulas inalluveie e intransferi­ 
veis, o que oos impediria até t.9H8, de 
ampliar a rede de agua e de efetuar ou­ 
tros emprendimentos correlale>s como re­ 
de de e golos e galeria de aguas plu­ 
viais serviços estes hoje afeto ao B. .H 
Desde que assumi Aslo Prefoltcra; 
que hei ln tstido com o Governo do Es­ 
tudo para que este contrato fosse truus­ 
ferido para o R .. H., com a _finalidade 
exclusiva de Rela Vista entrar para o 
Pltlnasa, com o direito de obter financia­ 
rnento para a construção de rede de es­ 
aotos e galerih re aguas pluvt'lJS. 
"' Quando da in t.nlnção do Governo 
nesta cidade, em 18-02, o Prefeito solici­ 
tava, novamente por escrito, ao Exm . 
'r. Ór. GovP.rnador, a inclusão mgeule do 
Bela Vista, no GANEMAT, afim de con- 
eguir verba no B. 
1
.H. pura o eu anea­ 
mento. 
Agora, tivemos que do nos-o tra- 
balho e da no/sa insistência resultaram 
frutos ,itos positivos. 
O 13.N.H. segundo oficio do seu Pre­ 
~iuente Dr. ilauricio chemum, acaba de 
enca rnpar esst> convenio. responsabili­ 
zundo-se pelos seus compromissos com o 
BIRD (Banco lnteramericano de Desen­ 
volvimento). 
A sim, varos obter, dentre em pou­ 
co. os beneficios do B., .H através do 
Planassa e do anemat. 
A Prefeitura ja tem agora condições 
de fazer o seu plano de extensão de re­ 
de de agua e de construção de rede de 
esgoto e galeria de aguas pluviais, para 
o exeroicio vindouro. 
Reputo a maior vitoria da nossa 
administracão, no etor anea mento. 
2)- Asfalto:- 
Solicitamos e fomos atendidos. 
O Gov. do Estado, através do Fadem, 
vai nos conceder um empréstimo de CrS 
1.000.000,00 para o inicio da pavimenta 
çil.o asfaltica do nossa. cidade. É bem 
possivel que esta verba ainda seja libe 
rada e11te ano. Então, faremos inicial 
3)- 'sina de Calcáreo- 
Pleiteamos e foi colocado em 
estudos pela Secretaria de Comércio e 
Jnrlúslrla a implantuçao de uma usina 
de calcá.reo uu região das chamadas 
Cuieirns. Dentro de poucos dias, virá à 
nossa cidade um geologo da Matemat a­ 
valiar o potencial qualitativo e quantita 
tivo de jazida, para calcular a viabili­ 
dadA economica do futuro proje to. En­ 
tão, o Gov. do Est. coo truirú, em nosso 
munlclplo, uma Usina de calcáreo, para 
explornção imediata. 
4)- Ampliação da Rede Elétrica: 
Já está em mãos do Pres. da 
Cemat, dr. Carmelito Torres, para sut 
uprovação e sua decls;lo, o proJeto da 
nos!la prefeitura que diz respeito a ex­ 
tenão da rede elétrica, para os rnbur- , •. 
bios de ,ntorio João, Vila ova, Nb1i- ' 
ron. Talvez dentro de poucos dí&H, lere- 
mos o inicio desses trabalhcs. 
5)- Dermat - EE,tradas Vic!nais:- 
0 dr. Carlos aldnnha, Diretor 
da Dermat. coloccu à nc,saa dft;poslçáo, 
durante 30 diu.s, um equipamento com­ 
posto de 2 r>atrola, 3 caminhões bascu· 
lantes, uma carregarleira e possivelmen­ 
meote um Trator, para ser usado de a­ 
cordo com o DOS o critério. Esse ma­ 
quinário deverá chegar aqui, na próxi­ 
ma semana. 
6)- Plan" Escolar Pró-iIunicipio;­ 
omente 20 municípios '.1atogros 
senses foram incluído neete plano. 
Com duração de 4 anos consecu­ 
ti.vos, o Estado dará uma ajuda finan­ 
ceira para amplíação de salas de aulas 
e aquisição de material permaneo!e. 
Em Ago to, será assinado o res 
peclivo convênio entre a ecretaria de 
Ed. e Cultura do Estado e a nossa Pre 
feitura. 
7)- Telefone Iaterurbano:­ 
Eslivemos na Telemat. O eqni 
pamento destinado a Rela Vista já se 
encontra em Cuiabá. Deverá vir para 
Bela Vista, durante o mes de Agosto. 
quando se dará a instalação do telefone 
interurbano, segundo informaçiio do Di 
retor da Telemal • 
Estes são os resulttdos da nos 
recente viagem a Cuiabá. 
Até Breve. 
Bela Visla-MT. 30 de Julho de 1876. 
Dr. Ruben Alberto A- de Castro Pinto 
Prefeitc Municipal. 
1 
 1 
1,--------------------------------. 
 
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