ES 
:.... H edição especial de 20 de Julho já está sendo impressa 
nas oficinas do JOrnal da Manha em Campo Grande. Antecipadamente, 
as pesssoas que colaboraram conosco, com mensagens, propaganda ect. 
Especialmente, agradecemos os senhores João itor Vaz Guimarães, 'Tibiriçá Loureiro e Do. 
na Araci Mendes Gonçalves. que alémde Eeportgens deram a sua colaboração "extra", Nossos agradecimentos, 
A direção 
em "off-sott" 
agradecemos 
' 
j
'{ 
l B u N a D 1 1 1 
° Fundador: I valdo Pereira Ano VI N.o 256 17/7/77 Bela Vista 
1 
Mato Grosso 
a 
-s 
CDSTRO P N 
EM JDRDI 
O prefeito de nossa cidade, Ruben 
de Castro Pinto, na reunião realizada 
dia 10 PP, em Jardim, com a finalidade 
de ser debatida a feliz idéia da criação 
1111 Associação doa Prefeitos do Sudoeste 
teve brilhante participação na mesma, 
Escolhido para presidir os trabalhos, o 
prefeito Castro Pinto disse ter acatado 
com muita honra o seu nome para a 
presidencia de tão importante aconteci­ 
mento e a iniciativa dos colegas do Su­ 
doeste permitirá vencer desafios· que se 
apresentarem e em conclições de chegar 
mos nté mesmo ao Presidente da Repú- 
bliea, pois criada a Associação, lutaremos 
pelos interesses de uma grande e produ 
tiva região. Enfocando o trabalho do pre- 
.j 
·U 
1 
'1 A partir de agosto, a Tribuna da Fron-. 
1 teira circulará com novo aspecto gráfi­ 
co-editorial. Atendendo as diversas con, 
·' tigência do momento, e dando continui­ 
dade a sua filosofia empresarial, a edi­ 
tora do jornal (ORJIVAPE) colocará no 
., mercado um "jornal diferente". Novos 
l
i mercado~ se nbriram para a Tribuna, A­ 
, quidauaua e Ponta Porã com a nomeu­ 
ção de correspondentes representantes e 
aumento das propagandas destas cidades 
neste orgão fronteiriço fizeram com que 
a direção acelerasse, os seus planos e,di­ 
torais. Aguardem a Nova Tribuna . . . • 
feito de Jardim Fernando de Freitas, pa.­ 
rabenizou o povo Jardlnense que em 
curto prazo alcançou admirável cres­ 
mento. Disse ainda: sinto-me feliz em 
parabenizar Jardim, pois este jovem mu­ 
nicipio passou a distrito com a minha 
presença na Câmara Mun. de Bela Vista 1 
e a munlcipio com o meu assentimPnto co­ 
mo Deputado Estadual. Resumindo o pre­ 
feito de Bela Vista destacou-se na reunião 
e o nosso colega O Pantaneiro, de Aqui­ 
dauana publicou na foto de nosso pre­ 
feito a Legenda: Castro Pinto, Prefeito 
de Bela Vista mereceu de todos, o res­ 
peito pela sua Tarimba na vida Pública 
desta região. 
POLI 
T 
O senhor José Loureiro, Delégado de 
Policia de Bela Vista, solicitou, e j'1 foi 
atendido, reforços policiais ao Destaca­ 
mento de Ponta Porã . A medida, segun­ 
do o delegado, "deriva do intenso movi­ 
mento que assolará Bela Vista por oca­ 
sião dos festejos comemorativos ao ani­ 
versArio da cidade e Torneio do Laço. 
Falando em Delegacia de Policia, a de 
Bela Vista está sendo muito bem dirigi· 
da pelo atual delegado, que tomou inú­ 
meras providências para sanar proble­ 
mas que exigiam atitudes enérgicas. A 
melhor prova disso, é a 8firmação geral: 
Bela Vista é um lugar tranquilo. 
( 
DER 
, 
HISTORIA 
PLR 
D EDICÃO .. 
APENAS ... 
600,00 
É uma coisa nossa... uma ediçêo para • 
ser mostrada aos netos, bisnetos, etc ... 
su 
Crescimento do 
Bradesco 
O lucro do Banco Hra­ 
silero de Descontos atinu­ 
giu CrS 1 bilhão 325 mi­ 
lhões no primeiro semes­ 
tre, com crescimento de 
15,31%/ sobre o registra­ 
do no segundo semestre 
do ano passado. que foi 
de CrS 1 bilhão 149 mi­ 
Ihões. Este lucro signifi­ 
cou uma remuneração 
de 27,48%/ sobre o capital. 
reservas e fundos, atual­ 
mente CrS 4 bilhões 820.8 
milhões. Os depósitos do 
Bradesco aumentaram 
13,65% alcançando UrS 
25 bilhões 143,9 milhões 
sendo que os depósitos à 
vista evoluiram 12,29%/, 
somando Cr$ 23 bilhões 
906.2 milhões e os pra­ 
zos cresceram 48,54%/, a­ 
tingindo CrS 1 bílhão 
237,7 milhões. A previ­ 
são do· Banco Central 
para o crescimento dob 
depósitos no primeiro se­ 
mestre era de 10,1%. 
ESERV. • • 
E 
A NETO 
BELA IST 
O, governador do Estado, engenheiro 
José Garcia Neto, coofirmou sua presen­ 
ça em nossa cidade, no próximo dia 20 
participando das festividades inerentes 
ao 59º aniversário de emancipação políti­ 
ca do município. O prefeito Buben de Cas­ 
tro Pinto disse que 'inúmeras personalida 
des estarão presentes ao evento, nuua pro 
va cabal da importância de Bela Vista 
no cenário político estadual". Além das 
lestas comemorativas ao anlversfuio da. 
cidade, Bela Vista apresentarâ o 1º Cam­ 
peonato de Laço, com a participação de 
5 Estados. O senhor Governador; sent'irá 
a pujança e a fibra da gente belavistense, 
e na oportunidade, poderá· prestar infor­ 
mações a respeito da linha de extensão 
de energia elétrica de .Ponta Porã a Bela 
Vista. E um assunto muito debatido última 
mente a oportunidade deverá ser aprovei 
tada pelos nossos políticos. 
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I

Beln Vita • Mt 
BELI VI S1 D 
Ainda um pouco pérolas esparso5... 
' 
A Espanha, em primeiro lugar, cnbo a 
glórill dos prlmolt·o11 povoadora, do ter­ 
ritórfo Sul do Mnto Grosso, resumindo­ 
se, porém, osta glória, unicamente, na fun­ 
dço da colonia de Marcajú, om 1538, 
cima do Salto das Sete Quedas, a um 
légun mais ou menos desta e da murem 
dlrt>ita do rio Paraná, dndo que Xerez, 
à margem osquorda do Rio Miranda, te­ 
ve vida e[mera. D. Joo de Guaraí, em 
1570, porcorrondo as planícies do alto du 
erra, quo chnmon do Planícies do Iua­ 
toml nndn conntruiu em nosso território. 
Os jesuitnas, com ua capital em San, 
to Inelo Mator, ltuados nas vertentes 
do 'Teblcurl. afluente do rio Paraguay, 
1i.,m a Gualra e de lá, vinham pelo alto 
do serru Murnco.jtí, também nada cons­ 
trutram em nosso território. 
Os bandeirantes paulistas, nns suas pe­ 
netrações nest!l pute do território pátrio, 
nenhuma benfeitoria flzernm. 
Ern 1707, /;aetano Pinto de Miranda 
Montenegro põe em execução o projeto de 
Luiz de Alburquerque de Melo Pereira e 
Cceres, mandando fundar à margem e3- 
querda do rio Mondêgo (antigo Mbotetel) 
uma colônla militar, que denominou "Pro­ 
sidio de Miranda", nome este, que pas­ 
sou ao rio Mondêgo, ou melhor o atual 
rio Miranda. 
A 30 de abril de 1815, o sr.· Henrique 
de Beaureparal Rohan, natural do Rio 
de Janeiro, tendo percorrido parte des­ 
te território, no seu regresso à Cuiabá, 
apresentou as 1mas exposições do esta­ 
do político, militar e moral do Baixo Pa­ 
raguai, nas quais, declarando que a po­ 
pulação total de Miranda, Camapuan, A­ 
nhandui, Vacaria em . conjunto era de 
4.498 habitantes, 664 civilizados e 3.834 
indios, se conclui que toda faixa naque­ 
le ano, continuava em completo a­ 
bandono. Foi nesse mesmo ano de 1845, 
de 21 de agosto a 15 de agosto de 1847 
que Joaquim Francisco Lopes, mineiro 
da nascimento, domicllado em .Santana 
do P11ranaiba, prepôsto do Barão de An­ 
tonina e João· Henrique Eliote, com al­ 
guns companheiros, encentavam cinco ex­ 
cursões nestas paragens, para a abertura 
de 'uma estrada já projetada, ligando São 
Paulo a Provincia de Mato Grosso, via 
Tibagí (hoje Paranál Paranapanema, Pa­ 
raná, lvinbema, Hrilhante11, Nioaque, Mi­ 
randa, conr.ewsão feitn pelo presidente de 
São Puulo aquele Barão e depois pe- 
1 o império, por força do avit:o de !ll de 
janeiro de 1849, publicado no Diario do­ 
Rio de Janeiro de 5 de fevereiro daque­ 
le ano, então orgão oficial. 
Nestas incursões, na de 1849 e na 
de 1853, na Fazenda Agua Fria, posse 
de Antonio José de Souza, nasceram 
Antonia e Maria, filha ilegítima de Joa­ 
quim Francisco Lopes. 
Ainda que na intenção de uma 
posse das terras percorri1as. tais incur1oões 
por ordem do Barão de Antonina, muito 
cooperaram para o povoamento de nos­ 
so território, ainda que algumas partes 
dele continuassem despovoadas por mui­ 
tos anos. Bm 29 de junho de 1850 à mar­ 
gem esquerda do rio Paraguai, é funda­ 
da a cAlônia Militar '.'Fecho dos Morros" 
que teve vide efêmera, destruida como 
foi logo depois, por forças puraguaias, 
ao comando io Cnpitão Vila Mayor. Em 
1856, o Cap. Francisco Neues da Cunha 
por ordem do Presidente da Provincia 
de Mato Grosso, explora as terras ca­ 
beceiras do Santo Antonio, Santa Ger­ 
trudes,, Cachoeira, Santa Maria, Doura­ 
dos e escolhe um lugar em que mais tar­ 
de, em 1862, foi fundada a colónia mi­ 
litar de Dourados, que destruída enu 1864 
foi reconstruida en junho de 1872. ' 
Uma vez abordados estes pontos his­ 
tórlcos, podemos em face dos mesmos 
precisar na sua ordem cronológica o~ 
primeiros povoadores e habitantes de ca­ 
da municípo do Sul de Mato Grosso. 
Data portanto de 1862, os verdadeiros 
primeiro, povoadores do solo Pontapo- 
ranense Em 1883, obtendo do governo Jm~ 
perlal pelo Deo. n!! 8709 de 9 de dezem­ 
bro de 1882, permisfo para colher er­ 
va mate nos terrenos de volutos da fron­ 
teira com o Paraguai, entre Rtncilo de 
Jullo o as cabeceiras do rio Iguateml, 
'fomaz Laranjeira veio de cooperar no 
povoamento do Poatn-Porii, estubt:lecea­ 
do-so à margem direita do Rio Verde, 
com uma carreta com bois, que recebeu 
do patrão em pagllmeato de peus sorvi· 
ço8 prestados como empregndo do mes­ 
mo no fornecimento das tropas brasilei­ 
rus em operação na guerra do Paragut1l. 
Foi com esla carreta. que Tomás Laran­ 
jelru homem pobre, afeito ao trabalho, 
deu começo om pessoa, à elaboraçílo do 
erva mate no município, couduzlndoa­ 
ao Porto Murtinho, no rio Paraguai, onde 
dela dispunha, vendendo-a. 
Com o correr do tempo, aumentando, 
sempre n sua fortuna, começou a afluir 
gente de toda parte a estas paragens, 
brasileiros, paraguaios, argentinos, todos 
empregados na elaboração da erva mate 
de sorte que, o que um só homem en­ 
cetou constitui boje a grande Empresa 
Mate 'Laranjeira S/ A, da qual são prlnci• 
r11is 116cios o capitão Heitor iI. Gonçalves e seu 
filho Fernando Mendes Gonçalveo. 
Depois de Tomaz Laranjeira, fica­ 
ram domicilio no Município Adão de 
Barros e um outro Queiroz de tal, em 
impeum: José Firmino, em Ananbai Olim­ 
plo Monteiro e Emílio Calhau em Ponta 
Porã; Gabriel de Tal em Santa Virglaia; 
Tomaz Peres, em Siio Tomaz; João Vi. 
tor, na Fazenda Pariso; Manoel Pinhei­ 
ro na Faz. S. Gabriel de sorte que, até 
' 	. . 
o ano de 1891, eram eles os únicos mo- 
radores do municiplo de Ponta Por, de­ 
pois então aumentada com a chegada 
eia Constantino de Almeida e seu8 filhos 
Zeferino e Jacinto de Almeida, e, nos 
anos seguintes Maria Joana Pereira, Mar­ 
celino Maciel, J oa.o Antonio de Trindade. 
Francisco Rosa da Conceição, Yerdeliao 
Badéca, Manos! Moreira. etc. Em 1897, 
entrou para o município o major refor­ 
mado do exército "Francisco Marques Tu· 
ry Serejo, comandando um contingente 
policial o primeiro que vem a esta fron­ 
teira. Dos seus descendetes, existem 
quatro no municipio: duas filhas domici­ 
liadas nestt1. cidade, são casarias, uma 
com o Sr. Lourenço Gomes Monteiro e 
outra com o sr. Abel Lima, ambos pes­ 
soas conceituadas. Em 10 de abril de 
1900 Ponta Porã foi elevada a categoria 
de Distrito de Paz, sendo o seu primei­ 
ro Juiz nomeado, o capitão João Anto­ 
nio da Trindade e a 18 de Julho a de 
Municipio, sendo seu primeiro intenden­ 
. te, João Ponciano de Matos, Natural do 
Rio Grande do Sul. Em 18 de Julho ele­ 
vada a Comarca.. Em 5 de outubro por 
Lei de 8 de Setembro, parte de seu ter­ 
ritório foi desmembrado para dar ensejo 
a criação do Municipio de Amambai. 
De miranda, podemos dizer que come· 
çou a ser verdadeiramente povoado, em 
1797 com a fundação do Presídio do mes­ 
mo nome. João Lima do Prado, e::! 1776 
a procura de lugar para fundar, uma co­ 
loaia militar, supôs ter descoberto vesti­ 
glos da antiga colonia. castelhana a his­ 
tórica Xerez (jeres) dos espanhóis funda­ 
da em 1580 pelo célebre Hui Dias Melga.­ 
rejo, às margens do Mbotetei (hoje rio 
Miranda) e isto um pouco abaixo do 
Uacogo, como era chamado o Aquidaua­ 
aa. O Presídio, até 1801, quando o Tenen­ 
te Francisco Rodrigues do Prado, parte 
a fim de destruir o forte de S. José, 
construido à margem direita do rio Apa, 
pelos espanhóis. o que se verificou a lº 
de Janeiro de 1802, não passava de um 
simplet1 destacamento Militar, mas com 
o decorrer do tempo para t11í afluíram 
individuos de diversos pontos que, entre­ 
gando-se a lavoura e a criação de gado 
foram os primeiros poodores do Mu. 
nicipio, onde mais tarde, uma mulher cu­ 
jo nome não podemos identificar, tinha u- 
ma numero superiora no 
ma fazenda com u l i distrito de Paz 11 
ve mil reses. Miranda_"" 49 de mio de 
26_ de agosto de 18ó " Sj de janeiro de 
is57 a Via, 1sal"% restaurada a 
1859, suprimida ",,5Tendo uma marche 
7 de outubro d,, {q de comunicação 
lenta, em vista .{} ae cor»á ne- 
n não ser com a cidade ,, lso a es· 
i via Iuvial, velo dar-Ihe "E ri cu- 
cai i iro "oro,,, "%." ii- 
ja ponta de trilho part n, cbe ou em 
perança no Rio Paraguai, ali 'ui­ 
íoio. ijevada _a cidade em ";ai Fé­ 
cípio depois da crlaçüo do T de 1943 tem 
deral de Ponta-Porá, no ano_' +4 
prosperado e crescido. Foi desse m""!E 
cfpio que, ao supor-se partiram os p - 
meiros moradores de Nioaque. 1e 
Nioaque teve suas origens num pequ' 
no destacamento militar de vinte 
48 
cin· 
co praçus, a!i criado em 1847 ou », p4T 
tindo de Miranda. Com as penetraço_?B 
de Joaquim Lopes, preposto do Banto 
Antoniua, foram aos poucos se estabele­ 
ceodo diversos moradores I!º munlc1p10 
a partir de 1848, primeiro vindo de MI­ 
randa, depois os Barboaas, os Lopes, os 
Fernandes, de sorte que Antonio Barbo­ 
sa um des&es primeiros povoadores, em 
1850 morador no Desbarrancado, era fos­ 
petor de Quarteirão, com jurisdição no 
alto e de baixo da serra, José Francis­ 
co Lopes, Gula Lopes que acompanhou 
o irmão Joaquim Lopes, nas suas explo­ 
rações na8 zonas em 1845 a 1847, foi 
também dos Lopes o primeiro morador 
do município, depois passou-se ao Para· 
guai, onde viveu sete anos, regressando 
à pátria, casou-se com a sua cunhada, 
viuva do João Gabriel Lopes, fundando 
mais tarde a fazenda Bom Jardim. onde 
o encontraram as forças expedicionárias 
brasileiras de Camisão, em 1867, ali no 
raesmo ano, falecendo, vítima de cólera, 
depois de haver prestado à expedição 
relevantes serviços, na qualidade de gui­ 
a da mesma. Em 1850 vem de Miranda 
para Nioaque, transferido o Corpo de 
Cavalaria que lhe dá se11sível desenvol­ 
vimento, mas ocupada em 1865 por for­ 
ças paraguaias, que a abandonaram em 
1867, depois de haverem-na. incendiado, 
caiu ela em decadencla, só começando 
• a reviver em 1872. 
Distrito de Paz em 1877, à Vila em 
1890 com a denominação de Levergeria. 
Desmembrada do Mun. d~ Miranda é 
instalada a 14 de novembro do mesmo 
Maracajú, como Vioaque começou a 
povoar-se em 1847 com Souzas e Barbo­ 
sas ou os B1:1rbosas e S0uzas, porque 
sem duvida um dos primeiros habitantes 
foi Antonio José de Souza, em cuja pos­ 
se Agua Fria, em 1849. nasceu Autonia e em 
1850, Maria, ambas filhas de Joaquim Lo­ 
pes. Outras pessoas vindas de Minas fixa­ 
ram domicílio no município naqueles a­ 
nos. Em sete voltas, os senhores Soria­ 
no Corrêa, Balbino Corrêa. A 25 de De­ 
zembro de 1922, um grupo de fazendai­ 
ros, reunem ee na casa de Nestor Peres 
Barbosa e deliberam em associação, 
fundar uma escola primária coin ensine 
gratuito. Para maior amplitude dos dese- . 
jos, adquiriram no lugar denominado 
Montaleão, uma área de 200 hectares de 
terras, que delineada, traçadas em ruas, 
começou a provoar-se. No ano seguinte 
em 1923, já possuindo alguns prédios' 
foi criado o distrito Policial do lugar 
com a denomrnação de Maracaju e em 
1925 o de Paz. É depois elevada a catego­ 
ria de Município de Comarca a 8 de 
outub_ro de 1929. A 25 de Abril 1944, che­ 
~a ah,,a ponta de trilhos da. estrada de 
ferro Noroeste do Brasil" decorrendo 
então dai todo seu progresso. 
Com respeito a Bela Vista no seu 
trabalho "À _retirada da Laguna" décima 
edição brasileira, pag. 34, o Visconde 
de Taunay, escrevendo sobre a marcha 
da ooluea. partindo de Nloaque e atra­ 
ano de 1890. Em Outubro de 1892 per-­ 
o nome de Levergeria para tomar o de Noaque. 
 
e atrnveuando O Rio 
Miranda escreve: 
"Fomos acampar per. 
to do morro do retino ~ 
onde ocupamos a verte. ' 
te em cuja base nse 
o ribeiro de mosmo no- 
me. E. nesso lugar adrnf V 
rável a nntureza corra 
a água emoldurada de 
palmares. entre margens 
ligeiramente sinuosas, re­ 
vestidas de relva curta 
fina, da mais bela côr 
esmoraldina. 
No longe dali residira 
outrora esta mesma se-{ 
nhorinha, cuja hospitall. 
dude já gabamos. Acha. 
va-se então csnda 
am primeiras nupcias, 
oom um Lopes (o João 
Gabriel) irmão do J:Oll!O 
valente guia José Fran. 
cisco falecido em 1849. 
Residindo i;ó, com Ok 
tilhos então criancas, 
numa zona fronteiriça, 
onde não há a mínima 
s9gurança para os Ira- 
coe, já forli outrora a  
viuva presa e levada 
por um magote paragua­ 
ios. Reclamada, ao cnbo 
de algum tempo pela 
legação brasileira em 
Assunção e libertada em 
1810, contraíra segundo 
o costume generalizado 
naquela época e terra 
segundo casamento com 
o cunhado, o 008110 
guiA, que se esta beleeeu 
em sua estaneia do Jar­ 
dim. Ali, no começar a 
invasão em 1865, fora de 
novo presa e internada 
no Paraguai. Um ofício 
do Con,andante de Miran- 
da, datado de 16 ·de 
novembro de 1850, ao 
comandante interino ge• 
ral, Joaquim Antonio da , 
Fonseca, fala de um ou­ 
tro estabelecimento do 
finado Gabriel Francis- 
co Lopes. ha meia légua 
do Rio Apa, na zona de 
Vacaria depredada na· 
quele ano por forças 
do Paraguai". . 
Assim diz ele no ofl· 
cio a que nos referimos, 
o qual transcrevemos 
em parte: 
(CONTINUA) 
RECANTO 
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Comarca de Bela Viíta 
Cartório do 1.o OflclQ 
1 C,0rtório do 1.o Oficio l 
EDITAL. DE 
PROTES.TO 
EDITAL· DE PRIÇR 
Eu. José Avellno o SHva, Otic!al do 
Registro de Protesto desta cidade o Co­ 
marca de Bela Vista, do Estado de Mn.· 
to Grosso, na Fonna du Lei, etc ... 
Faço saber ao que o presente edital 
virem ou dele tiverem conhecimento 
que se encontram em Cartório. à rua 
Coronel Dias, n? 948, nesta cidade, pu­ 
ra protesto. por Falta de Pagamento e/ 
ou Aceite Devolução, os seguioteR títuloff: 
1) Apresentado pelo Banco do Brasil. 
a) Duplicata nº 244:-Bl. Vencimento 20. 
05.77 valor Cr8 670,00, emetldu por En­ 
xovals Ilha da Madeira LTDA., contra 
Célia Gladia Afonso. 
b) Duplicata nº 006/77 - Vencimento 11/ 
06/77 valor CrS 1.275,oo emitida por Tra­ 
tor Sul LTDA, contra Silvlo Ibai'ies. 
C) Duplicata nº 004177 - MO - Vencimen­ 
to 11- 06 - 77 valor CrS 7.327.00, emitida 
por Trator ul Ltda., contra Sílvio Ibafíes. 
d) Nota Promh1sória nQ 00/CJ Venci• 
mento 20/02/77 valor CrS t.500,00 emiti­ 
da por Cooperativa Agropecuária Mista 
de Jardim Ltda., contra Alcebiades Via­ 
na. de Deus. 
2 Apresentados pelo Sr. Wldemar Donega 
e.) Nota PromissóriR. nº 06 vencimento 
10/06/77 valor CrS 500,00, emitida por 
Arnaldo Ba, reto lfrun. 
3) Apresentados pela Srª Selma Regi­ 
na de Barros. 
a) Uma Duplicata nº 010 • A vencimen­ 
to 30/05/76 valor Cr$ 515,00 emitida por 
Posto Nacional de Serviços, contra Ju­ 
randlr Ferreira de Souza. 
b) Uma Duplicata n. 010-B Vencimen­ 
to 30/08/7fi valor Cr$ 515,00 emitida por 
Posto Nacional de Serviços, contra Ju­ 
randir Ferreira de Souza. 
E, pôr· ter sido lmpossível encontrar 
os devedores dos referidos tílulos ou e­ 
ua paradeiro, pelo presente edital, que 
será afixado no local de costume e pu­ 
blicado pela imprensa local, intimo-os 
para pagarem 8 importância devida ou 
durem as razões de sua recusa, e na 
falta de . pagamento ou comparecimento, 
intimo-os do competente protesto que 
será extraido no prazo legal. . 
(Prazo; 3 (tres) dias a partil' da publi­ 
c9ção). 
Beh Vista MT. 07 de julho de 1977 
O Oficial de Registro de Protestos 
1 
O Doutor Valter José Rodrigues Con­ 
trera, Juiz de OJrelto da Comarca da 
Bela Viste, Estado de Mato Gsosso, na 
forma da lei, etc; 
Faz saber a. todos quantos o presen­ 
te Edital vlrnm ou dele conhecimento ti­ 
verem, que no dia 05 de Setembro de 
1977, às 9,00 hora no átrio do Forum, 
o Sr. Porteiro dos Auditórios, João Hlà­ 
rio Pereira, levará à praça os bens pe­ 
nhorados nos autos de Processo de Exe­ 
cuçllo que Banco Itaú S .A. move cont.n 
João Ildefonso Pinheiro Murano e João 
Loureiro Pinheiro, em trâmite p1~r estE'I 
Juízo e Cartório do 1e Oficio, e não ha­ 
vendo llcitantehl foi designado o dia 26 
de Setembro 1977, 4s 9,00 horu-s para a 
eventual segunda praça, sendo os seguin­ 
t.es os bens penhorados: Uma gleba de 
terras paetaitJ e lavradas dentro dos li­ 
mites da Fazenda São Geraldo. parte da 
Fazenda Vaquilba, de 1.048 has (hum mil 
e quarenta e oito hectares), dentro dos 
seguintes limites: ao Norte, com terras de 
propriedade de Mario Batilane: ao Sul, 
com terrus de propriMade de Athanasio 
Loureiro de Almeida e Késio Loureiro 
Pinheiro; a Leste, com terras de proprie­ 
dade de Aluízo Afonso Loureiro, Atha­ 
naslo Lourefro de Almeida, Ramo Ca­ 
bral e Dr. João Ilgenfritz e Frausito Nu­ 
nes e a Oeste, ooru terras de proprieda­ 
de de João Ingenfritz e Dr. Késio Lou­ 
reiro Pinheiro, dividamente cadastrado 
no INCRA de acôrdo com o recibo cer­ 
tificado de cadastro nº 910.023~004.383, de­ 
vidamente matriculada no RGI sob nº 
812, à fls. 812, do livro e 02, cujo bem 
foi avaliado em Cr$ 1048.000.00 (huru 
milhão e quarenta e oito mil ·cruzeiros), 
valor por quanto será levado à praça pa- 
• ra ser arrematado por quem maior lance 
der acima da avaliação, sendo a venda 
feita à vista ou mediante fiador idoneo 
pelo prazo de 3 dias. Referido imóvel já 
se encontra hipotecado ao Banco do Bra­ 
sil 8.A., conforme inscrição 0° 1.995, fls 
38 do livro nº 9-E E, para que ninguém 
al~gue ignorância foi determinada a ex• 
pedição do presente Edital que será afi. 
xado e publicado na forma da foi. O que 
Cumpra-se, com inteira observância das 
_prescrições l~gais. Dado e passado nesta 
Cidade e Comarca de Bela Vista, Esta­ 
do de Mato Grosso, aos trinta dias do 
mes de Junho do ano de mil novecentos 
e setenta e sete. Eu, Pedro Vergilio da. 
Silva, escrevente Juramentado, o datilo­ 
grafei e assino. 
Inferindo.se d leitura do incluo oficio por 
copia a que o subdelegado Suplente em exerefeio 
dirigiu ao cidadão Antonio Barbos, inspetor do 
Quarteirão le Vacaria que o estabelecimento do 
finado Gabriel Francisco Lopes erigido meia le. 
gua mais ou menos n quem do Iio Apa fora de. 
predado pelas forças da República do Paraguay, 
apresso-me a levar este acontecimento a , M, e 
a rogar que me auxilie com algumas praças, ar­ 
mnamcnto em cartuchames fim de opor energica­ 
mente a qualquer tentativa dos inimigos de que 
tenLarem e,;te, Presidio. , . (continua) Eis o oficio 
<lo Inspetor de Vucarh ao rdrrirl·o •ubcleltpndo: 
Recebi o ofido que V,S, dirigiu-me e estou pre­ 
E<'ule. A nai1111a fiJha Ira mais de ,;nlt" dins que 
foi roubada com toda a sua familia '-' crr>tçilo, ,-(1 
o carro conduziram. 
Entendo t.nmb(·m foram, meu genro, o 
filho do Em, Sr. Baro e seus camrdas. Creio 
que foram 22 pessoas que roubaram dos no•sos. 
Esbarrando, l2 de Novembro de IIJ'.l0. 
Ilm» Subdelegado Paes J, da Veiga. 
Antouio G. Barbosa. l11spe1or de Vr1cari: 
Vacarfo em toda a regillo do alto da 
serra, compreendendo as águas do Vacaria, Bri­ 
lhante, e DouradM. Pelas narrativu acima lemos 
a concluir que se trata de duae ocorrências ra­ 
quele mesmo ano de 1850, ma no Retiro, Están­ 
cias de João Gabriel (irmão do Guia Lopes) de­ 
baixo da erra ha doze legunas mais ou menos do 
rio Apa: outra no alto da serru no e,t.nbeJ.,cimen• 
to de Gabriel, lnmbém irmão do Guia Lopes, a 
meia légua do rio Apa, mais ou meno, 
Antonio Lopes naeceu em Piui, Minas. 
>upoe-se que ele tivesse quatro filhos: Joaquím, 
Gabriel, João Gabriel e Jose Francisco Lopes; mas 
conhecido apenas três, Joaquim, Gabriel e José 
Francisco Lopes. Logo n ocorrencia •foi i,Ó uma• 
no Retiro debaixo da Serra, ha d,,ze légnaa e.lo A· 
pa. veriíicada naquele ano. de 1850. 
Destruído o Retiro, eBtância do finado 
Gabriel, a sua viuva e filhos foram presos, e in­ 
ternados no Paraguai. Beln Viita ficou abandona~ 
da até a fundação de .Machorra, ha uma legun e 
meia da atual cidade, séde do Município, ignoran• 
do-se o ano da sua fundação. Destruida em 1864 
foram seus mondores presos e conduzidos para 
Assunção; o município continuou abandonado até 
187:?, em que firmado o rio Apa, corno limite en· 
tre os dois paíaes, o povo mais confiante paasou 
a povoa-lo sendo seus primeiros hal,itantes ainda 
os Lopes (sobrinhos) os Barbosali, os Ferreíras. os 
Pedra os Loureiros, os Escobar e outros. 
Aumentando sempre sua população, pela Re­ 
solução do Estado nº 2-55 de 10 de Abril de 1900 
foi elevada a categoria de Distrito de Paz. Pela 
Lei n• 502 de 3 de outubro de 1908, a de muni­ 
cipio que desmembrado do de Nioaque, pelo De­ 
creto n 218, de 3 de Dezembro do mesmo a.no 
foi instalado a 6 de _março do ano seguinte. 
.Dr. Valter José Rodrigues 
Juiz de Direito 
Coutrera 
ADVOGADO 
Bela Vista Mato Grosso 
RELI VISTI 
Con tiuação... 
T r i b u n a da F r o n t e i r a 
Propriedade da ORJIVAPE 
C.6.t. KJ. Dl200J6l/COD1-71 
!Diretor IResponsáoel: c.!J o a l d o /2 e reira 
!J>fretor Comercial: dl!oan, /1e.refra 
A- r t e : Hélio Guedes Corrêa 
C irculação: Jane Velasques 
Composição: PetTonio Leão, Lyheracy Lino 
Altair Marques, Laucidio Medeiro& 
1 m p r e s s ã o: Nílson Roberto de Souza 
Redaciio. Administração e O6cínus à 
Rua Dique de Caxias S/N Bela Vista. Mt 
Assinatura Anual 
Bela Vista 	,Cr$ 150.00 
Demais Municípios Cr$ 180,00 
.1
1 Com1<ri'~ n ;1, ,t.-, julho dr 
1910 pela Lei n 594 de 0 de 
julho de 1918 foi elenda 
categoria de cidade. Bela Vi. 
ta está situ«da a margem 
<l Í r eit /1 cl O Rio Apa te 
do as seguintes coordenadas 
geograficas, aliis determinada« 
em 1905 por Candido Mariano 
da ila Hondon, como Mendo 
72 6 12 de latitude Sul e 
13° 1l e 5o" de longitude do 
Hio de Janeiro, A sua popu­ 
lação é calculada em quatro 
mil habitantes e o municipio 
em 15,000. Tem uma superficie 
de 10,00 quilometro» quadra­ 
dos ealenuladamente. 
Necessario nos weria dizer 
t'ltl coutinuílçl'lo algo rnhr-e 
Porto Murtinho, Dourados, 
Corumbá, Aquidauna, 
Caiuá, Herculàne 
Santana do Paranaiba, Sete La- 
os, mas i»to seria obra de 
folgo e objetivando Bela Vis­ 
ta, prestamos com e»tas notas 
uma homenagem do dia do •• 
niversário Bélavistenso a todo 
estes municipios co-irmão8 e 
agora muitos mais do que ir­ 
mãos e porque estamos todos 
na parte divisionaria do sul, 
que esperamos tenha vida n­ 
l!itada. creMcentc e frnttcante 
pelo feito governamental. 
Gamaliel Stmnpf 
Sequestradores 
entram c.om 
recurso na 
Justiça 
Os cinco sequestradores • A,, 
ramia Ramos Pedrosa, Joil.o 
Neusar Jfochndo, Y ola.nela R11- 
mos, Josélia Rosa e Cláudio 
Garcia entraram com recurso 
na justiça, através de seus ad­ 
vogado, a fim de obterem a 
redução de pena imposta a to­ 
dos pelo juiz da 2.a Vara Cri­ 
minal, Amílcar Silva, no mês 
paseado. A informa;ão obtida . 
no Forum local dá conta de 
que os sequestradores apela­ 
ram no último dia , quando 
então assinaram o term.o da 
solicitação de recurso. 
O recurso, como é de 
praxe, foi enviado no Tribunal 
de Justiça, • em Cuibá, a .fim 
de que o processo seja visto 
e as penas. sejam diminui.das 
conforme é o desejo dos cinco 
implicados .no sequest:r:o e 
morte do jovem Lúdio :M:artiin.1 
Coelho Filho. Segundo fontes 
ainda do Forum local, o re.­ 
presentante do Ministério Pú­ 
blico também entrou com re­ 
c urso e tev• inicio 
o p raz o para a apre- 
sentação das razões de apela­ 
ções form:u.Iadu pelos sequ.e-■• 
tndores. 
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CD e 1 LIDA . 
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filj · ' 	- J - 
Funilaria e pintura· de Veiculo em Geral - Mecânica Especializad:l em Volkswa:gem 
llVENIDI • INTEGRftÇAO 
, 
INASTBCIO -

E N E DIT O 
CHITICA E OfllNIÃ<) 
Quem e pó: critieur a Ludo e l'I. tu- 
dos, nunca o deve esquecer. a crítica é 
imagem de no»o espirito .O que Isto slg­ 
uiffcn'? / cl'ilicn é a IIHi.rJ'il'út,taçúo de rwG­ 
e opinião. Ela não relloto a opíulíl.o pó­ 
l>llcl,: a uplniüo do mulloa. Logo, nfio que!• 
ramoit quo no0!(à cl'itíoa. seja a melhor·, 
a mais perfeita e a muit justa. Nilo quel­ 
ramos que a nossa critica eju superior 
uo bo::nem o :1 obrl.l crllfcada. O impor­ 
tante, numa crítica honesta, e resume ni­ 
to: o que (ou qu<·m) critlcumoa, deve ler 11· 
ma fuu(ifi.o infonnallva Hum fim fonnutlvo. 
.  função inrormullva visa enRinn1· o que· 
ue sabe e o que se aprencl«-u. E o firn for­ 
mutlvo lnm por mim consolidai· o que 
1•1.llá cedo e procurat· a pedefçtío do quo 
ot errado no homem ou na obra do 
homem. Isto se clmma crítica construtiva. 
A c!'ítlca cmrntruliva (sempro cl'itlca de o­ 
pinião). uo pontar us virtudes e os erro, 
busca comrreender o homem e o valor 
rle Rua ohra, pal'a u comunidade. A co-· 
munldade deve ser1tir-se e~tlmuludu para 
lmltur u virtude o evitar o erro. Cons­ 
trulr espirituulrnt>nte é o grande seutirlo cta 
crítica. Ao C1Jntr{1.1·Jo: A crítica destrutiva 
condenn, dB forma cru<'), impiedosa e in­ 
justa o homem, denegrindo-lhe as vfrlu­ 
des, res~tlltundo-lhe os erros e inventan- 
do contl'U u sua pessoa todu a sorte de 
defeitos: a crítica destrutiva é a incom­ 
preensão de tudo e de todos. 
DIREITO DE CHÍTICA 
Criticar é um direito, é um dever ou 
um poder? Antes de ser um dever, é um 
direito. Não é poder: a não ser que se 
procure restringir o direito de crítica. En­ 
tão, seria um poder de alguns ou de uns 
poucos. A critica seria uma exceção. As 
exceçoes, nu terreno da crítica são an­ 
tipáticas, odiosas e antidemocráticas. Por 
isso, o direito de crítica é uma garantia 
de todos. Numa democracia, como pre, 
tende ser (e luta por ser) o Brasil o di­ 
reito de crítica. é uma necessidade. Que­ 
remos construir uma nação grande e li­ 
v_re para todos os brasilelros. Logo: cri­ 
ticar com o fim sadio e cívico de apon­ 
tar as virtudes e de· corrigir os erros é 
o po:-tulado maior dE:! qualquer institui­ 
ção democrática. Não é sem razão e sem 
tempo que a Constituição Federal consa­ 
grou o princípio político da liberdade de 
expressão. O que é liberdade de expres­ 
sãu? 
- É o direito de crítica que tem ( e deve 
ter) todo o cidadão de transmitir e de 
comunicar a seu semelhante, através dn 
palavra falada, escrita ou televisionada 
a significação e os valores da vida e dó 
homem com o fim de aperfeiçoai· o uso 
o gozo de sua liberdade. 
_CRITICA E LIBERDADE DE EXPRES­ 
SAO 
A llber1ade de expressão é a consa­ 
gração do direito de crítica. Seria um 
absurdo (e uma violência cultural) se, 
para manifestar a sua opinião, o seu 
pensamento, a sua convicção política ou 
a sua posição filosófica, o cidadão (livre) 
dependesse sempre do poder, da lleença 
ou da censura da autoridade. A autori­ 
dade, no tocante ao direito de crítica é 
igual a qualquer cidadão do povo. É cla­ 
ro que, quem possui libarda<le de expres­ 
sao, deYe fazer bom uso do direito de 
critica. Por. isso, é justu que todo aque­ 
le que pratica abuso, que causa prejuíz'l 
a outrem ou à sociedade, fique i::ujeito 
": "'-ª'~s:oes da lei. É clro, também, que 
liberdade de expressão nlio signific11 cor­ 
rupção da moral e àos bons costumes. 
E claro, ainda, que o direito da crítica 
não admite a inversão dos valorei, éti­ 
co~. e a subversão da ordem públic1:1.­ 
Criticar nunca foi criar e fabricar desor­ 
dem. Cri_ticar foi semear o joio na meti· 
se do trigo. É claro, por fim, que direi­ 
to de crítica não significa clescontrole 
emocional ou vingança pessoal. Nenhum 
c1dadao que exerce o direito de criticar 
deve se esquecer desta verdade; ' 
Não se critica ninguem com a mentira 
e com a falsidade: não se inventa a chan- 
(agem e n&o se fabrica picaretagem. . 
a_crítica não se coastrói com a explora­ 
Q&o dos m,,;tintos baixos e com a arga­ 
mnassa da podridão. 
FLAGRANTE DA VIDA QUE VALE 
MANCHETE 
Nurna reunião de professores, num 
busca vhlida de bem situar a posição e 
a tarefa do educador no mundo moder­ 
no, chegou-o erta importante conclusão. 
Professor que não quer aprender os no­ 
vos valores do homem e da vl<la o nüo 
procura estudar, é prúfessor que niio o­ 
preud~u a viver o niio ,mbe, ensinar ó 
peso morto na educuçrto o na comunída­ 
de. pois mata espiritualmente o aluno e 
a escola 
TROVA PA'(iA MEDITAÇAO 
Ladr11o ê quem l'0uba pon<:o . 
Ladrão o é quem rouba um côco 
O ladrão de mil tesouros 
Dorme em berço cholo de om·o. 
Pedro Pedreira 
Briuil 8 x Bolívia O é, pois é ... 
a seleção ''la vou u alma" recuperou 
o prestígio ... mas não vá pensar. amigo 
leitor, que a seleção de Coutinho está um 
espetáculo ... acontece que a Bolivia 
"não jogou nada". O mérito ... e grande 
m§rito por sinal do time bollviano é per­ 
der de cabeça erguida, lutando até o 
final e não dando bolinadas ... foi um 
belo jogo ... vamos partir para o Mun­ 
dial ... 
a fr teir 
O,e e [e ena h 'n!er 
±no Vi Bela ia M 177/77 
OVFA PODEROSA 
AO !EN!NO JESUS 
DE PRAGA 
Grande novMacie do jornal para o 
mês de Agosto: NOVA FEÍÇAO GRÁFI­ 
CA ... vamos aguardar que a TRiHUNA 
circulará dfün•enta e "de acordo com os 
nossos princípios: não só um belo jor­ 
nal, mas um jornal de peso" ... será u­ 
ma grande surpresa ... 
0835330% 
Falando em novidade: E.1. AGOS­ 
TO CIRC'CLARA TAMBÉM A REVISTA 
INTEGRAÇÃO ... em "off-sett"' ... os e­ 
xemplares serão vendidos ... na€! bancas 
e nas ruas ... 
Leitor A edição histórica do dia 
20 de julho próximo, será, vendida a 
CrS 10,00 ... as despesas para impressão 
da mesma foram imensas e o jornal pre­ 
cisa de " retorno" ... Quem se intere&sar 
em adquirir o EXEMPLAR ENCADERNA­ 
DO b~sta fazer a reserva na redação 
da Tribuna ... procure com urgência r6- 
servar o seu exemplar, pois serão pou­ 
cos os C•>locados a venda ... (apenas 50) 
l 
.±o, [ 
A 1 
. E: 1 
, SUPERMERCllDO RELIGIOSO 
Depois de alguns dias de ausência 
retornou a Bela Vista o Diretor desta 
folha, jornalista Ivaldo Pereira ... O 
'·chefe" estava num ''retiro tram,ceden­ 
tal" (credo). A diferença é que o retiro 
fui batalhando pela Tribuna ... 
Falando em Tribuna, a de Portn 
Murtinho, circular[>, a partir de Setembro 
toda semBna ... 
-3063303 
Fim de semana movimentado na 
"Princesa do Apa" ... Baile no GREMIO, 
no BELA VISTENSE A no CLUBE DO LA­ 
ÇO ... grandes atrações no Torneio Na­ 
cional do Laço ... 
<$&38±5$ 
E ·a política? Vamos ilguardar o 
mês fatídico, (Agosto)... que novidades 
aparee.erão no fren.t ? . . . até a próxiru 
Retornaremos. (PP) 
[~reamo contentes quando lemos n mensagn 
do Missionário Frei Lino, com o titulo do super 
mercado Ieliioo: SEICHO NO.I.. Pois. o Frei 
Lino, 01Jl() bllio de [)e:H ()ue {• C ( lwfr de ,ri--Jo- ' 
Japona Católica, tem projeção e a ua palavra é 
()U ida; con+rquentemente a ua convido faz a 
convicção dos +cus fiéis. Dentro le um upermer­ 
carlu, n_ü'> ucre<lito tJllt' t·ornpro:rn.o '· <·•·! ·O~ /'"Jr~~ 
para alimento de nos+o corpo o coisas inúteis 
para nosso uso. Um uperreado vapre tem do­ 
no e o seu dono é. tarnberu uni fillio ·1,· DcJF. 
As coisas e mercadoria- que t«tão expostas à ven­ 
da tivreram alguém que as produzisse. êsse al­ 
guém tnmbém é um Filho de beu-. Toda- a mer­ 
cadorias expostas forama produzidas. com certetd 
Deus estuvu J(ltltO. • ::,E'I[ ML'II NADA PODl<J:i 
FAZER" João J.'i:S. 
É realmente a<lmir.ivel fentir u re,dir:.1çllo do 
Plano de Deus na terra, os seus Filhos dentro de 
um Supermercndo clr•dieando o devido respeito às 
merendorias, atribuindo às coisas o seu real valor. 
Isto traduz urna fé mais lógica e mnis nu!urnl. 
Quern jí consegue ver o ignificado de Deus den­ 
tro rle um upermercado só pode ser uma pesoa 
mnito feli;o:, pois j:í. • de,e te"r ~e111.ido a verdade 
fun<lamemal qm: en,iua a Seielio-No-Iê, u Igreja 
Católica e toda- as religiões Evangélicas do )lun· 
cio . CHISTO ESTA DENTRO DE VOCE, AQUI 
E AGOHA. 
AC HESCENTANDO ALGU~IA COISA 
A MAIS DO QUE VISSE O FHEI LINO 
Queira nos desculpar e achamos por bem aees­ 
centar algnrnn coirn a maia duquilo que foi dito 
na Edição de 29 de Junho de 1977, neste mesmo 
Jornal. Pois muitas pessoas, como disse o Frei 
Lino, "menos orientada". poderüo pensar mal da 
Igreja Cut6lica, admitindo que Eh esteja agredin­ 
do a Scicho-No-le, desta forma poder' o desvitali­ 
zar a sua crença nos ensinamento- da Igreja Ca­ 
tólica que ,eJireocupa tanto com o A:'IIÔR e com• 
bule 11 discór ia. A preocpação fundamental do 
Frei é a mesma nossa - f: religar o homem a De· 
us, João 17;11. "J.í não e&tou no mundo, mas é­ 
les continuam no rµundn, ao pas.so que eu vou 
para junto de T1. Pai Sant.o, guarda-os em Teu 
Nome, que me deste, pura que êles sejam U.'.'1, 
assim como NÓS". 
Tudo o que tem fronteira se limita a si mesmo, 
limitar o amor é limitar Deus (l João. 4:16 " ... De­ 
us é amor e aquele que permanece no Amor per­ 
manece em Deus, e Deus nele ). A verdade nao 
é propriedade com escritura passada deste para 
aqnele- e ucm é diferente a do Ocidente com a 
do Oriente, pois 2 mais 2 é igual a 4 no Brasil 
e no resto <lo mundo, Jesus não en~inou com 
preferências e nem tão pouco codificou a V creia• 
de e por mais maldo,a qt.e posrn ser uma pessoa 
ao interpretar as palavras de Jesus, jamais conse­ 
guirá de bom senso, encontrar nele a menor con­ 
tradição. E quando nós estamos tateando a Verda­ 
de ou longe dela, para esse tipo de comporta• 
mt:nto, Jesus deu a conduta correta em forma de 1 
mandamento "amai-vos uns aos outros assim co­ 
mo Eu vos tenho amado" (João 13:,H.) 
DR. MASAHAHU TANIGUCHI 
Jamais quis ou teve o desejo de fundar mais 
uma religião. Entretanto, ele foi forçado a isso 
em 1935 pelo Ministério de Educação do Japão 
que qualificou a Filosofia de S.:icho-No.Ie corno 
religião, issc, em função de "mila<>res" de curas 
havidos aos meios praticantes da Seicho-No-Ie. 
Ate o presente momento, ,. que nós que pratica­ 
mos a b'ciclo-No-Ie conhecemos de viagens do 
Mestre pelo mundo, foi somente duas e ':ias duas 
esteve no Brasil. Na primeira delas, quando pro. 
feriu palestras nos Estados Unidos, recebeu o Tí­ 
tulo_ de Doutor em Filosofia do Religious Science 
lnst1tute. • r 
Conhecer -a vida do Dr. Masaharu Taniguchi é 
o mesmo que conhecer um pouco de si mesmo 
com muita sinceridade. Conhecer a sua Filosofia 
e pacientemente pratica-la é o meio mais correio 
de entender o_ significado da expressão de Jesus, 
quando diz: • ... a tua fé te salvou". MaL 9:22. 
O_Mestre Masaharu não é um profeta ou um 
adivinho, é sem receios, um Filho de Deus que 
tem crença límpida na VEHDADE e emina com 
firmeza o caminho Crístico: "Eu sou o caminho 
a Verdade e a Vida; Nmguém vai ao Pai s , 
por mim" João 14:ó. 	ena.> 
COMO NASCEU ESTA FILOSOFIA ENSI 
. NADA PELO DR. l1ASAHARU - 
Há 19l anos atrás, Jesus Cristo, encerrou a 
missão física na terra e <le lá até 
O dia de hs~a 
o que mudou? Essa era a per.,.unta ue OJe 
yg? su± .mente enquanto e?a, ",P;;g"UPA­ 
Universidade de Waseda. '1uosolta na 
Jesus não errou em nada, revelou a t d s 
les que o ounram " tambern a 
O 
º· aque­ 
distância leram com e e n t P ra nqduelcs qu. e u 
li 
' ena s I; • 
e::pa iadas pelo mundo, 
0 
UA m e. re 1g1ões 
Pacientemente conheci:u iis • p udou _até agora? 
do mundo e percebeu_que +a3!{"}"?i religiões 
de Deus, a Verdade. E enta, " Havia a presença 
P!ofundo duejo <le foze lhe sobreveio 0 
toda_ Percebesse .que u / d?d q_ue ª humanidade 
as diferenças estás ," " %. uma s6 e que 
que se tem e se faz d .. Palavras e nas idéias 
cosi o"## aero) 
to),' Jesus que diste: le- t 
de recebera, prosura ah- 
ris, batr s porta e !rirá. 
Por intrmdo de Mar+a Mor 
grada Me, a hto, pro 
curo e os roo_qare minha 
prece rja atendida; {urenco 
ia -e o pedito) 
01!' Jesus que disseste..Ta 
ú > o que predirei ao Pai e 
nome, ele trnderà.. Por 
iota:r,c·,li,, dt" :Ln-L,  fl , 1 
5agrada Me, eu humillemen­ 
te rogo no o«no pai et vosso 
nome que minha oração vja 
oida. (Menciona.se o pedido) 
0!' Jesus que di.estes; _O 
eéu e terra pa-·atão, 1a+ 
minha palra nu4o pesará" , 
ar intermédio de Alaria vo». 
·a agrada Mie, eu confio qu 
minha oração eju ouvida. 
(Menciona.c o pedido). 
ieze Pi No-o, N Ave Ma- 
ria e I 5ale tainha. 
Em caso urgente e-ta uoe 
na deverá ser feita em nove 
hora. Mandada publicar por 
ter aleanado varas graças. 
M14.G. 
.A.ssociação 
dos Municípios 
do Sudoeste de 
lYíato Grosso 
A Associação dos Muni­ 
cípios do tudoeste fatogos­ 
rense, em decisão tomada dia 
10 do corrcnre cúou urnu Co­ 
mi;;,iio para t:laborur o °IFIOI u­ 
lo da entidade, além de mar­ 
c:1r para 6 de a:.(osto jJróximv 
n data da l.a Assembléia Ge • 
mi que aprovará o Estatuto e 
elegerá a Diretoria úa Associa­ 
ca6ó. 
Fazem parte da entidade 
Oil se~uinte, Prefeitos: 
Dr. Pedro Ubirajara de 
Oliveira, de Aquidauan; Dr 
Franci,co Cczáno de Oliveira, 
de Hin Ne;_!ro; lJr. Fernando 
Freitas, de )ardim; Dr. Castro 
Pinto de Bela Vi,ta; Sr.Daltru 
Fiuza. de Sidrolf1ndj11; Sr. Jo­ 
sé lldefoneo. de Porto Murtl• 
nho; e Sr. Hosal vo Fraga San­ 
!tls, de Cu.ia Lopes da Laguna. 
COLUNA 
SEICHO · NO - IE 
DE ONDE VEM A FELI­ 
CIDADE 
Dr. Ma;;aham Taniguchi 
ri.epito novamente que 
você é a saída de Deus. 
Deus, tem poder para tu- 
do, porém sua única saí- 
da é através de você. Ele 
poderà exteriorizar-se sà f 
mente através de você. 
Você é o testemunho da 
força infinita de Deus, é j 
o único amigo Dele pa- 
ra provar sua força i- l 
nesgotável. Quando vo- 
cê quiser demonstrar a 
força infinita que coubila ! 
consigo incontestável- ] 
mente. Deus se sentirá 
Ratisfeito, o protegerá, o 
amará e fará exteriorizar 
ainda mais sua forç.a inte 
rior. Demonstrar a força. 
ainda maior do que pos- 
1 
sm atualmente signil'ica I 
evoluir ou crescer. A 
Seicho-no-iê não é uma 
supertição que contradiz 
o evolucionismo. 
Deus é a fonte de in- -J 
finita energia e yocê é 
a passagem Dele, por 
tanto quanto mais traba­ 
balbar, quanto mais es­ 
tudar, o seu Deus inter- 
no sentirá regozijo e vo- 1 
cê também sentir-se-á, ] 
automáticamente, a ale- )" 
gria de viver, se i8s0 a­ 
contecer aquele qus ~s: 
tava enfermo recuperarr. 
a saúde e aquele q% 
já era são será IIJ!ll·' 
sadio, animádo e esi; 
do por todos e terâ 
O 
• 
xito que desejar.