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KG-TRIBUNA DA FRONTEIRA 
JVALDO PEREIRA Fundador: JV ALDO PEREIRA Ano Vl N!?Z56 20 de julho de 1977•llela Viela-Mato Gro11110 
lLBUII DE BBGOBDIÇOES 
DE »ri 
HISTORICA 
EXEMPLAR 
10,00 
] 
"A meta de toda a admini traçao publica e o hg 
mem, Nós partimos do homem, porque e ele o su­ 
porte de tudo. Estamos imbuídos dos melhore• pro - 
pósitos para dotar Jardim de condições infra-e:,trut~ 
rais visando o bem e tar do HOMEM. Nesta oportu - 
nidade, em que_Bela Vista comemora 59 anos de e - 
mancipação politica, enviamos as nossas felicitaçoes 
ao HOMEM BELAVISTENSE, que trabalha diuturna - 
mente para o progresso do município. Nossas feli­ 
citações, também, ao Dr. Ruben Alberto de Castre 
Pinto pela administraçao consciente e produtiva a 
chefia do Executivo. 
PREFEITO FERNANDO DE FRE1TA5 
JARDIM 
 
D 
Sentimos, na região Su- 
doeste do Estado, um novo, 
surto desenvolvimentista. Isso 
é fruto do trabalho dos ho- 
mens encarregados de gerir 
as coisas publicas. Falamos 
nos prefeito11 de nossa região, 
e entre eles, destacao pre- 
feito de Bel Vista, Dr. Hu 
ben de Castro Pinto, que vem 
realizando uma administraçao 
dinâmica e voltada para o pro 
gesso do município. Receba 
011 sinceros parabens da ge~ 
te murtinhenee que vibra com 
a_conquistas desta comuna ir­ 
ma. Somos fronteiriços e luta­ 
mos por uma fronteira pro­ 
gressista e unida. 
ILDEFONSO SOARES DA SILVA 
PREFEITO MUNICIPAL DE 
POR TO MUR TINHO 
Repetindo as pa 
lavras do eminen • 
te Presidente Geisel: 
"Em Deus qu.e tudo es 
peramos h,umil. 
demente, com fe, nao 
defraudar a honrosa 
confiança em nós de­ 
positada, nem frus - 
trar generosos ansei­ 
os e justas espern - 
ças, olho11 postos no 
bem estar crescen - 
te do povo brasilcirc 
a, na maior grandeza 
da Pátria". O ho­ 
mem total ; o que se 
une, a todos os ho - 
mens, ss irmos,de 
todos os tempos e de 
todos 011 lugares, pa - 
ra fazer UM com e - 
les.. Esta dimensão 
horizontal é que pro­ 
porciona o BEM CO­ 
MUM, Neste dia, fes 
tiva a todos os bela. 
vistcnsc s, envio o .meu 
abraço fraterno, de a 
migo, de companheirÕ, 
almejando aos brasilei 
rc que aqui labutam, 
propositos harmonio - 
sos de trabalho para a 
grandeza do municipia 
Minha e congratulaçoes 
ao senhor Prefeito Mu 
nicipal. Dr, Ruben d;­ 
Castro Pinto e aos ~ 
lavistenses em geral 
FELIZ .P.NIVERSA- 
RIO BELA VISTA 
• SENADOR RACHID 
SALDANHA DERZI 
Assulmat: A Participação 
Saldanha 
t 
1 
0 presidente da Assembléia ' 
Legislativa, deputado Paulo Sal 
danha, participou ativamente do 
tnovimonto dos pr feitos e vereia 
dores do Sul-uatogrossense, quê 
culminou com à eleição da nova' 
diretoria da ASSUl.MAT e a funda 
ao da Associação dos Vereado-T 
res da Grande Dourados-AVEGRAN. 
o atuante parlamentar que se~ 
pre destacou-se na defesa dos 
interesses da região, mais uma'~ 
vez se fez presente em Dourados 
prestigiando aquele acontecimen 
to histórico em termos de muni­ 
cipalismo. 
Participou ainda dos debates 
e reivindicações dos prefeitos, 
dentre as quars destacamos a ' 
instalação da Faculdade de Agro 
nomia em Dourados,e outras de T 
eariiter geral. 
Falando à nova diretoria, o 
parlamentar pontaporanense,dis­ 
se 
II 
quero congrat.ular-me com o 
povo, prefeitos e diretores de 
ta força emergente que é a ASSU 
MAT". Aos novos integrantes da 
Associação de Vereadores lem- ' 
brou o importante papel da for 
a legislativa. 
de Paulo 
Da E P D, Valter Pina, d,• ~lu:ido No 
vo; Alcinado Machado, de Amambay; 
e, Jaime Marques, de Aral Moreira. 
MENSAGEM 
Adotando uma estratégica admi­ 
nistrativa voltada ao setor EDU­ 
CACIONAL e ao Homem do campo o 
prefeito Dr. RUBEM DE CASTRO PIN­ 
T0, está transformando o aspecto 
flsico, social e pol Ítlco de Bela 
Vista. E um trabalho grandioso e 
exige imensos sacrlficlos. tias o 
dinâmico prefeito ai iado aõ povo 
desta terrá ,está vencendo os de 
saf los. Nesta oportunidade, para­ 
ben lzo o povo belavlstense, que a 
tendeu o repto de nossos maiores 
e trabalha p~ra o engrandecimento 
da Pátria. Parabêis belavlstenses 
,1

O DIA DA CIDADE 
rino Carvalho e eludo 
B e / a ,, Í .5 l e n 5 e ., 
Faz precisamente dols 
anos que eu assisti aos fes. 
tejos comemorativos do 34 
unlversário desta alegre e 
próspera cidade, Foi um u 
festa deslumbrante que mur­ 
cou nos teus fastos, uma be­ 
la e nmgullil'll dcmonslruçílo 
de clvlsmo dos eus habl­ 
antes 
Naquele dia 20 de Julho 
de 1032, udava Bela-Vista, 
a convite do Sr. Prefeito AI· 
varo da Sllv<.'lru '.lascarenbns, 
o Dr. Carvulho de Toledo, 
proferindo u III n csplOndldu 
ornclo. 
Hoje. é o mesmo Prefeito 
que me traz aqui pnra tradu-­ 
zir o seu pensamento e do seu 
povo, sem que houvesse me­ 
dido a dlsll'nciu entre o meu 
pobre intelecto e o dnquelc, 
11uc naquela du1t1 aniversário. 
deu n l:lela-Vlstu o brilho de 
stl!l palavra e a força revl-­ 
v;orudora de pl'inciplos filasó-­ 
licos e politicos, idéias suus 
vividas na juventude, para as 
novas e modernas realizações 
de hoie. 
E assim, õlo dizia reme­ 
morando umn (!pocu: «Hô 3, 
anos passados, num dia como 
C!ste,sob um céu inühilo,chcio 
de sol e resplandescente de 
ulclulns no coração da insi-­ 
piente idade- ílcla-Vlsla se 
cng-.ilanura [estiva pura rece­ 
ber u vi itu do enllo secre-­ 
titio de Estado Sr. Dr. Be­ 
nite Esteves, que uaquele dia 
viera instulur a cidade 1·ecem­ 
criadu pelo i.:ovêrno Aquino 
Cot-rêa. a :!O de ,Julho de 1!l1S. 
E u ahna Je!uvistensc, vibra­ 
va de entusiasmo. Em ses­ 
süo civic11 que marcou o ad­ 
vento ele uma nova época nu 
vida citadina belavistense», 
êle se exp1·cssuv11 num ver-­ 
cladeiro hino de louvor, numa 
~intcse histürlcu. dccantuudo 
a novel cí1ludc, qual um novo 
David em formos Pastoral 
« oh! minha risonha Bela-Vis­ 
tu, Jcndila Cunuan, terrn. mo­ 
ça e apctecilhl noiva do sol 
" elas !lorcs. cm teu seio de 
leite e de mel,ucolhe o dizer 
sem atavios. a prosa rude. a 
!rnsc chi, deste u quem, en­ 
tre os que te amum, coube a 
i-uprema tarefa de te saugar 
neste dia. para ti, por toâos 
os titulos auspicioso ». 
Assim falou Carvnlho de 
Toledo, jovem culto, cheio de 
inspiração, p o e ta mavioso, 
considerando a sua prosa ru­ 
de e u frase chll. Que pode-­ 
rei eu dizer da minha ensoa­ 
da palestra de hoje? Acei­ 
tando o convite do Sr. Prefeito 
Alvaro Mascarenhas, ni!.o quiz 
renuncia-lo, pois se me all!ru­ 
ra um dever - dever que o 
amor exige e u gratidão o­ 
briga- e êste amor eu lenho 
por Bela-Vista e esta grati­ 
dão, iâ. tnntas vezes demons­ 
trada, existe na minha con- 
cicncia. • 
36 anos 6.!lo decorridos 
de uma justa conquista. O 
coraçlo belavistense vibra 
hoje, como vibrará. sempre. 
ao sentir a pujança do seu 
progresso confiado aos seus 
diletos filhos, nêste dia de 
rncortluçõC';; e merecidas bo­ 
menagens. 
Um administrador 
Neste dia festivo pauru 
todos n6s. e opurtuno traçar 
0 
perfil de um administrador. 
Alvaro Mascarenhas é es­ 
"-
1 figura impoluta, que com 
respeito absoluto às tradições 
de familia. colocou a nobreza 
de uma raça acima de sua 
vaidade ou pretenções de 
mando. 
Como politico nlo é um 
intransigente partidário, é um 
técnico, dando 1os seus g0- 
vernados o que a ciéncl.1 mo­ 
derna exige de um adminis­ 
trador esclarecido, honesto e 
lahorloHo. 
::icm mi!illcu l'llosófícu, 
integrado no conhecimento 
las necessidades dos seus 
municipes, voltou as sua8 vis­ 
tas e a sua n<;üo pnra cons­ 
trnlr o bem-estar que lodos 
1·ccl11mum:--- e assim ngiu com 
conhecimento de causa, pura 
rcallznçõcs posltivm;, dando o 
n1úxlmo de conforto aos seus 
governados:-- luz e energia 
t•INricu, pontes e cstrndus, in­ 
centivo ao cultivo cllf terra. 
higiene e instrução, tudo isso, 
para servir uo seu povo, com­ 
preensivo da téenica adminis­ 
trallvu, sem ferir conceitos 
!ilosMicos, indiferente a ,log•n• 
,. ú neflllHla dcmn(!Ol!la. • 
ut obra de utlminlslra­ 
dor é concreta, positivo obe­ 
dece 11 ti'.-cnica sem negar as 
tradições que constituem o 
pedestal da nossa nucionall­ 
dade. 
Fira o meu conceito sô­ 
bre o administrador Avaro 
Jllnscnrenhns; deixo no povo 
de Beln-Vista o direito de 
traçar-lhe um perfil mnis per-­ 
feito de homem público. 
A Bela--Vlstn. 
Falnr sôbre a lua história 
scrin dissertar sõbre a snn­ 
grenta epopéia da Relirnda 
da Lagunn; reviver a memó­ 
ria sagrada de José Francis­ 
co Lopes - figura heril de 
denodndo guia; seria trazer à 
nossa mente n vidn pretérito 
daqueles bru. vos sertanistas 
que aqui aportaram, plantan­ 
do o primeiro marco de urna 
civiliznção que hoje se refle­ 
tc, magestosa, nas águas cris­ 
talinas do histórico Apa. E 
nno deixaremos esquecidas 
aquelns pegados dos planta­ 
dores de cidades, tuo nobre­ 
mente exaltadas na musa 
Imortal de Bilac em « O Ca­ 
çndor de Esmeraldas », ao 
descrever u agonia de Fernlo 
Dias Paes Leme: - 
I va ta mz a una n z tz titas 
ta:ti s tis t l sra as t!is. 
rt, tis t zu, e:cu a tzihr 
la a:tnis u m t:s si::s rs ttum; 
u sh ta tltig4, Multar tr rI 
lu tr tu tt'!y e r Mi: à l 
L, !/pzt» 4 'ri!i, a'mru as i2tu, 
tutu te :zs, phzrttu te i:te&, 
atua t» zn2; t titia rirus! 
A juventude Bclavistense. 
,Juventude de Bela-Vista: 
A minha missão precipua de 
hoje é te saudar, saudando 
também o glorioso passado 
da tua cidade representada 
pelos teus manes. Mas, puru 
tanto, é preciso dizer, de ini­ 
cio, o que eu penso a respei­ 
to da mocidade e do papel 
que lhe está reservado na 
sociedade. Em síntese, direi: 
A mocidade é a hemoglobina 
vitalizadora, dinamizando to­ 
do o organismo social. 
. Assim como o sangue 
revigora o orgamsmo animal, 
assim lambem a mocidade. 
dá vida e calor ao organismo 
social. 
llurio Gonçalves Vianu­ 
noltl.vel psicólogo português, 
dlz com multa sabedoria: - 
- «Pode a[lrmar--se, sem 
receio de desmentido, que a 
Juventude é utilissima, nilo 
~6 aos lndlviduos, mas, tam- 
tiêm, üs coletividaclc·,, 
Os novos têm muito a 
aprender dos adultos e dos 
velhos; têm muito que apren­ 
rler da sociedade em qu e 
Ingressam. Mas, por seu 
lado, não deixam de benifi­ 
clur Jrncnso a coletividade. 
nhrindo-lhc IHJ'Os horiwntcs. 
Constituidas, apenas, por 
velhos, as sociedades huma­ 
nas cristalizar-se-Iam; constl· 
Iniciai; apenas por novos, vi­ 
veriam em permanente tumul­ 
to e co11fusi10•. 
, Juventude é uma força 
dinamizadora, por oxelôncía; 
a ,·clhlcc e uma força cssen-­ 
clalmentc conservadom. 
Os adultos e os velhos 
impedem um nvnnço dernn­ 
i;lado rápido e dominam os 
impctos e os cxngeros dn 
mocidade. Os novos nrrus-­ 
tnm os adultos à reullzaçilo 
de muitos atos que, de outro 
modo nunca êles orulicariam. 
, convivcncia dos jovens 
rejuvenesce os adultos e os 
·,elhos; vivifica-lhes o espírito. 
~õcratcs gostava de conviver 
com os novos; nos dlúlOJ.(OS 
de ?lati.lo, avultam alguns 
jovens; e o p1·õprio ,Jesüs nfw 
duvidou de cercar-se de no­ 
Yos: ernm os filhos de Zebe­ 
deu, que deixaram o pai pa­ 
m o seguir. 
Juntos dos novos, os ve­ 
lhos sentem-se renascer e 
remoçar, porque a. juventude 
quando não está corrompida' 
é umn fonte viva de entusi­ 
asmos generosos e desinte­ 
ressados. 
. , ju.vcntude salva, por 
isso mesmo, a sociedade 
da estagnação. Ainda quando 
os seus objetivos demasia­ 
do altos e temerários-mesmo 
ussim estimula/os adultos en­ 
che-os de brio. incita-os e 
man:a-lhes 110'as d1J-ctri7.es. 
E a mocidade que, com 
o seu espírito idealistn con­ 
trahalança o cômodo m.'.!.te­ 
riulismo dos adultos· é u mo­ 
cidade, sequiosa de mudanças 
e transformações, que impele 
as patr,as e as sociedades 
ara as grandes renovações 
;,uht1cas. hterJ1·ias. sociais ou 
arlisticas. 
A nossa história pátria 
está cheia de grandes asso­ 
mos e de prodigiosos lances 
cm que pret!ominam os estos 
nobres e aucbzcs da mocida­ 
de. E desde a lnconridênci-l 
Mineira. até á Proclamaçáó 
da Repubhca as P:ll!inas da 
nossa história osteatam valo­ 
res novos e novas realizações 
que só à mocidade competia 
firmar. Quem são - Tira­ 
dentes, Tomás Ant0nio Gon­ 
zaga, Claudio Manoel da Cos­ 
ta e Alvarenga Peixoto ? - 
- Representantes lídlmos 
da mocidade heroica. • 
Quem éra Pedro I nas 
margens lendárias do Ipiran-­ 
ga? Um Moço. 
E Castro Alves, e Rui 
Barbosa, e José do Patro­ 
clnio e Joaquim Nabuco, na 
campanba abolicionistn ? - 
Moços I Galhardos, sublimes 
e destemidos moçosL 
Na propaganda da Repú­ 
blica, qual a voz dominadora? 
- A de um moço: - 
Antônio da Silva .Jardim. 
E a epopéia de Copaca­ 
bana por quem foi heroica-­ 
mente vivida? - Por 18 jo­ 
vens no melo dos quais se 
encontrava êsse denodado 
invicto, sobranceiro e nobre 
soldado que o Brasil ainda 
boie tem orgulho de possuir 
em melo das suas hostes va­ 
lorosas: - O Tte. Brigadeiro 
Eduardo Gomes. 
Quando eu aqui cheguei 
- há 36 anos passados - a 
Sverino Carvalho de Toledo 
mocidade HC'!:i--vi teu--c r.t 
representada por um pugilo 
de jovens sequiosos de saber 
e desejosos de servir mais 
tarde, à sua teml natal. Foi 
cnt.iío que em companhia de 
Carvalho de Toledo, Texeira 
Campos, 'l't'Xtíra Filho, Al­ 
voro Mirrrnua, Fausto Porrira, 
Oscarlno fl.amo e o u Ir o s 
mais, fund,11110 o "fustltuto 
Rio Branco" que, em li o r ri 
tenha tido vida efêmera, ser. 
víu todavia par'a semear no 
espirito adolescente que des­ 
perlavu naquele momento em 
nossa lcrra - n semente ma­ 
ravilhosa do civismo. 
E aquela mocidade pre­ 
térita é boje a maturidade 
sadia e pensante que dirige 
os destinos desta maravilhosa 
terra, enchendo com o seu 
dinamismo lodos os setores 
da sua atividade. Por Isso, 
numa festa como a que agora 
realizamos, a mocidade ocupa 
lugar de explêndido destaque. 
Moços Belavistenscs 1 
Guardai no vosso subcon­ 
clênte êstc subllme conceito: 
"Quem tiver, por si, a 
mocidade, terá o domlnio ou 
o govêrno do Mundo". 
Um grande observndor 
anglo-saxão, viajando certa 
vez pelas colônias inglesas 
da Áfl-Jca, respondeu a um 
daqueles chefes coloniais, que 
lhe perguntava o que devia 
fazer para a prosperidade da 
sua colônia: 
- "Informal-me quantos 
novos possui a vossa colônia 
e eu predir--vos--ei facilmente 
o seu futuro". 
Uma grande vida - disse 
Alfredo Vlgny - é sempre o 
pensamento da adolescência 
realizado, rnaJs tarde, na ida­ 
de adulta e o notavel pro-­ 
ressor Manoel Rodriçues - 
grande mestre de psicologia 
em Portugnl - afirma que - 
"A vida de cada um é o que 
tiver sido o pensnmento do-­ 
minante da sua mocldnde. 
Mocidade belavistense: 
prepara para a tua cidade, 
para a tua terra, para a nos­ 
a terra, dias de operosidade, 
de paz, de tranquilidade e de 
progresso, aprimorando o teu 
espírito dutit e plasma vel nos 
grandes ensinamentos d a s 
letras, das artes, das lndús­ 
lrins e do comércio, para que 
ela brilhe no céu matogros-­ 
ense como nstro de primeira 
grandeza. 
Tudo depende de li, por- 
11ue: - "Quem tiver, por si. 
a mocidade, tera o dominio 
e o govêrno do mundo!" 
Eia, pois mocidade bela-­ 
vistense! O futuro te chama 
e te concita! 
Agora vós, excelsos ma­ 
nes. 
Vós, que fostes em vos· 
sus_ vidas terrenas, os pri-­ 
meiros espiritos civilizados a 
encontrar, nesta sedutora !ai­ 
a de terra brasileira as 
·wnificas possibilidades pa­ 
r edificação e m:anutenção 
'e mu urbe com todos os 
requisitos sociais, politicos e 
admm1stral1'os modernos· vós 
que vistes realizado o vosso 
:lean&ourado sonho, continu­ 
:.i veia;:!a pelos destinos ex­ 
veisn,: dres ferra maravi­ 
!'ih -;it:+feira, onde der­ 
tuastes » :·et bendito do 
osso p:oba labor, onde so­ 
th:sies as mirabolantes so­ 
nhos dos vossos ideiais e on­ 
'e perpetuaste as vossas 
familias e os vossos nome., 
. Sêde presentes esta fes­ 
tividade e fazei com que os 
fluidos imponderaveis da vos­ 
sa bondade nimia, derramem 
sobre us nossas cabeçus - 
num halo explcndido de apo­ 
teóse- bênçãos e graças 
acompanhadas elas divinas 
graçns e bênçãos de Vens 
Onipotente e Pai Misericor­ 
dioso. 
I' 
1 
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"-'- 
( 
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li 
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1 
PONTO DE ENCONTRO 	·rvaldo Pereira 
A vide da TRIBUNA DA rRONTEIRA, 
conotitui, em verdade, uma viagem emo­ 
cionante, e eu eopero torna-la produt,!_ 
ve e aimpleo como o perfume dao flores 
todoa oentem, mas ningué■explica - Es 
tou corto de quo, ne procure das verd.!!, 
das oublimse, cede individuo devo eo­ 
guir um roteiro peeooe a que todos oa 
itinerários diferem una doe outros maa 
conduzam e causa comum. Oe caminhos dg 
vem oar individueis e diferentoo. A 
meta principal é uma eÓ1 A GRANDEZA DO 
BRASIL. Não escravo pare os que nunca 
oa entregaram e alguma busca, para 
quem "carece tempo da pensar". Nem es­ 
crevo para oe comodistaa, perfeitamen­ 
te eetiefeitos com o que poeeuam, que 
tem por eeeim dizer uma situação gara 
tido. Não pedimos pera embarcar no na­ 
vio da vida, mas encontramo-nos a bor­ 
do e temos obrigação de conduzi-lo ao 
porto seguro.~ e nossa missão. Não e!, 
mos aqui porque queremos. Estamos por­ 
que e INTELIG~NCIA SUPREMA permitiu e 
noese vinde. Se não viassamo, talvez 
permencaisemos no NADA, e vindo com VI 
DA e aó acredito numa vida PLENA. Uma 
vida de atividades. De reelizaçÕoa. U­ 
ma vida construtiva. Não escrevo para 
agradar a quem que seja, e poderei de!, 
gostar alguém, pois o que digo deriva 
estritamente dum ponto do viste indivi 
, - 
dual. Ha muita coisa solidificada, en- 
caixotada, embaleemede, que não admite 
diecuesêo. ~ curioso, reelmentar mas 
em matéria de "diálogo", todo indiv! 
duo se compraz em pensar que tem o mo­ 
nopólio da verdade. No discurso em que 
solicitava da Grande Convenção a apro­ 
vação da conatituiçêo americana, Benja 
mim Franklin escreveu1 "É por isso qua 
quanto maia envelheço, tento maio me 
ointo inclinado a duvidar do meu a do 
Juizo alheio. Na roolidndo, a maioria 
dos honans, como a maior parta das sol 
tas religiosas, preuno or donos do 
toda a vordado; o tudo aquilo om que 
os outroo diverge~ doleo se lhoo afig_!! 
ra gravo orro. Stoolo, u~ protootanto; 
diz ao Papa numa dedicatória quo o ún! 
ca diferonça entro ao noooaa duao Igr.2, 
jas, no tocante às opiniÕoa sobre a 
certeza de oua doutrina, conoioto em 
que e Igreja Romana Ó infalivel, o a 
Igreja Anglicana nunca ostá em orra. 
Entretanto, embora muitos individuoo 
façam tão alta idÓia da sua própria i~ 
falibilidade, cocao da infabilidade da 
sua seita, raros aao os que e oxprimom 
francamente corno certa dama francesa 
que, numa breve discussão com a irmã 
doclarou1 "Js no trouve que moi qui a! 
e toujouro raieon" (NÕo sei de ninguéa 
exceto eu, que tenha sempre rezão). I!!, 
to mo faz pensar na carga de "crenças" 
que muita gente gosta de por aoe om­ 
bros das mentalidades jovens, dizendo: 
"Voes á um bom menino, um repa% forte. 
Pode aguentar estas coisas. Trato de 
acreditar, e ae convencerá de que sao 
verdades". As vezas, os ombros das man 
talidades jovens criam bolhas. 
«IN MEMORIAM>> 
 
•l ;nnde al••• ao coraçio ar­ 
dante do mau pai, 0svAD0 MA 
TllS PcactRA, tazand■lro dl 
protisaao, 
Tanho grande ralt■da habU, 
lidada anual e laaento-o, Se­ 
la mais pertito ase intua 
••oe ■oub-■■- trabalhar. "ªºª 
qva r■z• alguaa cala■da Út.11 
mergulha nas protundidades do 
ar a dali etresa uas tontoda 
bondada a da paz. O ■eu pal a­ 
ra tarandeiro, Haia preisasn 
te ua sitiante ecoe aio ghu. 
doa a pequenos proprietário 
os de terras no interior do Éa 
tedo de S■o Paulo. Tlnh■uai ii1 
•• prorunda, u■■1ph1t.o v•rd,i 
doirantes mensageiro, A das 
peito desta falta de habilida­ 
de ■anuel can■egul no entanto 
h•Nf•t do •velho" u:■■precarl• 
vocaçeo da lidar coas terra. 
coato da Jardln•g•• Pleu pal 
deixou seus estudos de adici­ 
ne per• lider COII • t■rre. A 
aeus olhos, eu devia tornar-ae 
u farol, u hoas capar de 
••cl■r■car ou outro• ho■en, de 
lha■d■r corag• ■aap■rança, 
do lhe» mostrar, a lyt que 
brilha no rundo da noa. Para 
meu pai a aventuras hunana ti 
nha u■dlreçao. (.la Juloa1it■•• 
aconteciasntos contaras ao si­ 
tuavg ou nio nesse direçio, A 
hhtorla tln.h1 ua ·•nlldor ela 
evolui■para algua■ror111 da 
ultra huano, traria .. ai a 
prosasse de uma super consci­ 
incig, A wu tiloaotia cai­ 
e nao o separava do aeculo 
No presenta, as tuna danosa 
ara progressistas, Uaa vi­ 
da plena é ua sonho de adolea­ 
canta r■■llzado na idada ■■du­ 
ra - diria vigny - e eu, proçu 
ro aprofundar ■honrar • •••o.. 
:.: :.1.:.± 
7±'±#:.: 
a ■inha luta concada paz •• •.!! 
a cinraas, Mau pai morreu se 
J•••h perder a ■aparança ~• 
ver brilhar a lur para alia 
das grandes montanheaa seta 
luz a qua procuro aantar ao••• 
, poia, ao nip encontrei, 
pelo senos vi seu ra?laxo,, 
MAIS UMA 
JORNADA 
NOSSO RECADO 
TRIBUNA DA FRONTEIRA, um jornal que 
nasceu pera lutar batalhando pelos 
aêos princípios de honra e dignidade, 
disposto a vencer percalços e transpor 
barreiras, tendo como meta o bem co-­ 
mu, permanecendo equidistante de quss 
tiunculas pessoala, alheio a mazelas 
que, ainda, nos dias de hoje persistem 
no seio da comunidade. Nossa orienta­ 
ção e diretrizes escapam do êmbito fo~ 
medo por indiv!duoa, conetitu!doe do 
grupos ou racçoss, pare vislumbrar e 
amplitude do interesse superior, do 
pensamento elevado e das ideias ealuta 
rea. Deado o início, fevereiro de 1972 
com sacrifícios de toda ordem, temos 
procurado manter aquela altivez e aqug 
la dignidade que nos legaram os wmee­ 
tres do jornalismo". Em verdade não po 
demos esconder noaao estado d'ala I 
ante de muitos deeenganca, dasiluaõs~ 
e, por vezes, diseeboree, ente o nega­ 
tivismo que ainda perdure am determina 
das camadas belevietensos. Mas, com cõ 
regem, confiantes num destino maior dÕ 
homem~ e crentes em atitudes que exer­ 
citarao no transcorrer do tempo, na 
conquista dea sues luzes a na implante 
cão de uma nossa filosofia, o homem sã 
haverá de reoencontrer, criando-se ou­ 
tra alvissareira na senda aapiritual a 
mental da comunidade. O jornal tem ovo 
lu!do, como Órgão noticioso, informatl 
voe divulgador, correspon~ondo ao al­ 
to sentido que e comuniceçao vem ax­ 
preassendo nestes dias que vivemos, R.!, 
detoriel a tacnicemanta nos temos es­ 
forçado pera ir ao encontro dos ideais 
e das eapirações da coletividada que 
vimos servindo há tantos anos, oingola 
mas davotedamenta. Se por um lado 
8 DIRETOR E REDATOR CHEFE1 IVALDO PEREIRA 
C•t-o• na 11.aiar da u.• ~ da o papal d• pra■■rnr·• oae- "ºªªª luta tem sido imensa, por outro DEPARTA .. ENTOS• 
a caminhada que, neata 2a de se w a heronia_da una coaunt 	l • 
JuIhe d» 1977, TRIUMA DA FRA dado, de una mçio. abe a l n podemos deixar de reconhecer uma 
IIR enceto-ais que lança u exclusivas nto a la ·a pena caliosa corraapondância, um apoio inos ADHINISTRAÇÃ01 Haria Estela Velaequaz 
rie si4e -.se.s·. • z.""::::2:%;: iéi",i 	= 
•otr • tt• • .!• antov•ndo rutu 	mavo a a presença constante doe nos 	era ra 
aalliteaçãw» no a4eG e interesso lgftis de use aos leitoras, aasinsnteo, anunciantes-, CIRCULAÇÃO: Janaa Vslaaquaz 
grÍitlco do Jor:a.■"l. Todo o "º!. aaplraço■a • datender • lllVtll- 
o programa raaua duas pala- quer praça, a honra e_a liber- colaboradora o daqueles que, ao nosso COHERCIAL: Alvaro Pereira 
«+s wii iiviõri. ;;"ç"7;; ??";";;ç," 1ado, labuta permanentemente. Quer- ARTE: Helio Guodas corra 
Ser Ln4pendente iá ser lvre, cinco_4nos de luta_a iaaio mos e sempre tivemos dispostos a fazer COHPOSIÇÃ01 Patronio Leiio, Libaracy Li- 
priaoiro davar de qu .. i li- Jornaliatie da a TRIBUMA DA u Jornal que,_real■anta, ao constitua 	no, Altair Harquea e Lau:ci- 
re i respeitar a liberdada a. RnTIRA, coso porta voar au- 
111.la, Gua quer sar livre davas tintico de counidade saque ftut inatituiçeo a serviço do um povo; 	dio Medeiros 
... -.ada1 d ... sr Juatoi eati engajada, a arau
t
o dos D0t iasa, noa ta■oa a■panhado numa ta- IHPRESSÃ01 Nilaon Rocha 
deve per-as sciaas doa Intera- sublimais direitos da sociedada 
·s que pélélas na ele te» bilavintanw». tata rtantacs rafa Ingente para estruturar um órgão 
coletividades a t@ração, as J crurou qunas asais anos dq da imprensa, que atreva• doa n0aa0a REDAÇÃO, ADHINJ:STRAÇÃO E OFICINAS I Rua 
,...._. dna ••r ■né'l'g1co • ir- atividada inintarrut a Ji z 	- 	/ 1 Vi t PfT 
1 
=•=;.~•.:lt:.!:."l'!~=: :~:i:::~:.:: :;ª:!~::oo q~: e~~!:r:: ::m!:~~n~? ~~=o a!"1:!r~!ça:ii: Duque de Caxia■, a n - Be a s a- 
".:7""±2:.::: r.:: 2z...° 	Ass1gruRA_AvA (seis v4+s), 1s,os 
1d t "arre liberd 	pgrnes e os 0pene passam, tal coo 	l 	Hl - 4 	+ 
' ""iwii "Fie enerpzz 2l 
i 
ano, para aparelhar a TRIBUNA, capaci­ 
tando eete jornal de modo a servir a 
eua legião da leitores. Mufto temos a­ 
inda a fazer, muitas missões temos a­ 
inda a cumprir; talvez muitos Óbicea 
teremos que defrontar. Haa, com ajuda 
de DEUS e doe homens de boa vontade e, 
e!guros da fibra que nos alenta, e que 
nao estiola, seguros astamoa que proa­ 
seguiremos esperançosos, resolutos e 
encorajados pera alcançar outras metas 
que redundem em benefício comum. Esta­ 
mos cientes de maneira como erocedemoa 
no passado; conscios da miesao jorna­ 
liatica que estamos cumprindo no pre­ 
sente, e convictos das tarefas e da 
responsabilidade que nos competem nos 
dias futuros. A TRIBUNA DA FRONTEIRA 
o_que eempre foi e sera sempre um or­ 
gao fadado a perluatrar e corporificar 
as idéias sãa, nas busca de um grande 
porvir, sempre fiel ao roteiro delinea 
do e 25/2/72. Nossas congratulações; 
neete dia, a todos quantos nos honrem 
com sua leitura, com aqueles que nos 
oferecem a sua colaboração contantes e 
valiosa, incentivando-nos a marchar,ac, 
brenceiroe, peloe caminhos amplos das 
conquistas máximas e doe ideais alevan 
tadoa. 	- 
aldo Parei 
(Fundado em 20/2/1972) 
TRIBUNA 
DA 
FRONTEIRA

TRIBUNA DA FRONTEIRA 
ELA VISTA MT; QUARTA-FEIRA 20 DE JULMO DE 1977 
ESTER SILVA 
Lotor Silva, nas 
cida na cidado do 
Ro■ário no Estado 
do Rio Grande do 
Sul, a 12 do otom­ 
bro de 1888. Vaio 
parg Mato Grosa9 4 
to e; aeiu do lo e 
20/11/11 e chogou 
om Porto Hurtinho e 
02/11/11. A 05 do 
moemo moo e ano, f ol 
nomeada profeaeore 
Estadual para_oxoer­ 
cor suas funçoeo na 
vila de Belo Vista, 
visto eeta cidade 
pertencer a Comarca 
do Nioaqua, A Vila 
are quase deoarte 
posou indo algumas 
casas de barro co­ 
bortas de capin, He 
viam algumas de té: 
buaa como o Correio 
e raras residências 
de peaaoaa que aqui 
Já se encontravam 
estabelecidas. 
A Escola Ester 
Silva, .funcionava 
num prédio aliés nu 
me casa de barro cG 
berta do capim ondã 
ó hoje o For. 2á 
existia uma escola 
particular, cÜja 
professora não 
le111brado o nome. 
Depois disso a 
luta continuou sem­ 
pre havendo políti- 
ca no meio. A 28 
de março de 1917 
foi nomeada novamen 
te para o cargo de 
professora de Vila 
de Bela Vista, con­ 
forme arigo 147, 
visto estar afasta­ 
da do cargo por mo­ 
tivos politicoa. 
En 13 do . abril 
de 1930 Foi nomeada 
professora munici­ 
pal por ato n 44, 
permanecendo no 
cargo até ser dia - 
pensada a pedido pa 
re ser nomeada Dir 
tora do Ginasio Es 
tadual da Bela Via­ 
ta a 6 do abril da 
1956 o qual funcio­ 
nou 5 anos como Cdu 
candária Cratuitã 
para depois tomar o 
nomo atual acima 111 en 
cionado - 
Tomou a seu car­ 
g0 4 sobrinhos oe 
quais ficaram som 
mão, sendo um com 
4 meses e outro com 
l ano e 8 meses dos 
4 duas são normolis 
tao formidas pelo 
pai o l contador 
tormado por Catar o 
qual nas horas que 
não estava lecionan 
do are bilheteirã 
no cine são José, a 
fim de angariar mals 
fundos para poder 
sustentar, a tudo cri 
ou um sobrinho que 
hoJo á 19 Ten R/1 
do Exército. 
rol vereadora na 
gestão do Sr. Ãlva­ 
ro Mascaranhas de 
3/10/51 1956. 
Em 1952 no Cavar 
no de Dr. rernandÕ 
c. da Costa recebeu 
um Colégio com o 
seu nome cujo sacra 
tário era o Dr. Cas 
tro Pinto e cuja 1= 
déia partiu dele. 
Por ocasião do 
Jubileu da prata do 
Rotary Clube de Be­ 
la Vista, foi home­ 
nageada no Gremo 
Pedro Rufino pelos 
relevantes serviços 
prestados a Comuni­ 
dade Belaviatenae ! 
dia 20 Jul 76. 
A 24/1/77, rece­ 
beu na Camara Muni­ 
cipal o titulo de 
cidadã balavistenae, 
Ester Silva fi­ 
lha de Otávio Anto­ 
nio da Silva e Mer­ 
cedes de Araujo e 
Silva nascidos a­ 
bos no Rio Grande do 
Sul, passou sua e- 
(«uma legenda>) 
D. Ester Silva, recebendo de d. Diva 
Urbieta, medalha do Rotary Club de Bela 
y1sta, pelos relevantes serviços prestados 
a comunidade. Na foto, o presidente do Ro. 
tary (1976) Pedro Jose Palmieri e sua espo 
aa Leda. 	- 
xiatência quase to tinha sua mae a 
da aqui visto ter qual ajudava e fazi 
chegado aos 17 anos a todo o serviço cã 
de idade. aeiro, esta faleceÜ 
Seu pai resolveu com a idade de 110 
vir para cá afim de enoe e ainda lúcida 
aventurar a vida sa Estar teve a seu 
iu de lá com l tro. cargo inüeras pes­ 
pa de cavalos em co soos as quais e ser 
panhie de seu tio.- viam e eram servi 
Permaneceu aqui 4 das. Pois na casa 
anos. Depoia doasa encontrava tudo: as 
tempo foi buscar e tudo, carinho, etc, 
familia, A viagem Essas pessoas fo 
transcorreu de va- ram em numero de 2Õ 
por da cidade do mais ou menoe, hoje 
Rio Grande até Por- algumas estão ve­ 
to Murtinho, de lá lhas ou velhos, ca­ 
para ce vieram de sedas e outras sol­ 
carreta da companhi toiros, porn exis­ 
a Mate Laranjeire,ã tem entre elas pro­ 
qual transportava [ir- feesoraa, fazendei­ 
va Mate, aqui che- roe alfaiates, mili 
gando começou a lu- tares do exército ã 
ta. Otávio pai tor- da polícia. 
nau-se· funcionaria Dessas pessoas 
das Mesas de Renda, permanecem . casa 
permanecendo no car uma, até hoje es­ 
go até falecer, as: tao a cargo de ca­ 
te sempre trabalhou sa 3 netos que Es- 
fora de casa Mas, ter ainda cuida, 
.----------- ------------------------------------ 
REMINISCÊNCIAS 
Josino Pinheiro 
Ralembranllo º" 
topos de criança, 
quando Bela Vista 
vivia numa era a­ 
dgrmecida, as ruas 
nao poasuiam na e 
nem nomeJ onde fi­ 
ca a casa do Sr.Os 
car R. de Araújo, 
ra um CaraguatazaI 
onde eu e meus 
companheiros de ln 
fància, matavamoã 
umas parcáe, ainda 
me lembro muito da 
D. Emilia, mãe do 
preto; era uma ve­ 
lha lavadeira de 
muitas família, só 
gente rica. 
Foram os tempos, 
os tempos que um 
fio de bigode vali 
a mais que um do: 
cumento de hoje; 
quando una pessoa. 
dizia sou seu ami­ 
go mesmo. Lembro­ 
ma dos amigos de 
meu pai, verdadei­ 
rgs amigos. pois 
nao gram so amigos 
nas horas boas e 
ai a muitas oca. 
sioss, _puda ver 
ye at em situa-­ 
çoaa de vida ou 
morte havia a ho­ 
nestidade dessas 
amizades. Lá foram 
Antero Loureiro, 
Afonsg Loureiro, 
Militgo Loureiro, 
Eetevao Loureiro, 
Ildefonso Pinheiro 
Salvador Loureiro, 
Elizario Brum, An­ 
tonio Coelho e 
muitos outros, só 
aqui em Bela Vista, 
. Naquela -época 
ao existiam as se 
guintes fazendas? 
São Rafael dos Pe­ 
dras, são Salvador 
do Sr. "Inhosinho"} 
Salvador Loureiro, 
Vaquilha do sr. A­ 
fonso Loureiro, 
Santa Cruz, do Sr. 
Antero Loureiro on 
de eu nasci em 097 
12/1918; fazenda 
Doa_Viste do Sr,Mi 
litao Loureiro, rã 
zanda Machorra dÕ 
Sr. Primitivo Esco 
bar, fazend'a novã 
do Sr. Ildefonso 
Pinheiro, são Luiz 
do Sr. D Sabaátião 
Toledo, razanda St 
Amaro do sr. Atha­ 
nasio da Almeida 
Halle, fazenda Con 
córdia de D. Rogá­ 
ria Silveira, ·fe 
zenda Capão da La: 
nha, do Sr. Ãlvaro 
da Silveira Masca­ 
ranhas, fazenda 
Monjolino do Sr. 
Clemente Barbosa, 
fazenda Itá do Cel 
Godrofredo Gonçal­ 
ves. Todas essas 
fazendas estão sub 
divididas, Já nas 
maos de outros do­ 
nos,umas por heran 
ças outras por com 
prar, - 
As estradas que 
existiam naquelo é 
peca, saindo .parã 
Miranda, passava­ 
se pela Hachorra, 
perto da barra com 
o Apa; dÓÍ passava 
pela razenda são 
Salvador, fazenda 
St. Cruz, razenda 
Bga Vista, fazenda 
Sao Luiz, direto 
ao córrego do Pra­ 
ta passando pele 
vila de Bonito; ijo 
Ja cidade de Boni 
to, daí passando 
pelas_ :fazendas; 
Buracao, Pigangsui 
ra, daí chegada no 
rio Miranda, passa 
gem por balsa, erã 
uma luta, mas tudo 
muito bom o trans­ 
porte coletivo, e­ 
ra de Jardineira,a 
empresa era de la 
mão, era do Sr. JÚ 
lio Panissa, de­ 
pois passou ao Sr. 
Octávio Pereira, 
genro do Sr. Ante­ 
ro Loureiro, outra 
via de transporte 
sra paro Ponta Pe­ 
ra, abrindo da fa­ 
zenda são Salvador 
no lugar até hoje 
denominado "Boi Je 
guá", passando pe­ 
la fazenda Vaqui-­ 
lha, vinde,. Monjo­ 
nho Ãgua Amarela, 
Ponte Inhum, dos 
Peixotos; também e 
migas do meu ines.. 
quec!vel pai Pedro 
Pinheiro, 
Da! ja partia 
para a Serra Brava 
subida de dificil 
acesso, rumava da! 
para a ,cabeceira 
do Apa indo para 
Ponta Porã, bem em 
outras oportunida­ 
dae falarei .maia 
outras coisas, 
Anthero Loureiro 
de Almeida 
(NHO ANTERO) 
Em 1872, aproxima 
damente, chegava a 
princesa do pa,quaD 
do este dinda era 
menina, e Jovem An - 
thero Loureiro de Al 
melda, vindo do Para 
ná e em busca de no­ 
vos horizontes. Jo­ 
vem, com uma vontade 
férrea de venccr,An. 
thero conheceu Cle - 
mente Barbosa, cria­ 
dor de gado da regi­ 
ão, com o qua I asso• 
ciou-se na explora - 
çãoda Pecuária, me• 
lhor forma de desen­ 
volvimento da época, 
Logo em seguida 
vieram também seus 
pais, que Ja estavam 
em Meot Grosso, em 
Vacaria, Francisco 
Loureiro de Almeida, 
e Maria Benedita,tam 
bém seus irmãos, A­ 
fonso, João, MI I ltão 
Salvador e a<- Irmãs 
Ana de Concelção,Per 
cll iana e Umbel ina-; 
Todos fixaram-se e 
proliferaram no Huni 
ciplo de Bela Vista; 
com excessão de Ana 
da Conceição que ra­ 
dicou-se na Fazenda 
São Lourenço, na épo 
ca Munic1pio de Pon. 
ta Porã. 
ando a obra iniciada 
por seu pai, labut.in 
do na pecuária e a• 
grlcultura, o5 fi­ 
lhos: 
Octavlo • atualmente 
proprietário de Fa­ 
zenda Sombreiro, pe­ 
cuarlsta, Incansável 
batalhador pelas cau 
sas justas cm proT 
do seu runicipio,cal 
sado com Odete Ajala 
Loureiro, de cujo ca 
sal são filhos: Ante 
ro, casado com zely 
Guimarães Loureiro; 
Octavlo, casado com 
Zulema de Almeida 
Loureiro; TabaJara , 
casado comJane Melo 
Loureiro de Almel· 
da; lraJá, casado 
com Jlio Augusto de 
Helo; Antonio João, 
casado com Dione Ma· 
ria Slpol i Loureiro 
de Almeida e Antonia 
sendo netos: Otavla, 
Geórg la, Roberto,Per 
la, Flávio Augusto e 
Fernando. 
Coruml la - desta­ 
cado batalhador na a 
gricul tura bela•,ls:: 
tense, proprietário 
na fazenda breiro , 
casado, com Nilça 
Correa Loureiro, de 
Após anos d" dedi cujo casal são fl­ 
cação à criação de lhos Anton'a C 1 • 
Gado. na região denolna Leticia' '; 
mlnada"Hojol inho"airÍ ro'. Maria Benedita • 
da em Sociedade com casada com Zaê Lou • 
Clemente Barbosa,An-/reiro Pinheiro, pecu 
thero fixou-se, Jà arista e agricultor, 
como proprietario de proprietária da Fa­ 
terras, requeridas z.enda Formosa, gran 
do Estado de Mato de íncentivador do 
Grosso, no local que progresso belavisten 
denominou ''Santa[Se, de cujo casal 
Cruz". 	sao filhos: Paulo Ro 
berto; ldel fonso,ca· 
Surgia assim a .°ado com Marly da Rg 
.·' " _,sa Pinheiro; Antonia 
prazivel Fazenda SaMaria, casada com Pe 
ta Cruz, majestosa-,/dro Geraldo H2lo; Ce 
tranquila, acolhedo-liza Haiia; Maria de 
ra, semel~ante aque- Fátima; Haria Alice; 
las descritas por /gHaria Patricia; Zoé 
se Lins do Rego emle Claudia Haria. 
seus romances que re 
tratam a colonizaçãõ 
brasileira. 
Os demais filhos, 
Naturalmente, 
0 
de Anthero Loureiro 
jovem senhor senti/de Almeida, encon - 
falta compa!1heira,tram-se radicados 
para com ela compar- nos Estados de Mato 
tilhar daquilo qu(rosso, SãoPaulo e 
havia conseguido a- Rio de Janeiro. 
cumular através do 
seu próprio traba - 
lho-e para isso foi Sao. ,numere os 
feliz ao escolher , descendentes dos r­ 
tonia da Costa, glmaos Loureiro de Al­ 
querida e inesquecJmeida, contando mais 
vel "Nhã Túnica" desde 800 (oitocentos), 
cendente da priié;ladicados ainda,prin 
raça brasileira - cipalmente no tunici 
indio. 	pio de Bela Vista,Pg 
rem com membos espa­ 
lhados por quase to· 
Companheira dedi- do o território bra­ 
cada, mãe estremosa, slleiro,mormente nos 
protótipo da "senho- Estados de São Pau 
ra'' brasileira, dedi Paulo, Paraná Rio 
ceu-se fieelmente aõGranúe de, Sul:Rlo de. 
esposo e filhos atê Janeiro e Mato Gros­ 
o final de seus dias so. ê considerada co 
mo uma das familiá 
Vitimado por doen fundadoras do HunicT 
Ç< ii:i,ç:urãvel, fale- pio de Bela Vista,aõ 
eia Nhõ Antero, dei- qual a mesma jã pres 
xando viuva e uma tou. e vem presta~ l 
prole composta de no do relevantes servi-= 
ve filhos, dentre oiços como parte inte- 
1 
quais estão .. radie[9rante do trabalho» 
dos no Huniciplo de da ordem e de pro• } 
•Bela Vista, c:ontlnu- gresso brasileiro. I 
« 
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A 5 
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n 
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do 
... ,

EL.A VISTA 
BELI YISTI DE ONTEM . 
DELI YISTI DE HOJE . 
TRIBUNA DA FRONTEIRA 
Por: Harco Anto­ 
nio Fernandes, Bea­ 
triz Helena Mascare­ 
nhas, lHagall Coelho 
da Rosa e Odllberto 
Ka life (coordenação: 
"Prof. AIDA LOUREIRO 
PAES). 
Em 1801 o capitão 
espanhol Juan Cabale 
ro atravessou a pa 
com 109 soldados e 
fundou o forte São 
José, onde hoje é 
Bela Vista. Em 1? de 
janeiro de 1802, foi 
derrotado e morto, 
em combate, o forte 
foi arrazado pelai 
tropas sob comando 
do tenente Francisco 
do Prado. 
1 l 1 
l 
I 
-S 
Os Lopes que Já 
haviam tido papel 
preponderante no po­ 
voamento do Vale do 
Paralba, espalharam­ 
se por toda a região 
Sul do Estado de Ma­ 
to Grosso,or forman- 
do núcleos regulares 
de aldeamento, ora a 
penas, fazendo mui tT 
plicando-se desde os 
campos de Vacarias 
Brilhante Dourados; 
entretanto pelos cha 
padões de Amambal,a­ 
tê as campanhas para 
guals, indo flnalmen 
te um desses reben - 
tos Pioneiros' Insta­ 
lar-se em regiões ba 
nhadas pelo rio Apa7 
ali formando fazen­ 
das de gado. Em 
1849, João Gabriel 
Lopes fixou residên­ 
cia no lugar denoni- 
1ado ''Retiro'', a 12 
lêguas do Apa, onde 
faleceu. Em 1850, 
forças paraguaias in 
adiram o territÕrlÕ 
prisionaram o e con 
duziram para Assun­ 
ção, Dona Senhorinha 
tüva de João Gabri- 
el Lopes, e seus fi­ 
lhos também o mesmo 
estlno tiveram os 
moradores de 12 ca­ 
$as que Já existiam 
na 'Hachorra', 0s ln 
vasores vieram sob 
comando do coronel 
Rasquim, depois gene 
ral....A familia Lo­ 
pes pioneira de Bela 
Vista, decende de An 
tono Lopes, nasci­ 
dg em Pul, Minas,su 
Poem-se que ele tl- 
vesse quatro filhos: 
Joaquim, Gabriel, Jo 
ão Gabr l l e Jo 
Francisco Lopes,Has, 
são conhecidos ape­ 
nas três: Joaquim, 
Gabriel e José Fran­ 
cisco Lopes. 
Depo Is da inva­ 
são e aprisionamento 
das fam{lias da Ma - 
chorra Bela Vista fi 
cou abaadonada ate 
1872, em que foi f i r 
mado o rio Apa, comõ 
limite entre os dois 
paises, o povo mais 
confiante, passou a 
povoá-lo,sendo os 
seus primeiros habi­ 
tantes, ainda os Lo­ 
pes, (sobrinhos), os 
Barbosas, os Ferrei 
ra, os Pedra,0s Lou­ 
reiro, os Escobar e 
outros. Bela Vista 
está situada à mar 
gem direita do rio A 
pa. A sua população, 
é calculada em qua­ 
tro mil habitantes e 
o Huniciplo, em .... 
15.000. Tem um super 
fTcle de 10.000 qui- 
1Õmetros quadrados,­ 
calculadamente. 
Gabr I el Lopes, que 
procedia de Bela Vis 
ta, entre Vacaria e 
o Brilhante,era gen­ 
ro de Antonio Gonçal 
ves Barbosa; deixan­ 
do o sogro em Be­ 
la Vista, 'Iniciou os 
a I t cercer de "Passa­ 
tempo", propriedade 
que,tempo depois ce­ 
dia a Inácio Gonçal • 
ves Barbosa, irmão de 
Antonio, Iniciando a 
jornada rumo a regi­ 
ões fertélsdo Apa,a­ 
flm de ali escolher, 
terras de seu gosto 
o que velo a suceder 
no Ribeirão "KonJol l 
nho'' afluente do Ap 
onde fundou o estabe 
leclmento mais oÜ 
menos no ano de ..... 
1846. Em companhia 
da familia, cuidando 
da nova fazenda, não 
esquecia de manter 
contacto com nto - 
nio Barbosa conver - 
sando sempre aberta 
a estrada até a mora 
da de Gabriel Lopes. 
Dois anos depois, 
de ter Instalado a 
fazenda de 1848, Ga- 
blrel Lopes, velo a 
falecer, deixando sua 
mulher dona Senhori­ 
nha Haria da Concei­ 
ção, os cuidados de 
manter a posse que e 
le fundara, tempos 
depois, Dona Senhor i­ 
nha contcaira núpci­ 
as com José Francis- 
co Lopes, irmão de 
Gabriel e que mais 
tarde viria ter opa 
pel de grande reve - 
lância histórica 
quando assumiu o com 
promlsso de indicar 
as forças brasilei­ 
ras, então em luta 
com os Invasores de 
Sol ano Lopes, o. me­ 
lhor caminho para al 
cançar Nioaque, na e 
peca, da retirada 
da Laguna. 
A invasão Paragua 
la veio a encontrar 
Dna. Senhora a fren­ 
te da fazenda funda­ 
da por Gabriel, cuja 
posse hav ;a registra 
do''aos 11 de feve ~ 
reiro de 1856, de a- 
cardo com o regula - 
mento, em 1854', ter 
minadaa guerra do P­ 
r aguai o exemplo de 
Gabriel Lopes e de 
Joé Frnnclsco Lopes 
foi seguido por vãrl 
os outros colonizado 
res, distinguindo-se 
entre eles José Le­ 
mes Bugre, o 1? a se 
estabelecer, erguen­ 
do a la. residência 
onde hoje se loca J 1- 
za Bela Vista, exata 
mente no ponte onde 
futuramente for cons 
trudo o atual quar­ 
te( do destacamento' 
Policial. 
partir de en- 
tão, provavelmente 
no ano de 1870, teve 
inicio do desenvolvi 
menta da povoação 
com a chegada de no 
vos colonizadores to 
dos eles dedicados 
a estabelecimento 
de fazendas de cria­ 
ção e agricultura de 
subsistência. Escõ - 
lheram para central i 
zar o novo núcleo, Õ 
tÕpo da pequena cal i 
na que margeia o q 
pa, pelo lado direi­ 
to. As correntes emi 
gratõrías, compostas 
primeiramente e prin 
clpalmente de rio­ 
grandenses do sul, 
Em 10 de abril de 
1.900, a resolução 
n? 255, criava a Pa­ 
roquia da Paz de Be­ 
la Vista, com os ] I­ 
mites do já existen­ 
te Distrito Policial 
estabelecido por vol 
ta de 1889. 0 seu de 
senvolvimento não so 
freu solução de con­ 
tinuidade tanto as­ 
sim que o governo do 
Estado, pela lei n?. 
502, de 3 de outubro 
de 1908, criava o mu 
nicipio de Bela Vis-= 
ta, incorporando-o a 
comarca de Nioaque , 
com os mesmos l im i - 
tes do distrito da 
paz. A mesma lei n? 
502, de 3 de ovtu - 
bro eleva a povoação 
a categoria de VI­ 
la onde ficou situa­ 
da a sede do municí­ 
plo, Dois anos depo­ 
Is, outra lei estadu 
al de n? 549, de 2ã 
d e J u I ho d e 1 .91 O, 
cria a comarca de Be 
la Vista, até entao 
termo Judiciário de 
Nioaque, a qual fol 
Instalada em 16 de 
março de 1911, por 
força do decreto 1? 
rltorial de 1.914, o 
município de Bel, 
Vista aparece com 
dois distritos: o da 
sede municipal e o 
da Caracol, crladc 
pela lei n? 549 de 
20 de Julho daquele 
ano. Foi elevada a 
categoria de cidade, 
em 16 de Julho de ... 
1918, por força da 
L e l n ~ 77 2. Em 3 1 d e 
dezembro de 1.93l de 
parecia com o Distrl 
to de igual topônlmo 
(sede municipal) e 
mais o de Caracol,as 
sim permanecendo ate 
a divisão territori­ 
al de 1.936, quando 
o Distrito de Cara­ 
col passou a denomi­ 
nar-se, Distrito de 
Porteira incorporan­ 
do ainda o Distrito 
de Bela Vista. 
Em 31 de dezem - 
bro de 1.9l40 quando 
foi extinto o distri 
to de Porteira, apa­ 
rece Bela Vista com' 
os mesmos Distritos 
figurantes em 31 de 
dezembro de 1.934.Pe 
lo decreto lei n? 
5839, de 21 de setem 
bro de 1.943, do go­ 
verno federal passou 
a constituir munici­ 
pio do território Fe 
deral de Ponta Pora, 
com a extensão do ter 
ritório Federal, pe­ 
lo ato das disposi - 
ções Constitucionais 
Transistoriais,pro - 
mulgado em 18 de de- 
zembro de 1.9h6, fo l 
reincorporado no Es­ 
tado de Mato Grosso, 
com a mesma área an- 
torlor do desmembra­ 
mento. 
Segundo o qu« - 
dro anexo ao Decre­ 
to Estadual n? 583, 
de 2 de dezembro de 
1.948, o muni7pi 
figura com três dis­ 
tritos: o da sede mu 
niclpal, o de Cara­ 
col (anteriormente 
Porteira) e o de ar 
dlm, este Último cri 
ado pela lei n? 11 
de 13 de setembr 
de 1.9l8, com terri 
tór lo desmembrado do 
distrito de Bela 
Vista. Em 1.948 foi 
lhe acrescido o dls 
trito de Campestre. 
Em 1953, perdeu 
os distritos de Jar­ 
dim, e Caracol, ele­ 
vados a categorias 
runiciplos. Finalmen 
te em 1.964 perdeu 
distrito de Campes - 
tre, que juntanente 
com a Colônia Penzo, 
pertencente ao muni­ 
cipio de Ponta Por, 
forma atualmente o 
município de Anto - 
nio João. Compõem-se 
ainda dos termos Ju­ 
diciário de Bela Vis 
ta, Jardim (já elevã 
da a Comarca e ai­ 
da não instalada), 
Guia Lopes da Lagu 
na e Caracol. Pela 
Lei n? 5449 de 04 
de junho de 1.968-, 
o Munlclpio de Bela 
Vista, foi considera 
da de interesse da 
Segurança Nacional. 
Não se tem notlci 
elas concretas quan­ 
do a origem topônlmo 
do Hunicipio, Presu­ 
me-se entretanto,qu 
tal denominação sejz 
proveniente da loca­ 
liza,ão do forte d 
Bela Vista do Para­ 
guai, erguendo na cl 
dade do mesmo nome: 
fronteira aa local

BELA VIST A,.MT; QUARTA-FEIRA 20 DE JULHO DE 1977 
TRIJNA_AFR0tTttRAA 
MENSIGENS 
"Afirmo com 
Ncwman"Deus cr lou­ 
me para prestar al­ 
gum serviço defini­ 
do Atribuiu-me al­ 
guma obrigação, qu 
talvez, não tenha a­ 
tribuido a outro. Te 
nho uma missão. Te­ 
nho parte na gran- 
) 
de obra; sou um 
numa cadela; um 
de ligação entre 
soas. E 1 e não me 
ou para nada. 
de fazer o bem. 
de fazer a sua 
elo 
elo 
pes 
erT 
HeT 
Hei 
obra 
"Povo amigo ... as con 
junturas nacionais 
incitam o PENSAR 
GRANDE ... dlsse o eml 
nente Presidente Gel 
sel ''que a maior rf­ 
queza do Brasil e o 
seu povo'. 0 que di­ 
zer do povo desta 
terra, tão longe do 
Planalto, mas tão li 
gada aos Ideais pa:: 
trióticos emanados 
da Revolução de 1964 
pela tradição, pelo 
alto espirlto de ci­ 
vlsmo. Alguém Já dls 
se - 'nas fronteiras 
moram os verdadeiros 
patriotas'. BELA VIS 
TA...terra que me 
viu nascer ... na poli 
tlca ... na vida pÚblT 
ca. Hoje, dia 20 de 
julho,presto minha 
sincera homenagem ao 
povo que labuta diu­ 
turnamente pelo en­ 
grandecimento da 
Princesa do Apa'. 
ESPERO QUE COH­ 
PREENDAH QUE O ALCAN 
CE DE QUALQUER VIDA 
E CURTO E QUE TODOS 
OS DIAS E HORAS SÃO 
PRECIOSOS 
Dep. UBALDO 
BAR EH. 
Que os sinos repiquem 
que os pássaros, em 
revoada, anunciem a 
nova era ... para os be 
lavlstenses e para os 
froteiriços em geral. 
Saúdo o Prefeito Muni 
cipal, dr. Ruben de 
2astro Pinto e o povo 
deste torrão históri­ 
co. 
PARABENS BELA VISTA 
VEREADOR NORINO 
GONÇALVES (Arena- An­ 
tonio João). 
"Passaram-se 59 anos 
desde que decreto­ 
do Governo do Esta­ 
do, criou oficialmen 
forço de seu povo 
indistintamente, e­ 
la Vista, soube gal- 
9ar a merecida posi 
ao no cenário esta­ 
dual. Parabenizo a 
população belavis - 
----.	sr - -is tense, Suas autor i­ 
dades e rendo minhas 
sinceras homenagens, 
à este povo que fez 
e continua fazen- 
te o município de do HISTORIA. 
Bela Vista. No decorFELIX HERHINIO FE­ 
rer destas quase se- RESBIDU - HOTEL-POR­ 
is décadas, com o e5 TO HURTINHO. 
EL PRESIDENTE DE La. HONORABLE JUNTA MUNICIPAL DE BELLA VISTA 
DEPARTAMENTO DE AHAHBAY, ANASTASIO RAMIREZ CORONEL, ADHIERE - 
CALUROSAHENTE AL ANIVERSARIO DE LA CIUDAD DE BELA VISTA, DRA­ 
SIL: Y SALUDA AL PUEBLO EN LA PERSONA DEL SR. PREfEITO: GENE 
RALRUBEN DE CASTRO PINTO. SALUD EN TU DIA HUNICTPIO DE BELÃ 
VISTA, QUE EL TRABAJO, LA PROSPERIAD Y LA UNIÓN DE TUS HI- 
10S SEA SIEHPRE EL ETERNO PEDESTAL DE TU CONSTANTE PROGRESO. 
"Minha mensagem e 
curta, povo de Bela 
Vista: almejo ape - 
nas que todos bela - 
vlstenses,de mãos da 
das, continuem trt 
lhando o caminho do 
desenvolvimento pio­ 
neiro de nossos an­ 
tepassados. Eles a­ 
briam o caminho, va­ 
mos dar continuida - 
de .. ,Saúdo, nesta da 
ta, o senhor prefe 
to municipal, Dr.Ru­ 
ben de Castro Pln· 
to, pulo trabalho e 
pela dedicação @ue 
demonstra pelas cau· 
sas belavistenses. 
ALCIR COELHO - Presl 
dente do Diretório-:: 
da ARENA - Porto Hur 
tinho. 
A IGREJA EVANGELICA BATISTA DE BELA VISTA, ao enseJo das 
comemorações do 59~ Aniversário de emancipação politlca da nos 
sa querida cidade, vem ao encontro dos nossos municiplos, dese 
Jando as ricas benções de Deus para a nossa gente laboriosa e 
boa, e multa orientação de Deus, a quem cabe o destino da nos­ 
sa cidade, no adeseJo Imenso de que o Governo Hunlclpal, seJa 
coroado de êxito nos seus empreendimentos, para a beleza do H~ 
nlciplo, 
Pela Igreja, 
Prof. David Bomfim de Oliveira-PASTOR 
Um pouco de história 
IGREJA EVANGELICA BA 
TISTA DE BELA VISTA. 
(Um pouco de Histó - 
r la) 
Foi nos idos de 
1936. Precisamente a 
1? de março,foi or­ 
ganizada, a lgre­ 
ja Evangél lca Bati s 
ta de Bela Vista7 
cujo inicio de traba 
1 hos deu-se na Bel tã 
Vista Paraguai, mas 
devido a lntolerán - 
ela religiosa daque 
le Pais, os crentes 
foram obrigados, a 
transferir-se pata 
Bela Vista· Brasil. 
Os pioneiros fo­ 
ram Americanos, dois 
Missionários; o Pr. 
Ernesto F. Olên, e 
Guilherme Sherer. 
Um dos primeiros 
frutos foram a Fami- 
1ia V?CONCELLOS,dos 
quais o Faust tor 
nou-se o primei, 
Pastor Brasileiro a 
dirigir a Igreja 
Outros Pastores 
tem passado pores· 
ta Igreja, entre e- 
les destacamos: 
Hardomiro Hardo­ 
lm, que atualmente 
está em Fátima do 
Sul, Osmar JacÕb,Pas 
to rLima, Carlos de 
Deus Serrano. 
A Igreja foi or 
ganizada com 50 mem­ 
bros, e atualmente 
devido ao êxito, te­ 
mos cerca de 43 mem­ 
bros. Atualmente,pos 
sue as seguintes or­ 
ganizaçoes internas: 
Escola Biblica Domi­ 
nical, Escola de 
Treinamento, Socieda 
de Feminina Hlssionã 
ria, e os Embaixado­ 
res do Rei, 
Daqui sairam i- 
lustres Pastores,que 
honram a Denomina - 
ção Batista Brasi - 
leira. Altlno Vascon 
celas, Fausto Vascon 
celos, Eber Vasconce 
los, e a cantora D­ 
bora Vasconcelos.Du­ 
as moças formam-se 
neste ano, em Teolo­ 
gla. Lldia Pires de 
Albuquerque, que i­ 
rá ser Hlsslonãria,e 
Eliane Hello e Sil­ 
va. 
Possue a Igreja u 
ma excelente casa 
Pastoral(onde mora 
os pastores) um Tem 
pio que comporta bem 
para a sua assistên­ 
cia, com uma excelen 
te bancada, e marmõ-= 
nlo, um terreno na 
rua do Triunfo, e 
uma casa de Zelador. 
Ao 1 ongo da sua 
história, organizou­ 
a Igreja Batista de 
Ãgua Doce, e tem rea 
1 izado muitas ati; 
dades de caráter e­ 
vangéi lstico. 
Exerce a sua admi 
nlstração uma mesa 
diministrativa, ori­ 
entada pelo profes­ 
sor David Bomflm de 
Ollyeira Pastor da 
Igreja empossado em 
7 de setembro de 
197l, vindo da cida 
de de São Paulo, pa­ 
ra esta Igreja. 
Hã espectativa de 
melhoras e crescimen 
to, em um futuro nao 
multo distante. 
MÁQUINA DE ARROZ PAULISTA 
de Sérgio Luiz Zanardo o «popular» Biriguí Compra e Vendas de Cereais 
Saúda Bela Vista por ocasião de seu 590 Aniversário 
MAQUINA DE ARROZ PAULISTA 
«Fronteira unida, trabalho e disciplina, fator primordial para o desenvolvimento 
Rua Barão do Ladário s/n- Cxa. Postal no 25-Bela Vista Mt. 
1 
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68 
VI

TRIBUNA DA FRONTEIRA 
RESUMO HlSTÓ·RICO 00 
109 REGIMENTO DE CAVALARIA ANTÓNIO JOÃO 
ELA VISTA-HT; QUARTA-FEIRA 20 DE JLO E 1977 
109 Regimento de 
Cavalaria encontra !IU­ 
origens históricas 
remotas, na Comp­ 
nhia de Cavalaria de 
Mato Groeso (22, Fev,, 
1839), Cuiaá. 
Encontra, porém, 
uas origens mais re­ 
centes e suas tradiçoes 
mais puras c glorio - 
as no l? Corpo de Ca 
çadores a Cavalo (no- 
va denominação), de 
Nioaque, que fez a 
Campanha de Mato 
Grosso, na Guerra de 
Triplice Aliança, De 
suas fileiras, cm .... 
1862, saiu Antonio Jo­ 
ão Ribeiro, para co - 
mandar a C olonia Mili 
tar dos Dourados, on. 
de com desprendimen­ 
to e patriotismo, imo­ 
lou sua vida em dcfe - 
I
sa da P,;:tria. É o Pa- 
trono do 10!! R.C. 
que desde 1938 aten- 
de pela denominação 
de "Regimento Anta 
nio João" - 
Ao comando do 
bravo Cap. Pedro Jo - 
11; Rufino, l!! 1 Carpo de 
Caçadores a Cava - 
lo participou das Ope­ 
rações sobre o Apa e 
Retirada da Laguna, 
teste mjmhando feitos 
heroicos jamais i 
gualados, merc d 
constancia e do valor 
demonstrado pelo i- 
nexcedivel chefe e 
seus caçadores. 
O "Regimento An 
tonio João" é o reli 
cario das mais no 
brcs tradições das F 
mas do Exército cm 
Mato Grosso. 
Em 28 de Nevem 
ro de 1906 o Ten, Gel 
Too Inácio Alves Fcr 
reira recebeu a 5c­ 
guinte ordem telegra­ 
fica: "Deveis estar 
pronto seguir Rcgirrcn 
to para Bela Vista•(aT 
Gel Pedro Paulo Cmt 
do VII Distrito Mili­ 
tar. Em conscque - 
eia chegou o Rcgirrc_n_ 
to a Bela Vista, as 
8,00 horas, da ma- 
nhã do dia 10 de De­ 
zembro de 1906, a­ 
compando a cavaleiro 
da estrada por onde 
fez a Retirada da La- 
500 metros dis 
a- 
.. 
 
1 
1 
 
1 
 
guna, 
tantes do paso 
Bela Vista, a margem 
direita do Rio Apa. 
Oeste local transferiu 
o Regimento o seu a­ 
campamento, para ol 
ta Grande, dentro dos 
atuais limites da ln - 
ve rnadn, vindo depois 
bivaca.r em um arran­ 
chamento construido 
cm local distante, cer 
ca de 600 metros d 
linha do Apa. 
Em 4 de Junho 
de 1908, por Decreto 
n!! 6971 toma a deno - 
minação de 39Regimet 
to DE CAVALARIA IN 
DEPENDENTE, conti­ 
nuando organizado a 
quatro ESQUADRÕES, 
com 172 praças de 
pre. 
Em 31 de Dezem­ 
bro de 1919 o Ten Gel 
Affonso Pinho de Cas­ 
tilho, publicou o tele 
grama do Cmt da l! 
Circunscrição Militar, 
que mudou a numers­ 
çao e denominaçao 
do 39 RCI, que em fa 
ce do decreto n !!. , •.. 
FACHADA DO ANTIGO I09 REGIMENTO DE CAVALARIA 
TENDO A GUARDA, EM FRENTE DO:i DOIS PAVILHÕES. 
.... 
3916 ' II de Dezem - 
bro de 191, prou a 
ser o 10!! JU:GIMl:N'fO 
DE CAVALARIA IN 
DEPENDENTE. 
Em 01 de Janeiro 
de 1920 foi public11.·­ 
lo o oletim Repimcn 
tal do 10!! RCI, 
Em 29 de Mar - 
ço de 1931, por Aviso 
Ministerial !oi reduzi­ 
do o efetivo do Regi - 
mento para dois Es. 
q uadrÕe 11. 
Em 26 de !everei 
ro de 1932, por portã 
ria Ministerial foi 
mandado acrescer o e 
Detiva de um ESQUÃ­ 
DRÃO DE METRALHA 
DORAS, ficando o RC 
gimento assim consti - 
tuido: dois ESQUA 
DRÕES DE CAVALA­ 
RIA e um ESQUADRib 
DE METRALHADORAS 
Em 24 de Maio 
de 1934, por Decreto 
n!! 24287 foi manda 
do acrescer de um 
ESQUADRÃO DE CA - 
VALARIA e um ES - 
QUADRÃO EXTRA !i - 
cando o Regimento as­ 
sim constituido: Trés 
ESQUADRÕES DE CA 
V ALARIA, m ESOUA 
DRÃO DE METRALHA 
DORA E um ESQUN 
DÃO EXTRA. - 
Em lI de Fevercí 
ro de 1939 o item xIT 
do Boletim Regímen - 
tal n!! 9, transcreve o 
seguinte: "O.D.O. no 
302 de 31 de Dezem 
bro do ano findo tran 
creve o seguinte Decre 
to - Lei: Decreto Lei 
n!! 1012 de 30 de De­ 
zembro de 1938, da a 
denominação do REGI­ 
MENTO ANTONIO JO. 
ÃO ao atual 109 RCI 
O Presidente da Repi{ 
blica considerando: . 
que o nome Antonio 
João est;_ ligado glori 
osmente ao passado 
histórico do 10o RCI,a 
quartelado cm Bela 
Vista (Estado de Mato 
Grosso), em cujas fi­ 
leiras serviu o imor­ 
tal heroi de Dourados: 
que contribuiu para • 
maior exaltação do 
nome de quem, com 
tanta bravura e espiri 
to de sacrifício, deferi 
deu o solo pátrio é KG 
zer obra de patriotis:' 
mo, de gratidão nacio 
nal e de estimulo 
mais nobres virtudes 
Militares: decrc.ta: Art 
19 -O atual 109 RCI, 
passa a denominar-se 
REGIMENTO ANTO 
NIO JOÃO. Arte Rev 
gam-se as disposi • 
es em contrário.Rio 
de Janeiro 30 de De.. 
zembro de 1938, 117 
da lndependencia _ e 
509da Repúblico. (a) 
Getulio Vargas. Euri­ 
co Dut:ra. 
Em 6 de .Setcm _ 
bro de 1939 o Úem VII 
do Boletim Regimental 
n!! 211 pÚblica O se­ 
guinte. Estandarte do 
Regimento Antonio Jo- 
ao. O Exmo Sr. Mi _ 
nistro declara que ,,.. 
prova o d: modelo a _ 
nexo, com as crac - 
teristicas do estanda. 
te, que e c:on!erido 
?O_Regimento Antonio 
oao e que deverá' ser 
usado estabelece o art 
CONTINUA 
f

TIUOUNA DA FRONTEIRA 	-,A VISTA-11T· U,,RTA-HIRA 20 DE JULHO (1E '''é h te,' "!r'2'-'1-.-' 
RESUMO HISTÓRICO DO . 
C0'4TINUAÇAO 1 ºº R EG IMENTo o ECAV ALARIA AN TO NT o Jo Ao 
39 do Dec n? 21196,de 
23 de Março de 1932. 
Em OI de Julho 
de 1946, de acordo 
com 011 _quadro da Or. 
gani:açao e Efetivo 
do Exe rclto para, , , .. 
1946/1947, aprovados 
pelo Decreto Lei n!! 
21,134 A, de 16 de 
Maio de 1946 alterou 
a denominação do 10!! 
RCI para I0!!RC, com 
a seguinte organização 
um ESQUADRÃO DE 
COMANDO E SERVI - 
1 ÇOS, um ESQUADRA-O 
DE FUZILEIROS, um 
ESQUADRÃO DE ME - 
'TRALI-IADORAS e 
MORTEIROS e um FE 
LOTÃO DE CANHÃO­ 
ANTICARRO, 
1977 
Em 31 de Março 
de 1947, de acordo 
com a portaria Minis­ 
terial Reservada n!! 66 
de 27 de Janeiro, 
passou II constituir -s 
de somente um ES­ 
QUADRÃO DE FUZI - 
LEIROS com a deno - 
mlnação de ESQUA 
DRÃO DO 10!! RC. - 
Em 23 de abrild? 
1947 o Boletim Regio­ 
nal n!! 93 publicou a 
ordem constada cm 
a>ficio n!! 102 A - Re­ 
servado de 25 Março 
de 1947 do Exmo Sr, 
Gen Div Chefe do 
E M E para que o 
10!! RC tomasse a de­ 
nominação de 1/10!! RC 
Em 31 de Janeiro 
de 1948, em virtu - 
:le da portaria do Ex. 
mo Sr, General Mi - 
nistro da Guerra, n!! 
48146 Reservada, de 
21 de Dezembro de 
1947, o efetivo da uni­ 
dade foi novamente au 
mentada para o de Re 
gimento, ficando o 
J , 
, 
f 
- 
DE5FILL D05 MILITARES DO BRAVO 109 REGIMENTO 
seu efetivo organizado 
de acordo com o Bole 
tim Reservado n!! 2,de 
1942: Três ESQUA - 
DRÕES, sendo um de 
METRALHADORAS e 
MORTEIROS, um ES­ 
QUADÃO DE FUZILEI 
ROS, UM ESQUADRÃO 
de COMANDOS E SER,.. 
VlÇOS e um PELOTÃC 
ANTICARRO, 
DE CAVALARIA EM 1930. 
Em 29 de Janei­ 
ro de 1949, obedecen­ 
do ao que determina 
a Portaria Ministeri . 
al n 1312 o 109 Re 
gimento de Cavalaria- 
1_,,. 
n 
' 
., 
r • 
9 
4 . --:. ~  ...... 
pa:i:ia a ter a eeguin - 
te organização CO 
MANDO E ESTADO - 
MAIOR, ESQUADRO 
DE COMANDO E SER 
vrç:os, trê:i ESQUA ::­ 
DRÕES DE FUZILEI_ 
ROS e ESQUADRÃO 
DE PETRECHOS PE 
SADOS, 
,1 
Á 
I 
I 
.  (.: 
r 
·'} 
T-'"· e: 
". 
-..·°1( ~,, .... 
< 
/1' •. ··? 
. 
.'I. ~-· 
•·. 
í . : 
FOTO TIRADA, CO'lfORM!: INFORMES EM 1930 EM OCASIAO DA FESTA 
DE sio.Joio, T!:NDO ABAIXO DAS ARMAS, NO SOLO A fICURA DO 
MAPA DO BRASIL. 
Em l!! de Feve 
reiro de 1955, em a:n 
sequencia da Portarfã 
Reservada 179-136, de 
17 de Novembro de 
1954, passou a ter, 
seguinte organização: 
COMANDO e ESTA­ 
DO MAIOR, dois ES _ 
QUADRO DE FU. 
ZILEIRQS, um ES 
WUADRO DE COMAN 
DO E SERVIÇOS, e 
um ESQUADRÃO DE 
PE TRECHOS PESADO 
Em 26 de Outu. 
bro de 1955 Concorda 
ta a Bandeira do R 
gmento, com a Gran 
Cruz da Ordem a 
Mérito Miligar, a c 
r1monia foi paraning4 
da pelo Exmo Sr G :-. 
Ex : . • eI 
• Olímpio Falconie 
re da Cunha Cmt- 
Z M C· ' . ' 
• Estiveram 
presentes o Sr. Gen 
Bd Fernando do Nas 
cunento Fernandes TG 
vora, Cmt d 93 RM 
Exmo Sr. Govcrnadat­ 
do Estado de Mato 
Grosso e outras auto 
ridades civis e mi1i 
tares, 
O Cmt do 109 RC 
recebeu ontem d 
Cm± 4a pc pera _ 
deslocar em vitu­ 
ras motorizadas até 
Aquidaua.na e de 1,; 
por estrada de ferro, 
ate a capital Fede 
ral, a fim de _garai[ 
tir a constituiçao vi­ 
gente, As 23:00 ho - 
ras o l9 escalão se 
quiu em comboio de 
12 viaturas, na maio­ 
ria caminhões civis 
(8). 
Em 12 de Novem 
bro de 1955 ;_s 05:30 1 
horas, o comboio che 
gou a Nioaque, ;_;­ 
ll:10_ horas, chegou a 
Aqn1dauana, as 08:00 
horas partiu deste 
Quartel, o 29 esca­ 
lao, 
0 qual chegou a 
Jardim de onde re-. 
gressou imediatamen­ 
te, as 18,00 hora:i o 
l!! escalão que se 
encontrava em Aquida 
gna de l regressou, 
as 07:00 hora:i, cho­ 
&9u neste quartel, o 
l" Escalo, que havi 
ido ate Aq uidauana. 
Em li de Maio à, 
1959 por avião espeêi 
al da F AB foi condu:­ 
ida a esta Guarni 
çao pelos Exmo Sr, 
Gene Div Floria.no ~, 
9to Keller, Cm± a3 
9= RM e gen de Bda 
Antero de Matos Fi­ 
lho, Cmt d 43 DC 
urna contendo os res. 
tos mortais do anti- 
1 
go comandante deste 
Regimento, Ten Gel 
PEDRO JOSE RUFI!C 
a fim, de serem de - 
positados no monun- 
Rç o ANroo 5o -

EDUCAÇÃO DE BE LA VIS TA.------------------- 
1 
 
 
I 
Bela Vista: História, Curiosidades ... 
I [! +== 
t 
JIR { MELHOR QUE CHORAR------------------- 
,. 
No prlnclplo a e­ 
ducação era lmpartl­ 
da por professores 
particulares. No la­ 
do onde Iam estudar 
algumas das familias 
belavlstenses. Mais 
tarde funcionou no 
clube Belavistense,u 
ma escola particu - 
lar, a primeira pr­ 
fessora foi Agustl - 
nha Vilalba e logo 
mais D. Ana Feito - 
sa. Por Decreto n? 
1.177 de 13 de setem 
bro de 1.951. Desdo­ 
bra no ano letivo a 
Escola Urbana Mista 
d e " 1 pi «nga " B e 1 a 
Vista. 
Decreto n? 1.193 de 
31-X-1951.iE conside 
rada criada uma EscÕ 
la Rural Mista 8e 
Instrução Primária 
no lugar denominado, 
Boqueirão B.Vista.De 
creto n? 176 de..... 
CRIAÇÃO DA PAROQUIA 
9-ll-1954. Dispõe so 
bre a criação de E­ 
colas reunidas em 1- 
plranga. Bela Vista 
com a denominação de 
Ester Sllva.Do:11-11 
5l4. - 
üecreto n'? 1795 
de 10-03-1.954. Cria 
um curso de admí ssãc - 
anexo ao Grupo Esco- 
la Normal em Bela V, 
que manlfestarãd o 
ensino normal de 1'? 
ciclo. 
A Paróquia de Se- padres Redentoristas 
la Vista, foi cria- norte-americanos que 
da pelo bispo de Co- foram empossados co­ 
rumbá, D. José Girar mo vigârios,pelo en­ 
dll11, missiõnarlc tão bispo diocesano, 
salesiano nomeado a D, Antonio de Almei­ 
da Lustosa, no dia 
16 de junho de 1931. 
Os dois 1?s pa­ 
dres americanos que 
trabalharam em Bela 
Vista, foram o PGui 
lherme e o P. Maur7 
cio. Com a chegada 
dos padres Redento - 
ristas a esta Par­ 
quia,tudo foi pro­ 
gredindo. Foram aber 
tas no dia 1? de mar 
ço de 1.932, as au­ 
las da Escola Paro - 
quial, dirigida pe­ 
las irmãs Vicentina, 
A matricula lnlci- 
29 de janeiro de 
1.926, foi o primei­ 
ro visitador dioce­ 
ano. O bispo de Co­ 
rumbá, criador da Pa 
rôauia no dia 4 e 
abril de 1.924, foi 
D. José Mauricio da 
Rocha. A paróquia ti 
nha os mesmos l imi - 
tes do municipio. A 
primeira Igreja cons 
truida na cidade foi 
a Matriz do Espiri 
to Santo. No dia 9 
de julho de 1930,che 
garam os primeiros 
ai foi de 239 alu-­ 
nos. As primeiras 
formandas dessa Esco 
la foram: Amâl ia Mor 
tins que atualmente, 
mora em Nioaque;Leo­ 
poldlna Portocarrero 
(residente em Porto 
Alegre).Olimpia As­ 
sis e GlórtaLourei­ 
ro ainda Moradoras 
nesta cidade. A la. 
issa celebrada na 
atriz de Santo Afon 
so, foi no dia 12 de 
maio de 1.935. Foi 
assistida por umas 
900 pessoas. Os atu­ 
ais padres e irmãs, 
continuam trabalhan­ 
do pelo progresso 
desta cidade que e­ 
les adotaram· como 
sua também. 
BELA VISTA D E HOJE ----------------------- 
A tua l mente a Bela 
Vista é uma cidade 
moderna e progressis 
ta. A paz e tranqui­ 
lidade da cidade es­ 
tá dada' pela Delega­ 
cia da Policia e o 
1 O'? R. C. 
Bela Vista é uma ci­ 
dade dedicada ativa­ 
mente ao comércio, 
agricultura, pecuá 
ria e Pequena ldÜs ~ 
trla; dispõe de Ban­ 
co, Prefel tura, Hos­ 
pital, Posto de Saú­ 
de, Escolas, Colégi- 
os, Central telefõni 
ca, Igrejas dos ai-­ 
versos cultos, Pon· 
tos turistices, Cor· 
reios, Praças,Praia, 
Clubes sociais, es· 
portlvo e culturais. 
Serviço de luz, 
cinemas, grandes ca­ 
sas comerciais e de 
portlvas;lgradas nos 
seus 59 anos de exis 
téncla, faz com que 
ela seja considerada 
como à "Princesa do 
Apa'...rio Apa Bela 
Vista da sua irmã pa 
raguaia do mesmo no­ 
me, com a qual man - 
:ém um ativo comér­ 
cio. 
Antigamente o cruze 
do rio era efetuado­ 
por meio de canoas, 
a remo, que com a 
construção da Ponte 
Internacional do A­ 
pa, ficaram na lem - 
brança como todas a­ 
quelas coisas que 
constituem o patrimõ 
nio da cidade. - 
ESTER SILVA-------------------------,--- 
Certa senhora, a­ 
chando razoável o 
preço que pediam por 
um cão policial, re­ 
cortou do jornal o 
anúncio da grande 
pechincha e preen - 
cheu um cheque, pe­ 
dindo que lhe reme· 
tessem o cachorro.Al 
guns dias depois,uma 
camionete parou il 
sua porta e ali dei­ 
xou o vira]atas mais 
asqueroso que ela 
tinha visto en toda 
sua vida. Furiosa,te 
lefonou para o home 
que tinha posto o a­ 
núncio e pergunto 
Ponte Internacional do Apa---------------------, 
,: __ .,, • ..,J,. -~ - -. __ ... __ 
lhe: 'o senhor tem a 
coragem de dizer que 
esta porcarla é um 
cão pollcln17" 
'Não se deixe ilu 
dir pelas aparências 
nadnmc", resporiocu 
o homem, "Esse é do 
serviço secreto'', 
BELA VISTA PARAGUAI--------------------- 
A cidade irmã u • 
nida fraternalmente 
com Bela Vista, pela 
Ponte da Amizade, l5C 
bre o Rio Apa. Man­ 
tem com ela rela­ 
çÕes comerciais, cul­ 
turais e esportivas, Si­ 
tuad ho norte Para­ 
guaio, nc 13er. De - 
partamento do Amam 
bai, fundada en 1. 902 
As familias pio - 
neiras eram desenten­ 
tes da italianos, espa­ 
nhÕie s, e portugueses. 
Atualmente Be - 
la Vista paraguaia, 
como a sua 1rma bra 
sileira é' uma cidaci; 
progressista. 
Tem 2 colegioe, 2 
escolas, o radio Z, F 
23 difusora "Marechal 
Francisco Solano 
Lopez'', que difun- 
de programas em 
portugues, nos horári- 
os de 11 a 12 ha, 
de 18 a 19hs, 
INSTITUIÇÕES A 
SERVIÇO DO POVO 
antigo Nautico, tem 
gora um moderno lo. 
cal com jogo de bi 
cho, ruleta e baca - 
ra, contando anexo 
um restaurante onde 
se serve mune interna 
cional e conta com mi? 
sica funcional... En - 
cuanto a religião e o 
igual que Bela Vis 
ta Brasil, a proa ui 
esta as ordem dos 
.Redentoristas cheg&- 
e dos en 1,931, A antiga 
igreja foi derrubadaA 
en I. 965 para levantar 
a atual de moderno 
estilo. 
A paroquia tem 
um moderno campo de 
Futebol de Salão co - 
berto de teto. Os pon- 
e tos turísticos da cida­ 
de são o Cassino. A 
praia sobre o rio Apa 
A. Paroquia, O Radio 
e as lojas onde turis - 
tas brasileiros com­ 
pram artigos impor - 
tadas em especial da 
Europa e Ásia. 
Dea: não ter sido 
pelo idioma espanhol 
e o Guarani, falado en 
Bela Vista paraguaia, 
esta podia ser consi 
derda_como uma pro. 
longaçao de Bela Vista 
Brasil. 
Pois nela até' a 
moeda corrente é o cru 
zeiro e não o guarani 
como devia de ser. 
Centro de Saude 
Clinica Medica 
Clinica Odontologica 
Servia de Correios 
Telegrafas 
Policia 
Posto Militar 
O Cassino Para­ 
guai, que antigamente 
funcionava no local do 
RESTAURANT CASSDNO PARAGUA Y' 
5 de novembro de tência de escolas.Da 
1.911, assume a ca - va aulas em ranchos: 
deira em Porto Mur­ 
tinho. Primeira pro­ 
fessora Estadual. Ten 
do como comarca Nio 
aque. Foi práessora, 
68 anos sem a exis - 
Quando tinha 1QO 
alunos o mais, após 
quatro anos de ensi­ 
no por ranchos; apa­ 
receram outras mes- 
V l DA NOTURNA------------------------ 
A diária vid no- ses reduzem as sa­ 
las de elnes, bares, 
turna dos belaviste lanchonetes, passe- 
tras ou protessoras. 
Foi a la. profa. Es- 
tadual gratuito, de­ 
pois de 5 anos pas­ 
sou para o Estado,on 
de também foi Direto 
ra por 5 anos. 
,os pelas prayas e 
no lado paraguaio no 
casslno"Paraguay". 
L 
AMBIENTE FAMILIAR 
COM MUSICA FUNCIONAL 
BELLA VISTA (Norte) PARAGUAI

Bela Vista: História, Curiosidades ... 
FAMILIA PIONEIRA 
HISTÔRICO 
Município 
de Bela Vista 
+ORHAÃO ADMINISTRA­ 
TIVA - o Dlstrlto'd( 
Bela Vista, subordl~ 
nado ao Hunlclplo de 
Nloaque, foi criado 
pela Resoluçao n'! ... 
255, de 10 de abril 
de 1.900. A 3 de ou· 
tubro de 1.908,a. Lei 
n? 502, criou o Hunl 
clplo e elevou a po­ 
voacão cateqoria 
de Vlla,Recebeu fo­ 
ros de cidade por e- 
feito da Lei Estadu 
al n? 722, de 20 e 
Julho de 1918. Por 
Decreto Lei n? 5839. 
de 21 de setembro d$ 
1.943, passou a fa­ 
zer parte do Territo 
rio Federal de Pon­ 
ta Porâ, sendo rei - 
corporado ao Estado 
de Hato Grosso, a 18 
de setembro de 1.946 
com a ex tinção 
Território, A Comar 
ca foi criada em 20 
de julho de 1.910-, 
pela Lei n? 549 e 
compõe-se atualmente 
dos termos Judlclári 
os de Bel ..tVlsta e 
Caracol. 
A Lei n? 5449 , 
de 4 de Julho de 
1968, considerou o 
Município de lnteres 
se da segurança naT 
do ona l . 
ATIVIDADES 
ECONOHICAS - O Hunl­ 
clplo tem na pecuã 
ria a sua maior ri- 
quez icom um reba 
nho aproximado de 
300,000 cabeças, não 
sendo de se despre - 
zar a sua agricultu­ 
ra, Ja bastante adi­ 
antada, cor produ - 
ção de aproxlmadamen 
te 40.000 sacas de 
arroz por ano; 
Amendoim 8.000 kl 
los, milho 40 nil sa 
cas de 60 kilos,fel 
Jão 620 sacas de 60 
ki los, cana de açü - 
car 5.800 toneladas; 
café 5,700 arrobas, 
AGUA - Possue água 
encanad ire tratada,a 
cargo do Serviço Au­ 
tônomo de Ãguas e Es 
goto, Jã estando fei 
tos I lgações em 183 
residências e casas 
comerciais. 
INOOSTRIAS - Produ­ 
ção de tijolos, cal, 
madeiras, pedra para 
costrução. areia 
gról lca, etc. 
SERVIÇO TELEFONICO 
BELAV 1 STENSE. 
Estimativamente o Explorado pela 
rebanho de equinos, Prefeitura, estando­ 
é de 16.070 cabe - ligados 195 apare­ 
ças e eqqulnos., .... lhos semi-automãti - 
13,200 cabeças. ' cos. 
MEIOS DE TRANSPORTE­ 
Rodoviário 1 lgando c 
município aos de Ca 
racol, Ponta -Porã, 
Jardim, Guia Lopes, 
Nloaque, Sldrolândia 
Haracaju, e Campo 
Grande e desta Últi­ 
ma cidade pa a a Ca­ 
p l ta 1 . 
LIMITES 
Norte com Hunlci­ 
pio de Jardim Leste 
com os Huniciplos de 
Antonio João e Pon- 
ta Porã. Sul com a 
República do Pare - 
guaf Oeste com o Mu­ 
nicipio de Car ;eol. 
ENERGIA ELÊTRICA 
Termoelétrica, tam­ 
bém explorada pela' 
Prefeitura, estando 
1 igados 538 casas e 
39 logradouros. 
PREFEITURA MUNICIPAL 
..... 
t' 
As primeiras fami- cisca Pedra, que mu- dia 8 de dezembro, na 
lias, que se a senta - dou ma Is tarde na rua casa da Sra. Gransa, 
ram em Bela Vista-, Barão do Amambal. Noe a do dia 
20 
de Ju­ 
foram os do Sr. Tomas clube "Curlnga", sen- lho na casa de Libra­ 
de Abreu e Joaquim Da do o 1~ conjunto o da de Canteiro, onde 
Rua. Todos eles comer T t G d .. - 
1 
11 b 
clantes. As famíl 
1
~ enen e ran e nus - atuava os cam aran - 
as belavlstenses ti- co, Manuelzlnho da ga', mascarados dan· 
nham como diversão o Silva. As festas tra-çando frente do san· 
cinema de Dona Fran -dlclonals era as doto. 
Em 1 ,_932, após 
revoluçao chegou 
primeiro avião a 
VI s ta. 
O primeiro 
ro perteceu a 
do Dor I co, era 
FORD, 
- A ponte da 
a Crlspim do Rego, cha- significa "Ponte 
0 ada-se "Ponte Cai". Macaco". 
Bela 
do 
- As fardas dos----- 
car-primeiros soldados e- A lnaguração da cl 
fIhalra perneira e coleteldade de Bela Vista 
une túnica castanha em]se realizou na can - 
ocação de brigas. cha em 20 de Julho de 
rua Nome guarani quel1.918. 
1? INSTITUIÇÃO 
OE BELA VISTA. 
elação da Prefeltu 
a de Bela Vista, - 
Acindino Sampaio -Jo 
aquim de Arruda Ron­ 
don - Aliillo sã (do­ 
is per lodos) - Demõs 
tenes Martins - Ma­ 
rio Garcia - Hllltão 
Loureiro - Pedro Lo­ 
pes - Alvaro Neves, 
Ernesto Vllasboas. 
1? prefeito muni- 
pal - Marinho Fer­ 
nandes Tico Demais 
prefeitos - (dados 
nao oticiais, portan 
to sujeitos a fa­ 
lhas e omissões), A- DADOS OFICIAIS 
nastãcio Pinheiro He e na ordem exata 
lo - Prcio Chamam - 
porossí Perl de AI 
melda Hello, Walter 
Escobar Nunes,tanoel 
Rodrigues Hlranda, 
Walter Escoba, Nu 
nes, 0swaldo Turi­ 
nl, ClÕvis Turinl -, 
ClÕvls Marcelino de 
Oliveira, Ruben Al- 
berto Abbott de Cas 
Antonio Harla Ca- tro Pinto. 
O Correio - O ser A POLlCIA - A cargo paraguaios. Como sim 
viço de ccrreio rea - do Capitão Antonio bolo daquela luta e 
lizava-se a cavalo en Gomes, que naêpoca 
tre Ponta Porã e Be~ da luta revolucioná- da unidade entre o 
ta Vista, sendo men- ria com 
O 
Pc.raguai. Brasil e o Paraguai, 
sagelro o Sr. Eduardo Formaram a Policia, e a cruz no Posto de 
Peixoto. 	Para lutar contra os suavirã. 
Chefatura de Direito 
Sendo o chefe Dom A­ 
fonso Loureiro de Al 
me ida. 
Prefeitura - Unlfica 
da onde atualmente 
esta a churrasca - 
ria do Gaúcho.O pri­ 
meiro prefeito foi o 
Sr. Marinho Fefnan - 
des Tlco. 
AGRICULTURA E 
PECUÃRIA. 
Agricultura - 0s 1?s 
foram Bartolo Coene 
(Nuca-te-VI), Hauri- 
cio Riveira(Ãgua Do- Carrero, ao lado do 
ce), F1ia. Espindo - atual Banco do Bra- 
nei ro (Cancha). si 1, 
Cultivo - Handioca Barbevro - Pio 
milho, arroz, feijão los. 
fumo, etc, 
Dãva 
Pecuária - Os primei 
;65 Grisas Fo­ 
ram Simão Coelho,Mi- 
1tão Loureiro,Flia. 
Gonsales,Fermlndo Hi 
randa e outros. 
1'? PROflS!>IONAIS 
Farmacêutico - Porto 
Fotógrafo - O Jap 
nes Jorge Katayama, 
que também tinha fa 
brica de gasosa, be 
la, bomba.Horava n 
atual casa do Cân - 
d la. 
gguguelro - Antonio 
GTT. Orço da car­ 
ne era 200 réis o 
kl lo. 
J 
.I 
t 
I 
t

TRIBUNA DA FRONTEIRA 	ELA VISTA NT; QUARTA-FEIRA 20 DE JULHO E 19)7 
CONT INUACi0 
tr; rnrpr 3.4 
f.r 
1,() :­ ,. 
1. 
:,.. 
T 
, 
:,.. 
do 
onde se encon:ra ho- bispo D. José Maur1- 
je Urbe de Bela Vis- cio da Rosa. 1! pa­ 
ta. Entretanto, nada dre visitador José 
há de positivo sobre Glardele missionário 
tal assertura, 0s Salesiano. 
filhos de Bela Vista Os primeiros pa­ 
são chamados de BELA dres_ Padre Francis 
VISTENSES. co Holvi pe. Afon- 
A ponte sobre o 
rio e Cerros é o fru so Held, chegaram a 
qui em janeiro de 
to do esforço conju7 
1930
. 
gado dos senhores Al A la. missa foi 
varo Mascarenha e 1 
ratl Ferreira da co; elebrada em 12 de 
ta, Prefeito do munT maio de 
1 
•935, inau- 
guração da nova ma­ 
cipio e Vice-Prefel 1 (hoje é o Espl- 
to de Vila Caracol:: rito Santo). As lr­ 
respect lvamente. mãs chegaram aqui em 
Como não poderia 
13 
de Janeiro de 
de lxar de ser, a i 
1
.
932
, eram quatro 
nauguração de mais ~mas,Maria Rubert,E 
esse serviço público iliana, Roberta e 
da gestao Ãlvara Mas Bernadeth. 
carenha, foi motivÕ 
Em 1 .93, foi d i - 
de justo regozijo pa 
- - plomada a la. turmê 
ra a populaçao que de ginaslanos. Em ... 
habita na vizinha lo 1,
953 0 
"Belavlsten­ 
ca 1 idade. Duas br i :: se" teve 
O .seu 1 ! d 1 
lhantes caravanas a- retor Proprietário.­ 
correram ao local da 
O 
hospital São 
solenidade uma que Vicente de Paulo i­ 
partindo de Bela Vis naugurado, em 9/5/3 
ta acompanhava o sr: sendo prefeito da ci 
1aro Mascarenhas 4ade o sr. João Anto 
outras bem numerosa, nlo Maria Caporossi-;­ 
que acompanhava es 
1
~ Diretor do hospl- 
se moço que se temi a1. Dr. Rubens de 
destacado por seu Castro Pinto. 
trabalho eficiente e 
entusiasta, Ira· 
ti Ferreira da Costa 
fita inaugural foi 
cortada pelo Sr. I­ 
varo Mascarenhas. 
Bela Vista teve 
como uma das suas 
primeiras casas de 
material, as paredes 
são feitas de pe­ 
dras cangas. 
A Religião, predo 
mina desde sempre o 
catollscismo embora 
havendo outras rei 1- 
glÕes. A paróquia 
foi fundada em 04 de 
abril de 1924 pelo 
1o 
car 
o 
BELI YISTI DE ONTEM . 
BELI YISTI DE HOJE . 
Grêmio dos Subte· 
mentes e Sargentos 
Pedro Rufino. Funda­ 
do em 9 de abril de 
1961, primeira dire­ 
toria: 
Presidente - Oret i - 
1esAlves de Souza 1? 
secretário - Fermla­ 
no Lima - 2° secretá 
rio -Gablno Loureiro 
ro Gabino - 1? te - 
sourelro - Ary Esco­ 
bar Ribeiro - 2? te­ 
soureiro - Leonilio' 
Silva- Orador - A- 
jalberto Rodrigues 
Santana BiblÍotecá 
rio - Apolônio Gomes 
da Trindade - 1? Su- 
plente - Anatalicio 
Cavalheiro - 2? su­ 
plente - Vitor José 
Freitas de Oliveira, 
R e 1 . d o C o n se lho Fis 
cal - Haroldo Vascon 
cel los Pinheiro - Se 
cretárlo do Cons.FIE 
cal - Cezar Jul tão 
Gonçalves- 1? vogal 
Veloclno Marques Mar 
tins Dir. do Cons. 
Técnico - Perclo Var 
gas da Rosa. Secretá 
rio do Cons. TécntG 
lntonlo Eustachlo 
Loureiro Gablno etc. 
1? Prefeito - Major 
ar inho Tlco, 2? Ata 
ãzlo Pinheiro Me1 
lo, 3! pref, Pérclo 
:hamam, 4! Marco Mo­ 
rengo, 5? Acintino 
Sampaio, 6?° Joaquim 
de Arruda Rondon, 7 
Abil lo Sá (Dois per1 
odos) 8? Demonstene 
Martins, 9? Margo 
Garcia, 10? Mllitão 
Loureiro, 11! Alvaro 
Neves 12? Pedro Lo: 
pes, 13° - Ernesto 
Vilasboa - 1l4? Haria 
da Costa Marques,15! 
Dom Antonio Maria 
Capoross 1, 16? Per 1 
de Almeida Mello,17! 
Prefeito - Ãlvaro da 
Silveira Mascarenhas 
18? - Atanázio de AI 
me ida ello 19? a1- 
ter Escobar Nunes,20 
Manoel Redr lgues de 
Miranda, 21? Walter 
Escobar Nunes, 22% - 
Dr. Flori Murano 
23? Valter Escobar 
Nunes, 24? 0swald9 
Turini, 25: Cl6vis 
Marcelino de OI ivei­ 
ra, 26! Dr. Rubens' 
de Castro Pinto, atu 
ai prefeito de Belã 
Vis ta. 
Em 1971, foi inau 
gurada sobre o rio A 
pa, a ponte da "AMIZÃ 
ZADE" ponte interna­ 
cional, Brasil/Para­ 
guai, pelos dois pre 
sldentes, Emil io G':" 
Méd ice e General S­ 
trossne. 
Bela Vista teve 
como o seu 1? jor- 
nal "O BELAVISTENSE" 
como diretor Geraldo 
je ·souza Rosa, geren 
te Inácio Rosa, Reda 
tores: Adalberto San 
tana, João Pessoa 
3raga e João Cristã­ 
vão Palmiere. 
Em 1954 às casas 
de comércio eram:Ca­ 
sa I nternac lona l de 
José M, Palmlcre,Far 
macia Rolal de VI. 
gíllo Medeiros e 
fia Ltda., a Delavis 
tense de Gilberto CÕ 
me s d a S I l v a , C a sã 
Loma de Severino Go­ 
mes e Silva, no dia 
20/05/1946, lnaugu - 
rou o Banco do Bra­ 
sil, aqui em Bela 
Vista, seu 1? geren­ 
te o sr. EI las Barbo 
sa, ainda, hoje resT 
dindo em Bela Vista 
Antes de ser cons 
truída a Capela do 
Divino Espirita San­ 
to. Existiu um santu 
árlo, onde os católT 
cos rezevam a sã 
frente. Que foi fun­ 
dada pelo sr. Afon­ 
so Loureiro de Almel 
da. 	- 
BELA VISTA NO SETOR 
DA INÜSTRIA E 
COHÉRCI Q 
Quando da emanci­ 
pação politlca de 
Bela Vista, em 1918, 
o comércio era pratl 
camente mantido na 
vlzlnhacidade de Be­ 
la Vista-Paraguai,na 
outra margem do Rio 
Apa. Os fazendeiros 
locais, faziam suas 
compras em Aquldaua­ 
na, trazendo mercado 
rias em carretas boT 
ladeiras. Por Murtl
7 
nho e Ponta Porá tam 
bém abasteciam Bela 
Vista quando então, 
fami l las da vizinha' 
cidade de Bela Vis­ 
ta-ParaQuai,transfor 
naram-se para ca 
com a intenção de ex 
piorar o ramo comer­ 
cial. Com a guerra 
do Chaco, mais fami- 
1 las se fixaram na 
cidade aumentando 
consideravelmente o 
setor comercial. Nas 
decadas de 1950/60 - 
diversas fami 11 as ~ 1 
rio-1 ibanesas tam­ 
bém afluiram em Be- 
l a Vi s ta, com o i n tu i 
to de se estabelece­ 
rem no ramo comerci- 
a 1. Convêm salientar 
que com a Instalação 
do Banco do Brasil 
S/A em 20 de maio - 
de 1.946, o comércio 
já na êpoca expressi 
va nos seus negócios 
muito se expandiu, 
vindo depois outros 
bancos como prova 
do progresso no se­ 
tor comercial da ci­ 
dade. 
. -- ... 
sistema Urubupongá ' 
Juptã. 
ENSINO 
No dia 10 de no­ 
vembro de 1.911, foi 
Bela Vista, com fundada a primeira 
uma camada de pedra escola em Bela Vis­ 
calcária de valor ta, era chamada Gene 
incalculável foi l- roso Ponce e funclo­ 
gualmente visada com nava onde hoje é 
0 
uma exploração de Forum, na ocasião a 
cal virgem para cons casa era de tábua 
trução. Houve época coberta de zinco. í 
em que mais de 10 ta. professora foi 
fornos. Trabalhavam, a sra. Ester SI lva , 
o ano i nte Iro, af lm que l ec lonou duran- 
de abastecer Campo te 4 anos sozinha, 
Grande e outras clda Mais tarde Já 
des importantes do ram mais de três 
Sul matogrossense.Se fessoras e assim 
gundo dados técnico, aumentando o n? 
o cal produzido em Professores e 
Bela Vista, foi o me nos. 
lhor do Estado tam
7 
Em março de 1.932 
bém foi Incentivada, foi fundada a Escola 
a exploração de ma- ?aroguial Santo Afon 
nelras, sendo monta- soque funcnou pro­ 
da serrarias na épo- visorlamente em pré 
ca em que foram der dlo alugado. 
rubadas matas vlr
7 
Em fevereiro foi 
gens para o aprovei- fundada a escola de 
tamento da madeira e são Geraldo em água 
consequentemente, a Docê funcionando des 
formação de pasto. de o principio em 
Também foi uma marce préido proprio. 
nar,a, cujos tra Em 1.935 fundou- 
lhos de móveis sãõ se no bairro Nossa 
conhecidos fora do Senhora de Fátimz 
municipio. (Nunca-te-Vi) a es- 
Hoje o comércio cola São Clemente 
de Bela Vista, acha- sob a regência a 
se estab:Jtzado,quem professores leigcu. 
sabe pela falta de Em 1.936, fundo!.l·se 
infra-estrutura no a escola São Patri - 
municipio,prlncipal- cio na (Cancha}. 
mente no seu setor Em 13 de fevereiro 
energético, cujo pro- ro de 1.950 foi fun­ 
bl ema jã e do conhe- 1ada a escola Paro­ 
cimento das autorida quial N.Senhora do 
des e tudo lndicã Perpétuo Socorro. Em 
que a curto prazo 1949, foi fundado o 
teremos a energia de Ginásio Estaduat· de 
alta tensão vinda do Bela Vista que fun- 
e­ 
pro 
foT 
de 
alu-

lltLA VISTA HT· QVARTA-PEIRA 20 DE 
CONTINUAÇÃO 
clonava no Prédio 
onde hoje é a Delega 
ela Regional de Ens! 
no. 
Ourante cinco a­ 
nosos professores e 
Diretores que era a 
sra, Ester Silva,le­ 
clonavam sem nada re 
caberem, a não ser 
a graldão de seus 
alunos, Hoje o glná• 
slo mudou-se Pªfª 
um prédio com ótimas 
acomodações e pasr 
sou a chamar 'scfà 
Estadual de 1? e 2% 
graus Castelo Bran 
co
11
• 
Tmos o curso de 
Contabl lidad e a Es­ 
Gola Normal, antes, 
particular mas hoje 
fazendo parte da fse 
cola Castelo Branco 
cm 1964,fundou·se a 
Escola Comercial San 
to Afonso, que funcT 
onou até 1975, pois 
havendo muitas esco­ 
las municipais e Es­ 
taduais não havi 
condições de contlnu 
ar funcionando. - 
Em 1.968 criou - 
se a Delegacia Regig 
nal de Ensino, ten· 
do como primeiro De 
legado 3Dr. Pedro /o 
sê Palmlerc. Crlsou- 
mento·lO'? RC de 
la Vista 
"BELA YISTI DE ONTEM . 
BELI YIST I DE HOJE . 
4.775 kms2, se dedi­ 
ca a criação de boví 
nos, sendo esta G 
sua renda principal. 
Com o advento de 
programas do Gover 
no para melhoria! 
das pastagens o mun..!_ 
clplo multo evoluiu, 
quando a maioria dos 
criadores sairam do 
pasto nativo, para a 
formação de pasta­ 
gens, com Invernada, 
dotadas de todos re­ 
quisitos exigidos pa 
ra uma criação raclÕ 
nal, inclusive nõ 
setor asslstenclal 
médlco-veterlnãrios, 
cuja defesa sanltá - 
ria animal sempre me 
receu a devida aten­ 
çao dos senhores fa­ 
zendeiros. 
Segundo informa - 
ções colhidas nos 
Frigoríficos abate - 
douros de Campo Gran 
de, Aquidauana,Oourã 
dos e Gula Lopes da 
Laguna, o gado de 
Bela Vista tem obti­ 
dos os melhores re - 
Be- 
O 1 O'? RC (Reg imen 
to de Cavalaria), en 
contra suas origens 
remotas, nas compa­ 
nhias da Cavalaria 
de Hato Grosso(22 de 
fevereiro de 1839) 
em Cuia bá. 
Encontra porém, 
sua origem mais pu­ 
ras, recente e, glor.!_ 
osas, no 1? corpo de 
Caçadores a cavalo 
(nova denominação)de 
BELA VI STA 
E SUA POPULAÇÃO 
RURAL 
Sendo o municlplo 
de Bela Vista dedica 
do excencialmente a 
pecuãria, desde os 
idos tempos de sua 
criaçao, sempre pre­ 
dominou uma popula - 
ção rural expressiva 
devido a formaçao de 
colônia municipais-, 
notadamente, o Nunca 
Te-Vi, Agua Doce e 
Oamac,,ê. O que con - 
i 
•i 
"± 
± 6 +. 
: -<.: : 
±E_ê;AS±2s , • 
--"ri-f_ '.rei- r +e'_ " - lll a 2z as ar, _ . «' +« 
.  
se tambem um curso 
de Secretariado,fun­ 
clonando na Escola 
Castelo Branco. 
Em 1.974 foi cria 
da a Escola do 1 
grau a Cazinha Fel lz 
que ê o jardim da ln 
fanei e o Pré-prima 
rio, é uma escol 
particular.Em 1976 
Nioaque, que fez a 
companhia de Mato 
Grosso na Guerra da 
Triplece Aliança. De 
suas fileiras, em 
1.862, saiu Antonio 
João Ribeiro para co 
mandar a colônia n; 
litar de Dourados on 
de, com despreendi-~ 
mento e patriotismo, 
findou sua vida, em 
defesa da Pátria. E 
o Patrono do 10? RC. 
que desde 1938 aten 
de pela denominação: 
e de Regimento Antonio 
João. 
criou-se a escola 
de ~ grau Casteli­ 
nho Encantado, per - 
tencendo a Prefeitu 
ra, que também 
jardim de infância 
prê-primãrlo. 
Bela Vista tam - 
bêm possui a Esco­ 
l a do 1? grau recan­ 
to Feliz. Sendo tam­ 
bém uma escola parti 
cu lar. - 
Bela Vista atual­ 
mente está muito adi 
antada, no setor d 
ensino qualquer cri­ 
ança tem condições 
de frequen,ar colê - 
gio pois hã Inúmeras 
escolas, estaduais e 
unicipais, dandc 
assim a oportunidade 
para qualqur criança 
estudar. 
A hisr6na do RegI 
Ao comando dobra 
vo Car. Pedro Jose 
Rufino, o 1? Corpo 
de Caadores a Cava 
lo, participou da. 
operações sobre ''Apa 
Retirada da Laguna', 
testemunhando feitos 
heróicos Jamais igua 
lados, mercê da con 
tância inescedTveT 
chefe e seus caçado­ 
res. 
D Regimento nto­ 
nio João, é o relicã 
rio das mais nobrei 
tradições das Armas 
do nosso Exército em 
Hato Grosso. 
correu muito para o 
acúmulo ele tais popu 
lação, foi justamen-= 
te pelo simples fato 
de ser Bela Vista,um 
municipio fronteiri­ 
ço, predominando a 
iniltração de fami- 
1 ias do vizinho Pàra 
9uai, quer seja pelo 
fato de reencontra - 
rem sempre parentes, 
ou mesmo pela facili 
dade de fixação nã 
terra. A vida em co­ 
mum dos dois lados, 
fez com que Bela Vis 
ta aumentasse consi­ 
deravelmente a sua 
população rural, de­ 
dicada a uma lavou­ 
ra de subsistência a 
mão de obra para fa­ 
zendeiros da região: 
Gozando de uma as 
slstência completa 
em todos os setores 
sociais, a população 
rural de Bela Vista 
Integrada nos princi 
pios do trabalho a­ 
gricola, vê coroado 
de êxito sempre ren­ 
tãvel,levando uma vi 
da prõpicla a forma­ 
ção e manutenção da 
familia, sempre com 
o apoio dos poderes 
pÜbl ices das prôpri­ 
as forças de seguran 
ca, já que o munici­ 
pio é considerado ã­ 
rea deSegurança Hacl 
ona l. Segundo o ü 1 tl 
mo senso demo;rãficÕ 
Bela Vista conta ho 
je com uma população 
de mais ou menos .... 
15.000 habitantes na 
sua zona ru ra 1. 
PECUARIA EM 
BELA VISTA 
O municipio de Be 
la Vista, sempre se 
destacou pela sua ex 
ploração no setor da 
pecuária. Hesmo dls- 
merbrado de duas 
grandes áreas, com a 
criação dos municipi 
os de Jardim e Cara= 
,.,.,1. Bela Vista com 
sultados, tanto no 
TR!8UNA DA PRONTtlRA 
seu peso, quanto na 
sua qual idade. 
Com a Instalação 
da Exposição Agrope­ 
cuãria, cujo parque, 
é um dos melhores do 
sul do Estado, foi 
melhorado considera­ 
velmente o nosso re­ 
banho de reproduto­ 
res, para melhoria 
da raça do gado de 
corte. Com lsto,cres 
ceu o rebanho bovinÕ 
do municipio, com um 
percentual maior e 
melhor na produção, 
cujos efeitos obser­ 
va-se pelos dados da 
Exatoria Estadual 
que aumenta dia a 
dia a sua receita na 
cobrança de impostos 
oriundos do movimen­ 
to de vendas do gado 
Bela Vista na sua 
pecuária, a maior 
fonte de recurso! 
sendo por assim di­ 
zer, as bases de sua 
economia. 
Bela Vista e sua 
Agricultua. 
Apesar da pecuã - 
ria ser o fator eco­ 
nómico predominante 
de Bela Vista, sem­ 
pre a agricultua te- 
ve sua exploração em 
nível de subsistên - 
eia a contento, Man­ 
tida de uma dlversi 
ricada, tudo se pro7 
duz no munlclplo,des 
de produtos hortl• 7 
frutl-grangeiros, cc 
reais, leguninosas 7 
destacando-se a man• 
dioca e o milho, ali 
mentos bâslcos parã 
para o ser humano, 
Somente de 1,97 
para cá, fd que se 
Introduziu a agrlcul 
tura em larga esca­ 
lo a exemplo dos 
grandes municTplos 
matogrossenses dedi­ 
cados ao setor. Com 
a vinda de agriculto 
res de outras regi • 
Ões, destacando- se 
os oriundos do Rio 
Grande do Sul, im- 
p l antou-se a agrlcul 
tura mecanizável di 
glebas expressiva! 
na sua área, no cul­ 
t Ivo do arroz, soja, 
o sorgo. Até mesmo o 
mllhÕ, sofreu um a­ 
crésclmo em sua pro­ 
dução, pelo proces­ 
so técnico e rentã - 
vel do seu plantio. 
Joje Bela Vista 
se orgulha de manter 
2 armazens gerais pa 
ra secagem e arnaze­ 
nagem de produtos a- 
grTcolas, comerclall 
zados tanto com f}, 
mas particulares cO­ 
mo com o prôprlo Go­ 
verno Federa 1. 
Tudo indica 
com o correr dos a­ 
nos, Bela Vista, au 
mente consideravel ~ 
mente sua área de ex 
Ploração agricola,pÕ 
is os prôprlos Pecuã 
rlstas, estão se de= 
dicando ao plantio 
de cereais, visan­ 
do no final do ciclo 
da lavoura, a forma­ 
ção de passagens. 
De qualquer manei 
ra, Bela Vista, dls°'.: 
se presente ao chama 
do do Governo Cen­ 
trai, produzindo sua 
etapa de produtos de 
1? necessidade, não 
só para o consumo D 
terno, como para ex 
portar o excedente. 
. .EH VEZ de Jogar Pe 
dras no passado va­ 
mos aproveitar todas 
as pedras di-on­ 
is para construir o 
FUTURO: 
Escola de 1? e 2? 
grau Castelo Branco 
(Professora AIOA LOU 
REIRO PAES)Bela vrs-= 
ta, 20 de junho de 
1977. 
que 
1 
t; 
l 
1 
1 
t

T!UDUNJ DA J.'!lO?'TDH.A 
PRE. EITURA MUNICIPAL DE BONITO 
/ 
'---1 
_J 
,. ,,,,. 
. .-, 
l.. .s. -- s .v.i 
erg ·e 	• 
... 
• y 
PREFEITO MUNICIPAL DE BONITO 
O m.!rmore em seu estado natural, agora tran,for:r.ado em riqueza 
que promete promi,sor futuro para o município. 
:-1 
~ l_ 
ruê!_ 
1 
% 
• 
in 
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e: 
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j 
 
1 
l 
1 
,;:.. 
• 
1 
 
/ beleza natural que encanta a 
quanto a contempla. No ta áuun 
cristalina a nenle rlc Honilo se 
deleita fazendo-a de ponto de 
recreação. 
,, 
. .', $• ,_.,. 
. ~ ~ . 
-,...-J::,;...., -..,; ;~ 
' 
. ' 
Aspecto de uma jazida de mármore, trabalhada pelas extrações, 
podendo-se notar as formas características denominadas "mãlacões" 
A firma Tonetti de São 
Paulo, é quem torna 
obra de arte o famoso 
mármore Dolomitico 
encontrado em Bonito, 
sendo de teor superior 
ao mármore de 
Carrara, já ensejou 
uma firma i1aliana a 
importar 500 
toneladas.

Festa Junina 
Aconteceu numa 
tarde gostosa de Ju­ 
nho,,,e era vinte e 
cinco do ano de 77. 
Nasceu do sonho de 
um grupo de professo 
res, que com a inten 
ção de oferecer aos 
pequenos uma tarde 
diferente, festiva 
cultural, resolveu 
promover aquela fes 
ta Junin a 
t 
Lançada a Ideia 
urgiam as provldêncl 
as e traçou-se o se­ 
guinte plano: 0bje­ 
tlvo,Preparação, Rea 
lizacão. 
OBJETIVO 
clpação dos 
em atividade 
pequenos aqu l, 11 sta 
gem de alunos para 
novo número ali,con­ 
fecção de cartazes, 
convites, bandeiro - 
las, balões acolá.Es 
tava previsto que tu­ 
do fosse feito na 
Escola, no presença 
e com a participa - 
ção das crianças,P@ 
ra que elas sentis - 
sem o evoluir, o a­ 
zontecer do seu tra­ 
b a 1 ho . A l uno s , pro­ 
fessores, funclonárl 
os, cada um dando um 
pouco do seu tempo à 
promoção. Nesse espl 
rito transcorreram 
os dias até que fos­ 
- parti se vinte e cinco. 
alunos Era sábado e pre 
cultu- cisava-te em poucas, 
f a que encerra, so­ 
bremaneira, a vivên­ 
cia do folclore bra­ 
sileiro; e como par­ 
ticipante, sentir-se 
elemento vivo e atu 
ante de sua minicomu 
nldade: A Escola'. 
PREPARAÇÃO - Flr 
mada a idéia, em re 
niôes extraordinár. 
as, estudou-se minu­ 
ciosamente todos os 
detalhes da promoção 
NUMEROSA APRESEN 
TAR, com os respecti 
vos orientadores-sr. 
TOR DE PROPAGANDA E 
D,f:CORAÇÃO - SOi • :'OR 
TARIÀ - RECEPÇÃO -= 
CANTINA - CAIXA A­ 
PRESENTADOR. Compu­ 
nha a Comissão de 
Fe<:.ta, o corpo Do­ 
cente e Administrati 
vo da Escola. - 
Levou-se a noti­ 
cia para dentro das 
salas de aula, o en­ 
tusiasmo tomou con­ 
ta da garotada. A i­ 
déia começava a dei­ 
xar de ser sonho, já 
surgiam lndiclos de 
realidade, o espiri­ 
ta de festa grassa - 
va. Ainda distavan 
dez dias, e já . se 
notava em cada canti 
nho um movimento ; 
ferente: ensaio dos 
Com o objeti- 
vo de despertar nos 
pequenos o gosto pe­ 
las tradlções,achou­ 
se conveniente a par 
tlclpação dos mes-= 
mos em danças reglo­ 
nais, não só por a­ 
preciarem, mas t me 
bém como meio de cul 
tura e maior conhecT 
mento dos costumes 
tradicionalistas. E­ 
les se fizeram pre - 
sentes especialmente 
nas dancinhas: 'Qua­ 
drllha-mlr lm", onde 
dançavam e cantavam 
"Shot carreirinho' - 
variação de uma l ln- 
da dança gaúcha, o 
11 
shot d as duas d a 
mas'' - cula letra, 
taz a proprla marca- 
ção; e vivendo o es­ 
pirita do nosso famo 
so, porém, esquecl­ 
do compositor e poe­ 
ta Catulo da Paixão 
Cearense, grande re­ 
presentante e valorl 
zador do sertanejo­ 
brasllelro. cantaram 
"Luar do Sertao'. 
Apresentou-se a­ 
inda, a ''Dança do Ba 
laia", tendo comõ 
complemento cestas, 
balaios ou ·peneiras 
ornadas, para mos­ 
trar a colheita - o 
trabalho da roça, 
transformado em ar- 
horas deixar o pãteo 
pronto para o momen­ 
to. Num piscar de o 
lhos, meninos e me­ 
ninas encarregaram - 
se dos detalhes da 
decoração. Um canto 
sequer foi esqueci­ 
do, todos foram a­ 
prove l tados, renova­ 
dos, revestidos. 
REALIZAÇÃO - Por 
volta das 14 hs, a 
Escola de 1? grau Es 
ter Silva confiante: 
e feliz abria os por 
tões para acolher 
com carinho os pais 
e amigos que chega­ 
vam para testemunhar 
0 fato que tanto al­ 
voroçou seus filhos, 
e vizinhos por quase 
quinze dias. E foi 
assim que às 14 hs, 
e 30 min. deu-se ini 
elo a tradicional - 
Festa de São João-, 
exibindo além da in­ 
fallvel quadrilha,ou 
tras danças regiona':' 
Is, com o intuito de 
difundir o meio estu 
dantll as tradições-= 
de um povo e de per­ 
petuar o folclore 
brasileiro.Foram a­ 
presentados onze nú­ 
meros, constando de 
oito danças diferen­ 
tes, algumas leva­ 
das sob variações. 
te; o "Pez l nho" li n­ 
da dança gaúcha, cu­ 
jos componentes inte 
gravam alunos e ami­ 
gos da Escola; "Dan­ 
ça d as F i tas' ou Pau 
de fitas, graciosa 
dança onde as damas 
e cavalheiros ao som 
da músi:a dançam e 
tramam artisticamen 
te as fitas que tem 
nas mãos, no mastro 
que fica ao centro 
Nesta altura, ho 
ras haviam passadÕ 
e, ao cair da tarde, 
quase noitinha, o 
apresentador solici­ 
tava as atenções pa­ 
ra um outro ponto do 
pãteo. Seria acesa 
a 'Fogueira', o pon­ 
to alto de toda co- 
memoração ao dia de 
São Joao, cuja orl­ 
Jem [ígar-se-ia a um 
passado distante se­ 
gundo esta lnteres ·­ 
sante lenda: 
''Santa Isabel,rã 
de João, era prima­ 
da Virgem Maria. são 
Joáo nao havia nasci 
do ainda. mas era 
espeoado. Ora, San­ 
ta Isabel ,ometeu, 
à Virgem av sã-la lo 
go que a criança na5 
cesse.As dua casas 
não eram multo dls­ 
tantes, de modo que 
de uma se avistava 
a outra, com pouco 
de esforço. 
Numa noite bonl 
ta de céu estrela­ 
do, São João velo ao 
mundo, Para avisar, 
a VI rgem, Santa Isa­ 
bei mandou erguer, 
na porta de sua casa 
um mastro e acen - 
deu uma fogueira que 
o Iluminava. 
Era o aviso com­ 
binado. A virgem cor 
reu logo a visitar a 
prima. Levou-lhe de 
presente uma capeli­ 
nha, um feixe de pa- 
1 ha seca e folhas 
perfumadas para a ca 
minha do recé-nascl 
do. 
ca, 
E desde essa épo 
são João é feste 
Jado com 'o mastro, a 
fogueira e a capeli­ 
nha que lembram o 
seu nascimento', 
Não seria possí­ 
vel a ausência da 
"Quadrllha"numa tar­ 
de de São João. Dois 
grupos dançaram-na, 
foi evidente o cunho 
artístico dado à 
Dança, longe de dei­ 
xâ-la caipira no sen 
tido etmológico da 
palavra, mas sim-, 
graciosa, rica de 
significados como 
foi a intenção dos l 
dealizadores dessa 
dança tradicional .Es 
ses pequenos bailarT 
nos não pararam ai7 
empenharam-se com 
entusiasmo para a- 
TRIBUNA DA FRONTEIR 
«QUE O POVO SEJA BEM INFORMADO» 
ANO VI-BELA VISTA-MT -20/7/77 No 256 
MENSAGEM 
IRMANADOS COM O MESMO PROPÓSITO DE 
ACELERAR O DESENVOLVIMENTO DO ESTADO 
DE HATO GROSSO, CADA UH DE PER SI OFE- 
RECENDO SUA COLABORAÇÃO EFICIENTE E PO 
SITIVA, AS POPULAÇÕES DE ANASTÃCIO E 
DE BELA VISTA SE DÃO AS HÃOS NESTA DA­ 
TA GLORIOSA EM QUE A "PRINCESA 00 A­ 
PA" FESTEJA SUA PATA HAG!-IA, COFIANTE 
NA PROSPERIDADE COHUH. 
ANASTÃCIO, 20 OE JULHO DE 1977. 
ANTONIO CLEMENTINO DA SILVA. 
Prefeito Hunlclpal. 
prenderem em pouco 
temo o "Chplm", dan­ 
a pecul lar da nos­ 
sa fronteira e apre­ 
sentaram-no sem me­ 
nos garbo, pols,po - 
de-se assegurar que 
temos no nosso melo, 
Jovens lmbuTdos do 
espírito de conserva 
ção dos costumes,ca­ 
pazes de se interes­ 
sar pelo que é de 
tradição e perpetuar 
dança tão I inda como 
essa. 
Foi pleno o obJe 
tlvo da promoção,po­ 
is, Integrando o es­ 
pirito cultural,três 
Jovens paraguaias 
trcuxeram-nos danças 
tipicas de seu pais, 
"Pajaro Campana" e 
'Galopera'', onde se 
pôde apreciar a se-­ 
gurança, a agi 1 l'!la­ 
de e a flexlbll lda­ 
de daquelas dançari­ 
nas. 
Era visível o en 
tusiasmo das crianz 
ças, a seriedade e 
responsabllldade co­ 
mo desempenhavam su­ 
as funções;eram cons 
cientes que da atua':' 
ção deles dependia, 
o êxito da festa, o 
nome de sua Escola 
Não só como partlcl- 
nhas', vendendo em 
suas cestas as Igua­ 
r las que a cantl­ 
na oferecia; eles e5 
tavam na cantina au­ 
xll iando no caixa; 
no setor de refrige­ 
rantes, abrindo gar­ 
rafas, controlando o 
troco; auxl 1 lando de 
modo gera I na recep­ 
ção e no atendimento 
1o páteo. Naquela 
3caslão. a criança 
sentiu-se realmen • 
te "dono-da-festa". 
Nossas crianças 
prometem multo, Isto 
o sabem, as pesso­ 
as que acreditaram 
nelas e na Escola-. 
mesmo antes que nada 
acontecesse, mesmo 
antes queseus olhos 
vissem o que viram, 
seus corações sentis 
sem o que sentiram; 
antes mesmo que vi­ 
brassem e se emocio­ 
nassem com a atuação 
de seus filhos. 
Num momento como 
esse ê que se compro 
va o quanto a crian- 
1 - 
ça e capaz e tem em 
ootenclal. • Quantos 
pequenos artistas s 
comprova o quanto 
a criança ê capaz e 
tem em potencial, 
Quantos pequenos ar; 
pante das danças,mas 
no desempenho de ou 
tras tarefas, pois, 
eram alunos que fig 
ravam em "as calplr..!_ 
tistas se revelaram. 
Isto aconteceu, 
numa tarde gosto· 
sa de junho ...fazen 
do-a inédita. 
j 
BRIDESCO 
# 
SIUDA BELA VISTI. 
FAZENDA ESPERANÇA de ILCIRI BILBUENA~ 
_ seguindo os passos de seu lembrado pai 
SENHOR FELIPE CANTALICIO BALBUENA, 
saúda BELA VISTA. na assagem de seu aniversário 
k 
• 
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t 
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ELA VISTA-MT: QUARTA-FEIRA 20 DE JULHO DE 1977 
,, 
l 
• 
J 
TRIBUNA DA FRONTEIR' 
A 
FIZENDI IRES CERROS 
Sede da Fazen­ 
da .... 
Boiada ... u­ 
ma das gran 
des riquezas 
da Fazenda. 
Vista parcl­ 
ai da fazen 
da .... 
1 
Galpão dos P 
oes ... 
Bolada... na 
FAZENDA TRES 
CERROS possui 
quase 6,00 ca 
beças de ga­ 
do ... apenas' 
gado de cria. 
Horro dos ''3 
Cerros'. 
Mangueira. .... 
tudo na Fazen 
da Três cer 
ros ... é cons. 
truido dentro 
de moderno es 
tllo operaclÕ 
na J.... -

DA fROliTEIR/ 
DELA VISTA-MI; QUARTA-F EIRA 
-------- 
1977 
l - 
1 
,I 
Vista parcial da fazenda .•• 
i 
) 
,,( " 
Cavalos "PONNEY" criação da fazenda 
FAZENDA MACHORRA 
Epaminondas Escobar (1.946). 
SR. EPAMINONDAS ESCOBAR 
Crraçao de cabras da Fazenda. 
1 
_J 
Sr. Epaminondas, ele cuida pessoal­ 
menu, da criação ... (vacinando). 
Lembrando o passado ... festa na Fa­ 
zenda Machorra - Ex-Governador Pe­ 
iro Pedrossian "Bârbar-e Clgano",Jo­ 
s e Carne i r,o e S r . E p a m i nonua s • 
J 
! 
l 
1 
I 
Solenidade ... 
"Epaminondas Escobar, um nome que 
reüne tradição, humanitarismo 
multo trabalho .•• " 
e 
Geraldo Arce (filho), sua espos:i. 
Dna. Escobar, sr. Epaminondas e 
netos. 
l" 
i 
1 
1 
1 
! 
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1 
 
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r 
s 
n 
d 
J:>, 
B

TRIDUNA DA FRONTEIRA 
1 Familia Mello em Bela Vista 
Athanasio de Almeida Mello 
e Eponina Carneiro de Almeida 
Maria Mendes e 
Araci. 
.1:. - 
Amigos e paren­ 
tes que o visita­ 
ram em sua en­ 
fermidade. 
1 
4,-. 
 
Sr, Maria no mo 
tncnto cm que d 
ava a sua aliança 
para o Ouro do 
Br-aail 
Pelo qu• u ouvL. 
ta hlar. dctejava nul 
to conhecer a hccn :' 
d• ).1aratrlda e ■-u 
proprlatu-lo • M :.r lo 
Mende1 Cont&-lvc,. 
"Seu" Marlo • un-w 
tradição ,dva de Mato 
Grosso,_um lutador da 
velha cepa, 'lll'horloao 
e multo humano. 
Cncontr•l-o abati 
do, magro, pro 
lcho por uma enfie 
nu pulmonar ja anti 
E•• a11latldo por uma 
cnferm,lra e tbb o 
de 1Yclado carlnho de 
aua .,p;, •. A um C•'!. 
;2 
1crvl-lo naa Cl'hca ~ 
riodicaa «e infelizmen­ 
te lffl tanto corutan­ 
te a. 
Minha primeira 
lmpn .. âo foi a de 
que a.U te encontr..,a 
um lutador vcncldo, de 
armas ensarilhadas,do 
minado pela doença, 
Travei corn,craa can 
ele, pr•lendendo •er 
pledoao e lntuClar-lhe 
um po1.1co de inlmo na 
derrota, Logo, po­ 
rem, que Mario ).1cn­ 
dca me hlou
0 1end - 
moa enacrÕnlco em mi 
Ma• atlhide •• t:le e►
,..,., ••plrltu~mente 
nd1o.J j,.o11 • doc:n• 
a nao atingira seu ea 
plrho de luta • ,u'; 
cora.aem anh a. vida .. 
Sua palavra, tu­ 
eole • culta, " desa.. 
fla.nte • polé" n,,lca .. A 
ma. a d" 1cuuão • ã 
:3.± 
caa. D-.i.ra.nte a conver 
•a, parece que tem Õ 
dom de . det•r a ea­ 
fhema.. do dominar oa 
lec ldoa pu.J.mona..rc a a a 
:. 
l. um lutador cncur - 
tlado, que +e di- 
po a uma luta te» 
na.& p,or uma causa •a 
arada.. S.ua olboa br"t 
lbam, •• • factos aâc 
de plano v'laor. 
UM llOMCM CONTRA 
O MUNDO 
Márle Mendr», a 
rumbaenac 1cm ••u 
nome U;dO lntlmame.2 
te a hhtorl.a de Ma• 
to "C roa ao. Fol um ad 
rn.l.4latrador da Matê 
Mário Mendes Gonçalves, 
o sistemático da correcão 
' 
Laranjeira uma empri 
aa que, embora comta 
tida, teve e tem - 
lmportanle p.apel pio 
nelro no Eahdo, lrani' 
formando em rlquc 7 
a.a e trabalho oa e,-. 
vab nativos de Ponta 
Porâ e Amambal. 
J:arl) •• compre -., 
ender Mario :Mendca e 
neceaa;rio conver - 
•• com ;te, correr de 
moradamcnte a aua ,;­ 
tenda, ouvir teu mo:" 
1orhta ou (lU&lquer dOI 
acua va.q,l<EI!º'• .tnCO!?, 
Ira- ae, entao, uma 
pcr•onalldade nurcan­ 
te, curlo•a dominada 
pelo de.aejo alnce .. 
ro de corrl1lr o mu_n. 
do e combater o• e r,.. 
roa humano•. inten­ 
•o a tudo quanlo chel - 
ra a golpe, negociata, 
•oneaac;ao, ba,Jllaçi, • 
demaao11:la, cabotWa - 
mo.. Ama a almpllcJda 
de do• humilde,. m­ 
detcata a htuUdade 
do~ me-dlocrea, Nln .. 
auem ~rocure dl•cu­ 
tlr com .;)._ um pro­ 
blema ae nao o conhe .. 
cc:r perfeltamentc. Sur 
e, «ntio o lnq_ulrl =­ 
dor contU11dcnte. o ar 
gumentador arguto, 
polemlata que come­ 
ça le•<t mcnt11: com J>lt"" 
1U11ta• capcloua e J>lt! 
tinentes e termina, t 
dearnhNI J,nc,-0acldade 
ou frayza em seu 
:.:% 
não hentaa de n,ord•• 
cidade. Parra. entâo • 
a uma. at.hvde de on 
ten,porU.ação. em que 
vusca debalde e,conda- 
a de«pçio. 
LI:lTURA. POUTlCA 
1: S..CTR.ClROS 
L; umpre. A !..•!. 
tura e a contemplaçao 
da natvrc&a .;o bo • 
J• •• •I■• arma• para 
enln:ntar a doença • 
JuatULcar a vJd.a. Arua 
tu.ado com a poÚtl-: 
ca ., a Utcralura, d• 
fende com ardor tudo 
aquilo qu9 r•pro■en • 
ta uma mensagem de 
capcrança..,. Por hao e 
re,..oluclon.a.rlo aut,;nc.1- 
co, que, 1nc:1ualvc,Ju• 
tUica. a Revolução cm 
um ato que afetou dl~ 
lamente aua hmllla - 
11mbora encontre fa­ 
lhas na Revoluçio - e 
aa crhlquem no e 
acentuar oa aeua po:i 
toa positivo,. que, cÕr­ 
lormc ele-, avultam e; 
peclalmente da honra:" 
de1, da cultura, do 
detprendlmento e da 
ener1la do primei­ 
ro macl•trado. 
Ul,sndo ,e entra 
na Fazenda Margari­ 
da notam-•c letrclrm 
cm mWto• lu.are•. 
::±2.° % 
do e:w:lblclonl•m~ ma, 
uma manifeataao,ora 
qlL:.otc,ca ora C>OCll .. 
ca, com intenio de 
prevenir e erpUcar • 
de: um homem nrls;l • 
nalm<Ente aadlo. 
"Pacue honeua - 
mente ,eu■lmpo•to•, 
•e q,lcr q"-<E oa Cov,r 
no possam f»ter 
que e nece,aarlo" .. e 
um doa letreiro■da 
la&enda. E•te e ou. 
troa dhtlcoa pr-etcn. 
de m Prlnclpalmente. 
mostrar ao• fornecedc 
H• que all nâo e l 
sa o fbco, não ª' 
acJetam mercadorlaa 
um no1a k tlacat, nãc 
•e com.Jlr• c:orttraban 
do e nao ,e vc:dde bõ 
aem p■aar o lmp;••o 
·.:. 
de comercia.ale• q,ut 
tiveram que voltar a 
cld.,adc:, ,ow mandar a.l­ 
uem, a prc:,■aa, tra 
~c:r a.a nota■e pa.s;ar' 
oa lrnpoato• aone1adc. 
aob pena de: terem ar 
dealadr ,do ,, necodo0 
I: nlniucm e mala mi 
nu.e.loto • mala corr;: 
to do que c:Jc com aa 
;!eclaraçÕea do lmpoa- 
1o de Na.da, do LDA.A 
ou da PTcvld;'nda Se,... 
:'al. Checamo■; noite 
1427 2 
vario• hectare•• bri­ 
lhavam i;mpada• cl.Í - 
1tlc••• Na c.aaa rra.n .. 
de. n11 cacola.. cm u 
r.,_a deu-na. de real":' 
2 
aos aqueiroas que 
nao rcaldetn no■ntJ­ 
roa a h energia ele­ 
trka. A ca,a d.a h, 
anda é antiga, cor 
v..::rloa acr,iaclmoa, a- 
T 
}ardln• • u 1ltla >,i!!, 
10 a uma pequena bar,. 
gem, onde um cho • 
rao vlceJa c:m uma 1 
lha a_rtlflclal, O• pat; 
o• ••o lmcnaoa, ira 
aramado,; ora Horl - 
dos, As outras ta» 
aao amplas, con!orta­ 
vela. bonltaa, ídtaa 
de madeira e cobc:rla■
da t,dhaa !rance.■••• 
O e tpc:taculo no­ 
turno d sede da fa 
:u,nd• e muho belo, Pa 
A..: 
e uma pc"qucna clda • 
de, atuante de vida. 
O amanhecer na 
fa.unda Marsarlda ; 
lneaquedvel. Uma aln 
roo.la de •ona dlfcren-: 
tea acorda a aenta. O 
ca.nto de melodia srarwi 
na.hte doa paio,, 
1
.;: 
ao, • marreco, ,e con 
funde com oa lamentoã 
doa pavÕc:, ria.J:a e o 
plpllo de mllhare • de 
P•••arinhoa.,. &le~re•, 
insistentes, ruido»oa, 
Sao crlatu.r!nhaa ala .. 
da•, que vem recl• 
m_ar a. comida. a ra 
çao mat!Aàl abudan:- 
t• qu~ todo■oa dlaa 
lhea e íorncclda da 
fazer.da pelo epiri 
to pa.L'ltehta de Marlo 
Mendes, 
• .:. ± ": 
da cal!aa para ver oa 
paaaaroa, (lUe cntraim 
"...13- 
pateo omea- a er 
a_diribui;ao da ra­ 
ç-ao a• avca doa cam­ 
po■ow aa• i>a•■uoa 
doa vlN.lro•. Há tod• 
ama de p:aa■a.t_lnho•, a 
vea de lodaa core• ; 
de canto•• o• mala 
dUc:re::tc,■• Canarloa 
hamburuea ou da ter­ 
ra.,. ~kudoa. cardlat, 
char§IC•• plr.t.aa,U;o•• 
±±: 2 
erinhe», castíhí. 
a:.ulÕea., conç-Õca de 
:: 5.. 73 
e pombos roma.."loa lt' 
upa.cli'.;c.•• pe.rlqUto11i, 
.±: 
'I amara.!oa, 
Oa prc 'º'• 
1aJ.olaa indlvi.duah ou 
em 1rapdea -.,(velro, 
onde ha ninhoa e pin 
I••• comt't": cm com-: 
panhla doa P•••arlnho11r, 
tlvrca, de ve1 qut: oa 
comc:douro• a;o ace •· 
alvela por dentro • 
por fora. C no pate­ 
ºª• oa P•••aro• mala 
manaoa •o amontoam 
comendo a farta rar;iõ 
quit dlarl..arnrnte ac dia 
trlbu.i e.ar•_elea. Ai=: 
auna ••o lao man10• 
que aobcm noa om­ 
bro•. na cabeça lt' ao 
bre os dedos dos qui 
01 aHmcnta.m, capec►
almcnlt: da dol'.la d.a 
ca■a, pa.r-c:cendo ar um 
quadro de Sa.nto de NA 
•i• a alimentar - 
e m todo o enomn 
me qu.adrllatero da fa 
&enda - na■ccnte 7 
naa de ;rvore• e:da­ 
tentca, Marlo Men­ 
dt!■mandou la.z.er n.►
nhoa de mad•Jra pa 
ra oa P•••aroa 1C: 
vrc:•. nfn.hoa que e•- 
1ao perma.nentemente o 
cupadoa. O ace,ao ; 
ca,a sr■ndc ■e tu 
por uma extcnaa a.rea 
.33:.22 
dult••• da mat.a., com 
multo Jre.balho. 
lia papa,;t:Jo• • 
3:± 
toa marrecos rua- 
.5·.2 
voca lln.d.Jaalmoa S:• 
llnh.aa rnlnorc:a.. "anaO:- 
$.:. a 
tlr:.boa, ~o conviven­ 
do pac.lliCaffic:ntc, mh­ 
turadoa, s:rltand.o4:n• 
na.ndo. balJ.nha, co'r 
:%. 5 
e «e vibra, que mio 
tl'Ct: u._ como oa 11. 
rloa ,.de. SalOCO'l;O 1:1aa 
qwe • belo e agitado 
vlve_ndo prot•tão d." 
1;1m Hrlo romantlco o 
ultimo dos vencerra 
:±.2% ± 
" o. «r««,, 
a ultJ.i:::.a. re·p.:,r:~•rn 
totaremoa ousa 
cae.oa que. aCD:llt!Cttn 
na Fazenda Margarida 
..: ±..: 
anaavel em euns uE 
dado■ao marido • ; 
ía.z.enda, ,e encontr-. 
•ua ••pÔ••• uma cria 
tura de meia Idade: 
almpatlca, almplea e 
:2.4..-.: 
admlnlalradora • do­ 
na de ca••• prcven .. 
do e culda.ndo de 1u.da. 
O adml.nhtr..-dor 
72.".: 
cwlda de todo■oa nc 
socloa, diretamente - 
com o capalu, oa em 
prcltelroa. oa empr-e:" 
1adoa. a de,pelto de 
■ua doença.. Me amo 
,om locomO'Y'cr-•e do 
:.::r 
rcca.ntoa da rande 
fa:&.enda, ,cua r-c-tl- 
roa. a111ua probl.maa e 
Cada um do■■e:ua aer 
vl.doi-c:a, - 
Oa trabalh.adorea 
da fazenda rcccb<tm •• 
larloa normah. ,âõ" 
••■latido• naa docn 
ç•• • dltlculd.adea Õ 
praticamente não pa­ 
am por qualquer pro 
duto da faz.c,od._ Diz;' 
mo• pratlcame.n1c po"'r 
que Mrlo Mendes a. 
cha que nincoê'm dC"'IIC' 
receber nad.a. de ra­ 
ça e obra sempre a1 
suma couaa pelo quê 
entrcca.. A ca.rne, por 
ucn,:,to. cu.na 60 cen 
ta.voa o quilo,. Arro:&-; 
milho. banha. a ou .. 
troa produto■da fa­ 
:z.er.da t•m preço• ª"' 
melha.nte•• Cada funl 
lia tem direito ao le.C 
te da du.a.a vaca■• oa 
Produtos comprado 
■a.o enhecu..a rJcoroaa 
menl.a pelo preço c{; 
cu■ro, Vala cotar q1.1• 
•••e• J'reçoa aãs, b.ú­ 
oa, pois tado e com 
prado em quntidade e 
aob conco.rre.ncia.. 
_ A.- caa■.■• ban .. 
a.alo• de madeira a 1t" 
lha !ran.c••a.. nada cu.C 
Iam ao• c,u■ocupa.a:­ 
tea e e1t&0 eb1.1a.da.a 
dentro lie Ja.rdi.n..a e 
~1::rft.Qla p,oma.rea. C■t 
da ca••• ao aer feh;; 
:a:r± 
c.a n9 jardl.m e O p.ro-o 
: ": 
acua ocup·ar.te•. Enca,, 
tramo, ao:rn•• lntcreã 
■.tLr.tc-a em tÔdaa elaã 
Transcrito do Cor­ 
reio do Estado-Cam 
po Gra.ndc-MT _ zz7 
10/1966. 
corno "Nham de roe• 
mi" (mlnha ca.aln.ha.,ctm 
1:".° .: 
erpente "Meu peda 
ço de ccu", ºninho de 
udade", "Minha que 
renc1a" • ''Rcca.ntc 
do Ar.ul". 
.."::7 
10. 000 bovinoa. 51tua­ 
ae no Munk lplo de 
Oda Vhta. eatr,r 
•• cidade e a de Pen 
to Murtinho e Jardim, 
na embocadura do .rio 
A&ul com o Ceracol 
Sua.,.rend.a brw:&l atv.al 
••ta r•prraen.tada,, a­ 
pc:na•, pela venci.a «!.e 
800 a 900 boia de ) 
a.noa. Tora dJ.■•o na 
da ■e ve·nde na faaen­ 
da, pota •• vac:.a• v• 
Lhas e a laoura rui 
•• la.a deat.ulam .. a• ao 
ton■umo,,,c ;!!• 10l.rca 
que Ja. i:aao acrvem, 
bero corno bola &a tra 
balbo ou va.caa &a le.C 
te morram de vclhoa 
ao, paato■• 
A ve.nc!a. d.e bola 
obedece a um rilu.al • 
E'rn c-crt9 CU.a do ano o 
proprlctarlo ab.,.. ,_ 
d.a• •~ propo•la• ., de 
compra. a.cmpre a v-1• 
ta_,, • en.l:rc5:a a prod­ 
r;ao a qu.c,,m m.al• o!e­ 
reccl. Ha de.:.c;naa de 
comprador-e■uadiclo­ 
ft.Úa, que •em emr• 
nha.m ~m ccn••culr a 
pre.fcrcncla.. 
,. Ator-a a. fuc.od.a. 
Mulo Me.odc:a ,o•. 
•ul_ovt:ra• terraa, qoe 
eatao ocu:.&d&a po:r 
vtllt.oa ••rv-a.nru.&rlo• 
• .. u•• que pro.,;:i,era.m 
• boja ••o Jl'eCl.arla _ 
ta■• O paJ do moto.ria 
'ª• 11.a v•lho para'": 
cu.a.lo, tcp s00 bO'll'1- 
no• e a.te no ano paa 
•ado pai•"• da re.nda. 
apenaa bezerro» por 
ano area de l. 00 ha • 
.A.a ou:J'aa l de l. 00 
h.a a.rN.ndatarJoa nor 
mala. 	- 
)..iárlo Men;c!e• ; 
0 
rko qua não u p·re.o­ 
Ct:pa co.m d.lr.be.ú-o.. VI 
.,,.. na. fue:1da e da. t►
tendi o diatribul u 
•• &obra.a com p.are:n" 
:2::":± 
dcpola da ve.n4a. do .. 
boi■, 1- ■u:&a u.t •• 
• r■r.wl:e awr.Wo ae:• 
■•v.• aeaJ.Udo•• aaaim 
como de aallo• d.e ca­ 
rldad•• orsanatoa 
outra.• J.z.etitu.lçÕ.•• 
fazenda tem ea 
cola, irria, t«lárrafa 
Na amboca.du.ra do rio 
Aral h uma wéria de 
corr.-dclr•• d.a. ra.ra be 
lera,aratas eopu - 
ma.nica cabido ■obre 
u.rna dobra do rlo. 
T alel-lhci d.a poa - 
dbllld•dc de fater uara 
hidroelétrica li P­ 
ra 1.nchul.ra.1.l&açao d• 
l~nda e lorncc.lmen 
locl d• enerrla parã 
Dela Vlat.a ou Ponta 
Por;. Não roatou da 
ide la a2pllc UM'Jo: .. Nãc 
• ■tov. rn.ala • m cond.L, 
e» de fazer uma o 
bra dcaaaa: Não que.: 
rq maia saber de na 
socloa a não ida •co­ 
ra d.e.•ma..nc:.bu mln.ha.a 
cachotlraa coi:n. .. wma 
barrac•m Iria rna•rTE 
para produir energia 
Adem.a.la, t: u.ma obra 
sranda dama.la pa.ra t.■"D 
homem velho e doe:n­ 
,-. 
Naqua.le n!lornca .. 
.± : 
mel.,-a "VC& Mario Me 
dea me parecey cana 
do. ScnU. porem e 
ela desejaria ter é 
rtl.mo •uilclc.ct.e paz "i 
ai:a.!.ra1:1tar um• ob.ra 
srand.. E qi:.c e■tava 
com aauda.d• a aud 
:.E.7:.E 
und.a ou. na Mate La­ 
r&:ljeira•• an:-pnandl. 
rentoa de magnitude 
de •tla&doa ao Í t'..Ll'Oo • 
O ANFITRIÃO E o 
PAHT.CSTA 
A43 la.d.i, d• t"ul:!oh 
ªº• Marlo Mcod.a é ã 
anlltrlão ate.n.c.J.o•~ 
d.iatJ.n;o de cc.:-:t~i:ia..a 
de hospedea, é o be 
2·amerho q·v.• r••-t• •• 
maa t'.oor1ne1 em 0 
ra» de anistia, 
o p&J de Ura fv;tll.La 
:a.~ ahrat11• t.am.t>.'m to 
dos os sua tral 
dores e sobretudu 
o pantelnt cu)o amor 
quase ptetia, i nata 
reta, fala a.imentir 
•• ava• do ca..mpo. _ 
moe.tonar •• anta • 
'be.le:&a da■Oon■Oll 
do C..N!Pl-9ct:!o e a.d• 
• U .) • impUc,id.ade • 
inocencia daa cri&Dç:a.a.

sau 
... 
açao 
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J 
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D 
P tID 
O DESENVOLVIMENTO DE UMA COMUNIDADE É O RESULTADO DIRETO DA UNIÃO, HAR­ 
MONIA E PRINC.IP!OS PATRIÕTICOS, DE SEUS CONCIDADÃOS, DEMONSTRADOS NO TRABA­ 
LHO E HEGEMONIA DE SUA GENTE. E COM TODO ORGULHO QUE HOJE A COMUNIDADE 
BELAVISTENSE COMEMORA O SEU 59~ ANIVERSARIO DE EMANCIPAÇÃO POLITICA, CON­ 
TEMPLANDO EM SEUS FOROS DE CULTURA E SOCIABILIDADE A CONQUISTA DE NOVOS HO 
RIZONTES DE PROGRESSO E CONSOLIDANDO CADA VEZ MAIS A SUA TRADIÇÃO PATRIOTI 
CA. 
A ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE MATO GROSSO, ATRAVÉS DE SEU PRESI 
DENTE E MEMBROS, HOJE TAMBÉM SE ENGALANA COM TÃO GRATA EFEMÉRIDE, NA CERTE 
ZA DE TER PARTICIPADO ATIVA E DECIDIDAMENTE PARA MULTIPLICAR DIVISAS E SO­ 
MAR PROPOSITOS DE UMA AMANHÃ SEMPRE MELHOR. PARABÉNS BELA VISTA. PARABÉNS 
,, 
,,, 
COMUNIDADE BELAVISTENSt NESTE DIA FESTIVO. PARABÉNS SENHOR PREFl(TO MUNICI 7 
1 
PAL DR. RUBEN ALBERTO ABOTT DE CASTRO PINTO. 	i 
ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DE MATO GROSSO 
DEPUTADO PAULO SALDANHA 
PRESIDENTE 
1 
l 
t

DELA VISTA-MT· QUARTA-FEIRA 2O DE JULHO DE 1977 
TRIDUNA DA fAONT[IRA 
Fazenda Ipanema: João Victor Vaz Guimarães 
 
1 
Vista parcial do açude, 
"Na pecuária baseia-se o potencial econô­ 
mico da Fazenda Ipanema. 
Foto da fazenda. 
Vista parcial da Fazenda. 
Gado da Fazenda. 
Fazenda: Santa Eliza 
Antonio Xavier 
I • 
1 
Tonlnho, trabalhando o gado na Fazenda~ 
ma de suas principais atividades. 
Tonlnho, com empregados da Fazenda. 
Antonio Silveira Xavier, o quarto da es­ 
querda para a direita. Casado com Mar inl 
cem flIha do Sr. João Victor moço traba­ 
lhador e filho de tradicional familia de 
Bonito. Na foto em companhia de seu pai, 
e lrmaos, entre os quais se encontra 
0 
presidente da amara Municipal (NAUDEHIR' 
XAVIER o Primeiro na foto). " 
Bolada do Fazenda Santa Eliza.

BELA VISTA-MT; QUARTA-FEIRA 20 DE JULHO DE 1977 
TRIBUNA DA FRONTEIRA 
Casamento de Zely e Antero. 
.,, 
.!'O passado deve ser lembrado com carinho 
e Som respeito). 
4 
. . 
. ! J • 
f-5 	• 
F 
1 
z 
E 
N 
D 
1 
MARINICE (la. Comunhão) 
João Victor, 
ri 
' 
Sr. João Victor 
D. Lla e Marinice. 
Sr. J_oão Victor 
e Dona Lila 
D. Li 1 a e 
um casal 
amigo .. ,. 
1 
p 
l 1 
l 
J 
-l N t 
a 
! 
J 
E 
M & 
1 
Antero e Otâvla. 
Antero, Zell, Glorgla e Otâvla (Anlversâ­ 
rlo da Glorgla).

TRIDUNA DA FRONTEIRA 	DELA VISTA-MT· QUARTA-FEIRA 20 DE JULHO DE 1977 
Corumila Loureiro de Almeida 
Fazenda Foz doSombrero 
Corumila Loureiro de Almeida 
Antonia, D. Nilça e Leticia 
Antero Loureiro de Almeida 
,, 
O jovem Antero.,. 
Corumila e seu filho Ante­ 
ro jantando no restaurante 
do Clube do Laca. 
Nilça, Leticia a Antonia, Ao fundo 
rio Iguaçu. 
Otávio, Corumila, Benedita, 
Efigania a Vidalvina. 
a'e 
ai.-ê- 
Festa de Aniversário, Coru­ 
mila, filhos a sobrinhos •.. 
Leticia .•. 
fpoca de colheita na Fazenda foz 
Sobrero 
o 
do 
flagrante na Fazenda ••• 
Háquinas agr!colas - fazenda faz da do 
Sombrero, •• 
"7 ·,- ' 
ar 
' 
. ,. 
- I• 
, 
2 
Antonia, Leticia e Antero, passeio na 
foz do Iguaçu. 
época da colneita.. a Fazenda _Foz 
do Sombrero adora os modernos meto­ 
doa da A ricultura ••• 
,.

TRIBUNA DA FRONTEIRA 
DELA VISTA.MT: QUAfl TA-FEIRA 20 DF. JULHO DL: 1977 
NILÇA CORREA LOUREIRO 
Corumila, 
c,,a,.cr,10. Hll;,1, Cor .. ~11., .. '"":,,,. 
Baile no Esporte Club belavlstense. Casamento. Corumlla e Nllça. 
Corumila Loureiro de 
Almeida 
Recordacões ... , 
'3• 
~~~ --"-"'=-"'--_,___,,_, 
Benedita e Corumlla. 
[ 
Zoé, Benedita, Corumlla, Nllça, E­ 
figênla, Otávio, Eflgênla (neta) ... 
. 	__J 
Esq. p/ dir. Carumila e Colegas. 1942 
ao fundo. Companhia Nestle. 
4- 
-- 
~ - .._ 
$ 
! 
Esq. LetTcia Harla. Dlr. Antonla Cris­ 
tina. 
-;;---:--_r;-:-,. _·;'" • --r ), 
.... ~"',:.r._• • > - ..... - ~ <J ......... • 
.~ ~."'""~ -: , .. .lt--.. ..... .:;- 
. •• • (Ô -- • 
l 
-±g 
~ - ~'-'-""'-'"'-- 
Corumlla, Fanny e Geraldo Hogela. 
i l 
-~-- 
- - ~~ .. __ - 
. . 
o 	'"l 
.__ _:, ..a .,,,_. _j 
Dlr. Antonla Crlstlna.Esq.Leticia Ha­ 
r 1 a .. 
Fazenda Sombrero - 1963. 
Dr. Olisses Loureiro (1942). 
·-i:-----cr---------,--,-----, 
l 
Casa~ento religioso. 
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,· ,e 	e' ,- 	• 
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, 
CALCAREO 
BODOQUENA ... 
Prefeito de Bela Vista, gen. Rubens Pin­ 
to, no momento em que visitava as Insta 
lações do 'Calcáreo Bodoquena' acompa - 
nhado de seus d?retores: Sr.s. Fidells 
Bortoletto e Antonio Aranha. 
Prefeito Hunlclpal de Bela Vista, dr, 
Ruben Alberto Abott de Castro Pinto, 
no momento em que visitava as Instai~ 
ções do ''CALCAREO BODOQUENA', acom­ 
panhado de seus diretores: SR.FIDELIS 
BORTOLETTO E ANTONIO ARANHA. 
1 
1 
 
 
1 
1 
1  
 
OBA E AGREDITAE 
c i l. Transformar u­ 
rna nação subdesenvol 
Hoje e o dia em que vida numa POTÊNCIA E 
Bela Vista comem~- MERGENTE, exige LUTA 
ra mais um aniversa- E MUITO TRABALHO. O 
rio dia 20 de julho BRASIL é o colosso, 
. ' . 
59 anos de emancipa- que desperta. Ê uma 
ção política. Quase corrente prã frente 
seis décadas. Muito onde todos os elos 
foi feito. Muito ain são importantes. Do 
da resta a fazer.Nos OIAPOQUE AO CHUI.Das 
do CALCÃREO BODOQUE- grandes e das peque­ 
NA, indústria pionei nas cidades. Da pe - 
ra no município, se~-quena e da grande em 
pre acreditamos na presa. Todos foram 
região. Os Governos chamados. Todos res­ 
revolucionários, de ponderam ao apêlo 
de o saudoso mal.CAS e estão trabalhando. 
TEL0 BRANCO, até Õ Esta indústria (CAL­ 
em i nente Presidente CÃREO BODOQUENA) e 
GEISEL, tem enfoca apenas o primeiro 
do a'capacidade de passo na realização 
.~ trabalho e de ven- de um pensamento, 
cer desafios do ho grandioso. NASCEMOS 
mem brasileiro''. Ló- PARA CRESCER. Com Be 
gico que nao e fá- la Vista. Com Mato 
HORA DE ACREDITAR 	Grosso. Pelo Brasil. 
Nossa mensagem, nes­ 
te dia, é um ap€1o 
aos descrentes, aos 
céticos, é HORA DE 
ACREDITAR. Bela Vis­ 
ta, com a posse do 
senhor prefeito Ru- 
ben Alberto Abott 
de Castro Pinto, in­ 
gressou na era da 
construção. Muito já 
foi feito. Muito ain 
da resta a fazer ... ~ 
mas é hora de acredi 
tar .... no homem, na 
Pátria, no município 
Receba senhor prefei 
to Municipal de Be­ 
la Vista, rossos sin 
ceras congratula - 
ções pelo trabalho e 
pela união em pró] 
do progresso do muni 
cipio. Aproveitamos 
o ensejo para agrade 
cer ao eterno amigo 
LUIZ CARLOS NAZARET, 
belavistense por ado 
ção que mesmo estan­ 
do em Brasil ia, con­ 
tinua nos dando apo 
io e compreendendo 
sempre o nosso IDEAL 
E da mesma forma,que 
remos estender os 
nossos agradecimen­ 
tos ao senhor ATAN­ 
ZI0 GOMES DE MELO. 
Fazemos nossas, as 
palavra de Michel 
Quoist: 
11
Depois de 
ter andado bastante, 
olhe para trãs. Olhe 
o caminho percorridq 
Voce compreende rã 
por Deus tinha espg 
cialmente reservado, 
para voce essa estra 
da; então Sem reser­ 
vas nenhuma, poderâ 
dizer-lhe OBRIGADO'.

9 	? 
CALCAREO BODOQUENA ... E COISA NOSSA 
- 
Vista parcial do CALCAREO BOOOQUENA, no momento em que estava 
sendo feito o carregamento para a Fazenda I tamaratl. 
'Jnstalações ••• 
11 
 
'----------·----------------------- 
Vis t '> parcial das Instalações ••• 
Prefeito de Bela Vista, Or. Ruben de Castro Plnto,diretor da 
CALCAREO BODOQUENA, presente em mais um carregamento de mais y 
ma carreta com destino à Fazenda ltamarati. 
( 
Prefeito de Bela Vista e diretores da Indústria ••• 
MINERAÇÃO BOOOQUENA 
LTDA. 
Produtor do r.alcáreo 
Bodoquena. 
Produção diária, 
de 1.000 toncla - 
aaae calcáreo u 
sa diariamente par 
escoamento dessa pro 
dução de 80 a 10ô 
caminhões a empre- 
sa atualmente explo­ 
ra o ramo de "produ­ 
ção de pó calcáreo 
Implantação de um 
conjunto Industrial, 
para fábrlco de cal 
hidratatada, cal vir 
gen e cal para pint@ 
ra. 
Possui oficina me­ 
cânica própria, pos­ 
to de gasol ina,etc., 
tem em seus quadros 
de trabalhos 10(cen 
to e vinte) funclonã 
rios (sendo que 90Z 
dessa mao de obra é 
da própria região) 
possui uma usina ter 
no-eletrica com. ca­ 
cldade de 865 KVA. 
que consome diaria - 
mente 3.000 lts.óleo 
D I ese I tendo um ga s­ 
to mensal de Cr$ •••• 
250.000,00 em combus 
tível, tem em suã 
propriedade toda es­ 
trutura necessária 
para funcionamento 
inclusive restauran 
te para funcionários 
e motoristas, poço 
artesiano com capacl 
dade de 15.000 1. 
hora, possue uma es­ 
cola primária com 5 
alunos. 
1

·l 
harmosa como poucas, candura e meiguice 
que se aliam à sua beleza alnd,1 menina,Ma 
rlza de Oliveira é uma das que enfeitam 
nossa coluna. 
~ -.--·•• 	~ 
J 
s,'s4 
·/°- 
Com uma elegância de Manequim, efel· 
tando nossa coluna a morena Mari Hele­ 
na Jacques Perrupato com seus colar i­ 
dos 17 aninhes. Mari lena, (para os ami­ 
gos) estuda em Ribeirão Preto, preten • 
dendo para o futuro Ingressar na Facul­ 
dade de Medicina. Seu hobb i e, os es­ 
portes principalmente o Voley. Importa 
lhe ac:.ima de tudo, exercitar a inteli­ 
gência e aprimorar a cultura. Lê livros 
de Jorge Amado, Machado de Assis e il­ 
lian Peter Blaty. Lhe chamaram aten - 
ção os filmes: A profecia, Seminarista 
Aeroporto 75 e Golpe Bixo, Faz amigos 
com faci I idade, porém prefere que sejam 
simples mas sinceros. 
Março de 1975, o cantor bclavlstense, Ney 
Hatogrosso sendo entrevistado pela nossa 
repõrter Jane Vrlasquez. 
Nasclda no dia 24 
de Janelro de 1962, 
Zenlmar Ocampos Abdo 
homan mora com os 
tlos: Fernandes A.Go 
me, F? e Zenobia O? 
Gomes, leni, como a 
chamam e uma rosa 
desabrochando, seu 
serro melqo tem nul 
til slmpatla. Cursã 
a 7a. Sérle do 19 
grau. Gosta de reuni 
Ões com os amlgos- 
partlclpa de dan- 
clngs, curte filmes 
românticos e Ficção, 
autores de sua pre­ 
ferência: José de A­ 
lencar, Janete Clalr 
Taylor Coldwell e Ma 
chado de Assis.Quan 
to ao som, sabe mui­ 
to o que é bom,e que 
som!!! Cantores e 
conjuntos: Beatles 
E I ton Jones, Ben 1- 
to de P..i ula, Rita Le 
Lee, Maria Bethania, 
Milton Nasclmento,Fa 
fã de Belém,Gal. A­ 
precia esportes como 
Vo ley, Jogos de me­ 
sa, mas pra t I camen- 
t e o c I c I i smo. 
Ana Paula, foi a escolhida da faixa juve - 
nil, para enfeita nossa coluna. Pela é fi 
lha do casal Gersy Silva e Salomé Melo Sil 
va. Hâ poucos dias Pela comemorou 12 ani: 
nhos e cursa a 5a. série do l? grau. 
Que quadro maravilhoso! Cinco gerações!· 
nesta foto tirada em 1962. Getúlio Jor­ 
ge Hello Silva no colo de sua tatara­ 
vô Sr.a Maria Rita Loureiro ao lado a 
blsavó Angelina L. Portocarrero, avó 
Maria Salomé P. Hello e mamãe do pe­ 
querucho sra.a. Maria Salomé M. Silva. 
8oatrlz Halnna Cn­ 
gllardi Roacnro­ 
nhes á Pilha do ca 
al Dr Sidney Mor 
toiro Hacarounha 
Beatriz Cagliardi 
Haocoronhoo. [ bo­ 
laviatonso, nascou 
no dia 28 do arço 
do 1965, Cotó cur- 
0ando a 7s sóriodo 
I grou no Eocola 
Eoteduol do I o II 
Crauo Cootolo Bran 
co. Baotanto dooon 
volvido r!oica o Õ 
i:iontalmento para cu 
o idada, Boa triz Ho 
lona Ó uma rnoninã 
alogro o doooontrn 
1as. soa crttç@ 
no momonto ó mu ta 
múaica o aoportoo, 
dootacando-oo como 
excelente jogadora 
da Voley. Na foto 
vacas Beatriz Hole 
na desfilando com 
sua sipatia o oin 
plicidado om uõ 
Chá Bonoficanto. 
/ 
1 
j 
sra. Zenôbia O. Alves, bastante simpática 
e comunicativa sempre presente nos aconte­ 
cimentos sociais da City. Na foto com seu 
esposo num baile do G.P.. 
O casal Eduardo 0cariz e Ana Maria comem€e 
rando o nat das filhas: Eufóricos cantan­ 
do Parabéns a você, o casa I Eduar:Jo Ocã 
riz e Ana Maria com as filhas: Patrícia. 
Claudia e Laura.

- ; . . . ' •. 
A 
CRONICD SOCIIL · 
. . - . - , . • 
ESTELA 
'» 
 
t  
Sávio Luiz Loureiro 
Peeo ó filho de Ai­ 
da Loureiro Pees e 
de Roque Joaquim Pa 
ee. Savinho naeceü 
no dia l9 do abril 
de 1975. Chama eten 
ção pela sue robus­ 
tez. Seue cebeloe en 
caracolados e olhar 
muito vivaz eão os 
detalhes maia ex­ 
pregsivos desse ga­ 
rotao, que e eobre­ 
tudo muito sério. A 
dora futebol e múe! 
ce. 
Ivana Schwans da Costa Harques Ó a alogria do casal Maria da 
Graça e Ivan Afonso. Eeta ~racioae boneca de lindos olhi­ 
nhos azuis nasceu no dia 9/6/75. 
Segunda geração 
dos Veiasquez 
l. 
-:: 
< 
- .____,, 
( 
Sr. Rigoberto Velasquez e o. Lidie 
Segunda geração 
do casal Rigoberto 
Velasquez e O. Li- 
nho é u111 menino lin 
do, causando excl 
mações seus lindos 
olhos azuis. 
Ivaldo Pereira 3r. 	:tor Hugo v. Pereira. 
dia: Ivaldo Perei­ 
ra Junior. Muito 
comunicativo, uni 
Marco Antonio Ve 
lasquez, o Harqui~ 
nho dos olhos gran 
des e negros como 
a "asa da graúna", 
é de poucos risos, 
porém esperto para 
seu um aninho. Vic 
ter Hugo Velasquez 
Pereira, o Gordu­ 
ílisonho, basta uum 
olhar para o Gord 
choque ele mostra 
seus dois dentínhos 
num simpático SOE 
riso. Renata Vela~ 
quez Silva, por e 
quanto a única "n 
cinha" da segunda 
geração dos Velas­ 
quez, Renatinha tem 
o rostinho redondo 
e um par de gr2nds 
olhos azuis. O un! 
co defeito de Rena 
tinha é ser muito 
séria. 
Harco Antonio Valaaqu■z 
O TRABALHO f UHA fORHA ABSOLUTA DO AHOR. SÕ ELE NOS PERMITE 
FAZER ALGO OE BOH EH PRÕL OE NÕS MESMOS E DE NOSSOS SEMELHA!!, 
TES. 
MIRIZI MODIS 
A BOUTIQUESQUE ESCOLHE COH CARINHO O QUE A FAMILIA VAI 
EH QUALQUER ESTAÇÃO DO ANO, CUHPRIHENTA A PRINCESA DO 
POR HAIS UH ANIVERSÃRIO. 
Rua Duque da exige n9 l,3ll Bala Vista-MT. 
USAR 
APA, 
! 
1 
1 
I 
1

TRIBUNA DA FRONTEIRA 
Fazenda Bonfin: 
5 
r 
de Atanásio de Almeida Mello 
Sr. Atanasio e peoes da Fazenda 
"as relações entre patrão e fu 
cionários baseiam-sono respei­ 
to mútuo". 
Zozinho - frente da sede da Fazenda 
(noto do Sr. Atanasio). 
A 
,:- 
Vista parcial da Cachoeira. 
Sr. 
Atanazio 
de 
llmeide 
Molo. 
Cachoeira - fazenda Bonfim 
2z 
' 
52 
"' 
(
:· Jb 
.._ 	-'----'} .'2. -. 
Ricardo Melo - Cachoeira da Fazenda. 
] 
Zezinho - fazenda Sonrim - Bela Vista 
/ 
----1

TRIBUNA DA FRONTEIRA 
BELA VISTA-HT; QUARTA-FEIRA 20 DE Jut+0 E 1977 
Tibiriçá Loureiro de Almeida 
Sr, Tibiriça Loureiro e sua esposa 
D. Ol(m--pia (Fazenda Pontal). 
Sr. Tlbi e D. Olímpia; sua filha LEDA 
o genro: Advoqado e politico PEDRO 
JOSÉ PALHIEIRI. 
Sr. Ti ti e D. Olimpia: tradição 
e trabalho dedicados Bela Vista. 
O Sr. Tibiriça Loureiro de Almeida, 
pertencente a tradicional Familia de Bela 
Vista, casado com a sra. Olimpia Assis 
Loureiro, tem uma prole de três !ilhas e 
10 netos que constituem a alegria do casal. 
O Sr. Tibi, como é conhecido pelos amigai, 
é homem empreendedor, proprietário de 
quatro Fazendas, onde cria, recria e engor 
da gado da Raça 'Neloreas'', cujos reprodu­ 
tores são adquiridos nos centros mais ava 
çados de gado de corte. Orgulha- se de pos 
suir um rebanho constituído quase e exlusi­ 
vamente de pelagem branca, fruto de um 
trabalho lento e caprichoso para chegar ao 
estado em que se encontra, Os novilhos de 
sua5 quatro Fazendas são 
procurados no mercado regional, negocian­ 
do-os somente se o comprador se disputar 
a pagar o preço que realmente eles valem. 
O Sr. Tibi é apaixonado pelos empreendimn 
tos de pastagens artificiais, movimentando 
, 
ultimamente um grande pessoal e maqui - 
nas para tornar as ruas terras mais produ 
tivas. Orgulha-se de ser um dos primeiros 
a introduzir o pasto Pampola em nossa re­ 
gio, de cujo pasto é até hoje um admira­ 
dor inconteste pelas propriedades de 
viver nas condições climáticas mais 
sas. Capitalista em maquinarias das 
sofisticadas, vibra intensamente com 
balho que elas desempenham no aprimora - 
mcnto das suas Fazendas. 
Contudo, o Sr. Tibi nao se destaca ape 
nas na criação de gado bovino, é 
gles. cujos predicados de 
grandemente 
sobre- 
adver 
mais 
1 
o tra- 
vitorioso criador de cavalos de sangue in 
seu ''Kroks' ja 
fizeram entusiasmar os aficcionados das or 
ridas de cavalos, até mesmo no JOQUEI 
CLUBE DE CAMPO GRANDE, onde costu­ 
meiramente possui uma tropa de quatro pa­ 
rclheiros de primeira linhagem, ganhadores 
de muitos prêmios, 
Nas Exposições de Uberaba e de ou- 
tros centros criadores de animais bonivos e 
equinos, não mede sacrifícios para adqui 
rir o que de melhor existe no ramo, para 
que os seus produtos sejam os mais compe 
titivos no Mercado Regional. 
DADOS PESSOAIS SOBRE A FAMILIA 
DO SR, TIBIRIÇÁ LOUREIRO DE ALMEID.A 
casado com a Sra. Olimpia Assis Lourcr­ 
ro, Pai de três Filhas: ANA MARIA: ca 
sado com o Sr. Eduardo Justo Ocáriz, Côn 
sul da Repliblica do Paraguai. LEDA LOU 
REIRO PALMIERI: casada com o Dr. Pe­ 
dro José Palmieri, advogado militante cm 
"Bela Vista, SUEU LOUREIRO DA ROSA, A 
sada com o Sr. José Garibaldi da Rosa De 
to, funcionário do Banco do Brasil, exerce 
do o cargo de Fiscal da Agência de l Bela 
Vista. 
Sr, Tibiriça (Tibi) e alguns exemplares de Ne 
lore. 
Flagrante da Pontal. Sr. Tibi e Netos. 
"A .:ilt,gria dos netos faz recordar os belos 
dias da infância"• 
Na aprimoraço do rebanho, na compra e na 
venda, sempre buscando a perfeição' (plantel 
Pura raça NELORE). 
'· 
,,,. 
( 
/ 
1 
lor 
r 
{} 
6,

, 
BELA VISTA: BERÇO DE HEROIS 
[e Familia Barbo 
l<.! Prefelto-Marlnho T_! 
co 
l
l~ dono do Corrclo-J2. 
e de Asais 
l<.! dono do Cartorlo • 
Pedro Barcelos 
[ cn de material, 
construida cm Bela Via 
la foi de Afonso Lou." 
reiro de Almeida 
NGo tinha Igreja, so 
havia um aanluarlo on 
de o pessoal la !a:r.er 
suas orações. Dona 
Angélica Ferreira Mi­ 
randa, mandou cone - 
trulr a l! Igreja, I-lo 
jc a capela do Eapirí­ 
to Santo, Nao tinha J'.!!. 
Jrc, ao um missiona­ 
rio que se chamava Ju 
ião, que pava de 
vc:r. em quando em Be 
la Vista, 
I? médico - Viriginio 
Otoni e morava no P,!. 
rap uai, 
llcla Vista passou a 
<unlcipio cm 1908. Os 
meios de transpor - 
lc era a cavalo e a 
carrc:-la de boi. A, pri­ 
meira religião, Católi 
ca 
FAMI LIAS PRIEMIRAS 
Mello 
Walter Escobar Nunes 
Dr, Flori Murano 
Oawa.ldo Turlnl 
Clovla Marcelino de 
Ollvelra (posae ( ••••• 
29. 04. 6'2) 
General Dr, Rubcn 
Alberto Abbott de Cao 
tro Pinto (atual) - 
LOCAIS DE 
INTERESSES 
TURISTICO 
MUNICIPAL 
comerciai; l29 vare - 
jistas; I mista; 6 
restaurantes; 3 farpa­ 
ciae; 1O0 pequenas in 
duatrlaa; Predios pu­ 
quarte I do 10!? R.C.; 
Cprrelos; Forum, Car 
lorlos; destacamento 
policia.!; Prefeitura Mu 
nicipal e Cmar Ma. 
nlclpal; 
Cartório: 1? e 2e Ofi. 
cios, 
Vias de rodovia com 
Caracol, Ponta Pora, 
Jardim Gula !:opea, N_! 
Cerrro Margarida, Bar oaque, Sldrolandla e 
ra do Rio Plrlpucu; c,mpo Grande; 
Córrego Guaviral; Cor Acrea: Çampo Grande 
redgo Azul; Barra do e Cuiab 
Rio Caracol; Trea cer Tranaportea: Jardl.nel­ 
roa; Inhandejara; Cari ra que ligava Bela V!,i 
plna de Nhum-Hatlm; ta a Aquldauana: ~ 
Monumento NhandepaJ PORTE EXPRESSSO 
Parque de; Expoalç110 BRASIL. 
Agropccuarla e Praia Escola• principais: 29- 
do Rio Apa. Inhandej Secundárias -8, send 
ra slgnl!ica "PONTE - 4 Gini::sloa, 1 Normal, 
DE DEUS'', Nhande- e um técnico e um Se 
pá - onde !oram ••· cretariado - 
pultadoa os reatos m'! 1 Hospital com 36 lei­ 
tala de brasileiros e toa, maternidade, am- 
paraguaios tombados bulatório; 
no munlciplo de Bela Propcldade agricola - 
Vista, Monumento Cm 683; 
bara, que quer dizer. Quarteia: Um Regimen 
'Choro de negro", Mo 
numenlo Republica F!_ 
~ .. do Brasil, s>­ 
tuado na BR-260 que 
liga Bela Viata-Bra 
ailia e Assunção. Fuii 
dado em 7 de julho de 
1971 
Harbos, Loureiro, l 
me ida c Pínchrlo. 
Ess familias vi 
vrm morar aqui logo 
apos a uerra, Na 
uerra do Paraguai fo 
ramn prisioneiros o! 
Maria llosa Darbosa 
'-' seu irmão Clmcntc 
da H.osa, Construiram 
t saláo onde e atual­ 
mente o lln.lavistcnsc. 
Em 1905 o professor 
t..·hamavn-sc Agustinho 
Vilasboa. No tinha 
comercio, mas sim u- 
tua quitanda. an- 
ele vendia-se frutas; 
o c.lono chamava-se Al 
verto Quinteiro. Fr 
,·isco Pedra -dono do 
Iº cinema. cm 1914. }Q 
Comandante de Policia, 
Fermiano Rodrigues,1 
CoJHnndantc Militar, 
Guati Monzin, 
DADOS GEOGRAFICOS 
Limites: Norte, com o 
unic pio de Jardim; 
Leste,, com o Munici 
pio de Antonio João C 
T>ont:i Porã; Sul, com 
a República do Para 
uai e Oeste, com o 
Municipio de Caracol. 
Topografia do Solo. on 
dulado condiçoes (are- 
nos o). 
Clima, Tropibal ámmid 
Altitude, 161 mta. 
latitude: 22906'12" 
longitude: 56!?22
1
77" - 
rumo 550 
Disti"ncia da Capital 
625 Km em Unha reta 
SISTEMA DE 
COMUNICAÇÃO 
Pontal e telegráfico. 
RELAÇÃO DOS PRE 
FEIOS MUNICIPAIS 
DE DELA VISTA 
INFORMAÇÃO 
HISTORICA 
Em 10 de abril d, 
1. 900, a Resolução ne 
255 criava a paraqula 
de Paz de Bela Vis­ 
ta, como limites do 
já existente distrito 
policial estabelecido; 
por volta de 1889 a 
lei ne 502, de 
03/10/901, criou o mu 
nicipio de Bela Viatã, 
como 
incorporando Comar 
ca de Nioaque e clev! 
do a categoria de Vi - 
la onde !icou situa - 
da a sede do Munlci - 
pio; pela lei n!? 549 
de 20.07, 910 !oi cria­ 
da a Comarca de Bc 
la Vista sendo instalá 
da cm 16/03/9111 por 
força do_decreto 277 
na diviaao territorial 
de 1914, o município 
aparece com dois 
distritos: e de sede 
municipal e o de Ca- 
racol, criado pela 
lei ne 549 de 20/06/1 
Foi elevado a categg 
ria de cidade cm ..... 
16/0 7 /18, pela lei 
ne 772, Pelo Decre - 
to lei ne 5. 839 de ... 
20/09/43, passou a 
:onstitulr município cb 
território Federal de 
Ponta Porã. Com ex 
tin;ão do territórR 
:le desmembramento. - 
Segundo o quadro ane­ 
xo ao decreto estadu 
al ne 583 de 24/12/4 
figura com 3 distritos; 
da sede, o de Car 
:ol e o de Jardim, Em 
1958 foi-lhe acrescido 
o diat-rito de Campes­ 
tre, Em 1953 perdeu 
os distritos de J ar­ 
dim e o de Caracol. 
Finalmente, em 1964, 
perdeu o distrito de 
Campestre, Pela lei 
g 5.449 de 04/06/68, 
Bela Vista passou a 
aer considerado de 
interesse de seguran­ 
a nacional, Atualmen 
te compõem.se apé­ 
nas do termo Judiciá­ 
rio da sede, já que o 
Munlciplo de Jardim 
foi conalderado Co _ 
l!! Prefeito Municipal 
Marinho Fernandoa Ti 
co; 
Atanaz.lo Pinheiro Mel. 
lo 
Percio Chamon: 
Marcos Marengo; 
Acintino Sampaio 
Joaquim de Arruda Ro 
don 	- 
Abilio Sá (dois perio­ 
dos) 
Demostenes Martins; 
Mário Garcia 
Militão Loureiro 
Alvaro Neves 
Pedro Lopca 
Erneato Vilaaboaa 
Marlo de Coata Mar - 
ques 
Dom Antonio Maria C 
poroaai 
Pc-rl de Almeida Mel­ 
lo 
Alvaro da S!lvei:-a Maa 
careahaa - 
Atan.aslo de Almeida 
marca. 
Propriedades gricolas 
683 
Coletoria: uma coleto­ 
ria eatadual e uma h­ 
géncia da Receita Fe. 
deral; 
Hoteis: trs: Css 
Ministério da Guerra 
li Exército 
9! Regi.ão Militar 
4 Diviso de Cavala 
ria. 	- 
Regimento Antonio Jo 
ao 
Da.doa sobre a 
criação e organização 
Em 9 de maio de 
1748 o Governodo Bra 
Em 9 de malo de 
1748 o Governo do Bra 
ail rcaolveu epa - 
rar a• capitania• de 
São Paulo e Mato 
Groaao e dividiu a Ca 
pltania de Mato G roS:­ 
ao em duas: Cuiabíi e 
Mato Ciro■ao. Em ja­ 
neiro de 1751 chega 3 
Capitania de Culabx 
D. Antonio Rolim de 
Moura Tavares, como 
G ovcrnador ~ C aoitNl 
General, trazendo 190 
praças de linha. Em 
30 de junho de 1751 
D. Antonio por ra - 
zÕea ignoradas ao es­ 
tabelece no lugar eh..!'_ 
mado Pouso A.legre, 
maia tarde Vllla Bel­ 
la, Em 1769 aão cria 
daa duas regiões dei 
Husaores e doa Infan­ 
tes, Em 1818 Mageaal 
cria a legião de tré 
armas: Cavalaria, In­ 
fantaria e Artilharia. 
Em 1820 é transfe - 
rida a sede do Gover 
no para Cujabí, par­ 
tlndo lambem a Iegl 
ão para esse novo dei 
tino, Em 22 de !eve • 
reiro de 1839 por de 
creto ne 30 é criadG 
em Cuiabá a Compa - 
nhla de Cavalaria de 
Mato Grosso, conalde 
rado corno origem 
mala acertada do re • 
glmento, Em 27 de 
maio de 1843, o de­ 
creto n2 301, conacr 
vou a companhia d 
1839, Em 1844 pusa 
a denominar- se l!? 
Corpo Fixo de Cavala 
ria. Em 22 de Aos. 
1e de Maio de 1889 o 
Ce, Manoel Jucaa de 
Souz.a recebeu o OH. 
cio n!? 599 de 11 de 
abril de 1989 ao Cmt. 
das armas, versando 
do decreto re!erido nc 
ano 11,.nterior. Em con 
sequência mandou en':' 
cerrar a escritura­ 
ção do extinto 1!? Co.z-. 
po de Cavalaria e a­ 
briu uma nova nomi • 
nação. As quatro Co 
pa.nhlaa formavam oa 
q!!_alro li EaquadrÕea, 
no havendo. altera 
çao nem na numera • 
ção das praças, Nos 
primeiros dJaa do A• 
no de 1903 e Regimen 
to deixou Nioac mar­ 
chando para Vila de 
Mlrand)l, aua nova e 
provlaorla sede, Err 
4 de Janeiro de 1905 
!oi publica.da uma or 
dem do dia de onde 
se tiram os seguintes 
dados: existéncia de 
36 o!lclaia 110 praçao 
de pret, 115 cavalos, 
30 bola e i muar. Em 
28 de novembro de ••• 
1906 o ten Cel Jo:: 
ão lj!nacio Alves Fe.z-. 
to de Cavalaria e um to de 1846 passa a 
Destacamento Policial; de~ominar-ac Eaque - 
Aeroporto com pista dn.o de Cavalaria Li 
de l. 500 metros 150 geira, Em 14 de ver - 
de aolo natural; 
Igrejas: 2 u.rba.nas e denominar-ae Esqua- 
3 suburbanas dro de Cavalaria Li 
Sociedade Filantropica geira. Em I4 de feve 
; Proteçao a Velhi- reiro de 1847 marchz 
ce desemparado, Asso para Villa Maria, ho­ 
eia;ão de Proteção _ je S, Luiz de Cacercs 
maternidade e a In!an- local designado para 
eia. e Casa da Amiza - sua sede. Em 9 de ja 
de; 	nei.ro de 1849, passa. - 
Clubes . 2 Clube Es. a designar-se 1e Cor­ 
portivo Bcla.viatense e po de Cavalaria Ligci 
Pedro Rufino ; Clube ra, Em 10 de abril de 
So Nascente (antigo) 1851 passa a chamar- 
Agricultura: Amendoim se l!! Corpo de Cava­ 
s. 000 quilos laria de M3to Groaao. 
Milho - 40, 000 se d, Em 1e de Maio de 
60 ks 	1858 marcha para 
arro:r.: 40, 000 ac d, fronteira do baixo P 
60ka 	raguai, Vila de Nloac, 
Feijão 620 ac de 60 sua nova sede. Em 9 
ka 	de Dezembro de 1866 
Cana de Açucar 5,800 teve a aua organiza- 
toneladas 	çao e denominação ff!! 
Café. 5, 7-20 arrobas dada para l!! Corpo de 
População: Caçadores a Cavalo, 
10. 581 . Urbana pelo imperial decre- 
4,491 - Rural to n!! 3556. Em I!! 
de fcverei:-o de 1871 
o boletim Regimental 
n!! 1 do l!! Corpo de 
Cavalaria, a.inda cem 
aede em Nioa.c, publi. 
cou o decreto n 4572 
de 12 Agosto de 1870 .L 
que, aprovando 2 pla­ 
no de organizaçao do 
Exercito, apos a guer 
ra do Pa.raguai, dava 
casa denominaço o 
antigo e agora extinto 
l!! Corpo de Caçado - 
res e Cavalaria. Em 
18 de Agosto de 1888 
é assinada no PalÁcio 
do Rio de Janei:-o, pe 
la Princesa Imperial 
Regente e pelo Minia­ 
tro Thomaz. Coelho, o 
decreto n!! 10, 01!? que 
reorganiza o Exerci­ 
to Braaileiro, criando 
o 7!! Regimento de Ca 
valaria Ligeira. Eik 
reira recebeu a se­ 
guinte ordem telegrá­ 
!ica: "deveia catar 
pronto seguir regime 
to para Bela Vista". 
Cel. Pedro Paulo 
Cmt do Vll Distrito 
Militar. Em conse • 
quéncia chegou o Re­ 
gimento a Bela Vista, 
as 8, 00 hora.a da ma­ 
nhii do dia 10 de do­ 
ze mbro de 1906, a­ 
companhando o cava - 
lciro da estrada por 
onde fez a retirada 
da Laguna, 500 me 
troa distantes do PG 
ao de Bela Vista, G 
mu-gcm direita do 
Rio. Deste local 
transferiu o Regimen 
to o seu acompanha :- 
mcnto, para Volta 
Grande, dentro doa 
atuais limites da in­ 
vernada, vindo depois 
bivacar cm um arran 
chamento construid­ 
cm local distante, cer 
ca de 600 metros dã 
linha do Apa. Em 4 
de Junho de 1908, por 
decreto n!! 6971 toma 
a denominação do 39 
Regimento de Cavala 
ria indepentende, - 
continuando organiza­ 
do_a quatro esqua­ 
droes, com 172 pra­ 
ças de pret. Em 3l 
de Dcz.en:bro de 1919 
o tcn, Ce, AU011ao de 
Pinto de Caatilho , p.s_ 
bllcou o telegrama do 
Cmt. da I! Circuna • 
e rição Militar, q_uc 
mudou a numerçao 
e de.nominação do 
39 R.C.I. que em fa 
ce do decreto 
3916 a U de de:r.em­ 
bro de 1919, passou a 
aer l!! -l<egimento de 
Cavalaria Indcpenden­ 
te Em I9 de Janeiro 
de 1920 !oi publlc a­ 
do o boletim regimen 
tal da Cavalaria n? I 
do l<.! R.C.l. 
O TERIUTORJO 
MUNICIPAL 
Mede 10, 000 kmaí.'. 
a rea territorial do 
Munlclplo de .Bela V!! 
ta, cujos limites, o­ 
paradarnente, vão ser 
descriminado•. Com­ 
preende dois dhtrl - 
tos: o da ede e o de 
Caracol. Forma.lhes 
dlvlaaa o rio Caracd 
ou De scalvado, acl!"", 
desde a sua confluén. 
ela, No rio Apa, até 
aua mala alta cabecei 
ra, 
Clima prevlle- 
giado, O aapcto g­ 
ral do solo e bastan­ 
te variado. A flora e 
opulenta. 
Otima s especi - 
es de madeiras para 
construção e tintura­ 
ria. Existem admira­ 
vela e vastas pasta - 
gns, Fartas exten 
soes de terra, calca­ 
res, Mica. Varias re 
glÕea aurUeras. E,; 
nda, no sub-solo dcdÕ 
Mun.icipio, presume. 
se, e muitra 
se, e muitas t.,êm por 
certa, a exiatencia de 
quantidades considera 
veia de pctroleo, E 
tambfm presumida _a 
cxistencia de carvac 
mineral em diferente 
sitio• do territÓrlo 
municipal. Da, fama 
diremos que ha capi­ 
varas, caitetís, quei 
xadas, antas, veada: 
doa, jaquatirlca, º.!!. 
ças, lontras etc. 
Da flora, a qual 
já acudimos, alias i­ 
peca ou poiala em 
quantidade elevo.à,, 
principalmente na zo­ 
na de Itá; quina, gen 
eia.na, marcela, rui­ 
ba.rbo, Beladona, se 
na, erva tostão, etc:­ 
Fritas;-Piquis, jaboti 
cabas, guaviras, etc. 
Duas belas e impor - 
tantes quedas d'aguas 
acrescem a.inda as 
riquezas na.turala do 
futuroso Mun.icipio: a 
de São Carlos e a 
três Quedas. Tem es 
ta sua origem na SeE 
ra do Amambai. En­ 
contra- se aquela no 
Diatrito de Caracol. 
Conta o Municipic 
com abund.ancla de a­ 
gua, Notamse os rios 
Apa, Miranda ..,ou Men 
de go, .t:s-trela Perdiéfo 
e Prata., Os ribeirões 
C a.r acol, Piripucu, Gu 
viral, Azul, Itá, etc 
Multiplos Arroios ou 
corregos., De mo do g 
ra.l, nota-se grande 
:i:egularidade quanto 
as chuva.a,. que pror - 
rompem na.a estações 
prÓprias. 
Mesmo nas épo - 
cas de mais calou ou 
ma.ior grio, não se 
observa rispidez. na 
temperatura. 
LIMITES 
são ºª seguinte. 
os llmltea do Munici 
pio de Bela Vista:Ca 
o Municipio de Proto 
Murtinho - Partindo 
da confluência do rio 
Perdido, no Rio Ãpa, 
pelo rio Perdido, até 
sua mais alta ca.becc.i 
ra, na Serra da Boa 
quena, 
Com o Munlcipio 
de Mi:-anda - Seguin­ 
do a Serra da Bodoq 
na, ate & cabec-cira cb 
Rio do Prata; por e± 
te rio ate sua foz, no 
Rio Mirandaou Mend ... 
go. 
Com o Municipio 
de Nloaque - Pelo rio 
Miranda gu Mendego 
acima ate au• mala 
alt:a ver·te.n.tes. 
Com o mynjcipio 
de Ponta Por a • pelo 
espigão divl•or de ,;:_ 
guas do rios, Doura­ 
do e pa, ate o mar­ 
co do Rio Estrela, cA 
beceira principal dÕ 
rio Aptl, que ocrvr 
de divia enyre o Dr» 
all e a Republica do 
Paraguai, Com a He • 
publica do Paraguai • 
Pelo rio Estrela, abal 
xo, até su& for, nÕ 
rio Apa; por este rio 
abaixo, a.te a barra de 
Rio Perdido, ponto de 
Partida, 
VIDA GERAL DO 
MUNlCIPJo 
Ble 
O Munlclplo de 
O munlclplo de 
Bela Vista pouula ••• 
13,855 habita.nica, Do­ 
ia Dlatrltos aão com, 
preend!dos no Munlcl • 
pio; o da aedc e e 
de Ca.racol, cuja e­ 
de distrital llca na 
pJDVoaçâo de Porteira­ 
e onde existem duas 
escolas publlcaa, varl 
aa casas comercfa.Ía 
Estação Telegra.!lca ai 
tuada em ''Margarida', 
sede de Fazenda da 
Cia, Mate Larangeira. 
A pecuaria çon­ 
tltue a base economi - 
ca mais notável do Mu 
nlclpio, Ex!atem malii 
de 220,000 cabeça.a de 
gado bovino, cer - 
ca de 15,000 cabeças 
de equinos e cria - 
çÕea de ovinos, aui - 
nos e caprinos. 
Em 1940, o Muni­ 
cipo produziu: raparu­ 
ras (20.000) qulloa, mi 
lho 8,300 sacos), ba": 
tatadoce (10 toneladas), 
arroz (Z.. 000 aacaa), 
mandioca (400 tonela • 
das), cana de açuca.r 
(3. 000 toneladas), pol­ 
vilho (3, 00 quilos) e 
menores qua.nddadea 
de e. feijão, larinha 
de mandioca, etc. 
Encontra-se a una 
altitude de 250 quilom, 
tros acima do nívef 
do mar, Dista da Capi 
tal do Estado, 720 quI 
lomctroa em Linha re. 
ta (rumo 550) • H.i'., em 
Bela Vista, operoso oo 
mercio. Principais €G 
merciantea: Joao F. G 
Caporrossi, José Ma - 
ria Palmieri, Tomz 
Vieira, Nunes Ron­ 
dão, Mario Costa Mar 
ques e Nagib Orro. - 
'I A cidade conta 
com ttts- olarias, du­ 
as pequenas fábricas 
de aguardente, duas 
fabricas de mosaicos e 
trés de cal. 
Existem as farma 
cias do Sr. Farmaceá 
ticos, Antonio de Car­ 
valho, :Arnando O P. 
Barreto e Ferreira 
&:Cia; 4 médicos, dois 
militares e dois civis. 
Tenentes: Dr. Cstr 
Pinto e Dr. Edgard Lo 
pes, Dr. Lidio Carri: 
lho e Dr. Celso de A. 
Lacerda. Dentistas:Dr, 
::ieraldo Rosa e Armen 
do de Barros. - 
Daa escolas do 
Municipio, várias si-. 
tuam-se na sede. É 
de aalienta..r- se a o .. 
bra educacional que lc 
vam a cJc.ito os be.n.=- 
meritos Padres Re. 
dentoristas, com a 
qual lucra grandcmon 
te O Municipio, Afor 
o imenso prov·etio es­ 
piritual que trazem, 
dotaram a cidade de 
ed.i!icios importante a 
(e scolaa e WD& Igre - 
ja). Em ■ua• e.di!lc .. 
çGes já dispenderam 
pa.ra bem mais de 
Cr$ 1. 500, 000, 00.Su­ 
as conatruçÕe■ er­ 
guem-se na cidade e 
seu suburbios.,

BELA VISTA: BERCO DE HEROIS 
, 	' 
Tem sede em 
llola Vlntn o brioso 
,. tradicional !leglmcn 
10 do Cavalaria do Ê­ 
,érclto Nacional "A11. 
tonio Joo'', Par re­ 
sld'7ncla dos OClcl"1~ 
que nele servem, ha 
urna viln militar, Ç, 
regimento possue ccr 
a de 600 homcna, 
E ativo, ,como ac 
clisnc, o comercio to­ 
cal, notam-e cnrpin­ 
tnrlas, marcenarias, 
nlfnlntarlas, barbc,ar.!, 
as, cinemas, oficlno.s 
de /e rrelros, 
Entre Dela Vista 
e Nioaque, há upa 
rodovia de 104 qu!lo • 
metros extensao, 
Serviços d, auto-Gni,­ 
hus de Americo Jose 
de Souza e Luiz Feljo, 
De são Paulo, Rjo 
e Campo Grande, vem 
quase todos os prodg 
tos que se revendem 
cm Bel11 Vista. 
Em boa situação, 
na. margem do Rio 
Apn, divisa entre o 
Urnsii e o Paraguai, a 
cidade de Dela Vista 
conta assim com ele­ 
mentos para vitórias 
das mais fulgidas no 
cena.rio da vida cstadu 
al. 	- 
FAZENDA NOVA DE 
SÃO LUIZ 
Munldplo de ela Vi Dela pode, prtan Assisténcia médi. 
ta, 	to, com justa razão, ca sanitária: há I hos 
Dlstllllte uma !é- envaidecer-se, não pítal cm pleno funelG 
gun. da Bedc dn Fa..z.cn.- npenao o .5CU feliz, de namento, consultor{, a 
da, cxiBlJ! aprazível dicando e, inteligen -;: m.:dícol;, 4 consultÓ!i, 
Hctlro, E o 'Santa Ri- te proprietarlo, com, os dcntarloa, e li un1- 
ta", pvondo de bom também o prospero M dade sanitária da 
o bem cuidado gado, nlcipio de Bela Vista, FUSMAT, um bem 
Há, ai mangueiras no qual ela !lue de montndo lnboratorio 
outrn• benCeírotlrns, t110 nusplclosa e Cavo. de Análises Clinicas GENTE QUE f; 
Allaa, é de fazer- ravel, loc111.l.znção. Estnbelecimcnto de DESTAQUE 
e ainda,referencia E umn bela e Crédito: Banco do Bra 
particular a sede da valiosa Fr .zenda des • sll. 	- Corumlla Lourei­ 
!azondn, onde se levn te Estado de belas, AtraçÕea turlstlcas:!!â'c ro de Almeida, om>­ 
tn multo boa casa de grandes e valiosas cncontrndns, unlcamcn go pnrtículnr dos corn 
madeira, ampla e con- Cazcndas - Mato Gros- te, no rio Apa, com poncntes dn rcdaç;õ 
íort"vrl - ao. 	suas e corredeiras e tribuna da Fronteira· 
Mnnguelroes de 	na cachoeira do Itá, lavoureiro e Pccuaris 
primeir o
rd
em pos • MUNICIPIO DE BELA com 8m de altura, na ta, Filho da tradicio. 
sue a Fazenda Nora VISTA 	Invernada Salobra, si- nnl Camilía belavisten- 
de São Luiz que ain - 	tuada a 40 km da se- se, Incentlvador dã°s 
da não foi dito, dia - Localização: localiza• de municipal, boas caus:is, 
ta seis léguas da e! - se na zona !islogritli; Sindicato existente: lvando Pcreira,di 
dade de Bela Vista, ca dn baixada, isto e, Sindicato Rural de retor e fundador dÕ 
Dos bons empregados da encosta, sul, liml- Bela Vista, Atividades Jornal Tribuna da 
da "Nova de São Lult." tando com os munlcl- econ;micas: O Municl Fronteira, do Correio 
muitos foram criados pios de Antonio João, io é, essencialmente Jardincnse, e do. Tri­ 
pelo pr.;prio sr, lld, Jnrclim e Caracol, E, pecuaristas, no sen. buna Mirtinhense, da 
fonso Pinheiro. ainda, limite interna • do, entretanto, de se revista Integração. R_!? 
Esta fazenda be- cional do Drasll com a 	tariano, Batalhador in 
lavistense, que está República do Paragual desprezar a agricultu- cansável pela impren­ 
sendo objetvlo de nos Suas coordenadas gcora que,concorre com sa matogrossense, 
gra.Iicas sao: latitu
d
c .1preclavcls resultados Marío Dattilani:- 
22!!06'12"; longitude de para a economica mu- Industrial - Comerci- 
56!!22'17". A cldnde de niclpal, É seguíd• cm t P 'd t d 
Bela Vista está 	'a an e' , rcs1 en e p 
; 	situa. proporções maia mo- Diretoria Municipal d.3 
da a margem do Rio destas, pela indás- Arena, o equilibrioa 
Apa, cntestando com a tria de transformaçaáa calma, colaboraçao 
Bella Viatn do Parn- O rebanho fixo de incstimavel. Est;i na 
guai, da qual é separ ovinos é de 246,472 galeria doe que ajuda 
do pelo çitado rio. Em cabeçasi O rebanho d, ram a fazer do Jor­ 
relação ª capital do suinos e de 15. 000 cn na! Tribuna da Fron - 
Estado, dista 625 km, peças. Na agriculte te ira um Órgão re spci 
cm linha reta e 1. 229 ra os produtos de tado. 	- 
km, pela rodovia. maior expressão são: Dr. Carlos E 
Altitude: na sede arroz, feijão, amen . Sá de Medeiros: Ad­ 
municipal, 
0 ponto doim, algodao, milhq vogado, filho de trndi 
mais alto atinge l6l m mandioca, girassol e cional familia frontei­ 
acima do nível do nar. 
caf. 	riça: advogado do Jor 
Clima: O município de Industrias: 3 maquirus nal Tribuna da Fron. 
Bela Vista possui duas de bcncíicamcnto de tcira; Presidente do 
cspccics de clima: 
0 arroz. 1 !llbrica de Diretório Municipal d 
tropicnl Úmldo e o tro l.1drilhos; 1 f.Íbrica MDB; rot.1riano. 
picai de .1ltitude. O pc de farinha de mandio- 
riodo das chuvas tem ca; 20 cnielras; 3 ola RELIGIÃO 
inicio geralmente, cm rias; l gr~ica: Rcsu :­ 
J anciro, indo até a - mo de alguns dos mo­ 
bril, com maior intcn- is urgentes problo­ 
sidadc de fevereiro a mns do Município: 
rparço. 	rodovi:is? 
Area: Possui uma c- ssisténcia Técnica no 
tcnsao territorial de meio rural. 
4.662 km2, sendo 0,4% 
do Estado. 	PECUARIA E 
Acidentes geográ AGRICULTURA 
!icos: os principais - 
são os seguintes: rio 
Apn (cm cuja mar - 
gem direita est; loca 
lizo.dn a cidade de 
Bcln Vista), Estrelo, 
um doa princpai 
um dos principais a­ 
fluentes do rio Apa e 
o rio Caracol, que 
serve de afluentes do 
rio Apa e o rio, digo 
que .serve de limite 
com o Município do 
mesmo nome; o mor 
ro Ma.rgarida. 
Aspectos Sociais: O 
município é dotado de 
2 cinemas funcionan - 
do regularmente e 
2 clubes sociais. 
Ensd.no: conta Bela 
Vista com 4 ginásios, 
l escola técnica de co 
mércio, I escola nor­ 
mal, secreta.rindo, reu 
nindo 731 alunos m. 
triculados no nível mé 
dio; 28 escolas pri. 
marias, com 2.862, 
A CEM e o DNERU 
também colaboram ne 
sendo objeto de nos­ 
sas despretenciosasi 
linhas, é notável pelo 
grupo de gado seltcio 
nado, que pode orgu - 
lhosamcnte ocatentar . 
Possuc, por exemplo 
7 touros mineiro Indu 
Drasil
11 
de puro pcdri 
gre. Para cruzmen. 
to ainda, conta com 
mais dois touros puro 
sangue, touros estes 
do Est.1do. Situa-se no Muni. 
cipio de Dela Vista e 
é proprietário o Sr. 
lldefonso Pinheiro gu 
a herdou de sua mae 
D. Percilinnn Lourei­ 
ro Pinheiro, cm 1932. 
É; uma belissima e 
valiosa Fazenda. Dela 
diremos alguma, cai 
sa, Obramos porem um 
parente se 
diremos alguma coi­ 
sa .. Abrimos porém UJT 
parcntescs para umas 
referencias figu 
ra distinta do Sr. Pi 
nheiro. Nascido en 
Dela Vista, onde pas 
sou, alias, conforta 
vc l residência, corr 
três quartos, sala. de 
visita, sala de jantar 
coz.inha, ba.nheiro - é 
o maior fazendeiro ~, 
região. Gordo, forte, 
tem 44 anos de idade. 
Casado com D. Tir.J 
Lu 
casado com D, Rita 
Loureiro Pinheiro. Pos 
sue seis filhos, Eudo7 
Cândido, Zoé, Idas Ké 
sio e Joo. - 
No mesmo 1v'1unici 
pio de Bela Vista, Õ 
sr. Pinheiro é pro - 
µrictario de mais ou­ 
lr.s. excelente f.s.zcnda, 
distante quatro leguas 
do. cidade. 
Situa-se esta F:s. 
zcnda no local dcnomi 
nado Vaquilha, e fG; 
herdado. por D. Rita 
Pinheiro. E urna. Don;. 
ta fazenda, Chama-se 
Tamanduá e possuc ... 
1,400 hectares de va­ 
liosos pastos, bem co,. 
tno uma estrada carr!;_ 
tcirn. 
A Fazendo. Nova 
de S Luiz, do Sr . 
l ldcíonso Pineiro é co­ 
mo dissemos, u.ma ex­ 
celente propriedade. 
Possue sete mil cabe - 
ças de gado; 7.200 hec 
tares (duas léguas E 
C..tnpo). Compreende a 
Fazenda cinco boa.a in ... 
vcrnadas, todas dlvidi­ 
tlas. Na importante en­ 
tre Marca-Cinco e An­ 
io, existe um bom 
e ultil açude. 
A formos ''Fzen­ 
da Nova de são Luiz".; 
banhada pelos rios São 
Luiz e Piripucu a lhe 
fertilizarem ns valio - 
as terras, que s 
estendem atravea das 
melhores regiões do,c 
da dia mais prospera 
Possui ma.is a F 
zenda: um rebanho dé 
égua para criação;10o 
carneiros, nlgumaa ar 
tenas de porcos parl 
gasto, criação de ga 
linha e de~ pavões. - 
O Sr. Pinheiro 
requereu o cavalo 
''Ncassar' puro san,. 
gue, inglês: para ro­ 
produzir. Este belo a 
nimais pertence ~ 
Remonta do Exército. 
Mas não podere­ 
mos finalizar esta 
nossa reportagem so 
brc a fazenda Nova dê 
S, Luiz, sem aludir - 
mos a sua bem trada,. 
da lavoura e no seu 
fa.rto pomar de tao 
saborosas e variadas 
frutas. 
E não poderemos, 
principalmente, quiça 
finaliza-la sem dizer­ 
mos aos leitores que 
bem poucas Fazendas 
podcrao vangloriar-se 
de apresentar tantos 
e to empolgantes en - 
cantos natura.is como 
n Fnzcnda Nova de 
São Luiz. 
Panora1 ~ verda­ 
deiramente deslumbran 
tes P.._odcr ela oferece;: 
nos a vista cxta.r.iad:... 
Naravilhosas pers 
pcctivas, pitorescos e 
npr nzivc is rcc nntc s e 
enfim está bem situa­ 
da a prcvilcgiada. Fa­ 
zcnd.i do um e splêndi - 
do conjunto de bc lc - 
zas e encantos que 
ma.is a valorizam e a 
tornam admiravcl. te setor. 
tação de petroleo A­ 
qui nesta tcrril. mara,. 
vilhos etamos cona 
!ruindo, com paz e 
harrnonia, o futuro 
de nossos filhos, 'O 
Brasil e um Faís qr 
vni para !rente". 
Rela Vista e um 
marco que o povo da 
terra planta no terre­ 
no fértil do desenvolvi 
mente, trabalho é is 7 
so, é o queimar esta 
so, é o queimar esta 
so, é o queimar eta - 
pas, e o pensar gran 
de,. O Brasil precÇ 
sa de cada um, a Pa 
tria somos nos, conti­ 
nue Bc la Vista; o tri 
lhar é o caminho dÕ 
progresso, .intcs era 
a mata--. hoje é o 
verde das lavouras ... 
antes era apenas p 
gado:., hoje . .:. os pe­ 
cuaristas e stao acro­ 
dit;:u,do nn agricultura; 
o Brasil poderá ser o 
País mais rico do rn.n 
do se dedicar- se ma. 
is intensamente ; a­ 
gricultura. O dinhei­ 
ro que o Brasil vai 
arre e ar exportando 
a.11mentos para um 
mundo faminto, dará 
para pagar todas as 
dücrcnças com impo.r_ 
Em Dela Vista 
sempre predominou o 
catolicismo. Antes chi 
padres redentoristas 
vierem para ca, espo 
radicamente, vinh.l.m 
missionários que nz 
ocasião fazia.m batiza 
dos,1 comunhão e 
casamentos. Essas so 
lcnidadcs todas eraÍr. 
feitas na Prefeitura. 
Um dos missionários, 
que nio pode , deixar 
de ser citado e o pa­ 
dre João Gripa, pois 
3pesar de ter naquele 
epoca idade bastan­ 
te avançada, sCmpre 
deixava belas mensa­ 
gens ao povo que ia 
ouvi-lo. Em 1930 vi- 
ram os primeiros po 
dres redentoristas pa 
ra cá. Eram o psdr 
Guilherme Fec e Pa .. 
dre Maurício Drinall. 
Em dezembro de .... 
1931 chegavam os pri. 
meiros irmas que e­ 
ram: Ir. Maria Hu-. 
bert; Ir. Bern.s.dete ?­ 
ir. Roberta. As !grc­ 
jas da C.incha, Agua 
Doce e do Barirro 
Nossa Senhora de Fs- 
_ ti.ma !oram construi - 
das juntos com as j ~ 
cit·adas na parte que 
se rciere ao ensino. 
A matriz de Santo A­ 
fonso, a cada dos 
padres e das irmãs: 
foram construidas cm 
1934, Notamos assim 
o impulso que trouxe 
ram esses religiosos' 
pa;a. Bela Vista,_ que 
alem da introduçao r 
ligiosa, ensino funda­ 
mental. 
Em 1968 mais 
ou menos começou a 
chegar adeptos de no 
vas religioes que 
dia a dia vão aumcn • 
tando. 
1) Qua.ndo vieram o 
primeiros padre pa­ 
ra Bela Vista: Os pa­ 
dres Guilherme Fec e 
Maurício Driscoll en: 
1930; 
2) Quando foi construi 
da a Igreja, casa_dos 
padres e d As 1rmas. 
1934 
3) Quem veio _lº, _ o• 
padres ou as irmas? 
os padres. 
4) Quais foram a, 
primeiras lrn1âs que 
vieram? As 1 ir­ 
más foram, Maria 
llubert; Emiliana, Ro 
bcrta e Dernadetc - 
5) Quais foram, digo, 
{uando começou a fur 
cionar os colegios a­ 
qui na cidade e noo 
bairros ? A cscoal 
bairros? A escola pa 
roqui_stl Santo Afonso-; 
to.mhcm chamado de 
Colégio Santo Afonso, 
e as escolas s. Gera 
do, São Patricio c­ 
s. Clemente são es­ 
colas paraquiais !un - 
dadas pelos revcrcn - 
dos padrres na çon­ 
Jrcgaç:ao missiona.rio 
:io Sa.ntissimo Reden­ 
:or, com o fim de 
.ninistrar as crianças 
de ambos os sexos, a 
lém da introdução ré. 
lígjosa, o ensino pri­ 
mario fundamental co 
mum. A Escola ParÕ 
qui.tl Santo Afonso - 
fundado em março de 
1832 funcionou provi­ 
soriamente em prédi­ 
os .alugados, sítios, 
ruas 15 de Nobcmbro 
Ccl. Camissão, No 
primeiro ano a matri 
cula foi de 239 alu.:­ 
nos. Em 1941 a matri 
cula geral atingis 450 
alunos. Em feverei­ 
ro de 1934 foi funda - 
da a escola suburba - 
na são Geraldo, cm 
Água-Doce (b-3.irro urr 
pouco a!a.stado do ccn 
to) funcionando desde 
o prins,ipio em préd 
dio proprio, 1935 fun­ 
iou-se a Nunca-Te-Vi 
(bairro Nossa Senho­ 
ra de Fátima) a cso 
4 s Clemente, sob 
a rcgna do prof. 
Leigas; em 1941, pas­ 
sou a ser regida. pc - 
las irmãs, Em 1936 
fundou-se a Escola 
São Patrício, no 
Bairro da C=cha. C 
ensino é ministrado 
nos seguintes estabe± 
cimentos pelas irmas 
de são Vicente de Pa 
lo por auxiliares lei: 
gos, Em 15 de . Iev,.: 
reiro d.e 1950 foi fun­ 
dada a escola paro­ 
quial Nossa Senhora 
Jo Perpetuo Soc:o!:_-ro. 
As prime.irAS lrmÃ.s 
fundadores desta co­ 
munidade !oram Ma­ 
dre Ma.ria ltumbert, ir 
mã Bcrnadctc_. dC 
saudosa memoria, i.r­ 
m Roberta e irmã E 
mlliana atualmente - 
rcsi.deindo cm São 
Paulo., Madre Humber 
te e irm&Emiliana F­ 
sidiram aqui até 194., 
lrma Roberta conti- 
1ou residindo aqui até 
11945 mais ou menos. 
IUNO DO GlNASIO 
DE UELA VISTA 
Letra do professor Ga 
maliel Stumf, Musi. 
ca do llino dos Gram. 
berinces, Instituto do 
ensino de Juiz de .0Fo 
ra, M. Gerais. - 
Mocidade formosa que 
:m tudo 
busca .a lu.z, o valor e 
o ldcal 
no gináxio, tua a­ 
sa de estudo 
luta sempre conosco 
contra o mal 
E:xtribilho 
Eia avante comp.anhei ... 
ros 
:Jcsta terra varonil 
somos todos o, hcrdcj 
ros 
do saber pelo llruil 
Destes mestre, com 
muitos carinhos 
aprendemos a vida a 
liso 
pois ser; a estrada o 
caminho 
a trilhar com fé e 
dcvogação 
Desta terra sagradt 
com firmeza 
va.mos pelo trabalho 
e rgucr 
a bandeira da arte 
da. beleza 
pois querer lutando e 
poder, 
l 
1 
1 
Pa.ra a vida futuro 
preparados 
vamos todos com fé 
pacifista 
tendo sempre em mc 
te bem guardado_s, . 
os ensinos do Ginas1o 
Dela Vista 
NOTA: Este hino sera 
sempre ca.ntado 
objetivando prestar 
to e conservar a trd 
çi'o homenageando a 
campanha nacional de 
educandários gratuito+ 
da qual rcduntou Gi- 
n;sio Dela Vista., at,;. l 
AI.mente "Escola. de 
1e e 2° graus Castelo 
Branco". 
Clube Esportivo Dela­ 
vistensc, fundado em 
27/12/1942 
Grémio dos Subtenen. 
tes e Sargento Pedro ! 
Rufino, fundado em 9 
de abril de 1961. 
1 
Pr.imC"ira Direto - 
ria Aristides Alv·es 
de Souza; Vice.Presi - 
dente Fe rmiano Li - , ' 
ma; l~ Secretario -Ga / 
bino Loureiro; 2e se. 
cretario - Ari Esco J 
bo.; Ribeiro; 12 Tcoo..: 1 
retro - Leonilio sil 
va; 2? Tesoureiro • 
Adalberto Rodrigues- 
dc Santan·a; Orador - 
polonio Gomca do. Trl,! 
dade; Bibliotecário -}!{ 
nataliclo Carvalheiro M 
1% Suplente - Vier // 
se Freitas de O!h"r
1
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p 
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Poi, 
se

l 
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a 
BELA v,s .. r A: BER·CO DE HEROIS 
' - 
r; 2? Suplente - Ia 
roldo de Vasconcelos 
Pinheiro, Conselho Fim 
cal: Cesar Julião Gon. 
çalves; Nei da Silva 
Brum; l<:! vogal - Velo 
cino Marques Mar. 
tins; 2<:! vogal • Per. 
cio Vargas da Rosa; 
Antonio Euslacho Lou 
reiro Gabinio; Eli seu 
Sonres; cé'iio Mar, 
qucs de Brito, 
CORREIO 
orrespondenci vinha 
a cavalo 
MElOS DE 
TR NSPORTE 
- Jardineira 
No inicio, os mo­ 
los de transportes e. 
ram feitos por meios 
de carrors de bois, ca 
valos e jardineira. E~ 
ses meios de transpor 
te prevaleceram at-;;- 
1922, quando aqui veio 
o primeiro Ford pe CÊ 
ao que tabm 
tarde para a atual'Crg 
zeiro do Sul" de Cm­ 
po Grande que além 
de eficiente , man - 
tém atualmente 4 cr 
r os por dia para Jar:: 
dim e Aq uidauana e 
3 também por dia pa - 
ra Campo Grande, 
Ponta Porã, i11to' e, 
13 Ônibus diariamente 
:hegam e saem de 
Bela Vista para aque­ 
la cidade com grande 
proveito da popula - 
ço desta cidade. Tam­ 
bem o Expresso Mota 
que vai para São J:au - 
lo, via Ponta Pora e 
Dourados, Como ficou 
dito dcde aqueles tem 
pos ate nosso a dias, 
3 progresso rodoviário 
c da própria cidade é 
inteiro marcando uma 
vida nova para seus 
usuários que agora em 
apenas poucas horas 
de viagens chegam a 
qualquer cidad circun 
vizinha, contrastando 
com as antigas cona­ 
truçÕcs que tomavam 
dias de sac rificio. E 
, o progresso que che- 
ro que lambem foi de gou na fronteira. 
nominado: Ford bigode Em vista das ri. 
pela sua car~teriatica xas existentes 'entre vi 
da tranamiaaao ser a- zinhos, Bela Vi ata te-: 
cionada no pedal e ª vc o seu povoamento 
aceleração por meio retardado. 
de um,,a pc_qucna ala - Em 1801, o capi­ 
vança junto do volante, tão espanhol, Juan C.?>­ 
automovcl este condu - ballero, atravessando 
zido por juvcnal Pai - 
0 
Apa, funda 
O Forte , 
xo, o pioneiro queda ae So José, a mar 
ceu a serra de Mara - gem direita, onde HG. 
caju para estas ,ban- je se assenta a cidade, 
das e fazia csporaticas ele se estabelccen­ 
viagena experimentais do com os acua 109 
:om passageiros. soldados. Batido a 1e 
Seguiu- se ~ 10!? de Janeiro de 1802 c 
R.C. que tambem nes- morto em combate, o 
se ano adquiriu um p/ forte foi destruído e 
transporte de Oficiais arrazado pelas nossas 
de transporte e scusf forças, sob 0 comando 
miliares. As eslradM 
do tenente Rodrigue a 
naquele tempo eram do Prado, Em 1849, Jo 
chamadas "Carrctein,.a'', ão Gabriel Lopes ff: 
Na .;poca das chuvas xou residcncia no lu 
as viagens tornavam • gar denominado Retirei; 
se desconfortáveis e 
demoradas, Atoleiros, ,,a 12 léguas do Rio A 
córrego, sem pontes pa, falecendo, ali, nk 
e nent-.ur:in especie de que le mesmo ano on­ 
socorro em regiões tinuou no lugar a sua 
completamente dcspovo viuva. D. Senhorinha, 
ada, Já em 1927 apare com os seus filhos, 
cim diversos propri- todos ainda crianças . 
t,;:rios de caminhões, No ano seguinte força 
transportando cargas :,pc paraguaia inyadindo o 
para o comércio. Foi nosso tcrritorio, con­ 
pioneiro neste tipo de <luziram-nos novarr:cn­ 
tranaporte, José Joa te prisioneiros para As 
quim Ferreira San :o, destruindo 
tos, que para aqui suas moradas. Novos 
veio com o ]e cami- moradores se fixarat. 
nháo transportando car cm Machorra, h,;: 1é. 
ga, com todas dificul- gua c meia da atual ci 
dades impostas pelas dade, onde em 1864, 
más estradas. Quan- ja existiam umas 12 
do cm 1936 o Gover - casas, •todas presos 
no Federal mandou cn pelas forças invasoras 
!ruir a estrada qu da nossa Patria, sob 
liga Bela Vista a Aqui- o comando do coronal 
dauana, os transportes Rasquim e conduzidos 
tambem melhoram sur- para Assunçao. 
gmdo entao a Jardine~ O munieipio con­ 
r'transporte naquela tinou, assims despovo 
epoea e que fazia linha ado ate 1872, em que, 
para quidauana. De - firmado o rio Apa, 
pois dessa auccderarrcomo limite entre os 
se com o "Expresso dois Países, o povo 
mais confiante passou 
euccdcra.m a povo~-lo, sendo os 
seus primeiros habitn 
tes, ainda os Lopei; 
os Barbosas, seguindo 
lhe as familias Lourei 
ro, Pedra, PinheirÕ 
Miranda., Escobar e 
muitas outras. 
Aumentando sem 
pre a sua população-; 
cm 10 de abril de,, .. 
1900 foi criada a Pare 
quia. A, 1 casa foi 
de Jose Lemos Bu- 
pois dessa 
se com o 
pois dessa sucederam 
se com o "Expresso 
Brasil" e a "Rá'.pido"dc 
Ramo Godoi que dis 
punha de uma Kombi, 
também para Aquidau.!! 
na: Tcobaldo Amaral e 
seu irmo, mnts com 
automóvel e depois 
com confortavc.is oni - 
bus para Ponta Por, 
linha que vendeu mais 
gre. Com os limite 
do j existente distri­ 
to policial, estabeleci» 
do por volta de 1880 • 
A 3 de Outubro de 
1908 cria-se o Munici 
pio desmembrado de 
Nioaque, 
A 20 de julho de 
1910 é criada a Comar 
ca de Bela Vista. - 
Em 20 de julho d 
1918, Bela Vista foi 
elevada a categoria de 
cidade, continuando co 
mo sede de Comarca, 
subordinando os ter­ 
mos judiciários de De 
la Vista, Jardim,Gu!'i' 
Lopes da Laguna e Ca 
racol. 	- 
Com uma superfi 
cie de 5.390 km2, E­ 
cha-se situada as mar 
gens direita do riÕ 
Apa a 162 m acima 
lo nível do marca. Li 
mita- se ao Sul com Õ 
Município de Porto MIr 
tinho, se parado pelo­ 
Rio Perdido: ao Poen­ 
te, com o Municipio d 
Bonito, começando da 
mias alta 
Bonito, começando da 
mais alta cabeceira 
do rio Perdido, na 
Serra Bodoquena, por 
uma linha reta a cabe 
ceira do Rio Prata e 
por este abaixo até o 
rio Miranda, dai com 
o Municipio de Nioa - 
que pelo rio Miran - 
da acima ate o pare­ 
dão da Serra Amar 
bai; ao Norte, com o 
Municipio de Ponta 
Porã, acompanhando o 
paredão da Serra A 
mambai, do rio Ivti7 
randa, ao rio Estrel", 
a leste, com a Repu­ 
blica do Paraguai, se 
parado pelos rios 
Estrela e Apa. 
CINE TEATRO SÃO 
JOSÉ 
De imponente fa - 
chada, simpatica e a­ 
colhedora, encontra 
se na praça de nossa 
cidade a cada de cape 
taculos "Cinc TeatrÕ 
So José". Em 5 de 
outubro de 1941 foi 
inaugurado e até hoj 
proporciona aos bela - 
vistenses horas de la­ 
zcr. Já: foi exibi­ 
do em sua tela os 
melhores filmes pas - 
sados nos grandes 
centros. No palco 
Shows de artistas co 
nhccidos na Ameria 
nhecidos na Améri- 
c a Latina. Entrevistlf'l 
do o Sr. Goethe Escó 
bar Nunes, ilustre c'i: 
dadâo bclaviatensc, fa 
lou-nos do seu cinc 
teatro S. José com 
muito carinho. Seu pri 
meiro filme 'Os Mise 
rayeis'. Diz ele 6que 
ate os dias de hoje o 
maior sucesso foi o 
'Exorcista'. 
Bela Vista num 
sempre gozou de pie - 
na tranquilidade cons­ 
ta em antigos jornai, 
colunas de assalto, 
roubos, contrabando, 
etc. 
Eis uma colu­ 
na Bclavistense: 
Nas noites de 27, 
28 e 29 do ms de 
março de 1953, cm 
nossa cidade u.ma se­ 
rie de roubos foi pra­ 
ticado, Antes que a 
cidade se entregasse . 
ao seu costumeiro si» 
Jêncio noturno, um 
amigo do alheio esta­ 
v, nessas noites, f­ 
zendo as suas visitas 
tão lmprÓpr ias e {o. 
ra de hora, Diversa 
casas comerciais e 
até mesmo alguma re 
partições públicas n?G 
foram pupdas. 
foram poupadas, Pela 
vez primeira no-e-brya 
cata urbe das beiraã 
do hiatÓrico Apa, o­ 
corria esse fato que, 
por ser virgem, trou 
xe, muíta admíniraç:;; 
ate mesmo certa in - 
quietação ~ eua popu­ 
lação, Durante vários 
dias só se falava so - 
bre o acontecido; to­ 
das as hipÓtesee e­ 
ram formuladas, poi 
que permanecia ain­ 
da uma ingognita "o 
ladrão" ou "os la­ 
drÕes
11
, Enquanto o 
povo se OC),lpava com 
os comentarios, che-. 
gando mesmo alguns 
a censurar a nossa 
polícia, como se a 
ela coubesse inteira 
responsabilidade, os 
seus policiais agiam, 
com torcinio e e!ica 
cia. In circunstánei. 
as, alguns suspeitos 
eram detidos, chega!!_ 
do quase a pagar pe­ 
lo crime que não co­ 
meteram, Decorren,m 
poucos dias e eis que 
a pol(cia consegue dei 
tar mão ao culpadÕ: 
Ao ser interrogado tu 
do confessou, desfa 
zcndo-se todas as du 
vidas e para satisfa 
çao nossa nao era 
natural daqui. Passz 
do a aqueles dias de· 
inquietação e sobres­ 
salto, em que via 
mos todos os preca. 
verem, tudo voltaria 
ao normal entregando 
se a populaçao a me± 
ma tranquilidade dt 
sempre. Entretanto, 
antes de chegarmos a 
olvidar o ocorrido 
precisá é tomar-se 
os culpados car- 
preciso e tomar-se 
os culpados caber-no 
11: intejramente e nao 
a policia porque, nu 
ma cidade tão espa :­ 
lhada e de sccntraliza 
da como ; a nos-: 
sa em cujo centro en 
contramos tantas z~ 
nas desertas e que 
cada dia que passa, 
mais se procura au­ 
mentàr essas dificul­ 
dades é impossivel 
:ea.lizar;, um policia - 
mento a altura. Urge 
precaver- se contra 
os ladrões, mas tam­ 
bem acabar com es­ 
sa preocupaç,,,o de 
espalhar-se a cidade, 
Já tivemos ilus 
tres visitas. 
Sr, Adernar de 
Barros, Presidente 
do PSP. Sr, Demos - 
tencs Martins, Secro 
tário do Estado em 
Mato Grosso, Dr. Ci 
cera de Castro Fari 
Pre aidente do DirctÓ. 
rio Estadual do PSP. 
Dr. Manoel Bonifácio 
Nunes da Cunha, ex - 
secretario da Agricul 
tura do Estado. Dr. 
Arnaldo Estevo de 
Figueiredo ex-GOTCTtt 
nadar do Estado, Dr. 
W aldir dos Santos Pc 
reira, cx-presidente 
la Assembléin Legis­ 
lativa do E st a<lo, O 
sr. Governador do Es 
tado, Dr. Fernando 
Corrca da Co11ta. 
s apreciveis br 
bidas Regionais. 
Entre as diver 
sas bebidas de nossk 
região, as que logr­ 
ram maiores deata­ 
qge, são o "Chimar 
rao
1
;, o "ter ere' e o 
''cha-mate'', como to 
dos estão farto d 
saber, Quem não as 
aprecia, particular - 
mente, em Bela Vis­ 
ta? Creio que ne • 
num belavistense ine 
to responda negativa­ 
mente a ssa_pergun­ 
ta, pois sao bebi­ 
das favoritas, toma. 
das nas horas de tra 
balho ou de lazer. fã; 
tomarmos tais bebi­ 
das, sentimo-nos me,. 
lhores, aliviados, ol­ 
vidando um pouco as 
rudeza11 da vida e as 
dcstitos por que pas 
sam o mundo atual '7 
Nada melhor do 
chegar na casa 
belavistense e 
tranquilamente 
sombra, com a sua 
guampa e bomba to­ 
mando o "Chimarrãd' 
ou o ''terer'' e 
nos convidar para 
compartilhar. E 
melhor agrado e 
maior expressão 
amizade. Sabemos 
plenamente que estn 
do grio, toma se ma 
is o chimarrão que 
muito nos conforta;e~ 
que 
de um 
vê-1g 
a 
o 
o 
de 
centuam-se, porem, os 
bebedores fanaticoa 
em grandes dose, ser 
os incovnintes deter­ 
minados pelo exces­ 
o de absorçío daque­ 
le lcoloide, Ademi 
é uma bebida barata, 
e grande competidora 
do c afc que nao tem 
logrado estender por 
aqui os seus tentáculos 
de mcmoplizaJior, To - 
ma-se o caf apena_ 
por tomar, mns nao 
que seja o mais apre­ 
ciado, arde ser que ro 
futuro con11iga se eo - 
bressair, ms por en. 
quanto no., De for­ 
m que, continuemos a 
tomar 11ofregamenle, be 
lavietenaes natos oÜ 
náo, essas apreciaveis 
bebidas para satisfaze 
aos nossos gostos e 
para sermos mais fe­ 
lizes. 
SONETO 
Tendo por orla, o Apz 
magestoso 
Ela é feliz demais cor 
a aureola 
De ostentar solene um 
galardão pomposo 
O ser de noss Pátria 
uma parcela 
E como se não bastas 
se esta honraria 
Reservada lhe foi mia 
são mais bela 
Qual é de ser em a­ 
greste frontaria 
Do Brasil, a eterna 
scntila, 
Sua modestia, a par 
das prejudicadas 
Faz-nos ficar, de mal 
de, entusiasmados 
Com pedaço, to nobre 
do Brasil 
E por isso, me cur - 
que o tomam em qual 
quer tempo. Quando 
faz calor para refres­ 
car tom o terere,be 
bida de maior uso no 
Paraguai, mas muito 
espalhada entre nos, 
O cha mate lambem e 
Ornção de um 
bastante, preferido pe- lavistense 
lo seu otimo gosto, 
aroma e efeitos. Que 
nos liga estas bebi - 
das tao apreciadas ?O 
r,a, a erva mate, quê 
e uma planta de ori­ 
gem sul americana e 
nativa em muitas zo - 
nas florestais de nos. 
so país. Conhecida no 
Peru e no Paraguai, 
do tempo da colonica­ 
ão os indígenas usa­ 
vam-na como alimen­ 
to e as analises de 
laboratório no fize­ 
ram senão confirmar 
o seu alto valor. Re­ 
presenta uma das nos 
sas grandes _rique-::. querem a paz entre os 
zas e exp}oraçao, con- seus filhos e a con 
trolada ha muito pc cÓrdia entre os seus 
lo instituto na.cional- espiritos. 
do mate, está'. bem Ivrai-ncs, ó De 
adiantado e de fran- da cegueira que 
de conotação no mer - araliza e mata os 
cada externo, E encon surtos das almas pa­ 
trada no Paraná, San. ra o alto - para o i • 
ta Catarina, Rio Gran dea para a patria. 
de do Sul, e em MatÕ 9 Recente nes. 
Grosso, nos mun.icipi- ta nossa terra - to 
os de Dourados e Pm linda, to amiga e 
ta Porá", é o , maior tão gentil - a chma 
fonte de rendas no via das ex:;,iraçÕes e­ 
Paraná, é o seu pri- levadas; acorda em 
meiro _produto de ex- nossas alm.as o senti­ 
portaçao, Suas folhas menta do Belo e do 
Possuem ótima compo- Bem - Faze o que p 
s1çao, que beneficie o sarno servir aos gran­ 
corpo sem o menor dcs destinos deste !Dr 
prcjuizo para o orga- ro amorável. - 
nismo, Possue muito Ó Deus da terra 
menos cafçina do que e dos homens. Ilumi­ 
o cha da india e, por nai nossa .i:ntelig.i. 
isso, e um estimulan- cia moça, Abençoa 
te que pode ser bebià> nossa alma ainda 
vo reverente 
Em homenagem tambn 
a sua gente 
Bela Vista, cidade 
Varonil 
CHIBATA 
Deus onipotente c Crig 
dor nosso. 
1colhe, benignamente, 
o Deus, esta homena - 
gero que te rende a 
nossa inteligencia mo­ 
ça, robusta de fé na 
tua Bondade, grandio­ 
sa na vontade de fa 
zer a grandeza, ó Cri 
ador da terra e dos 
homens 
Aumentai, pois, a 
Bondade, aumentai a 
tua ajuda, aumentai as 
tuas bençÕes aos fi­ 
lhos desta terra que

BELA VISTA•HT; quarta-FURA 20 DE JULHO DE 1977 
BELA VISTA: BERÇO DE HEROIS 
cindida; fortaleci nes 
ta mocidade a fe grn 
diosa nos destinos dee 
ta terra, 
Alargai oa horl • 
zontea dae noeaaa e•• 
peran_çaa, 
O Deus da terra 
e dos homens; derra­ 
mei a lua graça, pa• 
ra os que so qu 
rem o pem deaaa le• 
ra e ao quem a paz 
dos teu filhos, 
Fazei deema mo -· 
cidade a gorla do no!_ 
ao povo, Ó Deus da 
terra e dos homen, 
engrandece nela a nos 
a inteligencia, a 
g!Ória da tua bonda • 
de, Engrande pela tua 
bondade a gloria de 
Bela Vista, 
BOITE CORINGA 
nifica, s expecattives 
Coram ultrapaeeadae, 
O povo for pre - 
parado, durante, !num!:. 
roe dlae, atraveo ae 
novena, .pra n reo­ 
cepção e o contacto 
com a Imagem Peregr_l. 
na, 
A CHEGADA 
Verdadeira multi­ 
dão, pode- oe dizer que 
toda a quaoe totalida­ 
de da população bela - 
vlatenae compareceu ao 
aeroporto local aos 
pontos de recepçao, a 
llm de receber cari - 
nhoaa e afetuoaamcntê, 
com a mala acentuada 
fé e de braço aber- 
toa a Santa Mae da 
Deus - N, S, de FaÍl- 
ma, 
Certo dia, já vai 
um tanto longe, nea 
cidade recebeu com en 
tualaamo a inaugura - 
ção de um novo e ln - 
tereaaante lugar de 
diverso. Surgiu sua 
primeira -e unica boi 
te, batizada com o n 
me de Coriaga. 
Com o decorrer 
do tempo foi a boi­ 
le , ae conaolldando, 
pois que lograa a­ 
trair as atençoes dos 
bclaviatcnaca, nao tar 
tando multo a que 
cada um, de per si, 
ae habituasse as nos 
aaa reuniÕca sociais-: 
Passavam a ser rca - 
llzada ali multaa daa 
aeçÕea daa diveraaa 
inalltuiçÕc a exiatcntc a 
na cidade, Oa acua 
ahow ou {e ata , pre­ 
•paradoa de quando cm 
vez, contavam com a 
prcaença de aemprc 
numc roa a e • aaaidua 
aaeiatencia. Não me• 
noa lntc re a aantc a e 
ram os seus baile« 
rcall.zado, quase sem 
pre, com intenaa anÍ 
mação e muita a.lcgr'm. 
Aaaim o Corin 
ga Passou a fazer par 
te da vida da cida - 
de e no há negar 
com justa tazáo. 
Apoa um perío­ 
do de existência rela 
tivamente longa e ã­ 
gradabilissima sur 
giu a propagada no­ 
eia de aeu de e apare - 
cimento a que mui­ 
tas chegava~ mclhcr 
prefcri,m nao acredJ. 
tar; finalmente con - 
cretizou-se a noti - 
cia no més próximo 
panado, Foi pos­ 
to um ponto final aa 
suas atividades; dei 
xou de existir a agr.!. 
d ave l B oite Coringa, 
perdeu noaaa cida - 
de um de acua lntercs 
aante a ponto a de di:­ 
verso e alegria, rru 
capcrcmos que essa 
lacuna poaaa, dentro 
cm pouco ser preen­ 
chida • Demos o noa 
110 adeus ao Cor• 
ga, do qual aomcn - 
te Wlndaa aaudadea, 
A CHEGADA DE 
NOSSA SENHORA DE 
FATIMA 
Todoa aguarda • 
vam, deade a• pri­ 
meiras horas do dia 
18 p. p. , anciosamen 
te a aprasada hora d 
chegada, lato t, 
7, 30 horas desse dia. 
A esa hora ja a po­ 
pulação belaviatensee 
se deslocara para o 
aeroporto, A Igreja 
Matriz ou para aa 1- 
mediações da residén 
da do Sargento Ve- 
núncio (outro ponto 
de concentração). D~ 
vido a neblina reinan­ 
te o avião que con-­ 
duzia N.S. de Fátima 
aobrevoou, duran - 
te algum tempo a cl - 
dade aem que Coa­ 
se poaaivel a atcrriz. 
zagem, no entretan­ 
to, ninguem oueara .!. 
bandonar os locais de 
concentração, onde o 
entusiasmo era sem 
pre crescente. 
Às 11 horas aur 
giu, j~ no limpido e 
claro ceu de Bela Vis 
ta, o aviaão - 
ta, o avio to espe­ 
rado, faz.cndo uma 
bela aterrizgem, sb 
intensa emoçao sur­ 
giu a Imagem de F­ 
tima, conduzida por 
um sacerdote. que a 
colocou no andadno.!_ 
ra reportagem obser­ 
vou inumeraa e 
mais diversas pesso 
as que, e mocionadaa 
derramavam copiosa 
e comovida lagri - 
mas. Todos oa pre­ 
sentes entraram, _di. 
go, e.,.ntoaram o can­ 
tico a Virgem Maria. 
O povo belavl■ten 
e já vivia, dias ar 
te da chegada ge 
Nona Senhora de Fa-. 
tima, diaa de inten■a 
emoção e expectativa. 
Todo■trabalhavam, c1 
o !ulam com todo en­ 
tu■iamo■e deaprendl . 
mento, poia o dese 
jo de pre atar a Vir­ 
cem Milagrosa uma 
grandiosa manifestação 
de fe criata. era ge - 
ral. 
A aupreaa. no en 
tretanto, adviria: ~ 
mais se observou, em 
toda a hi■tóHa de■• 
ta. bo■pltalelra...._terra do 
Bela Lata, manifesta­ 
ao to elevada e ma 
A PARTIDA 
logo pos, saiu 
na Ptociaaao com dcs 
tino a matriz; em 
lá chegando foi noa - 
11a Senhora saudada 
pelo Dr, Gaatão C, S,u 
za e, apÓa, !oi o!icii" 
da a Santa Miaaa ! 
c!.l■tribuida a comunhac 
ao elevado número de 
pessoas, 
que, 	eral 
da diocese de Liria,em 
Portugal, onde eta F 
tlma, a aenhora dona 
Maria Tereza Pereira 
da Cunha que a 6 ance 
acompanha No .. a Sen - 
hora, sendo ainda rear 
ganl;adorá da peregri':' 
naçaq. 
As I4 horas foi a 
lmagem perebrina con 
duzia em solene pra:e • 
wo para o aeroportd 
onde o povo belavla­ 
tenae novamente !ora 
ter a fim de deapedir­ 
se de noasa aenhora. 
O ar, João Braba 
O ar, João Braga 
pz;_onunciou, ne asa oc!.. 
aiao, a aegulnte ora - 
ção de deapedida1 
Oh, Maria Vir. 
gem de Fatlma, Na 
curta mais proveito­ 
sa ealadla de voa a a I • 
magem Mllagroaa en 
tre nós. Oh Virgem 
Maria de Ftima tive 
tes ocasião de ve 
as nossas falhas, as 
nossas imperfiçoe, as 
noaaaa ncccaaidadea. 
Tudo que voa demoa, 
Senhora que possa ter 
algum merlto e obra 
de voao Unigen!o Fi 
lho Jeaua Cristo. No. 
sas o as falhas e p 
cados, mas, senho- 
ra, bem nossa e ale 
grla que sentimos com 
a vossa visita e noa - 
a também ser a sau 
dade que_ficara em ca 
da coraçao com a voa­ 
•• partida. 
Ide derramar n 
vessas graças a outras 
cidade a, 
A dádiva Santa qr 
recebemos sera dadt 
aos nos soa irmão s d 
outras plagas. Esse e 
o nosso consolo. Pela 
vossa vista mil ve - 
zes obrigado, e, pro 
ta.doa aos poea devo~ 
ao Divino Filho Je 
sua Cristo suplicamoã 
humildemente que ae 
digne abrir oa cora­ 
çoe • da humanidade 
por onde paaaardea,Oh 
Virgem de Fátima pa­ 
ra que a Vossa pere - 
3:rinação seja coroada 
:ic cxito e o g cnc ro 
humano volte novamen­ 
te para Deus, Em se 
guida J andira Lourcir2 
fez. entrega. de uma flg 
mula, em nome da 
mulher bclaviatcnac, a 
Virgem. Foi cantando 
o hino da de spedjda, 
cuja bela letra e o se 
guinte, 
A hora é chegada 
de vossa_partida 
Adeus mac amada 
Adeua mãe querida 
Adeuss, Adeus, Adeus, 
Ma.ria. 
Em prantos, Senhora 
nÓa todos estamos 
Pelo Sr. _BiPo 
gol dado a bençao aa 
ctianç:aa e aoa doentes 
O. aenho; Biapo de 
éorumba, Dom Orlan­ 
do Chave»e outras au 
toridadereclesiastias 
que acompanharam a 
imagem na vista a Bc 
la V lata. Coelhos de. 
as clérigos a informa 
ça,o de que N. S, de 
Fatima aegulrla para 
Guaporé, Agre, Ama­ 
zonas, Para, Mra­ 
nhão, Piaui e Ceará. l 
terminando a. pcregri- 1 
nação no Bra.■il, a 17 
de de:r.embro do come 
rente a.no. em Fortal!. 
z.a, donde para outras. 
p.J'aea. Ale,m do Blapà 
de Corumba. acompaha­ 
vam o padre Franci■
co Remoutlez., que a b 
ano■~ p&Db,e;-- _ -o 
1Monsenhor Manoel Mar 
ao irdca crnDora, 
Saudosot, choramos 
Adeus voz dizendo 
Eia que estamos 
tristes 
Orando e ao!rendo 
Conforme pedlete 
Que a noa,a aaudade 
noa seja penhor 
De, na eler·nldade 
Gozar voaaor armes 
Parlta, maa iz;emo• 
aob o vosso vcu 
e um dia e staz;emoa 
convoeco no ccu. 
Um sacerdote que 
acompanhava a ima­ 
gem, tomou-a logo d 
pola ,:m seu• braço• 
e apoa dar a bençao 
a todoa conduziu-a pa 
ra o interior do av. 
ão que havia de levar 
N.S, de Fátima, Ln­ 
crustada noa cora­ 
çÕea, Bela viata prea 
tou a quem bem o m­ 
rece as maia !lrandiÕ 
saa manileataçoea dt 
.é cristã, fazendo jus 
portanto, aa ben - 
çÕeo que doa ceua 
recebeu por interméd 
dlo da imagem de F 
tima, 
ENSlNO 
No dia 10 de 
novembro de 1911 foi 
fundada a primeira e a 
cola em Bela Vis:: 
ta, era chamada Ge-. 
ncroao Ponce e !un - 
ciona.va onde hoje é 
o Forum. Na ocasião 
a casa era de táboe 
e zinco, A pri - 
mcira profeeaora foi 
Eater Silva, que leci 
nou durante quatro a­ 
nos sozinha. Maia 
tarde j; eram maia 3 
professores e aaaim 
foi aumentado o nume 
ro de professores e ~ 
lunoa. Em março de - 
1932 foi fundada a ea­ 
cola paroquial Santo A 
!onso que funcionou - 
provisoriamente em 
prédio alugado. Em 
..fevereiro de 1934 foi 
fundada a e a cola su­ 
burbana São Geral - 
do em Água Doce, fun­ 
cionando de ade o 
principio em prédio 
prÓprio. Em 1935 fun­ 
dou- se no bairro Nos­ 
aa Senhora de Fti­ 
ma (Nunca-tevi) a es­ 
cola São Clemente. sei> 
a regéncia de profes- 
sorca leigos. Em .... 
1936 fundou-se a Es . 
cola São Patricio na 
Cancha, Em 13 de fe­ 
vereiro de 1950 foi 
fundada a escola Paro 
quial Nossa., Senho. 
ra do Perpetua Socor­ 
ro, Em 1,949 foi íund_!!. 
do o Ginaaio Estadu­ 
al de Bela Vista,, que 
funcicnAva no pre.010 
onde hoje é a Dele 
gaia Regional de En - 
sino, Durante cinco 
ano! os profeasores e 
diretores que era a 
professora Eater Sll • 
va, sem nada recebe - 
rem, a nao er a g 
tldão doa •eu• alunos 
Hoje o ginásio mu- 
dou pra um predite 
com otimas acomoda • 
çôes e passou a cha 
mar Eacola de 12 e zl> 
graus castelo Bran - 
co • Temos o curso 
de e ontabilidade e a 
e acola. normal, antes 
particular e hoje faze.!!. 
do parte da Eacola Ca.! 
leio Branco. Temos o 
·c.urao ae contabilidade 
e a escola normal, an 
lea particular e hoje 
fazendo parte da Ea - 
cola Castelo Bran - 
co, Em 1964 crlou-ae 
a escola de Comércio 
Santo Afonso que fun. 
cionou até 1975, poia 
havendo muitas caco­ 
laa municlpaia e e ala 
duala não havia condT 
çGes de continuar fui 
clonando. Em 1968 
criou-se a Delegacia. 
Regional de Ensino, 
tendo como primei­ 
ro Delegado, Dr, P­ 
dro J oae Palmierl. 
.Em 1974 foi criada a 
escola de l!! grau 
"A Casinha Fellz"que 
o jardim da Wancla 
e opre-primário, es- 
ta é uma escola parti 
cular. Crou- se o cu 
ao Secretariado lam :­ 
bém funcionando na 
escola. de i!! e 2grau 
Caatelo Branco. Em 
1976 criou-se a eaco­ 
la de l!! grau Caateli_ 
nho Encantado, per - 
tencento Prefeitura 
que também é jardim 
de Wancia e pre-pri­ 
mario, dando assim 
oportunidade para qu~ 
quer criança estudar. 
Belg. Viata atualmente 
esta muito adiantada 
no setor de ensina 
qualquer criança tem 
condiç:oes de !rcqucn ,­ 
tar colégio, pois ha 
inumeras escolas cata. 
dua.is e municipais . 
CONTINUAÇÃO DO 
·l!! REGlME'.lNTO DE 
CAVALARIA 
Em 29 de março 
de 1931, por aviso Mi. 
nisterial !oi reduzi - 
do o efeitov do Regi - 
mcnto para dois es. 
quadrÕea. 
Em 26 de feverer 
ro de 1933, por Port~ 
ria Munisterial, acres 
ceu o efetivo de uffl 
esquadrão de mctra..11!!, 
dores, ficando o regi.. 
mcnto assim constitui 
do: dois eaquadrÕea - 
de Cavalaria e um es julho de 1946, de cor 
quadro de metralh- do com o quadros d 
dora. Em 24 de maio organizaço e efetl • 
de 1934, por decre. vo do Ex-erclto par A •• , 
to ? 24,287 tol msn- 1946/1947, aprovado, 
dado acrescer de um pelo decreto lei n •• 
esquadro de Cavo»la- 2l,1)4 de l6 de maio 
ria e um Esquadrão de 1946, alter ou de-. 
extra ficando o regi- nominaço do 19 RCI 
mento assim constitui para 1? , c. Com A •• 
do; trés esquadrões guinte organizaçõeuni 
cavalarla, um equa- enquadrao de Coman­ 
dro de matralhadora do e Serviços, um os 
• um esquadro extra quadro de fuzileiros, 
Em 11 de fevereiro de um eaquadr "º de me . 
1939, o {tem XIIII do tralhadoras e mortei­ 
boletlm regimental n9 ros e u.m pelotão de 
transcreve o seguinte: canhão antJc arro, 
O. D. D, n!! 320 de Em 31 de mar9'.l 
31 de dezembro do a- de 1947, de cordoca 
nó lindo, Tranacreve a Portaria MinJaterlal 
o seguinte decreto-lek reaervada n!! 66 de 27 
Decreto lei n!! 1012 de de janeiro, paaaou a 
30 de d~zembro de constituir-se de somen 
1938, da a denomina - te um esquadrão de !Ü 
o de Regimento An- zileiros com a denomT 
tonio Joao ao ah.la! nação do esquadrão !:" 
!!! R. C, I, ,O preude~ solado do !!! RC, 
te da Republica consi- Em 23 de abril de 
1erando que o no;ne 194 7 o boletim regional 
Antonio João esta liga n9 93 de 23 de abril­ 
do gloriosamente do publicou a ordem con- 
pasado historico do tada em o!lclo n!! 102- 
1!! R,C,I, aquartelado A, reservado de ..... 
em Bela Viata, Esta - 23-3-47 do Exm? Sr, 
do de Mato Grosao, em Gen, Div, Chefe do E. 
cujas llleiraa aerviu o M, E, para que o l!! 
imortal heroi de Dou- R,C, tomasac a deno­ 
radoa; que contribuiu minação de I, l!! RC , 
para maior exalação eh Em 31 de janeiro de 
nome de quem, com 1948 em virtude da Por 
tanta bravura e espi- taria do exm!! sr. Ge. 
rito de sacrificio, de- neral Ministro da Guer 
fendeu o solo pátrio ra n+ 48146 reserva 
a lazer obra d" patrio do de 24 de dezem - 
tiamo, de gratidão ni bro de 1947, o efetivo 
cional e de estimulo da unidade foi novamen 
as maia nobre virh.1. - te aumentado para o bê 
dea ,militarea decreta letJm reservado e 2 
Art, l!! o atual 10° 4 1942 Três equa­ 
R.C.I. passa a deno- are, sendo um de 
minar-ae Regimento matralhadora e !for. 
Antonio Joo. Art. R reiros, um esquadrão 
gr:a:z% .li± 
de Janeiro, 30 de d0,. serviços e um pelot:o 
zembro de 1938, II 7!! Antica.rro. Em 29 de 
da Independéncia janeiro de 1949, obede 
59 da República. Getu 	- 
ccndo ao que dctcrmi­ 
lio Vargas; Eurico na a Portaria Ministe 
Outra. Em complemen rial n 1322 
0 
10!! Re': 
to a transcrição do d 
ereto acima, item do gimento de Cavalaria 
passa a ter seguin- 
boletim publicou em te organizaçao: Coman 
vibrante trecho em que do e Eatado Maior E 
o Cmt., Ten, Cel, Teo quadrão (I., li e Ul) e­ 
doreto Barbosa ae coÕ Eaquadrâo de Petre . 
gratulava com o Regi': choa Peaadoa. Em 19 
mento por tao acerta de fevereiro de 1955, 
da detcrininaç:âo de' cm consequência da 
nos aos govcrna.ntea. portaria reservada••• 
Em 6 de aetem- 179-136 de novembro 
~ro de 1939 o item Vll de 1954, paaaou a ter 
do Boletim regimental a seguinte organiza - 
n!! 211 publicado o se o: Comando 
O 
Ea­ 
guinte: Estandarte do tado Maior, do is Es - 
R. Antonio João. O quadres de_fuzileiros 
." +±±. : 
modelo anexo, com as um esquadrão de pe 
caractcristicas do ea - 	'"" 
tandarte, que é confe- trechos pesados. 
rido ao Regimento An- Por: Claudia Medeiros 
tonio João e que de·vc- Maria Claudia. Lourei .. 
r,;_ ser utilizado confor ;o Pinheiro . Sob a 
me estabelece o art. coordenação da profea 
3!! do dec. n!! 21196-cre sora Aida Loureiro 
23/lll/1932. Em 19 de Paea 
J 
1 
1 
Á._ 
1 
1 
•

,r 
DELA VISTA-MT: QUART~FEIRA Z.0 DE JULHO DE 1977 	TRIDUNA DA FRONTEIRA 
Getulio Lino e Familia 
Getúlio Lino Filho 
GetÚl lo Lino, 
assinando contrato 
de publ !cação com 
a TRIBUNA DA FRONTEIRA. 
Aparecida Lino 
Vereador 
Getúlio Lino. 
na Câmara Municipal 
7 
.-s • .  
1 
... 
-s • 
e 
✓,,, 
- 
5 
i- 
::.. a 
.!. 
Parabenlzo o nobre povo belavisten 
se pela passagem do 59~ Anlversã.riõ 
de Emancipação Polltica do município, 
desejando que todos os seus objetivos, 
se tornem realidade. Espero que,a cur­ 
to prazo, Bela Vista alcance as metas 
de progresso. PARABENS BELAVISTENSES •• 
Deputado VALTER PEREIRA. 
h BELAVJSTENSE:No 
v s metas estão sen 
d, estabelecidas .... 
ti, ,os métodos estão 
s. do emp, egados .... 
ls o é fruto da admi 
nistraçâo conscien 
te do prefeito Rube 
de Castro Pinto ..... 
Nesta oportunidade 
parabenizo todos que 
colaboraram para o 
crescimento da Prin­ 
cesa do Apa. 
Dep. HORÃCIO CERZOSI 
MO. 
Ao cumprimentar o povo desta terra 
cujo nome está gravado nas páginas de 
nossa história - pelo heroismo, pela de 
deicaçao - almejo votos de prosperidade 
e harmonia - prosperidade há multo desc 
Jada - harmonia para que todos possam 
sufrulr do bem comum. 
Deputado SERGlO CRUZ.

BELA VISTA-MT; QUARTA-FEIRA 20 DE JULHO DE 1977 	TRIBUNA DA FRONTEIRA 
João Victor Vaz Cuimarãe1 
Faz.e11cla lpane1110 
"llurrlnho" - mascote da FAZENDA IPANE/IA. 
H5 vinte anos acompanha o sr. João Vic - 
tor - na foto - montado por Glorgia - ne 
a. do Sr. Jo5o V1eor. 
Zely (filha do sr. João Victor), Antero 
(genro) e as netas Glorgla e Otávla em 
companhia de uma amiga, na BOLlVIA)'. 
. 1 • 
, , 
,, 
/ 
! 
) 
!' 
Otâvla - neta do Sr. João Victor - apre­ 
sentação no Teatro Glauce Rocha Ballet- 
(lsadora Duncam" - Otavfa é a neta "ar­ 
tista" na acepção da palavra. 
Vista parcial da Fazenda Ipanema. 
. • • "lc. . - 
=n? , ° 
itf·•(J,,!, ........ 
'· .. 
Touro de raça da Fazend~ Ipanema. 
..:... 
rt 
1 
u.-- ,,[ 
S,. Jro Vi cto, _ V"..'....'.:'."."ã" e Doa· L il a l,
1 
í 
/ 
! 
Otãvla e Glor9ia, na Fazenda Ipanema. 
Sr. João Victor, Dna. Lila, Toninho 
'larinlce, na sede da Fazenda lpanena. 
• 
"'-· 
✓
Antero, Zel y, 
Otâvia e Glorgia. 
" 
d 
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ts 
do

BELA VISTA-MT: QUARTA-FEIRA 20 DE JULHO DE 1977 
' 
TRIBUNA DA FRONTEIRA 
Mário Mendes Gonçalves 
Cópia da carta-relatório dirigida 
aoExmo.Sr. General José PessôaCavalcanti 
em 1o de Outubro de 1938. 
' 
' 
Campanário, 1% de Ou 
tubro de 1938. 
Em? Sr, General Jo­ 
,é Pessôa Cavalcantl 
oo. Comandante da 9a 
Região Kllllar, 
CAPO GRANDE 
Ninhas respeitosas 
saudações. 
Permlta•me V.Excla 
que lhe venha eu rou 
bar uma hora de te; 
po, ara, rebatendo, 
calúnias assacadas 
por uma dupla de ln 
desejáveis contra a 
Companhia Kate Laran 
Jelra e a pessoas ã 
ela l lgadas, às qua• 
Is me prendem laços 
de sangue, restabele 
cer a ultraja vera­ 
do, 
Devo, prcl lmlnar - 
mente, afirmar a 
V.Excla. que, não o· 
bstante aqueles la­ 
çOs e a minha situa­ 
ção de acionista da 
aludida Companhia, 
venha trazer o meu 
depoimento revestido 
da máxima Imparei ai 1 
dade, e, somente anT 
mado pelo desejo de 
deixá-to estrito em 
poder do Eminente Pa 
tricio, cujo Julzo ã 
respeito dos fatos - 
em apreço, sobremodo 
preso, por seu lado 
mor a 1. 
Antes de tudo peço 
permlssao para, em 
breves traços, anal.!_ 
sar às pessoas dos 
pnladlnos dos lntc • 
teresscs naclonaes"= 
contra a Companhia. 
fronteira, aqui des• 
de logo aliou·•• com 
Batl•t• de Azevedo , 
seu slml le pela ambl 
ção e pelA ausência 
de escrúpulos na ese 
colha de meios para 
adcançar o fim, que 
outro não era,senão, 
os cofres da Empresa 
• a conquista de po­ 
slçÕes. 
De mãos dadas,lan 
çaram-se ambos con': 
tra a vTtlma escolhi 
da. apregoando em tÕ 
dos o, quadranteS 
que esta retinha cri 
mlnosamente bens pa­ 
trlmonlaes do Povo, 
cu Ódio açulavam 
conra a mesma,apre­ 
sentando-se como ver 
dadeiros Messias,en­ 
vlados por Deus para 
slavação da oprimida 
população fronteiri­ 
ça. 
No desempenho de~ 
se papel, promcten 
ram partilhar entre" 
seus Ingênuos adptos 
o patrimônio da Com­ 
panhl&, 1nlc1ando as 
sim a execução dG 
mal compreendido 
programa comunista , 
de assalto ã proprle 
dade. Para melhor eT 
cenação, requeremos 
a granel por com­ 
pra ao Estêdo, ter - 
ras, compreendidas 
no arrendamento e 
tão em vigor com a 
resma Companhla, e 
de sua particular 
propriedade. Esses 
requerimentos custa 
vam sempre, algo ao 
requerente, das so­ 
bras vivia o defe~ 
Do primeiro, pou­ 
co tenha a dizer. E 
Geraldo Rocha, o 
"scrot
11 trl stemente, 
celebrlsarlo no regl­ 
rnen pessado, por su­ 
do aventuras Rocambo 
lescas. Agora o que 
não chego a compree~ 
der é que si as auto 
rldades máximas de 
um Pal s devem ser 
pessoas dignas da 
confiança de seu po­ 
vo pela correção de 
suas atitudes, assim 
também s Direção,Ge­ 
rência ou proprieda­ 
de de qualquer Jor - 
nal, sõ deveria ser 
permitida mediante 
lndlcânclo rigorosa 
obre sua personal I­ 
dade. Po Is, sendo S.!_ 
bido que grande par­ 
te do povo orienta-­ 
se e segue a mental.!_ 
dade do Jornal que 
ê, como compreender 
um Geraldo Rocha,Ol­ 
rctor prorrletirlo 
de Jornaes1 .•••• _ 
Do segundo,porem, 
Neura Carneiro que 
ainda este ano, vin­ 
do a campo Grande e, 
naturalmente, Julgan 
do-se com qrandes 
culpas, dirigiu- se 
ao Coronel Algcmlro 
Oornelles, Inteira - 
mente omandante da 
Região, sol1c1tando ... 
lhe garantias duran­ 
te sua permanência a 
qui no Estado. Este 
Oficial, provavelme~ 
te sabedor dos fel - 
tos de Noura Carnei­ 
ro nesta Cidade, ~­ 
conselhou-o a dclx•• 
le dizendo-lhe ser 
ele indesejável na 
Região. [ desse, que 
apresentando-se sob 
o disfarce do mais 
siblo cspirlto de Pa 
triotlsmo e de soli­ 
dariedade com o ''És­ 
tado Novo'', que de• 
vo', ocupar-me mais 
detalhadamente. 
Esse lndlvlduo,ten 
do surgido nesta 
das malhas da Justl 
a, que o envolvla 
polo delito de homl· 
cldlo, fez sua 'reen 
tré
11 
no Sul de HatÕ 
Grosso, para, por ou 
tros processos,reen­ 
cetã-la, como legitl 
mo herdeiro do ódlÕ 
e da desmedida ambl· 
ção de seu malogrado 
companheiro da trls· 
te aventura. 
Sem mostrar-se de 
sonlmodo ante o deS~ 
moronamcnto de seus 
'gigantescos caste - 
los' com a tenoclda· 
de própria dos gran 
des criminosos, for- 
sor do povo ... 
Assim agindo, ti 
nham os falsos de 
fensorcs do Povo, G 
certeza de que a 
Cofflpanh I o opor-se Ia 
dentro dos nais rigo 
rosas prlnclplos de 
direito, ao assalto, 
ao seu patrlmõnlo, 
neutral lzando os es­ 
forços dos ;issaltan­ 
tes.Sablam absoluta~ 
mente tnõquc a ,ua 
ação, nas saia ta 
bem qúe, com a defe­ 
sa da Companhia, ob­ 
te Iram argumentos 
para apresentarem-na 
aos olhos Interesse.!_ 
ros dos pretendentes 
a seus bens, como a­ 
çambarcadora e tira­ 
na de 1nsac1áve1s 
prctcnções e para 
apresentarem-se como 
protetores desse me~ 
mo Povo, cuja boa-fe 
laqueavam 
Tal campanha pro- 
1ongou-se até 1924, 
quando, em um verda 
delro duélo, a luz 
do dia e na prlncl - 
pal via pública des 
ta cidade, foi morto 
o Dr. Batista de 
vedo, por meu lrm,10, 
então Tenente e hoje 
Capitão Heitor Men 
dcs Gonçalves, fato 
esse de que tratarei 
ao dissecar o memo 
ria'', dirigido por 
Neura Carneiro ao 
cotendo Conselho Su­ 
perior de Sgauranca 
Nacional. 
Esse lamcntivel ~ 
conte.cimento produ 
ria suspensão da ca 
panha contra a Coma 
nhia, els que, com a 
morte de zevedo,/ou 
ra Carneiro deixando 
0 
cargo de Yromotor 
da Justlca,que exer• 
cla em Bela Vista 
transferiu-se para o 
Rio Crande, de onde 
em 1930, tendo- se 
desembaraçado ali, 
Jou e procurou exccu 
tar novos planos. - 
Percebendo, com a 
Intel lgêncla de que 
Inegavelmente dispõe 
que a campanha comu 
nista estava sendo e 
nerg lcamente real lz~ 
da no Brasll, a ela 
dedlcou-se,vlndo em 
começo de 1932 a che 
fiar o levante dê 
forças armadas em 
se ':':° 
Companhia, nesta Co- 
marca, comandado por 
seus delegados Sln - 
durpho Garcia, afama 
do caudilho paragua­ 
io, e João Ortt, da 
mais ttlste cetebrl• 
dade, ambos, no vlsl 
nho Pals e neste 
Estado, que sempre 
devastaran, deixando 
de sua passagem ras­ 
tros de sangue e de 
miséria, 
Como se vé, ado - 
tando novas normas 
de ação, não esqueci 
ra Neura Carneiro o 
seu velho ódio à Com 
panhia Mate. " 
O que era o plano 
do movimento chefia• 
do por Moura Carnei­ 
ro e fracassado gra• 
as à ação enérgi­ 
ca do Ex? Sr. Gene­ 
ral Klinger então g 
mandante da Regiao, 
facilmente conhecera 
V.Excia. revistando' 
o archlvo da mesma 
Repartição. 
E de pública no 
torledade nessa Cid! 
de, Ex? Sr, General 
que figuravam, cm 
primeiro lugar, no 
ludldo plano, o as­ 
salto ao Banco do 
Brasl 1 e estabeleci­ 
mento pÜbllcos eco­ 
merciaes com o objee­ 
tivo do saque, e o 
estupro de senhoras, 
e donsctaa que seri­ 
am entregues, como 
prêmio, aos soldados 
vencedores. Para Jut 
gar-se da monstruoso 
dade de toura Carne 
ro, bastará lembrar­ 
se de que, ate as nu 
merosas crianças que 
recebem educação no 
Colégio das Irmãs 
de Caridade nessa Cl 
dade, estavam destj. 
nadas a partilha en­ 
tre os soldados, co­ 
mo prêmio 
11ao seu va 
lor', 	- 
Abafada a inquall 
flcavcl fntentonã 
Neura Carneiro fugiu 
covardemente, e,quan 
do, ma Is tarde, foT 
capturado, procurou 
negar sua responsabJ 
1idade, não obstante 
todas as provas con­ 
tra ele assacadas,Re 
metido para $ão Pa,­ 
lo, all encontrava-­ 
se preso, quando ex­ 
plodiu o movimento 
de IH2. Coro a vltõ· 
ria das força, lega­ 
is, foi posto em 
liberdade, confundi• 
do com os presos poe 
lltlcos, e, tal ar• 
dor demonstrou pela 
causa vltorlosa,que. 
parece, conse.uglu 
tornar esquecidos se 
us crimes em HatÕ 
Grosso. 
E Esses crimes ti 
veram graves conse 
quinclas, quais as 
da morte de quatro 
sagrgcntos e de pre­ 
Julzos ponderavels 
nos edlflclos dos 
quartéis de Campo 
Grande e o de nume­ 
rosas mortes neste 
Hunlclplo,além de 
graves preJulzos oca 
slonados à Companhlã 
e a particulares pe­ 
los Incêndios e sa• 
ques praticados pe­ 
la horda chefiada 
por Slndurpho e 
Ortt .. -. 
Removendo-se, en­ 
tão, para o Rio, fun 
dou alf Houra CarneT 
ro, o 'Avante', Jor­ 
nal de chantages e 
propagador de cré - 
dos subversivos que 
a Policia da Ordem 
Públlca e Soclal,fez 
fechar. 
Envolvido no gran 
de movimento comunlS 
ta do Rio, consegulG 
ainda escapar ... se por 
falta de provas de 
sua culpabilidade. 
Sem melo de vida, 
ou ponto de apoio,pa 
ra nele equl tibrar 
se,voltoua triste 
herde novamente as 
suas vistas para a 
Mate Laranjeira,unin 
do-se a Geraldo Ro 
cha e recomeçando 
contra ela e seus di 
inf orne retores 
I a 
campanha, esperando, 
talves, que suas l­ 
tlmas lhe comprassem 
o silêncio. Falhando 
ainda esse golpe, mu 
dou de vitlca, e,ma"n 
comunado com Gera1- 
do Roe: ha e outros I n 
dlvlduos de seu nl ~ 
vel moral,surglu das 
trevas, fantasiado 
de grande patriota 
mostrando à Nação o 
'grande crime que 
contra ela se ameaça 
levar a efeito, com 
a pretendida reforma 
do arrendamento dos 
ervals de Mato Gros­ 
so', e, ao mesmo tem 
o, para maior segu­ 
rança, fez cora que 
seu apaniguado Nano 
el Azevedo, sobrinho 
do falecido Dr. Ba­ 
tista de Azcvedo,re 
presentado por cle7 
inclasse, no foro 
do Distrito Federal, 
uma ação contra a 
Companhia, para dela 
haver a soma de mil 
contos, de Indeniza­ 
ão por suposta làoo 
ração de erva en te 
ras de sua proprleda 
de, que, aliás e 41 
to de passagem, não 
conseguira vender 
por 50 contos, ape­ 
sar dos esforços que 
para ta 1 empregou.,. 
Releva esclarecer 
que Geraldo Rocha co 
mo intermediário pr 
curou à gerência dã 
Natc, para propor-lhe. 
um acordo,em conse - 
quência do qual,a e­ 
xigência de seu con­ 
tribuinte ficaria re 
chassado. - 
Como poderá con­ 
cluir V. Éxcia. o 
objetivo Único• dos 
''puritanos' acysado­ 
res da Coppanhia Na­ 
tc, e extorquirem - 
lhe dinheiro, por 
qualquer melo, vindo 
de tempos com tal ot 
Jetlvo, prparando o 
ambiente Nacional e 
chegado mesmo a [m­ 
pressionar parte do 
Egrégio Conselho de 
Segurança Nacional,~ 
fiel••• do nosso E­ 
xército e altas auto 
tidades, tocando na 
tecla senslblllsslma 
de nosso acendrado 
Patrlotl smo:.,. 
Apresentados com 
as cores reis os au 
tores da campanha 
contra n Nate Laran­ 
jeira, pretende em 
seguida demonstrar a 
enormidade das ca- 
lúnias contra ela 
assacadas. 
Nada direi sobre 
as acusações veicula 
das por cogumelos dã 
Imprensa Carloca,por 
estar certo de que 
nenhum homen de bem 
de minha terra derã 
apreço às dlstrlbes 
desses tarrafadores 
de niqueis, de cu­ 
jas arremetidas, so­ 
mente por Informa· 
çôes tenho vaga cin 
ela. 	- 
linitar•se-ei,po• 
Is, a dissecar o ''me 
morial', ou que ne­ 
lhor deaomlnação pos 
sa ter; dlrigfdo po7 
Moura Carneiro â Co­ 
lenda Comissão de Se 
gurança, ao qual jã 
me, referi n que seu 
autor distribuiu em 
fo 1 he tos. 
Na segunda página 
desse folheto,encon­ 
trase, em vistosos 
tipos negros, a se .. 
gulnte Inscrição: "A 
Nemórla de Batista 
de Azevedo e João 
Ortt que a Mate La­ 
ranjeira matou". 
Essa dedicatória 
estampa, cm tocJa sua 
hediondez, a prever­ 
sldade da alma de 
Moura Carneiro. 
Hão há quem lgno­ 
re, no Sul deste Es­ 
tado, pe I omeno s, co­ 
mo decorreu e quais, 
os protagonistas e 
os precedentes do la 
mentável episódio 
que custou a vida o 
Batista de Azevedo 
Este tresloucado mo· 
ço. não darõ pelo 
terreno das retalia­ 
fÕes pessoas contra 
todos os que desta 
eran amigos, e, prln 
clpalmente,contra oS 
que eram portadores 
do apelido Mendes 
Goncalves', Por aqu 
le tempo, Heitor ne­ 
nhuma ligação comer­ 
cial tinha con a Com 
panhia; Oficial do 1'. 
xrcio en serviço a­ 
tivo, dedicava-se ex 
clustvlamcnte e com 
todo o ardor, aos ln 
teresses de sua ela$ 
se. Ponta Porã erG 
então agesrnecida 
por um cor cingente 
de PoJicla Estadual 
e um pequeno destaca 
mento do toe R.c.1.A 
uele, sob o coman­ 
do de um Tenente de 
sua mllic1a, lnsuila 
do·por Azevedo, cm' 
pleno estado de rebe 
ião durante o perT 
do de eleições,ame­ 
ava a Cidade de de­ 
predações,tendo de 
sua sede se retira­ 
do para os subÜrbtos 
onde mantinha-se em 
atitude ameaçadora. 
Heitor, con o 
prôposlto de passar 
uma temporada conos 
co, seus lrmãos Ra-- 
u1, Leonel e eu,cone 
segue no Rio vir ,o­ 
mandar o destacanen• 
to de Ponta Porã até 
então comandado por 
um cabo ou sargento. 
Sendo Já o comandan• 
te do destacamento , 
por ocasião d•• elel 
ções,não era possl - 
veJ concordar com 
essa manelra barbara 
de fazer polltlca,ln 
fel Jznente então nuT 
to uzada no ~cu [stã 
do. Pôs termo à ree 
1 Jão,que punha e 
choque à tranqull Ida 
de das farll las,pren
7 
dendo os reherdes in 
cluslve seu comanda 
te. 
Desse fato pode­ 
rao dar atestado a 
V. Exia., os então 
sarentos e hoje Te­ 
nentes comissionados 
Jesuino Ribeiro e 
Heitor Pereira, que 
atuAlmente estão na 
sede desta Região. 
Explorando es5e 
gesto de disciplina, 
e viclsmo do Heitor, 
entrou Batisa de A­ 
zevedo a lnve5t fr 
contra ·a sua honra 
de soldado,chegando' 
a dlrlglr•lhe pela 
imprensa o supremo 
Insulto de afirmar 
que ele desonrava a 
farda que envergava. 
Tal situação, trouxe 
para o ofendide a 
Justa sol ldarledade 
de toda a oficial Ida 
do Eguadrãoque para 
aqui, foi em s:guida 
enviado pelo !Of R. 
C.I e 11? R.C.I.pou­ 
co depois creado,com 
sede nesta C Idade, 
e para cuja creoy-., 
nulto concoreu Hel-­ 
tor, com sseus ll!!S­ 
forços e prestigio 
11111 tar. 
Dentre os Oflclaes 
a que venho de refe­ 
rir-me, recordo- nie 
bem dos nomes dos 
então Tenentes Slmas 
Enêas, Jose de 01 l - 
veira Monteiro, hoje 
no 10? R.C.I, e Ame- 
r l co Gonçalves Fer­ 
retra. 
Hesse esta.do de â 
nlmo foi o Reitor - 
:: z2,° z2:t 
dente da RepGblla, 
pedido do Presidente 
do Estado, e por in­ 
s lnuação de Batista 
de Azevedo. Regres - 
sando a esta Cidade, 
dois anos depois,com 
llcença,qulz a fata­ 
lidade que se defron 
tasse com Azevedo: 
que mantinha atitude 
provocadora,na Rua 
Internacional, em 
frente a uma farmá­ 
cia onde aquele en - 
contrave-se e onde 
este, ao passar, a­ 
vistando seu natural 
Inimigo, parãra. 
Deuse, ±ntão, o 
Jncvltivel. Ambos es 
tavan armados, e, sa 
cando de suas ar­ 
mas delas uzaram, 
travando-se entre e­ 
les rápido duelo, do 
qual resultou a mor• 
te de Azevedo. 
A atitude do Hei­ 
tor teria sido lmlta 
da por qualquer 
seus colegas de far­ 
da, els que viam to­ 
do, em Azevedo. o ln 
sultador de sua clal 
se. 
O que affr-mou. fl 
cou sobejamente pro­ 
vado no foro CivJl 
e Hllltar perante os 
quais respondeu meu 
lrnio, sendo julga• 
do não culpado. 
Como vê V.íxcla,, 
fxcm? Sr. General, 
o motivo da tragédia 
foi de ordem toda 
particular, Ou ane 
tes, mllltar,senrlo A 
Companhla #ate abso- 
lutanente alhela a 
seus Incidentes e 
desfecho, que em na 
da de s lu uar., o "º"'"' 
daquele meu prezado 
irmão,que, a meu ver 
Ju1tlflcarla o gran 
de insulto recebido 
se outra atitude ti­ 
vesse assuMldo, De­ 
fendendo sua ~onra 
r.d)ltar cruelnente 
ui trajada, desagra - 
vou, lgualmeritc, a 
honra de sua classe 
da qual mostrou-se 
digno, como sempre. 
Batista de Azeve• 
do não (oi assassina 
do, cono monstruosA= 
mente afirma o enér­ 
gÚneno Moura Carnei­ 
ro, e, muito menos, 
pela Companhia Ma­ 
te. 
Morreu em um dué­ 
lo leal e esperado , 
ãs mãos de um ofici­ 
al de nosse Exérci­ 
to e esse oficial, 
quíz o destino que 
fosse o meu irmão,co 
no poder ia ter sldÕ 
outro qualquer, da­ 
dos 05 motivos que o 
ocasionaram. Junto 
certidão extralda de 
um Jornal da época. 
Esgotado esse as­ 
sunto, passemos a 
João Ortt, a segun­ 
da vltlma Imputada à. 
Companhia, 
Esse Individuo. a 
quem aiacima já fiz 
referência, foi as­ 
sassinado en março 
de 1936, na vlslnha 
cidade paraguaia de 
Pedro Juan Caba 11 c­ 
ro, pelo comercian­ 
te leo,Jndo Batista, 
por questão lnteira­ 
aente particu1ar,con 
soante à detalha<Ía 
narração que do ca­ 
so fez "O Sul', sjor 
nal local ao tenpo ê" 
xistente, que junte 
certidão da parte rc 
ferente ao crime. 
Devo acrescentar 
que o lndgitado crl­ 
minoso, nenhuma liga 
ção, nem mesmo dê 
amizade, mantém com 
a Companhia. E mem­ 
bro de abastada famí 
Jta de comerclantes7 
e industriaes, que 
exploram uma área de 
cerca de )O léguas 
de ervais, sem a m{­ 
níma dependência ou 
comunhão de interes­ 
ses com esta, áf3s­ 
tando assim, por com 
plcto, a hipotese de 
que tivesse, de qual 
quer forma, influe­ 
clado o crloinoso. 
Pelo que ficou ex 
posto, é sobejamente 
conhecido e estarei 
serre pronto a pro­ 
var, aval larã V. Ex­ 
cJa., a crlmfnosa ou 
sadia de Noura Car - 
nelro. 
Passo agora a exa 
ninar os artigos de 
seu Libelo contra a 
Companhia. despre - 
zando aqueles en que 
seu autor faz oein 
literatura, procuran 
do demonstrar erudl 
ao, para somente re 
ferir-me aos que poS 
sar:1, tnterêssar. por' 
trataren de fato, 
concretos. 
Na parte prel inl 
i

TRIBUNA DA FRDHT[IRA 
DELA VISTA.MT: QUARTA-FEIRA.20 DE JULIIO DE 1977 
Cópia da carta-relatório dirigida ... 
nar de seu MAthlavê7 
llco trob~lho, Hou­ 
ra Carneiro procura 
Insinuar que o con - 
trato de arrendamen­ 
to dos ervalt de Na­ 
to Cras,o, em 1B89 e 
9S, representam o 
fruto de ur1 "calT!bllla 
cho'' entra os lrm~oi 
Hurtlnho,cls que en­ 
tregu9ou à ompa ·­ 
nhlo "todo o antigo 
Hunlclplo de Ponta 
Porã". Se a rcpu ta - 
ção de Joaquim Nurtl 
nho. francisco MurtT 
nho e Ht1nol!I Hurtl - 
nho não dlsponsassem 
qualquer defesa con• 
tra os botes dJs vf• 
bras traiçoeiras, no 
caso cn apreço, facl• 
llma tornar-se-ia 
sua defes11. 
[r, 189~ e 95, hu• 
F"'ananente lmposslvcl 
teria sido a qual­ 
quer governo entre - 
gar à Mate Laranjcl• 
ra o 
11
Nunlclolo de 
Ponta Porã
11
, pela 
sinpllclsslma r,1-- 
zão de que tal munl­ 
clpto sonente crca .. 
do cm 1912. não ~­ 
xistia. 
- o que o acusado! 
procura imputar i) 
Companhia_como crie 
de ltSi) Patrla, e, 
antes, um de seus 
muitos atos de ben 
ncrêncla. Os atuais 
Munlclplos de Ponta 
Porã e Dourados, e­ 
ram na Cpoca rofcrt­ 
da, sertão bravio 
que soncntc ln!cgrou 
se à clvll lzaçao e 
ao Prog~csso,pclo C! 
íorço gigantesco da 
~ate laranjeira, pe­ 
la energia de seus 
diretores, a que o 
&ra,11 deve a convc~ 
são do deserto en 
cidades florcsc~ntcs 
cono Porto Murtlnho, 
Ponta Porã, CanpanS­ 
r lo e Cuaira e nune­ 
rosas povoações que 
prospcran sob o ln­ 
f 1uxo benéfico e c~i 
ador da mesma 
o 
que en sentido pejo­ 
ratlvo d1z Ho11ra Car 
nelro cn sem "menorT 
a1 
'Não hã dvida que 
por taes serviços 
prestados à prosperi 
dadc de Nato GrossÕ 
a memória dos três 
lrr.,jos (tturtinho) sõ 
pode ser reverencia 
da por quantos nourc 
Jam nos dcscanpados7 
sobre as scrrras si! 
nlílca a única vcrda 
de contida cm seu 
Desta forma 
so tKér,lto,ot mais 
asslnalados servi - 
0s que poderão ser 
atestados por toda a 
oflcal ldode que por 
bSta zona tem passa• 
do, 
O fato arguido pe 
lo gracioso ocusadoÍ 
de cnprcgar a Conpa­ 
nhla grande número 
de Paraguaios cn se­ 
us trabalhos, não o 
contesto. Antes o 
conílrno, nâ_o encher 
gando, entretanto, Õ 
porlqo de tal • fato 
decorrente. 
Nenhum outro tra• 
balhodor extrangeiro 
adapta-se aos nossos 
costuncs e radica-se 
entre nõs, 'º"'º o 
Paraguaio, Nenhum ou 
tro, como ele é obe­ 
dlcntc e dlsclpllna• 
do.Ncnh um outro co 
mo ele é amigo dedl~ 
cado de seus patrões 
Moura Carneiro, se 
fosse capaz de um 
gesto nobre, poderia 
atestar que, quando, 
,umerosos paraguaios 
e alguns brasllelro, 
a seu nando, cheíla 
dos por Stndurpho e 
Ortt atacaran os de­ 
partanentos de l.lbo 
ração de erva da CoM 
p,1nhla,os prlncl - 
rosa porem-se a es­ 
sas depredaçoes fo­ 
ran os peões paragoa 
1os da Conpanhla! - 
Ademais. som!:ntc 
o peão pardguaio,crl 
ado nos trabalhu 
dos ervais, os supor 
ta nesta zona, ondi 
todo erva) silves - 
trc encontra-se 
stou 
De 95 par..l c.i 
foi o contrato de 
arrendamento reforma 
do por du3s vezes e~ 
1916 e l926,com ct3u 
~ula, riodif lcadlll de' 
acordo com as cond1- 
~Õcs do mor.iento. Na 
última reforma. por 
cxcnpl_o, flgur.1 ol 
:ondlç_ao de poder 
ser o contrato rcs - 
cindido apôs seis a­ 
no, de .,, lgor. 
Todas as reformas 
fora~ precedida, por 
editais amplamente 
dl.,,ulgados, sendo 
que a Gltla ftol 
ncsmo nas RepÜbll - 
cas Argentina e Para 
guá Ia, ser., que outrõ 
qualquer concorrente 
ap4reccsse. o que 
,lgnHlca cl.lrar.icntc 
que a concessão rese 
pectlva, não o 
11
P3nam.i" que se p I n- 
selo de natas vjr­ 
gcns. cono V.Cxcia., 
te•t oportunidade de 
verificar pcssoal~cn 
te, os estabeleclmeii 
tos da Hatc Lar,1nje1 
ra, são gcnuinanent"e 
Brasileiros. Neles, 
os cargos de d Ire - 
ão e administração, 
são en su,1 quasl to­ 
tal idade, exercidos' 
por Nac lonacs.. 
Cm Canpan5rio,co­ 
r,o cm Gu;:sir.1, viu V. 
Excia. escolas Bra·­ 
,,tclras, ccrto1mer1tc 
nals efl~lcntes que 
.ll ístadoaes das vi· 
tinhas local Idades .. 
Teria observado a - 
xlstêncla dos únit9) 
hospltacs que se cn­ 
contr.lm no Sul do E.s 
toldo, a I én dos de' 
Três Lagoa,, Canpo 
v'ande e Corumbá. A 
~iglcne ê rlgoros,1 - 
ncnt~ obscrvadll e o 
Sagrado Pavl lhâo de 
nossa P.itrla neles 
trcnula, ,1flrnando 
bcnalto a Br.-.slllda 
de da Companhia tt.-.7 
te. 
Nenhum dei l to o­ 
corr Ido n,1 zona dol 
N,1te (e são rarissl­ 
nos pela disciplina 
al I lr:ipcrantc) fica 
Impune, eis que os 
crlnlnosos s5o Imedi 
atolnente entrcguesa 
Justlc..l-. 
ta. (, .lntcs, un ne­ 
gÕ=1o que somente po 
de dar e d resulta­ 
do, graças ao esfor­ 
ço Intel lgente: dos 
que o dirige~ e o•­ 
dron I tan. 
Rcfcr1ndo-sc ao 
fantasma do perigo 
à defesa de nosso 
território frontel•· 
riço, coque dlt Nou 
ra C.-.rnclro lmport.-.'r 
o contrato com a Ma­ 
te ,demonstrou ele, 
r.,.a 1 s uma vez, Meu à­ 
nino de caluniar,eis 
que aqucl• CoopanhlA 
mesma antes de sua 
naclonallzaçio este• 
e sempre ao lado do 
Caverno Naclona-;;õi, 
":..7":: 
Brasil e a seu brio- 
no 
Ido• pelo, dlver••• 
dependências de tra• 
balho e dl,lgldo< pe 
lo Dr, Ra(oel BandeT 
ra Teixeira,hoje da 
Conlssâo de Limites 
coto Paraguai, Fo­ 
am recebidos pela 
Companhia com o fir­ 
me desejo de adapta· 
los a seus diversos 
scrvlços, Baldados 
porén, foran os es• 
forços. Talves por 
não te(tn sido educa 
dos no trabalho,a ttã 
te não conseguiu rc7 
ter esses eleren e 
tos e c.onvcnceu· se 
nals una vez de que 
devia, corno faz • .,,a • 
ler-se de rlemcntos 
da Reg Ião e I ncorpo• 
rar pouco a pouco,os 
trabalhadores doo­ 
tras pr,,cedinclas 
que por aqu1 apare­ 
cem espontaneamente, 
tm Guaira, como 
V.Excla. verlflcou,c 
xlstc o Comando Na~ 
v.-.1,.lliD de un desta 
camento da ol lcla 
Paranaense, chefiado 
por un 1~ lencnte. 
con o cargo de Dele­ 
gado de Policla, um 
Gu.lrda Aduaneiro ~es 
t.-.cAdO cn Por to Nen"':' 
des, cartório de Re­ 
gistro c1.,,11, flsc.-.­ 
cs do fstado etc, 
[m Camp.lnârlo e 
iualra. encontraC"t•Se, 
estações r•dlográfl­ 
cas a cargo de 1nfe• 
rlorcs do ExCrclo 
Nacional, 
N,1 frotllh,1 
panhia Mate localizo 
ao sul mato,rossens 
encontrar dezcndS de 
congêneres semeadas, 
cn todo o solo dc 
nos!.o Palsl 
A prÕpr,da Regi­ 
ão NI 11 tar, a dcspcJ. 
to do apelo oatr-ltl­ 
co que faz aos Nato• 
nogrosscnscs, Jamais 
conseguiu preencher 
os claros dos Quar­ 
teis, não obstante o 
rigor das LCls con - 
tra os'lnsublmissos, 
con os r 11 ho s do [ s • 
tado, tendo de va­ 
ler-se parad tal fir 
de soldados procedrn 
tcs de outras Unida~ 
drs do Bras 11, que 
ao trminarem o tem­ 
po de serviço, dcs • 
pnrezando às riquezas 
de Hato Crosso, re· 
gressam aos Torrõcs­ 
Nalolis, salvo raris­ 
slnas excrpções. 
Se tais argumenr 
tos fossen Insuflei· 
entes para a denons- 
tração d.l tt!:sc que 
sustento, dois ou- 
t ~. de IMportâncla 
capitil..1. posso aind,"I 
aprcsenttlr a V. Ex­ 
c. ia. 
Tendo sido a Com 
panhia Mate naciona 
llzada, cono foi, a 
ninguêm é iito di­ 
zê-la extrangeira, 
e, mesmo que assln 
n~o íosse nenhum pc­ 
riao oferecia à Scou 
rança Nacional, eis 
que, em caso de c<ncr 
gêncla. todos º"" sc7 
us bens estaria su 
jeitos à requisição' 
por parte do Governo 
sendo certo que ,1 rs 
t.l obrigação senprC 
suJt!:i tou-sc ela vo- 
1untar olmente,cono o 
un1co ob)ct1vo' de 
concorrer paro a ma­ 
nu tenção da ordem 
mesmo quando ainda 
não nacionollz,1da. 
É que nao 
se hoje uma Comoa­ 
nhia Brasileira, nem 
por Isso del~aria de 
concorrer eficazen 
te paro o engrandeci 
n~nto do terrlfoí-lo 
H.aclon.:il e ate para 
a fiel I Idade de sua 
scgur.lnC-a. 
(os- 
Não sao paragua 
ios as grandes coma 
nhlas que no thaco 
Boreal Paragualo,com 
seus recursos de ga­ 
do, estradas e mei- 
os de trolnsportc tan 
ds to para que o EreT 
:7%:%::..7 ': » oi- ·os° 
pudesse, sem outros 
do o pessoal coprega onus, que n~o os da 
do é c.or:,posto de Na'°:' rcqulzlçÕcs, sustcn­ 
clonaes, embora.er tar à guerra que ar 
parte, (llho'i de Pa- teve com a Bollvla 
raguatas, que fora durante três anos. 
;:,'!";;"?2 ·vos +«rase ·v. oi». 
responsâVel Supreno 
e~ 1930, quando pelo dest1no da Regl 
surgiu a questão dos io Nllltar deste [s• 
''sem trabo1lho'", • t,1do. 
Companhla Mate, de a 
cordo com Dr. Ade7 
Pho Cilor, entio "': 
nlstro do Trab.-.lho, 
Incorporou 10 aseu 
pessoal duzentos e 
elncoentol traibalholdo 
res nacionaes, Fora 
recebidos e dlstribo 
Se nuvens ameaça 
4oras de guerra p.wl;; 
rare~ ur., dia no cêu 
de nossa Ptria, nao 
descJarl.a V. [xd•, .. 
ao nvcz de uma Come 
Se o t1ras11 se 
cn,ontrassc cnvolvl­ 
do e~ una gucrra,nâc 
provnA'a I e que nãc 
descjanos, nas, qu( 
é llclto adnltlr•sc, 
els que a guerra, nt 
frase fel lz do dr. 
Presidente da Repú • 
b11ca, é ur:, Jncldcn· 
te da Paz, nôo pres" 
tarla D Conpanhla Ma 
te rc'ile1antes servi~ 
ços ao Exército, na 
defesa desta Região 
coM o concurso de 
seus .. elementos lsto
1 
e, estradas. depõsl• 
tos de generos nos 
~ais longlnquos rin­ 
cões, meios de trans 
porte de que dlspõc7 
quer mo•orlzados 
quer anl~aes de suas 
fazendas pastoris,de 
seus telcíoncs e es­ 
tações radlogrãílcas 
com pontes e canpos 
de aviação por ela 
construidos e con a 
sua navego1ção ful­ 
v Í a J 7 
A era si I Idade de 
seus dlrutores e a 
dedicação rle seus s~ 
bordln.ldos nõo scrl­ 
an o ponhor de que 
todos esses elemen • 
to- zstaria esponta 
ncancnte ao serviço 
do8rasll7 
No folheto 
toura Carneiro, diz 
~le aue li Companhia 
Mâtc ~ arrcndaéM"la 
de grandes ,1reas so-­ 
brc a fronteira ... 
Nenhuma terra 
arrendada pela Compa 
n h l ,1 1 1 nd a con G 
fronteira Paraguaia, 
como podcri verlfl - 
:ar V. Ex«ia., pelo 
napa que fornecemos. 
Esti cerco o que 
diz Noura C.lrnt!:lro : 
"Não ê possível .l d,! 
feza meridional de 
H..lto Crosso na$ $ua 
condições pr,escntcs'' 
mas conpctc aos Co­ 
vCrnos Nuniclpoll,Es­ 
tadoal e principal - 
ncntc federal, flx.lr 
o homer:t à tcrra,cons 
tltuindo assln u"rn 
ponto de apolo para 
a dcfusa Nacional. 
Não faltam tcr­ 
r.ls devolutas entre, 
lguacol e a Fronte! 
ra p.lra colonlsar 
forando lotes peque 
nos. teso assim,pre 
cisam os governos f 
zerem a entrega des­ 
ses lotes a Maciona 
cs de outro Estados 
enboro trazidos "mê­ 
lo à força', e aux­ 
IIArcm o desenvolvi­ 
mento dessas futuras 
povoações, com recur 
sos par o sue dese 
volvimento. 
Uma das medidas 
a serem staprada» d 
verta ser .l de lsen­ 
tar de quaisquer ln­ 
postos os pequenos 
comerclontes, lndls­ 
pensâ.,,els AO desen - 
'ilolvlmcnto de povoa­ 
ções e.n principio dr 
forr:1.iç.io. 
, 
Resolver•se• la 
assim o problena do 
povoar:tt!:ntc e naclona 
llzaç.io o que lopor~ 
ta cm dizer, o prcpo 
roda defesa do Paii 
com cl eriicntos f lxo1r,, 
presos à terra pelo 
••ncuio cconomleo da 
5cqucna propr I cda - 
gs· 
Ma carta que >tou 
-• Carneiro dlrlglu; 
ao General Goês on 
tclro, afirma que a 
#ate Laranjeira mah­ 
tém carrctclra,- dlrc 
tas vindas da Argen­ 
tina, '1114 Paragu.ai •• 
fnr 4:tanto, co.-:o 
nos mapas não figa 
ram estas estradas-e, 
ser la acertado, que 
o Estado Maior do E­ 
xêrclto convidasse 4 
quele senhor com 
"vaqucano
1
', a lndlci• 
lo. Esquece se ele, 
seguranentc de que 
cais estrados dite - 
tas scrlan lnpossi .. 
veis, pela lntcrpos_!_ 
;ão dos rlos Para 
uai e Paraná, 
Acusa o dcnol l • 
dor Moura Carneiro à 
2:::1." '..+: 
calünla lnsustcntá • 
vel. A extensão de 
uas propriedades, 
nas zonas cn que se 
encontram, onde 4u?' 
quer fazendeiro é 
proprietário de was 
tas extensões de ter 
ra. não pode ser con 
siderada latlíundl.i~ 
r J a. 
partia somente te 
concorrido para o 
melhoramento de tals 
condições distrital 
do anualrent~ no Nu­ 
nlcfplo,cerca de 10 
m[l tontos, a quare 
to ~onta o cuttêlo' 
de seu~ serviços. 
Ponta Porã. que 
foi prlnltlva~ente 
povoada por gente 
paupérrima, santa 
hoje grande nunero 
de pessoas ricas e 
abastadas,sendo fato 
irrecusável que a 
situação da quasl to 
tal Idade destas, foT 
conquistada ao servi 
ço ou corn o tafef 
dessa tão "indesejá­ 
vel", CoMpanhla 11<1• 
te Laranjeíra. 
Neste "unlciplo 
nao existe miséria .• 
Todos os que aquT .,,1 
ven e labutan encon­ 
tran justa conpcnsa­ 
cão a seus esforços. Se a Conpanhla, 
pretendesse tornar- 
se atlfundlârla, ".! A Conapnh.t n.io 
do mais fácil ser explora seus ser.,,I • 
lhe-la, que O ter çaes. o trab.llhador 
comprado as terras braçal nesta Cl"'a - 
que ocupas quando o de. percebe o salâ .. 
Estado as vendia ª rio de 6$000 ~ 
800 ris por hectare en que trat,alha,a 5c 
co. Ó nenos rerrunera 
do peão da Campa - 
nhla ganha 100~000 • 
por n~s ã venda de• 
p t,cncflada, o 
que é feito na Repj 
bl lca Argent lna, ou 
seja, pt!:la "lndüs - 
trla Argentlna
11
• 
Q.uon to ã 
11
enorril 
dade" da árco a rren­ 
dada pela Conpanhla, 
torna .. sc nístér u"a 
exp1 lcação. Essa á­ 
rea nio exeedc de un 
terço da região er­ 
vatelra do [St.ldo e 
mais d.1 sua Mt!:tadc é 
conposta de campos 
qJc a Conpa11hla so­ 
mente arrenda, por­ 
quê estão situados 
entre os terrenos de 
crvals. não convindo 
àquela perr.iltir, sem 
prejuizo da dlsclplJ. 
na que precisa nan­ 
ter, sejam ocupados 
por estranhos. 
Esses cnmpos,são 
aproveitados pelos 
''rancheiros'',,para 
plantaçoes de ccrea­ 
ls,cujo produto e 
pregan na nanutençao 
de suas turmas, ver 
dendo o rcmanesccn· 
te à própria Cor-a 
nlt Ia. 
t alnd.l de no - 
tar-se que a Compa - 
nhla, lntercssadA e~ 
no ê pelo conserva 
ção dos ervals que 
lhe sio ar-rendados 
muda anualmente a zo 
na de SC!:uS trabolhoS 
só podendo voltar a 
trabalhá-la três a­ 
nos depois, de aeor• 
do com a clãusula de 
seu cont cto coo o 
Estado, o que não é. 
observado pelos de­ 
mais cr'ilatciros que. 
trabalha seguidaer 
te seus ervals,o que 
rcdundarâ em conver­ 
tê-los, dentro de g 
uco tenpo ,eo ca~­ 
pos sãfaros. 
Rt!:Ícrtndo•se ao 
Éseudalo da Prorro- 
5ação', diz o "patrd 
~ta raflnêc
11 
que nao 
se erg ve face 
ia Segurança Macio­ 
nal e das mlseravc­ 
ls condições de vida 
da população de Pon­ 
ta Porõ, a renovol - 
ção nos dias que cor 
rem, dos arrcndaaen­ 
tos da "ate LarAnJe! 
ra', 
'luero dcl'.10nstrar 
a lopreccdêncla da 
r.sserçio. 
Pelo prisma da 
Segurança Naclonal,~ 
114s perturba por 
mais da uma vez pelo 
acusador, a servlo 
da )a. lntcrnaclo• 
nal, J3 deixel pote 
te a Jne1tlstcncl• de 
suas razies. 
Em referêncla às 
condlçÕe1 de vida era 
Pont• Pori que aflr­ 
na o mesno sercn ml­ 
seráveis, posso ase 
severar, desafiando, 
qualquer ,ontestaçio 
honesta, que a on- 
O que naquela Re 
públ lca sucede com 
o mate, observa- se 
cm nosso Pais, e por 
força de lei, em re 
laça0 aos produtos a 
qul lnd11,strlal lzado'i' 
de materla prlna 1m• 
portada. Multo a p~~ 
póslto, ler.ibroo tri­ 
nho de intormar em 
Qrio da RepúblicaAr 
9entlna. é no Br.as11° 
bcnt!:flclado e vendi­ 
do coro produto da 
••lndüstrla Naclonal
1
.' 
Tudc quanto ve­ 
nho de Informar em 
rela«ão aos serviços, 
e ct,ndlções de vida 
nas dcpt!:ndênclas da 
Conpanhla Mate!:, tt!:n 
sido sobcjolmcnte ve­ 
rificado por alta> 
patentes de nosso E­ 
xêrclto e numeroso .. 
Estadistas Civis.que 
as ten percorrido. 
1 
Ainda eo-19)), 
quando no Com4ndo da 
Região o Sr. Ccneral 
Newton Ca.,,alcancl.cn 
tio Coronel, nandoÜ 
S. Excia.,.por duas 
vezes e cm consc • 
quCncla de denúncias 
recebidas contra a 
Nate
1 ocupar ~llltar 
mente todas as de7 
pendências da tompa· 
nhla, lncluslvel os 
ranchos de crvatel • 
ros e portos de esco 
amento de crvais,por 
(orças mlllt.lres sob 
o comando do entio 
Major Aristóteles de 
Souza Dant.lS, coo a 
missão de verifica .. 
ren escrupulosamente 
a procedência de ta­ 
Is denünclas, sempre 
partlcldas de Noura 
Carnt!:lro. 
entlo contra a ~a,,,, 
náotrepida em coe­ 
ter tamie crimes 
e-ontrit a, ai ta, ~ 
ridades da República 
ebalndo-lhes a boa 
t& e levando·as a d 
llgt:nclill dltPendlo• 
sai e imiteis as 
nossas autorld~ • 
des MdxlMas nlndâ 
n&o o re,ponsabl 11 sa 
rao, contln1.1ando il'l-:' 
pune. 
Que Pen•l ldArhJ 
merece esse grande a 
.,,enturelro, por spu, 
cries? 
Ja pensonos cn 
Processá-lo, assim 
coo a seus corpae 
nhelros na sôrdlda 
campanha, mas, desae 
nfmanos dJonte do 
penal Idade lnslgnlfl 
cante para queM natã Pela prlMalra 
oralmente um homem, vez, vou assinar uma 
pois não excede de Jefeza da Co~panhla 
~ ~esés de prisão e Nate, e o faço ,cn • 
multa de um conto de tlndo-Me nulto à von 
réis... 	tade, por dlrlgf- lã 
a V.Excla., em quem, 
en nosso convlvlo de 
ooucos dias, tive a 
felicidade de reco· 
nht!:cer um !rasltelro 
jlgno da admiração 
de todos, por suas 
excepcionars quallda 
des de grande Patri 
otlsrio,lealdadc e 
ardente desejo de 
Julgar con a rais r! 
gorosa Justiça. 
Chcga•se a ter a 
impressão de que es 
sa pena 11 d ade aos ca 
lunlstas, foi Jnslnu 
ada em nosso CÕdl~~~ 
por gente multo pura 
e otimista! Tal pena 
lldade deverl~ se7 
das mais rigorosas , 
poli a ca1Únla,quan• 
do não mata moralmen 
te suas v{loas, scr.i-= 
pre gravemente as 
prejudica. Talvés. 
provenha desse gran 
de êrro de nosso Co­ 
dlgo, outro não ne• 
nor: o da justiça pc 
las próprias nãos... 
Ainda sobre a a­ 
cusação de 1atlfund~ 
ária feita a Campa • 
nhl.l, ocorrc-ne dt­ 
zer que a mesma ape­ 
nas tem adquirido as 
.propriedades neccss4 
rias ã rcgul•rlzaçâõ 
de seus serviços. As 
sim é que, para ln":' 
vernadas. teve ncces 
sldadc de odlqulr1r7 
terras, nos NunlcfpJ 
osde Nurtlnho e Belã 
Vista, quando pelo 
porto fluvial do prl 
nelro razia a expor= 
t,1ção de seus pro­ 
dutos. Hoje que já 
não a faz por all, 
,1 conservação de ta­ 
Is leiõvcls, constf • 
tue pesado onus para 
ela, tanto assim que 
ofereceu à vcnd• i 
frefc I tura, en 1920, 
todas as suas proprl 
edades e~ NurtlnhÕ 
por 300 contos. ln ... 
clusive a ferro-car­ 
rl I que 1 lga S. Ro­ 
que à sede daquele 
Mu-,JcipJo. 
A Estãncla Narga 
rida. completa• ente 
lnstalad,1, Já foi 
oferecida ã vendo 
cD condições excepcl 
onatmentc vant.Jjosa~ 
por Intermédio do Sr 
Cao. Valério Gomes 
de Laccrda,para re­ 
monta do Exêrclto.oo 
Nlnlstêrlo da Guer• 
, .. 
0 resultado des- Ainda oucr;a de- 
sas diligências foi onsração de que a 
de tat sorte favori- Cor.ipanhf• 1140 i:ian - 
vcl â Co~panhlo, que têir.s 
O arrendaoento 
aquele 1lustrc fiel da zona que ocu?a 
al Julgou-a caracedo' or mera volia:7- 
ra de um pÜbl 1co de"= vldo•. co:-ao esto110 os 
sagra.vo, o que fer g exvala para a labora 
ferecendo a seus fu, ção em zonas, peh,-;;­ 
c lon.ir los de catc.go• nccess1d•des de sua 
ria superior, sl9nl- cons.ervayio. a sua 
flatlva festa hipie produção anual e, e 
ca c grandioso baile dia, de 8 r.d lhÕes 
r-callzado nos quar- de qullos, quantld,a• 
tcls do 11% R.C. l. de insuficiente p;ara 
oas••s dlllgên • fazer face aos con - 
cias devem elstlr tratos que mar co 
rcl.ltÕr101 na R.cgl- 01 coinpradores de 
ão. 	Buenos Aires. Oal, o 
entrar no mercado lo 
cal e e!':I As sunçãõ 
Como se vê, tou- na vizinha República 
ra C.lrnelro. o têtrl como forte comprado­ 
co ocasionador de' T-ll do produto. pelo 
norte, e perturba - qual paga senpre pre 
ções da ordem. o se• ços con11deravc1men~ 
meador de calúnl•s,o te superiores aos 
grande crlnlnoso. e~ dos detu,11 c:o?:nprado• 
suca.:a, no seu Ódio d~ res. 
A t , a , r t: n -.~ 'I • 
nado da paclecla de 
Vfxcla. com tao ler 
o• cartJ•~cnorlal - 
Não vacilei, entre 
tanto « f»ele 
certo de lar as 
desculpas que epe 
nhadamente sotlrlt, 
e porqucl a , H:'l J u 1 • 
go-me autorizado pe· 
la ela/issina dela­ 
ração que V. fxia., 
dlgnou•s• d• ra,cr - 
me, apôs sua vil;a 
de lnspcçio is de­ 
de, dos trabalh?S J,. 
"Na te" de que - 
ria prevendo que 
contra a mesma tra 
la, havla desapare 
cfdo diante do que 
pcssoaV9'ente. verlfl• 
cara e que o Je.,,ava, 
a ton1lderar àquela 
(ompanhla uma vila 
das mals lgnôbels cd 
lúnlas. - 
Grande parte do 
que aqul afiro, ji 
foi, pois, verJfJc'a .. 
do por V.Excl•.,Ne)· 
mo as,Jm, to:-:io • JI· 
berdadt!: de sugerir o 
alvitre de le~brar V 
Excla~. 4 Honrada 
tolisào de Segura 
~a Nacional a ,onve- 
1nela de mandar 
percorrer por uma 
comlssio de sua ln e 
telra confiança, to• 
das as dependências 
da Companhia, COM o 
fie de verificar, me 
diante rigoroso In­ 
quérlto, da procedên 
~la ou lmprcendênclã 
das acu1ações a ela 
feJtas, completando 
assim o grande serv 
ço por V.E ela .• ln1 
ciado. 
Ao terminar, de­ 
sejo, como Bras1JeJ 
ro, dirigir um ardcE 
te apêlo a V. Excla. 
para que não deslst• 
do nobllfslmo prpô,l 
to que dlQnou•sr , __ 
vclir-~c, de lntercc 
der Junto o11os alto; 
Poderes da Repúbl l'c.a 
no sentido de scrcon 
plctada n obrade n~= 
clonallsaçio de nos­ 
sa vasta zona fron - 
teiriça com o Para­ 
gual, para o que 
três cousas tornan - 
se lndlspcns:iveis:E_!. 
colas, garantias in­ 
dlvlduaes e nêios de 
cor.:iunlcaçio. 
- Para a rcal1z• - 
çio desse grande 
emprccndlr.iento, pos­ 
so desde!: J• hJpotc­ 
ar a V. Ecia.» _a 
decidida colatora;ao 
dessa "Col'IPanhfA ~~­ 
te Laranjeira, tao 
injustamente Julga 
... 
Aprescntandc- a 
v. E.Acla., oeus pro­ 
testos da rais alta 
consideraçio, peço 
permissão para subs 
crevcr•:::e. 
De V. Excta. 
Patrício •dmlr4dor. 
(o) HÃRIO N[NOLS CD! 
ÇALVES. 
<. 
1 
i 
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l

TRIBUNA DA FRONTEIRA 
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da 
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!l E1. A V I Si A-HT: UARTA-FEIRA 2 DE JULHO O t 197 7 
COMERCIIL GUIYIRI LTDI. 
REPRESENTANTE 
TRITORES YIILMET E COLHEITIIDEIRII. -SLC 
IMPLEMENTOS IGRICOLI 
-SLC- 
COLHEIT IDEIRI 
1 
IUTOMOTRIZ 
MÍQUINIS QUE 
COLHEM LUCROS 
Indústria Brasileira 
CURSODE 
TRATORISTA 
de 18_ 26 de-..Julho 
Inscrições abertas 
desde já. Procurar o 
Escritório do Senhor 
Arí RicardoDelvalles 
Ter l.lma Colheitadeira Automotriz SLC é pos­ 
suir uma máquina que colhe lucros e também 
representa a conquista da tranqüilidade e se­ 
gurança na hora da colheita. 
Pois com a SLC está uma eficiente rede de 
Concessionários, à disposição do homem do 
campo. Gente que, como ,•occ, está preocupa­ 
da em assegurar a sua colheita. 
Assistência Técnlcn com profissionais alta­ 
mente especlalizndos, treinados na fábrica e 
sempre presentes na hora da colheita, com 
peças originais que asseguram a garantia e 
qualidade SLC. 
Você que planta soja, trigo, arroz (mesmo em 
terrenos alagados, para colher com esteiras), 
milho (para colher com a nova Plataforma de 
3 ou 4 linhas) ou outros grãos, encontrará um 
modelo de Colheitadeira Automotrlz SLC (do 
tamanho de sua lavoura> e seus opcionais, que 
lhe proporcionarão tranqüilidade hoje e a 
certeza no amanhã. 
Por tudo isso, os que já confiaram a sua co­ 
lheita a uma SLC acreditam no que plantam 
porque sabem com o que colhem. • 
~ '---co_urn_m_l 6_UAV_IRA_lTD_A -· 
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Tratores Valmet-Colheitadeiras SLC­ 
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B(lA VISTA-Hi· QUARTA-FEIRA 20 O[ JULHO E 1977 
CONHECI I NOVI LINHI DE TRITORES 
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Não existe progresso sem uma agricultura farte 
A agricultura só é forte quando é mecaniwda. 
Mecanize sua lavoura com Massey Ferguson. 
Do desmatamento à colheita, a maior e 
mais completa linha de máquinas e imp'ementos 
agrícolas do Brasil. 
Converse com o revendedor Massey Ferguson 
de sua região. 
Estude com ele o equipamento mais adequado 
para a sua lavoura e a melhor forma de se obter 
o linanci:nnento. 
Aproveite o crédito que toda a rede bancária 
cstú lhe;: oferecendo. 
Plante mais. 
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Filial: Ama111bai-Escritórios de Vendas~Antonio João, Caracol e Aral Moreira 
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PARABENS 
BELA VISTA... PELO 59~ ANIVERSARIO

BELA VlSTA-MT1 QUARTA-FEIRA 20 DE JULHO 
TRIBUNA DA FRONTEIRA 
Por Leda Lourelro Palmieri, Ismael R, 
izniz, Jacinto lbanhez, Allex M.{or­ 
rea, Marilda Yuri Nissikawa e Jorge 
Eduardo Chaves, sob a coordenação da 
Professora AIDA LOUEIRO PAES. 
FORMAÇÃO HISTORICA DA CIDADE DE BELA VISTA 
Multo antes da 
Independência do nos 
so Pals aos portugue 
ses,est.1. lend.irla ê 
poética região do 
nosso HunlcTplo, co­ 
nhecera· Q presença 
de forças milita - 
res portuguêsas e e1 
panho las,que inter - 
pretavam cada uma a 
sua maneira o TRATA­ 
DO DAS TORDESILHAS-, 
da laguna", Já enco_!! 
trara os Lopes e Bar 
basas, na nossa r. 
glão, proprietários 
de Fazendas de cria­ 
ção de gado. Cabendo 
a Gabriel Lopes, lr­ 
não do Jose Francis­ 
co Lopes, o lendário 
"Gula Lopes,'estabe- 
1 ecer-se com o pri­ 
meiro estabeleclmen 
to de criação de ga­ 
do, em sua fazenda 
buscando benef1cla - Retiro, na terras 
rem-se pela linha l da Gleba Honjollnho, 
maglnârla do tratado Contudo,no perimetro 
as l lndes que melhor urbano da nossa Cid~ 
viessem ao encontro 8é ,cabe José Le­ 
do Interesse de se- 
•• se««as. ·.i- : %%1.:%"%. 
Ses. Para maior vigi - 
ficaçao residencial, 
&ncia de seu terri , nossa cidade, inl 
tórlo,contra a his iando com ele o po­ 
t6ria que em 
1802 
€ oamento de Bela Vis 
f 
,. 
1 s t I a nos 1 i mi te s 
territoriais ocupa - 
dos hoje, pela cida 
de de Bela Vista, um 
forte mi 1 itar espa 
nhol, que se chama 
va Forte San Jose, 
contando com uma for 
a em armas de 109 tiva, em constante 
soi'o"acfos, Port,u1to,a evolução e progresso 
Espanha não conside- 
rava como 1 imite de 
seus dominio terri­ 
toriais sereno e a­ 
plauslvel Rio pa ir 
terpretaçao,que se­ 
ria inclusive corre 
3ondida pela Repúblt 
za do Paraguai, ate 
o ano de 1872, quan­ 
do uma comissão de 
limites Brasil-Para­ 
guai,definiu como di 
visa dos dois pai­ 
ses irmãos esses se 
afluente que ba­ 
nha hoje as duas po­ 
voações Bela Vista 
e Be 1 1 a Vis ta. Essa 
decisáo"internacio - 
nal, não se deu, por 
to de força do Bra 
s i I contra a naçao 
guarani que acava de 
ser derrotadà na 
Guerra da Triplice. 
liança, mas sob o 
principio do "Uti 
pos s ide t is',ver d a dei 
ro instituto do Usu 
capião I evado para o 
Jireito internacio - 
al. I sto quer sign 
ficar que a povoa - 
ção dos brasileiros 
3esta região à mar 
gem direita do Apa 
ccnstituiu em um fa­ 
to consumado irrever 
sivel, internacional 
nenté ,que deu ao Pa 
is, a configura,ao 
(e0gráfica que P0ssu 
imos. Essa ocupaçao, 
lenta mas gradativa 
da nossa região con- 
correu, par vla de 
consequência para 
que O território da 
nossa cidade ficas­ 
se pertencendo ao 
nosso pais, graças - 
ao movimento dos Lo­ 
pes, Barbosas, Fer- 
reira, Bugre e ou· 
tras fami 1 tas, que 
se situaram nas fér­ 
teis reges da mar­ 
gem direita do Rio 
pa a partir do a­ 
no de 18l6, com as 
suas criações de ga 
do. Segundo nos re 
lato o Visconde de 
Taunay em sua lmor - 
tal obra "Retirada 
ta, recebendo ou­ 
tros afluxos das fa­ 
ilias, Loureiro,Mi- 
randa ,Escobar, Pe­ 
dra e Pineiro e mul­ 
tas outras, cristali 
zando uma sociedade 
tradicional e defini 
1 
Aumen:ando sem­ 
Pre a sua poula­ 
çao urbana e rural , 
Bela Vista, em data 
de 10 de abril de... 
1900, goi vshrhoti­ 
zada como Paróquia 
d e Paz . Em 1 9 O 8 é 
desmembrada do Muni­ 
cipio de Nioaque,sen 
do em 20 de julho de 
1908 elevada à cate­ 
goria de Cidade e se 
de de Comarca,subor- 
dlnando os termos 
judiciários a sa- 
ber: Jardim, Gula Lo 
pes da Laguna e Carã 
col. 
BELA VISTA E SUA AGRICULTURA 
Apesar da pecuií­ 
rla ser o fator eco­ 
nômico predominante, 
de Bela Vista, sem­ 
pre a agricultura te 
ve sua exploração em 
nível de subslstên - 
ela a contento. Man­ 
ida de uma manei­ 
ra dlverslflcada,tu­ 
~o se produz no muni 
ciplo, desde produ - 
tos horto-fruti-gran­ 
gelros, cereais, le­ 
_gumlnosas, destacan­ 
do-se a mandioca e o 
milho, alimentos bã­ 
slcos para o ser h_!!, 
mano. 
Somente de 1974 
para cá, fo I que se 
Introduziu a gricul­ 
tura em larga esca­ 
la a exemplo dos 
grandes municlpios 
matogrossenses dedi­ 
cados ao setor, Com 
a vinda de agriculto 
res de outras regi­ 
Ões destacando-se os 
oriundos do Rio Gran 
de do Sul, lmplantoÜ 
se a agricultura me- 
canlzavel de glebas 
expressivas, na sua 
área, no cultivo do 
arroz, tr lgo e sor• 
go, 
Até mesmo o mi• 
lho, sofreu un a 
crésclmo em sua pro· 
dução, pelo proces­ 
so técnico e rentã - 
ve 1 do seu plantio, 
Hoje Bela Vista, 
se orgulha de man­ 
ter 02 armazéns gera 
Is para secagem e ar 
nazenagem de produ­ 
tos agrlcolas,comer- 
altzados tanto co 
firmas partlculnrcs, 
como com'o prõprl 
Governo Federa 1. 
Tudo Indica que 
o correr do, anos, 
Rela Vista, aumcnte, 
consideravelmente 
sua área de explora­ 
ção agrlcola, pois 
os próprios Pecuarls 
tas, estão se ded 1 :: 
cando ao plantio de 
cereals,vlsando 1,0 
final do ciclo da la 
voura, a formação de 
pastagens. 
BELA VISTA NO SETOR DA INOOSTRIA E COMERCIO 
Quando da emanei 
pação politicado mü 
nlciplo de 8ela Vis­ 
ta, em 1918, o comér 
cio era praticamene 
mantido na vizinha 
cidade de Bel la Vi­ 
ta - Paraguay,na mar 
gem do Rio Apa. oi 
fazendeiros locais-, 
faziam suas compras 
em Aquidauana trazer 
do as mercadorias effi 
carretas boiadeiros. 
Porto Hurtinho e Pon 
ca Porã,também abas­ 
teclam Beta Vista 
quando então, fami 11 
as da vizinha cida­ 
de de Bel la Vista­ 
Paraguay, transfer;­ 
am-se para ca, con a 
intenção de explorar 
o ramo comercial 
Com a guerra do Cha­ 
co, mais famit ias e 
fixaram na cidade,au 
nentando considera 
velmente o setor co­ 
mercial. Nas décadas 
de 1950/60 diversas 
famil las si rio - 11- 
banesas também se a­ 
fluiram cm Bela Vis­ 
ta, com o intui to - 
de se estabelecererr 
no ramo Cooercial. 
Comvém sal lentar que 
com a instalação do 
Banco do Bras 11 S/A. 
Em 20 de maio de .... 
1.946, o comércio lo 
:al já na época ex':" 
presslvo nos seus ne 
gcios. Muito se e­ 
pandlu, vindo depois 
outros bancos como 
prova do progresso, 
no setor comercial 
da idade. 
Bela Vista,com y 
ma camada de pedra - 
calcdrla de valor in 
calculável foi lguaT 
mente visada com una 
exploração de Cal pa 
ra construção. Houve 
época em que mais de 
20 fornos, traba J ha­ 
van o ano Inteiro, a 
fim de abastecer 
Campo Grande e ou­ 
tras cidades Impor - 
tantes do su I ma to - 
grossense.· Segunde 
jados técnicos obti­ 
jos, a cal produzido 
em Bela Vista, foi 
a melhor do Estado, 
superior mesmo a ou­ 
tros produtos vindo 
de outros Estados. 
Com a exploração cal 
cária, também foi in 
centivada a explora­ 
ção de madeiras,sen­ 
do montada serrari­ 
as na época em que 
foram derrubadas ma- 
tas virgens para o a 
proveitamento da ma­ 
delra e consequente­ 
mente, a formaçãc de 
pasto, Também foi 
montado uma marcená­ 
r ia, cujos traba J hos 
de móve Is são conhe­ 
cidos fora do·munici 
p I o. 
Hoje o comércio, 
de Bela Vista/ acha­ 
se estabelizado, 
quem sabe pel! falta 
de Infra- es rutura 
no munlciplo, rincl­ 
palmente no s u se - 
tor energét ico, cujo 
problema jã é do co­ 
nhecimento da,s auto­ 
r Idades e tudo lndi 
ca que a curto pra­ 
zo, teremos a ener - 
gla de alt.--, tensão 
vinda do sistema Uru 
bupungã- Jupiã. 
INSTITUI CBENEFICENTE 
O nosso Munici - 
pio, apresenta uma 
supcrficie de 4.662- 
Km2, possuindo umd 
população urbandade 
pessoas e na zona ru 
ral uma populaçao de 
16:000 habitantes. 
Contando com um cole 
glo eleitoral de e­ 
leitores. Acha-se si 
tuada à margem dlre! 
ta do Rio Apa e .a 
162 metros acima do 
nlvel do mar. Os se- 
us limites são os 
seguintes: Ao sul 
com o munlclplo de 
Porto Hurtlnho,sepa­ 
rado pelo rlo Perdi­ 
do. Ao Poente com o 
munlclplo de Bonito, 
começando na mais al 
ta cabeceira do rio 
Perdido,na serra Bo­ 
doquena,por uma reta 
à cabeceira do rio 
Prata e por este a- 
baixo atê o rio MI - 
randa, da1 com o mu 
nlclplo de Nloaque, 
pelo rlo Miranda acl 
ma,. atê o paredão dã 
s•rra AmambaT,ao Nor 
te, éom o mune7 
pio de Ponta Porã,a­ 
companhando a pare­ 
dão da serra Amam­ 
baT do rio Miranda, 
ao rio Estrela. A 
leste, com a Repübll 
ca do ParaguaY, sepa 
rando pelos r los Es­ 
trela e Apa. 
Bela Vista no 
que se refere ao am­ 
paro dos menores fa­ 
vorecidos está mui­ 
to bem servida. Te­ 
mos o Posto de Sa­ 
de onde é atendida 
todas as pessoas que 
necessitam de trata­ 
mento médico,sempre 
cisar gastar com con 
suita e até mesmÕ 
com medicamentos.Tom 
bém hã distribuição 
de leite em pó e são 
aplicada vacinas em 
crianças e adultos. 
Pelo FUNRURAL são 
atendidos os traba - 
lhadores rurais· e 
suas respectivas fa­ 
m 11 las. 
No Hospital e Ma 
tcrnidadc de São Vi':" 
cente de Paulo to - 
das essas pessoas 
que necessitam ser 
hospitalizada!. lá 
recebem o tratamento 
adequado. 
Nosso hospital a 
cha-se bem equipa­ 
do dar bastante con­ 
forto •aos médjcos e 
pacientes. 
Temos o Asilo 
dos Velhos onde aque 
les anciões que soo 
sõ uma famTlias na a 
nizade que lá Fa. 
zem. 
Não podemos de 1 
xar de citar a Casa 
da Amizade que auxi- 
1 lada pelo Rotary 
Clube, promovem mui­ 
tas campanhas em fa­ 
vor daqueles que pre 
cisam de ajuda, 
BELA VISTA E SUA ECONOMIA NA PECUÃRIA 
O Municipio de 
Bela Vista, sem - 
prese destacou pela 
·ua exploração no se 
torda pecuária, Hei 
mo dismembrado de du 
as grandes âreas,co~ 
a criação dos municT 
pios de Jardim e Ca­ 
racol, Beta Vista 
com .775 Kms2. Se 
dedica a Criação de 
bov I nos, sendo esta 
a sua renda prlnci - 
pal. Com o advente 
de programas do Go­ 
verno para melhoria 
das pastagens, o mu­ 
nlciplo multo evolu­ 
iu, quando a ma lo - 
ria os criadores sa 
iram do pasto nativÕ 
para a formação de 
pastagens, com inver 
nadas dotadas de to- 
aos os requisitos e­ 
xigidos para uma cri 
ação .racional, i nc iÜ 
sive no setor assis­ 
tenclal de médl­ 
cos-vetetlnárlos,cu­ 
Ja defesa sanitária 
nlmal sempre mere­ 
ceu a devida aten - 
ção dos senhores fa­ 
ztndelros. 
Segundo informa­ 
rÕes colhidas nos 
Frigoríficos abate - 
1ouros de Campo Gran 
de, quidauana, Dou­ 
rodos e Gula Lopes 
da Laguna, o gado de 
Bela Vista tem obti­ 
do os melhores resul 
tados, tanto no seu 
peso,quanto na sua 
quali d ade. 
Com a instalação 
da Exposição Agrope­ 
cuária cujo parque é 
um dos melhores dq 
su 1 do Estado, foi mg 
lhorado consideravel­ 
mente o nosso reba - 
nho de reprodutores, 
para melhoria da ra­ 
,a do gado de, corte. 
Com isto, cresceu o 
rebanho bovino do mu 
nicípio, com um per­ 
cenual maior e me· 
lhor na produção,cu­ 
jos efeitos observa­ 
se pelos dados da E­ 
xatoria Estadual,que 
aumenta dia a dia a 
receita na cobran­ 
Sª de impostos orlun 
dos do movimento de 
vendas do gado, 
Bela Vista tem 
na sua pecuar 1a, a 
maior forte de Recur 
sos sendo por assim; 
dizer, as bases de 
sua economia. 
HISTÕRICO DO REGIMENTO 
O 10? Regimento 
de Cavalaria encon­ 
tra suas -origcn!!. h is 
tórlcas remotas, nG 
Companhia de Cavala­ 
ria de Hato Grosso 
(22 de fevereiro de 
1 8 3 9) , cu iabã. 
Encontra, porém, 
suas origens mas re­ 
_centes e suas tradi· 
ções mais puras e 
gloriosas no 1? Cor­ 
po de Caçadores e Ca 
valo (nova denomina­ 
ção), de Nioaque,que 
fez a Campanha de Ha 
to Grosso, na Guer. 
ra da Triplice Alian 
ça. De suas fileiras 
em 1862, saiu Anto - 
nlo João Ribeiro pa­ 
ra comandar a Colõ - 
nla Hllitar de Doura 
dos, onde, com des­ 
prendlmento e patrio 
tismo, Imolou sua vT 
da em defesa da P­ 
tria. 
E o patrono do 
10? R., que desde 
1938 atende pela de­ 
nominação de "Regi - 
mento Antonio João". 
Ao comando do 
bravo Cap. Pedro Jo­ 
sé Rufino, o te Cor- 
pode Caçadores e Ca 
valo participou da 
OperayÕes sobre o 
Apa e Ret irada da La 
guna, testemunhando 
feitos herõiços ja­ 
nais igualados mer­ 
cê da constância E 
do valor demonstra­ 
dos pelo inexcedJ 
vel chefe e seus ca 
çadores. / 
,, l!eglmento An• 
tonio João" ~ o rei i 
cárie das mais na: 
bres tradições das 
Armas do Exêrcito, 
em Mato Grosso.

» , 
[, 4E 	pt 	g.g 
Formacão Histórica de Bela Vista , 
QUARTA-FEIRA 20 DE JULHO DE 1977 
• t 
no Espl r I to Santo, que ZONA URBANA 
se encontra em vias de 
Não obstante a re- ser reformada ou re- cidade de Bela 
lIglão católlca a_Preonstrulda por uma co- Vista, que como Ja 
ponderante em nume'°j,são de fléls,desla-flcou dito, anterior 
de fiéis em Dela_ Vis-nada ara esse fim. mente, encontra- se 
ta exlstem inúmeras pi 	encerrada por diver- 
utras rellglões, con- Anteriormente a vi;os afluentes natura 
tando com templos,desda dos padres redento-is, notadamente pelo 
tacando-se a protestanristas, os batizados ,Rlo Apa, que majesto 
te, esplrlta, assembl!casamentos e missas o-sarnente cerca o seu 
la de Deus e muitas ocasionals eram assistler]metro urbano na 
tras, que prestam as-dos pelos padres da3ireção leste, ofere 
slstêncla esplrltualcongregaçao ~aleslana,cendo ponto atrativo 
aos seus devotos, que vindo de campclo turismo local 
A assistencla esplGrande, davam aulas dque em suas águas 
ritual aos católicos catecismo e multo faziansas, o Belavisten 
ministrado pelos paam para asslstlr da mese ameniza o calor , 
dres redentorlstas,qufJhor forma os fies a-nos Inúmeros pontos 
aqu l aportaram no ,,noqu I res )dentes. Entred,_e banho públ lco. As 
de 1930 1 lderados pelojos padres salesianos ,suas ruas são largas 
lnesquec1vel, Pe. Gul que nesse mister Se com traçados cuida 
lherme, que no ano dddestacara pela sua dedosos, dirigindo as 
1931 fizeram chegar asvoção e trabalho, na@suas principais arte 
primeiras irmãs Vicen-obstante a sua ida/e,las para o setor co 
tinas iniciando-se,asavançada, era o Pe.Jomunicante com cida­ 
sim um movimento misslG cripa, cujo valor,de irmã de ella Vis 
onãrio, que muito confoi reconhecido pelota Paraguai, cujo 
correu para o proces-povo de Campo Grandeintercâmbio comerci- 
so da nossa comunidadehomenageando-lhe com oal é bem acentuado, 
com edificações quenome de uma de suas ruvisando ambas comunl 
constituem em orgulho,as. 	dades em mutua depen- 
para o nosso povo,des A presença da lgrefência econômica. 
tacando-se à Matriz de,ja Catól lca em Bela- Bela Vista, en- 
Santo Afonso, a resi -vista não se destacou,:ontra-se servida 
dência dos Padres,a casomente no setor relicor moderno servi- 
sa das l rmãs, e outra~g ioso, mas tambem, B;o de água tratada, 
edificaçoes suburbanassobretudo, no campo ;uja fonte provém do 
situadas no Bairro No,!do ensino Constltuind°-pa, servindo com o 
sa Senhora de Fátima,Escolas e encaminhando,eu precioso liqui­ 
gua Doce, Cancha e aa maioria da infância,4o a quase totalida­ 
Capela urbana do Dlvi·pelas lendas do saber. 
de da população. O 
setor energético pro 
vêm de gigantescos 
motores situados na 
usina de força da cl 
dade, atendendo,pre­ 
carlamente as necesi 
dades loca ls, consT 
tulndo em um fator 
de desistimulo ao 
surgimento Industri­ 
al, que pelo preço 
carlsslmo e seu mau 
atendimento não se 
encontra em condi­ 
ções a encorajar lnl 
clatlvas nesse se­ 
tor. 
A nossa comunlda 
de emborõ deficiente 
de uma série de in­ 
fra-estruturas ln­ 
dispensáveis ao seu 
desenvolvlmento,con­ 
ta com Inúmeras ca­ 
sas de recreação e 
cultura, possuindc 
dois clubes, o Bela­ 
vistense e o Grêmio 
Pedro Rufino, além 
de casas de espetácu 
los cinematográficos 
como o Cinema São Jo 
sé, o mais antigo e 
menos confortável, e 
o Clne São Crlstõ - 
vão, de construção 
mais moderna, Já ofe 
recendo aos seus usu 
árlos um padrão me 
lhor de conforto. 
ENSINO EH BELA VISTA 
No d Ia 1 O de no- fo I fundada a Esco­ 
vembro foi fundada la Paroquial Santo 
a primeira escola em fonso que funcionou, 
Bela Vista era Chama provisor lamente pre 
da Generoso Ponce e dlo alugado. 
funcionava onde ho- Em fevereiro de 
je é Forum. 1934 foi fundada a 
Escola Suburbana São A primeira pro - 
fessora foi a sra. Geraldo no Bairro 
Ester Silva, cue le- da Água Doce, funcio corro. , 
nando desde o pri nc I Em 1949 fo I un- 
c ionou durante qua_ - 	G' · · E t 
Pio em prédio pr-_o dado o 1nas10 s a- 
tro anos sozinha,ma- 	dual de Bela Vista 
is tarde jã eram ma- pr lo. 	f . 
f Em 1035 fundou _ que unc,onava _no 
is três pro esso- 	J 	· • d h · 
Se no bairro Nossa predio on e oje e a 
rase assim foi au- 	1 R · l 
Senhora de Fátimê Delegac a eg,ona nentando o nümer de 
,(Nunc,,-te-V i) a Esco de Ens l no. professores e de alu 
nos. 	1 a São Clemente; sob 
Em março de 1932 a regência de pro- 
fcssores l e l gos. 
Em 1936 fundou - 
se a Escola São Pa­ 
tricio na Cancha. 
Em 13 de feve - 
reiro de 1950, foi 
fundada à Escola pa­ 
roquial Nossa Senho­ 
ra do Perpétuo So- 
HINO DO GINÁSIO DE BELA VISA 
LETRA DO PROFESSOR GAHALLIEL STUH­ 
PF HOCIA: DO HINO DOS GRANBERIEN 
SES, INSTITUTO DE ENSINO DE JUIZ 
DE FORA, H. GERAES. 
MOCIDADE FORMOSA QUE EH TUDO 
BUSCA A LUZ, O VALOR E O IDEAL 
NO GINASIO, TUA CASA DE ESTUDO 
LUTA SEMPRE CONOSCO CONTRA O MAL 
ESTRIBILHO 
EIA AVANTE COHPANHIEROS 
DESTA TERRA VARONIL 
SOMOS TODOS OS HERDEIROS 
DO SABER PELO BRASIL 
DESTES HESTRES COM HUITO CARINHO 
APRENDEMOS DA VIDA A LIÇÃO 
A TRILHAR COH FE DEVOÇÃú 
DESTA TERRA SAGRADA COM FIRHEZA 
VAHOS PELO TRABALHO ERGUER 
A BANDEIRA DA ARTF DA BELEZA 
POIS QUERER LUTANDO E PODER. 
PARA A VIDA FUTURA PREPARADOS 
VAHOS TODOS COH FE PACIFICA 
TENDO SEMPRE EH HENTE BEM GUARDADOi 
OS ENSINOS DO GINSIO·DE BELA VISTA. 
Durante 05 cin­ 
co anos os professo­ 
res e a Diretora que 
era a Sra. Ester 511 
va, sem nada recebe­ 
rem a nao ser a gra 
tidão de seus alunos 
Hoje o Glnãsio 
mudou-se para um 
prédio com ótimos 
acomodaçÕee e pas- 
sou a chamar-se 'Es­ 
cola Estadual de 1? 
e 2 graus Castelo 
Branco. • 
Em 1 9 fo I funda 
do o Curso de Conta­ 
bllidade. 
Em 19 foi funda­ 
tscola Normal, 
razendo parte 
Escola Castelo 
da a 
hoje 
da 
Branco. 
Em 196l4 criou­ 
se a Escola de Co­ 
mêrclo Santo Afon­ 
so que funcionou a­ 
té 1975, pois haven 
do multas Esco - 
las Hunlclpals e Es 
taduais, não )lavrã 
condição de continu 
ar funcionando. - 
Em 1968 criou - 
se a Delegacia Regi 
onal de Enslno,aquT 
em B e 1 a VI s ta, te n - 
do como primeiro de 
legado o Or. PedrÕ 
Josê Palmiéri. 
Em 1974 foi cri 
ada a Escola de 17 
grau "A Casinha Fe­ 
liz' que é o Jar­ 
dim de Infância e o 
Pré-Primário, esta 
ê uma escola parti­ 
cular. 
Em 1976 criou-s 
o curso de Secretari 
ado também funclo ~ 
nando na Escola de 
1: e 2? Graus Caste 
lo Granco. - 
Em 1976 criou-se 
a Escola de 1! grau, 
Castel lnho Encanta­ 
do, pertencente a 
Prefeitura Munici - 
pa I que também ê 
Jardim da Infância e 
Pré-Primário, dando 
assim oportunidade 
para qualquer cria 
a estudar. 
Bela Vista atual 
mente está muito adÕ 
tada no setor de e 
sino, qualquer crT 
ança tem condições 
de frequentar olé­ 
gio pois há Inúmeras 
escolas, estaduais e 
municipais. 
MEIOS OE COMUNICAÇÃO 
xlstente em outr 
centros urbanos do 
PaTs. Hoje, cont,,mos 
com ln@meros melo 
de comunlcaçao, al la 
do ao serviço do cor 
relo postal, possui­ 
mÓs, comunlc ações te 
lefônlcas, urbana 
e Interurbanas, além 
de uma série de Ins­ 
trumentos extra-ofi­ 
ciais, que facilitam 
don, as nossas mensg , cnv lo das nossa 
gens mais urgente: 	, 
ficavam na dependê@n mensagens ma s ur- 
1 
gentes, graças aos 
ela dos meios ma 
5 
Inúmeros rádio-amado 
rudlmentãres posslv~ res que operam nã 
Js, Invariavelmente, nossa comunidade e 
confiadas aos carre- 	- 
serviços de radlos ! 
telros, que comercia xlstentes em suas rc 
vam no nosso HunlcT 
- partições do govcr-=­ 
plo e aos cavaleiros no estadual e fede• 
que em suas viagens ral. O serviço lnte­ 
esporádlcas se pre rubano fora recente 
dispunham a levar, mente Inaugurado pe~ 
cartas e enconendas, la Telemat, como prl 
aos destinatários melro passo para õ 
mais remotos da nos- aprimoramento telef_2 
sa Cidade. Presente- nico, que em futu- 
mente, esses me los - - 
ro proximo, sera a 
de comunicações fie~ prlmorado, resolven· 
ram pertencendo ao do angustiante pro­ 
assado, com a cria· blema do povo Bela- 
ação do serviço d° 1stense, que terão 
Correios e Telegra nesse setor uma for­ 
fos, a União encarr~ ma eficaz de comunl­ 
gou de prodlgal lzar cação, encurtando 
aos habitantes de5 j,tanclas e aproxl­ 
ta comunidade o mes­ 
e- mando pessoas. 
A comunicação de 
nossa cidade. multo 
deve à Comissão Ron­ 
don, que desbravando 
a nossa reglÕo, colo 
cou os flos telegr<­ 
flcos que nos Iriam' 
1 lgar com os demais 
centros urbanos do 
PaTs. Enterlormente, 
ao trabalho de Ron- 
mo tratamento ja 
MEIOS DE TRANSPORTES quim Ferreira Souto, 
que aqui aportar 
Ao cavalo e ao boi por contingências m1 
de carro mui to Vista li tares, se destarla 
deve, por terem si- como pioneiro nesse 
do no inicio da povo sistema de transpo! 
ação da nossa cidade 
- te, criando uma em· 
os Únicos meios a al 
presa de transporte, 
tura de vencer as de carga, que ivaria 
péssimas condições velmente transporta- 
viárias existentes va, tambêm, passagel 
na nossa região ros, que dirigiam P! 
transportando com , Nioaque, Aquidaua 
pessoas e cargas,ga- G ande 
rantindo o suprlmen- na e Campo r • 
to de géneros de prl Fator que Influiu 
me ira necessidade de forma positiva P! 
ra o consumo local,e ra ª melhoria das 
transportando bens condições de trans 
produzidos nesta nes porte na nossa regi· 
ta região para ou7 ão, deu no ano. de 
tras demais cidades 1936, quando o Gover 
no Federal mandou 
do Pãis. Seguir 	estrada 
com o advento da mã- construir a 
quina Ford Bigode, Bela Vista - Aqulda~ 
que teve como plonel na, fazendo por essa 
ro no transporte de razão o aparecimento 
géneros e pessoas-, das nossas saude • 
des Jardineiras, lnJ. na pessoa de Juvenal 	~ 
Paixão, que pela prl cio para serem serv 
meira vez desceu I das as duas con»unida 
Serra de MaracaJú, áes Bela Vista· A· 
nesse novo e baru quidauana de mede! 
nos ônibus, que ho­ 
lhento meio de tran; je trafegam por es 
porte que seria asas estradas. 
forma Inicial das Posterlorr,,ente, f~ 
modernas viaturas au ram construidas pelo 
tomotoras, que surgi 
- Estado de Halo Gros· riam posteriormente, 	d 
com a melhoria das so, estradas llgan ~ 
a nossa comunidade a 
nossas estradas rd na Porá, Caracol, 
viárias, fators in eaizando um ser Iço 
portantes para a a oficial deconunica­ 
celeraçao do pr,ogres ções de pessoas e-- r~ 
soe dos aprimorados trocas comerclaJs 
sistemas de troa? ue aceleraram de 
comerciais. Se~ duti_ forma definitiva o 
da alguma o cidadao 	.. 
Cacerense. José Joa. Progresso da regiao. 
- 
1 
1 
1 
i 
l 
I 
1 
1 
; 
1 
/ 
1 
1 
1 
1 
1 
1 
1 
L. 
1 
1 
1 
1. 
I> 
Sendo o munici - is, notadamente, o 
pio de Bela Vista, Nunca-Te-VI, Agua Do 
dedicado essencial - ce e Damacué. O que 
énte a pecuãrla,des concorreu muito pa­ 
de os Idos tempos dera o acúmulo de tais 
ua criação, sempre populações, foi jus­ 
redominou uma popu- tamente pelo slm - 
lação rural expressl ples fato de ser Be- 
la Vísta, um munlcT­ 
va,devido ai/forração pio fronteiriço,pre­ 
e colônias murile.fpa dominando a Infiltra 
4 
BELA VISTA E SUA POPULAçÃo RURAL 
çôes de familias do mente a sua popula - 
vizinho ParaguaY, ção rural, dedicada; 
quer seja pelo fato a uma lavoura_de sub 
de reencontrarem sem sistncia e nao de o 
pre parentes ou me5 bra para fazendeiros 
mos pela facilidade da região. 
de fixação na terra. Gozando de uma as 
A vida em comum dos slsténcla completã 
dois lados, fez com em todos os seto - 
que Bela Vista aume~ res sociais, a popu­ 
tasse conslderavel lação rural de Bela 
Vista Integrada nos de segurança, Jã que 
principios do traba- o munlclplo ê consl 
lho agrlcola,vê coro derado área de Segu­ 
ado de êxito se-~ rança Nacional. Se­ 
pre rentável,levando gundo o ültimo se 
uma viga roplela a so deoaráfcor_ 
formação e manuten - la Vista cone: ão de 
ção da famT!ia,sem - com uma popul fs ooal 
1 
menos • 
pre como apolo dos ma s ou 
II 
sua zo 
poderes públ lcos e habitantes n - 
das próprias forças na rural.

BJ:LA VISTAdlí: OUARTA•FFIRA 70 nr JIII Hrl nr JQ77 
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TRIBUNA DA FRONTEIRA 
a lrstalatão ~o Governo na 
"Princesa ~o Apa" 
u A lnll,ah1ção do governo em De 
la Vlsln nflo é 1lrnbóllco. E1tamo, 
qul para trabalhar, ,em festas, ban­ 
quetes e recepçõu. tol como ocon• 
teceu do, vê?.es nnterJnres em Dou .. 
rodos e ll:.rra do Garçna. 
Cumprimos desta leito, mais uma 
etapJ •dmlnlstratlvo cujo lflosolta 
principal l! o de,centrallzoçllo. Os 
probl1?m1u belavhtenscs J: ,no co• 
nhecfdo, do i::overnndor e uqul • nos­ 
J.rt C-=iulpc de ,:overno uspero solucJo­ 
n.1 .. ulgun1 UH !I'". 
Foi o que nflrmnu o g:ovcrnodor 
Gari Neto no instalar u ndc do 
s,ov6rfo etc. Malu Grosso cm Btla 
V{tn, cidade de pouco mal de 0 
1nll hul>ltnnt~, - na frvnlclro <lo Bra­ 
Fll com o l'nr:-ii.:u9I. nt mar,tens U., 
rio pa. A solenidade que teve c3- 
mo loc,11 o Gr.1mlo ''l'cdro llufino .. 
foi presenciada por tortos os secretá­ 
rlos. pre,Sld~nll's c..!e uuarqulas e cm· 
pr»1s de economia mista, deputados 
lec1eral9. r-.t.1du..ils. pe,us J<cnuc.Jorrs 
Mtndn <..:unJle-. llallvlo Coelho e 
Snlctauh:-i DL•rll, l'X•Govtern:trlores Jo- 
e E'rag·Ili e Luiz Garcia, de Sergl- 
pe, m1lorhl.:1d1•s civis e mllltoro tio 
5Udor:u~ mato-:;:rosscnse ~ 12 prerrl- 
tos dos prloclp.ds munlclplos da re­ 
gio, nlemn do vice - Governadcr 
Csslo Leite de Darros, pelos presi- 
$: $.427±. %%:% 
Trlbunol de Jusllo, Ddembn~.ador 
non,lni::01 S6vlo Drond!lo d? Limo, 
do Consul Par:u,ualo Edugrdo OcarlL 
flU Juiz. de Direito da Comorca de 
Belo Viste Dr. Walltt Josê Rodrl,::uet 
Contrcro, e oemob ptrt'lnolldadt'J do 
mundo soclol ~ economlco do estado. 
Homenagem do Clube do t.oço 
O Govnnndor G:irclo Neto de­ 
embarcou no nc-roporto de Dela 
Vh.lo pontualmente: i1s O hons ocom• 
p,rnhado c1 .. Prlmtlru OomB - Don11 
Maria Lia de Uon:es Garcln, do 
l.:lll'fe cm Cu,a Mllll.nr. CorOncl 
Antunes e de St>U lrm~o. o cx-Go• 
, erndor e deputado fedual em ,·à­ 
rias legislaturas, por Serpe, Luiz 
<..;un:b. 
Depois de cumprimentar os auto• 
rldru.h.•s, o Chefe do F..xecutlvo mn • 
tu c,rnHl'OjC dirl.:lu-sr po.N o centro 
da dd~rl,•. Antts d(" chc,::or ao Grr­ 
mlo ·p'e«ho Hufino" - local da sole• 
ntd:ulr dt" tn,ta1;iç:lio do cavemo• o 
Govc.•rn:1dor G:irC:n Neto foi homt'­ 
nn).!cndo por 7i ~lnetcs-brasllelros e 
J).'.'.lra,::uolos - n molorta dêlu lnte­ 
J;::rantes do "Clube do Laco•• - que 
congrega os melhores cavaleiros do 
,udoeste mato-gro,sen1e. 
Gov. Gnrcin Nclo usou da palavra para dizer que veio 
nnrn lrohalhar. 	',.....-----=:a 
Exercício de Ocmocroclo 
- A certo altura de sua nlocu,;3o 
o Governador Garcia Neto ntirmou 
que e-o deixar seu aablncte no Pa16- 
clo Pola,::ut.i·s·poro dlnlogor com o 
pavo, CDm os lldcran('as. - C'Om os 
bons Hlã ext'rcltnndo o democracla. 
Rtff'rlndo-se ao ex-,:ovemoc:ior 
Jo Fruelll presente o mesa dos 
nulorlfadu. o Chdt do ExecuOvo 
mato-grossense disse lrnt.ar-se de 
''umo prova de continuidade ndml· 
nlstrativa", citando inclusfe, ns va­ 
rl:u obra, lnlc-fada, na. ,:utllo p:is- . 
udn e concluldnas na tua, como 
m.arco dn lmpl3nla,Ao dr uma ··novu 
menl:alldad~ ndmlnfstr,1Uvn em Mu­ 
to Grouo". 
 
• ' 
1 
{, 
.«s 
.ic. :;...; 
s- 
.. .:.._; 
Flagrante em que formavam a mesa para instalação do governo 
cm llela 'i,;tn 
Gov. Gorda Neto se fez acompanhar do 
lidcr político de lllulo Gro,-so Jo,é Fmi:clli - o 
inrsqucrivcl velhinho que governon_Mato Grosso. 
Um Covt."mo Humnno 
- O toque humano d:i sole-nl• 
dade na tn1lnl:u:llo do a:ovcrno 
em llcJn VlsLB foi qu.sndo o Gover­ 
nador Garcia Neto n:tcrlu-s1t com 
toda nfase ao pluno de distençio 
,oclnl que vem lt'ndo levado II et~l­ 
to em sua gestão, Sem conseguir 
disfarçar sua emcão, o chefe do 
Ex,:,,:utl"o dine por rxcmpto, que: 
uma lação de lur domiciliar efe­ 
uada J)t"l:1 CEMAT .. podo p:ittccr 
par.. at,:,uns um:i obr:, pequem:.. sem 
lmportl)ncln mns que represcnt.:Ji 
multo para ::i fomnt~ humlldc quc­ 
o. n..-ctbc-"' 
Entrar de casa em casa, penetrar 
nos lares de t.odos os m::1tni:ros<en• 
ses é o que mais nos gratifica, dl«e 
o Govern:v·or, porqur- lPmn_s tl C('-1"-­ 
teta de que estamos fazendo um 
" Governo Humano ", dentro dos 
prlnclplos do. Rcvolm;flo de março de 
G4. 
S:mdo.ndo n$ Fon;a,: Arm::1d:is. re­ 
presentadas na solenldnde pelo T•-­ 
ne.n~Corom•I Rk:i.rdo Luiz Bueno 
Gulmardes, comandante do 10o te­ 
atlmento de c.,vnlarla. cm Bc-1:a VL,1., 
o Govc-mndor Garc.l::a Neto ressaltou 
o •~u p:i.pl•l n:1 manut.ençào da or­ 
dem e das liberdades, acrescentando 
que o Bnstl ntlo .enfrenl:i o receto e 
o me-do .. m11lc.s que a(1h:em hoje 
o.lk ffll!smo o.lu;uma.s nações consldc--­ 
rada desenvolvidas. 
Parte da assistência presente a Instalação 
do governo cm Bela Vista. 
Cida-dão 
Belavistense o 
Ciovernador 
' 
JOSE 
CiARCIA NETO 
,arda Nto dia d1 s,, 
tio do der runyzlI» 
rrceher o titulo de rid±da 
hrJJ1. i-.l,.-n<1.•· 
Foi no legislalivo que , 
me preparei parn o, fun-' 
çües do executivo - para· 
melhor servir Maio Gros­ 
.so", declarou d Covcrna­ 
~or Coreia Nelo ao rece­ 
ber na Câmara llfunicípal 
dessa cidade o IÍlulo de 
"Cidadão ~clavistensc". 
"Como p:uJ.,mcOC:ir. no 
exercício p?r duas vezes 
de meu mandKlo de de­ 
pulado federal", ocre<cea­ 
lou o Chcíe do Executivo 
~ato-grossense, ·'sempre 
procurei dar uma maior 
dimensão nos problemas 
de Mato Grosso porque há 
muito entendi que ,eu 
equacíonomea to significa a 
solução de olguns dos mais 
ivrportantes problemas na­ 
tonas, 
Presidente da Cimara Dr. 
Pedro Palmiri. far entra do 
titulo d cidadão belasls4ense 
a farrla ti. 	...:.., 	_ 
LARGA VISÃO 
O vereador Fiorio l-Ju­ 
rano, autor· do projeto é 
por isso mesmo encarre­ 
g.o.do por scus pares para 
-snudD.r o Govcrn:idor cm 
nome do Legislativo bela­ 
"'istcn.sc disse cm seu pro­ 
nunciamento que estC" - 
guardnd:is as dcvidns pro­ 
porcUcs - fazia pr:itica-. 
mente o mesmo que a - 
Assembléia Legislativa di1 
Maio Gro·sso fez ano pas­ 
sado ao ·outorgar ao go­ 
vernador Gn.rci:a Neto o 
lilulo do "Cidadão Mato­ 
e,ros.scnsc" numa evidente 
prova de rcconhecimen to 
ao muito que ele j:í fe-z 
pelo progresso e desenvo.1- 
·vimenlo do Estndo, resp:,J­ 
dado na confia·nc-.11 C'I no 
cnrinho que sempre loi 
merecedor da parle de lo­ 
:los os matogrossenses. 
ESCOLHA ACERT..DA 
Antes de ~oncluir J<U:>S pafavra.s o 
Chefe do Excc.utivo mologrosscnse c-on­ 
,:::ratulou-se e. solidnrizou•sc rom :i C-üma• 
r:, Mnnidpnl de llel:i Visl:i pela rsroll,:, 
do gcncrnl Ruben do Caslro Pinlo pua 
o cnrgo de prefrito, nêttscrnla"do que 
cmborn ío.s,c wa inlen(".Üo nome-á .. lo para 
estas funções procurou respaldnr sua in­ 
dirnffio no concenso da classe • politica 
loc:,L 	•

BELA VISTA·HT; QUARTA-FEIRA 20 OE JULHO DE 1977 	TRIBUNA DA FRONTEIRA 
Flagrantes da festa realizada na fazenda São Miguel 
comemorando os 60 anos de casamento de Donato e Castorina 
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TRIBUNA DA FRONTEIRA 	ELA VISTA-MT; QUARTA-FEIRA 20 DE JULHO DE 1977 
LEMA Tem Bela Vista 
------ 
r 
 
Pedro 
Pedra 
Filho de Francisco Pedra e Umbelina Loureiro Pedra. 
Estudou no Instituto Lafayete no Rio de Janeiro e em 
Porto Alegre no Instituto Julio de Castilho,depois vindo para 
Bela Vísta, iniciou suas atividades no comércio, como sócio 
de um estabelecimento, passando depois a ser criador e 
logo após tornou-se fazendeiro. 
Atualmente desempenha as funções de tabelião que é 
desde o, anos de 1932, quando fora nomeado tabelião in­ 
terino naquela cidade de Bela Vista, no Cartório do 2.o 
Oficio, exercendo o cargo por vários anos, depois, pediu 
licença, vindo para Campo Grande peruando em rtalizar-sc 
como cartorário, prestando o concurso no ano de 1950, 
quando foi efetivado para o cargo de Tabelião do Cartório 
do 3.o Oficio, e, lá se encontn ati o, dias de hoje, reali­ 
zando assim parte de sua vida. 
Um dos mais antigos tabeliães do Estado de Mato Grasso. 
Notabilizou-se na justiça por rua dedicação e integridade, 
goza de alto conceito junto a classe notarial. E' um homam 
simples, humilde e de grande força de vontade. 
Tem oito filhos, sendo que três são seus auriliares di­ 
retos na direção do cartório, sito d rua treze de maio, 619. 
_SENHOR 
PEDRO 
PEDRA, 
FILHOS, 
FILHAS 
E GENROS 
JORNALISTA 
IVALDO 
PEREIRA 
E O 
SENHOR 
PEDRO 
PEDRA

DELA VISTA.MT; QUARTA-FEIRA 20 DE JULHO DE 1977 	TRIUNA DA FRONTEIRA _____ __:_~..=....:....:..:.::..:..:~::....:::.:..:..:..:...:...--=-=--_::_~.=.;_;_.:....:....::......:...,:__ 	_ 
A FAMILIA PEDRA 
Durante a guer­ 
ra do Paraguai, exa­ 
tamente no ano de 
1865, listarim-se ns 
forças imperiais, Ires 
brasileiros do Estado 
da Bahia, 
Um deles MIL. 
CIADES AUGUSTO DE 
AZEVEDO PEDRA; 
que era advogado, AL 
CIBIADES AUGUSTO 
DE AZEVEDO PEDRA 
MEDICO incorporado 
como Capitão e MA­ 
NUEL AURELIANO 
AUGUSTO DE AZEVE 
DO PEDRA; ele estudÕ 
superior incorpora­ 
do como tenente, 
Participaram ele 
toda a guerra .e no 
fim desta; o Doutor 
MILCIADES: casou. 
se com DONA RAF AE 
LA LOPEZ, irmã de 
SOLANO LOPEZ. 
DONA RAF AELA 
LOPEZ, comprou ao 
Governo da República 
do Paraguai no ano 
de 1863, uma gleba 
situada ao norte da 
quele Pais, tendo jus 
tamente por divis 
ao Sul o rio APA,tan 
ém linha natural de 
demarcação da fron 
leira do então Impe 
rio do I3RASIL com 
aquela República. 
A gleba, de 
configuração mais ou 
menos triangular esta" 
comprtcndida entre 
os rios APA e ESTRE 
LA e uma reta do 
norte a Sul vc r da - 
deiro, partido do 
serro Primcito ate 
encontrar os referi­ 
dos rios, 
Achava. se ali cb 
miciliada Dona RAF Ã 
ELA, que logo esta 
lcceu os trabalhos a:­ 
grÍcolas, tendo cm 
frente prosperidade 
os serviços da lavou­ 
ra a criaçio de gado; 
quando irrompeu a 
guerra, cujo cpiligo 
sangrento foi assina 
do no dias 19. de Nr 
ço de 1870 psG 
lcguas da aludidas fa­ 
zenda, com a morte 
de SOLA 'O LOPEZ 
irmo da proprietária 
Apos .:,. guerra 
passou a pertencer 
ao território do BRA 
SIL e dita gleba de 
propriedade particulil? 
e que em virtude de 
Tratado de PAZ, Pr 
mancccu como nao 
poderia deixar de 
ser considerada co- 
mo de dominio priva­ 
do. 
A nesga de ter­ 
ra de propriedade de 
Dona Rafaela Lopez 
cm virtude do seu a 
sarnento com o DR 
MILClADES PEDRA; 
passou este a exer - 
ccr todos os atos da 
administração dos 
bens do casal, vindo 
daí o ter promovido 
perante o juízo dos 
Feitos da Fazenda lm 
perial, o restabeleci: 
mento do titulo com 
provatório de sua pr 
Priedade, com a u 
diencia do Procura - 
dor FISCAL, por 
meio de uma justifi - 
cçao, instruida com 
inumeros documentos, 
e na qual dcpuzcram 
entre outras. teatenu 
nhas de idoneidade 
comprovada_ taes co­ 
mo: o c apitao do Oi - 
tavo Batalhão de In­ 
fantnrina do Exercito 
GEOGRAPHO DE CAS 
TRO e 51LV A; Cap'C 
to do mesmo Data­ 
lhã'o, ANTuNIO TU:. 
P FERREIRA CAL­ 
das, Alferes JOSE 
MARTl1'lS DE FIGUEl 
REDO e LUIZ ZEFÉ­ 
RINO MOREIRA, to. 
elos com serviços cm 
campanha, 
Julgada essa 
justificaçao por sen­ 
tença, em l<:! de Se­ 
tembro de 1886, e 015 
outros entregues a 
justificante para pro­ 
duzir os efeitos de 
titulo de propriedade, 
pelo mesmo foi leva­ 
da ao registro compe 
tente. 
Aquela JUSTIFI- 
CAÇÃO, quanto mais 
não fosse considerada 
corno re stabe lccirncn­ 
to do titulo de domi - 
nio, extraviado duran 
te a guerra e de im­ 
possivel reconstituiçc 
pela destruição dos 
arquivos publicos do 
Pais invadido e venci­ 
do pelo inimigo: Aquc 
lc documento juficiaT 
admitido a Registro 
teve o efeito, certa '_ 
mente de excluir ck do 
minio publico e consi 
dcrar corno não DEVÕ 
LUTAS as terras 
compricndidas dentre 
dos limites menciona­ 
dos da FAZENDA SO 
RAFAEL DO ESTRE _ 
LA" e dai, estarem 
seguros o Dr. PE 
DRA e sua mulher 
com titulo habil e va­ 
lioso. 
Ausentando-se pa 
ra o RIO DE JANET 
F0_o DR. MILCIADES 
deixou o seu sobri. 
nho Cqroncl FRANCIS 
CO PINTO DE A­ 
ZEVEDO PEDRA-G. 
zido oor ele també'm 
da Bahia) com o en 
cargo de administrar­ 
seus negocios, sem 
af.:,.star-se da sede da 
FAZENDA SÃO RAFA 
EL DO ESTRELA". 
Pompilio 
1 FIMILHI PEDRI. 
ais, e nao havendo li 
citante, fosse por 
íim levada a Leilao 
com isso tudo con 
cordou u CURADOR 
unJo ao ortogndo 
FRANCISCO - PEDRA 
todo o direito e açáa 
domínio e posse(sic ) 
que nas terras des. 
Fotografia tird no di 6 de novembro d 1926° 
5: anivcra rio de Joarinh ( Lofinh) 
Desfile da Cavalaria Civil 7/9/72 
quando recebia o comando da cavalaria civil 
Na capital Fede 
ral faleceu o Dr. MIT 
ciades, com, testa 
mcnto cm 1902, pro­ 
cessando-se no Juizo 
da l! Vara de Or­ 
faps e Ausentes a ar 
recadaço dos bens: 
Como o requeri­ 
mento de inventarian­ 
te, para cumprimento 
da clauaul a tcstcrnen 
taria., que rezava 
venda da FAZ El'O.A 
SÃO RAFAEL DO ES 
TRJ::LA; cunjo produ 
to ,seria aplicado cm 
apoliccs da divida pu 
bllca Federal: fosse 
referida Fazenda 
a trea Praças Judiei- 
riras tinha o inven­ 
tariado, de hoje pa - 
ra sempre na me 
lhor forma de direi. 
to devendo pp..r na 
Reprtiçao competen 
te no Estado de M 
TO GROSSO a im­ 
portanci dos impos­ 
tos devido, inclusi 
lo 13 / 1 / J924 
Santa Leopoldina nos ido" de 1923 a 1948 
O casal Por!irio e Enriqueta Pedra 1969 
nomeado, o Dr. CU­ 
RADOR de Orfos e 
o Dr. CURADOR de 
Ausentes, coníor - 
me consta dos autos 
(fls. 141, 132, 143). 
A C!!Se LEILÃO 
concorreu o CORO 
NEL FRACISCO PE 
DRA que por ter ate 
rccido maior lance, 
recebeu a escritura 
passada em notas do 
«Tabelião do 109 Ofi - 
cio do Distrito Fcd<>­ 
ral, cm virtude dn 
competente Alvará de 
Autorização daque- 
le Juízo em 26 de 
junho de 1915 escri 
tura esse 'trnsmi A atual sede da fazenda Santa '..copoldina 
r 
t. 
r 
' 
l 
) 
J

TRIBUNA DA FROttTEIRA 
PELA VISTA-MT; QUARTA-FEIRA 2O DE JULHO DE 19
7
7 
1 FIMILH PEDRI. 
1 
 
Francisco Pinto de Azeviedo Pedra 
ve o de transferen - 
e ia da propriedade. 
As terras denomi 
nadas FAZENDA SÃO 
RAFAEL Do' ESTRELA 
foram adquiridas por 
compra que fez a mu­ 
lher do inventariad 
dona RAFELA LOPES 
DE PEDRA ao Gove!:,_ 
no do PARAGUAI cm 
0 
ano de 1863 cujo ti - 
tulo se ha registra 
do no Registro de Pro 
priedadcs de NIOAC. 
no livro l {um) e íls 
22v 47v, no ano de 
1886; A FAZENDA SÃO 
RAFAEL do ESTRELA 
duas Fazendas Santa 
Rica, pertencente ao 
pequeno posseiro Ma­ 
cxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx noel Franciscc Gon­ 
çalves Barbosa e a 
Fazenda ITA perteng 
te ao inventariado,can 
a Fazenda SÃO i:I..A­ 
F AEL do ESTRELA, 
ficando aquelas conti 
guas acima da linha 
a esta abaixo. 
O vcrtice inferi - 
or do triangulo é for­ 
mado pela conf_,uência 
·dos rios Apa e Estr.!:_ 
la. Vede Mapa. 
É o que contem 
a e se ritura. 
Os documentos a 
nexos sob os ns q, 
5, ó, 7, provam: 
a) que o rrem­ 
tante FRANCISCO PE 
DRA pagou g imposto 
de transmiçao de pro 
priedade diretamente 
ao tesouro do Estado, 
conforme concordou 
0 Procurador Fis - 
cal da Fazenda. 
b) Outrossim, r 
colheu á mesma Ro­ 
partição a importan - 
cia relativa ao 1mpos 
to territorial. 
e) que pelo Oíi - 
cial do Registro Ge­ 
ral de Hipotecas da 
Comarca de BELA 
VISTA foi feita a 
transcrição do imo­ 
vel; e mais. 
d) que nas Repa! 
tição de Terras_Mi­ 
nas e colonizaçao, no 
Registro da FAZE 
DA SÃO RAF .AEL DO 
ESTRELA por despa- 
cho do Dr. Secreta­ 
rio da Agricultura, 
se lavrou a averba­ 
ção: "Fica pertercc1,;_ 
do ao coronel FRAl 
CISCO PEDRA o di­ 
reito a ao nos ter 
mo" constantes no 
presente Registro 
marcos existentes, um _ 
- de etc. 
sob a denominaçao e !Ensina a Ord. liv. 
marcos esses ali o!g4, + 53 5 3: 
cados pelo engenheiro Quem foi algum 
designado para _medi- tempo Senhor de algu­ 
çao e demarcaçao da ma coisa, presume-s, 
Fazenda_do lTA, pela que ainda O e, ate 
repartiçao de TERRA5que se moestre o coo. 
MINAS, e COLONIZA- trario". 
ÇÃO do ESTADO DE FRANCISCO PIN­ 
MATO GROSSO, con- TO DE AZEVEDO P.f 
!orme títulos e ma- DRA: Csou-se com 
pas ali existentes, . a Dona Umbelina Loure_! 
linha assim determina o de tradicional fa 
da vai do rio Apa ao milia de Prana, cuní 
Estrela, limitando as da do desembargador 
tem a forma de um 
triangulo, sendo assim 
os seus limites, por 
um lado ao .tJorte, COI!' 
propriedades • que sao 
o foram de SENHOR­ 
NIIA DA coNCElCAO 
viúva de Gabriel L-5?_ 
pes (O Guia Lopes) e 
herdeiros deste, ?· 
sucessores de Fran1 
co Loureiro de Almei­ 
da é João Rodrigues 
Sampaio, cujas pos­ 
ses vão morrer no 
rio Estrela, sendo por 
tanto, por esse lado 
divisa natural do 
rio Estrela, ; pelo l 
'do Sul confina com 
0 
rio APA, nos limi - 
te definitivos do BR 
SIL com o PAR AGUA 
o terceiro lado que 
liga os dois, ESTRE 
LA e APA e formado 
por uma linha deter - 
minada por dois mar­ 
cos existentes, _ um 
sob a denominaçao de 
marco primeiro, a 
margem do rio APA e 
o outro sob a denom!., 
nação de marco quin­ 
to, a margem da G 
BECElRA COMPRIDA, 
T , 
i 
Umbelina Louro.iro Pedra 
WESTENPHALLER EM 
cuja memoria tem uma 
rua com seu nome 
em Curitiba. 
A familia LOUREI 
RO também cstabele­ 
ceu-se em BELA VIS. 
TA, FRANCISCO PE 
DRA, foi um pioneir_o, 
foi quem conseguiu 
junto ao Marechal R,o 
don o primeiro Tele - 
grafo par BELA VIS 
TA e tambcm o Pri 
meiro cinema a quem 
adquiriu o primeiro 
GRAMOFONE que era 
usado nas reuniões do 
Club de Leitura que 
então !uncionav"- como 
centro de cultura e di 
versao. 
Do casamento LOU 
REIRO-PEDRA, nasce-: 
ram sete irmãos: PE­ 
NEDO, ROSA, ROSAL_ 
DA 'ROSALINA, POS 
SIDÍO, POMPILIO, e 
PEDRO. 
PENEDO PEDRA 
Atualmente com 81 a­ 
nos de idade não tem 
descendentes e encon­ 
tra-se acamado em 
casa de seu irmão Hr 
pilio. 
Rosa PEDRA COU 
TINHO, casada com Õ 
Dr. Erminio Barreto 
Coutinho que era me - 
dico, e Poeta Pernye 
buca.no: moraram var 
os anos em BELA VIS 
TA; onde éle exereiG 
pro!issao com verda - 
deiro desvelo, pois ti­ 
nha que atender as 
duas cidades de BELA 
VISTA e BELLA VIS - 
TA a mais de ser re­ 
quisitado mais de uma 
ver a atender o 10~ 
R.C. de Cavalaria,por 
falta de médico Mili - 
tar. 
HERVE:.Era casada 
com Hildebrando Her 
vé, e foi _assassinada 
por questões políticas 
deixando quatro filhos 
menores ANA, HELIO, 
HEGEL e AMI (j~ fa­ 
lecida). 
pode a vontade firme, 
llara e positiva de 
servir os outroy, ia­ 
ramente se tera cn­ 
contr ado reunidas nu­ 
ma só personalidade, 
tão completas e har - 
monivas qualidades de 
AMIGO. 
POMPILIO sentiu 
se recompensado por 
estas qualidades, peh 
carinho e amizade do­ 
monstrado pelos seus 
amigos que concorre­ 
ram para abraca.lo 
por ocasiao de suas 
Bodas de Ouro; e ma­ 
is dos amigos Belavi_!! 
tenses, vieram de qa 
si todos os Estados 
do Brasil, do Para - 
guai e ~rgentina, e 
quem nao pode compa 
recer se fez presen­ 
te por telegramas e 
cartas (foi a pass 
gem mais bacana de 
nossas vidas)., 
Era tambem a 
Fazenda SANTA LEO­ 
POLDINA até" o ano 
de 1947 paragem obri 
gataria, dos PADRES 
REDENTuRlSTAS, no 
tempo cm que por fal 
ta dc•estradas as vi- 
sitas pastorais teinha 
MINIO ROSA e onze que ser feitas a caV_! 
netos. 	lo; a Fazenda _trans 
ROSALDA PEDRA formava-se entao nu- 
ma verdadeira Igreja, 
reunindo todos os vi­ 
zinhos para recebo­ 
rem os sacramentos. 
POMPILIO tam­ 
ém foi dono de uma 
tropa de carretas,que 
era o transporte do­ 
quela epoca, o foi 
quem transportou to - 
do o material para a 
construção da casa. 
:iaHgreja e do Cole - 
gio dos Redentoristas 
lhoje Matris de .S. A­ 
fonso), e tambem 
transportou as pedras 
para a construçao de 
ponte sobre o rio Mi 
randa na cidade de 
Jardim. 
Foi o Presiden- 
POMPILIO' PE- te e vice do Club Es- 
DR
A: {cuja foto ilus_- Portibo Be]avistentese 
• ) durante tres gestoes e 
tra nossa pagina 5; um dos socios íun- 
sou- se a bl anos com dados do ROTAR 
Dona Enriqueta Bz ;LUB de B.V. a que 
no, dama Paraguaia 
descendente de ltali_a- 
e tiveram tr_es 
nos, . • OLAN 
filhas, ALICE, __ 
DA, e EDELlRA, sao 
seus genros; Dr. CAR Foi também nome 
LOS SOLANO NUNEZ, ado pelo coronel_ DQ. 
JUAN GONZALEZ, e RIA PASSOS (entao co 
DIOGENES ESCO - mandante do 102 R. c:­ 
BAR. seus netos CA ae Cavalaria) Coman - 
LOS EDUARDO, JOSE dante da Cavalaria Ci 
FRANCISCO SOLANO, vil a qual abrilhantou­ 
DORA ALICE, CUSTA vários anos os nos - 
VO ADOLFO, ADRIA- os desfiles e foi elogi 
NA MARIA, POMPIIX· ada por visitantes tan­ 
LIO RAFAEL. MAR- to brasileiras como e 
ClA SUELI- (casada trangciros. Doou 1 ha:: 
com o Tenente AI~ de terra para a cons - 
BRASIL FAGUNDES) trução de uma Escola 
HUMBERTO JOSE,. Munidipal, esta esco­ 
HENRIQUE FLAVIO, e la j; em funicionamen­ 
RONALDO, e uma bi~ to leva o nome de sua 
mãe Umbelina Lourei- 
ro Pedra. 
Se quisermos reau 
mir nesta pagina a ex 
pressão de personalida 
vil a qual abrilhantou 
de que estamos biogru 
fando; bastaria citar - 
mos as palavras chei­ 
as de grandeza e e? 
pressividade com que 
o saudoso Médico Poe­ 
ta Dr. ERMlRIO BAR­ 
RETO COUTINHO (seu 
cunhado) o Retratou. 
EST ANC IA FORMOSA 
E LlNA 
DO V ALE DO RIO 
ESTRELA 
QUEM DAQUI VAI, 
ROSALINA PEDRA 
Faleceu ainda menina. 
POSSIDIO PEDRA 
Faleceu fulminado por 
um raio de volta do 
campo onde fora fazer 
um rodeio. Era casa­ 
do com dona Aida :da 
Silveira e deixou dos 
filhos legitimos ALDE 
MIR E ALTAIR e uma 
!ilha natural ALMERI 
DA. 
Dr. Erminio es­ 
creveu o livro de to­ 
dos conhecido "Um Me 
dico de Saúde" onaC 
retrata a vida de BE­ 
LA VISTA daqueles. 
tempos, seus diverti - 
mentos, seus transpor 
tes e suas intrigas 
olitics. Depois muda 
ram-se para Campo 
Grande e dai foram a 
Curitiba no Parana on 
de veio a falecer no 
dia el de Agosto de 
1976. • 
Rosa tem 4 filhas 
JOSE, FRANCISCO PE 
DRO. JOANA, e ER - 
netá. DANJ.ELLE. 
É dono da Fazen­ 
da SANTA LEOPOLDI 
NA 9també'm na foto::­ 
gra!ia) que a maioria 
dos leitores da TRI­ 
BUNA DA FRONTEI - 
RA tiveram a oportu­ 
nidade de conhecer. 
Se nos fora permitido 
acrescentar um sub­ 
titulo a esta Fazenda, 
a chamaria-mos (no 
dizer de vários ami - 
gos) FAZENDA PARA 
ISO cujo dono trans - 
cendeu'das contigen­ 
cias humanas,. pa­ 
ra transformar-se no 
exemplo vivo do que 
representou numa reu­ 
niao de cartater ln 
ternacional em ASSUN 
CION PARAGUA - 
SENTE lNFJNDA A 
VONTADE DE REVE­ 
LA 
!IA COR.AÇÕl:S 
ODE MEDRA 
O ORGuJ.11O JUNTO 
A VAIDADE 
MAS NO DE POMPI­ 
LIO PI::DRA 
MEDRA O AMOR JU 
1'0 A noNDADE; 
PEDRO PDRA. Ilustre 
tabeliao em Campo 
Grande; er o do - 
no da sede da FAZEN 
DA S7O RAFAEL DO 
ESTRELA que a ven­ 
deu para o seu primo 
Tibiriça Loureiro de 
Almeida, e mudou. se 
para Campo Grande, 
onde foi bem succsi­ 
do e hoje é" dono a 
mais do Cartório do 
3? Oficio, de muitos 
imóyeis,' um Sijtio e 
está construindo em 
vias de cabamen­ 
to uma Mansão no 
Jardim dos Estados 
Casou-se cm BELA 
VISTA com Dona CA 
MEN BAZZANO e ti­ 
veram sete filhos; A­ 
DE:LINA, FRANCISCO, 
FLAVIO, AZIR, FE- 
LIX, MARIA CAR- 
MEN e ANA MARlA 
tem quinze netos e o 
seu genro DR.' ED­ 
SON TuGNlNI e Pro­ 
fessor e Diretor do 
Hospital UniversitarJO 
da Faculdade Estadu 
al de M.T. alem de 
competente anestesis­ 
ta. Foi o prime1- 
ro Presidente do 
Club Esportibo. ~ 
lavistense, e a mais 
de fazendeiro era 
também Tabelião a­ 
qui em BELA VIST .A. 
A personalidade, 
de PEDRO P.t:.DRA e 
de todos conheci­ 
da especialmente em 
Camoo Grande ond':_ e 
xerce 3ua profisso 
com perfeiçao e ido 
neidade que lhe sao 
inherentes. Tem a5 
sistido o 'Congressos 
de NOTAR}DO em 
vários Estados do 
Brasil, e junto corr 
outros representam a 
altura o NOTARIAIX> 
DE MATO GRvSSO. 
PEDRO também 
conta com um sem 
numeros de Amigos, 
todos leais e que em 
ocasiões propicias o5 
tem demonstrado, e 
Bemquisto na Fami 
lia forense de Cam­ 
po Grande e também 
de MATO GROSSO. 
O seu !ilho FAAN 
CISCO, já foi vere­ 
dor em CAMPO GRAN 
DE, presidente d 
Cá'.mara Municieal, e 
está em condiçoes de 
participa.r na • forma­ 
ção do novo Governo 
logo que o NOVO ES­ 
TDO comece a funci 
onar. 
COMO os leitorer 
tiveram ocasião ' de 
conhecer a História da 
FAMILIA PEDRA é 
a HISTORIA DE MATO 
GROSSO e tan1bé°m a 
História de BELA 
VISTA, nascemos jun­ 
to com a cidade de BE 
LA VISTA, nela cria 
mos nossos fi.lltos, por 
ela trabalharemos, Pa 
ra que logo nossa que 
r.ida cidade se torne: 
grande, linda e cheia 
de progressos para a- 
companhar a evolu - 
çáo do nosso queri- 
do Novo Estado e do 
Brasil.

BELA VISTA-MT; OUART A-FEIRA 20 DE JULHO OE I 77 	TRIBUNA nA ;noNT[IRA 
Maria Batilani: 
"Uma vida dedicada à Bela Vista". 
1 . 
l • 	) 
i /' 
f {-~ 
' 
~·. ,; 
Pimeira mostra Agro-Pecuária de Bela 
1/ista realizada em 20 de julho de 1,971. Mário 
Batilani foi o grande idealizador. 
Sr. Hárlo Batililni, discursando por ocasião da la. 
Feira de Amostras de Bela Vista. A sua esquerda: Dr. 
Fiori Hurano e Jacinto Miranda. A direita: José F. 
Souto, Atanásio de Almeida Melo, Va'ter Escobar Nu­ 
nes e José Carneiro. 
Flagrante da la. Feira de Amostras. 
-- - ·---·- ·--:;;-::-----":i'lill .. 
• 1 
 . 
_:,;:_).. 
Sr. Mário e sr. Oscar Araújo. Na ocasião Mário Bati­ 
lani era :-residente do Sindicato Rural. 
Escola que era administrada pelo Sindicato Rural por 
ocasião da gestão do sr. Hârio Batilani. 
e 
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DELI VISTA-MT; QUARTA-FEIRA 20 DE JULHO DE 1077 	TRIDUNA DA fHDNl[IRA 
PIORES REDENTORISTAS 
Introdução - J::m abril melhor caminho seria 
deste ano, Pe, Fran- por Nioac (sic). Dai 
cisco Mohr, Redento nós nos dirigimos para 
rita, pioneiro, Ame- essa cidade, Foi uma 
ricano, chegou em Bc-viagem de urnas doze Descemos o barranco, 
la Vista numna viagem1uas, Fizemos essa entramos na agua, sai 
de inspecçao de gran - distáncia em pouco tem mos no outro lado j,2_ 
de territorio confiandopo sem nada acontecer gando muito spral, e 
aos Padres /mcrica- na estrada, Aqui houve subimos o barranco do 
nos pelo Bispo de Co- uma consulta; qual agg outro lado, Muitas V!:., 
rumba, Dom Antonio, ra seria O melhor c~ zes a agua subia ate 
Lustosa, Dela Vista e minha para Bella Vis- as portas do carro, e 
uma pequena clda- ta, Um, chamado a comec;_amos a duvidar 
de colocada na beira via montanhosa esta- se iriamos passar, 
do rio Apa, rio que va mais segura,ms Mas, sempre passamos. 
separa Drasil do Pa- estendia por 48 le- Planície apos planície. 
raguai, A cidade de puas; o outro foi con- Mato nos dojs lados. 
Dela Vista é aproxima sideravelmente mais Grama, recem-queima 
damente 200 milhas surto, mas era mais da, O yol tropical qu 
deste de Miranda e difícil visto que atra - imou la no ceu. Quen 
aprox. 200 sudoeste vessava 5_rios. Porte. incómodo, km a- 
de /quidauana. essa regiao era chama pos km de planícies 
Pe, Mohr foi bem do a estrada dos rios. como desertos. Uma 
recebido. Foi impres O povo de Nioac nos vez erramos o cami- 
sionado pelo espiritÕ informaram que reccn- nho, depois de ir uns 
de pvo. Contaram-lhe te mente um caminho poucos kms, decidimos 
que anos antes, o !is tinha chegado usan- :i_ue e_:!tavamos indo na 
po havia prometido um do a estrada dos rios. díreçao errada. Volta­ 
sacerdote, se eles Isto decidiu a qucst;;'0,mos na mesma estra­ 
construíssem uma i- Decidimos a arriscar a da quente. Um borr 
greja, Dai, eles cons.. r~trada dos rios. Foi Samaritano, nos apon- 
truiram unia peque - um caminho horro - to1,1 a estrada certa. 
na igrejinha bonitinha, 
50
, Mal temos deixa- Mais uma vez a estr 
mas, nenhum padre do a cidade para trás da q.uente. Esta vez, 
veio para ficar só de quando chegamos a porem, vimos na dis 
vez cm quando. mui- primeira rio., O barnan tancia um incêndio no 
to raramente, um pa - co er muito ingreme mato, Chegamos a um 
dre viria a Bela Vista e 
O 
rio parecia rapi - ponto -que parecia que 
para batisar adminit do, La fomos nos, en- estavamos envolto pe­ 
trar a Crisma, e f tramos na agua jogar lo fogo. Esta'vamos 
car poucos dias e dé- do agua longe; acha- mesmo e tinhamos va 
pois siar de novo. O mos o leito do rio nos galoes de gasoli- 
povo imploraram ao com muitas pedras e na, segurados ao lado 
Pe, Mohr que man - passamos p~ra o ou- do carro, todos expos 
de um pai espiritual. tro lado, so para a tos. Rezamos, Nossa­ 
Eles indicaram a igre- char o outro barran - Senhora estava canos • 
ja protestante um cdi- co mais ingrcmc_ain- co, e passamos o I!.= 
íicio maior maior e da. Subimos - nao sei rigo sem nada aconte 
mais linda que a igre- como - e continuarros cer. ~scurid;;:o logo 
ja catolica. Lembrou, a viagem. Antes, ali- chegou depois do logo. 
també"m, que o minis- ás, de continuar, pa- Mas mato, mas pliani 
tro crente aqui na ci- ramos para almoçar cies. A estrada n;;:~ 
dadc, e que ele esta- com os sanduíches estava em boas condi. 
va gradativamente a que gentilmente form ções. O carro balan - 
montando seu rebanho preparados para nos çava sem pena dos 
apostólico. Isto foi o em Aquidauana. Era passageiros. Buraco, 
argumento mais forte ll:30 hs. Depois de trilhas e outros obst!!_ 
para ter aqui um sa comer, fomos embo - culos deixou nosso 
cerdote residente. Õ ra. Nosso carro, 5C!'., carro as vezes em 
pe. Mohr gostou de do mais leve, saiu ngulosimpossiveis. 
seu espirita entusiasta na frente do caminhão Como e que conseguia 
e prometeu-lhes que que era mais pesa • ficar em cima do! 
mandaria dois padres do. Quando mais tar- quatro rodas! Será 
dentro de poucos me - de, durante um des- que vamos chegar a 
ses. 	canso, o caminho Bela Vista? As 19:30 
Ele escolheu o Pe. nos alcançou. Enquan hs. Nós paramos pa­ 
Guilherme Fee e o Pe. to csperavamos, um ra no-seo-a-quantesi 
Rudolpho Reiss para viado saiu do mato ma vez, para aguar­ 
esta nova paroquia; e para beber água. Num dar o lento caminho. 
imediatamente depois momento, a espingar- Esperamos e espera - 
de sua chegada em A- da de nosso motoris- mos, e nada do cami 
quidauana (Agosto, de ta estava apontada, nho. Dai voltamos,c 
1930) mandou um tele - mas o viado era rapi encontramos enguiçado 
grama para Bela Vista do demais para ele, e no meio de um rio. 
avisando o povo da voltou tranquilamente Puxamos, empurramas, 
chegada deles, Lo- para o mato. Eu de tentamos de tudo;mas, 
go em scs;tuida. veic vcrla ter menciona- nao se mexeu. Dai ti- 
um telegrama de volta, do que .nosso car-: vemos que descarregar 
dizendo que os padres ro foi dirigido por tudo, Malas, caixotes 
seriam bem-vindos e Sr. Alexandre Birwo- tudo. Dai, conseguirrm 
que tudo estava pro ser, zelador da C!!, tirar o caminhão. C-a!. 
to, 	sa dos Padres em regamos mais uma 
4_d !9gg - Cedo na Aquidauan. vez as malas e cai- 
manha e 14 de Agos- O viado não se- xas, e seguimos a via 
to, os Pes. Fee e • u1' t· • l R, ·tid, - 
Reiss sairam ria o timo animal a gem, epetidas vezes 
para seu saudar os Padres nes tivemos que parar de 
povo campo de traba~ ta viagem. Um lobÕ pois de cair da noit~ 
O primeiro foi ";per.; fugiu quando aproxi . para procurar com lan 
or provisional. 'ermimamos. Vimos tam- terna.li, a pista do eG 
tam que eles contem sm um cachorro do minhão que tinha vinde 
sua historia. mato. Uma rapose de Bela Vista. Era nos 
Quinta-[eira, l+ oi ofuscada pelos fa. sa única maneira a- 
de Agosto, as 5, 10 hs,ois do carro e cor saber por certo o ca­ 
muito antes do nascer reu embaixo do car. minho correto. Bem. 
do sol, nós saimos do,Esmagamos um finalmente chegamos l 
qidauna. Nossa cor tatu. Emas corriam pelas ll:30 hs noite. 
~iç·ao foi um car.ro com O carro. E mui A cidade já dormia 
ord. Fomos seguido,os outros passar Conseguimos acordar 
pelo caminha.o Ford 1~ nós virmos. Certa . alguem do hotel e um 
yado nossos _perten- mento !oi o cami- menino foi mandado pa 
ces O : e di • japones qu nho doa rios, e ca. ra mostrar-nos a nos. 
rigia disse que oda um trouxe um no- sa 'casa". A casa on- 
vo jopo de incertezas. 
1 
1 
1 
i 
1 
l 
' 
> 
de "tudo ja estava pre 
parado'. segundo o te 
legrama a Aquida,ua - 
na. Foi um negocio 
de dols quartos, nem 
apt para um estreba­ 
ria. O chão antigamem 
te era de tijolo, • mais 
o tempo carregou a 
maioria deles e deco 
briu a mão terra, No 
tinha nem teto; so um 
pedaço de zinco por 
cima das çabeças. As 
janelas, so aberturas 
nas paredes com veno­ 
zianas de madeira 
para janelas. Duas ca­ 
mas, um estante, du 
as mesas e umas ca- 
deiras. Era isto que 
queria dizer Bela 
Vista: 
11 
••• tudo está'. 
pronto. 
11 
Mas, no en­ 
tanto, um esforço foi 
feito para tornar o lu­ 
gar apresentá'.vel. As 
camas era limpas um 
vaso de flores decora 
va a mesa, Um garrã. 
fão de água potável. e! 
tava disponível. - 
Em todo caso, es 
tavamos felizes por 
estar no fim de nos - 
sa viagem e de ter 
um lugar para colocar 
nossas coisas - visto 
que a chuva despencou 
nem dez minutos de 
poid wur chegamos. O 
dia fora comprido; a 
viagem, cansativa;nos­ 
sas consciencias esta­ 
vam em paz, e dormi­ 
mos. E esta a histo­ 
ria de nossa chega. 
da em Bela Vista. 
15 de Agosto: Festa 
em Assunçao de Nos­ 
sa Senhora. Consegui­ 
mos levantar-nos <laca 
ma s 7,00 hs, e • 
chamos um dos para - 
quianos para dar-nos 
as boas-vindas, Chama 
va-se Dr. Demeneia • 
no Benitez, o dentis­ 
ta da cidade. Assegu­ 
rou-nos de sua felici­ 
dade e a alegria de to 
da a cidade a noss 
chcga<J.a. Explicou que 
um numero de belavis 
tenses havia esperadÕ 
a entrada da cidadt 
Par nossa chegada a­ 
te as 10:00 hs a que 
horas começou amea - 
çar chuva, a que pon­ 
to, ele! decidiram que 
nos nao iriamas conti­ 
nuar nossa viagem. 
Um pouco antes 
das 8, 00 hs, fomos PI 
1a a igreja onde cele­ 
brou a santa Missa 
o Pe. Guilherme Feé. 
Cerca de 50 pesso - 
as estava. m presentes, 
Ao terminar 11. Missa, 
o Pe. Reisse informou 
o povo da reza. do ter 
ço programado para 
quela noite, e das 
missas para domin- 
go. Essa palavra "ter 
ço'' é palavra us. 
d9 no Brasil para ro­ 
sario; sign.ifica um ter 
ço parte do rosario. à 
devoção do terço 
muito popular no Br­ 
sil, e creio eu que é 
recitado em todas as 
igrejas do paÍs, to­ 
das as noite a. 
Depois da missa, 
CONTINUA 
••• 
nos dois fomos para lc deu seu trabalhC 
o outro lado, Bella limpgndo o clube pa- 
Visla, Paraguai, P3/ ra nos. 
ra celebrar missa le. Era para nos mo 
O Pe, Reiss foi o Cg_ ver e, ocupar o clu 
lebrante . para uma hoje a tarde, mns de 
30 pessoas, Apos a repente que aparo. 
missa, umas crianças ccu um homem qu 
cantaram uns hinos cm disse que o presiden 
espanhol, Fomos avi. te do clube tinha prõ:' 
sados, que quando ch metido para ele a ca 
gou um padre, era cÉ sa e que su fami. 
tume dele cruzar e lia estava chegan- 
rezar missa também do dentro de poucos 
no outro lado, Em B«:!, días, Estava muito 
la Vista, Paraguai, o nervoso sobre o ne­ 
povo fala espanhol, ou goelo e ameaçou que! 
digamos uma mistura mar o clube se ele - 
de espanhol com guara no consegui-lo, O 
ni, uma linga, uma Senhor Prado, urn 
língua indigena. qui farmacistz da cida 
a lingua. e portugues. de, que era muit 0 
Nós comiamos nos ancioso em ajudar os 
sas refeições no hotel padres trouxe o ho 
da cidade. Que brasi ' , p - 
• 
1 
í • .- - mem para nos, are- 
leiro! Arroz e te1yao eia um homem fora de 
emitindo um odor de si (dizem que ele be- 
alho Muitos cid ) 
d- • . . ª • be , enquanto apresen- 
·%,1 "8,""};;7 doe eu caso. E1e, 
ran e o a, an o-no5 - 1 
protestos de al • entao, nos evou para 
d t _egna uma outra casa me- 
e es armo~ aqui, nor, e nos implorou 
. Fr evidente, g°que tomasse essa. Nós 
nao Pod" "· çninu cotamos mais de Paz. 
ar morano na estre pissemos que estava­ 
baria' em que passa- mos mais que pron­ 
mos a noite. Dai ''A 
lex" (Birmose ) s • tos a ocupar qual­ 
. . r ·A1 quer casa. Mas ago- 
imeditamente depois de ist, ''a 
aí' b d r, .s1o nao agra ou o 
c e a usca e . uma Sr. Prado. Ele comu­ 
moradia mais digna nicou isto ao dono da 
Ele trouxe a notici 
de uma casa d a. ca1Sa, e que queriam 1D 
1 d
mo Beata, mas a casa.. Mas, pêr 
pe as normas e e - 	- .. 
l y· t F 
1 
causa de prudencia,era 
, +"e· ?},,, "",& acci4ias eserra ate 
a para o u e la- a chegada. do Sr. Pre- 
mengo, mas o clube es 
tava preparando a - feito, que estava em 
mu Miranda, e que ia che- 
dança. fomos ver a 
casa; so era uns cinco gar dentro de 
minutos caminhado do dias. 
hotel, Parecia a única Tivemos nosso 
primeiro batisado hoje: 
desocupada na cidade,e uma criança de cinco 
decidimos a ocupa:-ja. anos. Houve também o 
terço as 19:00 hs con­ 
duzindo pelo pe. Gui­ 
lherme Fee. 
À11 19:00 ha, o Pc. 
Reiss conduzi8u o ter. 
ço e a ladainha a nos­ 
sa Senhora, aproxima­ 
damente setenta pesso­ 
as estavam presentes: 
Talvez, eu dava 
mencionar que a nos­ 
sa 'casa' esta somen­ 
te duas portas da igre 
ja protestando da cidã 
de, Essa igreja é' mai 
or e me1hor equipad; 
que a nossa, e julgan­ 
do de volume do canto 
que vem do culto de 
les a cong,;_egação de 7 
ve ser notavel, tam 
ém. Nossa Igrej 
muito pequena, ten­ 
do uma lotação de a­ 
proximadamente 60 pes 
soas. Talvez, con 
pessoas em pé, até.. 
300 podem caber. Mas, 
foi substancialmente 
construida, e condeco­ 
rada bem, 
16 de Agosto: Sábado: 
Musas as 7, 00 e 7, 3C 
hs, "Alex''passou a 
manha limpando o clu­ 
be para nos, Teve 11 
ajuda de um. velho, que 
estava numa escada, 
e ao nossa aproxima - 
ço, desceu e pediu a. 
nossa benção, Pediu 
também um catecismo 
dizendo que tinha um 
pouco de dinheiro qu 
podia Pagar 5.000 (5 
mil reis- uma soma 
consideravel aqui). Do­ 
mo-lho grtis. Dai e- 
pouca, 
17 de Agosto: As ~is 
sas de c;!omingo: as 
7,00 e s 9,00 hs a­ 
qui, e as 9,00 hs no 
Paraguai, Pe. Reiss 
rezou no Paraguai, e 
o Pe, Fee aqui. Na 
primeira missa aqui, 
o Santis sim o !oi cansa 
grada. Após a mis­ 
sa das 9, 00 hs, tanto 
aqui como no Para 
guai, havia aula de ca 
tecismo, Havia mais 
ou menos 70 pessoa! 
presente para o cate - 
cismo, muitos dos 
quais eram quase com 
pletamente ignoran". 
te da.s coisas mais 
básicas de nossa reli- 
gião. Depois da au - 
la de catecismo, o 
Pe. Fee batisou uma 
moça de vinte anos. 
Chuviscou o dia 
todo. O termómetro 
registrou 56!! mas, pa 
recia mais como 4 
nos EUA. Era mui - 
to - frio, uma !rie - 
--a que penetrou até os 
oso, p.rin.cipalmente 
em nosso rancho su­ 
per-ventilado. Home 
terço e benç,ão as ••• 
19, 00 hs. Nos mes­ 
mos co·nstituimo·s o co 
ral. Depois da ben-: 
ção o Dr. Benitez e 
sua es·posa, e e.mpre - 
gada, nos pagaram u - 
ma visita, trazendo

TRIUNA DIA FRONTEIRA 
DELA VISTA-MT: QUARTA-FEIRA 20 DE JULHO DE 1977 
CONT .•. 
Padres Redentoristas PIORES REDENTORISTJIS 
consigo, boians c C res da cidade, O Dr 
{e, 	Dcnitez foi logo com o 
18 de Agosto: Missa Sr. Prado para fa- 
paroqu1al as 7, 00 hs, lar junto com o Pre - 
iomente um punha - feito. Mas, o corres­ 
do de gente presente.O pondcnte nao queria 
tempo era muito frio voltar atras, mas uma 
hoje, e muito umido outra casa foi enca 
O termometro disse trnda numa outra par. 
Só!? mas duvidamos a te da cidade, mais ou 
sua veracidade, De- menos 8 minutos cami 
pois de café, um ho nhada da igreia. Fizê 
mcm e sua mulher a mos uma, inspeção ra' 
os, descalços, trou- pid. Era melhor aGe 
xcram sua criança pa- nosso rancho, O chão 
ra batisar, Eles mo e ~e cimento, Tem 
ram uns 6 kms dis. tres peças, e uma co 
tante daqui, eles cami zinha fora, E como 
nharam~descalços cs- todas as casas de Bo­ 
sa distancia! Na chu la Vista, não tem ia­ 
va e no frio. Um deles nelas, so aberturas 
disse que uma vez um nas paredes, Um ba­ 
padre que visitou De- nheiro foi prometi. 
ln Vista, cobrou . . . . . do pelo dono. Decidi- 
10$000 por batisado; e mos ocupa-la pro tem 
não tendo o dinheiro, porc, e n.;s fizemos 
deixara de fazer o ba- a mudança imediata - 
tisado, e que linha mente, O Dr. Benitcz 
mais trs crianças e Sr, Prado continua- 
no-batisadas em ca vamo com suas gentil_ 
sa. Asseguramos o zas. 
homem, dizendo que 19 de Agosto: Passa 
não iríamos cobrar o mos a man arruman 
batismo deles. Ele prg do a nova casa. Divi. 
meteu tra2,er as ou dimos um quarto cm 
tras crianças. duas células para nós, 
Mais desenvolvi - Uma mesa rude teve 
mentos na questáo do de servir para nos 
clube. O pcefeito da dois. Carregamos as 
cidade voltou e deu a duas camas, que e­ 
chave do clube para o ram emprestadas para 
correspondente do ban- :, rancho, pelo hotel, 
co, e o autorizou rc - p')ra nossa casa, Tam 
solver o caso, Ele cer bem, as cadeiras, me 
tamente resolveu o cs sinhas, que encontra. 
so. Ele deu a chave mos la quando chega 
para um dos funcion~ mos. Na tarde, pas - 
rios do próprio ban samos para Paraguai 
co, que quis a ca- O povo la nos rece­ 
sa para si mesmo, sen bcu cordialmente. Im­ 
do que tem uma cspo- ploraram que um de 
sa gravida, e desejou nos ficasse com eles, 
um lgar apto para O prefeito (ou qualqc 
dar a luz. llc sultada 
estamos ainda em 
nosso rancho, gela- 
dos, A proposito, fa 
z.ia tanto g rio que o He 
ltcis:, fez um fogo cm 
cima dos tijolos no cn 
tro de nossa 'casa''p 
ra aquecer-se, A cm 
pregada de Dr. Denf. 
tez veio hoje pegar o 
bule e as xícaras que 
tinham deixado aqui 
ontem a noite. Ele no 
tou o fogo. Dai um 
pouco ela voltou tra­ 
zendo um balde com 
carváo incandescente . 
Um ato de caridade 
que, foi realmente apre 
ciado. 	- 
"Alcx" acabou de 
voltar, depois de en­ 
tregar o nosso ultim.i.- 
tum, que se as coi- 
sas nao .fossem logo 
resolvidas, nós iria­ 
mos voltar para Aqui. 
dauana. Isto assustou 
os homens melho _ 
quer que seja o que 
'O chamam o líder da 
cidade lá) disse que 
iria escrever para: o 
bispo obrigando-nos a 
ficar com eles. Não 
tememos que. eles vii, 
fazer algo deste géne 
ro; mas, dai talvez-;­ 
conseguirc mos as Ia. 
culdadcs para a fron­ 
tcira - algo que nãc 
temos ainda, Na vol­ 
ta, recebemos uma 
velho paralitico, que 
veio e stendcr suas 
boas-vindas para nós, 
Desculpou-se por não 
ter vindo no dia ante 
rior, por causa dÕ 
frio. Ele cstaba bem 
vestido para a ceri -· 
monta desta vista . 
Mas, a caminhada de 
ve ter cansado-o mu'I 
to. Umas crianças d 
vizinhança trouxeram 
umas laranjas numé 
oandcya arrumadas 
com uma toalha. O 
sr, Prado mandou urt 
pudim, e o dentis­ 
ta mandou bolo e cg 
!e, 
20 de Agosto: Quarta 
leira: Nosso ajudan­ 
te fiel, 
11
Alex
11 
par­ 
tiu hoje cedo, ás.... 
4, 00 hs, rumo a Mi 
randa, ele Vai pro: 
curar um casal nu­ 
ma fazenda perto da 
li que prometera;;:;" 
cuidar de nossa ca­ 
sa. Elevai saber p 
que esta impedin­ 
do chegada deles, Co 
mo "Alex" sai, 
ju:Sto que entremos 
aqui uma palavra 
de apreciação neste 
livro pelas muitas 
gentilizas quç ele fez 
para nos, Nos esta­ 
ríamos realmente 
perdidos sem a sua 
ajuda. Sua ciência de 
alemão e porutáges 
permitiu oue seja na, 
so interprete: mas 
c.le foi mais que is­ 
so. Ele se mostrou 
um amigo em neces­ 
sidade - e tenho cer 
tcza que não iremÕs 
esquerer-nos dele, 
P<;dimos que o bom 
Deus sempre o aben 
çoe, - Pois bem, ã 
qu estamos, 6.0o@ 
milhas longe de ca _ 
sa, isolados no ma­ 
to de Brasil, com 
praticam ente nenhurr 
conhecimento da lín­ 
gua, e 'privados • ó 
muitos confortos or - 
dinários que consi­ 
deravamos q_u11.sc co. 
mo necessidades de 
vida. Mas, estamos 
aqui para uma .causa 
nobre, e podemos es 
perar o 
11
dabitur .- vo­ 
bis" (ser-lhes-ai: . dado 
na hora que precisa). 
Mais uma dia de· arru 
mação de casa. U# 
visinho no outro lado 
da rua chamou hoje, e 
ofereceu sua assisten­ 
cia, caso precisarmos. 
Ele nos informou que 
ele, tem um peouenn 
exercito 'de crianças 
que podem Jevar reca 
dos para nos. Nossõs'. 
outros amiguinhos vol 
taram de novo hoje 
com as laranjas, O 
dentista continuou com 
seu café e bolachas. 
A esposado Sr. Pra­ 
do mandou lençois • e 
fronhas, que ele con­ 
feccionou do materi­ 
al que ''Ale'' com - 
prou. O clube Fl 
mengo veio levar as 
cadeiras que foram 
emprestadas para nos 
so rancho, mas essas 
a distncia. Levou mg uma noite em clara,O 
Is ou menos - ZO mlru pcnsa~mento de pulgas 
tos, num sol qu.cnte--;" tambcm o amedrontou 
carregando a mala Conseguiu achar e 
para a Missa, Quan - despachar uma ou ou­ 
do ele se aproxima- tra pulga. La perto eh 
va a subida que leva raír ~o día, achou 
para a igreja,· um ho- tambem o pernilongo, 
mem correu para lc- gordo com sangue, 
var a mala. Este bom 28 de Ago11to: O Ie., 
samaritano também le Fec recebeu uma can­ 
vou a mala até o riÕ ta de Pe, Mohr. Es­ 
na viagem de volta te tinha conversado 
depois da missa, Ele com o bispo de Co­ 
combinou com uns mo- rumbá, que o ãvisou 
ninos para carregar a que por enquanto o He, 
mala o resto da dis- Mohr is continuar o 
tancia. So pouca gen- mo vigario unico de 
te estava presente na toda a região. E que 
missa em paraguai.De a partir do ano novo, 
pois da missa, uma o .J'e, Hild ia eer vi­ 
senhora convidou o Pe, giario, c o Pe. Fee 
Fec para tomar caie como vigario de Be. 
em sua casa. Nós fo. la Vista. Recebe mos 
mos convidados para também uma carta es 
almoçar em Paraguai, pléndida de Pe. Pro. 
e nao sabia.mo!?. fOmo vincial, a primeim 
recusar. Bcnçao a noi carta a chegar a Be­ 
tc como 011 dois pa-: la Vista dos Esta.dos 
dres como coral. Mais Unidos. 
uma vez, a igreja es- 
tava lotada. 
25 de Agosto- Segun- Hoje a tarde, 1J.!. 
da Feira: Quase • nada sistimos um especta­ 
dc importante aconte. culo: uma chuva de 
, ccu hoje. Portanto fo- pedras aqui nos tropi 
Conversamos, nos 	d, 	cos. O izo qu 
dois. Decidimos que se mos ce o para ganhar gran 
ria impossível conse 2 mais sono. Mas, pas. caiu cm pedaços gran 
quirmos assist;ncia lo samo11 a noite lutando des, o tamanho de 7 
com os pernil linhas de gude. As 
cal aqui. Mas, tentare Que 	ongos. 
, - bichos, Eles emi- _crianças do outro la- 
mos,aguentar ate a5 tem um som como um do da rua corriam pa 
sistencia podia chegar bi. d • f ra peg;-las e guardã 
de Aquidauana. asso 10, e, ai ogc o l 
U 
sono. Nenhum dos pa- .as em latas para g 
ma criança hoje 
trouxe um milreis (a dres conseguiu dor. mes depois. Quase 
lo ) 
mir antes de uma e esquecemos de men - 
prox. centavos que 
ele estava guardando meia da madrugada, cionar que recebe- 
- 	26 de Aposto: r, mos uma carte do 
para a coleta da Igre- 	% : 4erça- 
ja.· . 	feira: Passamos a mna Pe. Hild avisando-nos 
23 de Agosto: Sábaaa, nhá fazendo mosquite{ que nosssa camas es 
Mandamos esta respos ros redes para as ca tao em Miranda. E~ 
ta para o Pe. MA; ma Para gue oe per. até agora no podia 
• "Situação no mu. nilongos nao nos inco- convencer alguem tr 
dou;. Aguenta.mos Iir- modem mais. Esta noi z.er as ditas-cujas• P.! 
me. Desnecessário vir. te tiemos sono e gr ra Bela Vista. Mas 
Obrigado pela oferta'', as as redes conse ele continuou dizendo 
. Resolvemos não guimos dormir, que nao descansarias 
tomar nossas refei ZdeAgosto: Quarta te tivesse despachado 
çges mais no hotel, e feira:oD. Benitez ' as camas, quanto an- 
te-las trazidas de um Pediu um rapaz dari. tes. 
pensão. O sr. Prado dade, o Severino de Tg O Pe. Fee na 
·vi;I cuidar disto · • para _ ledo, qu_e ensinasse os se atreveu aproximar 
nos, Notificamos. 
0 
ge,;-· Padr_es:_um pouc_o de se de sua cama infes 
rente do hotel disto e • portugues, e tivemos tada por pulgas. - 
pedimos 11 conta. é nossa Primeira 1iço 31de Agosto: Domin• 
achou ruim, Nós o a. :hoje. Descubrimos ho- o, Missas dominics 
calmamos, dizendo que de que antigamente; a is: 7 a 9 aqui - Pe. 
foi a distancia do ho. nossa casa cr um a. Fee. O no Paraguai 
tel que exigia a mu- çouguc; Tivcm;,s pre - Pee. Reiss. O .Pe, 
dança de planos. dcces~ores ilustres. Reiss duplicou a fa- 
24 de Agosto· - Domin Pe. Fee nao çanha. de Pe, Fee es- 
± 	a+ estava m t t, • 
go: Missas aqui nes- so uito ansio. ta semana, so que %! 
te local as 7,00 e as t para ir dormir,vis dou ate Parguaj. 
9, 0o is, esta í1ema ,' ue sua cama +;" Tivemos tres ba 
seguida pelo catecis . ~ umas pulgas, mas tisados hoje, e tar­ 
mo. A igreja lotou pa d a que domir, Quan bem nosso prime.Ir 
d 
• o entramos b • - t O P 
ra as luas missas. O xo das por ai casamen o. e. 
pe. Reiss celebrou as b . redes, desco- Re.iss oficiou no ca- 
d 
• . rimos que c d samento e também a- 
uas missas aqw.: . 0 t· h . a a um 
Pe. Fee foi para Para dm ª 1m pernilongo tendeu as confissões, 
g 
• . - entro O p R . Foi um dia bem mo 
uai para a missas das d, '· e. .eiss 
9, 00 hs. Não • tenao 2Pachou o dele, mas vímentado .Pª:.ª nos 
condução ele caminhou ; lize, Feee não era dois. ~ Bençao como 
e • e dai ou mais costume. 
foram substituidas par 
outra.s quo.tro da pro­ 
pria casa do Prefeita 
21 de Agosto- Quinta 
!eira: Recebemos um 
telegrama hoje de "A 
lex" cm Miranda., Di11-: 
sc,t "O casal ale­ 
mao não podem vir a 
té Outubro", pois, a. 
qgi e starnos, como or 
!nos, num pais estr&-- 
nho, e com nenhuma 
esperança de achar 
.al_guem que cuidem de 
nos. Recebemos cor­ 
re spondencia hoje, e 
recebemos noticias bo 
as de Pe. Francisco­ 
Mohr. 
22 de Agosto: Sexta 
feira: Recebemos o se 
guintc telegrama dÕ 
Pe. Mohr: "Aquidaua­ 
na, 22 de Agosto. Pro 
cure pessoal local prÕ 
vis6rio. Carta hoje e 
plicará. Mandando ca­ 
mas segunda-feira. A­ 
lcx chegou. Coragem 
Virei Segunda, se fÔr 
necessario. Comuni 
quem como estão". - 
TRI UNI 
·o dia dia 
ºª 
FRONIEIRD Bela Vista. 
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BELA VISTA·HT· QUARTA-FEIRA 20 DE JULHO DE 1977 
TRIBUNA DA íRONT[ IR/ 
PIORES REDENTORISTIS 
Consu 1 tando o Li­ 
vro de Tombo, vamos 
encontrar a criação 
da Paróquia de Bela 
Vista nos sequlnte! 
termos: 
Nós, D.José Haurl 
cio da Rocha,por gra 
ça de Deus e da San­ 
t a Sé li p os tó 1 i c a , B I s 
oo de Corumba, 
Fazemos saber que 
aten<lendo as necessi 
dades espiritual 
os fiéis, nossos di 
cesanos residente, 
no munlc1plod e Bela 
ista, deste nosso 
bispado de Corumbá 
Havemos por bem eri­ 
ir canonicamente co 
o pela presente cri 
imos, a paróquia de 
Bela Vista, com sed 
de na Vila Jo mesmo 
1 
respeito e como nela Hllltao toureiro oe 
se contém. Esta seja Almeida, Intendente 
Ilda à estação da geral do Muni7pio 
Hlssa, em Bela Vista pelas 8 hs o Rvmo.sr 
para conhecimento de Pe, José GlardeÍ I i 
terias, e registrada, da Congregação Sale­ 
no I lvro do Tombo,co siana, em virtude 
mo acima determina:- das taculdades extra 
Dada nesta cidade de ::>rdinãrlas de Vista· 
Campo Grande sob os dor Diocesano, ben - 
selos de nossas ar- zeu liturgicamente 
mas ao de abril d na forma do Ritual 
1,924. 	Romanoalgreja Ma• 
a)+ José Bispo de triz de Bela Vista, 
Corumbá. 	dedicada ao Senhor 
A próxima crôni- Divino Espirita San­ 
ca so foi escrl ta em to, construida em u 
29 de janeiro de ma parte do lote de 
1926, quando foi no- terreno n? 13 da Pra 
meado Visitador Dio ça Municipal, medln7 
cesano da paróqula,Õ do 10 ms de frente 
Rvmo. Pe. José Glar- por 30 de fundos,con 
deli. missionário frontando ao norte 
salesiano, a quem fo com terreno de Anto­ 
ram concedidas todas nlo Ferreira de Al 
as faculdades especl melda, a leste com 
ais para Missões. - terreno do doador,ao 
Ao pe. Joie-' folcsul com a praça mu­ 
tamberr dado por auto niclapl e a oeste 
rização apostólica,6 com terreno de João 
direito de adminis - Francisco Caporossi, 
trar o sacramento da doado pelo sr. Fermi 
Confirmação em toda no Rodrigues de Hl7 
par te por onde est i - randa e sua espo­ 
vesse no território, sa dna. Angélica ele 
desta Cloccse. Miranda em dois de 
Na época, os imi maio de 1922, escri- 
tes da Paróquia de tura públ lca, lavra- 
Bela Bista eram os da nas notas do tabe 
seguintes: iDa cabe - 1 ião do 1? í.ficlo ;-­ 
ceira do rio CaracÕI como consta do regi 
por este abaixo atê tro n? 271 em 31 d 
sua barra no rio - janeio de 1923;sen­ 
pa; este rio acima a do a dita Igreja de 
té a foz do rio Es- dezenove metros de 
f 
± 
• 
e 
r 
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I!,. 
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... a· 
+$· 
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10 
nome, e con1 os mes­ 
es limites civis do 
unlciplo, rcservon­ 
o-nos porém o direi 
to de dividi-la quaR 
o o exigirem o bei 
as almas e os into- 
resses da diocese. 
onstituimo-la sob o 
patrocinio da lmacu· 
lada Conceição de Ma 
ria Santíssima, que 
será· .,Titular da 1- 
rejà Matriz a cons­ 
truir-se e cuja fes­ 
ta deverá ser celbra 
a anualmente no diã 
8 de dezembro com to 
a a piedade e ponpã 
religiosa, excluídas 
uoisquer protan1da­ 
es. Criada assim a 
paróquia de Nossa Se 
nhora da Conceição 
e Bela Vista desli­ 
amos os seus habi - 
tantes da jurisdição 
o pároco a que 
porventura, em qual­ 
quer tempo tenha es­ 
tado sjueitos, para 
s ligarmos à do_a 
roco da nova paro 
quia, e concedemos à 
sua futura igreja H!!_ 
triz o uso da pia b 
tismal, campanar io , 
tabernáculo, onde se 
j a co:,servado com a 
devida decência o SS 
Sacramento, e diante 
o qual deve arder 
sempre, dia e noite 
ao mesmos uma lampa 
da alimentada com ó­ 
leo de oliveira,con­ 
sist6rio todos os di 
reitos, previlégios, 
honra i ns ígn ias e 
distinções de igre­ 
ja paroquial. Ao pi­ 
roce a quem confia­ 
mos a sua regência 
eterminamos que lo­ 
go adquira para a 
nova paróquia o li­ 
vro do Tombo respec­ 
tivo que deverá ser 
iniciado com a trans 
crição integral des­ 
ta nossa provisão, e 
os dema l s I ivros pa 
roquiais todos devi- 
amente rubricados 
na Curla Episcopal , 
de 'acordo com as 
prescriçoes do Direi 
to Canônico. Manda - 
mos a todos os páro­ 
cos e paroquianos 
que obedeçam a es­ 
ta nossa prvlsao em 
tudo o que lhes diz 
ra; uma reta desta à 
cabeceira do r lo Ca­ 
raco 1 . 
Segundo as crônl· 
cas escritas naque· 
la época, vamos en - 
contar . 
Segundo as crôni­ 
cas escritas naque­ 
la época, vamos en • 
centrar a Ata da ber 
ç 
ao da lareja Matriz 
do Divino Espírito 
Santo: 
trela, este acima a- comprimento e sete 
tê sua cabeceira,des e melo de largo, e 
te seguindo a linha livre de 13x6; tendo 
,Hvisória do Brasil sob a porta princi - 
com o Paraguai até o pai a pedra funda - 
rio Paraná, o álveÓ mental lançada em 
deste acima até a 1913 por iniciativa 
foz do lvinhema, o do saudoso Cel. Anto 
leito deste acima nio Gomes Ferreira 
atê a foz do ribei- da Silva. Foram para 
rão Claro; o lei- ninfos a doadora E­ 
todes:eacima atê ama. Sra. D. Angéli­ 
sua cabeceira, de a- ca Ferreira de Hi- 
1 i umol reta até a anda e os ex mos. 
barra d rio dos Mat DDrs. Luiz Gomes de 
tos no Dourados,po Mel lo e Ale ides A l­ 
este acima atê a suaves da Silva e se-­ 
cabeceira; desta uma nhoras, respectiva­ 
reta à cabeceira do mente d.d. Juiz de 
rio Miranda; o leito Direito e Comandan­ 
deste até a foz do te do 10? R.C. Apos 
rio Prata; 
0 leitoª benção proferiu 
deste até sua cabei- breve alucuçao o 
Rvmo. Visitador as- 
sistida rei igiosamer. 
te por autoridades 
civis e mil ii:ares e 
grande massa de po­ 
vo, e em seguida ce­ 
lebrou s.s, Sacri­ 
f cio da Missa.E pa- 
ra constar foi .lavra 
da a presente ata. - 
Luiz Gomes de Hello, 
Primitiva Prado Go­ 
rnes de Hei lo. 
Nota: A mudança do 
TTtüTar da Paróquia 
que foi fundada como 
paróquia de Nossa 
Senhora da Concel • 
ção para paróquia do 
Senhor do Divino Es­ 
pirito Santo, foi u­ 
na condição Impos­ 
ta pelos doadores do 
terreno, onde foi 
:onstruida a Çapela. 
Aos aexesseis di­ 
as do mes de junho 
de mil novecentos e 
vinte e seis, sob o 
Pontificado do S.S.P 
Pio XI, sendo Bispo 
Diocesano o Esmo. e 
Pvdmo. D. José Harlo 
da Rocha, Pres iden­ 
te doiEstado o Exmo. 
Sr. Dr. Harlo Cor - 
reada Costa e o Cel 
Esta segunda par­ 
te da história da Pa 
rôquia, começa a 27 
de Janeiro de 1930, 
com dois Redentorl5 
tas Americanos, no 
clima quente e n 
poeira vermelha de 
ma cidade chamada li 
quldauana, aprofun 
dada no interior do 
Estado de Mato Gros­ 
so. Estes dois Pa­ 
dres apenas balbucia 
vam algumas palavra 
+m português. Era u- 
na nova JTngua, um 
povo estranho, uma 
região desconhecida, 
Quais teriam sido 
seus pensamentos 
quando viram Mato 
Grosso pela primei 
ra vez, quando olha 
do pelas janelas d 
velho trem, viram 
grandes extensões de 
planicles e matas, 
sabendo que toda a­ 
quela reglao seria 
sua primeira parõ 
quia no Brasil - seu 
futuro campo dc ba­ 
ta I ha p o r O eu s , o tu 
turo cenário de gran 
,es vitórias apos 
muitos sofrimentos e 
abnegações. Pensan­ 
do nisto,sem dúvida, 
surgiu-lhes na alma, 
um pouco de saudade 
de sua terra e dos 
seus. Sim, porque, 
tratando de homens 
de pensamentos e e­ 
moções humanas, esta 
história não pode 
ser limitada a frias 
estatísticas. Deve 
ser uma história de 
Padres Americanos no 
estrangeiro,em um, 
terra desconhecida-, 
austera e dificll,de 
lutas, desãnimos me­ 
do e privações. 
Será a histõrla 
destes pioneiros que 
precisavam ter um 
grande amor a Nosso 
Senhor e a Nossa Se­ 
nhora, uma verdadei­ 
ra sede de almas bas 
tante bom humor e - 
ma vontade firme e 
resoluta de enfren 
tare de suportar tu 
do. Sem estes itens7 
sua história nunca 
poderia ser escrl - 
ta. 
Foi em janeiro de 
1930 que os primei­ 
ros dois Missionári­ 
os Redentoristas:Pa· 
dre Francisco Hohr e 
Padre Afonso Hlld, 
chegaram em Aquida­ 
uana. A 9 de julho 
organizam mais duas 
paróquias: Miranda 
e Bela Vista. 
Ao chegarem, os 
Redentoristas,em su­ 
as earôqulas, até 
entao abandonados,tu 
do foi criando vt7 
da. 
Porlsso em 16 de 
junho de 1931, D. An 
tonlo Lustosa, entãõ 
Bispo de Corumbá es­ 
creveria a seguln- 
te crônica, em sua 
visita canônica ã 
paróquia de Bela Vis 
ta. 
Visita Pastoral 
A 12 de corren­ 
te mês, apôs laborlo 
sa viagem em razãõ 
Jo tempo chuvoso, a­ 
qui cheguei em compa 
njla de aols padres 
da Congregação Reder 
terista e do meu se­ 
cretário particular. 
Fiz a visita a es 
ta Paróquia sem as 
forma I idade canô - 
n I cas, porque - raz 
dois anos apenas-a 
visitamos devidamen­ 
te. 
Dou mil graças a 
Deus por ter pedido 
confiar esta paró 
qula aos beneméritos 
P.P. Redentor lstas , 
que em pouco tempo, 
Já captaram a slmpa· 
tia dos paroquiano! 
e conseguiram notá - ro ainda moradoras 
nesta cida, 
vel progresso esplrl No dia 12 de maio 
tual, com o zelo e de 
carinho, com que cul 
1
935 foi celebro 
- da a la. Missa na NG 
dam da Paróquia. va Matriz. Cerca de 
Como estão eles 
ainda aprendendo 900 pessoas assisti· 
lingua nacional, não rama essa Missa. 
E assim contlnuarr 
'hes foi posslvel re • 
• 	- ate os nossos dias , 
;istrar neste 1 lvro, 
que nele se de es
t
es incansável, 
~rqulvar.Cumpre que pastores de almas e 
aqui se registre e estas abnegadas Ir- 
d d m d
os mas, a trabalhar pe- 
2asse a ca a u 
vigários da parõqulai 
O 
progresso de nos- 
e o nome dos seus sa cldade,que eles 
• t res os avi- cons I deram sua, tam- 
coa]u.o + b 
sos e circulares da em. 
Curla Diocesana, as 
festas importantes, 
quer rellglosas,quer Progressos esses 
civis, que se relacl real lzados por ho­ 
onem com a vidaxivde mens que não sabiam 
Paróquia e tudo quan o que era "Hato", a­ 
to possa contrlbulr7 tê que se viram den- 
para a história datro dele; que nao 
7esma. 	conheciam as intempê 
Ao Revmo. P. Gui- rles das selvas, a 
lherme Fee,atual VI-diversidade do clima 
grio desta Residên- e da ai lmentação; ho 
cia Redentorista, a-mens' que tiver 
presento os meus ma-que lutar com uma no 
is cordiais agradeciva lingua e costumes 
mentas pelos ÓtlmosdJferentes; homens 
serviços que vemque ansiavam pelas 
prestando a esta pa·almas que haveriam 
róqula e pela bondade conquistar. E nun 
de com que nos hosca, por um só momen­ 
pedou. Passarei hojeto, pensaram ser he- 
a visitar mais algu-rõls. Eles estava 
mas localidades des-:ump lrdo o que cada 
ta mesma parôqula,em~edentorista, desde 
boa hora . fl d ,anto Afonso, tem pro 
a _ con a/anetido com solene Ju 
os benemerltos Fi- ramento: "Trabalh 
lhos de Santo Afon- 	ar 
se retl d pelas almas mais a- 
• . ran o-me em bondon as". 
seguida profundamen- 
te reconhecido ã 01-= E 
vina P 4 ~ houve progresso? 
rov, enc a que Sim e não pouco·a 
volveu olhos chel- 
1
- d 	• 
os d ; em los progres:.o 
e misericórdia materiais o mais im­ 
?? g·
t
e ovo esi- orante é que há ni 
'?mente abandona fiares de pessoa? 
e a pouco. 	d " 
B 
1 
Vi 
6 
que apren eram amar 
J 
e a sta,l de a Deus e Nossa Mãe 
unho de 1921 	. 
a) + Antonio ?antisssima, tornan- 
- 
0 
se verdade I ros 
Bispo de Corumba. cristãos. 
No dia 3 de Janel Hoje a história 
ro de 1932,depois d dos pioneiros já es 
uma viagem penosa no ta sendo rememorada; 
tempo chuvoso, 1,_ Por Redentoristas 
maos de S. Vicente brasileiros. 
de Paulo chegaram a 
Bela Vista Hadre Ma­ 
ria Hubert, superio­ 
ra e l rmãs Roberta 
Emiliana e Bernade 
te. 
A soa chegada o 
povo fez manifesta - 
ções extraordinárias 
e as Irmãs fi 
satisfeitas, cara 
Foi fundada a Es­ 
coJa Paroquial dl 
9ida por essas ziz. 
sas lrmas' e as au­ 
las tiveram inlclo a 
1
? de março de 1932, 
com 239 alunos. 
Essa (scola funcl 
onou a principio eh 
prédios alugados. 
Construido o pré 
dio atual, fol 1nau­ 
gurado cn Julho de 
1934. 
li ta. turma de (or 
mandas recebeu o d1- 
ploma no dia 17 de 
novembro de 1934. E­ 
ram as seguintes: A­ 
mãlla Martins, resi­ 
dente cm Nloaque;Lco 
poldlna Portocarrerõ 
atualmente em Porto 
AI egce; OI Tmp Ia As- 
s l se Glória Lourei- 
De nossa cidade 
)à temos vários no­ 
ços se preparando pa 
ra a vida rei !glosa; 
dentro da Congrega 
ao Redentorista. - 
Que Deus continue 
abençoar os esforços 
dos seus apóstolos . 
Que Nossa Senhora 'o 
Perpêtuo Socorro- 
continue a derrama; 
suas benções snbre 
seus filhos que lu­ 
tam para levar as al 
mas ao coração de Je 
sus.

TRIDUNA DA FRONT[IRA 
BELA VISTA-MT;QUARTA-FEIRA_20_DE_JULHO DE 1977 
' 
-- á.-- l 
"Nossos ide a Is são i 
denticos: PAZ E PRO 
PERIDAOE; nossos mn­ 
todos, os mesmos:MUI 
TO TRABALHO E AMOR 
A TERRA. Nesta data, 
em que você Prince 
sa do pa, comemo- 
ra 59anos de emanei 
ção politica, enviÕ 
o meu fraternal abra 
,0 aos seus morado­ 
res. Ao senhor Pre­ 
feito Municipal, Dr. 
Rubens de Castro Pln 
to, votos de conti - 
nuldade em sua profi 
cua administração -7 
aos colegas vereado 
res meus cumprlmen 
tos pela atuação se­ 
rena e firme frente 
ao Legislativo. POVO 
OE BELA VISTA: PARA 
BENS... 	- 
VEREADOR OSVALDO 
COIMBRA GRUBERT 'ARE 
MA) JARDIH-HT. 
() 
I 
Laços históricos u­ 
nem as nossas cida - 
des; trad lçÕes, fa· 
zem de nosso dia a 
dia. uma sequência 
de lembranças que 
nos encorajam à luta 
pelo desenvolvimento 
Vivemos numa fronte! 
ra UNIDA E FRATERNA. 
Participamos na ar­ 
rancada desenvolvl­ 
mentlsta,nossos obje 
t lvos se coadunam -, 
nossos felÍcitações 
sao os mesmos. BELA 
VISTA· berço de 
grandeza em nome do 
povo de Antonio Jo­ 
ão, envio calorosas' 
felicitações pela 
passagem de mais um 
aniversário. pro - 
velto a oportunidade 
para cumprimentar o 
prefeito municipal-, 
dr. Ruben de Castro 
Pinto, pela dinâml 
ca administração que 
vem exercendo fren­ 
te a Chefia do Execu 
tivo belavistense. 
Parabenizo também a 
equipe TRIBUNA por 
mais esta realiza­ 
ção de VULTO, e que 
é realmente UMA EDI­ 
ÇÃO HISTÕRICA. 
ADÃO HERODES XAVIER 
PREFEITO MUNICIPAL­ 
DE ANTONIO JOÃO. 
--- o t 
1 
A Câmara Municipal de Antonio Joao, trmana-se_as festividades 
comemorativas aó 59° anlversãrlo de emancipação polltlca do F 
nlclplo. Nossos cumprimentos ao senhor prefeito municipal, Dr• 
Ruben de Castro Pinto e demais autoridades que contribuem para 
o engrandecimento de Bela Vista. 
ARNALDO MARQUES DA SALVA 
A CÃNARA MUNICIPAL DE ANTONIO JOÃO

TRIIUllA OA FROIIHlíl/ 
BELA VISTA.MT; QUARTA-FEIRA 2O DE JULHO DE 1977 
sau 
... 
acoes 
' 
Nesta oportunidade, em que a PR 
CESA DO APA comemora mais um aniver­ 
sãrio de sua emancipação polltica, e 
nome do povo de Caracol envio caloro­ 
sas saudações ao povo belavistense.Ao 
senhor prefelto municipal, meus para­ 
béns pela admlnlstraçao dlnamlca e 
propôsltos Imensos de bem servir a co 
letlvldade belavlstense. Parabens po­ 
vo de Bela Vlsta. 
ANDRÊ TADEU OCAHPOS 
PREFEITO MUNICIPAL OE CARACOL. 
Quisera ser "mágico" para viajar no tempo, voltar ao passado e ver os prlnelros 
moradores de Bela Vista, rasgando matas, construindo, enxergando longe. tas: fI­ 
co satisfeito em viver o presente e ver que os belavistenses, descendentes dos 
bravos pioneiros, conllnuam a tarefa de CONSTRUIR a grande Bela Vista Nesta opor 
tunldade, em que o povo belavlstense comemora mais um aniversário, envio mlnhã 
saudação ao nobre prefeito Ruben de Castro Pinto e ao povo da querida Prlncesado 
pa. PARABÉNS BELA VISTA. 
JOSIAS PINHEIRO 
VICE-PREITO DE BONITO. 
Parabenlzo o labo­ 
rioso povo belavis - 
tense, o senhor pre­ 
fe I to municipal, Dr. 
Ruben Alberto Abott 
de Castro Pinto, pe­ 
la passagem de mais 
um aniversário de 
emancipação politica 
do munlclplo. 
JESUS DELBAR FERNAN­ 
DES - DIRETÚRIO DA 
ARENA DE CARACOL. 
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11 
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E- 
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t •,mo• oo,o > <o•P• >a i og,o mmo > •• oo, • m, • N• çio oom, 
trilha seu caminho de potência emergente, Neste rincão, onde o 
patriotismo FALA ALTO,brasllelros, unidos, constroem a grandeza 
de uma cidade. Nesta data, em que BELA VISTA,recebe os vlsltan 
tes, mostrando a sua pujança, os seus feltos,parabenlzo as autÕ 
r idades, especialmente o meu velho amigo de tantas lutas, Dr. 
Castro Pinto, prefeito municipal, pela tarefa que se propôs a 
real lzar - e está real lzando - de colocar Bela Vista numa posl - 
ção de realce no cenário estadual. PARAENS BELAVISTENSES. 
ALCIOES CAVALHEIRO FLORES (JARDIM) 
l 
u Direto+lo da ARE 
NA, de Antonio João; 
na pessoa de seu pre 
sldente, NERlS BARBÕ 
SA PRESTES, parabenT 
za o povo belaviste 
se pela passagem do 
59? aniversário de 
emancipação polltlca 
do munic1pio. Irmana 
se ao júbilo da popu 
lação por mais estG 
data hlstõrlca, envl 
ando ao senhor pre- 
feito Dr. Ruben de 
Castro Pinto, efusi­ 
vos parabéns pela 
brilhante administra 
ção frente a chefia 
do executivo belavls 
tense. 
NERES BARBOSA 
PRESTES 
DIRETORIO DA 
ARENA ANTONIO JOÃO-. 
PRESIDENTE.

BHA VISTA-HT· UARTA-f[IRA 20 DE JULHO DE 1 7 	TRIUNA DA FRONTEIRA 
BELA VISTA ... Lembrancás do Passado ... 
'f 
Acontecimentos 
vários que constltu 
em-se em pedaços dã 
História de Bela 
VI sta. 
Fala o Grande Ron­ 
don (Ao tempo Malor 
de Engenharia Cândi 
do Harlano da SI lva 
Rondon e Chefe da 
Com. Linhas Telegrá 
ficas do Estado de 
Mato Grosso). 
Seja como for 
utopia ou não, es­ 
te meu modo de pen­ 
sar, sou fervoroso, 
adepto do emprego 
do soldado no des­ 
bravamento dos nos 
sos belissimos ser­ 
tões, que só pode­ 
rão vir a ser povoa 
dos, depois que fo
7 
rem cortados de via 
ção férrea, rodovã 
ria e de telégrafo; 
o que não se pode 
obter por iniciati­ 
va particular senão 
mediante pesadas 
garantias de juros 
e atê subvenções pa 
ra os serviços res­ 
pectivos. 
Banhistas no Rio ~p A 
daquela. Pouco mais 
flzeramAdesse mês Foi desse corre 
de Janeiro do ano go Arareau que re- 
seguinte em que fo- tomei os trahalhos, 
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O saudoso liene­ 
ral dizia em 1890 - 
que o soldado era o 
civliizador de Mato 
Grosso, que por mui 
tos anos,sõ dessa 
classe poderia rece 
ber o maior impulso 
atraves dos seus 
vatissimos sertoes 
Confirma a previ - 
são daquele inolvi­ 
dável chefe o assen 
tamente das l inhasT 
telegráficas que hg 
Je cortam o Estado 
de Leste a Oeste e 
de Sul a Norte, par 
ramos t r aba I ho,i do seguimento da 
pesadisslmos madel­ 
ros que a primiti­ 
va derrubada deixa 
(-~~ 
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f 
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'-.j-1 / 
' ..> 
 
.' 
ra no picadão; fo - 
ram reprumados mui­ 
tos postes, substi­ 
tuídos outros, que, 
apesar de terem si- 
depois disto ... 
- Escolha 
traçado entre 
Lourenço e Coxim. 
- Ramal de Mi- 
ranrl a 
f 
- 
suspensos, por or- construao em novem 
dem superior, tendo bro de 1900 repara 
conseçiuido apenas do o trecho da 1 i7 
124 quil§metros de nha de 10 e 1/2 qui 
construçao prov1so- lÔmetros de S. Lou~ 
Inauguração Ponte Bnternacional Presidente 
do 
s. 
em 11 de outubro do 
mesmo ano. 
• A construção co 
tlnuou rle Nloaque p 
para Margarida,ten 
do sido assentada a 
1 inha daquela esta­ 
cão a esta em 116 
quilômetros e, 586 
metros de 13 de ou 
tubro de 1904 a 13 
de março de 1905. 
Nesse trecho foi 
traçada a terceiro 
grande tangente de 
63 quilômetros e 
834 metros da Fazen 
da Jardim aos morr~ 
nhos, na proximlda· 
de de Hargarlda. 
Com mu I ta pro­ 
pr l edade o celebra­ 
do guia José Franc­ 
! sco Lopes deu a 
sua fazenda o nom 
de Jardim. Habita 
inda essa mesma Fa 
zenda, que antes da 
Guerra Jã era de 
propriedade de seu 
marido, o cita 
Guia Lopes, a legen 
dária D. Senhorinha 
que fora duas vezes 
pri sionelre dos 
Paraguaios, antes e 
durante as opera 
ções. O laranjal, 
que salvou o resto 
da Expedição na Re7 
tirada da Laguna,)a 
não existe. Situa 
dos em derredor - 
da habitação da le­ 
gendaria matrona e5 
tavam então dois 
dos seus filhos que 
a acompanhavam o 
João e o Bernardino 
Lopes. O primeiro, 
foi assassinado te 
pos depois por um 
seu visinho. Dois 
outros filhos dessa 
tlndq da capital. 
No dia 11 de se 
tembro de 1896 G 
Comissão de Corum­ 
bá Inaugurava S.Lou 
renço a primeira e 
taçao da rede meri­ 
dionat de quase trl 
pio desenvolvlmentõ 
Médici-Bela Vista (Brasil)- Bela Vista (Paraguail 
l 
, ria até o corrego 
Arareau, l O 1 /2 qu 1 
lõmetros distante 
da estação de S. 
Lourenço na direção 
lo ltlqulra. 
renço àquele córre­ 
go pela reabertura 
total da picada,que 
Já tinha vegetação­ 
de machado. Foram 
torados e rolados 
do colocados ape­ 
nas havia quatro,a­ 
nos, estavam comple 
tamente podres porT 
serem de madeiras 
pouco desenvolvidas 
- Ramal de Aqui 
dauana a Porto Hur~ 
tinha, passando por 
Nlóaque inicio a 16 
de agosto de 1904, 
atinqindo Nloaque 
....... 
xenêrgica senho: 
ra de nomes .>ese 
e Pedro habitam 
terrenos nais afas • 
tados, onde se est! 
beleceram com a sua 
pro I e. 
n 
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ELA VISTA-MT; QUARTA-FEIRA 20 DE JULHO DE 1977 	TRIBUNA DA FRONTEIRA 
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-l 
/ casa do arroz, de Ulisses Pinto de 
Almeida, que há longos anos vem servin 
do a dona de casa belavlstense atra- 
ves de um sistema baseado no bom aten· 
e 
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ra· 
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Fa 
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que 
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ur 
e,,, l s 
ssa 
 
dlmento, no preço e na personal Idade 
de bem servir, agradece a preferência, 
e envia ao povo amigo desta terra hls· 
tórlca seus calorosos parabéns. 
"O Clube do laço 
entidade que congre­ 
ga os pecuaristas da 
região de Bela Vis· 
ta, nesta data, em 
que o munlciplo com~ 
mora mais umaniver­ 
sário de emancipação 
polTtlca,envla -· sua 
calorosa saudaçao ao 
povo e autorlda - 
d e s belavistenses, 
conclamando a todos 
a cerrarem fileira 
em torno do Ideal co 
mum: progresso da co 
munidade. 
MENSAGEM ... 
Em face de lnÚ• 
meros impecilhos 
que atravancavam o 
progresso belavls· 
tense, a "Pr i ncesõ 
do Apa "permaneceu 
desl lgada do surto 
desenvolvimentista, 
que assolou Mato 
Grosso. Hoje,entre­ 
tanto, com a presen 
,a do dinâmico pre 
feito, esta oportu­ 
nldade para congra­ 
tufar-me com o povo 
e autoridades bela· 
vistenses. 
NAUOEHIR XAVIER 
CÃHARA MUNICIPAL 
DE BONITO. 
A causa do progresso 
exige: TaABALHO: Tra 
batho exige harmonl~ 
de propósitos. Propêf 
sitos que levam ao T 
dea I comum. Parã 
construir a NOVA BE· 
LA VISTA, não é pre• 
ciso apenas arrega­ 
çar as mangas, é ne· 
cessãrlo que todos 
os seus filhos se 
conscientizem de que 
vivemos um momento 
histórico. HOJE O IM 
PORTANTE .... E A E­ 
CISÃO FIRME DE ACELE 
RAR HETAS ... DE HARHÕ 
NIZAR CIRCUNSTANCIA 
PELO BEM COMUM ... Re• 
dijo estas palavras 
com o coração trans• 
bordante de alegria, 
pois, aqui se encon 
tram as minhas ra7 
zes ... PARABÉNS BELA 
VISTA. 
LIBINDO. DE ASSIS 
GOOOY{Vereador) 
AQUI DAUANA. 
•

BEMVA VISTA-MT; QUARTA-FEIRA 20 DE JULHO DE 1977 
, 
DR. KEZIO 
LOUREIRO 
PINHEIRO 
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t- 
3 
1 Entrada da Fazenda. 
2 
Vista parclal das mangueiras 
Harllândla. 
Fazenda 
3 
Galpão na Fazenda Hari1anata. 
,_ 
d Estrada gue liga Bela Vista à Fazen- 
• dà Harllândla (ponte do Rio Apa). 
5 
"Na Harllãndla tudo foi constltuldo vi 
sande o bem estar ... a presença do bom 
gosto ê uma constante .... 
o 
Sede da Fazenda ... a mansão onde Dr. Kê 
zlo ~ Maria recebem os amlgos ... são ex 
celentes anfitriões... • 
o

[LA_VISTA-HT; QUARTA-FEIRA 2O DE JULHO DE 1977 
TRIBUNA DA FRONTEIRA 
BELI YISTI: PODERES PÚBLICOS E POPULIÇiO 
UNIDOS PELO PROGRESSO OI COMUNIDIDE 
MENSAGEM 
"0 PROGRESSO DE UMA COMUNA É O RESULTADO DO TRABALHO CONJUNTO DE 
TODA A COLETIVIDADE, COM SEUS ESFORÇOS DIRIGIDOS PARA UM só OBJE­ 
TIVO: O BEM COMUM.' 
O DESENVOLVIMENTO QUE A COMUNIDADE BELAVISTENSE HOJE r:X?ERI- 
MENTA É O FRUTO DO LABUTAR DE TODOS OS SEUS MUNÍCIPES, AO LONGO 
DE 59 ÁNOS DE EXISTÊNCIA, DE FORMA QUE, CADA CIDADÃO, DENTRO DE SU­ 
AS ATIVIDADES E ATRIBUIÇÕES, COLABORASSEM DE MANEIRA PREPONDERAN­ 
TE DENTRO DO CONTEXTO DA GRANDE FAMILIA, QUE É O ESTADO DE MATO 
GROSSO. O GOVERNO DO ESTADO, SENTE:SE ORGULHOSO POIS, PARTICIPOU DE 
TA MOBILIZAÇÃO GERAL EM BUSCA DOS DESÍGNIOS DO DESENVOLV1MENTO GLO­ 
BAL DA COMUNIDADE, EM TODOS OS SEUS SETORES E MAIS JUBILOSOS SENTE­ 
SE A LEVAR A TODO O POVO BELAISTENSE, SEUS DIRIGENTES E DIRIGIDOS, A 
SUA MENSAGEM DE CONGRATULAÇAO PELA PASSAGEM DE TÃO IMPORTANTE 
DATA PARA TODA COLETIVIDADE. 
SALVE 20 DE JULHO 
Dr. JOSÉ GARCIA NETO 
GOVERNADOR DO ESTADO

TRIBUNA DA FRONTEIRA 
ELA VISTA-HT; QUARTA- EIRA 20 DE JULHO DE 1977 
Ilumenanem cm 
acrústico 
ao Governador 
,JOSÉ GARCIA NETO 
Jubiloso mês <le Março! mês de !-lealismo repleto! 
O mês em que B. Vista é a Capital do Gov. Garcia Neto 
Solidificando a aspiração do Povo Belavistense ... 
Excelentíssimo Governador, Deus Vos recompense 
(ileria Presidente Médici Vos saúda Goveraador! 
Alcaide máximo do nosso !lato Grosso realizador 
R!'al Representante do mandatário Federal 
Constituindo a nossa cidade em Capital 
Inscrevendo nos anais da n/ história uma renlidade Viva 
Alicerçando os V. ideais em conjunto com a V. Comitiva 
Nesta Vossa visita à nossa Bela Vista 
Externo o sincero agradecimento por mais esta conquista 
Tendo como lema principal: realizações sem fim ... 
hrigado Governador... obrigado do cidadão 
Abdalla Sain 
9 - 
Professor e Astrólogo ABDALLA SAIN (Papilo) 
' -- - .... ~ --· 
Fotos Históricas... Familia Loureiro 
1 
l 
; 
 
Da esquerda para direita: 
Otávio, Vidalvina, 
Ulisses, Alice, Eaigênia 
e Hufina 
Data: 15/03/1921 
t 
.; 
Casamento de Brandina Loureiro e Félix Gahíno Data: 18/09/1922 
1-Militão Loureiro 
2Eduardo Peixoto 
3-Israel Medeiros 
4-Afonso Loureiro 
5-Percio Chamam 
a 
6- Percio Fernandes 	// 
R 	] --

BELA VISTA-HT: QUARTA-FEIRA 20 DE JULHO DE 
TRIDUNA DA FRONT[IRA 
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:35oi 
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··:nS-:.• •• 
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Senhor Dona to Go 
doy da Slva e Ca:.tG 
rlna Leite Godoy, 
sua esposa, ladea­ 
do pelos fllhos:Oal 
mar, Lúcia, Llna;­ 
l1auril lo, Venuzlna, 
Durclnda, Ramão,Ce- 
l lna, Dory, Donatll 
Libindo, Guilherml­ 
na e Adhemar.(Foto 
tirada por ocasião 
do aniversário de 
60 anos de casamen­ 
to. A festa do ani­ 
versário foi comemo 
rada na FAZENDA SÃÕ 
MIGUEL, localizada 
no município de Por 
to 11urtlnho,onde Õ 
senhor DONATO resi­ 
de a 47 anos. DONA­ 
TO GOOOY ... um nome 
que se tornou Iegen 
da ... 
Senhor Donato e Casto !na, .. o semblante 
tranquilo, espelha a fibra e o arrojo 
de um homem que construiu, e deixa aos 
filhos o exemplo do caráter firme e 
inquebrantãvel dos grandes pioneiros., 
D0NATO GoOY... presença viva das gra 
des tradições do passado ... um homem que 
não passa simplesmente pela vlda,mas faz 
da vida, um exemplo de VIDA ...

TRIOUt.r [)/ rROtlT[IH/ 
Fazenda Margarida 
Sra, Oir Carneiro, ao lado da Gruta Margarida, entermeira durante 
dois anos do senhor MARIO MENDES, tual mente é professora da Es 
cola Rural da Fazenda, fazendo lambem pequenas cirurgias. 
Criação de carneiros. 
n sala de star da Fazenda.. 
Gruta Margarida. 
Salão de Festas da Fazenda onde as festas de S. João e An~ 
Novo são comemorados anualmente, vindo conjunto musical de Jar 
dim. 
Sala de Visitas...estilo colonil. 
( 
1 
1 
1

''Toda 
1 
TR I BU',/1 : , 
crianca tem o direito de ser 
N 
o fonti-picio de uma cola muntl 
p:,l d,, idade de Ela '+ta o prl'Í1·1ln 
ltuben de Catuo Pinto mandou avat e.a 
u;{estiva frase: "Toda criança tem o ditei­ 
l'l'ilo df' !;t•r Íl'ir/', 
uma 
1'111 >Í 11'11,d, 
verdade que curta 
'alo1,·:; l(·L'llllÍOll,!1111. p:.1.1 
fl 110,,0 I' -rir ito. tal, ("llfl,(J 
imaginar uma popular» [nu­ 
tnta vm clima de felicida­ 
de plena, {1ui! ia l•;,1 mo­ 
nia e paz eh• , . p.1 i11, qll" 
cada < idarl;t,, t1:11h ,·011:--l{",fJ 
nll'smo. 
1 ~ .. ,im, nús 1111:,g111:1111ns a 
escola voltada pata a íor­ 
mação da criança, não só 
intrlectual mas ,ohrl'tudo 
moral. <·m contato <·om pro­ 
fes~<ll'<'S dl'Sl'Ollll a idos, are- 
jados, em complexos e tevalquvs, q'' nüo 
upvts vnivm mas viam plenamente a 
:it lt• de vivet. 
feliz'' 
1·11pn:--lll'1 " D 1 ,·,:: t•J1) l'i>:i:o 
fa:a:.e doso{t» da 
ptóp:i1 o!a. 
..s. 
+ RRe mos vem do valor 
nico dssa frae vxec!a 
, que a inspiraco de um 
h;nem público ecoou à as­ 
,ochc;úo do im:it"I i:d :10 
mall•il;rl, da i leia a•> f;rt(> 
COn<'l"l'IO. 
n7 ai temos um outro ;1s­ 
pecto que, por iiaçio, che­ 
gamos, da da imagem e da 
kitnra da frase: é a da in­ 
tencionalidade do sujeito, do 
agente da obra, do homem 
público. 
1 E lia retraia. mais que 
bso, caracteriza o compor­ 
tamento do prefrito diante 
da realidade que lhe cabe 
trabalhar. 
l l Identifica o seu modo 
de ver o problema e escla­ 
rece sobre o seu posiciona­ 
mentc, diante dos fato,. 
 Ü I prefeito tenha ou 
+ aerminado a coloca­ 
ção d:. frase, certo é que a 
adotou, revelando sua índo­ 
le de homem sensível, que 
ao lado da pragmática admi- 
INAUGURAÇÃO DA ESCOLA MUNICIPAL "Sõo Gmldo" 
• no bairro Áou• OoeP 
.iHOlIENTO em que as senhoras .i.Ia1 ia Lygia de Borges G2rcia e Clotilde Gonçalves 
de Castro Pinto, desatavam a fita inaugural na presença das mais altas autoridades 
do Estaclo. elo ·município e conyidados presente!. 
nistratíva. que cletl'rniin:i a abstração de ,·a!ore,; filosó­ 
frcos, deixa vazar o seu sentimento, a sua sensíbilidadP, 
hnmani1.ando a obra. 
j_ 1 ':;so é altamenll, positivo. Devemos crer na possibílidndc 
da construção de um mundo melhor. E essa construção deve 
ter seu início justamente no homem, a1tífice das modificações 
por que passa a natureza. E como começar a reconstruç:io do 
homem ideal, sociável, amoroso, realmente humano'! Do homem 
integrado, consciente do seu tempo e do seu mundo. 
I; 
• - :;i.. - ' .--:--:::--·- • 
O PREFEITO HUBEN DE CASTRO 
PINTO e o ;:-o'ernudor GARCIA 1'ETO' 
acomp:111hados de suas senhoras, quando: 
adentravam às instalações da Escola 1lu­ 
nieipal de Artes e Oficias. A primeira 
dama do Estado sra. lfari:l Lygia de· 
Borges Gur<'ia. foi bastante bornenagendr. 
o ouc a deixou muito como'id:i.

TRIBUNA PA FRONTEIRA 
Bela Vista Capital 
"Como 
Como 
Bela 
a 
o 
planta 
dia 
Vista 
recebe 
recebe 
recebe o 
a 
a 
seu 
Chuva 
de 
Mato 
Luz, assim Grosso 
Governador" 
GARCIA NETO: 
Estamos 
fazenrlo 
Uíll 
··GovPrno 
Humano 
MOMENTO on VESE.I IJ.-HQL' E no aeroporto local, do E.mo. Sr. Got·ernaclor 
Garcia J 
1t'!o, e da Primeira Dama cio E,ta:iu Sra. )!a riu Lygia de Borges 
Gnrcia, ammpn·1lrndos elo Pres1rlcn1e rio Tril>1111nl ele .l11s1iça do Estndo 
Desemuurgmlur Don11119os Sárro Bramido Lima I' esposa Sra. 
Joscpl1111a JJues de 13arms Lima. 
do Povo 
com o Governo 
Em palanque 
armado na praça 
"Castro Alves" 
realizou- e o encontro 
do povo com o governo. 
Umas das maiores 
aclamações recebidas 
pelo Gov. Garcia Noto 
em todo o Estado. ' 
o flarante o Presidente da C!imara de 
 ereadore1 Dr. Pertro Palmlerl qu.ando 
m ua oratória acn.decla ao Governa­ 
dor Garcia Ndo pela■realf1a('úe1 I0·1:r­ 
namcutafl em Deli VJ■ta. 
'heqo e hora e a e, do 
11r1t•.,,u,Ur11··. clr:.:.,,· IJ .. Jur111 J.,,. 
na de Borges Garcia ao «tsur­ 
Mar nua sol·dade de tntupuru­ 
do da Casa do Artesão de He­ 
la Pista, uu presença do yorer­ 
uador Gare Neto, do ice-G­ 
t'l..'T1111dor Cti.'(.:Íll l.l·ill' tft• H,rrro .... 
tf,, pn.•Jl'irn HuhL'H eh• C:11.,rru 
Pito, dos eeret@rios de Estado 
t' th•moi.'( autorült1tft-,'( J>n',:1•11tcs 
uo UC'OHh.'C"Ílltt'Uh•. •J pr11wip:1l 
de nho eminentemente xoctu­ 
cultural, dentre a preyramutcão 
!70l'l'rrinuu.•11rul ,·11mprulu 1tt•.,ru 
eidade, sede provisória do Go­ 
erno Matoyrossense, 
Au agradl'l'l.'r a :muda(.·tio tJIIC 
lhe foi dirfgidu pela senhoru 
Clolildt! Pinto, µriml..'lrtl du111u 
do m1111icípio, D. Jllaria L11!1iu 
de Borg,s Garcia, ''""· ,, u prc- 
sidente da Fundado de Promo­ 
do Social- roltou a afirmar 
que a 1,alorí:a~·üo do arh.'.1ih1 e 
u .1tucrguiml.'ntu do arll'.Su11ufu 
:wrüo ,uai priudpab prcufupu­ 
cães à frente da ProSol, que jd 
fundou casas de artr.,·ãu em Cuia­ 
bd, Campo Grande, Dourados, 
Rundunópulí:t, Corruubü e agora 
Bda Vi.ta. 
nMIZJlDE 
BRASIL - PARAGUAI 
Com traballio.s em cou.ro, ce-­ 
rdmica e madeila a Cara do 
ATtesdo de Bel11 Vi,u, tem mul­ 
to o que mottTaT nclo IO!nfflte 
11 Mato Grosso, mas ao próprio 
Brasil. A• colcha, e cu toalli,u 
de mua de nhanduti, por erem- 
<6J Casa do Artesão 
~ .. -~ 
. a 
✓	, 
Í- 
d 
µlo,. {rt.•ud,r de! orig~m para .. 
'vaia), os does e licores . prin­ 
ipalmente o de guavira ... l' 
111110 ir•fi11idade de 01<tro.s obje­ 
tus expostos nesta I Feira de 
, rlt•sunato, além de evidenciar 
a /rubi/idade e a rnpacidade cria­ 
dora do, artesão, da regido 
tmern dt. mane!ira "C'ada Vt~ 
mab frateMa brasileiro., e pa­ 
raguabs residentes nesta parte 
d~ :ronteira" - afirmou Clotilde 
de Castro Pinto na ,audaçào à, 
autoridade, presentes. 
Com lntercãmbio entre a, ca­ 
sa do arte,ão que jd começa a 
rer levado a efeito pela Funda­ 
çdo de Promoção Social espe­ 
ra a PToSol lançaT o aTte11111ato 
matogrossense para o ttJto do 
pau. O prlmefro grande pano 
ne,u, •ent-ldo leTci a Inaugura- 
ão da Casn do A rtesào de 
Maw Gra.<so ~m São Paulo . 
anunciado pelo Primeira Dama 
do Estada de Mata Grrusa. 
. Graça, a e,te congraçamento, 
" que o, belavirtrnse, poderão 
adquirir produto.t de artesanato 
abano e ice.versa, o mesno 
acontecendo entre as demais eu­ 
wus ja em funcionamento - nu­ 
ma perfeita integração cio­ 
culturul de Mutu Gr0$.:U. 
A arte dos bela±tenses (bra. 
s1l~1ru, e pa-rayunias} nas fala 
d,• tudu: d.: Brasil, de glórias e 
de amor, dis:;c a prendente da 
Fuudaç,1o de. Promoçdo Social 
ao ,·ortar_ a (lia .rímbó!ica dan­ 
rlo p~r inauguTada a Casa do 
Arte.ruo de Bela Vista. 
Pi 
' ' . 
• 
r+.' 4 ' + . 
··ESTA REDE:-~ ~ I 
;APRESENTAD1' 
na inaugur:cão d» 
Casa do rtc;i>, 
chamou bestante ' 
~tenç<ia do . 
governador da 
E.tdo e dzr.ii s 
pe·:.soa$ pr::s~::-;t'!"':, 
pelo eu +r,5:là 
trtíst2co. 
!-.:✓
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1 
t 
'1. 
f.', ---~ • 
flAGRANTE 
do interior dJ .. (A-SA 
DO AR'iESÃO - 
epós a inauguraczo.i·.. 	:«°· 
a ~ ..... ~. ri. , t.•. •.1•.---.. ~.-. _ 
"Com in!ercâmbio entre as casa 
do arlesao, que já começa a ser levada 
a efeito pela Fundação de Promoção Saci.ai, 
espera a ProSol lançar o artesanato 
mafogrossense para o resto do pafs". 
r . 
r 1

BELA VISTA-HT: QUARTA-FEIRA 20 DE JULHO DE 1977 	TRIBUNA A FRO TERA 
Origem da 
familia Miranda em Bela Vista -MT 
I 
 
al, 
FtRHINO RODRIGUES 
DE IIRANDA, nascido 
en S. orja,Rio Grar 
de de, Sul em 4 de 
março de 1859; filho 
de JOSt RODRIGUES DE 
MIRANDA, natural do 
Estado de São Paulo 
e de dona JACINTH 
HA R I A D O E S P I R rro SAN 
TO, esta possivelmef 
te natural do Rio 
Grade do Sul. Logo 
apôs o término da 
guerra contra o Para 
guai, na qual morre­ 
ram, por doença,dols 
dos seus irmãos mais 
velhos e sendo Já 
,ua mãe viúva; ainda 
que não mais do que 
com uns 14 ou 15 a­ 
nos, ascende Firmino 
praticamente ao pos· 
to de chefe da fami­ 
lia uma vez que se 
tratava d6 filho hn· 
mem mais velho e re­ 
manecente. Por moti­ 
vos de familla,·decl 
dem, este ramo da fã 
mil la Hi randa, donã 
Jacintha Maria do 
Espirita Santo e se­ 
us filhos, abandona· 
ram suas terras em 
$. Borja, a qual pos 
svelmente até hoje 
deve ser conhecida 
na localidade como 
Rincão dos Hirandas 
transferindo-se para 
a Província de Corri 
entes na Argentina,= 
onde também a fami • 
lia pouco se demo­ 
rou, tendo-se em v Is 
ta de que de lã 
transferindo-se para 
a República do Para· 
guai na mesma perma­ 
neceram por um longo 
perigo periodo de 
12 anos, onde estão' 
Firmino e seu irmão 
João Instalando- se 
entre Vil la Rica e 
Cassapã com proprie· 
dades arrendadas e 
também onde, com ex· 
ceção de uma irmã de 
nome Ermll inda que 
permanecera na Argen 
tina e que, ao que 
consta por casamento 
constituiu uma parte 
de familia lrigoien, 
no mesmo pais, a fa­ 
mil la da qual Firmi­ 
no com seus poucos 
anos de vida era o 
chefe, passou a ad· 
qulrlr uma relativa· 
mente boa situação 
financeira. 
Já para o distan­ 
te ano de 1882,Firmi 
no Rodrigues de 7 
randa, homem feito 
com seus 26 anos de 
vida e por recipro 
cas influências en­ 
tre conterraneos se­ 
us, anelavam retornar 
ao solo pátrio. Des· 
ta vez buscando o en 
tão pouco abitado­ 
Estado de Hato Gros• 
so. Partem no mesmo 
ano de 1882 em via­ 
gem exploratória,Fr 
mino, seus amigos; 
Haurillo Godoy da 
Silva, Marcelino Fer 
L.. 
ANGÉLICA MARJA 
RIBEIRO FERREIRA MIRANDA 
te Mato Grosso como 
também pelo pais e 
mesmo fora dele. 
Voltado pois aos 
fatos da viagem de 
FIRMINO e seus ami­ 
gos em busca de ter- 
nandes da Silva, o ras neste sul de es- 
Pr lme iro tronco da tado. Chegando os 
digna familia Godoy mesmos as margens do 
da Silva e o segun- Rio Apa, em local ida 
do um dos troncos da l4e possivelmente on­ 
não menos digna fami de se situa o Por- 
1 la Fernandes da to de S. Carlos, en­ 
Silva nestas placas, tramem terras brasl 
sul matogrossenses; leras. Logo que a­ 
como também o foram vista os campos de 
outros companheiros que fazem parte hoje 
seus de então e a- as fazendas Canandã 
qui constituiram fa- e Barranco, no local 
mi]ia. e entre es- denominado então de 
tes aquele que se- Boa Vista, decide - 
ria o sogro de Firmi se Fermino estabele 
no, o austero cida =cera sua proprieda= 
dão HANOEL JUSTINO de, ( bons tempos a­ 
FERREIRA. Este,casa queles em que basta- 
do jcom dona MAR- va se construir um 
CULINA RIBEIRO FER- pequeno rancho de 
REIRA, foram com os Sapé para que seres 
seus numerosos fi peitasse uma proprT 
lhos os antepassados edade alheia}. Por 
diretos de entre ou- mais que incistissem 
tras as familias FER seus companheiros de 
REIRA GOHES, FERREI- jornada, Firmino 
R DA COSTA, FERREI· encantado com os cam 
RA GARCIA e FERREIRA pos que escolhera I? 
PERES; não se falan permanece em compa­ 
do no caso da fami - nhia de um jovem em· 
1 la DOS SANTOS, Já pregado que trouxe· 
que esta, sendo o ra cons lgo, construi 
seu chefe ALIPIO FE- do o rancho que lhe 
LIPE DOS SANTOS, so- dari direito, ou pe 
brinho direto de lo menos pode-se d;-­ 
FIRHINO RODRIGUES DE zer, que indicaria 
MIRANDA, cassando - à outros possiveis 
se por duas vezes viajantes, a posse 
com filhas de HANDEL daquelas terras por 
JUSTINO, entrelaça quem para isso se 
as familias Hlran- decidira em primei- 
da e Dos Santos em ro lugar. 
parentesco de todos Tetornando FlRHI 
os lados, e vasta NO ao Paraguai Jã 
descendencla espa com o intuito de li· 
lhada não só nes- auldar seus negocie 
sua própria próle.Ca 
sa-se Já com 4 4- 
nos, em 1900, com An 
gelina Maria Rlei 
ro ferreira, que coe 
mo foi dito era fi­ 
lha de Manoel Justl• 
no Ferreiro e de do­ 
na Marculina Ribei­ 
ro Ferreira, natura­ 
Is estes do Estado 
do Rio Grande do Sul 
1 
como também o era An 
gélica Maria. Nasci­ 
da em Santana do LI­ 
vramento no dia 23 
de maio de 1877 es - 
tando portanto, com 
22 anos de Idade, en 
tão. No ano de 1901, 
nasce a primelra fi­ 
lha do casal, HARIA 
DO CARHO; logo após 
ALICIO, JOÃO, HA R CE• 
LINO, IBRAIN,RESSOAL 
VO (falecido com "B; 
meses de vida),ALFRÉ 
DO e JACINTO, 13 fI­ 
lhos ao todo. Sendo 
que hoje restam so- 
mente homens e 2 
mulherts vivas. Dos 
filhos Maria do Car· 
mo, casada com Baldo 
mero Gllbal CortadÕ 
(Já falecido) nasce· 
ram 8 filhos; de A) 
cio também 8 netos, 
de Marcelino 16 fl- 
1 hos, d e Em í 1 1 o 4 
fl lhos: Ermel lnda,ca 
sada com Eládio Ama= 
r I l Ia, 2 f 1 1 ho s; d e 
Mar ia Coral lna, casa 
da com Argemlro Leão 
(ambos falecidos)nas 
ceram 4 filhos; de 
Hanoel 2 filhos e de 
Jacinto 3 f i I hos; o 
que no total perfa­ 
r iam lu7 netos doca· 
sal FIRMINO e ANGf- 
os por lã e trazer 
todos os seus famili 
ares que com ele quT 
zessem vir, Já e­ 
tão no ano de 1884 , 
com exceção ainda de 
um irmão, Juca; (que 
naturalmente se cha­ 
maria José),que re· 
solveu permanecer no 
Paraguai, dando orl 
gem à um ramo da fa­ 
miliaHlranda (Joa­ 
quim Miranda e ou· 
tros), de nacionali­ 
dade paraguaia. Vem 
com o chefe a sua 
mãe, uma porç,iio de 
sobrinhos, criados 
por ele como filhos; Falece Firmino Ro 
um irmã João, que drlgues de Miranda 
logo se apossou de na data de 13 de ju­ 
uma ãrea de terras nho de 1936 aos 80 
denominada S. João, bem vividos anos de 
(parte de que hoje é vida, em sua fazenda 
formada a fazenda Ba Carandá e sercado de 
ia, uma parte do atÜ respeito, não so de 
ai Bocajá). Traz aln seus filhos e famili 
da seus averes ga- ares, como também de 
do,animais cavala todos aqueles que o 
res, pequenos ani- conheceram de perto 
mais, etcs., bem co· e que por ele foram, 
mo mudas de arvores muitos deles, ampara 
frutiferas e rama dos e beneficiados • 
de mandiõca, e tudo Já dona ANGELICA MA­ 
o mais que naque- RIA FERREIRA DE MI - 
la époc .f seria neces RANDA,vive até o a• 
sárlo para se constT no de 1961, quando 
tuir uma propriedade aos 83 anos falece 
definitiva. em Campo Grande, de 
Consolidada· sua onde foi seu corpo 
situação financeira transportadopara_o 
e criado seus sobri- cemitério desta ci­ 
nhos, estes acresci dade de Bela Vista 
dos de mais três F~.e posteriormente pa­ 
lhos de seu Irmão Jo ra o cemitério da fa 
ão que falecera pou-zenda Carandá, onde 
co temp01:depols que ao lado de seu mari­ 
aqui chegaram Já que do repousa na pã1 
os mesmos não tinham dos dignos e justos 
mais mãe também.Par- Jã que para isso não 
tlu Firmino Rodri lhe faltaram atrlbu· 
gues de Hlranda parar se bém Justifica· 
a constituição de dos merecimentos. 
LICA, o que por si 
só Já nos faz avali­ 
ar quão numerosa de­ 
verá ser dai ades· 
cendência de bisne- 
tos e mesmo tatarane 
tos desse tronco FIR 
INO RODRIGUES DE T 
RANDA e ANGÉLICA I­ 
RANDA FERREIRA DE 
MIRANDA.

BJLA VISTATHT· QUARTA-FEIRA 20 DE JULHO DE 1977 
TRIBUNA DA FRONTEIRA 
FAZENDA MARGARIDA 
D. Araci Mendes Goncalves 
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Vista Parcial da Fazenda Mar arida 
'Escola da .. Fazenda Margarida 
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Fazenda Margarida 
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TRIBUNA DA FRONTEIRA 	BELA VISTA·MT; QUARTA-FEIRA 20 OE JULHO DE 1977 
Aquidauana Palace Hotel 
Fachada 
Quarto casal da suite prc!>i<knc.ial 
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Suite 2 Presidencial 
Quarto da suite pequena 
Sala da suite pequena 
[ 
r 
Sala da suite pre aidencial 
Apartamentos para solteiro

j 
TRIBUNA DA FRONTEIRA 
BELA VISTA-NT; QUIRTA-r~/RA 20 DE JULl/0 (li: 1977 
Aquidauana Palace Hotel 
t 
/) 1 (.) 
1 
Saia de recepçao 
,.-,- 
Apartamento casnl l!.? andar 
Sala de vi sitas do li.' andar 
Sala de visitas do I andar 
 
' J 	I 
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11 
Sala do leito 
~ 
1 
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I 
I 
Portaria foto 
- 
r 
---- 
Dclci Mendonça e Doraci Mendonça Silveira, proprietárias

---------- 
Fazenda 
Margarida 
Situada na Rodovia Jardim- Porto Mur 
tinho, no km 262, Fazenda Margarida C 
propriedade de D. Arci Mendes Gonçalves 
É uma das mais belas fazendas da região;adi 
nistrada traves de rrctodos modernos, a ía:z.en 
da é uma EMPRESA organizada, onde tudo fan 
ciona harmonicamente. Abaixo uma breve 
descrição da fazenda, pois para contar o 
que e, e o que representa a FAZEIDA 
MARCARIDA, precisaríamos de uma edi - 
çao exclusiva. 
SEDE: Duas salas, cinco quartos, 
quartos de hóspedes, cozinha, 2 banheiros, 
2 copas, sala de estar e a decoração toda 
em estilo colonial. Trabalham 3 emprega 
das na sede. Inúmeros pavilhes onde fun­ 
cionam os ALMOXARIF AOOS, contendo man 
timentos para fornecer .ios empregados, Õe 
mantimentos sao vendidos a preço de cus­ 
to. Funciona na fazenda 1 AÇOUGUE, 1 SA- 
LÃO DE FESTAS, onde se comemora to­ 
do os anos as festas de S. João Ano No­ 
vo com a presença de conjuntos musicais, 1 
COZINHA DE EMPREGADOS com copa, 1 
PAIOL para reservas de milho. Conta corri 
1 enfermaria totalmente equipada para use> 
de pequenas cirurgias, aplicações de so­ 
ros, vacinas, etc, DUAS CASAS DE MATE 
RIAL, sendo uma residência do contador 
senhor Vital Lrureiro, casado com a sr 
Santa Pinheiro ioureiro com uma prole de 
3 filhos. O senhor Vital e o braco direito 
da fazenda, onde mora desde o início, a­ 
companhando o seu progresso. Outra resi 
dencia pertence ao motorista Adao, Todas 
s residências da Sede contam com instalo- 
coes elétricas, agua encanada. etc, Um 
escritorio de Contabilidade (Sala Jose To 
mas,em homenagem ao construtor da me s 
ma) - Capela Santa Rita de Cassia - os 
móveis foram foram confeccionados na fa­ 
zend . Na Capela realizam-se os casamen­ 
tos e ali casaram-se ALOISlO (filho de D. 
Araci) e Rosalina. Todas as dependencias 
na fazenda estão perfeitamente em condi­ 
ções, tipo apartamento - com geladeiras, 
etc .. Quatro casas de madeira, com instala 
çÕes elé'tricas, á'gua encanada, etc (para Õs 
empregados). Em uma das casas mora o 
sr. ARAL RODRIGUES, capataz da fazenda 
todas as dependencias mobiliadas e decora­ 
das. Residem na fazenda quase 60 famili 
as. Além da sede e das casas que a ro­ 
deiam conta com 4 retiros. 	I .. 
; ....... - . 
"- -= 
CRIAÇÕES 
Gado predominante Raça Nelore (criam 
e recriam). 
Criação de aves, pássaros de todas as es­ 
pecie s, pav Õe s (50) marrecos, gansos, ca - 
valos e carneiros. 
sE 
-~ 
i· .. 
Conta a fazenda com UMA BALA!- 
ÇA PARA PESAR GADO, 1 MANGUEIRA EM 
otimo estado, UMA ESCOLA MUNICIPAL, 1l_ 
MA VlLA COM 7 CASAS DE BARROTES, 4 
CASAS DE MADEIRA para empregados, e 
a CACHOEIRA (ponto turístico) na rodovia 
Jardim - P, Murtinho. Dr. Araci dedica 
rinho todo especial as crianças da fazen - 
da e visando estas crianças e _ que cons­ 
truiu a escola. São 30 alunos da l!! a 7-! si 
rie que contam com uma biblioteca para 
esquisas e uma distribui;o diris de me­ 
rend escolar feita por pessoas encarrega - 
das, Além d PECUÁRIA, A_ FAZENDA 
MARGARIDA, possui plantaçoes de TRIGO, 
ARROZ, SOJA, etc ..• é' um pequeno retra­ 
to da fazenda que mereceu este comentaria 
por parte de um visitante: "É UM, SONHO". 
Sim .•• a FAZENDA MARGARIDA e UM SO - 
NHO ••• Um sonho que o saudoso MARIO 
MENDES tornou realidade e que d. Araci 
Mendes Gonçalves conserva, aprimora e a~ 
menta. 
F 
n 
l

OELA VISTA·NT• QUARTA-FEIRA 20 DE JULHO DE 1977 	TRIDUNA DA FRONTEIRA 
Fazenda Margarida 
• 
e 
'- luu w» 
I 
Entrada da Fazenda: Situada na rodovia Jardim-Porto Murtinho(BR- 
262) pro~rledade da senhora ARACY MENDES GONÇALVES. 
l n,, . 
1 '.;.':t ' ( 
l 
Escola Hural da Fazenda Margarida, 3~ alunos, 
Flagrante de qu,atro casamentos 
mo dia (funcionarios da fazenda) 
1 
k 
ocorridos no 
Missa celebrada na Fazenda Margarida. 
me s - 
D tracy visitando o Rodeio 
• J 
;i: ..... ,.~ - 
e ·rs , g " 	' 
.; .i, ·a2Z ., 	" 
. 	/' 	•·;,,_ 	✓,.,,. 
, 
Boiada que foi vendida. 
• 
·:" 
·3, 
,9-., "-. 
1 
t· 
1  
:. 	i d 
1 1 
,. ,t 
. 
_-:._., _ _... •• -. .. 	~ .:_~- - ~- ' "-~------ ,. 
Campeiros no momento em que pararam o rodeio. 
Vista parcial da Fazenda {Lago).

TRIBUNA DA FRONTEIRA 	ELA VISTA-HT: QUARTA-FEIRA 2O DE JULHO DE 1977 
BELI VISTI ... ONTEM ... 
Festa do día 02 de a 
gosto. Dia de Santõ 
Afonso, padroeiro da 
Cidade (1,945), 
Jorge Agusto Cunha 
Tebcherane •Luiz Car 
losCunha Tebcherane­ 
Humberto Luis Sgan • 
zerla - Enir Garcia 
e Maria Víla, 
Vista da enchente do Rio APA em 1958 ba 
nhando as duas cidades vizinhas: Bela 
VI sta - e Bel la Vi sta·Paraçiua l. 
1 
1 
1 
11 
r 
• 
Vista aérea das cidades fotografada _ 
1955- ela Visa - Bras1 - sele ,, 
ta - Paraguai - Separadas pelo Rio 
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8ELA VISTA-IH; QUlRTA-HIRA 20 DE JULHO DE l'J77 
Fazenda Sombrero 
Familia Otávio Loureiro Almeida 
TRIDUNA DA rnoNTEIRA 
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L '-~--- ~~-"""-~----~-~ 
UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO ruo DE JANEIRO - FORMATURA - 73 
FORMATURA DE I RAJ!f' LOUREIRO. 
Harla Umbelina Ayala - da Sra. Odete Loureiro. 
., 
SENHOR OTÃVIO, D. ODETE, FILHOS, FILHAS 
GENROS, NORAS E NETO. 
Sra. Anton1a Costa loureiro 
- mãe do Sr. Oti.lfío loureiro. 
Zulema Almeida Casada Com 
Otávio l. Almeida Filho 
•Verônica A. Melo, casada 
com JlioHelo.

TRIBUNA DA FRONTEIRA 	BELA VISTA-MT; QUARTA-F[IR~ 20 D[ JULHO D( 1977 
Fazenda Sombrero - Familia Otávio 
Loureiro Almeida 
Antonl;i Lcureiro (Tunica) Casame
0.o do lr1jã Loure'ro filho do 
sr. Otávio lourL,ro. 
' .: 
. - 
·-~- ...... ~ 
Lavoura da Fazenda Sombrero .. , 
Fazenda Sombrero. 
Cavalo de raça, propriedade do 
OTÃVIO. 
sr. tstrada da Fazenda Sombero (reformada P! 
la Administração Castro Pinto). 
t -,•_J 
_, 
imo • 
(' -~ ç ,. 
, - '"'~• 	• .J 
'. ►• - .( 	• 
A n to n i o João (no Qu a r te 1 ) • 
• ... ,,,.. 
, 
,.·.r;;; 
•.IJ ~-- 
Oione S. de Almeida, ca­ 
sada com Aatonio João. 
--7 
- ' , 
Antero Loureiro. 
-: 
Otávio (filha de Antero 
Lo~reiro) desfilando ..• 
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GEORGIA 	BOIADA. 
(neta do Sr. OTAVIO - filha do Antero 
reiro). 	Lou 
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NA FAZENDA ....

R[lA VISTA-"T· QUARTA-FEIRA 20 DE JULHO DE 1977 
( 
1 
PANEGIRICO 
de 
D. Francisco Mendes Gonçalves 
A 
rt''t>.ld.J <lUl' o l'r11inl'fltl' !'-ir, Dr. S.dg.1tlu Filho. 1'f inh1r11 tl,i 
Acru111iutic,1, k, crn ,l f..'Íl'itu r..·n.·nll'flll'Oh: pl'lu inu.·riur du, 
[.!-1.,dos dl' S]o P.1ulo. M.110,Grosso l' l'.tr::m.1. propuniu• 
nou .h altas personalidades que compunham sua ilustre c.umi1Í J 
o feliz ensejo de conhecerem os tr,thJ)bos l' ,u: in)Ul.1t;l.~ c.l.t 
.í,ltl' L.1r,1njl'Ír,1 n.i fronct·ir.1 di·Ht·S dois llhi,rn,, t:,1.,du, cum 
11 P,,rJ.1,!11,d. e ofl'n.·ct·u ,10 hrilh.inlt' jornalista Sr, Dr. Assis 
e h,11t·,1Uhri.uul. ., ... ,im nuno ,10 cuncci1U,ulu h.tr11.pu:i1u !'-ir. 
Dr. Qu;-irlim n.1rho ... 1, ., opor1unid.1Jc ele rcridt·rt·m um.1 l.HÍ· 
rihu,., ho1111:11,1>,:t·m .i ltlt·múri.1 tio ( :umt·rul.,dur Fr,u11,,·i,c.:o ,h n• 
de« Gonales e um preito de justia aquela grande obra, «d 
1.p1c fui t:k u funtl.ulor l' ,111im.ulur Jur,1nll' (jU,IÍ ~(I .IIH", c.· 
,p1l' é hujc.· J maior emprésa rateira ,lu Ur,1,il. 
O fim d,1 n:,0,111,1 foi h,ni,.1r os aiie «de treinamento do,a. 
dos a várias cidades daqueles Estados por iniciativa do Dr. 
C.h.1tl'JUhri.1nJ 11.1 c.1mp,1nh.1 ·•A,.1! tio IJr.1,il'". do, l)i.íriu, 
Anoci.utos. Nl'l,1 tum.1r.un p.ir11..·. ,di:·m do Sr. Ministro S.tl,-:.ulu 
íilhu e ScnhurJ, Dr. Qu.irrim 11.irho,., ,. Senhor., e l>r. ( h.,. 
h:,1uhri.1r,J já rcforic.lu~, m,ii, u, Sr). Dr. l:d11.1nlo LJhtHIJ!k, 
FmhJixJdor da Argentina, General Lehman Miller., Chefe da 
Mi.,.s:io ,lilirnr Amc.:ric:an,1. e Sc.:nhurJ. ,lmír,11HL' G.1,.:0 <.ou• 
linho. Corunl'I Luiz Leal Nero dos Hc.:i,. A,,i,11:ntl' ·1 l·u1in, 
,lo Mini,tro. Coronel Amilc.ir Vl'llo,o PL·tlt.·rncir.,,. l>irt.·lur 
do Departamento de Aeronáutica Militar. Dr. Luiz Simões 
l.opc.:s. Prt:)iJcnu.• dn Dcr,irumcnto Admini,,r.1thu do er 
, iço Pl1hlicu. Dr. l lor.,cio Ltícr. l'rl·,iUcntl' t.l., ( 11mp.1nhi.1 
i'i1ro-Q1.1írnic,1. e: ~c.:nhor,1, M.1jorc.·~ \',mtlL•rky l' hm.,r Br..1,11. 
Assistentes Tcnicos tio ,1ini,tn,. ,1.,jor C.ltro Lim.1. ( u­ 
mandante da Hse Aérea de Santos, e Senhora, Capitão ro 
)luur,1, As,i)tl'rtrc ,lilit,lf do Ministro, .. 1pitJn Jo)I: dL· F.1ri,1 
lim.,. Assistc.:fllc Tt:cnicn do ~lini.,tro. Dr. 'ulf Kl.,hin l' 
5l'nhor,t. Ors. Alfrc.:<lo Bc.:rn.1rdc~ ~t.·to e Piu Corrê-J. Ofici,1i, 
,h.· G.ahinl'tt: tio . ini,1ru. Dr. Akx.1n<lre ~l.,rcnndL·) filhu. Sr. 
FtrnJndo Oniz Ech.1J,.:Ul", jurn.1ti,1.1 .,r~c.:ntino, e ScnhorJ, Dr. 
Gu)l.11.> lthc.:in~.,ntz, Tc.·ncnl!.: f.l·rton frÍt)Ch. tjuJ.,ntc J:: 
Or<ll'nS <lo Mini!itro. c ,:iri.t'i outr.1' .iutorid.uh::, c.: dcmcntu, 
de destaque social e indu:,tnJI Ju Rio de.J.ineiru t: <lc.: :io PJulo. 
Rcprcsc.:m.rndu J M.1tc L.1r.10jcir• p.1nicipuo t.1mhl:m t.l.1 
comithJ o Sr. C.,pi1.io Hci1or ~lcndc.::, Gun'°Jhe:,, Sup1.·rin. 
tcn<lentc de todos os serviços da Comp.1nhi.1 na fronteira. que 
juntamente com o Sr. Raul !fendes GonçJh·es, êste filho e 
•quclc sobrinho do Comendador Mendes Gonç,h·cs, lizcram 
as honras da reccpç5:o aos eminentes hóspedes. ,anto na sccçlo 
Je produç-jo em Campanário como nJ. sccç-:io de transporte 
cm Guair.a. 
A homenagem ao fundador da Mate Laranjeira e à sua ohr.1 
consiniu cm dois primorosos discursos proícriJos, um pelo 
Dr. Ch:uc:iubrianJ cm Camp:in:írio e outro pelo Dr. QuJrtim 
Darbos:1 cm Guaira. Tanto pela belcz.1 da linguagem e elevação 
dos conceitos. qu:inm pela justiç:i r.,,ríssima do ~csto, ês"lc~ 
dlsrursos constitúem ,·erd.1dClr:i cons:i~r.iç-:io d.1. ~l:.11c LL­ 
r.injcira e do seu fundador. e mc.:rccem. porisso, vida mai) du­ 
radoura que a da imprens;i diári., cm que for.im public.nlus. 
Dai, rcsoh·crem os diretores :uu.tis d. Comp.rnhia f.izC-los im• 
primir em folhc.:to, precedidos da etigie do insigne vario e 
s~guidos da caru cm que seu filho nuis ,·clhn e digno subs­ 
ti1uto na supremJ. dircç:io dos nc~úcios Sr. O. RicJrt.lo ~h:n<lc) 
Gonçah cs ::igradecc, cm nome da famíli:1 . .1 partt: pessoal dJ 
!xpressi,·..1 e honros:i. hontt:nagi:m. 
A M:uc- Laranjeira aproveita ainda o ensejo p.ira <h:u.:.ir 
também registrados nes1c íolht:to alguns tr:iços hio~ri:ifico, 
do St:U , cncrado fund:i.dor e patrono. 
1 :uccu D. Fr:incisco Mendes Gonçalves a 18 de julho dc 
184- na ilha da ibdcir:i. na pt:qucna alt.lci:i t.le Cn,,p,111,íri,,. 
cujo nome. cm honra dêsse auspicioso aconti.:cimemo. Se fez 
Perpetuar na "metrópole )Crtanej.1" da sua obr:i. Er.1 filho tio 
Dr. JosC Ricardo ~tendes de Frci1:1s e D. LcoC3dia C.1rulin.1 
Gonç:ih·cs de Andradt:. Seu pae, form:ido em medicina t.· clini1..'n 
na referid ilh:i,, icr.1 ,·ári.is 'czes :10 B~sil no exerci cio tlc ~u.1 
profiss:io como mi:dico de di,·crsos navios. e aproH:it:i,·.1 c,).I 
, .. iagens para ,·isfrar seu cunhado llonscnhor Dr. lhno_cl Jo.1- 
quim Gollç-.i.h·cs de Aodr:ide. irmão de sua. esposa e 5." Dupu d.1 
Pro·íncfa d1: 55:o Paulo. cuja Presidência exerceu por duas vezes. 
A con'iu: dêsse tio. o irmão ma;s ,·clho de D. Francisco. 
Sr. Ric:irdo An1onio ~lcnde.s Gonç-:ih·cs. se h:n·ia :imcriormcnti: 
lraslat.lado par-.1. o Brasil t:stabdeccndo-se no comércio. E cm 
185.). falecendo seu pai. D. Ricardo cujo ne~ócio sc descn~o1, i,t 
fo.,·or-,hclmcnu:, fez vir de Portugal a senhora sua ilãe e irm:io~ 
que passal".lm a residir cont êlc na cidade do Rio de Janeiro. 
on<lc se criaram e cduc-Jram todos os ~Icn<les Gonçahc.:s. l·r.1n­ 
C'Ucu c.:r.1 um tios m.1i.s jo,ens <los irm:ios. ti:ndt> vindo com 
.t i<l.!<l:: de 6 anos aproxim.,dami:ntc:. 
Suhrc,indo a ,.:ucrr.1 Jo P.1r.1~uai. D. RictnJo ao,mp.1• 
nhuu o Exército Urasilciro na qu.1liJa<lc t.lc fornecedor levando 
como .i.jud.tnte u seu irm:io Fr.1ncisco q_Lll' pcrm.1ncccu ;1 )CU 
hdo Juuntc tuêla a c-.11np.tnh.1, aí se rcl.tciun.:.ndu com chdcs 
e oficiais brasileiros e argentinos ao serio de sua pitria e 
com o Sr. Thum.n Lir.1njc.:ir.1 qut: servia igualmente ao Exi-rcitu 
Br .uih:iro. 
Dessa amizade surgiu, depois de t1.:rmin.,J.l a ~ucrr.a Jo 
Paraguai, a idf:i.t etc um empn..-cnJimcnto comerei.d p.1r.l ex• 
pJor.ir o íntcrc--.imhío dc pru,lums .i~ricul.ts t: cxtr..1IÍHl~ cn1n: 
o Brasil. o P.1r.1~u.li e a Ar,-: .. ·nlin.1. Por conH·niênci.1 Ju pró­ 
prio negócio, D Francisco se radicou em Buenos Aires unJc: 
contraiu m.11rimunio I.." C'Om,1itu.iu. )cu br. fun,l.tndo c:m Uf7,1 
a socieJ.1de comercial fr.1n:,ciL.'u Meneies & Companhia que 
dc;Jicou ;, venda e JiMrihuiç:iu t.!os produtos recebidos do 
brasil e do P:raguai. 
A c.:n.1 mJh.' que cu u princip.11 1.l~-!>'l') prculuro, i.i. nu 
omo, sómente do Paraguai. Mais tarde, o Sr. Thomaz La­ 
r.::njc;ir.s. tc;ndo p.1r1icip.1du .... .._,mo furncct.·<lor. <l_a Cumi~,:ão 
Demarcadora de Limites entre o Paraguai e o Brasil conheceu 
c;nt.:iu o, c.:n.1is Ju Pl.i11Jho do Amambay; ohtc.:nJo c:m I NH2 
" primeira concessão imperial para explori-los passou a rc-­ 
muu pu.1 Dui.:no~, Airc:S o produw hr;i,,ilL·iro. cm pc:.,.1,l.a.s C'.U• 
retas de tons. atrás de regiões matogrossnses e paraguaia4, 
dt'.)c.•n-;n .1itu.l.1. p.ir-J. 3.t:r L·mh.1rcado com tkstino ;a.o Pr.iu 
• .. ·m puno, Jo rio Paraguai. 
/ 
Gnças à enerJ:Í:i ~ à fé com que l:'ssc:3' dois ,3fcntt:'S fut.i­ 
Jorc:s. os Comc:nd;1dorc.:s Fr-.rncisco Mcn<lcs Gonçihcs e: Thom.1z 
Liranjcir.i. se :uir:iram ao negocio, a no,·;a. indús1ri.1 se desen­ 
,ohc.:u com êxito. E com o correr dos 1cmpos. a Cles se JS.)O• 
ci.iram no Dra.sil os Drs. Joaquim Duanc: ~lurtinho e: Fr.anci:,co 
Muninho. fi~ur-as <lc <lt:.)t.tquc: social t: político du p;-cis. cons­ 
tituindo-se assim a Companhia Mate Laranjeira qut:' p,osou :.a 
!Iler 3 cl.1horac.lur.1 t: cxporu<lun <lo produto para a firma Frun­ 
isco Mendes A Cumplnhb. t.lt:" Bucnos Airt:"). t:nqu;anro c,1.1 
continuou .)t: ocupando de sua coluc-.1(:i.o nos mercados argen­ 
tlnus. 
Por motiH>S c.llcrsos. ;aJ~um.is c:,·oluçõi:s se produ2.ir.1m 
Jcpuis nessa or1,:Jniuç.:io. t: uma no,·a 1:ntid:1.de comercial se 
,·on)ti1uiu no Dra.sil. ,1 ~ocicd;uJc.: L:ir.1njcir-.1. Mendes A Com­ 
p.1nhia. da qual passaram .1 fazer p.tNt:' cumu aciunis,as .1 íirm.1 
fr.1nci!-ro l(cnde.s & Compaohb. de Uuc:nos Afrc:.s.. os Comc.:n• 
dadon:s fr.incisco Mendes Gonç;1ln:.s e Thom.iz Lar-.mjdr.i., 1.>.> 
Martinho e várias pessoas mais; até que cm 1917 surg.iu a so­ 
c11.-d~dc .a.nomm;a, :irg.:nUn.3. Empre.u ~(Jtc UC3njc.:i.ra.. como 
t.lon;a, Je todos os bcn.s exisu:ntcs t:an10 n.1. Argentin-;i como no 
Brasil e no Paraguai e da qual faziam parte como ;icionisus os 
mc.~mos clcmcnros de L:t.n.njdra. tfcndes & Comp.inhi:i. no 
8r.i5il e na Argentina. 
Posteriormente, em 1929, se resolve scp.:uar d.:i EmprC:.S..:. 
.aq,,:t:nuna-a pane Sltu:idu no Brasil e com ê3.sc ohjetho )t.· cun,- 
1iluiu a no? _e ;&tu.a) ~ocied:ade .3._nônima hn.silcir.1 Comp.rnhi.
1 
Mate Laranjeira, com sede no Riu <l.: J.101:iro .. de cujo ,1ci,·o p.t:.• 
saram a f.12cr purc todos os bens cx.is1cn.1c:s cm ter-rltõriu hr,l• 
silciru, ~iando a_ssim a dita sociedade autónoma e independen­ 
tc. cmbõra conunuasu·m na.Aq;:cnun;:i .1 maioria de suas .1Ôo.. 
Prcscmemenrc, em obediência is leis do pais, a m.,iori.: 
dessas açõcs sc encontra no Br.1.sil como proprict.l:ulc de mem­ 
bros <lus bmíliu Muninho. ML'nth·s Gunç.ihcs.. O!i,1.·ir..r C:.1,. 
tro e outras . 
Na Hepahlia Argentina tambem, operou-s ar 10+ a 
ptir1.in1, ola.ão, frsionatdo- se a l I lj'í, 1 )l.u, 1 ,, l'lj, 11 1 
tom a firma lraniso Modes A otpunbs p«ta se orti 
tuir a atual lmnprés+ Mate laranjeira Madas. A qu prose 
),!Ul nth nH ,mo, UL,t;l}ci,h t.!1: ,u.H .111hn.'l'I0(.1 (.Onl l.tj'i!.11 
matos at«tantos e brasileiros 
Durante sasevolutos, não foram pou«isas ris por qu« 
passou o negocio, Várias das mudanas havidas em sua or 
µJ.nll.t~,iu tum urigtm tX11L11nc.·rHC rul.i,:11111,1, dt·'i,,t, 1..Ci,c:,. •fUl 
chegaram as eres a produzir desinimo no eio dos interessado 
~f..i..5 J ft" iu,1h.dJ, d de D, frJnci~co n.'io ,:nJ11111iu nunc, a hipo­ 
tese do insucesso, contagiando sempre com sua firmeza 
cunfi:mça o t.·spíriro Jot dona.is. 
Dentre os motivos dessas crises, apariam quasi mp 
as dificuldades invencíveis do transporte. Imagine-se o 
n.io scri.1 n.1quel.1 t"puca lcv.lr o produw Jo pl.1rull11 d() ,iro 
hJi js m.1rgt.·ns do ParJgu,,i, num pt·rcuno d(.• soo '11.iJi,n;l t 
mJis ou rncno1, cm rq.;i.iu cnmplttJmc.:nlL· dL·,pu,0.1.c.lJ. "'lOI 
recurso de espécie alguma. A companhia tese que construi' 
.1, su:t custa estradas, pontes, ias férreas, pisou manter eu­ 
r.trlli: .1nu~ t.~ .rncH um.1 ímen1.1 cquipt: de cc..nlt•nJ.n.•~ clt- c.1rrtt.1~ 
c.: dczcn.1) de.· rnil11Jrt:s de bois e llm J>C!;"IO .. d c.norna·. p.,r..t p1>tl1.1 
<.·onlJ.f com Jeniço Tl'j.t"Ubr dt con<luç.'io p.1r.1 )UJ e:-1,.1 1 u,f,, 
ª"º cxi,i.:iu crnp.11t ,ul{c,so <lt.· c.spi1;a( cm ,cículos, ,L!.tdo L .te! 
cm ft"tr.1s p.tr.a t: rod,r l.Cl,lf C .d11111.rh tr ,(." ,llllf!l.u,. ,1llll 
como para o Sustento do pessoal 
:°t'sus f.1St'S cri,icl c,:r.1111 (.tll[Hl ,1 t.fll(~l,l, ,t (1)1111.111,,1 
t' 0 créJito <lc D. rr.&r1lÍlU ,,,,.. .. ,.,h.t,tlJ .1 ,i111.,,.iu. c.r1.111d,, 
no, ilS c)pt.'r.mç.t, l' t.'lll.Ul1111h.1ntfu u, 111. ,-:1h º" p.1r.1 111..-lhur,, 
destino«. 
Mfuis ou menos em 190, o tr.w,portL d.t 1.-r,.1 utt c.Jrr• '·" 
.1ié o Hiu P.1rJ,-:u.ai ,t.· 1urr111u 1,iu p,nu,o L' •" ddiudd.1cll', r.iu 
grandes que foi necessário buscar outra ai«da, urgindo 
l'rll.:iu J iJ~·Í.1 do c11111nhu .11u.t!.  i.1 CiuJ1r.1. Purtu ,knd1. ,. 
Posadas, luenos Aires, que dois anos depois, em 19I0, ra 
po,1u un t.·x1.·c.u.Ío. n.iu ufht,tntc ,c.: ter ljUl' d1.·,hrJJf 111.11.1, 
seculares, construir portos, estaleiros, estradas, pontes, ias 
:C:r:c.l. linh.1, 1dl.'lúf11l,t, l' ,llc c.:ri.1r-,L· n.1, l.J,.:,1.i:CJ 1.·m rios que 
jjmJi, h.1, i.un ,ido tr,dt.·,.:.1do,. 
E ssim a ,l.1tc L1r.111jl'ÍrJ C.fUl' fi1Lr.1 n,1H·r L· J'''"' 
perar Porto ;lurtinho. lkl.1-'i,1.1. PumJ Pur.i ,. uucr,I pu,c1.1- 
ões menores em Mato Grósso, .. -iu t.ri.1r Cu.1ir.1 .. .- l'ur1t• .lc,n. 
ti,·, no Es1..1Jo do l'Jr.1n.í. uriindu-.1"i pur UUIJ h-rruj,t ~ut. ITl,lf· 
J,.:l'i,1 u S.tho dJ, - Qul·,J." l li>,.:.1 o ,lru .iu ll.11,,, J'.1r.1ri.!. 
Como onequnia da aio da {runpanhi.a, e formou em 
(iu.tir.1 11111.1 hd1llll,I roU.l,10, l.llll"., ,111hur.1 d~· ...... pruprtl· 
d.gele partiular, nem por isso deixa de receber numero+ir+ 
turi,1.:, yuL' .,pro ,i1.1.ndo .1., l.urnodid.1dc, LUl11 que la osbrinda. 
, 1,,r.:111 u, m.tJ,.:riiíit.o, ,.dru, t.· f.11c;m .1 , i.1,-:t. m 110 'l u I ri,,._ 11 • 1, 
.1fr Punu ~fcndL·, p.ir., d.tlí irem (.Ullitll 1.r tffll.t d.1, m.,i,,r,, 
m.1r.t,ilhJ' do t.oruint.·flfl": _., ( .ir..1r.11.1, tÍu l>,.:o.1"11. 
Em Mato Grosso tambem sua aio iilrsdor « s tendeu 
: todo o Sul do Estado e hoje o eu entro d trabalho, t um 
panario, um expoente do «que podem o toro e a nergta 
Jos '1UL in1,i.ir.tm 1,,-,,..1 m.q . .:n1l11..t ul,r.i l du, tju1. pn ... ,q,:uir.tm 
1a aio de D) lraniso e de seus «cooperadores 
Por tudo quanto fica exposto,e a treta anulai+ xis­ 
Cl.."ntl" 1.·ncrc.: .l!I- <lu.1, t.'ntid.,<lc, .. J C.ump.wh,.t ,l.1h: Ltr.11111.·ir.1, 
sociedade anónima brasileira, e a J 111fHt:,., ,1..ill· Wr.lr1j .. ·1r..1 
Mfendes, soidade anónima argentina. 
t.onstituidas ambas com capitais de uma e outra natona­ 
lid 1c.lc.:, ,.:iu d.,, po,,hdmi:ntc. por ,u.1, rcl.tt-,c.::, m .. ·rC.1flll'lo. 
í''-l,I pc"'º·" ljUl' inrc..-J,.:rJm )U.I din·turi.,, .. 1, L·t11id.uf ... , Lllt111.r• 
ciais que mais estreitam os la«o de amisade entre o Irasil e 
.1 K.c.:pllhfil.t tq,:cr11in.t. 
A <..ompanhu br:utldr~ qut: tem ;a seu c.;ar~o ;i 1:xplor.1L.!C. 
de ervais situJ.dos no Estudo de .Ma,o-Grússo. extn1i e ,.,,,r/,r,:, 
a crvJ. 1:n,iando toda sua produç.:io .ii Emprt's.1. a.rgcntin.!. f",t..t. 
por sua , ez, complet.1.•lhe a industri.1liz.tç.lo .. mocr.do-.1~ <":":. 
undo•a e dinribuindo-a d.: ai modo que h:m con.H·guiJu. dur.. . 
1c os 65 :anos de su.1 existt'ncia .. m:mler ir.,.1ri;l,d J lfU.lli,J.~d•• 
do seu produto e inab.1Ji,d o prestigio ele !'JoU.J. n1.1ra. a af..ur..:d.1 
e~J-m:ire .. C:ruz de Malta", sempre endid± em sua perez: oi 
gm.tl. sem a menor mistura. 
O produtu m,lto-g:ros,;ca.>1: i: .>cm <ltl,iJ.1 u,cc!1..·nt .... 1: .. !'lo 
incg-.h-clmcntt: muiro concorrem p»ra a preterénia de .u 
,-:on no mcrcJ.do ;,r.c;cmino a so!li! d mar ta Em+ .. J 
Mate Laranjeira Mendes e a circunstinci: de ser talvez a üt, 
finn_;i .ili que in:po~ industrfafin e ,cnd1..· um rrudctu L':C• 
clusnamente brasileiro. 
O emprccndimc.nto comcrci;:i.l i<lt!do por D. I-r.inci.H·u e 
Thom.12 U.n.nji:i.n. h.:'c:. pon.1nto. o mais completo êxitu. Dc,­ 
bravou. povoou e civilizou uma região das mais importantes do 
llra.sll. cnuu un,, < lote de r-iqucu nova para o p.&i...> c cur.tril--w11.1 
(:3C";t cst.--c:'!-:'."' ,, ... J., mais os laços de amizade que sempre eis­ 
ur.i:n cnt:":= :-, Ju....s n:Jçõcs irm1.s. 
E ho;c; ~- ... ndo alu.s pcrson.1.Hd.1dd do p.:.ís rc:<.onhcC'cl!l !' 
procb.m-:im :i bcnc:mc,rênci.1 da obr.i e do )cu inloÍt.:nL· iu-,<l.1t'11,, 
é ;.:·rato aos eus herdeiros e continuadores fixar desta mane a 
.:i justa ~o_mc:n.1gcm que se a01b.1 de prt'HJr .1 ttccm i.:~•r.1 t.l,, 
ampla isio do futuro soube vislumbrar as possibilidades ' 
uma 1ndustn:i. no, a dc:dic.rndo ..1, ~id.1 :.o .)cu dncrH oJ, i1:1t·n:o 
com_ fi:. rcn~cidadc e cor.1J,:cm qui: só sc :ip.1o.lr.:m com J '.u,1 
!,:lonos.t morte. cm Bucnos Aires, :i 28 c!t: Ccze"rr.bro Jc 1930. 
cc:rc-.tdo dos c:irinho.s de su-a. ilu.s:rn: e numcr-0.~;,, c?c:.sc...ndCnd.l 
e aureolado do re.spt.·iro dos scu.s comp.rnhC'iro;S., cocpcr~dor~s ._. 
amigos dos ,·ãrio.1 p.:1ísc.s c:m qut: .se projct.ou ,;a, )U-.l. nobre per­ 
sonahdudc:. 
Rio de Jinciro .. Agosto de 194 1. 
.A Din::orU dJ. ~btc L:-~nic-ir.:a

RJOUUA DA FRONTEIRA 	BELA VISTA.MT: QUARTA-FEIRA 2O DE JULHO DE 77 
A Familia 
Bela Vista. 
1: dlfTcll para de divisa entre os 
alguém que não conhe dois povos,fol que 
ce Mato Grosso, cal- surgiu Bela Vista 
cular suas grandes O povo mais confi 
distâncias, compreen ante, passou a povo­ 
der sua Isolação quã ar a nova local Ida­ 
se completa com suas de, surgindo assim, 
extensas chapadas e seus primeiros habi­ 
mata habitadas por tantes. 
fera',. Voltemos ao Entre esses, se en 
tempo das 'Bandei- contrava Athanãs 
ras' - quantos ho- de Almeida Hei lo. 
mens destemidos, dei Norador já havá­ 
xando cidades, se em rios anosno Estado 
brenhavam pelas ma- de Mato Grosso (fa - 
tas, explorando cas- zenda Nova Esperan­ 
calhos dos rios, 'a- ça) tinha vindo do 
brindo estradas fun- Estado do Paranã,com 
dando povoaçoes,en- seu pai Joaquim Fer­ 
fim, levando um pou- reira de Almeida,sua 
co de civilização ao mãe Ana de Almeida 
interior do nosso Hei lo e seus irmãos. 
Brasl 1; recordemos a Em 1.888, Athanã 
inda, que tudo isso sio resolveu, junta­ 
se fazia no dorso de mente com seu irmao, 
animais, durante di- Cândido Ferreira de 
as e dia, numaesta - Almeida, comprar uma 
fante jornada de ho- fazenda nesta região 
mens decididos. Já aos 6 de de- 
Dentro de alguns zembro deste mesmo a 
anos estas povoaçoes no, no 1g tabelie 
se transformariam em de São Paulo foi pas 
vilas 'ávidas de pro- sada a escritura de 
gresso. 	terras, vendidas por 
Felisberto Nepomuce 
no Pratas, e Cân-= 
dido Ferreira de Al­ 
meida e Athanâsio de 
Almeida Hello, sóci­ 
os da firma Athanã­ 
slo e Cândido Pinhei 
Foi o que aconte­ 
ceu com a nossa que­ 
rida Bela Vista. 
Em 1872, apôs fir 
ado o tratado de 1T 
ites entre Brasil e 
Paraguai, no qual 
foi considerado o 
rio Apa como 1 inha 
ro. 
A fazenda denomi­ 
nava-se Vaccacadiga, 
e conforme a escritu 
as propriedades, a1 
ra estava situada nã 
Freguesi de Nossa 
Senhora do Carmo de 
Mato Grosso, confron 
tando pelo norte com 
o Campo Grande, hoje 
Prata, pelo Sul e O­ 
este com o espigão 
mestre dos campos da 
Serra da Hargarlda,A 
por leste com o ri­ 
beirão da Pedra de 
Cal, hoje lndependên 
eia e campos que fo7 
ram do Barão de Anto 
nina. O valor da com 
pra foi de seis con 
tos de réis. 
Estabelecidos na 
nova terra, os ir­ 
mãos, cada qual com 
sua fazenda já monta 
da, começaram nova 
v l da. 
Casava-se Athanã­ 
sio, com Eponina Car 
nerro de Almeida,su 
sobrinha, filha de 
sua irmã mais velha. 
Deste matrimônio, 
nasceram os filhos: 
Hyram, Constantino , 
Tecla, Tubalkain,Cla 
rifonte, Eva, Pery, 
Athanãsio Filho e 
Tupy; sendo que 5 
deles ainda se encon 
tram batalhando com 
seus filhos e netos 
pelo progresso de Be 
la Vista. 
A familia Mel lo 
destacou-se sempre 
na política belavis- 
tensa, pois, thanã­ 
sio de Almeida Mel­ 
lo, em 1909 foi e­ 
leito 19 Presiden­ 
te da Câmara de Vcre 
adores do então novõ 
município. Em 19 um 
dos seus filhos: Pe­ 
ry de Almeida Hello, 
foi eleito Prefei- 
to Municipal e em 
1956, Athanáslo de 
Almeida Hei lo FI lho, 
também foi escolhi­ 
do pelo povo, para 
administrar a cidade 
por anos. Tupy ocu 
pou vários cargos 
pÚbl lcos como Dei ega 
do de Policia, Exa­ 
tor Es tadua 1 e Verea 
dor. 
Os irmãos Mello, 
sempre procuraram 
trabalhar por Bela 
Vista, não por ambi­ 
ção pessoais, mas 
sim por querer uma e 
la Vista melhor. 
Hoje, as distânci 
as foram vencidas. t 
xistemestradas 1i
7 
gando cidades e fa­ 
zendas, e ao invés 
de animais para 
transporte, existem, 
meios modernos de 
locomoção. 
Aquelas imensas 
extençôes foram divi 
d idas .... 
A fazenda Vaccaca 
diga, com suas 18 1E 
guas de campos, foi 
transformada em var 
gumas das quais J5 bela e perfeita te 
nem pertencem mais à vemos, quando contem 
familia. 	piamos a tua Juventü 
Tudo se transfor de, essa mocidade 
ma, mas nos corações que dá vida e calor, 
de todos os descen - A ela, nesse dia 
dentes de Athaná- festivo e cheio de 
sio, continua vivo a esperança.nos dirigi 
quele amor por Bel mos numa saudaça 
Vista. lguns moran- que se faz um apelo 
do longe, em outras Juventude belavlsten 
cidades, mas sempre se: Ilustrai o vossõ 
se considerando bel! espirita para bem dl 
vistense. rlglres a vossa ter- 
Hoje, 89 anos de- ra nat;ll, Ela tudo 
pois, tenho certe- espera de vossa for- 
za, de que se fos- ça dinamizadora, a 
se vivo, Athánásio vossa ação clvlllza• 
de Almeida Hello, se dora confortará ,1 
orgulharia dos fi- velhice que se despe 
1 hos, netos e bisne- de cansada da luta-l 
tos. 	mas que continuará 
E neste diz de como um exemplo. To- 
tua festa, Bela Vis- mal conta da vossa 
ta, a famil la Hei lo terra moça que mui- 
vem saudar-te. to vos promete ara 
Vem saudar-te a satisfação de vossas 
fim de demonstrar ambições. 
sua gratidão, pelo Pensai nos vossos 
que de ti recebeu, ,,ntepassados e pres- 
sen, retribuição o tal-lhes culto, pen- 
que fez por ti. sal no vosso futuro 
Bela Vista, nós que sera edificado 
nos orgulhamos de com a vossa força e 
ser teus f íl ho s. t r aba l ho, porque a 
Vemos-te atra - juventude salva por 
vés de tua simplici- si mesma, a socleda 
dade, de teus limpi- de da estagnação. tm 
dos regatos, de teus vossas mãos está o 
campos, se transfor- progresso de vosso 
mando em lavouras e lar, da pequenina 
pastagens. terra onde nasces· 
Vemos-te atra - te e da grandeza e 
vês de teu povo bom independência da Pá- 
e acomodada e mais tria, 
POR SEVERINO TOLEDO 
Mello. 
Em 1863, Joa - 
quim Pinheiro (Almei­ 
da Melo) permutavze 
com o Barão do Anto­ 
nina a sua fazenda 'Pi 
nheirais', no Paraná, 
pela Fazenda Esperan­ 
ça situada no Planal - 
do da Serra Maraca­ 
ju, naquela epoca Mg 
nicipio de Nioaque, 
vindo no mesmo ano 
tomar posse de sua 
nova propriedade, a­ 
companhado da espo­ 
a D. Conceição, os 
filhos C andido Pinhei­ 
ro, tanazio de Al 
me ida Melo e as íi ": 
lhas solteiras Ros, E 
lisa e Ambrosina. 
Declarada a gue.r. 
ra ao Paraguai e m 
protesto ao ato cri­ 
minoso de Solano Lo­ 
pes invadindo o solo 
de nossa Pátria. _'e 
meroso de incursoes 
de Paraguaios, regra 
SOU com a familia l?,!.. 
ra Faxina em So 
Paulo. 
Logo terminada a 
guerra volta Joaquim 
Pinheiro para sua E 
zenda Esperança, de 
n vez fazendo maia 
un filhnn com nr 
aapo■oa lAntonia lblba. 
moça) .e casado com 
Constantino Carneiro 
e Maria Benedita, cs 
posa de Francisco 
Loureiro de Almeida. 
Dr. Prates-médi 
co- e amigo da Famf: 
lia, autoriza Constan­ 
tino e cunhados, C<h. 
dido e Atanazio a ocu 
parem as terras d 
sua posse, cm Bela 
Vista, com a promes­ 
sa de ih
1
as vender. 
As sim Constanti­ 
no Carneiro segue lo­ 
go para Bela Vista e 
toma posse das ter­ 
rase nelas se estabe 
lece, 	- 
Decorridos pou 
cos anos falece Joa­ 
quim Pinheiro e pas­ 
sados mais alguns a - 
nos morre Constanti­ 
no Carneiro. 
Em face desses 
doloroaos e lamentve 
is acontecimento, os 
irmãos Cândido e Ata.­ 
nazio tomam decisiva 
resolução, vendem a 
Fazenda Esperança e 
se mudam para Bela 
Vista acompanhados de 
sua Me e irmos es- 
tabelecendose nos 
mesmos terteis e ver­ 
dadeiros 
tabelccendo- se nos 
mesmos férteis e vcr­ 
de jantes campos que g 
cupava o cunhado Con 
tantino. Dedicados com 
ardoroso interesse ao 
trabalho, progrediram 
rapidamente e nou- 
co tempo depois Je 
bem' instalados, os 
irmãos Cândido e Ata­ 
nazio compravam em 
sociedade, ao Dr. Pr 
tes, as terras que o­ 
cupavam, as quais de 
ram o nome de Sao 
Luis e Santo Amaro e 
que logo se transforme 
ram em duas ricas F 
zendas 
Constantino Pere!,_ 
ra, do consórcio com 
D. Antonia (D. Nhamo 
ça) vieram-lhe os fi­ 
lhos Joaquim (Pinhei­ 
rinho) Elvina (Noqui­ 
nha) Eponina e Emili 
(Gorrlucha) Francis .­ 
co Loureiro de Almei 
da lChico Loureiro) C,!. 
sado com D. Maria 
Benedita tinha os se - 
guintea filhos: Afonso 
Joo (Jango), Anthero 
Militão e Salvador, e 
as filhas: Ana (Sinhá), 
Perslliana (:Nhobeml e 
Umbelina (Nhazinha). 
Cândido Pinheir, 
casa-se com a sobri 
nha Persiliana (Nho 
bem) e Umbelina (NH 
zinha). 	- 
Cândido Pinheiro 
casa-se com a sobri 
nha Persiliana (NHG 
bem) filha de sua ir-: 
m;) Maria Benedita e 
Atanazia de Almeida 
Melo toma por esp';!,_ 
sa a sobrinha Eponi - 
na filha da irm Antg 
nia (Nhamoça). 
As outras duas fi 
lhas de Francisco LoÜ 
reiro, casam-se: Ana 
(Sinhal com Antonio 
Diogo Garcia de Sou­ 
za e Umbelina (Nhazi 
nha) com Francis - 
co Pedra, Elvina (no 
quinha) !ilha de Cons:' 
tantino, contrai matri­ 
monio com Pérsio Fer 
nandes -Coletor Esta 
dual, 
Francisco Lourei 
ro (Chico) e filhos !o:' 
ram adquirindo posses 
de terras e todos s 
fizeram fazendeiros. 
Enfim, todos, Pi, 
nheiro-Almeida Melo 
Loureiro constituíram 
familia deixando nume 
rosa prole, formanlÕ 
assim a maior Fmi 
lia Belavistense e de 
m_ais generosa Tradi . 
çao, 
• Instalado pelo E - 
xercito o Posto Fis­ 
cal de Fronteira, foi 
criado o Distrito de 
Bela Vista e no tar­ 
de, Município, e foi 
formando-se o núcleo 
populacional na futu - 
ra cidade com as pri­ 
meiras construções e 
seus primeiros habi - 
tantes, dentre os qua 
is os Almeida Melo - 
Loureiro-Pinheiro, que 
se fazia a maioria. 
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J 
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to elege-se Vere_ador e 
Presidente da Gamara. 
Cel. Muito LO± 
reiro é o que mais se 
sobressai entre todos 
da familia, faz-se um 
1der político -e con­ 
sequentemente da Fn 
lia- chefe do partido 
da oposição vindo a 
ser reconhecido e re 
verenciado em todo 
0 
Estado. 
Com a sua cora­ 
gem e ardor cívico, 
tomou parte ativa em 
duas revoluçoes, tor­ 
nando-se um chefe po­ 
litico de real presti 
Com o rápido Prg gio. Após muitos - 
gresso que ia alcança nos de luta partidaria 
do o Diatrito, era na- e eleito Prefeito do 
tural que interessasse Municipio, 
a politica ter ali re- Durante mais de 
presentantes chefes trinta anos de vid 
dos partidos, Atana- dedicada a Cusa Pu- 
zio de Almeida Melo e blica foi sempre um] • 
Milito Loureiro de 1der-imperterrito lu- 
Almeida logo se proje tado. 
taram conquistando a Nesta saudosa ro 
chefias dos dois par miniscencia, a todos 
tidos que formavam rendamos merecido 
PolÍtica do Estado A- preito. 
tanazio fez-se o che- Nota - Joaquim de A 
fe do partddo que a- meida Melo, por mot± 
poiava o Governo, e vos particulares ado-; 
Milito chefe_do parti- tou o sobrenome de Pi 
do da Oposiçao., Atan nheiro, transmitindo-o 
zioi no tardou mui. o filho Cndido.

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TRIBUNA DA FRONTEIRA 	BELA VISTA-NT; QUARTA-FEIRA 20 DE JULHO Dl 1977 
l . 
BELA VISTA ... HOJE 
Colaboraç&o do11 alu­ 
nos: Ver Gomes Bi 
tencourt, Lenar 
Deatriz, Rosalina, E 
durdo Pinheiro e 
Paulo Moreira 
Quartel do 10~ Regimento 
de Cavalaria. 
Restaurante do Clube do Laço. 
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Relógio da Praça Alvaro 
Mascarenhas. 
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Monumento "NHANDEPÃ" 
Foto Histórica- O cinema mais antigo de 
Bela Vlsta-CINE CORINGA - e oo lado do 
PASSA DA CANOA 
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Prefeitura Municipal. 
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Matriz de Santo Afonso. 
Agência do Banco do Brasil. 
Ponte Internacional. 
Praça Alvaro Mascarenhas 
(ao fundo clne São Josê)

8ELA VISTA-NT; QUARTA-FEIRA 20 DE JUO DE 197) 
Bela Vista de ontem... 
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Em pé da esquerda para a direita, Nenê Loureiro, Conceição Loureiro Rojas, Celina Loureiro, Atanâzio Lou­ 
reiro de Almeida, Rita Loureiro Pinheiro I lydia Loureiro, Brandi na Loureiro Gabinio, Glór·a Loureiro Bati 
1 an l. 
Sentados, da esquerda para a direita: Sinhora Loureiro Portocarreiro, Francisco Loureiro (fal.}, Maria Ri 
ta loureiro (mãe da prole), Eliza Loureiro França (fal.), Salomão Loureiro. 
"Para todas as coisas hã uma estação, e para todo propósito d,!:_ 
baixo do céu hã um tempo: 
tempo de nascer e tempo de morrer; 
tempo de plantar e tempo de colher; 
tempo de ferir e tempo de curar; 
tempo de destruir e tempo de construir; 
tempo de chorar e tempo de rir; 
tempo de se afligir e tempo de dançar; 
tempo de abraçar e tempo de nao abraçar; 
tempo de procurar e tempo de descansar; 
tempo de guardar e tempo de jogar fora; 
tempo de rasgar e tempo de remendar; 
tempo de calar e tempo de falar. 
(ROSE FITZGERALD KENNEDY) 
P~lltlcos e Correllglonârlos 
Um dia, talvez amanhã, ou depois; eu, ou um dos meus filhos,com 
a ajuda do Altíssimo, procuraremos contar, ou melhor, cantar,_
0 
poema êplco dos Loureiros. Como disse Emerson:'Proprianente nao 
existe tal coisa como História, existe apenas biografia". Ain­ 
da martela em meu cérebro a frase do jornalista da Life:'Você 
só será um jornalista quando souber distinguir entre a História 
e a Eternidade''. Esta frase só me faz pensar... e pensar ••• 
da UDN em frente a sede do partido 
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