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D 
Diário 
Regional 
CIRCULA em» Me! Vi+ta - Ato­ 
nio Joo Porto - Mortinho - Jr 
dim • Gula Lopes da Laguna • lo· 
nfto. Noaque. Ponta Perl e 
Csmpo Grande. 
fato Gro «o do Sul 
--..A.--- 
Fede_ralízação da Universidade Estadual de Mato Grosso 
Reclama o Deputado Rben figueró 
A lei complementar número 31 de 
li do outubro de> 1977, clctormh,ou o. ' fo­ 
dorallznço dna Universidade Estadual de 
Mato Orosso, como decorrência da cria­ 
çiio do Estudo de Mato Grosso rlo Sul, 
com essns pulo.vras RubPn Figueiró (A­ 
rena • MS) iniciou seu pronunciamento 
na selo de 16-3 da Câmara dos 
Deputo.tios, lamentando a seguir o pur­ 
lamenlar que, oíio obstante o decurso 
de tempo suficiente po.ru tal, Mato Gros- 
A Pedido 
Lions Clube de Jardim 
Ata da Assembléia Geral Extraordináría Realizada dia 07 /03/79 
E 
Aos sete dias do mêR dA março 
de 1979, s 2o:0o horas, reuniram se os 
membros do Ltons Clube de Jurdlm em 
Assembléia Gerul ExtraordlntLrlu, convo­ 
cada pela Secretaria do Clube. A reu­ 
nllo foi presidida pelo CL Antonio Ara­ 
nha, Secretário do clube, que usando da 
palavra, pedia o todos os ccll e Domo.­ 
doras a máxima utençüu, pol11 a reunião 
era toda especial. pois trnh1 va-:rn de 
um caso "sul generls" em nogso Llons 
Clube e lambem em Llons Clube Inter­ 
nacional, pois tratava-se do agravo do 
nome de um companheiro. do cl José 
Destefani, que havia recebido da Gil.ma• 
Munlcip1.1l de Jardim. o Injusto titulo de 
"Persona Non Grata"; e que não Iria 
fazer upologla do cl José Desteraul, pois 
o meswo é pessoa por demais de üO• 
nhecida, assim com seus méritos como 
Companheiro Leão, como Prestdente de 
nosso Cluhe e como pessoa; e pediu a 
opinião dos companheiros, que atitude 
deveria o Lions Clube de Jardim tomar. 
cm defesa, da srbltra;iedad cometida 
com um companheiro. 
Houve manifestaçõe@ de diversos 
ccll, solldârlos com o cl J osá De11tefunl, 
dizendo que não é possivel que a Càma­ 
ra Municipal de Jardim, impingir titulo 
desonroso a um cidadão honesto, opa. 
rate, presidente de' um Clube de Serviços 
Após as manifestações dos ccll, 
foram tomadas 011 seguintes declsõee, 
1 
110 do Sul Já lnsHtuclonalmente funcio­ 
nando como E11tudo, a Iederullzuçllo da 
UEMT, mantem-se apenas nu friozll do 
papel. 
Com isto - nfírruon Figueiró - está 
e criando no Campus Universitário da 
UEMT uma justa revolta de professore 
e alunos, em que pesem os esforços do 
Governador Amorim Costo pnru o en­ 
contro de uma solução rápida que cum- 
pela Assembléia Geral. 
a) O Lions Clube de Jardim, dá 
um voto de repúdio aos 6 (seis) Verea­ 
dores, que ln.pingiram o titulo de «Per­ 
sono. on Grata» ao cl José Destefo.nl. 
b) O Llon11 Clube de Jardim, dá 
um voto de Solidariedade plena !!O cl 
José Destefaal, à sua Domadora e aos 
seus filhos, que neste momento sofrem 
lguo.lmc,ute. 
c) O Lions Clube de Jardim, en­ 
vlo.rá cópia desta Ata, Governadora rlo 
Distrito L· 12, para que esta envie, por 
suu vez, a todas as cidades pertencentes 
do Distrito L-12. 
d) A Assembleia Geral, uuloriza a 
Secretaria a publicar a presente ata na 
Imprensa. 
Após a votação, foi encerrada a 
se.:;süo lavrando-se a presente ata, onde 
segue a assinatura da todos os CCLL, 
sócios Ativos do Lions Clube de Jardim. 
Jardim (iilS), em 07 de março de- 
1,979 
CL Pedro Miranda. oi Alzirino Var­ 
gas da Rosa, cl José Carlos M. Rocha. 
cl Feliciano Torres, cl Hlio A. Vascon­ 
celos, cl Adair Acostu, ·cJ V n ldomlro J or­ 
la n<lo, cl Nlcácío Gonzales, cl José A ta­ 
názlo Lemos Neto· cl Jaime Dias Bravo, 
cl Moacir M. Mendes, cl Antonio Aranha, 
cl He-ron doi- Santos, e! Fldells Bortole­ 
tto. ol Orlando Felipe Ferreira, cl Ro. 
berto Medeiros. 
inaugura hoie mais uma agência 
pro a lei, no mlereoso malur da educa­ 
ção unlversllárlu. 
Concluiu o Doputado por Mato 
Gros8o do Sul "Ao alvorecer do Gover­ 
no do Presidente Figueiredo, daqui desta 
Tribuno lançamos um apelo sobretudo 
aos Ministérios da Educação e Secreta­ 
ria do Planejamento para que olhem o 
problema com n atenção que sua mag­ 
nitude exige. 
Esporte sem Fronteira 
Ivan ascimento 
Recebi a honrosa visita em minha 
casa do amigo ,foslno Pinheiro, Presi­ 
dente do Club Caça e Pesca de Bela 
Vista. 
Soube por ele que está sendo or­ 
ganizado em nossa Ctdadt uma equipe 
de futebol feminino e que o elenco é 
muito bom pois tem multa moça que 
sabe jogar futebol elhor do que multo 
marmanjo por af. Em maio próximo vi­ 
rá de Campo Grande a equipe feminina 
do Comercial para o primeiro jogo de 
futebol feminino do Caça e Perca. 
Alem desta noticia o Josino veio 
dizer-me que está consertando o Estádio 
de Futebol de Bela Vista com recursos 
próprios e auxilies de terceiros: já foi 
conserado parte da arqutbuneada e o 
campo já está sendo cortado e marcado 
para o jogo contra o time do Nharcn a 
ser realizado nos próximos dias deste 
mês. 
Seria bom que os homens que es­ 
tá() <lir:gindo noesa Liga de Esportes 
dessem uma mãozinha ao Jozino neste 
conserto e, tambem, marcassem logo a 
data para um campeonato que podia ser 
até com clubes não filiados e logo de­ 
pois fazer um campeonato oficial com 
as agremiações filisdas de nossa Cida­ 
de. 
Volto a lembrar os amigos que a • 
época é de colher frutos já que estamos 
há muito te-mpo plantando idéias e ven­ 
do nascer novab esperanças e uma 
delas é o apoio que de certo dará o 
Senhor Comandante ao 10 riC. , nos 
eventos esportivos desta metrópole tão 
por baixo neste campo de tanta força 
em qualquer comunidade. Façam um 
npelo ao Cmte. , e terão a surpresa de 
vê-lo tender com utenção e carinho 
como, por sinal, é peculiar nos lideres 
militares que dirigem, atualmente as 
unidades nas regiões cartntes de r'ecur­ 
sos materlah:l e humanos e nós estamos 
nos dois casos não é ? Dei a dica só 
falta aproveitar o caminho. 
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SÉRGIO ROBERTO PERONDI 
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Bela Vista MS. 
Efemérides 
Aconlcuu no dia 11 e 
12 de março 
Emn II/3 de I735- Doml­ 
gos Simões Jordão, toma pos­ 
we do Governo da Capitania 
do Ceará cm Rubuituiçlo a 
Leonel de Abreu Lima. 
IB08 • O príncipe • rrgeo­ 
te D. Joio organiza o primeiro 
wínisterlo conFtítuido no 
Brasil, composto de tres mi­ 
nistroR: Fernando Jod de 
Porcugal, depois Conde de 
Aguiar (Nerocios d Heiao e 
Fazenda); Rodrigo de ouza 
Coutinho, (depois Conde de 
Linhare' iegócios Estrangei­ 
ros e Guerra), o, Joio Hodri­ 
gues de St!. e Mearzu, Cond• 
de Anadia(egoclo Ultramari­ 
nos e Mnrlnhu.) 
1879 • Frnaci1co ardy 
Filho (Chiqalto ardy) nure 
ne•ta data ua cidade de leu. 
Depois de aprender as primei 
ras lelru com a avó paterna 
estudou no Externato "Trito 
Mariano", no Colegio Suo 
Lai•, e prestou exames no 
Curo Anexo. Trabalhou por 
longos anos no Departamento 
de Correio• e exerceu aa 
fuaçõ.:s de diretor do Arqui· 
«o da Curie Metropolitana de 
S. Paulo. Pesquisador infati­ 
gavel de fontes históricas, 
conrnltou mtlhares de pagJ. 
ns do8 testamento, e inven­ 
tarios dos cartórios de Itu, dos 
livros e documentos perten­ 
centes a 10a Prefeitura e 
Camara Municipal, e • docu­ 
mentação do Arquivo do E­ 
tado de Si, Paulo. O resul­ 
tados de suas pequisas, fo­ 
ram divulgados durante qua­ 
se tre« décadas através de "O 
Estado de Suo Paulo, A Fe­ 
deração (Itu) e outros jornal 
dn capital e do interior. En­ 
tre ,eus livro, desl.Acnm-sc 
os -1 volume• de "A Cidade 
de Itu (publicado em 1928/ 
1930/50 e 51, ·O Padre Bento 
Dine Pacheco" {1931). MA ir­ 
mandade da :rnta Cata de 
Misericordia de Ia" -- Pri­ 
meiro Centenário de sua fun­ 
dação 1840/1940 (em 1940). ·A 
Fábricll de Tecido• S. Laiz 
de Iu" ((949, "O padre An­ 
tonio Pacheco da Silva o 
priwciro np6stolo dos Lázaros 
no Braeil (1950). A 17 de abril 
de 195'.! a Camnn Municipal 
de ltu concedeu a Nardy F. 
lho, o titulo de "Ituano Emé­ 
rito". 
Em 12/3 de 1889 - A 
freguesia de São Bernardo, 
criada por alvará de :l/lo de 
1812 e previsão eclesiástica de 
9 de novembro de 1815, é •le­ 
ada a categoria de Vila. 
Prof. Stumpf 
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Porto Murtlnho Muto Gr<>s110 do Sul 
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GI 
EM RITMO DE CAPITAL 
Caminha tranquilamente ntre o 
ruido e a confusão, mas não esqueçs 
do que a paz existe no silêncio. Tanto 
quanto possivel sem ser submisso, ê 
cordial para com os Bl'UB sPmclhontefl. 
Dize a verdade com calmo e clareza 
escuta os outros, mi•smo uos muçante 
ou ignorantes, pois também eles tem a 
sua ei;tórla. Evita nquek» que brndam 
somprc, os que HÜO agret-sivos. Eles 
torturam a almu. So lc comparares coíl 
os outros, tornar . te s infeliz, pois 
sempre h verá alguém maior e alguém 
menor do que tu. Saboreia luas vltórlru: 
como suhoreasle teus planos. Procurn 
progredir na tua carreira por mais mo­ 
desta 11 humildo que soja, pois Pia é a 
tmi sogurunça denlt·o dus oi:ocllnçõPi- lm­ 
prevlslveln de nossos destinos. Cuida 
bem dos teus negócios, pois o mundo 
está cheio de imposturas, Mas não deixo 
que isto te cegue para as virtudes que 
exlsten., quantos há, por al, que lutam 
por ideais elevados. Em luda a porte, a 
Tribuna da Fronteira 
( Fundado a 20/2172) 
F U D A Ç A O lvnldo PereirA 
DIÁRIO REGIONAL 
Propriedade da Gráfica e Editoro Apa 
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TRIBUNA DA FRONTEIRA 
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DEPAHTAMENTO COMERCIAL 
Chcle: Al varo Pereira 
Dorival Conde 
OFICl AS 
Chefe: Gihon Silvo Santos 
1!1on Roberto de ouzo 
Redação Administração e Oficinas: Hua 
Duque de Caxias /n Bela ita M. C. P 23 
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tic:o. Princin:ilin atr nfio finjas nf ·lç:1o. l! 
Nem sujas cínico para com o 
mor pois face toda o aridez • encanta 
mento ele é perene como a relva. Acei. 
t, com resíznção o peso dos anos, des­ 
ligando-te cheio de graças, das coisas 
da juventude. Alimenta o vigor de teu 
epirito o terás um ·seudo eom que te 
defenderá nos infortúnlos Mi não te 
entregues ao desespero diante do per! 
gos imnginárics. Muitos temores nascem 
dn fadiga ou da solido. Mesmo disci­ 
plinando-te de forma sadina sê tolerante 
para contigo próprio. És um filho do 
Universo. nilo menos do que o direito 
de estar aqui Mesmo que no o perece­ 
bas, não duv!drs de que o Universo e!:llá 
õP deseuvolvrndo. Haja o que houver, 
esteja em Paz com Deus, seja qual for 
a wonrlrn como o concebas. Quaisquer 
que F<cjnm o teu trabalho e s tuas as­ 
piruções na turbulenta convulsão da vi· 
da, fica em paz com tua alma. 
Mesmo com trabalhos árduos falsi­ 
dades o sonhos esfacelados, ulnda assim 
o mundo é belo. Mas toma cuidado. Lu­ 
ta para seres feliz. 
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POLITICI E 
Tribuno da Fronteira 
Ou e o seja hem infrads 
el tu 'S.-- Ano VHII- 133-79- N. 3/9 
Anda que pareça utópleo, nssim 
deverle ser, e oxequvel. , . 
Democracia 
CJHtabllldade e confiança, único valudou­ 
ro do ludlvldúo o da Hoclrdadc contra 
a altações e urprosas de um regime 
onde nllo há outro rllquo ú vmbfçüo. 
"Na realeza absoluta o arbllrlo é 
exercido por um homom o o prlvllér,io 
que o Imublllzn polo sucesr.no no des­ 
<:endClncla do soberuno abriga o Estado 
e o povo contra as lnquletaçõel:l e des­ 
grnçaA do lmprovlRlo. O monopólio do 
poder é, em corto s1;ntldo, uma garantir,. 
porquo tlxn a respowmblUdude em umo. 
franto omluente, e aubstral o lmp(•rlo à 
n vldoz daR pnlxõefl. A tendenclu funesta 
que, nus democracias espurlas, deprecia 
ousas combinações tulelo.re11, esses prln, 
clplos gerals, cujo sbio erdume se en­ 
tretece na lei, m:tra oolsn núo faz que 
tomar a o n b s o 1 u t I s m o I m p e­ 
r I a 1 u s o b o r nn I u de arbltr'lo, 
nlternndo-lho apenntJ a sede. Dus mllos 
do prlnclpo resvo.lou às do. plebo. 
"Cada agitador é um autocrata, 
cada molécula Inconsciente dn multidão 
um tirano. At1 mlaérlas do cativeiro crPs­ 
ceram nn proporção lnfinlla do número 
dos senhores, que dispõem da soberania 
sem n menor rrsponsabllldude. 
Creio nesses princípios, mas des­ 
creio dos homuns que pa voneando-so 
É proelso buscar nas ombras do 
passdo aluem par falar obre o as- 
8unto, e u compararmo eu modo de 
ver, le entender, de explicar o que seja 
o entldo do tal paluvra, quo u "oposl­ 
ião arrota como sigla partidárin", cer­ 
tamente flearemos esturrecldos com o 
que ao v0 e o que e doverla ver, 
'ou busonr Rul Barbosa. 
Rui niio foi HÓ um homem do e!• 
trulo que conlrnccu pratlcumente 11 pol(. 
tlon, oxurcoodu-a útil e ortouzmeuto du­ 
runto tod1t n sua vlúu, mns que também 
a Invostiou séria e pertinuzmente nos 
livros, na oultura dns ldólas, das grandes 
conentes quo, ele todos os quadrantes 
da terru, se vieram o.cumulando utruvós 
dus Idades. 
Elo foi, entro nós, o mals eminente 
e brUbante cultor do direito polltlco. 
OuQamos o que diz do titulo que 
encabeça esle nosso lembrete. 
"Perto de quatrocentos e cinooonla 
anos antes da not18a era, jli os corlntlos, 
testemunhas das alternativas dn surto 
da força, diziam aos atenienses "O Ca­ 
minho Real da Conveniência é o Oo.ml• 
nho do Dlrolto". Esta é n verdnde ainda 
hoje. A ausêncl11 de uma autoridade, que, 
nns relações lnternnclonuts apliqua a 
sunco de d ir eito, é n grnnde 
fraqueza dns c I v i l 1 .z o. ç õ e e 
mais adiantadas. ~ão há porém, clvlllza­ 
ç1lo no.clonai, enquanto a direito nilo as­ 
sume n formo. imperativa, traduzindo-se 
em lei. A lei é, pois, a divisória entre a 
moral pública e a barbaria. O regime 
que dela t.e alonga, rompe com os seus 
interest1es essenelals, uhsorvendo o ger­ 
me deleteria, que o decomporá. 
"Cantava u musa de ólon que o 
despreze da Lei alastra de males a cida­ 
de", no passo que com n aun observân­ 
cia, pelo contrario, "tudo entre os ho­ 
roens se converte em harmonia e rozllo". 
Edlf!cador d'l democracia grega, ólon 
devia saber o que dizia. Mais de vinte 
e cinco sáculos conto, por tanto, a pra­ 
vldads dos que, como eu, acima de to­ 
das as coisas reverenciam, na terra, a 
lei como a entidade e unlpotanto que na 
frase de estadista helenico, "encadeia os 
maus, extingue o violencla, coibi' a sedi­ 
ção, e aplaca os furores da discordia. " 
"I base de democracia no século 
dezenove é mesma que há dois mil e 
quinhentos anos: A Religião do Direito. " 
A consciência republicana dos 
que o sacrificam à oportunidade, e a 
bem desta abrem à lei as mais odiosus 
exeepções, emparelha com o sentimento 
religioso dos gregos, transfugas da Pó­ 
•rla, arrastados o. Atonas na torrente 
bárbara _de Xerxes, que, cumplices na 
destrmçao de Panteon, no saque da A.­ 
crópele, na mutilação da arte helaniea 
na trucidação dos defensores do templo' 
cuidavam reconciliar.se com a deusa 
ultrajada,_ oferecendo, entre as rulnns, 
um sacrHtclo expiatório e acalentavam o 
último escrúpulo dos deveres traídos com 
a fábula de que 0- olivfllra de Palas 
queimada pelus mãos de Invasor, rever­ 
decern sorridente dos escombros. 
" A democracia, se por democracia 
entendermos o Governo livre da nação 
pela no.çao, ou, na definição de Alcebla­ 
des toda organizacao de poder avessa 
ao despotismo ", depende visceralmente 
mllis que outro qualquer sistema politic~ 
dessed prinr.lplo1:1 nbstratos, dessas for­ 
mas iradlclonals, o unico elemento de 
Dr. José Atanasio Néto 
ADVOGADO 
Causas cíveis, criminais e agrárias. 
rcrit. Av. Duque de Caxias, 878, 
Jardim, MS. 
Cantinho 
Comp já publicamos anteriormente, 
seguimos recebendo colabornções de to­ 
dos os tipos, loolusive poesias, agora 
que criamos nos!:lo c,mtlnho próprio. Se 
vooê tem pendores para escrever peque­ 
nos contos, crônicas, poei;!as, Anvle seus 
trabalhos para a sucursal da Tribuna 
da Fronteira, à Rua Tenente Berourdei,, 
2178, em Jurdlm. 
Disseste 
D1,seste: 
Olho. a noite! Olha o céu! A turde 
vai partindo. 
Empurrou• a no além um vendaval 
de luz ... 
Nunca pude supor que o cflu fõsse 
tão lindo, 
E a noite luminosa assim, nunca 
,upuz, 
Nós em todo o encantamento, e 
minha alma é enlevada, 
uma sublime flutuaço pelo nr! 
Disseste: 
E eu te fitei, mas não te disse nada, 
Porque tinha meus olhos só para te 
olhar ... 
Educacão 
> 
Volto, com prazer, a falar da Ci­ 
dade de Bonito. 
Desta vez sobre o colégio de 1° e 
2º Graus, excelentemente dirigido pelo 
Pro!. Odiel. 
Com que orgulho aquele mestre 
fala de sua escola. Brilha no ambiente 
o magne'.lemo de uma boa administração 
e de uma vontade incrlvel de servir à 
comunidade escolar. Era seis sala. dizia 
o Direter, mas ano passado com o uuxi­ 
llo do prefeito e verbas vindo do Gover­ 
no Estadual pudemos mudar multa coisa 
e dar mais con.forto para nossos alunos 
e professores. 
Mostrando a este repórter seu ce­ 
léglo e apresentando os professores 
Oàlnel era uma criatura entregue total­ 
mente à educação e formação do homem 
como define academicamente os autores 
pedagógicos modernos. 
. Olhe Ivan, nós aqui estamos plane­ 
jando aumentar ·os cursos dar mo.is e me­ 
lhores opções para nossa' gente e isto 
vui neontecer breve se Deus quiser 
talvez nos próximos dois ou três anoi;,. 
Que perspectiva! Que otimismo• 
Que confiança! Será que todos os diri­ 
gentes de escola pensam como o de 
Bonito? Será que todos estão motívados 
como aquele jovem e eficlente Diretor? 
Todos nil.G. Alguns slm. Todo homen 
atraz da palavra Democracia, jamais pen­ 
surm sequer em co!oca-la verdadeira­ 
nente a servlço da Patria. jamais pensa­ 
ram ema termos do Brasil, mas, rim em 
estar de posse do poder que se não está 
totalmente em suas mãos, visam x)mente 
alcança·lo poi muitos deles já e guinu­ 
daram à alta Câmara da 'ação e ao 
Senado e Jú vüo e quem não lrill., n ·sim 
polpudamente, regiamente paos! tendo 
até o direito de não comparPcP.r parn 
obstruir uma votução, quando não deve­ 
rlam ut:ar do tal prerrogalivu IDOf; lú e.­ 
tarem defendendo seus pontes de vista 
inda que m branco mus presentes, essa 
6 a verdade. 
A doruocrucla devPr{1 vlr, virá tal­ 
ez, assim esperamos nós os Brasileiros, 
e eu, no meu caso particular de pensa­ 
mento parte porem, sem Anistia ampla, 
sem a proximação dnuqueles que noutros 
tempos e até o presente ainda deveriam 
ser conslderadoJ, ou tu 1 vez o Fejum pela 
mui orla do povo, não dos pu rtldos qn<· 
possivelmente deles necessitem inimigos 
de sua própria Patria. Que fiquem onde 
estão, pois mesmo lá ... já Incomodam 
bastante. 
Prof. Stumpf 
Poético 
Escuta! Ouve o rumor que transbor­ 
da dos ramos, 
Na orquestração feliz dos pássaros 
nos ninhos, 
Quo.otos sous dentro d' alma, alegres, 
nós levamos, 
Quantos sons nos arvoredos, a borda 
dos caminhos ... 
Disseste: 
E eu te escutei, mas não te disse 
nud'l, 
Porque só tinha ouvidos para te es­ 
cutar. 
Levanta as milos. Apanha estes 
galhos floridos. 
Pesados como estão. radiantes, mul­ 
ticores, 
Parecem se ofertar nos teus braços, 
vencidos, quando soltam ... 
Pelo ar um punhado !!e flôn.s! 
Fazem sombra e enfeitam todo o 
vão da estrada. 
Colhe - os, para um momento para 
os apanhar. 
Disseste: 
E eu continuei, e não te disse porque 
Só tlnhu breços pura te enlaçar .. '. 
e Política 
que escolhe ums profissão por neeessi­ 
dade nao dá a PSt!l profissão a atenção 
daqueles que tem vocação para a coisa 
e isto Odinel tem demais. Respeitado pe. 
los alunos e admirado pe!os colegas 
professores e auxiliares de ensino de 
Bonito pois para todos tem sempre uma 
palavra de carmho, confiança e atenção 
e isto clama-se vocção para dirigir es­ 
cola e enfrentar problemas do manhã 
a turde e a noite sempre com um sorri. 
so nos lá_b1os rumo, se obstáculos fos­ 
en (e são) mais uma prova a ser ven­ 
cida com discrição e presteza. Nosso 
MS precisa de gente deste quilate para 
eleva-lo cada vez mais no conserto d 
grtdes Estados _Brasil«iros. Bola pÃ 
frente amigo de Bonito. 
Ivan Nascimento 
Dr. Enio V argas de Araujo 
Advocacià Civil, Criminal e Trn.ba 
lhlsta. 	' • 
E:SCRITÓRIOS 
Rua: Pilad Rebua, 1454 _ B 
onito - MS 
Praça Agnor Carrilho, 276 - Miranda MS 
Trânsito e cri ti• 
cado pelo líder 
1 
do MDB 
f 
1 
O líder do MD na 
A,;sembléla, deputado 
. érglo Cruz, ao criticar 
o Sll'lll'IDU de trllusft<, u­ 
tilizado em Campo Gran­ 
de, rocr,rdou que o o­ 
veroo Garcia Neto es­ 
pargiu a Idéia onbudo­ 
ra do tri1':1slto planejado 
que, entre outras coisas 
serviu para aumentar o 
índice de acidentes e 
Pngorrafamentos. 
Segundo o deputado 
o atual 1dstema foi lm­ 
r,Iantado sem que os 
próprios campogranden­ 
ses o os que convivem 
diariamente com os pro­ 
blemas de trânsito foi­ 
sem consultados. 
Basta verlflc.:ir que 
quando o novo trânsito 
foi aciono.do a confusão 
foi tal que os acidente& 
e engarrafamentos se 
multi plicaram. 
Diz • érglo Cruz que 
esta medida não serve 
paro o movimentado 
trânsito da cidade. Os 
levantamentos não foram 
completos e as modlllca­ 
ções Introduzidas não re­ 
!letem ?rofundo conheci­ 
mento dos principais 
problemas de trânsito 
que há. Ao acentuar que 
não houve qualquer ino­ 
vção ou melhoria, o H­ 
der oposicionista frisou 
que a solução, untes de 
se penetrar na área es­ 
pecifico meu te técnica é, 
uma consulta ampla e 
con istente a todos os 
que vivem o dia-a-dia 
do trãnsit(.) local, moto­ 
ristas, tmnseuntes e téc­ 
nicos, para que, então, 
as medidas a serem to­ 
madas não provoquem 
tamanha confusão e de­ 
sordem como lastlmavel• ' 
mente está ocorrendo 
agora. 
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