1 
t 
, . 
- , ···- 
President1' João figueiredo 
"O que quero r: libr.rnliz'.lr. Faço 
tudo isso e ainda acham que é pouco, 
que não está havendo abertura.'· r fra­ 
se foi dita pelo prrsidente João Figuei­ 
redo no sr.nador Dinarte Mariz (Arena­ 
RN), quando o representante arenis_ta 
afirmou ao general que atualmente exis­ 
te um quadro de anarquia no País e, 
menriouando um episódio do tempo de 
Getúlio Vargas, aconsclbou.o a "bater 
na cangfllba pors o burro saber que há 
crent1:1 em cima". O conselho do 8enador 
não encontrou receptivid~de. 
Dinarte Mariz, que esteve cerca 
de 20 minutos com o chefe do governo, 
contou e.os jornal!stas, à i;aíd5:. ter con­ 
ver1rn.do, prirnPiro, sobre_ o Pio Gande 
do Norte, tendo tranqulhzado o presiden­ 
te au:mto à recomposiçffo part1dar:a ali. 
"N6s vamos nos compcr•·, assegurou. De­ 
pois, considerando ser isso do seu devt>r 
fez um depoimento sobre o que está 
ver.do no País. 
O senador entende que o governo 
deveria gir com mais agressividade 
atento para o cumprimento ria lei, n~o 
• " Há ana1·qurn 
Permitindo a ano.rama • C 
também. serrnndo ele, d('ntro do ºr 
gresso Naci~nal. "Com longos . anos ,e 
vida pública - disse -, nunca v1 uma co1- 
l n'aref. trazP-rem 
!la dessas, de par ame L - _. e: a u- 
oiires. mora écwr z, 6%7 k 
par e dirirrir palavrns e a oblema 
ios ade&sãs" t.por·,,"nn- 
"é conoseo mesmo . ac.esr.en. d 
• 	f c::sa presidente o 
do amda que. se -
0
-. . isso acon- 
Congresso, não permitiria que 
n..l 
feC(:lf;SI?. 
Ao presidente, Dloarte Mariz dlsi;~ 
ter contudo um fulo ocorrido no gove1'-­ 
no Getúlio Vnrgas. Havlo problrma~ po• 
líticot: na Bnblu ~ 'Vurg,ls chr.irnou n Po.• 
Iiiclo u interventor ,Jur1rny MagalilJ.e.; e 
llw di·.i;e que "nfio devia dar no burro, 
ftHl!l dai· no canga1ho, pom o burro sen­ 
tir que há gen1 '.l em címu"'. Pouco depois 
o líder uposiolonista no Estado. Simões 
Filho, Hofria 1.1ma q~reE;i,ilo. Varga;; cha• 
mou novamente Juracy e o repre>encleu: 
"Eu lbe rlissc para dar na cangalha. vo 
cê dru logo no bnrro··. /sslm, concluiu o 
senudor. devia fazer também o governo 
hoje: ''Dar na cangallla pan1 o burro 
t;entir que llú gente em cimn··. 
Figueiredo, segundo e próprio Ae­ 
nador, rlu do epiAódio, mas nã'J concor­ 
aou CP!D suas opioiõas. reiterando, ao 
contrário, seu propósito iib:ir11Jfz3nte. 
Dioarte llariz dlt1i;e aos repórteres 
- estar na hora Je "o Brasil entender 
qne a anarquia nãn aproveita a nioguem". 
Todo:i, a seu ver, "de'l-lam colaborar com 
u obra de pacifienço que, em nivel ele. 
vado, vem sendo executada plo presl. 
d0ntc Fir{U"lrNlo''. 
A propósito dos movimentos trn. 
balhltns em São Pulo, o senador dIeo 
e tarem ali os trabslladores melhor re. 
munera<l.on do P..iíc: P. no rntnnto. '' fn• 
zfltn f!L'PVc todo !lia". E p11-.: coHflrtN11· 
que alJ?U::iG dlt-1!.??lllf' f;lndlrnl,i vnull ta, 
süo '' olitlshrn ", dIsos ter outro dia on­ 
ontrado Luz Inc!o da SI!va almocsn­ 
do no "Nino's "', um dos r t
1r,• .11•·: ·11., ..i 
mais soflstlcncloH 'lO Hlo rf,
1 JclH'l:ti (' 
qur elo prpip disse s ·.-. 1.,•,; fr1...{1Ul•ll· 
tnr " com i;,ncrifici'lfl " 
O endor já e ia retirando, 
qu1ndo um rep6rter, IPrnbr,,nrlo n11r,vt"r11,1 
q,ie com ele tivera o Ministério da .Jn•r• 
tlçu. perguntou: " O Al!olloi- n1ivfll'tiu o 
preEidente do que, !Hl eonlriuar .: rlelui- 
01·acão do proCPt-160 de> auC'nur .... 03 Tili· 
lltares vJ.o r0tornar o pod~i· ourq vez?" 
Dlnnrte riu: " Não, mt'u filho. fiquei nr,m 
medo de que ele me puses:-s:! paro forr, 
do gabinete. 
1 
l 
1 ------ .. ~_,, _ 
Mundo Novo - O deputado Paulo 
Saldanha foi autor de projeto de decre 
to legislativo que autoriza. o Poder Exe 
cutivo a criar uma Delegacia Regional 
de Educação e Cultura com sede no 
município de Mundo Novo, abrangendo 
os municípios de Iguatemi e Eldorado, e 
tambem os dlstritos de Sete Quedas e 
Tacuru, no município de Amarnbai. 
Afirmou o deputado Paulo Salda 
uha em sua justificativa que trata se de 
uma região com densidade elevada de 
população, grande número de crianças 
em idade escolar, vnrias escolas de 1° 
e 22 graus, necessitando de periódica 
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mo ta!Ilbem aos profe1=sores lotados na 
região.: 
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' 
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Deputado Paulo Salfümha. 
/nis io: o:; c:on­ 
diçõ • s po,·o o 
nunidc volto 
(), , •'·  l.lot',
1
r1 eh 1 
e militares p!dos por 
crime polítlco e iteres 
do no retorno 01 Ia 
rever«o o erlea 
ativo terão przo t "?} 
de dzrtbro ara r 
querer p!tenaçdo dn 
l·•l da ~nl ,ti,t, 111an o·, 
pedidos que «orüo e 
xemir dos no pruzo má 
ximo , <' 180 llirrn - Htí 
toro ceitn qb estas 
con,'içõ,, . .: <'Xlr11t1ncJ11 11,, 
vs, Intera.te da lmi 
ni. fr· <',:n «'rtl l'l'arln,1111 t 
lml!t• <! • i,J,<c!'-', t!npncl• 
dado fisicn o nté com­ 
prova0o da esclrida. 
de /ida para o de 
sempnho do caro ou 
(.ftl!Jr'l''70, 'A, O CjlHl QRt{• 
r;r 'vi it',) !10 d C!CftlO n'l 
84,14), que regulamenta 
a l"l r]a anir.Li, 0, r.01·(! 
bicado no )fario 
Oiiinl a clrcul se 
gun1a tefra, em Brasil!a 
Divida passará 
dos 50 bilhões 
em 79 
/. dívicJa cxtercn. 
brn•.iJ'aim devnó p:.n,ar 
dos n0 bibõeo do :Jnhr,•c; 
este ano. e O govero 
decidir manter as r@sr. 
v,:s x:o mesmo valor <:o 
unn passn.clo - USS 1 l/3'.1 
bílhõ~:1 - como enun­ 
ciou e mln'stro DP.lí'•m 
Neto, do P?lancjamento. 
03 técnico~· do gover· 'l 
estão prevendo uma ai­ 
vida de U$ 51,2 bilh62 
consíder<.!ndo um aumrn­ 
tl) de- U-S 7.7 bHhões dn 
enrli,:ifüi.mento oxterrw. 
Se ío:· co-:í:ia::iarlo n 
previsão de US3 51.2 bi- 
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em 1979 será de U:: '.J 
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lnsc. Est. 130592343 
Administração -Maria Estela V.Pereir 
Redator• Chefe • Ivaldo Pen,ira 
Departamento Comercial • Alvaro Pereira 
Redação Administração ~ Oficinas: Ruo 
Baque de Caxias s/n Bela Vista MS· Cx. P. 23 
I 
ASSINATURAS 
Bela Vista, (anual) CrS 600,00 
lJem:üa Municipios CrS 700,00 
"Os conceitos emitltlos em artigos 
a11i1111de1 niio exprimem, nec.:ssnriamente, a 
opillião do jornal. 
Fundador e Diretor R~sponaavel l 
lvaldo Pereira 
Enfim Alaor K. recebeu o tele1o­ 
nem que to ans!osamente guard­ 
mos-- o Interurbano anónimo. Era 
quase rneln noite dt, d()mingo q1wndo o 
telefone tocou no nosso apartamento. 
Aluor [!.ter.dou e a voz qun ouvlu e<itava 
ba+tanto à espera e nervosa. DIsse que 
estava ligando do Campo On•nrl • e <JUl1 
objetivo era fazer ju/+iça. Alaor no 
tendeu (e era tal o eu ctado do 
tensão que repontinmente ficou com 
um topete bem nn te«ta, enqunnto qu 
elo é completamente carena) o inwitiu 
parn que n vo [osso ma]s xplíelta e 
se possível re expressasse em discurso 
carteinno. 
- Pois nlio - respondeu a voz. 
Aconteee quo sou a umante do eara 
que matou aquele comerciante em Belu 
Vista. Hoje ele está 11rrasa'.io, bebe feito 
um gambá nuncallvluno e estú no bos• 
plclo daqui. Tudo Isso não por remoro 
de ter matado o cara, mas porque n 
crime em sl nfio lhe rr,ndeu OJ:idn. Ao 
contrário aconteceu com o seu pat, que 
pegou uma boa grana fazendo-se passar 
por }1 e r d efr o i l e g i t i m o do 
finado, já que os lPgltlmos nlio aparece­ 
ram e o dinh iro do comerciante devia 
parar n bolso de lguém, justiça ex1- 
gia isso. Teu pi Foi onerto e causou 
toda a frustração da vida áo meu umá• 
i;fo. Exijo que ele eeja agora indenlzi:rlo. 
Queremos todos os seus bens, menos a 
sua mãe, que seu pai ln~xpllca!elmente 
chama de bem. Aguarde rns~ruçoes. 
- Alô Alô • ah1da insistiu Alaor 
desesperadamente. - Bolas, desligou. 
Iml'l11atamente liguei para Campo 
Grande t, contei toda a estória para um 
psiquiatra amigo men, o doutor Napoleão 
Pucbel'O. Ele se encarregou de verificar 
se no sanatório local tinha algum paci­ 
ente de Bela Vista internado por excesso 
cte cachaça ou outra bebida qualquer 
que o pováo aprecia. como cantnhu, ka­ 
ttra ou tred fazend~. Ele ficou ele me 
ligar para dar a resposta na manhã se­ 
guir.ite. 
Enquanw isso pP.di que Alaor me 
contasse essa estória. do pai dele ter re­ 
cebido como herança todos os bens do 
comerciante morto, sendo que este era 
um Porquinho da India ( tal era o seu 
sobrenome ) e o seu pai um Peixe Boi 
isto é, não eram parente-l um do ou­ 
tra nem aqui nem na arca de Noé. Alaor 
foi lacônico: "Agora me lembro, pap&i é 
um safado, fez ii:so mesmo. Mas não vou 
permitir que "só'" por isso uns crimino­ 
sos nos explorem. Vou a Campo Grande 
para achá-los e pô-los na cadeia!" 
Na manhã seguinte, enquanto Ala- 
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para o público uma demonstração de 
sllde9 de todo o seu trabalho em poroe­ 
lunn, com entrada frnnca. a partir das 
9:00 bs. do dia 7, quarta-feira próxima. 
Nove expoRltores lnternaolonafR da 
Abrap e r!R. UnHlo Brasileira de Art!Rla!l 
Plásltoos estarão mostrando seus me­ 
lhorAs trnbalbos nessa exposição. 
Por outro lado, já está oonUrronda 
o. presença da sra. Ecomar Hacbiy 
D'Annqulm Cruz, pre~ldente eia Abrap, 
que vlrâ do Rio de ,Jnnelro. Segundo a 
sra. Tarslla a exposição eerá realizo.da 
também em S. Paulo. Rio P. Belo Hori­ 
zonte, ainda ao mês de novembro. 
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do Dersi, no senlldc de que se transflru 
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4%DC -. 10 RC 
Regimento Anlonlo Joilo 
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O Presidente da Comissão de Compra de 
Animais do Ministérlo do Exército, comunica que 
fará realizar v Licitac;iío n.• 0l li9 nu dia 4 (qu.1• 
tro) do dezembro de 1979, il~ 09,00 (11ovt) hora• 
na 5eEEãO Veterinária cio 10.• He(llmelll<' ele Co,a­ 
bria t'.ID ato público, quando serilo nbertus e exa 
mlnadaw as propoEtaR relntivu, à Tomada dr prc. 
ço• para a uquíaiçllo de onimah (equinos) destina­ 
doo ao Exér~ito, de acordo com a legisloçflo em 
vigor. 
Edital e EFpecificaçõe, 
O E1hal. :is especWca,;õe5 e os e,clan,d­ 
mentos neeessário. s pcdPrllo ser obtidos, durante 
o expediente normal na 8eçúo Veterinária do JO." 
Regimento de eavalaria. 
Quartel em Bel Vista, MS, I1 do, outubro 
de l979 
A.ristiile,; Oliveira de Melo MAJ VET 
Presidente da Comis ão de (.o:npras de 
Ania:ais. 
Aquisição de Animais 
O Presidente da Comissão de Compri:.• de 
Animais do 10.• Regimc:nto de (3,,alaria, comuni, 
ca que esta adquirindo equinos pra o Exército, 
com idade de 4 {qnntro) até 8 (oito) enos, doma 
dos e em bom r.stado. 	• 
Os interessados deverão prorurar e~clare 
cimentos ou apresentar os s!'UF :.nimais, durante 
o expediente normal, no Quartel do 19.° Regirn 
to de Cavalaria, 
Quartel em Bela Visra, S, 18 Je outubro 
de 1979 
Aristides Ofüeira de Mek MAJ VL'T 
Presidente da Comissão de Compras de 
tpimais. 
toção d'o 
//EC para 
Car11po 
Grande 
Os Deputados Ar 
Hlro <' 1llH't lo Culwl 
foram autores te indi­ 
caço no l'Ptlll<lo (ln :H'l' 
enviada correspondênel 
ao Sr. Mini·tro da Edu 
eço e Cultara, Eduar­ 
cl o ~fo u 11-1 P n r tel l n, 
vJ11rinclo u ln.1plnntuçõ.o, 
em caráter de urêneina, 
de uma Repreventnçio 
dquelo Mints!érlo em 
Camno Grande, ucen­ 
tuando unqueles parla­ 
ffi"lll lrí' •, fll fllltl jlWtlfl• 
c:•lva, nfo dispor nossn 
capitnl de representaçio 
dnquelo MI:istér1o, es­ 
lnnrt,, pt'Cf.P:1te11<'nle, lo­ 
dos os suntos referen­ 
tc>s Ao MEC de nosso Es­ 
tarlo, aluda vlr.culudos à 
rvpreetço de Culabá. 
Oração ao 
Divino Espíri­ 
to Santo 
Esyirito Santo você que 
me esclarece tudo que ilumi­ 
na todos os cnminbos para que 
eu atinja o rneu idtal, rncê qn.e 
me dá o dom divino de per­ 
doar e e,quecer o mal que me 
fazrr::i; e que todos os ins• 
tantes de minha vida ewí Ctl• 
migo, eu quero llGEte curto díá• 
logo, Uf.'l'arlecer-lbe por tudo e 
confirm3r mds uma vez, que 
eu nunca Juero me sepan.r 
de você por maior que seja a 
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niu::u da 'í1utade que sinto 
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ratificações, serviços executados de acordo com 
as exigências do 1:-ICR.A o único e;crirórlo que 
conta com { doh) agrimeo•cre; forma.dos para 
garantir preciso nos serviços executados, E le:n­ 
brem,Ee senhor~s proorle.t:irio,, na .ágr1.ul você 
não contrata intermed1.íric;. 
Rua Antonlo João 1011 - 8ela Vista MS

HO, 
Um er primitivo, de blx estatu­ 
rn e do felcõer, shnlns, com o Mblto de 
chorar estranhamento nuo nollr.fl rnlua­ 
radnas e elo dormir entre os unimls nas 
pasto pen, do cóeor, cuja origem e ir­ 
vore gonr.alógloa 6 totalmente dPf!conhe­ 
cldn, ost1' vivendo cm Dourodoo, na Fa­ 
zenda Sfl.o ,T oR6. 
Jporentrc10rlo uma ldt:irlo superior n. 
1O0 uno, Tomóz - como foi ba!lzndo 
pelas pessons que o encontraram e ado­ 
turnm - ó portonot1nle a uma espécie 
multo dlforente da raorl humn.rrn normal, 
o, lém de sua préncina, on seus modos 
nssemelhm-se 08 de um n111cnco, mzílo 
porque as pessons não entendidns clen­ 
tlfloomente nohnm quo eh, Reja orlglnndo 
do umH oruzu do um homem com um 
mncnco. 
Elo é multo nalurnl em Ft:lUR a tos, 
e, apeenr de convivnr com honrnns nor­ 
mais há mula do três anos, costuma num 
repente, tirar fl roupa e sair pa8fwondo, 
Indiferente ó tudo quo o rodrfa. Segundo 
,José e A1dn 'Teles. proprietários da fu­ 
zenda onde ele está, "ele é muito dllca­ 
do e aprende com facilidade tudo o que 
lhe é ensina.do, sem uuncn ter npresenta­ 
do problemas de saúde, sendo a sun 
constituição física pouca suscetivel à 
moléstias, mesmo em sua idade - já 
avançada". 
COMO FOI ENCONTRADO 
Tomáz foi enoontrndo numn área 
semi-selvogem nas prox!midades da ER­ 
tancla Santa FilomenP - locallznda a 
100 quilometros de Cuinbá -. também 
propriedade do casal José e Aida Telee. 
Conforme o depoimento de ose 
Teles, que pesquisou as origens do "ho­ 
mem macaco" sem grandes resultados, 
"velhos pioneiros radicados naquela 
região norte de Mato Grosso contam que 
de seis em selF, meses, ele era visto pes­ 
cando às margens dos rtos, nú. Mas fugia 
quando notava a presença humana. Mais 
t!lrde eles conseguiram saber que o To­ 
maz comia o peixe crú, guardando ores• 
tante da. pescaria para o período com­ 
preendido pelo intervalo dos seis meses, 
embora a carne do pescado apoclrP.cesse 
com o longo tempo". 
Depois de muito tempo, os colonos 
consegulrP.m aproximar-se do ser primi 
tivo, que revelou-se amistoso ao rela 
clonamento com os humanos, mesmo 
que n!lo consegufsse articular nenhuma 
palavra, emitindo grunhidos animalescos. 
Entretanto, os funcionarios da fazenda 
achando interessante aquela "coisa" - co 
mo o definiram - cienfüicar2m Tc-les do 
asuDto, que passou à tarefa da conquis­ 
tar a amizade dele. 
Restaurante Boretti 
- completo serviço a Ia carte - 
alto padrão de atendimento 
Restaurante com ar condicionado 
e requinte 
A ven ida D u que de Caxias s/a Jardim - M S 
Pado algum tempo 'Tom6z afel­ 
çovu tlO no casal Aida e ,José, e tllo lo· 
o conseguiu articular algumas palra1, 
passou a cham-los de "pai e mãe'. 
Contvdo, nem mesmo esta aproximção 
conseguiu fazer com que tive+o cundi­ 
ções de relatar u sua vida anterior. ([lo 
eruhovecldo l'f-ituvu diante do n o v o 
mundo em que passou a viver. 
Aludu hojo, Tomóz conlillU:l a dor­ 
mir de cócoras ou cnrodllhudo eomo um 
cão o que torna 1m1·prcendente u flexl 
P·lo Prof. Dr. Napoleão Mendes 
de AImelda. (Especial para o 
"füitado'') fl'unscrição para 
T. da Fronteira pelo prof. Stumpf 
Vernáculo - E do nosso snudcso 
Leo V,;z a des!gnr.çüo que encima esta 
colnboração. "O senhor é capaz de es 
crever todo. semana um artigo igual a 
estes dois que o se.TJhor trouve?'' per 
guntou-nr,s o erudito e lntellgente reda­ 
tor-cht:fe do E!ltado numa noite de inver 
no de 1935 numa ncanhada snla da rua 
Boa Vista'. "Sou sim, senhOI''', foi u 
pronta resposta do jovem que a agurdnva 
o resultado da leitura sllencioRH, ininter 
ruptn, vagarosa, duas vezes acompanha 
da de um olhar desconfiado e penetran 
te. por cimo. doR óculos, para o autor 
dás quatro laudas oferecidas como amo;; 
tra8 de uma postvel colaboração que 
viesse substituir n do falecido João Ri 
beiro. "Qual o título que vamos dar o. 
seção?'' contino11. 
Recomposto na cadeira, que quase 
a f u n d o u ao ouvir i-eu ocupo.nte 
a segunda pergunto. retrucou º. rapaz, 
recém-saído do Instituto Salesrnno de 
La vrlnhas. SP, onde se graduat'a em filo­ 
sofia e em letras classieas: "Não pensei 
nisso. e gostaria que o senhor mesmo 
lhe desse o nome". 
A uma tragada já do novo cigarro, 
que também pela segunda vez julgamcs 
oportuno não aceitar, seguiu-se esta 
conslderaçH.o: "Exitite num jornal de 
Paris, Le Veix de Paris, uma seção liC:• 
guística intitul3da .Quesíions Vernacula1- 
res. Que diz do titulo Questões Verná­ 
culas para a sua coluna?. Umas ter.tas 
outras considerações sobre essa escolha, 
e 11 seção aqui perdura com a ben1gnu 
aceitação e colaboração dos leitores. já 
antevendo o fio de uma jornada toda 
caminhada e o m m ui t a persistên­ 
cia num terreno de questões tanto mais 
numerosas e inesgotáveia quanto mais ao 
sabor da ignorância e do desleixo, quan 
to mais à derivados invencioneiros de 
modismo e dos derrotistas do belo Iite 
rário, dos aeomodatícios da incúria ofi 
eia! e do desmazelo didático, dos propa­ 
gandistas da desordem lingüística e dos 
que não enfrentam a incapat:idade de 
educação. 
Tem o adjetivo vernáculo origem 
no latim vernaclwm. vccbg'o provei­ 
ente de verna: er qualificção dnda era 
latim ao encravo n·@ido na casa do 
senhor, on, como entre nós se diz. ao 
crioulo. Do "nscldc mn casa do senhor 
passo a palavra a significar "nascido 
no país", 'próprio do pais'. Assim é que 
já os latinos dlzinm ·'vern,· culae volu­ 
cres" purna designar 8 aves 
próprlus do seu país. _Aí a justtfi­ 
cação da correta expressão produtos 
VPrnúculos ", isto é podutos do próprio 
pnís. 
Está claro quo e é um Inglês 
quem fal " ptodutos vernaculos " são 
os da pátria dele, se um frnncês os da 
França. 
Dt>srn aplicação passou o adjetivo 
n Mpecificnr t11mbf-m o ídiorua do país• 
Se falando em latim. dizemor, 
1
' vocabu­ 
lo vernácula", falvmos !'ID português 
'· voc:bulos VernSC!los " especificam os 
vocábulo& do nosso idioma. 
Em nossRs r..ulas - a princípio 
dadas em escolas sompre demonstra 
mos respeito aos alunos, como nestas 
Questõefl Vernáculas sempre revelamos 
consideração aos leitores do Estudo. como 
transmitir lhes o falar de nossos clássi 
coe. coroprovnr lhes que ao vernáculo 
votamos 0 zelo quP caructeriza nações 
civiltzedas, que não permitirncs o endeu 
r.amento de poetas de tesouras com 
desprezo de nÓs,;cs vn.te::::. que não tole 
ramos composições, de tendencias trans 
formista, nilista. aue des 
prezamos páginas inti>ires de ·seções ou 
de suplementos de arte de jorrais que 
nos forçam a engolir o desprezo à tra­ 
dição. a alimentar ::i. contestação. a insu­ 
fiar a negaçã.u dos legitimos e tradicio­ 
nais represent:rntes das noss::i,R letras. 
Oferecemos-lhes a todos prova de zelo 
ao vernáculo com dizer~Ihes que et1crito­ 
res, de outros países. ainda quando redi­ 
gem contos para crianças. não incorrem 
em deslizes ele gramãtic&.. cientes de que 
todos devem emendar o seu falar e não 
propagar infantilidades de expressão. 
(continue. no próximo número) 
1 
não terá 
tecnologi 
1 
nuclear 
1 
antes d 
ano 20C 
O Brasil só ser! 
uependente no i-etor 1 
clear dentro de 20 ªl 
no ano 2000, qu4 
domluar toda a l!:cn 
gla do ::iiclo do <'C>tn~ 
fível, gnrnntlndo o a 
tecirnento trnra suas 
nn,;:. A previi:ão foi f 
no Rio pelo preside 
da Comissão Nacld 
de Energia Nuc!( 
Hervásio de Carvl 
Ele explicou que, qu 
do o ministro Cé 
Cals disse que "o l' 
dominará u tecnold 
do ciclo do combust 
em 1986", se re!I 
apenas ao treinami 
da técnicos. S<'gu 
Hervásio, o Brasil ~ 
4.00 técnicos forma 
até a data prevista 
ministro,. mas o pro 
ma de especlalizt l 
prosseguir, porque 
treinamento de um t 
técnico exige 15 ano 
O presidente 
Eletrobrás, Maur 
Schulmann, revelou 
a empresa não está r. 
lizando estudos sobr 
localizaoã o das pr 
mas centrais nuclea 
"porque o início 
quelquer pesquisa e 
autorização do .. linls 
rio dos Minas e Energ 
o que não foi feito". 
local das outras usm 
deveria ester fixado " 
o final deste ano, 1 
os técnicos gastarão J 
lo menos mas dois 
para fazer a escolha 
Preço deste 
exemplar 
Utilizando os Confortavéis Onibus Classe 
.... . 
1 unsmo da 
Viação Cruzeiro do Sul 
A Empresa que pensa nos mínimos deta!hes ... 
Para o seu Conforto-