TRIDUMA ROnTE 
, 
·DIARIO REGIONAL 
IIRLA VISTA - MATO GROSSO ))0 SIJT. - /IHO: 20 QUINTA--H.IRA, 06 DE FEVEREIRO DE 1.992 
rr %ama- a 
CONSELHO. 
p 
ICIPIL OI CRIINÇG SEM 
RI sua INSTILIÇIIO 
O Conaclho Municipal 
da Criança e do Adoles - 
cente, criado no ano pa 
ado e presidido pelo ve 
rendar .Joiio Knlifo, não 
dispõe até agora da mini 
ma infra-estrutura neceã 
miria para ntende·r os 
oeus objetivos, sendo um 
dos principais problemas 
a falta de um prédio com 
condições de servir de - 
instalação para o Conse­ 
lho. Falando ontem a repor 
tagem, o Presidente do 
Conselho Municipal da - 
Crianca e do Adolescen­ 
te, João Knlife citou 
o prédio da antiga "Pa - 
ratbana", que por muitos 
anos foi utilizado pela 
Escola Castelo Branco, 
"aquele prédio nerJu oi 
<leal para instalnrmoo ; 
Conaelho, man infelizmen 
te foi cedido para uma 
Eocoln Particular", ln - 
mentou Kalife, completnn 
do que "a solução é o 
Conaelho alugar um pré - 
dio, o que está sendo - 
muito dlficil". 
Realmente não dâ para 
entender porque um pré - 
dio público, como o da 
antiga "Paraibana" é ce­ 
dido à particular, quan­ 
do temos uma entidade do 
nível do Conselho Munici 
pal da Cr1anca e do Ado­ 
lescente precisando de - 
um local como aquele,com 
salas de aula, cozinha, 
banheiro e area de la- 
zer, para sua instala 
çao. Com isso o Conselho 
terá de alugar um local 
para se instalar, tendo 
de <llspender de recurnoo, 
que já são muito poucos, 
e que poderiam servir pa 
ra outros fins maia im - 
portantes. ~ triste mas 
P verdade, sem falar nas 
dificuldades para se con 
seguir um prédio que a - 
tenda as necessidades do 
Conselho Municipal da - 
Criança e do Adolescente. 
Do jeito que está hoje , 
caso um menor delinquen­ 
te seja colocado pela 
justiça sob a resonnsa­ 
bilidade do Conselho, te 
ra de ficar dentro da cã 
sa de um de seus membros. 
N9: 1.162 DIRirfOR: IVALílO PrflPlRi 
• 
Corumbá - Ambient2 - lÍvia, concluíram que a ia na Bacia do Rio Ta - 
listas e técnicos da - área inundada no Panta - quari são as mais atin 
Prefeitura Municipal de nal é superior a 50 qui gidas. 
Corumbá, cidade que faz lÔmetros quadrados. 
divisa no extremo Nora- As regiões conhecidas 
este do Brasil com a Bo por Paiaguãs e Nhecolan- 
e 
MATÉRIA COMPLETA 
NA PÁGINA - 07 
e 
Recursos Federais: 
Governo e Bancada 
Federal Unidos 
O Governo do Estado tem mantido o 
maior entendimento e coordenaçao com 
sua bancada federal, nas negociacões 
para obtenção de verbas de Brasília 
para aplicacão em todo Estado de Ma­ 
to Grosso do Sul. 
São apressadas e equivocadas as - 
infonnaçÕes sobre pretensa disputa - 
por esses recursos. 
MATtlUA COMPLETA 
NA PGINA - 08 
Governador Pedro Pedrossian 
1 
4 
F.O 
10 
J 
Vereador João Kalife 
'l 
i +l 
Coibindo a pesca dmran 
te o período da Piracem,i. 
a Polícia Florestal a - 
preendeu 17.387 kg de 
pescados, 83 redes, 58 
tarrafas, 03 tarrafôes , 
338 anzóis de galho, 17 
motores de popa e 15 bar 
coa de pescadores que 
não respeitaram a proibi 
cão durante os últimos= 
três meses. 
Segundo o Comandante 
da Polícia Florestal, Ma 
for PH Ângelo Rabelo, H 
to Grosso do Sul recebeu 
neste período a visita - 
de aproximadamente 10 
mil pescadores vindos de 
outros Estados. Apesar - 
do turismo ser uma fonte 
de renda de interesse do 
Governo do Estado, é pre 
ciso que os visitantes= 
conscientizem-se da im - 
portancia do período da 
Piracema. 
Os 250 homens da Poli 
c1a Florestal atuaram em 
todo o Estado, evitando 
que pelo menos mais de 
200 toneladas de peixes 
saíssem dos nossos rios 
ilegalmente. Também fo - 
ram apreendidos pelos po 
liciais florestais 153 
pássaros, 08 moto serras 
e dois animais silves 
tres (um quati e um maca 
co), que seriam comercia 
lizados fora do Estado , 
como animais de estima - 
cão ou que acabariam em­ 
palhados por colecionado 
res. 
Apesar do resultado - 
positivo de apreensoes - 
pelos policiais, o Comao 
dante da Florestal acre= 
dita que uma grande quan 
tidade de pescados sa{ • 
ram do Estado, ilegal­ 
mente. como nos anos an­ 
teriores. 
Tribuna de Bonito 
:centro de Saúde de Bonito Presta um 
Serviço lélito em oda Reio 
laats' Foi fiai a Ci.o 
Balaços na Fazenda Santa if via 
ESSAS E OUTRAS MATERIAS NA PAGINA - 04 
J

N decepções su­ 
cssivas do povo bra 
sileiro, com tantas 
1.oluc6ca milngr irna 
"apresentadas para a 
crlnc ccon6mica o 
que, sucessivamente 
falharam e levaram a 
situação a piorar ca 
da vez mais, tiveram 
como conacqu6ncioa - 
um <loarrgrnmcnto mo­ 
ral, uma deseducação 
dos homens, uma men­ 
talidade cada vez ma 
is destituída doe hu­ 
manismo, prevalecen­ 
do a idéia do que tu 
do é justificável pa 
ra atingir-se o lu = 
cro ou a vantagem 
mesmo ilicitamente. 
/ midia contribui 
despejando em nossas 
casas toneladas de - 
violência, sexo, obs 
cenidade, valores a= 
fetivos e familiares 
totalmente distorci­ 
dos, e o único que 
podemos fazer é ten­ 
tar dialogar e con - 
vencer nossos filhos 
que nem tudo que apa 
rece na TV é corre • 
to, nem tudo é as 
sim ... 
A administração - 
pública em todos os 
níveis, com raras e 
honrosas excessões , 
está contaminada pe­ 
la corrupção, cerca­ 
da de escândalos. 
O que mais se vê 
é o livre tráfico de 
influência, a falta 
de honestidade, o fa 
voritismo pessoal,os 
investimentos suspei 
tos. 	- 
Tamanha é adis - 
torção e tão genera- 
'J 
I 
vereador carlos Aberto 0cariz Dr. Cachito 
lizada, que aquele - 
que é honesto e pro­ 
cura ser fiel aos pa 
drões éticos e mora= 
is de retidiio e se - 
riedade em sua vida 
familiar e/ou profis 
sional é chamado de 
bobo ou ingênuo. 
Muitas vezes es - 
sas pessoas são afas 
tadas de certos car­ 
gos públicos pores­ 
tarem "atrapalhando' 
"atravancando" ou 
por apenas não con - 
cardarem com as mara 
cutaias. E geralmen­ 
te, dá-se um jeito de 
desmoralizá-lo: "es­ 
se não sabe enrique­ 
cer ... ~ ''burro''. 
Rui Barbosa na 
sua "Oração aos Mo - 
ços" já previa: "De 
tanto ver prosperar 
a desonra, de tanto 
ver crescer a injus­ 
tiça, de tanto ver a 
gigantarem-se os po­ 
deres nas mãos dos - 
maus, o homem chega 
a desanimar na virtu 
de, a rir-se da hon­ 
ra e a ter vergonha 
<le ser honesto". 
Vejam o exemplo - 
do nosso Sistema de 
Saúde, questão que - 
nos afeta diretamen­ 
te: cinco mil hospi­ 
tais em todo o Bra - 
sil estão em estado 
de calamidade, fali­ 
dos, sem poder aten­ 
der aos pacientes 
nem com comida, com 
folhas de pagamento 
a 
Churrascaria Canaã 
CHURRASCARIA CANAÃ serve o melhor churrasco do Brasil. Buffet 
quente e frio com dezesseis qualidades de pratos todos os 
dias. 
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BONITO - MATO GROSSO DO SUL 
?mie$o.l 
profissional Sr. SERCIO ALRANO DE OLIVEIRA, residente e Cala Lopes da Laguna-tS, nao ris 
pertence ao quadro de funcionnrlos de nosso grupo empresarial. O referido Sr. dclxou nosso 
yrupo para atender a conventencfa. 
CAMPO GRANDE, 15 DE JANEIRO DE 1992. 
REFRIGERANTES DO OESTE S.A - CORDIL COMERCIAL REPRESENTANTES E DISTRIBUIDORA LTDA. 
NAVI COMERCIAL REPRESENTANTE E DISTRlBlllDORA L1ll, 
dos funcionários a­ 
trasadas, e sem re­ 
passar o pagamento 
dos médicos. Por 
quê? Porque o dinhei 
rodo SUS que sus - 
tenta esses hospita 
is com pagamento 
por serviços presta 
dos à população ca= 
rente está sendo 
vergonhosamente ma­ 
nipulado, desviado 
e os pagamentos es­ 
tão ocorrendo com a 
trasos de mais de= 
noventa dias, sem -­ 
corrcção,sem choro, 
nem vela. 
Enquanto isso 
diariamente vemos 
na TV avolumarem-se 
escandalosamente as 
denúncias de super- 
e as a 
faturamento em lici- Enfim ainda quero 
ações, de desvios ter alquma esperan " 
do recurso do Minis ça; no meio de tan - 
tério da Saúde, es - tas decepções ainda 
cândalos e mais o - devemos buscar for - 
cândalos. Bilhões de ças para, de baixo - 
cruzeiros que pode - para cima, mudar 
riam estar sustentan mentalidade da vanta 
do o Sistema doe saú- qen qu lqu.r preço. 
de e fazendo ser rea O povo br sileiro 
1idade a propaganda: tem que mudar e co - 
Saúde, Direito de to brar, punir, não ele 
dos e dever do Esta- ger; demoralizar; e5 
do. Como? se hospita quecer aqueles que 
is deixam de receber quando tiveram opor 
recursos, e os prc - tunidadc, roubaram, 
fissionais da saúde malversaram, prevari 
estão em s6rias dif! coram e ainda espe - 
culdades econômicas ram continuar suqan­ 
por não receberem cm do, quem, à nós? Não 
dia. Fim de ano tris mais, basta! 
te ... Vergonhoso. - Nenhuma crise por 
Dinheiro desviado pior ou mais demora­ 
de qualquer finalid~ da pode ter o custo 
de é muito vergonha- social da destruição 
somas desviado da dos valores morais e 
Saúde e de Assistên- do próprio orqulho - 
eia Social é CRIME. • nacional. 
(Vereador Carlos Alberto Ocáriz - Dr. Ca­ 
chito) 
QUER FAZER SUCESSO? ENTAO: 
AME, PULE, GRITE E DIGA NÀO ÀS DllOGAS! ! ! 
Sá 
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TRIBUNA DA FRONTEIRA - 
DIÁRIO REGIONAL 
nQ 1318 
PORTO MURTINHO - MATO GROSSO DO SOL 
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«ã@e 
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Fundaçao: 20 de Fevereiro 
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na da Fronteira,564 - SEDE PRÓPRIA - Fone:439-1410 
Redação-Jardim-Rua 14 de Ma1o,342 - Fone:251-
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CAIXA POSTAL-23 - Bela Vista - Mato Grosso do Sul 
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Porto Murtinho - Av.Dr. Corra,shag -Fe:287-1239 
Antonio Joio - Av. Mato Grosso, 675 
Haracaju - Av. 11 de Junho, 91 
Bonito - Rua PIlad Rebu'ã, s/no 
Caracol - Av. Brasil, s/ng 
(Correspondentes em Campo Grande, Brasília e pri~ 
cipais capitais) 
ASSINATURA ANUAL: 30.000,00 - Ass. SEM.20.00,00 
PELO CORREIO - 40.000,00 - 
Não devolvemosgorigdnIs_O_Joraloserespoa 
cbLi1pelas Arries erigi. ou de origrgdefin!da 
FIliado ADJORI /MS e ABRAJORI 
I 
1 
'1 
o 
»

.HJR!lJL 'I HiflUil/ DA FRONTEIRA - DIÁRIO REGIONAL - 
o 
COLUNI 011 TRIBUNI 
CÃMJHJ Pfmg SOCORRO 
VcrcadorcR e fu~cionários da Câmara Mu 
nicipal de Belo Vista enviaram, ontem, um 
s.o.s ao prefeito Edoon Moraes. Desde de­ 
zembro cotão oom receber. Hoje, para colo 
car cm di.a a situação financeira da Cama­ 
ra, é preciso$ 18 milhões de cruzeiros 
A Mesa Diretora está preocupada, tambóm, 
com os fornecedores, muitos já não querem 
vender ou prestarem serviços à Câmara. Se 
cota situação continuir, "vamos fechar as 
portas", dioso um funcionário. 
TRIBUNA 
Muitos leitores enviando cartas à Reda 
cão, solicitando que a TF inicie a pub1i­ 
cacão de noticias internacionais, alegan­ 
do que em Bela Vista (e cidades da regi - 
aõ) circulam poucos exemplares dos jorna­ 
is da capital, de são Paulo e Rio de Ja - 
neiro. A direção informou que está nos 
planos de modernidade <lo jornal a publica 
cão de uma coluna TF INTERNJCIONI.L, diári 
amente. Esta coluna será publicada a partir da 
semana que vem. Outro pedido é no tocante 
as CXJLUNl'S SOCIAS, cada cidade que integra 
a REDE quer umá coluna social independen- 
' te. Todos os pedidos serão atendidos. 
O FILME ... 1 VERDADE 
Quem matou Kennedy? O filme que abalou 
os EEUU, FFK, chega ao Brasil e provoca - 
polêmicas. Quem matou Kennedy? A mâfia? 
Os cubanos? Os Conservadores? Quem matou 
Kennedy? A tese do filme é que houve um 
complô, envolvendo autoridades america 
nas. 
1RI RIGO 
Circulando por Bela Vista neste final 
de semana o Vice Governador e Chefe da Ca 
sa Civil do Governo do Estado, Ari Rigo ~ 
Em sua companhia o ex-deputado Henrique 
Moraes Dedé. Rigo informou que o asfalto 
para Jardim não vai parar. Muito pelo con 
trário, as obras foram reiniciadas. Com 
isto ficam desmentidos os boatos das "can 
dinhas" de plantio, que cacarejavam a rei 
peito da paralizacio da obra. - 
A PROPÓSITO 
Riga desmentiu também os boatos ares­ 
peito da doença de Pedro Pedrossian e de 
seu afastamento do Governo. Segundo Rigo, 
o Governador vai tirar uma licença em Mar 
ço para ir aos EEUU, fechar acordos com o 
BIRD. 
CÃSSIO lCIOLY 
o vereador cássio Acioly esteve com o 
Vice Governador e solicitou-lhe uma série 
de melhorias para Bela Vista, lembrando o 
problema da energia elétrica. 
PORTO MORTINHO - ELEIÇÕES 
Um Momento Crítico 
A Imprensa brasfle!­ 
ra atravessa momentos - 
dif!cclc. O quadro do 
crise com risco de hipP 
rInflação deu luar G 
profunda recesso, cul­ 
tJinando de f onnn d rno;Í­ 
t ica cm um dccinio reco 
nhecIdo como "a década 
perdidn". Até recente - 
mente 09 cmprcGou jornn 
1{stlcas conseguiram su 
portar a conjuntura des 
favorável melhor que ou 
tros setores, através= 
do sacríficio de suas 
margens, dn redução re­ 
al do custo de seu insu 
mo principal, o papel~ 
da aplicacâo de corteo 
cm gastos não essencia­ 
is e da atenção com re­ 
crutamento e treinamen­ 
to que aumentaram n pro 
dutividnde. Medidas dcs 
sa natureza permitiram­ 
que os jornais pudessem 
investir em equipamen - 
tos e no aperfeicoamen­ 
to de seus produtos, ao 
contrário também de ou­ 
tras indústrias, que 
vêm pagando com a pro - 
gressiva defasagem tec­ 
nológica o preco da so­ 
bre·ivência num ambien­ 
te economicamente adver 
so. 
Talvez o ano comece 
com alguns indícios de 
reversão do quadro re - 
cessivo. O avanco das 
Recursos· Federais: Governo e 
Bancada Federal Unidos 
Dois candidatos polarizam as atenções­ 
nesta cidade, Aleixo Fróes e Marcionil Mar 
ques dos Santos. Os dois estão na frente 
nas pesquisas, Aleixo e apoiado pelo pre­ 
feito Heitor Miranda. 
FALANDO EM HEITOR 
O Go,·erno do Estado 
tem mantido o maior en­ 
tendimento e coordena - 
cão com sua bancada fe­ 
deral, nas negociaçeos­ 
para obtencaõ de verbas 
de Brasília para aplica 
cão em todo Estado de 
Mato Grosso do Sul. 
São apressadas e e - 
quivocadas as informacõ 
es sobre pretensa dispÜ 
ta por esses recursos 
Todas as emendas ao Or­ 
camento da União, desci 
nando recursos para Ma= 
to Grosso do Sul, foram 
encaminhadas por inte - 
grantes da bancada do 
Governo no Congresso ·, 
mesmo aquelas de inicia 
tiva do Governador Pe :: 
dro Pedro3sian. E todas 
as emendas foram subs - 
critas por nossos depu­ 
tados, conforme exem - 
plos mostrados pelo Go­ 
verno. 
.:: 
um dos homens mais lúcidos desta gera­ 
çio de políticos do sudoeste e fronteira, 
administrador_equilibrad~, progressista e 
preocupado, não com o hoje, mas com o ama 
nhã dos murtinhenses. Ê um potencial can­ 
didato a deputado estadual nas proximas e­ 
leições, caso seja aprovado o voto distri 
tal, tem O apoio deste Jornal. 
NOSSO VEREADOR 
Nas próximas eleições_um dos_nomes que 
receberão o apoio deste jornal e o do Se­ 
cretário de Obras, Ozõrio Miranda dos San 
tos. E tornamos isto público, pois, enten 
demos, que Porto Murtinho precisa de·o7
o­ 
rio no Legislativo. Se bem que ele seria 
0 
nome ideal para disputar a chefia do E- 
xecutivo. 
Os oito deputados fe­ 
derais que compõem a ban 
cada do Estado subscreve 
ram sistemáticamente as 
emendas apresentadas ao 
Orcamento da União, con­ 
forme está comprovado 
por documentos protocolo 
dos na Comissão Mista de 
Planos, Orcamentos PÚbli 
cose Fiscalização d~ 
Congresso Nacional. 
O Governador Pedro Pe 
drossian sempre encami - 
nhou as emendas de inte­ 
resse do Estado para a 
autoria de um dos Deputa 
dos e assinatura conjun= 
ta da bancada. Quando al 
gum deputado deixou de 
assinar, isso se deu por 
sua momentânea ausência. 
Governo, Deputados e Se­ 
nadores de Mato Grosso - 
do Sul têm dado exemplo 
de coordenacão e entendt 
PRESERVE O PINTINDl 
SULMATOGROSSENSE. 
nzocfaçóes fsando um a 
cerco duradouro r,uunto n 
d[Ida et rna, o bando 
no dos choques heterodo­ 
x0 como estratézfa de 
política econônfca e a 
liberuliznçÕo dns rela - 
çes econôfcas são al - 
uns dos elementos posI­ 
tJ'os oaR que se encon - 
tram ainda no plano das 
potcnclalidndes. A real1 
dade presente impõe 	G 
Õnus da retração das at! 
vidades, do dcocmprego e 
ns incertezas típicas 
dos recessoes, com o ris 
co, ainda não afastado: 
do estngflaciio. 
O contexto de 1ncerte 
zas obriga as empresas - 
jornalísticas a nnalisa­ 
rem meticulosamente a si 
tuaçio e a adotar seve 
rês medidas dP. ajuste 
As providências são ina­ 
dlãveia ~orque seus de - 
feitos somente serão sen 
tidos não de imediato - 
mes num futuro cujos con 
tornos não se pode precI 
sar. 
Em reiteradas ocasiõ­ 
e, a ANJ tem insistido 
que empresas jornalísti­ 
cas economicamente for - 
tes são a base insubsti­ 
tufvel sobre a qual se 
sustentam jornais inde - 
pendentes, fundamentais 
à presen·ação das liber­ 
ddes democráticas. 
ENTENDIMENTO E UNIÃO 
As mpre a jorna!{e 
ttcas tm se adequado - 
com Intel!nc!a às atu 
1z c!rcunstnc[as. Mah 
tI ram-se em ter0s os 
netfmentos e prole - 
to•i d!' apr.!.c.orn:-.J'nto 
criação de produto e 
as polftfcas de recur - 
sos humanos, Inclusive 
qunnto à (o 1ciio pro - 
f1ssfonal. Ajuste, ho - 
Je, sintffca essencial 
mente n busco de guuhoi 
de produtividade de for 
na n posicionar os Jor­ 
na1s para um melhor de­ 
sempenho no momento em 
que as condições se tor 
nare mais favoráveis • 
Outrn postura envolve - 
ria não apenas o risco 
de comprometer de ime - 
diato a independência - 
dos jornais, como tam - 
bém negar-lhes compcti­ 
tividode num mercado 
que, em todo mundo, se 
vislumbra cada "CZ mais 
disputado por outras mf 
dias. 
A preocupacão com a 
saúde econômica das em­ 
presas se traduz em me­ 
didas específicas, caso 
a caso, que não devem - 
envolver o sacrifício - 
de prograzas estratégt- 
_·Propagando o Otimismo 
A crise é a celhoI" bem;.iio­ 
que. pode acontecer a pessoas 
e palses, porque a crise traz 
progresso .. A·crlntlv!dade nas 
ce da angústia e o dia lindo­ 
vem do ventre da tempestade - 
escuro. ~ na crise que surge 
a Invençao, a descoberta, a 
reflexao e as grandes e.strnté 
gins do marketing do noor. - 
Quer supera a crise supera 
a s! resno sem ficar superada 
e quen pendura no gancho dn 
crise seus fr.i.c..assos e llUruri­ 
.:is, v iolcnta seu próprio tale.n 
to e te rais respeito a pro - 
bleas que soluções. A crise é 
una farsa, a não ser 4 crise - 
dn 1ncoopcté.nel . ..i, pois o pro - 
blera de pessoas e países é de 
nutogerCncia. SCl:1 crises não 
hã desafios, se desaffos a vI 
da é rotina que chJL"Jil o tÚ...-uI<i 
S crise ninguém tem rêritos. 
~ só nn crise que você os- 
cc , que poder!a car - 
retar, numa perpecta - 
t.a!s loca, o u catea n- 
to Industtfal e o de!!lI­ 
tv tento da mfdta Impresa. 
Deerã haver um forta­ 
leeIento das comunfcaçó­ 
e entre a cipul exeeut! 
va e o denain funcioná - 
rim; - o rcconhe .Jr;ll'nto - 
do mérito e um forte estf 
mulo para a auto-realiza­ 
coo. 
A campanha que se lnl­ 
c!a, "Quem anuncfa tem 
mnls forr;n - é hora de a­ 
nuncfar", te o obfetIvo 
de inccntivnr D conqulutn 
de novos segmentos do mer 
cndo nnunclnntc e motivn; 
os fá existentes. Igual - 
□ente i□portante, é o en­ 
gajamento dos jornais brn 
sileiroa cm projetos de 
utiliznção dos Jornnis 
nae escolas, pois é dcci­ 
sivo para na formaçio do 
leitor do futuro. 
Os tempos são outros~ 
demandam un novo estilo 
empre,rnrial: austeridade 
1 
e qualidade são as paln - 
vras de ordem. 
(JORNAL A.N.J.) 
NEGóCIOS & OPORTUNIDADES, PINTA DE TUDO! 
mento, em defesa dos in­ 
teresses do Estado. Al - 
guns dos exemplos, que 
estão presentes em toda 
documentação do Congres­ 
so: 
l - Emenda encaminha­ 
da pelo Deputado Flãv1o 
Derzi, para asfaltamento 
do trecho Bataguassu/Bra 
silândia do MS 395, subi 
crtta pelos Deputados e 
orge Takimoto, José Eli: 
as Moreira, Elísio Cun·o, 
Válter Pereira, Kélson 
Trad e Marilu Guimarães; 
2 - Emenda encaminha­ 
da pelo Deputado Guerra, 
para construção do Hospi 
tal Geral de Capo Gra­ 
de, sÚbscrita pelos Depu 
tados José Elias Morei:: 
ra, Elísio Cun·o, George 
Takimoto, Flávio Derzi, 
Válter Pereira, Nélsoo 
Trad e Marilu Gui::naraes; 
3 - Emenda encaminha­ 
da pelo Deputado José E- 
- Crise 
tra que é be, pois se cr!se 
todo vento é car!cin. Por is­ 
so fnlor d.'.1 c.rise é prcmovê­ 
lzi, e ca.lar na crise, exal­ 
tar o conforzfso. E vez dis 
so, trabalhe duro, desinfla - 
clone a crise voce zeso, e 
acabe de una ver co a ünfca 
crise ameaçadora que é a tra­ 
ed!a de nao saber por onde 
coeçar. 
l1as 'tore!r, pura a:fal 
taento do trecho Sidro- 
1and1a/Maraca;u s vbs -. 
crita pelos Destros "t 
rtlu Guirarãcs, Né1s 2 
Trad, Valter Peretr , 
Flávio Derzi, ElÍR!o Cur 
vo e George Takf:to. 
mo se vê, mesmo os D·pu­ 
tados de oposição ao G­ 
verno do Estado ran{ve­ 
ran-se unidos na defesz 
dos interesses do Mnto - 
Grosso do Sul, subscre - 
vendo também emendas de­ 
finidas pelo Governo do 
Estado. Os recursos do 
Orçamento da União para 
Mato Grosso do Sul, soli 
citados pelo Governador­ 
Pedro Pedrossian, contem 
pl..im práticamente todos- 
os municípios, derruban- 
do algumas ,·ersÕes de 
que o Governador estaria 
fazendo concentração de 
recursos. A esse respei­ 
to, afirmou o Governador 
Pedrossian: - "O Estado 
não tem um centí.cetro a­ 
penas do seu território 
que não pertença a uc 
dos municípios. Não há o 
Estado dentro do Estado. 
Por essa razão, é motivo 
de completa ignorânda -. 
qualquer afiroaceo de 
que as ,·erbas federais -· 
conseguidas por nós epor 
nossa bancada em Brasí - 
lia, não sejam em bene - 
fício dos c:unicÍpios". 
_CRESCER E SERVIR, METAS ROTÍRIIS. 
d 
Engan,Írun-se profundamente os que julgam, aleq~ - e a crença a endossa 	• 
o estnt sticas, que apena • - J:'. 	• 
sócios traduz o crescimen~~ ~e aumento numericc- ile por isso que.º crescimento perfeito está con 
cu coNsave cEscEx o ;" ""E; "tetos4e a vs i=te de auretas, se ss quats­ 
CRESCE NO CLUBE. De que vale um - - - O se pode COlllpromcter o presente_ e se sacrificar o 
não arenas? a coro se a1a ;"ê"? ?}_ funcao urg do clue, ets, o ses resttzto se mure 
Rotary. Lembremo-nos de que o í. ·e::9Para to valor moral dos que o integr:.n e da forca que 
1 
a mente n nos nno a lhe dao aqueles que CO!!l 
prove ta apenas por ter sido ingerido, u. d - ·unga coa seus propósitos 
repousa na sua perfeita as±t1a. sua "3" - - ator e rele·ancia que todos cresçam mas se: - 
c t f 	' .. - se ass m a - pre no desejo de servi li . d 	e 
on ece na es:era vegetativa, no terreno d d • r, amp an o os horizontes 
do espírito o mesmo ocorre asco sas e suas possibilidades e n!festaces aut- ·4 
N h id • • 	e.is e esplcndidas 	enc - 
...a"." 7±±2.° gg r ia· .t""I%E..%7e; 
... .... a rccomen a cao. 	sua run a-

- [)f[j ,, 
olitial 
N4 
,.. 
r J ru 
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±E'A VISA, O DE FEVEREIRO 
------------------------- 
BONITO 
ar ta~ foi fuzilado com Cinco 
1 , s na Fazenda Santa Silvia 
,; 
1 
1 
1, 
o projeto Guaicurus, localizado há setenta quilo:metros do pe­ 
rimetro urbano, na estrada que demanda ao Salobra, foi implanta­ 
do pelo Incra há mais de quatro anos, tas ate agora não foi en - 
trequ a administração pública. No local foram assentadas cento 
o trinta famílias e somam hoje duas mil pessoas entre homens, mu 
lheres e crianças. 
a 
1 
J, 
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(Í 
d 
e 
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( 
e 
é 
DESJ'l'IVJDO P0!3'l'O POLICJ JL 
Não e sabe por quê, faz algum tempo desativaram o Posto Poli 
cial e daí por diante os moradores passaram a resolver as suas 
qucctõcs na base da forca bruta, predominando a lci_do mais for­ 
te, pois a maioria da populaçao anda armada com revolveres, cs - 
pingardas, facas, etc. 
o tempo jã esteve "quente", ocorreram homicídios brutais, tcn 
tativas de homicídios, agressões e até um mulher foi estuprada 
na presença do marido por cinco anormnio. Devido n ~onga distan­ 
cia e deficiência de condução muitos dcsr,es casos nao foram atcn 
didos pelas autoridades. 
Ocorreu mnls un cri­ 
me de morte que sacudfu 
n cidade. Der.tn feita n 
vftImn fof Raul Cnva 
lhPtrn dn Cruz (25 anoo 
nnnsiadn), conhecido pc 
ln nlcunhu de "Barata", 
fuzilndo com cinco bnln 
ços na Fazenda onde tra­ 
balhav,1, ]ocnliznt!a h 
duzentos kflometros do 
per li at ro urbnno, no Pan 
tanal. 0 soldado PM Lo - 
pcs P o agente Aldenor - 
estiveram no local proce 
dendo n levnntamcnto e 
providencf ra a remoçao 
cio corpo pnrn Bonito, º!! 
de resfdem os parentes 
da (t!a. 
O nutor do birbnro 
crJme lonrnu fugir. 
l 
 
t 
PROVIDENCIAS IMEDIATAS 
Após inúmeras reclamações e reivindicações oor parte do pre - 
fr.ito Naudcmir Xavier e de lideres de /ssociações de Classe, o al 
to comando da Policia Militar determinou a insl:illação imediata de 
um Posto Policial naquela localidade. Atendendo orientação do ma 
jor Barros, Comandante da eia de Policia Militar, de Jardim, o 
sargento Clodoaldo, de Bonito, esteve na gleba semana passada to 
mando as devidas providências e quatro soldados serão designados 
para manter a ordem no projeto Guaicurus. 
{Firmino de Barros) 
ir e $il ie iia fines 
$ri.» Milito a iota fie#is 
Cum a municipelizacio 
do Posto de Saúde e o 
grendc empenho do Prefei­ 
to Neudrmir Xavier, eco­ 
munidade pnssou n receber 
um csmeredo atendimento - 
médico/odontológico. O 
corpo clínico é compos­ 
to pelos seguintes mê<ll 
cos: Alcxendrc Frizzo: 
André Wetnnnbe, Knmil e 
Aparecido Miurn, quu e- 
ATENDIMENTO SOi ATROPELOS 
No começo o movimento 
era intenso, mas agora jn 
está bem mais calmo e os 
pacientes'sào ntendidos - 
No setor de saúde "Mi­ 
mito" promo,·eu uma grnndc 
revolucao, recebendo apo­ 
io da Fundecào Nacional - 
de Saúde e Governo do Es­ 
tndo. Como sõinente consul 
Para manter esse sen·_! 
co de utilidade pública , 
o Prefeito mantém consta~ 
t es reuniões com seus fun 
clonar1os, desembolsa men 
salmente vultuosas somas 
sem etropelos. Qunndo o 
caso eXige, o enfermo é 
internado cm um dos hos 
pita!s locais através - 
ESTOQUE DE REMÉDIOS 
tes médicas não resol 
vem o problema, o chefe 
do Execu tio local tem 
feito o possível pera 
manter nas prateleiras 
um grande estoque dos 
BONITO ESTÁ DE PARABÉNS 
e fnz questão que e chc 
fedo Centro de Saúde= 
local participa periÕd_! 
cnmcnte dos encontros - 
reelizedos na cepitel - 
com as nutorldadcs qu~ 
tendem de mnnhà e atar­ 
de. No gebinetc dentário 
estão: anderley Guenka, 
•,arin Inês e Jnrdir Sil­ 
'cirn de Metos, que atan 
de cm seu consultório sÕ 
mente com cxtracÕes. 
de um com·ênio ou encam_! 
nhado à Campo Grande, po 
is ume nmbulância está - 
sempre n disposição. 
remédios mais procurados 
Em Último caso, medica 
mentos em fnltn são ad - 
quiridos nes farmácias - 
por conta dn Prefeitura. 
procuram cada vez mais a 
perfeiçoar o sistema. Bo 
nlto está reelmente de 
parabéns pelo atendimen­ 
to nêdico/odontolÕcico - 
que o:crece aos munr:f;:es. 
De acordo com depoi­ 
Tentos de testemunhas , 
Raul Ce,·nl beiro dn Cruz 
trabalhn'a hi algum tem 
po na Fazenda Snnta s1I 
do, munJc{plo de Porto 
Murtinho. DJ ssernm que 
Constn que nnqucle 
~cnrno <lia, Raul e sun 
mulher foram tomar bn - 
nho em umn Aguada pró­ 
ximo a sede, quendo fo- 
POR CAUSA DE MULHER 
ultJmawcntc 'lnhn ns tur 
ras com o trabalhndor A= 
quino de tal, que vez 
por outrn dirigia grace­ 
jos n suo companheira.~ 
mlngo passedo (dia 2) 
'olearam a discutir pelo 
ram surpreendidos por A­ 
quino de tal, que aprnxi 
mou-se, sacou de um re = 
'Ól'er e passou a desfe­ 
ch- sucessivos disparos 
□esmo motivo, se ntrncn­ 
ram zm luta corpornl e 
somente não se machuco 
ram gravc□cntc de'!do n 
Intervenção de tercei 
ros, 
FUZILADO QUANDO TOMAVA BANHO 
"Bnrata" foi atingido 
com dois balaços no pei­ 
to, dois na cabeça e um 
nas costas, tendo morte 
instantânea. Suo amasia 
nada sofreu. (F. B) 
~ref eitura Municipal de Bonito 
DECRETO ! 039/91 
Declara de utI1Idade pública para fins de desapropriação o 1:::Óvcl que r.renciona e dá outras 
providênclas. 
o Prefeito Municipal de nonlto-MS., no uso das ntribulçÕcs legais de seu cargo e de acordo 
coo o Art. sg, inciso XXIV, da Constituição Federal, o Decreto Lei nQ 3.365, de 21 de Junho .. 
de 1991, e co::, as codificações lntroduz{das pela Lei n~ 2. 786, de 21 de calo de 1956. 
DECIITA: 
Art. 1?_- Fica declarado de Utilidade PÜbl!cn, para flns de des~proprlaçiío, por via judiei 
,11 ou amigavel, o Inovei nbolxo caracterizado, constituído de_urna área com 2000,00' (dois 
mil metros qu.odrados), situado nesta cidade, nccessaria para a abertura de Via PÚblica imÓ .. 
vcl que consta pertencer a IVO VARCAS portador do CPF n'2 006.S76.J81-5J, consoante se !e da 
catrlcula oQ 1.252, do CRI local,e herdeiros de Ari Vargas Machado, constante da cacr!cula 2 .. 
464 do CRI local. 
Art. 2Q - As riedidas, lir.lltes e confrontações do lr.iÓvcl ,,c!na referido s.ão as constantes .. 
na planta e memorial descrIt!vo, cuja planta passa a fazer parte integrnnte deste e tem à se­ 
cuintc dcscriçao: 
"Pro)ongrir.;cnto da Rua Vicente Jacjues, a partir da Rua Nossa Senhora da Penha, parte dos 
lotes n?s 62-D e n? 2, com 2.000,00 ; ao norte com 100,00 cetros, sendo 50,00 r:etros coo 
0 
lote nQ 62-D e 50,00 rr:ctros coo, o lote n 2; ao sul coo 50,00 cetros divisa cem 
O 
lote n? 62- 
D, 37,50 retros co o lote nQ 3-D e 2,50 oetros com o lote n<J 3-B; ao leste com 20,00 cetros : 
com n Rua Nossa Senhora da Penha, ao Oeste coo 20,00 cetros para a Rua Nova Jerusalém. 
Art. Jg - Fie.a o ~xpropriante nutorizado a invocar o caráter de urgencia no processo Judi­ 
cial de dcsaproprinçao, por.a os fins no disposto no Art. 15 do Decreto de Lei federal no 1.35 
de 21 de Junho de 1991, alterado pela Lei n9 2. 786 de 21 de maio de 1956. ·- ·· 
Art. 4g - Este Decreto entra en vigor na data de sua publicação, revoga.das a,; disposições 
e□contrario. 
DECRETO ~Ç?_40/91 - Dcclu~ de Utlldade PÜbllca para fins de desapropriação 
O 
lmÕvel que 
rencfona e da outras providencias. 
O Prefeito !-funiclpal de Bonito-}lS, no u~o das atribuiçõc, legais de seu cargo e de acordo­ 
coo o Art. SQ., In!so XXIV, da Constituiçao Federal, o Decreto Lei nQ 3.365, de 21 de Junho 
de 1991, e com as modlf!caçoes lntroduzldas pela lel nQ 2. 786, de 21 de alo de 1956. 
DF.CRETA: 
Art. 1g- Fica declarado de 'tII!dade Pública, para fins de des~propriação, por via Judiei 
al ou aniável, o Imóvel abatxo caracter!zdo, constituído de una área de 2.000,00° (dts 
n!l retros quadrados), sltundo nesta. cidade, neces:.nria para abertura de vla pública Lróvel 
que constn pertencer n ·rvo VARCAS; PORIA!>OR 00 CPF n? 006.576.381-53, consoante se vé aa ma _ 
trlculn n<.? St.9, do CRI local. 	_ _ 
Art. 22 - As red!das, ir!tes e confrontaçoes do 1.covel aclc:a referido são as constantes _ 
da ;,lanta e r.,c:::e:ri.11 descritivo, cuja plantn passa a fazer parte integrante deste e teo a se­ 
uInte descriçao: 
"Prologanento da rua Vicente Jacques a partir da Rua Nova Jerusalém, parte do lote 60-El 
coa 2.000.00° (dois n!l retros quadrados), dIvIdIndo ao norte com 100,00 etros com o 1ote' 
n? 6O-El; ao sul COT:I 100,00 retros con o lote 60-E2; ao leste coo 20,00 metros cor a Rua Nova 
Jerusnlec· ao Oeste con 20.00 cetros com a Rua Pedro Alvares Clbralu. 
Art. 3é - Fica o expropriante autorizado a Invocar o car3ter de urgência no Processo Judi­ 
ei.a] de dcsopropriocão, pora os fins _no disposto no Art. 15 do Decreto Lei Federal nQ 3. 
365 
de 21 de Junho de 1991, alterado pela Lel n? 2.786, de 21 de cal~ de 1956. 	' 
Art. 4!.? - Este Decreto entn1 cm vigor na data de sua publicaçao, revogadas as disposições 
co contr.irio. 
Bonlto-~IS., 18 de Sctecbro de 1991. 
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DO 
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1OR!AL TRIBUNA DA FRONTEIRA - DIÁRIO REGIONAL, 
Reciclagem na PM 
Visando proporcio­ 
nar ao seu pessoal a 
{necessária atualiza-­ 
ção do conhecimento - 
técnico-profissional 
com o intuito de me - 
' 1 hor cxccu tar as a tr i 
buicões legais que 
competem a Policia Mi 
litar, o Comando da 
7u CIPM ministrará 
uma série de instrucõ 
os a todos os inte - 
qrantes da organiza 
cão. Os principais 
assuntos a serem a­ 
bordados no Curso - 
são os seguintes: Ca 
duta operacional do 
policial militar no 
atendimento de ocor 
rencia envolvendo - 
crianças ou adoles­ 
cente, a quem se 
atribua ato infra - 
cional; conduta ope 
Operação Escola· 
Dando prosseguimcn 
to ao trabalho que ji 
havia sido executado 
com sucesso no ano 
passado, a Polícia Mi 
litar se prepara para 
dar início a OPERA­ 
ÇÃO ESCOLA, que vi­ 
sa dar segurança 
prioritariamente , 
aos estudantes, pro 
fessores e funcioná 
asas	.a. o 
C las si fica d os 
Murtinhenses 
raclonal do policial 
militar (rente à Cm•<· 
tituição Federal, cri 
top}PP o,[)C]l q)[i t- 
tens sr.e' Eh A : Or' tl Hotl Pc ada 
1ndivi@sais a coto. Eletrônica Jrten,a o8 OUS d 
voo; conduta opera:: 	p f 
cional do policial - 	do r antana 
militar na fiscaliza 	" 
ção, orientação e 
controle do trãnsito 
urbano; tratamento - 
com o público e Po - 
der de Polícia. 
Especializada e1 consertos de 
TV, PI e a cores e aparelhos de 
Om em geral. 
Ferreira - Técnico 
.Operação Carnaval 
A OPERAÇÃO ClRNA - 
VAL desenvolvida pela 
Policia Militar duran 
te os festejos carna= 
valescos já vem mere- 
cendo a atenção do Co 
mando da 7a CIPM, que 
empenhará todo o seu 
A partir do dia 30 
de janeiro reassumiu 
o Comando do Destaca­ 
mento de Polícia Mili 
tarem Guia Lopes da 
Laguna, o 30 Sgt PM 
Clóvis, que já havia 
anteriormente comanda 
l JardiID - Por volta 
das 16:40 hs., do dia 
29 pp., a Policia Mi­ 
litar foi solicitada 
para atender uma OcOE 
rência Policial na 
Av. Mato Grosso, 661 
na vila Angélica, em 
que o individuo .Jose 
Almiro Aranda Victor, 
residente na cidade - 
efetivo nesse even­ 
to. A atividade po­ 
licial terá, inici­ 
almente, a sua aten 
cão voltada para a 
prevenção e cobrirá 
toda a área sobres 
ponsabilidade da 
Novo Comandante da 
PM em Guia Lopes 
do o referido Desta 
camento. O 30 Sgt­ 
PM Clóvis comandou 
a PM em Guia Lopes 
quando ainda era Ca 
bo e devido aos 
bons serviços pres­ 
tados a Corporação 
Ronda 
TENTATIVA DE IlOMÍCIDIO 
de Bela Vista, des­ 
feriu 04 tiros de 
revólver cal. 32.na 
direção do Sr. Flo­ 
rindo Soares Vargas, 
vindo a acertar-lhe 
02 tiros. 
Numa ação rápida 
e eficiente a Rádio 
Patrulha comandada 
pelo 20 Sgt PM Fer- 
rios das escolas, a­ 
lém de zelar pelo pa 
trlmônio dos estabe­ 
lecimentos de ensi - 
no. 
7õ CIPM {Jardim, Ca­ 
racol, Guia Lopes da 
Laguna, Porto Murti­ 
nho, Bonito, Bela 
Vista e Nioaque). 
habilitou-se a fre - 
quentar o Curso de 
Formação de Sargen - 
tos Especiais, con - 
cluido com êxito no 
Centro de Formação e 
Aperfeiçoamento do 
Praça (CFAP) na cid 
de de Campo Grande.- 
Policial 
nandes prendeu o a­ 
gressor logo após a 
consumação do crime 
e o encaminhou até a 
Delegacia de Policia, 
onde ele foi autuado 
em flagrante. 
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--- 
- 
IFI 
1±° E: osicão Agropecuária 
O programa, lançado durante a u tima xps 	,: 
de Campo Grande, ins ituido a ravés de decreto publicado no aia- 
3l pp. , reverte em grandes benefícios para a classe dos pecua­ 
ristas do Mato Grosso do Sul. A partir de arora, os produtores - 
cadastrados, passarão a receber recursos pare aplicação na cria­ 
ção de gado para o abate precoce, diretamente dos :rigorificos A 
A t 
• J o a,_, o batedouros, que por sua vez, ter-o a alícota de 12 por cento re- 
, n o n 1 o 	ferente ao IC/1S, reduzida em 04 ou a é 06 por cento. 
• 	.. _ 	Para tanto a Secretaria de Agricultura, Pecuaria e Dcsonvol- 
i...-----------.-----_;,.;...;;._ T"" 	lllvimcnto Agrário, efetuará o cadastramento de todos os produtores 
Comerc
·1al s,·c·1cletar·1a 	pecuários que se dedicarem à criação e desenvolvi! cnto de gado 
Supermercado' destinado ao abate precoce. 	- 
Barreto C
·1clo Jara Bia Bom• A meta defendida polo Governador Pedrossian, e efetuar o ca- 
dastramento, até o final de sua administração, de 400 pecuaris­ 
tas, com um número de animais estimados em 250 mil. 
Além disso serão credenciados os estabelecimentos abatedo­ 
res interessados em participar do programa. Somente receberão o 
credenciamento, frigoríficos abatedores que estiverem atendendo­ 
as condições exigidas pelo Serviço de Inspeção Federal, linha de 
tipi~icação de carcaças, existência de sala de desossa que embo­ 
ra não obrigatória é recomendada para agregação de valores finan 
ceiros aos produtos processados no Estado, atendimento das nor - 
mas fiscais estabelecidas pela Secretaria de Fazenda e das nor­ 
mas estabelecidas pela SECAP, e o pagamento (compromisso) ao p~ 
cuarista, dos valores incentivados, podendo o frigorífico abate­ 
dor compensar tais valores com o imposto devido no período pela­ 
realização de operações relativas e circulação de mercadorias. 
[NCENTIVO FINANCEIRO - O pecuarista cadastrado terá um incen 
tivo financeiro equivalente ao que resultar em cruzeiros da ap1i 
cação de um redutor de 33,333 por cento (4%) sobre a alíquota de 
12 por cento do ICMS. Para tanto, os animais abatidos terão que­ 
apresentar na classificação, no máximo quatro dentes incisos per 
manentes e os primeiros médios da segunda dentição, sem a queda­ 
dos segundos médios, e os pesos mínimos de 210 quilos de carca 
ças para o animal macho e 180 para fêmeas. 
No caso em que os animais abatidos apresentarem, no máximo - 
dois dentes e cujo criador, contratualmente, pretar informações, 
através de um questionário que contém os métodos de produção uti 
lizados, além de atender os critérios de tipificação da Associa­ 
cão Brasileira do Novilho Precoce, sobre seu processo produtivo­ 
à SECAP, terá um incentivo adicional de 16,66 por cento (2%),per 
fazendo um total de 50 por cento a título de redutor. - 
O repasse desses recursos financeiros aos pecuáristas será­ 
feito através do próprio frigorífico abatedor credenciado pela - 
SECAP, que por sua vez deduzirá tal importância da alíquota do 
ICMS que é de 12%. Dessa maneira, irá repassar aos cofres públi­ 
cos, 06%, ficando o restante para a classe produtora, a título - 
de incentivo para a produção de gado para o abate precoce. 
Os serviços de classificação e tipificação de carcaça serão 
feitos por técnicos locais da Diretoria Federal da AgricuÍtura e 
Reforma Agrária, do Ministerio da Agricultura . 
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1ORNAI, TRIUNA DA FON'TEIA fllÍ',HJ'J l{l.Gl"t:AT, 
,.Vf.l,Cíi (> ;1• 1,' 
Colonos Passam fome no Pantanal 
Corumbá - Acostumado pado cnpo, 
com a fartura da banana, 
do feljo, do arroz e <ln' 
r.in11rltocn que brotam numa 
inIca região do Pantanal 
de Mato Grosso do Sul, on 
de a pecuária é predonl­ 
nante hã um óculo, o pe 
queno lavrador Lourtva1 
HornlG de Souza, 29 ,ê 
o próprio retrato da ml­ 
ória quase absoluta em 
que vivem hoje sei mil 
pcusonn. No falto do ali 
monto qun plantou, drn: 
tru!do pelo inundoç:io 
provocada pelo as,oren - 
menta do Rio Tnquarl e 
excesso de chuvan LourI-­ 
vul oaiu i cnça de um jo 
cré para dar de comtd 
~ sua familio, de oi.to - 
peAsoos. Ele integra uma 
comunidade incomum na re 
gtão, formada por mini: 
fúndios, que está perclon 
do suas terras, gado e 
plantações. As Úguan do 
TaquarI Já inundaram 500 
mil hectares nos locali­ 
dades de Paiaguãs e Nhe­ 
colândi.a, em Corumbá. 
A fome não é o Único 
drama de Lourival e sua 
gente. O assoreamento, o 
ri.ginãrio do desmatamen­ 
to criminoso do 1,8 mi - 
lhão de hectares de cer­ 
rados no Planalto (Norte 
de Campo Grande), o par­ 
tir da década de 70, en­ 
tupiu o canal do Taquari 
e impede a navegação. A­ 
lém de ilhados, estes pe 
quenos lavradores não - 
têm acesso à assistência 
médica e crianças estão 
morrendo por falta de va 
cinas e subnutriçno. Ocu 
panda uma faixo de 100 - 
mil hectares, com glebas 
de até 200 hectares doa­ 
das pelo Governo de Moto 
Crasso, em 1954,os colo­ 
nos pnntaneiros estão a­ 
bandonando as terras pa­ 
ra tentar a sorte em Co­ 
rumbá, onde não há empre 
go. Muitos, como Louri - 
val, ainda teimam em fu­ 
gir das águas, como di - 
zem. O declive nessa par 
te do Pantanal é de 3,5 
cm/km e não há como esca 
par. A água represa, ocu 
lavouras e 
começa a um processo de 
apodrecimento de mata, 
e pnstayyens nativas, 
"F.r;tnino•; diante de UI' 
dos mafore desastres e­ 
colóyfcos", afira Nau!- 
11. de Barro1; FJlho, DlrP 
torda Sodcpan (Soclndn: 
de de Defesa do Pnntn 
nal), fundada pelos fa - 
zendetros da região. Pe­ 
los cálculos do Centro - 
de Pesquisa Agropecuir La 
do Pantanal (Cpap/Embra­ 
pa), de Corumbá, o RIo 
Toquarl recebe, em médla, 
30 toneladas de areia 
por dia, levadas pelas - 
enxurradas que também 
provocam erosões e estão 
eliminando o fertilidade 
do solo hoje ocupado pe­ 
ln monocultura da soja , 
nos MunlcÍpios de são Ga 
briel D'Este, Coxim, RiÕ 
Verde, Água Clara e Cama 
puà. Assoreando o canal­ 
principal do Rio, que os 
pantaneiros chamam de ' 
tera" do Pantanal, a á: 
gun se espalhou por 267 
rla reserva, só atingido 
por cheias periódicas. A 
gora, a inundação é per­ 
manente e não há mais a­ 
nimais silvestres e are 
produção da intiofauna - 
está comprometida. 
Os colonos pantanei - 
ros são duas mil famíli­ 
as, que vivem cm regime 
comunitário nas colônias 
de Braci.nho, são Domin - 
gos, Cedro, Rio Negro e 
Migueline. Antes da inun 
dação, que começou na de 
cada de 80, eles eram 
prósperos lavradores. Ti 
nham seu gadinho,lanchas 
e forneciam à Corumbá 
principalmente a banana. 
As plantações hoje, as - 
sim como as matas de ma­ 
deiras nobres, estão so­ 
frendo os efeitos dileté 
rios em razão do excessÕ 
de água. Muitos lavrado­ 
res. como Eleonora Viei­ 
ra, 46, estão mantendo - 
algumas cabeças de gado 
em pastos invadidos de - 
vizinhos latifundiários, 
com quem a convivência 
é pacífica. "Já não te - 
mo nem o u.eiin ou o 
combará para f zer nos - 
sas canoas. É uma s{tua­ 
o Insuportável. ó pen 
so en Ir para a cfdade", 
d1z Eleonora. Para ven -­ 
der a banana que produz, 
ela navega numa chalana 
durante dois dias, até - 
alcançar o Rio Negrinho, 
que dcsagun no PnrnounJ. 
''Ma o frete que co - 
bram no compensa em le­ 
var nossos produtos até 
Corumbá. Eotamos trocoo­ 
do tudo por arroz, carne, 
feljão e remédfos", Ia - 
menta Ezequiel dn Costa 
Soares, 53 anos, 17. fi - 
lhos menores. Ele mora - 
na Colônia do Cedo, em 
193hcctares, dos quais - 
100 hectares já estão de 
baixo d'água. "Venho cor 
rendo da água há quatro­ 
anos e ela já está perti 
nho de casa. Não quero: 
ir para a cidade, mas a­ 
cho que é o jeito". Nos 
Últimos anos, quatro mil 
pessoas já deixaram , as 
colônias para engrossar 
as favelas de Corumbá. 
Muitos viraram serventes 
de pedreiro ou guardas - 
noturnos, ganhando salá­ 
rio mínimo para susten - 
tar famílias nem sempre 
inferiores a seis mem 
bros. "Quando a gente ti 
nha um gadinho,ainda cai 
neava uma vaca e adiava 
o nosso sofrimento. Ago­ 
ra, o jeito é comer rabo 
de jacaré", conta Louri­ 
val Morais. A carne do 
jacaré é salgada, como - 
charque, com o que fazem 
seu arroz-carreteiro. 
A recuperação do Rio 
Taquari vem sendo prome­ 
tida pelos Governos Fede 
rale Estadual há lO a: 
nos. Sempre que a situa­ 
cão se agravo nas colôn! 
as, como agora, surgem - 
programas de recuperação 
e dragagem do seu leito. 
Segundo o Prefeito de Co 
rumbá, Fadah Gattas, G 
Secretaria de Desenvolvi 
menta Regional, da Presi 
dêncin da República, dis 
pÕe dP Cr$ 9 bilhÕes pa: 
r: salvar o Rio e os colooo s . 
DMBIENT 
QUE D 1 
Corumbá- Abfen a'f tas e técnicos 
da Prefeitura Municipal d. Corumbá, ci 
dade que faz divisa no extremo noroes­ 
tu do Bras!! com a Bol[via, cone'u!ra 
que a área inundada o Pantanal é supe 
r!or a 50 quilômetros quadrados. As re 
iões conhecidas por Paiauás e Nheco­ 
J5nd1a nu bucla do rio TaquJrJ 5ào nn 
raIs atingidas. 
/ conclusão é com base em dezenas - 
de sobrevôos realizados, visando cons­ 
tatar as denúncias dos pantaneiros.Des 
ta forma, acabaram constatando que os 
constantes chuvas no cabeceiro do rio 
que nasce no Chapadão das Emas, entre 
as serras do Saudade e de Horacnju(HT), 
estio elevando o nível dns águas fazen 
do com que milhares de hectatres com - 
plantações de arroz, feijão, mandiocn 
e frutas fiquem sob as iíguos, npodre - 
cendo. 
Segundo um dos membros da equipe de 
8 pessoas, o ambientnlistn Armando La­ 
cerca, Secretário do Gabinete do Pre - 
feito Fadh Gnttas, de Corumbá, a situa 
cão é bem pfor que as denúncias e en - 
tre os problemas mais graves, um total 
de 1.800 pessoas estao completamente i 
]hadas, sem as mínimns condições cli 
deixar o Pantanal. 
Resgate dos Ilhados Para que o 
resgnte dessa gente seja possível, con 
forme explicou Lacerda é preciso que o 
Estado cumpra a sua parte no que re 
quer o Decreto Municipal de "Estado de 
Emergincia" no Pantanal, datada desde 
o ano passado, no dia 5 de Setembro. A 
Prefeitura está solicitando que o Esta 
do ampare o população flagelada com a: 
limentaçao, roupas, remédios, transpor 
te, entre outros. 	- 
Desde esta época, os transtornos 
dos quase 6 mil pantaneiros, que ainda 
resistem aos avanços das águas do To - 
quari sobre a planície do Pantanal, Já 
exigiam providências urgentes. Baseado 
em um relatório do Centro de Pesquisa 
Agropecuária do pantanal (CPAP - Embra 
pa) com sede em Corumbá, e também em ã 
nálises feitos pela Comissão Municipal 
de Defesa Civil. 
De lã para cá, as Colônias Bracinho, 
são Domingos, Cedro é Miquelina fica - 
ram ainda menores. As águas tomaram , 
nos Últimos 5 meses, mais um quarto de 
cada colônia do total que dispunham - 
antes disso, que já era metade do que 
existia de terras em 1980. Quem tinha 
50 hectares em 1980, está com pouco ma 
is de 30 hectares. O Diretor da Socte­ 
dade de Defesa do Pantanal, Nalcile de 
Barros Filho, acredita que existe uma 
"O que ' 
quarL Nem 
garirpsem 
d ades do u 
sa tres ecológicos de 
toda a face da terra, 
por vento de todo o Pantral em On­ 
pleta degradação", ava!ta Barros FI­ 
lbo, 
Msore tento - A Fmbrupa confirt 
através de levantamentos cone!vfdes 
em 1989, que um total d· 250 qultGme 
tros de extensão da cata do Rio Ta-­ 
quar1, vem recebendo em média de 70 
mil toneladas/dla de terra, que des­ 
cem do planalto. Consequentemente a 
86 quilômetros da foz do Taqunar! o 
leito do rio começa a se transformar 
em um funil, dcr.cmbocnndo no Rto Pc­ 
rnguni cc~ npennq 10 por cento de 
sua capacidade. 
Os outros 90 por cento, segundo - 
Barros FIlho, vão se espalhando pel 
planície, dcscaracteriznndo vlo!Pnr,1 
mente todo um lmportnntc econHl•t<': 
ma. São mais de 500 mIl hectares sob 
as águas rasas que com o calor, ad - 
qufrem temperatura alta matado tudo 
que está nela e sob ela, 'Não hã vI­ 
da nesses 250 quilômetros, UP•·n~s u­ 
na enorme caixa de areia e seque!:,,; 
de vários venenos provenlentce de a­ 
grotóxicos utilizados nas lavouras - 
do planalto". 
O Prefeito de Corumbá, Fadah Cat 
tas, afirmou que o solução do proble 
mas é a longo prazo, possivelmente: 
superior a 10 anos de trabalho inin­ 
terrupto. Porén, destacou que as me­ 
didas de emergencfas devem ser toma - 
aas já. "Estamos caninhando a pnssos 
largos para um Estado de Calamidade 
Pública no Pantanal e é isso que es­ 
pero não acontecer". 
No final do mês passndo, Fadnh 
Gattas repassou 26 milhões de cruzei 
ros para a Secretaria Estndual d~ 
Meio Ambiente. Estes recursos deve - 
rão ser utili~ados pnra um estudo so 
bre a dinâmica do R!o Taquar. "É 
par•ir da conclus;o desse cstudo,quc 
as obras mnis imediatos serão inicia 
das, isto é, desobstrução do trecho 
mais crítico para eo seguida dar lu­ 
gar as ações que poderio até o ano 
2.002 devolver aos pantaneiros a cer 
teza de que um dia a Bacia do baixÕ 
Taquari,voltará a ser um paraíso eco 
lógico". 
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todo de !lilÚdc, MnrcuG 
Viniciuo do Nacimen - 
to, que cstari cm Dra 
sília na reunião do 
CONASS - Conselho Na­ 
cional dos Secretári­ 
os de Snúde pnra trn­ 
tar da questão. Estas 
medidas fazem parte 
do programa lançado - 
pelo Governo Federal, 
o Pró-Saúde. 
Segundo explicou - 
Marcus Vinicius, o 
programa consiste no 
fim da dicotomia dos 
recursos públicos en­ 
tre Inamps, Estado e 
Município, ou seja , 
duplicidade nos servi 
cos de saúde. A inten 
cão do governo é muni 
cipalizar os serviços 
de saúde, acabando 
com as ações sobrepos 
tas. 	- 
Na prática, o Pró 
Saúde prove que os 
pontos de onGdc da 
Prefeitura do Campo 
Grande prestem aten 
dimento nas áreas - 
de pediatria, gine­ 
cologia, obstetrí - 
eia e clinica geral. 
Ieoo, segundo o se­ 
cretário de saúde - 
vai nboorvcr 70 a 
80 por cento dos 
serviços nas consul 
tas de primeiro a= 
tendimento básico. 
Já o PM - Pronto 
Atendimento Médico, 
o Posto de Saúde da 
Calógerns e o Cen - 
tro Dermatológico - 
da Prefeitura, na 
Rui Barbosa, ficnm 
encarregados de 
prestar o segundo a 
tendimento, ou seja, 
os casos que se a - 
gravam após a lg 
consulta, ou que 
requerem serviços - 
especializado, como 
ortopedia, cardiolo 
gia e neurologia. - 
Esta racionaliza 
cão dos recursos , 
do sistema e de des 
pesas vai permitir 
nais prementes, a 
f.ecrctaria de Saúde 
vai contratando mé­ 
dicos e adquando os 
Gerviços. Segundo - 
Marcus Vinicius, a 
determinação do go­ 
vernador Pedro Pe - 
drossian é que todo 
este sistema esteja 
implantado e cm fun 
cionamento até o fR 
nal de seu governo. 
Governo Investe em Recursos 
Humanos na Saúde 
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Além de melhorar - 
os salários do funcio 
nalismo público esta= 
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tado também está in = 
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SF.C. DE SAODE - MARCUS VINICIUS NASCIMENTO 
a melhoria nos servi 
ços, afirmn Marcus= 
Vinicius, embora ad­ 
mita que até o fun - 
cionamento total do 
programa, alguns pro 
blemas vão ser en - 
frentados, até a a­ 
daptação por médicos 
e população. 
De acordo com a 
demanda, verificando 
se as necessidades - 
IA 
SEC.ADJUNTA DE SACDE - VERA LCCIA KODJAOCLANIAN 
is que vão atuar 
nestas unidades. 
O projeto prevê 
a qualificação pro­ 
fissional de 630 
Auxiliares de Enfer 
magem, 60 Técnicos­ 
de Enfermagem, 45 
Técnicos em Patolo - 
gia Clínica e 60 
Têcnicos em Regis 
tros Médicos e Esta­ 
tísticas em Saúde.To 
dos estes cursos são 
de nível mêdio, in - 
forma Vera Lúcia. As 
795 vagas serão ofe 
recidas ao longo 
dos próximos três 
nos, quando entram 
cm funcionamento to 
das as unido es em 
C'onstru:;:ão. 
A secretiria-ad­ 
junta de Saúde des­ 
taca ainda a impor­ 
tância na formação­ 
destes profissiona­ 
is, que garantirão­ 
um atendimento de 
cualidade, tanto 
nos hospitais do in 
lerior quanto no 
Hospital Geral de 
C'ampo Grande. !Jm 
profissional ·qu,., 
tua na área de re­ 
istros médicos de 
um hospital, ê res­ 
ponsável, por exem­ 
lo, por todo o pla 
r,ejamento e informa 
ções das ações de 
uma unidade hospita 
lar, e em Mato Gros 
co do Sul há carên­ 
eia desta mão-de 
obra qualificada , 
frisa Vera Lúcia Kod 
jaoglanian. - 
CENTRAL DE CO!SUL:IS 
Após o atendimen 
to a là consalta , 
quando for o caso 
de encaminhar o pa­ 
ciente para um espg 
cialista, este )a 
sairá com su con - 
sulta previamente - 
marcada através da 
Central de Consul - 
tas, à ser implanta 
da pela Secrctnria 
Municipal de Saúde. 
Inicialmente, es 
tas consultas serão 
marcndas por telefg 
nc pelo próprio Po~ 
to onde foi atendi­ 
do pela 1e vez. Pog 
teriormente, este 
serviço será infor­ 
matizado, saindo o 
paciente com sua 
consulta previamen­ 
te marcada, com no­ 
me do médico e horá 
rio. 
Os postos também 
tP.rão médicos para 
prestar atendimento 
durante todo o dia. 
A cada 4 horas, um 
médico atenderá a 
16 consultan, garan 
tindo o serviço diã 
rio, na respectiva­ 
especialidade. O nú 
mero de consultas me 
dico por um período 
de 4 horas e fixado 
pelo Ministério da 
saüd,•. 
De acordo com as 
oxplicaces dadas pg 
lo secre ário de say 
de do Estado, as fun 
c6cs de atendimento 
básico à população - 
na área de saúde pa. 
sam a ser da inteira 
rcnponnnbilidudc do 
Prefeitura Municipal 
cabendo a Secretaria 
do Etado de Saúde - 
gerenciar, orientar 
e fiscalizar os ser­ 
viços prestados. Ao 
Inamps, cabe assegu­ 
rar os recurso~ no - 
ccssários e repasná­ 
los no Estado. 
Os hospitais que 
prestam o atendimen­ 
to ambulatorial, não 
sofrerão mudanças , 
informn Marcus Vini­ 
cius. A idéia é ape­ 
nas desafogar o atcn 
dimento básico dos= 
tas unidades hospita 
lares, deixando ape­ 
nas os casos mais 
graves, diminuindo - 
as filas e prestando 
um serviço de qunli­ 
dadc, salienta o secretá­ 
rio. 
Membros das 
de Combate 
Reúnern 
Ações 
à 
para 
no 
Comissões 
Cólera se 
Discutir 
Setor 
Os memb~os_das Comissões Municipais­ 
de combate à Cólera de oito municípios se 
reunirao dia 11 de fevereiro para discu _ 
tiros planos de ação até agora realiza - 
dos para impedir que_a doença chegue a Ma 
to Grosso do Sul. Além da troca de infor= 
maçao entre si, os membros das comissões­ 
terao uma espécie de reciclagem com rela­ 
çao a doença. 
Participam do encontro que será reali 
zado na Diretoria Geral de Desenvolvimen= 
to de Recursos Humanos (DGDn.r:: - préximo­ 
ao Lago do Amor - os profissionais de saú 
de de Campo Grande, Sidrolibdia, P..:ic;;:•do - 
Maracaju, Jaraguari, Ribas do Rio Pard ' 
e 
. h d ' 	o , 
orguin o e Banueirantes. A partir das 
te da manhã eles estarão discutindo, ju~~ 
tamente com os membros da ·secretaria d 
Estado de Saúde, os principais pontos de 
Programa_de Combate à cólera, doença 4 
atinge v:rios Estados Brasileiros e já ma 
tou dezenas de pessoas, mas da qual Mato= 
Grosso do Sul está imune. 
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