ELA VISTA--MNTO GROSSO DO SUL - 14 DE NOVEMBRO DE 1992 No 1.20 DIRETOR: IVALDO PEREIRA PREÇO DO EXEMPLAR Cr$ 3.000,00 rrrrrrrrrrrr rrxrrrrrrrrrrz rr rrrr rYr•·rrr .trrrrrr rrrr.r rrrrrrrrr.rrr INTERVENÇiO EM BELI VISTI O governo do E tado vai decretar in tervenção em Bela vista a partir desta quarta-feira, após a preciaçao pela Assem­ bléia Legislativa. Fontes do Gover no informaram que a intervenção se deve l no fato de o Prefei­ to Edson Moraes não haver aplicado 25% do orçamento da Pre­ feitura, cm 1990 na Educação. A Prefeitura Mu nicipal aplicou 23,9'1,, isto é falta­ ram l,l%. O interven tor já foi nomeado será o ex-deputado - estadual Manfredo A ves Correa que,segun ~ as informaç6es,es tarã em nossa cidade e Bela Vista não· quer Intervenção, quer Obras O Presidente da Câmara Municipal dis se ainda que "o povo de Bela Vista não quer a interferência do Governo do Estado cm seus assuntos, se o Governador não 'fez nada por Bela Vista, pelo menos não atra- palhe" e citou o e­ xemplo das obras de asfaltamento que, se gundo ele, "estão em ritmo de tartaruga , um filme cujo enre do já conhecemos e cujo final também a­ divinhamos ( talvez­ depois dessa matéria b 1 / na próxima quarta- tícia chocou Bela e condena a atitude mar a imaaem t. P. 23 llc la. Vista - Mito Cros so do Sul Diretores Ivaldo Pereira e Harin Estela ve1asquez Pereira Diretor ResponsiveI Ivaldo Pereira Reportagens Ubaldlno Rodclgucs e Luiz Henrique N. Correa (Llle) Ccrcntc Cllson.Silva Santos Redação, AdaLnistração e_Parque Crâflco Avenida TrLbuna da Fronteira, 564- Sede Própria - Fone (067) 439-1410- ex. Postal 2.3 - Bela. Vlsta - H.'.ito Grosso do Sul _ Rcd.,çáo Jard-1<> Rua 14 de H31o, 342 - Fone (067) 251-1669 (sede próprin) Sucursals':' Antonio João, Porto Murtinho, Maracaju B I l (llr respondentes em ea.o Cr ' , on to e carac.o _ Is). po ande, Brasília e principais capita Reprcscnt=tes C ca ca'ss.cus.Tel. (aGn»3-33.c ca, APOIO : 'TRIHUNA DA FRONTEIRA +=s • ' • f1f, 'JJ L-,.-- ~· .. · ~4 ·~ .~L .:..:. . ..,,ib:. ~ Num bate papo bastante descontraído, o Presidente Soliman com o Dr. Roberval e Sra .. I .:r::, í I J Capitão Claudius, esposa Moema, Sra Heite Delvalles, Jorna­ lista Ivaldo Pereira e esposa·Estela =========================Ili/Ili=========--=-======------ A VERDADEIRA FELICIDADE ESTÁ EM PODER AJUDA -~ PRÓXIMO. JN!AI, 'TRIPUMA DA FOR'TEIA r------- - -- tA I A, 1 fs+ Ar o.éo o Uma Privatização Modelo Arnaldo Jardim i - do ici, ou acJ'n, o qu0 pnuliutu agJu com 0~ A privat. za;ao trema lisura, instau did faturuva cobrja u11Do - VASP, empreen ta pe- rando um processo do L l li[J td dcspcaau com monutcn o governo pru - doucolatiznção que t d D~ ç~o, aeronuvcn, pcn- represencou uma s teve como principais r i i V·1clo noal, publicidade o ormas ma s no'o marcas a democracia r "' jd 'lti outrao. IIÚ anos, po- ,,.~ as surq tas nos u. - e transparência. 'I rém, ela não canse - mo anos, de respon- Formou-se uma der a um deafio: o guia pagar os juros Í a d • • d ter comissão para acompa de resolver os qrav 5 te sua 1v1ua ex nhar todo o processo imos ônus econômico - na, exigindo a cons- tante injeção de re- e dela participaram, fi nnncei ron que u cm- sem exceção, todos i reprc curso□do Tenouro es ~ presa em cr no - os setores envolvi- 1. tadual - em última ' sentava para o Estaco dos. A comissão era e, ao mesmo tempo , instãncin, do contr! dar solução a um pro- buinte paulista - pa composta por repre- t ra saldar esses com- sentantes dos empre- blema que se arras a- gados da vasp, de e_m l - promissos. , - va 'a anos. presários, do gover- E 'i i no entan O pagamentos des- u d.r .a, - no e de outras ins - t U Sto-cs eco ses J'uros obrigava o o, que, que: r - tâncias relacionadas - i o a· parte esse governo paulista a nom ca ' a privatização , processo de privatiza despender anualmente com em nome do gover cão da Vasp tem uma vultosos recursos Eu, outra característica, que faziam imensa no, e o deputado Syl uma marca maior: a da falta a outras áreas vio Martini, repre - i 't' i ti sentando a oposicnõ, transparência. Nenhu- pr or1 ar as as CQ ma outra empresa de - mo saúde, educação , representávamos a sostatizada no Brasil habitação, entre ou- Assembléia Legislati teve uma fiscalização tras. A má situação va e acompanhamos da opinião pública , financeira da empre- pari passu, todas as das lideranças políti sa exigia contínuos negociações. case uma participa= aportes de recursos Aliás, a partici­ ção no processo dos do Estado, inclusive pação dos empregados próprios funcionári - para o refinanciamen da empresa nessa co­ os, tão grande como a to de dívidas. missão é um feliz e­ Vasp. Firmado o consen- xemplo de união en - Desde o governo Mon so de que a privati- tre o capital e o toro (1983/1987), a zacão era extremamen trabalho. Todos se Vasp apresentava orça te necessária, na engajaram na privat-.izacã:i mantos equilibrados verdade a única saí- da vasp, exatamente nummo cio »o iiüsi: cario ESPECIAL PARA EMPRESAS ,r., l - t d O Presidente do Banco do Brasil, Al - cir Augustinho Callia ri, anunciou linha de Crédito Especial para suprimento de ca pital de giro destina do ao pagamento do 13 salário das micro empresas e empresas de pequeno e médio por tes. Esse novo produ­ to do Banco permitirá viabilizar o pagamen­ to da folha relativa ao 13Q salário aos em pregados dessas empre sas. De forma que e= las possam canalizar seus recursos disponi veis para as respectI vas atividades produ­ tivas, estimulando a retomada do crescimen to econômico. - Os beneficiários da linha de crédito são empresas brasilei ras de capital nacio nal, exclusivamente as microempresas e empresas de pequeno e médio porte. Aí in cluí9as as firmas in dividuais, dos seta= res industrial, cO - mercial e de presta­ ção de serviços. CONDIÇÕES O teto para con - tratação será de Cr$ 100 milhões por em - presa ou o valor da folha de pagamento relativo ao 130 salá rio dos empregados da beneficiária, con siderando-se o menor valor. A nova linha· de crédito terá prazo de 12 meses e encar­ gos financeiros cal­ culados com base no índice geral de pre­ ços-mercados (IGP-M), mais encargos adicio nais de 128 aa. o prazo limite pa ra contratação des - sas operações será o dia 21 de dezembro de 1992, data-limite para pagamento do 130 salário, confor­ me a Legislação vi - gente. Com: o lançamento dessa linha de crédi to, o Banco do Bra - sil mais uma vez rea firma sua vocação histórica de fomenta dor do desenvolvimen to viabilizando, com exclusividade, assis tência com caracte - rísticas de longo, e prazoe taxas infe - riores às praticadas no mercado, o que traduz um esforco da instituição no senti do de colaborar para a retomada do desen­ volvimento econõmic~ conforme preconizado pelo Governo FederaL Coll o r, Jos1.> Fogaça A democracia é sempre um longo e constante a­ prcndizado .. Os povos são como os indivíduos. Assi­ m!la e colhem sempre os frutos de sua própria ex­ periência, dos seus erros ·e frustrações, dos seus a certos, dos seus triun - fos, e de suas grandes - trag1.>dins. O fenômeno Collor foi uma grande tragédia bras! leira. O triste resultado daquilo que temos de mais frãgil cm nossa cultura , a consequência grotesca do despreparo, da preca - riedade e da superficial! dode da formac;à.o políticii de boa parte da nossa po­ pulacão. As pessoas que votaram cm Collor no primeiro tur no o fizeram não só por • que acreditavam que o que Collor dizia era verdade. 0 mais grave e realmente .» . !caro assustador é que essas - pessoas acreditavam que o que Collor dizia era possível. Acreditavam , na sua boa fé, ingenuida de ou ignorância, que e­ ra possível a um homem só, sem apoio 9e um par­ tido político, ungido pe lo poder unipessoal ; transcendente da Presi - dência da República, do alto da sua onipotência, por um simples gesta, u­ ma simples assinatura ou um ato unilateral de von tade, reforar as estru­ turas pro fundas da socie , dade brasileira e resga­ tnr os descanisados da injustiça secular a que têm sido submetidos ao longo de nossa histõria social. Essa, sobretudo, foi a grande mentira de Collor. A poderosa menti ra, a imensa desfaçatez que acabou por fazer com e as , JOSE e imunh m todo o mundo. Um sopro de libcrdnde varria o Leste europeu, der­ rubava velhas dita­ duras e destruía de vez os dogmas do Estado-empresário. Todas as etapas de privatização da Vasp foram marcadas pela•mais absoluta transparência. O gg vcrno paulista cer­ cou-se de todas as garantias e o patri mônio do grupo que adquiriu a empresa, oferecido para ava­ lizar o negócio , passou por rigorosa avaliação, a cargo de peritos concei - tuados. Mesmo assim, tão logo surgiram denúncias de que es ses bens poderiam ter sido superesti­ mados, o governo de são Paulo foi o pri meiro a pedir que se procedesse a uma imediata e ainda ma is cri teriosa reava em favor de um presiden- liacão. te Único, isto é, de um Ainda detentor executivo não colegiado, de 40 das ações da tomada pela necessidade Vasp, o governo não de uma autoridade una e se tem descuidado e responsável. acompanha as ativi- Hamilton chegou mesmo dades da emrpesa , a escrever os motivos estando cercado de dessa decisão, afirmando todas as garantias que "a pluralidade do quanto a dívidas ha!! Executivo fazia a pres - cárias das quais são da opinião pública foi avalista. No âm diluir-se entre várias bito parlamentar pessoas e, em segundo lu tão logo foi consti ar, era necessário fi = tuída a CPI da Vasp xar a responsabilidade a administração do dos erros, para que os .Estado forneceu-lhe culpados fossem destituí todas as informaç6- dos dos cargos e punt es solicitadas e dos". continua à disposi- Watergate revigorou o ção, aberta a todos Congresso e forcou uma os esclarecimentos. contenção do Executivo , A imprensa teve que apontava uma tenden­ o mais amplo acesso eia de usurpação de atri a todas as informa- buic;Ões, com um desequ!­ ções durante 'as ne- lÍbrio entre os poderes. gociações e conclu- Depois de Watergate, Mon são do processo, pro dale afirmou que acaba - porcionando à soci'e ra, nos Estados Unidos , d ade acompanhar, pas a era da ipocência, isto so a passo, a todas é, do Congresso não que'... as, etapas dessa pri rer enfrentar os fatos vatização. A trans= que diziam respeito à ferência da Vasp pa responsabilidade do pre­ ra um grupo privado sidente, com "suficiente é não só um caso e- determinação e coragem", xerrplar, modelo até, com_medo da desestabili­ de privatização no; zac;ao do presidencialis­ Brasil, como se e - , quipara às experiên cias semelhantes em preendidas nos pai= ses mais desenvolvi dos do mundo. - Asa_s Uma das consequências políticas afs Importan­ tes do fmpeachent do Presldente Nxon, nos Es tados Unfdos, fof a ne - cessidadc de cstnbelccPr claramente os limltes dos poderes presidencia­ is. O presidente pode multo, oaa não pode tu - do. O sistema presidenct al não pode ser vulnera­ vel, de modo a permltir ao preaidente fugir aos controles da lei, usar a Presidência e utilizá-la como poder arbitrário pa ra fins inconfessáveis. Os membros da Conven­ c;ão Constitucional que criou o sistema preside cialista americano, onde fomos buscar o nosso,. já se preocupavam com esse perigo. Para evitar esse desvio, surgiu até a idéia de o Poder Executi vo ser exercido por mais de uma pessoa, para que não "parecesse um monar­ ca". A decisão final foi SARNEY cas conhecidas de marke­ ting e de controle. das multidões e chegou ao cargo mais alto da Nação apoiado na idéia de que a versão é sempre. mais importante do que os fa­ tos. Collor só esqueceu de uma elementar e reri­ diana verdade política· : a mentira elege, mas não **************************** de n10 U dos depoimento d4 quela época, que nos dti do fI da ra da Inon­ fa, é de usa mie de c! co f!lhos, do Condado dG Wtchester, Estado de Nova York: "Nunca ques - tonel nada. Cresci du - rante a Segunda Cuerra Mundlal e achava hones­ tamente que Deus estava do nosso lado e de eus f !lhos. Tenho um garoto de quatro anos que ass!s te às audiências (doca­ o Watergate) e vive me perguntando se vão pôr o presidente na cadeia". RESPONSABILIDADE que milhões de brasilei­ ros lhe dessem um mar de votos no primeiro turno das eleições de 1989. Collor desprezou os partidos políticos. Jo - gou boa parte de sua cam panha na desmorolizacão­ do Congresso Nacional Sua tese fundamentai· era· a de que ele não precisa va de apoio de nenhuma forma de organização po­ pular. Na sua prepotên - eia, autobastava-se. Fun r-----::;;:-------------------:::---------------':'~ .±r;:si Ipanema Modas ria ser Presidente da R pública. - Collor subestinou de- Confecções e bijouterias - adulto e infantil, liberadamente a socieda- diretamente de organizada, valeu-se do poder de arrebatamen­ to dos meios de comunica cão social, jogou co mànipulaçiio emocional·· de sua imagem falsamente "1impa", abusou de técnt governa. ' de partido nacional. Não Esqueceu-se de· que há neste século nenhua nao ha exeplo, na histo experiência democrática ria dos povos, de um pa:- bem-sucedida na vida das Ís que tenha saído da nações que chegaram ã. pobreza para a prosper!- plenitude do desenvclv!° dade, que tenha sido ar­ rancado do atraso para a modernidade e para O de­ senvolvimento que não fosse através de u gra Rio de Janeiro os Últimos la.nçamentos_-· conjuntos de jeans. Roupas em bermudas cores Rua Conde Roosevelt diz1a que a ''Presidência nao e u prêmio a ser conquistado com reluzentes proes - sas. Não é um produto a ser vendido coe o aux! lio de uma campanha pu - blfcitár1a. A Presldên - cta é uma responsab!lida de sagrada e não deve - ser disputada em nenhum nível que não seja o da dignldade. A Presidência tem que ser exercida com grande­ za, humildade, prudência e inabalável sentimento. moral. A democracia é u sistema de convivência em que o diriéto de cada um é respeitado, sob a proteçao de mecanismos institucionais. O presidente montar um sistema pessoal deu­ sufruto do poder é vio - lar a Constituic;ão e en trar no terreno da ileg! bilidade. A! está a essência do crime po!ítico, deres­ ponsabilidade. Sua pena é a destituição do car - go, prevista desde os primórdios do governo d! mocrático. Os crimes co­ muns têm a punição das penas restritivas de li­ berdade que se destinao a reeducar aqueles que invadem o Código Penal• O crime político é de 0± tra natureza. A forma desse episÓ - dio que vive o Brasil é a trágica verdade do fa­ to. Foi ele que mobili­ zou povo, consciências• políticos, partidos. mento que não tenha sido através_de uma sólida 0 anfzação social expres sa nos partidos políti­ cos que ocupam O poder institucional. do linho, malha, shorts, camisetas .. e modelos ã escolher - lamas, calcinhas de Porto Alegre, 368 - BEL 43 9 - 1846 ' VISTA HS