1 I -- ,. DIARIO REGIONAL BELA VISTA/MS ANO 21 NU 1.354 10 DE JUNHO DE 1993 DIRETOR: IVALDO PEREIRA PRIMEIRI IUNIFEST D SUCESSO 18S PREÇO DESTE EXEMPLAR CR$ 1'.000,00 ELA VISTI TO Realmente, com a Administração Abraão Armoa Zacarias NOVOS TEMPOS chega ram para Bela Vista: A li> JUNIFEST foi um sucesso abso­ luto, agradando não só as milhares de pessoas que compare­ ceram à Praça Álvaro Mascarenhas, sábado e domingo passado mas, sobretudo, os estudantes e direto­ res das escolas mu nicipais, estaduais­ e particulares de nossa cidade . Foi uma festa junina que ficará na história, dezenas de barracas, música , show, quadrilhas,con cursos de rainha, peões, com a partici pacão das escolas , sob a coordenação da Prefeitura Municipal e apoio do Banco do Brasil, que implan tou um Caixa Onico para a venda de fi chas. Segundo informa ções mais de Cr$ 600 milhões de cruzeiros circularam nestes dois dias na praça , com a venda de gulo­ seimas, salgados, churrasquinhos, quen tão, carreteiro, be bidas, etc ... Um sucesso. Uma idéia brilhante que personifica um novo estilo de administrar buscando a integra cão, a racionaliza= cão dos gastos, com a diminuição das des pesas para as esco las e Associações ~ aumentando a rentabi lidade. E o que é me lhor, estendendo a ponte de integração­ entre as escolas, le vando entretenimento e lazer à população, num ambiente sadio e festivo. Depois da 1a Rotary Inaugurará Ampliação da Sede O Rotary de Bela Vista i naugurará, nesta sexta-feira , suas novas instalações, o Presi dente do Club Soliman Tebichra­ ne com apoio da Prefeitura Muni cipal e companheiros ampliou a sede, transformando-a numa das maiores do interior. Segundo o Presidente Soli­ man, " a construção de um novo e moderno salão, com a amplia çâo da sede, proporcionará a co munidade belavistense, uma no va opção para a realização de eventos culturais, a exemplo de exposições de pinturas, artesa­ nato, feiras, palestras,festas, enfim, temos uma nova alternativa Para entidades ,estudantes e p/ sociedade de Bela Vista". Soliman deixou claro que em muitas cidades, "as sedes do Rotary são utilizadas para a realização desses eventos, se~ Pre com a apreciação da direto­ ria do Rotary, sem falar nos serviços que poderá prestar aos ia • t f i. -~ - e ~ . . ) L - la Junifest - Sucesso absoluto em nela Vista - Novos Tempos FESTA DA MANDIOCA, a gora com a realiza cão da Ia JUNIFEST ? A Administração Mu nicipal se preocupa em apontar caminhos­ seguros para criar , em Bela Vista, real­ mente, uma corren­ te de União e de Depois de rever ter a vantagem do ·mpate nas duas par tidas, que era do Palmeiras, o Corin Tão já está com uma hao na taça do cam Peonato paulista/93. Os palmeirenses Presidente do Rotary lub de Bela Vista Soliman Tebiéh.rane próprios companheiros e familiares". seus Para o Presidente,"não pos so deixar de agradecer ao pre feito Abraão Zacarias e aos com panheiros do Rotary que nos ajudaram, dentro de suas possi­ bilidades, para a concretização dessa obra". Corinthians com a Mão na Taça amanheceram a segun­ da feira pp., cabis­ baixos e desolados, corno sé não acredi tando no que.tinha acontecido domingo no Morurnbi, teve al guns que não foram nem trabalhar de tão tristes que estavam e pelo que pode acon tecer no sábado a ta de a ressaca vai ser maior ainda no início da .próxima semana. Quem viver rã ! Veja Informe TF - Por Ubaldino Rodrigues na Página - 07 ve participação popular, marcando decisivarnen te os NOVOS TEMPOS. Na próxima Edi­ ção publicaremos os resultados da Festa, as opiniões a respei to da mesma. - Na caminhada do Desde o Alasca até a Terra do Fogo, sempre que uma reu nião da cúpula poli­ tica é realizada,cer tos dirigentes não deixam passar a opor tunidade de levantar sua voz de protesto­ pelo comportamento da imprensa. Seja a reunião­ sobre rnigraçâo,ilegal controle da natalidade erradicação da pobreza Prefeito Abraão Zaca rias, junto com o povo de Bela Vista , ele e seus asses sores, demonstraram, Pà. ina/08 desta Edição ou tratados de coope ração internacional, sempre há um espaço para propor medidas que sirvam de contro le ao " transborda mento " dos jornalis tas. Já cansados de tantas críticas e re velações de corruo cão nas entidades go vernamentais, não ha outra saída para mui tos políticos, lati­ nos-americanos espe- que a união de todos num objetivo comum, os resultados que beneficiam a comunidade surgem naturalmente. 9 cialmente, que nao seja contra-atacar a imprensa, rotulando­ ª de irracional e de ser causadora de que o sistema democráti­ co imperante, conse guido a tão duras pe nas, esteja cara­ leante. Leia artigo de Ricardo E. Trotti na Página - 03 desta edição. # PRIORIDADE, ACONTECERÁ: EM HARACAJU Visite a 26· Expomara 11-06-93 - Sexta-Feira 19:00 horas - 6Q Leilão Pi.o Silva e Convidados Reprodutores e Matrizes Nelore A Campo 12-06-93 - sábado 19:00 horas - 4g Leilão Relincho's Q Mestiços e Puros Quarto-de-Kílha 13-06-93 - Domingo 14:00 horas - 22 Leilão de pequenos animais 19:00 horas - 52 Leilotraia REALIZAÇÃO- J-4 LEILOES RURAIS - A sua melhor opção de negócios - Dourados - Fone (067) - 421-6785 - Maracaju - Fone (067) - 454-1913 - Ponta Porã - Fone (067) - 431-1320 EM BELA VISTA . 71: Leilão Apa Corte Dia: 10-06-93 / Quinta Feira - às 20:00 Horas Local : Parque de Exposições Rio Apa - Bela Vista - MS " Realizaçao _ Sindi.c.ato Rural de Bela Vista e Le1lobo1 . Vã e faça bons negócios ! 4e EM PORTO MURTINHO Etapa do 3: Campeonato de MS de Jet Ski/ 93 Estará acontecendo dias 1l/12 de Junho de 1993 Realizaçao - Fenautica - Federação de Motonáutica Estado de MS Apoio - Prefeitura Municipal de Porto turtinho Irscries e treino no dia 1l das 1L;O0 W 'a= : as I7:O0 horas do -------------- -- FÁBRICA OE MALHAS DIANA Hanlém cm cnto­ que malham para to do o tamanhos , para Coléglon de Uonito n acoita cn comenda; de outras praças. Confecciona t.am bém: lGlSJLHOS e UNIFOR MES para: Jogado= rcs o eventos. VISI'rE-NOS E CONFIRA! FONE: (067) 255-1634 RUA PILJD REBUÃ BONITO MATO GROSSO DO SUL Mercado e de Carne DIA. Casa Sadia De. Antonio Casanova Dois estabelecimentos junto um do outro para melhor atender a grande clientela. Secos e molhados em geral pelo preço mais camarada da cidade! lo lado es,tá a CASA DE CARNE SA Carnes de suínos, bovinos, fran gos, patos, linguiças mistas, queijos banhas, torresmos, etc ... Fone (067) 255-1475 Bonito - MS Visite-nos e comprove ! PREFEITURA MUNICIPAL DE BELA VISTA DECRETO !@MERO 709, DE_ 07-06-93. "Nomeia os Representantes do Conselho Municipal de Saúde". O Prefeito Municipal de Dela Vista, Es­ lado de Malo GrOSJO do Sul, no uso das a Lribuições que lhe s3o conferidas pela Lei Municipal no 930, de 13 de agosto de 1992, DECRET/: Art.lV - O Conselho Municipal de SnGdc de Bela Vista, Estado de Mato Grosso do Sul, CMS, será composto pelos representan­ tes abaixo: I - REPRESENTANTES DE ÓRGÃOS PÚBLICOS PRESTADORES P1LAN'l'RÔPICOS. a) Secretário Municipal de SaGde - Carlos Eduardo Nunês - Suplente: Fernando de Freitas Elias b) Representante da Secretaria Municipal - de Saúde - Ives de Oliveira Britto - Suplente: Carmem Aparecida Santiago Lima c) Representante da Secretaria Estadual de Saüde. - Maria Izabel Rodrigues Vieira - Suplente: Joair Jacques Acosta E Qualidade em produtos e serviços TUDO PARA A SOJ FESTA Loja 1 - 24 horas, Rua Pilad Rebua/1853 Loja 2 - Jardim Andréa ( defronte ao Clube do Laco) Fone (067) 255-1710 BONITO - MS + ATENDIMENTO A DOMICILIO d) Representante da Secretaria Municipal - de Educação Cultura e Desportos. - Paulo de Melo - Suplente: Maria Salomé Melo e Silva e) Representante da Fundação Nacional de Saúde - FNS - Lucimar Lopes Novaes - Suplente: Vilson Rolon de Campos f) Representante da·LBA/Pronav Municipal - de Bela Vista - Olga Bianchi Zacarias - Suplente: Hepher Gideone Rodrigues Elias g) Representante do Serviço Autônomo de Agua e Esgosto -SAAE - Angelo Serrilha Novaes - Suplente: Altair Dias h) Representante da Beneficência Hospita - lar de Bela Vista - Bernadete Pinheiro Rondon - Suplente: Mario Santos Vargas II- USUÃRIOS a) Representante do Rotary Club de Vista -Soliman Tebichrane - Roberval Borges Bela- - Celso foreira Bazano - Suplen e: Edith Rodriques Bazano e) Represenante da Socidade Evangélica - de Proeção aos Desamparados de Bela Vista - Elda Moraes Simões Gupl nl<·: Shirlcy Godoy f) Represen ante do Lions Club - José de Rib«mar Cruz e Silva - Suplente: Sidney Nunes Leite g) Representantes das Associações de Mora­ dores de-Bairros de Dela Vista - Gustavo Medina do Nascimento - Anselmo Costa Lima - Ciro Pereira - Suplente: Carmelindo Magalhães Moacir Paredes Gil - Augusto Flavio Vilordo Art. 20 - Este Decreto entrará em vigor na data de sua publicação, revogando-se o Decreto Municipal no 054, de 14 de agosto de 1992. Gabinete do Prefeito aos, 07-06-93. Abraâo Annoa Zacarias Prefeito Municipal Hotel e. Churrascaria Canaã b) Representante da LOja Maçônica Estrela­ do Apa nV9 - Helbert Basso - Suplente: Jaison Leite Viana c) Representante do Sindicato dos Trabalha dores Rurais de Bela Vista - Nery Ramos Volpato - Suplente: Maria Aurora P._ Barbosa d) Representante da Pastoral da Saúde de Apartamentos com ar condicionado, frigobar, TV em Cores e telefone. O único com luxuosas suites. Anexo funciona a tradicional. CHURRASCARIA CANAÃ, que serve no almo­ ço todos os dias o melhor churrasco do Brasil. los domingos também funciona o •aifê• queL·_e e frio com uma varieda - de de pratos. 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Em 1989,atingiu - 1025 d6lares,o que representa um crescimento de 441%. No mesmo período, a média Nacional aumen - tou 357%. (Agência Boa Imiprensa - ABIM). ,. Gem_i la Palace DE: NlIM JASER Fone (067) 255-1421 ~ Hotel Acaba de ser inaugurado em Bonito o luxuoso" GEMILA PALACE HOTEL", com apartamentos super confortáveis e gara gem privativa. - Atendimento cordial e todos os ma ~eriais com a melhor higiene possível: Precas especiais para grupos em excursão e viajantes. · Rua Luiz da Costa Leite/2085 Bonito - Mato Grosso do SUl O MELHOR Auto Elétrica Bonito De: Valdemar Zanuncio Trindade Venda de Pecas elétricas, baterias novas e recondicionadas, consertos de motores de partida, dínamos e alterna­ dores. Rapidez, perfeicão e garantia abso­ luta. Antes de viajar, leve seu caran­ go para ser checado pelos profissio nais da Auto Elétrica Bonito. RUA 29 DE MAIO,922 FONE: (067) 255 - 1333 BONITO - MATO GROSSO DO SOL 1 TPgpg,± Fronteira iário 'egional 1 FUNDADO E 20/02/72 • Publicação da Rede Belavistense de Jornais - L'IDA - Avenida da Fronteira, 564 Fone (067) 439-1410 - Ca1xa Posta1 23 CGC - 15.513.203/0001-90 BELA VISTA -- MATO CROsso DO SUL Di.retores- Ivaldo Pereira e Mnria "· 1 tste a Velasquez Pereira Diretor Responsável Ivaldo Pereira Reportagens Ubaldino Rodrigues e João Carlos V elasque;i: Gerente Gilson Silva Santo~ Redação, Administra 7 - » 1çao e Parque Gráfico - Ave n.ida Tri.buna da Fronteira, • 564 - Sede Própria. Sucursais Antonio João, Port M o urtlnho, Marac:_aju, Boni­ to, Jardim, Caracol e Campo Grande. correspondentes t. G e •' tr { lar ! 5 s t.• p e de ad j qU ni re' COI co pa E. J E Pod pren durar, ter; , de E lebr te a: J maio cüpu' Cont Depus Coro» ida ae e, ode, se p -- (+ daae -:::::::::::::::::: .. »' 1 • 1 Campo Grande, Brasília e Principais Nao devolvemos originais. O jornal nao se responsabiliza pelos assinados ou de oris= definida. F:I.Uado à All.JOJtt/Ms e ABRAJORI Preço do Exerlar Exemplar - Nüsetos atrasados Assinatura Seaeatral Assinurura Trimestral Cr$ core[ artigo5 I 15.000,00 cr$ 20.000,00 Cr$1.500.000,00, Cr$ 700.000-~ 1 o .. .. ] JORNAL, TRIBUNA DA FRONTEIRA DIÁRIO REGIONAL. Políticos, Imprensa e Excessos Ricardo y. Trotti () l de cxpressão, para o qual - utilizaram a comunicação ou informação jornalística da donGncia com o objetivo de desacreditar os partidos po líticos e os governos além doG princípios que a liber­ dade democrática de comuni­ cação lhes permite•. Junto com sua denúncia respaldada por dirigentes - latino-americanos com a franca oposição dos europe­ us, Corona propôs criar um organismo internacional que "regule o comportamento" dos meios frente aos esces­ sos que eles possam come ter, para assim "preservar os princípios fundamentais que a liberdade de informar responsabelmente está exi - gindo nos tempos presentes e futuros". Geralmente, como ocorreu nessa conferência , quando os dirigentes pretendem que a imprensa seja controlada, o que eles estão procurando é o melhor pretexto para a­ pagar as críticas e as de - núncias para poder assim ter o caminho pavimentado.t verdade que ninguém gosta - de ser criticado, mas as pessoas públicas, e especia lmente os políticos encarre gados da "res pública", de= vem compreender que a sacie dade precisa de anticorpos­ ante o presumível mal uso dos fundos públicos. E, nes se caso, devem compreender- que a missão de "cão de guar E d da" da imprensa não é um XCeSSOS a privilégio dos meios,mas um dever delegado socialmente Imprensa #tatear · t lamentável que, com to da a experiência que os po líticos latino-amercianos = têm, de tantos anos de obs­ curantismo democrático e de férreos controles, ainda a­ creditem que a melhor liber dade se consegue com amar= rasou coerõoes. Desde Pino chet até Videla, passando= por Fujimori no seu primei­ ro período, ficou demonstra do que, quando os dirigen - tes colocam amarras à im prensa, não ê por outro mo­ tivo que não seja para go - vernar a seu bel-prazer , da maneira mais totalitária possível. Desde o Alasca até a Ter ra do Fogo, sempre que uma reunião de cúpula política é realizada, certo□dirigcn tes não deixam passar a o - portunidadc de levantar sua voz de protesto pelo compor tamente da imprensa. Seja ã reunião sobro migração ile­ qal, controle da natalida - de, erradicação da pobreza ou tratados de cooperação - internacional, sempre há um espaço para propor medi­ das que sirvam de controle ao "transbordamento" dos jornalistas. Já cansados de tantas críticas e revelações de corrupção nas entidades go­ vernamentais, hão há outra salda para muitos politi cos, latino-americanos espe cialmente, que não seja con tra-atacar a imprensa, rotu lando-a de irracional e de ser a causadora de que o sistema democrático imperan te, conseguido a tão duras penas, esteja cambaleante. "Desacreditar" o governo e "desestabilizadores" da democracia são o verbo e o adjetivo preferidos para - qualificar os meios de comu nicacão, quando os mesmos - revelam algum detalhe de. corrupção que o pode pübli­ co preferiria que houvesse. passado despercebido. Esta reação natural do - poder público diante da im­ prensa pôde ser comprovada durante a XI Conferência In terparlamentar da Comunida­ de Europa-América Latina ce lebrada em são Paulo, dura~ te a primeira semana_ de maio. Apesar da reuniao de cúpula versar sobre pobreza continental e democracia, o Deputado venezuelano Luis Corona aproveitou a oportu­ nidade para acusar os meios de comunicação de buscar o poder político, "amparando­ se para tantc na liberdade A melhor finura atual a esse reapeito é a de Cuba , País onde o jornalismo está amordaçado e no qual o con­ trole da imprensa o me lhor sinónimo de que toda uma sociedade perdeu o di - reito inalienável de se ex­ pressar livre e pluralmen - te. As regulamentações em ma tria de imprensa retiram a pluralid;•.de, e ê justamente essa figua a maior virtude de uma democracia. Sem plu­ ralidade de critério nem de eleição, a democracia é uma simples utopia. Lieriale PfMili Éssn.ial A liberdade de expres - são, consagrada nas consti­ tuições de quase todos os paises livres do mundo como uma liberdade publica essen cial, não pode ter limita= ções de excesso em seu exer cício, exceto aquelas marca das pelos tribunais ordiná= rios de justiça. A liberda­ de de imprensa é justamente uma das garantias essencia­ is da democracia, e, por sua própria natureza, não a ceita ser recortada. - Da mesma forma que os ci dadãos ou pessoas jurídicas, a imprensa está submetida à Justiça no caso de cometer algum ilícito, e portanto - seu trabalho não de estar - submetido a um mecanismo a­ dicional de controle. Não se trata de os jorna listas serem altaneiros ou soberbos e façam vista gros sa às críticas dos politi cos, pois é lógico admitir que excer.sos são cometidos, da mesma forma que toda pes soa humana comete erros. Mas do que se trata é que o jornalismo tenha o mesmo direito que qualquer outra profissão de ser acu­ sado frente aos tribunais - ordinários, e que o mesmo não seja violentado ou si - lenciado mediante mecanis - mos tal como aquele que o Deputado venezuelano preten de criar. - --===-------------------------------------------------=------------------=====··==== (*) Ricardo E. Trotti é Coordenador do Programa de Liberdade de Imprensa da Socie- dade Interamericana de Imprensa (SIP) • -=====-==-====------------------------------=====-----====-------~-------------------- A Prioridade Sérgio Jockymann Pois hii uri d-frilo t1'rr.Í ,,1 no p,iJit_i./ co brasileiro, ele não se informa. Para a maioria deles, o :mundo começa e termina aqui mesmo. Por isso, estamos con inuamente inventando a pólvora. Não sei quanto nos custa essa falta do conhe cimento, mnas imagino que ela seja a maior responsável pela nossa divida e - terna. Por exemplo, quando compramo A­ qra I e Angra II dos al.mães, europeus e americanos já sabiam que essas usinas fa bricadas pela Westinghouse eram caras e cheios de problemas. Os alemão que ti nham comprado duas delas e não sabiam o que fazer com o abacaxi, atê que o Bra sil caiu das nuvens. Compramos dos ale - mães a usinas que eles haviam comprado dos americanos. Mas não era isso que ou queria falar. Em 1970, tirei um ano inteiro para estu­ dar a economia brasileira, assistido por vários amigos economistas. Saí,desse cur sinho com a firme convicção que se eu fosse Presidente, esqueceria todos os do mais problemas e me poria a construir ca sas populares por todo o País. Achei que minha idéia era muito origi nal, mas quando a expus vaidosamente aos meus amigos, um deles me lembrou que a A lemanha Ocidental (naquele tempo eram d~ as) já tinha feito o mesmo. - Em 1947, quando os alemães finalmente tiveram permissão para realizar eleições escolher o se destino, as duas Alemanhas eram um escombro só. Metade da população do País havia morrido na guerra, quaren­ ta por cento do parque industrial esta - destruído e, como se toda essa desgraça não bastasse, a Alemanha tinha que pagar uma pesada dívida de guerra. o grande problema era por onde come - ar. Os americanos que ainda ocupavam o País, junto com os industriais alemães , queriam que a reconstrução começasse pe­ lo parque industrial. Para surpresa geral, o primeiro minis tro Konrad Adenauer decidiu que a cons trucão de conjuntos habitacionais era a maior prioridade do Governo. Quando apresentou seu projeto ao Par­ lamento alemão, Adenauer usou apenas do­ is argumentos. Primeiro, um terço dos a­ lemães estavam desabrigados. Segundo, a Alemanha Ocidental tinha meios para re - solver o problema sem ajuda externa (e portanto sem aumentar o seu endividamen­ to). E foi por aí que começou o milagre alemão. A situação do Brasil de hoje é bem me lhor do que a·da Alemanha, em 1947. Nós precisamos de 15 milhões de habi­ tações, cinco vezes mais do que os ale - mães necessitavam naquela época. Mas em compensação, todas as casas a­ lemãs exigiam calefação, problema que não existe no Brasil. Como a Alemanha não precisaríamos de um centavo estrangeiro porque a nossa tecnologia é uma das melhores do mundo e temos toda a matéria-prima necessária. Como se isso não bastasse, um progra­ ma nacional de habitação resolveria to - dos os nossos problemas de desemprego. Por que não seguimos o exemplo da Ale manha? Perguntem a Deus, porque eu não sei e até hpje não consegui descobrir. l Restaurante Ca a gua ·y *Soba Direção do Empresário Rodolfo Pereira O Ponto de Encontro da Sociedade Fronteiriça Bebidas Nacionais e Importadas - Ambiente Refinado acenaisnto jppk - service a La Carte Saboreie o Melhor Filet a Parmegiana e à Cubana * Jogos - Lazer - Música - O local mais apropriado da Fronteira * Para voce jantar com sua Família e Amigos Bell.a Vista Norte Paraguai J JOJ'VL TRIUNA A TROTEI RA 111.'I,• ·q LA .. , ! Dl .JU! OS FENÔMENOS ORIU DOS DA CRISE· ECONÔMICA BRASILEIRA III lfirlo D,irhi«n - ---- - ·- ---·- A economia capitalista completa um ci - clo a cada 50 anos. E:te ciclc tm duas nítidas fases: 25 anos de crencimonto oco­ nomico e 25 anos de recensão econômica. O período do duração do cada ciclo o de suas fase variam para mais ou para menos. Don­ tro de cada fase existem ainda período de aceleração ou deacoleraço. Dota forma, o atual ciclo começou em 1945. Deste ano até 1972 verificou-te a fa se dos 27 anos de crescimento econômico (período das vacas gordas). A partir de 1972 começou a fase dons 25 anos de reces - ão que se estenderá até 995/96 (período das vacas magras). Mas a maioria dos ccono mistas acredita que o crescimento só ser retoinndo n partir cio ano 2000. Consequcnt0, tem-se pela fronte ainda 7 anos de qrave - crise econômica. Para vislumbrar os fonôme nos da atual crise, precisa-se compará-los com os do ciclo nnterior. Este começou cm 1985, tendo sua fase de crescimento at6 por volta de 1915, A partir duí comcçµram os negros 30 anos de crise, cujo período 6 abrangido em 1915/45. O auge desta violentíssima crise foi a década de 1930. A história mostra os prin­ cipais fenômenos suscitados: enorme desem­ prego, terrível fome, exacerbado racismo 1 extremado nacionalismo, sanguinárias dita­ duras facistas, forte presonça do governo na economia, implantação de totalitárias - ditaduras socialistas e, por fim, a feroz. Segunda GuerrA Mundial. Como se v6 os fenômenos vividos pelos homens de então fo ram extremamente difíceis, violentos e hor rosas. O (::-t r.pln rMiti co. hc ciclo é o cl.:i l'cpúbli_ ca do Pampa. O fnômeno deve ser visto com cuidado apesar da imprensa ridicularizar - eu pretenso líder. c) Donprezo à Democracia - De nada adianta Rt~ vnlor quando o povo, a nivcl económi­ co, vive em condições 'o vida cada vez pio ros. Esta passa a ser vista como algo des­ prezivel e não como uma conquista univer - sal. Da forma como estio as coisas, bem de pressa democracia pode virar sinônimo do pt1lavr:io. . d) Desprezo aos Partidos e aos Políticos - Os Partidos não representam os segmentos - sociais e nem estes se sentem representa - dos. Menos de 201 dos rleitores brasilei - ros estão filiados aos Partidos. Já odes­ prezo aos políticos poae ser medido pelo fato de não terem resolvido nenhum dos grandes problemas sociais. Ao contrário todos foram agravados a partir de 1985 quando os civis ascenderam ao poder. e) Retorno dos Militars - A medida que os políticos com sua democracia nio conseguem resolver a crise, estabeleceu-se no seio - do povo uma generalizaaa ãnsia pela volta dos militares. O saudosismo do "Milagre Brasileiro", por parte do povo, aliado ao crescente descontentamPnto dos militares - frente ao seu desprestígio social e seu desaparelhamento bélico (resultado do fim da Guerra Fria), formam um caldo que não tão remotamente pode-se tornar realidade. Os exemplos estão bem perto: Peru e agora Guatemala. Os fenômenos oriundos da crise do perio do de 1915/45 comparados com a atual ten -­ em comum o enorme desenprego, a terrível - miséria e os crescentes racismos. O extre­ do n cion lismo de então cedeu lugar aos atuai separatismos preson es em várias partes e à criação de mercados 0uns co - mo, por exemplo, a CEE (Comunidade Econômi ca Européia), o NAFTA (Tratado Comun do Norte da AMérie ) a é, em pequena propr ção, o Mercosul. As di aduras fascistas da década d trinta podom ressurgir na forma de ditaduras civis com apoio Milit r. Como xemplo tome-se Fugimore o Peru e agora - Serrano na Guat m, 1 . A pr,..r;rnç,, do Go··r•r­ no na economia foi substi uída pelos neoli beralismos. Apenas a implantação de ditady ras totalitirit1s socialictas cDtJo fora de cogitação devido ao colapso do socialismo da Ex-União das Repiiblican Socialislas so­ viéticas. A gravidade d crise forjou hoje um con senso de que é necessário retomar o cresci menta econômico a qualquer custo. Esta preocupação está consignada na unânime co~ cordância da indicação do Ministro Fernan­ do Henrique Cardoso do Ministério da Fazen da. Não é por nada que todos a celebraram como a última tacada do Governo Itamar Franco. Mesmo porque todos tem presente que o consenso para com retomada do crescimento econômico e a unanimidade para com a indi­ cação do novo ministro é o iinico remédio - para espantar com os fenômenos acima men cionados. Do contrário, tudo se agravará e ninguém poderá saber para onde caminha a sociedade brasileira. ------------=======================-=-==-- Hilário Barbian é mestre em nistória pela UFSC e coordenador do Curso de História da Unijui No Brasil, a fase de crise do atual ci­ clo começou a se fazer presente de forma - intensiva a partir de 1979. De lá para cá a economia praticamente estagnou. o PIB (Produto Interno Bruto) - soma de todos os bens e serviços produzidos no ano - acusou indices de crescimento ao r0dor de zero. Por exemplo, o PIB de 1992 foi de ape - nas 0,9% e o de 1993 deverá ficar em 38.Pa ra haver um crescimento normal da econo = mia, o PIB deveria ser de no mínimo 7 ao ano. A atual crise brasileira pode ser medi­ da facilmente com alguns dados: 33 milhões de pobres vivendo abaixo do nível de pobre 7d, 10 milhões de desempregados, salário - m1n1mo valendo 27% do poder aquisitivo de 1940, 19,5 da população completamente a - nalfabeta e uma inflação anual chegando a­ os 2oooi. Fome, miséria, doença e morte é o que sc faz presente na vida diária de grande parte dos brasileiros. O quadro aterrador de 13 anos de crise brasileira contínua e crescente suscitou 0 aparecimento de fenômenos visíveis aos O - lhos de qualquer observador. Estes podem ser sintetizados da seguin- te forma: • a) Aparecimento de Racismos - Este fenôme­ no está fazendo-se presente em são Paulo e dirige-se, principalmente, contra os· nor - destinos. . Mas noutras partes também constata-se - sua presença. Traços de racismo estão pre­ sentes no discurso do pretenso lider da Re publica do Pampa. - b) Ressurgimento de Separatismos - na au - sencia de propostas para resolver a crise ressuscitam-s: idéias separatistas que sã~ vistas como tabua de salvação frente a uma _nao 7 fetiva federalização dos Estados bra­ sileiros, desproporcional representação po litica e violentos desequilíbrios regionais. Parceiros. no Servir, Realidade Neste Final de Milênio Reinaldo Caetano da Silveira do Rotary _Club de Araçatuba/SP (Dlst 44 70) Governador 1988-89 Temos,diante de nós, não so ~ ma grande oportunidade e um gran 1 JEANS COM O HEUIOR PREÇO ARTICOS E COURO DA CIDADE ! BIQUIIS , I RUA CONDE DE PORTO ALEIRE - FONE (067) 439-•I JI,~ Js TUDO EM HODA INFANTIL, DE o 1 ANOS. RI!A D QUE DE CAXIAS (AO LADO DA FAROACIA DO JAIR) ENXOVAL COHPt.El'O PARA SE! 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