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BELA VISTA/MS 
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ANO 2I No 1.175 
30 DE JULHO DE 1993 - 64 PEIRA - DIRETOR: IVALO PEREIRA l'RLCO UO EXEKPLJI{ 
O BRASIL TEM NOVI MOEDI 
A + 
Presidente 
REGIONAL 
ie oaae	os. a te m 
M 
DIARIO 
l à»«la.- 
Itamar Franco 
Uma decisão re 
pentina do Presiden­ 
te da República Ita 
mar Franco, aliás 
própria dele, pôs 
fim ao desvalorizado 
(e desmoralizado)cru 
zeiro na noite de 
quarta-feira, dia 28 
e criou uma nova moe 
da para o País, Cru= 
zeiro Real, com tres 
zeros a menos e que 
entra em circulação­ 
apartir do dia 1 
de agosto. 
Na prática nnd 
muda, ninguém vai 
precisar trocar as 
cédulas de cruzeiros 
os cheques pré-data­ 
dos continuam valen­ 
do até o dia 03 de 
dezembro deste ano, 
os débitos ou crédi­ 
tosem cruzeiros se 
rão convertidos para 
o real perdendo ape­ 
nas os tres zeros , 
por exemplo: 10.000,0 O 
(dez mil cruzeiros) 
passa a v 1·r 10,00 
(dez cruzci.ros rc 's) 
100.000,00 (cem mil 
cruzeiros) &orJ 
100,00 (cem cruzei­ 
ros Reais),1.000.000,00 
(hum milhão do cru 
zeiros) será1.000,00 
(hum mil cruzeiros­ 
reais) e assim por 
diante. Esta, salvo 
engano, é a vigési 
ma oitava troca da 
moeda brasileira 
Wilson Barbosa 
Governo 
é 
do 
candidato 
Estado 
ao 
CH$ ?0.000,00 
resta saber qu. ndo sr 
rá a próxima mas toma 
ra que ado .em uma que 
se)a me is for e aexem 
plo do dólar ou do 
prüprio guarani, par.:i 
quem não sabe o dinhei 
ro paraguaio vale qua 
renta e poucas vezes­ 
mais que o nosso po­ 
bre e condcnndo cru 
zeiro, até o peso bo 
liviano seria uma 
boa opção. 
U.R.) 
Noticías 
Página - 04 
Breves 
O Dr. Wilson 
Barbosa Martins con-. 
firmou sua candidatu 
ra ao Governo do Es­ 
tado nas próximas e 
leiçôes. 
Todas as pesqui 
sas realizadas nos 
maiores municipios - 
do Estado deram a 
preferência para o 
Dr. Wilson Barbosa 
Martis.t surpreenden 
te nos tempos- 
atuais, quando esta 
mos passando o Bra 
Luiz Abreu 
mas Heitor 
estendeu 
não quer 
as mãos ... 
entendimento ... 
O Prefeito Luiz 
Carlos de Abreu, tão 
logo assumiu a che 
fia do Executivo Mur 
tinhense, pensando - 
no progresso e no 
bem estar do povo, a 
Parou arestas e es 
tendeu as mãos para 
o PMDB, adversário - 
da campanha. 
"Precisamos de 
um grande entendimen 
to, temos de pensar 
mais na cidade, bus 
car .alternativas Pa 
ta melhorar a quali­ 
dade de vida do nos­ 
so povo, viabilizar 
todos os projetos,Pa 
ta isto buscarei so 
ar forças e vonta 
des, a cidade esta 
acima das diferenças 
Pessoais", afirmava- 
º prefeito. - 
o vereador Oso- 
tio dos Santos, um 
dos líderes do PMDB, 
homem sério e respon 
sável, irmão do e? 
Prefeito Heitor M}. 
tanda dos Santos, en 
tendeu a mensagem e 
soube captar na mes­ 
l!la a vontade do pre 
feito eleito em tra­ 
a1hcr pelo munici 
Pio. Aceitou a pro 
Posta de entendimen­ 
to. Junto com ele, 
0 
Semana passada, 
também vereador FeE 
O 
ex-prefeito Heitor 
ando de Mattos, COD} iranda dos Santos , 
Cordou com o pacto. Esteve em Porto Mur- 
Antes de o G? Anho e cobrou dos 
Vernador Pedro Pe {ntegrantes do PMDB- 
..±.. S fie±# 
'Porto Murtinho o Pr_E!:. cão Municipal. Nada 
feito Luiz carlos de de entendimento, de 
breu e demais lide omar frças, o PDB 
ranças iniciavam 
O 
-----========= 
~~---------------===~------ 
grande processo de 
entendimento mun1.c1.- 
pal. • 
Com a união,ape 
sar de alguns focos­ 
de descontentamento, 
a Administração Luiz 
Abreu começou a des 
lanchar, com muita 
paz na cidade. . 
Não se fala mais 
em divergências,fala 
se no futuro da cida 
de, no povo, na con 
cretização de obras 
prioritárias,no gren 
de despertar de Por 
to Murtinho. 
HEITOR QUER O PARTIDO 
NA OPOSIÇÃO 
. 
eitor não aceitou o Pacto... 
deve ser oposição. 
Em reunião rea­ 
lizada na Câmara Mu 
nicipal, com vereadÕ 
res, membros do Dire 
tório, debateu-se Õ 
assunto. Osório e 
Fernando, vereadores 
continuam com o mes­ 
mo propósito, o de 
somar forcas com a 
Administração Munici 
pal, sempre defenden 
do os interesses de 
Porto Mu.rtinho. 
Foram oito v_2 
tos favoráveis ao 
ex-prefeito e sete 
votos concordando c/ 
a reunião. 
Não foi uma reu 
nião tranquila, cr­ 
ticas e ataques fo 
ram desfechados como 
scuds derrubando 
principios, mas, no 
final, ficou patente 
que, pelo menos em 
Porto Murtinho, está 
se buscando o enten­ 
dimento. O prefeito 
-saberã conduzir esse 
processo. Novas reu­ 
niões acontecerão. 
sil a limpo, ver que 
há pessoas que criti 
carn o ex-governador, 
reserva moral, não 
só do MS, mas do Bra 
sil. são suspeitas 
essas criticas, não 
correspodem a vonta­ 
de popular, pois o 
povo disse SIM à can 
didatura do Senador 
Wilson. Em todos os 
municípios da região 
oriundo das bases 
ecôa o GRITO DE DIG­ 
NIDADE J. 
A candidatura 
de Wilson Barbosa Mar 
tins revigora o ver­ 
dadeiro PMDB, do po 
vo, resta esperar a 
convenção e apoiar u 
ma candidatura que 
irá resgatar a con 
fiança do povo no GÕ 
verno. 
Especulações e 
negociatas não levam 
a vitória, são os vo 
tos, é o povo, e 
povo está com o Dr. 	. J 
Wilson. 	Dr. Wilson Barbosa 
LEGISLDTIYO MURTINHEN [E 
( Da Sucursal de Porto Murtinho) 
As relações entre o Executivo e o Legislativo em Porto 
Murtinho são das melhores. 
Os vereadores cumprem suas missões com competência e mui 
ta-responsabilidade. 
O Prefeito Luiz Abreu corresponde a essa confiança repas­ 
sando as verbas para a Câmara no prazo previsto em Lei. 
Nomes de junho foram repassados$ l.400.000.000,00 (hum 
bilhão e quatrocentos milhões de cruzeiros), em Porto Murtínho 
um vereador recebe em torno de$ 45 milhões mensais, todos es 
tão satisfeitos. 
Isto é bom para o município, onde há paz, há harmonia e a 
cidade progride. 
Candidatos do Sudoeste 
valorização da classe Politica Regional 
r 
---- 
Ver.Marco Rondon 
Segundo comentá 
rios, o vereador Mar 
co Rondon de Olivei­ 
ra será candidato a 
aeputado estadual , 
outros nomes estão 
surgindo. 
A surpresa maior 
fica por conta da 
candidatura de Hei 
tor Miranda dos San­ 
tos ao Governo do 
Estado, pelo PT.Essa 
candidatura "ainda 
não foi confirmada, 
mas só a lembrança - 
engrandece a classe 
política regional. 
Página - 05 
Ser profissional ou 
ser Humano? 
Páqina - 03 
Sind~_cato Rural de Caracol Promove: 
* Dia 04-08-93 quarta-feira/ Leilão Cara.corte 
* Local Tatersal do Sindicato Rural 
* Realização Sindicato Rural e Porteira Leilões Rurais 
* Caracol, espera por voce !!!

JORNAL, TRIMUNA DA FRONTEIRA - DIiIO REGIONAL. 
o i 
-- - -------- - ------------------------------------------- , . 
Fórum Nacional destaca política 
cultural de Pedro Pedrossían 
FÁBRICA OE 
MALHAS DIANA 
BE.LA '.. 
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p à y 
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tamanhos, para Colé­ 
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A Política Cultural do Governo Pedro 
Pedrosian, voltada para a valorização das 
mais legítimas manifestações populares e o 
fortalecimento dos segmentos que conduzem­ 
a arte sul-mato-grosserse, foi um dos pot. 
tos altos do Fórum Nacional dos Secretán0s 
Estaduais de Cultura, realizado de 23 à 25 
em Corumb5.. 
A construção do Palácio popular da 
Cultura e o Parque das Nações 1ndigenaa 
foram citadas como exemplo de modernidade­ 
e demonstraram a preocupação do Governador 
cm resgatar a cultura regional, hoje cm 
uma identidade definida. 
Em carta endereçada a Pedrossian, o 
Fórum Nacional dos Secretários Estaduais 
de Cultura reconhece essa disposição do 
Estado em imprimir uma nova dinâmica cul­ 
tural e aplaude a proposta de criação de 
uma lei de incentivos fiscais, anunciada - 
pelo presidente da Fundação de cultura, U 
lysses Serra Neto. "O florescimento e a re 
vitalização permanente dos espaços físicos 
ora garantidos por Vossa Excelência, devem 
ir acompanhados de investimentos de recur­ 
sos que possibilitem a cultura manter-se 
autônoma", ressalta o documento, assinado­ 
pelo Presidente do Fórum Josetito Lindoso, 
Secretário de Cultura do Amazonas: 
A Lei de Incentivos Fiscais, em estu­ 
dos na área técnica do Governo, garantirá, 
não apenas a manutenção das edificações CQ 
mo possibilitará uma "parceria" com o em 
presariado sul-mato-grossense na preserva­ 
ção e restauração do acervo cultural. A au 
séncia de uma política nacional para a cuI 
tura e a falta de recursos federais tem 
prejudicado o andamento dos projetos de 
tombamento do patrimônio histórico de Ma 
to Grosso do Sul, como o Casario do Porto­ 
de Corumbá, um dos conjuntos arquitetõni 
cos mais expressivos da região Centro-Oes= 
te. 
"Esta medida será um novo passo para 
o desenvolvimento do seu Estado, com sua 
afirmação no contexto cultural do Pais" , 
diz a carta do Fórum a Pedrossian. O Pre 
sidente da Fundação de Cultura, Ulysses 
Serra Neto, disse que a "parceria" com o 
empresariado dará prioridade e restauração 
do acervo· existente em Corumbá, Pela sua 
valorização histórica e pelas condições em 
que se encontram os prédios construídos no 
século passado. "O Governador Pedro Pedros 
sian tem um especial carinho por essa re 
gião", disse Ulysses, lembrando que "foi 
Pedrossian, "numa decisão firme e moderna~ 
quem criou, em 1981, a Lei de Tombamento e 
Preservação do Património Histórico-Artís­ 
tico do Estado. 
Ao voltar ao Governo - lembra o presi 
dente da Fundação, Pedrossian encontrou o 
Hotel e Churràscaria 
Canaã 
·-· rr. p'etc DA SILVA BAITA 
Gov.Pedro Pedrossian 
rico acervo cultural dilacerado e abandona 
do por Governos passados. E agora, em mais 
uma decisão "que vai ficar registrada na 
história", o Governador determina a elabo­ 
ração de uma lei de incentivos fiscais"den 
tro de uma perspectiva de modernidade do 
seu governo". Diante de um quadro conside- ' 
rado "de perplexidade" para a cultura na 
cional, quando a Ministério da Cultura pa_§. 
1 
sa a contar com apenas 0,024% da verba or­ 
çamentária da União, o apoio do Governo do 
Estado a Cultura ganhou ressonância no 
Fórum Nacional. 
A Lei de Incentivos Fiscais, na ava 
liação do Presidente da Fundação, será um, 
instrumento de convencimento do empresari!! 
1 
do sul-mato-grossense, cuja participação - 
do fomento das artes regionais. A Presidem l 
te do conselho Estadual de Cultura, Profes 
sora Maria da Glória Sá Rosa, também dest!!' 
cou a iniciativa do Governo Pedro Pedro 
sian. 
Segundo ela, a cultura tem que sair 
da burocracia para se tornar mais dinâmica 
e autosustentável. 
"O caminho mais curto para issto é a 
participação da iniciativa privada como 
elo de fomento", disse. 
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Diário Regional 
(FUNDADO ,EM 20/02/1972) 
Diretor-Redator-Chefe: Ivaldo Pereira 
Diretora Administrativa: Maria Estela V.Pereira 
Secretário de Redação: Ubaldino Rodrigues 
Reportagens: João Carlos Velasquez, André Ãvalo, 
Luiz Henrique (Lile) e Firmino de Barros. 
Redação, Departamento Comercial e Parque Gráfico 
Avenida Tribuna da Fronteira, 564- CX.P. 23 
Fone (067) 439-1410 - Bela Vista-MS 
Sucursais: Jardim, Porto Murtinho, Antonio João, 
Bonito, Caracol, Campo Grande e Correspondentes­ 
em Brasília e são Paulo .. 
Propriedade da Rede Belavistense de Jornais Ltda 
CGC-MF 15.513.203/0001-90 
FILIADO A ADJ0RI(OS) E ABRAI0RI 
O jornal não se responsabiliza pelos arri 
gos assinadoe ou de origem definida. 
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trasado ...-------.--....Cr$ 50.000,00 
Assinatura Serestral .....Cr$ 1.500.000,00 
Assinatura Trimestral .... Cr$ 700.000,00

IA', 
DIÁRIO FC1OAL 
---· 
P 4CTO POLÍTICO 
O Entendimento é Possível? 
) 
1 
Pedrossian um metro, tem 
seus tempos doe Administrador o­ 
ficiente e revolucionário (afi­ 
nal as Universidades do MS o MT 
foram implantadas por ele)e tem 
pos de PHd em política. E deu 
provas disso, a história regis­ 
tra. 
No momento, não se fala em 
outra coisa no Estado a não ser 
no pacto político, pregado por 
Pedrossian. Até ai tudo bem. Es 
no pacto é viável, até mesmo em 
Dela Vista, apesar de alguns di 
zerem o contrário. 
Mas.,. o pacto pregado pelo 
Governador omitiu um detalhe im 
portante, ele deve ser entre - 
partidos e não pessoas. Lúdio, 
por ocasião de sua visita a De­ 
la Vis ta, colocou bem a questão. 
Por enquanto,· não se falou 
em Alianças, em coligações, [a­ 
lou-se, sim, em candidatura de 
consenso, com Schimidt à frente. 
Acontece que está havendo al 
quns desencontros, a cúpula fa­ 
la uma coisa e o povo (o povo é 
quem vota) [ala outra. 
Uma aliança PMDB/PTB, por ma­ 
is incoerente que pareça, na 
verdade não o é, desde que ana­ 
lisemos o PTB sob o prisma his­ 
tórico, do trabalhismo. 
Os auténticoo do PMOB, cuja 
origem é o MDB não aceitariam u 
ma aliança com conservadores, a 
[inala bandeira do partido é o 
progressismo. 
Com o ingresso de Lúdio no 
PSOB a situação fica ainda mais 
complicada e bota complicada 
nisso. 
A maioria dos integrantes 
desse partido - PSDB - são ori­ 
ginários ... do PMDB. oá prá en­ 
tender? 
E tem nesta salada todo o 
pessoal do P, PFL e PT, is o 
m smo, d o 	P T , por q u e m Ld.o 
emproe nutriu simpa ias. Surpre 
tos? Apesar de produ or rural a 
bastado, propri tário de milha­ 
res de hectares de terras, mui­ 
to gado, Lúdio tem admiração pe 
Jo partido do Lula. 
Até o momento, Levy Dias, Ri 
ao, Londres, Flávio, os pesos 
pesados da política estadual 
não se manifes aram "de verd 
de" a rcspci o do PACTO, diz m 
ue é viável, é bom pra o Esta 
no. Melhor para todos, a campa­ 
rha do ano que vem será milioná 
ria, (em dólares), uma candida­ 
tura de consenso viria a calhar. 
Enquanto ao cenas desse fil­ 
Me se desenrolam, as pesquisas 
de opinião pública indicam a 
pre[erência popular: Dr. Wilson 
Barbosa Martins, em 2o lugar 
J,údio Coelho. Uma aliança simp.§_ 
tica PMDB/PSD. 
Mas o PT o á vivo, .1 
vo do que nunca, fala-se qu O 
x-prefeito de Por o Martinho , 
Heitor Miranda dos Santos será 
o candida o do PT o Gverno do 
E:.;t do. 
Sua candidatura será Iancada 
com a ,reença de Lula. 
pedrosian é, realmente, u! 
mestre, fica uma dúvida, será 
que Schimid e o seu candidato? 
Ou Pedro guardn no Lolso do 
casaco que sempre lhe deu soito 
o nome que, afinal, reunirá to­ 
das as lideranças do Estado? De 
todos os partidos com excessão 
do PT? São conjunturas. Na poll 
tica tudo é possível. 
Nós, da imprensa, não compro 
metida, acompanhamos o povo, c2 
tamos assistindo de camarote o 
das essas manifestações. s ve­ 
zes; de chorar,mas este é o nos 
so Brasil, tudo é carnaval. (P , 
D REYISIO CONSTIIUCIONIL E D MDFII DO CORPORDTIYISMO 
.. 
Luiz Antonio de Medeiros 
l 
1 
Alguns setores retrógrados estão - 
arquitetando mais um golpe contra os 
interesses da sociedade. Partidos co­ 
mo o PT e o PDT buscam articular a 
poio de outros segmentos, bem inten - 
cionados mas seduzidos pela falácia - 
populista, para impedir a revisão 
constitucional prevista pela própria 
Constituição de 1988 para outubro des 
te ano. Para justificar o golpismo,as 
vanguardas do atraso - de braços da - 
dos com os profetas da catástrofe 
envernizaram o velho argumento de que 
o Congresso Nacional é conservador e 
não teria legimidade para fazer uma 
ampla revisão na Constituição. 
O argumento é capcioso. t verdade 
que, a despeito de uma parcela de par 
lamentares honestos e competentes, es 
te não é o Congresso de nossos sonhos. 
Este Congresso, como os anterio 
res, foi eleito e constituído dentro 
de um sistema político marcado pelo - 
fisiologismo, pela corrupção eleito - 
rale pela desordem partidária. Nada 
nos garante, porém, e nesse aspecto - 
sõ os tolos se iludem, que o Congres­ 
so a ser eleito no próximo ano brota­ 
rá das urnas purificado de seus víci­ 
os, mais progressista ou menos fisio­ 
lógico. 
SÕ existe uma forma de moralizar a 
vida pública e colocar o Congresso Na 
cional a serviço dos interesses do Pa 
{se da sociedade: promover uma ampla 
reforma política, eleitoral e partida 
ria, associada a uma profunda reforma 
do Estado. E para isso é urgente a re 
Visão constitucional, que nao pode - 
ser adiada. ·De nada adiantará deixar 
para a próxúna legislatura essa revi­ 
são, se tudo continuar da mesma for - 
a, se não resgatarmos, realmente, ª 
ética na política. 
Os que querem empurrar a reforma - 
tonstitucional com a barriga nao o fa 
em apenas por ingenuidade. É curioso 
1 	Ou-se a votar a 
ebrar que o PT recus d 
Constituição de 1988, que, aPsa ' 
todas as falhas, trouxe inequ voca: 
conquistas para os trabalhadores. Nu- 
- La O Partido - 
ma aparente incoerenc • incólu- 
dos Trabalhadores quer manter d 
Re a Constituição que ele chamava " 
"reacionária". Ou será que ·,"e; 
deitaria uma revisão constitucona. 
Congresso os sau 
em que dominassem no o s órfãos 
desistas do Muro de Berlim, o 
da antiga Albânia ou os dinossauros " 
do estatismo? 	tista-pede 
Por detrás da postura pe - 
h o claro interes 
tista, na verdade, 1a sor força 
se de perpetuar teses que, p fi - 
d,- 	rporativos, .ze 
d ação de grupos cO' .a de 1988. Ou 
ar-se presentes na Ca', "reser­ 
·eia, ceies estão aetend"%%," Gata­ 
Vn de merca'tlo" • os. monopo ~s o en - 
4+ «e »is se Jstftca,pies1os 
8essarento da economia, es uerem - 
a l!lodernizacão do Pu!s. El q i e 
d tinue a ser n! 
ciue o nosso Esta 
O con i de corpora 
ficaz e inchado, a serv.co - 
• i ritarios. 
Çoes e grupos m no ito mais gra 
a assere +,[Çás. ± 
ve nessa manobra P .,sfdade, urzen­ 
conspira contra a n"overmos as 
te, urgentíssima, de P 
reformas estruturais para debelar a 
crise, fazer o País retomar o cresci­ 
mento e solucionar os graves proble - 
mas sociais. O País não aguenta mais 
esperar por reformas que são prometi­ 
das mas que nunca vêm. 
Por quanto tempo os milhões de fa­ 
mintos, os aposentados, e os desempre 
gados terão de esperar pela reforma= 
do aparelho estatal, condição básica 
para o resgate da enorme dívida do Es 
tado? Por quanto tempo mais vamos ter 
de esperar para acabar para a falên - 
eia dos·nossos sistemas de saúde, pr! 
vidência e educacional? Por que aten 
dendo a quais interesses, temos que 
esperar por um novo Congresso para fa­ 
zer uma ampla d definitiva reforma fIs 
cal? Podemos continuar impedindo a a - 
tração do capital estrangeiro, a priva 
tização dos estatais e o florescimentÕ 
de uma nova indústria nacional só para 
atender aos caprichos de segmentos mi­ 
noritários da sociedade? 
Em síntese: adiar a revisão consti­ 
tucional é querer adiar as reformas ca 
pazes de tirar o País do atraso e d~ 
crise. A sociedade reivindica um Esta- 
Ana Paula Schimidt 
Ético profissional. Profissionalis Direitos e Garantias da Pessoa Humana. 
mo. Cumprimento da função. Temos ouvi Na ocasião, o Advogado propalou que 
do expressões como essas para justift possui um código de ética pessoal que 
car condutas "objetivas", livres de o impediu de defender o tal estupra - 
qualquer valor pessoal. Essa objetivi dor. Tentei lhe perguntar que código - 
dade, para começo de conversa, não e= de ~tica era esse que lhe permitia,lo~ 
xiste. Mas constantemente se lança - vadamente, negar a defesa a um estupra 
mão dela para avalizar a ausência do dor, mas não lhe proibia defender um 
bom senso, ou para se desconsiderar o homem que estuprou um País inteiro (e 
código particular de valores. Nem sem agora ainda lhe tira a réstia de espe­ 
pre é bom que os rIgidos ditames de rança na Justiça). As peguntas dos par 
uma profissão se sobreponham à ideol~ ticipantes ficaram sem resposta, jâ 
gia do profissional. Essa impessoali que o Presidente da Mesa precisou sair 
dade corre o risco de nos tornar ma - apôs seu discuro de abertura. 
rionetes dos códigos de ética e de O que interessa é que até o Dr. Ma­ 
nos isentar da indignação e contesta- riz possui um código de ética particu­ 
ção, duas das melhores qualidades do lar. 
homem. 	O seu argumento "humano" existe e 
Um dos exemplos mais notórios de jâ se sobrepôs ao profissional em pelo 
"profissionalismo acima de tudo" é o menos uma ocasião. Resta saber qual 
do Dr. Antonio Cláudio Mariz de Oli - foi o apelo decisivo para o Advogado! 
veira, o Advogado de PC Farias. Sem - ceitar a defesa de PC Farias. 
pre que alguém se indigna com o fato E a mim resta lamentar que para PC 
de ô ex-presidente da OAB Paulista d! não tenha sobrado somente um mau pro - 
fender esse que foi o maior sócio de fissional, um advogado medíocre. 
Collor no assalto ao Brasil,ele argu- Enfim, não tenho conhecimento jurí­ 
menta: "Eu não defendo o crime, mas dico suficiente para sanar minhas pró~ 
sim O criminoso". 	prias dúvidas. Mas isso não me impede 
Como este espaço é pequeno, vou me de tê-las. 
eximir de discorrer sobre filosofias O que é pertinente é saber até que 
de crime e criminoso. Mas me é difí - ponto devemos esquecer o lado humano e 
cil entender como alguém consegue dis fazer valer o profissional. 
sociar o ato do praticante. No entan- Li alguma coisa sobre "Direito Al - 
to, se para o Dr. Mariz existe essa ternativo" na Revista Veja (05/07). 
distinção, por que ela não Ócorreu Como diz a matéria, é a tese dos 
quando o Advogado negou a defesa a um juízes que prolatam suas sentenças de 
estuprador? No Congresso Internacio - olho no espírito de justiça, ainda que 
nal dos Direitos Humanos, o Dr. Mariz para tanto façam uma interpretação me­ 
foi o Presidente da Mesa na palestra nos ortodoxa da Lei. 
do enxuto e que cuide com eficiéncl.a - 
da saúde, educação e moradia. Ela quer 
uma carga tributária mala Justa do que 
a atual e é contrária à reserva de 
mercado e ao atraso tecnológico. Ela 
repudia as verdadeiras máfias do corpo 
rativismo que, eternamente acobertas= 
por velhos chvÕes nacionalistas, mani­ 
pulam contas e infonnaçÕes para, na 
verdade, continuarem mamando e enrique 
cendo às custas dos monopólios esta 
tais. e para atender à demanda da socie 
dade que devemos realizar ainda este a 
no a reforma constitucional. - 
(Sindicalista} 
SER PROFISSIONAL OU SER HUMANO 
E o Juiz Pedro Paulo Castelo Branco 
declara: "Eu aplico a lógica do razoá­ 
vel; a lógica do bom senso". 
Todavia ainda verificamos que a 'ue-­ 
les que mais se atêm ã ortodoxia 
da Lei são considerados os mas p 
sionais. Mesmo que esse radicalis 
margem a injustiças. 
Mesmo que essa interpretação "ob_ .a­ 
tiva" torne viáveis as chicanas jurídi 
casque livram o criminoso das penas= 
que o bom senso lhe imputa. 
Certa vez assisti ao culto nuca po- 
lêmica igreja, que tem milhares de 
fiéis. Os pastores "exorcizava" os 
fiéis, cantavam e faziam pequenos "mi­ 
lagres". 
Estou segura de que apenas poucos - 
daqueles pastores realmente acredita 
va no que faziam. 
A maioria estava sendo "profissio - 
nal", trabalhando para o bispo-patrão. 
Em minha faculdade, um Professor de 
Jornalismo Opinativo nos deu a tarefa 
de fazer um editorial defendendo algo 
como o caso dos poços de Inocêncio. 
Eu disse que aquele era um exerc{ - 
cio inócuo, Já que eu jamais defende - 
ria algo, a ceu ver, indefensável. 
O Professor insistiu, dizendo que 
isso poderia vir a acontecer quando - 
fosseos funcionários de u grande Jor 
-~- 	- 
E aí uma colega finalizou. "Então 
devemos aprender a redigir nossa carta 
de demissão". 
É isso aí. Vaos aprender a descu­ 
prir o que o profissionalismo manda 
mas a sensatez refuta. 
(Ana Paul.a Scbmidit é estudante de Jornalismo na Faculdade Cãsper Libero) 
V AMOS APRENDER A DESCUMPRIR O QUE 
O PROFISSIONALISMO MANDA, MAS A 
SENSATEZ REFUTA

.10' 4A ', +58J IA 
IMP 
p É 
Sr L l J 
Com 
boa dose 
de razão, 
a impren­ 
sa é npon 
tada como 
forç,, que, 
no ano 
passado , 
ajudou decisivamente 
a empurrar pelo abis 
mo do impcacluncn . o 
cx-prcnidcnto •crnan 
do Collor. Da mesma 
forma, ~ vista, ngo­ 
ra,como vetor que e~ 
tií apressando a cami 
nhadn rumo no bnnco 
dos réus do próprio 
ex-Presidente e de 
outros membros graú­ 
dos dn quadrilha que 
tendo na primeira fi 
leira o "empresário" 
Paulo césar Farias , 
se serviu do poder - 
com a desfaçatez e a 
gula que conhecemos. 
O debate sobre a éti 
cana imprensa brasi 
leira,que deveria 
ser amplo e permanen 
te, tornou-se aguda­ 
mente urgente depois 
desses episódios. 
Urna grande contri 
buicão para essa dis 
cussao foi, sem dúvi 
da,a série de arti = 
gos e reportagens so 
bre ética na midia - 
publicada em março 
pelo JORNAL DA TAR 
DE. Houve,então,espa 
ço suficiente para­ 
se analisar com va­ 
gar e profundidade o 
que se chamou de pe­ 
cados da imprensa,co 
mo a arrogância, o 
culto de falsas ima­ 
gens, o assassinato 
de personagens, a ca 
pacidade de distor 
cer fatos,a imprcci­ 
são,a parcialidade,a 
tendência ao sensa - 
cionalisrno ou a inva 
são de privacidade.- 
'J rdv€, ora, 
rue e dba e s 
!as r or ou'r )o 
veiculo da grande - 
innpronsa brasileira. 
, preciso oenfrotar 
essas questõe do 
forma mais ampla, e 
incluir na discussão 
outra:, especialmen­ 
te adequadas aos di­ 
as que correm. Será 
que nó·,, jornaliutai;, 
efetivamente stamos 
checando todas as in 
formações que são pi 
blicadas,e que atin­ 
gem a honra alheia , 
por exemplo?Será que 
estamos utilizando - 
corret, .. unen te o off - 
a informação que é a 
presentada sem a men 
ção da fonte? (A rcs 
posta, cm um número­ 
alarmante de casos,é 
não: a odiosa práti­ 
ca de publicar até 
acusações pessoais - 
cm off e entre as­ 
pas,inimaginável cm 
países civilizados , 
está virando rotina 
entre nós.) 
Mas nós,jornalis­ 
tas,precisamos fazer 
mais do que isso. C~ 
tre outras coisas,in 
cluir, nesse debate­ 
que poderíamos cha­ 
mar sobre a Grande t, 
tica outra ética,que 
não costuma ser es 
crita com iniciais - 
J•taiúsculas,mas sem a 
qual fica hipócrita 
e sem sentido falar 
da outra. Ela abran­ 
ge toda uma SP.rie de 
problemas aparente 
mente menores que,na 
verdadc,condicionam 
fundamentalmente o 
nosso fazer jornalís 
tico diário e que in 
variavelmente são 
deixados de lado so­ 
bretudo quando con 
frontados com as 
grandes questões da 
profissão. 
J,, 
' 1 
de intori 
co ar , • 
nnar d.n 
e 
ciiii 
po­ 
cre 
e anca- 
trabalho 
o públí­ 
ela, ga 
ro endos- 
5ando proc 1tos em co 
merciais de ''V? Jor­ 
nalis as pode fazer 
merchnditing em pro 
gramas de elevisão 
aprciS<>llt .e?., como 
sendo informativos? 
$ moralmente correto 
jornalista ter empre 
go público? Jornal is 
ta político deve as­ 
sessorar candidato , 
incensar suas quali­ 
dades e depois vol­ 
tar us redações, sem 
ter sua isenção pos 
ta cm dúvida? Jorna­ 
lista deve aceitar - 
presente de políti - 
cos,cmprcsas e insti 
tuições no fim do 
ano? t correto via­ 
jar a conte de 92 
vernos, entidades e 
emprcsils'? o relacio­ 
namento ele jornalis­ 
tas con assessorias 
de imprensa está sen 
do limpo, leal e no 
lntercsse do cliente 
número um da impren­ 
sa - o cidadão lei - 
tor? Nós jarnalis 
tas, devemos conti 
nuar fingindo que 
não existo, entre co 
legas, o plágio de i 
déias, de textos, de 
reportagers - algo 
absolutamente corri­ 
queiro, e ~cm por is 
somenos il.loral? - 
Por essa lista,me 
ramente exemplifica­ 
tiva, já se vê que - 
não falta o que dis­ 
cutir. O problema é 
que nossos Sindica - 
tos não parecem inte 
ressados en nada que 
não seja i1 briga por 
erprego e salario,de 
un lado,e a militân­ 
cia político-partid 
ria,de outro. (Quando 
não enveredam por 
projetos delirantes, 
como a recente e pa­ 
titica tcntaLiva de 
adquirir o controle 
da Rede Manchete de 
Televisão juntamente 
com outros chamados 
"setores da socieda­ 
de civil".)Se a pri 
moira face da moeda 
(a luta por emprego 
e salário)é adequada 
e boa,a segunda é 
péssima:não há, por 
exemplo,o menor sen­ 
tido em que o princi 
pal órgão associati­ 
vo dos jornalistas a 
Federação Nacional - 
dos Jornalistas (Fe 
naj)-e os sindicatos 
mais importantes nos 
Estados sejam filia­ 
dos ã Central Onica 
dos Trabalhadores 
(CUT) ,entidade noto 
riamente envolvida= 
em política partidá­ 
ria e ligada por ner 
vos,artérias e cora= 
ção a uma corrente - 
política específica, 
o PT. 
Ora,isso vai con 
tra algo visceralmen 
te necessário ao jor 
nalista:sua indepen= 
dência política, in 
dispensável para que 
exerça seu trabalho 
com isenção e mereça 
do leitor,credibili­ 
dade.E discutir éti­ 
ca,com inicial rnaiús 
cula ou minúscula , 
não deve apenas pas­ 
sar,mas começar por 
esse tipo de questão. 
Estamos nos compor - 
tando corno a palmató 
ria do mundo,mas te= 
mos pés de barro. 
Ricardo A.Sctt1,Jorn.a11sta, é 
Oirctor Editorllll DdJunto da 
F.dltora Abril. 
Vale ap 
Noticias Breves 
na lutar ] elo Brasil 
"Se os brasileiros se conscientizarem, 
os problemas serao solucionados e então o 
País passará a ser o centralizador dos in­ 
vestimentos mundiais". Ssto posiçio está 
sendo defendida pelo Sr.Akihiro Nakae cSn 
sul do Japão em São Paulo, cm seu livro in­ 
titulado "Vale a pena lutar pelo Brasil,na 
visão de um cõnsul" (Editora Toppan - 
perss, são Paulo,92). 
A obra, já em 2a edição, focaliza de 
modo surpreendentemente favorável nosso 
País, "sem dúvida hoje a décima 
maior potência do mundo. 
(ABIM) 
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Lu!z Carlos Azevedo 
-. ai V ds c a' 
Em conversa com um reporter a 
Londres, m v!s!ta a São Paulo, o qual prepara- , 
va una sr!e de cinco reportagens sobre proh!e- { 
nas brasileiros, t!ve ocasião de lhe perguntar 
como um londrIno ve à distancia deste nosso Bra­ 
si1 de dimensões continentais. 
Sua resposta foI mesmo a clássica: 'En geral, 
na Inglaterra - diz1a-me o reporter - o que se 
conhece do ilrai; i l são as f ave las, o carnaval e 
o futebol" ... 
À medida que a conversa se desenrolava, pude 
notar que, tanto meu interlocutor, quanto os 
três ingleses de sua equipe de reportagem, faz! 
am uCla !déJa de que Sao Paulo 11eria u□c:omo que 
conglomerado de favelas, pontil~ado, daqui e 
dal1, por "arquipélagos" de palácios suntuosos­ 
como aquele onde nos encontravamoo, de hotefs e 
lugares de diversão! 
De permeio com essa visão distorcida da rea­ 
lidade nacional, afiguravam-se eles que os habt 
tantes das favelas seriam uns revoltados, apre! 
IDSpela miséria, e a ponto de desencadear algu­ 
DID revolução social, evidentemente de colorido 
• comunista - para me exprimir assim, uma vez que 
o vocábulo já está bastante gasto. 
Fiz-lhes notar que a verdadeira fisionomia - 
das favelas, bem como o perfil sócio-econômico 
de sua população têm sido muito desfigurados - 
por certa propaganda, a qual, ora exagera oca­ 
ráter pitoresco delas a nível do inverossimel - 
quase folclórico, para efeitos de turismo, ora 
aumenta a suposta.miséria desses aglomerados ur 
banas para efeitos de revolução social. 
Insisti com eles para que não se deixassem - 
enganar pelas aparenc1as externas peculiares a esses barra 
cos onde nem tudo e pobreza e sobretudo mise­ 
ria. Transparecem naquelas edificaçoes, isto 
sim, certa forma de indiferença e despreocupa 
ção que pessoas habituadas a um clima ameno têc 
em relação ao próprio conforto e à apresentação 
exterior de suas moradias. E que se eles fixassem­ 
ª atenção notariam ali água corrente, eletrici­ 
dade,televisores, refrigeradores ... e mesmo au- 
tomóveis. ' 
Nessa altura da conversa, alguém dos presen­ 
tes recordou episódio recente ocorrido numa f! 
vela paulista: um europeu em visita ao Brasil - 
com o espírito povoado, em matérias de favelas, 
por impressões e idéias análogas às desses 1 
gleses ficou vivamente impressionado com o que 
ali encontrou. Em certo momento, 
0 dono de um 
dos barracos ofereceu ao visitante 
O cafezinho 
de pr~xe. Mas notou por certos imponderáveis que 
ele nao havia gostado da rubiácea servida. O fa­ 
velado nao teve dúvida: ofereceu ao europeu um 
copo de uísque escocês original, causando-lhe - 
grande surpresa e comprazimento ... 
Aproveitei a ocasião para explicar ainda, aos 
d~ equipe da BBC, que de certo tempo para cá o 
tonus geral das favelas brasileiras têm melhora­ 
do sensivelmente, devido ã economia informal co­ 
mo tambem a uma circunstância lamentável: o ach! 
tamente da classe média. 
Com efeito, ponderável número dos componentes 
dessa classe, opressos pelo achatamento ceo cai 
do sensivelmente em seu padrão de vida, chegando 
por vezes a se favelizarem. e 
O que explica, em 
parte, a transformação da famosa favela Rocinha, 
em um novo bairro popular do Rio de Janeiro:a fa 
vela subiu de tom porque a classe média carioca 
desceu ate ela. 
Para encerrar a 	- C 
conversa, o reporter da BB 
informou-me que escava programada uma visita de 
sua equipe para filmar uma favela onde se real! 
zava um plano-pilÕto de economia ~lternaciva pa­ 
rd~ ª i
nd
ustrialização do pão. Uma verdadeira in- 
ustria para a p d, 	- 
fu 
roluçao desse alimento basico ' 
ncionando a todo vapor A cli • e.:, 
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CANDIDATOS DO SUDOESTE 
Valorização 
J. 
.. 
A renegociação das divi­ 
das do crédito rural, que 
faz parte do pacote agríco­ 
la lançado na semana passa­ 
da pelo Governo Federal, de 
verá atender também os pro­ 
dutores que acertaram amiga 
velmente com o Banco do Bra 
silo parcelamento do mon ~ 
tante devido. Isso se o Ban 
roaprovar a proposta apre - 
sentada pelo Secretário de 
Agricultura, Pecuária de De 
senvolvimento Agrário do ES 
tado, José Américo Flores: 
do Amaral, durante o 100 F2 
rum Nacional de Secretário_ 
do setor, realizado em Belo 
Horizonte na quinta e sexta 
feira da semana passada. 
Segundo Amaral, essa su­ 
gestão tem a finalidade de 
evitar que aqueles que fize 
ram acordos de pagamento­ 
dos débitos contraídos em 
safras anteriores não sejam 
penalizados, em detrimento 
naqueles que.estão questio­ 
nando as dívidas na Justi - 
ça. De acordo com o secreti 
rio, o Diretor de crédito: 
do Banco do Brasil, Sayd Mi 
guel, se mostrou simpático_ 
à proposta e disse que ira 
encaminhá-la à análise da - 
da classe 
Nossa maior ban - 
deira, o Municipal ln 
no, depois de tantos 
e tantos anos de lu­ 
ta, afinal, foi reco 
nhcclda, Dende 1973 
que a Tribuna dn 
fronteira prega o Mu 
nicipalismo, a muni-­ 
cipalização de todos 
os serviços, e não - 
só dos serviços, tam 
bém da arrecadação - 
das verbas e valori­ 
zacão da classe poli 
tica regional. - 
Estamos cansados 
dos "caçadores" do 
votos, os "paraque - 
distas" e dos oportu 
nistas de plantão. Segundo comentá - 
Já tivemos Deputa rios, o Vereador Mar 
dos, oriundos de nos co Rondon de Olivei­ 
sa região. E podere ra será candidato a 
mos voltar a tê-los. Deputado Estadual , 
Secretário propõe a ampliação do beneficio da 
renegociação das dívidas 
Ver. Marco Rondon 
politica ' reg,onaf 
outros nome estão - 
surgindo, A uurproun 
maior fica por conta 
da candidatura de 
Heitor Miranda dos 
Santos ao Governo do 
Estado, pelo PT. 
Ea candidatura 
ainda não foi confir 
mada, mas só a lem - 
brança engrandece a 
classe política re - 
qional. 
O que precisa ha­ 
ver é a união do Su­ 
doeste, não permitir 
a "invasão", cons 
cientizar os eleito­ 
res fortalecendo as 
candidaturas regio - 
nais. 
Vamos acreditar e 
lutar pelo progresso 
da região, esse pro- 
direção da instituição. 
Em Mato Grosso do Sul , 
conforme informações de Jo­ 
sé Américo Flores do Ama 
ral, existem cerca de 900 a 
gricultores que estão ques­ 
tionando na Justiça os valo 
res cobrados pelo asente fi 
nanceiro. No entendimento - 
dele, se a sugestão apresen 
tada no 100 Fórum Nacional 
de Secretários de Agricultu 
ra não for aceita, aqueles­ 
que procuraram o BB para re 
negociar as dívidas serão - 
prejudicados, pois as re 
gras fixadas agora são bem 
mais vantajosas. 
A proposta de recomposi­ 
ção dos débitos do Crédito 
Rural contida no pacote a - 
qrcola, é de que na renego 
ciccão o Banco do Brasil a­ 
dote o critério da equiva - 
léncia-produto. Além disso, 
noderão ser expurgadas • as 
muitas e taxas de inadim 
plncia embutidas no_atual 
saldo devedor. No proprio - 
entendimento do Ministério 
da Agricultura, Abastecimen 
to e Reforma Agrária, "isso 
perrnitirã que os produtores 
invistam no plantio com 
tranquilidade". 
EQUIVALENCIA-PRODUTO 
Para José Américo Flores 
do Amaral, o principal avan 
ço do pacote agricola lança 
do pelo Governo Itamar Fran 
co é a adoção da equivalên­ 
cia-produto para pagamento 
do crédito rural. Essa pro­ 
posta foi apresentada duran 
te o Fórum Nacional de Se - 
cretãrior. de Agricultura 
realizado no início do ano 
em Campo Grande. 
O grande avanço, na ava­ 
liacão do Secretário, é que 
com-esse critério de paga - 
mente do crédito o produtor 
tem a segurança de saber , 
na data de concessão do crê 
dito, quantas sacas ou arro 
bas serão necessãrias para 
pagar o seu financiamento. 
_ Amaral disse que a pro - 
posta apresentada pelos Se­ 
cretários no Fórum realiza­ 
do em Carpo Grande seria 
plenamente atendida, caso 
fosse adotado o preço de 
mercado ao produto, e não o 
preço mínimo, como consta 
do pacote agrícola do Gover 
no. 
l. 	O' 
A principal causa da inflação, 
sombra de dúvida, é o problema das con - 
tas publicas. 
Deve-se intender por tal não apenas - 
as contas do Governo Federal, tas 
Estaduais e Municipais. 
A ituação d s contas públicas chegou 
a tal ponto que o atual Ministro da Fa - 
zenda, o anunciar o novo plano de a;ao 
do Governo, estabeleceu que o desafio é 
"colocar a cana em ordem". 
A impresso que se tem, ao ler a sín­ 
tese das principais medidas do plano, t 
que o Governo está informando que medi 
das que deveriam ser simples rotina admy 
nistrativa, não estavam sendo ·xcutadas, 
tais como comba er a sonegação, cobrar - 
os créditos da União e v •taro uoo doo 
Bancos Estaduais para fins políticos e e 
leitoreiros de modo a comprometer a si - 
tuacão do sistema financeiro, junto com 
a aplicação da Lei do colarinho branco o 
quem não cumprir a lcgi5lação. Tudo d<'V!:?_ 
ria ser uma prática normal, ind pcndcnl<' 
de qualquer plano. 
O Governo, pelo menos, pretende agora 
cumprir com as suas obrigações. 
Ao anunciar que faria o óbvio, até já 
causou um impacto positivo na opinião p~ 
blica. Esperemos que cumpra o anunciado, 
Quanto ao orçamento, foi divulgado 
que se cortaria o equivalente a 6 bi 
lhões de dólares. 
Mas no momento em que o governo man - 
tém e considera prioritários os recursos 
para o metrô de Brasília e para a Linha 
Vermelha do Rio de Janeiro, pratica uma 
incoeréncia. 
E as prioridades dos outros Estados e 
Municípios, como ficam? Aí começa a con­ 
testação dos demais Governadores e Pre - 
feitos. 
De repente, tudo continua igual, a - 
gravado, porém, com nova queda de credi­ 
bilidade. 
Além de tudo isto, há a insistência - 
do governo em criar o IPMF. Mais um im - 
posto, o que significa sobrecarregar o 
contribuinte e aumentar ainda mais o pro 
blema da recessão. 
· Querer resolver o déficit das recei - 
tas públicas pelo simples aumento da re­ 
ceita, e não basicamente pelo corte de 
despesa, é urna ilusão. 
Aumentar a carga tributária não signi 
fica arrecadar mais. Mas, com certeza 
induz a sonegar mais. 
Exemplos de outros Países comprovam - 
que com a redução de tributos houve au - 
mento de arrecadação e menos sone­ 
gacão. 
Mais um equívoco, portanto. Por isso, 
meu voto contrãrio ao IPMF. 
Qualquer plano de combate à inflação 
e retomada do crescimento exige um mini­ 
mo de coerência, que o novo Ministro Fer 
nando Henrique Cardoso estã comprometen­ 
do com a insistência em criar mais um im 
posto, ao mesmo tempo em que libera di - 
nheiro para obras não prioritãrias. (RS) 
S ens a e i o n ali s m o 
Carlos Alberto Di Franco 
Segundo informação da Deadli 
ne, newsletter pilotada pelos - 
jornalistas Paulo Markun e Wag­ 
ner Barreira, o Daily Mirror,ta 
b1óide inglês fundado em 1903, 
está mudando sua linha editor1- 
al para se tornar mais sóbrio.O 
motivo, conforme o editor Step 
hen Lynas, é uma queda inqu1e 
tante no número de leitores. 
A crise do Daily não é um fe 
nômeno isolado. The Sun, conhe­ 
cido por seu marketing do escan 
dalo, perdeu um milhão de leito 
nos últimos cinco anos. Na ana­ 
lise de Lynas, o tipo de jorna­ 
lismo praticado pelo DailyMir­ 
ror vive um ocaso em todo 
0 
mundo: "Os Jornais populares a­ 
busam de temas como o sexo, e 
isso acaba afastando as pesso - 
as". Os números não mentem. A 
imprensa sensacionalista esta 
doente. No Brasil, no entanto, 
gato escaldado não tem medo de 
agua fria. Certo telejornalismo, 
permeado de sensacionalismo ex­ 
plicito, manifesta com força a 
síndrome do avestruz. Escarmen­ 
tar a cabeça alheia não faz no~ 
so gênero. Além disso, alguns - 
setores da mídia, dominados por 
esquemas ancrônicos, sucumbem à 
sedução do padrão Fusca de mo­ 
dernidade. 
. A imagem do mundo transmiti­ 
da por alguns telejornais é de 
seladora. As novelas, um dos es 
portes prediletos dos brasilei­ 
ros, estão programadas na se­ 
quência dos noticiãrios_ como 
forma de aliviar as tensoes acu 
muladas com a overdose das más 
notícias. 
Argumenta-se que a violência 
faz parte do dia-a-dia e que a 
mídia não tem a função de apre 
sentar urna realidade cor-de-ro­ 
sa mas de denúncia, de contra­ 
ponto. Sem dúvida. E de denún - 
eia enérgica, contundente. 
o mundo não anda muito bem 
Mas será que anda tão mal? A 
obsessão seletiva pela violên 
cia e pelo sexo aviltado nao se 
rã urna forma de desinformação? 
o problema não está na veicula­ 
cão de notícias e imagens cruas. 
Recentemente, neste Espaço Aber 
to, não poupei elogios a uma ma 
téria de Marcos Uchõa, reporter 
de Cidades do Estado. Tratava 
e de uma grande reportagem so­ 
bre a prostituição infantil. A 
denúncia, desenhada em cores for- 
Heitor M. dos Santos 
gresso, passa pela 
valorização dos 
políticos da re - 
gião. 
e 
Choque de 
Credibilidade 
Victor_Faccioni 
Modernidade- 
j 
t:es, não resvalava para o sensa 
cionalismo. Era dura e verdadei 
ra. Não se trata, portanto, de 
ê.docicar a realidade. O proble­ 
~1a está no excesso e na apela - 
ão. Sonegar informação é uma - 
coisa, orientã-la num único sen 
tido tem nane: manipulação. O 
jornalismo i□presso, tradicional 
mente forte nó tratamento da in 
formação, tem cedido às regras 
ditadas pela televisão. Ao atri 
buirem à tela mágica a responsa 
bilidade pelo emagrecimento de 
suas carteiras de leitores, al 
guns jornais partiram, num erro 
de avaliação,para um perigoso - 
mimetismo da frivolidade televi 
siva. Títulos e fotos com forte 
apelo emocional ensaiam evoluçõ 
es num terreno em que a televi 
são é mais competente. Esse cul 
to da sensação em detrimento da 
informação de qualidade tem vi­ 
da curta. A credibilidade de um 
jornal não se sustenta com des­ 
cargas de adrenalina, O leitor, 
cada vez mais exigente,procura 
informação confiãvel. A passio­ 
nalizacão da notícia, festejada 
num primeiro momento, acaba dei 
xando cicatrizes irreparáveis 
no prestígio do veículo. t côm_Q 
j 
1 
• 
do e relativamente fácil provo­ 
car emoções. Informar com pro - 
fundidade é outra conversa. Exi 
ge trabalho, talento e competé~ 
eia. "A imprensa brasileira",ad 
verte o jornalista Marcos Sá 
Corra, "tem de medir o nível 
das coisas ruins que descarrega 
sobre o leitor diariamente". E 
acrescenta, com boa dose de rea 
lismo: "Ler jornal não pode ser 
sinônimo de chateação". A frase 
dã muito qué pensar. 
Estou convencido de que boa 
parte da crise de credibilidade 
que afeta alguns setores da mi­ 
dia pode ser explicada pela sua 
alienacão da realidade. Obieti­ 
vidade e equilíbrio. Luzes e sa 
bras. Não só aplauso. t prPcisÕ 
repensar muitas coisas e,sobre 
tudo, consolidar uma firme con= 
iccão: a ética é o segredo da 
verdadeira modernidade e exata­ 
mente por isso, a chave do su - 
cesso da imprensa de qualidade . 
carlos Alberto Di Franco,Che 
fedo Departamento de Jornalis­ 
mo e Professor titular de Ética 
Informativa em Cásper Libero, é 
representante da Faculdade de 
Ciências da Informação da Uni - 
versidade de Navarra no Brasil.

DIÁRIO REGIONAL, 
Preleitora Municipal de Bela Vista 
pi.RETO M271/93- cAIrIr_DO PrrttTo +_2A.0.9y 
Abraão Armoa Zacarlas, Prefeito Municipal de Bela VIsta, Istado de ''a 
to Grosso do Sul, uando das atribuições que lhe são conferidas e de a­ 
cordo com o disposto do artlpo 68 5 B82 da Lef ng 886/90 de 05 de abril - 
de 1990 e artigo 3 da Lel Federa1 4320/64, 
DE.CRETA: 
Artigo 1g)- Nos termo da Lei MunfcIpa1 ng 936/92 de 10.12.92 e de 
cordo com a redaço dada pela Lef n2 943/93 de 01,03.93, fica aberto 
Crédito Adicional Suplementar no valor de Cr 4,200.000.000,00(quatro 
Ihôes e duzentos m1hões de cruzeiros) a ser designados nas seguintes 
Lações Orçamentária. 
02.00-EXECUTIVO 
03.0)- ASSESSORIA JllRfDICA 
OJ.07,0i0,2.05- ServiçoA Jurídicos 
3,1,3.2- Outros Serviços e Encargos....·.······ 200.000.000,00 
02.0lt-SECHETARIA D!'. ADMINISTHAÇÃO 
03,07.021.2.06- Serviços de Administração Geral 
J. 1.2.0.- Material de Consumo 	500.000.000,00 
J.l.J.2- Outros Serviços e Encargos ........•...•...•••••• 500.000.000,00 
J.2.8.0- Contribuição ao Pasep , , ..•.•••••• 200.000,000,00 
02.05-SECRETARIA DE FAZENDA 
03.08.021.2.0B- Manutençao da Secretaria 
4.3.5.1- Amortização da Dívida Controtoda ........•.••••• 1.000.000.000,00 
02.06 - SECRETARIA DE EDUCAÇÃO, CULTURA E DESPORTO 
08.42.187.2.15-Manutencao do Desenv. do Ensino do 1g Grau 
) . 1. 2. O-Material de Consumo............................ 800.000 .000, 00 
02.08-SECRETARIA DE VIAÇÃO, OBRAS E SERVIÇOS POBLICOS 
16.88.534.2.22- Manutençao dos Serviços da Secretaria 
3.1.2.0-Material de Consumo : ........•........ l.000.000.000,00 
Artigo 22)- Para cobertura do Crédito Suplementar foi cancelada a impor­ 
tância de Cr$ 4.200.000.000,00(quatro bilhões e duzentos milhões de cru­ 
zeiros) das seguintes Dotações Orçamentárias. 
02.00-EXECUTIVO 
02.08-SECRETARIA DE VIAÇÃO, OBRAS E SERVIÇOS P0BLICOS 
10.50.325.l.16-Aquisiçao de Equip. p/ Coleta de Lixo 
4.1.2.0-Equipamento e Material Permanente 	1.148.000.000,00 
16.88.534.1.18-Aquisição de Equipamentos Rodoviários 
4.1.2.0-Equipamento e Material Permanente 	J.052.000.000,00 
Artigo 32)- Este Decreto entrará cm vigor na data de sua publicação, re­ 
vogadas as disposições em contrário. 
Bela Vista-MS 21 de junho de 1.993 
Abraão Armoa Zacarias 
Prefeito Municipal 
ºº 
ma is apa ixon doe: Marcilio,Keler. 
a- 
Maria. 
Os mna is sinceros: Abner, Roa 
um 
bi 
Os mais fiel: Ri·w ,Nildiolc. 
G 
Os mais sumido: Junior, Leda. 
Os mais românticos: Anderson, Mar ilucy. 
os mais solitá rios: Ruberval, Andreia. 
Os mais charmosos: Alain, Rosineia. 
Os mais tímidos: Joscmar, Miria1c1 de Fátima. 
PT Ministra Curso de Formação Política 
em Guia Lopes da Laguna 
L 
1 
Tendo como monitores Luiz­ 
Carlos Batista de Aquidauna,Val 
mir Ortega, Vera Muller e Nedi­ 
na Stein de Dourados e com a 
presença do Deputado Zeca do 
PT, a Secretaria de Formação da 
Executiva Regional do Partido - 
dos Trabalhadores realizou nos 
dias 10 e 11 de julho, na cida­ 
de de Guia Lopes, um curso de 
formação política, dirigido à 
militância partidária. 
Com a participação de petis­ 
tas e simpatizantes de cinco Mu 
nicípios, constituindo um grupÕ 
bastante heterogêneo, formado - 
por professores, estudantes, co 
rnerciantes, trabalhadores ru­ 
rais e donas de casa, entre ou­ 
tras ocupações, mesmo assim, no 
entender dos monitores, "trans­ 
correu num bom nível e teve co 
mo retorno um ótimo aproveita~ 
mento". 
"O que inicialmente, era um 
curso para principiantes, diz 
Luiz Carlos que é o Secretário 
de Formação do PT- não foi. To­ 
das as pessoas mesmo as nao fi­ 
liadas, vinham de trabalhos en 
gajados em movimentos popula­ 
res, tais corno Associações de 
Moradores,movimento sindical e 
outros, saindo de lá,com a pro­ 
posta de trabalharam na forma - 
cão de outras pessoas,repassan­ 
do e que aprenderam e ampliando 
as bases do Partido". 
Ainda segundo Luiz, partici­ 
param,alérn de Guia Lopes,"compa 
nheiros de Antõnio João, Aqui­ 
dauana, Jardim e Nioaque". Fina 
lizando, o Secretário' de Forma­ 
cão disse que "mais que nunca , 
estou convencido que estamos no 
caminho certo, que é formar qua 
dros, capacitando-os a contrI 
buir efetivamente na construçãÕ 
do Partido dos Trabalhadores". 
(Assessori* ensa d~ PTJ 
---· - ---- - ----- ·- -- ·- --1 
Caracol em Sociedade 
1 
KE'V..R TANTA 
"Ter coragem é viver cada dia como se esse 
ca oportunidade de viver...' 
OS MAIS MAIS DA SEMAA 
CURTINDO FÉRIAS 
Em nossa cidade, as jovens: Josianc, Ncreida, e também o 
jovem Dorival Jara. Façam bom proveito. 
TROCANDO IDADE 
Neste último dia 24pp., o PM Deluqui. Parabéns!I 
FÉRIAS ESPERADAS 
os jovens do 19 ano da Escola DR.Rubens de Castro Pinto,fi 
zeram uma festinha em comemoraçao a chegada da tao so~hada f~ 
rias de julho. Uma excelente festa organizada pelo lider da 
classe Raul Bambil, participaram todos os professores e tam - 
bém o Diretor da Escola. Nossos elogios ••• 
CURTAS E RÁPIDAS 
Ficamos sabendo que a Irmã Esperança foi para o Paraná,jun 
to com a Irmã Odete, levando com elas quatro moças para um 
teste na Pastoral Vocacional. Essas moças ficarão urna semana 
corno experiência na Pastoral, se elas passarem, serão as fu­ 
turas Freiras de nosso Estado. As moças são das cidades de 
Bela Vista, Guia Lopes e duas da cidade de Bonito. 
Quem achar que vocação para ser freira, procure a Irmã Es­ 
perança na Igreja de nossa cidade. 
*Os jovens estão super chocados com a situação em que a 
a nossa Quadra de Esporte se encontra. Pois até já machucou - 
algumas pessoas. É hora de acordarem, para o progresso de Ca­ 
racol. 
*Depois de um longo tempo em Brasília, a jovem MADALENA PU 
CHETA, está de volta. Pois é garotinha, é super bom rever pes 
soas como você. 
RECADO DO CORAÇÃO 
De: Xuca Para: S.G.T. (Bernardo) 
Foi bom conhecer você, um amigo super legal, continue sem­ 
pre assim e seja feliz. 
De: alguém Para: Gerson 
O tempo que ficamos juntos foi pouco, sei que te magoei 
por certas atitudes, peço que me desculpe. Porque você é im­ 
portante na minha vida. Te curto muito!! 
De: Alguém Para: Josiane 
Não consigo te esquecer, te curto de montão ... 
De: Alguém Para: Zeca (Engenheiro) 
Desde a primeira vez que te conheci, você não sai da minha 
cabeç~, soque voce nao sabe que eu existo. PÕ moreno, te cur 
to muito. 
O NOVO COLEGIADO FICOU ASSIM FORMADO: 
DIRETOR Roberto Galeano. 
REPRESENTANTES DOS PROFESSORES 
João Galeano, José Ricardo Ricalde Eliza Barnbil Leite,Od~ 
te Chisk, Huilza de Fátima Fernandes.' 
REPRESENTANTES DOS FUNCIONÃ.RIOS ADMINISTRATIVOS 
d 
_Haro1Aâo
1
' .MedGeirdos,· MMar~a Tere~inha Leite Correia, Maria Me­ 
e1ros, 1na io.oy, aria de Fatima da Silva Gutierres. 
REPRESENTANTES DOS PAIS 
Iracy da Silva, Necy Godoy Leite, ANtonio Dinis Leite San 
tos, Zely Rodrigues Jara, Eide Jesus Rodrigues Leite. 
REPRESENTANTES DOS ALUNOS 
José Marcilio dos 
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FJ(l(O'AI. (ffll'l.t:TO PARA ~a• 11rnr. ! 
Ô'TIMO AIT'lll'irNTCl. VISITF.-~OS F. (X)NrlRA 
Policia 
Balanço da Operação Expobel 
q 
h ocorrência ar4vi'ad 
foi reaistrad, daí o f to do 
período er considrado bis an­ 
to calmo pelo Dele+rio J • ·, r, ~ 
mundo, visto que neste per iodo 
sempre é cumum a incidência d 
furtos mediante arrob nto 
d residências, comércio e con 
tra v iculc:;, 
o D leqado con idrra qe a4 
ranquilidade r innt deveu­ 
principalmen.e ao rabalho de 
policiamento preven ivo e oten 
sivo desenvolvido pela Policia­ 
Mili tnr de nos. " cid,1d,, cc:"l o 
reforço de policiais militares­ 
da 7~ CIPM de ,1,1rc1ir:, e pela pró 
pria Civil, que concentrou o po 
liciamento durante a noi e ar 
to na .íreu cen ral como nos bair 
ros da cidade, rovozando-su c:o~ 
a Polícia-Militar. 
Com rclaçiio as oc:orr~u:i,. v 
envolvendo brigas, principillm~n 
te naquelas que rcsullara~ e~ 
lesões corr,ori.lis, dentro do Par 
que de ExpÔsiçõcs, o Delegado= 
Josi Raimundo Pinto filho dPstn 
cou a brilhante atuaçiio dob 
policiais militares que sempre­ 
interviram com rigor e responsa 
bilidade, impedindo com isso Õ 
formação de tumultos que pode 
riam resultar em fatos mais gra 
ves, principalmente quando cõ 
mandados pelo Sargentos PMs Sa~ 
tos e Castilhas, enfatizou o 
Delegado. 
Economia 
e. Segurança 
Mercado 
Sacolão 
DE J. L. LOPES 
* Frios, frut.:is, verduras , 
enlatados, produtos de lla­ 
pcxa, bcbld;u, artlgos para· 
presentes e o aals coc:iplc 
to sort11:1CfltO de gCncros ii 
11.i:icnticlos coa os r::,c:lhorcS 
preços da praça. 
* Rl.l..'l Santo Afonso, 1113 
* fone - {067) 439-1661 
Bcln Vista - HS 
() u l.ll. '­ 
cia de Bela Vs a, Joé Raiman­ 
do Pinto Filho, considerou Las 
tante calmo o período da expot 
ção agropecuária de nossa cid­ 
de realizada de 17 à 25 de )u 
lho, em con ac o com a r :...ort.,­ 
gem de a Tribuna da Fronteira o 
Delegado i for!"c,u o i; )do da d 
nominada "Operação EXPOBFL, 93", 
deser.c..idcnda pelas Tolicius Ci 
vil e Militar de nossa cidade 
de5de o último dia 16, vésp,...ra 
da abertura dara ior fsta bela 
'JÍGtensc. 
Foram registrados os sn 
guintes casos denlro do Poroun: 
de Exposições: 03 lesões corpo­ 
rais e uma vias cJ, fato, decor­ 
rentes de brigas; 01 ameoca; 01 
tentativa de estupro; 01 porte 
de arma de fogo; 04 porte de ar 
mas brancas (facas e punhain) i 
07 embriaguês e desordem e ol 
furto de cheque. 
Já na cidade, fora do Par­ 
que de Exposições, registrou-se 
01 vias de fato decorrente de 
briga, 01 embriaguês e desordem 
01 tentativa de furto e 04 da 
nos materiais decorrentes de 
embriaguês. 
Destes casos, todos os ele 
mentes detidos, quando foi o 
caso, foram encaminhados à Dele 
gacia de Polícia e aqueles que 
não foram autuados em flagrante 
foram indiciados em inquérito - 
policial sendo que os casos es 
tão agora sendo devidamente apu 
rados pela Polícia Civil. 
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FAZENDA OCAIU 'A 
'Município de 
A PartfIpação da FAZENDA OCAIUVA, de J0A 
qUIM PEREIRA TOMAZ, através de ELÓI LOUREIRO 
na Expobe1 93, fol marcante, 
Um dos filhos de bela Vista, de tradicio 
na1 famlfa belavitense, volta à terra, Lnd! 
cando caminhos a percorrer para transformar a 
nossa cidade num polo promissor. 
EIs algumas fotos dos SANTA GERTRUDIS que 
estiveram expostos na Expobel 
Uma nova opção para os produtores rurais 
de neta Vlota, altornntlvn para aprimorar o 
nosso rebanho, 
A rospe ito do SANTA GERTRUDIS temos a d1 
zer o segufnte: 
Formada através de cruzamentos entre bovi­ 
nos de origem zcbu[na e europiia, a raça Santa 
Gertrudis foi desenvolvida para produzir carne 
nas rústicas e áridas pastagens do Sul do Te­ 
xas, nos Estados Unidos. 
Os trabalhos de cruzamento foram iniciados 
em 1910, nas Fazendas King Ranch. Seus proprie 
_tários utilizaram seu melhor rebanho Shorthorn, 
para cruzamento com Brahman, cujos produtos lo 
go mostraram excelente conformação e resistên = 
eia ao clima e parasitas. 
Em 1920, chegou-se ao primeiro reprodutor­ 
da raça, com formação 3/8 e 5/8 de sangue Brah­ 
man e Shorthorn, respectivamente. 
Deram-lhe o nome de Monkey e havia nascido 
no próprio Texas, próximo a um rio que se chama 
va Santa Gertrudis. 	- 
Em 1940, a raça Santa Gertrudis foi ofici­ 
almente reconhecida nos Estados Unidos como a 
primeira raça sintética de bovinos desenvolvida 
no Hemisfério Ocidental .. 
Aproximadamente, 150 filhos de Monkey fo 
ram utilizados para formá-la. Hoje, está repte~ 
sentada em 53 países das américas do Norte 
Central e do Sul, Europa, Ásia, África e Ocea 
nia, constituindo-se·numa raça universal, com 
amplo mercado para comercialização. 
f ERTILIDIIDE 
A raça Santa Gertrudis é extremamente fér 
til. Novilhas bem criadas podem ser cobertas ou 
inseminadas dos 14 aos 18 meses de idade, dan­ 
do sua primeira cria até mesmo antes de comple­ 
tar dois anos de vida. 
Com manejo adequado dos rebanhos, há plan­ 
téis puro em que o índice de parições se mantém 
próximo aos 907. 
As fêmeas Santa Gertrudis parem com fac.ili 
dadc e protegem suas crias zelosamente. Desta­ 
cam-se por sua longa vida produtiva, chegando a 
produzir mais de dez crias durante sua vida u­ 
til. 
Os bezerros Santa Gertrudis nascem com um 
.p_eso médio de 37 kg e são desmamados aos sete 
meses, com 240 kg, o que comprova a excelente - 
capacidade leiteira da raça. 
GINHO DE PESO 
Com um ganho de peso médio diário de peso 
acima de 1,00 kg, os animais Santa Gertrudis al 
cançaram em dez anos consecutivos (1981/1990) 
lugar de maior destaque na Prova de Ganho de Pe 
so, realizada em Sertãozinho, São Paulo, demons 
trando grande precocidade e rápido acabamento 
de carne. 
Os bovinos Santa Gertrudis proporcionam u 
ma carne magra, com um mínimo de gordura, possi 
bilitando cortes de melhor qualidade. Seu rendi 
menta de carcaça é de 537 em média. - 
DDIIPTDÇIIO 
Bela 
Rústicos e versáteis, os animais Santa Ger 
trudis são capazes de se adaptar a qualquer cli 
ma, formando uma raça cosmopolita, criada em 
diferentes regiões com as mais diversas caracte 
rísticas, Os bezerros são fortes; ativos e rapi 
çamente já estão mamando. 	- 
São animais bastante resistentes ao ataque 
de insetos e parasitas. 
Essas características marcante de adapta - 
cão vem permitindo sua rápida expansão de Norte 
a Sul do País, onde são encontradas as mais va 
riadas condições climáticas. 
SUporta muito bem o frio e as geadas do 
Sul, o calor e a seca do Nordeste e a umidade - 
do Brasil Central. 
CONTACTOS ELÓI H. LOUREIRO 
FONE (067) 439-1058 
Vista - Proprietário: 
. - ' 
" -- 
Joaquim 
Novilhas Fêmeas Santa Gertrudis 
L - 
. .:. 
Pereira Tomaz 
1 
1 - 
' -, 
3 
J 
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