,. 
DIARIO REGIONAL 
ELA VIS'TA/MS 1NO 21 NO 1389 6a FEIRA 27 DE AGOSTO DE 1993 DIRETOR: IVNLDO PEREIRA PREÇO DO EXEMPLAR cr$ 30,00 
a.u 	e 	grete 
DIRETORES OI TELEMS PRESTIM 
ESCLARECIMENTOS ND CâMIRI 
Engenheiro Sebastião Eugênio e José Carlos de Siqueira, com o 
Presidente Marcos Elias e a Secretâria Orlanda F. dos Santos 
Sema Assina Convênio que Cria 
Reserva Partir.lar e Fazenda 
A primeira Re 
serva Particular do 
Patrimônio Natural - 
RPPN - foi criada no 
Estado a partir de 
um convênio assinado 
entre a Secretaria - 
de Estado do Meio Am 
biente (SEMA) e o 
Proprietário da Fa 
zenda da Barra, Jai­ 
me Santos, da região 
de Bonito. 
Foi a primeira 
iniciativa resultan­ 
te do decreto assina 
do pelo Governador 
Pedro Pedrossian, na 
semana do Meio Ambi­ 
ente deste ano ( ini 
Cio de junho), que 
estabeleceu critérios­ 
Para a criação de á 
teas particulares de 
Preservação ambien 
tal, com direito a 
isenção de ITR ( Im­ 
Posto Territorial Ru 
tal ). - 
. O convênio· pre 
j'e, além da criacão 
de uma área específi 
capara preservação= 
ambiental, com estu 
dos para desenvolvi­ 
Tento do manejo ade­ 
quado das potenciali 
dades do local e ati 
idades turísticas 
um ordenamento das 
atividades econômi­ 
cas tradicionalmente 
desenvolvidas na Fa 
enda da Barra. 
Serão prioriza­ 
dos os setores de pe 
uária, turismo, re 
cursos florestais, a 
ricultura de subsi 
tência e conservação 
de recursos hídricos 
1, naturais, de fauna 
e flora. 
A idéia princi­ 
al da iniciativa,sg 
( 
gundo o engenheiro 
florestal Ivan Car 
los Baptiston, res 
pensável pelo escri­ 
tório têcnico da Se 
ma em Bonito, é com 
patibilizar ativida­ 
des econômicas tradi 
cionais da proprieda 
de, envolvendo tecno 
logia de ponta, com 
a preservação ambien 
tal. A Reserva Parti 
cular da Fazenda da 
Barra, poderá, ainda 
servir de exemplo pa 
ra outros proprietá= 
rios da região, para 
que a conservação am 
biental não seja mais 
vista corno imposição 
mas corno uma possibi 
lidade de aliar es- 
ses cuidados com um 
bom retorno econômi­ 
co, resultante da ex 
ploracão turística 
racional, aproveitan 
do o potencial de a 
traçôes naturais lo 
cais. A reserva da 
Fazenda da Barra se­ 
rá desenvolvida em 
cerca de 70 dos 59] 
hectares da proprie­ 
dade - com isenção 
de ITR para a área 
de preservação. Para 
os estudos, a Sema 
ficará responsável - 
pelo envio.dos técni 
cos e o proprietário= 
vai custear alimenta 
cão, hospedagem e ma 
terial básico da e 
quipe. 
Na Sessão ordi­ 
nária anterior da cã 
mara Municipal de Be 
la Vista, o Vereador 
Luiz Alexandre Lou­ 
reiro Palmiéri havia 
solicitado à Mesa a 
Convocação dos dire­ 
tores da TELEMS em 
nossa reg1ao para 
prestarem esclareci­ 
mentos a respeito 
das tarifas telefôni 
casque, segundo o 
vereador, em vários­ 
casos estavam apre 
sentando excessos na 
rultimedição e, con 
sequentemente, a co 
branca de valores 
considerados muito 
altos, fato este que 
Luiz Alexandre alg 
gou estar acontecen­ 
do com a sua propria 
conta telefônica. 
Ao final de 
mais uma hora e meia 
sendo sabatinados pe 
los vereadores bela= 
vistenses e respon 
dendo a todas as peÊ 
guntas da maneira 
mais clara e objeti­ 
va possível, os engg 
nheiros Sebastião Eu 
Recebemos infor 
mações esta semana 
de que pelo menos 
tres pessoas foram 
presas por uma equi­ 
pe do PELOPES, do 
100 RC Mec, apenas e 
simplesmente porque 
foram encontradas 
dentro da invernada 
do Exército em nossa 
cidade. Segundo as 
informações os tres 
são proprietários de 
lavouras de mandioca 
em área próxima ao 
Aeroporto e portavem 
dois facões e uma es 
pingarda velha e ha 
viam adentrado ã ã 
rea Militar sem te 
rem conhecimento de 
que isso era proibi­ 
do. O fato é que o 
foicila ls achai e 
Exala para ssassinar 
Coaleirs ie Serio 
Um assassina to c/ requintes de cruel 
dade e muito sangue frio aconteceu na vi 
zinha cidade de Caracol no último dia 23, 
por volta das 13:00 horas, toda a comuni­ 
dade daquela pacata e tranquila cidade fi 
cou chocada com a maneira com que o homi­ 
cida praticou o crime, utilizando-se de 
um machado e uma enxada para esfacelar a 
cabeça da vítima que também, era seu com 
panheiro de serviço já que iam trabalhar 
juntos em uma olaria próxima da cidade. 
veja matéria completa deste bárba­ 
ro homicídio acontecido na cidade de Cara 
col, na Página - 05 	- 
gcnlo e JosÍ! Carlos 
de Siqueira, recebe­ 
ram os agradccirncn 
tos dos vereadores= 
belavistenses e ao 
final colocaram-se a 
inteira disposição 
dos usuários e das 
autoridades belavis­ 
tenses dizendo que 
poderão voltar à nos 
sa cidade quantas ve 
zes forem necessá­ 
rias para sanar e es 
clarecer todas as 
dúvidas que venham 
a acontecer. 
Página - 04 
Sgt Comandante do Pe 
lotão não quis si 
ber das explicações­ 
e encaminhou todo mun 
do para a Delegacia 
de Polícia. Pica o 
registro, é terminan 
temente proibido tran 
sitar na invernada de 
propriedade do Exér 
cito. 	- 
* CIRCUITO ESTADUAL DE VOLEIBOL DE AREIA 
* DUPLAS 
P R O G R A M A ç A O 
6a Feira - 27/08 
22:00 - Noite da Seresta 
e.a 1 lc e Show coa o astro BENITES 
Prooçao: Pronav e Hotel Pousada de Fronteira 
Apolo: Dr. Alrcs Gonçalves 
Sábado - 28/08 
08:00 horas - Congrcnno Têcnlco 
12:00 horas - Aoço Beneficente (Pronav) 
14:00 horas - Abcrt:ura Ortcl.al 
14:30 hora - Início dos Jogos 
22:00 horas - Baile "PACODE" co "Grupo Pagode Nossa Cor" 
Prosoçio : Ho t e l Pousada da Fro	n te i r a e Pro	na v 
DOMINGO- 29/08 
08:00 horas - Corrida Ristica "Largue o Cigarro Correndo" 
Prosoçio: AABB 
Apol.o: F»W1 
08:30 horas - reinício dos j0os 
12:00 horas - Almoço Beneficente (Pronrv) 
I7:30 horas - Concurso "Garota Voley" co a participação­ 
das Escolas Estaduais, Municipais e Particulares. 
18:00 honu, - Fl.Ml do Voleibol de Ar-ela 
REALIZAÇÃO: FUNDESPORTE 
PROMOÇÃO: HOTEL POUSADA DA FRONTEIRA 
APOIO: PREFEITURA MUNICIPAL DE B.VISTA 
EREKNOI MIRC ROIAON FEDE 
CAIS A ECMARA 
A atitude de al 
guns vereadores, pre 
senciada na última 
sessão Legislativa é 
lamentável, prir.ci 
palmente quando ana=­ 
lisadapelo ponto de 
vista da conduta Par 
lamentar. 
Chega a ser di­ 
fícil, estimular a 
frequência de popula 
res nas sessões do 
legislativo, quando 
vez ou outra o recin 
to é pego de surpre­ 
sa, com agressões en 
tre os próprios ve 
readores, inclusive 
agressões pessoais. 
Numa atitude a/ 
não condiz com a fi 
nalidade do poder,re 
presentante da popu­ 
lação. 
Veja Matéria na 
Página - 08 
Barreiras Paralisadas 
Já está até parecendo nove 
la, mas são apenas fatos, e bas 
tante lamentáveis por sinal,mais 
uma vez as rodovias de nossa re 
gião e toda a nossa fronteira , 
está desguarnecida e totalmente 
aberta is ações de trafican 
tes, contrabandistas, arrasta 
dores de carros e marginais 
de toda espêcie; • 
Matéria completa, na pãgi 
na - 05 desta edição

J O R N A L, 'TRIHUNA 	D A 	F R O N T E I R A 
FABRICA OE 
MALHAS DIANA 
DI!,RIO l(LGr<r:r.r, 
Milntém cm «'ntoquc 
malhas para todoo ou 
tnmanhoo, pura Cnlé­ 
gion d~ Donito e a - 
cc i ta encomenda a de 
outras praças. 
Confecciona tam - 
bém: 
JC/SlLIIOS e UNI - 
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res e ventos. 
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COMPROVEI 
FONE: (067) 255-1634 
RUl PILÂD REBUÃ 
BONITO MATO GROSSO DO SUL 
ISRAEL QUER ORELHÃO NO CERRA0IHHO 
Na sessão ordiná 
ria do dia 2, quar­ 
to-fcird paanudu, o 
vereador do PMDB Is­ 
racl Chamorro da Ro­ 
cha apresentou à Me­ 
sa da Câmara Munici­ 
pal indicação ao Pro 
Casa dé Carne Sadia 
ABER·TURA E CASCALHAMEHTO DE RUA 
Ao Prefeito Muni­ 
cipal e ao S. cretá - 
rio Municipal de O - 
bras, .o· Vereador Is­ 
rael Chamorro da Ro­ 
cha solicitou a aber 
tura e cascalhamentÕ 
da rua que passa en­ 
tre as chácaras dos 
senhores Paulino Mi- 
fi o Municipal, co. 
cópia ao Presidente 
da TELEMS, rivindi­ 
cando a implantação 
do um telefone públ~ 
co, tipo "orelhão" , 
para atender os mor_ 
dores do Bairro Cer- 
randa o Francisco Me 
dina, no Bairro Cor= 
radinho. 
Segundo Israel 
Chamorro, a abertura 
e cascalhamento da - 
qucla via visa dar - 
condições aos morado 
res do Bairro de se 
locomoverem com 
redinho e ir,dia 
çôes. 
O Vereador consi­ 
durou em sua jus ifi 
ca iva a grande dis­ 
tância entre aquele 
Bairro e a cidad, a 
1ém do seu tamanho , 
maior facilidade, a­ 
lém de ncurtar as 
tlistãncias que nui - 
tas pessoas, inclusi 
ve crianças e idosos 
têm de percorrer àia 
riamente. - 
Chamorro disse 
ainda que trata-se de 
um serviço de fácil 
" instalação dsse 
ar«lho tleónico 
isa beneficiar os 
r.oradores princial­ 
rente nas situações 
merqonciais" afir - 
rou o Vereador Cha - 
Torro, 
execução e que pode 
er feito durante u­ 
ra folqa nos servi 
os inerentes à Se 
cretaria Municipal - 
ele Obras. 
DE: ANTONIO CASANOVA 
Carne de suinos, bovinos, frangos , 
linguiçaR mistas e de suinos, queijos, 
banhas, geleia de mocotó, torresmos 
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JANILDE ROSA DOS SANTOS, Oficiala do 
Cartório do Registro Civil de Bela Vista­ 
MS., FAZ SABER quantos o presente Edital 
virem ou dele conhecimento tiverem, que 
pretendem casar-se os Srs. AILTON LINO e 
LAUZETE DE SOUZA, ele natural desta cida­ 
de, onde nasceu aos 03-03-57, filho de 
Wilson Lino e dona Zulma Silveira Lino 
residentes e domiciliados nesta cidade 
NAS MITIS 
e ela LAUZETE DE SOUZA, natural de Juti­ 
MS., nascida aos 04-11-69, filha de Joa­ 
quim de Jesus e dona Laides Rodrigues de 
Souza, ambos naturais da Bahia, residen­ 
tes e domiciliados nesta cidade. 
Se alguém souber de algum impedimento 
que se oponha na forma dea Lei. 
Bela Vista - MS., 25 de agosto dê 93. 
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Tribuna da Fronteira . 
Diário Regional 
(FUNDADO EM 20/02/1972) 
Diretor-Redator-Chefe: Ivaldo Pereira 
Diretora Administrativa: Maria Estela V.Pereira 
Secretário de Redação: Ubaldino Rodrigues 
Reportagens: João Carlos Velasquez, André {valo, 
Luiz Henrique (Lile) e Finnino de Barros. 
Redacão, Departamento Comercial e Parque Gráfico 
Avenida 'l'ribun.~ da Fronteira, 564- CX.P. 23 
Fone (067) 439-1410 - Rela Vista-!S 
~~ is: Jardim, Porto Murtinbo, Antonio João, 
to, Caracol! Campo Grande e Correspondentes­ 
cm Brasília e Sao Paulo. 
Propriedade da Rede Belavistense de Jornais Ltda 
CGC-MF 15.513.203/0001-90 
Fl.LIAOO A _ADJORI(MS) E ABRAJORI 
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600,00 
1.800,00 
3.600,00 
7.200,00

JORNAL TRIBUNA DA FRONTEIRA - DIÁRIO REGIONAL 
BELA VISTA 27 DL ACOSTO DE 1993 
RECORDIÇOES OI casa DOS MORTOS 
o título lembra o livro do 
grande escritor russo, Dostoi - 
evsky, falando de sua prisão na 
Sibéria. Esta história também - 
(ala de uma prisão, algumns re­ 
cordações de um prisioneiro da 
"Caga dos Mortos". ' 
Assim era conhecida Santa Ma 
dalena, que de santa não tinha 
nada, muito pelo contrário, um 
presidio de segurança máxima, a 
casa dos mortos vivos. 
Em tempos de direitos huma - 
nos, defesa de menores, de mu - 
lheres, direitos disso e daqui­ 
lo, na Casa dos Mortos não ha - 
via direitos para ninguém. 
No início do século, ali fun 
cionava um convento (que parado 
xo!), altas muralhas, uma únicã 
entrada, dezenas de celas, corre 
dores escuros e o Santuário. E 
ra ali, no Santuário, que ao 
chegar na prisão o condenado e­ 
ra levado para a sessão de "ora 
cões". Na verdade, torturas pa­ 
ra disciplinar e orientar mas , 
nem todos que ali estavam eram 
culpados. Havia marginais dos - 
mais perigosos, estupradores 
terroristas, assassinos, doen - 
tes mentais (a exemplo de um 
condenado a prisão perpétua 
que, com uma pequena faca, ex - 
terminara toda uma família,pai, 
mãe e três filhos, cortandos-os 
em pedacinhos para jogar aos po 
bres cachorros famintos que pe­ 
rambulavam pelas ruas da cida - 
de,- assim disse ele em seu 
depoimento. Havia inocentes ma- 
' nifestantes contra o regime,sim 
ples distribuidores de panfle - 
tos, presos como se fossem os 
mais terríveis terroristas. 
E também aquele guarda notur 
no de um banco, assaltado na ma­ 
drugada por uma quadrilha, pre- 
• so como suspeito, apodrecia na 
prisão há mais de 05 anos, 
Quem assistiu o filme Expres 
soda Meia-Noite, contando a his 
tõria de um americano (história 
'verídica) preso com haxixe e 
condenado pela Justiça turca po 
de aquilatar o que se passa nos 
porões de uma prisão de um País 
do terceiro mundo. Esse america 
no conseguiu fugir, depois de 
passar pelo inferno. 
O presídio de Santa Madalena 
era uma filial do Inferno na 
terra. 
Recordações da Casa dos Mor­ 
tos, são esboços de uma histó - 
ria contada por um homem, uns 
50 anos, paralítico, cego de um 
olho, que vivia numa pequena 
chácara no Boqueirão, perto de 
Jardim. 
Foi no ano passado, ao dar - 
carona para uma senhora, parei 
na chácara e fiz amizade com 
Marcelo (vamos dizer que era es 
te o seu nome). 
Simpático, boa conversa, fi­ 
cou meu amigo. Após lhe dar al­ 
guns exemplares de jornais, fez 
comentários sobre a situação po 
lítica, demonstrando boa cultu­ 
ra, falou de livros e revistas, 
citando autores de sucesso. 
No início estranhei o inte - 
Cresse dele pela Psiquiatria,Psi 
cologia, Nazismo, mas não fiz 
perguntas. 
Com o tempo, ganhei sua con­ 
fiança ficou mesmo meu amigo, 
às vezes agia de modo estranho. 
Encerrava uma conversa e me pe­ 
dia para voltar na outra sema - 
na, sem qualquer justificativa. 
Foi numa sexta-feira, volta­ 
va de Jardim e passei pela chá­ 
cara para pegar abóboras, man - 
dioca e duas galinhas gordas 
Para a "galinha ao molho par - 
do" de domingo. 	a 
Ele estava mais simpatico, à 
berto, sorrindo muito, logo na 
chegada gritou para a emprega - 
da, amante e enfermeira, Maria. 
- Maria, prepare uma laranja 
da para o amigo. 
Estávamos tomando laranjada, 
sentados na área de sua modesta 
mas confortável casa, quando 
sem cu lhe perguntar nada, co - 
mnentou: 
-- Vou lhe contar corno perdi 
um olho e fiquei paralítico, ho 
je uso essas muletas e leio comi 
dificuldades por causa de um ta 
rado, um débil mental, com o no 
me do Santo ... 
- Santo? Essa não! 
- Pois é, Santo era o nome , 
aconteceu ... 
- Você foi atacado? Na Rua? 
- Escute em silêncio, não fa 
ça comentários, tudo aconteceu 
numa prisão chamada Santa Mada­ 
lena, a Casa dos Mortos, hoje - 
não existe mais, foi fechada 
mas foi lá, nos subterrâneos da 
morte, no Santuário, que tudo a 
conteceu. 	- 
Morava numa cidade perto da 
capital, ambicioso, deixei os - 
estudos (estava no 10 ano de Me 
dicina) para tirar o brevê de pi 
loto, tudo porque um amigo, pi­ 
loto, estava ganhando muito di­ 
nheiro transportando eter e ace 
tona para a Bolívia. Dizia ele 
que ganhava mais de 10 mil dóla 
res por três ou quatro viagens. 
Uma fortuna. 	. 
Sempre gostei de boas rou 
pas, carros da moda, garotas 
festas, enfim de tudo aquilo 
que os meus pais não podiam me 
dar, eram da classe média, de - 
cepcionei o meu velho, deixei - 
os estudos e fui tirar o. brevê. 
Ajudado pelo meu amigo ini - 
ciei as atividades de trafican­ 
te, na verdade eu era isto mes­ 
mo, um traficante. 
- Mas você? Com tanta forma­ 
ção humanista! 
- Não esqueça que fazem mais 
de 10 anos, naqueles tempos não 
se falava tanto em cartel de Medelin. 
Trabalhava tranquilo. Junei um 
bom dinheiro. 
- Sempre a próxima viagem se 
ria a última. Dessa vez eu paro. 
- E os seus pais? 
- Papai morreu infartado,nem 
fui a seu enterro, estava numa 
"cozinha" (local de preparo da 
pasta da cocaina) e mamãe, foi 
logo depois, fui ao enterro, re 
cebi muitas críticas da minha G 
nica irmã. Mas não liguei. 
Trabalhei no ramo vários d - 
nos, tinha o meu próprio negó - 
cio, comprei até uma fazenda no 
norte. Casei com uma paraguaia, 
que me deu três filhos. Sempre 
mantive a família longe de mi - 
nhas atividades criminosas. Já 
não voava mais, tinha aviões a 
meu serviço. Vivia como um rei 
à custa do sofrimento alheio. 
Nem pensava nos meus filhos, 
eles poderiam ser vítimas da mi 
nha própria rede. 
- E como foi preso? 
- De um dia para outro, os a 
mericanos, atraves do DEA (De - 
partamente de Narcóticos) ini - 
ciaram um trabalho de repressão 
·em vários países. Quando um a 
um foram caindo os líderes do 
tráfico, um no Rio, dois em são 
Paulo, três no Mato Grosso, eu 
fui um dos últimos. Fui preso - 
em minha própria casa, sob os 
olhares desesperados de minha - 
esposa e filhos. O processo não 
foi demorado, confiscaram quase 
todos os meus bens, fiquei só com 
uma pequena casa num Bairro de 
Campo Grande, e alguns dólares 
que estavam guardados com a mi­ 
nha esposa. Fui condenado a 15 
anos de prisão, mas antes, tive 
que ir a Bolívia, prestar infor 
mações a alguns agentes do DEA 
e da Polícia Boliviana. De lá 
fui direto para Santa Madalena. 
- E a sua família? 
- Minha esposa foi morar com 
os pais dela, no Paraná, dois - 
filhos foram internos num colé­ 
gio marista. Depois da prisão e 
de minha liberdade, só os vi 
três vezes. Nunca mais os vi. 
Marcelo, ao relembrar da fa­ 
mília, abaixou a cabeça, deu um 
suspiro e disse: 
- Bem, vamos deixar esse ne­ 
gócio de família, eu tive fami­ 
lia. Mas não os culpo, eles têm 
Já suas razões para não me ve - 
rem. 
- E na prisão? 
- Seria monótono eu to falar 
ludo, contar o que passei nos 
anos que estive preso, vou te 
dizer apenas como perdi o meu o 
lho e fiquei paralltico, ores­ 
to não importa, são lembranças, 
recordações que quero esquecer. 
- Assustei-me quando vi a pri 
ão, terrível, parecia um caste 
lo abandonado, desses de filme 
de terror, muita umidade. Logo 
ao chegar, fui obrigado a tomar 
hanho e vestir uma espécie de 
racacão, seria o meu traje do 
dia-a-dia. 
Sofri muito no início, toda 
espécie de humilhações, com os 
uardas, os presos mais anti 
'os, fiquei doente, passei fo - 
re, frio, até que me adaptei , 
t.udo ia bem, até a chegda do 
Santo. 
Toda a prisão comentava, fo­ 
ra transferido para Santa Mada­ 
lena um novo diretor, cujo nome 
era Santo. Nos primeiros me - 
ses nada de anormal acontecera, 
o homem era educado, fino, sem­ 
pre com as unhas feitas, um ver 
dadeiro cavalheiro, mas era só 
verniz. Igual a sepulcro caia - 
ao, branco por fora e podre por 
dentro. Um doente, um louco var 
rido, um verdadeiro tarado, ele 
atingia o orgasmo quando tortu­ 
rava os presos. 
- Ele mesmo torturava? per - 
guntei. 
- Sim, para isto implantou - 
no local uma sala apropriada, e 
le mesmo batizou de Santuário. 
Chegava para o preso e dizia: 
- Filho, vamos ao Santuário, 
hoje é dia de orações. 
Quando o preso voltava, e is 
to raramente acontecia,chegava 
aos pedaços, muitos morriam de­ 
pois das "orações". Foram tem - 
pos de loucura. 
Os presos mais antigos comen 
tavam que nunca haviam visto 
uma fera como aquela. Vivíamos 
num regime de terror absoluto.A 
noite, se ouviam gritos, bestia 
is, desumanos, ninguém dormia , 
até mesmo os guardas e carcerei 
ros temiam o Dr. Santo.- 
Por quê você foi tortura 
do? 
- Eu tinha uma certa posi 
cão, possuia o meu grupo, era - 
um dos líderes, lia muito, an - 
tes podíamos ir à Biblioteca , 
depois ele proibiu. Os guardas 
acharam numa das celas um pou­ 
co de maconha, o preso era do 
meu grupo, meu amigo. Foi tortu 
rado até a morte. Antes de mor­ 
rer contou coisas, falou de mi­ 
nha liderança, de meu papel na 
prisão. Santo me chamou. 
- ,partir de hoje quero que 
voce seja o meu esp1ao, vai me 
contar tudo o que acontece nas 
celas, quero saber dos detalhes, 
vou transformar essa corja em 
gente. 
L&gico que não aceitei. Ele 
ficou possesso. Dava murros na 
mesa , xingava, e, de repente , 
sereno, dizia - fi1h6, você pre 
cisa de muitas orações. - 
Voltei para a cela. Morrendo 
de medo. Lá pelas 22 horas escu 
tei passos no corredor, a tran 
ca de minha cela foi aberta. 
Pdro Pedreira 
- Vamos, o Dr. Santo quer fa 
lar com você. 
Fiquei três hor s no Santuá­ 
rio, fui carregado para a nfer 
maria por dois gorilas, falar 
do minha tortura, não importa. 
Conheci o limite da dor, dos 
maiei várias vez s, el me rea­ 
ninava com água gelada, depois 
aplicava injeções (sei lá do 
quê) e continuava a tortura. 
Com uma barra de ferro, ba - 
tia nas minhas pernas, fiquei - 
pendurado no pau de arara, cho­ 
ques, cortes com navalhas, agu­ 
lhas nos olhos, mas o pior era 
ver aquele homem sorrir ... ele 
sorria de prazer. Depois de va­ 
rias semanas na enfermaria, o 
veredito, estava parcialmente - 
cego e prestes a perder o movi­ 
mento das pernas. Com o tempo a 
conteceu. Não sei o que o Diabo 
fez, mas me deixou paralítico. 
- E como saiu da prisão? 
- Após um ano, houve investi 
gacão por parte de entidades in 
ternacionais, o Dr. Santo foi - 
transferido, veja bem, transfe­ 
rido e não demitido, e para o 
seu lugar nomearam um ex Juiz - 
de Direito, Pastor Protestante. 
Ele humanizou a prisão, muitos 
foram libertados. Eu consegui a 
liberdade por bom comportamen - 
to, graças a ajuda do Dr. Pon - 
tes, o Pastor. Ele me ajudou 
muito, sob todos os aspectos.De 
pois fiquei sabendo que fecha - 
rama prisão, nunca mais ouvi - 
falar do Dr. Santo e nem do Pas 
tor. Essa chácara era de um pa­ 
rente, hoje morando no Rio, ele 
permitiu que eu morasse aqui.En 
tão, meu amigo, essa é a minha 
história, foi assim que perdi - 
um olho e fiquei paralítico. 
Ficamos num silêncio embara­ 
çoso. Vários minutos. 
- E agora, vai procurar sua 
família? Vai ficar sempre aqui, 
isolado? 
Ele me olhou, profundamente, 
olhos nos olhos, e deu uma gar­ 
galhada, uma gargalhada assusta 
dora, terrível, vinda das pro - 
fundezas de uma mente doentia. 
- Ahahahahahahahah meu 
menino, meu doce menino, nunca 
fui preso, nunca, nunca fui or 
turado, meu nome é Fidelis San­ 
to, eu sou o Dr. Santo, 
ahahahahahahahahahah... 
Deixei o homem lá, sozinho, 
na área, rindo muito, dei a par 
tida no meu carro e nunca mais 
parei naquela chácara no Boquei 
rão. Nunca mais. 
Há poucos dias conversei com 
o Pinduca sobre o assunto, Pin­ 
duca conhece todo mundo em Jar­ 
dim e imediações, ele me olhou 
muito sério. 
- Em Jardim todo mundo gosta 
va do Dr. Um homem muito inteli 
gente, mas meio pinel, ninguém 
sabe de onde veio. 
- Ele morreu? 
- Não,desapareceu. Assim co- 
mo surgiu, ninguém nunca mais 
ouviu falar. 
Atê hoje me pergunto, como é 
que ele ficou cego e paraliti - 
co? 
Se você souber, ou conhece - 
um Dr. Santo, por favor, telefo 
ne ou escreva para o Pedro Pe - 
dreira. 
Dr. José Maria de Calazans Ramos 
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JORNAL 'TRIHUNA DA FRONTEIRA 
BELA VISTA, 27 DE ACOSTO DE 1 993 
DIRETORES OI TELEMS PRiSTIM 
ESCLARECIMENTOS NI CDMIRI 
Em sessão ordinária anterior 
da Câmara Municipal do Bela Vis 
to, o Vereador Luiz Alexandre - 
Loureiro Palmiori havia solici­ 
tado à Mesa a convocacão dos dj_ 
retores da TELEMS em nossa re - 
qião para prestarem esclareci - 
mentos a respeito das tarifas 
telefônicas que, segundo o Ve - 
reador, em vários casos estavam 
apresentando excessos na multi­ 
medição e, consequentemente, a 
cobrança de valores considera 
dos muito altos, fato este que 
Luiz Alexandre alegou estar a - 
contecendo com a sva própria con 
t.:l telefônica. 
1 câmara Municipal enviou 
convocação aos Diretores da TE­ 
LEMS e nesta quarta-feira compa 
receram ao Legislativo Belavis­ 
tense o Engenheiro sebastião Eu 
gênio Justino Ribeiro_- Gerente 
do Distrito de Opcracoes de PO.!l 
ta Porã; Engenheiro José Carlos 
de Siqueira Lopes - Gerente da 
Região de Operações Sul; Enge - 
nheiro Carlos Eduardo Mendes 
Gerente da Superintendência de 
Dourados da TELEMS e o Engenhei 
ro José Maria Bicudo Junior - Ge 
rente do Distrito de Operacôes­ 
de Navirai, que responderam as 
várias perguntas feitas pelos - 
Vereadores e fizeram importan - 
tes esclarecimentos à toda a co 
munidade belavistense, conforme 
passamos a demonstrar abaixo. 
TARIFACO MULTIMEDIDA E 
O CÁLCULO DOS "PULSOS" 
1i 
L.JJ ,___,,__.. .- - 
Engenheiros Sebasttao Eogenio e Jose Carlos de Siqueira, com o Presidente 
Marcos Elias e a Secretária Orlanda Freitas dos Santos 
da ligação; a mesma l1gacao,mas A DEVOLUCAO DE VALORES 
feita em horário normal,das 07 • COBRADOS IRREGULARMENTE 
00 horas às 09:00 horas,das 12: 
00 horas às 14:00 horas e das 
18:00 horas às 23:00 horas, vai 
ter um pulso registrado a cada 
oito segundos de conversação,ou 
sete pulsos a cada minuto. Ve - 
mos aí que todos esses fatores 
influenciam no número de pulsos 
registrados como excedentes nas 
contas telefônicas e, consequen 
temente, no valor dessas con 
tas, ou faturas. 
O Eng. Sebastião Eugênio Jus 
tino Ribeiro falou primeiramen- 
te sobre o sistema multimedido 
que registra o número de pulsos 
nas ligações locais e interurba 
nas, esclareceu que nas ligacõ­ 
es locais os pulsos são regis - 
trados a cada quatro minutos de 
conversação, já nas ligações i,!l 
terurbanas eles variam por de - 
graus de acordo com a distancia 
geodésica das localidades, hora 
rio das ligações e dias de sema 
na, como aos sábados, domingos 
e feriados nacionais. Além das 
ligações locais, as discagens - 
feitas para mais quarenta cida­ 
des do Estado são registradas a 
través do sistema multimedido , 
ou sejam, essas ligações não a­ 
parecem discriminadas nas con - 
tas, são contabilizadas em pul­ 
sos excedentes. 
Para melhor esclarecer os u­ 
suários, mostramos aqui alguns 
exemplos de como é feita a tari 
fação multimedida interurbana , 
discriminando a cidade,o degrau 
em que ela é inserida, os horá­ 
rios,que são diferenciados em 
super reduzido, reduzido, nor - 
mal e de pico, além do número - 
de pulsos por segundos e minu - 
tos, vejamos: 
Uma ligação interurbana para 
a cidade de Amambai, em dias ü­ 
teis, é enquadrada no degrau 3; 
feita em horário super reduzido, 
que vai das 0l:00 da manhã até 
às 05:00 horas, vai ter um pul­ 
so registrado a cada 32 segun - 
dos de conversação, ou aproxima 
damente 2 pulsos a cada minuto; 
A mesma ligação para a cidade - 
de Amambai, mas feita em horá - 
rio de pico, das 09:00 horas às 
12:00 horas e das 14:00 horas - 
ãs 18:00 horas, vai ter um pul­ 
so registrado a cada 4 segundos 
de conversação, ou exatamente - 
15 pulsos a cada minuto, vejam 
as diferenças. 
Outro exemplo: Uma ligação - 
feita para a cidade vizinha de 
Antonio João serã enquadrada no 
degrau 2, devido a distãncia 
ser menor, feita em horário re­ 
duzido, das 05:00 horas às 07:00 
horas e das 23: 00 horas às 01:00 
hora, vai ter um pulso regis - 
trado a cada 16 segundos de con 
versaco, ou aproximadamente Oq 
pulsos a cada ninuto de duração 
BILHETAGEM AUTOMÁTICA 
O Gerente de Operações do 
Distrito de Ponta Porá, que a - 
brange Bela Vista e várias cida 
des da região, informou durante 
suas explanações na câmara Muni 
cipal que a partir do mês de de 
zembro a TELEMS já terá implan­ 
tado na central trãnsito da ci­ 
dade de Dourados um bilhetador 
automático, que inicialmente es 
tava previsto para daqui a dois 
ou três anos, mas devido a sua 
grande necessidade esse sistema 
teve sua implantação antecipa - 
da, já estando inclusive em fa­ 
se de testes. Com o bilhetador 
automático na central de Doura­ 
dos, todas as ligações regiona­ 
is serão automaticamente regis­ 
tradas nas contas telefônicas , 
c0m o número discado, localida­ 
de e tempo da conversação, eli­ 
minando-se com isso a tarifação 
multimedida existente hoje e que 
registra os pulsos emitidos em 
cada ligação telefônica e que - 
vêm sendo motivo de muitas re - 
clamações por parte dos usuári­ 
os, motivo que levou a Empresa 
a antecipar a adoção desse sistema. 
AUMENTO NAS TARIFAS 
,,, 
O Presidente da Câmara Muni­ 
cipal, Vereador Marcos Elias Ri 
os da Cruz, usou as contas tele 
fónicas da Câmara Municipal pa­ 
ra demonstrar que devido aos 
constantes aumentos nas tarifas 
telefônicas, que vinham sendo - 
reajustadas acima dos indices - 
inflacionários atê o mês passa­ 
do, mesmo com a redução do núme 
rode pulsos excedentes devido­ 
a um número menor de ligações , 
os valores cobrados são iguais 
e atê superiores aos do mês an­ 
terior, isto porque no mês ante 
rior cada pulso custava aproxi= 
madamente um cruzeiro real, com 
os aumentos, no mês seguinte e­ 
le passa a valer mais de dois 
cruzeiros reais, com isso uma 
conta que teve 500 pulsos exce­ 
dentes anteriormente pagou cer­ 
ca de quinhentos cruzeiros rea­ 
is, no mês seguinte, com os mes 
mos 500 pulsos excedentes gas - 
tos o usuário vai pagar aproxi­ 
madamente o dobro (comparação u 
sada apenas a título de exemplo). 
f 
o Vereador Fernnndo Jorge de 
3arros indagou ao Diretor da TE 
LEMS a respeito da ocorrenc1a - 
de problemas com o_aparelho tg­ 
lefônico nas residencias, o o­ 
nus dos reparos recai para ou­ 
suário ou a empresa também, em 
determinados casos, faz a repa­ 
ração por conta própria?" per - 
quntou. O Gerente de Operacoes 
do Distrito de Ponta Pora infor 
ou que a responsabilidade da 
TELEMS na manutenção se restrin 
1 	- 
qe até o chamado PPR,que em com 
paração, é como se fosse o Pa - 
dr ão de Energia utilizado pela 
ENERSUL, já dentro da residên­ 
cia qualquer serviço necessário 
é de responsabilidade do usuá - 
rio, ou seja, o usuário tem a 
responsabilidade da instalação 
interna do aparelho. 
"ORELHÃO" PARA O 
CONJUNTO ERVA MATE 
o vereador Fernando Jorge - 
de Barros, usando como exemplo 
fatos acontecidos anteriormen­ 
te em nossa cidade e ressaltan 
do as várias reclamações deu= 
suários, perguntou aos Direto­ 
res da TELEMS a respeito das 
cobranças feitas de maneira ir 
regular nas tarifas telefôni = 
cas, "em que casos podem acon­ 
tecer esses erros e quando e - 
les acontecem quais são as pro 
vidências que o usuário deve - 
tomar para encaminhar suas re­ 
clamações ã TELEMS" interrogou 
Fernando Jorge. 
O Engenheiro Sebastião Eugê 
nio respondeu que o usuário a­ 
qui de Bela Vista deve se diri 
gir ao Posto de Serviços local 
com a fotocópia da sua cx,nta telefõ 
nica, sublinhando embaixo aqu1 
lo que ele está reclamando, se 
gundo ele toda e quaisquer re - 
clamações serão analisadas,quan 
do houver alguma dúvida inici­ 
al junto a Empresa será feita 
uma devolução,que pode ser pro 
visória em alguns casos ou de­ 
finitiva em outros. O Gerente 
do Distrito de Ponta Porão con 
cardou que podem haver erros= 
por parte dos digitadores da 
Empresa, ou atê mesmo o cruza­ 
mento de linhas, fatores que - 
são objeto de checagens sempre 
que acontece uma reclamação do 
usuário. Sebastião Eugênio es­ 
clareceu ainda que a devolução 
provisória dos valores é feita 
nos casos em que acontece uma 
distorção muito grande na sua 
média normal, enquanto duram - 
as checagens por parte da TELEMS, 
essas reclamações podem ser en 
caminhadas antes mesmo do paga 
menta das contas. 
LIGAÇÃO COM O 
TELEFONE DO VIZINHO 
Uma pergunta bastante inte­ 
ressante foi feita pelo.Verea­ 
dor Marcos Elias, Presidente - 
da Câmara Municipal, ele quis 
saber dos Engenheiros se é pos 
sível acontecer casos em que a 
ligação feita por uma pessoa,a 
través do telefone sem fio, se 
ja registrada na conta do vizi 
nho, o Vereador disse ter co = 
nhecimento de casos como esse 
aqui em Bela Vista. O Eng. Se­ 
bastião Eugênio explicou que es 
ses casos podem acontecer mas 
somente quando o usuário e O - 
seu vizinho possuem telefones 
sem-fio, nos casos em que ou­ 
suário possui telefone sem-fio 
e o vizinho não, esses casos não o­ 
dem acontecer. O Diretor da TELEMS 
explicou que em Bela Vista e - 
xistem apenas sete frequências 
em termos de telefone sem-fio, 
como a incidência de telefones 
sem-fio é grande, pode aconte- 
cer de uma de erminada ligação 
cair na frequência do izinho. 
!esses casos a TELEMS se isenta 
do qualquer responsabilidade. 
PROBLEMAS COM O 
APARELHO TELEFÔNICO 
Atendendo a solicitacão do 
Vereador Marcos Elias, para que 
informasse sobre a possibilida­ 
de de se instalar um telefone - 
público tipo "orelhão" para a - 
tender os moradores do Conjunto 
Residencial Erva-Mate, recente­ 
mente inaugurado, o Eng. José - 
Carlos de Siqueira, Gerente da 
Região de Operações Sul, infor­ 
mou que é preocupação da TELEMS 
dotar as comunidades, principal 
mente as populações de baixa 
renda, de um acesso ao sistema 
de comunicação, "procuramos sem 
pre colocar um telefone público 
para atender essas comunidades" 
disse ele, ressalvando que exis 
tem limi tacões por parte da em - 
presa devido a própria quantida 
de de terminais públicos depen= 
der da capacidade da central,co 
mo a que atende Bela Vista,"por 
isso procuramos distribuir os a 
parelhos na cidade de acordo 
com as necessidades, sãos as au 
toridades que nos dizem onde e 
necessário a instalação de um te 
lefone público e caso não haja 
nenhum outro telefone próximo a 
gente faz a instalação" ressal 
tou José Carlos de Siqueira 
finalizou afirmando que esse pe 
dido já havia sido feito e o te 
lefone para o Conjunto Erva-Ma= 
te será instalado o mais breve 
possível. 
LIGAÇÃO DIRETA COM O PARAGUAL 
O Vereador Fernando Jorge pe 
diu maiores informações aos Di­ 
retores da TELEMS a respeito da 
possibilidade de ser implantado 
o entroncamento de trãfeco fron 
teirico ligando as cidades de Be 
la Vista e Bella Vista Paraguai 
atraves de uma linha telefônica 
direta, o Vereador perguntou se 
existe a possibilidade desse 
serviço ser viabilizado tendo - 
em vista a grande demanda que e 
xiste hoje entre empresários e 
comerciantes das duas cidades - 
vizinhas. O Eng. Sebastião Eugê 
nio_informou que essa reivindi­ 
caçao feita pelo Vereador Fer - 
nando Jorge na Câmara Municipal, 
foi passada de imediato à Dire­ 
toria da Empresa, assim como 
reivindicações no mesmo sentido 
feitas por outras cidades fron­ 
teiriças, como entre Coronel Sa 
Pucaia e Capitán_Bado. "Todas - 
essas reivindicações estão em es 
tudos, haja visto que envolvem 
outros Países também, mas estão 
efetivamente sendo estudadas pe 
lo Ministério das comunicacoes 
e também pelo Itamaraty, já es­ 
tando em fase experimental umn en 
troncamento de tráfego entre as 
cidades de Corumbá e Puerto Soa 
res na Bolívia",disse o Diretor. 
1 j 
1 
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r 
] 
m 
JORNAL, 'TRIUNA DA FRONTEIRA 	(l 
------------------------ 
HOMICIDI USOU MACHIDO E ENXIDI 
PIRI ISSISSINIR COMPANHEIRO DE SERVIÇO 
Um assassinato 
com requintes de cru 
eldade e muito san - 
que frio aconteceu - 
na vizinha cidade de 
Caracol no último 
dia 23, por volta 
das 13:00 horas, to­ 
da a comunidade da - 
quela pacata e tran­ 
quila cidade ficou - 
chocada com a manei­ 
ra com que o homici­ 
da praticou o crime, 
utilizando-se de um 
machado e uma enxada 
para esfacelar a ca­ 
beça da vitima que - 
também era seu compa 
nheiro de serviço jã 
que iam trabalhar 
juntos em uma olaria 
próxima da cidade. 
Segundo as infor­ 
mações levantadas pe 
las autoridades poli 
ciais, no último dia 
23, à tarde, o ele - 
mento de nome Horá - 
cio Pereira Garcia - 
estava em um bar da 
cidade garganteando 
e falando para quem 
quizesse ouvir que e 
le havia matado o 
"gaucho", como a vi­ 
tima, Sebastião Gil­ 
berto Bruno, era co­ 
nhecida. Desconfiado 
com aquela conversa 
um cidadão que ouviu 
atentamente o que Ho 
rácio estava dizen - 
do, dirigiu-se à De­ 
legacia de Polícia 
local e contou o que 
tinha ouvido. Ao re- 
Gaúcho, morto a ma 
chadadas em Caracol 
ceber as informações, 
o Agente da Policia 
Civil Adamilton, a - 
companhado de Poli - 
ciais Militares des­ 
locaram-se até a chá 
cara "Barro Preto" 
para verificar ave­ 
racidade dos fatos e 
para surpresa dos 
próprios policiais , 
lá encontraram Sebas 
tião Gilberto Bruno, 
40 anos, já morto e 
com parte da cabeça 
e lombo praticamente 
esfacelados a golpes 
de machado e enxada. 
Prefeitura Municipal 
de Bela Vista 
DECRETO NO 729 DE 26 DE AGOSTO DE 1.993 
O Prefeito Municipal de Bela Vista,Es 
tado de Mato Grosso do Sul, no uso de 
suas atribuições legais, 
DECRETA: 
Art.lO) - Os preços das corridas de 
táxi serão cobradas conforme tabela ane­ 
Xa. 
Art.20) - Este Decreto entra em vigor 
na data de sua publicação, revogando-se 
o Decreto hO 687/93, de 18 de Fevereiro 
de 1993, e demais disposições em centrá- 
De acordo com in- 
« formações de popula-­ 
res, Horácio Pereira 
Garcia, também de 40 
anos, e a vítima, Se 
bastião Gilberto Bru 
no, foram vistos an­ 
teriormente em um 
bar bebendo, poste - 
riormente dirigiram­ 
se à CHácara "Barro 
Preto", de propricda 
de de João Farias 
distante cerca do se 
is quilômetros da cl 
dade, onde ambos i = 
riam trabalhar em u­ 
ma olaria. Já no ca­ 
minho eles tiveram - 
desentendimentos, P2 
is teriam sido vis - 
tos brigando, fato 
este que culminou 
com o assassinato 
BD 
violento de "Gaucho" 
cue ainda foi arras- 
tado por csrc d 
uaren a retros. De­ 
pois de praticado o 
,ri:ne o honicida vol 
tou a cidade onde 
caiu nas malhas da - 
Policia pela própria 
Jíngua. 
Assim que consta­ 
taram o crire o Po­ 
J iciair, voJt..aram a ci 
'ade e deram voz de 
prisão em flagrante 
il Horácio Garcia que 
ap6s a lavratura do 
euto de apreensão 
foi conduzido à Dele 
cacia de Polícia de 
Pela Vista, onde se 
encontra recolhido a 
<lisposição da Justi­ 
ca. 
rio. 
NO 
01.SCRIHINAÇÃO 
0l 
02 
5e 
1 l 
s 
e 03 
. 
0 
Corrida Mínima (salda do ponto) 
DENTRO DOS LIMITES: 
a) Bairro Esp[rlto Snnto 
b) Loteamento Itnbora.I 
c) Cerradinho até a Escola 
d) Bairro Antonio João 
e) Vila Previsul 
f) Bairro das Primaveras 
g) Cemltêrlo de Ágwl Doce 
h) Água Doce - Posto/Trevo 
1) Ponte do Rio Apa - Saída para Ponta Porá 
j) Aeroporto 
D) Igreja são Patrício 
m) Expobel 
DISTRITO NOSSA SENH0RA DE FATIMA 
o) Igreja SÃO Clemente 
) Ese. Mun. de 19 Grau José M! PalmlerI 
e) Cemltêrlo 	. 
d) Esc. Mun. de 1? Grau Costa Reuna 
INTERNACIONAL: 
a) Paragu,11 até Colorado 
b) Parajtu.ai - outros pontos - à co:::binor 
Já está até pare­ 
cendo novela,mas são 
apenas fatos, e bas­ 
tante lamentáveis 
por sinal, mais uma 
vez as Rodovias de 
nossa região e toda 
a nossa fronteira , 
está desguarnecida e 
totalmente aberta às 
ações de traficantes, 
contrabandistas, ar­ 
rastadores de carros 
e marginais de toda 
espécie, isto porque 
graças aos almofadi­ 
nhas de gabinete lá 
da capital do Estado 
que não querem dar - 
as condições necessá 
rias para a Policia­ 
Militar desenvolver 
seu trabalho a con - 
tento. 
A situação chega 
as raias do absurdo 
que, segundo apura - 
mos, uma Comissão da 
Secretaria de Fazen­ 
da do Estado teve a 
capacidade de afir 
051 VIAGENS: 
Por k1 lÕ::ctro percorrido 
06 POR TEMPO PARADO I SERVIÇO DO USUÁRIO: 
a) Hora par-ada 
b) Horn cocerci.al 
07 DAS 22:00 HORAS ÀS 06:00 .HORAS: 
Terá acréscimo de 50 (c!ruenta por cento) no valor 
A da corrll" 
Bicicletaria FM 
 	Hermes Lo .. reiro lfran 
~ 
Co.nsertos e reformos de Bicicleta cm gera.l. 
ervir bem osso lema e pecas em geral. 
Barão do Ladãr1o, n? 1898 - BELA VISTA - MS 
mar que do jeito que 
está não pode conti­ 
nuar porque o traba­ 
lho da Policia não - 
está tendo retorno , 
ou seja, querem que 
até mesmo a Polícia 
Nilitar dê lucro ao 
F.stado, como se fos­ 
e uma empresa comer 
cial qualquer. Ate 
nisso os almofadi 
nhas de gabinete se 
enganam, pois temos 
conhecimento que se 
forem somadas todas 
as multas aplicadas 
pelas Policias Mili­ 
t.ar e Florestal, e - 
las superam em mais 
de cem por cento as 
despesas,com a PM du 
rante o lo semestre 
deste ano. 
Querer que a Poli 
eia Militar dê lucro 
é o mesmo que incen­ 
tivar a indústria 
<las multas e dos abu 
sos no meio polici 
l, mas o que mais - 
O'l 
ACUSADO NEGA 
AUTORIA O CRIME 
Apesar de todos 
indícios aponta - 
rem para si como o 
autor do bárbaro as­ 
sassinato em Cara 
col, o acusado Horá­ 
cio Pereira Garcia - 
nega catcgoriamente 
a autoria do crime , 
mas devido as evidên 
cias ele foi autuado 
em flagrante pelo Dr. 
Edmundo Pereira Cala 
do, do Jardim, que 
está respondendo pe­ 
las Delegacias de Bg 
revolta a comunidade 
sul-amtogrossense,in 
clusive ouvimos isso 
de várias pessoas, é 
o fato de que para - 
fazer propagar.da, pu 
blicidade o política 
o GOverno do Estado 
tem dinheiro de so - 
bra, mas para garan­ 
tir a segurança da 
população, obrigação 
constitucional, cor­ 
tam recursos alegan­ 
do contenção de des­ 
pesas e até prejui - 
zos, abrindo as por­ 
tas para a ação de 
marginais e delin 
quentes de toda espé 
cie. Não podemoses= 
quecer jamais, e o 
povo de Bela Vista e 
região sabe disso, o 
contrabando e o fur­ 
to de veículos, en - 
tre outros crimes, é 
uma prática que deve 
ser combatida a todo 
custo e jamais esti­ 
mulada como os 
la Vis a e Caracol 
será o responsável - 
pelo come nte in - 
quéri o Policial que 
vai apurar como Ludo 
aconteceu, acredita­ 
se no entanto que o 
motivo do crime te -­ 
riu sido fútil, nui­ 
to provavelmentno a 
cachaça ingerida 
mais uma vez, tenha 
sido a maior respon­ 
sável por este homi­ 
cídio de extrema vio 
lência. - 
"entendidos" lá da ca 
pital do Estado es • 
tão querendo fazer. 
Nossas estradas - 
estão sem segurança, 
a PM se vê obrigada 
a se recolher aos 
quartéis, em muitos 
casos até mesmo sem 
uma única viatura em 
boas condições, tudo 
sob a alegação me5 - 
quinha e esfarrapada 
de que os investimen 
tos não estão comoen 
sando. É no mínimo , 
um caso de Polícia o 
que estão fazendo 
com a Polícia do nos 
so Estado é mtivo 
de vergonha pera t 
dos os sul-matogros­ 
senses. 
E fala-se em en - 
tendimento político, 
o que na verdade não 
passa de en tend; , 
to entre os "chef 
O povo quer res 
dos e está canse 
de blá blá blá...0R 
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FRONTEIRA em casa 
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natura 
F 
Vale a pena Repetir: São Muitas 
as Vantagens de quem Assina o 
TF e quem Assina o TF Repete 
Jornal Tribuna 
@@ da Fronteira 
UE O POv SEJA BEM INFOEL

JORNAL TRIUNA DA FRONTEIRA - DIÁRIO REGIONAL 
ELA VISTA 27 DE AGOSTO DE 1993 
Governo Facilita I ransf erência de Casas financiadas pela COHU 
O Governo do Estado está fa 
cilitando a trannfcrência das 
casas financiadas pela CDIU (Com 
panhia de Desenvolvimento Habi­ 
tacional e Urbano), abrindo mio 
da cobrança das 15 UPFs (Unidade 
Padrão de Financiamento) refe­ 
rentes à taxa de transferência, 
que cm valores de agosto equi-­ 
vale a mais de CR$ 7,7 mil, Com 
isso, ao passar a cana adquiri­ 
da de terceiros para o seu no 
me, o novo mutuário terá que pa 
gar os 2i do saldo devedor, que 
corresponde ao seguro do imóvel 
no ato da transferência. 
o Secretário de Habitacio e 
Desenvolvimento Urbano, Paulo 
Corrêa, nas reuniões que tem 
feito com os moradores dos con­ 
juntos habitacionais da CDHU e 
Previsul, tem explicado que o 
Governo Pedro Pedrossian vem a 
dotando várias medidas para fa­ 
cilitar a vida dos mutuários e 
possibilitar que eles regulari­ 
zem a situacio de suas casas, 
Ele lembrou que a medida é de 
Paulo Corrêa 
grande repercussao pois, levan­ 
do-se em consideração uma pes 
soa que adquiriu casa financia= 
da com saldo devedor de CR$ 300 
mil, a transferência desse imó­ 
vel custaria hoje mai de CRS 
13 mil. Sem os 15 UPFs, a casa 
é passada para o nome do atual 
morador por CR$ 6 mil(21 do sal 
do devedor). 
Paulo Corrêa ten lcnbrado que 
com cosa medida procura-se a re 
qularização dos imóveis finan - 
ciados pela CDHU. Ele tem escla 
recido que a procuração muito - 
usada nas transferências de ca­ 
sas financiadas, nã é reconhe 
cida como documento legal, não­ 
só pela Companhia mas pelo pró­ 
prio Sistema Financeiro da Habi 
tacão {SFH). Além disso, ele oB 
serva que qualquer procuração - 
tem validade somente por um ano, 
PARCELAMENTO 
Nas reuniões com os mutuári­ 
os para falar sobre a importân­ 
cia do recadastramento, Paulo 
Corrêa tem lembrado que o Gover 
no está parcelando os débitos - 
dos mutuários. Para quem pagar 
as prestações atrasadas(em valo 
res atualizados) à vista terá 
desconto de 30 . A divida pode­ 
rá ser quitada também em quatro 
parcelas fixas, sendo ?58 do to 
tal no ato do pedido de parcela 
mento mais três, ou então em 12 
mensalidades corrigidas pela TR 
(Taxa Referencial). 
De acordo com os dados doca 
<lastro da CD!IU, c rca de 5 mil­ 
mutuários estão com parcelas a 
trasadas. Eles são responsáveis 
por uma divida que soma a CR$ 
56 milhões. Para resolver os 
principais problemas encontra - 
dos pelos atuais moradores com 
relação as casas, a Secretaria 
de Habitação lançou o programa 
de recadastramento, que está 
sendo desenvolvido junto com 
as associações de moradores. 
==========---------------===== 
GOVERNO MS 
O futuro agora 
======--=========--===-=-===== 
PIRICEMI: SEMI COMECI MONITORIMENTO 
E DBRE PERIODO OFICIAl DE D FESO 
A Secretaria de 
Meio Ambiente come - 
çou O trabalho de 
monitoramento das 
sub-bacias dos rios 
Miranda, Aquidauana 
e Taquari, para de 
terminar o fechamen­ 
to da pesca comerci­ 
al (período oficial 
de defeso) e garan 
tir o fechamento do 
ciclo migratrório e 
a reprodução dos 
peixes. O período de 
defeso (entressafra) 
é determinado desde 
1989 e o monitoramen 
to dos cardumes ocor 
re desde 1991, para 
identificação da fa­ 
se de desova. Este 
ano, segundo a biólo 
ga Shirley Palmeira, 
o acompanhamento do 
processo migratório 
será feito em três 
épocas, até a primei 
ra quinzena de outu­ 
bro, às vésperas da 
piracema. 
O período de deso 
va deve se situar en 
tre outubro em fun 
cão dos dados hidro 
métricos, cataloga - 
dos pelo Departamen 
to de Conservação e 
Recursos Naturais e 
relatórios semanais 
da Companhia de Pes­ 
quisas de Recurso.Na 
turais do Denae. Os 
relatórios permitem 
a Sema acompanhar as 
cotas de inundação - 
nos rios. Como neste 
ano as cheias nao fo 
ram intensas, é pos­ 
sível prever a repro 
dução normal, já que 
as enchentes afetam 
o desenvolvimento re 
produtivo. ,. 
Em 1992,ano atipi 
co, com cheia alta , 
a Sema teve que pro­ 
telar o período de 
defeso, para que hou 
vesse tempo da chega. 
da dos cardumes atá 
às cabeceiras dos ri 
os controlados pelo 
Estado e União,só se 
rã permitida a pesca 
de subsistência, em 
barranco, em caniço 
e linhada. O monito­ 
ramento das sub-baci 
as começa em função 
do inicio do proces­ 
so,verificado com a 
presença dos cardu­ 
mes nos leitos dos 
rios. Paralelo ao 
trabalho de monitora 
mento,técnicos da Se 
ma vão realizar ave 
rificacão dos níveis 
hidrológicos. 
CAPACIDADE REPRODUTI 
VA 
O monitoramento - 
para identificar o 
período de desova,se 
gundo a biologa Shir 
ley Palmeira,consis­ 
te na captura de urna 
amostra de 30 a 50 - 
espécies(normalmente 
curimbatá,piavuçu,pa 
cu, dourado e pinta­ 
do) para exames bio­ 
métricos(peso e medi 
da) ,abertura da cavi 
dade abdominal e ve­ 
rificacão do desen­ 
volvimento das gôno 
das(órgios reproduto 
res dos peixes),alén 
dos acompanhamentos 
dos níveis hidromé - 
tricos. 
Apesar da reprodu 
cão ter sido afetada 
em 1992, por causa - 
da cheia intensa,não 
houve reflexos no es 
toque,porque os pe­ 
rioda; típicos da pi­ 
racema se encarregam 
de promover o equili 
brio ictiológico. "A 
importância do moni­ 
toramento está na 
identificacio dases 
pêcies, verificacão 
dos niveis hidromé- 
tricos e a possi­ 
bilidade de determi­ 
nar o período de de 
feso e assegurar a 
subida dos peixes e 
sua reprodução", ob­ 
serva a bióloga Shir 
ley Palmeira,que vai 
conduzir os traba­ 
lhos de campo nas 
sub-bacias dos ri­ 
os Miranda, Taquari 
e Aquidauana. 
Nesta primeira - 
etapa o monitora - 
mento vai até sex 
ta-feira, 27. 
SECOM 
Preserve a Natureza 
r 	rt 
t 
!. 
I' u 
$ 
vil 
1

,Jr)f•'/1T, 'tl<lBUIII D/ l l<()f/'l/:T H/1 - !.JflHffJ HW;JO:l/, 
Edital de Proclamas 
,:'lNILDE: HO'.Jl DOS !31ll'l'OS, Oficiula do Rr r;iatro C.iviJ d,, ll,· 
1~ ViaLa-MS, fnz uaber a todos quantos o prncnntc Edital de 
Proclamas virem, que apr nontaram os documentar; exigitio!i polo 
artigo IDO Codlgo Civil Brasileiro, inciaos I-II-lII e IV e 
prntnndcm ne canar: 
* NILO CRISTALDO ·º APAltECIDA DlVALO, ambos brasil iros, sol 
tciros, dorniciliadoo e roaidcntes nesta cidade; ele, lavrador, 
filho <ln Pedro Nolasco Cristaldo e lfonsa Avalo, ela, lides do 
lnr, filha de lurélio Davalo e Pctrona Arguelh? Duvalo. 
* CARI.OS ALBERTO GONÇALVES e HARILZA ELIANE DA SILVA, ambon 
braeileiroe, naturais dente Pstado, ele operador de máquinas , 
reeidente no município de Dela Vista-MS, filho de Manoel Gon 
çalvcs Sobrinho e Helena Maria Gonçalves; ela, lides do lar,ri 
sidcnte no município de Bola Vista-MS, filha de Raimundo Máxi­ 
mo da Silva e Maria Candida da Silva. 
Se alguém souber de algum impedimento, que se oponha na 
forma da lei. 
Dela Vista-MS, 25 de agosto de 1993 
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fo ao ter!monjal do entra de • . .:.a io Integral V!ver e Arender- EVA. ando !ní fo .1 
Secretária Laura lehner fez a acolhida aos pte ·ntes, chamou as autoridades para to tem 
seus lugares e de: f!lo ri orla «on o Hino 'acional, inl!alo peis tenente Orta t 
presentante do Comandante do Ir kC M, Fo! ananclada a palavra da Coordenadora Peta, g!ca 
Maria Celta Alves de AI «Ida González, brasileira, asada, for eda em Fsfole» ia e Teoloia 
pela Universidade Santa Crsola do h!o de Jarelro. Destaco a inportancia da eturas Lnfan 
tIl, face às enas drumit!as que st os assistindo com a vfolenla no c po e na date, 
Continuou: "A nossa proposta é conservar o perfil ortxia! da crlany.a preporefenand! 
lhe oportunidades de conhecer-te e acef ar-e, aprender a postar de si proprio, valorizar - 
seu Jeito natural de ser e adquirir respeito por rua própria pesoa", Explanou bem os objetI 
vor.: dn rscol.1. A seulr as palavras do Uln:._or At''íin1strat1vo !}cr:01c1tJlno Gonz.llti llurt'ro , 
par aualo, casado, formado em Filosofia e Te0lo!a pela niversfdade Católtea do Paraná. Si 
tuou o homem no mundo atual, eu papel e tuas lInítaóes, Com a palavra a Madrinha da CE.IVA 
Professora Izabel ogueira Barbosa, casada, professora na rede Estadual há mais de vinte ri 
nos, Fornada em letras e Pedagola com especialização e Supervisão Escolar pela 'n!versfda­ 
d.' 1-·t der.d do P.S. lolcfou com palavras de arad cirr-cnto p-elo convite, ressaltou o papel da 
DIretora Pedagógica na educação e dIsse que "atualmente a Pré-Escola não substftuf a fa[1a, 
mas tudo que.• fizer Juntamente com esta, terá efeito altamente construtivo", Ressaltou o pa 
pel da Educação Pré-Prlmarla, Fol dada a palavra ao Senhor Maclr Paredes que tatém ressal- 
t ou a f -portancli1 e ncct"8:tid1de d<J rduc,tç..io prí•-escolar. Diferenciou e cníotizou instnu;,:10 e: 
(•duc.nçjo. Pnralwnlzou o cns.,t t!.ari11 C.•Jlta e• Bernardino pelo Interesse ded[cação e cor agr. 
Coo a palJvr,l o Prcf1.dto 
1
1unlcip..1l Abra,io An:0,1 Z,,car!as falou da coragem em trazer tão ln· 
portantl' brneífcio ao povo de Bela Vista t• se colocou à disposlçáo no que estiver o seu al 
cancc. A Proft•s:;orn Ja:it.! ~h,.lo Lour<•lro de Alr:elda par.abcnizou a. crlnç.ao da Escola C' deu 
ênfase ao carinho dado ao f{lhos dos outros. A Professora Clei~e Rocha chefe do Núcleo de. 
ela VIsta também se colocou a sua dlspostçii.o, como ta::.tién su& equipe. A Professora e DirPlO 
rn da Escolu Estadu,,l Pré-E$c.:01,,r 19 e 29 Graus Francisca PeLxoto Lima também se colocou R 
dlspostção e d~sejou sucl:'$Vo. Ressaltou ,'ls palavras. d~ M.1ria Celit,1 qunndo se referiu a aten 
ão aos necessitados, Nada mais havendo ., tratar foi cnccrradc1 a cer{r.ônia com o Pai Nosso -; 
Eu, Ano M,ula Loureiro Oc,1rlz lavrrl a prcsentl" ata. 
Ano Narla Loureiro Ocarlz; Prcfl•lto Municipal Abraão Armoa Zacarias; Representante do Coman­ 
dante lOQ RC M<'c 2Q Tcn Ortega;. Presld~ntc d,1 Junta Hunlclp<1l do Paraguai Ro~allno Conzalcz 
Romero; Representante do VIgãrlo Syde Raros Brites; Chefe do Núcleo Cleide Maria Roch,1 Rodrf 
Jiuez; Diretor Ado1nistr,ltlvo Bernardino Gonzalez Romero; Diretora Pedagógica Maria Celita AT 
ves de Alttclda Gonzalez; Madrinha: Izabel Nogueira Barbosa; Francisca Pelxoto de Lima; To.ili 
Franco Lozano; Jurer.iil Lout.iet Viana; J,1ne dt! ~1. Loureiro de Alr:-elda; Er.iÍdia Lopes Penha; So­ 
nete Lino Silva; Lulzu Benedita. dos S.mtos Oviedo; Lueia Franco; F1or1ana Franco Lozano ; 
Delfina Rodrigues; Hngnll B,,tista de Souza Gll; Houcir Paredes Cll; Dalila A. de Gonzalez ; 
Ana Marta Batista Souza; Pedro P .. 1ulo Ccnturión; Hertberto Gonzalez Ror.!cro; Julia Rosane Pos«­ 
sotn, Ltberacy Lino B,1tllla.ni; F<.>lip.1 de Conzalcz; Dr. José Ribart.ar Cruz e Silvar !..oura ~ 
arte Lcchner. 
Oi! Meu nome é Ana Carolina Pagot. Tenho 5 anos de idade e toe/os 
me conhecem por Aninha. 
Estou lhe escrevendo para ~ir aiuda. Precis.o viver. 
Tenho uma doença danada que se chama Leucemip. E urp câncer que 
·atinge o sistema sanguíneo e só é çuracfa através do implante de uma 
nova medula ossea. 
ln_feli~eQfe,, 1::5sa operação é muito cara (80 mif dólç,res} e meus pais 
nao têm dinheiro para p_agar. O pouco que voce puder t;Oflfnbutr sera 
muito paro mim. E o meu passaporte para a vida. 
Afinal, se somos todos filhos de Deus, qlgum parentesco devemos ter. E 
então? Me ajuda a viver! 
Aninha 
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e Segurança

JORNAL, 'TRIHUNA DA FRONTEIRA - DIÁRIO RE'+i9!L 
BONITO 
FILHOS RESGITIRIM OS PIIS 
QUE ME IGAYAM EM BONITO 
Que "um pai trata 
do dez filhos e dez 
filhos não tratam 
do um pai" é um dita 
do mais antigo que 
"andar para a fren­ 
te!" Porém, em Boni­ 
to ocorreram dois fa 
tos que não são iné­ 
ditos, mas também 
não são nada comuns. 
Dois homens, alcoóla 
tras inveterados,que 
viviam na mais com­ 
pleta promiscuidade, 
sendo que um deles - 
tinha "a calçada co 
mo travesseiro e o 
sereno como cober­ 
tor",foram resgatados 
pelos filhos que não 
• os viam há muitos 
anos e os encontros 
foram simplesmente - 
dramáticos. 
"PAULISTA" MECANÔGRA 
FO 
- Há algum tempo 
chegou a esta cida 
de, procedente de Pa 
raguassú Paulista",o 
mecanógrafo Joé An­ 
tonio Spinooa,quc ga 
nhava a vida conscr­ 
tando máquinas de e 
crever. Todavia, era 
um alcoólatra incor­ 
rígivel, o dinheiri­ 
nho que ganhava mal 
dava para as pingas 
e vivia na condição­ 
de miséria quase to 
tal. Dormia no chão 
ou em uma tarimba im 
provisada forrada com 
papelão, panos ve­ 
lhos e "queimava pa­ 
nelas" no terreiro. 
Não importunava - 
ninguém,mas passava a 
maior parte do tempo 
embriagado e por is­ 
so,apesar de ser um 
bom profissional,não 
despertava a mínima 
confiança dos even 
tuais clientes. 
ENCONTRO COM OS FI­ 
LHOS 
Certo dia(há vári 
os meses), quando ma 
is uma vez estava em 
briagado em um bote­ 
quim,chegaram dois 
rapazes muito bem a 
piessoados e pergunta 
ram ao botiqueiro: O 
Sr. conhece José An­ 
Lonio Spinosa,um con 
sertador de máquinas 
de escrever? 
O bêbado que esta 
va sentado em um can 
to arregalou OS - 
olhos e disse-lhes : 
Eu sou o Spinosa fa­ 
lado! Qual é o pro 
blema? 
Os mesmos se iden 
tificaram como sendo 
os filhos e há muito 
tempo estavam a sua 
procura. O pai não - 
os reconheceu pronta 
mente, porque quando 
os deixou eram crian 
ças. 
O encontro propor 
cionou aquela ale= 
gria e momento de 
emoção. José Spinosa 
A atitude de alguns - 
vereadores, presenciada 
na ultima sessao Legisla 
tiva é lamentável, prin: 
cipalmente quando anali­ 
sada pelo ponto de vista 
da conduta parlamentar. 
Chega a ser difícil, 
estimular a frequência - 
de populares nas sessões 
do Legislativo, quando 
vez Ou outra o recinto é 
pego de Surpresa, com 
agressoes entre os pró­ 
prios vereadores, inclo­ 
sive agressões pes 
soais. Nama atitude que 
não condiz com a finali­ 
dade do Poder, represen­ 
tante da população. 
Aliás a Câmara de Be 
la Vista, sempre foi pa! 
co de desacatos, agres­ 
sões, até de tiros.Atos 
que além de não serem ci 
vilizados, ostram a in 
capacidade de debates po 
lêmicos entre vereadores, 
chegando até as vias de 
rivalidades intransigen­ 
tes e pessoais. 
É inadm{ssivel 
foi levado a uma lo 
ja,comprou roupas e 
calçados,fez a bar 
ba,tomou um bom ba 
nho,trocou de roupas 
e se mandou com os 
filhos para são Pau­ 
lo. 
"PERNAMBUCO" E OCA­ 
CHORRINHO 
Semana passada 
ocorreu outro fato - 
semelhante. 
Um esmoler, que 
nem profissão tinha; 
conhecido apenas por 
"Pernambuco",perambu 
lava pelas ruas,nor­ 
malmente acompanhado 
por um cachorrinho 
Dormia ao relento e 
quando vomitava devi 
do os porres que to 
mava,o animal lam­ 
bia-lhe a boca. Era 
um verdadeiro "João 
Ninguém". 
O que é a 
za humana ... 
sem dinheiro 
nature­ 
Mesmo 
o indi- 
viduo consegue? em­ 
briagar-se facilmen­ 
te,pois não falta al 
guém para pagar-lhe 
um copo ou mesmo uma 
garrafa de cachaça. 
O difícil é encon­ 
trar uma alma carido 
sa que lhe ofereça - 
um prato de comida. 
FRACASSOU NA VIDA 
Voltamos ao caso 
do "Pernambuco". 
Para surpresa de 
todos,eis que semana 
passada seus filhos 
apareceram e o encon 
tro também provocou 
profunda emoção, com 
sorriso e lágrimas. 
Levado para o hótel, 
tomou banho, fez a 
barba,vestiu roupas 
novas, foram comemo­ 
rar em um restauran­ 
te e "Pernambuco" co 
meu e bebeu tudo o 
que tinha direito , 
pois o seu consolo 
era ouvir o "ronco - 
tripas" e beber­ 
iigua ... 
No diálago que ti 
veram,o "ex-mendigo" 
afirmou que sabia do 
paradeiro dos filhos 
e somente não os pro 
curou porque tinha= 
fracassado na vida, 
Com um sorriso 
nos lábios,foi leva 
do para um verdadei­ 
rolar e quem deve 
ter sentido sua fal 
ta é o seu insepará­ 
vel cachorrinho ago­ 
ra "ficou sem dono". 
Os dois casos ser 
vem como exemplo pa­ 
ra outros filhos, cu 
jos pais vivem na 
mesma promiscuidade 
que viveram o "pau­ 
lista" e o "Pernambg 
cano. 
FIRMINO OE BARROS 
Vereador Marco Rondon Pede Calma na Câmara 
tul 
rat 
zç, 
ZI 
a 
?, 
j 
e! 
atitudes como a de quar­ 
ta-feira vem se repetin­ 
do ultimamente. Há 
que 
que 
se mediar as discussões, 
sem deixar cair no "bate 
boca". 
Hã que se contornar - 
situações, sem tornar la 
do Ou "dores" de nin - 
guêm. 
Hã que se esclarecer 
dúvidas, sem ser porta - 
,' 
' 1 
voz de ninguém; tais con 
ceitos devem serem se= 
guidos pela Mesa, onde 
a neutralidade, a impar­ 
cialidade e a igualdade 
tem que prevalecerem co 
mo regras no trabalho Le 
gislativo. Sendo a Mesa 
responsável pelo direcio 
/ 
l 
Vereador Marco Rondon 
.namento da sessão. 
A população está re - 
voltada e muitas pessoas 
afirmam terem se afasta­ 
do da política por nao 
aceitarem atitudes como 
esta. E sentem-se feli­ 
zes por não estarem no 
local na oportunidade. 
f triste, que ainda , que fazem do Plenário on funções públicas,peço or 
aconteça tais fatos, pon tanque de lavadeiras. dem e seriedade no Legis 
do em declínio a morali- Para que possamos ter um lativo Belavistense e qe 
dade política, urna vez bom desempenho em nossas Deus nos proteja. 
(Escreve Vereador Marco Rondon) 
LDA Comemora 51 anos ftvaliando 
a sua Atuação no MS 
A história da Legião Brasileira de Entendendo ser necessário delimi _ 
Assistência está intimamente ligada à t~r muito claramente as áreas de atua 
participação do Brasil na Segunda - çao da FLBA tem-se atualmente como­ 
Guerra Mundial. Da necessidade argen- programas básicos de atação a 
te de mobilizar o trabalho Civil em çao a crianças menores de seis an~:e: 
apoio ao esforço de guerra, através - em creches, a portador de deficiência 
da Primeira dama do Pais, Sra Darcy e ao idoso. 
Sarmanho Vargas a 28 de agosto de Somente no mês de agosto de 
1993 
a 
1942 foram criadas representações da Superintendência de Mato Grosso do 
LBA em todos os Estados brasileiros. Sul contratou metas para as ações con 
Em Mato Grosso do Sul, a criação - ti d d 
nua as, emandando recursos orcamen= 
do Estado em outubro de 1977 incenti- tarios que atingem 16 milhões de CRS 
vou a Fundação Legião Brasileira de 
Assistência a oferecer ao novo Estado para atender es
t
es programas, seja re 
passando diretamente os recorsos para 
o mesmo tratamento dispensado as de E id d 
mais unidades da Federação. Assim em as nt a es nao governamentais, seja 
repassando os recursos para o retado 
31 de agosto de 1978, através da Resa e Municípios para que estes 
lução 22/78 da·FLBA foi criada a Dire= a i 	executem 
pol tica de assistência a 
toria Estadual de Mato Grosso do Sul, mentos. 	es
t
es se 
juntamente com a instalação do Gover- 
_Para comemorar os 5l anos da cria- 
no do Estado, em janeiro de 1979. d 
- 	çao a FLBA a Direção Nacional reco 
Da sua criacao, até o momento a d 
FLBA sofreu grandes transformações men ou que cada Superintendência exe= 
t 1d i :id b; ;t 	- cotasse apenas uma missa qie em Campo 
endo nvest: 1o ascamente na melho- Grande será realizada no j, 
ria da qualidade de vida da população 	27 de 
menos favorecida seja através de be+ o
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o, as 
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:30 he na Igreja são José 
fícios diretos às Instituições - pelo Arcebispo Dom Vctrlo Pavanel 
· 	ou lo da Arquidiocese de - 
através do repasse de recursos para de. 	Campo Gra~ 
que os próprios Municípios·executem - 
sua política de Assistência Social. 
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