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CIARIO REGIONAL 
..... ----- 
ELA VISTA/M ANO 21 NO I.40 - 29 DE SETEMBRO DE 1993 - A+ FEIRA - DIRETOR: IVALDO 
e 	eee	« 	t e 
CR$ 40,00 
DTD PÚBllCO CONFIRMA JIPOIO DE 
17 MUNICÍPIOS à WILSON BDRBOSI MIRTINS 
Liderancae Politicnn de 17 
rnunicipioe da rogi5o da Grande 
Dourados, foram mobilizadas pa 
ra o ato público de apoio à can 
didatura a governador do sena 
dor Wilson Martins (PMDD), dia 
24, em Fátima do Sul. 
Prefeitos, vereadores, de­ 
putados estaduais, ex-prefeitos 
e dirigentes de vários partidos 
estiveram participando da rcu 
j 
nião, marcada no auditório da 
Fifasul. 
Esses encontros, segundo o 
Senador Wilson Martins, "ser 
vem para mostrar que estamos 
buscando apoio de toda a socie­ 
dade, e defendendo um entendi- 
mento sadio, que não se dê lon 
ge dos olhos do povo". 
Para ele, a realização des 
sas reuniões que já aconteceram 
também cm cidades como Dourados 
Tres Lagoas e Aquidauana, ê a 
forma mais direta de responder­ 
com o apoio da população " aos 
conchavos e às manobras que vi 
sam frustar a população, impon­ 
do uma candidatura impopular e 
comprometida com métodos que to 
dos estão a condenar". 
Para o Deputado André Puc­ 
cinelli, coordenador do encon 
Deputado André Puccinelli, co­ 
ordenador do Encontro 
tro, o engajamento de todas es 
sas forcas políticas na campa 
nha de Wilson Martins, é demons 
tração clara de que o nome do 
Abraão: Bela Vista 
Deslanchar 
• 
val 
O Prefeito A­ 
braão Zacarias, dis 
se,ontem, que até a 
gora não conseguiu= 
assinar nenhum convê 
nio, nem com o Gover 
no do Estado, 
com o Governo 
ral, "estamos 
nistrando Bela 
com recursos 
Prios". 
Todos os convê­ 
nios, existentes na 
Administração ante 
tior, foram suspen 
sos, uns por falta 
de prestação de con 
tas, outros, por ir= 
regularidades, "esta 
mos normalizando to 
das estas questões" 
disse o prefeito. ' 
nem 
Fede 
admi 
vista 
Senador jã extrapola os limites 
partidários, "transformando - se 
numa exig6ncin de toda a socie­ 
dade". 
Ele garante que não encon­ 
trou dificuldades na mobiliza 
cão. "Diante do quadro colocado 
todos os que tenham compromis 
sos com o desenvolvimento do Es 
tado e não estejam a serviço de 
interesses excusas, ficam ao 
nosso lado", assegura. 
A mesma opinião tem o ex 
prefeito de Dourados, Bráz Mel= 
lo. 
"A Grande Dourados vive o 
mesmo sentimento do resto do 
Estado. O Senador Wilson Mar 
tins é o candidato indicado pe­ 
la voz das ruas e as lideranças 
populares estão naturalmente ao 
lado dele", avalia. 
Bráz considera ainda um 
fator aglutinador importante o 
fato da candidatura de Wilson 
Martins estar enfretando hoje 
resistências em alguns segmen 
os. "Na medida em que a popula 
ção e as lideranças prcebem a/ 
as reações de setores poderosos 
e influentes tentam ameaçar es 
se objetivo, cresce a mobiliza­ 
cão e o esforco cm Lorno dele". 
O próprio Senador Wilson 
Martins já avaliou essa situa - 
cão, lamentando que o Governa 
dor Pedro Pedrossian esteja pro 
curando implodir o PMDB ao p 
trocinar, dentro do partido,umii" 
candidatura que não tem respal­ 
do popular e que representa um 
entendimento entre forcas ad 
versárias do Partido. 
Transformar sua candidatu­ 
ra num movimento de resistência 
a essa manobra é, para ele, "a 
tê uma coisa natural, pois o 
povo não é bobo, ninguém quer 
mais se deixar enganar por fal­ 
sas propostas". 
Participaram do encontro, 
várias delegações do Es- 
tado. 
outro fato preo 
Cupante, é a baixa 
arrecadação do muni- 
' '9 Clpio, com perdas 
consideráveis, todos 
os meses, o que im 
Possibilita um plane 
Jamento mais apura 
do, Não houve a prcÕ 
upacão com o setor 
tributário, não se 
Pensou no futuro. 
Esta semana o 
Prefeito viajará pa 
ra Brasília; buscara 
recursos para viabi­ 
lizar projetos a cur 
/ 
. :- 
Prefeito Abraão Zacarias 
to e médio prazo. E 
procurará, também 
reativar alguns con 
vênios. 
Apesar de tan 
tos percalços, a 
Administração Munici 
pal está caminhan 
do. 	- 
Segundo o Pre 
Magnifica Feijoada 
Sábado dia 02/10 - No Clube Esportivo 
lavistense - ll horas 
PROMOÇÃO: CLUME RECREATIVO FLAMENCO - COM CSICA AO VI 
vO!! " ADQUIRA O SEU CONVITR " - 
Be 
Wilson artis: 'tClra 
se nata pela cabera' 
* Senador volta a defender as Prévias 
para escolher o candidato do PMDB ao Gover 
no . 
A realização de 
prévias para esco­ 
lher o representante 
do PMDB nas próximas 
eleições para o Go 
verno do Estado vol 
tou a ser defendida= 
pelo Senador Wilson 
Barbosa Martins em 
entrevista coletiva­ 
concedida à imprensa 
da Capital no último 
final de semana. Wil 
son denunciou pres 
sões aos prefeitos 
do PMDB que assina 
ram manifesto decla­ 
rando apoio ao candi 
dato João Leite Schi ~ 
midt, deixou a ente f 
der que existe um i t 
cordo entre ele e o l 
Deputado Federal Flá ; 
vio Derzi e bateu du { 
ro no Governador p f, 
dro Pedrossian; " 
- 
Página/ 04 Wilson B. Martins 
4 7· Leilão Caracorte 
DIA 13/10/93 - LOCAL - TATERSAL DO SINDICATO RURAL DE CARACOL 
HORAS- 20:00 - REALIZAÇÃO SINDICATO RURAL DE CARACOL E 
PORTEIRA LEILÕES RURAIS 
CARACOL-MS 
,* VÃ E FAÇA BONS NEGOCIOS! 
* CARACOL ESPERA POR VOCE! 
.' 
feito, Bela Vista 
vai deslanchar, a 
promessa do término­ 
das obras para Jar 
dim, feita pelo Gover 
nador, está sendo cum 
prida; no próximo ã 
no teremos condições 
de iniciar as obras 
que a população tan 
to reivindica, entre ' 
estas a estação Rodo 
viária e o mercado 
Municipal, evidente­ 
mente num sistema 
de parceria com a i Dr. Carlos Alberto O 
niciativa Privada" cariz (Cachito) 
Rotary Atuante 
em Bela Vista 
Na última sema­ 
na vários rotarianos 
estiveram no vizinho 
Município de Bella 
Vista (Paraguai) , 
mais orecisamente na 
Colônia Susia, pres­ 
tando atendimento mé 
dico-odontológico. 
Foi um mutirão 
de saúde, tendo a 
frente o Presidente­ 
do Rotary Club, Ge 
rardo Boccia, cirur­ 
gião dentista e os 
médicos Carlos Alber 
to 0cariz, Renato de 
Souza Rosa e Jaqueli 
ne Cavalheiro, tam= 
bém a Assessora do 
Presidente, Soraia. 
VEJA NA PAGINA/ 
02. 
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DOENTES MENTAIS EM 
BELA VISTA. PÃG/02 
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t preciso esclare 
cer à população dÕ 
Sudoeste, a respeito 
da criação de um AL­ 
BERGUE para tratamen 
to de doentes menta= 
is em Bela Vista. 
Há vários doentes 
que perambulam pelas 
ruas da cidade, al­ 
guns já provocaram 
incidentes, destrui­ 
cão de vidraças, ata 
ques a crianças, uma 
doente mental foi ba 
leada por um Polici 
al Militar depois 
que atacou sua espg 
sa e filha. 
Outro doente ata­ 
cou também duas meni 
nas, filhas também 
de um Policial. Não 
são muitos, uns seis 
ou sete. 
A Promotora Públi 
ca da Comarca, Dra. 
Vera Aparecida reu 
niu-se com os· inte 
grantes do ROTAR , 
LIONS e MAÇONARIA, fa 
r. Carlos A. Ocariz 
clonais do Rotary,cu 
jo Presidente da Av: 
em Bela Vista 
tivera no iz r o 
Município d 
Vis a(Paraqui),n is 
precisamen e na Colo 
nia Susia, prestando 
atendimento dico­ 
odontolóc;ico. 
Foi um mutirão de 
aüde, tendo a fren­ 
tc o Pr0:.iidon ,, do 
ROTARY CLUB, Grrartlo 
Boccia, Cirurgião 
dentista e os medi 
cos Carlos Aber o 
Ocariz, Renato de 
Souza Ro:a e Jauucli 
nc Cavalheiro, tam­ 
bém a As:.cssoru do 
Presidente, Soraia. 
A iniciativn foi 
doe Serviços Interna 
ultas :dicas, exa­ 
, ot.rações, tra­ 
+amento preventivo , 
v.cinações, enfim,vm 
d,a d. trabalho e do 
mia dedicação ao 
próximo. 
Há do se lembrar 
cue cada POTARY CLUJ 
scol:e o s'u ca i 
nho para servir,esti 
pula metas e objr i­ 
vos,o Rotary Club de 
Dela Vista traçou ob 
tivos a curto e e 
dio prazo. Todos es 
tão sendo cumpridos. 
~este rnés de outu 
bro,alén do pulcstrã 
,» o dic e 
p :- '. i t. ' d,> C' 
Carlo 1brto 
riz realizr 
e: Porto Murtinho, 
tá rarcada t! 
uma Distrital 
l. ' 1s a c0t as 
enças do ro ariaí 
de Ponta Perã, Por" 
ar inho e conceiça, 
Outro problema - 
que o ROTARY quer 
judar solucionar 
dos doen es mentais 
quo temos m nos a 
cidade,espera-e ape 
nas que o GOVERNO Dã 
ESTADO ou alqum Depu 
tado INTERESSADO 4 
ajudar, dc um sina! 
de vida. tFp] 
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em Bela Vista 
lando a respeito do 
problema e solicitan 
do a colaboracão dcs 
sas entidades. MantI 
veram uma reunião 
com o Prefeito 
Abraão Zacarias, pa 
rase resolver o pro 
blema definitivamen­ 
te. 
O assunto surgiu 
inicialmente no ROTA 
RY, onde cinco médi= 
cos são sócios, tam 
bém o Presidente do 
Lyons, Ribamar Cruz 
e Silva é médico. Po 
is bem, eles sabem 
das rcsponsabilida - 
des e obrigações de 
manter este Alber­ 
gue, só que já ESTA 
HAVENDO distorções ' 
cm várias cidades da 
Região comentou-se a 
respeito de uma CLINI 
CA (Sic!) para doen­ 
tes mentais que será 
aberta em B-ela Vis­ 
ta. 
Não é nada disso, 
longe está de a comu 
nidadc bclavistcnse­ 
ter condições de a 
brir, instalar e man 
ter uma CL1NICA,scrã 
apenas um ALBERGUE , 
um local para isolar 
os doentes, quando cm 
crises.E, além do ma 
is, essa iniciativa­ 
está em ESTUDOS,pois 
se o próprio HOSPI - 
TAL S.VICENTE DE PAU 
LA depende da ajuda­ 
particular. de prorno 
cões,da dedicação e 
esforço de sua dire 
toria,corno pensar em 
MANTER uma Clínica 
para doentes mentais? 
Fica o alerta aos 
nossos vizinhos, es­ 
tamos buscando meios 
de atender "Os nos­ 
sos doentes mentais~ 
e nao abrir as por­ 
tas para acolher do 
entes que perambulam 
pela demais cidades 
da Região. Gostaría­ 
mos, se pudéssemos , 
de a tendê- los, mas 
AINDA não temos con­ 
diçoes de atender - r 
nem os "nossos". 
Em tempo: Nem a 
Prefeitura Municipal ' 
está cm condições de 
arcar com o pesado 
õnus. Bem que o 
GOVERNO DO ESTADO , 
que tanto fala em 
"entendimento", pod~ 
ria se entender 
com o setor de sa_Q 
de e melhorar as 
condições dos hos­ 
pitais, Postos de 
Saúde, salários dos 
médicos, mais remi 
díos, etc,etc. 
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Diretor-Redator-Chefe: Ivaldo Pereira 
Diretora Administrativa: Maria Estela Ve 
lasquez Pereira 
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Gráfico - Avenida Tribuna da Fronteira - 
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• QUE O POVO SEJA BEM INFORMADO "

rr 
VICI DE PIPEL YIRI MOEDI FORTE 
NI CUMPRI DE FIZENDI 
vacas num prazo de eis anos. 
SÓ que ao final de cada ano, 
o comprador se compromete a for 
necer 25 da quantidade de be - 
zorros que naturalmente as mil 
vacas paririam nesse período. 
Vale lembrar que o índice de 
prenhez é de cerca do 801 no Ma 
to Grosso do Sul, a cnda ano.Es 
sa sistemática do fornecimento­ 
de 25% dos bezerros passa a va­ 
ler por todos os anos seguintes 
e ao final do contrato,ou seja, 
quando completar os seis anos 
o comprador além de fornecer 
parte dos bezerros, deve efe 
tuar também o pagamento das mil 
 
Uma nova moeda está revolu - 
cionando a venda d fazendas no 
Mato Grosso do Sul. Trata-se da 
•vaca de Papel", um contrato 
finuado entre comprador e vende 
dor, para pagamento a longo pra 
zo, em cabeças de gado. Segundo 
cxplicDçÕeo do Preaidcnte do 
sindica to dos Emprcsos !mobiliá 
rias e Condominios do Estado - 
SECOVI/MS, Carlos Roberto FL 
quelredo Gonçalves, o "Charles: 
o mercado imobiliário rural es­ 
ti bem aquecido não só devido - 
às variadas formas de pagamento 
de uma propriedade (sacas doso 
ja, arroba do boi, vaca de pa - 
pcl, dólar ... ) mas também devi­ 
do ao grande interesso de Empre 
sários paulistas, mineiros, gaú 
chos e paranaenses, principal 
mente, em adquirir terras no Es 
tado onde a agricultura e a pe­ 
cuária são promissoras. 
Muitos negócios são feitos - 
com prazos de dois a seis anos 
é a longo prazo que entra o sis 
tema "Vaca de Papel", que con 
siste no seguinte: o comprador 
de uma fazenda paga, normalmen­ 
te, por exemplo, 358 do valor - 
da propriedade (à vista) e o 
restante, parcelado em dólar ou 
cm gado (vaca de Papel). Esse - 
contrato podo prever, por exem­ 
plo, o pagamento de 1.000 (mil) 
CHILE E IRGENTINI: IS PR 
vacas. 
"Esse é um bom negócio tanto 
para o comprador como para o 
vendedor. Ambos ganham, sem dú­ 
vida alguma" comenta Charles 
que tem registrado, através do 
Secovi, muitos negócios com Fa­ 
zenda, tanto na Capital como no 
interior do Estado. "A Vaca de 
papel virou moeda forte no nos­ 
so mercado", acrescentou o Pre­ 
sidente do Secovi/MS. 
A opinião de Charles ê endos 
sada pelo corretor de imóveis 
especializado na área de Fazen­ 
das, Antonio Luiz Leal. Ele lem 
bra que a "Vaca de Papel" tem= 
segurança total numa transação 
imobiliária, pois esse contrato 
Marcos Rolim 
As experiências de privatização desen - 
volvidas na Argentina e no Chile merecem - 
um exame atento de todos aqueles que estão 
em busca do uma saída para a crise brasi - 
leira. Particularmente aqueles que se opõem 
ao receituário-liberal no Brasil - e com 
destaque nós do PT - devemos prestar aten­ 
cão nos desdobramentos econômicos, sociais 
e políticos naqueles dois países. 
Como integrante da comitiva de Deputados 
que procuraram se inteirar das experiên - 
cias de privatização no setor de telefonia, 
acredito que seja necessário, antes de tu­ 
do, situar as condições históricas concre­ 
tas que antecederam as políticas liberais 
naqueles casos. Para isto.,.;/ bastaria assina 
lar que tanto na Argentina, quanto no Chi= 
le, as privatizações foram o resultado de 
situações limite. No Chile, o processo te­ 
ve início durante a ditadura Pinochet e 
foi, literalmente, imposto a uma sociedade 
Ja traumatizada pela violência repressiva; 
na Argentina, a situação econômica havia - 
Chegado ao "fundo do poço" com uma infla - 
ao mensal de 2308. 	, 
Em ambos os casos, os serviços públicos 
havia chegado a um nível tal de degrada 
€ao - O que implicava não apenas ineficiên 
eia e atraso tecnológico, mas tambêm cor= 
na realidade, uma hipot ca d 
primeiro grau eran .e a Lei. I 
so qaran e portan o , 	a o vnde ·- 
dor, mesmo num. tra sação a lon 
go prazo, segurança no negócio, 
diz An onio Lal. 
MERCADO 
Outro fator que tem contri - 
luído para aumentar a procura 
1,or torras no Mato Grosso do 
f.ul, segundo o Presidente do Sg 
covi, diz respeito às elevadas 
taxas de juros bancários. Ape - 
ar do bom faturamento nesse se 
ter, o Empresariado tem-se nos= 
t.rado um tanto preocupado. Essa 
insegurança tom justificativa: 
om outros tempos, quando o mer­ 
cado financeiro estava dessa ma 
neira, as frustrações foram - 
qrandes dos investidores. Por 
isso eles estão procurando Ou - 
tras fontes mais seguras para 
suas aplicações. O mercado de 
imóveis é um dos mais seguros e 
o que tem apresentado rendimen­ 
to ao longo de todo esses anos. 
"A insegurança do mercado fl_ 
nanceiro tem feito com que mui­ 
tos investidores procurem por - 
terras no Mato Grosso do Sul 
rupção - que as políticas de privatização 
adquiriram um sentido quase que "natural". 
Tudo ocorreu como se as privatizações não 
correspondessem a uma opção política, mas 
fossem, na verdade, a única coisa a ser 
feita. 
Cabe assinalar que a experiência de pri 
vatizar empresas de serviço público na Ar­ 
gentina implicou em um conjunto de defini­ 
ções legais específicas para cada setor pe 
los quais se estabeleceram, previamente 
metas de qualidade e quantidade a serem o­ 
brigatoriamente alcançadas pela iniciativa 
privada que opera os serviços mediante o 
regime de concessão. Estas definições cons 
titucm o que os argentinos chamam de "Mar= 
cos Reguladores". Mais do que isto, para ca 
da setor privatizado foi estabelecido um 
"Ente Regulador" - na ,•erdade, organismos 
estatais de controle técnico - a quem com­ 
pete a tarefa de fiscalizar o cumprimento 
dos marcos, aplicar sanções às empresas e, 
eventualmente, cancelar as concessões. Me­ 
dicas semelhantes estão em debate no Chile 
neste momento na tentativa do corrigir vá­ 
rios problemas decorrentes do afã privatis 
' 4nto para o cultivo d aaricul 
'ura ·no da peeuá ia, comen - 
ou Charles que nao em düvida 
t ± do um crscimento cada 
vz maior do vereado imobilii 
rio. 
Segundo informações do corre 
tor de imdvo1s Antonio Lui Le­ 
al, que trabalha uma das maio­ 
res imobiliárias do Estado, o 
hc are de terras no Mato Gros­ 
so do Sul tem valoriz do bas an 
. ..-' 
Em Maracaju, por exemplo, o 
custo do hectare está em torno 
de US$ 1.200. Em sacas de so)a, 
a região do Chapadão do Sul cu­ 
tá avaliada em 250 a 300 por 
hectare e na pecurlria, dcpendr~ 
do da região, varia de quatro a 
cinco vacas por hectare. 
Ao contrário dos grandes cen 
tros onde a agricultura o a pe­ 
cuária já estão muito explora - 
das, as fazendas no MS tom uma 
característica especial: são 
formadas por grandes ãreas com 
uma média de 20 mil a 50 mil 
hectares. 
Em são Paulo, por exemplo 
a média da maior fazenda exis - 
tonto na região, gira cm torno 
de 10 mil hcctnrrs. 
""' 
ta da ditadura que chegou a conceder "1i - 
conças" de prazo indefinido e transmissí - 
veis por herança. 
Estes e muitos outros pontos devem ser 
aprofundados para que no Brasil não se in­ 
corra no erro de transportar soluções for­ 
jadas em contextos históricos distintos e, 
fundamentalmente, para que o debate não 
continue a reproduzir uma polarização sim­ 
plificada e simplificadora definida, no mais 
das vezes, a partir de pressupostos ideoló 
gicos. Um projeto responsável e comprometi 
do com o resgate da dívida social em nosso 
País não será possível nem co~ uma estraté 
gia de "privatizações selvagens", nem com 
uma defesa principista das estatais. t per 
feitamente possível pensar na construção= 
de uma "esfera pública não estatal" que 
permita a afirmação do Estado nos setores 
fundamentais e estratégicos e regule a par 
ticipacão dos capitais privados em busca= 
de uma verdadeira competição pela eficiên­ 
cia. 
Mais do que nunca, o desafio é de ordem 
política. 
Marcos Rolim - Deputado Estadual - (RS) 
Anuncie e Valorize o Jornal de sua Cidade 
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" CONFORTO E SEGURANÇA " 
o 
se, 
11: 
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A

0#MAL TRIEJI DA FRONTE IRA 
WILSON MIRTINS:'COBRA SE Mftll PELI CABEÇA' 
Senador Volta a Delender as r révias para Escolher o Candidato do PMDB ao Governa 
---- ------------ 
A realização de pr - 
vfs para escolher o re-­ 
presentante do PMDB na 
pnÍxlm:1·1 l'ldçÕcn par,, u 
Cov,, r no do Estado vo I tOu 
a er defendida pelo e­ 
nador VIlon llarbona !lar 
tIns em entrevista cole­ 
LivR conrodldn ~ lmprcn­ 
sa na capital no GltImo 
f I n,1 l de 11cm,1na, W lli;oo 
denunciou pressões aos 
Pr•·fultorl du PMDl que an 
nlnnrnm mnnlfcuto dccla: 
rnndn npolo no cnndldnto 
.loi'10 1,dte Schimldt, dei 
xou a entender que e,ds: 
to um acordo entre ele e 
o !lcputado Federal Fln - 
vJo ncrzi e bateu duro - 
no Governador Pedro Pe 
droAsian, qu~, segundo e 
lc vêm tentando desestr: 
torar o PM!lll, perguntadÕ 
porque ataca o Governa - 
dor, o Senador afirmou - 
que "cobra se mata pela 
cabeça", 
PRÉVIAS ESTAO 
PREVISTAS NOS 
ESTATUTOS 
Senador Wllnoo Martins 
ZOu Wllooo. 
Com relação às cr!ti- Na entrevista coleti- 
cas que faz à Pedros - va à imprensa, Wilson 
sian, o Senador foi ela- Barbosa Martins, bastao­ 
ro, "ele vêm tentando ele 
sestruturar nosso parti~ 
do, portanto é a ele que 
tenho de combater, "co - 
bra se mata pela cabeça'.' 
Na entrevista o Sena­ 
dor, que lidera todas as 
pesquisas de opinião p~­ 
blica para as eleições - 
ao Governo do Estado, in 
sistiu na realização de 
prévias para a escolha - 
do candidato do PHDB , 
"as prévias estão previs 
tas no Estatuto do Parti 
do e o PHDB não pode con 
trariar a sua história"ã 
firmou Wilson, dizendo~ 
não acreditar que a maio 
ria dos membros do Dire~ 
tório Regional são con - 
trários à realização das 
prévias. 
Ele enfatizou que 
candidato a Governador 
será indicado pelas ba 
ses para vencer as elei­ 
ções, no seu entender 
"as prévias serviriam pa 
ra deter as manobras en­ 
gendradas pelo Governa - 
dor Pedro Pedrossiao vi­ 
sando impedir a sua can­ 
didatura e impor um nome 
impopular que representa 
apenas os seus interes - 
ses", destacou. 
O Senador descartou - 
qualquer possibilidade - 
de entendimento com o ex 
conselheiro do Tribunal­ 
de Contas João Leite 
Schimidt em função da li 
gação dele com o Governã 
dor Pedro Pedrossian e 
seus aliados, "ele é ho­ 
je muito mais candidato 
dos nossos adversários - 
do que do PMDB" enfati - 
"MANIFESTO OB'TIDO 
POR PRESSÕES " 
adas, o Snadar r • • . t - 
to, qae a direção ac!o­ 
nal do partido e l Í aten 
l:i a todos os desdobra •• 
mentos políticos em !{ato 
Grosso do Sul, "eles sa- 
bem quem faz o jogo do 
partido e q,em está a 
ervIço dos nossos adver 
ar los, no segredo a 
Is essa conspiração q,e 
será desfeita com as pre 
vias" assinalo,, A pro - 
post,1 do Senador, e que 
cot~ aendo nnallsndn pe­ 
la cpla nacional do 
PHD!l, é a realizaçiio ele 
prévlno em todos as [stn 
dos cm que existem disp: 
tas internos no parttdo 
pnra indicaçno do candi­ 
dato a Governador. 
Colocando mais lenha 
no clima 'pré-eleitoral , 
que já vem causando con­ 
sideráveis estragos nas 
fileiras peemedebistas , 
o Senador Wilson Barbosa 
Martins afirmou clarameo 
te que "o manifesto de 
prefeitos do partido era 
apoio à João Leite Schi­ 
midt foi obtido a par - 
tir de pressões do Gover 
oador do Estado e muito~ 
é dos que assinaram, no mo 
e mento certo, tornarão p 
blico o apoio à nossa • 
candidatura", nesta lis­ 
ta, denunciou o Senador, 
estaria incluído até mes 
mo o Prefeito da capital 
Juvêocio Cesar da Fonse­ 
ca. "Juvêncio é meu com­ 
panheiro, é uma lideran­ 
ça expressiva do parti - 
do" disse Wilson, afir - 
mando acreditar que o 
Prefeito de Campo Grande 
vai decidir-se pelo apoio 
a sua candidatura assim 
que o quadro sucessório 
definir-se totlmene. 
"CONSPIRAÇÃO SERÁ 
DESFEITA. PELAS 
PRÉVIAS" 
Mostrando-se certo de 
que as eleições prévias 
para a escolha do candi­ 
dato do PMDB serão reali 
APOIO Dll 
FLÁVIO DERZI 
ntade, d . 3 r 
r qae ex! te 
parto, entre ele o r - 
patado Federal Flávio 
DerzI e que aparece em 
terceiro lo,ar as pes - 
qaias de op1nfão pbl!­ 
ca para Governador, d 
trás apenas do próprio - 
Senador e do ex-prefelto 
de Ca~po Grande, Ludlo - 
Mart!ns Coelho. "os alia 
dos dele, (de rLívio Der 
r.i), tA:u r,anifestndo e;;:. 
de vez mais opoio à ml - 
nha candidatura, isso 
vem acontecendo em vi - 
riu5 regiões do Estado 
como em Corumbá, Doura - 
doe e entre todos os 
partidos" assegurou. 
Há de se destacar, po 
rém, que para as prévia~ 
serem realizadas, quando 
então Wilson Martins te­ 
ria reais chances de der 
rotar Leite Scoimidt nã 
disputa pela candidatura 
ts ao ' 
preciso an- 
e ela e} sr •. - 
da plo Diretório Refo­ 
n..l do part!do, onde, Pf 
lo meno por enquanto, 4 
:--I alorfa dos eas ebr. s 
:- ... 1.lf,, .. ta-e pblica n 
te pendendo para o Lado 
"chfIt!ta", ma. o Se­ 
nador Wilson Martin nao 
ilcn·dlt:.. q,.e , .. 1.1 proj)"O; 
ta veja rejeitada pelá 
pala estadal do PMDI, 
no se" cntr•nd<·r ºcc:- ü 
realização das prévias o 
próprio p:irtido fic,1ria 
mals seuro, as bases sa 
tlsfeitas e, consequente 
mente, a cm"p,1nh:i eleitÕ 
ral seria muito oals fÓ: 
c IL" destacou IHlson Bar 
bosa ~;:srtios. 
ENERSUL NA MIRA 
DO SENADOR 
Na verdadeira saraiva 
da de críticas que desf; 
fcç. s do Senador, a 
presa estar!a vendo ,sa­ 
da para prover fands pa 
ra a capunh. do ex-coi­ 
,,tlhc:lr<> ln.iu L11l1~ S, i! 
n!dt, a p.,rtlr do 1M ,n: 
to em que lançou o pro - 
rama de v,•nd,1 s de a- 
0es. 
IHlHUrl 11.trtln:, ,1fir - 
moo que já oriento, se 
escritórfo para que esto 
de a possfbLlidade de 
i mped lr essa t r,rn~açi.o - 
que consldrro dnnosa dos 
cofres pblfeos "e cujo 
ohjctlvo principal é s r­ 
vir aos interesses elei­ 
torais do Governador Pe­ 
drossian, apenas e tão - 
somente isso', no se, entender. 
Pesquisa 
JESUS CRISTO NÍO 
Rf SSU$CITOU DO TERCEIRO 0111 
Fernando A.A. Correa -· Autor do: "Os Deuses da Bíblia" e "O Tesouro de xeres• 
Jesus_Cristo veio à Terra por um imen- é mostrado nos versículos abaixo: "Aprox!DOO 
50 proprosito celestial e, para tanto, o se deles o proprlo Jesus e caminhava com eleo. Os seus olhos, 
grande Espírito Iluminado teve que subme- por=, est.wau como que fechados, de i:x>do que não o rea,nhece 
ter-se as Leis naturais e a limitação fí- r.lDI (Luc,,s 24:15-16)". 	- 
sica. A Sua grandeza espiritual Lhe conce Ora os Apóstolos e os Discípulos convi 
dia poderes para transformar água em vi= veram com 
O 
Mestre três anos de sua vida, 
nho, _restaurar ossos partidos e tecidos encontrando-se quase que diariamente. Se­ 
rompidos, devolver a visão ao cego, levi Fia impossivel que somente depois de três 
tar sobre as águas_et~. Até m=smo para fa dias sem ve-lo, nao O reconhecessem mais, 
zer com que Seu proprio coraçao voltasse- O que teria acontecido a Jesus para que a­ 
a_bater, depois de ficar inerte por três Sua fisionomia mudasse a ponto de não ser 
dias. Entretanto, Ele assim não 
O 
quis! reconhecido pelos mais próximos? Aceita - 
_ O leitor,bíbl~co deverá observar que a mos que 
O 
Mestre, Espírito da mais alta 
poso terceiro dia que ocorreu a morte na Esfera Celestre, era capacitado a reali 
cruz, pela primeira vez acontece com 
O 
zar ~a~anha metar.,orfose, mas qual era o• 
Mestre um novo fenômeno que, até então proposito dessa transmutação? "Dia estas pa 
ainda nao havia sido realizado. 	lavras, ria Madalena) voltou-se para trás e via Jesus: de 
pc; m.is n.10 sabia. que era Jesus (Joa.o 20:14)". 
Na Bíblia está escrito que Pilatos ha- 
via ordenado que o sepulcro fosse selado._ explicação para este fenômeno é uma 
co d 	so: Jesus Cristo, após sua morte na cruz, 
m uma grane pedra e guardado por vá - nao re~suscitou. Agora Ele se apres~ntava 
rios de seus soldados (Mateus 27:64-QG). aos Apostoles materializado como nos mos 
Passado o saba_do, ao a~anhecer do tercei·- t • 	' - 
d 
ram os versiculos abaixo: 
ro ia, um anjo do Senhor desceu do céu 
e revolveu a pedra que guardava o sepul - 
cro. Os guardas ficaram como que nortos (?) 
(Mateus 28:1-4). Todos os que visitaram o 
sepulcro constataram que ele estava va 
z10. 
Depois disso, algo de anormal aconte 
ceu fisionomia do Mestre porque, os 
seus discipulos e aqueles que Lhe eram 
prox1mos nao o reconheceram mais,como nos 
"Enquanto falava nisto, APARECEU Jesus no DC:io deles e 
disse-lhes: A Paz sejn convoscd.
1 
Has eles t:urb.3dos e esparta 
dos, julg.,v= ver algc:e ESPlRilO (Lu=s 24:36-37)". 
Agora Jesus aparecia e sumia na frente 
das pessoas e o que elas realmente vian - 
era o Espírito de Jesus materializado ve 
ja.que Ele não entrou naquele local, Éle­ 
apareceu ... Por isso, não era reconheci.dO· 
"veio Jus, estando as port3.S fechadas PÕS-SE no ae..Lo deles 
(João 20:26)". "Abrira-se-lhes os olhos,e reconheceras "o i 
as Ele DESAPARECEU (Lucas 24: 31)". ' 
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8 o alimento mais doador de vida e saúde. Não é apenas 
um alimento. S um remédio capaz de salvar vidas. 
Tão completo é, que os macrobióticos fazem dele 60% de 
seu regime. S o arroz bruto, do qual somente foi retirada 
a dura casca de celulose. Conserva, pois a pardacenta cu­ 
tícula, onde estão todas as suas virtudes. ARROZ INTEGRAL· 
B~VIDA e SAÚDE. Deve fazer parte de 
alimentação. Use e coprove. Vida 
nova, em todos os aspectos. 
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Muitos diz Gu a to!{tica é 
e. Iao é verdade. Ma qun.do os 
particulares, d e um p e q u e n o 	g r u p o , 
pessoa, is o rpre r á políti ando 
reses maiores, de ura ccmunid de, do am sccidde, d 
í temos a expressão maior da política. 
A olitica não é foi a de 1orna si 
todos os participantes, mas por reio de 
m a s de p a r t i c i p a ç ã o e represntacao. I 	o 	o c	or r e nas 
çes, nos si.dicatos, nas Igrejas, em todos os lugares. 
Os partidor políticos surgiram como meio de const.uçao de 
possibilidades de participado donocrátics de toda a sociedade - 
na política. Ele devem expressar a diversidade de opiniões e in 
terens s sociais de uma região os País. ao a base maior da do 
cracia. Sem partidos ão há democracia. Es a só e constrói com 
partidos íort s, estáveis e que em coerencia de programa e a 
ç.'.ío. 
No Brasil, por causa principalmente da crise social econo 
mica que vivemos, a eleição de um governo ruim ou ineficiente , 
muitas vezes faz as pessoas apressarem o processo de substitui - 
ção desses governos. As vezes isso é muito importan , como no 
caso do Collor. Tínhamos que subs í tuir o presidente, porque , 
1ém de ruim, ele estava d struindo o país, com corrupção e com 
desmandos. Em outros momentos isso~ mai!l co~plicado, como ,. 
o caso da antecipação do processo eleitoral. Hoje em quase to 
dos os Estados da Federação já se começa a discutir as elcicócs­ 
do próximo ano. No Mato Grosso do Sul tar.ibém é assim. 
Mas, se não há outro jeito, dada a fraquczadc nçÕcB do ~ 
tual governo e a ânsia de alguns, vamos então enfrentar o proble 
ma com seriedade. Isso implica em começarmos a cliscutir as pro­ 
postas dos partidos, em promover o debate dentro dos partidos. 
Há pessoas que se vangloriam de serem independentes. Hã a 
queles que dizem que não devemos pensar em partidos e sim em pro 
postas de grandes acordos de união. 
Essas pessoas estão enganando o povo, da mesma forma que 
fez Collor. Pois, no fundo, estão querendo destruir os partidos­ 
e fazer uma política individual. 
Antes·de pensarmos em acordos partidários, temos que respei 
tar os partidos, temos que ter propostas próprias, que unam a mI 
litãncia e aproximem o partido do povo. 	- 
O PMDB está discutindo, internamente, o programa e os nomes 
para a próxima eleição. S um processo que já se iniciou, mas ain 
da tem muito a andar, tanto no sentido de aglutinar as propostas 
mais populares e claras de desenvolvimento do Mato Grosso do Sul 
como também no sentido de indicar quais as alianças que serão 
possíveis e desejáveis para esse pleito. 
Sou um homem do partido, respeito a decisão coletiva, a par 
ticipação popular, a democracia. Por isso é que aceito o chamado 
dos companheiros para essa nova caminhada. Mas sempre manterei - 
minha coerência, vou lutar para que o PMDB continue com seu pro­ 
grama autêntioo, popular e democrático. Não podemos admitir aven 
turas nem aventureiros. 	- 
Dentro dessa linha, peço sua colaboração, vamos 
juntos, debater as propostas, organizar as soluções, 
sempre na dignidade da política, no desenvolvimento do 
melhoria das condições de vida e trabalho de todos. 
* Senador Wilson Barbosa Martins. 
discutir 
pensando 
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PEORIS QUE ROLAM •• • 
MORTE SEM GLÓRIA CAPÍTULO XII 
Tudo estava caminhando de acordo cm o 
previsto. Ate de chegar à cidade, Ar go­ 
ns morava em São Paulo, mas tinha caa no 
Rio de Janeiro, apartamento em Cambor iú e 
uma chácara nos arredorer de Campinas. Sua 
rede de narcotráfico, cuja base era São 
Paulo, utilizava-se de pequenos aviões,pi:5 
tas clandestinas foram con. t ruída em vã - 
rios Municípios do interior. Foram muitos 
anou de atividadcn, dinheiro correndo sol­ 
to, sabia comandar e não tinha escrúpulos 
para nada. 'Todo o edifício montado começou 
a ruir no dia em que os americanos, inter­ 
feriram na Bolívia e na Colômbia, um a um 
foram caindo os chefes dos cartéis bolivia 
no o colombiano. Muitos poucos escaparam. 
Ccdo ou tarde chegariam até ele. 
O sistema já não funcionava, a distri - 
buiçio da cocaina nos morros cariocas, por 
falha humann, ji nio lhe rendia o suficicn 
to, pagava muito propina, as quadrilhas cs 
tavam cm luta. Todos os dias mortes e mais 
mortes, policia mata traficante, traficar­ 
tos matam policiais. 'A roda da morte girava.Era 
preciso desaparecer por alguns tempos. Se possível 
até mudar a estratégica. Encontrar um local apropria 
do para l!T3. nova base, desmontar todo o sistema e 
criar um novo. Mudar de estratégia. 
Não foi ficil, até encontrar o Gordo nu 
ma festa na casa de um deputado no Rio de 
Janeiro. Ficaram amigos. Se bem que ami - 
gos só sio amigos quando têm alguma utili­ 
dade. Assim pensava. 
Organizou tudo, através de Advogados 
Procuradores, foi vendendo o que tinha. Em 
dólares. O dinheiro era depositado num ban 
co de Assunção, com toda a segurança. - 
Quanto a sua equipe, apenas Pabrlo e Ro 
sa ficaram com ele. Passou o comando par 
alguns chefes do Comando Vermelho, no Rio; 
em São Paulo para a Máfia coreana e oelimi­ 
nou todos aqueles que pudessem atrapalhar . 
seus planos. 
Sua rede de informantes continuava atu­ 
ante, não o conheciam, só por telefone, mu 
dava de nome, usava de todos os artifícios, 
pagamentos através de emissários, depois - 
das informações checadas. 
Ninguém suspeitara de nada. Um homem - 
rico disposto a investir no Mato Grosso , 
cansado da cidade grande. Quer a paz do in 
terior. 	- 
Tinha o costume de anotar pensamentos , 
escrever com uma letra miúda, redonda (le­ 
tra de mulher, dizia Rosa) todos os seus - 
planos, elaborava-os durante à noite, às 
vezes acordava de madrugada, uma idéia sur 
gia, levantava e anotava no caderno doca= 
pa grossa. 
Assim foi o plano para dominar Arroio - 
do Meio. Cuidadosamente elaborado. 
Por enquanto só duas pessoas ameaçavam, 
poderiam destruir todo o esquema que esta­ 
va sendo montado. Jeruza e Jotagê. Tinha - 
certeza, ela contara a verdade apenas para 
o Padre e o radialista, para mais ninguém, 
mesmo assim nem tudo o radialista sabia.Ti 
nha certeza. O Padre estava em companhia 
dos anjos. Foram perfeitos os crimes. 
Faltava Jeruza e o rdiarista. Mas ti - 
nha homens na pista dos dois. 
Jota foi o primeiro. 
O caminhão da Transrort dora Araras pas 
sou pela estrada de Qucbracho, Jotagê apro 
voltou a carna. 
Chegou à cdde já d madrugada, apena 
o boliho do Pardo estava aberto. Agrade - 
cev ao motoris a e parou para tomar umn ca­ 
fé. Se 'ivese. Tinha. to bar, ardo aten­ 
dia a dois freguesa, um deles, para azar de 
Jolngfi, crn Pablo. Muito azar: 
- Boa noite. 
- Boa noite, Jotagê, por onde andava? 
- Estava em Jardinópolis, fui ver uns 
anúncios pnru a r5dio. 
Os dois homens apenas olharam. Não fizg 
ram comcntárion. Mas olhavam fixamente pa­ 
ra ele. 
Reconhecera Pablo. [esse Jeruza havia - 
falado. O que fazer? 
Não podia sair, se ,aisse, com certeza 
o pegariam. Ficou no br. Por mais de uma 
hora. Converoando com rardo. Até que este 
disse que tinha que fe~har. Prccioava dor­ 
mir, pois às 5 horas abriria novamente. 
Saíram juntos. Pardo e Jotagê. E os 
dois fregueses. 
O dono do bolicho n~o percebeu nada. Na 
esquina do T5nis Club, já perto do Hotel 
Vitória, um dos homens (Pablo) se despediu. 
- Vou dormir também, esta cidade de ma­ 
drugada é triste, não tem o que fazer. 
o outro comentou, rindo, para Pardo: 
- Vou dar uma olhada no tal de Baixa 
dão. Vamos companheiro? 
- Não, vou dormir. Pespondeu Jotagê. 
Cada um para um lado. Quando se viu so­ 
zinho, Jotagê iniciou uma desabalada car - 
reira. Correu mesmo. Para casa. Não chegou. 
Ao atravessar a rua, deserta, correndo, 
viu os faróis que se aproximavam. Uma Ca - 
mionetc, D 20, correndo, ainda, subiu na 
calçada, os faróis se aproximando, se apro 
ximando, depois o grito, o baque, a pres - 
são na cabeça, o corpo sendo esmagado no 
muro, o mesmo muro que muitas e muitas ve­ 
zes servira de apoio para beijos e abraços 
nas saídas dos bailes do Tênis. 
Uma morte sem gl6ria. 
O homem ao volante sorriu. Foi fácil. 
Muito fácil. Agora era voltar para o hotel 
e comunicar ao chefe. 0 radialista Ja era. 
Tivera o cuidado de descer e observar oca 
dáver atentamente. Mortinho da silva. Cabe 
ça e peito esmagados. Sem testemunhas. A= 
tropelado de madrugada. Pogou uma garrafa 
de wisky e enfiou na bocado defundo, de - 
pois molhou a camisa, jogou a garrafa ao 
lado do corpo. Pronto. O Radialista saira 
de uma farra. Bêbado. Fora atropelado. Nin 
quém viu. Mais uma morte estranha em Ar= 
roio do Meio. 
• Não houve muitos conentirios. A cidade 
estava anestesiada. Apenas a tristeza. Nin 
guém percebeu, nem mesro chamou a atenção 
no enterro, a curiosa observação de Pardo' 
mas quem daria ouvidos ao humilde bolichei 
ro? 	- 
- Ele entrou no bar para tomar café, es 
tava inteiro. Só se ao invés de dormir foi 
pro Baixadão com aquele sujeito. 
Pardo não talou isto para a Policia, PR 
ra ninqum. Foi quase um murmúrio para o 
Pont. s, qs estava ao seu lado. A conversa 
morreu ali. 
Quanto ao de.aparecimento de Jotagê,por 
alguns dias, e que ele tinha ido a Jardir6 
polis, sem avisar ninguém. Ver anúncios pa 
ra a rádio. 	- 
Tudo muito simples. Tudo explicado. 
Aragonês sempre falava - "A qnialidade 
e irmã gêmea da simplicidade". 
Rimava e faz1a bem os ouvidos de P 
blo. O chefe sabia o que es ava fazendo.só 
faltava a mulher. 
Alheio ao que se passava em Arroio do 
Meio, Rudcl voltava para São Paulo. 
A morte do irmão o deixara arrasado. 0 
jovem engenheiro fora esmagado por uma mo 
toniveladora, cm plena obra, no Egito, .•,úi 
ca pensara que a burocracia dos árabes fs 
se tão complicada. Foi preciso falar com o 
Embaixador, até ligar para o Ministro da 
Justiça, no Brasil. Era preciso investigar 
as causas do acidente, ele não queria sa - 
bcr, queria o corpo do irmão, cntcrrJ-lo - 
no cemitério das Primaveras, cm São Paulo. 
E foi feito, Picou alguns dias com a mãe 
o a irmã. Neste intcrim entrou cm contato 
com os seus superiores, foi chamado a Bra­ 
sília. 
Ao pegar o ônibus cm Arroio, com apenas 
três passageiros, Jcruza, aliviada, seguiu 
para a capital do Estado. Ficaria na casa 
da Irmã, cunhada da Jane, amiga de infãn - 
eia. Procuraria a Polícia tão logo chegas­ 
se. Do lá ligaria para a Rádio, Jotagê su­ 
mira. Precisava encontrá-lo. 
Na Estação Rodoviária, um negro imenso 
estava encostado perto do guichê da empre­ 
sa 'Pássaro Azul. Viu quando a bela morena 
desceu, chamando a atenção. Uma mulher ma­ 
ravilhosa. Que andar! 
O negro olhou atentamente. Pegou uma f9. 
to no bolso. Olhou. Olhou novamente para 
a mulher. Sorriu. 
- tum pecado ter que destruir este mo­ 
numento. as é ela mesmo. 
Jeruza, com a pequena sacola na mão se­ 
guiu em direção ao ponto de táxi. Não per- i 
cebeu que no mesmo instante o negro atra - 
vessava a rua e entrava numa Belina, no 
volante, um tipo nordestino. 
-_Zaca, siga o táxi, o Fiat, aquele ver 
de, e a mulher. 
- E: prá já. 
PRÓXIMOS CAP!TULOS: 
XIII - Ladrões matam para roubar 
XIV - O polvo Estende seus Tentáculos 
XV - Vale a pena lutar, Promotor 
contra a Máfia 
XVI - Rudel volta para Arroio 
XVII - A chegada de Gentil 
XVIII - A cidade reage 
XIX - Arroio isolada do País 
XX - Bentevi em armas 
XXI - O engraxate que ficou na história 
XXII - Somos pedras, rolando pela vida 
(Final). 
1 (1 
. 1

PROVA CICLISTICA EM PROL 
DA CAPELA SÃO CiERALDO 
r,All<EII ÃGIIA JlOCE - lll·.I.A VJ&fA - 11.!; - lllA 1/.10.9] - N; 10:0() l'(lll.., 
L0CML: CAPELA SÃO CERALDO -- MMIRO UA DOCE 
INCRI;MO: CR$ 50,00 
LCML. PARA INSCRIÇÃO: MICICLETARIA F E COM ZÉ. CARIOCA 
REGI!LAMENTO: 
- g, @ã 10 voltas com salda de irente a Ire]a de Pedra, passando - 
o lado da Escola São Geraldo, em frente ao Sr, Lach! Ferreira, passando­ 
em frente a resld@nela do Sr. Antonio Ferreira, retornando a Ire[a de 
pedra, 
Será profbldo blcIeletas com Marchas. Só será permitido bicicletas - 
com aros 26, catracas 16, 18 o, 20, coroas com 1,8 dentr•u o, 52 dentes. 
Os organizadores da Comissão não e renponsabIlfzrão por quaisquer­ 
ncldcntca que pouaum vir a sofrer os participantes os pessoas que estive­ 
rem assft ido, 
Após a vistoria das bicicletas, q0alsqoaer problemas com as mesmas , 
tnl,s como: pneu furndo, hlctcletn quebrada, ou troca de bicicleta, s<-rá 
connfderado prohlcmn do clclleto, estando o mcemo nutomatlcnmcnte descla­ 
r,sií lcado. Quo lquc r atitude do concorrente , con5iderad11 des lea 1 pc la Co­ 
r,li;siio Jul1;nc.lorn, será punido e o ciclista lnfrntor será de:iclassiflcodo. 
fica bem clnro, que toda c.lecisiio da Comissão Julgadora aerá absoluta e 
n:io Sl'mo aceirn opiniões de terceiro,.;. 
PREMIAÇÃO : 
~ lugnr - 1000 tijolos+ troféu 
29 lugar - Pedaleira + troféu 
Jq lugar - Par de Pedal+ troféu 
42 lugar - 1 Catraca + troféu 
52 lugar - Troféu 
6P. lugar - Trofêu 
COHISSÃO JULGADORA: 
* zé Carioca 
* Francisco Loureiro 
* Janete Festi 
* Regina Fernandes 
* Ciro Pereira 
* Baiano PX 
ARROZ 
SANTA ROSA 
Qualidade - a dona de casa já comprovou, ARROZ SANTA 
ROSA, rende ~ais, o sabor é especial, muito mais alimento. 
Atacado .e Varejo 
Compre hoje, e use 
Sempre, o Melhor 
MAURO EDUARDO BEARARI 
C- rnpanh 
acional de 
Vacinação 
Con1ra a 
ROA TUIUTY,50 
FONE: (67) 251 - 1291 
Jardim MS 
Na foto, o Veteri­ 
nário e Coordenador­ 
Municipal da Campa 
nha, Dr. Henrique 
.Pl,í11io E,.;cob.,r, qu • 
ajudou na vacinação. 
25/09/93 
------------------- ---·---------- 
CIDADE OE BELA VISTA - ZONA UROINl 
----- --- 
ESPÉCIE VJCIN/ 0S POPlJLlÇliO ALVO 	'I, 
----------- 
CANINA 2.108 
FELINA 540 
PRIMATA 06 
- 
OUTRAS 05 
TOTAL 2.459 
Doses Recebidas Saldos (Frascos Fechados) 
(. 	) (. 	) 
NO de Postos 
14 
CIDADE DE BELA VISTA - MS - ZONJ URBANA 
ESPÉCIE VACINADOS POPULAÇÃO ALVO 	'I, 
CANINA 1.853 
FELINA 498 
PRIMATA - 
OUTRAS 10 
TOTAL 2.362 
Doses Recebidas Saldos (Frascos Fechados) 
( 	) (. 	) 
NO de Postos 
( 	) 
Município - Bela vista - Mato Grosso do Sul 
Data - 25/09/93 
Coordenador Municipal - Dr. Henrique Flivio Escobar 
Natureza! Quem Ama Preserva 
* Apoio - Jornal Tribuna da Fronteira 
1. 
, 	, 
LINCHONETE DOZE 
;e 
' ~ <<O Ponto de encontro das pessoas de bom aosto.>> 
·t 
Bebidas· geladas Petiscos 
D, 
±. 
Frango Assado (Aos domingos). 
''-· 
il 
Rua Duque de Caxias, 630 - Belá Vista MS. 
l 
li 
il 
DISK PIZZ-1 439-2015 
o

o 
- 
Comentário Opinião 
.., 
1 
1 
Jotaqê Flore 
Muito mais motivo de repa 
dlo e indignação do que o ca 
o da Candelária e do 1ndi-- 
o 1anomamin, foi aquele que 
involuntariamente tivemos a 
oportunidade de assistir_na 
semana passada no noticiário 
da nossa rede de 'TV e radio, 
quando foi mostrada a atitude 
de a lgunu Deputados Pcclc!r,:ds, 
que proporcionaram um horren 
do "show ele fnltn de decoro, 
falta de renpeito, falta de 
dignidade ... falta de tudo ... 
m plena sessão legislativa­ 
um lugar onde acima de tudo 
deve ser cultivado profundo 
respeito, tanto pelo povo,co 
mo pelou seus membros. 1 ·• 
Aqueles representantes do povo, mostraram à frente das_Cama 
ras de Televisão, toda a sua incompctencia, sua intransigencia 
e muito mais ainda, toda a sua falta de respeito para com este 
Pais 1. 
Acontecimentos dessa natureza nos levam a crer que esses_ho 
mens não tem seriedade nenhuma. A investida contra o Secreta - 
rio da Casa, a dilaceracão d~ documentos, os gritos cafajestes, 
0 desrespeito aos colegas, sao uma pequena mostra da qualidade 
desses homens. - São exemplos, que nossas crianças, principal­ 
mente, não deveriam ter visto. 
o Brasil inteiro está a pedir e a exigir uma revisao na 
Constituicão, que sem a menor dúvida, elaborada sem bases coe­ 
rentes com a verdadeira vontade do povo, se revela cada vez ma 
is ineficaz. Ninguém, neste País, quer tirar direitos adquiri: 
dos pelos trabalhadores na carta de 88. Tudo o que o povo esta 
a pedir é que se reveja e se revise tudo o que se relaciona - 
com a corrupção e o crime. O que o povo esta a exigir é que 
sejam eliminados e expurgados da nossa lei maior os direitos 
absurdos concedidos aos bandidos, seJam eles or1g1narios de 
qualquer camada da sociedade! - Desde os menores latrocidas 
aos poderosos ladrões do chamado "colarinho branco". 
Os grupos que brigam pela manutenção do atual texto consti­ 
tucional, brigam por seus interesses pessoais e jamais pensam 
em defender os verdadeiros interesses da Nacão, pois se assim 
fosse o seu comportamento seria totalmente adverso. 
A maneira violenta com que esboçaram o seu protesto deixa 
claramente transparecer a impressão de que existem interesses 
mesquinhos em jogo, pois eles jamais lutam com tanto afinco em 
defesa da vontade do povo e somente quando alguma ameaça aos 
seus interesses pessoais ou de grupos estão para acontecer - 
aí sim, eles viram "feras indomáveis". 
Agora começa a "encenação", de que os responsáveis pelo ato 
violento e pela falta de decõro serão punidos. • 
A nós, cabe a certeza de que tudo vai ficar como está!! Não 
haverá cassação, não haverá suspensão e nem sequer uma advertên 
eia aos Deputados infratores. A Constituição, o regimento in­ 
terno da Casa, o código de ética, tudo vai ser esquecido, para 
que o ato de violência, que deixa qualquer bandido com vergo 
nha, seja considerado apenas .um acontecimento de rotina ou sim 
plesmente "mais uma atitude impensada" dos quatro "valorosos" 
colegas. 
Os coitadinhos serão perdoados porque não praticaram nada 
que pudesse macular a imagem do Congresso Nacional. Como a "Má 
fia" é danada, nem mesmo os adversários políticos estarão dis­ 
postos a exigir rigor na aplicação de uma pena, pois todos nós 
somos cientes de que aqui não se cumpre lei nenhuma!. 
Os crápulas, disfarçados de representantes do povo serão 
perdoados, para que tenham possibilidade de "continuar defen - 
dendo os mais altos interesses do povo brasileiro!". 
- Que vergonha! 
Amaral Neto Critica 
Tumulto na Câmara 
L io meu discurso, 
porque dian e da r 
volta provocada pelo 
despudorado espetácu 
lo n sta Casa, temi 
que o improviso res­ 
valasse para a falta 
de decoro parlamentar. 
Se o Presidente - 
do Congresso Nacio 
nal, Senador Humber­ 
to Lucena, pode ter 
errado, o despudor e 
a covardia de alguns 
Deputados do PDT e 
ao PC do B não podem 
ser tolerados sem 
um veemente protesto. 
Incentivaram e 
mantiveram nas gale­ 
rias uma turba de de 
socupados e moleques 
que estão para o P? 
vo como os carrapa - 
tos para os animais. 
Não poderia calar 
'diante da invasão da 
Mesa Diretora do Con 
gresso por dois indi 
viduos sem caráter e 
sem estofo moral ou 
profissional e que 
travestidos de advo­ 
gados - a profissão 
ao Direito por exce­ 
lência - agiram como 
os moleques das gale 
rias. Depois de trans 
formarem a OAB em va 
lhacouto e órgão pro 
tetor de criminosos, 
esses indivíduos, La 
venere e Batocchio , 
perderam a compostu­ 
ra que lhes restava, 
se alguma havia,e su 
biram à Mesa, para a 
gredir o Presidente. 
Esta Casa, senho­ 
res Deputados, é a 
Casa do povo porque 
nós estamos aqui man 
dados por ele. E Ba­ 
ra neste plenário in 
gressar,bons ou maus, 
têm que se credenci­ 
ar pelo voto. 
O indivíduo Lave­ 
nere, mentiroso costu 
mas que já denunciei 
Números da Campanha de Vacinação Contra a 
Raiva Animal Supera Expectativas da SISA U 
A CAMPANHA REGISTROU NÚMEROS SURPREENDENTES, SIGNIFICANDO UM GP.ANDE SUCESSO NO BALANCO DA SECRETARIA DE SAUDE, QUE CONTOU 
COM A PARTICIPAÇÃO DO !AGRO. NA CAPITAL FORAM VACINADOS MAIS DE 69 MIL ANIMAIS. 
Mais de 167 mil 
cães foram vacinados 
no sábado contra a 
raiva em todo o Esta 
do, superando a ex= 
pectativa da Secreta 
ria'de Saúde que era 
a imunização de cer­ 
ca de 184 mil ani­ 
mais. A informação 
foi prestada pelo 
chefe do Núcleo de 
Zoonoses da Secreta­ 
ria, veterinário Pau 
lo Taveira, após re­ 
ceber dados parciais 
da campanha desenvol 
vida no interior,que 
esteve a cargo do De 
partamento de Defesa 
a Inspeção Agropecui 
ria de Mato Grosso - 
do Sul (!agro) . 
Taveira explicou 
cue O sucesso da cam 
panha deveu-se ao 
trabalho conjunto 
com o Iagro e as Se- 
cretarias Municipais 
de Saúde. "somente - 
no interior do Esta­ 
do, como levantamen­ 
to parcial do !agro, 
foram vacinados 130 
animais, entre cães 
e gatos. Desse total, 
foram vacinados cer­ 
ca de 110 mil cães e 
com o número regis - 
trado em Campo Gran­ 
de, de 57.979 anima­ 
is, a expectativa já 
foi superada", disse 
o Veterinário. 
Com o número re - 
gistrado em Campo 
Grande, a campanha, 
este ano, já chegou 
a 199.294 animais 
(cães e gatos). So - 
mente na Capital fo­ 
ram vacinados 69. 294. 
O trabalho continua­ 
rá sendo desenvolvi­ 
do no interior do Es 
tado. "Em vários - 
nicípios, na zona ru 
ral, o trahalho não­ 
foi concluído, mas 
terá sequência", in­ 
formou Paulo Taveira. 
A estimativa ini­ 
cial era de imunizar 
180 mil animais em 
todo o Estado (80% 
da população de caes 
e gatos), ó que, so 
mente no sáóado, ·foi 
ultrapassado. "Além 
da campanha ter oon 
tinuidade na zona ru 
ral de vários MunicI 
pios,as pessoas que 
não levaram seus ani 
mais para a vacina - 
cão anti-rábica, po­ 
derão procurar .os 
postos do Iagro ou 
mesmo as regionais 
da Secretaria de Saú 
de no interior e Õ 
próprio Centro de 
Controle de Zoonoses 
na Capital, que esta 
O D»patudo Amaral 
Neto (UDS-R) f z o 
requinte discurso a 
tribuna da Camara. 
"Senhor Presiden­ 
e e senhores Deputa- 
rão à disposição pa­ 
ra aplicar a vacina", 
declarou Paulo Tevei 
ra. 
MAIS DE MIL POSTOS 
. Para a campanha - 
anti-rbica, foram 
. 	. 
desta trituna, e uma 
excrescencia do Di 
rei'o. Batocch.o,scu 
sucessor na infeliz 
OAB, nada mais é do 
qu um Lavenere 9e 
cundário. 
A OA ds 1988 e 
de hoje igu la-se à 
UNE., à CNBB, CUT s 
à CGT na questão da 
revisão constitucio­ 
nal. 
São todos desmemo 
riados ou cínicos. 
Não existiu um só 
voto contrZirio do PT, 
do PDT, do PC do B 
ou PSD quando da vo­ 
tacão do artigo 3, 
como não há registro 
cm nenhuma comissão, 
nem nos arquivos da 
Constituinte,de qual 
quer tipo de protes­ 
to, crítica, apelo, 
ou lá o que seja,con 
denando a revisão, e 
oriundos daquelas e 
de outras entidades 
autodenominadas re­ 
presentantes da so 
ciedade civil. E foi 
por isso que, no pri 
meiro turno, dia 2 
de julho de 1988, se 
gundo registra o Di~ 
rio da Constituinte, 
a revisão foi vito­ 
riosa, por 327 votos 
contra 165. 
E no 20 turno,dia 
31 de agosto domes­ 
mo ano - três meses 
depois - a vitória 
do artigo 3 pela re 
visão ampla e irres­ 
trita foi maior: 426 
votos a 4. 
Se a memória fal­ 
tar, basta consultar 
os Diários. 
No entanto,o PDT, 
hoje o mais encaniza 
do contra a revisão, 
tendo votado em mas­ 
sa por ela.sem nenh~ 
ma restrição oure­ 
serva, teve na pala­ 
vra do seu líder, o 
falecido Deputado 
Brandão Monteiro, o 
mais entusiasmado 
dos apoios, Ele fez 
questão de votar as 
sim; "Por entender­ 
mos que a emenda tem 
montados mais de mil 
postos de vacinação 
em todo o Estado e 
mobilizado um contin 
gente de 2,5 mil pes 
soas. A Fundacão Na­ 
cional de Saúde(FNS) 
repassou CR$ 3,5 mi- 
para o taturo co 7- 
ls, para a revi 
constitucional,o tDT 
vota sim." E O PT 
foi o que se viu, s 
tve à al ur do eu 
governador fluinen- 
nhores Deputa - 
dos, cheguei a sn 
tir verqonhe de per 
tencer a es a Casa , 
onde stou há quase 
30 anos. 
Vergonha ao ver a 
agressão sofrida pe­ 
lo primeiro secretá­ 
rio, Wilr;on Cnr1po:; , 
que atintiu a todo o 
Legislativo. Vergo - 
nha pela malta apeli 
dada de povo ululan­ 
do nas galerias. 
Vergonha pelo ci 
nismo e pela hipocri 
sia dos que tendo 
unanimemente votado 
a favor da revisão 
querem agora impedi­ 
la pela forca e pela 
baderna. 
Em nenhum momento 
fizeram eles uma au 
tocrítica da sua po­ 
sição de 1988. 
Gostaria que al 
guns dos que votaram 
sim à revisão,provas 
sem que à época fiz~ 
ram qualquer restri­ 
cão ao seu próprio 
voto ou posição, s_g 
bre o artigo 39 mes­ 
mo que uma simples 
publicação de jornal. 
Não respeitam a 
palavra empenhada. 
Transformaram sua 
Casa em nau de inser 
satos. 
Nesta hora tão gr~ 
ve,quando o desempre ,, 
go,a miséria,a fome 
e a violência nos d_g 
minam, sejamos mais 
brasileiros e menos 
baderneiros. Ou o no 
vo ficará cada vez 
mais desestimulado, 
na sua sofrida jorn~ 
da pela sobrevivên - 
eia. Respeito, senhg 
res Deputados,é o ml 
nimo que o povo esPe 
ra de nós". (O Estn><tS.l':JJlD) 
lhÕes para aquisição 
de 261.200 doses de 
vacinas, 15.200 se 
ringas e 30 mil 
gulhas. 
o '[ 
a.. LI 
de prevenir! 
Economia 
e Segurança