TRIB rmJ,/ VIS'l'A/MS ANO: 22 NO: 1.483 09 DE ABRIL DE 1.994 SÃBADO DIRETOR: IVALDO PEREIRA EXEMPLAR: CR$ 500,00 Pedrossian Visitou Obras em Jardim e Guia Lopes e Entregou Subestação de Energia ' 1 Dezgnas_de faias saydgrgm g Governador _Pedro Pedrossian na Na foto o Governador, Prefeito Pires, Deputado Rondon, entre recepção oferecida no Ginasio de Esportes de Jardim outros, na visita às obras do Centro Universitario de Jardim O Governador Pe - dro Pedrossian e uma grande comitiva visi tou nesta sexta-fei­ ra algumas obras do Programa de Desenvol vimento da Região Su doeste e entregou a • subestação de ener - gia elétrica em Jar­ dim. A chegada do Go vernador foi às 08:00 horas no Aeroporto - de Jardim. Em segui­ da, ele visitou as obras da Ciretran # Grêmio voltará a crescer No dia 17 de a­ bril haverá eleições no Grêmio Pedro Rufi no, João Kalife esta encabeçando uma das chapas. Foi Kalife, quan­ ·do Presidente do Clu be, que iniciou a construção do Parque Aquático, assim como várias obras que transformaram o Grê­ io Pedro Rufino num dos maiores Clubes - de nossa região. Paralelamente as obras, João Kalife - desenvolveu projetos de integração civis­ militares, formando a família gremista , unindo esforços na ~ realização dos mais variados eventos, es portivos, sociais , culturais e artísti­ cos, como shows com Sérgio Reis, Nelson Gonçalves, Cassino - de Sevilha, etc ••• Com o maior res - Peito as demais cha­ Pas, com Kalife na João Kalife presidência o Grêmio voltará a crescer , teremos, novamente , a oportunidade de realizar grandes e - ventos, apresentação de artistas de suces so, concursos de mis ses, torneios devo= leibol, futebol de salão, tornaremos o Grêmio uma presença obrigatória para todos àqueles ue visitam Bela Vis­ ta. Centro Universitário, as casas do Programa de Desfavelamento, o Hemocentro e inaugu­ rou a subestação e linha de transmissão de energia elétrica. Página 08 Acreditamos no po der de realização , de entedimento, des­ te homem que já pro vou, é de acão, é de obras, é o espírito do Grêmio. A família militar e civil têm o seu candidato: João Kalife. o líder do PMDB na AssemblP.ia Legis­ lativa, Waldemir Mo­ ka, confirmou na terça-feira, dia 05, seu total apoio ao nome do Deputado An­ dré Puccinelli para concorrer.ao cargo - de Vice-Governador , na chapa encabeçada pelo Senador Wilson Barbosa Martins, que Sindicato Rural de Caracol Informa 59· Leilão Caracorte DIA: 15/04/94 1 Sindicato SEXTA-FEIRA REALIZAÇÃO: 20:00 HORAS Rural de caracol e Porteira.Leilões Rurais PARTICiPEI CARACOL ESPERA POR VOCE!! VÃ E FAÇA BONS NEGÕCIOSII Vista nador em -/~---~ o » da moderna subestação de enerqia Jardim e ja em funcionamento lidera nas pesquisas com mais de 63%. A preferência pe­ lo Deputado que re - presenta região da Grande Dourados no Parlamento Estadual, não significa que a unidade do partido - esteja ameaçada. Os nomes em evidência , na avaliação do Depg VIMPIROS E CINIBIIS TEMPOS DE IRI Leia no Caderno B "Pedras que Rolam" , alguns Capítulos do •vivendo e Aprenden­ novo livro do Jorna- do" e "Nas Matas do lista e Escritor I - Perdido". Também ·em valdo Pereira, a fase de acabamento o partir de hoje serão livro "Nossa Terra , publicados .vários Ca Nossa Gente" - per .­ pitulos deste novo- fis biográficos . de livro do autor de líderes de nossa re- {COMENTANDO_-_Por_Nancy 1 Página - 09 '- + inaugurada pelo Gover tado Moka, "são todos merecedores de confian ça e se identificam­ muito bem com as di­ retrizes peemedebis­ ta". Página - 03 gião. "vampiros e Cani­ bais - Tempos de Ira" é um relato sobre a revolta de trabalha­ dores rurais, sindi- calistas, em uma Fa­ zenda na Amazônia com desdobramentos em todo o País. Confira! f) 0r'.PI, HORÍRIO DE. ÔNIBUS p • Viação Cruzeiro do Sul DE: ELA VISTA VISTA Â /QUID/U/N/ - CAMPO GRANDE: OS:30 - 09:00 - 11:00 - 15:00 horas - 'Todas com baldeação em Jardim DE_ ELA VISTA A C/Ml'O GR/NDP. - NOTURNO: 23:00 horas DE BELA VISTA A PONTA PORÁ: 06:00 - 16:JO horaG DE BEL/ VIS'l'I Ã DOU1llDOS: 06:00 horas Com baldeação em lntonio João DE BELA VISTA A CORUMBÁ: 09:00 horas - Via Jardim/Bani - to/Uodo uena e Miranda ó TELEFONES UTEIS Bela Vista PREFEITURA MUNICIPAL CÃM/R/ MUNICIPAL BJNCO DO BRASIL DIMERINDUS BRADESCO DELEGACIA DE POL!CII ENERSUL CRU0EIRO DO SUL FÓRUM ROTIRM CLUB HOSPITAL SO VICENTE DE PAULI GREMIO PEDRO RUFINO CAIXA ECONÔMICA FEDERAL RECEITA FEDERAL 100 RC MEC PONTO DE TÃXI I - AV. TEODORO SATIVA PONTO DE TÃXI II - RUA BARÃO DO LJDÃRIO PONTO DE TÃXI 111 - RUA ANTONIO JOÃO RÃDIO DELI VISTA CARTÓRIO 10 OF1CIO COPIGAll POSTO DE SAODE CONSELHO TUTELAR DA CRIANÇA 439 - 1041 439 - 1101 439 - 1421 . 439 - 1441- 439 - 1041 439 - 1217i9 439 - 1451 439 - 1495 439 - 1353 439 - 1772 439 - 1222 439 - 1339 439- 1261/1447 439 - 1151 439 - 1121 439- 1351 439- 1348 439 - 1333 439- 1243 439- 1302/1464 439 - 1387 439 - 1080 439- 1101 Janilde hosa dos Santo, oficiala do 4Carórlo de Registro Civil deita cidade I r, Co-.:ircu d1:. B,..l,, vi~t-,-::s., fuz. :.nbcr_.1 todos quanto o presente Edital de Procia mas virem, que apresentaram os Documvn. to exigidos pelo Art. 1 OU do couigo Ci- vil Brasilci.ro, lncico.: J, IT o rv e pr<' tendem se casar' Elizeu da Luz e Terezinha Celestino , brasileiros, naturais do Paraná, domici­ liados e residentes neste Município, sol teiros, ele, operador de Má uin a, filho de Pedro da Luz e Inêc Rute l.lrtínr.., •l,,, lide e. do lar, filha de José Celestino dos Santos e Donaciana Lourença dos Santos. Se alguém souber de algum i~pcdircnto que se oponha na forma da Lei. Dela Viota-HS., OG de Abril de 1.994 Janilde Roa dos Santos - Oficiala Tribuna da Fronteira DIÃRIO REG10NAL FUNDADO EM: 20/02/1972 DIREWR-REDATOR CllEFE: Ivaldo Pereira GERENTE COXERCIAL: Maria Estela.Vclásques P~reira SECRETÀRIO DE REDAÇÃO: Ubaldino Rodrigues REPORTAGENS: João Carlos Velásquez, André Ãvalo e Firmino de Barros EX.FY..PLAR: CR$ 500, 00 ASSUIATIJRAS: SEMESTRAL: CR$ 45.000,00 ANUAL: CR$ 90.000,00 REDAÇÃO, DEPARTAMENTO COMERCIAL E PARQUE GRAFICO: OS ORIGINAl.S EN - -' Avenida Tribuna da Frontcira,564 - CAIXA POSTAL - VIADOS À REDAÇÃO NÃO 23 - FONE: (067) 439 ._ 1410 - BELA VIS'[A _ MS SERÃO DEVOLVIDOS. OS ARTIGOS ASSINADOS • NÃO SUCURSAIS: Jardu, Porto Murtinho, Antonio João, REFLETEM NECESSARIAMEN Bonito, Caracol, Campo Grande e Correspondentes TE A OPINIÃO DO JORNAL cm Brasília e são Paulo . Edital de Proclamas Edital -de Proclamas Janilde Rosa dos Santos, Oficiala do cartório de Registro Civil desta cidade é Comarca de Bela Vista-MS., faz saber à todos quanto o presente Edital de Pro - clamas virem, que apresentaram os Docu mentas exigidos pelo Art.180 do Código - Civil Brasileiro, Incisos I, II, IV e V e pretendem se casar: Osvaldo Moreira Alves Branco e Rose Mary Cáceres dos Santos, ambos brasilei­ ros, residentes e domiciliados nesta ci­ dade, ele, militar, divorciado, filho de Osvaldo Soares Alves Pranco e Cledy Mo - reira Alves Branco, ela, estudante, sol­ teira, filha de Joaquim Antonio dos San­ tos e Julia Cáceres dos Santos. Se alguém souber de algum impedirrento que se op'.mha na for ma da Lei. Bela Vista-MS,07 de Jril de 1994 Janilde Rosa dos Santos - Oficiala p rd u- 'ar - [teira do Id n ida-' [de de Ramão caba -] 1heiro, cP +o l272 158 z01 - 7a ] 1 f'uhllC,1Ç 1 I l 1 ) l i ! l ! Caixa Econômica Federal IVISO DE VENDA / . VENDA DIRETA DE . IMÓVEIS 002/94 A Caixa Econômica Federal- Superinten­ dência Regional de Mato Grosso.do Sul, a­ diante denominada simplesmente CEF, leva ao_conhecimento dos interessados que, a Agencia Cidade de Bela Vista/MS, fará rea lizar Venda direta dos imóveis a seguir= relacionados, no estado de ocupação e con servação em que se encontram: - Um lote de terras, situado à Rua Depu­ tado Mário Antonio Vandenbosch (antiga Rua Cuiabá) determinado sob o n 8, qua - dra 38, setor l, Bela Vista/MS, com área total de 900 m•, registrado no·cartório - de Registro Imobiliário lQ Ofício sob o nQ 02 de matrícula nQ 1.752 às folhas 1752, no livro 02, Rela Vista/MS, no va - lor mínimo-de CR$ 6.676.907,45 (seis mi - lhões, 6eiscentos e setenta· e seis mil , novecentos e sete cruzeiros reais, quaren ta 'e ci-nco centavos) . - Os interessados deverão apresentar-se na Agência Cidade de Bela Vista/MS sito à Rua Sebastião Crispim do Rego, 15, Bela Vista/MS, no horário de 10:00 às 14:00 ho ras, do dia 11 de abril de 1994 à 22 de abril de 1.994, de segunda à sexta-feira, para obter maiores informações_. A Venda será efetuada ao interessado que, no período acima,·efetuar a primei­ ra proposta, na Agênéia, tendo como pre­ ço mínimo o da avaliação da CEF. A Venda poderá será vista ou em 24 parcelas, com taxa de juros de 12% a.a., correção_mensal do saldo devedor pela U~F, recalculo, de acordo com a periodi­ cidade dos pagamentos, da prestação de capital e juros em função do prazo rema­ nescente, do saldo devedor e da taxa de juros,_calculada pela Tabela Price. O interessado para poder assinar proposta de compra deverá recolher a portânçia de 5% (cinco por cento) do lo do imóvel, a título de caução. O prazo para assinatura do contrato/ escritura é de 10 dias corridos contados da data do pagamento da parte à vista. a im­ va- Caberão, também,ao adquirente todas - as despesas referente à escritura, emolu mentes, impostos, laudécimos que incidi= rem sobre a venda ou sobre o imóvel a partir da elaboração da escritura ou con trato de promessa de venda. EM TEMPJI-DE CRISE O MELHOR NEGÓCIO - E FIZER PUBLIEIDADE LA'1 +A,'9T A :., PreYeitura Municipal de "Aprova o Regimento Interno do AAE", O PREFEITO MUNICIPAL. DE MELA VISTA, ESTADO DE MATO GROSSO DO !iUL, no uso das atribulei que lhe confere o artlo l, Inclo VI, da Lel Orgânica Jlunlclpnl. DECRF TA: Art. 10 - Pica aprovado o Hcuimcnto Interno do Serviço Autônomo de Água e Esgoto do Munfe 1plo de llela Vlotn-SAAE, crlndo pela Lei Hunlcipnl nO 508, de 20 de Julho de 1967, Art,2? - Este Decreto entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposicóes em con trrirlo, Bela Viyta-HS, 04 de Abril de 1994 AllllAÃO ARNOA ZACARIAS Prefeito Huntcipnl llECl!:'.:NTO INTERNO DO SERVIÇO Al'TÕNO"O DR KGÃ E ESCOTO- SMA! " TITIJLO I -DISPCSIÇtES PRELIMINARES Art.I? - Este Regimento dispõe sobre a O,gani zação Administrativa do Serviço Autü,1omo de ~gu~ e Esgoto-SAAE,com estrutura e competência dos orgaos integrantes, TITULO II -DA ENTIDADE E SUA COPETENC'A Art.2g - O Serviço Autônomo de Água e Esgoto - SAAE, criado pela Lei Municipal ng 508, de 28 de julho de 1967, com sede e foro em Bela Vista, Nato Grosso do Sul, é uma autarquia municipal com perso nalidade juridica de direito público e autonomia: administrativa e financeira. Art.3 - Competente do SAAE: 1- Estudar, projetos, executar diretamente ou mediante contrato com especialistas e organizações especializadas em engenharia sanitária, de direito público ou privado, as obras relativas à constru­ ção, ampliação, recuperação e remodelação dos sis­ temas públicos de abastecimento de água e de esgo to sanitário no municipio, - 11- Administrar, operar, manter e conservar os serviços de água e esgoto; _ 111- Executar os serviços relativos as contas de consumo; IV- Acompanhar o íaturamento e a arrecadação dr.s taxas e tarifas decorrentes dos serviços pres­ tados; V- Promover o treinamcntp de seu pessoal e pro­ mover estudos e pesquisas para aperfeiçoamento de seus serviços; VI- Manter intercâmbio com Entidades relaciona­ das com o campo de saneamentos; Vll- Promover atividades voltadas para a preser vação do meio ambiente e combate n poluição ambie~ tal, particularmente dos cursos d' água o munici-­ pio; VIII- Elaborar programas e implantar nas local! dades do municipio, soluções conjuntas água-esgo-­ to-módulo sanitário; 1X- Exercer quaisquer outras atividades relacio nadas com o saneamento urbano e rural, desde que­ assegurados os recursos necessários; TITULOS I! -DA ESTRUTURA dfs 1 execução dus respectivas atividades. IV- Evitar o Pref ltura Mur!e!pal ate o d - t te M!nitra- - n J d« anterior, tu- D!r!!r a erecuão da peIt ca e (qufnze) de cada mes, o lancete lo mes e até o dla 28 de fvereiro, o l lancete ffal lo de ater!al e patriinie; l d • iu '- Ll,•Lorar J propoit µ~rcl~l '"º rl~ rnto d0 r•~ relatórfo dna gestão financeira e patrfoonfa a a d. 1 8 '" 1 ,_J ,'"•.;:,rqu!a, ~t,"ll"dC d!:rtrL_•r. : lx .,: j.,t' (l tarqufa; oa u na V- Autorizar despensas de acordo com as dota- Núcleo de Planejamento e Ceordençao - em conga-- VI- Congt!tu!r confio de inquérIto e proces: .me de orçarentirlas e ordenar pagamentos %' d - to administrativo e supervisfonar eu anuaenuo; nâncIa com a provaçao de caixa; - " r d VI- Movimentar contas bancárias de arrecadação VII- Submeter ao Diretor proposta para f1xacao 's eo, osslnnturu conjunto ccn o Diretor Adminfstrati- valores das dirias, ajuda de custo 1ços «ex­ vo: traordinários, bem como para antecfpaao ou pror- • V rr- Celebrar acordos, contrntos e convênioa e rogação do expediente nora l dr l rabalhos outros atos administrativos observando as normas e V!I1- Autorizar a expedição de certidão e vlt de lnstruçôcn da Entidade Admlnistrodora da Autor- processo; quia; IX- Assessorar o DIretor na forulacio da política VIII- Autorizar as UcitaçÕe5 para compra de ma econômica- financeira da Aut rquin, • J b d. ostas orçamentá- terials e equlpnm~ntos, contrataçoes de obrns e X- Auxiliar na e a oraçao as propus serviços, observadas as normas da entidade adminís rias anual o! plurfrnual; tradora da entidade da Autarquia; XI- Dirigir os serviços de contabilidade e de exe- lX- Admitir, movimentar, promover e dispenuar cuçiio orçamentária; servidores do quadro permanente, obedecendo regi- XII- Expedir boletins, balancetes e de'a documen mento; tos de apuração contábil, bem como os balanços e- X - Praticar os demais atos relativos a adminis rais e srus anexos; _ tração de pessoal respeitando a Legislação pertI- XIII- Promover a fiscalização da correta apl 1:.,ç,Jo de recursos financeiros e determinar a apuraçao de nente; XI- Determinar a abertura de inqu~rito de fal­ tns e irregularidade ;e XII- Promover a integração aos demais órgãos de interesses públicos que atuem no municipio. Art. 4g- 0 Scrvico Autônomo de Água e SME, funcionará com a seguinte estrutura: I- Diretor (D) 11- Diretor Administrativo (DA) 11.l- Núcleo de Planejamento e Co denação (NPC) 111 - Divisão Administrativa e Financeira (DAF) III.!- Setor de COntabilidade (SC) 111.2- Setor de Pessoal e APoio Administrativo (SEPAD) III.3- Setor de Contas e Consumo (SECON) lll.4- Setor de Mllterial e Patrimônio (SMP) IV- Divisão de Operação, Manutenção e Expansão (DO:-IEX) IV.I- Setor de· Tratamento (SETRA) IV.2- Setor de Oficina e Transporte (SOTRAN) lV.3- Setor de Elevatórios, Redes e Ramais de água e Esgoto (SERRAE) IV,4- Setor de Expansão (SEX) TITULO Til DO DIRETOR Capitul.o I DA COPETENCIA TITULO IV DO DIRETOR ADMINISTRATIVO DAS COMPETENCIAS Art.72- Ó Diretor Administra~ivo ocupará c:argo de comfssão de recrutamento amplo de pessoal es­ tranho ao quadro de pessoal da Autarquia ou . do seu próprio quadro,nomeado, em c:omissão para esse fim, pela Entidade Administradora por indicação do Diretor da Autarquia, podendo acumular com a che­ fia de um dos setores. Paragráío Único- Na hipótese de recrutamento de pessoal estranho ao quadro da autarquia, este deve rã restringir-se a Engenheiro da Saúde Pública, En genheiro Sanitarista ou Engenheiro Civil. - Art.89- Compete ao Diretor Administrativo: I- Substituir o DIretor nas suas faltas e impedi­ mento: II- Coordenar o Núcleo de Planejamento e Coordena­ c;ao; e III- Movimentar conjuntamente com o Diretor , conta bancária de arrecadação da Autarquia. ~.,ji;t,.5~- O Diretor da Autarquia, Profissional de Nivel Superior, do soal. da entidade administradora. Art.62- Competente ao Diretor: ._ I- Exercer a direção Geral da Autarquia: II- Representar a Autonom.i.1 juridicamente ou constituir proo,irador; III- Submeter.a aprovacão do Prefeito Municipal nos prazos de proprios, o Orçsmento Sintético - Anual e , quando necessários os pedidos de Crédito Adicionais Suplemen ta.rcs; CAPITULO II DO NllCLEO DE PLANEJAME 'TO E COORDENAÇÃO ART.92- O Núcleo de Planejamento e Coordenação, integra estrutura da AUtarquia em nivel de asses­ soria, subordinada diretamente ao diretor.O Núcleo será coordenado pelo Diretor Administrativo que com a cooperação dos chefes das divisões e Seto­ res, elaborará as atividades de planejamento, coor denação, processamento de dados, recursos humanos­ e relações públicas; Art.lOQ- COmpete ao Núcleo de Planejamento e Coord>!nação : 1- Superintender, coordenar,elaborar ou poomover a elaboração de planos, programas e projeto da Autar quia, dando-lhes execução e realizando seu acompa­ nhamento: II- Dirig!r a elaboração da proposta orçamentária e orientar na elaboração das propostas parciais; III- Supervisionar e avaliar a execução do orça- Art.14- Compete ao Setor de Pessoal e Apoio Administrativo : 1- Manter registros e assentamentos funcionais dos servidores; Esgoto- mento; 11- El.aborar a folha de pagamento do pessoal e IV- Dirigir a elaboração do orçamento plurianual i d lh'- d gu.as e reco ....,,ento e contribuições previden- de investimento e coordenar os respectivos progra- 1 ·+ b lhi c ar1as e tra a stas, soltcitando o empenho pré- mas; vio da despesa; V- Promover a obtenção, tratamento e fornecimento III A li f - p car e azer cumprir a legislação de pes- de dados e informações estatísticas sobre mate- soal; • riais de interesses da Autarquia; IV- Providenciar a formalização dos atos necessá- Vl- Dirigir, executar e coordenar as atividades de i dei d - .r os a a ssao, ispensa, promoção e punição do modernizaçao administrativas junto aos demais. seto servidor; res da Autarquia; v A dia ia - purar, r mente, o ponto do pessoal· VII- Observar e fazer observar, no âmbito da Autar VI El. b • - a orar a escala anual de fêrtas ,ouv~das s quia as diretrizes e nonnas expedidas pela entida i h f ~ a de administradora da Autarquia; respect vas ceias e promover ~eu cumprimento; VII- Opinar e prestar informaçoes sobre direitos VIII- Superintender as atividades da central. de - e deveres do servidor; processamento de dados; V111 p ' - remover a execução de atividades de·, 1X- contribuir para promover a integração entre os VIII R vários setores da Autarquia objetivando alcançar - ecrutamentos, concurso, treinamento e de maior eficiência e eficácia das suas ações; ~~:;olvimento de pessoal e avaliação de deserpe- VllI.Z- Assistência Social· VlII.3- Segurança do trabaÍho· IX- Control.ar a lotação nomintl vidores; e numérica elos se!: X- Reco±o: Deputado Elísio curvo - Prefeitura Municipal ORAÇÃO A CRISTO RESSUSCITADO Nós vos bendizemos, Se - nhor Jesus Cristo, pela Vos sa paixao e corte na cniz -= pela Vossa ressureição glo­ rosa, que nos dá a certeza da nossa prõpri.i ressurrei­ ção para a vida eterna. Senhor Jesus, fazcl-vos presente no mundo de hoje , porque ainda existem mul tos cegos precisando enxerg.ar.~ gs que, de olhos abertos , - nao exergan o bem que podem fazer, C só faz.cm o mal. Existem surdos precisan­ do ouvir. são tantos os que nao ouve o clamor dos Ino­ centes condenados injusta­ ente. São tantos os .. que - nao ouvec os gritos das vl­ tiras das guerras. São tan­ tos os que não ouvem o pro testo mudo e importante das crianç-1.nhas abortadas. São tantos os que não ouvem a voz da própria consciência e se deixam acomodar no pe cado e nos vlcios.. - Senhor Jesus, faze 1-vos presente no rcundo de hoje , porqqe ainda existem muitas saaritanas cansadas das ã­ guas fâceis dos c..-mlnhos da vida e sedentas por encon­ trar o caminho da "Fonte de gua Viva". Existem muitas madalenas desprezadas pelas ruas da amargura, que precisa cho­ rar a vossos pe.s para rece­ %,"°Per4is ae uttes Peca E:xis tem aru! tos lázaros - precisando ser ressuscita­ dos. Lázaros que se deixa­ ra rorrer para a fé, para a esperança e para a carid de. Lazaros que se de 1xan ficar g feder nos senulcro.: do desanimo e da descrença. Scnnor Jesus, fazei-vos presente no rundo de hoje para ajudar os que tê ±oá vontade; para consolar os que sofre, para encorajar os fracos,p3 ra nos fortalecer na-fé,nos anLar na caridade e dar - sentido à nossa esperança. Senhor Jesus, faze!-vos presente no mundo de ho}e , para que todos o: Moens e mulheres vos cnhcça ,em vos reia e vos ame...e, er vos, aese tanbn uns __5aos outros,_coo irios,_e tenhar en vos a salva.Aen, - O envolvi.nento de Isoldinha com Fabri cio (Murilo Benício) também não estava - previsto na sinopse, mas agora é um dos melhores filões da trama na novela. "A Isoldinha é muito solitária. Ela não con­ eaue se expressar, e o Fabricio pode mu­ dar isso", aposta a atriz,que está adoran do estrear na TV como urna vilã. "Adoro - ser a Isoldinha muito imoral", confirma • Anna Aguiar está se acostumando com as câmeras agora, mas a sua formação como a­ triz é toda.teatral. O responsável pela iniciação da atriz no teatro foi Miguel Falabella, que dava aulas de interpreta­ ção no tradicional colégio Andrews, onde Anna estudava.Aos 15 anos ela começou a fazer teatro e não parou mais, tanto que está agora em cartaz com peça A Bela Ador­ mecidá, "Adoro fazer teatro, especialmente infatil", conta Anna, que agora está cur­ tindo muito também o sucesso na telinha e as gravações em estúdio. "Gosto da surpre­ sa que é ver o resultado da gravação no vi deo, as vezes acho que poderia ter feito ã cena de um jeito melhor, e outras vezes gosto do resultado. No inicio fiquei im­ pressionada com a diferença entre aquela que eu via no video e a imagem que eu ti­ nha de mim mesma, mas agora já consegui me distanciar, sei que quem está lá é a Isoldinha, e não a Anna", comenta a atriz. O envolvimento de Isoldinha com o gari Fabrício ainda vai dar o que falar. Como agora tem um trunfo na mão, já que sabe que Isoldinha presenciou a armação de Maxwell Antenor para cima de sua irmã Fri­ da, Fabrício vai utilizar a informação pa­ ra conseguir o que quer, começando por um beijo, que aliás não deixou de ser aprecia do também pela moça. s6 que ela não dá a­ braço a torcer, e não perde uma ooortunida de de humilhar os pobres de Tubiacanga,in­ çlusive Fabricio. Vamos ver no aue vai dar. Quando não está trabalhando, Anna de Aguiar faz aulas de dança contemporânea, musculação, ginástica ou natação, além de praticar ioga,meditar e cantar mantras,o que faz há quatro anos. Apesar da fama que a novela está lhe trazendo, ela pretende continuar tendo uma vida particular bem tranquila, .poder passear pelo jardim Botâ­ nico e curtir a natureza-nos fins de semana. Edital f e Proclamas Janilde Rosa dos Santos, Oficiala do Cartorio de Registro Civil desta cidade de Bela Vista-MS., Faz Saberã todos - 9:1antos o presente Edital de Proclamas - virem, que apresentaram os Documentos e­ xigidos pelo Art.18o do Código Civil Bra sileiro, Incisos I, II, IV e V e preten­ dem se casar: Heloísa Lageano e Mário Geraldo Bal~-1 Benites, ambos brasileiros, domiciliaao_ e residentes nesta cidade; ele, divorcia do, motorista natural de Bela Vista-Ms., filho de André Benites e Aida Ba1ta Beni tes, ela, solteira. contadora, natural • de Ponta Porã-MS., filha de Arcilene Ama ral Lageano e Maria Amélia Nantes da Sil "2:.•17 .22 se«sr zera»» !s., '7 de ANrII de 1 99 .[ Ja1de Rosa dos S±tos - OfcLa1a Jardim Volta a Crescer-· • IM, 'TRIBUNA DA FRONTEIAA BE A V1TA, " lamir os e Canibais O Silêncio dos Inocentes A Fazenda era imensa. Mais de 100 mil hectares, a sede pa­ recla uma cidade, a cana, ou me lhor, a mansão, de dois andares, com bosques, piscinas, quadras de voleibol, oaunao, um comple­ xo esportivo do fazer inveja a muitos Clubes; no Aeroporto, um jatinho e dois aviões menores , pista asfaltada, na garagem qua tro peruas, duas importadas (To yota e Mitsubisch), uma F,1000 e um Jeep Niva. Os caminhões, num total de três, viviam rodan do pelas estradas da região, f! cavam muito pouco na Fazenda. Dez funcionários, entre em­ pregadas e mordomos, cuidavam - da mansão, toda decorada com m6 veis adquiridos na França e no Sul dos Estados Unidos. Numa das salas, dois homens conversavam: - Já te disse Alonso, é pre­ ciso administrar com mão de fer ro, sem dramas de consciência para o trabalhador basta duas refeições por dia, o almoço e o jantar e digo mais, folgas s6 aos domingos, nada de feriados. E obrigar todos à comprarem no nosso armazém, s6 assim podere­ mos controlá-los. - Eu sei Dr. Rocha, tenho feito o possível, mas lá na Co­ lônia (onde moravam os mais de 500 empregados da Fazenda) está surgindo um movimento de revol­ ta, comentários estranhos. balho até às 19 horas. Alonso era o Gerente encarre gado de tudo, desde o controle­ dos empregados à manutenção de todo o complexo. Cuidava também das lavouras de soja, café, algodão e do re­ banho bovino, quase 20 mil cabe ças. Conversava com o Adminis - tiador Geral, Dr. Rocha, o pro­ prietário, Dr. Eugênio Martinez morava em São Paulo, no Morum - bi, raramente visitava aproprie: dade, tudo ficava nas mãos de Rocha, que mensalmente prestava contas ao patrão .. Na Colônia moravam os empre­ gados da Fazenda "Recanto do Sol", em casas pequenas, sala , cozinha e quarto; o banheiro fi cava no quintal, se podia se chamar de banheiro! Não podiam ampliar a área construída e nem tinham como. Se a familia aumen tasse iam se amontoando, pos suiam regulamentos impostos pe­ lo Administrador, trabalhar das 06 da manhã às 11 horas, meia - hora para o almoço, e mais tra- FolJa aoo domingor;. Conoullan com o médico só nos casos mais qra voo, licença médica só com auto rização do Dr. Rocha. Os manti­ montou eram comprados no Arma - zém da Fazenda, a preços supe -­ riores aos do mercado, ninguém ganhava mais do que o mínimo, e o mínimo ali bem menos do que o mínimo oficial. Nos finais de mês, todos ficavam com débitos que eram corrigidos a taxas e - xorbitantes. Empregados, ou melhor, pri - sioneiros, até a morte. O primeiro a se revoltar com a situação foi um tal de Denedi to, um serqipano, pediu demis são, depois de passar meses e meses economizando para pagar a conta do armazém e da farmácia, ele, a mulher e três filhos. A­ té fome passaram, No Recanto do Sol ninguém po dia pedir demissão. A mulher de Benedito e os três filhos continuavam na Fa - zenda, a mulher era uma das la­ vadeiras, os meninos já estavam na roça, o mais velho tinha ape nas 13 anos. - O corpo de Benedito foi en - contrado numa manhã chuvosa pe­ lo Reis, um dos peões, amarrado e com um tiro no peito. Desaven ça pessoal, disse o Administra= dor. • Desde este dia ninguém mais pediu demissão, viviam num regi me de terror, até guardas arma= dos vigiavam os trabalhadores. Falava-se entre os Colonos que o Dr. Eugênio quando visita va a Fazenda, sempre em compa - nhia de amigos, pedia a Rocha - que procurasse entre as moças e meninas, as mais bonitas, essas passavam dias e dias na mansão, depois voltavam para casa. Mu - lheres. Era um suplício para os pais. Não adiantava escondê-las, era pior, haveria retaliações, mui­ tas haviam sido levadas na mar­ ra. Zenaide, uma das copeiras ouvira certa vez Dr. Eugênio co mentar com' um amigo, um velho­ de 70 anos, com olhar pecamino­ so - sempre encontro uma flor neste mar de lama, nesta pocil­ ga, você nem imagina o que é pegar uma franguinha caipira e transformá-la em mulher! Comentava-se também que o fi lho do Dr. Eugênio, Paulo, estü dante de Medicina na Capital por sinal um péssimo estudante, quando estava de férias, pasa­ va uns dias na Fazenda, gostava de fazer experiências com os Co lonas. Um horror! Este era o clima no Recanto do Sol. Que deveria se chamar Recanto do Inferno. A cidade mais próxima, Rosei ra, estava a 50km, um Municí pio pequeno, dominado pelos grandes proprietários de ter - ras. Eles é que nomeavam o Dele gado, o Juiz, o Prefeito, mani­ pulavam as eleições, não permi tiam a criação de Sindicatos e impediam a chegada de pessoas - que não comungavam com suas i­ déias. Depois que vários posseiros foram mortos, famílias expulsas e reclamações ao Bispo da re­ gião de que alguns Padres "comu nistas" estavam pregando ideias esquisitas à população, até os Padres foram "transferidos", e a "calma" voltara a reinar. Na Pequena Igreja do lugar, apenas o Padre Richard (um ame­ ricano), ficara para atender os fiéis, inclusive os do "Recanto do Sol" e demais fazendas da região, mais conhecida como "Va le da Esperança". Não "Vale da Esperança", mas sim Vale do Esquecimento. As autoridades faziam vistas grossas às denúncias que chega­ vam do trabalho escravo, assas­ sinatos, contrabando de ouro, urânio e cassiterita. Tudo era permitido. Os Administradores das Fazen das contratavam os empregados a través de "gatos", homens encar regados de convidar com propos­ tas mirabolantes migrantes que chegavam nas Capitais, sobretu­ do São Paulo e Rio de Janeiro, fugindo da miséria e da seca do Nordeste. Sobravam empregados. Só escolhiam os mais novos, e quando contratavam famílias , davam preferências as que já ti vessem filhos adultos. Os rapa= zes serviriam para todos os ti­ pos de serviços e as moças te - riam muitas utilidades, até mes mo servir de pasto aos abutres nas casas de prostituição da re gião. E também para servir aos patrões, evidentemente as mais bonitas. No Recanto do Sol a vida con tinuava. No mesmo ritmo. o Pa = trão cada vez mais rico, ostra balhadores morrendo à mingua. único fato digno de elogios, de admiração, .oi a constru - cão da estrada, mais de 400 km de asfalto, ligando Roseira a Capital do Estado. Atravessando matas e pântanos, a strada e uma obra de arte, Os Jornais no ticiaram que todos o Fazendei­ ros se uniram par a cons ru ção, na verdad• o dinheiro veio de um b.nco americano, interes­ sado em "promover o progresso", no Vale da Esperança. Outro fato cue r ·reco regisro são as barreiras nesta estra - da, ao se aproximarem das qran­ des propriedades, os viajantes encontravam barreiras policiais, o Vale da Esperança tem frontei ras, só ultrapassadas por pes - soas com permissão para isto. Em pleno século XX, o mundo viven­ do a plenitude democrática, ali o regime é de guerra e ditadu - ra, dos vampiros e canibais do povo. Tudo começou a mudar quando Antonio Carlos, mais conhecido por Tenho, chegou ao Recanto do Sol, vindo de São Paulo. Tonho, filho de Zeferino havia ficado na Capital Paulista quando o pai, a mãe e os irmãos, vindos do sertão do Cariri, no Ceará , foram contratados pelo "gato" Rufino. Tenho ficara morando com um primo, operário metalúr­ gico numa indústria no ABC Pau­ lista. Isto já fazia mais de seis a nos. Na época ele tinha 19 a nos, hoje está com 25, graças - aos seus esforços fizera um cur so de ferramenteiro, além do co légio, era chefe de seção e mem bro do Sindicato, um líder sin= dical. Tonho enviara várias cartas ao pai. Nunca obtivera respos­ tas. Ficara preocupado. Resol­ veu visitar a família quando por acaso, na saída de um jogo do Corinthians no Parque são Jorge, encontrou Maria das Do - res em companhia de um rapaz. Ma ria das Dores, também do cari - ri, havia ido com a sua família para o Recanto do Sol. Estava diferente, toda pintada, com jeitos de mulher dama, mas ele a reconhecera. Abraços, muitos abraços, sau dades, muito o que falar. o que contar. - E a minha família, Maria? Sabe, Tonho, aquilo 1á é um 1nerno. Vamos ali, naquele bar, vou te contar tudo. Recanto do· Sol Capltuo - Estive no inferno, Tenho. - Mas como? Fale Maria, fa- le. Estavam sentados num barzi­ nho, perto do campo do Corin - thians, havia pedido uma cerve ja, convidara o amigo de Maria, este se despedira alegando que tinha compromissos. - Quando saí.mos estava com 15 anos, já se passaram seis anos Tenho, muita coisa aconte ceu. Nos primeiros meses ate que gostamos, tínhamos casa,pe quena, mas era uma casa, o tra balho não assustava, pai sem= pre trabalhou, e mãe também. Meus irmãos foram para a roça, junto com o pai, eu e a mãe fo mos para a sede da Fazenda, eu trabalhava na cozinha, mãe na lavanderia. - E meus país? - Estão lá, mas deixa-me contar tudo. Foi depois de se­ is meses no "Recanto" que fo - mos descobrir, não passávamos de prisioneiros, sem direito a nada, tudo o que ganhávamos fi cava para o proprietário. Meus dois irmãos não aguentaram, fi caram doentes, o Administrador só permitiu que consultassem o­ médico quando já não tinha jei to. Morreram. Era muito traba lho, no mato, pouca comida, sem descanso. - Mas não reagiram? - Reagir como? Eram capangas por todos os lados. - E sua mãe? - Mãe está lá, doente, lava roupas, mas não vai aguentar mui to, chora todos os dias, reza , mas reza não adianta, até parece que Deus esqueceú da gente. - E os meus pais, Maria? To - nho, ansioso, com os olhos bri - lhando de revolta, voltou a per- guntar. • - Olha Tonho, sua mãe está bem, é uma mulher muito forte , seu pai não, coitado, está doen­ te do pulmão, ele trabalhou mui­ to com veneno para a lavoura , sem proteção alguma, mal conse - que andar. Más ele conseguiu fa­ lar com o médico que lhe deu uns remédios. Vai vivendo. E a mãe? - Ela, mais o cacula, Ricardi nho, é que trabalham e sustentam a família e ... - E minha irmã , Tininha? - Olha Tonho ... - Fale Maria, e minha irmã? Tininha era o mimo de Tenho, a irmãzinha do coração, menina linda, ruiva, de olhos verdes , uma ternura, muito meiga e cari nhosa. • -:- - Depois que ela ficou com o Dr. Rocha, forçada, amasiou-se com um peão da Fazenda. Vive - lá. Tem_dois filhos. Seu compa­ nheiro e o Jura. Um mineiro. - Como é isto? Quem é o Dr. Rocha? - ~o Administrador Tininha estava com l4 anos quando ele a levou_para a sede, seu pai e sua mae_nada puderam fazer. Mas ela esta bem, muitas não conse­ guem isto, arrumar um amante ficar mulher de um homem s6 ' transformam-se em putas, mulher dama, vao cair na prostituição Nem todos os pais entendem, vo­ cê, sabe como é, alguns expulsam as filhas de casa. Foi o meu ca so. Tenho estava pensativo, quan tos planos a irmã e os pais ti= nham antes de sair do Cariri , Tininha queria estudar, casar na Igreja com véu e grinalda nada demais, trabalho honesto, casa para morar, alimentação estudos, tratamento médico qual do precisasse uma vida com dig nidaae. Estavam lá, nos confins do mundo, vivendo como bichos prisioneiros, escravos. - Como conseguiu sair? - Comigo aconteceu o pior '[ ~~ primeira semana que estava " ar_chegaram vários homens num av1ao, um deles era o proprietl rio, fizeram uma festa e fui o­ brigada a participar. Fui deflg rada na sala por um sujeito que nem sei o-nome, depois outro re usou, e outro. Pai não enten deu, sempre foi de gênio dií­ c1.l, me expulsou de casa fui passando de mão em mão, até pa rarna casa de Auxiliadora "D. Mimi" uma • _ . - a casa de prostitui ao. Consegui fugir no caminhão de uma transportadora de são Paulo, no meio de sacas de so Ja. • - Vocês não podem sair 1ivr mente? J 1. de R cui Tor port mos to dc sol' o p Eug da? - l - , to, f em S fo, denun Empres miss, arro a ver? - O leb1 - } - D - E - F, soa. é taml Portad de sao diz - ==t ··"il..p 'l)e" 1 j.-L------------------------------------------------------------- m .- i lo lo I :>" as s- 1- ,go . ão . - a2 é 1ou O a nu" .etê o .1g que me -· - 2ã° si 00 DIA·IO REGIONAL .. 11 Vampiros e Canil • li • a1s Continuação da Pãgina - OJ - Níio. Ninguém. SÓ com ordens diretas do Administrador, nem esmo as putas, todas são origi nárias dali mesmo, entre as mo­ ;as e até mulheres ,casadas que larqaram os maridos. - E a Polícia, as autorida - des da cidade? - Perto mesmo só Roseira, lá quem manda são ou fazendeiros, até a Polícia é controlada por eles. E a maioria mora cm São paulo, Porto Alegre, Rio de Ja­ neiro e Campo Grande. - Vou visitar os meus pais. Tirá-los de lá. E têm mais, de­ nunciarei tudo na imprensa, es­ ses cretinos, esses vampiros do oanguc do povo vão pagar. - Precisa tomar muito cuida­ do, prá falar a verdade acho que você nem vai conseguir che­ gar lá. Tem muitas barreiras. Se entrar não vai conocguir sair. - E você Maria, o que vai fa zer? - Olha Tonho, estou morando numa pensão no Brás, vou ver se ajeito minha vida, arrumar um emprego, se não der certo volta rei para o Ceará. Por enquanto vou vivendo, pelo menos estou livre, (aço o que quero. Se dcopediraro. Maria deixou o endereço. Tenho ficou olhando a moça , não tinha nada. da Maria que co­ nhecera, não, não acreditava que pudesse mudar, balanceando os quadris, ela seguiu cm direção ao ponto de ônibus. Uma prosti­ tuta. Os vampiros e canibais do po vo, os adoradores do deu di - nheiro, sem alma, exploradores, marcaram com ferro e fogo a me­ nina nascida nas terras do Cari ri. A sociedade hipócri a e in­ diferente ajudava a alimentar os vicias criados pelos monstros do capitalismo selvagem. Tonho, viu quando Maria embarcou no ô­ nibus, dando-lhe um último o lhar. O adeus. Na,outra semana, pediu f. rias na empresa m que trabalha va, foi ao Sindicato e convidou um amigo para viajar com ele a­ té Roseira, Carlos, os dois re­ servaram passagem até Cuiabá , dali seguiram para o "Recanto - do So1". r O Encontro Capítulo III - Mas, para ir até esta tal de Roseira temos que passar por cuiabá? - Perguntou Carlos a Tonho. - É mais prático, Cuiabá é o portal da Amazônia, lá podere­ a mos colher informações a respei to da agropecuário "Recanto do Sol". - Olha Tonho, você disse que o proprietário é um tal de Dr. Eugênio Martinez? - Pelo menos foi essa a in - formação que me deram na Asso­ ciação Rural Brasileira. - Esse nome não te lembra na da? - Não. - Você deveria ser mais aten to, não se lembra da Assembléia em Santo André, quando o Rodol­ fo, do Sindicato dos Rodoviários denunciou o proprietário de uma Empresa Transportadora, por de­ missões de mulheres grávidas e arrocho salarial? - Lembro sim, mas o que tem a ver? - O dono da Empresa, não se lembra do nome? - Não. Qual era? Dr. Eugênio Martinez. - Está brincando! Falo sério. ta mesma pes­ soa. o dono da "Recanto do Sol" é também proprietário da Trans- 1 portadora EM, uma das maiores de São Paulo. Bem, você deve saber o que diz, afinal suas funções no Sin dicato, de Relações Públicas , oferece a oportunidade de con­ versar e conhecer diversos com­ panheiros, lideranças de outros Sindciatos, no meu setor só en­ tro em contato com os metalúrgi cos, na verdade o meu negócio mesmo é no Jornal do Sindicato. Você sabe disso. • - Não me venha com descul pas, se almeja ser um grande di rigente deve observar todos os detalhes, obter as mais varia­ das informações e conhecer a maioria dos crápulas que sugam o sangue do trabalhador. - Tudo bem, não vamos discu­ tir. Qual o primeiro passo? - Levantar mais informações sobre o Dr. Eugênio, em algum lugar vamos encontrar essas in­ formações. Temos que adiar a viagem. - Vamos ver se conseguimos. Conseguiram, o bilheteiro,no Terminal do Tietê foi compreen­ sivo, marcaram a viagem para da li a 7 dias, uma semana. - Foi fácil. Sobre o Dr. Eugê­ nio encontraram as mais diver sas informações, o Empresário era conhecido, não só dos Sindi calistas, também dos políti ::­ cos . Foi a Nancy, Secretãria do Sindicato dos Rodoviários e Ru­ te, do Sindicato dos Trabalhado res das Indústrias Alimentícias que lhes deram relatórios minu­ ciosos. O homem era proprietá - rio da Transportadora, uma Fá brica de Doces, Fábrica de Ca - fé, de óleo de Soja e de uma Empresa Exportadora. Ficaram surpresos. Contra ele só havia a denúncia de haver demitido al gumas funcionárias que estavam­ grávidas e de não aceitar o rea juste salarial reivindicado pe­ lo Sindicato da classe. Fora disso, nada. Muito pelo contrá­ rio, só elogios, um Empresário precoupado com o social, com o bem-estar de seus funcionários. As demissões das mulheres e o problema dos salários derivou - se da ação de um chefe de pes - soal, perseguidor, sujeito pre­ potente, foi demitido por justa causa. Um homem muito rico, avesso às notícias sociais, não gosta de badalações, vive para a famí lia, os amigos; sua única dis - tração é o Clube e a casa de praia no Guarujã. Ficamos na mesma, carlos será que é a mesma pessoa? Tenho, é a mesma pessoa , vi o nome na Associação Rural, me apresentei como jornalista, preparando uma reportagem sobre os desbravadores da Amazônia, o dono da Recanto é o Dr. Martinez. - Estranho! exclamou Tonho. - Estranho nada, ou a tua amiga mentiu, afinal você disse que ela se transformou numa prostituta. Ou o bondoso Dr. Martinez é um homem de duas ca- ras. Anjo e demônio. - O mais interessante, nunca li nada a respeito dele na im­ prensa, é a discrição em pes­ soa. De uma coisa tenho corte za, Maria não mentiu e admiro você fazer esse tipo de comentá rios, não é por ser prostitutã que a mulher perde o amor à jus tiça, à verdade, merecem o nos­ so respeito, afinal é a própria sociedade a culpada pela exis­ tência delas, alto de podrees­ tá acontecendo nasquelas ban das. Tenho certeza. Na véspera da viagem, quinta feira de manhã, o redator do Jornal "Voz dos Metalúrgicos" , Lucas, ficou sabendo da histó - ria, se interessou e prometeu ajuda. E ajudou mesmo. Foi Lucas que descobriu tu­ do. Ligado a Pastoral da Terra ·foi apresentado abo Padre Edinho, coincidências das coincidências, o padre trabalhara na região de Roseira, tivera que sair por im posicção dos grandes proprietá­ rios de terras. Se conhecia a Recanto do Sol e seu proprietã­ rio? - Aquilo lá é filial do in - ferno na terra e seu proprietá­ rio o porta Voz do Demônio. No final da tarde, Lucas , Padre Edinho, Tonho e Carlos se encontraram na sede do Sin­ dicato. O Padre trazia várias pastas. Lucas Perch, filho de imi 9rante alemão e de uma paulista nascida em Garça região cafeei­ ra; a mãe era seguidora fiel e constante da Bíblia, crente; o pai de Hamburgo, criado nos es­ combros de uma guerra que mar cou para sempre o povo alemao. Morava sozinho, num dos Bairros mais tranquilos de são Paulo, o piranga, na Rua Bom Pastor, nu ma casa de Vila, desde que o pai e a mãe resolveram voltar - para o interior. Além de ser o Redator do Jor nal "voz dos Metalúrgicos", co­ laborava com diversas publica - , Sões sindicais à noite trabalha va numa Editora, na revisão. Um homem muito preparado. Conhecia a região da Agrope­ cuária Recanto do Sol, mas quan do ali estivera só havia lugare jos e um povo. abandonado. Nao gostava de lembrar aqueles tem­ Pos de ira, era jovem, pegara - em armas e fora para a luta,com Ruitos companheiros da Faculda­ de. contradições da juventude, ideal feito de palha, incendia­ do pelo próprio sistema interna Cional o mundo comunista ruira na onda democrática com a derro cada do "Paraíso Vermelho". Sonhos da juventude, ficara uma grande lição, vale a pena lutar, mas a luta pode ser pac. fica, no campo das idéias, a l ta armada não leva a nada a nao Ser o aniquilamento.do homem. Não, ai revolução armada nao é a Tempos de Ira parteira da história, são as i­ déias e a união dos trabalhado­ res, com esta união surge a conscientização, o espírito de classe. Nos tempos de ira Lucas co­ nheceu homens e mulheres, na maioria jovens, lutando por tu­ do aquilo que acreditavam. Co - nheceu a tortura, os limites do sofrimento, a decepção, e teve períodos de intensa felicidade. Foi guerrilheiro sim senhor. Exilado voltou ao Brasil com a anistia. Páginas escritas no passado que não gostava de reler. Não - se arrependia de nada, houve er ros e acertos. - Ficaram no espírito e no cor po, lembranças amargas dos po - rões.onde gritos orripilantes ~ ram ouvidos de madrugada, jo vens de 20, 22 anos, morrendo nas mãos de feras que se apro - veitaram de um momento para ex­ travasarem suas taras; no corpo a tortura lhe decepara dois de­ dos. Por isto o apelido (que não gostava) "Trê_s Dedos". Todos os quatro se acomoda - ram onde. funcionava a sala de leitura da Biblioteca do Sindi­ cato qos Rodoviários. Ali pode­ riam conversar tranquilamente. Vamos aos fatos, padre disse Lucas. - Estive naquela região. por mais de dois anos, além de Ro - seira, mais duas cidades inte - gramo "Vale da Esperança",Rial to e Barbosa, a mais próxima da Recanto do Sol é Roseira. Nos idos de 72 a 74, vários empresá rios paulistas, mineiros, gaú = chos e paranaenses adquiriram milhares de hectares de terras, os nativos da região, pequenos proprietários e posseiros, na maioria migrantes, foram expul­ sos. Formaram-se grandes pro priedades. Algumas produtivas , outras só para especulaQão. Ali e como um condomínio fechado , muitos têm até exército oarticu lar, aviões sobrevoam as· matas diariamente, fala-se que o con­ trabando de ouro, cassiterita e até urânio é livre. ~ um Brasil diferente, onde impera a escra­ vidão. Mais de 5 mil pessoas vi vem no Vale, as que conseguem aenunciar as autoridades o que se passa pqr'lá, não merecem crédito. A Igreja procurou agir dentro do possível, mas temos limites, eu e mais quatro pa - dres fomos "convidados" a mudar de paróquia ... - Não vamos entrar· em deta - lhes, iremos verificar pessoal­ mente as condições existentes· você tem um relatório ' ' - Tenha paciência, Tonho,pre ciso lhes dar uma visão realis- ta dos fatos, pois ninguém acre dita que no Brasil das CPIs,das cassaçoes, possa existir o tal "Vale da Esperança". Desculpe. Capítulo IV - Formou-se um cartel, hoje são mais de 5 milhões de hecta­ res, de propriedade de meia dú­ zia de empresários, é preciso dizer que alguns deles transfor maram matas, terras improduti vas, em verdaeeiros celeiros,on de se produz de tudo, acontece que administram como se fossem senzalas, não possuem trabalha­ dores, mas escravos. Para o Go­ verno merecem diplomas e trofé­ us, são homenageados, estão des bravando a Amazônia. Para o po­ vo, para os que trabalham, são feitores. - E o proprietário da Recan­ to do Sol? - Perguntou Carlos. - Um milionário paulista,com fama de simples e dedicado à fa mílias, aos amigos, empresário­ admirado e querido, um homem de dupla personalidade. Nas suas fazendas se transforma, um car­ rasco, o pior de todos, contra­ ta os empregados na Estação do Norte e na Central, através de "gatos", leva para o Recanto com promessas e adeus à liberda de. Leiam com atenção este rela tório feito pelo Padre Miguel , ele trabalhava na Paróquia , de Roseira. - Onde está esse Padre Miguel? - Segundo informações foi transferido para urna Paróquia - no interior de São Paulo, uma cidadezinha. - Leia em voz alta, pediu To nho a Carlos. .... -, â m p i r o s e e a n i b a i s pó cara, ão mais de vinte dre na Paróquia de Poseira, e , páginas! te relatório é o relato fiel de - 'Temo tempo e paciência, empregados, peões, lavradores, lia, repetiu Tonho. que consequiram fugir da Agrope Carlos iniciou a leitura. cuária Recanto do Sol, de pro - " Meu nome é Mique l, fui Pa - priedade do Empresário Dr. Eu9e --·------- Relato de um Sobrevivente i nio Martinez... o primeiro depoimento foi chocante, tris e, parecia o Ge u m judeu sobrevivente d e u m ca po de concentração nazista, . silêncio na sala era de cemite- rio, o vento las dava 1: agoniadas ·m dado, liberdade que va na Recans do Sol. ),,. al da li,or falta - Capítulo V ·- Meu nome é Donizete, nasci eleção. nas casas. O quintal era peque na cidade de Capela Alta, na Poucos ficaram para trás. Só no, mas dava para criar gali - Bahia, sa.í de li junto com a mi dois velhos, mais de 70 anos , nhas, plantar alquma coisa. nllfl iamíliu, mulher e cinco fi- mas fortes ainda, foram deixa Não, era proibido. Como cuidar, lhos, num pau de arara, fugindo dos num albergue. se todos na casa tinham que da seca, das péssimas condições Em Cuiabá deixamos õnibus, e trabalhar? As crianças menores ele vida, qualquer coisa era me- perdemos uma das meninas de Ca- eram deixadas na "creche", um lhor do que ficar li, vendo os pela, durante a viagem se cnfe.!, barracão, onde se amohtoavam - filhos, barrigudos de doença , tiçou por um dos auxiliares do iguais a animais. Uma velha é morrendo dia-a-dia. E a mulher, "contratador", ficou lá mesmo , quem cuidava das criahç<.1:1 a b~ magra, olhos sem esperança, fa- não diantou o choro da mãe. o se do porrete. Una desgraceira. zcndo milagres na cozinha para rapaz disse que casaria, monta- Sair da Fnzend~ ~~~ proibi- alimentar os filhos, pelo menos ria casa numa tal de várzea