DIÁRIO REGIONAL 
ANO: 22 MO- 1. 5 J l 28 DE JULHO DE 1.994 - SEXTA-FEIRA 
PREFEITURA Dí IMÍECI A IMPLANTA;iO 
DE MEIO-FIOS NIS RUIS ISFIILTIDIS 
A implantação dos meio-fios já começou pela Rua Barão do Ladá 
rio 
Com o objetivo de 
evitar a deteriorizg 
cão e o comprometi - 
rento do asfaltamen­ 
to de vários trechos 
de ruas da nossa ci­ 
dade, que ficaram 
sem acabamento, o 
Prefeito Municipal A 
braão Zacarias esta 
investindo recursos 
próprios da Prefeitu 
ra na construção e 
implantação de meio­ 
fios nessas vias pú­ 
blicas, cujos servi­ 
cos já foram inicia­ 
dos esta semana pela 
Secretaria Municipal 
de Obras, na Rua Ba­ 
rão do Ladário, tre­ 
cho entre as ruas Ou 
que de Caxias e vo - 
luntários da Pátria. 
A implantação dos 
meio-fios na Rua Ba­ 
rão do Ladário bene- 
versários lerem a {antilatra de Wilson 
O candidato da Co 
ligação Frente Popu­ 
lar (PMOB-PSDB-PC do 
B-PV-PL-PSD-PSB), Se 
nador Wilson Martins, 
ao Governo do Esta - 
do, recebeu em Campo 
Grande, apoio de li­ 
deranças políticas - 
do PTB, PFL, PP e 
PDT, partidos da co­ 
ligação adversária. 
A adesão foi arti 
culada pelo Deputado 
Estadual André Pucci 
nelli (PMDB), que 
disputa uma vaga a 
Câmara dos Deputados. 
Para o Prefeito - 
Jairo Vasconcelos 
(PTB) a decisão de 
manifestar apoio a 
candidatura de Wil - 
son Martins deve-se 
à vontade popular de 
elegê-lo Governador. 
"Pode ter acerte 
za que o senhor já e 
o Governador deste 
Estado. Este é o de­ 
sejo da população e 
consequentemente o 
nosso", disse o Pre­ 
feito ao candidato - 
peemedebista. 
Jairo explicou 
que a intenção do 
, Grupo não é fazer 
barganhas, mas sim - 
plesmente retribuir 
os serviços que fo - 
ram prestados pelo 
Senador quando foi 
Governador do Esta 
do. 
"Naquela época 
muitas coisas foram 
feitas em benefício 
de Glória de Doura - 
dos. 
Hoje sentimos que 
os bons tempos volta 
rão e que muito ain­ 
da há de ser realiza 
do. 	- 
Vontade e compe - 
tência não lhe fal - 
ta", ponderou o Pre­ 
feito: reforçando 
que a vinda a Campo 
Grande foi "voluntá­ 
ria e sem pressões". 
Senador Wilson Martins e Deputado André 
Puccinelli 
NESTA SEXTA FEIRA O SENADOR WILSON BARBOSA 
MARTINS ESTARÁ EM BELA VISTA. 
NO MESMO DIA ACONTECERÁ O LANCAMENTO 
OFICIAL DA CANDIDATURA DE MOKA - 
Orro visita a 
Redação 
O ex-Deputado Es­ 
tadual, ex-Secretá - 
rio de Justiça. do 
Estado e candidato à 
Assembléia Legislati 
va, Roberto Orro, vT 
sitou a Redação do 
Jornal Tribuna da 
Fronteira na sexta - 
feira passada,em com 
panhia do ex-Prefei­ 
to de Bela Vista Il­ 
defonso Pinheiro, a­ 
migos e assessores. 
Roberto Orro, que 
sempre primou pela 
seriedade e responsg 
bilidade na política, 
é candidato à Deputa 
do Estadual pelo PSD 
e está enganjado na 
campanha do Senador 
Wilson para o Gover­ 
no ào Estado. Em Be­ 
la Vista o candidato, 
que é natural da ci 
dade de Aquidauana ~ 
visitou diversas li· 
deranças políticas e 
aproveitou para re - 
ver os velhos amigos. 
ICOMENTÃR~O-OPINIÃOI 
Pagina - 03 
Além do Prefeito, 
aderiu à campanha de 
llilson o vice-prefei 
to José Sabino Sobri 
nho (PFL), os Verea­ 
dores Carlos Denadai 
(PTB), líder do Pre­ 
feito na Câmara, Mil 
ton Duarte (PP), Ze­ 
zinho (PTB), Walid 
Raslan (líder do 
PMDB). O candidato - 
conta ainda com a 
poio do Presidente 
Municipal do PP, Chi 
co do Belo, e do Pr 
sidente do PFL, Jose 
Diogo de Figueiredo. 
Acompanham eles vãri 
os ex-vereadores e 
membros de legendas 
que compõem outra co 
ligação. Para o Vice 
Prefeito José Sabino 
a eleição de Wilson 
representa a volta - 
do respeito abs Muni 
cipios. "O importan­ 
te é saber que vamos 
ter um Governador 
que vai nos receber 
e acima de tudo, irá 
nos ouvir", sinteti­ 
zou c Vice-Prefei­ 
to. 
ficiará aproximada - 
m:ente 260 metros cor 
ridos de rua e seg ,ni 
do informações do Se 
cretário Municipal - 
de Obras, Nólio Dió­ 
rio, o objetivo é 
fazer a colocação de 
meio-fios, guias e 
sargetas, em todas 
as ruas asfaltadas - 
que não possuem essa 
benfeitoria, como os 
trechos das Ruas San 
to Afonso, entre a 
Duque de Caxias e Al 
vares Cabral, totali 
zando duas quadras; 
parte da Alcebiadcs 
Bobadílha da Cunha , 
abaixo da enfermaria 
do 10O RC Mec e Rua 
Voluntários da Pá­ 
tria, trecho entre a 
rua Santo Afonso até 
a rua Marechal Deodo 
ro, já no bairro An­ 
tonio João, numa ex­ 
tensão de três qua­ 
dras, totalizando a­ 
proximadamente 1, S Km 
corridos de meio-fios 
a serem implantados 
nas ruas asfaltadas. 
Importante resal 
tar que eses servi­ 
ços de implantação 
de meio-fios repre - 
s ntava uma r ivindi 
cação do moradores 
dessas ruas que ha 
viam recebido o d!s -­ 
falto ma ficaram 
sem essa benfeito 
ria importante para 
a conservação do as­ 
faltamento, evitando 
infiltrações d'água 
e as detcriorizaçõcs 
provocadas pelas en­ 
xurradas. O Prefeito 
Abraão Zacarias, as­ 
sim que os recursos 
da Prefeitura permi­ 
tiram, determinou o 
inicio imediato dos 
serviços, começando 
pela fabricação dos 
meio-fios na própria 
fábrica de tubos da 
Prefeitura Municipal. 
Para se ter uma idé­ 
ia dos custos dessa 
obra, basta dizer 
que para cada dois - 
metros corridos de 
meio-fios é gasto um 
saco de cimento. 
'oicar;ão las Calilatas 
a Célia 
lQ - Wilson Barbosa Martins 
20 - LeVJi<' Dias 
)Q Pedro Teruel 
4 Rita de Cássia 
COLOCAÇÃO DOS CANDIDATOS AO SENADO 
10 - Rarnez Tebet 
20 - Ricardo Brandão 
)Q - Ary Rigo 
40 Lúdio Coelho 
50 - Rachid Derzi 
60 - Alan Pithan 
70 Francisca Diva Escobar 
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·+01, A', 
POLITICI DE PEDROSSIIN 
PIRA SE É ELOGIIDI 
"O Governador Pe­ 
dro Pedrossian rega 
tou toda a rede de 
serviços hospitala - 
res do Etado, pro - 
porcionando um aten­ 
dlmonto cli0no a popu 
laçfio", doataoa ~ 
Prouidcntc du Aaao 
ciação de Amparo d 
Maternidada e à In - 
(fincia, (mantoncdora 
da Maternidade da 
Cândido Marlono)' , 
Joaquim Nunes Marqa­ 
rido, Ele lembro que 
a antidado que diri­ 
qe vinha enfrentando 
sérios problemas de 
ordem financeira e 
não teria condições 
de investir o dinhei 
ro gasto polo Estado 
na reforma o amplia­ 
cão da Maternidade. 
Margarido elogiou 
a política de saúde 
implementada pelo Go 
vernador, afirmando­ 
que a população é a 
grande beneficiada - 
com a reformulação - 
no sistema de atendi 
ment.o e na tolhoría 
d condiçoen técni­ 
cas e operacionais - 
do:s Hospitais. "o 
Covorno uincJ,, no•, nu 
xilia através do Pro 
rnon u l , com uma ali • 
mentação de primeira 
para o, pacientes , 
correspondendo a at6· 
30% do nosso orçamen 
to", ressalta. As o­ 
bras de reforma e am 
pliação de Hospitais, 
segundo Margarido , 
vão evitar o colapso 
no setor de saúde do 
Estado. 
Para Alcx Bortodo 
Garcia, Presidente - 
do Sindicato dos Mé­ 
dicos de Campo Gran­ 
de, a estrutura físi 
ca que o Governo do· 
Estado está garantin 
do, na Capital e nÕ 
interior, é um gran­ 
de avanço para a me­ 
lhoria do atendimen­ 
to médico-hospitalar 
e qualidade de vida 
das pessoas. Ele 
ressaltou que a ca - 
0 
rencia no setor de 
Saúde publica vinh 
preocupando, espe 
cialmnte em relação 
ao d6ficit de leitos 
hospitalares. Disse, 
também, que o Hopi­ 
Lal Foan Pedrosbian 
é uma grande obra o 
seu funcionamento a­ 
dequado vai valori - 
zar a classe médica, 
"que sempre fol col2 
cada em segundo pla- 
no". 
Comentário lpiià 
Q(Jl 
SÔ .1MBULÃNCIAS 
"Os Governos ante 
riores só se preocu­ 
pavam em distribuir 
ambulâncias aos Muni 
cípios, criando cada 
vez mais estrutura - 
para direcionar o 
deslocamento de doen 
tes para Campo Gran­ 
de, que vivia o caos 
por falta de leitos 
e estutura", afirmou 
o Presidente da San­ 
ta Casa, Walter Ro - 
drigues. "O que real 
mente resolveria o 
"NO GOVERNO DE PEDRO PEDROSSIAN A 
SAODE E PRIORIDADE" 
problema da aüde da 
pop lação eria a 
construção de Hospi- 
is, como vem fazen 
do o Governador pe - 
dro Pedrossian. No 
eu Coverno, a saúde 
realmente avançou pa 
ra melhor". 
Somente de 16 de 
março ã 26 de junho, 
a Santa Casa de Cam­ 
po Grande atende a 
929 pacientes do in­ 
terior, corresponden 
do à 30% da capacida 
de mensal daquele 
Hospital. "A procura 
pela melhor assistên 
eia cm Campo Grande 
causa sérios proble­ 
mas, além da superlo 
tação. O deslocamen­ 
to do doente o colo­ 
ca em risco nas es - 
tradas e onera o bol 
so de sua família" , 
observa Walter Rodri 
gues. Ele destacou ã 
política de saúde do 
Governo do Estado di 
zendo que a constru­ 
ão e reformas de 
Hospitais são impor­ 
tantes para tirar o 
setor do quadro cri­ 
tico. 
1 11ula se11 cabeça 
Não tem rumo cer- janeiro e recebeu em pelo Ministério das os João Ninguém que,' 
to. Assusta. Provoca junho, mas não cons~ Relações Exteriores, nos Hospitais (paci­ 
medo. Paralisa as guiu receber em abril não foi aceita çomo entes mesmo que são), 
pessoas ... Toma ru - o do trimestre ante- Documento válido e nas Escolas públicas. 
mos inesperados. Co- rior, porque se es - tive que ir ao Cartó nas repartições, nas 
mo não tem cabeça· quecera de enviar o rio para reconhecer- filas intermináveis 
não vê: esbarra nas atestado necesário. a firma no Documento para alcançar autori 
coisas, derruba. To- Q outro dia assisti de venda. Procurei o dades das quais de= 
cada, reage aos coi- na TV a história de Cartório cerca de on pende seu ganha-pão, 
ces ... Já vem de mui um pobre sertanejo de resido e regis sua saúde ou bem-es­ 
to a crise do Estado nordestino a quem um trei minha assinatu- tar, continuam so 
brasileiro; quer bandido roubou a car ra, mediante módica frendo do sadismo , 
queiramos ou não teira de identidade. quantia, sem outro - burrice e cruel indi 
tem sido o principal O assaltante foi pos requisito senão a a- ferença da Mula Sem 
agente na construção teriormente morto pe presentação da car - Cabeça. Até quando? 
ou destruição do la Polícia e enterra teira de identidade A pergunta é angus - 
País" ... A crítica - do sob a identidade- que o Detran recusa. tiante. 
ao Estado parece de da vítima do roubo.A Há mais de trinta a- Há décadas que a 
um liberal e é exata gora o coitado tem nos, o então presti- faço sem conhecer a 
mente a que eu cost~ que recorrer à Justi gioso ISEB adotou a resposta. Talvez me- 
mo fazet. Mas (espan ca para provar que tese do não menos us netos possam vi-. 
to!) está num suelto está vivo. E na teli prestigioso Profes ver num País que, fi 
do sociólogo Herbert nha aparece ajuiza sor Hélio Jaguaribe, nalmente, irá reco= 
de souza (no J.B de que, arrogante, sen- de que é o Brasil um nhecer que, enquanto 
8.5.91)! Algo incoe- tencia que é assim Estado Cartorial. Hou os sentimentos de de 
rente na pena de um mesmo: ele tem que ve 50 anos de pro pendência diante do 
dos mais eminentes e "seguir os trâmites gresso em cinco, hou paternalismo do Esta 
santificados membros legais", numa justi- ve reformas de base- do (representado por 
do partido mais esta ça que é, tradicio - goulartianas, houve seus políticos e fun 
tizante e descabeça- nalmente, paquidérmi regime militar, AI-5, cionãrios) não forem 
do deste País... ca, boçal, corrupta Abertura, Nova Repú- superados, esperança 
Mas Betinho tem e contrária a qual- blica, Constituição não existe de sair - 
toda razão. o Estado quer interferência - de 88, Brasil Novo , mos do atraso tercei 
brasileiro é burro , externa em seus pri- Impeachment e fracas ro mundistà .em que 
corrupto e sádico. E vilégios. 	sou uma problemática ·sobrevive uma lenda 
vitar a Revisão Cons O outro dia, tive Revisão Constitucio- ou mito como O da 
titucional e manter que registrar no De- nal. Mudou alguma Mula Sem Cabeça ... 
os privilégios exor- tran a venda de um coisa? 	J.O Meira Penna é 
bitantes de politi - velho automóvel meu. Milhões de hol Diplomata e Profes 
cose funcionãrios Minha carteira dei- polloi, o lumpen co- sor Universitário. 
das estatais só pode dentidade, expedida mo Marx os chamava, (Agência Planalto) 
constituir fantasmas S aúde 
de uma mula sem cab~ 	la 
ça. Alguns exemplos 
divertidos ou revol- o Governo já começou a colher os frutos de sua política de 
tantes, só para en " Saúde. Nos ültimos anos, os recursos destinados à saúde foram re 
treter os debatedo aduzidos em 50$ - com isso, nos três primeiros meses de 1.994 a 
res: no Brasil, o re região Nordeste do País registrou um aumento de 25% nos óbitos - 
querente tem que pro infantis. No primeiro trimestre de 1993, a cada l.000 crianças - 
var que está vivo , com menos de um ano, 52,9 morriam na região. No mesmo péríodo 
eis que maior crédi deste ano, as mortes aumentaram para 73,9 em mil. São números as 
to é dado ao ate
st
a- sustadores. Em Alagoas, por exemplo, os óbitos subiram de 77,2 - 
do de óbito do que em mil (1993) para 100,8 em mil este ano; no Piauí, neste mesmo 
ao corpo do defun período, o índice saltou de 52,7 emil para 74,1 em mil; no Cea­ 
to ... ou à presença rá o aumento foi de 51,8 em mil (1993) para 116,2 em mil (1994) 
real ào dito cujo. Este índi~es são.resultantes de um fator: o Brasil gasta com a 
Certa vez, um di- saúde, hoJe em dia, a metade do que investia em 1987. Acrescido 
plomata aposentado a isto, podemos ainda citar a corrupção que permeia a gestão das 
que vivia no exter1 verbas públicas, diminuindo em muito os escassos recursos. Todo 
ore ao Tesouro en- este descaso com a saude da popu~ação tem colocado o-Brasil em 
viava trimestralmen- situação v~rgonhosa fr7
nt
7 
ã alguns países latino-americanos: en 
te prova de que per- quanto os indices brasi~eiros registram que, a cada mil crianças 
manecia vivo - rece com menos de um ano de idade, 54 morrem na Costa Rica este núme- 
beu seus proventos em ro cai para l4 e no Chile para 15. (Agência Planalto) 
Depois qa 
'a partir do : 
[co pai do a 
[esqui a. de prc 
[mercados da cidad, di­ 
qa-se d pa vagem, sob 
!·• r.:,1n: 1.:, ".J.r r1... po?- 
[ab 1idade, tanto a ni­ 
've! de cu tus, coo 
jrasp"..nE.110'1tt.l.dc, te- :s 
recebido de parte da po 
pula;ão, ratas manifei 
acoes de apoio e a 9o'ag° PIóte 
mesmo tempo também mui- 	{ 
tas denúncias contra alguns mercador _4e] 
continuam aumentando preços, em a mini-j 
na r~z~o e juLtificativa. l 
O engraçado de tudo isso é que a» Pi 
soas, não reclamam para o comerciante e, 
o que é pior ainda - elas compra!... Com, 
pram, lcvan ,J 1:,ercador in p:1ra CiJ<Ja e tic-
1
, 
pois nos procuram para reclamar. Pior 
ainda, não pedem a NOTA FISCALI.. [ 
Ora minha gente! .. cm prir.ciro. luy-1r 
é preciso que todo mundo oaiba que o~! 
preços das mercadorias não estão congela] 
dos o so~cntc os órgãoa investidos êc p~1 
deres especiais podem fiscalizar os cus­ 
tos e averiguar se está ou não havendo a 
buso!.. Nem mesmo os órgãos fiscalizado­ 
res podem multar por verificar a pr,ílica 
de preços altos. A única arma que eles 
têm, é a iniciativa legal de mandar fio­ 
calizar a Empresa e aí sim, achando, co­ 
mo sempre acham, problemas de ordem fis­ 
cal, aplicar no "careiro" uma bela multa 
corretiva em nome da sonegação de impos­ 
tos e nunca pela prática de preços abusi 
vos. 
Quem deve decidir se compra ou não a 
mercadoria com preço alto somos NOS, OS 
CONSUMIDORES! .. A nossa colaboração com 
o plano de estabilização de economia, se 
limita a essa providência, o que já é 
mais do que bastante para acabar can "qual 
quer buteco ganancioso" que haja por ai. 
Quem quer de verdade participar como 
CIDADÃO, com civismo e com determinação, 
do combate aos preços altos, não deve de 
forma nenhuma comprar onde os preços es­ 
tãc abusivos, pois é para isso que nós 
levamos um tempão fazendo pesquisas e 
mostrando onde o produto está mais bara 
to, para inclusive, como sempre, os mal­ 
fadados linguarudos, que não tem outra 
coisa a fazer na vida, a não ser "falar 
da vida alheia", alegar que estamos fa - 
zendo política eleitoral e buscando fa - 
zero nome para uma possível candidatura 
à alguma cargo eletivo! 
Ora, se temos ou não temos essa pre - 
tenção, é problema unicamente nosso, po­ 
is o importante mesmo, é que, com objeti 
vos políticos ou não, estamos fazendo al 
guma coisa em benefício da comunidade, o 
que por si só, já é muito melhor e muito 
mais saudável para o nosso ego do que 
"ficar por aí" falando da vida dos ou 
tros e mostrando à todo mundo a sua in - 
competência e o seu conformismo, como 
cordeiros indefesos. 
Além de tudo, não vemos a necessidade 
de sair por aí querendo fazer nome, pois 
aquilo que fazemos hoje e jã fizemos on­ 
tem, tanto na administração dos despor - 
tos da cidade, como também na Câmara de 
Vereadores, já foi motivo de incontáveis 
manifestações de simpatia, vindas de pes 
soas que sabem reconhecer a ação claque= 
les que fazem alguma coisa pelo bem CO - 
mum. Nem sempre isto, é fazer política e 
leitoral. , isto sim, a política do ci 
vismo, do inconformismo, da insatisfação 
com a situação das coisas do dia-a-dia , 
é a política da prática da cidadania -um 
dever e um direi to de qualquer um! .. inde 
pendente da vontade de querer ser eleito 
para alguma coisa! 
Mesmo aqui, quando através desta Colu 
na, estamos tentando dizer às pessoas 
que é preciso verificar os preços e se ne 
gar a comprar de quem vende mais ca.ro -; 
estamos apenas concordando com o Minis - 
tro da Economia e o Governo, que estão 
diariamente nos pedindo e quase nos su - 
plicando esta providência! .. Estamos a - 
qui, tentando lutar pelos nossos interes 
ses, pois se os preços caírem ou se man 
tiverem num patamar decente, somos nós 
todos que vamos melhorar as condições de 
vida. Estamos aqui ape·nas, como que a 
gritar por um melhor padrão de vida, pois 
depois de tanto sofrimento nestes Últimos 
anos, está na hora de vermos a falada 
"Luz do fim do túnel" e rogando para que 
essa "luz" não seja mais um "trem" a nos 
passar. por cima! .. 
Acima da amizade com o dono do Merc:.ado, :i:uito zci 
cn do respeito que deveos ter para com o nosso se 
lhante,épreciso que estejamos consciente do dé­ 
que temos para coa Nação. 
•.

1 -- 
IRIPONGI NI E SCUTI 
---- 
-Amor e amfzale no e compra. Se conquista, 
-0 trabalho enobrece e dfnlffca os justo 
danifica e empobrece as desonestos, 
,1::11r: 
problea, Para ele o aior problema era quando pre 
cisava toar ô!bus. Sempre chefos, abarrotados, @ 
quele empurra-eupurra, Certo dia lá e tava ele no 
ponto. Chega o ôn!bus. Abarrotado como sempre. No 
melo daquele povo havia uma enhora com uns seios­ 
de tamanho desnaturado, enores, O nosso gago en­ 
tra no r for sufoco naquele aperto. Procura um l 
;ar e acomoda-se, De repent, r!ta: 
-0uI selo, hem? 
Mnl fecha a boca leva ur bufetio na cara da dt 
Sabians que lutel por voce desesperadamente? Qua 
se fuf à loucura por tua cauna, l!ouve vezes que es 
quecI da famIl1a, dos anulou, do lazer. Tudo por - 
tua cauta, as vezes entla vontade de te abandonar, 
t <J <'!l(jll<'ccr, )!,ifJ cu era um fraco, um covarde. O d~ 
orlo du •~r vocc só para mim era mnJor. Iu ao de­ 
espero, ao delírfo, quando percebia que havia u 
tros pretendentes.Dormir Já não podia mais, pois 
mal peava no sono fá via voce cm sonho me escapa 
do, caindo nas mios de outro conquistador. Eu esta Foram vinte e quntro anos de espera e sofrimcn­ 
va perturbado. Havia me transformado num escravo de to. Novamente o Brasil i o Fr1meiro a chegar o ea­ 
algo que não era só 1ncu. Lutei pra te tirar de - te título, Foram horas de desPspero 1, tolerância , 
meus planos, de meus pensamentos. Sem resultados • mas valeu n pena. Foi uma conquista inédito. Mais 
Tudo em vão. Um amlgo chegou a me dizer certa vez' uma vez nosso verde-amarelo predominou. E o que é 
que não valia a pena lutor tanto por alguma coisa, mais importante:justnment1, no pa!a que mais suga - 
por ulguêm d1sputado por muitos. Ele tinha Óbvias nossas economias, Quando noEsa bandeira tremulava 
ru1.ô,,s. Jamais pensei que um dia pudesse me trans- no alto do mastro, nosso hino, silenciava a galera 
formar num apaixonado obcecado .. Mas me transfor- nos estádios super-lotados , dávamos nosso recado­ 
mci, Bronqueou cabelos, perdi forcas, cnve1heci. de brnsilidode, de fé, de esperança. Enquanto lá 
Meus filh~s cresceram. E cu nunca tive voce sõ pra nos stets o Parreira florescia para produzir ca- 
mim. Que peno. 	chos, nõs aqui no Brasil vivíamos divididos entre 
Hoje vivo novos tempos. Lembro-me com saudades- duas realidades: a conquista do Tetra e o lnnçace~ 
das poucos vezes que tinha voce comlgo,sõ pra mim, to do Real. 	• 
de repente, voce escapava, voava, como uma ave de Está aí.Parreira já floresceu, já deu frutos . 
rapina para logo estar nas mãos de outro. Mas como Seus frutos estão sendo saboreados por milhões de 
na vida tudo passa, voee também passou, deixando - brasileiros. E o Real? Será que dará aos brasilei­ 
saududes e resquícios de tempos que não voltam - rosas mesmas alegrias que a seleção nos deu? Esta 
mais. 	mos torcendo. Vamos tirar a camisa verde-amarelo - 
Agora vejo voce velha, desbotada, amassada, sem num lugar de honra que esta já é nossa e yamos ves 
valor, cheia de remendos e curativos na face para tira camisa do Real. PreciFamos de conquistá-la: 
disfarçar as marcas dos aventuras vividas enquanto Outra copa sõ daqui a quatro anos. O Real é o ago­ 
era nova, bonita e dona da situação. Certamente - ra, o hoje. Temos que conquistá-lo tombém .• Na Copa 
pensava que sempre estaria por cima, dona da situa soando todos os componentes-jogadores.treinadores, 
cão, agora vejo voce rolando na rua, em qualquer - equipe técnica,etc.-somavam umas 120 pessoas. No - 
lugar, i~norada por todos, inclusive por mim, que jogo do Real, são 150 milhões de atletas correndo 
tanto lutei para te conquistar eternamente. Perde~ atrás da mesma bola- O Real. Temos que vestir esta 
te teu valor. Não há mais lugar pra voce, teu tem- camisa com garra para mais esta conquista. Ninguém 
po Já era. No teu tempo, voce balançava corações , vence se não lutar. O plano é nosso. Nos jogos da 
fazia os homens brigarem. Voce e tuas parceiras,ho Copa éramos apenas torcedores. Na luta do Real so­ 
je ninguém mais, quer nenhuma de voces. Perambulam mos nõs. Se·nos tornannos • meros torcedores e 
pelas ruas, param debaixo de árvores, nas calça- criticos esta batalha não será vencida. Novamente 
das, nas paradas de ônibus, lanchonetes. CHegaram nosso adversário - A Inflaçeo-será vencedora. Tudo 
outras para ocuparem seus lugares, estas mais jo- é muito parecido. Na seleção o técnico era o Par­ 
vens, tá ok7 Tenho pena mas não posso fazer nada • reira. Na luta pelo Real o técnico é o Itamar.NÔs 
Quando eu te queria sõ me fazia sofrer. Hoje sou - somos os atletas. Portanto, o responsável pelo su­ 
eu que não te quero mais. Procure outro planeta.Na cesso do Plano não é apenas o governo. e o povo 
terra não há mais lugar para tua arrogância, já te também. 
nho um novo amor. Estou na era do REAL. Cruzeiro - 
para mim já era. 
ta enhora, 
Dcsc&pcrndo,grila: 
-V1ssl, eu num sabia 
Ônibus i,cio, 
qui era proibido falá 
COPA 94-IIRASIL TIIT!u-CAH.PF:.ÃO 
du 
RECADOS 
PARA-CHOQUES 
nos filhos nao adiantou".. "Eu desconhecia teu lado poético. Quanto senti- 
mentalismo, heim? . 
Para:Ana Fâtima: 
"Vote nas P. Votar 
conteceu: 	My melo levanta- 
# No embalo das emoções u certo D 
1 
-' ~ 
0 
r,;- ~:,.rc:1.Jo s-:, r- 
do mé, abraçou a namoraaa do • ' 
J 
d( ·-La (•"".l,t f'U .. ~1,.C). 
ut. Anda bem que O cve » 
O Flash Dance abrta suas portas para a a ir 4 '_ 
balar-se ao so de IIrdos ambas e morcbus carna­ 
valescat Agito, total na cty. LU lance, pore ,me 
eharoa a are<ão. Fot a Fitia,do Bradesco, e»ta@ 
te de uns 07 ou Oi meses, no mfor e'alo do amhe. 
f tso af amiga. AfLnal de contas grav!dez nao e - 
Inôn!mo de paradeira. 
No embalo das comemorações multa cofsa rolou por 
de baixo da ponte; Tof gente que perdeu o acompa­ 
nhante, errou o caminho de casa, dorfu no banco - 
dn prnça, etc. Eu Inclusive, na r.cgundi'l fi:-Jr~ n,,o 
sabta onde estava minha magrela(bicicleta). Esquu­ 
cI que havia levado para o concerto no tHibado. 
* O Marcelo, filho deste colunista, tomou um porre 
pra nunca mais ser esquecido, coo direito a_bnnho 
e filmagem dado pelos amigos. O porre foi tao grü~ 
de que chegou a trocar a Itália pela Alemanha. E 
já partiu para n próxima Copa, SÓ que trocou a - 
França por Seul. 
MOMENTO POÉTICO 
BADALADA DE UH ADEUS 
Foste embora talvez para sempre, deixando um1 va 
zio muito grande nos lugares por onde passou. 
As árvores, a rua, tua primeira morada também - 
sentiram tua falta. 
Esse rombo que abriu ao partir 
Nunca mais será preenchido. Nunca 
Por onde andas, com quem andas nao sei, nem - 
quero saber. 
Já que feriste meu coração com a partido 
Poupe-o omitindo dizer-me com quem andas. 
Deixe-me· alimentar a utopia que um dia volt11rá 
pra ficar e que numa tarde de primavera rodeados 
de cravos, rosas e margaridas ao som de palmas e - 
orquestras adentraremos um local prometido. 
Tornaremos um sonho realidade. 
TOMANDO TERERE 
(P.L.E.) 
Para:Leomar Ramirez: 
"Seo Zé Trindade" encontrou-se com uns amigos - "Até quando vai durar esse teu vai-e-vem de es 
num final de semana e foram para um boteco tomar - cola?" 
umas e outrns. E que bebedeira! A madrugada já ia 	As.ELA 
alta quando perceberam que era hora de ir embora. Para:Márcio(filho do prof-elio) 
Todos meio juruguampiados, saíram às ruas. O últi "Deves ter um amor pra valer em Ponta Porã. Não 
mo a chegar em casa foi "Seo zé Trindade". Bate - dã moral pra nenhuma gatinha da city" 
palmas frente a uma residência na qual foi atendi- 	Uma admiradora 
do por ur senhor meio revoltado. 	Para: Neiva,Naira, Marlene, Tima, Ilza Paulo e ou- 
-0 que o senhor desejo a estas horas da madrugé tros. 
da? 	"Gostei do agito na Rua Y.ato Grosso, quinta fei 
- Eu quero saber onde é a casa do Zê Trindade? ra, 21 de julho, é isso aí galera. Aproveitemos os 
-}1.:1s o Zé Trindade é o senhor. 	bons momentos da vida. Eles são raros e Únicos". 
-Isso eu sei. Eu quero saber é onde fica minha 
Q~ase sei que tua ida não tem volta. 
Nao importa. Talvez tenha sido melhor. 
Mas se um dia resolver voltar avise-me 
cedencia para que eu possa preparar-me. 
Mas saiba de uma coisa: 
nesse dia não haverá noite 
O sol não entrará 
As rosas abrirão antes 
a volta de quem partiu em 
que um dia retornou- 
Desta vez para ficar. 
ccn ante 
do tempo para coreorare 
busca de aventuras, mas 
(Hio L.Pfnto) 
PENSAMENTO 
casa. 
0 colunista' 
Um ~ago vai a uma cidade grande trotar-se do 
Sejam quais forem os obstáculos que te sura a 
frente, na expectativa do apoio 	J 
- • 	que solicitas dos 
ceus, nao desesperes, nem esmoreças, 
Se a resposta do Mais Alto aos pedidos fi- 
zeste parece demorar excessiva . que 
rogativo decerto reclama anãlicente, e que a tua. 
a fim de que futur _ ses mais profundas , 
, amente, nao te v lt 
as leis da vida, alegando haver i o es contra - 
• 	ca do na ímprev! 
dêJcia que t~ra nascido de ti mesmo e não do se- 
nhor que, sabiamente,. nos reserv 
lhor. 	a sempre o me- 
********** 
Pelos erros alheios que claramente nos 
pa, examinemos os nossos com a sir preocu 
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AS'TO. 
Dia 24 - Domingo - Início da novena 
19:)0 HS Mi - (Tema - Qum foi S. Afon- 
o) 
Dia 25 - Sequnda - Feira 
foi S. Aforo) 
15:00 'IS - Hora Santa 
19:00 HS - Misa (responsável 
Familiar) 
Dia 26 - Turça-fcira Tema 
Vida e obra de Sto Afonso 
15:00 !IS - Hora S nta 
19: 00 J!S - Mi:;sa (responsJ.vcl 
Catequética) 
Dia 27 - Quarta-feira 
tia e Sto Afonso 
15:00 HS - Hora Santa 
19:00 HS - Missa (responsivel 
das CEBS) 
Dia 28 Quinta-feira 
e a c.s.s.n. 
15: 00 HS - Hora Santa . 
19:00 Hs - Missa (responsável 
Bela Vista) 
- pastoral 
- Oração na - 
- Pastoral - 
'Tema- A Eucaris - 
- Pastoral - 
Tema - Sto 
- Irmãs de - 
Dia 29 - Sexta-feira 
e a conversão 
15:00 HS - Hora Santa 
19:00 HS - Missa (responsável - Pastoral - 
do Dizimo) 
Dia 30 Sábado - Tema - Sto Afonso e a Pe­ 
nitência - Encontro c/ os vocacionados. 
Tema: Sto 
- Leitura' 
Afonso 
Afonso 
15:00 HS - Hora Santa 
19:00 HS - Missa (responsável Pastoral 
das Comunidades) 
Dia 31 - Domingo Tema - Santo Afonso e 
as Vocações 
8:00 HS - Missa (responsável Pastoral Li­ 
turgica) 
15:00 HS - Hora Santa 
19: 00 HS - Missa (responsável _Pastoral Li­ 
turgica) 
Dia 01 - Segunda-Feira Tema - Santo Afon 
soe Maria 
9:00 HS - Missa Campal e Procissão 
(Tema Santo Afonso e a Perseverança) 
(Responsável - Todas as Pastorais e Esco 
las) 
Missa presidida pelo N. Bispo 
DiocesanoD. Onofre c. Rosa. 
OBSERVAÇÕES IMPORTANTES 
Cada escola e Pastoral deve preparar: 
Leitores, Comentários da celebração, Cân­ 
ticos, Liturgia em Geral, Animação daCele 
bração (Conforme o tema e as Leituras) - 
Dia 24 - De julho 
•Atos 1,22-28 
Leituras Fil 3,8-12 
Lc 4,16-22 
Dia 25 - De julho 
Gen 18,20-32 
Leituras 
Lc 11,1-13 
Advocacia 
DR. MARCUS RUIZ 
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DR. B8LIO RUIZ 
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29 
Leitura! 
Dia 30 
7a'n 1 0 4, - 
t 31-46 
p.l! - AO 9,1-2 
a 1,9-15 -~ 
Julho !Cor 4.!6. - ,. 
o 
Jo 15, l -27 
De 
) ú' 1 ,, - i .!.) 5.1-4 
Mc 10,28-11 
De julho - 
T .. ,, l, 9, 1- 
E.t 1 , 3-G; 11-12 
Lei uras 
1 
Leituras 
Jo 19,25-27 
flin 01 De 
J:f J.6; 11-12 
Leituras Jo 17,9-24 
Edital de f roclamas 
7 
JANILDE ROSA DOS SlN70S, Oficiala,clo 
Car ório de Registro Civil d o a cidade 
de nela Vista-MS., faz saber a todos 
quanto o presente Edital de Proclamas - 
virem, que apresentaram os documento~~ 
xigidos pelo artigo 180 do código Civil 
Brasileiro e pretendem se casar: 
ISMAEL ANTONIO LOPES e J<ATIANA APARE 
CIDA OE MOURA CRISTALDO ambos brasilei­ 
ros, solteiros, naturais deste Estado,­ 
domiciliados e residentes nesta cidade, 
ele, militar, filho de Beatriz LopPS de 
Almeida, ela, estudante, filha de versi 
lio Cristaldo e Leopoldina de Moura 
Cristaldo. 
BELA VISTA-MS., 26 DE JULHO DE 1.994 
JANILDE ROSA DOS SANTOS - OFICIALA 
Prefeitura Municipal 
de Bela Vista 
JARDIM MS 
Publica-se novamente, pois na Edição 
1528 de 2]/07/94 sáiu Decreto NO 826 
quando o correto é Decreto NO 836 
DECRETO NCMERO 836, DE 15 
DE JULHO DE 1.994 
"Prorroga prazo para pagamento da par 
cela da única do IPTU/94, e dá outras - 
providências". 
O PREFEITO MUNICIPAL DE BELA VISTA,ES 
TADO DE MATO GROSSO DO SUL, no uso de - 
suas atribuições legais e tendo em vis­ 
ta o disposto no art. 297 da Lei no 966 
de 20 de dezembro de 1.993. 
DECRETA: 
Art. 10 Fica prorrogado até o dia 
29 de julho de 1.994, o prazo para paga 
mento da parcela única e 1~ pacela do - 
Imposto e Territorial Urbano - IPTU, e­ 
xercício de 1.994. 
Art. 2 - Este Decreto entra em vi­ 
gor na data de sua publicação. 
Art. 3 - Revogam-se as disposições 
em contrário. 
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JARDIM/PORTO MORTINHO 
li 
.... JARDIM - MS 
Personalizá d o·

1 M o n i a En s a n g enlad 
tradução e apreenta;ão 
de Sérgio Medeiros 
q
ondo p;1noci uinntc cl,1 o-1l1J, cuj, o 1,1- 
elas davam para o Jardim, vi nLrav~~ 
a porta entreaberta Agnes sentada e 
ma Moa, Ela desenhava e 'inha vários 
·shoços incompletos espalhados ao re­ 
dor, 
Decidi entrar. 
"Oh! é você?", ela disse, erguen­ 
do a cabeça, "Não é um Estranho, portanto 
vou continuar sem cerimonia nesta ocupa - 
;ão. Peque uma Cadeira e ont -se ao meu 
ado". 
Fiz o que ela disse e aproximei-me da 
~•~sn, Tomei maquinalmente alguns dcocnho5 
pols tinha a cabeça imersa em outroo as­ 
suntos (sua 'Tia não pouparia esforços pa­ 
ra nos separar), e examinei-os. Um dos 
wm~n impresoionou-mc por sua singularida 
de. O desenho representava o Saquão do • 
Castelo de Lindcnbcrg. Uma porta deixava 
, entrever uma cocadaria ao centro. Em pri­ 
reiro plano, aparecia um grupo de figuras 
colocadas cm posic5cs grotescas; o Terror 
estava estampado sobre cada semblante. A­ 
qui, uma mulher ajoelhava-se e erguia - 
os olhos ao céu, numa prece das mais devo 
tas; ali, um homem tentava fugir andando­ 
do gatinhas. Outros, com bocas abertas e 
olhos esbugalhados, apontavam para a Fi - 
gura que aparentemente havia provocado a­ 
quela confusão: era uma mulher de estatu­ 
ra não exatamente humana, vestida no hábi 
to de alguma ordem religiosa. A face esta 
va velada; de seu braço pendia um rosário 
de grandes contas; o vestido manchara-se 
em vários lugares com o sangue que manava 
de uma ferida em seu peito. Numa mão Ela 
trazia uma Lãmpada, na outra uma grande - 
Faca; parecia avançar cm direção ao por - 
tão de ferro do Saguão. 
"O que significa isso, Agnes?", per­ 
guntei, "E: uma invenção sua?" 
Ela olhou para o desenho. 
"Oh! não", replicou. "Essa invenção sa 
iu de cabeças mais sábias do que a minha~ 
Mas como é possível alguém ter vivido du 
rante três meses em Lindenberg sem ter ou 
vido falar da Monja Ensanguentada?" - 
"Você é a primeira pessoa que menciona 
esse nome para mim. Diga-me, então, quem 
e essa Senhora?" 
"Existem mais coisas do que saberia 
contar a você, Alfonso. Todo conhecimento 
que tenho dessa
0
História vem de uma velha 
tradição de família que tem sido passada 
de Pai para Filho e na qual todos acredi­ 
tam piamente. Veja, o próprio Barão acre­ 
dita nela, sem contar minha Tia, que pos­ 
sui uma queda natural pelo Maravilhoso e 
duvidaria das verdades da Bíblia, mas não 
da existêpcia da Monja Ensanguentada.Quer 
que lhe c;onte essa História?" 
Respondi que ficaria grato se ela o fi 
zesse. Sem interromper seu trabalho,Agnes 
narrou o seguinte, num tom comicamente - 
sério: 
"E: surpreendente que nas Crônicas dos 
tempos idos essa Personagem notável nunca 
s7
ja mencionada. De bom grado lhe conta - 
r1a a vida dela, mas infelizmente é como 
se a Monja não tivesse existido até a sua 
morte: depois disso é que Ela sentiu ne - 
cessidade de fazer algum barulho no mundo 
e, imbuída dessa decisão, escolheu auda­ 
Ciosamente o Castelo de Lindenberg. Como 
tinha bom gosto, tomou para si o melhor - 
quarto da Casa e, uma vez estabelecida lá 
começou a divertir-se dando socos nas me- 
15 e cadeiras no reio da noit. 
ofress de Insônia, m s is o 
mo aber com certoz. equ !o 
s. 'Diversão' cor ;ou hã e4' 4mn, e 
culo. Era acompanhad. de grito, uivo , 
b1afia e outros ruídos iqualente ser a­ 
davéi desse tipo, Mas, mbor» EI Honrase 
com sua visita um dos quartos do Catolo, 
não se aventurava pelos outros. Ocasional­ 
men e, perambulava pelas velhas Galerias, 
percorria os espaçosos S a l õ e s e, às v e z e s , 
parava dian e dar; portas dos Quartos, on­ 
de. chorava e e lamentava, aterrorizando - 
seus ocupantes. Nessa excursões o urnas E 
la. foi vista por várias pessoas, que des - 
crevem sua aparência tal como a desenhei, 
com traços poucos dotados". 
A singularidade desse relato imediata - 
mente despertou meu interesac. "Ela nunca 
conversou com essas pessoas?", perqun ci. 
"Não, Pois não era lá muito ncdu ora n 
demonstração que dava de seu talento para 
a conversação. Num primeiro Momento, o Cas 
tolo retumbava com pragao e maldições, mai 
logo depois, ouvia-se o Pater-Noster, vin­ 
do a seguir as piores blasfêmias e, por 
fim, o De Profundis, cantado num tom tão - 
uniforme quanto o do Coro da Igreja. Como 
vê, a Monja era um ser bastante caprichoso 
e, quer orasse ou rogasse pragas, quer fos 
se ímpia ou devota, sempre amedrontava os 
moradores do Castelo. Em pouco tempo, Lin­ 
denberg estava praticamente vazio. O Senhor 
do Castelo ficou tão apavorado com essa Or 
gia da meia-noite que certa manhã foi en 
centrado morto em sua cama. Esse aconteci­ 
mento parece que agradou bastante à Monja, 
pois Ela então deixou de fazer ruídos no­ 
turnos. 
"O próximo Barão, contudo, mostrou-se - 
mais esperto do que Ela. 
tr4.te 
cala.o. A 
o ra m.is e, por i 
rdore do C a s t elo i 
quila. De de então, não se teve 
notíci ds Monja. Ao cab 
nos, o Exorcista , ino prad n·te, o 
tu reapareceu. Contudo, a Monja t 
aqora muito ma!ss afável e compor ada. 
va em si!ncio e ó se deis va ver no 
5 de maio. Passador anos anos, F!a 
m a ntêm e s s e costura, sequndo o 	E a r a o . 	O Da 
rao está in eiramen e persuadido de que no 
próximo dia 5, como cosuma acontecer a ca 
da cinco anos, tão logo o relógio anuncie 
a primeira hora da madruqada, a porta do 
quarto Assombrado se abrirá (o quarto por­ 
manece fechado há um século) e a Monja sur 
girá com sua Lâmpada e sua Adaga: Ela deu­ 
cerá a escadaria da Torre Orien al e atra­ 
vcssar.'i o grande Saguão. Nessa noite, o 
Porteiro deixará aber o o Por'ão do Casto­ 
lo, embora isso não seja imprescindível, - 
naturalmente, pois a Monja poderia passar, 
se quisesse, através do buraco d~ fC'ch-1du­ 
ra. Trata-se de uma demonstração de respel 
to e polidez, evitando-se, assim, que a 
Monja saia para fora de uma maneira que pa 
roça aviltantc à dignidade do seu tlpo de 
fantasma". 
"E para onde Ela vai ao deixar o Ca~tc­ 
lo?" 
"Ao Céu, cspcro;mas se Ela o faz, o lu­ 
gar certamente não é do seu agrado, pois - 
sempre retorna após uma hora de ausência.A 
Senhora então se retira para o seu quarto, 
e fica quieta pelós próximos cinco anos" 
"E voce acredita nisso, Agncs?" • 
"Como,ousa fazer tal pergunta, Alfonoo?" 
SlÕ:RGIO MEDEIROS, 34, nasceu cm Bela Vista/MS. Doutorando cm Teoria Literária e Li-1 
tcratura Comparada na USP. Autor de O Dono dos Sonhos - um estudo sobre os mitos e so,• 
nhos narrados pelos xavantes. Colaborador do "Caderno 2" de "O Estado de S. Paulo", - 
Está traduzindo Sylvie and Bruno, do c~critor inglês Lewis Carroll. 
1 
A Arte do Apoio Cultural 
Já foi o tempo cm que fazer teatro, 
Shows ou mesmo cinema dependia exclusiva - 
mente de atores, diretores e técnicos.Hoie 
as montagens despendem uma verba consi~etá 
vel, exigindo planejamento para a alocação 
de recursos. A figura do mecenas desapare­ 
ceu e, com isso, a classe artística teve 
que optar por uma saída. E o meio encon 
trado não foi outro senão obter o apoio - 
ou patrocínio por parte de empresas. 
Mas conseguir um patrocínio não é tão 
simples quanto possa parecer. Requer uma - 
série de requisitos básicos, até que final 
mente a verba apareça. O advogado Cãndido­ 
José Mendes de Almeida está lançando o li­ 
vro "A arte é capital" (Editora Rocco). Ne 
le, o autor mostra a importãncia do apoio­ 
financeiro para a realização da obra artís 
tica. 	- 
Especializado em Novas Técnicas da Comu 
nicacão e com passagem pelos Estados Uni= 
dos, Franca, Inglaterra e Itália, ele apon 
ta os meios e técnicas de obtenção de re­ 
cursos para quem pretende produzir cultu - 
ra. Na verdade, o marketing cultural movi­ 
menta uma quantia aproximada de 40 milhões 
de dólares, oriundos da iniciativa priva - 
da. 
Apesar das leis de incentivo à cultura, 
Qinda está longe o maciço investimento que 
as empresas instaladas no país podem oferc 
cor aos profissionais da cultura. Cândido­ 
Mendes revela que o Brasil, além das difi­ 
culdades econômicas, possui um público con 
sumidor pequeno em rela;ão à sua popula­ 
ao. Ele calcula algo em torno de 2,3 mi­ 
lhões de consumidores. 
_ E: preciso lembrar também que a popula - 
çao economicamente ativa não ganha salá­ 
rios compatíveis para frequentar com cons­ 
tãncia teatros, cinemas e casas de espetá­ 
culos, ou comprar livros e discos. Nas pcs 
quisas feitas pelo autor, só 3,Si dos bra= 
sileiros ganham mais de 20 salários mini - 
mos, o que dá uma faixa muito pequena de - 
público consumidor de cultura. 
"A arte é capital", sem dúvida, é o pri 
moiro passo em te.rmos técnicos e profissiÕ 
nais para orientar o produtor cultural bra 
si]eiro, tão carente de apoio financeiro= 
para realizar seu trabalho. O livro merece 
ser lido com atenção, até porque Cândido - 
Mendes é diretor do Centro cultural Cãndi­ 
do Mendes, no Rio,sendo um dos pioneiros 
na area de marketing cultural. 
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, ..

4 
SÓCIO DO GRÊMIO PEDRO IUFINO DENUNCIA 
MAUS TRATOS POR PARTE DA DIRETORIA 00 CLUBE 
J(•rõnimo l'errcira, nócio cem 
tribainte do Gremio Pedro Rufi­ 
no, procurou a redação deste 
Diário para fazer denúncias de 
maus tratos que ter la sofrido 
por parto da diretoria do clube. 
Soqundo Jerônimo Ferreira,is 
o vem acontecendo já há algum 
tc111po, no baile do final de ano 
dn 1993, ulc foi barrado na por 
taria por causa d' oua calca : 
rpw, r;egundo OD diretores, não 
era apropriado para o baile, ó 
que seu irmão estava com o mes­ 
lilO tipo de calça adentrou nor 
malmente no clube, como várias 
outras pessoas estavam com o 
mcomo tipo de roupa e tambim 
não foram barradas. 
Da acgunda vez, Jerônimo Fer 
reira afirmou que foi maltrata: 
do por algunn diretores porca~ 
sa de um simples cheque, que - 
não quiseram trocar, fazendo-o 
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que, nas si a fora co í so 
foi fei o, fui d'eririnado e - 
insultado pel diretoria do clu 
ve, qe no meu ntnder dve• 
ri tratar a todos igualmente , 
pois sou um trabalhador e mer­ 
ç0 o mesmo repeito que dado - 
aos demais sócios" dise ]erôni 
mo Ferreiro finalizo: "creio 
que a diretoria do Grêmio Fe­ 
do Rufino tem qu par r de pen­ 
sar apenas em qanhar dinh ro 
·, 
" A RFA, GARANTIA NO CONSERTO DF SFU APAREI.HO" 
ROA ADELAIDE COSTA ESQUINA COM RONDONOPOLIS, S/N 
"NOS GARJI.NTIMOS O QUS FAZEMOS" 
JARDIM- MS 
passar vergonha. 
Por último, no baile de ani­ 
versário da cidade, realizado 
no dia 19 deste mês, o ócio do 
clube novamente voltou a sr 
barrado na portaria porque etg 
va usando chapéu, mas várias oy 
tras pessoas, segundo ele a~­ 
bém estavam usando chapéu o a­ 
dentraram normalm ntc ao clube. 
Jerônimo Ferreira disse que 
está revoltado com essa situa­ 
cão, porque é um sócio que sem­ 
pre esteve cm dia com suas obri 
gacóes para com o clube e nunca 
promoveu desordens, "o que mo - 
deixou chateado não foram as - 
Mais um picareta no Congresso 
Quem diria o Se 
nadar José Paulo Bi­ 
sol (PSDB-RS), candi 
dato do seu conterrã 
eo, o deputado Ib­ 
sen Pinheiro (PMDB­ 
RS). De paladino da 
moralidade, como Ib­ 
sen, talvez Bisolve 
nha engrossar também 
a lista dos 300 pica 
retas do Congresso 
calculada pelo seu - 
próprio companheiro 
de chapa nas próxi - 
mas eleições, o ex­ 
metalúrgico Lula. ~ 
que, mesmo tendo si­ 
do um dos principais 
investigadores da 
CPI co Orçamento, o 
senador gaúcho não - 
se intimidou cm apre 
sentar quatro emen - 
das ao Orçamento de 
oferecer alguma coisa na mais ~a 
ra os nssccíados, além de tra­ 
tar a odos da mesma maneira", 
1994 ,que irão '·cncf i 
ciar a cidade de Bu­ 
rítis (interior de - 
~inas Gerais), anele 
esti situada a sua 
fazenda. E não é só 
isto: essas emendas 
estão superestimando 
em mais de US$ 8 mi­ 
lhões (ou 35 vezes)o 
valor das obras pro­ 
postas. Quem não se 
lembra do senador Bi 
sol, colérico, donun 
ciando o esquema mon 
tado por empreitei - 
ras junto aos parla­ 
mentares? Transfor - 
mado em Rei da Mora 
lidade, Bisol foi 'um 
dos grandes responsá 
veis pela investiga­ 
cão que trouxe à to­ 
na a farra que a Má­ 
fia dos Anões fazia 
cor:, ,, ::!inhciro do Or 
camento da União 
super faturando o­ 
bras, muitas das qu~ 
is de importancia 
questionável, ou in­ 
ventando entidades - 
beneficentes. A atua 
cão de Bisol, frente 
a este novo escânda­ 
lo, não foi poupara 
nem mesmo por alguns 
petistas.O deputado 
Paulo Delgado (PT­ 
MG), por excmplo,com 
parcu o senador ga­ 
cho aos parlamenta - 
rcs cassados pela CP! 
do Orçamento c,ocupa~ 
do a tribuna da Cara­ 
ra, pediu a renúncia 
de Bisol. o senador,­ 
cn·.:rctando, advertíu: 
"Recuso-me a dar sa - 
tisfa,;Õcs ao PT ou a 
quem quer que seja 
Bisol Recuso-me dar 
Ou seja, 3isol de- 
a 
ver ter se esqueci do 
que o dinheiro que ... , 
PT 
tentou manipular p er- 
satisf acõ.es ao .OU a 
tence aos brasilei ros 
o que é mais do gu e - 
quem quer que 
suficiente para roe re- 
seja cer uma boa explic a - 
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