TRIBUNA DA 
DIÁRIO REGIONAL 
Bf!l,I VIC'l'//MS 
NV: l.5fl5 
I3 DE DE Z E M B RO D E 1.9 9 4 - TERÇA-FEIA EDITOR: IVALDO P!REIRA 
R$ - 0,50 
,., 
PROPRIETIRIO RURAL RECLA 
OI REFORMA OI PONTE S 
DAS CONOIÇO ES 
O PIRIPUCU 
O Sr. Miguel dos Santos (Mi 
quelito), proprietário da Fazen 
da São Miguel, procurou a nossa 
redação esta semana para denun­ 
ciar e reclamar das condições - 
cm que cotão sendo executados - 
os serviços de reforma da ponte 
sobre o. Rio Pir ipucú, na região 
da Caie iras, que serve à dezenas 
de propriedades rurais de nosso 
Município, como as Fazendas Ca­ 
racol, Nioatin, Santa Fé da Ta­ 
boca, Rancho Caracol, Beira-Rio, 
são Miguel, entre outras. 
Alegando que a reforma da 
referida ponte está sendo feita 
apenas por dois rapazes, sem a 
presença do empreiteiro e nem - 
engenheiro responsável, o sr.Mi 
guel dos Santos reclama princi­ 
palmente da distância que está 
sendo deixada no tabuamente do 
assoalho, que em alguns casou , 
segundo ele, tem uma abertura - 
de mais de 10 centímetros. Como 
a madeira utilizada ainda é ver 
de, qualquer lcigd pode deduzir 
que a tendência natural é esse 
tabuamente ceder ainda mais, im 
possibilitando por completo 	Õ 
tráfego de animais pela referi­ 
da ponte, que, segundo o propri 
etário rural, "está mais pare= 
cendo um grande "mata-burro". 
Miguel dos Santos disse não 
saber quem é o responsável pela 
reforma da ponte sobre o Rio Pi 
ripucú, nas Caieiras, "não seT 
se é o DERSUL, a Prefeitura ou 
uma união de Fazendeiros, só 
sei que quem quiser passar gado 
pela ponte, por terra, vai ter 
que cortar madeira nas imedia - 
ções e também todos os vãos, se 
.--=,---------------------~ 
Homenagem ao Professor 
$ti-1N à 194 
não quiser perder animais que 
com certeza vão e quebrar devi 
do ao serviço mal fito que ali 
está send executado". O Pe - 
cuarista lembrou ainda que já 
fazem mais de tres mv+ses que a 
firma empreiteira está traba 
lhando na reforma da ponte, só 
para trocar o talJuamen to, e até 
agora não concluiu os serviços, 
1;egundo ele, parece que agora - 
faltou madeira e provavelmente 
os serviços se prolongarão até 
o próximo mês de janeiro. 
A reforma dessa ponte tem 
por objetivo alender os proprie 
tários rurais daquela região , 
que pagam seus impostos e geram 
divisas para o Município, por - 
tanto, o serviço deve ser execu 
tado de maneira a atender os in 
teresses desses produtores para 
o comento de suas produções, 
caso contrário, de que vai adi­ 
antar rate serviço que, com cer 
teza, e , t á consumindo el v a d a 	" 
quantia em .nheiro. 
Como .1 totalidade da!.i pro 
priedades "srvidas pela referi­ 
da ponte em reforma, são total­ 
mente voltadas para a Pecuária, 
é nítido e claro que a reclama­ 
ção do fazendeiro é mais do aue 
justa e, como a maioria dos ani­ 
mais tocados por terra, são de 
ano e sobre ano, transportados 
para engordas cm outras propric 
dades, fica evidente que o pro­ 
blema é muito sério, pois ,esses 
animais, devido ao seu porte 
ainda pequeno, tendem a se en - 
roscar e se quebrar com muito 
mais facilidade nos vãos da pon 
te. Com a palavra os responsáveis. 
a 
Gamaliel Stumpf (foto), é unicamente 
reconhecido por todas as pessoas de Bela 
Vista, como o Professor que mais servi - 
ços prestou ao ensino da cidade. 
Conheça um pouco de sua vida na Página/Jt 
. O CEM.- Centro de 
Educacão Musical Minai 
ar 0$ % 
Um Político Responsável 
Muita gente se surpreendeu ao sentir a nossa 
presença no jantar oferecido pelos eleitos foka e 
Sperafico no Último dia 08 de dezembro na sede so­ 
cial do Sessenta Esporte Clube. 
Comparecemos, prazeirosemente ao local do acon­ 
tecimento, por termos sido agraciados com um convi 
te muito especial do Coordenador da Campanha dos 
dois eleitos e Vereador Marcos Elias Rios da Cruz, 
uma pessoa, que pelas suas qualidades, fazemos 
questão de manter como amigo. 
Marcos Barbosa, como é ~ais conhecido, é u ci­ 
dadão que sabe respeitar a ideologia política das 
pessoas e não usa o antipático costume do "que 
nao esta comigo, e meu inimigo!' 
com alu 
Companheiros Lamentam 
Pera do Maestrg 
Página-06 
Prefeitura Munici­ 
pal de Bela Vista 
ECRETO NO 869 DE 
12/DEZ/1.994 
É muito salutar a gente saber que ainda .exii;tc.n 
pessoas que pensam e se comportam dessa maneira! 
Todo mundo sabe que o evento se tratava de uma 
confraternização sut'l8mente política, mas em comento 
algum, nos sentimos coco "peixe fora d'água" mesr:,o 
porque, embora não tenhamos agraciado os dois candi 
datos com os nossos votos (eu e minha mulher .. ) ne; 
por isso deixamos de considerar que Moka e Sperafi­ 
co, poderão trazer amplos benefícios para a nossa 
cidade através da Administração do Prefeito Abraão 
que t.'?lllbém não é do nosso partido, mas que espera _ 
mos, possa f;;zer nestes Últimos dois anos tudo aquilo 
que nao foi possível realizar nos dois primeiros. 
(Glaucy FlÔres) 
Novo Livro de Receitas 
da: Casa da Arnizade 
são 
con 
O Prefeito Munici­ 
pal de Bela Vista, Es 
tado de Mato Grosso= 
do Sul, no uso de su­ 
as atribuições legais, 
RESOLVE':· • 
Art.Ig) - Declarar 
Luto Oficial no Muni­ 
cípio de Bela Vista, 
nos dias 12, 13 e 14 
de Dezembro de 1.994, 
pelo falecimento do 
Sr. Ganaliel Stumpf. 
Art.2g) - Este De­ 
creto entrará em vi - 
gor na data de sua pu 
blicação, revogadas - 
as disposições em con 
tr.:irio. - 
Bela Vista/MS., em 
12/Dezembro/1.994 
Abraão Aroa acartas 
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Cem frente à Escol,a Ve 
ra Guiar?es Loure;r) 
1

Prefeitura Municipal de Bela Vista 
LEI 977 ,' DE. O DE DEZEMBRO DE 199 
nt. !a e nio overn mnt fs d curdo eo as priortdduw 
Conferinla Mui!ctpu.l de Aasistn! Se!al; 
comple enta ente as a,cus e a regular!zaáo de presta- 
natureza pública e pr!vala ne c. po de Assistênfa - 
da população usuária da asoistencla 
à correção de exclusões constata- 
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t 
l~ 
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« projetos overn 
e tabelec!das pl 
"crla o Conselho Munfc!pai de Auftncla ocIal e dá outras provldnc!as." III- norttzar 
0 PrefrIto Municipal de Bela Vista, Estado de Mto Grosso do Sul, ão de serviços de 
Fa,o aber que a Câmara Municipal aprova e eu sanciono a seguinte Lei: Soclal; 
Art.I?- Ffca InstItufdo o Conselho Municipal de sttêncfa Social de Nela IV- estabelecer diretrizes, apreciar e aprovar os programas anuais e p} 
VI»ta -· CM'SIV, observado o disposto no artfzo I6, Ite IV, da Lel Federal n? r!anuais do Fundo Municipal de Ass!tenta Social +MAS, e definir ritrt 
72, de 0] de dezembro de 1993, órgão de deliberação coletada vinculado ao de repasse de recuro destinado às entidades não over: ntaís; 
órpio municipal de Assft@ncla Social, cujos membros nomeados pelo Prefefto - V- apreciar a aprovar a proposta orçamentária de Assisteneía Soe(al pg. 
Municipal tem mandato de 07(dol) anos, perftfda uma única recondução por - ra compor o orçamento municipal; 
Igual período. 	VI- inscrever e fiscalizar as enttdades e organizações de assfstela e 
Art.2<:!- J Annlotênc:1a Soctnl, dlrcllo do cidadno e dever do Estado, é Po- ctal; 
1[tfe de Seyurfdade Soctal não contrIbutiva, que prove os mínimos noc!a!s VII- zelar pela efetivação do sistema decentral!zado e participatlve d 
realfzada através de u conjunto Integrado de ações de Iniciativa pública e assistência social; 
d. ooc lcdudc, pnrn garuntir o atendimento às necessidades básicas. 	VIII- convocar anualmente ou extraordinariamente por ma!oria absoluta - 
Art,3!-- O Conselho Municipal de Assistência Socfal de Bela Vl,ita- CMASBV , de seus membros a Conferencia Municipal de Assistência Social, qu terá a­ 
é composto de 06(wels) membros com seus respectivos suplentes, cujos nomes - tributções de avaliar situação da assistência social e aprovar n6 d!r.-etri 
não Indicados ao órgão responsável pela coordenação e execução do polítia mu- zeG para o aperfe.icoan:ento do Gistt>oa; 
nfeIpal de Assistência Social e representantes da r;ocicdade civil cm condiçÔ<?:; IX- fiocalizar e avaliar a estão dos recursos, bem como os anhos soc!- 
dc paridade como Gegue: 	ais e o desempenho don progra::i.:is e projeto/; aprovados; 
1- O)(três) representantes governamentais pertencentes às Secretarias de - X- propor a formulação de estudos e pesquisas com vistas a identificar - 
IIBH in tê nela Social, Saúde e Educação; 	s ituacões relevantes e a qualidade dos serv 1ços de assistência social; 
11- O)(trêu) repreRcntanter; de orgnnizações que atuem na :írca de assistên- XI- divulgar na imprensa local do municlpio todas suaG re&olucõc.n, he':1 - 
e Ja, cHcolhidos n indicados pelo For um de Organizações não Governamentais de COlllO as contas do Fundo Municipal apz:-ovndos; 
A,rnfotêncin Social. 	XII- credenciar equipe multiprofissio:101, conforme dlnpões o artigo 20, 
Art.42- A função de Conselheiro oerá considerada serviço público relevante, parágrafo 62, da Lei ng 8742, de 07.12.93; 
sendo seu cxercicio prioritário e justificadas as ausências a quaisquer ou- XIII- regulamentar supleentarente as noras estabelecidas pelo Conselho 
tros serviços, quando detennlnadas pelo seu comparecimento a sessões do Con- Nacional de Assistência Social de acordo com o artigo 22 da Lei Yederal n'.l 
selho ou pela participação em diligências autorizadas por eote, 	8742, de 07.12.93; 
Art. 52- Os membros do Conselho Municipal de Assistência Social de Bela X1V- propor ao Conselho Estadual de Assistência Social e deais órgãos de 
Vista - CMASDV, exercerão seus mandatos gratuitamente. 	outras esferas de governo e organizações não governamentais, progr.:mas ,ser- 
Art,6g- 0 Presidente do Conselho, solicitará aos órgãos competentes, JO - viços e financiamentos de projetos; 
(trinta) dias antes do ténnino do mandato, a indicac;ão dos novos membros do XV- acompanhar as condições de acesso 
Conselho. 	social indicando as medidas pez:-tinentes 
Art.7g- 0 Conselho Municipal de Assistência Social de Bela Vista - CMASBV, das; 
instituirá seus atos através de Resolução aprovada pela maioria de seus mem- XVI- propor modificações nas estruturas do sistema municipal que visec 
bros e publicadas na Imprensa Oficial local. 	a promoção, proteção e defesa dos direitos dos usuários da assistência so- 
Art.89- 0 Conselho Municipal de Assistência Social de Bela Vista - CMABV, cial;· 
tera a seguinte estrutura: 	XVII- dar posse aos membros do Conselho Municipal de Assistência Social 
I- Secretária Executiva; 	de Bela Visto- CMASBV, a' partir da instalação da primeiz:-a composição; 
II- Mesa Diretora, composta por Presidente primeiro e segundo Secretário; VXIII- elaborar seu Regimento Interno. 
III- Comissões : temática e outras; 	Art.14- Esta lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas - 
IV- Plenário: 	as disposições em contrário. 
Art.92- A administrac;ão municipal cederá o espaço físico, as instalações 
e os recursos humanos eventualmente necessários à manutenc;ão do funcionamento 
regular do Conselho. 
Art.IO - Empossado o Conselho Municipal, como seu primeiro ato e, isto no 
prazo maximo de 03(tres) dias, elegerá entre seus pares, respeitando o ori­ 
gem de suas representações, a mesa diretora. 
Art, 11 - O primeiro Conselho Municipal de Assistência Social de Bela Vista­ 
CMASBV, a partir da dota de sua posse, terá o prazo máximo de 30(trinta)dias 
para elaborar seu Regimento Interno. 
_ Art.12 - o_õrgão da administração pública municipal responsável pela execu 
çao da Assistencio Social, em çonjunto com as entidades prestadoras de servi: 
ços de Assistência Social, fonnulará o plano municipal de Assistência Social 
de Bela Vista- CMASBV. 
Artl3 - Compete ao Conselho Municipal de Assistência Social de Bela Vista- 
CMASBV: 
1- aprovar a Polí;ica Municipal de Assistência Social de Bela Vista em 
consonância com as diretrizes do Conselho Nacional de Assistência Social; 
II- aprovar o Plano Municipal de Assistência Social, bem como os prgramas 
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, !Tribuna da Fronteira 
DIÃRIO REGIONAL 
FUNDADO EM:• 
20/02/1972 
EDITOR: Ivaldo Pereira 	EXEMPLAR: R$ - 0,50 
GERENTE COMERCIAL: Maria Estela V~lásquez Pereira 
ASSINATURAS: 
SECRETÁRIO DE REDAÇÃO: Ubaldino Rodr!.gu<,s 
REPORTAGENS: João Carlos Velásquez, André Luiz K SEMESTRAL: R$ - 45.00 
valo e Finnino de Barros 	ANUAL•:• R$ - 90,00 
lo. sã aa s sisas asa' 	·os.ores .- 
V1ADOS À REDAÇÃO NÃO 
Avenida Tribuna da Fronteira,564 - CAIXA POSTAL - SERÃO DEVOLVIDOS•.• OS 
23 - FONE: (067) 439 - 1410 BELA VISTA/MS ARTIGOS ASSINADOS NÃO 
I ...... " ' "t ""t"" 	ErETE NECESSAR1AEN SAIS: Jardim, Porto Murtinho, Antonio João , TE A OPINIÃO DO JORNAL 
Bonito, Caracol! Campo Grande e Correspondentes 
em Br:s{lia e Sao Paulo 
Propriedade da Rede Belavistense de Jornais - LTDA 
CGC-NF - 15.513'.203/0001/90 
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da para toda a sua residência, portanto, 
cos terão saber e aroma mais autênticos. 
PARA SAODE - Azia, má digestão, fementação intestinal e gastrite são males que cer­ 
tamente, deixarão de existir com o uso contínuo da água filtrada e declorada pelos,fil - 
tros centrais ACQUAFIL. 
PARA COOlNl!All - A_ água puri~icada mantêm o sabor original dos alimentos; de nada adi­ 
anta caprichar nas receitas se a água utilizada não for de boa qualidade. 
MAMADEIRA - As crianças são cais suscet!.veis à contam.inação de.doenças tra.nsmitidas - 
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Projeto Rondo 
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, 
Pcpórter dom Diário e 
Emissora Associado:, cm e 
pccinl da TV Tupi, por de= 
ejo e ord m de l!ir;in Chatc! 
üubriand [ui com uma 0quipe 
pnrn o Mün,nh00, governado 
por José Sarrcy, cobrir o - 
II Projeto Rondon, no ano 
de 1,969. A primeira cxpo - 
ri6ncin bcm-auce<lida no gíl 
nero foi a de 1.967, quando 
um grupo do Hio cJc Janeiro 
composto de profes4ores o 
do univcrcitãrioa decidiu - 
por conta própria conhecer 
do perto O!l problemas do 
Norte do nrasíl. 
Entendcneo a importância 
da experiência, o governo - 
decidira então criar cm 1.9 
68, o "Projeto Rondon" 
omFrEstando o nome do patro 
no das Comunicações no Bra­ 
sil à proposta - e ampliar 
a experiência do intorcãm - 
bio cultural e tecnológico 
entre os Estados {até então 
os rondonianos prestavam 
serviços às comunidades de 
sassistidas em seus própri= 
os Estados). 
Como sempre acontecia,da 
casa de Chatcaubriand fomos 
para o "campo de trabalho". 
Além de mim, encontravam-se 
o excelente cinegrafista Re 
né Decknes e o técnico Joã; 
Balbino. Instalamo-nos, com 
todos os jovens alunos, no 
240 Batalhão de Caçadores e 
logo os pensamentos fluí . 
ram. Imaginem! Passados ape 
nas cinco anos do tovi: n,tu 
de 1.964, 1íderc. 
de cem jovens se inst, lav. 
lado a lado, num quartel,di 
vulgando sobre a revolço, 
o comunismo, o qolpo mili - 
tar e uma possível traição 
constituição do País. No 
quele lagar, pró e cont as 
Carlos Lacerda, Magalhãc± - 
Pinto e Ademar de Barros, - 
Francieco Juliio, CarloG 
Prcntco e Marigucln, en rc 
outros se acotovelavam. A 
palavra mais comum, na épo 
ca, não era Constituição, e 
sim Ato Institucional l, 2, 
3, etc. 
O Brasil vivia com su­ 
as cadeias cheias de lide 
roo que não podiam pensar= 
diferente que nos quartéis. 
A violência contra jovens - 
idealistas de "csqucrda"ern 
urna realidade. Mas, enquan­ 
to o medo, o pavor e avio­ 
lência se instalavam no Bra 
sil, surgia - já diziam ar­ 
guns intelectuais { e o Pa 
is tinha muitos na época) = 
urna luz no fim do t~ncl. Es 
ta luz de esperança, de tra 
balho, fraternidade, ajuda­ 
aos menos favorecidos, aos 
esquecidos do Norte do Nor­ 
deste {até mesmo pelos diri 
gentes militares de então), 
atrelada à Insd~stria da 
Seca, chamou-se "Projeto 
Rondon". 
Durante 30 dias acompa - 
nhamos os universitários de 
espesas com imprensa, sem 
Comprovantes, leva IC ~ 
inpujar Despesas le Prefeitos 
Os ex-prefeitos de Deodápolis 
Pedro Martins de Bonito e Nnude - 
mir Xavier, tiveram suas despe - 
sos com publicações e divulga 
cões de matêrios cm jornais de 
seus municípios, impugnados pelo 
Tribunal de Contos do Estado. Pe 
dro Martins terá que devolver - 
aos Cofres Municipais R$ 2.766, 
17 (dois mil setecentos e sessen 
to e seis reais e dezessete cen­ 
t.:rvos) e recolher ao FUNTC a - 
quantia de R$ 265,44 (duzentos e 
sessenta e cinco reais e quarenta 
e quatro centavos) corresponden­ 
te ii 56 UFERl-tS valor do multa 2 
plicado por irregularidade nn 
Carta Convite e falta de remessa 
das prestações de contas de sub­ 
venções sociais. Já Naudemir Xg 
vier terá que recolher nos Co­ 
fres Municipais o importância de 
-R$ 2.698,08 (dois mil, seiscen - 
tos e noventa e oito reais e oi­ 
to centavos), nl~m da multo de 
30 UFERNS, ou seja, R$ 142,20 - 
(cento e quarenta e dois re- 
q ois e vintl! centavos) por emis - 
são de Notas Fiscais sem data e 
contratação de Prestadores de 
Serviços com caráter de vínculo 
em pregotício. 
O processo da Prefeitura _de 
Dcodápolis trata-se de Inspeçao 
Ordinária realizado no período 
de janeiro a dezembreo de 1.992. 
Foram detectadas irregularidades 
na Carta-Convite n.o 62/92, sem 
assinatura e recibo da firma; 
• 
,,, 
* 
nao foram enviados no Tribunal - 
de Contas os prestações de contos 
dos Subvenções Sociais concedidas 
e despesas com publicação de maté 
rias, pagas o Empresa Jornalisti= 
ca e Radiofônico sem que tenho si 
do comprovado pela autoridade res 
ponsável, através de juntada de 
edicão do jornal ou cópia compro­ 
vando o caráter infonnnivo, educo 
tivo ou de interesse público con 
forme exigência da Constituição= 
federal. Pedro Martins foi notifi­ 
cado pelo Tribunal e não apresen­ 
tou justificativos para os irrcgu 
loridndes encontradas neste períÕ 
do. 	- 
A Inspeção Ordinário foi renli 
zado na Prefeitura de Bonito, nÕ 
período de julho à dezembro de 1. 
992, Dentre os irregularidades 
encontradas neste período,pennn - 
necernm sem justificativas em jor 
nois locais sem caráter público= 
e a existência de 108 (cento e oi 
to) Prestadores de Serviços ei 
caráter não eventunl, sob subordi 
nocão hierárquico, carnctcrizandÕ 
veículo empregatício. 
Alêm da multa aplicada e dos - 
despesas impugnados,. o Consclhci 
ro - Relator Ronald Albaneze re 
comendou ao atual Prefeito, 
poro que observe com maior - 
rigor a Constituição Federal - 
no que se refere à divulgação 
de matérias de interesse do 
Município. 
.o P, 1o. F. 
d , doco nt.do o tr 
do 12 equipe a gn 
r: .rrcn 'inha ouvido fa! r 
'l 
dentista, um rdico o. d 
vogado. Diante do tdan -­ 
tc, de enqenhria, agronor i 
e assistência tocial, essa 
gente se sentia asnada, - 
al como se fossem "oxrater 
renos" a "invadir" e.s bar­ 
racos, pisando suas palafi - 
tas. Vi universi ãrios arran 
car dentes, tra nr canain,d~ 
belar infecções, ao riais di 
versas, vi cstud,-intc di7.cr = 
ao maranhense mais pobre que 
seu direito maio fundamental 
não era respeitado. Aconpa - 
nhei as aulan <le como se 
constrói uma casa ou um mata 
douro com um pouco de técni= 
ca e segurança. Enfim, doco­ 
men tci para a minha •rv Tupi 
o trabalho do 140 joveno aci 
ma dos atos institucionais~ 
pois praticavam um ato de 
bravura, trabalho e dedica - 
cão aos deserdados da sorte 
e deixavam à gente pobre do 
Nordeste a certeza de que 
nem tudo estava perdido. 
As lições transmitidas 
ao maranhense de Bacabal 
Santa Inez ou Colina foram - 
tantas, e tão importe foi 
o alento a eles levaào pelos 
idealistas e sonhadores os 
tudantcs de Sãc Paulo que 
precisaria de uma edição in 
teira da revista para tudo - 
relatar. 
o Projeto Rondon, pelo 
serviço social humano o efe 
tivo em favor de um Brasil= 
tão esquecido,era de tamanha 
seriedade e patriotismo que 
jamais poderia ter acabado . 
Mas acabou e perguntamos: 
Por quê? Se estava dando tão 
certo, porque não se trans - 
formou num ministério ou nu­ 
ma secretaria. de Estado, a 
fim de continuar formando 
bons profissionais em campo? 
Tenho um apelo: vamos re 
viver, em.tempos modernos,; 
Projeto Rondon. E, para tan­ 
to, convocamos os 12 líderes 
de PR III, hoje doutores,que 
conosco estiveram no Mara 
nhão: Iguiberto Filiage,Marí 
lia Muratori, Mauro Fernan 
des, Enemincio Borges, Wil - 
son Lopes, Clóvis Bevilaqua, 
Francisco Antonio de Cardo - 
so, Carlos Diniz Moreira Sam 
paio, Jair Juliano Pozzetti 
Ciro Massuyama, Evaristo Ra­ 
bello e Daves Nogueira de 
Sa. Vamos todos juntos revi­ 
ver o Projeto Rondon, a idé 
ia que deu certo. 
FUTURO DO JORNAL 
ESTÁ NA SUA 
PROFUNDIDADE 
Juan Anton o Ciner, Pro e r da Univet 
sidade de avur a do. editores da 
newsletter "Irovaciones Priodísties",f ! 
o p r • n e i r- "'I l ral , . ·trnte do 50 En ntro 
abordar o tutoro da dia jorn l, de co). 
obrevIvnc!a frente a "ovas Tecnologqi - 
as" é um de!cncor dede aae a rpr as 
jornalísticas sibum reposicionar ses veí 
culoc irore FCr. 
O jornais não podem continuar a ser o 
que fora a é agora, nem continuar queren­ 
do imitar a IV. Precisam ser reinventados, 
enfatizando o que tão e«s rincipois atri 
bu too: a qualidade e profundidade das in 
formações, sentenciou Giner, retomando al 
guns dos tópicos abordados em sua partici­ 
pa;ão no sminrio "o Faturo dos Jornais", 
promovido pla Associção Nacionl de Jor­ 
nain (lNJ) e pela FCcl·L.,:5o Nacional do:-i 
Jornalista□(Fenaj), CL. Bracília, em ngoa- 
o ltimo. 
Diante de ur1 p~blico que n5o cotá fani­ 
liarizado com questões especificas da mi 
dia jornal e que vê com fascínio as promeg 
sas de rápida implantação das autopistas - 
da informação, Giner foi direto: Nunca oe 
leu tanto, inclusive os jovens, mas as pCQ 
soas que abandonam os jornais não os reto­ 
mam. "Desde 1,993, se vende mais enciclo - 
pédias em CD-RO~ que em papel ... Cada cópia 
de W!l CD-ROM custa US$ 0.38, metade do pre 
ço de capa de um exemplar do Thc New Yord 
Timcs". Apesar disso, ele sustenta que o 
grande concorrente dos jornais são os 90~ 
das pessoas que n5o lêem jornal algum, o 
que significa que o problema de cada jor 
nal nao e tomar os leitores do concorren - 
te, mas conauistar novos. 
Os jornais continuam a ser um bom negó­ 
cio. Nos Estados Unidos eles obtêm uma ta 
xa de retorno de 15% mais que o dobro da 
média de todos os setores, mas na Europa - 
já existem mais terminais automáticos de 
bancos que bancas de jornais. Do ponto de 
vista tecnológico, .-m chip de computador 
contém 93% de trabalho mental, 5% de manu­ 
al e 2% de energia, Num automóvel energia 
e matéria-prima representam 60%. Num veí 
Culo impresso, 70% do Custo correspondente 
à manufatura e apenas 306 ao que o diferen 
eia de outras atividades industriais, que 
é a produção de informação. 
Para professores e consultor esoanhol , 
não se deve mistificar as novas ttcnolo - 
gias. "A questão não é como será distribui 
da a informação no futuro {que será eletrõ 
nica), mas QUE informação ... ? e os jorna = 
listas são imbatíveis na tarefa de captar, 
selecionar e contextualizar a informação. 
Ele lembra que o melhor jornal do mun­ 
do do ponto de vista tecnológico (El Sol , 
da Espanha) fechou "porque não tinha al­ 
ma". 
a opinião de Ginver, os jornais preci­ 
sam de mais talento e menos estruturas ver 
ticais, devem investir em pesquisa e desen 
volvimento, em formatos mais práticos .sa 
papel e tinta que não manchem, notíci~~ - 
cartas e em qualidade editorial. Fazemos - 
Jornais faceis de produzir e difíceis de 
ler, devemos fazer revistas diárias de no­ 
ticias. 
GOVERNO PEDRO PEDROSSIAN 
ENTREGA IUSEU DE EDUCAÇÃO 
• 
Um Museu de Educação Ambiental e uma o- Centro de Visitantes da Reserva.A fi.no.l:.d:, 
ficinn de reciclagem de papel entregues pe de educativa do Museu será demonstrar co= 
lo Governo P.edrossian à população, nesta= mo a a d d d 
coo pre a ora o ho:nem pode prejudi- 
segu
nd
a-fcira (12). Os prédios, que inte car o meio n.:nbiente, já que os exmplares - 
grum projetos do Departamento de Educncão- exibidos forao capturados em aces fisal: 
Ambiental da Secretaria de Estado de Meio zadoras da Polícia Florestal ou encontra·= 
Ambiente (Sema), estão localizados na P..e d 
os por populares, após serem at ropel.a,Jo; 
serva Ecológico do Parque dos Poderes. =s vias de trânsito. 
O Museu de Educação Ambi,rntal é o resul 	PAPEL RECICLADO 
tado da reforma da "casa do caseiro" a A OFLin 
i 
• r c a de Reciclagem de Papel é L·u _ 
ant ga propriedade rural que deu lugar à tro ,A 
# # # # #	# #»+ + k ± + ± + + ± + 9 + + + ! # # #+ + # # # ## # t # # # # # # ++# t ±++t±±±± Reserva. Na recuperaçao a adaptação do lo- Pojeto voltado para a educação a»ier 
* A G , f .. cal foram astos CRS 11,6 tIhGes, , mas coo um.a abordagem diferente: z 
ra 1
• ca 	* mo•'d~ ~indo vig •nt 
O 
i • i d • propoS
t
n dn Setllll é atender as crinc..-.o5• _. . 
* 	- u u e e n nic o o ano epoca e d 	,..... -- 
* d .-. · 	rentes las escolas públicas - unicipa, . - 
# 	" lo convenio realizado pela Sena con o Bae 	'd> 	n+ '<e 
* 	* rindus que participou do projeto. - e estaduais -da periferia de Capital, es 
E dl
• tora Ap a * A formncao de u:na consc.iência prt!S<!rva - sinando as praticas. de aproveitámen to a 
* cionista dos recursos naturais do Estado papel em trabalhos artísticos. 
e o resgat d hi - i 	A iniciativa da Se= te,,; apoio de ,. i - 
* c:s ~ a stor a do Capital são c f 	un 
* 	Já recebemos lindos car-, " Principais propostos do Museu, que man "> que assinou convênio' COlll a Secret.:n:-i., 
• e."2,""".g""±; ~.. 	±sr as«t«tis» sr«vi«a.f "g· tora«tens 4e teus • =eras «. 
* AV. TRIBUNA DA FRONTEIRA, 564 - CENTRO 	; as da antiga casa, construída h elo gz? era utiliza
d
o pelas crianças. O Gove;.,
10 
_ 
'@; @&zjjj-ó- rir e. Esta. , emulo.í,s&is esses v5rtos aias " {Z??"", ?"S,}Pa do rojsre co o sexo 
#+± ±+±t# #+ ±t # ±###########+###+##########t#+±t± ± tt±±± palhados,representantes das espécies mais 	.s:tantes, e os recursos hu-- 
comuns da regino,qu;, hoj.; s~ encontram no ~nos,qui:d• compree~dem os técnicos do Depor 
nmento "Educaçao Ambiental. -

DIÁRIO REGIONAL 
Opinião 
SR Poicor?n2... k ou?2,, 
Que nao no» venha al 
quém, depois de publicada 
et matéria a dizer que o 
que estamos escrevendo e 
fazendo de forma bem con - 
ereta era nome da entidade 
qu diriqiros, que temos 
objativoo elcitorciroo, 
Pela experiência e pe - 
los proveitos que adquiri­ 
mos, com uma vasta experi­ 
ôncia de vida - que é a me 
lhor de todas as universidades!- conhe­ 
cendo cootumcu difercnteo e participando, 
juntamente com outroo, de importantes e­ 
ventos beneficente e culturaiu, prati - 
canelo jornalinmo nório imparcial e compe 
tente, coisa que aprendemos através de 
bonu livrou o com experi5ncias priticas 
ao lac.lo do gente que sabe o que quer, fi 
camos às vezes, constrangidos, quando a}; 
guno amigou nos impingem·a imagem do ho­ 
mem que luta para realizar e fazer alguma 
coisa - no caso a Cana do Atleta - tendo 
por trás de tudo, interesses eleitorais, 
Em respeito aos verdadeiros amigos e 
especialmente àqueles que nos negam, sis 
tematicamente apoio, por achar que esta­ 
mos fazendo politica eleitoral, pela pri 
meira vez, resolvemos dar à público uma 
apologia completa de como pensamos e o 
que pensamos, sinceramente. 
Num País, que não dá o mínimo, valor 
aos Professores e educadores, que são a 
base da cultura do povo, mas que ganham, 
com 20 anos de serviços o vergonhoso sa 
lário de 147 reais... 	- 
Num Pais, onde os parlamentares elei­ 
tos, usam os caríssimos papéis da Gráfi­ 
ca do Senado e o serviço de seus funcio­ 
nários para confeccionar folhinhas, Ca - 
lendários e propaganda eleitoral às cus­ 
tas do dinheiro do povo.,., 
Num País onde isso acontece e que de- 
pois, os próprios legisladores todos 
com o "rabo preso" - querem e acabam 
criando dispositivos para inocentar 
corrupto .. 
Num País, em que o povo quer dignifi­ 
car com atitudes honestas, mas que é trun 
cada pelo mau exemplo e pelo comportamen 
to corporativista dos seus representan - 
tes .. 
Num País, que quer punir um ex-Presi­ 
dente, para "servir de boi de piranha" , 
mas cujos "juízes" são mais sujos do que 
o próprio .. 
Num País, onde o legislador, sem ter 
o que fazer para justificar o seu salá - 
rio alto, tem que gastar papéis para in­ 
dicar ao Prefeito a necessidade de colo­ 
car "luminárias" na rua do meu amigo ou 
do seu correligionário .. 
Num País, onde o Vereador, é privado 
do direito de apresentar projeto que one 
re o Município.. 	- 
Num País, onde por consequência das 
Leis, uma Câmara Municipal é um poder 
"castrado".. 
Num País, onde as Leis não favorecem 
as vítimas, mas concedem direitos espe - 
ciais aos bandidos e contraventores em 
nome dos "direitos humanos" .. 
Num País, onde um grupo de canalhas - 
com objetivos políticos! - promovem inva 
sões de terras de quem sempre trabalhou­ 
para ter uma vida melhor .. 
Num Pais, onde o pequeno produtor e a 
pequena empresa encontram apoio nas be - 
las ~etóricas de palanque, mas na práti­ 
ca sao truncados pela burocracia dos ór­ 
gãos financeiros .. 
Num País, onde se financiam, com di - 
reito a propaganda e estímulos oficiais 
antenas parabólicas e telefones celula - 
' 
Jotagõ Floren 
o 
res .. 
Num País, onde um Deocleciano de Vas­ 
concelos, com mais de 50 anos de traba - 
lho e de serviços prestados, não ganha 
na aposentadoria o suficiente para com - 
prar os remédios que precisa para viver, 
com tranquilidade o seu ocaso .. 
Num País, onde a justiça aceita o 
"testemunho falso", para que calhordas - 
ganhem causas e satisfaçam seus instin - 
tos desonestos .. 
Num País, onde quem atira ladrão den-' 
tro de casa, tem que "tocar piano" na De 
legacia do Bairro.. 	- 
Num País, onde politico, por ser poli 
tico e por ter um gabinete em Brasília-; 
goza de imunidade por seus crimes e seus 
a tos corruptos .. 
Num País, onde se troca de nome de 
rua .e de Avenida, para homenagear paren­ 
tes, que nada fizeram de relevante para 
a comunidade .. 
Num País, onde por interesses eleito­ 
rais o Prefeito tem que autorizar are­ 
moçã~ de defuntos, para quem tem auxílio 
e seguro funeral. • 
Ser político!? .. Prá quê?. 
Ftital de Praclar1as 
Janilde Roa dos Santos, Oficial do 
Cartório do Pogintro Civil dcota cidade 
de Dela Vista-MS., FAZ SABER à todos qun 
to o presente Edital de Proclamas virem 
que apresentaram os Documentos exigidos 
pelo Artigo 180 do Código Civil BraGilc_! 
ro Incisos I, II, III o IV e pretendem - 
ue caoar: 
Rubens Janeiro Mendonça e Maria Con - 
ceição Sanábria, ambos brasileiros, ol­ 
teiroo e domiciliados nesta cidade, ele 
natural de Dela Viuta-MS,, tratoricta , 
filho de Eleutério Janeiro Mendonça e Fá 
tima Lugo Ajala Janeiro (a mãe do prete~ 
dente encontra-se em lugar incerto e 
não oabido); ela lides do lar, natural - 
de Bela Vista-MS, filha de José Dionizio 
Sanábria e Conotantina Méndez Martinez. 
Se alguém souber de algum impedimento,que 
se oponha na forma da Lei. 
Bela Vista-MS., 12 de Dezembro de 1994 
Janilde Rosa dos Santos 
[iital te Pro.lar ] 
ilde tosa dos Santos, oriciala do] 
e 
>r: ·' dn P"gi'"" ,.o Civil d"-;t CH!/ld., 
rtr10 	"- 	• +ls 
de Bela Vista-MS., PAZ SABER a t Tg 
to o p:c!~~tc Edi:n: de !ro~l~r~n.~~~r= 1 
que apresentaram os Documenros ex4g1dos 
pelo irtigo 160 do código civil Brasilvi; 
ro Incisos I, II, III e IV e pretendem - 
se casar: 
Valdir Aranda Ylorenciano e Maria Re­ 
qina Canhete Vogado, ambos brasileiros , 
solteiros, domiciliados nesta cidade,ele 
natural de Guia Lopes d Laguna-Ms., Mi­ 
litar, filho de Gumercindo Florenci ano 
e Virginia Aranda, ela natural de Dela 
Vista-MS., lides do lar, filha c.lc Odilon 
Vogado e Cacilda Canhete. 
Se alguém souber de algum impedimento 
que se oponha na forma da Lei. 
Dela Vista-Ms., 12 ele Dezembro de 1994 
Janildc Rosa doe Santos - Oficiala 
Edital de Proclamas 
O Sr. João Amádio Vieira, Oficial do 
Cartório de Paz e Registro Civil de Cara­ 
col-MS., FAZ SADER que pretendem se casar 
e apresentaram os Documentos exigidos pe­ 
lo Artigo 180 do Código Civil Brasileiro: 
Abner. dos Santos Godoy e Rosa Maria 
cãndia da Silva, ele brasileiro, soltei - 
ro, maior, criador, filho de Wilson Godoy 
e Nerina Rodrigues dos Santos Godoy, resi 
dentes e domiciliados nesta cidade de 
Caracol-MS., ela, brasileira, solteira , 
menor, estudante, filha de Cícero Clemen­ 
te da Silva e Maria Tarciria Cândia da 
Silva, residente e domiciliada nesta cida 
de de Caracol-MS. 	- 
Se alguém souber de algum impedimento 
que se oponha na forma da Lei. 
Caracol-MS., 07 de Dezembro de 1.994 
João Amádio Vieira - Oficial 
MELHORAMENTO GENÉTICO COM 
EFICIÊNCIA E ECONOMIA 
i 
! 
. : l 
.1 WJ.EF,ffl L 
- 5 
A SETE ESTRELAS está à 
disposição do criador 
como instrumento 
eficiente na prestação de 
serviços em tecnologia de 
embriões, como: 
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-i.;- 
r 
..... 
0 Coleta, manipulação e trans­ 
terência de embriões em do­ 
adoras de sua propriedade. 
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rencia de embriões e produ­ 
çao de prenhezes, a partir do 
fornecimento de· e· mb ·-· 
. noes • 
congelados pelo criador .. 
• Comercialização permanen­ 
te de receptoras com prenhez 
positiva de embriões ' 
tados Impor- 
s e nacionais, Obtidos 
através dos -mais • 
ngorosos 
programas dirigidos ,de me- 
lhoramento genético. 
• Assistência técnica 
tt perma- 
nen e ao cliente SETE ES- 
TRELAS visando à orienta­ 
çao correta em todos os as­ 
pectos que envolvem . 
dados, manejo· 9scui­ 
para que se po . sanidade 
bo 
sa alcançar 
um m desenvolvi 
roto sre Es#}?" 
• _":~~--=~~-----~=-_),~

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GLAUCELI FERREIRA GODOY 
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Convêutori: UNIMF.D, BANCO DO BRASIL, TELEMS, 
FASSINCRA - CONS: RUA 1? DE MAIO, S/N? 
FONE: 2.51 - 1696 - RES: RUA: DR, ARY COELHO 
OLIVEIRA, 880 PONF:: (067) 251 - 256) 
JARDIM - MS 
Ao d crt.r luro 
Prcfe or AMALIEL 
r!as re ata e no di ocfed.de iv! 
preito de rattdo àquele que de for 
ada, prestou em v!da relevantes erv! 
cultura e h hfstr1a de Bela Vota. 
1 l 
.Advocacia 
R 
Jose APARECIDO DE OLIVEIRA 
OAB (MS) 4259 
RUA 24 DE FEVEREIRO, 2.101 - c. Postal;J2 
FONE: (067) 255 - 1456 
FAX: (067) 255 - 1402 
CEP: 79,290 - 000 
BONITO - MS 
. Advogados 
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GIL MARCUS SAUT 
VIU1AR DE ÃVILA 
CAUSAS C!VEIS CRIMINAIS 
ESCRITÓRIO: FONÉ: (067) 255 - 1313 
RESIDtNCIA: FONE: (067) 155 - 1228 
RUA: CEL. PILAD REBUÁ, 663 
BONITO - MS 
JOTACiE NOS BAIRROS 
Por ocasiõo do cinquentário de Bela Vista,quan 
do os municípios brasileiros criavam, por imposi= 
çÕo legal, seus símbolos, suas bandeiras padroni­ 
zada e seus BRAZÕES OFICIAIS, o militar e profes­ 
sor Gamaliel Stunpf, foi, voluntariamente o autor 
do projeto que elaborou e ofereceu de presente pa 
ra o Município o.seu Brazão de Armas, complementa 
do com uma perfeita e completa descrição de herâl 
dica. 	- 
Profundo conhecedor da matéria, Stunpf deixou 
naquele trabalho, a marca da sua competência, tra 
duzindo cm gráficos uma parte da nossa história: 
Homem dotado de uma exemplar retidÕo de princí 
pios e.que há quase 50 anos adotou Bela Vista comÕ 
sua terra, dedicando à ela uma parte da sua vida, 
o extinto se faz, verdadeiramente, merecedor des­ 
ta e de outras homenagens oficiais. 
A atitude do Prefeitq, oferece .aos jovens a - 
oportunidade de conhecer um pouco da nossa histó­ 
ria, fazendo com que todos se.• lembrem de que o 
1rt--f!ra o aprese t aor prevoou 
Re 1Io onde parfe!par diver­ 
ti bem o Pdre i!!in da Ire]a - 
Advogado 
$ 
LAIRSON RODRIGUES BUENO 
OAB/115 J.050 
CAUSAS C!VEIS E CRIMINAIS 
RUA: Dr. coRR.tA, 380- CEP: 79.280 - oo 
FONE: (067) 287 - 1129 
PORTO MURTINHO - MS 
ADVOCACIA C!VEL, TRABALHISTA E CRUCTNAL 
Advogada 
~ 
RAMONA GOMES JARA 
RUA: MARACAJU, 108 
FONE: (067) 251 - 1354 
VILA ANGÉLICA - CEP: 79.240 - 000 
JARDIM - MS 
Advogadas 
VIUiA DA SILVA - VERA LOUREIRO DE ALMEIDA 
OAB/MS 2574-B OAB: 2573-B 
CAUSAS CIVEIS E CRIMINAIS 
RUA:.CUIABÃ, S/NQ 
CENTRO 
FONE: (067) 439 - 1290 
BELA VISTA - MS 
Advocacia 
No queremos emttIr opfnfis pessoal sobre que 
of mafs convincente no a unto, mero porque, o 
as unto G btante abrangente. 
Gtarf,os apenas de considerar que ui do en 
trev!stados perdeu a oportunidade de ficar calado 
pois, ao criticar fanáticamente as pessoas qui n1 
quele día coeoravam a data da "Virem de Caau­ 
C" na vizinha cidade purauata, demonstrou clara 
mente que a sua reli!à n lhe ensinou a res 
peitar a vontade oberan d, pessoas, que t o 
direito de cultuar seus s.os de acordo com o 
que recomenda a sua crença e a ua f. 
Como não poderta deixar de ser e até por uma 
questão de possuir uma cultura mais refinada, O 
Padru Willinn deu um banho de conhuc1:ncntoo t.:oló 
gicos. - Ali'.:m de ter sido educado! Vale a pena 
estimular o radialista Arando Loure!ro pela n!­ 
ciativa, que foz coo que Bela V.Li;ta, cr::born p<cqu.!:'._ 
na, comece a fazer rãdfo de cidade grande. 
Parnbén3 Ar::iando 111 11 l ! ! l 
Mas...Segundo o Pedro Pedreira, "rcllgiiio noo 
se discute, são vários os cominhos que lev11m' n 
Terra do Senhor, quando percorridos com amor, éti 
ca, fraternidade e :mor à verdade, todos, todos= 
são válidos. Discussões separam os homens, dcba - 
tes sim, mas não debater os caminhos do Senhor". 
f'. uma opinião . 
O CICLISTA PRECISA SER ORIENTADO, 
DR. MARCUS RUIZ 
RARA! HBARETt 
DR. HÉLIO RUIZ 
KARA! TUJHÃ 
RUA: 14 DE MAI0,470 
FONES: 251-1012 ou 
251-2424 
CEP: 79.240 - 000 
JARDIM - MS 
f'. sumamente necessário dizer, que nem sempre - 
que os acidentes acontecem a culpa é somente do - 
motorista. 
Em muitos cnsos, se formos analisar a ocorrên­ 
cia pela lógica e pela razão ;vrui:os unaniman:ente ad 
mitir que qunndo se trata de cisclista envolvido ii 
culpa é inteiramente sua. 
Por não serem regidos por uma lei específica,o 
ciclista perambula pela~ rude na·contra-mão até 
mesmo nas avenidas de mão Única. Não t~m a minima 
preocupação co andar pelo lado direito das ruas, 
para ceder passagem ao motorista pelo lado esquer 
do, confomc deteniinam as leis de trânsito. - 
Essa contravenção acontece a todo momento nas 
ruas da cidade e em muitas circunstâncias o moto­ 
rista - que teo leis à cumprir - acaba se vendo 
em "mnus lençois"·. 
A solução para esse problema, poderia ser a 
volta do emplacamento das bicicletas, mesmo que 
fossem gratuitas, e somente assim, poder:Lin:os con 
tar com a possibilidade de acontecer uma orienta= 
ção a~s ciclistas sobre como devem se comportar 
no transito, sempre que fossem "regularizar" a 
situação da sua condução". 
Seria esta, acima de tudo uma medida simpático 
e que ajudaria, mesmo os MENORES, a começar a en- 
,tender as leis de Trânsito, sem necessidade de di 
zer qu~ contribui:ia de foma decisiva para ev - 
tar inume=s tragedias. Se aqueles ã quem compete 
criar meios legais para resolver os inúceros pro­ 
bleas que levantamos através desta coluna, ainda 
nao pensamos, que tenhao, pelo menos a humildade 
de aceitar a nossa sugestão e se for preciso • 
transfonna-la em leis municipais, caso não seja 
ev:!.dentemente "inconstftuc:ionnl". 
PI . o o 
·Cabeleireiro' 
CORTE ONISSEX 
Permanentes, Banho de Br'lh 
de creme ; 	·II 1o, Banho <' 
- - especial -.:-scova 
1 
xos, amaciamento j,,' uzes, reflo- 
- 1n ura. 
RU : DUOUE DR C 
AXIAS, 538- PELA VISA/; 
Empresas do 
6 
Posto Sher. 
Jardim 
"COMPROVE A QUALIDADE DE 
NOSSOS SERVIÇOS" 
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FONE: 251 - 1920 JARDIM - KS 
FONE: 251 
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Lagunão Í 
EM GUIA LOPES DA LAGUNA, 
O HELllOR ATFNDIHF.Nro 
AV.SANrA TEREZINHA, S/Ng 
1359 
Atendi me n to 
GUIA LOPES DA LAGUNA - MS 
Auto· Posto 
Lagunão II 
(Antigo Posto Rubào) _ "DESFR' 
NOSSOS SERVIÇOS ESPEC1.ALl~"1lE 
RODOVIA BR - 267 - KM 
23 
ARDI/PORTO MURTINO 
li 
Personalizado 
JARDIM - MS

10'A! ] 	- k o 1 J 
t ' ! 
Cultura & Variedades 
Companheiros Lamentam Perda da Maestro 
" A morte de 'Tom Jobim é uma noticia - 
internacional, Ele era um homem bom, um ho 
mem simples, uma pessoa que se importava 
muito com o Brasil, um cidadão que luta­ 
va pelo seu país, além de ser um músico 
exemplar, o maior de todos, meu mentor.Não 
houve erro médico nesta morte. Mu pai Do 
rival Caymmi, está muito abalado com a mor 
te de Tom, Ele□acamavam muito. E, ao cor 
tririo do que foi noticiado, Tom foi aos - 
Estados Unidos para submeter-se a uma se­ 
gunda operação na bexiga, de onde extirpa­ 
ra um tumor há um mês. Foi uma fatalidade. 
1gorn, memno com nua morte, o show deve 
' continuar. Ele era alegre, brincalhão , e 
não gostaria da tristeza que toma conta de 
nós neste momento. Ele descuidou-se um pou 
co da saúde, por conta da bebida, ao con­ 
trário de meu pai, que conseguiu lidar me­ 
lhor com isso". 
Danilo Caymmi 
"Quando soube da noticia, achei que era 
um trote. Tom Jobim era tão grande quanto 
Villa-Lobos. Sua perda não pode ser aferi- 
Palo Mirili Morte do R?ai à Falalitale 
A familia de Tom Jobim negou ontem a hi 
pôtese de que a morte do compositor tenha­ 
sido em decorrência de um erro médico. O - 
boato foi levantado ontem devido à morte - 
súbita do maestro, após uma operação apa­ 
rentemente bem-sucedida na bexiga. "Não 
sei de onde tiraram essa história", afir­ 
mou Paulo Jobim, filho mais velho do maes 
tro. "A operação transcorreu muito bem,mas 
sobreveio uma parada cardíaca", contava a 
mulher de Tom, Ana Jobim, ao amigo Alberi­ 
ço Campanha, dono do restaurante Platafor­ 
ma. 
Paulo Jobim afirmou que a familia está 
espantada com os boatos. Segundo ele, o mé 
dico que operou o maestro, Warren Weber, e 
VEM 1 
DO 
A autobiografia 
de Anthony Quinn, a 
obra completa de Eça 
de Queiroz e o novo 
livro de Nélida Pi­ 
non são alguns dos - 
títulos que serão 
lançados na VII Bie­ 
nal Internacional do 
Livro do Rio de Ja­ 
neiro, em agosto do 
próximo ano. AO ofi­ 
cializar o evento, o 
Presidente do Sindi­ 
cato Nacional dos E­ 
ditores de Livro 
(SNEL), Sérgio Macha 
do, prometeu trans-­ 
formar a Bienal na - 
maior atração edito­ 
rial do País. A últi 
ma edição, realizadã 
ano passado, bateu - 
recorde de público e 
de vendas: mais de 
um milhão de· pessoas 
visitaram a Bienal e 
2 milhões de livros 
foram vendidos."Que 
remos superar esses­ 
números em 1995", a 
firmou Machado. 
A dez meses de 
sua abertura, os or­ 
ganizadores da VII 
Bienal Internacional 
ao Livro 5á vender"" 
mais de 70 dos 
1 
mil metros quadrados 
do Pavilhão de ExpO 
sições do Riocentro, 
na Barra da Tijuca 
onde o evento será - 
realizado. Ano passa 
do, 330 expositores­ 
participaram da fei­ 
ra. A estimativa é - 
de que em 95 esse nú 
mero seja de 420 edi 
tores. Portugual vol 
tará a ocupar o maior 
estande da Bienal 
com 400 metros qua­ 
drados. Os maiores - 
estandes brasileiros 
serão representados 
pelas editoras Nova 
Fronteira, Record e 
Ediouro. 
Em 1993 a Bienal 
movimentou US$ 30 mi 
lhões entre vendas - 
diretas e indiretas. 
---~---~ ·------ 
----------------------- --------------------, 
, FRASES DO TOM 
"Eu quero morrer em português". 
#tt 
da em palavras". Baden Poell, compositor. 
"Não entendi nada do que aconteceu. Tu­ 
do que eu fiz foi para ele. Todas as músi­ 
cas que cu faço a para ele". 
Chico Buarque de Holanda, compositor. 
"Parece que de ontem para hoje passou 
muito tempo. Eu me emocionei muito no show 
quando cantei uma múaica do Tom. São mui­ 
tas lembranças". 
Caetano Veloso, compositor. 
"Perdi uma parte minha vida. Com a 
morte de Tom foi um pedaço do meu coração. 
Estou órfão". 
Cica Guimarães, atriz. 
"Ainda não me recuperei. Estou sob efei 
to de forte emoção. O Tom foi uma grande : 
perda". 
Nana Caymmy, cantora, 
"Vim aqui dar o meu adeus ao Tom. Tom - 
que Deus te proteja aonde voco estiver. A 
melhor lembrança que tenho dele foi quan­ 
do desfilou na Mangueira. Ele respirava a­ 
legria". 
Dona Neuma, da Mangueira. 
de total confiança. "Ele sempre foi muito 
bem atendido em Nova York" .. E acrescentou: 
"A morte foi uma fatalidade". De acordo 
com a versão de Paulo, que estava com o 
pai quando aconteceu a repentina parada 
cardíaca, Tom foi imediatamente levado p~ 
ra a UTI do hospital, onde sofreu urna se­ 
gunda parada, dessa vez fatal. "Tínhamos 
consciência dos riscos inerentes à cirur­ 
gia", admitiu Paulo. "Tudo aconteceu muito· 
rápido, ainda não encontrei explicação",di 
zia Ana Jobim ao amigo Alberico. "Só sei: 
que ele não queria morrer", lamentou . 
(Roberta Jansen) 
1 BIENIL 
O RIO 
"Não temos dúvidas - de criar um espaço - 
que na próxima edi- alternativo para a - 
cão estes números se Bienal do Sebo. "Se 
rio bem maiores", a: ria uma maneira inte 
firmou Sérgio Macha- r'essante de vender: 
do. O editor infor- livros mais baratos" 
meu que a VII Bienal afirma. 	' 
manterá o mesmo mode Outra novidade é 
lo da edição anteri= o projeto "Aprender 
or. 	95 - Salão Internacio 
Seminários, pales nal do Estudante",um 
tras, tardes de autÕ corredor cultural 
grafos, lançamentos- que será montado no 
de livros, ativida- Riocentro paralela­ 
des infantis e a en- mente à Bienal. o 
trega do Prêmio Jabg projeto reunirá cur­ 
ti, que premia diver sos, centros de pes 
sas categorias. Alem· quisa, entidades in 
disso, o presidente ternacionais e esc§ 
do SNEL está estudan" las. 
to· a possibilidade - (Agência Estado). 
"o vento está descabelando as árvo­ 
res"(Jobim disse a un psicóloro). "rvo­ 
re não tem cabelo" (respondeu o Psicólogo) 
"E tem gente que não tem poesia (respon­ 
deu Jobim). 
"Trabalho muito mais do que mereço" - 
queixando-se dos que diziam que conpu­ 
nhe pouco nos últimos tempos. 
...... 
"Aqui no Brasil sou branco, mas nos - 
Estados Unidos sou moreno. No máximo, no 
máximo, branco mediterrinco" 
"Um dia, fazendo um show ecológico 
nos Estados Unidos, um cacique americano 
olhou para mim e disse que ou era índio. 
Naturalmente. Minha familia é de origem 
francesa, e os franceses eram muito es 
pertos. Matavam os índios, mas não mata:j 
vam as índias. Elas tinham múltiplas uti 
lidades" 	- 
"Morar em Nova York é bom mas é uma 
merda. Morar no Rio de Janeiro é uma mer 
da mas é muito bom" 
"Pragmaticamente, ter nome pequeno é 
muito bom. Nome grande como o meu, Anto­ 
nio Brasileiro etc., não cabe na placa - 
padronizada dos troféus onde se grava no 
me dos premiados nos EUA" 
"! engraçado como o Brasil só adora 
os perdedores. O Brasil, para ir para - 
frente, precisa aprender a amar o Pelé" 
*** 
"Dizem que adotei o nome de Tom para 
ficar americanizado. Mas Tom saiu de uma 
canção de_ninar que mamãe cantava para - 
minha irmã Helena: no refrão tinha ton, 
ton, ton-ton. Ela nao sabia dizer Anto­ 
nio e eu virei Tom. Americano é O Frank 
Sinatra, que na verdade é italiano" 
*** 
"Aliás, eu sou o Tom-ma mais 
Toma-ma um chapinho" 
ttt 
um, o 
"Minha obra é um canto de louvor ao - 
Brasil" 
*** 
_"Disseram que Garota de Ipanema era - 
Plágio de Caravan, do Duke Ellington . 
Nao e_verdade, mas eu fico muito orgulho 
so. Poxa, Duke Ellington é 
O máximo" 
ttt 
"Agora eu vou tocar uma musiquinha no 
va que eu fiz com este menino, o Chico - 
Buarque' pegou a mania dos diminuti- 
vos de Vinicius. Disse a frase no último 
show e a música tinha mais de 1O anos. 
----===-------- 
LER É CULTURA 
=--------------======- 
L V R O S 
• V E N D I D O S 
1- Na Margem do Rio piedra 
2- Nada dura para sempre 
3- As Walkrias 
4- A perseguição 
5- 0 Alquimista 
6- Tudo pela vida 
7-- Brida 
8- A corrida pela herança 
9- Do amor e outros deônios 
10- O selvagem da ópera 
M A I S 
1 
NÃO FICçAO 
Paulo Coelho 
Sidney Sheldon 
Paulo Coelho 
Sidney Sheldon 
Paulo Coelho 
Daniela Steel 
aulo Coelho 
Sidney Sheldon 
Gabriel G.Marquez 
R.Fonseca 
l 
2 
3 
7 
6 
5 
8 
17 
10 
76 
10 
117 
4 
82 
8 
12 
6 
I- OLho Mágico II N.E.Thing Enterpr!ses 
2- OIho Mágico N.E.Thing Enterprises 
3- Olho Mágico III 
4 
u, 	N.E.Thing Enterprises 
- "inutos de Sabedoria Pastor! 
5- Alas caa1fsices 6±a'~, 
6- o sucesso Não ocorre por acaso ta ","-rio 
7- Chato, o rei do Brasil F.Mora' "iro 
8- Cruzando o limiar da Esperança J p 
1 9 L 	• ou o II 
- .anterna na Popa Roberto Campo 
10- co=unicacão G1oba1 Lair Ri;[" 
PERIODO DE VENDAS: 
cultura 22/1194 a 29/11/94 - Brasiliense: 24/11/94 a 30/11/94 Saraiva: 22/11/94 a 28/11/
94 
Ediouro: 18/11/94 a 29/l1/94 • Levantamento: infcr.Estado. Data do levantamento 7/12/94 
1 
l 
61 
2 18 
5 2 
3 97 
4 25 
8 120 
6 17 
7 2 
10 7 
- 90

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INDUSTRIALIZAÇÃO E COKERCIALIZAÇÃO DE MADEIRAS BRUTAS E BENEFICIADAS 
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Fones: (067) 495 ... 1138 e 495-1139 e r ~COI MS 
! 	.

- HOMENAGEM AO PROFESSOR STUMPF-1909 À 1994 
·e 
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Gaalfel Stumpf é unicamente reco­ 
nhecIdo por todas s penou de Bel 
V+ta, como o Profenor que mas er­ 
viço prestou ao ensino da cidade. Mio 
hi quem lhe nepue na dedicnçao, o I - 
dealfsmo, tanto noa lonyon nno que 
panou na la de aula, quanto na 
oranfzação de feutao, paradanu, em 
que def flava ao lado dos alunos, a - 
pós horan de ennafo, de fnceusante 
busca de recurou para nu ornamentaçao 
do carro alegórico, da fantasia 
dou entudanteu, Sua rande pafxão e a 
( lura de Ruf Barboa. 
Myr fnho, calvo, olho mfúdos mnan 
extremamente lúcido em eu retorno ao 
paur;ndo, v lvc hoje com a uegundn mu - 
Iher, numa cana ampla, na qual n eo­ 
tanten repleta de livro constituem 
o malor referencial das memória de­ 
se homem metódico com quem não foi 
ficIl marcar uma entrevista, devido a 
os compromissos que Incluem Idas per­ 
manente a uma fazendinha de nua pro­ 
pricdnde. 
Meu nome é Gamnlicl Stumpf, Nasci 
cm Juiz de Fora no dia 19 de junho de 
1.909, vou fazer no próximo mês seten 
ta e nove anos que estão cravados em 
minha pele, em meus ossos. 
Sou filho adotivo de Antonio Stmt>f 
e de Catarina Reis Stumpf, naturais - 
de Juiz de Fora, como eu, já faleci - 
dos. 
Meu pai era mecânico encarregado 
da Oficina mecânica da Companhia Mi - 
neira de Eletricidade, em Juiz de Fo­ 
ra. Foi um dos construtores da Usina 
dos marmelos, que foi a primeira usi­ 
na hidroelétrica da América do Sul. 
MLnha mãe era uma alemã fazedora - 
de pães, Gostava de fazer um pão que 
eu, quando guri, saía entregando a 
seus fregueses certos. Me considero a 
lemâo, originário da Alemanha, porque, 
afinal de contas, vivi os quarenta a­ 
nos com essa família. Nessa idade é 
que fui conhecer minha verdadeira mie. 
O encontro foi acidental. Eu estava 
servindo o Exército cm Santo Dumont , 
quando o pai de um cabo, que tinha 
vindo de são João Del Rei, contou-me, 
casualmente, que por lá ,uma família 
de sobrenome Silveira, andava procu - 
rando o filho, que 'há quarenta anos , 
fora entregue a uma família de Juiz 
de Fora. 
Tive logo o pressentimento de que 
se tratava da minha pessoa. 
O primeiro encontro com mamãe foi 
excepcionalmente carinhoso. Assim 
que nos vimos, nos abraçamos. Eu ti - 
nha uma idéia de que era de são João· 
del Rei, vagamente pensava em meus 
verdadeiros pais, mas a emoção de en­ 
contrar minha mãe superou todas as ex 
pectativas. 
Minha infância foi a melhor possi 
vel. Como filho adotivo tive tudo o 
que um filho verdadeiro tem direito - 
ou até mais. Fiz jardim de infância 
numa escola alemã de Juiz de Fora, de 
pois fui para o Colégio· Mine:l,ro que 
já desapareceu e de lá ingressei no 
Instituto Grambery de Juiz de Fora , 
onde cursei todo o primário da primei 
ra à quinta série, com todas as despe 
sas pagas por meus pais adotivos. Õ 
Grambery é excelente escola de origem 
protestante que pertence à Igreja Me­ 
todista de Juiz de Fora e à Igreja Me 
todista do Brasil. Naquele tempo ali 
funcionavam todos os cursos superio·­ 
res da época, inclusive a Escola de 
Odontologia e o Seminário Metodista. 
Aprendi a ler, pelo método da sole 
tração, numa cartilha que trazia as 
sílabas separadas em preto e vermelho, 
era a famosa cartilha de Arthur Th - 
re. Não tenho recordações precisas de 
teu curso primário, anão ser da pai - 
xao que tive ainda guri, no Colégio 
Mineiro, por uma moça muito mais ve - 
lha que eu, que frequentava o curso 
superior e da qual guardo até hoje 
0 
retrato, 
Teminado o primãrio, trabalhei. em 
várias firmas de Juiz de Forn, até re 
solver sentar praça, como voluntário­ 
porque já tinha o tiro de guerra 11.' 
Foi uma decisão acertada que me 
permitiu fazer· o Curso Regional de 
Aperfeiçoamento de Sargentos cm Belo 
Horizonte, com direito à. sair como O­ 
ficial de reserva. Hoje sou major re­ 
formado, o que não vale nem de bucha 
para canhão. 
PrL-neiro servi cm Santos Dumont,no 
Rio de Janeiro, no 2g batalhão de car 
ros-de-combate, depoi fui transferi- precisava. Ira u tempo d!ffcfl, r­ 
do pura a unfdade de cavalaria de e- cado pelo conforfsmo. Os professores 
la Vta, 	ganhava pouco, as coo era Ideals 
Ao chegar aqui, Dr. Rubens de Cus- ta, não reclamavam, não faziam mov - 
tro PInto, responsável pela Campanha mentos para elhorar o padrão dos ven 
dos Educandárfos Gratuitos em Bela cimento. V os anos passar com os 
Viota, convidou-me paro lecionar no Professores, vivendo dentro das lfm!- 
Ginásfo, AbrI logo o Jogo com ele: tsçdes de seus pequenos salários, a - 
"Doutor, no tenho curso algum, pertando-se num orçamento estreito , 
não er os que fiz no Exército, mas que só cobriria as despesas essencfa­ 
estou pronto para ajudar no que for Is. Fuf apenas professor: um profes - 
preciso", Ele nen quis ouvir mais na- or dos velhos tempos, estudioso, au­ 
dn e oBnim comecei a lecionar na Esco todidata, preocupado em adquirir os 
ln pertinho do Correio, sob a direção conhecimentos que me faltavam. Não ti 
da Professora Ester Silva. Naquele- ve funções gratificadas, não ocupei: 
tempo ela já era uma mulher madura - cargos de direção, Estava sempre d1s­ 
mas enérgfca o suficiente para in - ponto a servir, tanto que durante lon 
fundir nos alunos oo princípios de nu go tempo cuidei da biblioteca do Gln~ 
toridadc que hoje não existem nnls. AÕ aio Bela Vista. 	- 
morrer com maia de 90 anos, ce8a e en Gerações de alunos passarac por 
trevada, deixou um exemplo de dedica: mim. Alguns que hoje ocupam cargos im 
cão ao ensino de Bela Vista cujae ge- portantes na municipalidade, qunn~Õ 
rações alfabetizou e ensinou a viver, me encontram, gostam de recordar as 
dentro da moral e dos bons princípios. brincadeiras que faziam nns minhas nu 
Bem, fui lecionar no Ginásio Bela. las coisas sem importância, como por 
Vista, hoje Escola de I? e 2g Graus - exemplo esconder meus objetos pessoa­ 
Castelo Branco. Como disse, esse Giná 1s. Eu não os levava muito à sério 
elo fora fundado por Dr. Rubens de às vezes nem percebia o que estavam 
Castro Pinto, como remanescente da tramando. 
Campanha Nacional de Educandários Gra A disciplina naquele tempo era mui 
tuitos. Fiz atê a letra do hino do gi to exigente, hora da aula era hora da 
núsio, aproveitando a música do hinÕ aula, recreio era recreio e se eles 
do Instituto Grambery de Juiz de Fo - queriam misturar as coisas a gente 
ra, Foi aí que senti despertar minha chamava atenção e tudo terminava bem. 
vocação de Professor, numa época em Durante as aulas não havia essa histó 
que Bela Vista não tinha luz, não ti- ria de papo do professor com o's alu: 
nha telefone, tudo era escasso, exce- nos, a aula era sagrada. No recreio 
to a vontade de trabalhar, de coope - tudo mudava: o professor brincava com 
rar que não faltava nos professores, os alunos, todo mundo caçoava, quebra 
Eu mesmo, além de professor, era vam-se as barreiras. 	- 
ajudante do Diretor, sem receber ne - A princípio as classes das meninas 
nhum salário pela segunda obrigação. eram separadas dos meninos, depois 
As aulas eram dadas com lampião, ao eles passaram a ser mistas, com uma 
muito depois é que foi instalado na fiscalização permanente do comporta - 
cidade um motor a Óleo diesel que me- mento dos alunos, embora isso não fos 
lhorou a vida da Escola. 	se praticamente necessário, p~rque- 
Começamos, dando aulas, sem nada de minha parte, nunca notei abuso 
receber. Os educandários eram gratuí- qualquer. 
tos e, quem lecionava, conhecia a co Desse tempo todo, ficou uma grande 
ta de sacrifícios que lhe era exig:lrlâ: amizade que me liga aos alunos para 
sabia que no fim do mês só contava - ~~mpre. Cada vez que um deles me 
com. a satisfação do dever cumprido. Só di " - - 
na rua, z, professor, o senhor 
depois que Dr. Rubens de Castro Pinto 1 b 
se em ra daquilo" eu sinto que a épo 
assumiu a Secretaria de Educação, no ca maravilhosa de minha vida fo! meu 
Governo de Dr. Fernando Corrêa da Cos d 
tempo e professor. Essa oportunidade 
ta é que todos os Professores foram d 
nomeados. 	eu evo ao Dr. Castro Pinto, que 
_ 	introduziu ao ensino., 
Na direçao, Dona Ester Silva tinha 
uma boa ajuda de Dona Clotilde de Cas Uma das coisas de que sempre gos - 
tro Pinto, esposa do Dr. Rubens. Le: tei foi cantar. Tinha prazer de ensi­ 
cionei desde o início diversas disci- nar aos meus alunos o Hino Nacional o 
li 
. 	da República, o da Independência. C~m 
P nas: Desenho Geometrico, Educa - 
cão Moral e Cívica, Organização Soei- pus também várias canções que passava 
Í 
aos alunos no intervalo das aulas. Can 
ale Pol tica e atê Geografia, quando 
P f 
tar era a grande distração da época. 
o ro essor faltava. Sou fanático por H 
livros, sempre gostei de me rodear de oje, muitos anos depois de ter 
i 
1 
• 	conseguido a aposentadoria, costumo 
enc..c..opedias, tratados de Geografia, ir ao Colégio Castelo Branco, só para 
Historia, Portugues, de modo que nun- 
f 
1 
repassar com os professores o Hino Na 
ca me atou material para preparar - cional, o hino do colégio e outros H 
minhas aulas. Hoje, com tantos traba- 
lh 
nos patrióticos, que estão caindo no 
os de pesquisas que os professores 
li i 	esquecimento. Depois, os professores 
so. .c tam, sem pensar que em Bela Vis me dão acesso às aulas onde também re 
ta nao temos bibliotecas, é a mim que cordo com os alunos os mesmos hinos. 
os alunos procuram. Bem, havia no Gi- 
Quanto à parte cultura, é preciso 
nasio Castelo Branco uma biblioteca - 
muito boa mas, com o tempo, os livros ~embrar a _grande distância que Bela 
foram sumindo, nesse 	ista esta situada dos grandes cen 
- 	processo de deca tros o que nos mantém afastados dos 
dencia cultural, que foi t d - 
oman o con- acontecimentos. Antigamente ainda vi- 
ta de muitas escolas brasileiras. Mi- nham aqui algumas companhias teatrais. 
nha biblioteca, modéstia a parte, tcJ hoje nem isso temos mais. 
prestado bons serviços aos alunos da- Bela Vista é uma cidade fronteiri­ 
qui. Embora fosse professor leigo , ça, o Paraguai está pertinho, basta 
lecionei diversas matérias em cursos cruzar o Rio Apa. De lã vieram as mi­ 
de segundo grau. Assim que o curso de sicas, a dança, os ritmos. Nos bailes 
Contador foi fundado, fui um dos pri- daqui llá sempre a presença da polca , 
meiros a ser chamado para colaborar. dos chamamé para animar. Alguns alt - 
Trabalhava no Exército mas o Comandan nos p
0
araguaios estudaram comigo, 
te como era amicíssimo.do Dr. Castro maioria já dominando perfeitamente 
Pinto, sempre me liberava para as au- português,·de modo que nunca tive 
las, era sua maneira de colaborar com'problemas de comunicação por barrei - (Do Livro "Memória da Cultura 
a implantação de novos cursos em Bela ras de língua. Apesar da política te ' Educacão e Mato Grosso do Sul" 
Vista. Saía do quartel, dava minhas - sido uma das'grandes influências do Maria da Glória sã Rosa) 
aulas, depois voltava e continuava ~ t:-----------------------------------------­ 
meu trabalho. Assim, passei mais de 
· trinta anos no ensino de Bela Vista. 
Minha memória está ruim para datas 
mas sei foi emmil novecentos e seten 
ta e poucos que caí fora do ensino 
porque já havia completado o tempo da 
aposentadoria. Lecionei mais no per!o, 
do da noite. Mais tarde quantia não ti , 
nha mais serviço no quartel, dediquei: 
todas as minhas horas disponíveis pa- . 
ra o ensino. 
O salário de professor era peque - 
~no, como ainda é até boje. O que me 
sustentava mesmo eram os vencimentos : 	(Professor Stumpf) 
de militar que me permitiam dar conta. 	_ 
da família e comprar os livros de quO!_ i --------------------~-------------------- 
ve 
me 
ensino do Estado, mio onheo nír 
em Bela Vista que t!v e sido afasto 
do de seu carro por questóe dessa 
turra. Dona ister Silva evpre tra, 
Ihou em política, fazia apanha pue 
eus candtdatos, ma apesar dl so nu 
ca foi de !t!da. Saiu do magtstérfe 
quando e aposento.. Hoje é no:e d 
escola, co Justo mereciment . Se 
casado, mas estola me diverctando de 
rInha primeira mulher, com a qual te-. 
nho quatro filhos: uma fIlha de $7 
anos, um filho de 55 anos, outra d 
53 anos e outra de O, Com !nha tu­ 
al companheira, co quem vivo hi tr! 
ta e sete anos tenho duas f!Ih 
que moram e São Paulo, As duas, bem 
situadas na vida, Ji me deram netos - 
que tambén tem bons empregos. MInhg 
pria:ef.ra oulher chan.1-sc Rosalina Mo­ 
reira Stumpf, conheci-a numa estação­ 
zinha de Juiz de Fora. A cor.ipanhelrn 
atual chama-se Bernardina Escobar Fer 
nandes, depois de 36 anos Juntos, va­ 
mos finalmente legalizar nossa situa­ 
'ção. Os filhos de meu prineJro casa - 
mento, vêm sempre aqui, dão-se até de 
mais com a criatura com quem vivo. - 
Nenhum de meus filhos é professor. 
Não transmiti a nenhum deles a heran­ 
a do ensino. A escola de tempos atrás 
era muito mais eflciente. Com rar!ssi 
mas exceções, os professores tinham Ü 
ma dedicação bem maior ao ensino qu; 
os de hoje. Preparavam com maior cari 
nho as aulas, transmitiam melhor a m; 
téria e não ficavam passando esses 
trabalhos de pesquisa, como fazem os 
de hoje, que exigem tarefas, que de - 
pendem de bibliotecas que não temos. 
Se não fosse essa quantidade de 11 
vros que adquiri, através dos anos - 
não sei como os estudantes de Bela - 
Vista se arranjariam. Gostaria de do3 
los à cidade, até já pensei nisso,mas 
tenho uma filha que trabalha na USP e 
é para ela que essa biblioteca vai re 
verter. Enquanto isso vou consultando 
de novo esses velhos livros, a Enci­ 
clopédia Barsa, a Miramar. Estou aju­ 
dando um aluno a fazer um trabalho so 
bre a Princesa Isabel, forneço todo; 
material, leio o trabalho, depois de 
pronto, e faço a revisão. Aposentei - 
me em 1983, depois de J3 anos de tra­ 
balho. Mas dar aula é ura cachaça, um 
vício que os anos não diminuem, tanto 
que estou sempre no Ester Silva, no 
Vera Guimarães Loureiro, dando minha 
contribuição. Recebo apôs trinta e 
tantos anos no magistério cerca de de 
zoito mil cruzados, o que não dá para 
as despesas essenciais. O que me sal­ 
va é o soldo de Major do Exército co~ 
o qual sustento minha família e ainda 
economizo, tanto que ainda envio d1 - 
nheiro à minha filha, que é viúva, e 
a irmã que vive em Tiradentes, Minas 
Gerais. 
Não me sinto esquecido, inútil, c~ 
mo a maioria dos aposentados. 
Faço discursos nas Escolas, no 
Quartel, no Rotary Club. Sepre e 
convidam para falar nessas solenida - 
des. 
Quase não saio daqui, a não ser, 
muito a contra gosto para visitar me­ 
us filhos·em Juiz de Fora. 
A Divisão do Estado aconteceu, sem 
que eu tivesse percebido as rudan 
as, que ele acarretou. 
Bela Vista não é meu torrão natal, 
mas é minha terra de origem ã qual me 
sinto tão ligado, que nas· viagens fi­ 
co ansioso para voltar logo, rever 
minha casa, meus amigos, as coisas - 
ª que fazem parte de minha vida. 
o 
- 
NA ME SINTO ESQUECIDO, 
INUTIL, COMO A MAIORIA 
DOS APOSENTADOS 
e da 
de