TRIBUNA DA FRO 
· t,l 
, 
D/AR/O REGIONAL 
BELA VISTA/MS AN0:22 N0: 1.592 18 DE JANEIRO DE 1.995 QUARTA-FEIRA 
PREFEITURI .OI INICIO 1 
RECUPERICiD OI CIDADE 
EDITOR: IVJLDO Pl:JU'.!Hi R$ -- 0,50 
Apesar das chuvas 
que ainda teimam cm 
cair oobre a nossa 
cidade quase que dia 
riamente, mas já em 
quantidades bem meno 
res, a Prefeitura Mu 
nicipal, através da 
Secretaria Municipal 
de Obras, déu início 
na semana passada a­ 
os serviços de recu­ 
peração das ruas da 
cidade, que em sua 
grande maioria fica­ 
ram totalmente esbu­ 
racadas depois das 
fortes e constantes 
chuvs que se abate­ 
ram sobre Bela Vista 
desde o último mês 
de dezembro. 
Vários Bairros 
vêm sendo beneficia­ 
dos pelos serviços - 
de patrolamento das 
ruas, a exemplo do 
Antonio João, Costa 
e Silva e parte do 
centro da cidade, co 
mo as interligações­ 
da Rua Barão do Ladá 
rio com a Avenida - 
Teodoro Sativa, des­ 
de a via lateral a 
TELEMS' 
Com unicado 
guas das chuvas 
Escola Ester Silva a 
té o asfalto da Rua 
Conde de Porto Ale - 
gre, possibil!tando 
o tráfego normal de 
veículos naquelas vi 
as públicas, que se 
encontravam em precá 
rias condições devi= 
do as fortes enchur- 
estragadas pelas ã 
radas 
Visando proporcionar maior comodidade à popula 
cão belavfstense a Diretoria da TELEMS através d 
seu Presidente Dr. Carlos Eduardo Ferreira de Al­ 
meIda decidfu transformar todos os 20 TPS tele 
fones públicos comunitários, ou seja, os ore!h&e 
expedirão e rcccber.:io 11:;ncõe, tclcfÕrtic:ns de 
qualquer parco do mundo. 
Cor essa transformação a Vpresna acredita que 
diminuir.-Í signiflcativ,mcn . .: o índice de vandalfs 
0 nos orelhões, já que a população que é a maior 
beneficiada ficará incumbida de zelar por esse lo 
portante meio de comunicação. 
TELEMS 
OVAS RECiRAS NÃO 
VICiORARAM NAS 
FRONT ~ 
Quinze dias 
gor, o Mercado 
poucos a mudar 
há problemas. 
Pàgina 
" 
Funcionários das aduanas dos quatro países aincL:i 
n~o se adaptaram aos acordos de livre circulação. 
depois de entrar formalmente em vi 
Comum do Sul (Mercosul) começa aos 
a rotina das fronteiras. Mas ainda 
03 
ram. 
Reforma vai- Atingir 
Estados e Municípios 
Inistro Reinhold Ste 
Phanes quer tirar desses 
Governos o poder de le - 
islar sobre aposentado- 
r1as 
Estados e Municípios, 
normalmente generosos na 
concessão de apôsentado­ 
rias para seus funcioná­ 
rios, serão enquadrados 
no novo modelo de previ­ 
dência social do País. 
"Eles perderão o po - 
der de Legislar sobre 
Previdência Social", ga­ 
rante o Ministro da Pre 
Vidência Social, Reinhold 
Stephanes. 
Ele observa que 
dá para mudar apenas o 
Instituto Nacional do Se 
guro Social (INSS). 
Hoje, a situação de 
alguns Estados e Municí­ 
pios P. até mais grave 
que a do próprio INSS. 
Pagina - 06 
1 
nao 
J 
Lei ripa 
lojas a Bit, 
ar os Juro 
O cor1o lojista - 
que vende a prazo agora 
está obrigado a infor -~-------------------------­ 
ar aos consumidores, em todo 
e encargos embutidos no valor 
A partir de agora ê Lei. 
·-- 
Stephanes: reforma vai melhorar a vida de 
90 dos segurados .. 
que ocorre­ 
Página - 08 
Pncielli quer o F?ovo Fiscalizaml 
a lasse Poli/ica 
Deputado André Puccinelli 
A mobilização da so - 
ciedade para fiscalizar 
todos os atos Legislati- 
vos e administrativos em 
todo o território nacio­ 
nal, na opinião do Depu­ 
tado Federal André Pucci 
nell! (PMDB), "é u!to 1m 
portante para se resgatar 
a credibilidade da políti 
ca brasileira. Pâgina/05 
o seu material publicitário, as taxas de 
das prestações. 
Página - à6 
ileres 
inalas e 
Poria rtinl 
urrem 
Duas pessoas morreram afogadas em Porto Murtinho 
neste final de semana. As vítimas, Marcelina Perei­ 
ra, 24 anos e AnalÚcia Insfran, 15 anos, estavam a­ 
travessando o Rio Amongijá, na Colônia do Bocaiuva, 
distante 9 quilômetros do Município. 
O afogamento aconteceu no sábado por volta . das 
16:00 horas. 	Pàgina - 05 
Prestando mia homenagem à 
cidade natal, o jove Raão 
ro inaugurou no ltio dia 
BURGUER- 
sua- 
Lourei 
15/11 
em nossa cidade a Lanchonete "De 
FISH BURGUER", ua csa e es­ 
ti.lo Hac Donald's, oferecen­ 
do 40 tipos de lanches, 4 t! 
pos de maionese, sucos natu 
ra is, refrigerantes, vsky, 
vodka, cerveja, etc ... 
Neste mês, grande pro­ 
noção de fim de ano: 
junte 10 cupons ga­ 
nhe 1 "X-SALDA" ; 
15 cupons, ganhe 
u lanche da sua 
escolha. 
RUA VISCONDE E TJAY 
(e frente à Escola Ve 
ra Guiares Loureiro)

lnlor■e TF 
CRESCE 0 NÚMERO 
DE FURI OS A RESIDÊNCIAS 
Dl'JlO l u do um longo tempo com 
uito poucos canon rcgiutradon, 
os furto contra residências co 
,wcnrnm 11 m r praticadou com 
alor intensidade nas últimas 
emanas, período em que várias 
r·aoa1; forarn invadidas. Ou "Mon­ 
dn-hnn" n5o perdoam nada e já 
Llzcr 1m vordadclrau lirnpeoas 
nas propriedades alheias, sur­ 
rupiando dor;de bicicletas, apa 
rolhou de som e outros objetos, 
nt6 roupnu dou varais. 
O Delegado de Policia de nos 
na cidade, Dr.Renato Cesar Pe: 
reira o o Comandante do 29 Pelo 
tio PM, Tenente Alirio Villasan 
ti Romeiro, bastante preocupa-­ 
dou com essa onda repentina de 
furtos contra propriedades 
alheias, estão desenvolvendo di 
ligências e investigações contI 
nuas com o objetivo de chegar Õ 
mais rápido possível aos" mãos 
ligeiras". 
A Polícia já possui várias - 
informações e muito provavelmen 
te dentro dos próximos dias po­ 
derá colocar a mão nos" amigos 
do alheio", que terão de se ex­ 
plicar direitinho antes de irem 
para trás das grades. 
ENTATIVA DE FURTO 
REPELIDA A BALA 
CARNE CARA APESAR DA _QUE 
O PRE,DO DA A 0A 
No final de semana passada 
um elemento invadiu o quintal - 
de uma residência para furtar , 
quando já estava de posse de al 
guns objetos foi surpreendido: 
pelo proprietário do imóvel,que 
efetuou alguns disparos em sua 
direção. O incauto ladrão saiu 
em desabalada carreira, deixan­ 
do cair pelo quintal um ferro - 
elétrico e uma camiseta que ha 
via surrupiado do varal. te smo 
UPERMERCADO. TIMBIRI 
.. 
.. 
UDALDHIO J10DHJCOE'.i ___ .., 
com os tiros, além de não er - 
atingido, o elemento ainda con­ 
sequiu levar um toca-fitas da 
residência. só não pode se es­ 
qucccr que a sorte não é todo - 
dia que vai cotar do eu lado , 
numa dessas alguém acerta a pon 
taria e o ladrãozinho não vi - 
ter nem tempo de se arrepender 
de seus atos. 
REUNIÃO SOBRE O MERCOSUL 
NO GRÊMIO 
Nesta quinta feira, dia 19,à 
partir das 09:00 hs da manhã,ea 
tará sendo realizada nao depen; 
ciências do Grêmio Pedro Rufino 
uma importante reunião de traba 
lho que vai abranger todos os: 
assuntos relacionados ao acordo 
de livre comércio entre Brasil, 
Paraguai, Argentina e Uruguai , 
denominado MERCOSUL, que estabe 
lece entre outras coisas, a li~ 
beração das fronteiras para o 
tráfego de habitantes das qua­ 
tro nações e a extinção das ta­ 
xas alfandegárias para importa 
cão de produtos e mercadorias: 
fabricadas e industrializadas - 
nos países integrantes do Merca 
do Comum do Cone-Sul. - 
A reunião tem por objetivo - 
principal esclarecer todas as - 
dúvidas sobre o MERCOSUL ,11que 
são muitas, por isso espera-se 
uma grande presença de público 
e de empresários, comerciantes 
e profissionais liberais e autô· 
nomos, que são grandes interes­ 
sados no assunto, principalmen­ 
te devido estarmos localizados 
estratégicamente em uma região 
de fronteira com um dos países 
integrantes do acordo,o nosso - 
vizinho e amigo Paraguai. Vale 
a pena participar, a promoção é 
do Sindicato Rural de Bela Vis­ 
ta, com apoio da agência local 
do Banco do Brasil, SEBRAE e Re 
ceita Federal. 	- 
ar_ Airton Floriano dos Santos 
O maior estoque de gêneros alimentícios, bebidas, frios, armarinhos 
e ferragens da cidade, pelo menor preço. ' • 
Av. Brasil, 1.140- Fone: 49145-F: á95-115- CARACOL-MS 
. 
Tribuna Fronteira da 
FUNDADO EM: 
DIÃRIO REGIONAL 
20/02/1972 
. - 
EDITOR: Ivaldo Pereira 	EMEMPLAR: R$ 0,50 
GERENTE COMERCIAL~• Maria Estela Velásquez Pereira ASSINATURAS:. 
SECRETÁlUO DE REDAÇÃO: Ubald1no Rodrigues SEMESTRAL: R$ 50,00 
REDAÇÃO, DEPARTAMENTO COMERCIAL E PARQUE CRÃFICO: 
ANUAL: R$ 100,00 
Avenida Tribuna dá Fronteira,564 - CAIXA POSTAL - 
OS ORIGINAIS ENVIA 
23 - FONE: (067) 439- 1410 - FAX - 439 - 1544 
DOS À REDAÇÃO NÃÕ 
BELA VISTA - MS 
SERÃO DEVOLVIDOS. 
OS ARTIGOS ASSINA 
SUCURSAIS 	DOS NÃO REFLETEM NE- 
JARDI'I - André Kvalo CARACOL - Ener L. Leite 
CESSARIAMENTE A OPI- 
NIÃO DO JORNAL. 
BONITO - Firmino de Bar ANTONIO J0?O - Norino 
ros 	Gonc;alves 	FILIADO A: 
FOITTO MllRTINHO - ;(hconio Ruiz 	ADJORI e 
I 
Propriedade da Rede Bel.Avistense d.e Jornais - LTDA 
- 
CGC-MF - 15.513.203/0001/90 
ABRAJORI 
Ê {no mesmo, apesar da que­ 
da acentuada no preço da arroba 
do gado que vem endo registra­ 
da desde o início do 11no,05 pr_: 
os da carne nos açougues, nao 
só em Bela Vta, s em todo o 
Estado, ainda continuam muito - 
altos. Para efeito de compara­ 
ão, basta lembrar que nos últi 
mos meses, a cada aumento de l 
(hum) ou 2 (dois) real na arro­ 
ba, o preço da carne subia de - 
20 a 30% noG uçouguos.Agora,com 
a queda do preço da arroba do - 
gado, não ocorre também a queda 
nos preçoa, eles apenas se estg 
bilizaram nos açougues e estabg 
lecimcntoo que comercializam o 
produto, o que nos faz lembrar 
daquela velha máxima, "pimenta 
nos olhos dos outros é colírio". 
f: hora do conaumidor exigir a - 
reciprocidade do setor. 
CONSUMIDORES ORF{OS 
SEM O POSTO DA SUNAB 
Com o fechamento do Posto lo 
cal da SUNAB/PROCON, por deter: 
minação não sabemos de quem, os 
consumidores belavistenses es­ 
tão se sentindo verdadeiros ór­ 
fãos, pois em casos de abusos e 
explorações contra eles, não 
têm mais à quem reclamar. Recla 
mações nesse sentido temos rece 
bido todos os dias, juntamente­ 
com denúncias de que os preços 
já começaram a subir desordena­ 
damente em alguns estabelecimen 
tos comerciais da nossa cidade: 
No decorrer da semana vamos pe­ 
dir à alguns colaboradores que 
acompanhem a evolução dos pre­ 
ços dos produtos que compõem 
conpar ção com o p 'ç das 
peuqui a elaboradas 
pelo Posto lo I 5INAD, qu vi­ 
nhas sndo publicad s rqalar­ 
monte até o último s de dezen 
bro. Caso ejam detectados dis­ 
torções mais sérias, vamos mos 
trar tudo claramente aos nosso 
leitores, afinal de contas, co­ 
mo já dissemoi na ed..ção anter! 
or, a defesa do consumidor e 
dos direitos dos cidadãos é una 
das obrigações de uma imprensa 
honesta e compro:e ida apenas e 
tão omen com a comunidade em 
que atu e em bem informar a po 
pulação. 
SUNAB DEVE AJUAR 
; 
PERIODIC MENTE EM BEi A VISTA 
Quem pensa que com a desati­ 
vação do Posto local da SUNAH - 
os preços poderão ficar a vonta 
de e a mercê de algumas pessoas, 
está muito enganado, o que pode 
acontecer sim é do tiro sair pc 
la culatra, pois com a dcoativã 
ção do Posto local da SUNAD/PRÕ 
CON, provavelmente provocada 
por "forças ocultas", o 6rgão - 
fica na obrigação de "visitar" 
nossa cidade periodicamente,com 
isso quem andar fora da linha - 
poderá ser autuado e multado, 
sem choro nem vela, sendo que - 
com o Posto local do órgão fun­ 
cionando, tudo poderia ser re­ 
solvido com um simples alerta 
ou uma boa conversa. Pensem nis 
so enquanto lhes desejo uma boã 
semana, e não me queiram mal, 
afinal de contas, quem não deve 
não teme, já dizia o filósofo. 
GREMIO PEDRO RUFINO 
Noite do Hawai 
DIA: 21/JANEIRO DE 1.995 
HORAS: 23: 00 
MR MUSICAL SHO 
SÓCIOS: R$ - 50,00 	NÃO SÓCIOS: R$ - 70,00 
. AUTO PÇ)STO PANTANELRO (ÓrJade) 
Abastecimento, lavagem, lubrificação, troca de óleo e polimenta 
E para melhor atendê-los temos também gelo e gás. 
-..- . . --- . - 
í AUTO POSTO PANTANEIRO ll (no Nabileque) 
Agora você já pode pescar no Nabileque e região sem se preocupar 
em transportar cõmbustível. . 
Para melhor atendê-los o Auto Posto Pantaneiro também te atende 
.. no Nabileque 
Ambos com 24 horas de atendimento 
Fones: (067) 287-1238 • 287-133S - Porto Murtinho-MS 
OMERCIAL 
Si» 
- ----~ 
f 	, 
@s1E: .s 
Artigos importados 1 
~ geral, e/etrõnlcosl 
bebidas, motores de 
• popa, caça e pesca. 
-·-··· --·- ··--- - ,_._ ! 
t 
~

JORNAL 'TRIHUNA DA FRONTEIRA DIÁRIO REGIONAL 
Integração Exige Pecuária 
• 
ma1s Moderna 
Produtores_brasileiros do unanimes em afirmar_que é hora de arrumar cava_Ara_A 
porfolçoar qua1fdad da carne @aim competir cm ig@andado de c ondições errgcni 
nos e uruguaios 	Antonio Joé do Car ·) 
O Mercosul vai exigir que a pecuária bo 
vina nacional nc torno eficiente e moder - 
na. Eaoa opinião é unânime entre os pecua­ 
ritas brasileiros. A hora segundo eles, é 
de "arrumar a caaa". O Drauil ganha om 
quantidade, mas perde em qualidade para 
carne de neua parceiroo, como Argentina e 
Uruguai. Em Araçatuba (SP), principal cen­ 
tro de compra e venda de gado do Pais, os 
profissionais do ramo dizem que ainda não 
existe uma estimativa exata das dimensões 
dento novo mercado sem fronteiras. Mas já 
e sabe que há empresários intermediando a 
compra de gado argentino para engorda no 
Brasil e que frigoríficos es­ 
tariam alugando abatedouros­ 
no Uruguai, Paraguai e Argen 
tina (leia ao lado). - 
Sérgio Galiano, da Bolsa 
de Mercado do Futuro do. Boi 
em Araçatuba acha que por en 
quanto brasileiros e argentT 
nos estão se conhecendo. 
"Precisamos saber melhor 
quem são nossos parceiros" , 
afirma. Muitos dos negócios~ 
que hoje se realizam sempre 
aconteceram independentemen- 
te do tratado entre os Países, Para Galia­ 
no, os brasileiros precisam melhorar a qua 
lidade da carne e, sobretudo, mudar de men 
talidade. "O excesso de tributos criou i 
indústria da sonegação e o Governo precisa 
acertar isso antes de sentar na mesa para 
discutir as tarifas aduaneiras", argumen - 
ta. "E hora de arrumar a casa", completa 
João Alberto Ayube Ferraz, coordenador .da 
Federação Agropecuária do Mato Grosso do 
Sul, Estado que tem um rebanho de 16 mi 
lhões de cabeças. 
No Mato Grosso do Sul, até algumas déca 
das atrás as propriedades nem tinham cer - 
(O Estado de São Paulo) 
ca. A exploração em pastagens extensivas - 
tem menos de 25 anos. 
A ocupação é inferior a um an:mal por 
hectare. Mas há alguns sinais de mudança. O 
Governo criou o programa Novilho Precoce 
que dá 50 de desconto nos impostos para 
os pecuaristas que conseguem modernizar 
sua produção e levar o gado para o ab te 
com menos de dois anos e meio de idade. A 
inseminação artificial chegou nau grandes 
e médias propriedades e nlgumas centrais - 
de sêmen já exportam embriões. Mao mcs1:10 
no Estado mais avançado cm termos de produ 
cão pecuária, apenas 400 dos 20 mil pecua- 
ristas utilizam os benefíci­ 
os do Novilho Precoce. 
Mas o Brasil ainda é o ma 
is atrasado no combate à te= 
bre aftosa, segundo o relató 
rio anual do Departamento de 
Agricultura dos Estados Uni­ 
dos. Mas o pior mal da pecu@ 
ria daqui é o custo. Enquan­ 
tp 9 gado argentino vai para 
o abate com dois anos e meio, 
no Brasil ele fica quatró 
ou cinco anos ocupando o pas 
to para atingir o mesmo pe • 
so. A produção argentina é 47,9% superior 
à brasileira. Com 54,9 milhões de cabeças, 
os argentinos produzem 2,6 milhões de tone 
ladas - enquanto no Brasil, com 147 mi 
lhões de animais, a produção não chega a 
4,7 milhões de toneladas, quando se pode 
ria produzir até 7 milhões de toneladas to 
dos os anos. 
O Presidente da Associação dos Criado - 
res do Mato Grosso do Sul, Antonio Barbosa 
afirma que a pecuária ainda tem muito a 
crescer no Pais. "Se o brasileiro melhorar 
seu nivel de vida, não vamos ter carne su­ 
ficiente para abastecer o mercado interno 
e muito menos os demais países do Cone-Sul 
terão condições de abastecer o mercado". 
r 
V) 
o 
o:: 
' 
PRODUCÃO 
ARGENTINA É 
47 ,9% MAIOR 
QUE DO BRASIL 
NOVIS REGRI 
VIGORDRIM NI 
Funcionários das aduanas 
dos quatro países ainda 
não se adaptaram aos 
acordos de livre circulação 
(Ayrton Centeno e Mauri Konig) 
Quinze dias depois de en­ 
trar formalmente em vigor, o 
Mercado Comum do Sul (Merco­ 
sul) caneca aos poucos a mu­ 
dar a rotina das fronteiras. 
Mas-ainda há problemas. 
Desde sexta-feira está em 
vigor a portaria que permite 
a livre circulação de cidada 
os brasileiros, argentinos , 
uruguaios e paraguaios para 
qualqúer um dos quatro pa1 - 
ses. Mesmo viajando de car­ 
ro, os turistas precisam ape 
nas do certificado de pro - 
priedade e da Carteira de I- 
dentidade. 	- 
Mas em Foz do Iguaçu, ar- 
gentinos e paraguaios ainda 
encontram dificuldades para 
vir ao País. 
Por não terem recebido 
instrução do Ministério da 
Fazenda, policiais e funcio­ 
nários aduaneíros continuam e 
xigindo o Documento de admis 
são temporária. 
Antes, se um turista bra- 
sileiro quisesse entrar. 
com seu carro na Argentina 
enfrentava uma grande buro - 
cracia (que incluía a expor­ 
tacão temporária do veicu - 
lo). Agora, a excassez de re 
cursos para obras e o fato de 
algumas leis ainda não terem 
sido publicadas atrasam a 1n 
tegx:ação. o Código Aduaneiro 
do Mercosul foi aprovado na 
reunião de ouro Preto, mas 
não tramitou pelo Congresso. 
Sem 
O código,·as normas - 
que dependem da Lei para sua 
aplicação não podem entrar 
em vigor. Outros tópicos fo 
ram votados e sancioandos 
mas ainda não publicados. 
Nesta situação encontram 
se os relativos ã liberação 
de bagagens dos veículos e 
o transporte de encomendas 
em ônibus internacionais. 
Nas sete aduanas locali­ 
zadas no rio Grande do Sul 
falta sintonizar a atuação 
dos fiscais. Onde o traba - 
lho está mais acelerado 
nas aduanas de Jaguarão e 
Sanana do Livramento, ambas 
na fronteira com o Uruguai­ 
a integração está prevista 
somente para fevereiro. Em 
Uruguaiana, grande portal - 
para a Argentina, as tare - 
fas integradas só serão pos 
síveis em março. A acão con 
junta dos fiscais concentri 
rã as operações para desem­ 
baraço de exportações e im­ 
portações em apenas um dos 
lados da fronteira. 
Hoje os caminhões são e­ 
xaminados nos dois, opera - 
çaõ que dura, em média,seis 
horas. 
Preocupada com as confu­ 
sões sobre as novas normas, 
a Federação das Indústrias 
do Estado do Rio Grande do 
Sul (Fiergs) implantou o 
Plantão Mercosul. 
Por meio de três telefo­ 
nes (051-347.8675; 347-8796 
e 347-8791), o serviço pro­ 
cura esclarecer dúvidas de 
quem pretende importar ou 
exportar no ãmbito do merca 
do comum sul-americano. 
PARAGUAI 
No Paraná, argentinos e 
paraguaios ainda encontram 
dificuldades para cruzar as 
N 
1$ 
fronteiras com seus veícu - 
los. 
Se forem abordados ·na 
BR-277, que liga Foz do I - 
guaçú a Curitiba, ou nos 
postos fronteiriços, os mo­ 
toristas estrangeiros cor - 
remo risco de ter o carro 
detido se não apresentarem 
o Documento de admissão tem 
porãria de veículos. 
o negociador do Paraguai 
no Mercosul, Rubén Enciso - 
Iegros, denunciou esta sema 
na a demora de Brasília em 
instruir os funcionários 
brasileiros. 
Ele diz que o Brasil de­ 
veria ter se preparado, po 
is já sabia com anteceden 
eia que nãc haveria necessi 
dade de documento de admis­ 
são temporária a partir do 
dia 10. 
Do lado argentino, os 
problemas se repetem. A Po­ 
lícia nacional fiscaliza ri 
gorosamente o trãnsito de 
veículos e pessoas desde 
Julho, por causa do atenta­ 
do contra uma entidade ju - 
daica em Buenos Aires. 
O Mercosul também não al 
terou a rotina no aeroportõ 
de Foz do Iguacú. 
Nenhum serviço especial 
foi criado para diferenciar 
o atendimento aos passagei­ 
ros procedentes de paises - 
que integram o mercado co 
mum. 
Muitas Leis não 
foram sequer 
Pubiica das 
---- 7 -· - -· -·- . ·- -- 
PE CU A RIA LATINA 
QUATI DAR DE 
BOVINO 
ri 1 
Argentina 
Colb!a 
Venezuela 
Dr as11 
Ar gent Ina 
Co1b!a 
Venezuela 
Uruguai 
17.,000.000 
54.979.000 
16.70.000 
15.159.000 
'ru,ua! 10.360.000 
A. Latina 244.222.000 
l'RCllJl/ÇÀO Ar.U/lt, DY. 
CARNE. LN 1.000 T 
4.700 
2.600 
590 
390 
360 
PREÇO_ DA ARROIA 
NA SEXTA-FEIRA 
---------- - 
raII VS$ 30 
Aretina Us$ 20 a U$ 
25 (chuvas a­ 
tr palha 
transporte do 
ado) 
vS$ 24 
'vR.VISMO DE EXPORTAçO 
1 1,09 
Branll ]50 mil ton 
Argentina 250 mll ton 
Uruqua! 130 mll ton 
Fonte: Departamento de Mgrt 
cultura dos EUA 
COSUL 
A virada do século mostrará que a face 
político-económica mudou radicalmente nes­ 
ta última década. 
Ao lado dos mercados comuns da Europa, 
da América do Norte e dos Tigres Asiáti •­ 
cos, estão em processo de formação e conso 
lidação o Pacto Andino, a União Ffricana e 
no cone-Sul, onde estamos localizados, o 
Mercosul. 
Esta é a fórmula para ampliar o poderio 
0 
econômico de determinadas regiões do globo 
terrestre: a união de Países e uma integra 1 
cão econõmica e social supranacional, pas=  
sando por cima de fronteiras e unindo atra 
vés do livre comércio povos que outrora v 
viam separados por alfândegas, impostos de 
exportação e importação e principalmente 
por barreiras históricas . 
. Porque o Mercosul pode ser considerado 
para os industriais sul-matogrossenses e 
também para outros empresários da região 
centro-sul do Brasil como a oportunidade - 
do século? 
A resposta ê evidente, quando se pensa 
que por vontade política do Brasil, da Ar­ 
gentina, Paraguai e Uruguai, estão sendo - 
levantadas as barreiras legais que passa - - 
rão a permitir o livre comércio entre eS - 
tes países, a liberdade de investimentos 
circulação de capitais, a instalação de in 
dústrias, de armazéns, a livre circulação­ 
de pessoas e mercadorias, em uma das mais 
belas e produtivas regiões do mundo, com 
um potencial de mais de 200 milhões de con 
sumidores e um Produto Interno Bruto supe-s 
rior a 415 bilhões de dólares! 	o 
Do ponto de vista trabalhista, a empre­ 
sa deverá preparar-se para conhecer a le - 
gislacão dos Países que integram o Merco - 
sul, pois o livre-comércio implicará na li 
vre circulação dos trabalhadores entre es­ 
ses povos, acarretando direitos e obriga - 
ções que vão extrapolar os limites do di - 
reito brasileiro. 
Já existem comissões constituídas para 
uma análise comparativa dos sistemás de re 
lações trabalhistas entre os Países do Mer 
cosul e já existem fortes pressões das Cen 
trais Sindicais do cone Sul - CScS, para a 
celebraçao de Acordos Coletivos Internacio 
nais, com novos pisos salariais e outras, 
cláusulas de primeiro mundo. 
OPINIÃO TRABALHISTA 
.- 
Considerando que 
o Mercosul já e realidade, e que nossas 
fronteiras estão abarrotadas de filas de 
caminhões transportando nossas mercadorias y 
para o cone-sul, deve o Empresário buscar 
.com urgência as informações das oportunida 
des existentes para o livre-comércio com ão­ 
Argentina, Paraguai. e Uruguai e ampliar . 
sua visão industrial e comercial. Em Campo 
Grande as informações poderão ser obtidas - 
na Secretaria Estadual de Indústria e Co - • 
mércio, na FIEMS e nas Câmaras de Comércio ' 
Não espere o ano 2.000 para assistir 6: 
sucesso do Mercosul. 
Para o Empresário Sul-matogrossense 
futuro já chegou. 
Integre-se ao livre-comércio do Cone- 
sul. 	AY 
1a 
o 
Félix: Balaniuc, Advogado e Consultor 
Trabalhista em Campo Grande-MS 	.:r.

DIÁRIO REGIOMAL, 
Prefeitura Municipal de Bela Vista 
BALANCETE FINAKCEIRO DO MES DE NOVEMBRO DE 1994 
------ --------- • ---·-- --- ----....,-------:-:-, S !' f <: A 
R E C E I T A 	T T T U L0 S 	} --r 
+ 	' pof jAcu1Ato 
o	-	- h [{]k 
---- -------,,- 
í l 1 U !, O :; 
0IIÇAMENTÃJHA 
Receita TIIbutir 1a 
Receita Patrfmoufal 
Transferências Correntes 
Outras Receftas Corrente 
Alienação de bens 
Transfernc1as de Cap1tal 
ATEI OR IJO líP.S 
EXTRA ORÇAMENTAR IA 
Salarto Famflfa 
Empenhon a papar 
Cons Inações 
SOHA,.,,,. ,t •,,.,,,, ,11,,,.,,,,,,,,,,,, 
8Al.lJO no ID(EllCICIO ANTRlllOR 
Cnixn 
llnncoo Contn-Movlrncnto 
Dnncou Contn-Arrccuduçâo 
Banco Conta-VIncu lado 
llnncou Contn-Eopocinls 
SOi-iA , .,. , , ,., , , . , . 
TOTAL GERAL 
220.674,17 6.16,57 
10. 302,15 431,6 
1.122 .361,83 200.816,58 
20.606,49 1146,91 
16.963,20 
17 .9J8, 13 
1.408.845, 97 210.283,70 
835.927,59 77.579,12 
19.743,79 J.399, 71 
855.671,39 60.978,83 
4, 13 315,00 
356,16 350,88 
27,78 
l.538,18 5.632,22 
31,07 641 ,JJ 
l.929,54 6.967,21 
AC.IM!LADO 
ORÇN1ZNTÃRIA 
228.842,7 01-L!lat!vo 
10.733,79 02-Judlcl,HLt 
1.373.196,41 02-MdmIn!stração e Plane]arento 
21.45),40 02-J-:duc:1çào e Cultura 
16.963,20 09-Ener1a e Rec.MInerafs 
17.938,13 10-llabl.tnçiío e Urbanir;mo 
1,619.129,67 13-Saúde e Saneamento 
15-/vrnlstênci:i e Previdência 
16-Transportes 
913.506,71 99-Reserva e Continência 
23.143,50 SO~!A , ·'·'•'•'• .••.•• 
936.650,22 EXTRA-0RÇAMENTÁRIA 
Salário Famll 1a 
4,13 Restou a pagar- Pago 
356,16 Contas a pagar - Pago 
Consignações 
1.538,18 SOMA 	,, . 
31,07 OUTRAS OPERAÇOES 
1.929,54 Repasse duodécimos (Câmara Municipal) 
Conversão de moeda 
60HA 
SALDO PARA O RÊS SEUTNTE 
313,06 
313,06 
434.112,50 
44.175,79 78.488,29 
4444.316,79 
14.500,90 458.817,69 
456.731 ,61 .so. 1 7J, 21 506.904,82 
172.118,01 27 .170,84 199.388,85 
148.371,5S 
J. 575,80 151.947,35 
1.656.263,52 139.596,54 1.795.860,06 
J.905,60 661, 72 4.567,32 
4.731,85 
4.731,85 
533,266,62 1)4.264 ,JS 667.530,97 
7.787,98 4.185,05 11.97),0) 
549.692,05 IJ9.lll,12 688.803,17 
53.523,89 5.300,00 58,823,89 
,23 	,23 
' 
53.524,12 5.300,00 58.824,12 
c aixa 	315,00 
B oncos Conta-Movimento 	350,88 7.772,20 7.772,20 
B ancos Conto-Arrecadação 	27,78 27,78 27,78 
B ancos Conta-Vinculada 	5.632,22 5.638,77 5.638,77 
B ancos Conta-Especiais 	641,JJ 783,3) 783, 33 
s OMA ............ 11 ••••••••••••••••••••• 6.967,21 14.222,08 14.222,08 
2.266.446,90 298.229,74 2.557.709,43 T OTAL GERAL 	2.266.446,90 298.229,74 2.557.709,43 
ABRAÃO ARMOA ZACARIAS - PREFEITO MUNICIPAL EDVALDO PEREIRA DE CARVALPO -SEC.DE FAZENDA NINFA DE MEDEIROS FLEITAS-CRC 1780-0-MS-TÉCCOT. 
(PUBLICADO NOVAMENTE POR INCORREÇÃO NA PUBLICAÇÃO DA EDIÇÃO 1.590 DO DIA 17 DE. JANEIRO DE 1.995,TERÇA FEIRA). 
Prefeitura Muniçipal de Càracol 
BALANCETE FINANCEIRO- DO MES DE OVEMBRO DE 1994 
R E C E I T A 	DESPES A 
TITUL OS 	Anteriot do mês acumulada T l T U L O S 	Anterior domes acumulada 
RECEITAS CORRENTES: 
Recoita Tributária 
Receita Patrimonial 
Transferencias Correntes 
Outras Receitas Correntes 
SOMA r r •.• t • ••• 11 •••••••••••• 
79.252.74 
945,58 
476.696,34 
8.066,95 
55.851,78 
23,50 
55.846,38 
93,00 
DESPESA ORÇAMENTÁRIA 
135
.
104
,
52 
01-Legiclativa_ 
969
,9 O3-Administração e Planejamento 
532
.
542
,
7
3.08-Educação e Cultura 
8.1
59
,
95 
lO-Habitação e Urbanismo 
13-Saude e Saneamento 
16-Trans orte 
SOMA. ,11.1 • •••• 1 t ••••••••• , 1 •••• 11 •••• , , •••• 
RECEITA DE CAPITAL 	DESPESA EXTRA-ORÇA."IENTÁRIA 
Operacoes de Credito 	Despesa a pagar 199J(pagamentos) 
Alienação de bens 	61,82 	61,82 Restos a pagar (1993) 
Transferência de Capital 
1 
ll8.379.6ó,I ll.279.86,	Tit. Financeiros 
SOMA •.••••••...•..... 1., 11...... 118.441,68 118.441,68 Salário Família 
Telems 
Convênio LBA 
Câu:ara Municipal 
SOMA 	t • .••• 11 . 
,RECEITA EXTRA-ORCA.'1ENTÁRIA 	SALDO P/MES SEGUINTE 
Despesa a pagar (contrapartida) 612.199,48 134.120,39 746.319,87 Caixa 
lNSS 	10.688,81 3.716,16 14.404,97 Bco conta movimento 
Teles 	4.961,74 721,34 5.683,08 Bco conta vinculada 
cové1e LA 	l 989.64, 65l.ló, l.640.80/	roa1 cera1 
SOA.. • • • • • •• ••••.. t 1 •••••• 1 •........... 628.839,67 139.209,05 678.048, 72 
SALDO EXERCICO ANTERIOR 	l-~..:;_;;_..:..::.;'-'-'~-=-;:..:..;=-:c...:...::.=..,..........;:.:...::...:...::...:..::.:...:...:c 
Caixa 
Bcos conta movimento 
Bcos conta vinculada 
TOTAL GERAL 	. 
564.961,61 lll.814,6611 676.776,27 
l,48 
500,60 
1.168,50 
1 .313.913,54 
1,48 
500,60 
1.168,50 l.670,58 
1.564.837,25 
222.780,52 52.179,25 274.959,77 
221.662,14 43.219,14 264.881,28: 
117. 686, 99 25.931,07 143.618,06 
50.069.8)1 12.790,93 62.860,76 
612.199,48 134 .120 ,39 1 746.319,87 
540.508,91 162.163,72 702.672,63 
5.021,85 
5.021,85 
0,03 
0,03 
3.049,12 856,68 3,905,80 
7.)22,89 
7.322,89 
493,12 514,80 l.007,92 
60.490,91 
500,00 60.990,91 
616.886,83 164.035,20 780.922,03 
640,00 
41,60 
8.134,80 
4.492,56, 
76.051,63 
33.161,19 
37.695,35 
l.313.913,54 
1.564.937,25 
f 
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OI NML. 'TRIBUNA DA FRONTEIRA DIÁRIO REGIONAL. 
A vI TA. !' • +1,o.r 1. 
Orientações l rabalhlstas 
Urbanas e Rurais 
- ". 
PUCCINELLI QUER O 
FISCILIZINDO I CLISSE POLIIIC 
I 
Reccbemon corrcopondincln do Sindicato Rural 
de Pi.nhal, de onde nos vem a Informação de que 
o Pi6cal do INSS daquela recii'io exige que se - 
dc6contc dou cmprecudo□o perccntunl de 207 
(vinte por cento) do rrnliírio mínimo, a título de 
fornecimento de habitação, sob pena de, não o - 
fnzend~, ele conaiderar como parcela integrante 
do salário e passível de contributco à Previ - 
diincia Social. 
Acrescenta o ilustre Diretor do Sindicato 
"De início, Dr. Antenor, u Lei fala "em até 207 
(vinte por cento)", o desconto permitido, sendc., 
fixados os par@metros pela leg1slaco trabalhisy 
to e nao pelos Fiscais do INSS, além disso, dcs 
pachos judiciais como a Súmula 167 do Tribunal­ 
Federal de Recursos, deixam claro que, quando a 
moradia IÍ fornecido poro o trabalho e não pelo 
trabalho não há que se falar cm parcela salari­ 
a1". 
Antes de tecer comentários acerca da ques - 
tão, vej"omos o que prevê a legislação trabalhis 
ta rural: pelo fornecimento de moradoia ao em= 
pregado rural, o empregador pode proceder odes 
conto de até 20% (vinte por cento) do Salário= 
Mínimo. to que prevê o art. 16 do regulamento 
da Lei do Trabalho Rural, aprovado pelo Decreto 
nQ 73.626/74, vejamos: 
"Art. 16 Além das hipóteses de determinação 
legal ou decisão judicial, somente poderão ser 
efetuados no salário do empregado os seguintes 
descontos: 
1 - Até o limite de 207 (vinte por cento) do 
salário mínimo regional, pelo ocupação da mora­ 
da". 
SALÁRIO "IN NATURA" 
O valor correspondente o 20% do salário mínl 
mo, (atualmente R$ 70,00 X 207- R$ 14,00) quan 
do não descontado do salário do empregado é ti; 
do como salário "in natura", I:'. como se o empre­ 
gador estivesse somando o valor de R$ 14,00 ao 
salário do empregado, 
Por essa razão, é que há a incidência de 
INSS e FGTS sobre o valor não descontado, e, a­ 
lém disso, o empregado pode pleitear, no dia de 
amanhã, que esse valor não descontado (da mora­ 
dia), seja somado ao seu salário paro todos os 
efeitos legais (férias, 13Q salário, horas ex - 
tras, etc.). 
Embora o legislador tenha utilizado a expres 
são "até 20% ...",é recomendável ao empregador 
descontar em folha 20% sobre o salário mínimo~ 
título de moradia, pois se praticar desconto a 
menor, a diferença estará integrando ao salário 
do empregado. Por exemplo: se descontar apenas 
1% o valor correspondente ao restante (19%) s~ 
rã' considerado como salário "in n_atura". 
Para resolver esta questão, basta que os Si~ 
dicatos Patronais e de Trabalhadores Rurais, ao 
celebrarem Convenções Coletivas de Trabalho, i~ 
cluam cláusula que estabeleça: "a moradia quat 
do fornecida gratuitamente, não constituirá sa- 
1arfo In Natura". 	• 
CONSULTD 
DO LEITOR 
CONSULTA: Lendo artigo de V. Sa., onde rela­ 
ta·a presença de líderes sindicais junto a fis­ 
calização, 
0 que fazer para evitar ~~manho ab 
;surdo, pois, é como o senhordisse: e o mesmo - 
1 lobo 
mau à casa dos indefesos 3 por 
que evar o . 	- 
quinhos"? 
G.L.H.P. - são Paulo/ SP 
RESPOSTA: Reit~radas vezes, em nossos cursos 
'/ 1 t s temos orientado os senhores em 
e ou pa es ra , 	d- 
d b
nnos e rurais, da necessidade e 
prega ores ur ~ 
i i f
etivamente de suas categorias e- 
part c parem e 	d 
conômicas. A entidade de defesa do emprega or , 
deve ter a mesma força que a entidade_dos trab!. 
lhadores. Assim, diante de tal situaçao, o em - 
d • uma efiei@nte assessoria jurfdi- 
Presado,Çf!< e sv±ar a presensca de 11de- 
ca para e en e- 
ranças dos trabalhadores. 
s· liderança do trabalhador pode acompa - 
±a ,isa1izacGes do trabalho, ais do que 
--~· a presença de li~eranças da entij 
justo, tampem, 	in: - d - 
dade patronal, e, neste·caso, ª: speçoes e- 
vem ser comunicadas com antecedencia ao empreg!_ 
dor, muitas vezes é melhor orientar que aplicar 
multas. 
LIVRO ESPECIAL, DE AUTORIA DO CO~SULTOR 
TRABALHISTA ANTENOR PELEGRINO 
CURSO DE OBRIGAÇÕES TRABALHISTAS URBANAS 
• • 'E RURAIS• • 
• LANÇAMENTO / 95 
A mobilização da so­ 
cicdndc pnrn fincnlizar 
todos os atos legíslat!­ 
vos e administrativo:. CP 
todo o território nacio­ 
nal, na opinião do depy 
todo federal André Pucci 
nclli (PMDB), "é n:uito = 
importante paro se resa 
tur n credibilidade dã 
Político nror,ileirn. 
O comentário do parlo 
mentor foi !eito com bo= 
se nns manifestações que 
culminaram com a desti - 
tutcão de um presidente 
da República (Collor de 
Mello) e banimento -do vi 
da pública de congressis 
ta envolvidos no escanda 
lo batizado como "A Má= 
fia do Orçamento". Pucci 
nelli espera que o di 
nheiro (milhões de dola­ 
res) roubado da Nacão se 
-Jn devolvido e os respon 
sáveis penalizados judi= 
c'almente. 
Baseado na Participa­ 
ção direta da população 
é que o representante do 
Part1do de ef nto D 
tocrtfo Mrs!!etro 
pera real!zar s rasf - 
La ua atu.cão corparf 
vel com os novcs { p0s 
que o pafs passou a ex 
per!mentar. 
AT'AÇMO NCTONMI.. 
Nos proximos qua ro a­ 
nos Puccinelli pretende 
desenvolver um t rabo 1 ho 
voltado pura a prtor1za­ 
;ão dos problemas ma!s - 
erncrgcntes.Alén de cui 
dar dos cnsos rcgionnis: 
ou scjn, reivindicar r 
propor projetos que pos­ 
sam assegurar mais recur 
sos para o desenvolvtren 
to sul-mato-grossense, - 
confinr.ou que votará Sêm 
pre com o governo do Pr 
sidente Fernando Henri : 
que Cardoso quando a ma­ 
téria for de interesse 
eursns4, 
t M, 
r , do e pte 
o, confor e c!ervacào 
fe!ta pelo parlentar,­ 
sio o probl as que de 
de hi muft tempo vem d 
±ffndo a crto«t!e!d d 
do governo.Acre'!ts que 
a reversio depende do en 
a jumento do própr!o po­ 
vo 
Destaca o sucesso do 
plano de estabfltzaçio e 
conGmca para se alcan - 
car o sucesso comum nos 
pases do pr!retro mun - 
• E por fsso que o par­ 
lamentar quer que a popu 
1ação não defxe de fe • 
cal1zar a classe pol{tI­ 
ca.'Não podemos ficar a­ 
lhe to (indifrrentc)oo prd' 
blema" ,afin,ou André. - 
Pref eilura Municipal 
de Bela Vista 
DECRETO NO 872/94 GABINETE DO PREFEITO - 
EM 29 DE DEZEMBRO DE 1.994 
ABRAÃO ARMOA ZACARIAS, PREFEITO MUNI­ 
CIPAL DE BELA VISTA, ESTADO DE MATO GROS 
SO DO SUL, usando das atribuições que - 
lhe são conferidas e de acordo com o dis 
posto do Artigo 68, parágrafo ao da Lei 
no 886/90 de 05 de Abril de 1.990 e Arti 
go 43 da Lei Federal no 4320/64. 
DECRETA 
Artigo lo) - Nos termos da Lei Munici 
pal no 974 de 20 de Setembro de 1.994,fi 
ca aberto um Crédito Adicional Suplemen­ 
tar con_forme Artigo 43, $ 30 da Lei no 
4320/64, no valor de R$ 1.433,40 (Hum - 
mil, Quatrocentos e Trinta e Três Reais 
e Quarenta Centavos), ao Orçamento Pro 
grama do Município para 1.994, à saber:- 
01.00 - LEGISLATIVO 
01.01 - CÂMARA MUNICIPAL 
0101001.2.001 - ATIVIDADES LEGISLATI­ 
VAS. 
3.1.l.l - Pessoal Civil 	. 
....... R$ 1.179,25 
3.1.3.2 - Outros Serviços e Encargos. 
....... R$ 254,15 
TOTAL .. R$ 1.433,40 
Artigo 20) - Este Decreto entrará em 
vigor na data de sua publciacão, revoga 
das as disposições em contrário.·, 
BELA VISTA-MS, 29 DE 
DEZEMBRO DE 1.994 
ABRAÃO ARMOA ZACARAIS 
PREFEITO MUNICIPAL 
PORTARIA NÜMERO 04/94 - GABINETE 
DO PREFE-ITO 
O PREFEITO MUNICIPAL DE BELA VISTA, - 
ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL, no uso de 
suas atribuições legais, 
RESOLVE: 
Designar, JOSt GERALDO DE ALMEIDDA, - 
ASSESSOR DA SECRETARIA DE. ADMINISTRAÇÃO, 
CARLOS ALBERTO MUNDIER, TÉCNICO DE CONTA 
BILIDADE, CLASSE A, PADRÃO IV, REFERtN:; 
CIA 1, E MARY GRANCE; TtCNICO DE CONTABI 
LIDADE, CLASSE A, PADRAO IV, REFERENCIA 
1, para sob a presidência do primeiro - 
comporem a Comissão Permanente de Licita 
cão. 
CUMPRA-SE 
BELA VISTA-MS., 16 DE 
JANEIRO DE 1.995 
ABRAÃO ARMOA ZACARIAS 
PREFEITO MUNICIPAL 
'/} 
*******************~********************* 
ANUNCIE NO JORNAL DE MAIOR PUBLICIDADE 
NO MUNic!PIO 
JORNAL TRIBUNA DA FRONTEIRA 
***********************~~•*************** 
ION! CLU 
BEL.A VIST 
BALANCETE REFERENTE AO EVENTO REALIZADO 
NO CLUBE ESPORTIVO BELAVISTENSE-NO DIA 
16 DE DEZEMBRO DE 1.994 "NOITE ITALIANA" 
RECEITAS 
Vendagem de 228 ingressos 3.420,00 
Venda de urna travessa de massa 10,00 
Vendas de bebidas (Bar) 362,50 
TOTAL 	3. 792,50 
DESPESAS 
Compra de 130 Kgs. de massa 900,00 
Compra de Bebidas (Cerv. e Refr.) .. 221,53 
Aluguel de Materiais de buffet .... 407,60 
Despesas Diversas: 
-Queijos 	152, 68 
-Pano (Toalha) 	, 14, 00 
-Vinho 	14, 00 
-Pães 	34,00 
-Bebidas (cozinheira) 	5,50 
-Cozinheira (C. Grande) 	60,00 
-Garçons 	150, 00 
-Limpadeiras (cozinha) 	50,00 
-Iluminação 	20, 00 
-Mer=ado 	4 5, O O 
-Balao 	25, 00 
570,00 
EM CAIXA 	l. 693, 19 
TOTAL 	3.792,50 
JOSt AYRES CAFURE PRES. 
CELSO M.G. BALTA - TES. 
as Mulheres irem 
0alas em Porto tini 
Duas pessoas morreram afogadas ec Porto ~ur­ 
tinho neste final de se~.ana. As vítimas,Ma.rceli 
na Pereira, 24 e Analüc1a Irsfran, l5, estava 
atravessando o Rio Amongijá, na Colônia do • So 
caiuva, di;;tante 9 quilÕoetros do Município. Õ 
afogamento aconteceu no sábado por volta das 
16:oo horas. 
Segundo informacões do agente policial Elias 
Acosca da Delegacia de Porto Murt!nho, no zozen 
to da travessia do rio havia u!to aterro na 2 
area era muito funda e havia bastante corrente­ 
za, ':ontribuindo para a afogan:ento. o corpo de 
Analucia fo~ encontrado quinze minutos após 
0 
acidente, jã o corpo da tia da enina, Marcel!­ 
na, . so foi encontrado no do::dngo à tarde, por 
volt': das 17: 00 horas_. A busca foi feita. por vo 
luntarios. A vItia Marcel!na, copletar1a 24 
anos no sâbado. Marcelino Pereira foi a Porto_ 
Murtinho a passeio, pois trabalhava en Cao 
Grande. Junto a elas, escavam u= cenor, 12 a 
nos e um soldadô do Exército que não tivera::; se 
us nomes identificados. Acosca disse qée o so! 
dado deixou o corpo de Anal@c1a na beira do Rio 
e evadiu:se do local. A Polícia r.ãc tem a!nda - 
explicações para este fato. A Delegue!a de Po1{ 
eia de Porto Murtinho abriu inquérito para apu= 
rar as causas das mortes. Os corpos das v:!ti::ms 
f
foram levados para exames. O laudo a.inda nno 
oi divulgado. 
 
i· 
3- 
ó 
o- 
Y

JOINA, 'TRIBUNA DA FRONTEIRA - DIÁRIO REGIONAL 
Reforma. vai Atingir Estados e Municípios 
Ministro Reinho1d tephanes quer tirar 
desses governos o_poder de legislar sobre 
apontador 1a9. 
Romar Trindade e Vânia Cristino (AE) 
1 
: 
Brasília Estados o Municípios, normal 
mente generosos na concessão de aposentado 
rias para sei funcionários, serão enqua­ 
drados no novo modelo de previdência co-' 
cial do País. "Ele perderão o poder de 1~ 
qislar sobro Previdência Social", garante 
o Minintro da Prcvid8ncin Social, Rcinhold 
tephanen. Ele observa que não dá para mu­ 
dar apenas o Instituto Nacional do Seguro 
Social (INSS). Hoje, a situação de alguns 
Estados e Municipios é até mais grave que 
a do próprio INSS. Ilá casos de juízes que 
se aposentam com salário de R$ 18 mil,além 
de existir mais militares na reserva que - 
no ativa e dezenas de outros exemplou, diz 
ele. No próprio corpo funcional da Previ­ 
dência, para cada advpgado trabalhando - 
existem três aposentados. "Ninguém mais 
suo tenta isso", afirma. 
Stephanes assume o ministério pela se­ 
gunda vez com a missão de reformar radica! 
mente o sistema previdenciário do País .. "Vê 
mos mexer em tudo", promete. O ministro,um 
especialista em sistema previdenciário, eg 
tá convencido de que a reforma vai melho­ 
rar a vida de mais de 90% dos segurados,c9 
mo também dar segurança ao sistema. 
Estado - quais os pontos básicos da re­ 
forma da Previdência? 
Reinhold Stephanes - Alglll!laS coisas eu 
ainda não posso dizer, porque estão em fa­ 
se de debates para serem levadas como pro­ 
postas aos políticos. Temos cinco grupos - 
trabalhando, um listando todos os pontos.­ 
críticos da .legislação ordinária,outros fê 
zando sugestões para a reforma constitucio 
nal. o que eu faço primeiro? Preciso atuar 
sobre os pontos críticos da atual legisla­ 
ção, mas também, simultaneamente, promover 
as alteracões constitucionais. 
Estado- quais são os·objetivos na alte- 
José Geraldo Brito Filomeno 
Os quatro países membros do Mercado Co 
mum do Sul (Mercosul) deram o último passÕ 
para sua implementação, em ouro Preto(MG), 
a partir de lQ de janeiro. Mas diante das 
promessas de quebra de barreiras alfandegá 
rias em matéria de produtos, facilitação: 
do intercâmbio de serviços e livre transi­ 
to de pessoas, pergunta-se: e o consumidor, 
destinário, afinal de contas, de tudo is­ 
so? 
Partindo-se da constatação de que os 
países envolvidos produzem determinados 
bens melhor do que outros ou mais baratos, 
e por conseguinte com maior competitivida­ 
de, como ficarão eles em relacão às normas 
técnicas já' existentes no Brasil e em face 
do código do Consumidor? 
Nosso País tem sido a duras penas que - 
se adaptar bem como às normas impostas pe­ 
la Comunidade Européia(ISO 9000, aqui NBR 
19000, por exemplo), sob pena de sua não - 
internação no novo e importante mercado, 
sem falarmos nos novos mercados também glo 
bais, Nafta e mais recentemente Apec. NãÕ 
será esse o caso também de nossos parcei­ 
ros comerciais, sem qualquer tipo de censu 
ra e muito menos discriminacão ou proteciõ 
nismo? Ou seja: não seria o caso de dota­ 
rem seus países de moderna legislação de - 
defesa do consumidor e de se adaptarem às 
normas técnicas de fabricação de prddutos 
ou prestacao de serviços? • 
Hoje, como se sabe, a almejada qualida­ 
de de produtos_e serviços não significa - 
sua adequaçao as normas de sua fabricacão 
ou prestacão, como também a plena satisfa-· 
cão do consumidor. 
Assim, o correto seria estabelecer um - 
rol mínimo e indispensável de normalização 
técnica, principalmente no que diz respei­ 
to mais de perto à saúde e segurança dos - 
consumidores. O restante será a qualidade 
ou superação de cada fornecedor-produtor • 
se determinado pais- parceiro produz deter 
minado bem mais barato, terá que respeitar 
as normas de seguranca comuns a todos os - 
produtores, e se o fizer ainda com·maior - 
qualidade, tanto melhor para ele, já que 
ganhará mercado e consumidores. E Por qua 
lidade tambem se entende a plena iinforma­ 
cão ao consumidor, no idioma pátrio e rede 
idônea de assistencia técnica - exigências 
válidas para qualquer produto, importado. 
Stephanes: reforma vai melhorar a vida de 
90 dos segurados 
racão da legislacão ordinária? 
Stephanes - Vamos mexer na legislação 
para corrigir erros e vícios e para torná- 
O MERCOSUL E O CONSUMI 
Longe de ser um entrave à plena imple­ 
mentação do Mercosul, como insinuam alguns, 
o Código Brasileiro de Defesa do Consumi­ 
dor (CDC) acabou se revelando um incentiva 
dor e indutor de qualidade e respeito ao: 
consumidor em geral, esperando-se, desta - 
forma, que os mentores da roupagem jurídi­ 
ca desse mercado global tenham-se concen· 
trado nas chamadas assimetrias para superã 
cão das divergências existentes entre os: 
países envolvidos. 
Espera-se ainda que a propalada harmoni 
zação das normas técnicas tenha adotado cÕ 
mo parâmetro a defesa do consumidor, e par 
ticularmente diretivas compulsórias relati 
vas à saúde, seguranca e informacões sobrê 
os vários produtos e serviços para uma es­ 
colha adequada e consciente. 
Hoje nos encontramos diante do seguinte 
impasse: se não se admite mais o rótulo 
produtos tipo exportação, segundo o qual 
ó que é melhor deve ser destinado à expor­ 
tação, ficando o consumidor interno com o 
restolho dos produtos aqui fabricados, de 
outra banda não se poderá aceitar outros - 
de fora que estejam em desacordo com as 
normas do coe. 
Os direitos básicos e fundamentais por 
ele descritos(art.O), é que deveriam defi 
nir as normas comuns aos países membros - 
dando-se então a disputa pelos produtos 
que melhor agradem aos consumidores. 
o coe, aliás, em seu art.7Q, prevê como 
fontes dos direitos tratados ou convenções 
internacionais, mas que certamente estejam 
de acordo com a filosofia de sua política 
nacional de relações de consumo. 
Por enquanto, só se ouvem e lêem notí­ 
cias sobre as grandes expectativas negoci­ 
ais que advirão da implementação do merca­ 
do comum sul-americano, falando-se até mes 
mo de um tribunal de arbitragem para diri­ 
mir os conflitos de interesses entre os 
países membros, ou entre seus diversos prg 
dutores de bens e serviços. 
curiosamente, porém, nada ou muito pou­ 
co foi dito com respeito às normas de defe 
sa do consumidor que o regerão e instrume 
tos dessa defesa, já que simplesmente ine­ 
xiste tal mercado ou qualquer outro sem a 
personagem principal, e não mero figurante 
secundário , 'o consumidor. 
NADA Oti'-MUITO POUCO FOI DITO COK RESPEITO AS NORMAS DR DEFESA 
las mis íple e objetiva na definição - 
n urcia ais o; - 
do que fazer e, em cons i"" ,'. ' 
i 	] 1 ,o no ] ,rã a reduzir dspe-- 
IaCln!4 · i ·+ ' «· + - 	-- 
as e a diminuir as acões judiciais. São - 
mais de um milhão em todo o Pais o a causa 
6 compkxidade, o excesso de subjetivid 
de. A atual legislação dá marqen para o 
funcionário interprear como quiser.O juiz 
também interpreta como_quer e por aí vai. 
Estado - O enhor dá a mesma importan­ 
cia à reforma constitucional e à mudança - 
da lei ordinária? 
Stephanes - As duas são importantes.Mui 
tos dos problemas que enfrentamos_tem a 
ver com a legislação ordinária, nao com a 
Constituição. As pessoas imaginam que_so 
mudando a Constituição é que a Previdência 
vai mudar. Não é bem assim. As reformas_­ 
constitucionais são uma sinalização de me­ 
dia e longo prazos, não trazem resultados 
imediatos. ' 
Estado - Quais são os pontos críticos 
que o senhor vê na legislação ordinária? 
Stephanes - Um deles é o capítulo do 
acidente de trabalho. Ente capítulo é um 
verdadeiro caos, sujeito a interpretacão - 
diversas e fraudes. Primeiro,se vocc é uma 
datilógrafa e perde os dedos num acidente, 
pode ser reabilitado para uma nova funçao. 
Mas no caso de perda parcial, ganha uma 
indenização polo resto da vida por essa 
perda parcial. A perda é dimensionada cm 
308, 408, 508 ou 60%, conforme a intensida 
de. Quem vai medir essa intensidade? Qual 
é o grau de subjetividade disso? Tudo para 
em acão judicial. . 
Estado - Como vão ficar os Estados e Mu 
nicipios no sistema geral de previdência 
Social? 
Stephanes - No novo modelo, Estados e - 
Municipios vão perder o poder de legislar 
sobre previdência social. Não é possível - 
existir, no País, mais de quatro mil previ 
dências. Cada cãmara de Vereadores não po­ 
de legislar separadamente, abrindo brechas 
na legislacào ou concedendo privilégios a 
serem pagos, no futuro, por outra adminis­ 
tração que, naturalmente, não poderá arcar 
com essa despesa. Não há sistema que resis 
ta a essa multiplicidade. 
Lei hrite Lajas a 
@ivulgar os Juros 
Brasília- O comércio lojista que vende 
a prazo agora está obrigado a informar aos 
consumidores, em todo o seu material publi 
citario, as taxas de juros e encargos embÜ 
tidos no valor das prestações. A partir 
agora e lei. Antes, apenas uma portaria da 
Superintendência Nacional de Abastecimen­ 
to-SUNAB- fazia essa exigência e, mesmo as 
sim, de forma bastante superficial. Na prã 
tica a grande maioria dos estabelecimentos 
nao respeitava essa determinação. 
Ontem foi publicada no Diário Oficial - 
da União a Lei n? 8.979/95, determinando - 
que todos os produtos vendidos pelo siste­ 
ma de cred1ario apresentem em sua ubl' . 
dade por intermédio dos meios ae .[;'·1c1- 
- - . · 	munca- 
çao, uma serie ~e informações ao cliente ' 
como a declaração do preço à vistz - 
l d 
_ a, o nurne 
roe ova or as prestaçoes A t d . - 
ros l d • axa e Ju- 
mensa e emais encargos financeiros 
a serem pagos pelo comprador .. d 
sobre as vendas a presta;a ' lnc1dentes - 
rio ser explicitados ei'',E2PP@m deve- 
A no 1 • f . n e or. 
va .e1 oi sancionada ·7] • 
ta eira eis reside±e re. E;,y± 
Cardoso, e altera a Lei nQ 
6 463 
enr que 
bro de 1977. A obrigatoriedaá • de nove 
a artigos de qualquer t e se aplicara 
. 
1 
_ ~- na ureza 
D1vu gaçao ampla,·- De ac d 
valei, essas infonnações nãor 
O 
com a no­ 
somente nas lojas, mas també~· devem est~~ 
de pro.paganda. Com isso, os nos materiais 
serão esclarecidos por m . ~onsumi~ores - 
realizada em 5ornais, ;ç? la publicidade 
outras formas de comunice" televisão e 
zes e panfletos. ao, como carta- 
Coforme ressaltou Eduardo • 
tendente regional da Sunab Lago,superin- 
'te - • , a nova medid 
perm1 e nao soque o consumidi a 
dições de comprar um proa,l!'or tenha con­ 
suas reais disponibiliaai? dentro de . 
ele se conscientize do oapeÍ mas tambêm,que 
sempenhar na própria econo{"? tem a de­ 
pesquisarprecos@juros, ,, 'o País, de . 
lucros e sem prejuízos. ra comprar com 
1 t±E±±E±p±/11tf/ti-.:z -:-s-e--.-s-.--- 
ANUNCIE E 
VALORIZE 
O JORNAL DE SUA CIDADE 
• ---------===--- 
-.-.zze-zzzs

A MACONHA E DOENÇAS MENTII 
o 
Por JOO MAIA DE MENDONÇA 
se o problcmi.l dnn drogan, co 
o um todo, é altamente polemi­ 
co, não podia deixar de aconte­ 
cer o menmo com a maconha, uma 
da drogas mais uadas entre 
nó. Existem, na realidade,duas 
correntes em torno do uso desta 
oubo tãncia: uma que a considera 
inócua e até devendo ser utili­ 
zada para finu terapêuticos,c a 
outra linha de pensamento que a 
condena formalmente. E deve ucr 
citada também a opinião avança­ 
da de muitos de seus defensores, 
quo advogam a liberação da maco 
nha. 
'Aqui precisamos enfatizar 
dois aspectos: a opinião de mui 
tos estudiosos do assunto que - 
dizem que é muito cedo para uma 
medida tão radical, desde que - 
os estudos sobre esta planta 
ainda são incompletos e que to­ 
da a capacidade lesiona! sobre 
o organismo ainda não é, de to- 
POSTO 
do, conhecida; Outra linha de - 
argumento, dos contrários à li­ 
beração da maconha, está no que 
aconteceu com o álcool. 
Em virtude da histórica, ou 
pré-histórica inserção do álco­ 
ol nos costumes humanos, dizem, 
os opositores da maconha, que , 
do discriminado uso do álcool , 
porque legalizado, derivam ter­ 
ríveis consequências para aso­ 
ciedade. Um estudo do Departa­ 
men to de Saúde Pública dos Esta 
dou Unidos informa que, desde - 
1900, mais de 2.600.000 america 
nos morreram em acidentes de 
trânsito. Esta cifra-é, no en­ 
tanto, 1,500.000 mais alta que 
o total de americanos mortos em 
todas as guerras que envolveram 
os Estados Unidos. Por outro la 
do, diz o mesmo estudo, que Õ 
álcool é o principal causador - 
dos acidentes de trânsito. Ele 
está envolvido na metade das fa 
talidades no tráfego, quando 
RTEIRA LIDA 
A s. Manoel Rodrigues dos SantoslMANECOJ 
Lubrificantes 
Filtros 
Troca de Óleo 
Atendimento cordial! 
---1!' _j ( Transporte próprio } 
--=:;..,., 
·:. •. • : . • - 
.. 	--- -; 
1 
Av. Brasil, s/nº 
Fone: 495-1146 
CARACOL-MS. 
. Educar é trabalho sério, para ser feito por gente experiente, 
num processo longo de respeito, liberdade e disciplina. 
Esta e a proposta do Centro Educácional Maria Auxiliadora 
uma escola com método Piaget e Maria Montessoni 
e máximo de 25 alunos por sala de aula. 
CEMA 
CENTRO EDUCACIONAL 
MARIA AUXILIADORA 
, 
• Da pré-escola a 4Q série 
• Área de recreação com play-ground 
· e quadra de areia para esportes. :.:.. .. 
o Assistência pedagógica extra aula 
morreram naquele país 24 .i. 
pessoas em 1986. 
f fato docurent do que,entre 
distúrbios provocados pelo abu­ 
to da maconha, salienta-se a de 
orientação no espaço/tempo, f 
to de relevo nos acidentes do - 
tráfego. Vamos então repetir 
com a maconha a terrívl traje­ 
tória do álcool? 
Para melhor docuncntar a opi 
nião da ADRAÇO, desfavorável d­ 
legalização da maconha, va"'los - 
desfilar os efeitos danosos da 
maconha no organismo humano, é 
claro, que de maneira resumida. 
10)- No aparelho circulatório. 
aceleração do pulso. 20)- Apnrc 
lho respiratório : pneumotoracê 
espontâneo. 30)- Mortalidade:vá 
rios artigos médicos relatam : 
morte súbita nos usuários de ma 
conha assim como alta incidén-­ 
cia de suicídios. Em virtude do 
estado confusional ou da psico­ 
se produzida pela droga,há uma 
tendéncia a crimes violentos e 
impulsivos. 4)- Toxicidade or­ 
gânica: Nahas e colaboradores - 
descreveram vários efeitos tóxi 
cos da maconha no organismo hu­ 
mano. Dizem eles que, a longo - 
prazo, podem ocorrer: pertuba­ 
cões da memória, demorada per 
formance psicomotora, aumento: 
de seis vezes na incidência de 
esquizofrenia, câncer da boca, 
do maxilar, da língua e no pul­ 
mão, nos indivíduos de 19 a 30 
anos de idade, fetotoxicidade , 
malformações congênitas e leuce 
mia, da série linfoide, em fi­ 
lhos de fumadores de maconha. 
Porém, é na psiquiatria que 
vamos encontrar os maiores da­ 
nos desencadeados pela maconha. 
vários autores de artigos nacio 
nais e estrangeiros chamam a - 
atenção para o papel que a maco 
nha representa na produção de: 
distúrbios mentais. A droga po­ 
de levar à reações agudas de pã 
nico, delírio t6xico, estado = 
agudo de paranóia ou mania agu­ 
da. No entanto, o quadro mais - 
grave, que pode determinar, re­ 
fere-se à esquizofrenia. A dro 
ga pode levar à esquizofrenia - 
por dois mecanismos:a maconha - 
pode fazer declarada uma esqui- ção ao Abuso de Drogas) 
==!=========================----------------=-============ 
zofrenia m estado d latência 
no indivíduo, cu então, ela ino 
tala diretamente o quadro ps{­ 
quico. 
Vejamos agora o que dizem v 
rios autores a respeito da ação 
psicopatog&nica da maconha. Hol 
lister(1988) diz que a osquizo­ 
frenia pode ser agravada pela - 
maconha; Abdreasson e colabora­ 
dores(1989) f lan sobre a forte 
associação entre o abuso da ma­ 
conha e o d envolvimento da os 
quizofrenta; Rydberg e colabora 
dorcs(1991) afirmam que cutJ rõ 
sultando, do crescente aumento 
do consumo da droga, um signifi 
cativo e estatísticamente com­ 
provado aumento da esquizofrenia, 
num estudo que realizaram na 
Suécia. Concl;em estes autores 
que a macc•nha tem um papel etio 
lógico na aizofrenia, possi­ 
velmente, para um subgrupo de - 
esquizofrênicos. Allebeck e co­ 
laboradores (1993) fizeram um 
extenso estudo através de rcgin 
tros hospitalares e encontraram 
112 casos de esquizofrenia. Os 
esquizofrênicos decorrentes do 
abuso da maconha tinham um súbi 
to início da doença e 69% delcã 
tinham registrado o uso frequen 
te da maconha, pelo menos. um - 
ano antes do começo dos sinto­ 
mas mentais. Por fim, dlzem es­ 
tes autores que o alto índice - 
de casos comprovados de esquizo 
frenia neste grupo e a cronolÕ 
gica relação entre o abuso da - 
droga e a esquizofrenia apóiam 
a hipótese de que o abuso desta 
droga pode ser um fator de ris­ 
co para a esquizofrenia, e con­ 
firmam estudos anteriores de 
que a esquizofrenia, relaciona­ 
das à maconha, tem um início sú 
bito. Lucena e colaboradores - 
(1951) no estudo que fizeram so 
bre maconhismo crónico dizem 
que não há diferença entre as - 
verdadeiras psicose da maconha 
e as genuínas esquizofrenias. 
* O autor é Presidente da 
ABRACO(Associação Comunitária - 
de Pais e Mestres Para a Preven 
IME, PULE, GRITE 
E DIGA NIO IS DROGAS 
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1 
1.

IOI 	A I 	T !EMA D A FHOT I R A 	- DIÁRIO REGIONAL 
- PREFEITURA O INICIO A RECUPERAÇAO DA C■DE 
+ 
m 
Apesar dan chuva que ainda 
teimam em cair obre a nossa cl 
dade quase que diáriamente, mas 
já em quantidades bem menores_ 
a Prefeitura Municipal, atraves 
da Secretaria Municipal de 
Obras, deu início na emana pay 
sada aos serviços de recupera­ 
cão das vias públicas, que cm 
oua grande maioria ficaram to­ 
talmente esburacadas dopois das 
fortes e constantes chuvas des 
pejadas sobre Dela Vista 
doado o último m5o de dezembro. 
vários bairros vem sendo be­ 
neficiados pelos serviços de pg 
t rolamento das ruas, a exemplo 
do Antonio João, Costa e Silva 
e parto do centro da cidade, cg 
mo ao interligações da rua Ba­ 
rão do Lndário com a /venida 
Teodoro Sativa, desde a via la­ 
teral a Escola Ester Silva até 
o asfalto da rua Conde de Porto 
Alegre, possibilitando o tráfe­ 
go normal de veículos naquelas 
vias públicas, que se encontra­ 
vam em precárias condições dev! 
do as fortes enchurradas que o­ 
correram. 
RECUPERADA A 
ESTRADA DAS CAIEIRAS 
A chuva também provocou es­ 
tragos consideráveis nas estra­ 
das e rodovias. que servem O Mu­ 
nicipio de Bela Vista,a exemplo 
do que aconteceu em toda a nos­ 
sa região. Na estrada das Caie; 
ras, conhecida como a rodovia - 
do calcário, o grande volume de 
água arrebentou toda a tubula­ 
cão de um pequeno córrego nas - 
imediações da Fazenda Santa Pag 
la e abriu um buraco na estrada 
com mais de sete metros de lar­ 
gura, interditando completamen­ 
te o tráfego de veiculos, prin­ 
cipalmente dos caminhões que fa 
iem o transporte do calcário da 
Fazenda Itamaraty. 
Preocupado com a situação, o 
Prefeito Municipal Abraão &aca 
rias determinou ao encarregado 
de Obras da Prefeitura Munici­ 
pal, Odgar Laranjeira, que de­ 
senvolvesse.todo o esforço pos 
sivel e, mesmo com as chuvas 
que continuaram a cair , os ho­ 
mens e máquinas da Secretaria 
de Obras, com muito esforço e 
trabalho de equipe, conseguiram 
recuperar a rodovia em tempo há 
bil, liberando-a logo em segui: 
da para o tráfego normal dos 
veículos. 
FR0SOES F, ROMPIMENTO DE 
TUBUl.Af.ÕEs" SÃO OS MAIORES 
----~ -, --- 
PROBLEMAS 
outro problema sério cauoado 
pela grande quantidade de chu­ 
vas, cuja precipitação pluviomç 
trica chegou a registrar records 
históricos em nossa cidade, foram 
ao oroeõee que ourgirüm em vá­ 
rios pontos da cidade, interdi­ 
tando completamente algumas ruas e 
deixando até mesmo os moradores 
apreensivos e preocupados com - 
um deslocamento maior da terra. 
Nas imediações do monumento,pr§ 
ximo a Receita Federal, toda 
uma pista asfaltada da Avenida 
Teodoro Sativa foi totalmente - 
engolida pela erosão provocada 
pelas fortes correntezas, devi­ 
do a tubulação existense não 
ter suportado o grande volume 
de águas. Outro local onde a - 
erosão provocou grandes estra­ 
gos foi na rua Barão do Melgaço, 
esquina com a Afonso Pena, onde 
o tráfego também está totalmen­ 
te interditado. 
O encarregado de Obras,Odgar 
Larangeira, com·relação à essas 
erosões e buracos maiores provo 
cados pelas águas das chuvas,i~ 
formou que a execução dos servi 
ços de recuperação dependem ain 
da da melhora do tempo, pois o 
material a ser utilizado preci­ 
sa estar totalmente seco, além 
disso o acesso à cascalheira u­ 
tilizada pela Prefeitura para a 
retirada desses materiais encon 
tra-se praticamente interditadã 
para o tráfego pesado, não dan­ 
do passagem para os.caminhões - 
carregados devido a umidade do 
local. 
:!.S 
p 
e 
N 
a 
e 
TUBULAÇÕES ROMPIDAS NA BAIXADA 
FLUMINENSE SÃO REIMPLANTADAS· 
PELA PREFEITURA 
Apesar de todas as dificulda 
des, a Secretaria Municipal de 
Obras não vêm medindo esforços 
na execução dos serviços mais - 
urgentes, na rua Guia Lopes, es 
quina com a· Senador Pinheiro,o 
de toda a tubulação foi arrastã 
da pelas águas, uma equipe de - 
funcionários trabalha· a todo va 
por na recuperação da via públi 
ca que é o principal meio de : 
acesso dos moradores da Baixada 
Fluminense, bairro Espíritos~ 
A Hotoniveladora da Prefeitura Municipal trabalha em ritro 
acelerado na recuperação das ruas da cidade 
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··f: , ~! -!" - 	•.• ~·' .:,.__."-· 1'.,...... .., ~,_. _ _b. l {, 
Uma equipe da Secretaria de Obras faz a implantação de novas 
tubulaçoes na Baixada Fluminense 
.t:o e rcg ião, para o çentro da ci 
dade.Os serviços deverao ser - 
extendidos nos próximos dias à 
todas as áreas mais afetadas,apro 
veitando-se todas as folgas do 
tempo nos intervalos entre as chu­ 
vas, enquanto isso são ultimados os 
preparativos para o reinício do 
Projeto Bandeirante, que deverá 
M ani pulando. 
beneficiar todos os bairros coe 
diversas ações e serviços, coo 
cascalhamentos, limpesas das r 
as, átendimentos de saúde,· etc, 
com vistas a recuperar toda a ci 
dade, conforme anunciou o Pre­ 
feito Abraão Zacarias, na sema· 
na passada. 
Fotos e reportagem: Ubaldino Rodri~ 
Muda? 
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Sérgio Cruz 
Os regimes democráticos são, geralmente 
muito preocupados com a cultura nacional . 
Com a cultura e com a organização ·da socie 
dade, de modo que as manifestações de na: 
cionalidade sejam amplas e as reivindica­ 
coes de_direitos sejam ativas.Nos Estados 
totalitários(de esquerda ou de direita) es 
tes dois valores são abertamente manipula: 
dos pelo governo. A cultura, (incluindo aí 
a_Propaganda) é moldada à feição dos manda 
tarios e seus idolos e heróis contrafeitos. 
Foi assim na Roma dos césares na Itália - 
dos mussolinis, na Alemanha dos hitlers e 
n~ União Soviética dos sta~ A º.rganiz~ 
cao_da sociedade, (predomt. a sindical! 
zaçao} e conduzida na direção do atrelamen 
to corporativista, que na_ Itália sustentoÜ • 
o fascismo, na Argentina manteve o justi­ 
cialismo, no Brasil espaldou o estadonovis 
mo, e, atualmente, serve de base doutriná: 
ria para o petismo. 
~ por esta razão, que nos estados demo­ 
cráticos os ministérios de Cultura e de - 
Trabalho, são perfeitamente dispensáveis e 
se existem, subsistem.como entulho autori­ 
tário, herdado de regimes decaidos. O máxi 
mo permitido seriam órgãos auxiliares, en 
·carregados pela presetvação e acompanhamen 
to de atividades culturais e das relações­ 
interclassiais. Interferir, jamais. O Esta 
do·não faz cultura. O Estado democrático e descarada: organizar sindicatos de trab.!! 
não dirige sindicatos, nem é dirigido por - lhadores. De repente o Governo democrático 
centrais sindicais. 	e participativo, o primeiro que· o povo el~ 
Este preãmbulo tem por fim estranhar a geu para o seu Estado, desce de seu fesfe- 
tendência do Governo Wilson Martins de re- jado pluralismo, para uma prática, até en­ 
criar a -malfadada Secretaria do Trabalho,de tão, defendida como de iniciativa exclusi­ 
pois da exumação, .a pedido da primeira dama, va da classe operária. Foi prá_ isso que - 
da Secretaria da cultura. Sem contar o cabi serviu a Secretaria do Trabalho, que o Go­ 
de de empregos que estes dois encargos re= ve.rno tará ressurgir: atrelar o sindicali§ 
presentam, e que, por si só, justificariam mo ao partido situacionista, a exemplo do. 
a apreensão do contribuinte, há de se rele- que defendia Mussolini para o fascismo e - 
vara questão·política destas decisões,prin defende Luiz Inácio da Silva para o petis 
cipalmente com relação à projetada Secreta: mo. 
ria do Trabalho, criada no primeiro Governo A administração pública_ e· _funcional é - 
de Wilson Martins, amesquinhada por seu su- aquela que tem competência para enxugar a 
cessor e desativada por seu antecessor. Res máquina, mesmo que o ato de cortar gordu­ 
salvada a (não cogitada} eventualidade de: ras , respingue em alguns projetos faccio:. 
uma proposta nova. e revolucionária, no seu sos. Criar secretarias e Órgãos indispenS!_ 
tempo de vigência, a Secretaria do Trabalho veis ao funcionamento dos poderes, é defe 
foi umà filial do diretório do PMDB. Tendo sável. Mantê-los para saldar compromissos ., 
o PCB como aliado, no novo órgão cavou-se a domésticos ou como instrumento de competi­ 
trincheira da guerra fria contra o PT, pelo tividade partidá.ria é imoral· e inju~to. ~ 
predomínio e controle partidário dos sindi- Estado não tem parentes ou amigos pessoais 
catos. 	e nem está à disposis;ão de nenhuma partido, 
Uma campanha de propaganda agressiva, o- mesmo que este seja o partido-do governa­ 
rientada e financiada pelo gabinete do Go- dor. 
vemo, disse a que veio a nova pasta. "Sin- 
dicalizando, muda", foi a palavra de órdem, 
bradada até no oco da tboca. 
Faixas, jingles, spots, clipes, bandei­ 
ras verdamarelas e uma função transparente 
Sérgio Cruz é jornalista, radialista 
e ex-deputado federal do MS