TRIBUNA DA FRONT'IRA 
BEi.A VISTA/MS MN0:22 1v; 1,593 
- 
21 DE JANEIRO DE 1,995 - SABIDO EDITOf-:: IV/LD0 PERElRA R$ 0,50 
BELD YISTD LIRGI_Na fRENTE E PROMOVE a 
PRIMEIRA REUNIIIO SOBRE O MERCOSUL 
O salão do grêmio Pedro Rufino, totalmente lotado pelos inte­ 
ressados em maiores esclarecimentos sobre o Mercosul 
O Sindicato Rural 
de Bela Vista, presi 
dido pelo Pecuarista 
Edson Medeiros de 
toraes, contando com 
total · apoio do 
SEBRAE/MS, Receita 
Federal, Agência lo­ 
cal do Banco do Bra­ 
sil e de autoridades 
do vizinho Paraguai, 
promoveu no último - 
dia 19, nas dependên 
cias do Grêmio Pedro 
Rufino, uma oportuna 
reunião de trabalho, 
com palestra e dis - 
cussão de todos os 
temas relacionados - 
ao Mercado Comum do 
Sul - Mercosul - cu 
jo tratado entrou em 
vigor oficialmente - 
no último dia 1o de 
janeiro, tendo como 
seus membros o Bra - 
sil, a Argentina, o 
E OE. 
Com a estabilização da moeda, o REAL é a exemplo de muitos jornais de São Paulo, 
uma moeda FORTE, houve também estabiliza- Rio Grande do Sul e Santa Catarina, depo­ 
çâo dos preços da matéria prima para a im is de reduzir os custos, REDUZ agora a 
pressão do Jornal, enfim, estamos derro - sua tabela de preços. Os preços das assi­ 
tando a inflação que tantos malefícios naturas estão estáveis desde julho, redu­ 
causou (e ainda causa) ,ao povo brasileiro. zimos agora os preços para publicação de 
Devemos combater a ESPECULAÇÃO, a agio Editais. Avisos e Publicidade. 
tagem, a GANANCIA, a AMBIÇÃO desmedida - Em tempos de MOEDA FORTE, de ESTABILI- 
que provoca distorções na área social. ZAÇÃO, valorize o seu dinheiro, antes de 
Se alguém está ganhando muito, é por - publicar o seu Edital. Aviso ou fazer n-- 
que muitos estão ganhando pouco. BLICIDADE, procureº TRIBUNA DA FRONTEIR;..1 
O momento é oportuno para mudarmos, rc o mais lido em Bela Vista e região 
alrnente o Brasil e o TRIBUNA DA FRONTEIF.."• Av. ·rribuna da Fronteira, 564-Fone: 439-lld!) 
/ 	!ESPORTES Pág/0
3 
o Paraguai e o Uru - 
quai. 
A reunião que se 
iniciou iis 09:30 hc.­ 
ras da manhã se pro 
!ongou até o período 
da tarde, com um pe-­ 
queno intervalo para 
o alr:,oço. 
Página - 0t 
Comunicado 
A Prefeitura Municipal de Bela Vista 
COMUNICA a população cm geral que os en­ 
tulhos jogados em vias e logradouros pú­ 
blicos somente serão retirados mediante 
o recolhimento pelo proprietário do urna 
taxa na Prefeitura Municipal, correspon­ 
dente a 3 UPFS (Unidade Padrão Fiscal) - 
sendo que cada UPF no mês de janeiro e - 
quivale a 6,76 (seis reais e setenta e 
seis centavos). Caso isso não ocorra por 
parte do proprietário a Prefeitura efe - 
tuará a retirada dos entulhos e lançará 
o débito no IPTU/95. 
Prefeitura Municipal de Bela Vista 
Administração Abraão Zacarias 
Comunicado 
A Prefeitura Municipal de Bela Vista 
COMUNICA à todos os proprietários de ter 
renos baldios no centro da cidade, que= 
os mesmos terão o prazo de 30 dias para 
efetuar a limpeza. Caso isso não ocorra 
a Prefeitura efetuará a limpeza e lança­ 
rá o débito no IPTU/95. 
Prefeitura Municipal de Bela Vista 
Administração Abraão Zacarias 
DOCUMENTOS EXTRAVIADOS 
PAULO SÉRGIO GIANSANTI - COMUNICA que 
extraviou todos os seus Documentos: Car­ 
teira de Identidade, CIC, Carteira de 
Habilitação, Publicação que se faz para 
efeito de obtenção das 2as Vias. 
1O1 Lei Ião Apacorte 
DIA: 24/01 - TERÇA-FEIRA HORAS:20:00 
LOCAL: Parque de Exposições Rio Apa 
REALIZAÇÃO: Porteira Leilões Rurais e 
Sindicato Rural de Bela Vista. 
COORDENADORA DE NEGOCIOS 
DO SEBRAE FALA À 
IMPRENSA BEL.AVISTENSE 
Durante o interva 
lo da reunião, a eco 
nomista e coordenado 
ra de Negócios do 
SEBRAE/MS - Dra. Ma­ 
ria Anita Medeiros 
Cursi - que vem se 
especializando nos 
assuntos relaciona - 
dos ao Mercosul, con 
cedeu a seguinte en­ 
trevista à nossa Re­ 
Portagem e à Rádio 
Bela Vista, onde fa­ 
lou sobre o acordou 
nilateral entre Bra­ 
sil, Paraguai, Argen 
tina e Uruguai e 
principalmente sobre 
suas influências em 
nossa· fronte ira. 
Página - 05 
OPINIÃO 
O FIM DO CLIENTE.­ 
LISMO, A BOA-NOVA 
Página/03 
- o a.e o. M 
pra. Maria Anita Medeiros cursi - Econo 
mista e Coordenadora de Negocios do SEBRAE/ 
MS 
O QUE E MERCOSUL 
SAIBA TUDO SOBRE O "TRATADO COMUM DO SUL" Páginas - 06,07,08 
Prestando una hoenagem à sua 
cidade natal, o jovem Ramão Loure_! 
ro inaugurou no Último dia 15/11 
em nossa cidade a Lanchonete "DC 
FISH BURGUER", ua casa e es­ 
tilo Mac Donald's, oferecen­ 
do 40 tipos de lanches, 4 t! 
pos de maionese, sucos natu 
rais, refrigerantes, wisky, 
vodka, cerveja, etc ... 
Neste mês,. grande pro­ 
noção de fim de ano: 
junte 10 cupons ga­ 
nhe 1 "X-SALADA" ; 
15 cupons, ganhe 
u Lanche da sua 
escolha. 
BURGUER 
RUA VISCONDE E TAJNAY 
(e frente à Escola e 
ra Guimarães Loureiro)

L ". 1 ! ,1  ' ( 
Êqersul Cria Comissão 
Custos, Corte Atingirá 
para 
501. 
Reduzir 
da 
Gratificação de F uncão 
A d!reorla da fupreasa Enerpfca asfene da d1reorla 
d, M E , o 	a r no do 	u! h tzou r o ! i - 
lo criando om!+ sino pars aval1ar a 
I plana,io de medtdas de reduçio d 
usos opracfonnf e m !horta do de 
empenho. Por drmfnucdo, do pre!-- 
den Valer Preira, na com1são e 
ri u prao d ee dtas para efe+i­ 
ar o levanameno vfndo o tore de 
50 por eno na pra,f1caço de fun­ 
ão pago nos caros comf,,fonados.E 
20 dfas a conlusio dever ainda en - 
rear tu relaório conendo propo­ 
«as para adoço de medidas de redu - 
çi0 n o s 	c u s « o s operacionafs e 	d e 	m e 
l horta no desempenho do sisema el­ 
cric n, 
O Impaco dn medida reri aval 1ndo 
pelo:. ntÍott•ros ,·1 scrt.?m lcv.,n .. dos pe­ 
la comtsso formada por (unciun,irios 
1ndlc.odue por cudn dlre,orln, presi­ 
d@nefa e vice prestdncfa da cmpre - 
sa, A redução de 50 por ceno no adi 
c ionu 1 de função pago a odos os ocu 
pnn,us cargos de con(1nncn, nLingc o 
Presidene, o Vce Presldene,dIreo 
res de deparomenos e d: divisões , 
·caracol em 
1 FiT, '_: 
i., cri,, ,ri-1 Ri•,r• , 
ln, +6s 
A Infcfafva pare de um conjun- scunso. . 
o de medidas de conençio de pasos tos a oportur 
que vfun equfl!brar a f!ancas d4 ,que}ar aos 1 
te9anal e orni-la lucrafva em pouco Idos af 
,l':.po, t.o,•u :ipÔ•, . pose, a nova d!r u fel1z 1.99.'.J, 
,url.i prec:ll.cltclu pelo ,1clvogndo Vol,er 
Pereira deu osras de deer!nação., UNRAM!-5F. 
ao romper untlaeralmene um convnto Nee úlmo (iié 07, 
do fInal da adminfsração aner1or p [os Jovens: FORALDO e 
lo 51ndfcao dos Trabalhadores na ln- CRISTlliA. A ccrlcÕni.1 
d~n.rtn dn Cncrgla Elécricu. Coo a ocon,eccu nn fazendo - 
t('Gc-f siio, a empresa vai ccor.o□izar n- Cervo. Ao lioraldo c 
proximnd:unence 1 :n1lhiio de dólares - Crisdna, fcUcidndl'n 
onunlrncncc, . 	na vidn n dois!!!! 
Além do convênfo odonolõzfco ou­ 
,ro9 privilégios ossegurndoo no Acor­ 
do Colcdvo nsGinodo cm novembro ele 
9 es iio sendo impugnada nn JuBLicn. 
!"oi njuiwda Ação Anul.,cÓria de' vóri­ 
a<J cliiusulns considcradn!l "dcscobi - 
dns" pcl.n novo dire,orla, LDis como 
oumcn,o de 50 por censo nas indcnizo­ 
çÕ~s poro empregados dcmi,jdoo e cm 
prés,imos pós férias pnra serem pngos 
em cinco parcelas sem }uros, 
Em férina, muica gen 
,e bonico escá cur .. indÕ 
, as férias cm nossa cida 
de, encre eles: Jucir = 
lcy LeiLe, Rosa Jaro,R! 
LO Jara, Jeans Fernon - 
des, Korino da Silva, - 
Morlcnc Soloriendes!!!! 
Socied 
Educar é trabalho sério, para ser feitÓ por gente experiente, 
num processo longo de respeito, liberdade e disciplina. 
Esta é a proposta do Centro Educàc1onal Mana Auxiliadora, 
uma escola com método Piaget e Maria Montessori 
e máximo de 25 alunos por sala de aula. 
Fe icídades 
CEMA 
CENTRO EDUCACIONAL 
MARIA AUXILIADORA 
o Da pré-escola à 4
2 
série 
o Área de recreação com play-ground 
e quadra de areia para esportes. 
o Assistência pedagógica extra aula 
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Tribuna da Fronteira 
D!ÃRIO REGIONAL 
FUNDADO EM: 
20/02/19?2 
EDITOR: Ivaldo Pereira 
GERENTE COMERCIAL.· Maria Estela Velásquez Pereira 
SECRETÁRIO DE REDAÇÃO: Ubaldino Rod~igues 
REDAÇÃO, DEPARTAMENTO COMERCIAL E PARQUE GRÁFICO: 
Avenida Tribuna da FroatP.iro,564 - CAIXA POSTAL - 
23 FO~E: (067) 439 - 1410 - FAX - 439 - 1544 
BELA VISTA - l!S 
El~EMPLAR: R$ O, 50 
ASSINATURAS: 
SEMESTRAL:R$ 50,00 
ANUAL: R$ 100,00 
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FILIADO A: 
PORTO ~UJR.TI.c:l-iO - Acconio Rui:>: 	ADJORI e 
1--------------------------1 
Propricdnce d.-, Redc Bel;ivistense de Jornal.s - LTDA ABRAJORI 
CGC-MF - 15.513.203/000l/90 
ros 
CARACOL - Kéncr L. Leite 
AXTONTO .JO!,O - Norino 
Gcnç:ilves 
OS ORIGINAIS ENVl/ 
DOS À REDAÇÃO NAO 
SERÃO DEVOLVIDOS. 
OS ARTIGOS ASSINA 
DOS NÃO REFLETEM NE­ 
CESSARIA!ENTE A OPI­ 
NIÃO DO JORNAL. 
MERECIDAS FERIAS 
Depois de mui,o crn­ 
hnlho, o jovem D luqut, 
esLÚ cur,indo umas fé - 
rias ao lado .du • fornf 
lia. Afinal, ele mcre 
CC 11 ! ! 
E POR FALAR 
AOS ANIVERSARIANTES 
DesLe mês de Jonci - 
ro, os nossos voos de 
um feliz aniversário. 
são eles: 
02/01 - GIsee Godoy. 
08/01 - AmilLon Balbue- 
na. 
09/01 
18/01 
18/01 
- Rosa Maria 
Quero desejnr milhÕes de fulic1<lndcs, ao ga 
,inho CARLOS EDl'A!UJO FI..ORZS SPH DOLA, pela pas 
sagcm de seu anivi!rs:Írio th'5d! Üld1~0 dio 2lpp 
Parábns Carlos Eduardo, e que sa daa se 
repa por ruias e rufas vezes. (FOTO). 
- Timocio Palermo 
Joana da Silvo Godoy, 21/01 - Rica Jarn. 
ANO :,;ovo, 1 1.'0 PRESIDE!TE 
Empossado dia 01 de janeiro, o novo Presiden,e da Camara Municipal de - 
Caracol - MS., Vereador Josélio dos Son,os. Deseja:nos ao vcrc.:idot' Josélio 
que faço um imo rabalho, procurando sempre a união com os demais verea-· 
dóres. E que Caracol con .. inue crescendo cada vez nois!!!! 
JÁ O EX-PRESIDENTE 
Da Câmara, Veri'ador José Carlos Barcelos (CAU), esL,:í de p:1rC1béns pelo 
excelene serviço que pres .. ou nesses dois anos de n;:ind:?co. Horcem honeSLO , 
Trabalhador, companheiro e nmigo do povo, que sempre SL preocupou em raba 
lhar para o bem do Município. Parabéns Cnu, e que fsso sirva de exet:1plo p 
ra mui,os que virão em ouLrns ges,Ões!! !! 
ANIVERSÀRIO 
O pequeno THEDY L. HESPORTI, es .. eve c::ooplc,ando oais um aninho de vida, 
nes,e dia 11 pp, seus pais corujas Carlos Roberco e Lenice, organizara.ou­ 
ma fes .. inha porn os amigos mais Íncimos!!!! 
Ao THEDY, nossos parabéns!!!!!!!!! 
C/.SAfiE!TO 
Realizou-se na Igreja Nossa Senhora do Perpéuo Socorro às 20:00 horas 
do dia 14 de janeiro, o enlace mar1monial dos jovens: ABXER GODOY e ROSA 
MARIA. 
Logo após o casamenLo religioso, os noivos recepcionaram seus convida­ 
dos no Clube do Lnco ReLiro Caracol. 
Ao Abner e Rosa Maria, felicidades!!!!!!!!! 
FRASES 
Nada pior do que .:ioar ali;uém e nao ser ado. 
Deus esa sempre com voce. 
Somene quer ama de coração será arado. 
O amor é a maior força. 
Aquele que abençoa o ouro é 3bcnçoado por Deus. 
o amor é o melhor alieno para a vida. 
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PA - DIÁRIO RE,ANAL, 
O fim do Clientelisrno a boa nova! 
• 
Consciente de que a moralização 
dos costumes adm[nitratIvos tio en 
rafzados e repleto de maus exem. 
plos é um assunto da mais alta res­ 
ponsabflIdade dos MunfcIp1os e seus 
ndmlnletrndorcn, o Prefeito Abraão 
Zacarias deixou claro no seu pronun 
e Lamento após a reunião com o seu - 
secretariado na semana passada, que 
quer ncalrnr de urna vez por todan 
com o "clicntelinmo" na uua ndmlnln 
trncào. 
Attude dessa natureza Já era an 
fosnamente esperada pela população 
dede o Infeto da sua gestão, quan­ 
do inclusive, demunutrando uma von­ 
tade sintomática de mudar as coisas, 
relegou, ua excelencía o slogan 
muito carncteriatico "Do jeito que 
o povo gosta" em favor do "Novos 
Tempou", que se bem entendido, tra­ 
zia o propósito de trilhar por ou­ 
tros caminhos, 
Abraão Zacarias, encarna através 
dos seus atos e o seu próprio com­ 
portamento pessoal de homem simples 
o verdadeiro e caracteristico espí­ 
rito do belavistense, encontrando - 
sempre muita dificuldade em negar - 
favores, até mesmo os mais absurdos, 
desde que vindos de gente carente e 
humilde, 
Por diversas e incontáveis opor­ 
tunidades, tivemos a chance de tes­ 
temunhar, observando pessoas humil 
des e carentes na ante-sala do gabi 
nete com filhos no cólo, esperando­ 
ª vez para "falar com o prefeito" . 
Não é preciso ser um gênio para se 
concluir com toda a certeza que es­ 
sas pessoas não estão ali para tra­ 
tar assuntos relevantes ou sugerir 
medidas administrativas para o che 
fe do Executivo e sim, em busca de 
alguma ajuda pessoal ou para seus - 
familiares. 
Nesse momento, o "coração móle" 
da autoridade acaba falando mais al 
to, fazendo com que as queixas e as 
reclamações do "paciente" sejam a- 
t tendidas, às vezes, com muita difi­ 
culdade de meios e de recursos. 
Todos nós sabemos, que como meio 
de fazer política eleitoreira esse 
tipo de favor é muito duvidoso,pois 
o "queixoso", atendido ou não, vai 
a outro político do mesmo ou de ou­ 
tro partido, pedir o mesmo ou óu­ 
tros favores, ficando no final de - 
tudo "comprometido" com os dois la- 
dos. 	- • 
A atitude do Prefeito,deterinan 
do o fim do clientelismo e conse­ 
quentemente,;dos favores pessoais , 
foi uma medida politicamente corajg 
sa e imbuida dos melhores propósi­ 
tos, culminando com o apoio de toda 
a sociedade, até mesmo daqueles ad­ 
versarios que nós costumamos chamar 
de rancorosos que ao ve-la cumprida 
com o rigor necessário, querendo _ou 
nao, deverao "dar a mao a palmato­ 
ria!". 
es 
Jotogê Flores 
Através desta coluna, sempre cri­ 
ticamos o·uso do poder público para a 
prática de favores pessoais pois con­ 
sideramos que o munícipe, sêja qual - 
for a sua condição social, tem direi­ 
tos adquiridos perante o poder Execu­ 
tivo, desde que estes privilégioà se 
Jam servidos à toda a comunidade e - 
nunca destinados à pessoas ou grupos 
isolados, independente da sua condi­ 
ção sócio-econÕmica. Sobre este assun 
to, dissertamos com orgulho~ criticã 
mos com muita base, pois mesmo nas fã 
ses mais dificeis pelas quais Já pas­ 
somos, jamais pedimos favores pes­ 
soais a político nenhum e quando nos 
foram ofertadas, não a aceitamos!- Te 
mos portanto cátedra para ser contra­ 
tais obséquios, mesmo porque sempre - 
lembramos da recomendacão de Cristo, 
que de certa feita teria recomendado 
que: "Não devemos DAR o peixe e sim, 
ENSINAR a pescar!" 
• Sendo o Hunicipio o alicerce da 
União, é por aqui que a mudança de - 
costumes deve começar e neste aspêct, 
parabenizamos o Prefeito que, ainda 
que depois de muita espera, decreta - 
uma radical mudança de critérios -ain 
da em tempo - na sua administração ,­ 
agora sim, partindo para os "Novos - 
Tempos"! 
Que outros políticos sigam seu - 
exemplo, começando por acabar com o 
patrocinio de favores "muito especi­ 
ais" às vésperas de eleições. 
É preciso que o pretendente a car­ 
got públicos seja autêntico e que não 
mude ridiculamente de comportamento 
em épocas pré eleitorais. Ou o Homem 
é sério e de pouco sorriso ou não é! .. 
Não vale querer representar o que não 
é perante o eleitor! .. Essa mudança é 
rídicula e somente os hipócritas a 
cultivam, aceitando esse tipo de eng3 
naçao. 
Com o fim do clientelismo anuncia 
do em boa hora pelo Prefeito os veicÜ 
los de serviço da Prefeitura, poderãÕ 
ter mais tempo para trabalhar para to 
da a população! 
ANUNCIE E VALORIZE O UORNAL DE SUA CIDADE 
., 
OHATORIA 
Pàra· candidatos 
& fiom:ns_de Nagoc_io. 
Espor 
Liga Esportiva Convoca os Clubes 
para Reunião neste dominga 
VI«ando a real!zaçio do Campecn to 
OffcIal de Futebol, Futebol de Salão 
e também a formação das equipe de fu 
tebol FEMININO, para o I? CAMPEONATO 
BELAVISTENSE DA CATECOR1A, o Presidem 
te da La Esportiva Belavfstense e­ 
ti convocando todos os dirigentes de 
clubes flados ou não para uma reunf 
o preparatória marcada para este do­ 
mingo às 1O:00 hs na sua restdnc1a , 
onde após a reunto haverá um almoço 
de confraternização pora·nnrcnr o fim 
do recesso esportivo e o ln!cio das - 
atividades do Último nno da adminis­ 
tração do desportista José Glaucy Flô 
res, 
O local onde se encontra instalada 
a Séde da Liga é pequeno e não tem - 
condições de acolher à todos os diri­ 
gentes para o encontro razão pela 
qual a réuniâo será realizada na resi 
d@nc1a do presidente. 
A grande novidade para este ano,se 
rã o Ig Campeonato de Futebol Femini: 
no, evento que poderá contar com a - 
participação de equipes representati­ 
vas dos clubes e também dos colégios 
de. cidade. 
reatrasar rrr srpr ostra tarar artur rer etostaras tapasttmrtt trpra 
.(t ... • -~---------------------, 
A Federaçio de Fateol de Mato - 
.ro o do Sul ji deter(nou o eu ca 
lendirfo e o campeeni to belavi tene 
d v ri er inflado no últimos d1as 
do 4 de fever tro ou ffcfo d ar­ 
,;o. 
O certa ofIctal de 1,995 erá re 
Ido pelas novas noras de pontuação 
sugeridas pela CF e Ji apl!cada na 
iltira Cop do Mundo, tornando a com­ 
petição bem ma!s atrat!va. 
Todos os presidentes e dirlentes 
esportivos da cid.de estão endo con­ 
vIdados e convocados, devendo estar - 
presente tarbém o sr.Abraão Zacarias 
Prefeito Mun'eiral, que em contato te 
lefnfco com o presidente da entfdadé, 
manifestou o seu desejo de ajudar no 
que for poGs!vel o desporto de nossa 
cidade, tornando possível a realiza­ 
çio bem sucedida de todas as promo­ 
cões previstos. 
Campeonato . feminino poderá 
contar com Equipes de Colégios 
A partir da próxima semana a Ligo 
Esportiva estará aberta para receber 
os clubes que desejarem iniciar as 
providências para a participação nos 
certames que serão realizados no ano 
esportivo 95. 
..T rol éus, Homenagens e Premiações 
O Presidente da Liga Esportiva Bc 
levistense já.entrou em contato com ã 
Fábrica de Troféus Porco Vieira da ci 
dede paulista de Votuporanga, agili-­ 
zndo a confecção dos troféus de acrí 
lico que serão oferecidos aos vencedÕ 
res do ano em todas as modalidades e 
c2cegorias, devendo muito deles serem 
custeados e patrocinados por empresas 
lcais. 
Com o Estádio Otavio Fontoura to­ 
talmente remodelado e com o gramado - 
bem recuperado os-eventos futebolis­ 
tices terão nova motivação durante to 
da a temporada, que vai fazer com que 
Bela Vista, demonstre perante o con­ 
testo amadorista estadual a sua reco­ 
nhecida forca, bem como o alto n{vel 
das suas promoções. 
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1 
t-

BELI VI Si A LIRGI NI f RENTE E PROMOVE 1 
PRIMEIRA REUNIÃO SOBRE O MERCOSUL 
- 
O Sindicnto Pura] de Bela Vista, prosi­ 
dido pelo pecunrista Eduon Medeiros doe Mo­ 
rae, contando com total apoio do SEBRA/M, 
Receita Federal, Agencia local do Banco do 
rai] e de autoridades do vizinho Para 
quai, promoveu no último dia 19, na depen 
dc"•ncian do Gré'mlo Pedro Rufino, uma oportu 
na rounão de trabalho, com palestra e dis 
cussão de todos o, temas relacionados ao 
Mercado Comum do ul - Mercosul - cujo tra 
Lado entrou cn, vigor oficialmente no últi= 
mo dia 1o de janeiro, tendo como seuo mem­ 
bros o brasil, a Argentina, o Paraguai e o 
Uruquai, 
A reunião que iniciou is 09:30 horas da 
manh~ e oc prolongou até o período datar­ 
de, com um pequeno intervalo para o almoço, 
foi baotantc concorrida e contou com apre 
sença e participação de Empresários brasi­ 
loiros e paraguaioo de vários, setores, como 
pecuária, agricultura, comércio em geral , 
profissionais liberais e autônomos de Dela 
Vista Brasil, Della Vista Paraguai e tam - 
bém das cidades vizinhas de Caracol, Porto 
Murtinho e Bonito, além de políticos lo 
cais, corno o Vice-Prefeito Sydney Nunes 
Leite, vereadores e Secretários Municipais. 
A Mesa Diretora dos trabalhos foi com. - 
posta pelas seguintes autoridades e convi­ 
dados: Edson Medeiros de Moraes - Presiden 
F5 
Dr.Gabriel Coronel, Paulo Cuevas e Mar 
tin Ãvalo, roprcsentanten do Governo Para­ 
guaio, Dr. Bruno Galeano Brandão, EdsonMe 
deiros de Moracs e a Superintendente do SE 
BRAE/MS, Dra. Maura Catharina 
te do Sindicato Rural de Bela Vista; Advo­ 
gado e Empresário Bruno Galoano Brandão 
Presidente da Associação Comercial de Bela 
Vista; Dra. Maura Catharina Gabinio e Sou­ 
za - Diretora Superintendente do Sebrae/MS; 
Dra. Maria Anita Medeiros Cursi - Economis 
ta e Coordenadora de Negócios do Sebra/MS; 
Josevaldo Anacleto Jerônimo - Gerente da 
Agência local do Banco do Brasil; Dr. Ma - 
rio Sonomura - Inspetor Chefe da Receita 
Federal de Bela Vista o as seguintes auto- 
PRESIDENTE DO SINDICATO 
A abertura oficial da reunião de trabalho sobre 
o Mercosul em Bela Vista foi feita pelo Presidente 
do Sindicato Rural e idealizador do evento, Pecua­ 
rista Edson Medeiros de Horaes, ele agradeceu a 
presença do grande nÜmero de interessados, que pra 
ticamente lotaram as dependências do Grêmio Pedro 
Rufino, a maioria ansiosos em obterem maiores es - 
clarecimentos sobre o acordo de livre comércio en­ 
tre Brasil, Paraguai, Argentina e Uruguai, sobre o 
qual ainda pairam muitas dÜvidas a respeito do efe 
tivo funcionamento. 
O Presidente do Sindicato Rural de Bela Vista a 
firmou que essa reunião de trabalho sobre o Merco­ 
sul em Bela Vista, a primeira a ser realizada no 
Estado apôs o tratado entre os quatro países ter 
entrado oficialmente em vigor, no Ültimo dia 12 de 
janeiro, teve como principal motivo a grande ansie 
dade de vârios setores de nossa economia que hil 
tempos vêm mostrando-se hávidos por maiores infor­ 
mações sobre as normas estabelecidas pelo acordo 
que criou o Mercado Comum do Sul. 
Superintendente do S_EBRflE Destaca o Interesse 
e a Participação dos Belavistenses 
A Diretora Superintendente do Sebrae/MS, Dra. 
Maura Catharina Gabínio e Souza, que é belavisren­ 
se de nascimento, ao fazer uso da palavra, regis - 
trou sua satisfação e alegria por estar mais uma 
vez em sua terra natal e especialmente por presen­ 
ciara maciça presença de pÜblico nas dependências 
do Grcmio Pedro Rufino, prestigiando a reunião pa­ 
ra discussão dos assuntos relacionados ao Merco 
sul. "Isso demonstra que o povo belavistense esta 
sintonizado e atento a evolução e ao que está acon 
tecendo a nível mundial" afirmou ela. - 
A Superintendente do Sebrae/MS - Serviço de A­ 
poio à Pequena Empresa no Mato Grosso do Sul - lem 
brou aos participantes da reunião que devido ao 
Mercosul ser um tratado muito recente, uma série 
de ajustes ainda se fazem necessários em vários se 
tores de sua abrangência, "por isso temos de ter 
paciencia, porque sua total implementação será 
gradativa e levará ainda algum tempo para que tudo 
esteja normatizado e absorvido pelo empresariado , 
comercio e populaçao em geral de Brasil, Paraguai, 
Argentina e Uruguai, que integram o acordo de li - 
vre comercio do Mercado Comum do Sul", salientou. 
Presidente do Sindicato Pura! Edson Moraes a - 
briu os trabalhos da rcuniao, ao seu lado a Supe - 
rintendente do Scbrae/MS, a Dra. Maria Anita Cursi, 
o Gerente da Agência local do Banco do Brasil, Jo­ 
sevaldo Anacleto e o Inspetor da Recebeita Federal 
Mário Sonomura 
COORDENADORA DE NEGÓCIOS DO SEBRA/MS EXPÕE AS CARACTERÍSTICAS 
COMERCIAIS DOS QUATRO PAÍSES QUE INTEGRAM O MERCOSUL 
Um dos pontos importantes da reunião sobre o 
Mercosul em Bela Vista foi a palestra da econois­ 
ta e coordenadora de negÕcios do Sebrae/MS, Dra. 
Maria Anita Medeiros Cursi, uma especialista no as 
sunto, que fez uma ampla exposição sobre o acordo 
entre os quatro países fronteiriços, fazendo uso 
de um proejtor de slides e abordando diversos as - 
suntos relacionados ao tema em pauta que, em 
síntese, tem como principais objetivos facilitar - 
as relações comerciais entre Brasil Paraguai, Ar - 
gentina e Uruguai, fortalecendo a economia desses 
Países e, consequentemente, melhorando as condiço­ 
es de vida de suas respectivas populaçoes. 
Em sua explaoaçao a cog:denadora de negocios do 
Sebrae/MS, demonstrou tabê as principais caracte 
rísticas dos quatro países que integram o Mercado 
Comum do Sul, fazendo ua Prospeccao de seus merca 
Em pé a Diretora Superintendente do Sebrae/S 
Dra. Maura Catharina Gabínio de Souza, "o povo bela 
vistense está sintonizado e atento" 
dos, a exemplo dos principais produtos oferecidos - 
por cada um deles, suas necessidades, deficiências 
e campos de investimentos que ainda carecem de uma 
maior exploração, 
Ao final da exposição, que englobou as estratê - 
g1as e tendências dos mercados do Brasil, Paraguai, 
Uruguai e Argentina, as autoridades se colocaram à 
disposição dos participantes da reunião para respon 
derem à perguntas e sanarem todas as dÜvidas exis = 
tentes. Aproveitando a oportunidade, imoeras per - 
guntas foram dirigidas aos componentes da mesa. 
No final dessa reportagem trazemos uma entrevis­ 
ta com a Dra. Maria Anita Medeiros Cursi, que res - 
ponde uma série de perguntas que constituen, entre 
outras, as maiores dúvidas, tanto do empresariado - 
como da população em geral de toda . a nossa fron­ 
teira. 
O salio do Grnio Pedro Rufino foi pra­ 
ticamente lotado pelos interessados cmn_maio 
res esclarecimentos sobre o Mercosul 
ridadco do Govc>rno Paraguaio: Dr. Martin 
valo - representante do Ministério da Inte 
gração; Dr. Paulo Cuevas - Representante - 
da Direção Geral de Aduanas e Dr. Gabriel 
Coronel - Representante da Presidência da , 
República do Paraguai. 
Vice-Prefeito anif esta 
Preocupação do Pequeno 
Comércio fronteiriço 
O Vice-Prefeito de Bela Vista, Dr. Sy~ 
ney Nunes Leite, aproveitando o espaço a­ 
berto para as perguntas do público presen 
te a reunião sobre o Merosul, manifestou 
ª grande preocupação do pequeno comércio 
brasileiro situado na área fronteiriça 
com o Paraguai. Sydney Leite enfatizou 
que devido a elevada carga tributária in 
cidente sobre os comerciantes brasileiros 
o valor dos produtos comercializados por 
eles tendem a ser mais caros, não possibi 
litando condiçoes de concorrência com os 
produtos comercializados nos paises vizi­ 
nhos que integram o Mercosul onde a car­ 
ga tributária é bem menor. Segundo o Vice 
Prefeito de Bela Vista, essa situação po­ 
de gerar uma crise sem precedentes no co­ 
me:ci~ fronteiriço brasileiro e em conse­ 
quencia_o desemprego, a diminuição da ar­ 
recadaçao dos Municípios e diversos ou - 
tros fatores negativos. Piante do expos - 
to, o Dr. Sydney Nunes Leite sugeriu en - 
tao a cr1açao de uma comissão de alto ní 
vel para estudar a implantação de uma zo­ 
na de livre comércio em todos os Municipi 
os fronteiriços do nosso Estado, para que 
se)a possivel a comercialização de produ­ 
tos brasileiros nas mesmas d; -= do 
Pa • • . 	con açoes 
ragua1, evitando-se dessa forma uma de 
cadencia total que poderá vir a acontecer 
no comercio em geral de todos os Municií - 
pios brasileiros situado <- d f 
teira com 
O 
p • na area e ron- 
. s 'a1ses membros do Mercosul", 
salientou o Vice-Prefeito. 
Reforma Tributária 
.éa lia fiá 
onde te.mos de pa t' 9 a grande honra, a 
processo de a,'['ciPar diretamente o 
ra, porque e1, ra da economia brasilei' 
nós, a ra. a]?diz respeito a todos 
• 1a .ita Med • . 
respondeu as inda - eiros Cursi - 
Sydney-Nunes Leitgaçoes do Vice-Prefeito 
- e ressaltandc f z 
necessario, acima de t d . 
0 
que :e a 
Reforma Tributária ulo, a execução da 
temos rI, rcs ?asi1, "oraue se 
sobre isso e -sobre .
1
e outros Impostos, 
aqui O,.,,...,. • . ........, 
os produtos comercializad "Te Incidem sor 
Reforma Tributária ,,PS no Brasil, só a 
so é coe@ei a"Ç,godimica-1os e is 
Governo do Estado" a . rno Gederal e do 
- . .ssinalou Cc ·de do 
ra de Negocios do SEBRAE/ a Coordena-. 
Para demonstrar a enor!!s •. 
tre os Sistemas Tribut· . e diferença en­ 
do Paraguai, por ea,'os do Brasil 
nita lembrou que no P?'' g Dra. Maria A 
apenas dois Impostos vizinho existem 
si! eles_somam mais'??to que no sra 
• existe formula mágica ' por isso nao 
lidade, temos sim aa F-a mudar essa rea 
ensar i. - 
brar mudanças aos nossos !_Ser.r e c2 
sentantes e· aos nossog Politicos repre­ 
sô podem vir através d g~vernantes,. que 
ria, sem isso realmen' eforma Tributá 
tes brasileiros vão enfrmuitos comercian- 
entar problemas".

P. I A 05 
COORDENADORA DE NEGÓCIOS DO SEBRIE 
FILI i IMPRENSA BELAYISTENSE 
Durante o intervalo da reunião, a Econo 
minta e Coordenadora ds Negócios do SEDRAE] 
MS - Dra. Maria Anita Medeiros Cursi - que 
vem se especializando nos assuntos relacio 
nadoH ao t:1crcooul, concedeu a seguinte en= 
trevista a nossa reportagem e i Rãdio Dela 
Vista, onde falou sobre o acordo unilatc - 
ral entre Branil, Paraguai, Argentina e U­ 
ruguai e principalmente uobro ouau influên 
cias em nossa Fronteira. Confiram: - 
1 - Como fica a circulação de veiculoo e 
do pcuooau nou Paiocs que integram o Merco 
sul? 
ORA. MARIA ANITA - "Temos de estabelecer - 
dois parâmetros: a circulação de veicules 
ostã liberada, dende que os veiculas este­ 
jam legalizados e com a documentação de 
seus respectivos Países. Existem também a 
regulamentação determinando que a permanê~ 
eia de pesooas em outro Pa~s é de 90 dias. 
Existem negociações com relação a permanên 
cias das pessoas nos Paises que integram Õ 
Mercosul, mas por enquanto não existe ne - 
nhuma alteração nesse sentido". 
2 - E a importação de veículos estrangei - 
ros, eles poderao ser comprados no Paraguai 
e transitar livremente no Brasil? Os brasi 
leiros poderao comprar carros de nossa fa­ 
bricaçao e trazelos para o Brasil? 
ORA. MARIA ANITA - "A importação de veicu­ 
los estrangeiros ainda está em estudo, por 
que é uma área bastante complicada, mas 
por enquanto permanecem as normas já exis­ 
tentes. Nos casos dos carros brasileiros , 
comercializados no Paraguai, que podem ser 
mais bartaos devido a menor incidência de 
Impostos, também nada foi mudado, por en - 
quanto a Legislação permanece a mesma, por 
tanto, eles são considerados veículos es - 
trangeiros. O que existem são negociações 
que ainda vão normatizar a comercialização 
de veículos entre os quatro países" 
3 - Nós poderemos, por exemplo, fazer com­ 
pras de gêneros alimentícios no Paraguai 
que hoje sao mais baratos que no Brasil? 
ORA. MARIA ANITA - "Claro que sim, os pro­ 
dutos lá fabricados não tem impostos sobre 
exportação, por isso eles são mais baratos, 
além disso a maioria dos produtos alimenti 
cios terão alíquota zero para exportação, 
mas, quando ele chegar aqui no Brasil, por 
exemplo, vão incidir sobre ele os impostos 
estabelecidos pela legislaçao brasileira - 
para a sua comercialização. Já nos casos - 
de compras para consumo proprio existe a 
cota prevista pela Legislacao que permite 
a compra até um valor determinado, no caso 
do Brasil esses valores sao de US$ 500 vi­ 
as aéreas .e marítimas e US$ 250 via terres 
tre". 
4- Os trabalhadores brasileiros ou para­ 
guaios, poderao ser registrados nas empre 
sasdequalquer um_dos quatro_paises do 
Mercosul, sem exigenc~a_da naturalizaçao 
ou de carteira provisor ia? - . 
ORA. ·MARIA ANITA - "Com relaçao a legisla­ 
cão trabalhista, o sub-grupo n ll, criado 
para negociar e normatizar esses itens,ai~ 
da não concluiu os seus trabalhos, mesmo - 
porque o primeiro estágio do Mercosul diz 
respeito a legislaçao e a comercializacao 
de mercadorias e produtos, com r7lacao _a 
pessoas e a profissionais tudo ainda esta 
em fase de negociações". 
5 - como fica a compra e venda de bovinos 
em_pe, muda alguma coisa? 
DRA.MARIA ANITA - "A compra e venda de ga­ 
do em pé já é feita sem a cobrança de ali­ 
quotas de importação e exportacao, em resg 
mo o comércio em geral e permitido, a pe­ 
nas o que inibe algumas vezes a comercial! 
zação é o fato dela ser competitiva ou nao. 
A carne no entanto ainda esta na_lista _de 
exceção e creio que a sua comercializaçao 
ainda leva.rã algum tempo para ser libera­ 
da". 
6 - Os produtos fabricados no Brasil pode­ 
rão passar livremente nas fronteiras? 
DRRERIR ANITA - "Independente do produto 
ser brasileiro, paraguaio, argentino ou u­ 
ruguaio, o tratamento é o mesmo, alguns se 
tores porém terão de ser preservados por 
mais algwn_tempo". 
7 - Especificamente no tocante ã Bela Vis­ 
ta caracol e Porto Murtinho, quais as van 
ta@nsqu@o@rcos@@traripara a popula 
.x.,ao? •• 	. . 
DRã.MARIA ANITA - "O fator de maior impor­ 
tância é a integração, os empresar1os e os 
consumidores desses Municipios de frontei­ 
ra, bem como os demais, terao_a oportunid~ 
de muito grande de comprar mais, conhecer 
- 
ora. Maria Anita Medeiros Cursi - Econo 
mista e Coordenadora de Negocios do SEBRAE/ 
MS 
novos produtos, exigir mais qualidade a 
preços menores, etc ... porque o mercado e; 
tá aberto, a concorrência é livre e ela e 
muito importante". 
"No principio", continuou a Coordenado­ 
ra de Negócios do SEBRAE/MS, "Muitas pes­ 
soas acham que o Mercooul trará problemas, 
que ele vai dificultar, vai quebrar empre­ 
sários e vai gerar desemprego, etc ... Mas, 
quem for competente, quem buscar alternati 
vas para resolver seus problemas, vai se - 
firmar no mercado, quem ficar de braços 
cruzados, esperando que as coisas se resol 
vam para ele, sem que ele faça nada, vai - 
quebrar, e vai quebrar com Mercosul ou sem 
Mercosul" enfatizou. "Dessa forma", comple 
mentou a Ora.Maria Anita, "a grande dife: 
rença é mesmo a competência, o tempo vai - 
forrar as pessoas a se prepararem,quem bu~ 
car informações, estudar mais e melhorar a 
qualidade dos seus produtos, criando novas 
alternativas, vai progredir e ganhar mais. 
Não existe motivo para os empresários de - 
Bela Vista e das cidades fronteiriças fica 
rem preocupados, porque o Paraguai compra­ 
muito mais do Brasil, do que o Brasil com­ 
pra deles". 
8 - Para a compra de importados, permanece 
rã as mesmas taxas? Isso para produtos que 
nao sejam fabricados pelos países integran 
tes do Mercosul. 
ORA.MARIA ANITA - "Existem duas regras, a 
primeira normatiza a comercialização dos - 
produtos fabricados nos quatro países, on­ 
de a tendência é as alíquotas chegarem a - 
zero para todos os produtos. Existe também 
a tarifa externa comum, que é um tarifa de 
importação única para os quatro países do 
Mercosul, isso significa dizer que o produ 
to japonês, chinês, americano ou seja lá: 
da onde for, vai ter a mesma tarifa de im­ 
portação no Brasil, no Paraguai, na Argen­ 
tina e no Uruguai. Essa tarifa varia de O 
a 20%, dependendo do produto". 
9 - Nós aqui de Bela Vista, no caso, vamos 
poder comercializar esses produtos importa 
dos de outros países, que nao sejam fabri­ 
cados nos países do Mercosul?- 
DRA.MARIA ANITA - "Vender voce pode, desde 
que tenha alguém que compre, se o preço 
for competitivo, alguém vai comprar, o que 
vai fazer a diferença nesse momento, a cur 
to prazo, é que ainda nosso produto impor= 
tado vai ficar um pouco mais caro, por con 
ta dos impostos que incidem sobre ele, co­ 
mo ICMS, IPI, etc..." 
10 - E no tocante a escolas, faculdades,os 
alunos desses quatro paises poderao estu­ 
dar em.qualquer um deles e dar continuida­ 
de normal a seus cursos? 
DRA.MARIA ANITA - "Ja existem acordos nes­ 
se sentido entre os países, sempre existi­ 
ram, mas creio que com o Mercosul a evolu 
cão será muito maior, mas nesse momento es 
tá sendo tratada prioritariamente a harmo­ 
nização da política de comercialização". 
11 - Bela Vista largou na frente com a rea 
lizacão dessa reunião sobre o Mercosul pro 
movida pelo Sindicato Rural, aual o balan­ 
ço que a sra.faz do interesse dos belavis­ 
tenses, do nível dos debates e da partici 
pacao popular? 
ORA.MARIA ANITA - "Considero extremamente 
importante essa iniciativa e ao meu ver 
fol fantá tica participação do cidadao - 
belavistense , que está de purabóns pela 
preocupaçao e pelo interesse demonstrado - 
com o levantamento de questce realmente 
cruciais, como já disse, a integração só g 
contece quando as pessoas se dispõem a con 
versar e a discutir os assuntos que lhe di 
zemn respeito, contribuindo com informações 
e questionamentos, como aconteceu hoje a­ 
qui. o Sindicato Rural tev uma idéia mui­ 
to feliz e Muito i::;portantc, nela VioLa c2 
td de parabéns pelo grande interesse de­ 
monstrado e o SEBRAE estará sempre a dispo 
cão de todos". 
(Fotos e Reportagem: Ubaldino Rodrigues) 
! Ministério ~a Fazenda 
1 
PORTARIA N 16 ....... 
GABINETE DO MINISTRO 
de 11 de Janeiro de 1.995 
Dispõe sobre a circulação de veículos coCTu­ 
nitários do MERCOSUL, de uso particul~r,Pxclusi­ 
vo de turistas. 
O HINISTRO DE ESTADO DA FAZENDA , no uso da 
atribuição prevista no art.14 inciso IX, alinea 
"h", da Medida Provisória ng 813, de 1? de janei 
rode 1995, e tendo em vista o disposto no pará: 
grafo Único do art.lQ do Decreto Legislativo nQ 
197, de 25 de setembro de 1991, que aprovou o 
texto do Tratado para a Constituição de um Merca 
do Comum entre a República Federativa do Brasil; 
República Argentina, a República do Paraguai e a 
República Oriental do Uruguai, firmado em Assun­ 
ção em 26 de março de 1991, aprovado pelo Decre­ 
to Legislativo nQ197 ~º 25 de setembro de 1991, 
e considerando a Resolução nQ 131/94, do Grupo 
Mercado Comum do Sul, que aprovou as Normas so­ 
bre a Circulação de Veículos Comunitários do MER 
COSUL de Uso Particular Exc~usivo de Turistas,r; 
solve: 
CAPITULO I 
Disposições Preliminares 
Art.l?- Os veículos comunitários do Mercado Coum do Sul 
MERCOSUL de uso particular exclusivo de turistas poderão 
circular livremente no País, nos termos, lbites e condi­ 
çocs estabelecidos nesta Portaria. 
CAPITULO II 
COCEI TOS 
Art.22· Para os efeitos desta Portaria, entende-se por: 
I- Estado Parte- qualquer um dos países que, ala do Era 
s!1, cop@e o MERCOSUL; 
II- Vc!culos co::lun.!tarlos- os auto::sóveis, as c:otocicle­ 
tas, as bicicleta.~ motorizadas, as casas rodantes, os rebo­ 
ques, as emb.arcaçoes de recreio e as desportivas e os de­ 
c,ais ve!culos sicilares, de uso particular, utilizados parai 
fins de turisco, e que esteJ= registrados e matriculados - 
em qualquer Estado Parte; 
III- Turista - toda pessoa que, tendo sua residénd.a ha-, 
bltual cm = Estado Pane, ingresse no território brasilei· 
ro e nele peraneça, se exceder o prazo ãxdmo estabelece{­ 
do pela leglslaçao clgratoria do Pili. 
CAPITULO Ill 
DOS FROCEDD!ENTOS 
Ar.1g- os veículos cocunitários que ingressarei, 
00 
Pa!s 
dcverao ser conduzidos por seus proprietários ou por sso­ 
as por eles autorizadas, de acordo co a 1eis1acG { 
no Estado Parte de su.a residencia e de matrícula e, f _ 
veículo. . 	e seu 
_Art.e-Os veículos counitãrfos que Ingressarem no Pal, 
",aZ?[?? "vJetrss o =rtent6 «inier tore+tis- 
Parágrafo ünfco- O disposto no caput deste arti 
O 
não _ 
prejudica os controles seletivos que venha a ser Saía­ 
dos pelas ~utoridades competentes relativos ao cum~·ri.ce.nt 
das condiçoes e dos requisitos exigidos por esta Port,iri.a~ 
CAPITULO IV 
DA DOCu.'mi..:AÇÃ.O 
_Art.59- os veículos counitários deverão ingressar no 
Pais a:parados por documentação oficial, expedida pelo E,e, 
do ?arte onde t.ivcr sido efetivada a sua matrícula devend~ 
{{jj",gnda, as 1as e restsre etstds pará'sua <ir- 
Art.62-_A residncla_do turista no Estado Parte de ratr{: 
cula do ve!culo coun!tiro será confirada ediante s!1] 
apresentação de seu documento de identidade, vateo "_r;d 
to do ESCOSL. 	no a_ 
Parágrafo infco- E se tratando de turista estra: zeI 
restdee no Estado Pare de iirfu1a do véti"2?z? 
portador da docuentaçáo referida_no caput deste artizo. a 
confira;ão de residência dar-e-à edt±te_apresentá e 
certificado de residencia expedido pelo órgão co::,petente d 
que!e Estado Parte. 	'2 
CAPITULO 1,1: 
DAS INFRAÇÕES E PENALIDAES 
_Art.7e- ls transgressões ao disposto nesta Portaria se­ 
F"" aplicadas as penalidades previstas na legislação vgn- 
rt.82- Serã excluido do regie previsto nesta Portaria 
I-0 veleulo counitiro cu)o condutor não apresentar - 
docuentação exigida ng Capitulo IV desta PortarLa 
• II -o vc!cu 1 o counitar1o que transportar bens ee. ;uar 
de os qutdge que revele destinação coeria1 .","" 
Jan incopat{veis cca a finalidade turIstfca. que se 
CAPITULO VI · 
~S DIS?OSIÇÕES FINAIS . 
l Art.2i1- O secretario da Receita Federal poder.i ba.1 
ntruçces coplenentares a esta Portaria. .ar 
Art.lo- Esta Portarla entra ea vi • d 
ggcg._ PEDRO_A!PAIO MAL} or na !ata de rua pu1

O QUE É O MERCOSUL_ 
Nesta Ediçan, o leitores terão acesso a inúmeras informaçoes 
uohre o que é o Mercosul, eu funcionamento, a características 
dos Países que o integram, as semelhanças e diferenças entre si, 
as estratégia e tendência do mercado Comum do Sul, enfim, "" 
érie do informaçoes que se fazem necessárias para que possamos 
conhecer melhor esse tratado que entrou dm vigor no último dia 
19 de janeiro englobando Brasil, Argentina, Paraqual e Uruguai. O 
informativo foi elaborado no último mês de dezembro pelo SEBRAE/ 
M - serviço de Apoio a Pequena Empresa no Mato Grosso do Sul e 
jRCõSL 
já somos um megabloco 
Após quatro anos de conversa­ 
, ções e negociações, nasce o Mercosul 
• Merendo Comum do Cone Sul - 
rewiindo o Brasil, Argentina, Paraguai e 
Uruguai e um total de 190 milhões de 
habitantes. 
O Mercosul faz parte da tendência mundial 
de surgimento de megablocos e, embora não total­ 
mente definido (ainda há as listas de exceções), é um 
bloco que se efetivou rapidamente. A União Euro• ( ~/!) 
péia, por exemplo, levou 40 anos para se· firmar. 
Além de exigir maior qualidade de produtos e {< 
serviços, o Mercosul abre oportunidades de negó- / 
cios não só entre os paises-membros, mas com os j 
demais blocos econômicos do mundo. Também -- 
fortalece as relações internacionais dos países e , y 
o compõem com as demais·nações do oi6 i. j pesa 
sem falar na questão integracionista dos quatro ?' /,imacur: ' 
países. 	, ;i,. •' 
1 
Sem dúvida, o Mercosul • significa urna nova t)' : :· 
maneira de pensar e agir desses vizinhos que, r ,,, i 
ó isi está em vigor 
l Rcveillon de 1994 teve 
espoucardcchamp.:nhc 
e fogos de artifícios a 
mais. Concretiza-se a 
implantação do Merca­ 
do Comum do Cone Sul 
- Mcrcosul - reunindo Brasil, Ar­ 
gentina, Uruguai e Paraguai através 
de um acordo assinado em 25 de 
março de 1991, o Tratado de As­ 
sunção. Este Tratado definiu a livre 
circulação de pessoas, serviços, pro­ 
dutos e capitais a partir de 31 de 
dezembro de 1994, com a elimina­ 
ção das barreiras aduaneiras e restri­ 
ções não-tarifarias, praticadas, ini­ 
cialmente, pelo Brasil e Argentina. 
O mesmo procedimento será 
implementado por Uruguai e 
Paraguai, a panir de janeiro de 1996. 
Começa o desafio da integração 
econômica cujos desdobramentos 
culturais, sociais e políticos internos 
indicamo se as medidas tomadas 
pelas lideranças empresariais egover­ 
namentais envolvidas foram eficien­ 
tes no encaminhamento de soluções 
aos problemas estruturais de cada país­ 
membro e no àmbito do Mercosul. 
Pela coerência de sua integração 
econômica, o Mercosul ultrapassa a 
estatura das relações comerciais e 
.assume a condição de porta-voz de 
uma das regiões mais ricas do plane­ 
ta e que não detinha, ainda, poder 
potitico e de negociação á altura de 
seus interlocutores, já alinhados cm 
bloco econômico A aproximação 
entre blocos representa um novo 
desdobramento da regionalização da 
Organização e administração: 
a fórmula da integração 
O Mercosul é administrado em dois niveis. A condução politica e a 
tomada de decisões cabem ao Conselho Mercado Comum. fonnado pelos 
presidentes, ministros das Relações Exteriores e da Economia dos quatro 
paises. O Grupo Mercado Comum tem responsabilidade executiva, 
incrementando o dia-a-dia das negociações: É constituído porrcprcscntantes 
das chancelarias, dos ministérios da Ecoriomiae do Banco Central dos países, 
membros. Durante o período de transição as decisões do Conselho Mercado 
Comum e do Grupo Mercado Comum serão tomadas por consenso e com a 
presença de todos os Estados-parte. 
economia internacional e estimula 
os acordos cm escala mais ampla. 
O Mcrcosul tem um mercado 
consumidor de 190 milhões de habi­ 
tantes, detém um PIB de USS 528 • 
bilhões e ocupa uma das mais privile- 
• giadas áreas de produção de alimen­ 
tos do mundo. As principais cstrati!gi­ 
as mercadológicas que se sustentam 
no tripcqualidadc, competitividade e 
bomprcço,aliam-sca mctasdccur­ 
to, médio e longo prazos prevendo 
eventuais e necessárias correções ao 
processo de integração. A partir da 
zero hora de janeiro de 1995, _um 
sonho sul-americano de 172 anos 
de resistência transfonnou-sc cm 
desenvolvimento e independência. 
BienvcnidoMercosur! Tím-tim! 
EXPEDIENTE 
SEBRAE « 
uma pbraço do Sebne-0$ar,o de 
poo à atea Errproa.ano 
Mato Groes.o do St 
C-,,.poC,.,.,../li.w,lrAilsoo.ro...o,.1M1 
.. T e'-bc 312.lleG 
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CONlfLHO OEUltUTIVO 
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Caro de $oura 
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SEIIR,l,,tNAOONAL-,emandDC...U 
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DIRETORIA cuTrA 
Dr. Sopreitheter 
Mura achara Gabino e 3oura 
Dor Tcaneco • Maasro tntt Vira 
Drotor ktm F arcara 
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F itg.. iram F otitia 
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Análise identifi-ca 
semelhanças e diferenças 
inda desconhecido e por 
isso assustador, o 
M.ercosut tem uma es­ 
trutura central que iden­ 
tifica e analisa, do ponto 
de vista político, téaúco 
e econômico, as semelhanças e dife­ 
renças existentes entre os países- 
. membros com o objetivo de conhecer 
e harmonizar todos os conflitos de 
ordem legal ou aqueles estabelecidos 
pdllsdif=nçasrulturaisetecnológjcas 
e, ainda, os que forem identificados 
pelos respectiyos mercados dos Esta­ 
dos--parte. Ainstânciàcriadaparaquc 
estes conflitos sejam resolvidos é o 
T nbunal Mitral que poderá ser acio­ 
nado junto à Secretaria Administrati­ 
va do GMC para os devidos proccdi­ 
mentos legais 
Uma agenda de trabalho cmincn­ 
temcntc técnica cstá cncerrada. Entra 
em ação um complexo meçanismo 
que gerenciará, sob novos conceitos e 
_metodologia.a economia, as finanças, 
Cro~_qgrama 1 
elimina É 
diferenças 
Três subgrupos técnicos ilustram 
a ênfase dada ás polilicas nacionais 
que poderiam afetar as condiç~es de 
competitividade dentro do Mcrcosul 
e são os que tratam da Politica Fiscal 
e Monetária, da Política Industrial e 
T ecno16gjca e da Política Agrícola. 
Política Fiscal e lfonetária: 
Dividido cm seis grandes grupos, 
dc111!ha o regime cambial, o mer­ 
cado decapitais, o sistema finan­ 
ceiro, seguros, a promoção e pro­ 
teção reáprocadc investimentos 
e administração e qualidade da 
informação 
Regime Cambial: Descontos de 
IÍ!ulos a prazo entre pases­ 
membrosda A LAD!; pagamen- 
1os obriga1ónos; operações em 
moeda estrangeira; registro de 
fi11anciame1110 de 1mporlação; 
movimentos de bilhetes e 
traveller cheques; movimento 
de capitais investimentos; mn­ 
gresso e negociação de dvisas, 
liberação do mercado cambial 
e segmentos da evolução dos 
sistemas cambiais. 
Mercado de Capitais: Regame 
dc im-estimento nas bolsas de 
valores-a meta e unificar crité­ 
rlos, flaib//i:ar e/ou eliminar 
restrições após a identificação 
dcassimetriasnosseguimesni­ 
veis: 
Regime Fiscal; 
Casas ou agentes de Bolsa; 
Requisitas para oferta pi- 
blica; . 
Comissão de Corretagem 
Operações: 
Entrada e salda de capi­ 
tais; 
Caractuisri= das tif'.Jlos: 
Moeda de emissão e 
cati:ação: 
as rebçbcs jurídicas e trabalhistas de­ 
temúnando uma nova personalidade 
geopolítica ao Brasil, à Argentina. ao 
Paraguai e ao Uruguai Após dois anos 
de levantamentos das assimetrias dos 
quatro paises, de avaliação destas dfe­ 
renças, de elaboração e análise de pro­ 
postas e deconclusãodeum dorumcnto 
Normatvas de controle e 
1ransparênc1ade mercado. 
Sistema Financeiro: Análtse 
comparativa, habilitação de en­ 
tidade s autorizadas para ope­ 
rar no câmbio e cleortng 
intra;;:ona (liquidação 1111ema) 
para cheques em moeda estran­ 
geiro e moedas nac1011a1s com­ 
põem o centro deste assumo. 
Seguros: Anábse comporom·a 
e identificação de asimetria são 
as duas medidas deste tópico. 
Promoção e proteção recípro­ 
ca de investimentos: ldenfi­ 
car e classificar as diferenças e 
a elaboração de um convêmo 
mira e extra zona para poster­ 
or aprovação e encaminhamen- 
fra! encaminhado ao órglo máximo, o 
Grupo Mercado Comum, teráconclul­ 
do o cronograma dos onze subgrupos 
de trabalho técnicos que deva.ssar.un e 
trarsfonnaramums:gnificl:livolmitório 
sul-americano numa sofisticada árcade 
fivre comércio. 
Ajunçilo dos interesses de cada 
pais é tratada tematicamente, em onze 
comitês técnicos: 
I - Assuntos Comerciais; 
II - Assuntos Aduaneiros; 
III. Normas Técnicas, 
IV. Política Fiscal e Monetária; 
V - Transporte Terrestre; 
VI • Transporte Marítimo; 
VII- Política Industrial e 
T ecoo lógica; 
VIII - PotiticaAgricola; 
lX - Política Energética; 
X - Coordena.ção de Políticas 
Macroeconômicas; 
Xl - Assuntos Traballústas, Em­ 
prego e Seguridade Social . 
1oao GMC. 
Administração e Qualidade da 
Informação: S1stemaeletró11i­ 
comterconectado, a identifica­ 
ão de situações nacionais e a 
unificação de cr/firíru são as 
metas neste assunto 
Política Industrial e Tcenologia: 
Hannonizar e diagnosticaras le­ 
gislações, os programas de quali­ 
dade e produtividade são as me­ 
tas deste subgrupo. 
" Harmonização das politicas 
de promoção e reco11Versão m­ 
dusma/, r.:gional ou se/oria/. 
conhecer as legislações nacio­ 
nais e estaduais dos quatro pa­ 
ises e o acesso dos bens origina­ 
dos do Mercosul /anto para as 
compras do Estado como para 
as bcuações 111/ernacíonais,; o 
objetvo deste tópico. 
Política tca,ológica comum: 
Leis de propriedade intelectual, 
losdetransferenciadetcaiologia; 
modalidades de apoio intelectual 
relacionadas com a vinculação do 
sistema tecnológico eo sctorpro­ 
dutivo; sistemas e redes de infor­ 
mação sobre tecnologia e 
interconexão dos mesmos: Fun­ 
dos, acordos e projetos interna­ 
cionais, laboratórios e centros de 
investigação que prestem servi­ 
ços as empresas-são estas as leis 
que deverão ser harmonizadas. 
Harmonização da legislação na­ 
cional e estadual. sobre Meio­ 
Arnbiente-Além do levantamen­ 
to da legislação nacional e esta­ 
dual dos quatro paises será ne­ 
cessário o conhecimento do grau 
de sua aplicação efetiva. 
Harmonização das politic:.u de 
qualidade e produtividade-Idn­ 
tificar os programas sobre quali­ 
dade e produtividade, examinar 
Suas diferenças e adequá-las aos 
padrões internacionais, crilnda 
um Programa Mercosul sobre

',1v1o 10A' 
' qualidade e Produtwdid 
pro 
plta para mro. pequena t 
dias empreas •Catactena 
ps no imbto do Meroul 
p»agnóstico da competitidade 
trialem nivelde Mero»l 
Politicaagricola-neste subgrupo, 
aadtemas prontanosforamdefi­ 
idosa saber 
·Harmonização, reestruturação 
e reconversão das atividades 
agropecuárias e agroindustriais, 
, llnr111onizaçno de poht1ra 
tecnológica para as atividades 
agropecuMiaseagroindus1ri,1is, 
Harmonização da politica ar­ 
coln . definidn< as politicas 
prioritárias para harmonização, 
seuro yricola, irrigação, insumos 
equipamentos agricolas, crédito 
rural, pagamento de compensa­ 
ção, armazenagem, estoques pu­ 
blicos; programas sociais, forma­ 
çãoprofissionnl e educação rural, 
preços mini mos e de garantia da 
atividade agropecuária e eletrifi­ 
cnção ruml; crédito fundiário, cré­ 
dito cooperativo; produtividade e 
qualidade, sistemas de comer• 
cialização da produção agrícola 
, 
Harmónizar as 
divergências 
Campo Grande e o resto do 
Brasil acostumaram-se coma pen 
pcus vdas pelos sacoleiros • que 
cornpr.un no Poragull e 
contrabandeiam para o Brasil Em 
Ponta Pori, as enas explicitas de 
desespero por perder os produtos 
adquindos, são por demais conhcCI• 
das. Em Pedro Juan Caballero, as 
lojas têm nos brasileiros seus prtnCI• 
p.us cl,cntcs Do outro lado do mun- 
d,>, cmprcsanos corcJnos calculam 
lucros e foslcJam o ParaguJt como o 
mau rmpor1antc entreposto comer• 
cal do mundo 
Pois bem, estas cenas de alega 
e desespero chegaram ao fim A 
parir de 31 de dezembro de 1994, 
Brasil e Argentina mouguram a pn• 
mena parle do Tratado de Assunção 
o cm l' de janeiro de 1996, todos os 
produtos terão livre circulação e 
scr:i o fim dos sacolc,ros cm pânico. 
Eles . e todos os consumrdon."S • 
poder3o comprar produtos, merca­ 
donas, S<l''IÇOS, cmpn.-gar capitais 
e pessoas sem pagar nenhum tipo de 
imposto ou sofrer barreiras não­ 
al fandcgirias cm Pedro Juan 
Caballcro, no Paraguai: cm Posa­ 
das, na Argentina, ou cm iueva 
Palmira, no Uruguai Paraguaios. 
:ugcntmos e uruguaios, por sua vez, 
poderão abastecer-se no parque in­ 
dustnal brasileiro com toda hiberda­ 
de e drgnitbdc cmprcsanal 
Os coreanos estarão amda mais 
fcl,zcs porque o cntrcposto comerc­ 
al iruugurado no Paraguai. atravcs 
de uma tnangulação típica do livre 
comcrc,o. sccstcndcri. natur:1!011.-"11· 
te. paro os demais poises do 
Mcrcosul Scr.i o fim cbs fronteiras 
las. com, T,nfa E.stcnu Comum. 
a TEC, as alíquotas de importação 
Diagnóstico de competiti­ 
vidade selorial em nlvel de 
Mercosul, 
Estudos sobre barreiras a livre 
circulação de produtos 
agropecuários; 
• Estudos sobre a incorporação 
de pequenos e médios produ­ 
tores ao processo de 
integração; 
Estudos sobre a sustenta­ 
bilidade dos recursos naturais 
eproleçào ambiental no setor 
agropecuário, 
Estudo sobre o registro de 
agroquimicos - conformação 
de uma lista positiva de defen­ 
sivos agricolas e a implemcn- 
• taçãodeumsistema transitó­ 
_ri2.)l_ara estes produtos 
[E [l<E}$ õ o 
serão redadas progressivamente 
A reumão de 1" de julho de 1993 
transferiu para o ano de 2O0l a 
aplicação da TEC definitiva, atun­ 
g111do todo, os produtos e p:u,cs• 
membro Este bcndic,o podz ser 
percebido no scguíntc exemplo a 
indústna têxtil brasileira precisa 
modermzar scu parque e va impor­ 
Lar maquinário dos Tgres Asiáti­ 
e.os, e se, como pn::Jtndcm os go,cr• 
nos. a tanfa de 1mpor1,çJo for de 
20%, os dcrnJIS pai ses do Mercosul 
adotado a mesma tanfa HoJe. cadJ 
pais adota alíquotas diferentes pJra 
o imposto de unpor1ação 
As pohucas agrícola. mdustn· 
ai, liscol, monct:lna. cambial. de 
capital e serviços. aduaneira. de 
transportes e comun,c.:içõcs, cntn: 
outras, devem scr gualadas assu­ 
rando cond1çocs de concortência 
entre os pa,ses-membros Isto s1gn1• 
fica que as poliucas macro-econõ­ 
micas e sctori::iis de comácioc'(lcri- 
or dos quatro países serão 1gua1s. 
adotando posições ünrcas em d1s• 
cussões e ac'?rdos •-conômi_cos. co­ 
merciais, regionais e intemacionas. 
Prcvalccer:i unu posição de interes­ 
se do mercado comum A 
harmonização das legislações devera 
fortalecer o processo de intcgr.iç3o 
Evtar prvlgios a um deterunado 
pais-membro em prcJuiro dos dcnuis 
é o objetivo desta medida e as cmpne­ 
sas de cada pais ter.ia condições idn­ 
hc:is cm rcbção ao resto do mundo 
Al~m de garantir codiçdes adequa­ 
das de concorrência, pretende-se for­ 
talecer a posição cmpresanal do 
Mercosul no cnno ,ntcmacional 
Além disso, a harmonização prou­ 
murá o contudo ds dnveras ls d, 
in=t l.."COOÔnllt:l 
Prospecção de Mcrcatlo: 
estratégi as e tenclências 
on to 
do Me. 
rf7 
- ~ . 	( 
A. 
'1' },, 
: };-; 
r, 
cosa! Posa ex!ente 
solo e clima para acn­ 
ação de , do, plantio 
de trigo, cevada, mu­ 
lho, oliveiras e.frutas, 
classificando-se como 
ótima fornecedora 
mundial de produtos 
prímârios Suas rela­ 
ções com a Espanha, 
membro da Comunida­ 
de Econômica Euro- 
• péiapenrntirão?.oDra­ 
sil chegar ao mercado 
europeu, numa 
triangulação que favo­ 
recerâ, indistintamente, 
países e consumidores 
O ingresso na Ar· 
gentina pode ser pelas 	gotratade áreasdelvre 
províncias de 	comércio e uniões al- 
Mendoza, Córdoba, e 	fandeganas e trafego 
Santa Fé ou pela capi- ' 	fronieiriço Se ele for 
tal Buenos Aires. A 	adotado, se csrnb lcce• 
estabilidade econõmi- 	rá a criaçJo de um gru· 
cado pais estimulará a 	pode trabalho para ve- 
polarização de mcrca• 	nfica.r se as regras do 
dos,emdoisrúveis so- L..JL.1...----'-----''-'-....l..-'-..:....:.-..:....--'----'------'----'--' Mercosul s~o coinci­ 
ftsticado com preços ai los e popular traru.pone twestreconcentra a maior dentes como GATT Os americanos 
com preços baixos, a indústria local faixadefronteiraentreoDepanamen• 
deverá incorporar padrões mais ele· 10 de Amambay e o nosso Estado 
vados de qualidade, aumento dopo- A rndustria turtstica é a que mais 
der aquisitivo dos consumidores, esti- cresce no Uruguai Lã. ahmentos em 
mui ando o crédito e consumo dos geral, produtos químicos. derivados 
artigos importados 	de leite e de trigo são os produtos que 
O mercado internacional não tem este pais exporta para o Brasil Seu 
segredos para o Paraguai cuja experi- maior mercado consumidor,esta con­ 
ência em importação e exportação. centrado na Grande Montevidéu, a 
em pequena ou grande escala, pro• capital federal 
porcion~ á sua economia uma dinãmi­ 
ça propra e privilegiada A hidrovra 
Paraguai-Paraná beneficia este paise 
o Estado de Mato Grosso do Sul e o 
R,slrições 
Em 1992, houve uma discussão 
sobre os metodos a serem adotados 
r, 	> 
f--..t, - 
tal ao passes m 
senvolmento na 
questões rela+oradas 
ao comercio mtmnaa)­ 
nal A polémvs.a surra 
quando os Estados Uns­ 
dos, apoiados por ou- 
trospaises, contestaram 
ucorurol<"do Mercosul 
e quermn que ele seja 
avaliado sobre o artigo 
24doGATT E5tear11- 
alegam que pela dimensão do novo 
mercado comum. com 190 milhões de 
habitantes, há a necessidade de um 
exame delalhado do GATT A dife­ 
rença entre a cláusula de habilitação e 
oar1igo 24 (; que a primeira permite ao 
pais que está sendo lesado que prove 
seu prejuízo e a segunda. aprova deve 
ser dada ao país que está sendo acu­ 
sado Fontesdachzncelaria brasileira 
afirmam que rodas as infonnações a 
respcit o do M ercosul serão fornecidas 
ao GATT, sem abrir mão da cláusula 
de habilitação • 
POPULAÇÃO: 
147 milhões de hab. 
PIB - Produto Interno Bruto: 
OS$ 157 ,8 bilhões anuais (1991) 
SUPERFlCIE: 8.511.996 km
2 
MOEDA: Real 
PRINCIPAIS PRODUTOS EXPORTADOS: 
'Alimentos em geral e Siderurgia 
POPULAÇÃO: 33 milhões de hab. 
PIB - Produto Interno Bruto: 
US$ 76,S bilhões anuais (1990) 
SUPERFÍCIE: 2.766.889 km
2 
!IOEDA: Peso 
Mercosul traz especialistas 
ao JEsltado 
[]
• terceira edição do semi­ 
nário" A participação de 
Mato Grosso do Sul no 
Mercosul", realizado pelo 
Sebrae - O Serviço de 
Apoio à Pequena Empre- 
sa no Mato Grosso do Sul - e pelo 
Banco do Brasil, revelou o grau de 
interesscqueoempresariadosul-mato- 
grossense tem em relação a novara­ 
tidade econômica que vai se instalada 
em 1 • de janeiro próximo, com a 
vigênciadoMercadoComumdoCone 
Sul. O evento serviu para o repasse de 
infonn~ções através de especialistas 
em comércio exterior, empresários dos 
OS demais paisesmembrosetecnicos em 
P~NCIPAIS PRO~UTOS EX~ORTAD economia rural que responderam a 
Alimentos, bebidas e la questões estruturais e conjunturais. 
analisando, ainda, as possibilidades 
reais e oportunidades imediatas de 
1 
negócios, ,. tacam o câmbio livre flutuante e o 
Asduasiniciativasanteriores fo. reduzido ônus tarirario. "A integração 
ramrealizadas no interior do Estado comercial transformara patrõeseem­ 
Em Ponta Porã e Dourados. o número pregados em sócios conva-gentes e o 
departicipantessuperouasc.xpectati-<t. Par:il!uai ser.ia chave do Mercosul"' 
vas. sendo necessária a realização da comemorouo diplomata.' • 
terceira edição, desta vez na capital. A Lei 365. de 25 de junho de 
Na cerimôrúa de abcrrura. o presiden- 1990. publicada no Diário Oficial da 
te da Federação das Indústrias do União, que abriu o mercado brasi­ 
Estado edoConselhoDeliberativodo leiro para o comércio internacional. 
Sebrae de Mato Grosso do Sul, em- foi abordada pelo coordenador de 
1 
presárioJorgeEliasZahran,destacou Assuntos Internacionais do Sebrae 
anovaconfigurnç.ãogeo-e<:onômíca de Santa Catarina, Celso Eduardo 
internacional eafinnouqueno Estado Flores Lino A partir d estalei é que as 
o empres:uiado deverá ultrapassar um 
periodo de adap1ação para sobrevi­ 
ver e crescer O superintendente do 
Banco do Brasil Raimundo Maciel de 
Oliveira, mfonnou que a instituição 
financeira conta com linhas especiais 
de financiamento para facifitar a entra­ 
da de empresános na realidade do 
comercio exterior edo Mercosul 
Diante de uma platéia empresári­ 
os. de representantes de diversas ins­ 
tirwções públicas e privadas. atuando 
nasarcas de importação. exponaçào, 
rndustnais e produtores rurais, o côn• 
sul do {'araguai em Mato Grosso do 
Sul, Luis T om:s Pessoa, ressaltou as 
pCOJliandadesevantagens de seu pais. 
reconhecidamente o mais experiente 
com sua longa tradição em comércio 
internacional e suas claras e estáveis 
regras de livre mercado, onde sedes-- 
Paraguai 
l'?PULAÇÃO: 4,3 milhões de hab. 
PIB: Produto Interno Bruto: 
US$ 4,8 bilhões anuais (1991) 
SUPERFÍCIE: 406.752 km
2
H 
MOEDA: Guarani 
PRINCIPAIS PRODUTOS EXPORTADOS: 
1-limentos, madeira e couro 
Uruguai 
POPULAÇÃO: 3 milhões de .hab. 
PIB: Produto Interno Bruto: 
TIS$ 7,93 bilhões anuais (1990) 
SUPERF!CIE: 176.215 km
2 
MOEDA: Peso 
PRINCIPAIS PRODUTOS EXPORTÃDOS: 
Alimentos, couros e· calçados 
tarifas de importação tiveram redução 
gradual, principalmente nos setores 
oligopolizados Ele revelou que em­ 
presários de outros pai ses não tiveram 
lanto tempo para se adequar ás novas 
regras "No Chile, o empresário foi 
donnircom seu mercado resguarda­ 
do por 40¾ de alíquota e acordou 
com impostode importaç.ãozero. No 
inicio da década de 80 era tniste veri­ 
ficar que o parque industrial chileno 
estava desmontado E isso só aconte­ 
ceu porque a índústrianacional,pro­ 
tegida da competitividade. não assu­ 
miu compromisso com a qualidade", 
alertou. 
Para ele, a nova realidade que 
será vivenciada com a consolidação 
do Tratado de Assunção não colo­ 
cará em risco o comércio exterior. 
Os espectadores ouviram o especia­ 
lista relacionar fatos desin­ 
tegracionistas históricos e traçar segu­ 
ras estratégias de atração comercial 
"O Mercosul não vai ser fácil. Eu 
acredito que a nossa ir.teligencia. inte­ 
resse, diligência e garra nos pennitirá 
resolver as nossas diferenças"', assi­ 
nalou Celso Lino. O especialista acen­ 
tuou que, se vivemos de costas para 
os países latinos e não estamos prepa­ 
rndos p.ira uma política ínleg:racionista 
graças estratégia dedominação uti­ 
lizada para nos mantermos separa­ 
dos. 
:.

I IA, T IM! A DA FONTE!A- mM 1o w,IA. 
.Qualidade nos produtos 
v 
exemplo cotumeiro de 
'!o Lino t o das bito­ 
las dos trens A malha 
fenov4ria braulirauti­ 
lza bitolas menores, n­ 
quanto que os trens ar­ 
pentinos usam bitolas largas, prejudi­ 
cando uma transferência automática 
de vages "Na Europa, eles chear 
na fronteira e transferem o valo para 
o outro trem, cconomi.zando dinheiro 
e tempo",ilustra 
Conhecer ospaises vizinhos eos 
demais latino-americanos nos pcrmi­ 
tirá aprender, afina o especialista cm 
Comércio Exterior Ele listou nas áreas 
de tecnologja alimentar lideradas pela 
Argen1jm1, UruguaíeChileeenfati,.ou 
o lugar de destaque que o Paraguai 
deverá ocupar no futuro, pelo potcn­ 
cial de infra-estrutura de que dispõe 
como, por exemplo, sua oferta 
energética Mudar o comportamento 
empresarial apostando em educação 
participativa e eliminar desperdício, 
aplica.ndo o lucro em tecnologia e 
treinamento, resultará em elevação da 
qualídade dos produtos, atingindo os 
padrões íntemacionais • esta é a sinte­ 
seda receita de sucesso no âmbito do 
. comércio exterior. 
E no Mercosul nllo será diferente: 
"Teremos muitos problemas nos pri­ 
meiros seis meses. Para isso contri­ 
buirão nossas assimetrias e uma dei as, 
no caso brasíleiro, e a carga tributária 
que recalem cadeia cm todos osrúvcis 
da produção. Na Argentina, a tributa­ 
ção é menor do que a nossa. A briga 
vai ser muito grande. Não tem mais 
volta. Cruzamos a ponte e a dinamita­ 
mos. Precisamos encarar esta realida­ 
de. Quanto mais rápido, melhor", diz 
CelsoLino. 
Outros blocos têm interesse no 
Mercosul. O Japão, através de uma 
entidade empresarial aJetro, mantém 
um escri16rio cuja tarefa é enviar, bi­ 
mensalmente, informações atualizadas 
sobre o Mercosul. A União Européia 
destinou USS 25 milhões para estu- 
+'A ' 
Mato Grosso do Sul tem 
uma agropecuária reconheci­ 
dúmente eflclen/e., arbr.1te Mar­ 
cos Sawaya Jank, engenhero 
agrónomo e consultor de Poli­ 
ticas Agrícolas e Comércio In­ 
temaclanal em diversas insti­ 
tuiçõe s nacionais e internact­ 
onais. Mas o pequeno e o meé­ 
dio produtor do Estado preci­ 
sam utilizar areceita de suces­ 
so obtida atravü da i111e­ 
gração vertical produtor 
verJus agroi11dús1ria, i11vestl­ 
mento em tecnologia, adminis­ 
tração e coordenação da ca­ 
dela /ndusrrial em escala, de­ 
senYO/vimenro e qualidade e 
negociação em bloco.  
Um dos problemas que a 
ótima produção de grdos tem 
que enfrentar no Centro-Oeste 
é o transporte, informa Jank 
Mas as soluções também já 
são conhecidas e ele aponta o 
excelente resultado que a 
hidrovia e a ferrovia podem 
apresentar. "Nilo adianta ter 
um sistema de produção de 
alimentos competitivo se ores­ 
to for ineficiente e novos con­ 
ceitos nito forem assimilados". 
Jncorporaçdo de valor por 
área, rentabilidade por área, • 
alternativas de diversificação 
da produção e pressão po//tlca 
para que a rributação seja re­ 
duzida denrrodo fX1ls silo medi­ 
das, entre virias, que pautam o 
exilo do produtor rural preocu­ 
podo em ampliar mercado, 
Mato Grosso do Sul 
um parceiro ainda desconhecido 
mnb 
dose projetos de iteração do Mer­ 
ado Comum doCone Sul Já coutem 
três mil parens brasleio arpyentina 
que atuaru de maneira adulta perfei­ 
ta Este indrca1ivot 1mpcmantc para 
que o, miuo, pequu,os e médios 
produtores procurem novos nichos 
comerciais Pesquisas ja concluiram 
que o sistema de custo é redundo 
através de consórcio,, associações e 
cooperativismo Isso vai permitir, 
como 1e$11hado direto, o aumento do 
conjunto de oportunidades de negóci­ 
os em escala com maior volume de 
produção. 
E se o investimento for dirigido a 
produtos especiais em pequenas àre­ 
as- frutas finas de alto valor agregado, 
por exemplo - aliado à tecnologia de 
ponta com padrão de qualidade inter­ 
nacional, é impossivel não obter êxito 
contabilizando lucros Estaé a linha do 
pensamento de Alfredo Zilberstein, 
que exerce, entre outras funções, a de 
consuhorinternncional do Sebrae do 
RloGrandedo Sul em Buenos Aires. 
Para ele, o Mércosul é a primeíra 
oponunidade doutrinária para os pa­ 
ises da América do Sul e, em particu­ 
lar, os Estados do Cone Sul. "O 
Mercosul é uma pora de saída para o 
mundo, um aprendiz.ado protegido", 
garnnleZílberstein. 
E o Sebrae pode ajudar na 
integração da pequena e média em­ 
presa, através do Programa Anual 
de Rodada de Negócios, segundo 
Luiz Ganz, produtor rural e díretor 
técnico do Laboratório Pasteur, do 
Uruguai Grandes parcerias de pri­ 
meiro nível podem ser firmadas nos 
setores alimentícío e turístico, além 
de implementar a idéia da 
complementação indústria/agro-pecu• 
ária.E aqui, Ganzrevelauma situação 
delicada: não existe e é impossível 
conseguir dados desagregados sobre 
a produção estadual. "Nós precisa­ 
mos de informações diferenciadas e 
específicas sobre o Estado", simplifi­ 
ca Ganz. 
ocalizado estrategica­ 
' mente no coração da 
América do Sul, o Es- 
tado tem limites 
territoriais ao Norte 
com Mato Grosso e 
, Goiás; ao Sul, com o Paraguai e 
Paraná; a leste, com Minas Gerais, 
São Paulo e Paraná e a Oeste, com 
Paraguai e Bolívia. Maíor que o 
Uruguai, sua superfície é de· 
357.471,5 quilômetros quadrados 
onde se concentra o segundo maior 
rebanho bovino brasjleiro • e o pri­ 
meiro cm erradicação.da aftosa: A 
capi1al, Campo Grande, ó um privile­ 
giado centro prestador de serviços e 
os principais centros urbanos são 
Dourados, Corumbá, Três Lagoas, 
Ponta Porá, Aquidauana e Paranaiba 
Mato Grosso do Sul é a bússola 
na rota mercantil de toda a área oci, 
dental da América do Sul e da costa 
do Pacifico. Sua fronteira com o 
Paraguai e a Bolívia ampliam-se pela 
BaciadoPrata,quelhedáacessoao • 
Oceano Atlântico. Os grandes cen­ 
tros produtores, consumidores edis­ 
tnbuidores do pais são seus vizinhos. 
Sua malha rodo-f erro-hidroviária re­ 
presenta, potencialmente, um dos 
seus trunfos mais imponantes. 
Setorialmente, Mato Grosso do Sul ços complementares de primeira linha turista incidental. Correntes de água 
já participado Mercosul A Argenti- - e alguns já operando no exterior, alucinada, apropriadas à prática de 
na é tradicional imponadora de mi- como a LocalizaRent aCar associada canoagem. Encostas ousadas e: are­ 
nériosextraídos em Corumbá. Óleos à Macri argentina, para locação de produção daespécieàcéuenoaber­ 
vegetais tambémjâ estão neste pri- automóveis naquele pais-, constituem tos no único espetáculo da piracema. 
meirogrupodeemprcsasqueinau- . foneapcloao1nvest1mentonestesetor Em Campo Grande estão con­ 
guramasnovasregrasdoMercosul. queaindatemmuitoespaçoparacres- ccntradasquarentaecincoporcento· 
AprincipalvocaçàodoE.stadoé cer. 	dasagênciasdeturismo do Estado em 
0 
turismo ecológico e os 160 mil Safarifotogr:ífico.pescaamadOQI condições de orientação e 
quilõmctros quadrados de tcrritó- e sub-aquática em rios cristalinos de redistnbuiçãodo fluxoturistico. Ser- 
• 1 •• • 1 'd t • onadas por viços especializados e a'eficiente rio pantaneiro, com exccpc,ona aguas co on as en re-c 
beleza e variedade da flora e habitat cachoeiras íngremes; grutas naturais rede hoteleira da capital completam 
natural da mais diversificada e rica emoldurando cenários milenares for- umroteiro recheado deuma cultura 
fauna panamenicana, não deixam mudosporestalactites eestalacmites nativa, de um artesanato peculiar, 
d• • das Rios navegáveis, locais>, caprichosas a despertar fascinio e cn- de músicas e trajes típicos que rclle- 
uvi • . • • ,, • • • ( q ·não?)ao tema força deum Estado emdesen- 
históricos e uma significativa rede de canto apnmerae,por que " 
hotéis-fazenda cinco estrelas servi- ultimo olhar desprevenido doa""o volmo 
♦CAMPOCAAHOE 
■OOURAOOS 
-..... - 
Como estaremos a partir de janeiro de 
Pregrma;lo de Libera lo 
nero de 9$rtravgra?na Lar(o r oo, ou a 
ndo haverá maus barreiras tarfura: z não trifana ztrs o 
braile a MA ntu» Jaem 9es ehrreir 
extt tambem tre o brasi, Uruguaio Pata • 
Tarifa Extra Comum - grufia que s M.r 
estabelecerá tunfas um»ficadas para talo de Preditos d 
Tercc:tos Mercados, ap!adas n mportaio de tos 
Essa medida vsa tabelet uma tanfa omum para produ­ 
tos importados De inicio, sete mlenstrâo Tarda Etrna 
Comum entre zro e 20% 
Para bens de aptal, bens de formata tle.omu­ 
nica&es a um±lo aduaneira parcial, o Mrosa! traz rras 
d1ferenciad:u: 
< 
Bras1VAr,;.-n1m:i 
Bc,u de C:i.pnal 
Dras/Uruguai 
Bens de < Br:,,,,VArgcrt1inJ 
Informática e 	16% ate 200 
Telecomunicações Paraguai/Uruguai 
A partir dessas datas serão taxados entre zero e 20% 
Os dez mandamentos 
para obter sucesso no Mercoaul 
[l) Designe uma pessoa para 11atar do 
assunto 
[I] Reúna o maior número de informações 
[1] Analise e defina produtos e serviços 
para competir 
II] Avalie os mercados mars 1nteressan1es 
0 
Avalie a imagem de seu produ1o 
11] Avalie as modalidades de exponação/ 
imponaçáo mais adequadas 
[I) Analise normas técnicas, marcas e 
patentes 
) Elabore catálogos em espanhol e 
planilhas de preço para exportação 
[!] Escolha eventos e oponun,dades 
70) Esteja atento às mudanças e transfor- 
me ameaças em oponumdades 
Regue Geral de Orugrns- refere-e a ttfia a da 
produtos fabricados pios pauses-membros Para umpr 
sr conde rado yenuamente produzdo pelo Menu zoe!teri 
que bedr a vera:te tera 
Valor Aergd 
bens de Capta!- ir de otgem naanal 
Outros produtos • no munimo 60 de orgm na.soral 
Ainda para o io de 1995 sera pub!ada uma lghalo 
exclusra para o Mrosal, is normas de aplicação pan 
controle de recebimento de arpa, norma de bagym e 
pontos integrados de cata 
Informações gerais sobre o Mercado Comum do 
Cone Sul, 
Banco de Dados; 
Bolsa de Negócios e Subcontratação; 
Missões Comerciais, 
Rodas de Negócios, 
Panicipaçlo em Feiras Nacionais e Internacio­ 
nais; 
Promoção de Cursos de Importação e Expona­ 
ção; 
Promoção da 4' Feira da Indústria de Mato 
Grosso do Sul, no período de 13 a 18 de junho 
de 1995 e 
Roda de Negócios nos dias 14, 15 e 16 de junho 
de 1995. 
Viação Cruzeiro do Sul 
I N F O R M A 
- - 
HORARIO DE ONIBUS 
,! 
BELA-VISTA A CAMPO GRANDE: 05:30 15:00 23:30 HORAS 
BELA VISTA A CAMPO GRANDE COM BALDEAÇÃO EM JARDIM: 09:00 es 
te horario nao corre aos DOMJNGOS e FERIADOS 
BELA VISTA-A JARDIM: 05:30 - 09:00 - 15:00 - 23:30 HORAS 
BELA VISTA A CORUMBÃ, passando por Jardim, Guia Lopes, Boni 
to, Bodoquena e Miranda: 09:00 Não corre aos DOMINGOS e 
FERIADOS 
BELA VISTA A PONTA PORÃ, passando por Antonio João: 06:00 
.e 16: 00 HORAS 
BELA VISTA A DOURADOS, com baldeação em Antonio João: 06:00 
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FONE: (067) 251-1327 
CAMPO GRANDE/MS 
FONE: (067) 384-4008 - FAX:384-4931 
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