" EL VISTIS NO: XIV N° ã7ão 08 DE JUNO DE 1.996 -EDITOR: iüLDo PEREiR -R$ 1,O0 
Comandante Geral da Porteira Leilões 
informa 
PM visita o 3° Pelotão 
,t 
' ' • 1 
Em frente ao prédio do 3º Pelotão PM. o Cmt. Geral da Policia Militar Prefeito Municipal Presidente 
1 
da.Câmara. Vereadores. Membros do ISECOM. Cmt. do Policiamento do Interior e outras autoridades e 
nridados que prestigiaram a visita 	9, 
Na última terça-feira, dia 04, 
o Comandante Geral da Policia 
Militar do Estado, Cel. Francisco 
Libório da Silveira, acompanhado do 
Comandante do Policiamento do 
Interior-CP! • Cel. Roberto Pinheiro 
de Lima, esteve em Bela Vista para 
uma visita ao 3° Pelotão de Polícia 
Militar e ao Destacamento PM 
Florestal local. 
O Oficial e seus 
acompanhantes foram recebidos 
pelo Cmt. do 3' Pelotão PM, 1 º Ten. 
Alirio Villasanti Romero, pelo Prefeito 
Abraão Zacarias, Presidente da 
Câmara, Vereadora Orlanda Freitas 
dos Santos, Vereadores, Membros 
do ISECOM local, Comandante do 
Destacamento PM Florestal, 
Sargento Sovernigo, Delegado de 
Polícia Civil, Jair Bispo Evangelista, 
entre outros. 
Página - 06 
Dia 10/06 - 104" Leilão Santa Rita - Bela Vista 
Tatersal Santa Rita da Porteira - 20 Horn, 
Dia 13/06 - 91" CARACORTE - Caracol 
Tatersal do Sindicato Rural - 20 Horas 
Dia 15/06 - 28" LEILOAJ - Antonio João 
Clube do Laço de Antonio João - 19 Horas 
Dia 17/06- 119" APACORTE - Béla Vista 
Tatersal do Sindicato Rural - 20 Horas 
Este Leilão é para colaborar com a realização 
da EXPOBEL/96 
4 
Porteira Leilões Rurais, trabalhando para o 
progresso de Bela Vista e realizando bons 
negócios para os produtores rurais. 
RAHA 
1 
DIDATO A VEREADOR 
li 
O Empresário Luiz Carlos 
Rahal é candidato à Vereador, isto, 
segundo suas palavras "se os 
companheiros do PMDB 
homologarem o meu nome na 
Convenção do Partido". Pela 
11 
lógica já está confirmado. 
Não resta a menor dúvida que 
Isto ocorrerá, Bela Vista necessita 
de homens com vontade firme, 
caráter e determinação, essas 
qualidades Rahal demonstrou 
durante todos esses anos, para 
muitos é um exemplo de trabalho 
e idealismo. 
. Dono de um curriculum 
Invejável, Rahal adotou Bela Vista 
no coração, aqui trabalha e cria os 
seus filhos, ao lado da esposa 
Maruce, nunca esmoreceu, apesar 
dos percalços, das armadilhas dos 
planos e da_ intolerância dos 
homens que não souberam 
enxergar a luz que brilha nesse 
moço humilde, mas determinado. 
Participou de várias entidades 
(Rotary, Grêmio, Belavistense, 
Associação Comercial e Clubes 
Esportivos). É o futuro Presidente 
do Rotary, eleito por aclamação, 
período de 97 /98. 
Parabéns ao PMDB por 
acolher em seus quadros LUIZ 
CARLOS RAHAL, e parabéns ao 
povo de Bela Vista, aos que 
souberam compreender Luiz. 
CONTA COM O APOIO DA 
TRIBUNA. 
Para isto estamos na luta, para 
incentivar pessoas como RAHAL a 
participarem do processo político. 
Voltaremos ao assunto. (PP) 
' 1 
} 
l 
Arroyo quer desenvolvimento 
aliado à Preservação Ecológica 
Temos em nosso Estado, vários ecossistemas, com 
características bem distintas, como o Pantanal, a região 
dos Campos de Vacaria, o Cerrado do Bolsão, etc. 
Cada ecossistema apresenta problemas peculiares e 
devem ser vistos de forma individual, objetivando a sua 
l preservação. 
'SUPLEMENTO CULTURAL ] 
,_ ~~ 
Creio que o grande 'problema com que todos nós nos 
defrontamos, é a adequação do desenvolvimento com a 
preservação, pois o exemplo que o mundo nos dá é péssimo, 
eis que nos países ditos desenvolvidos, a devastação foi de 
grandes proporções e, hoje, tiveram que tomar medidas para 
reparar os maleficios. 	Página - 02

I rroyo 
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qu r desenvolvimento· 
Preservação Ecológica 
Temo, m nono ftado, virlos eossstemas, com 
caracter[stfcas bem dlstinta, como o Pantanal, a 
relao dos Campos de Vacura, o Cerrado do Bolsio, 
etc. Cada eco--fstema apesenta problemas peculia­ 
r, . e devem ter visto, de fora individual, ob.Jetl 
vnndo n tilHl pn
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Crefo que o prande problema com que todos nós - 
nos defrontamos, é a adequaçio do desenvolvimento 
cen a preservado, pols o enplo que o mundo nos 
di, péssimo, els que uos países dito desenvolvi 
d, ... , a devastacuo foi de randes proporcoes e, ho­ 
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IJ~in,,, l'or .:xt>mplo, (l Floresta Negra na Alemanha: 
,; ,11tlflrlnl, 011 ,;ejo, foI plantada pelo homem.Nos 
I'.! 1.1<l<l!' t:nldoo , prlndpnJmcnl1• n11 regliio - 
110rr", d,,a.m·i tou-s" tudo, obr lgando-os a replnntnnsn 
as florestas. Da mesma fora em retoes da Ásin , 
<lULrus <ln Europa, etc. 
[sílcs pnlncs, dltoo desenvolvidos, que usornru 
nhusar,1m do llnrnll, f,,:cm c,1rís1:drnnr. campanhas 
8 DE JUNHO DE 1996 - 
• ~ 	-~ 
-~ ~ ~ ~ -r ........... ...,___._,_,.,~ --.;.,· 
FISIOTERAPEUTA· CREFITO 13081-F ~- 
apregoando a preservaçao, nas não com o significa­ 
do que nós entendemos, mas como slnôuiuo <le imohi­ 
liumo e rPtY-OC<'S!lO. f'rctt•ndt'r que qu:.ilq•wr ntivida 
de prcF .. crvncionJra:.1 seja enc:nr.1dü comn o "não fa: 
r.Pr", somente atende a interesses Inconfessivefs - 
de quem nos quer manter na trJutc coJdiçao de ter- 
ceiro mundo, 	• 
Dcr,t:1 fonnn, o desafio com que nos defrontamos, 
é conjugar de [onna h.1rmônicn o descnvolvinento e 
o progresso, cor medidas efetivas de preservação , 
sem contudo pern.inecen,10,; .Inertes, dc• iY.ando a na tu 
reza cumprir seu pnpel. t. perfeitome:nte possível : 
com o uso de técnicas adequadas, promover o desen­ 
volvimento alindo~ prcservaçio ecol~gica. 
A conservocio do solo, a uL.lllznçào de ticnicns 
agrícolas rnodcrnns, a Jnntnlnçiio de indÚ'itr!ns com 
absoluto controle, a pecuária racional siio atlvidn 
dcs perfeitamenlc cm sintonia com a preservação : 
dos recursos naturais. O plnnejamento urbano ade- 
• qundo, J>drccrto permitirá que a natureza não seja agredlda. 
I#e tf a 
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DR. HÉLIO RUIZ E DR. HÉLIO TADEU RUIZ 
1 
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15 
ENVIADOS A REDAÇÃO NÃO SERÃO DEVOLVIDOS. ___,., 
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1it (067) 439-1410 - FAX (067) 439-1544 
; BELA VISTA. MS 	__.., 
) 1

+JORNAL TRIBUNA DA FRONTEIRA- B ISEMANARIO G8 DE JUNHO DE 19	96= 
LIVRO MOSTRA TRILHAS DE 
"GRANDE SERTÃO: VEREDAS" 
No livro "Nas Trilhas do Rosa"( I 08 páginas, R$ 26, 00), recém-lançado pela Editora Scritta, o Jornalista pau listá Fernando Gran to re ela importantes 
detalhes da principal obra ele Guimarães Rosa - "Grande Sertão - Vereadas", qve este ano está completando 40 anos ele publicação. Granato e o fotógrafo Walter 
Firmo percorreram as trilhas do romance pelo sertão de Minas Gerais mais de quatro décadas depois da viagem do escritor. Eles encontrar.n vários personagens 
- alguns idosos, mas ainda lúcidos - e algumasfa;:endas, bem preservadas, visitadas pelo romancista 
Por Hugo Almeida - Agência Estado 
Durante dez dias, cm maio de 1952, 
Guimarães Rosa (1908-1967) acompanhou a 
cavalo um grupo de vaqueiros e seiscentas reses, 
num percurso de 240 quilômetros. Médico e 
diplomata, Rosa tinha na época um livro 
publicado "Sagarana", de 1946. 
MUNDO POÉTICO - Já no primeiro dos 14 
capítulos de "Nas Trilhas do Rosa", o leitor entra 
eno mundopoético de Guimarães Rosa. Manuelzão, 
de 91anos, o mais famoso vaqueiro - personagem, 
recebe o repórter e o fotógrafo num dia de má 
notícia para ele, mas não deixa de conversar com 
os dois. É um início inesperado. No quarto 
capítulo, a surpresa é Bondóia, o poeta do grupo 
de boiadeiros. Em "Ave, Palavras" (1970), Rosa 
transcreve versos inteiros dele. E o último capítulo 
de "Nas Trilhas ... " parece filme. • 
Para fazer a viagem e o livro, Fernando 
Grana to usou como guia as cadernetas do escritor 
- hoje no acervo do Instituto de Estudos 
Brasileiros, da Universidade de São Paulo, 
Grana to ouviu de vários personagens relatos fiéis 
às anotações de Rosa, além de apontar na obra do 
escritor mineiro trechos quase idênticos aos das 
cadernetas. 
O leitor acompanha, no livro de Granato e 
Firmo, o nascimento de "Grande Sertão: 
Veredas". 
PASSAGENS CURIOSAS - Há passagens 
'curiosas, como as lembranças de um casal que 
hospedou Rosa. "Ele jantou aqui nesta mesa, 
conversou muito e, depois, subiu a escada,com um 
copo d'água e a lamparina na mão", disse dona 
Antonieta, mulher de Juvenal Correia. "Foi para 
este quarto, deixou a lamparina aqui nesta mesa, 
deitou nesta cama". 
Francisco Guimarães Moreira Filho, primo 
de Rosa, tinha 14 anos quando o escritor ajudou 
a conduzir o gado de seu pai." Andávamos de jipe 
por essas paragens e o Guimarães dizia brincando 
que era o melhor lugar do mundo, não fossem 
tantas porteiras para abrir", afirma. 
Com belas fotos e bem escrito, "Nas 
Trilhas ... "vai encher os olhos até de quem ainda 
não leu nada do autor de "Primeiras 
Estórias"(1962). Trabalho simples e competente, 
é uma ótima reportagem literária, de leitura leve 
e cativante, como uma boa novela. 
BlNDÓIA, O VAQUEIRO-POETA 
(trecho de "Nas Trilhas do Rosa") 
Em Andrequicé, seguimos para a casa onde 
mora outro vaqueiro da expedição de Guimarães 
Rosa de nome Raimundo Ferreira do Nascimento, 
$ 	a 
conhecido como Bindóia. Vamos sem Manuelzão. 
Resiste até boje uma certa. rixa entre os 
participantes daquela viagem. 
Há queixa que só Manuelzão teria ficado 
famoso. Bindóia conta que Manuelzão inventava 
histórias. Dizia que para aparecer na televisão ou 
em jornal era preciso pagar. Além disso, declarava 
que, naquela expedição do João Rosa, so ele, 
Manuelzão, seria inteligente. O resto, tudo matuto. 
Bindóia mora num rancho logo em frente do 
local onde houve o segundo pernoite na expedição 
de Guimarães Rosa, na casa que foi de um certo 
Geraldo Tancredo. Em 1952 eles levaram sete 
horas de viagem da Tolda até Andrequicé. 
Chegamos depois de meia hora de viagem de 
carro, por uma estrada empoeirada. 
Bindóia nos recebe com chapéu na mão. 
Dirige-se até o alpendre, onde sentamos para mais 
um café, fraco, com muito açúcar, à moda 
sertaneja. O velho vaqueiro, que ia na cabeceira 
da boiada, e provocou caJ riosidade cm Guimarães 
Rosa por andar descalço com uma espora 
amarrada no calcanhar, conta que era o poeta do 
grupo, responsável pelas modinhas cantadas. 
Divertia a todos e topava tudo. Menos comer o 
toucinho do feijão, porque desde aquela época já 
tinha estômago fraco. 
"O doutor João Rosa anotava tudo que cu 
falava e dizia que só com meus versos dava para 
escrever uns dois livros", conta Bindóia. 
Pedimos para relerbrar algum verso e ele 
dispara: "Meu cavalo é minhas pernas,/ e meu 
arreio é meu assento./ Meu capote é minha cama/ 
e meu dinheiro é meu sustento". 
Esses versos encontram-se num livro póstumo 
de Guimarães Rosa, "Ave, Palavra", com apenas 
uma palavra trocada. Rosa trocou "dinheiro" por 
"perigo". Bindóia desconhece esse fato. Fica ainda 
mais eufórico quando conto (Trecho de 'Nas 
Trilhas ..."- Pág. 38/40 - de Fernando Granato). 
OUTROS LANÇAMENTOS 
CURAS ANGELICAIS- Livro com 
depoimentos de pessoas que garantem terem sido 
tocadas pela "presença angelical" cm situações 
drmaáticas. A própria autora, Eileen Elias 
Freeman, conta que, há alguns anos, ao ser 
internada para submeter-se a uma cirurgia, sofreu 
forte reação alergica a um antibiótico. Ela diz 
ainda que, depois de rezar a Deus, foi "visitada 
por um anjo"e, uma hora mais tarde, começou a 
melhorar. Lançamento da Record/Nova Era, 
tradução de Ricardo Aníbal Roscnbusch, 240 
páginas, RS 15,90. 
A SABEDORIA NO TRABALHO / Livro 
destinado a ajudar o leitor a enfrentar os desafios 
no seu trabalho diário, por meio de uma técnica 
simples de utilização de moedas, semelhante à 
usada no 1 Ching. São 200 pequenos textos com 
orientações sobre como tirar o melhor proveito 
possível de determinadas situações. Autora: 
Patrícia Wisdom. Tradução de Ann Mary 
Fighiera Perpétuo. 126 páginas, RS 9,90. Record/ 
Nova Era. • 
Acaso Sou o Guarda 
de meu Irmão? 
John Edgar Wideman (o próprio autor) e seu 
irmão mais novo, Robby, foram criados pelos 
mesmos pais, no mesmo ambiente, o gueto negro de 
Homewood, em Pittsburgh, Pennsylvania. Mas hoje, 
John é um professor universitário e consagrado 
novelista; Robby está na prisão, cumprindo prisão 
perpétua por assassinato. 
Em Acaso sou o guarda de meu irmão?, John 
procura uma resposta. "Por que Robby está rás 
das grades, por que cu estou aqui?". Duas vozes são 
escutadas ao longo do livro: a de John, moderada, 
analítica, sensata e profundamente angustiada; e a 
de Robby, contestadora, corajosa, mas doentia às 
vezes. Juntas, estas vozes criam uma obra que é vital 
no seu comprometimento e profundamente 
chocante. 
John Edgar Widcman é um dos mais 
importantes novelistas dos Estados Unidos. Ganhou 
o prêmio PEN/ Faulkner em 1984 com a Trilogia 
Homewood: Damballah, Hiding Place e Sent For 
You Yesterday. Foi professor de inglês na 
• 	t» 
Universidade de Wyoming e agora leciona na 
Universidade de Massachusetts, em Amherst. 
Acaso sou o guarda de meu irmão? John Edgar 
Wideman. Tradução de Cid Knippel Moreira. 
Romance. 318 páginas. Preço: RS 21,00 
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Paulo Coelho, Joel Silveira, Sylvia Orthof, Ziraldo, Zélia Gattai, Lya Luft, Josué Montdl ·Jus&LviGoldfurb. 
-.: : 	• '» ' 	' 	' " Ioelose uz io) darli, coordenador 
do prêmio Jabuti. Todos eles e muitos outros, esperam por você. ASSINE O JORNAL DE QUEM LÊ 
Semestral: RS 18,00 - Anual: RS 28,00 N. . " 
a- '' 	iumeros Anteriores: RS 3,00 cada

111- - TERROR NO 
Debandaram com os carrões. Apenas um fi 
ou. Bernardo, 18 anos, filho do proprietã 
rio da empresa de ônibus que fazia a linha 
'arandazal-Rio das Almas e para a capital. 
Ingressara na turma apesar dos protes - 
tos do pai, homem ligado à Igreja, inte 
irante da Pastoral da Família, rico, justo 
-! cJ,i grande conceito. Respeitado na comnuni 
dado o Osório Rocha. 
- O coroa está completamente fora de 
intonia, careta, isso tudo faz parte de 
ser jovem, não fazemos mal à ninguém! Ber 
nardo p nava em voz alta, atraindo para 
si a atenção do que passavam. 
Lembrava-se dos comentários do pai, an 
L or ; de sair: 
- Meu [ilho, abandone a companhia claque 
los jovens da Marambaia, são viciados, o 
vício leva à degradação do corpo e do espi 
rito. O corpo é o templo divino e guardião 
do espírito, só com a harmonia poderemos - 
encontrar a felicidade. Cuidado, falo para 
o teu bem. 
Aquelas palavras soavam como grego. 
- Não tem nada não, pai, só nos diverti 
mos, o povo fala demais, nosso negócio e 
só curtição. PS, o senhor não vi, estou a­ 
té trabalhando! E estudando! 
O pai se retirava, resmungando - se is 
so é trabalhar! Ir na empresa, duas horas 
por dia, conversar fiado com as funcionári 
as e motoristas, esse menino não tem jei = 
to. Até trancara a matrícula na Faculdade. 
A mãe era a culpada, sempre tolt~ante, per 
doando, protegendo. 	- 
Mas as palavras do pai não cairam nova 
zio, o rapaz se questionava, algo de novo 
se processava em sua mente, certo ou erra­ 
do? Normal ou anormal? 
Na volta para casa pensava na experii~ 
eia de Marcus. 
- Se não quiser entrar não entro. E pron 
to. Ninguém vai me obrigar. 
Respondia ele mesmo às perguntas de seu 
inconsciente. 
Fumara uns baseados, algumas vezes, em 
companhia de Nininha, mas nunca experimen­ 
tara drogas pesadas. 
 
Antes das 10 horas todos estavam na por 
ta da Marambaia, carros e motos, Bernardo­ 
entre eles, no seu carro Nininha e Pat. Ni 
ninha puxava fumo, cheirava pó, topava­ 
qualquer parada. Pat não, nunca havia par­ 
ticipado de uma festa de embalo, mas a ami 
ga a induzira ao uso da maconha. O povo 
comentava. 
Quem diria! A filha da proprietária da 
melhor escola da cidade viciada em drogas! 
Mas não era viciada, fumava o baseado nas 
noites de baile e discotecas. Defendia, a­ 
te na escola, a liberação da maconha. Um 
desastre, a mãe queria morrer. Depois que 
o Deputado Rosenildo importara algumas se­ 
mentes de maconha para fins medicinais e 
industriais, o debate a respeito da libera 
çao aumentara. Ganhara força. 
Linda, de uma beleza angelical, olhos 
verdes, corpo escultural, cabelos castanhos, 
falava baixo, voz rouca, diferente e vir - 
gero. Por convicção. 
Isso deixava a·rapaziada louca, cobiça­ 
díssima. E surgiam as piadas. 
A todos respondia com sorriso e ocomen 
tário: • . 
- Não estou pronta, ainda. Quando tran­ 
sar será por amor, sou contra modismos. Mas 
acompanhava a turma por modismo. Mesmice'. O 
querer ser igual. 
- Direção à loucura, à curtição total, 
varnqs nessa pessoal. Gritou Marcus. 
Foram para o Bosque, a uns 40 km da ci­ 
dade, reserva florestal, com muitas árvo - 
res, jardins e o riacho que corria mansa - 
mente, poético, em direção ao rio das Al 
mas. A comunidade zelava pelo meio ambien­ 
te, a consciincia·ecológica era· um fato. Um 
exemplo. Se Carandazal era a cidade dos ri 
c9s, Rio das Almas considerada periferia , 
ali a maioria dos moradores eram funcioná­ 
rios das usinas, das lavouras e canaviais. 
Viviam com relativo conforto. Era dali que 
saiam as gangs, os jovens marginais que a- 
terrorizavam a região. . 
O Bosque, à noite, tinha aparência fan­ 
tasmag@rica, sons de animais, sapos, gri 
los, _pios de coruja,. ruídos estranhos (sa 
be la Deus de que!) quebravam o silêncio­ 
Por alguns instantes ele voltava, o silên­ 
cio, a natureza permanecia muda como se es 
tivesse à espera de algo que a razão no 
explica e a lógica confunde. Fica a sensa­ 
çao de algo anormal. 
Para um sensitivo o mal estava à esprei 
ta. Comentava-se na região que era no Bos­ 
que que.os Malditos se encontravam para su 
-:: reun.1.oes, a fantasia· falava mais alto e 
diziam que nessas sessões invocavam as for 
ças do mal. Faziam até sacrifícios humanos:- 
Pouca gente tinha coragem de·frequintar 
o Bosque à noite, era temerário e atraía 
manifestações sobrenaturais, dizia o "Ve - 
lho". E soe o loca 1 do cncon tro da turma da 
Marambaia para a "experiência". 
Ingênuos, irresponsabilidade dos jovens, 
sozinhos temiam até o quintal ele suas casas, 
em grupos e dopados, enfrentavam a tudo e 
a todos, numa demonstração de falsa cora - 
gem, eles que não tinham coragem nem para 
viver uma vida normal. Viviam de momentos, 
de sonhos, (ou pesadelos?) provocados pe 
las drogas. 
Acomodaram-se todos ao redor de seus 
carros, agrupados, numa clareira circunda­ 
da por pés de flamboians, bancos, churras­ 
queiras, era um dos locais preferidos para 
piquiniqucs com a família, de dia. 
Marcus tirou do porta luvas, um pacoto 
uns 2 kilos, - é para hoje, amanhã e duran 
te a semana, não vamos exagerar - falava 
rindo, olhos esbugalhados. Colocou em cima 
de um banco e iniciou o processo alquímico, 
explicando sem que ninguém entendesse, nem 
queriam entender, da mistura surgiu uma 
pasta, grossa, mal cheirosa, depois passou 
na língua e tomou junto - com um gole de 
conhaque, segundo ele podia se utilizar CE 
nhaque, uisky, pinga, menos a cerveja. 
Vários jovens fizeram uso da pasta, dei 
tavam-se nos bancos, nos capSs, outros no 
chão. A "bomba", como dizia Marcus, caneça 
va a surtir- efeitos. Risos, gritinhos, uns 
desmaiaram, outros sairam andando pela ma­ 
ta, conversando sozinhos. 
- Como é, Bernardo, vamos nessa? Deixe 
de caretice. 
- O meu negócio é outro, tudo bem, fico 
na minha. Respondia à voz pastosa que se 
ouvia no escuro. 
Suavemente Pat se aproximou, com um pou 
co da "Bomba" nas mãos e um litto de wisky. 
- Experimente, eu já experimentei, é le 
gal, a Nininha está prá lá de Bagdá, ficou 
com o Tuinha, foi pro mato. 
A garota passou-lhe a pasto dando-lhe um 
beijo, suavemente, no rosto. 
- Tudo bem, vou nessa com voei. 
Era alucinado pela menina. 
O efeito da "bomba" deixou-os alheios 
a tudo, sussurros, amassos, risos, choros, 
os sons se confundiam, uns cantavam, algu­ 
mas das meninas tiraram as roupas, ficando 
só de calcinhas. Os jovens acompanhavam 
Não perceberam quando, saindo do nada, vin 
dos dos fundos do Bosque, silenciosamente, 
vários rapazes apareceram na clareira. To 
dos integrantes de uma gang de Rio das AI­ 
mas, roubavam e estupravam, se escondiam 
na região, lá prás bandas da estrada velha 
para a capital. A Polícia os; caçava à meses. 
- Festa da pesada pP.ssoal, tamos nessa, 
fumo, mé e muita mina, queremos participar 
também. 
A voz fanhosa do negro Ticão soava como 
as trombetas do Apocalipse. 
Alguns dos rapazes correram para o ma- 
to, gritando, outros conseguiram entrar 
nos carros, nas motos, saindo a mil por ho 
ra. Era uma loucura. As meninas, puro ter= 
ror, berravam desesperadas. Os rapazes que 
ficaram tentaram. dialogar, conversar com 
os marginais. Ofereciam as meninas, a "bom 
ba". Covardes. Doados. - 
- Prá que dividir, se podemos ficar com 
tudo. Negócio seguinte: os frangotes se 
mandam, rápido, deixem as meninas e o fu - 
mo, ou seja lá o diabo que for. Falava Ti­ 
cão, ameaçador, 3 na mão direita enquanto 
a esquerda distriouia tapas. 
Bernardo, ainda lúcido, tentou intervir, 
reagiu, cairam de pau em cima dele, deixa­ 
ram-no desmaiado. 
Não tiveram piedade, apesar dos pedidos 
das meninas, foram para cima de duas delas 
que estavam nuas. Dopadas, choravam baixi­ 
nho, gemiam, passavam de mão em mão. OUtras 
paralisadas, pelo terror. 
Ouviram-se tiros na noite. Gritos e ge­ 
midos. Risos. Gargalhadas. 
Passaram-se mais de uma hora. 
Um dos jovens, que conseguiu fugir, ao 
chegar na cidade avisou a Polícia e os fa­ 
miliares. O Delegado demorou a atender, co 
mo sempre, o Dr. Roberto de Souza estava 
às voltas com o seu jogo preferido, o truco. 
Recl·amando, abandonou a mesa de jogo e 
saiu com dois investigadores e quatro Poli 
ciais Militares, em duas viaturas, demora= 
ram uns 30 minutos, a gang não estava mais 
no local. E o pior, levaram com eles três 
meninas, Nininha, Pat e a filha do Verea - 
dor Zaqueu, Lúcia. 
Dois dos rapazes, Marcus e Fefeu, feri­ 
dos, com tiros nas pernas e nos ombros; Ber 
nardo, todo quebrado, encostado em uma r 
vore chorava igual.à criança. 
Várias meninas cobriam os rostos de ver 
gonha, outras riam e choravam ao mesmo tem 
po, ainda sob os efeitos da "bomba". Eiii 
BOSQUE 
seguida chegaram os pais e a ambulância, to 
dos foram para o Hospital geral, onde os 
médicos foram proibidos de darem quaisquer 
informações. Era para manter sigilo. 
Noite de dor, escândalos, loucura e ter 
ror. A primeira providência do poderoso Dr. 
Nereu foi a de calar a imprensa, o jornal 
da cidade - não publique nada, vamos aguar 
dar. Falava com autoridade, afinal sua fi­ 
lha, Crls, estava entre os jovens. 
Chorava muito, o pai mais preocupadc 
com a imagem do que com a filha, afinal e­ 
ra o candidato à Prefeito Municipal. 
As mães de Nininha e Pat, desesperadas, 
pediam providências, ameaçayám, xingavam o 
Delegado, como se ele fosse o culpado. Ti­ 
veram que aplicar calmantes nas duas. 
A Policia de Carandazal e das cidades 
vizinhas procuravam os marginais, até 
peões das fazendas e braçais dan Usinas 
sairam à caça das feras. Fizeram cerco nas 
estradas, eles haviam fugido em dois car - 
ros, pertencentes as vítimas, mas nada de 
encontrá-los. 
A cidade ficou em polvorosa. 
Dois dias depois as jovens foram encon­ 
tradas. 
EDITAL 
Pelo prcsentr Edital, nos termos cstabrlrc! 
dos pcla Lcg!clacão El!toral v!gnt, ficam 
convocados os Senhores Membros do Diretório Mu 
nicipal do Partido da Social Democracia BrasI­ 
leira (PSDB), os Vereadores filiados ao Parti­ 
do no Município, para o Convenção Municipal do 
Partidoda Social Democracia Brasileira, a rca- 
li1zar-se no próximo dia 16 (Dezesseis) de ju 
nho de 1.996, com início às 8:00 horas e ténni 
no às 17:00 horas, tendo como local as depen - 
dêncfas da Ciirnara Municipal de Jardim, sito o 
Av. Duque de Caxias N2 208, nesta cidade de 
Jardim, com a seguinte 
ORDEM DO DIA: 
a) Apreciação e votação de proposta de coli 
gaçao para as Eleições Majoritárias e Proporei 
onnis de OJ de outubro d 1.996; - 
b) Escolha dos Candidatos do Partido para - 
as Eleições Majoritárias e Proporcionais, de 
03 de outubro de 1.996. 
Jardim-MS., 05 de Junho de 1.996 
Ver. Renato Ferraz 
Presidente do Diretório Municipal do PSDB 
EDITAL DE 
CONVOCAÇÃO 
O Partido d: Social Democracia Brasileira - 
PSD3, d Guia Lopes da Lagunn-ns, de confornid_:: 
de com os Artigos 19, 32 Inciso I Letra B, c 
95, do Estatuto do Partido, convoca os Membros do 
D ire tório Municipal parn deliberar a seguinte - 
pata: - Escolha de candidato a Prefeito e vi 
cc-prefeito; - Escolha de candidatos a Ver0ado­ 
res; - Decidir sobre alianças e coligações coo 
outros partidos políticos. 
Convencao Municipal a ser realizada no dia - 
23 de Junho, no horário dos 08:00 às 17:00 ho 
ras, no Plenário da Câmara Municipal - Guia Lo 
pcs da Laguna. 
GERALDO PESSANHA CARVALHO 
Presidente do Diretório Municipal 
do Partido da Social Democracia Brasi­ 
leira - PSDB - Guia Lopes da Laguna. 
EDITAL 
O Presidente do Diretório Municipal do Par­ 
ido Trabalhista Brasileiro, PTB, ae Ira± , 
Estado de Mato Grosso do Sul, na formo da Lei 
vigente, e de acordo como Estatuto Par!dá - 
rio, CONVOCA os convencionais habilitados para 
o Convencao Municipal, à realizar-se no dia 16 
(Dezesseis) de Junho do corrente - 900 
hora d, ,- 	ano, as 
as, nas pendências do Prédio da CARA MU 
N I C I P AL DE J ARD	I M - S, st 	A 	" 	" - 
xias, nesta cidade' ":o a v. Duque de Ca- 
- -- de Jardim, que se prolonga- 
[,,j$?"; 17o eras, +s icinscroe6is is. 
assuntos 
A - Escolhn_dc Candidatos::,. Vereadores· 
,,,"ovacis as co1teascGss co ss±os'sr- 
C - Outros assuntos de int 
os. 	cresse Po.rtid5ri- 
Jn.rdi.ro-MS. • 05 de Junho de 1.996 
EDMILSON BRUM ESCOBAR 
PRESIDENTE DO DIRETÓRIO MUNICIPAL DO PTB

·ORNAL TRIBUNA DA FRONTEIRA-= BISEMANARIO 8 DE JUNHO DE 1996 
Bella ista Norte 
Telma Medeiros Loureiro 
En este dia entrevistamos ai renomado médico 
Cirujano Dr. Milciades R. Schupp Medina 
pr. Schupp nos cuenta un poco de su estória: 
R. Yo estoy viniendo de Ciudad de Leste, dond fui 
médico y egresado de la Faculdad de Medicina de la 
Universidad Nacional de Asunción, donde estuve hasta 
el ano de 1975 haciondo cirujia en la Faculdad de 
Medicina y después me fui a Ciudad de Leste, en Alto 
Paraná, donde trabajé por espacio de veinte ano. 
Porque veniste para Bella Vista Norte? 
R Y por diversos motivos, verdad? Me llegaron a 
conbencer que tenia que sair dei Alto Paraná y buscar 
otro lugar más tranquilo, un lugar carente de médico, 
un lugar que oy conozco, donde residen mis familiares. 
Muy cerca de aqui ostan mis padres y entonces volvi 
acá ahora, así como me fui ai Alto Paraná, cuando 
habia muy pocos médicos y hoyu estoy llegando en 
Bella Vista con idea de quedarme a trabajar acá. 
Cuando !legaste en Bella Vista Norte como 
encontraste el sistema do Salud Pública? 
A• Bueno, la salud de una comunidad, sabemos bien, 
que está administrado envárias formas y está a cargo 
dei Ministério de Salud Publica y Bien Estar Social acá 
nel Paraguay y después están los colegas médicos que 
se han dedicado a la medicina privada. La situación de 
Bella Vista Norte és un poco diferente; tenemos un 
Centro de Salud que tiene un médico que está viniendo 
de Bela Vista, Brazil a trabajar acá en el Centro de 
Salud y dcspués a no hay nada. En la mayor parte del 
dia Bella Vista no tiene ni un solo médico ni en la 
medicina privada. Estan yendo todos ai Brasil los 
pacientes dei Paraguay. Y a la vez, una gran ayuda 
que hacen los colegas brasileiios por nuestros 
1 
conciudadanos, puesto que aqui no hay infraestrutura 
ni colegas quelos pueden atender. 
Y el Gobierno del Paraguay, que lo que pretende 
hacer con esta situación? 
A· Bueno, yo no sé la idea. No puedo juzgar que idea 
tiene el Gobierno. La administración de la salud acá 
depende de la región Sanitaria de Amambay. En Pedro 
• Juan Caballero esta la región Sanitária y de ahi se 
administran los otros Centros de Salud. Y este Centro 
de Salud realmente esta con esse problema. Parece 
ser que no hay colega que quicre quedar acá. Pasaron 
rnuchos colegas por el Centro de Salud y hoy dia este 
en essa crise. Y no sabemos hasta cuando ... realmente, 
el Centro necesita una asistencia pennanente con una 
mlnima infraestrutura para-atender los casos graves, 
y los oiros, que acá no se puede atender, hay que 
transladarias a oiros lugares, ya sea al Brazil o el mismo 
Paraguay • Pedro Juan tiene muy buena infraestrutura. 
Solo que esta alejado com 76 km de caminho muy dillcil 
de recorrer con un enfermo. Pero, en este aspecto y0 
vuelvo a repetir que el hospital dei Brazil esta realizando 
un trabajo rnuy importante para con los paraguayos. 
lue lo que usted espera de Bella Vista Norte? 
R - Por lo que se esta vendo, Bella Vista és una ciudad 
que está comenzando a progrezar de forma rápida en 
estes últimos tiempos y yo espero una especativa de 
que esto siga cresciendo en todo sentido, en el aspecto 
comercial, de la salud ... Que nuestras autoridades 
pongan, quizá, mas atención y doten de menor 
infraestrutura también para que el médico puede venir 
a trabajar. Por que algun medico que quiera venir y 
viene a ver una enfraestrutura muy precária también 
ve la posibilidad de venir a begetar y de quedarse muy 
atrasado con los aspectos de los avances médicos, no 
puede realizar sus trabajos. De manera que todas estas 
cosas son espectativas y quiá ya la ciudad evolucione. 
A medida que la ciudad evolucione la sociedad se vuelva 
fuerte eso también és una presión para que la autoridad 
dote de comodida a todas las instituciones públicas. 
Gracias a Dias, las otras instituciones están bastante 
bien. Hay servicio de água potable, através de 
CORPOSANA, la ANDE funciona bien, la ANTELCD 
también y realmente, hay que reconocer, el servicio de 
Salud es el que está más atrasado de todos. 
Las últimas palabras para el pueblo de Bella 
Vista ... 
R- Y para el pueblo de Bella Vista heterogeneo, 
paraguayos y brasile Nos que viven acá, creo que hay 
que alertarles a una convivencia pacífica mancomunada 
de paraguayos y brasileNo, trabajando muy bien, fonna 
muy tranquila. Ojalá que esta siga asi! Y que se 
progrese junto como toda la frontera. 
Baile Show 
Ayer se realizó la 
fiesta esperada por todo 
los bellavistenos el Baile­ 
Show con el Conjunto 
Musical Grupo Show 
Madrigal y el Pato Record 
Show. 
Esta fiesta hace parte 
de la gira que rcalizan por 
todo el Norte dei País. 
Ellos estan conquistando 
cada vez más un gran 
número de públicos. 
La orquestra esta 
integrada por cinco 
jovenes que se le 
consectuam la número 
uno dei país en la musica 
tropical. 
Hoy e! conjunto 
estarán transladandose 
para Pedro Juan Caballero 
- y así culminam su gira. 
WASMOSYEN 
BELLA VISTA 
EI Presidente de 'a República, 
ingeniero Juan Carros Wasmosy, 
estuvo de visita sorpresiva ai 
sábado, 1°, en Bel la Vista Norte 
acompanado de los empresarios, 
ingenieros y arquitectos de una 
importante cadena mundial de 
hoteleras, responsables por el 
investimiento dei Hotel Casino, cinco 
estrella, en nuestra ciudad. 
Quizá, este proyecto sea el início 
de tantos otros que vengan a traer 
el desarrollo para la región dei norte 
dei Paraguay. 
MEDIO AMBIENTE 
Se festejó em miércules, 5, el dia del media ambiente, 
nel Paraguay. 
La sociedad cada vez más exije aciones de los 
programas de protección del media ambiente, para 
mejorar la calidad de vida. 
Atualmente, aún que sea poco, los ciudadanos 
paraguayos buscam la conciencia de la preservación de 
los recursos naturales del media ambiente. 
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JORNAL. TRIBUNA DA FRONTEIRA- BI-SEMANARIO 8D E JUNHO DE 1.99% 
Corilándilllte Geral· da· PM visita o 3° Pelotão 
}a última tera feira, dla 04, o Comandante Ge­ 
ral da Polfcfa MIlltar do Estado, Cel.Francisco LI 
bár fo da S1lveIra, acompanhado do Comandante do Po 
lIclamento do Interior - CPI - Cel.Roberto Pinhel­ 
ro de Lima, esteve em Bela Vista para uma visita - 
ao 32 Pelotão de Polfcla MIlitar e ao Destacamen­ 
to l'H l'loreutnl locnl. O oficial e seus acompanhan 
tes foram recebldos pelo Comandante do 32 Pelotão 
P', I9 Tenente AlIrlo VIllasantI Romero, pelo Pre­ 
feito MunlcIpal Abraão Zacarias, Presidente da Ca­ 
mara Municipal, Orlanda Freitas dos antos, Verea­ 
dores, membros do ISECOM local, Comandante do Des 
tacamento PM Florestal, Sargento Sovernigo, Deleg; 
do de Policio Civil Jair Bispo Evangelista, entr; 
outros. 
O Ccl.LlbÓrio passou em revista ao efetivo lota 
do no 39 Pelotão PM, fez vários esclarecimentos 
aos policinl1, sobre a atual situaçiio da Polícia Mi 
litar como um todo, conversou com os membros do - 
TSF.COM local e com o Prefeito Municipni Abraão Za­ 
carias, em seguida, acompanhado de todos os presen 
tcs, visitou o imponente prédio do 3Q Pelotão PM: 
que está passando por reformas, graças a um convê­ 
nio firmado entre a Prefeitura Mun:lcipal e o Gover 
no do Estado. Posteriormente o Comandante Geral dâ 
PM reuniu-se com o Prefeito Abraão Zacarias no Pa­ 
ço Municipal e também visitou o Comandante do 10g 
RC Me, Tenente Coronel Paulo !la Silva Magalhiies , 
na sde do Regimento. 
Entrevista à Imprensa 
Na visita ao 3g Pelotão de Polícia Militar, o 
Comandante Geral da PM concedeu uma entrevista aos 
órgãos de imprensa da nossa cidade e da vizinha 
Bella Vista Paraguai, abordando diversos assuntos 
relacionados à atuação da corporação em nossa regi 
ão, que lhe foram colocados pelos repórteres. 
Inicialmente o Gel.Francisco Libório da Silvei­ 
ra teceu comentários sobre a atuação da Polícia Mi 
litar em Bela Vista, disse que tem acompanhado ó 
trabalho do Comandante Villasanti e dos seus coman 
dados través de informações do Comando de Policia 
mento do Interior, de autoridades locais e membros 
do ISECOM que vão à capital, "elas são as melho­ 
res possíveis, apesar de todas as dificuldades en~ 
frentadas, numa demonstração que a propalada cri 
se niio tem sido obstáculo para o bom desempenho 
dos serviços pela corporação aqui em Bela Vista" , 
afirmou o Comandante Geral, que também disse-se sa 
tisfeito com a postura e apresentação da tropa qu; 
integra o 3Q Pelotiio PM. 
n 
RECIJRSOS HUMANOS 
Indagado a respeito da possibilidade de se au- 
mentar o efetivo do Destacamento PM Florestal de - 
Bela Vista, que hoje dispõe de apenas seis polici­ 
ais, o Cel.Libório disse que a preocupação maior 
do seu comando no momento é exatamente com relação 
ao pequeno efetivo que a Polícia tlilitar·possue , 
cerca de 4.000 homens para atender todo o Estado e 
informou que recentemente o Governo dó Estado auto 
rizou a realização de um concurso para o ingressÕ 
de mais l. 000 homens na PM, que deverá ocorrer den 
tro dos próximos meses. "Após a formação do pes­ 
soal, em janeiro ou fevereiro do ano que vêm, have 
ra a possibilidade de se melhorar o efetivo tantó 
da Polícia Florestal como do 3Q Pelotão PM, tendo 
em vista que a formação e distribuição do pessoal 
sera regional, estando prevista a formação de 50 
policiais militares para serem lotados nessa área", 
afirmou. 
REATIVAÇÃO DA BARREIRA DO ESTRELINHA 
Respondendo a pergunta sobre a possibilidade de 
reativaçao da barreira policial do Estrelinha, na 
rodovia Bela Vista/Antonio João, o Comandante Ge­ 
ral observou que alguns postos de policiamento fo­ 
ram desativados exatamente pela falta de um efeti 
vo maior, ele salientou que a corporação vêm sofrer 
do uma diminuiçao em seu quadro em função do baixÕ 
soldo e atrasos no pagamento mas a intenção é real 
'mente reativar esses postos, como a barreira do Es 
trelinha, que exercem um trabalho importante por - 
sua localização estratégica nessa região de fron 
, teira. 
patente que ocupa", ressaltou o Cel.LIbórfo. 
VIATURA MAIOR E MICRO-COMPUTADOR 
ConnJdernndo o terreno acidentado que caracter! 
za a maioria das estradas da nossa cidade e re1ao, 
foi perguntado ao Comandante Gera 1 da PM se não 
existe a possibilidade de sor substituída a viatu­ 
ra Ipanema da Polícia Militar, que é pequena e r.uf 
to baixa para o atendimento normal das ocorrências, 
O oficial informou que essa possibtlidade está sen 
do estudada e também depende de liberoçÜo de recur 
sos pelo Governo do Estado, reconhecendo a necessi 
dade de veículos maiores para atender os munic!pi: 
os do interior, onde as estradas cm sua maioria 
são acidentadas e não asfaltadas. 
Outra colocação feita ao Gel.Francisco Libório 
da Silveira, foi com relação a possibilidade de 
·ser viabilizado um Micro-Computador para uma maior 
agilizaçio dos trabalhos do 3Q Pelotão PM, como 
por exemplo o cadastramento dos meliantes de toda 
a nossa regiio que vêm sendo idealizado pelo Coman 
dante do 3g Pelotão PM. Ele informou que inicial: 
mente estio sendo informatizados os Batalhões e as 
Companhias Independentes da PM, que já estão em - 
vias de receber os equipamentos, "posteriormente , 
numa segunda etapa, serão atendidos os PelotÕes,co 
mo e o caso de Bela Vista", afirmou. 	7 
REFORMA DO PRÉDIO DO 39 PELOTÃO PH 
Sobre a pos'Sibilidade do Comando Geral da PM - 
ajudar na reforma do prédio do 3Q Pelotão PM em 
nossa cidade, que está sendo executada em parceria 
entre a Prefeitura Municipal e o Governo do Estado, 
o Comandante Libório acenou positivamente, disse - 
que estava levando em mãos uma relação dos materi­ 
ais que estiio faltando, como portas, janelas, mate 
riais hidráulicos e elétricos, elaborada pelo Tenen 
te Villasanti e o Engenheiro responsável, garantiu 
do que vai desenvolver todos os esforços para que 
eles sejam viabilizados o mais breve posE-Ível, "des 
sa forma estaremos também dando a nossa parcela d; 
colaboração para a recuperarão desse verdadeiro pa 
trimônio história de Bela ·Vista, que é esse impo­ 
nente prédio que abriga o 39 Pelotão, cuja constru 
cão, segundo fui informado, data de 1913" enfati: 
zou o Coronel. 
ATUAÇÃO CONJUNTA COM A POLÍCIA DO PARAGUAI 
MELHORA DA DIRIA DOS POLICIAIS 
Outro problema que os Policiais Militares vi­ 
nham enfrentando ultimamente era o baixo valor das 
dior as pagas aos PMs destacados nas barreiras ou 
ª sei ,iço em outras localidades e até mesmo a fal­ 
ta d pagamento dessas diárias, a esse respeito o 
Coman lante Geral informou que há poucos dias conse 
guiu uma melhora considerável junto ao Governo a 
Estado, segundo ele, a diária que antes era de ape 
nas R$ 4,00 (quatro reais) para custeio do café - 
almoço, janta e pouso, classificada por ele como - 
um absurdo, agora foi equiparada às diários pagas 
aos demais funcionários do Estado, ou seja, cerca 
de R$ 24,00 (vinte e quatro reais) no interior e 
pouco tMis •. de R$ 30,00 (trinta reais) no capital e· 
algumas cidades maiores, tonto paro o soldado como 
para o Comandante Geral, "afinal de contas entende 
mos que diarin é uma ajuda de custo para suprir as 
necessidades do cidadão a serviço, independente da 
Outra pergunta feita ao Comandante Geral da PM 
foi com relação a uma maior integração das poli 
cias do Brasil e do Paraguai, considerando-se as 
dificuldades hoje existentes para o combate a cri­ 
minalidade na fronteira, onde é comum os meliantes 
praticarem cri.me de um lado e se esconderem no 
País vizinho. O Cel.Libório lembrou que recentemen 
te foi realizada uma reunião em Foz do Iguaçu (PR) 
com a participação de diversas autoridades do Para 
guai que, numa demonstração de boa vontade, fize­ 
rama entrega de uma série de veículos (80 no to­ 
tal) furtados no Brasil e levados para o Paraguai. 
Informou que já foi iniciado através da Secretaria 
de Segurança Pública do Estado um intercâmbio 
maior com a Polícia do Paraguai, começando por Pon 
ta Porã e Pedro Juan Caballero, mas que deverá se­ 
extender por toda a fronteira em breve, "com isso 
tenho certeza que dentro de pouco tempo teremos as 
Polícias do Brasil e do Paraguai completamente in­ 
tegradas, a exemplo do que ocorre na relação entre 
os dois povos amigos e irmãos", destacou. 
A RESPONSABILIDADE DA CLASSE POLÍTICA 
Na entrevista concedida imprensa em Bela Vis­ 
ta, o Comandante Geral da PM também falou sobre a 
responsabilidade dos políticos com relação à Segu­ 
rança Pública, afirmando que muitos criticam o era 
balho da Polícia mas na prárica nadá fazem por ela. 
Por a o comandante, a 'alta de preocupação da clas­ 
se política com rela,.ão a Segurança Pública pode - 
ser definido como um problema de cultura nacional, 
porque em todo o País, tanto nos grandes centros - 
como nas pequenas cidades, o setor enfrenta sérias 
dificuldades, exacamente pela falta de prioridade 
de investimentos, principalmente no que diz respei 
to ao elemento humano, enfatizando que o policial 
hoje recebe um salário indigno, que não lhe ofere­ 
ce condições de viver decentemente e observou: " O 
homem que não tem segurança para si mesmo e para - 
sua familia, não tem condições de oferecer uma boa 
segurança à população e esses fatores estão rela­ 
cionados diretamente a responsabilidade da classe 
política em geral". 
Ainda com relação ao assunto, o Comandante Ge­ 
ral da Polícia Militar frisou que tem muita· espe­ 
rança e confiança no Governo do Dr.Wilson Barbosa 
Martins, "sabemos das dificuldades que o Governo - 
do Estado enfrenta, decorrentes da situação dif{­ 
cil encontrada, mas esperamos que no decorrer dos 
próximos meses a crise seja debelada e o Governo - 
possa direcionar alguns investimentos para a Segu­ 
rança Publica, começando a amenizar as deficiên­ 
cias que hoje enfrentamos" ponderou o Cel. Libór_io. 
O oficial também elogiou o integração que exis 
te em Bela Vista entre as Polícias Civil e Militar 
bem como a atuação do ISECO, "esse trabalho con­ 
junto· é muito importante porque dá uma sensação 
maior de segurança à comunidade e serve de exemplo 
para outros municípios". O Corone 1 também lIXlStrou-se 
feliz e satisfelto pela presença do Prefeito Muni 
c!pal Abraão Zacarias, da Presidente da Câmara tu­ 
nic!pal, Vereadores e membro do ISECOM , que 
prestigiaram a sua vis!ta ao 3! Peloto P. 
O Cmt.Geral d» PM Cel.LIbórío, ao ser recebido 
pelo Cmt.do 3g Pelotao Tenente V11asantf 
Cel. • .'rio fala aos Policiais Militares 
Ao centro, o Comandante Geral da P, O Corandan 
te do Policiamento do Interior e seus aco~panlnntes 
> l 
w t±± 
Cel.Lima Cel.Libóro,Pr,e:eito Abraão, Presi­ 
dente da Camara Orlanda, Presidente do ISECO Dio­ 
Cesareo Cmt.do3g Pelor, Ten.Vllasanti 
U flagrante das autoridades e convidados 
visita âs obras de f 	a- 
re orado prédio ão 35 pi 
tao P! 
(Fotos e Reportagem: UbaldLno Rodrigues)

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15
'1:'I.AA!I.TADIQ 	08 DE IUNHO DE 1.996 --- PÁGI 'A . 0 
JORNAL TRIBUNA DA FRONTEIRA BE-vrM? -	+	- 
tllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllll~ O Ensino Rei i g ioso 
/ 	/ 
l. 	li,na Escola Pública 
,O SALÃO DE BELEZA CRIS~ 
/ odiado em Bella Vista-Parquai, entará promovendo - / 
/ r o próximo dia 15 de junho, como homenagem ao Dia dos h 
/ p»is, una sensacional Baile no Clube San Gerardo. 
I !. Bundo 1'roplc;il 4, animará CDDil noitada da.'1çante, ~ 
I :•i.io clci::c c!o co,nparcccr. Jnotc cm sua agenda! 
/ 	/ 
0 PREFEITO DE DOURADOS ~ 
/ 	/ 
/ llumbcrt.o •r,Jixcria, <)Stará fazendo a entrega da liJ E·· / 
/ tapa das Caras do 'ardir Canaã VI, no dia 15 de junho, / 
/ cm nourddOY. A oopulacão agradece! 	/ 
OS MORADORES 'i 
/ na Vila Nova, enfeitaram com esmero as ruas, pois na / 
I 5~ Feira, Dia do Corpous Christí, a Procissão formada - / 
/ por contenas de fiéis, rezaram e cantaram por aquela vi / 
I la. A Procissão terminou com uma bonita Missa campal em / 
~ frente a Igreja Matriz de Santo Afonso. 	~ 
/ 	/ 
//ll//lll/ll/llll/llll/lll//llllllllll/lllllll/llllllll/llllllllll/l/llll/ll/1 
PREFEITURA MUNICIPAL 
DE BELA VISTA 
Decreto Nº 914, de 07 de junho de 1996 
1t Rc,'ljusta os venc~ntos dos servidores da administração direta das autarquias c fundações - 
do Poder Executivo Municipal, e dfl outras providC.nc ias". ' 
O PRI:l'ElTO MUNICIPAL DE BELA VISTA; ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL, no uso de suns atribuições - 
que lhe fol conf-cridn pelo nrtlgo 2Q , do Lcl nQ 965, de l3 de dezembro de l.993. 
D E C R E T A: 
Art. 1e- Ficrun os vencimentos dos servidores municipais, as aposentador ias e as pensões pa- 
cas por orgnos da ndminlstrnçno dirctn, outnrquins e fundaçocs do Poder Executivo Municipal rc..:a- 
Justdos em 12,00 (doze, por cento) sobre os valores vigentes no mcs abril de 1.996. ' 
Pnriigrnfo Onlco - O plso do Grupo Mni;lstérlo, de conformidade cOfil o disposto nQ § lQ , "ln fi­ 
ne" do artigo 39, da Constituição Fcdernl, corresponderá à t1plicnçÃo do pcrccntunl fixado neste 
nrtlgo. 
Art. 2Q - Rcvog.xn-i;c 16 disposições cm contriirio. 
Art. JQ - Este Decreto cntr.1rll ~m vigor n.n dnto de sua publicnçiio, rctro.,gindo os seus efeitos 
partir de 1 de mio de 1.996. 
BELA VISTA-IS, O7 DE JUMIO DE 1.996 
ABRAO ARDA ZACARIAS - PREFEITO MUNICIPAL 
Portaria Nº 188/96 D Gabinete do Prefeito 
O PEGEIO USICTPAL DE ELA VISTA-S, NO USO DAS ATRIBUIÇÕES QUE A LEI LUE CONFERE; 
RESOLVE 
onerar a pedido, FERNANDO_JORGE_DE_BARROS, do cargo em Com!ssão de Secretário Municipal de 
VLaão, Oras e Serviços Urbanos, sIbolo mi-t, n partir de Jl.05.96. , 
CJHPRA - SE 
BELA VISTA-!S, J.DE MAIO DE 1.996 
ABRAÃO ,R.'OA ZACARlAS - PREFEITO MID1CIPAL 
De: ZAMBONI E UGOLINI LTDA 
Atendimento Classe A - 24 HORAS 
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HAPPY KOMENT TOUR TURISMO - FONE: 741-1127 - CAMPO GRANDE/MS 
ó,, Bispos da Igreja Católica no Pra+il, conscientes do valor t­ 
prescindível da educação como processo arplo intral, decis!vo r 
formação da pessoa e da socfed.ade, acompanhamos co Inter sse a tra! 
tação do Projeto da Lei de Diretrizes e Bases da Educaçao Nacional 
LDBEN no Congresso Nacional. A aprovação, pelo Senado Federal, do P 
rccer N? 30 de 1.996, á encaminhado à Canora dos Deputados, nos f i 
retonar a questão e massa 34? Asnblla Geral. 
O povo brasileiro é profundamente marcado pela rrlliosfdade,A sul 
história está ipreznada de aspectos religiosos. Sua cultura e fdent! 
dade fundamentar-c em diferentes tradições religiosas. 
A Lef Magna, promulada "sob a proteç,io de Deus", afira, em su 
preâmbulo, que a fraternidade é o bem supremo da Nação. O Estado mo­ 
derno não pode e não deve abdicar do seu dever Intransferível de asse 
guror os direitos individuais do cidadão no exercfclo da cidadnfa, 
dos grupos que buscam a realização do homem e da mulher coo pessoa - 
cm todas as dimensões do seu ser, 
SurprC'CTldru-nos o acicscimo da expressão "Son ônus para os cofrs 
públicos" ao artigo que cstebelcc o Ensino Religioso como "diGcipli­ 
na dos horários no·=is dos escolas públicas" (art. 30 § 32). 
Esta expressão contraria a Constituição Federal no seu artigo 210 
§ 12, que reza: "O Ensino Religioso, de matrícula facultativo, consti 
tuirá disciplina dos horãrtos normais das escolas públicas de nino 
fundamcntal". Se- o Ensino Religioso é disciplina dos horários nor□ais 
das escolas públicas, alguPrn deverá ministrá-lo e o Estado não pode e 
ximir-se do responsabilidade do ônus, o que tornaria esta disciplina 
<!lemento estranho ao currículo escolar. "A prrcepção de vencimentos - 
pelo exercício do cargo é a regra da administração broi;ileira ( ..• ). 
Cargo tratuito é inodimissívcl na nossa organização administratl 
va ( ... ). Diante! deste princípio, resultn que todc aquele que for ln: 
vestido num cargo e o <!xercer ( ... ) tem direito ao vcncimento respec­ 
tivo" (Lopes Meireles, Hely, Direito Admirústrotivo Brasileiro, 13!! - 
ed, são Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 1.987). Agir diferente­ 
morte scria inconstitucional. 
O Ensino Religioso é disciplina garantida pela Lei Maior. Por is­ 
so, não pode! ser trotado como adendo n<!m como favor prestado a deter­ 
.minada dC'nominação religiosa. Ele é parte integrante de um processo - 
de educação global inserido nos horários normais das escolas públicas 
e compete ao Estado arcar com o devido ônus. 
O professor de Ensino Religioso foz parte do sistema educacional, 
t<!ndo resguardados os seus direitos com o mesmo tratamento dispensado 
aos demais profissionais da educação. Consequentemente, sua remunera 
cão, por parte do Estado, além de ser decorrência da L<!i, ~ o cumpri­ 
mento de um.dever paro com o cidadão. 
O Ensino Religioso, comprecnd.ido como prática educotiva que abre ,1 
p<!ssro à diirensão do transcendente, é mediação que ajuda o encontrar 
respostas às questões existenciais e a definir as exigências éticas - 
increntes ao <!xercício da cidadania. Nesta p<!rspcctiva, contribui pa­ 
ra diminuir a violência, a ccrrupç.:Ío e as desigualdades soci..Jis. 
Já existem, cm nosso País, significativas experiências de Ensino - 
Religioso Escolar, expressão de trabalho articulado entre! diferentes 
confissões rcligosas e Secretarias de Estado da Educação. São expcri­ 
ênci..'.ls que, superando o proselitismo, assumem a educação da e na reli 
giosidadde, tão necessária ao desenvolvi=nto integral da pessoa. Se­ 
r:l.:i lamentável comprometê-las e onulor o expressivo trabalho vivenc1 
do no Ensino Religioso, hoje organizado era todos os Estodos do Bra - 
sil, com <!xceção de um. 
Queremos, ainda, lembrar que, no processo constituinte, a segunda 
maior crocnda popular apresentada foi a favor do Ensino Religioso, e 
contou com apoio de diferentes dcnominoçÕes religiosns e entidades, o 
que expressa o desejo<! a aspiraçãc do sociedade brasileira. 
Além de inconstitucional, o expressão "sera Õnbus paro os cofr<!s pÚ 
blicos" é um d<!srcspci to para com a pessoa humana em processo de for: 
moção, paro com o profissional do cduc4ção - professor, e para com a 
sociedade brasileiro que entendeu a importância dessa disciplina no 
processo de educação integral e for-mação de pessoas-sujeito, compro~ 
tidos éom a vida, com o história e com a construção de Ull.'.l nova sccic 
dade humano mais justa e solidária. 	- 
Estamos nos empenhando, em·nossos dioceses e comunidades, coo o 
apoio do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs - CONIC, da Comissão La 
tino-Arnericono de Educnção Cristã - CELADEC e do Fórum Pennonente de 
Discussão sobre o Ensino Religioso, pora qu<! a mesmo sociedade brasi­ 
lc.iro que, no processo constituinte, apoiou e fez aprovar a croendo - 
pró-ensino religioso, mais urna vez, assuma a sll.'.l responsabilidade e 
o defeso dos seus direitos. ' 
Aos Senhores (as) Deputados (as) Federa!s, representantes destas~ 
cicdnde, propomos· Seja supressa a cxprcssoo "sem ônus poro os co­ 
fres públicos", mantendo, ossi.m, o artigo 46 do Projeto do LDBEN ori- 
ginal da Câmara dos Deputados. • 
Deus abençoe os nossos Deputados e os faça intérpretes e portado " 
res da esperança e dos aspirações do povo brasileiro. 
Itnici, Indoiacuba-SP, 22 de obril d<! 1.996. 
Paróquia - S::nto Afonso. 
Farmácias de Plantão 
mês de Junho de 1996 
01/02 - DROGARIA SÃO MATEUS 
06 - DROGARIA SÃO !-!.ATEUS 
08/09 - DROGARIA DROGASSUL 
15/16 - FARMÁCIA XODERNA 
22/23 DROGARIA DROGANOSSA 
29/30 - DROGARIA DROGALINE 
.......................... 
............................ 
.......................... 
' ............... · . 
.......................... 
.......................... 
SRA,ADALGISA 
SRA. ADALGISA 
SR . PENPJ 
DR. SULIA 
SR. JAIR 
SR. CARLOS 
OBS: AS FARMÃCLS QUE NÃO ESTIVEREM DE PLA.>n'ÀO DEVERÃO PERMANECE 
FECHADAS E AS SOLICITAÇÕES EVENTUAIS SÕ PODERÃO SER ATENDIDAS SE CO 
TAR NA RECEITA A INFORMAÇÃO DE QUE A DE PLANTÃO NÃO DISPÕE DA MEDICA: 
CÃO CITADA. 
DR. JOSf: DE RIBA?'.AR CRUZ E SILVA - Sec.nun.de Saúde de Bela Tista