, Guia Lopes Nioaque Antonio João Fortalecendo o Municipalismo, Integrando os Municípios DIÁRIO REGIONAL Que o Po o Bem Informaao ANO: XXIV N 1.790 TERÇA-FEIRA, 12 DE NOVEMBRO DE 1.996 - FUNDADOR: IVALDO PEREIRA - R$ 1,00 Professores do Município negociam com o Prefeito e fecham acordo para permanecerem em aula l l r Conforme havíamos noticiado na Edição anterior, os Professores da Rede Municipal de Ensino reuniram-se no último sábado, dia 09, com o Prefeito Municipal Abraão Zacarias, para negociar o recebimento dos salários de categoria que se encontram em atraso há três meses. Anteriormente eles já haviam se reunido com um grupo de Vereadores, com os Secretários Municipais de Educação, Fazenda e com o Chefe de Gabinete do prefeito, desenvolvendo negociações coordenadas pelo Sindicato. Municipal dos Trabalhadores em Educação - SIMTED - e deixando claro que, caso não houvesse um acordo, poderiam partir para o último recurso que lhes é facultado, a greve. A palavra final a respeito do pagamento dos salários em atraso dos Professores ficou mesmo para o Prefeito Municipal Abraão Zacarias que, por se encontrar durante quase toda a semana em Campo Grande, foi contactado por telefone e marcou uma reunião com os representantes da categoria para o sábado. às 09:00 horas, no salão da Secretaria fonicipal de Educação. onde após fazer uma ampla explanação sobre as dificuldades financeiras da Prefeitura e seus esforços para conseguir a liberação de recursos referentes a parcelas do ICMS das Prefeituras que foram retidos pelo Governo do Estado anterior, fez uma proposta de pagamento aos Professores e apelou à eles que não abandonem as salas de ·v. l ( t 1 ' ' depois se retirou para o seu Gabinete para esperar uma posição da comissilo de negociação escolhida pelos Professores. Após acalorados debates, os Educadores chegaram a seguinte conclusão: eles aceitavam a proposta do Prefeito, mas corri uma ressalva, na próxima quinta-feira, dia 14, o Prefeito dará à els uma posição definitiva a respeito do pagamento do mês de setembro, se houver confirmação da liberação dos recursos para a folha até o dia 20 os Professores permanecem nas salas de aula, caso contrário eles voltam a se reunir em assembléia para deliberarem qual o posicionamento a ser tomado pela Categoria. O Prefeito, acompanhado do Secretário Municipal de Educação, Professor Pa1'o Melo e dos Vereadores João Kalife e Néli; Diário. fechou o acordo com os Professes e já cumpriu o seu primeiro comp omisso ] liberando ontem, segunda-feira, o pagamento Um flagrante da reunião do Prefeito com os Iro(>soIs da REME, na da2e3'Etapas do mês de agost Secretaria Municipal de Educacão A Presidente do Sindicato ' unicipal dos Trabalhadores em Educação ": »fessora Rita Caniza, confirmou à report:t que o3 Professores permanecem em ... Ja até a próxima quinta-feira, yuardando am posicionamento do Prefeito a respeito do pagamento dos salários de setembro, ao qual está vinculada a continuidade ou rão das a 1las na Rede Municipal de Ensino, bem como o • fechamento do ano letivo nas escolas. (UR) , .. aula, considerando que os maiores prejudicados com essa atitude drástica não seria ele, mas sim os alunos e também os pais de alunos, que ficariam numa situação bastante complicada com relação ao ano letivo de seus filhos. A proposta apresentada pelo Prefeito aos Professores previa o pagamento da 2'e 3 etapas do mês de agosto nesta segunda-feii;a. dia 11, e Prefeitos se reunem com Deputado Orro na Assembléia Todos os Prefeitos eleitos pelo PSDB nas eleições municipais de 03 de outubro, têm audiência marcada com o Presidente da Assembléia Legislativa, Deputado Roberto Orro, do PSDB, nesta seta-feira, 15 de novembro, às 9 horas da manhã, no Gabinete da Presidência. São 19 Prefeitos, que formam a segunda maior força política do Estado, em nível de Prefeituras. Importantes questões de interesse estadual serão abordados no Encontro desta sexta-feira. Polícia Florestal de Jardim divulga apreensões de outubro O Comandante da Polícia Florestal de Jardim, 2º Sargento PM Adelino Dorival Pacheco, divulgou os resultados alcançados, e relações dos materiais de pesca e produtos da flora e fauna aquática apreendidos pelo motivo de alguma irregularidade. Página • 05 [ô PUNHAL DE DEUS -·i] Concurso Públicc Fundação Jardim 2.000 Já está aberto desde o dia 15/10 até o dia 15/11, o prazo para a entrega da LOGOMARCA DA FUNDAÇÃO JARDIM 2.000, no endereço: Caixa Postal 00&4 • O trabalho deverá ser entregue em 2 vias. podendo ser no máximo em 3 cores • Poderão participar pessoas de todo o Estado • O melhor trabalho escolhido receberá o prêmio de RS 1.000 • Os trabalhos não escolhidos poderão ser devolvidos até no máximo 3 meses • O trabalho escolhido será de propriedade da Fundação • A Comissão julgadora será formada por 3 pessoas, pertencentes a Diretoria da Fundação. Fundação Jardim 2000 Rusvânia Jaques- Presidente VENDE-SE Filhotes de Pastor Alemão e Fox. Interessados ligar para 439-1536 0u 439- 1453 falar com Marlei. Preço de ocasião e facilidade no pagamento - Bela Vista/MS o mês de setembro, integral, no próximo dia 20/ 11, mas dependendo ainda do Prefeito conseguir a liberação de recursos junto ao Governo do Estado, com relação ao mês de outubro não foi feita nenhuma previsão de pagamento. Após a apresentação da proposta, o Prefeito Abraão Zacarias deixou bem claro que essa era a única alternativa de pagamento viável que dispunha e INCRA define assentamento de oitenta famílias JARDIM -O INCRA já definiu assentamento de 80 famílias o Município de Bela Vista, no imóvel denominado Tupãciretã. Uma área de 2.594 ha. A informação foi divulgada pelo Chefe da Unidade Avançada de Jardim Dr. Mariano Werneke, que juntamente com o Superintendente Adjunto Dr. Paulo Afonso, Chefe de Colonização Dr. Nelson Pauletto, Presidente la Fetagri, Presidente do Sindicato de Trabalhadores Rurais de Jardim e Bela Vista e mais lideres de Acampamentos do Rio Feio. Coqueiro Alto e Ex­ Itararé ficou formalizado o assentamento de 80 famílias. Segundo Dr. Werneke, o restante das familias que não foram contempladas nos sorteios realizados nos acampamentos em breve serão colocadas em outras áreas que estão em processo de desapropriação pelo INCRA. Nos próximos dias o INCRA vai fazer a demarcação dos lotes que serão entregues às 80 familias contempladas, 26 delas são de Bela Vista. 22 de Guia Lopes da Laguna, I 2 do Projeto Ex-Itararé (Fazenda Palmeira), 15 do Acampamento Coqueiro Alto. Rodovia Jardim/Porto Murtinho e 05 de Jardim. O INCRA nos últimos dias também retomou 12 lotes irregulares no Projeto Nioaque. Nesses lotes foram assentadas famílias do acampamento Rio Feio. Também na Retirada da Laguna está em processo de retomada alguns lotes. São lotes de assentados que venderam ou compraram irregularmente. No Projeto Andalúcia, em Nioaque o INCRA também definiu o assentamento de 220 familias selecionadas no acampamento ali existente. O INCRA já iniciou o trabalho .e medição da área e demarcaçi.» dos lotes. O INCRA, através da Superintendência Regional em Mato Grosso do Sul, avisa e adverte ao parceleiro que foi assentado em Projeto de Assentamento do INCRA, quem vender, ceder ou arrendar a sua parcela e aquele que comprar sem prévia autorização do INCRA, perderá o lote e será cadastrado como já beneficiário de terras públicas. não podendo receber nenhum outro lote em todo o território nacional, de acordo com a Lei Nº 4.504/64, do Estatuto da Terra. CENSO - Com data prevista para o dia 10/11, será iniciado ol°Censo da Reforma Agrária, executado nos assentamentos do INCRA no Estado. O Censo será realizado através de um convênio entre INCRA e Universidade Federal de Mato rsso do Sul. Somente na região de Jardim são 1.495 íamilias assentadas. JORNAL TRIBUNA DA FRONTEIRA • DIÁRIO REGIONAL 1 2DE NOVEMBRO DE 1 9%6.- PGIA Drogaria SANTO ANTONIO 1 Confiança ,., nao se . ,., 1mpoe. Adquiri-se 'Atendimento Fislotoróplco nas seguintes áreas: Trnumato- 0rtopcdlo, Neurologia, Reumatologia, Problemas Respiratórios, Estética Foclol o Corporal Rua Monte Castelo,750 • ., 255· 1382 • BONITO VJLMA DA SILVA V[RA LOUR[IRO DL ALMEIDA OAB/MS 2574-B OAB - 2573 - B (CAUSAS CÍVEIS E CRIMINAIS) 1 RUA CUIABÁ, S/N • CENTRO 1 'B (067) 439 - 1290 BELA VISTA/MS Medicamentos e Perfmarias Injeções e entregas à Domicílio DR. HÉLIO TADEU RUIZ CãüSAS cÍEIS E CRI@IS Rua 14 de Maio, 47.0 ,. CENTRO fr(067) 251-1736 JARDIM/MS 1. DR. HÉLIO RUIZ _CAUSAS CÍVEIS E CRIMINAIS> [ RUA 14 DE MAI0,470 • CENTRO ] ~ (067) 251-1012 • 251 • 2424 JARDIM/MS vera Alba Peíxoto Martínez (OA ll/M 3.842) Causas Civeis - Trabalhistas e Agrárias Contratos • Inventários • Direito de Familia Rua Câmiido Garcia de Souza, 775 - 435-1322 Res. 3 435-1279 • ANTONIO J0ÃO/MS E) DR. MARCUS A. RUIZ - "KARAY MBARETÊ" S CÍVEIS E CRIM TOS-EXECUÇ ' 'sen ]s a 1 ., o I o e ! ' t Fa cu, .:cí! n0 • rt a lei paio ·±yet,' ust relo j!i n DR. LAUCÍDIO VALDEZ DE BARROS . CRO 340-MS RUA TEN. BERNARDES,447 - 251-1436 RES. AV. CEL. CAMISÃO -ca 251-1039 JARDIM-M ; DR. JOSÉ ATANÁSIO LEMOS NETO DRA LUCIANA BRANCO VIEIRA Rua Marechal Rondon, 638 Esc. 251-1245 • Res. 251-1845 Rua Antonio Maria Coelho, S/1lº Esc. 726-3134 • Res. 726-2503 Cel. 981-6397 • (;ain o Grande/MS tu. Duque de Caxias,507 • u. 11 de Dezemhro,363 • 251-1194/1091 251-1341 -Jardim ~ . 1 z0ni tund :dás olid f L POUSADA E LANCHONETE• CR //0 BONITO • MATO GROSSO DO SUL A 257 Km de Campo Grande __ J ,,, A Pousada e Lanchonete Caramanchão oferece a você e a sua família a mais perfeita combinação de economia, conforto e localização. Venha conferir. A Pousada e Lanchonete Caramanchão está localizada em BONITO,. um verdadel;0 paraíso ecológico esperando por voce: Grutas, Cachoeiras Rios Corredeiras, Balneário, Aquário Natilra/ ' e multo mais. • POUSADA E LANCHONETE €4R94Nc4ão Rua das Flores, 1203 - Centro. 1 • 1 Tribuna da Fronteira Diário Regional Fundado cm 20 de Fevereiro de 1972 • Fundador: lvaldo Pereira . Diretor Editor: Ivaldo Pereira Diretora-Administrativa: Maria Estela Velásquez Pereira Redator: Ubaldino Rodrigues Reportagens: Joiio Carlos Vcl:ísquez, Kencr Lopes Leite (Caracol), André Ávalos (Jardim): Toninho Ruiz e Nelson Feres Júnior (Portp Murtinho) e Victor Hugo Velásquez Pereira (Campo Grande) Pro pricdadc da Gráfica e Editora Apa - CGC-MF 03.201.266/0001-90 Administração, Redação, Gr.ífica, Circulação e Departamento Comercial: Avenida Tribuna da Frontcira,564 • 'li? (067) 439-1410- FAX (067) 439-1544 Caixa Postal 23 . CEP: 79.260-000 - Bela Vista • Mato Grosso do Sul . ARDIM: Rua 14 de Maio, 342- E251-1669 (Sede Própria) l 1ORTO MURTINHO: Rua Ccl. Poncc S/N" - E287-1239 (Sede Própria) BONITO: Rua Monte Castelo, SIN" (Sede Própria) • CARACOL: Avenida Brasil S/N" (Sede Própria) ANTONIO JOAO: Rua Bela Vista, S/Nº • FILIADO : ABRAJORI - ADJORI Representante São Paulo/Rio de Janeiro/Brasília: T:íbula Veículos de Comunicação ASSINATURAS: . EXEMPLAR: RS-1,00 ASSINATURA TRIMESTRAL: _.RS ~ 40,00 ASSINATURA SEMESTRAL: ...... RS-80,00 ·ASSINATURA ANUAL: RS. 120,00 Os artigos assinados não refletem necessariamente a opinião do Jornal. Originais enviados à Redação não serão devolvidos. JARDIM/MS • Ponte Fixa em Metalo Plástica, Ponte Fixa em Metalo Cerâmica, Ponte Móvel, Clareamento Dentário, Aplicação de Flúor, Raio-X e Facetas Laminadas º Atendimento 24 horas º Rua Antonio Maria Coe o,S Nº E(067) 251-2625 - JARDIM Rua C odomiro argas, 0 56 (067) 251-2145 - GUIA LOPES armácias de Plantão No Mês de Novembro/g6 02/03 - DROGARIA DROGASSUL 09/10 - FARMÁCIA MODERNA •••••••••••••••••••••••••••••••...... Sr.Penha 15/16/17 - DROGARIA DRÓGA.NOS°s.A····· .. •••••••••• Dr. Suliman 23/24 · DROGARIA DROGALINE ••••••••••••••••••••••••••• Sr. Jair 30/01 - FARMÁCIA PAX ••••••••••••••••••••••••••••...... Sr. Carlos ODS: As Farmácias que não estiverem d P·,································ Sr. Prado r • - . e antilo dever-lo per so 1c1tuçoes c,·cntu:us só poderão ser atendidas se con manecer fechadas e a° :i de plu~t:io não dispõe da medicaçiio citada nstar na receita a mformaç-ão de qu DR. JOSt. DE RIBAMAR CRUZ E SILVA-S, M d S • ------- c.un. Ie iaüde de Bela Vista JORNAL TRIBUN A DA FRONTEIRA: DIRIO REGIONAL 12 DE NOVEMBRO DE L99 PAGINA 3 PROJETO DE LEI Nº 005/95 AUTOR: VEREADOR RENATO FERRAZ "Dispõe sobre a criação do programa do ocscnvolvimcntb e apoio a Industrialização do Municipio de Jardim PRODIJAR, objctivan do o desenvolvimento Industrial no Munlcl pio e a consequente ampliação do mercado: de trabalho e dá outras providências". Faço Saber que a cãmara Municipal apro­ vou, e eu nos termos da Lei Orgâniça do Mu nicipio de Jardim Mato Grosso do Sul, san­ ciono e promulgo a seguinte Lei: Art.1o - Fica instituído nos termos des ta lei o Programa de Desenvolvimento e - Apoio à Industrialização de Jardim, com o objetivo de implantar pequenos núcleos in­ dustriais, para instalação, ampliação ou relocalização de micro e pequenas indústri as não poluentes, distribuídcs em locais - da zona urbana onde houver a mão-de-obra abundante, assim como, de médias e grandes indústrias na zona rural, visando criar fa cilidades e incentivos fiscais, de forma a fomentar e industrialização no Município e ampliar o mercado de trabalho. Art.29 - O PRODIJAR será implantado,pri9 ritariamente nos bairros e distritos mais populosos e distantes do centro, com o fim de absorver e evitar locomoção da mão- de­ obra. Art.30 - As médias e grandes indústrias deverão ser instaladas no mínimo a uma dis tância de cinco (5) quilômetros dos núcleos urbanos. Art.4o - A instalação de novas indús­ trias, bem como a relocalização das ja existentes no Município ou ainda a amplia­ ção de unidades industriais será incentiv~ da pelo PRODIJAR através de: I - Doação de terreno no caso de insta- lação ou relocalização; II - Infra-estrutura necessária; III - Incentivos fiscais. Parágrafo 1 - Na escritura de doação - deverá contar os prazos para início das edificações, efetiva instalação e início - das atividades da beneficiada. Cada caso será analisado pelo PRODIJAR. Não cumprida esta cláusula o imóvel e benfeitorias exis tentes retornarão, sem ônus indenizatórios, ao Patrimônio Público Municipal com final! dade de ser doado a outro interessado. O - novo beneficiado indenizará ao município - as benfeitorias por acaso existentes, cuja receita ceverá ser destinada ao PRODIJAR. Parágrafo 29- As_áreas industriais de marcadas para execuçao do PRODIJAR sao pr! vativas de atividades industriais, nelas proibidas qualquer outra atividade. Art.50 - Para a execução dos objetivos visados pelo PRODIJAR capetea0Executivo: I - Criar e instalar o Conselho Munici­ Pal de Desenvolvimento Industrial; II - criar o Fundo de Desenvolvimento Industrial i nível de Município; III - Adquirir ou desapropriar e demar­ car as áreas tecnicamente recomendadas pa­ ra a implantação dos distritos industriais; IV - Doar os terrenos as empresas inte­ ressadas, de conformidade com a Lei Orgãni ca do Município; V - Efetuar as obras de terraplanagem - dos terrenos destinados is instalações in- dustriais; . _ _ VI - Reivindicar Junto aos orgaos compeg tentes a implantação de redes de abasteci­ mento de água, de coleta de esgoto, de dis tribuição de energia elétrica e telecomuni cações, nas áreas demarcadas para instalg cão dos distritos; - VII - Reivindicar, junto a instituicoes de crédito federais e estaduais, recursos e financiamento para a instalação, reloca- lização ou expansão das indústrias; vIII - Divulgar, de forma ampla, os - Objetivos do PRODIJAR c as facilidades ofg Tecidas pelo Municipio, visando atrair o interesse dos investidores na área indus- trial. • Art.60 - AS micro e pequenas empresas - industriais enquadradas no PRODIJAR goza­ rão dos beneficias de isenção dos impostos Predial e Territorial Urbano - IPTU, e Sg bre serviços de Qualquer Natureza - ISS , Pelo prazo de OS (cinco) anos, a contar da data de seu efetivo funcionamento. _ Parágrafo 10 - A mecha e grande. indus­ tria, a critério do Conselho Municipal de Desenvolvimento Industrial, poderao gozar dos mesmos incentivos. Parágrafo 29 - A isenção do ISS não de­ S0briga as medias e grandes empresas do_ cumprimentos de todas as obrigacoes acessg ias relativas e esses tributos, inclusive no tocante ao cálculo do imposto que seria devido e ao preenchimento de guias de reco lhimento, que deverão ser visadas pelo or- gão competente, nos prazos legais. acompanhada pela Camara Municipal de Vore1 Parágrafo 39 - Os valores relativos os dores; ISS apurados na forma do parágrafo anteri- III - Promover as prestações de contas, or, deverão ser contabilizados pela empre- mediante apresentação de balancetes men­ sa em reserva especifica para aumento de sais, junto aos organismos fedoraiss, esta­ capital, vedada a sua utilização para ou- duais, assim como, a Câmara Municipal do tra finalidade, sob pena de cancelamento - Vereadores, dos recursos recebidos; e da isenção. VI - Praticar todos os demais atos no- Art.7o - O poder Executivo estabelecerá, cessários e indispensáveis concernentes ao mediante Decreto, as normas gerais de im- funcionamento do fundo. plantação do PRODIJAR, regulando: Parágrafo 1o - s valores positivos dos I - Os tipos de indústrias e atividades recursos financeiros a undo apurado em de apoio serem incentivadas pelo programa, Balanço no final de c da cxerc[cio sux~o - de acordo com o interesse que possam repre lançados a crédito do mesmo fundo Municipal sentar para o desenvolvimento integrado do ae Desenvolvimento Industrial. Município, cm função da criação de novos - Parágrafo 29 - Os r curson finnncciro'1 empregos, utilização do matérias primas lg do fundo serão movimentados través de con cais e possibilidades ele mercado; tas cm agências bancarias oficiais, com ; II - As condições dn uso do solo de áreas designação especifica do fundo. localizadas nos ôistrito Industrial e de- Parágrafo 3 - A administração do Fundo mais zonas Industriais do Município; será feita pelo Fundo Municipal de Dcw:n- III - A preservação ambiental e ecológi volvimento Industrial, assessoria de Plano ca, o reflorestamento, ajardinamento e pai jamento e Secretaria Municipal de Fazenda~ sagismo de áreas industriais. em conjunto, observados os preceitos ge­ Art.80 - O PRODIJAR será administrado - rais da contabilidade pública. pelo Conselho Municipal de Desenvolvimento Parágrafo 40 - Às receitas de financia­ Industrial, composto dos seguintes membros: mentas, convênios, auxílios e outras, rece I - Prefeito Municipal, que exercerá as bidas da União, Estado, do Municipio' e dê funções de Presidente e designará um dos - terceiros serão todas orçamentarias, membros para secrétariar os trabalhos: Parágrafo so - O Fundo Municipal de De- II - Um Secretário 11unicipal; senvolvimento Industrial será regulamenta- III - Um representante do Poder Legisla do dentro das normas gerais do regu J :::men to tiva. da presente Lei. IV - Um representante da Associação Co- Art.ll - Os incentivos previstos nesta mercial, Industrial e Agropastoril de Jar- Lei são extensíveis às empresas prestadora dim. de serviços de apoio as atividades indus- V - Um Técnico de Contabilidade; triais afins,cujas características aconse- VI - Um funcionário ocupante de cargo - lharn sua instalação ou relocalização nos de confiança na Adm.inistração Municipal; Distritos Industriais regidos pelo PRDIJAR. VII - Um Engenheiro Civil-: Art.12 - A adequação das empresas incen Parágrafo 10 - Ós mr.mbros referidos nos tivadas pelo PRODIJAR às normas dest1 Lei incisos II, V, VI e VII serão indicados pe e respectivo regulamento não as exim: do -­ lo Prefeito Municipal dentre os componen- cumprimento das disposições da Lei d•.: uso tes do quadro funcional da Prefeitura. 00 SOLO URBANO (Plano Diretor), do ( jigo Parágrafo 20 - Os Membros do Conselho - Municipal de Obras e postura e de gula- Municipal de Desenvolvimento Industrial mentos de Prevenção contra incêndi urba- não perceberão qualquer remuneração pelos nos, ainda que a aquisição de imóv< t:>,r. serviços prestadqs ao referido conselho. zonas de Distritos Industriais ten sido Art.9o - Compete ao Conselho Municipal efetuada por compra e venda ou per .s a, de de Desenvolvimento Industrial: imóveis pertencentes ao patr.unõnir 1Jblico I - Receber e analisar os pedidos de en ou privado, ou outro modo div<>.n;~ não :;::-r•"­ quadramento no PRODIJAR formulado pelas em visto. presas interessadas de acordo com os pres- Parágrafo único - As normas conz'anrg supostos fixados,nesta Lei e o Regulamento deste Artigo aplicam-se as todas as emp~e- a que se refere o Artigo 7; sas, enquadradas ou não no PRODI~~-- II - Regulamentar a apresentação de in- Art.13 - Fica o Poder Executivo autori- formações técnicas das empresas pretenden- zado a aprovar o Plano Urbanístico dos Di:: tes aos incentivos do PRODIJAR. tritos Industriais destinados ã imolanta-- III - Definir a aplicação dos incenti- cão do PRODIJAR e a promover, semi~do suaJ vos do PRODIJAR is empresas que se enqua- diretrizes básicas, loteamentos para fins drem nas normas desta Lei e respectivo Re- industriais, visto o que dispõe o inciso - gularrento. do IV Artigo 40 desta Lei. IV - Indicar as dimensões e a localiza- Art.14 - Esta Lei entrará em vigor na da ção adequada de áreas do respectivo Distri ta de sua publicação, 4evogadas a~ cisposl to.Ind~strial, necessárias a implantação: cões em contrário. - de acordo com o zoneamento Prõprio; VER.RENATO FERRAZ - PSDB V -.Sugerir a aquisição ou desapropria- =,;;,.,..-=;:::z:_.::;,,,,r:n cão de imóveis destinados a instalação dos Distritos Industriais, para os efeitos do que contém o inciso Ido Artigo 40 desta - Lei; VI - Sugerir a Alteração das normas re­ gulamentares do PRODIJAR ou plano Urbanís tico do Distrito Industrial; - VII - Resolver os casos omissos ou con­ troversos no que se refere à localização - e adequação dos ramos industriais do "ani­ cípio. Parãgrafo 10 - As decisões e delibera­ ções do Conselho Municipal de Desenvolvi­ mento Industrial serão tomadas pela maioria absoluta de seus membros. Parágrafo 2- No impedimento eventual do membro do Conselho.sera designado um su plente pelo Prefeito Municipal. Os suplen- tes dos membros indicados nas alíneas - "ID"· (ao lado da Prefeitura) e "IV" do artigo 8 serão designados res- tt:::ía. pectivamente pela ,Cffe_mara .. Municipal de Ve- a (067} 251-2412 -JARDIM/MS readores e Pela Asseeiaco comereia1 maus ,E---------------t t! trial e Agropastoril de Jardim. Art.10 - Fica.criado o Fundo Municipal de Desenvolvimento Ind~strial, vinculado i secretaria de Administração, Finanças e Planejamento, com 'às seguintes finalidades. I - Receber e contabilizar recursos pro cedentes da União, =ào Estado ou do própriÕ Município, destinados à financiar ou foÍnen tar a implantação,relocalização ou expan­ são industrial dentro dos preceitos estabe lecidos pelo PRODIJAR; - II - Controlar as aplicações financei­ ras do Fundo, promovendo o acompanhamento n~cessários e a cprrespondente fiscaliza­ çao da aplicação e contabilização dos re­ cursos e incentivos na área da empresa be neficiária, fiscalização-esta que será - Revelações de Filme a cores. reprodução de fotos, fotos para casamento, aniversário e reuniões. Para Documentos " e materiais fotográficos Preris ke fts K-7, Lr;mm.to ratrl, ptmtsrl fts canilis Av. Duque de Caxias, SIMPATIA PARA EMAGRECER Chico Xavier Quarta feira pela manhã, cal e{2 égua e dentro e'g o n' de gãs de a rr o z ccrespondente as q ' que vcz d e , 3 3:J2r. No ccloçe g rã o s a m a is d o qe deseja, pois os qulas perdidas nãc :z:: d2s. A nite beta água deirand3 os gãs da arroz, completando novamate crm i2 zcpa g água. unta feira pela m2ti em jejum beba a iça desanda cs g:? a 2! cT3'e:zd3 cm 1/2ccp: de pua. Senta-fena pela manhã en jzjm t. a4 cm zs çlc: te 3nt jntzs. DS: 1) Conzene o mesma copa drznteor:cr;Zw";z;3r.,7a sim2tia é intalel; 3)Tirar on decpas orr:genta "us çlss qa deses perder; 4) ece ma zarta­ fera, após distribuir as cépis 5) Pt que ra mesma una. Ba Sare! l JORNAL TRIBUNA DA FRONTEIRA DIARIO REGIONAL 12DE NOVEMBRO DE 1996 , POLICIA FLORESTAL DIVULGA APREENSÕiS DE OUTUBRO JARDIM- O comandante da Po- 11cia Florestal de Jardim, 20 Sargento PM Adelino Dorival Pa­ checo, divulgou os resultados - alcançados e relação dos ma te ..; riais de pesca e produtos da flora e fauna aquática apreendi dos pelo motivo de alguma irre­ gularidade. Foram lavrados 04 autos de Infrações da SEMADES/MS e 04 autos de Infrações do IDAMA/MS. Foram apreendidos nas operações realizadas pela Poli­ cia Florestal, 216 quilos • de pescados diversos, 05 tarrafas de pesca, redes de pesca, 13m? de lenha cerrado, 2,5m' de ma - deira de toras de bálsamo, 90 fines de aroeira verdadeira , palanques de aroeira. No tocan­ te ao período de reprodução das espécies aquáticas (PIRACEMA) - que deu início no dia 01 de no­ vembro estendendo-se na nossa região, considerada área de re­ cursos pesqueiros, até o dia 01 de março de 1997. "Informamos à população so - bre a resolução da SEMADES/MS - NO 285, de 29 de outubro de 96, que regulamenta o período de re produção dos peixes estabelecon do o seguinte: - - Ficará liberada a pesca arte­ sanal desembarcada (barranco) - para os pescadores amadores e profissionais; - O limite de capturas de pesca dos deverá ser de 5kg (cinco ki los) e mais um exemplar, obede­ cendo os tamanhos previstos na Legislação vigente; - Entende-se de pesca artesanal, aquela praticada com a utiliza­ cão de caniço, vara de nylon - sem o molinete e linhada a mão, desembarcada. Aos infratores as disposições que se estabelece a RESOLUÇÃO, serão punidos com os seguintes critérios: - Se pescador profissional, mul ta de 100 a 500 UFERMS , suspensão de suas atividades pe lo período de 90 dias, perda dÕ produto da pescaria e dos petre chos e aparelhos proibidos, bem Retificação CARACOL - Na Coluna da se­ mana passada (CARACOL EM SO - CIEDADE), houve um erro nosso, onde saiu na matéria "Tem qen te muitíssimo apaixonado em nossa city". Eu nao gosto de fofocas, mas vale contar quem e esse jovem. Adivinhem, é o jovem Daniel Palomares, que está no maior lave com uma su per gata, segundo comentam .. ~ 6ó prá contrariar, ela mo­ ra na Avenida Brasil. . O correto é, só prá contra riar, ela mora na cidade de Jardim. Pedimos desculpas, ao Da - niel Palomares, pela nossa falha, aqui. .. ,, Espero que não dê mal en - tendido... A Redação E VIVA O AMOR!!!! como da apreensao. - Se pescador amador mul a de 100 a 500 UFERMS, perda dos pro dutos da pescaria e dos petre - chos utilizados na pesca; - Se empresa que explora a pc~ ca, multa de 500 UFERMS, suspcn são de atividades por 30 dias~ perda do produto de pescaria e dos aparelhos e petrechos proi­ bidos, bem como a apreensão dos aparelhos, petrechos e equipa - mentos permitidos; - Todos os petrechos, aparelhos e equipamentos apreendidos, so­ mente serão restituídos aos se us proprietários após transcor­ rido o período total da PIRACE MA, e quitação das multas arbi­ tradas pela fiscalização - Em caso de reincidência, a multa será aplicada em dobro , sem prejuízo da adoção das medi das constantes do S 1 do Arti­ go 14 da Lei NO 6.938, de 31 de Agosto de 1.981. - O transporte do pescado irre­ gular, sujeitará o infrator a multa de 100 a 500 UFERMS e per da do produto, além de apreen - são do veículo pelo prazo total da Piracema; - A industrialização e comércio do pescado irregular, sujeitará ao infrator a multa de ··soo UFERMS, e perda do produto, a­ lém da interdição do estabeleci menta pelo prazo de 10 dias. - Informamos para conhecimento que o valor da UFERMS na atuali dade, podendo a vir subir ou me­ lhor ser aumentado é de R$ 6,00 cada UFERMS. Finalizando vale ressaltar - para que a população que colabo recoma Polícia Militar Flores tal, não cometendo nenhum tipo de violação contra a ictiofauna no período de reprodução. Esta­ mos atentos e iremos tomar to das as medidas necessárias estã belecidas em Lei. E ainda o in­ frator poderá vir a ser preso com pena prevista de l a 3 anos de reclusão e inafiançável. REPUBLICA SE POR INCORREÇÃO Prefeitura Municipal de Bela Vista Lei Municipal Nº 1001, de 05 de novembro de 1.996 ADVOGADO »t MI MM!çr«A RUA ANTONIO DIAS ADORNO, 93 - TV MORENA - R(067)741-5002 FAX- 741-6085 -CEP 79051-030 • CAMPO GRANDE - MS l:lRASIL Posto LAGUNÃO Atendimento • Classe A 24 Horas DE: ZA 1BOI E UGOLINI L Tl>A Atendimento Persowdízado Gasolina Diesel / ninas Restaurante Rodízio à R$ 4,0D A V. SANTA TEREZINHA, 370 yor frentistas ( Na Rodovia Guia Lopes - Nioaque) "Dispõe Sobre Abertura de Créditos Suplementares para o Exercício de 1996" O Prefeito Municipal de Bela Vista, Estado de Mato Grosso do Sul, FAÇO SABER que a Câmara Municipal aprovou e eu sanciono a seguinte Lei: Art. l • • Fica elevado para 30% o limite estipulado no Artigo 4°, Inciso I, da Lei Municipal 1 Nº 996/95, passando a ter a seguinte redação: "Art. 4° - . I CISO I • Abrir, durante o exercício Créditos Suplementares, até o limite de 30% (trin•~ por cento) das despesas fixadas nesta L:i, utilizando como recursos as fontes referidas no Artigo 43 e Parágrafo da Lei Federal Nº 4320/64. Art. 2° • Esta Lei entrará em vigor na data da sua publicação revogadas as disposições cm contrário. ABRAÃO AIU,IOA ZACARIAS. Proícito Municipal a. e a J, 7Gcgter- eti DEUS É DONO DO MEU NEGÓCIO "<» o :± ! ,Je e a ef te& hoj ietr. pret per 1terr queres 5acercado Americano Pro 'utos Allr,untíctos I s ·os Molhado, I Mat tais de constnução Prfuos, Roy as, calçados, Bljoulcrtas cm geral Edital ele Proclamas Janilde Rosa dos Santos, Oficiala do Registro Civil desta cidade e comarca de Bela Vista-MS., FAZ SABER à todos quantos o presente Edital de Proclamas virem, que apresentaram os documentos exigidos pelo Anigo 180 doCódigo Civil Brasileiro, Incissos I, II, IV e V, e pretendem se casar: MANOEL CORREIA DE ARAÚJO e LUCIMAR ALMEIDA DE ALBUQUERQUE, brasileiros ele divorciado, natural de ltatuba-PB, militar, residente nesta cidade, filho de Severino Gonçalves de Araújo e Maria Correia de _Araújo; ela, solteira, natural de Soledade-PB, professora, residente em Porto Velho-RO, filha de José Paulo Filho e Maria Albuquerque couto. Se alguém souber de algum impedimento que se oponha na forma da Lei. BELA VISTA-MS., 08 de Novembro de 1996 JANILDE ROSA DOS SANTOS - Oficiala Estofado Apolo 3-2-1 Lugar Korino A sta 230,00 ou 4 vezes de ' 57,50 1+3 sem acrésimo. ; 1 ± I i f i 1 ' 1 ! 1 SI ~ 7 t { Refrigerador Consul ; CRC 23A - 230 Litros .± (ova orpra, grátis a uma assadeira.) , :"j J A Vista 400,00 ou 3 vezes de 133,33 1+2 sem acrésimo E MAIS: NOSSO PREÇO A VISTA EM Fogão Gol Super Dako 4 Bocas (Na compra, grátis uma assadeira.) À Vt•t.a 180.00 ou 3 vezes de 60,00 1+2 sem acréslmo '- 'NgEmT ..71T - JARDIM: Av. Duque de Caxias, 201 - 251-2562 / 251-2177 I JARDIM: R. Ver. Romeu Medeiros sln - 251-2479 BONITO: R. Monte Castelo, 812 - 255-1379 J puro spíri j guia e mas o da ún' 1 dias CJffiJS, era eh olíti erviç Peque u família xtrem família havia ttf Raquel, compri,' pequena levantar costura d dmirad, 19. . ' l JORNAL TRIBUNA DA FRONTEIRA DIARIO REGIONAL 12DE'OVEMBRO DE199 PALNA - 75 O Punhal de Deus No Novo Testamento a lei é "olho por olho dente por dente", Deus é rigoroso, vingativo e seus seguidores seguem à risca Seus ensinamentos. A ira de Deus é terrível, destrói cidades, povos e aniquila os seus inimigos com raios e explosões. Um Deus com um poder de fogo semelhante a energia nuclear. Ainda hoje temos esses fanáticos seguidores da letra. Jesus Cristo, no Novo Testamento, pregou a tolerância, o amor, a justiça, o perdão, os mansos e pacíficos herdarão a terra, não faças aos outros o que não queres que te façam. O Deus do Novo Testamento é puro amor e perdão. É o Deus do espírito. Jacó seguia a Bíblia letra por letra, guia e mestre, não o Novo Testamento, mas o Velho Testamento. Proprietário da única alfaiataria da cidade, passava os dias confeccionando calças, ternos, camisas, um bom alfaiate. Seu trabalho era elogiado em toda a região, até os políticos da Capital se utilizavam de seus serviços. Alfaiataria e loja de confecções. Pequena, mas de qualidade. Um homem trabalhador, pai de família exemplar, mas fanático ao extremo quando se tratava de religião, família, moral. Imagine, em sua casa não havia televisão, suas filhas, duas, Rute e Raquel, usavam vestidos longos, cabelos compridos e quando havia clientes na pequena loja elas não podiam nem levantar o rosto, ajudavam o pai na costura das camisas. Moças lindas e admiradas. Rute com 17 anos e Raquel 19. Namorados? Nem pensar. Deus se encarregaria disso. Com o tempo. Nem mesmo estudavam, para o pai até a escola era um foco de imoralidade, bastava saber ler e escrever, isto elas sabiam. Livros, só a.Biblia. O Velho Testamento. - Mulher é para servir o marido, cuidar da casa, dos filhos, ser temente a Deus e às Suas leis. Mas as filhas trabalhavam. E das 7 as 11 das 13 às 18 horas. Assim pensava (falava e agia) o Jacó. Sempre com a Bíblia nas mãos. Aos domingos, pela manhã, seguiam, Jacó, sua esposa Fátima e as filhas, bíblias na mão, em direção à Igreja. No caminho, cumprimentos respeitosos, impecáveis no trajar, as moças eram motivos de chacotas quando passavam na esquina do bar do Job, ponto de encontro da juventude do lugar. O pai olhava carrancudo, severo, para os jovens, quando um ou outro, mais atrevido, soltava um gracejo. - São verdadeiras flores essas bonecas! - Respeito é bom e eu gosto, respondia Jacó. A meninada caia na risada. As moças coravam e andavam mais rápidas. Na alfaiataria, onde funcionava também a pequena loja, com camisas e calças à venda, na verdade Jacó estava se transformando num pequeno industrial, havia comprado até duas máquinas modernissímas, em todas as paredes, pensamentos bíblicos. Um chamava a atenção, era o maior deles. "SE VOCE NÃO COLOCAR EM PRÁTICA TODAS AS PALAVRAS DESTA LEI ESCRITAS NESTE LIVRO, TEMENDO O NOME GLORIOSO E TERRÍVEL DE JAVÉ, SEUDEUS,JA VÉ FERIRÁ VOCE E SUA DESCENDÊNCIA COM PRAGAS ESPANTOSAS, PRAGAS TREMENDAS E PERSISTENTES, DOENÇAS GRAVES E INCURÁVEIS (Deuteronômio, cap 28, v 58). Jacó acreditava piamente na palavra de Deus, sílaba por sílaba, acreditava mesmo, e as temia. Quando as filhas, pobres moças, iniciavam respeitosamente um diálogo com o pai, falando de modernidade, dos costumes, ele simplesmente indicava o cartaz e as repreendia. - O Mal está à espreita, hoje ás duas vão se recolher mais cedo, pagar penitências, orar ao Senhor, orar para que Ele cuide de seus pensamentos. E a vida de Jacó, suas filhas, seguia no mesmo ritmo, sua mulher, Fátima, não saia de casa nem para as compras, quando o fazia Jacó ia junto. Passava os dias cuidando da limpeza era motivo de elogios das vizinhas. E das irmãs que a visitavam, todas as Terças-Feiras, para a oração do lar. Quando o assunto era o casamento das filhas, Jacó dizia que no momento oportuno arranjariam um noivo, na Igreja, moço temente a Deus, trabalhador e fiel aos princípios bíblicos. Até que um dia ... Foi numa segunda feira, por voltas das 9 horas, Jacó havia saído para as tarefas de costume, passaria no banco, no correio e na rodoviária. Todas as segundas feiras chegava mercadoria pela Viação Cruzeiro do Sul. As moças estavam na loja, com as três empregadas, uma atendia no balcão, as outras na costura, todas, perceberam a chegada de um moço, o carro, o gol 1.000, branco, parou bem em frente. Rapaz alto, moreno, forte, boa pinta mesmo, vendedor, estava visitando Jacó para lhe oferecer linhas e materiais para a loja. Foi atendido por Raquel, a mais bonita. - Meu pai saiu, volta mais tarde. - Posso esperá-lo? Raquel hesitou. O pai não ia gostar. O moço a olhou de urna maneira. diferente ... nunca ninguém a havia olhado daquela maneira ... Raquel sentiu como se uma corrente elétrica passasse por seu corpo. Tentação, meu Deus, tentação ... pensava. - Meu nome é Paulo, e o seu? - Raquel. Respondeu tímida. Paulo a olhava, dos pés a cabeça, apesar da roupa, vestido longo, as formas da moça eram perfeitas, cintura fina, que tesouros escondia aquelas roupas? Ficaram ali, proseando, amenidades, Raquel respondia às perguntas timidamente, sem levantar os olhos. Paulo cada vez mais atraido. Jacó chegou. Não gostou de ver a filha conversando com um estranho. Paulo era envolvente. Simpático. Conquistou Jacó. Foi até convidado para o jantar, ao ouvir o convite, as moças se olharam. Que surpresa! ssim começou o romance de Paulo e Raquel, isto mesmo, romance, namoro em casa sob os olhares vigilantes da mãe. E Paulo se submetia, até mesmo às pregações de Jacó, até uma Bíblia havia ganho! A filha feliz, o pai mais ainda, além de estar convertendo uma alma, levando­ ª para os caminhos do Senhor, havia arrumado um genro, moldaria o seu caráter, fazia planos, quando se casassem Paulo deixaria de viajar, tomaria conta da loja, seria um bom auxiliar. O interessante, nem Jacó, nem a mulher, muito menos a filha, procurou saber quem era Paulo. Apenas aceitaram suas explicações, era arrimo de família, criado pela avó, que morrera há pouco tempo, morava sozinho, na capital, passava a maior parte do tempo viajando. - Pobre rapaz, agora vai ter uma família. Falava Jacó. E completava. - Será o filho que não tivemos mulher. Fátima não fazia comentários. Com a sensibilidade de mãe desconfiava de alguma coisa, mas não sabia de quê. Mas desconfiava. O desastre ocorreu, ou melhor, a casa de Jacó desabou, numa sexta-feira, dia em que havia reunião de jovens no templo, mais para os noivos. Lá foram Paulo e Raquel, acompanhados pela irmã. Ninguém sabia explicar como, mas em determinado momento, Paulo e Raquel deixaram Rute na igreja e saíram para um passeio. Paulo, sedutor, conseguira o impossível, embaixo da ponte do rio das Neves, sob o suave murmúrio da água nas pedras, colchonete na areia, (ele sempre carregava o colchonete) fez Raquel mulher. Depois ela chorou muito. Apavorada. Com medo da reação do pai. Acharam melhor não contar nada. Negócio era casar o mais rápido possível. Paulo viajou.. Passaram-se mais de 15 dias e nada. Um mês, três meses. Nada. Todos se preocupavam, o que havia acontecido? Doença ou acidente, só poderia ser isto. E Raquel, chorava, dias e noites, sua menstruação não viera, sentia tonturas, até desmaiara.A mãe dscobriu tudo. Apenou a filha. Ela contou. Jacó foi à pro.rade Paulo. Na firma deram o endereço, morava num conjunto habitacional, passou uns 15 minutos procurando a casa, encontrou, tocou a campainha, um inenino veio atender. - O pai tá viajando, só chega amanhã. - E sua mãe está? Pensou. Errei de casa. Não é aqui a casa de Paulo. Era. Pai de família, casado, três filhos, tido e havido como o conquistador do bairro, o galã das mocinhas. A mulher resignada. Aceitava o marido como ele era. Jacó voltou para a sua cidade. Arrasado. Não comentara nada com a esposa, nem com as filhas. Proibira Raquel de sair de casa, nem mesmo para ir a igreja. Esperava. Todas as noites, pegava o punhal, cabo de prata, longo, e o afira. lentamente, pensando, pensando... Foi o Rui, lavador de catros no posto de gasolina, irmão da Igreja, humilde, pobre, mas honesto. Tudo arranjado. Com o perdão de Deus (e de Rui), Raquel arranjara marido e pai para o filho que ia nascer. Rui deixara o posto para ser gerente d: loja. E conseguira a moça mais bonita da comunidade religiosa. Passaram-se dois anos, Jacó, aos domingos, depois do culto, passava na casa da filha, brincava com o neto, conversava com o genro, falava de Deus, a vida de Raquel era uma prisão. Sem direito a nada. Devia muito ao Senhor (e ao pai). Nio reclamava, mas, quando sozinha, chorava, chorava muito, lembrando do envolvente Paulo. Seu grande amor e sua grande traição. Um dia, quando Paulo era apenas uma lembrança, Jacó o encontrou, numa cidade visinha, tratou-o da melhor maneira, acreditara em sua l:istória, sofrera um grave acidente, muitos meses no hospital, até perdera a memória. E Raquel, como estava? Bem, muito bem. O convite para o almoço, todos o haviam perdoado. Paulo sabia, os amigos h wiam contado. Era pai de mais um menino. A moça casara. Arrumara um troux .. Bem, mais uma amante vinha a calh J :, ainda mais Raquel, tentaria conquistá-. enovo. Na volta para a cidzd 'e Jacó pararam numa clareira, "tir. gua do joelho", Paulo não viu, de ur cquena maleta o alfaiate pegou o punhal, {oi tudo muito rápido, duas ou três estocadas. O inimigo do Senhor caru. Não esboçou sequer um gesto !' !efesa. 'Morreu ali mesmo. Jacó limpou o punhal, o guardou na maleta. Antes de jogar o corpo no rio, cortou suas duas mãos, o pênis e arrancou os olhos, colocando tudo num saco plástico. À noite, antes de jantar, foi visitar a filha, ela não entendeu quando o pai, passando-lhe o saco plástico, disse-lhe "o anjo vingador do Senhor fez justiça". Rui ouviu o grito da mulher. Correu.. Ela desmaiara. No chão, espalhados, os olhos e as orelhas de Paulo. No Presidio Central, na Capital, os presos aos domingos pela manhã frequentam o pequeno Templo onde um homem barbudo, olhar ardente, prega a palavra do Senhor. Condenado por assassinato. E um alfaiate que passa os dias consturando uniformes na prisão, nos finais de semana recebe a visita da mulher, da filha, do genro e de um menino, com o nome de Isaque. Enquanto está na prisão, o genro é quem cuida de sua alfaiataria. E das mulheres. No Hospital Psiquiátrico Bom Pastor, uma mulher, muito bonita, frequenta rmbém o templo, é costureira e vive cantando hinos religiosos. Ess:. 'a história de Jacó e de sua flha Raquel. F de Paulo, o conquistador. E tambér1 a história de Rui, o ex-lavador de carros, hoje proprietário de uma alfaiataria, loja e segundo as más línguas das candinuhas do lugar, amante da cunhada Rute e da sogra Fátima, tudo em nome do Senhor dos Exércitos. JORNAL TRIBUNA DA FRONTEIRA . DLARIO REGIONAL_ 12DE NOVEMBRO DE1.%9.- PAGIA- 6 Compra, Venda e Troca de Veículos Gol GTS completo, ano 92/ 92, Grafite, Alcool, RS 10.500,00 Col 1.6 roda som 1", ano 91 / 91, Branca, Gasolina, RS 7.000,00 COI BX, ano 85/86, Cinza, Gasolina, R$ 3.300,00 COI BX, ano 82/82, Verde, Gasolina, R$ 2.500,00 COI CL, ano 8!!/89,Branco, Alcool, R$ 5.500,00 COI F completíssimo, ano 95/95, Vinho, Gasolina, R$ 17.000,00 COI 1.000 modelo velho, ano 96/96, Branco, Gasolina, RS 9.500,00 COI 1.000 Plus, ano 95/ 96, Azul, Gasolina, R$ 1 ).500,00 COI CL 1.6, ano 85/85, Prata, Alcool, R$ 4.700,00 COI CL 1.6 som, ano 95/ 95, Azul metálico, R$ 13.000,00 Parati CL, ano 87/87, Dranca, Alcool, R$ 5.500,00 Saveiro CL, ano 88/88, , Azul, RS 4.200,00 1 Saveiro CL, ano 92/92, Prata metálico, Alcool, R$ 7.000,00 Pampa S 1.8, ano 91/92, Vermelho, Alcool, R$ 6.800,00 Pampa Cuia 1.8, nno 90/ 90, Vermelho metálico, RS 6.300,00 Pointer 1.8, ano 94/94, Azul metálico, Alcool, RS 8.500 + 5x570 Elba SL 4 portas 1 º, ano 93/93, Prata metálico, Gasolina, R$ 7.000+17x225 Uno 4 portas completo, ano 95/95, Azul metálico, Gasolina, RS 7.000+25x240 Escort CL completo, ano 88/88, Vinho, Gasolina, RS 6.000,00 Uno Mille I", ano 91/91, 1 Verde metálico, Gasolina, RS 6.800.00 • Uno S. ano 85/86, Branco, Akool, R$ 4.500,00 uno S 1 º, ano 93/ 93,Vermelho, Alcool, RS 7.500,00 Fusca remodelado, ano 78/78, Branco, Gasolina. 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C 20 Rodão som I.ano Vermelho, Alcool R$ 93/94, Azul, Gasolina, R 5.000.00 14.50IJ.()() Monza 4 portas , ano Toyota Relux 4 83/83, Grafite, Alcool. Rs portas omp., ano 94/95, 4.000,00 Branca. Diesel, R! 28.000.00 Monza 1.8, ano 85/85., Toy0ta Relux 4 Prata. Alcool, R$ 4.000,00 portas comp, ano 94/94. Monza 4 portas, ano 89: Grafite. Diesel, R$ 23.000,00 90, Az.ul rnetálico,Alcool. R Mitsubishi 4 portas 7.000,00 comp., ano 93/93, Azul Escort GL comp'ar, ano 91/ metálico, Diesel, RS 92, Prata metálico, Gasolina 25.00.00 RS 7.200,00 B esta comp. 2.7. ano Flat 14 7, ano 80/8 I. 95/9S, Prata. Diesel. RS llranco, Gasolina, RS 21.000,00 1.800,00 D 20 roda som c/fibra, ano Brasília, ano 78/78, Verde, 89/89, Bege, Diesel. RS Gasolina, R$ 1.500,00 14.000,00 Corcel I roda som, ano 75/ Caminhão MWM Ford, 76, Azul, Gasolina RS ano 77177,Azul, Diesel, RS 2.800,00 8.000,00 Saveiro Comp, ano 94/ Peugeot ano94/95,Bege, 94, Vermelho, Gasolina, R$ Diesel, RS 10.300,00 10.000,00 Peugeot, ano 94/94, Monza, ano 91/91, Vinho, Vinho, Diesel, RS 10.000,00 Alcool R$ 11.000,00 Caminhão Truck Turb Pampa, ano 93/94, Branca, Granel, ano 79/79, Laranjado, Gasolina, R$ 7.800,00 Diesel, RS 20.000,00 Pampa L 1.6 Prot. cas, Caminhão 113 Truclc ano 96/96, Verde metálico, turbo, ano 77/78, Gasolina, R$ 11.S00,00 Vermelho, Diesel, RS Tipo Comp. menos ar 20.000,00 1.6 IE, ano 93/94, Preto, F 4.000 Motor MWM, ano Gasolina, R$ 13.500,00 8 l /81, Dege, Diesel. R$ Elba SL, ano 89/89, 10.000,00 Vermelho,Alcool, R$ F 1.000 Cabine Dupla, 4.500,00 ano 84/84, Prata faxa, Diesel. 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I NILUNA DA EIONIEIIA:, D IARIO REGIONAL Comunicacão ao Público I Ato do Exmo. Presidente do Eg. Trib: .I Regional do TrabJlho da 24' Reiio - Mato Grosso do Sul-, Juiz Jalha Jallad, autorizou o FUNCIONAMENTO ITINERANT DA JUNTA DE CONCILIAÇÃO E JULGAMENTO DE AQUIDAUANA, na qual encontra-se contida a jurisdição tn1balhi!;ta de v:írios Município; do Estado, dentre eles UclJ Vist:1 e Caracol. A iniciativa, pioneira no Estado, permite que a Justiça do Trabalho chegue o mais próximo possível dos seus jurisdicionados e dos locais onde se instalam os conflitos decorrentes da prcstaç.1o de trabalho, pennitindo melhor conhecimento da realidade regional, de outra parte poupando as partes envolvidas no processo (empregados e empregadores), testemunhas e advogados e longos e dispendiosos deslocamentos. Em Bela Vista, a Junta Itinerante atuará durante uma semana a cada dois meses, realizando audiências no salilo do Tribunal do Júri do Fórum local (Rua Barão do Ladário, Nº 1595 • Centro • Bela Vista­ M pela manhã e à tarde. A primeira pauta está marcada para o período de 18 a 22 de novembro do corrente ano. As audiências serão unas, isto é, caso n11o haja acordo, deverá a parte reclamada apresentar sua defesa e documentos e, de imediato, se abrirá vista à parte reclamante para a correspondente manifestação, seguindo-se na instrução processo com a colheita dos depoimentos pessoais dos litigantes e de suas testemunhas, preparando-se o feito para o scntenciamcnto. Havendo disponibilidade de tempo, a sentença será prolatada na mesma audiência. Em breve, será instalado nas dependências da Prefeitura Municipal serviço de protocolo para petições e outras manifestações das partes. Enquanto não implantado o sistema de protocolo as petições deverão ser dirigidas à sede da Junta de Conciliação e Julgamento de Aquidauana - Rua Luiz da Costa Gomes, S/N", Bairro Alto - Aquidauana-MS - CEP: 79.200-000- Fone 241-4252. Márcio Vasques Thibnu de Almeida Juiz do Trabalho Presidenie da J.C.J. 12D ENOVEMBRO DE 19%) PAGINA 8 Testemunhas de Cristo no Mundo NÍMIA Confecciones Ru~ Lomas Valentinas,367 QQa038-221- Bella Vista/PV Confecções para homens, mulheres e crianças WHAALDREN LEE COOPER ;Representante Sou ainda capaz de resentlr a emoção com que, há quase 50 anos, morando na Fran ça, li um texto de Crn0st Psychari (1882 --- 1914). Neto de Ernest Renan, ardoroso con­ vertido à fé católica e muito sofrido por saber que o avô renegara clamorosar-;cn ·e CQ sa fé, o joven Psychari vivera longos anos a serviço do seu país na Africa do Norte Pouco antes de cair no campo de batalha , ele escrevera no seu livro" A viagem do - centurião": Alegra-me, ainda que me custe sacrifício, ser testemunha da França nas - areias do deserto. A parte um certo toque colonialista, a frase descreve pcrfeitarncn te o que seu autor entendia ser sua missãÕ e até a razão de ser da sua vida. Já me aconteceu, em conferência, defi­ nir assim o cristão leigo: Testemunha de - Cristo, do Evangelho, cio Reino nas areias do mundo, no deserto dn wna civilização se cularizada e indiferente, entre as contra= dições da modernidade. Ora, quase ao término do mês de agosto, mês vocacional na Igreja Católica no Bra­ sil, não teríamos a visão completa das vo cacões cristãs, se não considerássemos tah bém a vocação de leigos. Bem sei que, qua~ do um ou uma jovem se nutodefine como voca cionado(a), está se declarando chamado(a) ao sacerdócio ou à vida consagrada, especi almente à vida religiosa. Mas já chamei ã atenção, nesta "Mensagem dominical", e vol to a chamá-la, para impropriedade do ter­ mo: vocacionado(a), no sentido de escolhi­ do(a) e chamado(a) por Deus para uma mis­ são na Igreja e para o mundo, é também aquele(a) que, após sério discernimento , aceita ser leigo(a). O que caracteriza um(a) leigo(a), segun do a definição que acima propus, inspiran­ do-me em Ernest Psychari, é o fato de sen­ tir-se chamado a viver o seu Batismo/Con­ finnação - e, portanto, sua fé impregnando lhe a vida, sua consagração a Deus, sua es piritualidade, seu impulso missionário, t~. do - não retirado do mundo mas no coração do mundo. "Não Te peco, ó Pai, que os afas tes do mundo mas que (no mundo)os libertes do Mal (ou do Maligno)", rezava Jesus na véspera da sua Paixão (Jo. 17,15). Ser leigo significa, pois, ser algo mais do que o simples homem-da-rua. Ser leigo supõe ter recebido o Batismo/Confir- mação e viver em coerência com este Sacra­ mento, atuando no meio das realidades ter restres a fim de que estas sejam alicerces e fundamentos do Reino de Deus. Quais são essas realidades terrestres, campo de ação natural dos leigos? Impossível enumerá-las de modo exaustivo e articulado, tantas são elas e tão complexas. Só a título de oxem­ plo, entre elas emergen: a política enquanto ciência, arte,tég nica do Bem-Comum; - a questão social ou o exercício da convivência das pessoas humanas na socieda CERVEJA KAISER - 600 MI - R$ O, 90 KAISER LONG NEK - R$ 0.65 _ Rua do Contorno, 1161 1 W251-17l5 - JARDIMIMSI CORDIL PRESENTE NO VI JEJ/96 de sob o império dos direitos e deveres d cada um, regulados pela justiça e a pa; ... o estabelecimento de uma ·conomia mar cada não pelo lucro nas pc-lu colidarlc-cladn em todos os âmbitos, inclusive no das rela coes internacionais; - o mundo das ciências o do progresso - tecnológico; - o espaço das artes, da literatura ds artes plásticas, da música~ dancu, da ar­ quitetura às criações estéticas populares; - O turismo com suar. dimcnr;oei; d11 intc;: câmbio entre as nações, de valorização do folclore; - os meios de comunicação o suas moder­ nas conquistas, da informática à robótic~ e à telemática, com todas as transformços que estes determinam no comportamento pes­ soal e comunitário; - mas também aquela realidade terres­ tres, sem dúvida a mais importante por ser a que mais profunda influência exerce so­ bre as pessoas e sobre a sociedade, ou sg ja, a Família, comunhão interpessoal basca da no amor e no matrimônio, santuário da - vida, geradora e formadora de pessoas. São essas as realidades que o(a) leigo (a) é chamado(a) a gerir para que elas, cm lugar de serem hostis e destruidoras do Reino de Deus, se tornem mais e mais mate­ rial de construção deste Reino que se inau gura e se desenvolve aqui na terra até suã fonna definitiva na eternidade. Ora, sim como as outras vocações -- para o sacerdócio e para a vida religiosa - exi gem discernimento e depois longa e acurada prepacação, também a vocação para a função, missão e atuação de leigo não se cumpre adequadamente só com a fé, a vida sacramcn tal, a prática devocional e o seguimento do evangelho. Sem isso wna pessoa não pode definir-se leigo(a) mas só isso não basta. Um (a) leigo(a) precisa de séria formação, sim, no seu aspecto religioso mas igualmen te, e não menos, no seu aspecto profissio­ nal, sem o que o testemunho que ele dara - na sociedade será altamente negativo. De - um leigo(isto é, homem de Cristo e da Igre ja no coração do mundo), se ele é políticÕ, engenheiro, comunicador social, operário, gari ou lavrador, deve-se poder dizer que ele é o mais preparado em qualquer uma des sas profissões e desses compromissos. o me lhor pela competência, pela seriedade, pe­ la lisura, pelo espirito do bem-comum. De­ us nos livre e guarde da pena e da vergo­ nha de ouvir dizer: "F. é um torneiro-- me­ cânico ou um deputado ou um professor uni versitário medíocre; é natural: ele é catÕ licol" ... Neste quarto domingo de agosto colocamo nos, pois, diante da vocação de leigo(a) . Quer dizer,_compreendamos que o leigo ou a leiga_nao_sao cristão de segunda categoria. Nao sao so aquele ou aquela que não teve - vocaçao e, portanto, caiu na vala-comum do laicato. Ser leigo é possuir um chamado e5 pecifico de Deus para ser testemunha de Cristo e do seu Reino no meio do mundo. t sentir-se chamado pela sua fé cristã a ad­ ministrar as realidades temporais a fim de ~~rna--~as pedras e cimento para edificar, Ja aqu1 no mundo, o Reino de Deus. Lucas Card.Moreira Neves, O.P. Ser leigo é possuir um chamado específico de Deus para ser testemunha de Cristo e do seu Reino no meio do mundo e Ldificio pelo Ju de AI • presen serven militan Juí1.1 d Dm.Ell tagua Fo C:i!ólicas Campo Gr Anachc f. de apcrfc Proccssua tercido a Assessora Planejam cm Assessora Justiça de Direito Ci de Mato d:'.norninada 1 Professora da Magistra Provada } Iitulos para Fado de M, cm Iº d F $, Ie "stituta d, e " lln.aneceu - q--, d < ~ o foi ta,,.. E c1a c 1 in alá r Administração: MARIA HELENA BENITEZ A_ A atando o dres«rio, incentivando as atividades produtices Sempre, por uma? orto Murtinho melhor