AHO: XXV - N 1824 - BELA VISTA - SEXTA-FEIRASBADO - 07/08 DE MARÇO DE I.997 - FUNDADOR: IVALDO PEREIRA - RS 0.50 
Educação em Bela Vista recebe atenção especial 
Desde a posse da nova Administração 
Municipal, cm 1 ° de Janeiro do corrente 
ano, o setor educacional em nossa cidade 
vem passando por profundas 
transformações e graças a competência da 
equipe comandada pela Secretária Orlada 
Freitas dos Santos, hoje nem de longe a 
educação em Bela Vista pode ser comparada 
ao verdadeiro caos deixado pela 
Administração anterior, com Professores 
da REME cm greve devido aos atrasos nos 
pagamentos i:los salários e, cm consequência, 
os alunos em sua maioria sem concluir o ano 
letivo de 1.996. Página• 02 
Florestal incinera malhas de pesca 
apreendidas durante o ano passado 
esta quinta-feira, dia 06, 
na sede do Destacamento PM 
Florestal de Dela Vista, foi 
realizada a incineração de parte 
das malhas (redes e tarrafas) 
apreendidas pela unidade nas 
Operações de fiscalização 
desenvolvidas durante o ano 
passado ao longo do Rio Apa e 
seus afluentes. o total foram 
incineradas 38 tarrafas e 20 
redes, de tamanhos diversos. 
A queima dos petrechos 
de pesca proibidos foi 
coordenada pelo Comandante 
do Destacamento PM Florestal 
'de Bela Vista, igt. Sovemigo e 
contou com as presenças do 
Cmt. do 3°Pelotão PM, Tenente 
Villasanti e da Diretora e alunos 
da Escola Municipal Pedro 
Ajala, localizada ao lado da sede 
do Destacamento da Florestal. 
Na oportunidade o 
Sargento Soverigo fez uma 
pequena palestra educativa e de 
orientação aos alunos 
destacando a importância e a 
necessidade de preservação do 
Rio Apa e adjacentes, "para que 
as futuras gerações também 
possam usufruir dessa 
vcrcl:ideira dádiva da natureza. 
que tantas riquezas oferece à 
todos nós", afirmou o Militar, 
citando a poluição dos rios, 
principalmente o Apa. e a pesca 
Uma grande quantidade de malhas de pesca foram 
incineradas pela Policia Florestal 
-a 
·.g. 
~ 
Sargento Sovernigo fala aos alunos da Escala Pedro Ajala 
predatória que antes da principais fatores responsáveis 
instalação do Destacamento PM pela degradação ambiental que 
Florestal cm Dela Vista ocorria nossos mananciais de água vêm 
em grande escala, como os sofrendo nos últimos tempos. 
1 ...... 
1 
Prefeito José Garibaldi, Secretária de Educação Orlanda Freitas dos Santos e o Secretário de 
Administração Ramão Areco, junto a parte dos equipamentos destinados as Escolas da REME 
Hosne pede ao Governo reparos na 
Rodovia que liga Caracol à Bela Vista 
.,,, 
Moradores pedem e Presidente da 
Cãmara reivindica quebra-molas na Vila Nova 
Gasco faz diversas reivindicações ao Prefeito 
Renato alerta para a situação 
do Hospital São Vicente de Paula 
Getúlio quer a proibição da 
retirada de areia do Rio Apa 
 
lsabela quer mutirões nos Bairros 
Ildefonso pede informações 
sobre a Merenda Escolar 
Expansão da rede de água, alargamento de rua, 
colocação de bueiros, patrolamento e cascalhamento 
Colocação de tela na Escola Pedro Ajala 
Leia essas e outras Reivindicações dos nossos Vereadores 
em Cjmara é Noticia e Informação. nas Páginas 04 e 05 
Afirmando que o estado precário de 
conservação da MS-384, que liga os 
Municípios de Caracol e Bela Vista. implica 
cm permanente insegurança de motoristas 
que trafegam na estrada. o Deputado Hosne 
Esgaib, lider do Governo na Assembleia 
Legislativa. solicitou ao Governador Wilson 
Barbosa Martins, ao Secretário de Obras e 
ao Diretor do DER UL imediata 
conservação da via. 
a indicação aprovada pelo 
Parlamento, Hosnc aponta a necessidade de ' 
construção de novas pontes sobre os 
diversos cursos d'água que corta a IIS-384. 
solicitando estudos para troca de algumas 
pontes de madeira por obras de concreto. 
As constantes cheias dos Rios 
reduzem drasticamente a vida ütil das pontes 
de madeira que exigem permanentes reparos 
e são uma ameaça aos veículos, cm especial 
caminhões. que transportam a produção pela 
estrada. 
Deputado Hosne Esgaib - Foto 
Na foto considerávt!I quantidade de "maconha" 
apreendida pela PM 
Câmara Municipal de Caracol 
PORTARIA Nº 002/97 
Timn Ferreira leite, Presidente da Càmara Municipal 
de Caracol/MS., no uso de suas atribuições que lhe são 
conferidas por lei, RESOLVE: 
1 • Nomear JOSÉUO OOS SANTOS, para exaro o Cargo de 
Provimento em Comissão. como Chefe de Divisão 
Administrativo. Símbolo CC-2. do a.sexo La partir do dia 01/ 
02.97 
- REGISTRA SE, CUMP"A SE e PUBLICA SE 
Caracol/MS., 01 de Fevereiro de 1.997 
TIRSON FERREIRA LEITE· Presidente da Câmara 
PREFEITURA MUNICIPAL DE BELA VISTA 
DECRETO NO 93897 de 06 de Março de 1.997 
"Prncga prazo para pagamento te IPTU, exercido de 1.997. 
0 Prefeto Municipal de Bela VtaMS, no uso de suas 
atribuições legais e tendo em t3 Disposto no Artigo 297 da 
L,i 965 de 2D112i93: 
DECRETA: 
Art. t' • Fie.a prorrogaoo atê o aia 20 de abrd é• 1997, o prazo para 
aguamento de parcela ünca e 1parcela do Ipasto Predial 
Tertona' Urtan IPTU, exerci de 1.997. 
Ar.2' -Este Decreto etra em vgr na tata ce ua putlcação. 
Ar.3-Revagam se as dpcçes em contrária. 
Gabinete do Prefeita. OS de Mar;o de 1.937 
JOSÉ GARIBALDI DA ROSA NETO .Preteit Municia! 
Polícia M11Ita apreende 
carregamento de "maconha" 
Na última terça-feira. 
dia 04/03, por volta das 23:15 
horas, ao realizarem revistas 
de rotina nas bagagens 
embarcadas no ônibus 
noturno que faz a linha Bela 
Vista/Campo Grande, 
estacionado na Estação 
Rodoviária, policiais militares 
encontraram um 
carregamento de 
aproximadamente 09 quilos 
de maconha prensada e 
embalada em pacotes com 
pou o mais de um quilo cada. 
acondicionada em uma caixa 
de papelão em meio a 
"coquitos", erva mate e 
produtos para confecção de 
bo!o, utilizad para despistar 
a fiscalização e eliminar o 
cheiro da"erva". Um casal. ele 
paraguaio e ela brasileira. 
residente em Araraquara'P 
foram detido e indiciados 
pela Policia como 
responsáveis pelo transporte 
da droga. Pãgina/06

JORNAL TRIBUNA DA FRONTEIRA DIÁRIO REGIONAL 	EM, ODE PAGI A. G! 
Educação em Bela Vista recebe atenção especial 
Desde a posse da nova Administração 
Municipal, em l de janeiro do corrente ano, o 
setor educacional em nossa cidade vem passando 
por profundas transformações e graças a 
competência da equipe comandada pela Secretária 
Orlanda Freitas dos Santos, hoje nem de longe a 
Educação em Dela Vista pode ser comparada ao 
verdadeiro caos deixado pela Administração 
anterior, com Professores da REME em greve 
devido aos atrasos nos pagamentos dos salário e 
em consequência, os alunos cm sua maioria sem 
concluir o uno letivo de 1996. 
Tao logo foi constituída a nova equipe da 
Secretaria Municipal de Educação, em janeiro, 
forurn desenvolvidas negociações corn os 
Professores que estavam cm greve, fazendo 
com que eles retornassem às snlns de aulas 
rapidamente, o que possibilitou o término do 
ano letivo de 1996, sendo iniciada também, logo 
cm seguida. a matrícula dos alunos da pré-escola 
: 8' Série do 1 ° Gruu cm todas as Escolas da 
Rede Municipal de Ensino, para o nno letivo de 
1997, incluindo-se as escolas Panorama. na 
Fazenda Panorama, Silo Patrício. no Ilairro da 
Cancha e Canaã, na Fazenda Canaã. que foram 
reativadas. 
Entre as inúmeras ações desenvolvidas 
nesses dois primeiros meses pela Secretaria 
Municipal de Educação. podemos enumerar 
algumas consideradas mais importantes: 
organização dos arquivos das Escolas que se 
encontravam desativadas; reparos e pequenas 
refomrns na estrutura fisica elas Escolas, tanto 
urbanas como rurais, atendendo a reivindicação 
dos Pais de alunos; rcntivaçào elo curso de 1 º 
Grau noturno na Escola Jarbas Passarinho, no 
Ilnirro Antonio João; recuperação e 
reaproveitamento de carteirns escolares e mesas 
para as snla.s de aula e direção das Escolas; 
realização de reuniões com pais de alunos e 
lidcrnnças elas Escolas Rurais e da /Ideia 
Indígena Piracuá; recuperação total da frota ele 
vcfculos da Secretaria Municipal de Educação, 
que está sendo feita. considerando-se que a 
maioria dos veiculos utilizados no transporte de 
alunos e professores foram encontrados em 
precárias condições de uso, etc.. 
A equipe responsável pelo conteúdo 
pedagógico da REME etá trabalhando com a 
finalidade de transformar também a realidade 
encontrada nas Escolas, incentivando o trabalho 
em conjunto, estando preparada para integrar o 
processo ensino-aprendizagem através de um 
programa de trabalho previamente elaborado, 
reconhecendo-se a necessidade de acompanhar 
as diretrizes curriculares aplicadas na Rede 
Estadual de Ensino. com a finalidade de unificar 
a qualidade de ensino cm nosso Município. Lrn 
resumo, o trabalho da coordenação pedagógica 
está voltado tanto ao Professor como ao próprio 
oluno, para isso estilo sendo elaboradas c 
dbtribufdas apostilas de apoio aos Proressorc~ 
ele acordo com os conteúdos programáticos 
1 istnclos pela Secn.:tnria ele Estado de Educação. 
o objetivo maior é oferecer uma melhor 
qualidade de ensino nas escolas da REME. 
preparando da melhor maneira possivel os 
alunos para que amanhã eles não sofram as 
conseqüências de terem recebido urna educação 
básica de má qualidade. 
Equipamentos 
para as Escolas 
Esta semana a Secretária Municipal de 
Educação. Professora Orlanda Freitas dos 
Santos, recebeu do Prefeito Municipal José 
Garibaldi diversos equipamentos destinados às 
Escolas da Rede Municipal de Ensino. tanto 
urbanas como rurais, que cm muito vào 
colaborar para oferecer uma maior comodidade 
e conforto à todos os alunos, tais corno: 34 
pane Iões, 17 panelas de pressão de l O litros cada 
e 07 fogões industriais. destinados à confecção 
da merenda escolar; 09 mesas recuper.idas. 16 
bebedouros e 04 filtros d'água, sendo que os 
bebedouros serão instalados nas Escolas que 
possuem energia elétrica e os filtros nas Escolas 
e salas de extensão que não possuem energia. 
fazendo com que os alunos tenham água de 
boa qualidade a disposição, cm qualquer 
ponto do Município. abandonando 
!LTON 
OURE!RO 
A' BOUflASlOR 
RUA. ANTONIO DIAS ADORNO. 93 • TV MORENA . W (067) 741•5002 
FAX- 741-6085 -CP 79051-030 - CAMPO GRANDE - MS BRASIL 
Tribuna da Fronteira' 
Fundado em 20 de Fevereiro de 1972 
Fundador: Ivaldo Pereira 
Diretor Editor: lvaldo Pereira . 
Diretora-Administrativa: Maria Estela Velásquez Pereira 
. 	Redator: Ubaldino Rodrigues 
Reportagens: Joio Carlos Velásquez, Kener Lopes Leite (Caracol), André Ávalos 
(Jardm1): :onmho l~uiz e Nelson Feres Júnior (Porto ilurtinho) e 
Victor Hugo Velásquez Pereira (Campo Grande) 
Propriedade da Grifica e Editora Apa - CGC-MF 03.201.266/0OO1.90 
Admml5traç.ilo Redarão G • fi c· 1.= D 	• 
. . raaca, rculaçao e eparlamcnto Comercial: 
Avenida Tribuna da Fronteira,564- (067) 439-1410- FAX (067) 439-1544 
Caixa Postal 23 - CEP. 79 260 000 BI • 
JA 	• • - - iela Vista - Mato Grosso do Sul 
RDIM: Rua 14 de Maio, 342 - 251-1669 (Sede Própria) 
PORTO MURTINHO: Rua Cel. Ponce S/N" - 287-1239 (sede Própria) 
BONITO: Rua Monte Castelo, S/Nº (Sede Própria) 
CARACOL: Avenida Brasil S/Nº (Sede Própria) • 
ANTONIO JOAO: Rua Bela Vista, S/Nº 
FILIADO: ABRA.JORI - ADJORI 
Representante São Paulo/Rio de Janei· /B; qI; TB1. V,:. 
roi rasilia: abula eiculos de Comunicação 
ASSINATURAS: 
EXEMPLAR: RS- 0,50 ASSINATURA TRIMESTRAL: RS - 25,00 
ASSINATURA SEMESTRAL:......RS - 50,00 ASSINATURA ANUAL: RS- 90,00 
Os artigos assinados não refletem necessariamente a opinião do Jornal. Originais 
enviados à Redação não serio devolvidos. 
___________ .:.,i 
Afirmando que na 
grande São Paulo as mulheres 
que trabalham ganham salários 
equivalentes a 60% do que 
recebem os homens e que a 
participação política entre: os 
sexos é ainda mais 
desproporcional. a Deputada 
Cclina Martins Jalbd. l" Vice­ 
Presidente da Assembléia 
Legislativa, afirmou na sessão 
especial cm comemoração ao 
Dia Internacional da Mulher. 
n.:alizada na manhã da última 
quinta-feira. que as mulheres 
"não são o avesso dos homens. 
mas sexo diferente com 
direitos iguais". 
Citando a concius.1o da 
-l' Conferência tundial da 
Mulher. realizada na China. 
Celina advertiu que a 
mobilização feminina não 
ocorre em tomo apenas de seus 
próprios beneficias. "o 
reconhecimento e a prática da 
igualdade é uma condici n nte 
do desenvolvimento e da paz 
mundial". sublinhou a 
Parlamentar, assinalando que 
os mais de 180 p:iiscs 
parti ip;.1ntc da Cont•rênci:l 
I rendo por prte 
A 	·ando que e 
t. 	m os de 
La Eo+ Neto (Ai 
-- 
Prefeito José Garibaldi, Secretária de Educação Ortanda Freitas dos Santos e II Secretório 
de Administração Ramão Areco, junto a parte dos equipamentos destinados às Escolas da 
REME, que também mostramos na foto abaixo 
reconheceram que a 
discriminação à mulher 
"comprometeu o bern•cstar de 
todos". 
Embora no Ilrasil a 
condição da mulher tenha 
evoluido munto na década de 
80 e 90. Cetina lembra que a 
participação no processo 
decisório e na distribuição da 
renda ainda siio injustaS. Cetina 
citou a mudança na Legislação 
eleitoral que vigorou em 1996. 
assegurando uma cota mínima 
de 20% das vagas a cargos 
legislativos para as mulheres 
como um importante avanço 
que contribuira paro reduzir a 
desproporção vigente. Como 
exemplo da desvantagem 
feminina a Deputada cita sua 
própria condição, embora no 
Mato Grosso do Sul a 
população masculina seja 
apenas meio por cento superior 
à feminina, há 23 Deputados­ 
hom ns e uma única mulher. 
Violência em Casa 
"E nossa tarefa cotidiana 
• cli e Celina Jallad 
transformar os sonhos e 
ainda 
compromissos das mulheres 
cm potiticas públicas que 
reduzam a discriminação e 
favoreçam a luta pela 
igualdade·•. esse sentido. a 
Deputada mencionou que no 
orçamento do Estado deste 
'.111º· assegurou recursos para a 
rmplantação e funcionamento 
da Casa Albergue da Mulher 
Vitima de Violência. 
Esta contribuição é 
necessária porque as 
estat1strcas mostram que dois 
terços das mulheres que são 
agredidas são vitimas dentro 
dos próprios lares. Já com os 
homens. apenas 18% das 
agressões verificam-se dentro 
de casa. 
Para Celina. "enquanto a 
mulher for discriminada 
humilhada, vitima da violência 
no lar e: fora dele. o mundo n:'ío 
será ~eliz''. Por isso. a Deputada 
considera que "buscar o 
fortalecimento da luta pela 
igualdade é mais do que uma 
questão de justiça e democracia. 
E condição essencial p::u-.i 
0 
progresso das llilÇÕes e para a 
da humanidade". paz 
nhr

JoR:--.:AL 1 Rrn UNA DA FRONTEIRA- DIARIO REGIONA 7/8 DE MARCO DE 19:ll 
Informativo da Câmara de Caracol 
l'AGL ·.- ..J 
. , r d ' • r 1 , ,! , ,i I l t d J , 21, , ,. "' e 
u'nt Vere dores presente Tlron Ferre{ra !el- 
l, /ttl 11!, fl!,11 cl • :1u1ln, }),11ltn.1 Pnlrii'lJCS - 
1, 111, 1, ly da Silva Godoy, José Carlo JLr loc, 
Prudne fo Montlel, Hordons Joé Alves, FGtf a Re­ 
!ns Ave, Moisés de Souza, 
J, r rnrl.i Ih' 11,lr,Ír ln r, ~m
111t,1l ,, lnvt nd, o qu0ru111 
legal o Presidente em nome de Deus declaro@ aberto 
Tr.1~.,1h .. ,, d,, s,,c,!,io. 
tN:C /ljl/'.ll:t,10~ 1'01101 l /1 C/K/COI ./ 111-1 ./ VI STA 
Vereador Hordons José Alves (Dudu), ,1utor el1· 
Requerimento, qur após ser aprovado por esta Casa 
,lt l.(•i i, e[a endereçado em expediente ao Sr. Co - 
vernador do Estado, Ilson Barbosa Martfnts, com 
c,ipt.1 ,,., lllrl'or d:.i llERSl'I. e ll1•put,1do llob,rLo Orro, 
no sentido de determinar o cascalhamento da Rodo - 
vJ.1 'I'" 1 li'·' C.1r,1col :, llcl.1 Vlstn, e fazer coloca- 
.i 1 ele hul
0
I ros no 4-.'ntroncnml•nto que li a ,l r<'gL10 
do lto Caracol. 
1·"' Ju•,t tr I c,lt i vil do nohr<' Ver<•ador d J ssí• qu1•, 
devido as fortes chuvas, essa Rodovia e11contrn-s0 
. r péssimo estado de conservaçio, causando sêr os 
tr.11 tornos e pn· Jufzos nos proprfetirlos de ve[cu 
que trafegam nessa Rodovia, 
PEFOPA DA PO:,ITF 
t 1 ,r tl ,. , L> , r,. ,, t, , . < 1 
♦" ' lltp la dIalç O d 
r p, a,rrlrl,, ~·lo '1Plc11l B 
lar, conformo convento do 'C j 
Prefeitura, 
JustIffco aos nobre pares, que ol 
, d•·vido :, rulto p <lb d•• ,du' • , , n 
quais as escolas a serem desativada 
< .1h ., Gl'r,'" ,1tf ndl do•, pelo t r in ,p.,rt,•. 
1.1 MPLZ/ N/ QU/DílA IH- ESPCJRTf 
o Presidente desta Casa, Vereador Tlr on r, rn•I 
ra Leite, em Rr·qw•rlm<nto ele r.<11 ·1utorl1, •ollc!:: 
tou o envJo de Orfclo no Pn(rJto 1unlclpil, com 
cúp,la no Sr. Dirr·Lor do Dr·p.,rt,l!N nto de Obr.rn no 
s,·nLldo de qur• 11 J.1 proc.,dldo um ll'••lhir,nr.,•ntCl 11., 
quadra de esporte, Impeza em voltd da mesma além 
d.1 ilum.lnnç:io. 
Justifico nos nobres colegas que n, re!,rldn 
qundro de esporte está faltando alguns reparos 
tem havido um certo descuido do Poder Ecut Ivo n 
/clr.ilnlstr,1çiio ,<ntl'rlor, no qur diz rcsp•lto nn r.,•­ 
!hnrnmPnto .,clm., citado, tendo em vlst., que "~t.1 
qundra é n únlcc1 aqui em nos.qo Município l'm t1 mn•; 
1púbUcoH e, tem Hervldo de l.1zer r,,nro p,1r·1 J!, 
crinnç11s como t,1mbém par,1 OE c,dultos. 
TPndo cm visto V. Exc-,Jêncla que grandes jogJd~ 
Tcs profissionais lnlclnrnm su,s cnrrrlras em pr - 
qucnns quadras de esportP, e hojP rst:io represrn - 
tando o nosso País nas Cop:is do Mundo, " pr•r l~sn 
rollclto l'SSP rcpnro para que nmanh~ possamos dl 
zcr com rcn l! dad,• o nome escolhi do por Vossa Exce- 
1tnc1a "SEMEANDO O FUTURO". 
Prosseguindo solici.tou ao Sr. Prefeito pJr.1 que 
faça uma rcforw1 no monum<'nto ao l:1do d,l quadr.1 dt.· 
esporte, pois o referido é um m:1rco histórico, se~ 
do este sinal de pessoas j~ falecidas, e devemos - 
ter respeito por isso. 
Em outro Req1u•rime-nto ele su...1 :1.utori:i, o Vcrc., - 
dor Dudu, solicitou o envio de Of[cios no Sr. Pre­ 
f~ito Municipal, p~ra que dctcrminr à Srcrctnria - 
de Obras dess., municip.1li<l:1dc-, a fazer um reform.., 
na pontf' sobrt' o CÕrri'gO Portcir,1, ('Rtr.,d;i que 11- 
~a a regliin do Toro ~•oro, entrC' outras proprleda - 
dt.•s, com urgêf'lcia ressJltou quc- a referida ponte 
cncontr:1.-sc em estado de cal:imidndP. e, só aindn - 
niio cn!u devido aos fazendeiros daquela regiio quP 
í(zeram algus reparos. Solicitou rlo Executivo seu 
empenho com urgência, na recuperação dessa ponte , 
antes de acontecer :ilguma cidcntC' com consequênci­ 
as gr.1v<"s. 
COLOCAÇÃO DE BUEIROS NO ~A :r.',o 
) 
llOAÇi  OE ~TIS SANITÁRIOS ÀS PESSOAS l)F. ll/TX/ RENDA 
Solicitou ainda em outro Requerimento para que 
o Sr. Prefeito Municipal determine ao l)epnrtnmcnto 
de Obras a fazer co locacão de tubos dC' bueiros no 
local denominado SangÕo, estrada que liga Caracol 
à Porto Murt inho, próximo à Ch.ic.:1r.:1 do Sr. Min.1 
r.:,rcia, pois neste local ., enchurr.:ida .;1briu um.1 
grande vnlcta prcjudlcando o tr~nsito d~ veículos 
qur por ali trafC'g:tm diariamente. 
lNFOR~lAÇÕES no SECRF.TAR10 DE EnUCAÇiO 
O Ver,•ador Mols~s, autor deste Requcrlnento qu,· 
npós ser ouvidor aprovado seja Pnderrç3do expcdl­ 
<-nte :to Sr. Prefeito Dllm,r da Silva Leite, Pref<'i 
to Nunlcip,11, no sentido dt' vi.1bllizar junto a F 
d:ição N.,c ion:i 1 dr S:iúdr ., do:1ç.10 de kits s:m l r .i ::: 
rlos p:ir,, as pessoas de b,1lxa rcnd:i, 
F.m sua Justificativo o Vereador ressaltou que 
muitas pessons que residem nas pcrifrri~~ n:to 
possurm local r1drqu.Jclo para fazer suas necessida 
des, e não possuem condições financeiras para cone 
truçio dr um sanitário que ofrreç? condições hlgli 
n Lc:is. 
jl 
mine f 
do no referfd 
, ;n v-irio. P• s 
.1!nd1 :,,Js, hi 
do certo rl♦-·tT!t ,s, 
1 
•  ~ ~ JI• f , 
co o: p'ir!e. , 
urrr- , que o , •. nto re:-:1 e nc'uitct~  .t lr
1
- 
dades onde pode cau ar até 
nos, 
AInda foi acrescentado r., pc•d ld l "" lU trl' J. 
Vereadora Maga!v, para que o Sr, Prefeito provfden­ 
ele equipamentos adequados para as pessoaas que fa 
zm 1 colet.1 do lixo, t:lfs ,~,r.-o: rn,1c1c.io P luv,1 
tntre outros, para dar mas eguranç l ..!J', r:~i:::nos , 
e evftir menos riscos à sai!e, 
PATPOl.A'"ENTO NAS ÁRF/!' l'R!l/.'/~ r Rl'J!, l S 
t-'l'Tl/l'Ç/1 DO /SI!.() }!füTCTPAL 
Contt nuando o Vereador Moisés em outro Requer1 - 
mento endereç:ido no Sr. Prrfcito, para viabilizar a 
mudança do /sJlo local, par;• o antigo prrdlo d., F.s 
col;i O. Pedro 'T. 
Motivo que passo a citar: Justifico :ios nobr<-s 
pares desta Casn que no /silo local s.io alojadas as 
pesso.1s que rcqu<1rem descnnro, t.:into f{slco como 
mental. E o Jocat não é vi~vcl Tif'SSP Sf'ntido. Tendo 
rm vlsta, se OCCrrer tal muc!anç.1 ftcar:i melhor par.:i 
os Idosos, ficarão longe dos barulhos, e aquPlcs 
qur desejarem fazer alguma ativid:idr , o local será 
corvcnirntc para at<"ndcr t.:iis necessidades. 
LIMPEZA NOS TERRENOS BALDIOS 
Prosseguindo com outro Requerimento da Vereado - 
r~, Nnllc!ruu n rnvlo de 0feto ao Sr. Prefeito Mu 
nic<p.11, com cp1a ao Diretc r d,, 01'.RSl'I. no ~ent fel, 
de v!ab!1{zar o p,trnlamenf"C' n.,, ireas urbanas de 
noc;!;,1 ctd.-tdr r .1p6s, que Fit'.!,! p.1trol 1d.1 ,1s que di., 
.7Ct·C::so ilc:; f.11,-:.nd;is dP nos:-..o VunlcÍpio. 
Justifico que devido às fortes chuvas que veem 
caindo em nossa regtio, tem causado virias erosões 
em todas as ruas de nossa cidade e estradas de nos- 
so !--'unlc!pio, e cor.1 ir;so, d•íicult I o tri'ego de 
v,•ículos, t? por C'Stt' ::-ativo so] feito o ap,1io d.,s 
nobres colegas. 
Prosseu!ndo em ourro Requerimrnto cLt 'Pre~1dor 1 
2a!y Godoy, pediu que sefa oflc1ado ao Sr. Prefe' 
to Hunlclp,11 no srntldo de ,•1.-1b! l l?.,r jur,do ,i Fund,:. 
ç.io Nac lon.J I d., S,1Úde a faz, r ur.i:i re rorm I no pr,;d lo 
do Posto de Saúde e da resldnc1a do rêdlc, 
.Just1 fico, que trndo l'rn ,·1sr.1 senhores colP~.1c; , 
oc; doi.s ]oc.1fs 3cim.1 citados, (''>t:io pn•c,1rf.1m,..nrt> n~ 
c!'ss!t:mdo de uoa reform.1 nr sentido ge-r.tl, e quero 
o apoJo e a compreensão dos nobres pares e uma aç30 
por p:1rte do PorlPr E..""<ecutlv<• nes!'-e c;Pnrido. 
REFORMA GFr.AL N/ 
DF.LEG/Cl/ nE POJÍCT/ 
Requerimento de autoria c'o VerC'ador Antonio DI - 
nlz F. do• S;into~ (Toninho), que ;ao srr ouvido e 
.:iprov:ldo por psta Ca:s.'.l de LI s, sej ,'.l enc."1t:r1 I nhado e 
pC'dlcnte ao Sr. Secretário c'e Segurança PÚhl fca, so­ 
llcltando uma reforma no prtdlo d,1 n,•lr•gaclJ d~ ?., 
lfcia de nossa cidade. Justificando aos drc~ls col~ 
gas Vereadores que o rpferfto pr~dfo rncontr:i-~~ i~ 
péssimo cst:ido dr conservaçiio, com f nsralações e1- 
tricas e hldrául lc:is, tod;as nvar!.,dos lnclu,dve P" 
dendo causar acidentes aos Pollclals que ali tr:ih.,::: 
Jh.1::1. 
PATROLAME1'TO DA F.STR/D/ DO !IARREIRO PRF.TO 
Em Requi!rimento de ;iutoria d.1 VPre:idor,1 f,;t-f.ma - 
Rrg:n.., Alves, que ao ser aprovado seja encnminhado 
.10 Sr. Pr"f~ito Municipal Dnmar da Silva Leite, no 
sentido de ordrnar ao setor cab[vel a fazC'r 1.impP - 
zas dos terrenos baldios de noss., cidade. ).lntivo 
qur passo a citar: tendo cm v!sta nobr~s col~gas, a 
~dtu,"?c5.o cm qul' se- <'ncontr.J varias terrf>no~ baldios 
em nossa ctdade, di até par servir de esconderijo 
Prosseguindo cm outro Rcqucrtmento9 o Vcrc.1dor ,te Trl.:1.landros e, corn isso quero que o Poder Exc-curi­ 
µordonrs, solicitou ao Prefeito ~~untcipal para que •. vo iccentive o contribuinte ~tr~vés de ~núncios, ou 
detl.:!nrdnC' .,o Sccrí"târio d<> F.ducnc;.:i.o 1nfor:ri ... ,r :i Pc;- mC"smo em jornal que circula em nos~., cid.1.de que co­ 
ra a d Leis, quais as ESolas Rurais fun, - elos_ .:iqucJcs q_ui' vicrcm~..,fa:-_:~.]_ tmpcz.,s di" t•·r:::nos 
A T#a Atea a caem ao c5mo° 
1 
Em outro Requerf:::ier.to de sua aur-nri"l o \-:.re;1dor 
Toninho solicitou o envio ce Ofício ~o Sr. Pre'el­ 
to ~unicipal no sentido que.· determine ao Oepart,1 - 
rente de Obras a fazer o patrolarento da estrada - 
que liga ao Barreiro Preto. 
Jus ti fico ·quí! 3 consr:-1;-çào dPss:i ec;tr.1da n:in 
só hencflci:t os produtores rura!s daquela regfio co 
mo cs pescadores que se desloca de virios Estados 
e dei -~m aqui lucros para o nosso cowérci.o e dono ... 
de prsque!ros. 
/Ví.'nrir•r 1 .. Leltt - Assessor dP Tmprí'r.s.1) 
AGROPECUÁRIA 
Produtos Agropecuários em Geral 
Vacinas - Sementes - Ferragens - Selaria 
Veterinário de Plantão 
IMPORTADORA E EXPORTADORA 
Wfax:(067)439-1234 - Res. 11 (067)439-1933 
Rua Barão do Ladário, 1755 - Centro - Bela VistaJMS

JORNAL TRIELA DA FRONTEIRA DIARIO REGIONAL 27/58DE MARÇO DE 1997 PAGINA A 
Câmara é Notícia e Informação 
Moradores pedem e Presidente da Câmara 
Reivindica quebra-molas na Vila Nova 
Atendendo a pedido feito por diversos moradores do bairro 
Nova Dela Vista. popularmente conhecido por "Vila ova", 
através de abaixo-assinado que lhe foi endereçado, o Presidente 
da Camara Municipal, Vereador José Ayres Cafure (PSDB) 
apresentou indicação na sessão ordinária da ultima terça-feira, 
dia 04, endereçada ao Prefeito Municipal José Garibaldi, no 
sentido que determine à Secretaria Municipal de Obras a 
construção imediata de quebra-molas na rua Antonia Vargas da 
Rosa, no referido bairro, nas proximidades dos cruzamentos com 
as ruas P'refeito Clóvis Marcelino de Oliveira e Ricardo Loureiro. 
Vereador Ayres Cafure - Presidente da Câmara 
o abaixo-assinado encaminhado ao Presidente da Câmara 
Municipal, com quase 20 assinaturas, os moradores afirmam que 
com o reinício das aulas aumenta a preocupação de todos com 
as crianças que diariamente demandam às Escolas Vera 
Guimar:ies Loureiro e Ester ilva, além dos diversos moradores. 
alguns de idade avançada, que se deslocam à Igreja Santo Afonso. 
considerando que com o asfaltamento da rua Antonia Vargas da 
Rosa. alguns motoristas e motoqueiros utilizam a mesma como 
pista de corrida. desenvolvendo altas velocidades e colocando 
cm risco a vida de crianças e adultos que trafegam pela referida 
via pública e pelas transversais Clóvis Marcelino de Oliveira e 
Ricardo Lourciro, que também são utilizadas para o deslocamento 
de alunos e moradores dos bairros Clarão da Lua e PREVI SUL. 
"Já presenciamos muitas, mas muitas vezes, situações de 
riscos de ·,cidentes, nossas crianças, de tenra idade, são 
completamente alheias ao perigo, que aumenta 
consideravelmente ao final das aulas matutinas ou vespertinas. 
quando elas voltam para suas casas correndo, brincando e 
ansiosas para chegarem. muitas vezes invadindo a pista asfaltada 
e se expondo perigosamente à acidentes graves, sendo que só a 
sorte até agora não permitiu que ocorresse um caso fatal". diz a 
íntegra de parte do baixo assinado enviado ao Presidente da 
Câmara Municipal, José Ayres Cafure. 
Vereador casco faz diversas 
reivindicações ao Prefeito 
O Vereador e 1 ° ecretário da Câmara l'vlunicipal, Emando 
Francisco Gasco(PFL.). foi autor de diversas indicações 
endereçadas ao Prefeito Municipal José Guribaldi, reivindicando 
obras e serviços cm prol dos mais diversos segmentos da 
comunidade bclavistcnsc. conforme mostramos abaixo: 
de todos os belavistenses e além de trazer maior segurança irá 
gerar mais empregos para os nossos munícipes" diz Erando 
Gasco em sua justificativa, 
- Que se viabilize junto a s Governos Federal ou Estadual, 
recursos para que seja contrun lo um frigorífico em Bela Vista e 
que o mesmo seja convemado com o Ministério da Agricultura 
para fiscalização do abate. "pois somos sabedores que a carne 
consumida em nosso municipio não possui nenhuma inspeção"; 
- Implantação em nosso municipio de uma fábrica dL· 
reciclagem de plástico, "vindo com isso a gerar empregos para 
os nossos municipes"; 
- 'riação de um estabelecimento para o aproveitamento 
da grande quantidade de couro retirado dos bovinos abatidos 
pelos açougueiros da nossa cidade, agilizando a comercialização 
desse produto e seus derivados, gerando com isso o aumento da 
receita do município; 
- Que seja determinado a E ERSUI. a colocaç~o de três 
luminárias nos postes de energia elétrica na rua Projetada, entre a 
Cerâmica Já-Te-Vi e o Conjunto Residencial Erva Mate, 
considerando que diversas pessoas utilizam-se da referida rua, 
inclusive vários alunos que fn..-qu;ntam as aulas no pcriodo noturno. 
sendo obrigados a enfrentar um enorme escuridão no local; 
- Celebração de convênio com a TV Morena. para 
retransmissão da programação dessa emissora em nossa cidade, cm 
substituiçào ú n;transmiss;1o pm satélite da TV Globo, que hoje 
recebemos, considerando que nos:os municipes estão completamente 
d.:sinfom1ados com rcla~1o às noti :ias do Estado pelo fato de cstannos 
recebendo apenas a programação circta da 1V Globo. 
Renato alerta 1,ara a situação 
do Hospital são Vicente de Pauta 
Através de indicação apresentada à Mesa da Câmara 
Municipal, o Vereador Renato de Souza Rosa (PTI3) solicitou o 
envio de expediente ao Executivo com a finalidade de comunicar 
as ansiedades por que passam os funcionários e usuários do 
Hospital São Vicente de Paula, neste momento de crise financeira 
e administrativa. 
Vereador Ernando Francisco Gasco 
• Que sejam tomadas as providências necessárias para a 
reforma do prédio abandonado. localizado ao lado da Câmara 
Municipal e dos Correios. "o qual vêm servindo como abrigo de 
pessoas perigosas, tirando a tranqüilidade dos munícipes que 
residem nas imediações". Sugeriu que o prédio seja destinado à 
Casa do Menor; 
- Que seja viabilizado recursos junto aos Governos Federal 
ou Estadual para a construção de um terminal rodoviário em 
nossa cicbde, a exemplo dos Municípios de Jardim e Nioaque. 
"A construção do terminal rodoviário em nossa cidade é uni sonho 
(' 
Vereador Renato de Souza Rosa 
Diz a integra da indicação d.J V ercador Renato de Souza Rosa. 
que também é médico atuante mi referida unidade hospitalar: "De 
acordo com infom1ações do corpo de funcion:lrios. a Diretoria se 
encontra desfalcada de vários membros e a administração esta 
acéfala. Inúmeras sào as proidências que estão pendentes. 
prejudicando o funcionamento d,> Hospital. o que pode rcílctir cm 
riscos para a saúde dos municipes. 
Sabemos que a Prefeitura ~stâ elaborando convênio com o 
1-1.S.V.P e j:i cstá n:pass:,n ·o recursos para amenizar os 
problemas financciros. r _ ré,n. devido aos compromissos 
acumulados. inclusive co tés (3) Folhas de Pagamento cm 
atmso. a verba repassada . ajud; mas não resolve; urge a união 
de esforços do Poder Público e da Comunidade para que: 
I- Sejam ocupados por eleição os cargos no momento vagos;2-Contratar 
novo Administrador. 3 - Seja acionado o Conselho Municipal de Saüde. 
para estudo da situ:içi!o e priorizl~o do problema 
Em última instância. sabemos que o problema maior é o 
financeiro. pois se houvesse folga de caixa fiicil seria administrar. 
porém acreditamos que os be avistenses não se negarão cm 
colaborar e que as nossas autordades, incluídos os Vereadores 
não se acovardarão em enfrentar a crise e buscar a solução. 
Confiante na vontade de sua Excelência, o Prefeito. de viabilizar 
a saúde. como uma das prioridades da sua administração. 
aguardamos a sua manifestação. 
vereador convoca o secretário de Saúde 
Com o objetivo de qe sejam prestados maiores 
esclarecimentos sobre a área de saüde do Município. incluindo­ 
se a situaçilo do Hospital Siio Vi:ente de Paula. atendimento nos 
Postos de Saúde, bem corno informações sobre o Conselho 
Municipal de Saúde e qual o trabnlho que vem sendo 
desenvolvido pelo órgão, o Vereador Renato de Souza Rosa 
solicitou. utrJvés de Rcqui:rime,to. a convocação do Secretário 
Municipal de Saúde. Dr.Geraldo Pinheiro Murano, para que ele 
compareça à Camura Municipal na próxima se ·são ordin:iria. O 
Requerimento foi aprovado por r:uiori::i absolut::i dos nobres edis. 
Expansão da Rede de Água, alargamento 
de Rua e colocação de Bueiros 
Vereador Pedro Martins Pire 
1 	. 
Em indicações apresentadas na Camar.a Municipal. o 
Vereador e Vice-Presidente do Legislativo Belavistense. Pedro 
Martins Pires. fez as seguintes reivindicações: 
- Que seja determinado ao SAAE a realização de serviços 
de expansão da rede de água na ru,.1 dJ resid.:nci,1 do Sr. Simão 
Risaldi. no bairro Água Doce. beneficiando os moradores da 
referida rua; 
- Que seja determinado ao Secretário 1lunicipal de Obras 
a realização de serviços de alargamento e colocação de bueiros 
cm frente a Mercearia do Sr.Jri. no bairro ltavcrá e cm frente ao 
Açougue Espírito Santo, locali/.ado no bairro Espírito Santo. 
"uma vez que os bueiros já se encontram no local. faltando apenas 
os maquinários para a instalação dos mesmos" ressaltou Pedro 
Martins Pires. 
Israel quer a prorrogação 
do pagamento do IPTU 
A prorrogação do prazo para pagamento com desconto do 
IPTU/97 por mais JO dias foi solicitado pelo Vereador Israel 
Chamorro da Rocha (PMDB), em indicação endereçada ao 
Prefeito Municipal. apresentada na sessão ordinária da ültuma 
terça-feira. dia 04/03. Chamorro considera também que a data 
atual de vencimento do imposto não coincide com os vencimentos 
dos contribuintcs. sendo necessários estudos no sentido de que 
seja determinada outra data. 
Essa indicação também foi assinada pelo Vereador Luiz 
Alexandre Loureiro Palmiéri (PFL). que aprovcitou para pedir 
que além do prazo para pagamento a vista. com desconto. também 
seja prorrogado por 30 dias o vencimento das parcelas do IPTU 
deste ano. 
cascalhamento e Patrolamento 
. O cascalhamento e palrolamcnto das ruas do Conjunto 
Residencial Dr.Ely de Araújo Barbosa (COIIAO). Novo 
llorizonte e ltaborai. foram reivindicados pelo Vereador Israel 
Chamorro da Rocha. que apresentou indicações nesse sentido. 
endereçadas ao Prefeito Municipal José Garibaldi. solicitando 
que seja detcrminada a execução desses serviços ao Secretário 
Municipal de Obras e Serviços Urbanos. O Vereador solicitou 
também que sejam cascalhadas e patroladas as ruas Ferrnino de 
Miranda e a rua Amélia Paim Rosa, nas proximidades da 
restd~ncia do Sr. /ngclo Molina. no Bairro das Primaveras. tendo 
em vasta que as mesmas encontram-se intransitáveis. 
Vereador Israel Chamorro da Rocha 
Colocação de Telas 
. na Escola Pedro Ajala 
O Vereador Israel Chamorro da Rocha, __ ,., t 
· dj :. «munem apresentou 
outra tn ,caçoo no Prcfe11o Municipal co . . S .. 
. . 	• m copia ao ecretano 
Municipal de Obras e à Secretária Municipal de Educa;20. 
solicitando que seja determir 1d; [ .- 
, ~ 111a a a colocação de telas que faltam 
na cerca que guarnece a Escola Pedro Ajala, no Bairro Agua 
Doce. 	- 
Continua na Página. 05

JORNAL TRIBUNA DA ERONIEIR, • DIARIO REGIONAL 	ROE 19 PÁGINA.C5 
Câmara é Notícia e Informação 
Moção de Aplauso e reconhecimento 
ao secretário Municipal de Obras 
De autoria do Vereador Luiz Alexandre Loureiro Palmiéri 
(PFL) foi apresentada à Mesa da Câmara Municipal uma Moção 
de Aplausos e Reconhecimento endereçada ao Secretário 
Municipal de Obras, "pelos relevantes serviços que vêm 
prestando frente à Secretaria, dando um novo visual em nossa 
idade e desenvolvendo todas as ações pertinentes à sua pasta a 
contento da nossa população, tais como: coleta de lixo sendo 
fciHI rigorosamente. c~colas municipais e creches cm perfeito 
estado de conservação, pintura de meio-fios, enfim. dando 
assistência inclusive às Escolas Estaduais", diz a integra da 
Moçlo do Vereador Luiz Alexandre. 
lsabcla quer mutirões cm todos os Bairros 
A Vcrcudorn lsabela de Moraes Murano (PFL), foi autora 
de indicação ao Prefeito Municipal José Garibaldi pedindo que 
seja elaborado um cronograma de trabalho visando a realização 
de serviços de mutirão para atender todos os bairros da nossa 
cidade, com divulgação prévia dos bairros a serem beneficiados 
para que os moradores também possam participar. A Vereadora 
também solicita que esses mutirões envolvam todos os órgãos e 
departamentos da administração municipal. tais como Obras. 
Saúde, Educação, Assist~ncia Social, etc ... 
,.. 
- - 
conserto de ruas no Bairro da cancha 
O patrolamento das vias blicas que dá acesso ao Colégio 
So Patrício, no bairro da Canc a, foi reivindicado pelo Vereador 
ietulio Lino Filho, através de indicação endereçada ao Prefeito 
Municipal José Garibaldi. "As refendas rui encontram-e 
intransitáveis e constantemente recebemos reclamações daqueles 
moradores" dilo Vereador em expediente. 
construção de Abrigo 
Em ou Ira indicação de sua autoria, o Vereador Getulio Lino 
Filho reivindicou ao Prefeito Municipal que determine a 
construção de um abrigo de õn bus na rua DarJo do Lad.mo. em 
frente a residência do Sr.José Francisco Pinheiro, "o qual irá 
beneficiar cm muito os moradores dos bairros PREVISUL.. o a 
Bela Vista. Doa Vbta, Planalto. Clarjo da Lua e bpírito Santo". 
destaca Getulinho em seu expediente. 
conserto de Ponte 
Vereadora Isabela de Moraes Pinheiro Murano 
Poço semi-artesiano no Colégio das Caleiras 
Através de expediente encaminhado ao Prefeito lunicipal 
José Garibaldi. a Vereadora Isabela de ·foraes urano solicitou 
que seja viabilizado junto à Fundação acional de aúdc a 
perfuração de um poço semi-artesiano no Colégio Municipal das 
Caicirns. "Esse benefício faz-se necessário considerando que as 
crianças que frequentam a referida Escola não dispõem de água 
po1ávcl" justificou Isa.bela. 
Colocação de Bueiros na Baixada Corlnthlana 
Em mais uma indicação de sua autoria. a Vereadora lsabela 
de Moracs Murano reivindicou ao Prefeito Municipal José 
Garibaldi que determine à Secretaria Municipal de Obras que 
·cjam colocados bueiros nas ruas mais criticas da Baixada 
Corinthiana, considerando que devido as últimas chuvas diversos 
tarcnos e resid~ncias vêm sofrendo alagamentos provocados 
pelas enxurradas. 
Construção de banheiro e llmpesa de fossa 
Outra indicação de autoria da Vereadora Isabela de Moraes 
Murano, endereçada ao Prefeito Municipal, reivindica a 
construção de banheiros no Conjunto Residencial João de Barro. 
localizado na rua José Lemes Bugre, próximo à Cerâmica Já­ 
Te-Vi. bem como a limpeza da fossa do banheiro público 
eistente no Conjunto, "que se encontra cheia e escoando a céu 
aberto. provocando transtomos e mau cheiro aqudcs moradores. 
tessalta a Vereadora em seu expediente. 
Getullo quer a prolblção da Retirada de Arela do Apa 
O Vereador Getulio Lino Filho (PFL) foi autor de indicação 
ds autoridades publicas de nosso Municipio, solicitando das 
· · 1 proibida a retirada de ama 
mesmas que seja terminantemente . , 
do rio Apa, apelando à Polícia Florestal para que execute a 
''calização e que os infratores sejam multados. 
M 
Vereador João Kalife 
Em indicação verbal na tribuna da Câmara ~lunicipal. o 
Vereador Joio Kalife (PMDB) solicitou ao Eng"Chefe da Residência 
local do DER UL. Décio Miller. que providencie com a máxima 
urg~ncia o conscno da ponte localizada na rodovia que demanda ao 
Distrito ossa Senhora de Fálim;~ "a qual se encontra quebrada há 
vários dias, provocando transtornos aos usuários e quase que 
impossibilitando o tráfego de veiculos", afirmou o Vereador. que 
também pediu o envio de cópia da sua indicação ao Prefeito. 
Ponte da "Machorra" 
..._ , 
Vereador luiz Alexandre Loureiro Palmiéri 
Por sua vez. o Vereador Luiz Alexandre Loureiro 
Palmiéri solicitou ao Chefe da Residência local do DERSUL 
que tome as provid~ncias ncc:essárias com relação a ponte 
sobre o córrego Machorra. na rodovia Bela Vista/Jardim. que 
segundo o Vereador, está com seu lado esquerdo apresentando 
um desnível bastante acentuado e cada vez cedendo mais. 
situação que já provocou inclusive acidentes com veículos 
devido a saliência perigosa que se formou na entrad da ponte. 
Colocação de Alambrado na Torre de TV 
O Vereador Nélio Diório (PMDB). foi autor de 
uma indicação verbal ao Prefeito Municipal pedindo que seja 
providenciada a colocação de uma cerca. tipo alambrado. em 
volta da área onde cst:í instalada a torre de retransmissão dos 
sinais de Televisão para nossa cidade. no bairro haverá 
considerando que crianças e vândalos vêm provocando danos 
:is instalações da torre e muitas vezes atirando pedras na antena 
parabólica existente no local. Nélio Diório também solicitou 
ao Prefeito Municipal que determine a execução de serviços 
de limpeza em volta da torre repetidora de TV. observando 
que a vege1ação est:í 1omando conta da área. 
Recuperação da Rodovia Bela Vista/Caracol 
O Vereador e 1º Secretário da Câmara Municipal. 
Ernando Francisco Gasco, solici1ou o envio de expediente ao 
Eng" Chefe da Residência local do DERSUL. Décio Miller. 
no sentido de que seja providenciada com a maior brevidade 
a recuperação da rodovia Bela Vista/Caracol. Segundo o 
Vereador. d ordo com informa@e que tem rece ido d 
diversos produtores rurais da região, a referida trada 
encontra-se em precarivus condições, causando enorms 
dificuldades a a que precisam trafegar pela mesma 
periodicamente 
Sinalização indicando saída 
para Bela Vista, em Jardim 
Vereador 'élio Diório 
Na sessão ordinária da ultima terça-feira, dia 04, o 
Vereador Nélio Diório voltou a reiterar uma indicação de sua 
autoria. apresentada na Câmara Municipal por duas vezes 
durante o ano passado, endereçada ao Chc:íe da RcsiJ.:ncia 
do DERSUL cm Jardim. com cópia ao DERSUL de 13ela Vista. 
solicitando que seja providenciada a colocação de uma placa 
de sinalização no trevo da saída de Jardim. indicando a rodovia 
a ser seguida pelos motoristas para dirigirem-se à Dela Vista. 
O Vereador explicou que muitos motoristas que desejam 
vir à Bela Vista mas não conhecem a região. passam pelo 
centro de Jardim e seguem cm direção à Porto Murtinho 
porque no trevo da saída da cidade não existe uma placa de 
sinalização indicando a conversão à esquerda para pegar a 
rodovia de acesso a nossa cidade. "te, e gente que já foi parar 
na metade da estrada para Porto Murtinho devido a falta de 
uma simples placa naquele local", afirmou Nélio, salientando 
também que existe uma placa indicando Bela Vista na saída 
de Jardim. mas só depois que o motorista passa pelo trevo, "o 
que acaba não adiantando nada" enfatizou. 
Operação "Tapa-Buracos" 
na saída da cidade 
Nélio Diório também aproveitou a oportunidade para 
,oltw:u ao engenheiro chefe da Res1d~ncia local do DERSL'L 
que providencie a realização de uma operação "tapa-buracos" 
no asfalto da rodovia 060. saída para Jardim. ate as 
proximidades da ponte sobre o córrego Machorra. 
considerando que nesse trecho existem buracos enormes na 
pista de rolamento e o asfalto já se encontra bastante 
danificado. com o risco de ser deteriorado completamente caso 
n:.io sejam realizados os consertos necessários. 
Ildefonso quer informações 
sobre a Merenda Escolar 
Através de Requerimento apresentado à Mesa da Câmara 
Municipal na sessão ordinária desta semana. o Vereador 
ildefonso Pinheiro (PSDB) solicitou o encaminhamento de 
expediente ao Prefeito Municipal José Garibaldi da Rosa eto 
para que ele pn:s1e informações àquela Casa Legislativa. com 
relação à merenda escolar. "que é compromisso de campanha". 
lembrou Ildefonso. bem como se a Prefeitura Municipal 
recebendo regularmente a verba, para que possa adquirir as 
mercadorias que compõem a merenda escolar. 
Vereador /ldefo11s0 Pinheiro

JORNAL TRIBUNA DA FRONTEIRA DIARIO REGIONAL O7/2DEMARCO DE 1997 	PAGINA 6 
Policia Militar apreende cmegamento de "Maéonha" 
N,1 última tcrç,1-fcir,1, dia 
04/03. por volta <ln~ 23: 15 
horas, ao realizarem revistas de 
rotina nas bagagens 
cmharcadn, no ilnihu~ nolumo 
que faz a linha Bela Vista/ 
C:unpo Grande, estacionado na 
estação rodoviária, polit;inis 
militares encontraram 
aproximadamente 09 quilos de 
maconha prensada e embalada 
cm pacotes com pouco mais de 
1 quilo cnd.n, acondicion:1da cm 
uma caixa de papclào cm meio 
a "coquitos", crvu mate e 
produtos paro conft·cçl1o de bolo, 
utilizndos pura despistar a 
fiscaliwçào e eliminar o cheiro 
da "erva". 
Ao chegarem à Estação 
Rodoviária os policiais 
militurcs procederam n 
identificação dos presentes e se 
depararam com um elemento 
suspeito, o paraguaio l'uulo 
Aranda Ovei ar, de 
aproximadamente 32 anos. que 
estava sem nenhum documento 
pessoal. Em seguida os 
policiais também descobriram 
Na foto a considerável quantidade de maconha apreendida pela PM 
no bagageiro do ônibus uma embarcado no ônibus. 
caixn com o carregamento de Diante das evidências do 
maconha e ao procederem as envolvimento da dupla. apesar 
averiguações. foi localizado o deles negan:m a participação no 
ticket de idcnti ficaçào de trnnspone da droga. o .. policiais 
bagagem em poder de uma procederam a apreensão da 
mulher, identificada como maconh::iecncaminlmram Paulo 
sendo Maria Aparecida dos Aranda Ovelar e Maria 
Reis. 40 anos. natural da cidade Aparecida dos Reis à Delegacia 
de Passos-MG e residente em de Polícia Civil, para as 
Aruraquara-SP, que teria providências cabíveis, sendo 
chegado à estação rodoviária comunicada também n 
cm companhia do elemento ocorrência ao Departamento de 
paraguaio. porém so ela havia Polícia FcderaL cm Ponta Por.1. 
Paulo Aranda I! Maria Aparecida, indiciados por trifico de drogas 
Na rnanhà do dia Delegado Jair Dispo 
s..:guintt: as autoridades Evangcli~1..i,como ineur!>osno 
policiais da nossa cidade crime de 1r:ílico de drogas. 
descobriram que Paulo é sendo que nos próximos dias 
residente na cidade de l'cdro deverá ser ouvido o motorisia 
Juan Caball..:ro (PY) e que do ónibus. que podcr.í 
Maria Aparecida possui confirmar se a "mercadoria" foi 
passagem pela Policia de mesmo embarcada pela dupla 
Presidente Wcnccslau/SP por no coletivo. 
porte de drogas, estando Conforme havíamos 
inclusive sob o regime de noticiado anteriormente. as 
prisão albergue domiciliar autoridades policiais da nossa 
imposta pela Justiça da cidade cidade vem intensificando .i.s 
de Ararnquara/SP, ond.: reside. ações de rcprcss:!o e combate 
Ambos foram indiciados cm ao tráfico de drogas, 
inquérito policial pelo considerando-scquedeacordo 
OI1 as 
trata: ' 
· 	nço» 
m m 
região a procura de more 
facilidade para o exercício 
d a pratica criminosa, além 
Jo que. de acordo com as 
informações obtidas pela 
Policia, o consumo de drogas 
tambem vem cre ccndo 
consideravelmente em Bela 
Vista e região nos últimos 
tempos, exigindo uma ação mais 
ostensiva e enérgica por parte 
das autoridades. Esses fatores 
motivaram inclu. ivc a 
deílJgração de uma or,eraçJo 
destinada a atuar 
especificamente na repressão ao 
porte e tr.ifico de drogas. 
envolvendo até mesmo o serviço 
reservado da Policia Militar de 
Bela Vista. inicintha que 
começa a mostrar resultado, 
altamente positivos através da 
apreensão dessa considerável 
quantidade da "erva maldita". 
avaliada cm aproximadamente 
RS 1.000.00 (llum 1il Reais). 
PREFEITURA M 
Balancete t=inanceiro 
R F. c F. 1 T , 
1 
T { T U L O S 
ANTERIOR NO PS ACU)tl'!.A!JO 
1 
OROAYBITÁR IA 
1 
RECEITAS TRlllUTARlAS 	13.876,61 13.876,61! 
RECEITA PATRH'ONTAt. 	967,29 067,29 
TRAKS FF.Rf. 'C 1 AS CORREKT ES 	410. 713,42 410.713,42 
OUTRAS RECEI TAS CORRENTES 	121 ,07 J:>1,07 
S0:4A 	'425.678,39 425.678,39 
F.XTRA-ORÇAl'F.h'TÁRl, 
n!J'ENHOS A PAGAR 	266.636,94 76/i.636,94 
COSIGNAC.FS 	436,43 436,43 
SOA 	267.073,37 267.073,37 
!OUTRAS OPERAÇÕES 
1 SOMA 
SALDO DO EXERC{CIO ANTERIOR 
o 
+,	"a.. 	t 
TÍTULOS 	,. 
~ --------------+-A-)ff_FR_l_O_R_-t- __ ;-;_·o_~_r._S_
7
...__A_C_l:_·!l_'l_AD_O--i 
A VISTA 
eiPO de 1997 
CAIX, 
BANCOS CONTA-OIENTO 
~ANCOS CONTA-ARRECADAÇÃO 
BANCOS CONTA-V! C ADA 
BANCOS CONTA-F.SPrCIAIS 
SOMA 
T O T A L 
ORÇAftElffÁRlA 	I I 
O? - .Jt;lltCt,RTA 	300,00
1 
300,ool 
03 - A!1)11X1STRAÇÀO F. PI.A~1'JA)IF.XTO 	183.876.09! 183.876,00I 
08 - tol'CAÇÀO F. Cl'J.Tl"l, 	7?.946.41I 72.9l6,4ºI 
10 - HABITAÇÃO E l"RRAXISMO 	3R.O)Q,62I 38.039,67 
13 - SAÜ!JE E SA'.EA'tEXTO 	56. Jn,6ól 56.122,66 
15 - ASSISTÊNCIA E PREVIDENCIA 	39.946,73, 39.946,73 
SOA 	391.231,52, 391.231,52 
E>.'TRA-OR<;AHEXTÁRlA 	1 1 
RF.ST()S A PAGAR - PAGO 	44.191,33I l.l,.19l,3JI 
SALÁJ'.IO FA'f{l.TA 	114'901· 114•901 
Sffi!A 	44.306,23 44.306,23 
OIJTRAS OPERAÇÕES 	1 
REPAf.SF. m:nnl'CIMOS (CM~RA m·:--1c1PAL)/ 	35.000,00! 35.ooo,oo 
±t.....d".... { ; ao« 
1.587,]3 	1 
654,53, BANCOS CONTA-OIENTO 	l 	153.077,56, 153.077,56 
697 ?8 BAXC<'S CO~TA-ARRECADAÇÃO I 	57,131 57,131 
S.68l:6sl BAKCPS CO~TA-VTXClH.ADA 
1 
74.082,18
1 
74.082,18 
BANCOS CONTA-ESPECIAIS 	678, 79 678,791 
Sm<.A 	I 	27?.8Q5,6ól 277.895,66 
698.433,ld TO TA 1. G F. R A t. 	698.433,41/ 98.433,41/ 
UFA E rDEnes G,e,,,g'' 1age .aasa{n n, 	«osA rTo 	CE!IA CTERRE L. COCAL.Es 
Fu#a id5 de Asststenta s6dr - &±lancete Financeiro d j d 167 
O E R A 1. 
2 .000,001 
942,71 
1.587,13, 
654,53 
497,28 
5.681,65 
698.433,41 
1 
1 
1 
R E C f l T A 	D F € r r s . s 
T { T U t. O 5 
1 
T f T U L O S 
AlTERlOR NO MÊS /Cl")!Ul.ADO 
1 	1 
AXTERlOR 1O PS ! ACM'LADO 
ORCAENTR IA 
incorra«ta 
1 
SOMA 
S/HOVJMENTO 	SOM 	S/.!OVU!EKTO 
T O T A 1. r, f R A L 	l+ 
O T A t. G E R A L 
1 
NIFA DE .D s 	T 	- E EtRO. FLEITAS 
TFC. CO.:'t:All!J.TDAl1E 080 1780-0 - MS 
Fundo Municipal de Ação Social - 
JOSÉ GA'R !!At.llt DA ROSA NETO 
PRF.i'El TO ,·:-:1CTPAt. 
·--- 
T [ TU LO s 
R E c E l T A 
! 
D E s 
p 
E S A s 
T T U L O S 
ANTERIOR NO MÊS ACIMITADO 	AXTERIOR NO 'lf.S 
ACTLADO 
ORCAKBITÁRJ.A 
ORÇAllDffÁRJA 
SCMA 
S/OVTENTO 	SO:'lA 	S /}lO" U!DTO 
' 
T O T A L G E R A L 
1 
T O T A L G E R , L 
' 
' TFA DE MFllEIR 	T 
Cd.l!A Gt;TIERRE L. G01'Ç,LVES 
Sí"c-ret::iria ~:unicip.:il de fazenda 
Balancete Financeiro ·de Janeiro de 1997 
05 n.F.TT,S 
TFC. CONTABILIDADE - 080 1780-0 - 'IS 
Fundo Municipal de Saúde 
1 
1 
- 
1 
TÍTULOS 
1l F. e F. I T A 	n F s ? E < A s 
1 
AXTERIOR 
1 
O ES ,Cl':'ll't.Ano 
T [ T U L O s 
' 
A.'TERIOR 
! :-:o Mts 
: 
ACL:'.l'LADO 
ORÇAMENT.ÃRlA 
5/MO'J)lE:<ITO 1 	1 
ORCA! ENTKR 1A 
1 
SOMA 
SO!iA 	S/TEXTO 
1 
1 
1 
T O T A '· G E P. A 1. 
1 
1 T o" A 1. e: E. R A L 
1 
• 1 
NIFA DE !EDEIROS Ft.E TAS 	, ~ 
.10S1' GAlUlALDT 11. ROSA ~r.TO 	CEI.DIA GITT1ERRE L. GO)(ÇAT."ES 
PREFEITO 'l' 'ICl PAI. 	Sccr<?t:Íri:t 
- Balancete Financeiro de Janeiro de 
Municipal de Fazenda 
1.997 
TFC. CONTAR IDADE - 080 1780-0 - MS 
J0SÊ CARIRAL.DT DA ROSA NETO 
PREFEITO CTPA' 
CEI IA C'TIERRE '.. GOCALVES 
SECRETARIA MTTCIPAL DF EM'FPA

JORNAL 'IJ<.illUNADLU,:ltü 11:.IBA_ DIARIO REGIO,AL 7/2 DE M. RCO DE 197 
CÂMARA MUNICIPAL 
DE BELA VISTA 
CARTA CONTRATO Nº 01/97 
ARTA-CONTRATO entre a CÂMARA 
MUNI ll'AL DE BELA VISTA e a Ernpri:sa RJ 10 IH.LA 
VISTA LIDA, para estabelecer as condições de realização de serviço de 
publicidade e divulgação de matérias de interesse do Poder Legislativo 
A AMARA MUNICIPAL DE 01:LA VISTA. inscriçn<l noCGC­ 
En 1.380.447/0001-00, representada pelo seu Presidente o Vereador 
JOSÉ AYRES CAFURE, designada doravante como CÂM/1A, e a 
Empresa RADIO BELA VISTA LI DA, inscrita no GC-MP sob o n" 
03 202 1 J(,/0001-00, cstabclecída :1 Rua Antonio Mnria Coelho n• 289, 
nesta cidade, representada, neste nto, por ALDERl O OENITES NU ES 
1111Crito no Cl'F sob nº 200.8J2.'>71-20, doravante denominada 
ICONI RATADA, limrnm a presente CARTA-CON rRATO, errr rn1,1od,1 
,n,dgibiliclade de licit;içno dcclarnd.t com base no artigo 25 du Lri n• 
8 666, de 21 de junho de 199J, mediante as seguintes condições: 
1 OOIJJllO 
Constitui objeto desta CARTA-CONTRATO a prcstaçno pela 
('0 TRATADA, dos serviços de publicidade e divulgnç.1o de nrntérms 
d, intercs e público encaminhadas pelo Poder Legislativo do Municfpio 
de IJeln Vista. 
1.1 - Os serviços se conslituinlo da reolizaçno de reportagens, 
,ntrcvistas, anuncios, avisos c demais fomrns de divulgações d,,S ações 
do Poder Legislativo, na área de abrangência da RMio. 
1.2-As matérias destinadas a divulgação deverão ser encaminhadas 
1 CONTRATADA, para adequar-se il progrnmaçno da Rádio, com 
antecedência nrlnintn de 24 (vinte e quatro) horas. salvo quando se trntnr 
de rnntérin que necessite divulgaçno urgenle. 
L.3-Os serviços objeto desta CAllT A-CONTRATO ser3o prestados 
com observância e submissno .Is disposições da Lei nº 8.666, de 21 de 
junho de 1993. 
2. O REGIME DE EXECUÇÃO DOS SERVIÇOS 
O regime de execuçno é empreitada glol,>al. ficando a 
CONTRATADA, parn fiel desempenho deste instrumento, respons:lvel 
pela cxccuçno e coordcnaçno de todos os 1rnbalhos vincu!Jdas ao objeto 
dosta CARTA-CONTRATO, confomie discriminado no !tem 1.1, assim 
como pela colocação dos recursos humanos para cxccuçno das tarefas que 
lhe fornrn increntes. 
3. AS OílRIGJÇÔES DA CONTRA.TADA 
A CONTRATA DA se obriga n: 
3.1 - executar, no prazo máximo de 24 horas, as divulgações 
encaminhadas pela CÂMARA; 	. 
3.2 . indenizar quaisquer prejuízos causados à CAMARA ou 
tm:ciros, por acão ou omisso de integrantes da equipe responsivel pela 
exccuç~o dos trabalhos objeto desta CARTA-CONTRATO. 
~- AS OílRIGAÇÔES DA CÂMARA 
A CÂMARA, se obriga a. 
4.1 . promover os pagamentos pelos serviços prestados, na forma 
prevista nÔ item 7 desta CARTA-CONTRA TO. 
4.2-A CMARA nJo tem ou ter: responsabilidade por quaisquer 
acidentes com integrantes da equipe da CONTRATADA ou de pessoas 
que forem postas à disposiçno dos trabalhos, bem como pelo recolhimento 
de obrigações trabalhistas e sociais destas relações de lrabalho. 
5.0PRAZO 
J presente CARTA-CO TRATO vigorar. pelo prazo de 10 (dez) 
meses. a contar da data de sua assinatura, podendo ter seu prazo prorrogado. 
na ocorrência das hipóteses previstas no pnr.lgrafo 1° do artigo 57, da Lei 
nº 8.666/93. 	. 
6, O VALOR DO CRÉDITO ORÇAMENTA RIO 
A presente CARTA-CONTRA TO tem o valor global de RS 13.000 
(treze mil n:ais). que ser: desembolsado em parcelas mensais, conforme 
previsto no irem 7, à contá do orçamento da CJMARA no cxerc!cro 
corrente: 
a) na Unidade Orçament:lria: 01 
b) no Programa de Trabalho: 01.01 
e) no Elemento de D<:spesa: 3.1.3.2 
7. AS CONDIÇÕES DE PJGAME TO 
7.1. o pagamento à CONTRATADA ser: efrtuado cm parcc_las 
mensais, correspondendo cada uma a RS 1.300 (um mil e trezentos reais), 
que vencem. sucessivamente. a partir de março. no ult1mo dia uul de cada 
mc:s do ano de 1997. 
7.2-0 pagamentos devemo ser processados até o terceiro dia útil 
do seu vencimento. mediante aprcscntaç!lo do respectivo documento de 
cobrança. 
S. A RESCI ÃO 
Esta CARTA-CONTRA TO podenl ser rescindida por interesse 
mútuo das partes pela ocorrência das situações previstas no artigo 78 da 
Lei n 8.66693, ou decisJo da CÂMARA, que poder: suspender ou fazer 
cessar a sua execução, mediante comunicaçno à CONTRAT,DA. com 
"'1te<:edc:ncia mfnimn de 30 (trinta) dias, observados. neste caso, os artigos 
79 e 80 da cilada Lei nº S.666, de 21 de junho de 1993. 
9. AS SANÇÕES ADMINISTRA TIVAS 
Caso verificada a ocorrência de eventos, provocados pela ntuo.ç!lo 
daCONTRATJDJ, que comprometam a cxccuç;lo total ou parcial desta 
CARTA-CO TRATO. ficar: esta. garantida a defesa prévia. submetida 
às disposições do artigo 67 da Lei nº 8.666/93 e à multa moratória de até 
20% (inte por cento) do valor constante do item 6, arbitrada de 
conformidade com a gravidade da ocorrência ou prejuízo imposto à 
CÂMARA. 
9.1 . sao considerad;,s faltas, além de outr.lS capitulndns em lei, o 
dia de atraso na conclusão das matérias encaminhadas para divulgaç;lo ou 
tealizaçJo de trabalhos, vinculados a esta C,RTA-CONTRATO.-quc 
coníli1em com as normns legais ou rcgufamcntnrcs quando dessa e 
ocorrência resultar prejuizos para a CÂMARA. 
9.2 . A aceitação por qualquer das partes de cvcntuois folhas ou 
•mpontuolidadcs do outra parte, oind> nos a>sos cm que a porte foltantc 
eja reincidente. deverá ser registrado. por escrito, sera considerada mera 
liberalidade. 
10. 0 FORO 
As partes elegem o foro da Comarca de Bela Visrn. com expressa 
tenncia de qualquer outro, por mais privilegiado que seja, para serem 
dirimidas todas e quaisquer dúvidas decom:nr« da execução desta CARTA­ 
CONTRATO. 
Bcln Vista-MS~ 03 de Março de f .997 
JOSÉ A YRES CAFURE 
Presidente 
ALDERTO BENITES NUNES 
Contratado 
Linha completa 
Ae[s 
$efluíres 
e eeos@relo 
'AparelhosJ 
. l ano de 
Garantia 
TELE BOLSA 
SEMPRE LIGADA EM voct 
Rua Eulália Pires,1995/ 
Atendendemos toda regiao 
1if 421-2528/fAX,422-5700 
Í 6xcom 
(Cheque ) 
Nesta cidade! 
Jornal Correio Janlinense 
.- -- -#---- 
CORE ei&toes 
IA 
Rua Lomas Valentinas,367 
E3038-221- Bella Vista/PY 
confecções para homens, mulheres e crianças 
WHAALDREN 
LEECOOPER 
# 
' 
t 
Representante·· 
1 
( 
Dr. MM«y LeyS 
Ginecoloqa- 0stetaca 
Caca Geate teassono9 la 
Rua Cel. Juvêncio, 378 
251-2960 .JARDIM/MS 
Uma variedade de Sabores • 
(/ Rua Barão ão laããrío, sSmN' 
<Frente ao Posto Nacio-ial> t 
t 
DN. LUCIANA !!l(ANCO V/[/RJ 
Rua ~v1arech I Rondon,638 
Esc. 251-1245·Res. 251.1845 
Rua Antonio Maria Coelhn,St~• 
'iii'Esc. 726-3134 - Rcs. 126•2503 
Cel. 981-6397 • Campo Grnndo/MS 
DR. ANTONIO F. DO NASCIMENTO 
Advocacia Criminal e Cível 
OAB/MS 2809 
Residência: Av. Rio Branco,193 
Escritório: Rua Dr. Corrêa,706 
(07) 287-1181-Porto Murtinho/MS 
VERA LOUREIRO Dt ALMEIDA ! 
OAB/MS 2574-B OAB • 2573 • B 
(CAUSAS C_ÍVEIS E CRIMI AIS) 
1 RUA CU[ABA, SIN • CENTRO_] 
a (067) 439 - 1290 
BELA VISTAS_' 
DR. HÉLIO TADEU RUIZ 
CAUSAS CÍVEIS E cR@IS> 
----------------- 
Rua 14 de Maio, 470 CENTRO 
~(067) 251-17J6 - JARDIM/MS 
DR. HÉLIO RUIZ 
cãUSAS CÍVEIS E CRIMIliIS> 
o 
[ RUA 14 DE MAI0,470 CENTRO ] 
~ (067) 251-1012 • 251-2424 
JARDIM/MS 
AS .CÍVEIS E C 
NTRATOS-EXECU 
(067) 251-1012 e 
JARDIM/MS,

t • • · H•' .. .,1ifi4-it'.ftliltl.1,-,.k1,l=*I&• '.ltftl..'.HrJ.lt,.ltltl:lrltltA*"-""~1.lt 
DIA 08 DE MARÇO - DIA : 
INTERNACIONAL DA MULHER : 
A Esposa de um Soldado 
* 
, Dos 
S,•r,Í f)U' vocP t,·m ftJ,;fi1 
f,nhrr t ch.im l <lr l ut ,1 t· Ppopt: l .1 
qur m.111t,•mo•~ ,te •hl Ct'l non~;OA 1nr<•g? 
Será que vocês sabem com presteza 
Come, vlven: ,u; <'ff!J(>l,n,: mll Ltn~es? 
A nn"u.1 vlda t~ mui to r-m<.'cion..tntc· 
n,, clg,1no, gu1•rr,!lro, b.mdrlrant1•. 
Sl•mpre 1 onge dos cn u• s q111• r l dos, 
Comp3nhrlrns das lutas dos maridos 
A Bl')J [-1.is por ;Íspc•roh cnmlnhoA 
Ach:mdc, ros,1s ondé houvrr espl nhos. 
A nos.s,1 vida é fl·it:i dt• t-.:rnd:tdt•s, 
De r1•nÜ11cln, dP suHtoR f' de esperas 
Pcrt,•ncrmns :1. tod,ls .. ,s ctd.,dc>s, 
Conhecemos veres e pr lmaver::ts. 
rlncÕPS, destn trrr:1, Of. mJi, dist,1ntf's, 
Nesta vida de errante menestrel, 
N~s viv~mos cm todos os qu,tdrantes 
Sendo sempre ns fJg11r.1s m..1ic:; vfhr:1ntcs 
Onde houver ,1 cc1rnc- ta elo qunrtr- l. 
Os nossos coraçes nio tem raízes 
E a nossa .1Jm..1 n.io possui 'rontf'ir:ts, 
Tr:tzcmofi no sotaque os mil matizrs 
De toda a nossa r,, rr,, hr,n: !1 d rn. 
Nos srntJ~os tranq11f l,1s r frltzcs. 
Apesar do destino v:th~hundo, 
0{' vivcnno~ um pouco cm cad, Estndo, 
l'ols n:io h3 nnd,1 nc•ssf> mundo 
Melhor que ser a espos:1 de um Sold:tdo! 
(Nf.YDf. CABRAL - Junho/96) 
HOMl'.NACEM no 100 RC Mec - RECfMENTO ANTONIO 
JOÃO AO DIA INTERNACIONAL DA MUU!FR 
ASIVERSAR10ll 
No d ln 09 de Março " 
Sra. Mar la Rodr !):;ues Co­ 
doy, resldent,· em Cara - 
rol. Recebe~ carimbo 
de:, espc:,so -'vdino, da 
(ilh~ Crl~tiane, dos ne­ 
tos, dcm.ds familiares e 
amigos. P;1r:ibêns! ! 
J, NO DIA 
07 PP~• aniversJrlou 
o EmprC"siirio e Veterini­ 
rio Cuto Loureiro Llma. 
Felicidades!! 
ACAC!A BRANCA 
Realizará no dla 15 
de 11lrço, r.o Cluh,• Bclr 
vlstensc, 3S 18:00 horas 
um Chá Reneílcente e um 
Desfile lnfanto-Juvenil 
com c:odC' 1 itos d:i }Llrru.l 
Saby. 
Sua presença i indis- 
pensável. ão deixe de 
prestigiar!! • 
CARTA-C0:-,'1 TF 
Bela Vl st'1. ,04/03/97 
s~nhora ntrrtor,, 
A Fedt'raç.10 das Asso- 
c iaçôes Co!N'rctal3 do}S, 
em processo de divulga - 
ç:io e d I seus são sohrE> o 
Projeto Simp
1
es e aten - 
df'ndo o clamor dos comer 
c1antes loc.ilse vfa1nhos-; 
estamos pedindo vosso a 
polo, para juntos poder= 
mos reivindicar ao Covrr 
no do Estado para que o 
mPsmo adote a essf' nov0 
i~;osto, r para f!carmcis 
1ado a lado da situ.,ç,ic:, 
.ará presente pales 
trando e dando as infor= 
~~coP.s nt:"c!"ssãrins, o Sr 
Vagner Simone Martins 
Presidente da f,ClMS e a 
Sra. Beatri~ de Fâtitn.'.l - 
Plenamente Diretora Re 
gional do SPC bem cor.o 
os Prefeitos e Vcrrado - 
res, Contadores, Corrc! 
.:mtcs e dcm.1i,;; Autor!d.,-:- 
Jantar no CORA) 
.... 
o jantar, semana_passad; no CORAI, também a 
presença dos O'fetais, sentados:_D'nyuht e Haryvon; 
de p é Trivares,Altair.Fibto e 'ogre'r! 
VENDO Padaria e Confeitaria 
Instalação de primeira, toda planejada, 
de esquina, maquinário semi-novo, 
Balcões com detalhes em madeira, 11a 
Capital perto de vários Hotéis e 
Colégios. Tratar-V 389-0348 
;,, r.ORA.J , as lv.-1lct,--. f" Estel;i, !llspo p 
m 
dos municipais e será realiada no dia 
;is 20:00 hor.,s, n.1. C3mar:i ~h!nicipnl dr 
Ct:"rto de que podl"'rf'mos c0nr-ar com a 
senca, agradecemos com grande estima 
racao. Atenciosamente, 
MITONlO A. 1.OPES Pri•s ldPntc 
08 d,• m1rço 
Rela Vist:1. 
'oss.1 Pre - 
cons ide·- 
C:ONV!TI 
O Comnd,:mtr do 10~ Rcr:lnento de Cavalar!., 
Mecanizado, "RECTENTO ANTONIO JOÃO" Cel. 
C.w P,\11.O 11A S11.'A ~•1IC.AL!l}.F.S, tem ., grata sa - 
tlsfaç~o de CO•VID~R .1 poru1aç5o bclavistens<', 
p.,r.-i .-issi:::t"ir :t Forrntur.:i C:t'r.11 ,"llusiv., ~ Tn - 
corporação do Contente/
07, ser realizada - 
no di.1 l:! df' '',rçn di"' 1997, ;ls 0º:00 hnr.1s, n.:i 
Praça Comandante PeIro Ru! Ino. 
.
. !'AULO DA Sll.'A ?
1AGAL'iÃfS • Cr]. C.Jv 
caem «"2! 
M 
1 fgue I 
pelo 25 
1 v 11, , • 1 1 eh p• 1 1, hr 
" d, Trl!11: . l1 Ir l, ,1 
DE TODAS AS PRISÕES 
: _ r. "r fr11 __ , ,,_,_ 
[ 
e 
t 
e 
O C.:trn.:iv.::i-1/97 r,o f.r~m!c• Pcdr.:'I quflno tod.,~ 
í. .:ls noites- onimad!sslmos: 1"e.natn Silv:i, Bianc;i 
~ Velásquez, Dr. F~blo, Car~linn Dourado, Ca - 
br!ela Pereira « r1.n 
e 
• 1 ' 
li . l • , 
fJ• ,, '1fa), .,tl!I t.lr' 1,111,; '• ,- lar,. 
e :14, t ,,. vive,(' , T. ºr!to, o p,r-d- • 1 ,. n 
anc, o Se.Inkrlo de Mariana, ns !do« 4 194? e !, ·lei 
t .d 
11 
t.ão ?;< 
1 lfr. •t • D.;n~e Ali' feri•· '· At,f. a Ir j 
tanzonf a tu atole ente em!narf ta, entre outros, 
1 
,:-, •.•·! 
1,, 10 ,"O"i tl!J t.1rtlt•, cl111m,1•' R rtr t-' trnblll ,r I l It .- 
11,, 1,io 1r♦t;l•o1J mi! .. volt:-:, ,;r., 1tJcn lt liana. Recr 1 
0 ! ado, yr.Jt('I "" p-1<!r, 1rl11
1
~:,.,. por t~r-· í"4 inlc 1 ,1 ~ 1 
redos da I[nua fazendo-nos ler - era que ele te ler r 
Inda;- tetos be d{ferente, De u lado, ed!ao 12 
de feverelro de 1939 o Guservatore k ano c reportma 
l r,• .1 rrt e os funerafs do Pap:t Fto XI. r,., outr,1 111<l 1.' i I 
clássicos: o Cuore, de Edondo IH' Mfcl11 e lA.· '!lt.· Prt.,:.f,, l 
de Sf1lo r,•11 !<o. 	1 
~t·r,i: r 
1
uro .,c.11so riue, •e-~~-·•!" t,1rC: • ~1c?,f 1· r,.•r 1·1 
1hado as eroçôes da leitura de Meór!as do Cárcere, de Gra 
cllfnno U..1.""0l-l, ,. ('!J.111: tf l,rr, as Recordações da a.a dos Mor­ 
tos, de Fodor MIkhaflovltch Do»tolevskI. De pr!sães salra l 
t,,-:'lbf"::, rr(,.., C<Hlhl•c1t1,a3 c.1rt,'I~ cio apá.,,olo P..-11110 e n1,tr1 ', t 
J"_r(o t!•" A•tt!O'plfi. _ 	_ j 
Ft-.,l''- dncur ..... ··ll , tao d{ver os do ponto ••• vt tn lltt·r.•­ 
rto, r,o1It!co ot1 n•11,,:fr. o-pa. toral, co pouca ou nenhua -1 
.1rtnldru',, entre eles quanto ao estilo, aos obfetlvos e aol 
conteúdo, encontram-se na circunstinc{a de serem escr!tos de[ 
prt !i t ord ro'>. Qt.,-r. o-; l ,·u, ,nnrc!:i 1 t-prc i::i:;~10. dt• t-t P lh.1~t il 
,• •. ao mesmo tempo, de d[ferença entre as prt5ot':> do h(.0.':11. 1 
n 11~-1 c!J C.rp.,r.~a ,•.t frat1•mtd.-it1,•-19'l7 (Cf-U7) L1ln dP!.· 
:-,,._ dlf•·r:nç,1..: e,te a,vantagem de aplfar consideravelmente 
o .1$pccrro proposto pelo tema dos encarcerados como ::.u j, ! 10- 
"!1J,·to ri,• fr:1!:<':''nid.1d.-. IA· fato, falar de um CrIsto qu 11-, 
berta de todas as prisões é orientar a reflexão para a els­ 
tencla de duas foras de prl1.o,,s - ., de grades de ferro e a 
11ur .,prifdon:1 o f"<pfrito - C' port,1nto dt• d 1.:1s foras de e 
c,,:·ccr.1dr~. n..~sti' ~o<!o o 1,,~.1 n-::,;ocf 1 º·"" f-':.c1rct>r,1d:•c;: dO!-il 
presÍdloc;, c.1.-:.,s th.· do..•t,•nç:10 e pen!tencfárfas a tantos utmr 
que, ozado da liberdade de Ir e vlr, conhece outra modal! 
dade de prlsao: soos todos encarcerados e por Isso deve 
unir-nos nu-::.1 fort,· fr.1tt:-mid,:11!t•. O 1era exprime t+Me a 1 
&La de que hã ui afInldade e u-:-..1 fntt>rnçiio entre an ! in 1 
rrl!-Ot•s: ,:-..., pn:,voc-,1 t' ::onstrol n outr,1 e a a~rav.1. A C.r.::p1·1 
n!ia da I~ri•a C.1tó1lc.J, ;,,1rtlnc'o de d.idos c•,udr.tlco,; ,. ~•• 
fnforr.1çÕ,•s fld<:rlft·nns, forn,•ctdas por ór ::ioc; ,,,,ern,i-,·r:~.u.,.I 
n.io·J~ovcr.1.t:o..•rit,1l~ t· prlv,1t!o.-., dl'.:"11..1:icla º" ,..._,)t.>,; d1,; rrt!~(l,,_,, 
f!stc.1-:: '-llr•·rlornç3o, ~crosld,,dt' no JuL1:r1-nto, .1lo_id.-• :it0s 
infr;'l•h11::- ... 1r.o~;, att.•ndL-:•·nto r.(:dico prC'cÍr1o, dot""":1çc,1s, ocfo .f 
dade, condições Indignas da pessoa huna e, por Isso resno,[ 
não-l•c!uc:itiv.:i.s~ ::1•::, rN'.<ra.•r~,do?",'t5. 	1 
A r-~s::..1 c,1.:-7.1r.'1.1 te~ sun orl~lr-..:1l{d:1d~ t·"'! npo'ltnr ns -~1·1 
les da outra prisio a de caráter oral e ep/ritual. O texto 
base e outros textos (cantos litúrzfccs p,1r.1 .1 -1 ::..,, :::-edlt-2 
ÇCt•:> p.1r,1 .,-. '5L1ÇCK'S (!,1 'la-~.1cr.1, :-ot~iros p:ir1 c{rculv~ 1 
bÍhtlcos, l'tc) clt:1.:- ~Xl~plo~ d.:Js prisões rr;or.,l,.; e <' .. plrit
1
1· 
,11<:, tão m1--icro~.1!--: t.l~ oprc ;s[vas qu;rnto :1:>_f!dc,1s. f>·c•:-· 
plo:: :1pt'n,is, pois r.no ha posslbllld.1~•· d• clt-11,-. tod.~ .• 
Obs<·rv:idon·s, n:1,1ltst.1s : crftfcc r.ocJ.1Ir.. rc:JcÓJo: s ,•I 
antropólogos coincide com os pastores e t•"Ólo,-.o,; no dL,~;:io~ 
t!care todos, coo um dos rales pr!ncIpa!s da sociedade 
atual, apesar da J.lta ~ofts:ic.1,;.io tt!cnlcc·clt.•:it:{flc.1 .1 •tt.;1•I 
chegou, raes s[r!roes de medo e anistia diante do :,n.•r.•,•: ! 
te•, lnse~:r~mç.:i ,, d,•-.esp..·ro ecr,1r1te o futuro prox!ro e renoi 
±. ."E: Z± :: E» 
tornando-.1. tcn:.t.1 e nervosa, desgastante e !r'proóut 1 ·.'J. 1 
~ fru':o dc,;t.i 5{tu.1ç,Ío, oo pt;mo ,lo co•w[v!o r-ocf.,l. u-1, 
,,titudt'.' ccx::pulsh:a intc-rior e lo.;o ciHt~rior, de Jutoifo',•:,a t. 
bu:;c.1 de ~.,lv.,ç.:io indh·tdua.1. Atitude l"J-! !.õC terna. s,·.- dc-:21 
r.,, de eco[so crispado e bl!nd..1do e de fuso corplexa de 
perseguição pela sensação de que outro é, en todos os casos 
u To'usto agressor. Esta é, frequentemente, ua {ncorenuri 
vcl prl::.io~ !-illJ>crlot.1d.1 J.i que .Jbrlp:..i v,1n.1s fal:c,1<1 d.1 .s.oclr 
d.1d••, Por Isso reo ura pr[s.io .:l:".',,ç.1dora c.ip.u de trans- 
tor.'ltir profu~d.1:-:x:ntc a hnr:--onl.1 e o ,•qul J lbrlo c!.1 rccJcd,1~•· 
e• a orÔprl:i convivl!ncl.i i-oct.11. 
,-,· vfolênc!.:i é t.,~b-é::: U.."':-'.l espécie de prls.lo. ;;ta aco:itt"ccl 
1 qu.1ndo .,s :itltudc!- de <"r,ols"".X>, de Insegurança, de revolta -] 
1 
centra a Infustiça, de revache, se conf'rontn'.:!. Por Uél certo 
tcwpo vcl.1dn e llltcntc, n vlol~nct,, ncaba por _se externar - 
::oba for:=- .. '1 do,; ::i.,lr. vari,,do:; conflltos idcologlcos, pot{t!- 
1 
co~, :;ocl:tl!:: r.,c!;'lifi, culturais. ln~iv{c!uo.;, ~rupo5, coleq 
vlt:!.1d(':; dt" c,edlas ou g:·.:indc:: proporç~•;; podc-:, cncontrnr-st! 
pddonelros d::1 vlolCnc:ia e dc.•lx:ir·st' nrrJ.stnr !ne.xorav~l::.e-n 
te por el.'1. 	·1 
fu tipo.de prisão, enfI, o .'l!.i. de crescer, de .1dqulrlr 
1 
bens (rlquc:"n, poder, in:luênc!.:i) 11 despeito de qualquer ex! 
rêncln ética e u.c;.-:mdo todos os :::cios que p.1.:-ece:,. ,'l.:l.blclo:-i.1.!ÕJ 
Ju~-:.1 fica (•s:i;cs º'-•!os. O no::c certo dt>stn prts5.o é corrupç:i 
Atlv., ou p.l!J~lv.,, .,p.,:--~nt~ ou dlsf:lrç3d:t e .1té 1.-:po-;:;{·el d<-j 
1 se detectar, a corrupçno e 1.:::1; crl:c (e o crloe ocs:::io qu..,nc!o 
pc.rfdto e sc::iprc crh:-c). O que, neste terreno, é inquieta.,-f 
1 te " que, c:::i qu.'llquer pa!s e e qualquer setor d,1 sociedade 1 
1 
os que age caro pr1$1.onctros dt1 co.:--rupç.ãoJ rar.i:acnte se de! 
x.1:, prc,der pela outr.;i prisão, a d,'13 grades de ferro. - 
:'rlsto .. SUJ. p:tl.1vr.J. vtv.;,, r.un bO.'.l ~O.'.'l de SJ.lv:u;.=io, &u:i 
Lei de a.":or, sun Craç.'l, su:1 I~rcJ,,~ s-un E:uc..,rlstt..1 e seus sn 
1 
cr,'Cc:-itos - I!berta de todas essas prisões. Se o enc.ircc.roc!Ô 
qul'.'icr. pedir e :accit.ar o tibert.ac!or e :i libert.'.lç.io. 
·1 Oo::i tuc:..'Lr.. orei.ra ~eve:. é c:,rde:il n:--ccbispo d.l 3.o.hfn, pri::...'lz 
do Rrn:;11 C" pre!:idc:i:c d.l C~õB 
G 
p 
e 
e 
[ 
ccccccc,c([[[[.f[C[éCCCC([C(t[CC[[C[C[[[f[[CEC[[['. 
Esfieio Agroveter.b:uiria 
• Atendimento Veterin.irio a 
pequenos e grandes animais 
• Assistência Técnica a Fazendas 
• Grande estoque: de Sal Mineral 
• Produtos Agropccwirios em 
geral - Linha completa de_Rar;ões 
e, 
a 
"'iffn:do ra, r.cm, scn:prc, rcca,:/.cça cs,sa, a'cpcdér.cia. 
o, Áo;r.cn:, n:<J<Ú>r r.o, ,,,:.,.,, s<>4- a, tüa r.ia, <Úis, r.ún:c:os," 
'#'--J..4.W~ 
QL 
e' l 
Nossa arte é, regístrar as md110res ímagrns 
%3aa atardo e, (f/Jtelo, e, 93 UUlCO, 
c;Jow, 'i)01r1udü,m.o,, .EÁnW(JA&Ílt.@, ~samcnlo, 
An - Sala 06 
=:..=...;;==----~-PONTA PORÁ 
00~ REPRESENTAÇÕES 
@@ee,_ geerg, v@o @t@e@@ 
%3sas, Camisetas, alças, 
amsase cessá&os 
B 
. . ' . .. ··--:-~ ~:;._r;-'"'.4"".~ 
L" 
-.e 	a 
............ .... -- 
J. 
J 
( 
I 
e 
J

SEM.ANA DE O8 À 44DE MARÇO DE 1.99 
Tl'acado da Criacão 
ron Aa Cus TIA lostuI 
Cvir Pus 
O paranaense Elufas Andreato está sempre aprontando uma 
:me. Arti tn gr,1/ico h,1 30anos. tem no currfculo cen::.1 de 400 
capas de discos, sendo as ultimas de Zeca Pagodinho. 
Milrtinho da Vila e a dogi;u/a c,1pa d,· Bcbado amba, de 
P,wlinho da Viol,1. "Mas hoje em dia só faço para amigos''. 
adverte Elifas. que aos 49 anos pode e colher trabalho e prek:rc 
se dedicar a outros projetos. E o caso da coleç:Jo MPB- 
Compositores. que a Editora Globo lançou nas bancas e 
vendeu 30o mil cxcmplarr..· somem e com o primeiro fascículo. 
Chico Buarque. "Foi uma batalha de muitos anos que cs/011 
conseguindo realizar agora·: orgulha-se. 
Foram cinco anos batendo nas portas das ediwras. sempre• 
rr.,-cebcndo como resposta promessas nunca cumpridas. Até 
que a Editora Globo resolveu viabilizar a co/eç:Jo. 
Mas, antes, encomendou Elifas uma pesquisa de mm:ado. 
'Niogut'm investe milhôes sem antes ter certeza do retomo 
financeiro" constata. 
A principio seriam 70 nomes, mas a l'diwra acrcdi/011 que· 
a coleção se esvaziaria, perdendo o interesse do público. 
Chegou-se. e111.'Jo, ao número ideal de 40 artistas. Mas Elifas 
n,?o esconde que alterou um pouco os resultados da pesquisa 
p.1ra fltlO cometer injustiças. "Nao ia deirar de fora nomes 
como Pinguinha, Ataulfo Alves, Dorival Caymmi e 
Gonzag:Jo ·: fri ,7. 
A cokç/10, 110 ent,111I0. é apenas uma das muitas 
ocup,1çóes artfs11'c,1s do hoje bem-sucedido Elifas Andreato. 
dono de um estúdio de criação gráfica em Sao Paulo. Filho 
de uma familia muito pobre do Paran:J. chegou a cometer 
pequenos furtos na infi111cia para n,10 passar fome. Mas o 
car,1tcr delineado pelo pulso forte da mJe fez com que 
opmsse pelo trabalho. Ainda menino. entregou leite, limpou 
casas, carregou latas d':Jgua ... Fez muito biscates para 
ajudar no orçamento doméstico. 
Até que foi parar numa f:Jbrica que, para ele, acabou 
produzindo o sonho de se tomar artista. Depois de amscar 
umas caricawras no jomalzinho interno. foi convidado a 
decorar os ccn,1nos do sa//10 de• fest,1s que promovia 
enco111ros dançantes semanais para os funcion:Jrios. "Fui 
descoberto como menino prodfgio e, com 15 anos,j:J era 
pnincira página de jornal". ressalta. 
Com a ajuda de amigos. conseguiu uma vaga de assiste/li e 
de cenoerafia na 7V Recorri. Ficou um tempo por l:J, depois 
p.1ssou por ,1géncias de publicidade até que, cm 1967, entrou 
para a Editora Abril como trainec. Passou por revistas como 
Cldudi:J, Realidade. Quatro Rodas e Placar. Apadrinhado por 
Victor Civita, que viu 110 rapaz t.im artista em potencial. Ehfas 
fez. cm 1970. a cn':lç,?ográfic,1 do ambicioso projeto da coleçf1o 
História da Música Popular Brasileira. Foram-lhe abertas as 
portas d.a MPB. 
Um lx:lo dia. eram 10:JO h. quando viu Pixinguinha sentado 
num bar com um copo de ccrw:ja na mao. Aproximou-se e 
perguntou quem seriam os herdeiros de gente como o próprio 
Páinguinha. Donga e Joao da Baiana. A n:spost,1 o 
emocionou. "Nós somos um poema", tera dito Piringuinha 
a Elif.1s. 	. 	. 
Mas é mesmo Vinicius de Moraes quem tem espaço 
especial na galeria dos amigos músicos. Tanto que Elifas 
quer homcnagci-lo com um projeto chamado Poesia, vida 
e paix/10. que vai englobar uma cxposiçao er9Iica e o 
lançamento de um CD. A idt'ia é a seguinte: Elifas começa 
a fazer um desenho que será terminado por um artisra 
convidado. Depois, cada artista tem de compor uma música 
para aquele desenho. "A idt!ia é fazer algo hc:m erótico em 
cima do amor dos homens", adianta Elifas. 
Os artistas convidados s/10 lotJo Basco. Maninho da Vila. 
Paulinho da Viola. C.1ctano 11:loso. Marisa Monte. Rita lcc. 
Herbert Viann.a, Toquinho, Zeca Pagodinho, Marina Lima, 
Elba Ramalho e Dominguinhos. 
Além disso. Elifas tem o projeto de n:'3nçar o CD de 
mlis1'cas que compós com Toquinho em cima dos principias 
dJ Dec/Jraç:Jo Unii r:rsa/ dos Direitos da Cn:wça. que mmbt!m 
c:std sendo montado em forma de musical infantil. em S1o 
Paulo. 
A cabeça de Elifas Andn:ato estd sempre aprontando 
algum.a cois.a. 
Época memorável 
A convivência estreita com vários ídolos da M PB rendeu a 
Elifas Andreato alguma noçao musical. muitos amigos e 
inúmeras histórias. Como protagonistas. gente como Vinfcius 
de Moraes. Clara unes. Maninho da Vila. Ehs Regina e Chico 
Buarque. 
Ê com muito carinho que Elifas lembra de Vinfcius de 
Moracs. Além dos inúmeros porres regados a uísque. Elifas 
sublinha que foi por causa de Vinfcius que ele desistiu da idéia 
de não ter filhos. "Depois de escutar a música O filho que cu 
quero ter. de Vinicius. mudei de idéia". lembra. emocionado. 
O tom toma-se rnai humorado quando Elifas fala de Chico 
Buarque. Ele record:i que um dia. depois de jogar uma panida 
de futebol na casa do compositor. no Rio. o, dois resolveram 
tomar uma cerveja num quiosque na praia. Foi quando um 
outro fregues virou-se para Chico e perguntou se ele era o 
Chico Buarque. Com a cara mais deslavada do mundo, Chico 
negou. 
"Pô, n3o tem um lugar que cu v:J que um f.d.p. não me 
confunda com esse ral de Chico". teria dito Chico a Elifas. 
"E o tal freguês, mu,io sem graça. ainda completou dizendo 
que a voz era igualzinha". divcnc-se Elifas. 
Homem da capa 
Foram muitas, inúmeras capas de discos. Principalmente: 
nas décadas de 70 e 80. qUJndo ElifasAndreato retratou gente 
corno Chico Buarque. Toquinho. Elis Regina. Clara unes. 
Caetano Veloso, Gilbcno Gil e Maninho da Vila. entre outros. 
O aprendizado foi grande. Principalmente no que diz 
respeito à sua intuiçao. Eta 1980 quando foi encomendada a 
capa do novo disco de Acloníran Barbo a. Apó pen ar na 
forma como melhor rctr:tt::iria o músico. re oh eu pintj-lo 
como um palhaço triste. Fez o desenho, que foi censurado 
pelo então diretor de marketing da Odeon. 
Tempos mais tarde. ao ver o de enho. Adoniran Barbosa 
telefonou para Elifas e di,se que se sentia mais um palhaço 
triste do que o alcmao qut acabou tom:1ndo o lugar da capa. 
"Aprendi que nunca mais faria aquilo diz. Baseado neste 
conceito, não aceitou outa cen ura na capa de Clementina 
de Jesus que mostrava apeias os pés da cantora e compo itora 
marcados no barro. " Clementina gostou tanto que qu.wdo 
foi homenageada pela lunarte me chamou para fazer o 
molde no barro dos seus es, cont. Ehifa. orgulho o. 
Gângster cult 
Rajadas de balas, brigas de saloon e bordes de alto luxo são 
alguns dos ingredientes de O ultimo matador. A grande novidade 
do filme e a mistura de géneros feita pelo diretor. Os tradicionais 
gingsters urbanos são transferidos para um vilarejo do interior com 
o charme do Velho Oeste. 
O filme é uma adaptação holly woodiana do roteiro do clássico 
japonês ojimbo - o guarda-costas, do diretor Akira Kurosawa. O 
resultado não ficou muito diferente da adaptação que deu ongem ao 
clássico Por um punhado de balas. em 64 O diretor Walter I lill. 
mesmo de -18 horas. transpôs o épico dos samuras para a Aménc., 
de gingsteres. 
Além da experiência do diretor em cenas de ação, Bruce Willis 
contribuiu com sua incg;i,d facilidade de interpretação para filme, 
do género. O galã mostrou que pode viver situações dificeis nos 
três filmes da serie Duro de matar. Além disso, sua presença nos 
lilmcs do género é sinônimo de lucro. Em Uuro de matar Ili.,, 
astro garantiu um faturamento de L'SS 365 milhcx:,. 
O jcito dcbochado e cínico de:  ili is. quc.: caracterimu. 
principalmente o !>CU pnmeiro pcr'>OnJgcm no seriado televisivo A 
gata e o rnto. coube como uma luva para o pape:! no novo filme 
Ele intcrprcla um forasteiro que chega na pequena cidade de Jerich,,. 
na fronteira americana com o México. para pas...ar a noite. 
No entanto. acaba recebendo boas-vindas nada bem-humorada, 
de duas gangucs rivais de contrabandistas locais. Em truca. passa a 
fazer um jogo duplo e corajoso de oferecer trabalho para ambas. 
O pano de funJo do filmc.: é a Lei Seca de 13. que mergulhou 
a naç.io americana numa carência de bebidas alcoólicas. Além dc 
colocar a industria local de bebidas na clandcs11nid:idc. a Lci 
estimulou o contrabando e o gangsterismo. As anpgues dominaram 
o interior dos Estados Unidos e logo surgiramn os matadores de 
alugucl. que trabalhavam para quem desse a rndhor contribuiç:'io 
O forasteiro. ivido por Bruce 'illis. é um des ·s pistoleiros 
solitários, que tenta trabalhar para as duas gangues rivais levando 
em ta apenas suas próprias leis. O rapaz vai trair o d is lados na 
tem ti, heróisa de acabar com os contrabandistas do I nl. ~L ' 
coisas vão. e complicar ainda mais quando resolve ter um casinho 
com a amante latino-americana de um do chdõe;;. in1.:rpreo~ por 
Alexandra Powens. Apesar de todos os apertos, o herói consegue 
garantir o final feliz para o público sem colucar de l.:do :i aç:"!o. 
Explosões. muitos tiros. duelos e perseguições cst.'io n:i qu:mticbdc 
certa para os amante do gangsterismo. O ültimo matador (Last 
man standing) - Dire;i Walter Hill Com Bruce Wilhis, Chistopler 
Wa!ken. Bruce Dr e Alexandra Powers. Americano de 1996. 10! mim.

LITERATURA 
ILHAS DOO PRECONCEIrT D 
roo l Ao ln 
CAI Ps 
A crítica ao preconceito americano 
contra os japoneses, surgido após a 
Segunda Guerra Mundial e intensificada 
pela concorrência económica, dí 
substância à trama do escritor David 
Guterson. Em seu livro Neve sobre os 
cedros (345 páginas/R$ 29), da Editora 
Record, David utiliza a história de um 
assassinato como pano de fundo para 
criticar uma pequena sociedade insular' 
americana. Esse é o quarto livro de 
David, que já publicou Thc country 
ahead of US, Thc country behind e 
Family matters: why homeschooling 
makes sense. 
Com o argumento do crime, o autor 
analisa o comportamento da sociedade 
da Ilha de San Piedro. Esse microcosmo, 
no entanto, é apenas um reflexo do 
american way of life. O xerife local 
conhece todos da ilha e tem de manter 
uma imparcialidade quase impossível na 
investigação do crime. O médico legista 
também atende à família dos habitantes 
e procura fazer a autópsia do corpo com 
distanciamento. O repórter do jornal 
local, que quando criança era 
apaixonado pela esposa do acusado, 
agora tem de cobrir a história do 
julgamento. Todos esses personagens de 
Neve sobre os cedros poderiam ser 
vistos em qualquer outra pequena 
comunidade americana. Inclusive na Ilha 
de Puget Sound, onde vive o autor e sua 
família. 
Mais importante que os personagens 
locais, entretanto, é o caráter 
segregacionista e preconceituoso da 
sociedade. David deixa clara no livro a 
posição dos descendentes de japoneses 
que no tribunal se sentam nas últimas 
fileiras do auditório. Um preconceito 
que, embora não imritucionalizado, C'5tá 
presente no dia a dia da populaç:io. 
Desde o ataque japonês à base americana 
de Pearl Harbor, em 1942, o autor traça a 
posição americana frente aos imigrantes. 
Após o ataque, os japoneses foram levados 
para campos de concentração, onde eram 
mantidos como prisioneiros. Foi cm um 
desses campos que o protagonista do livro, 
Kabuo Miyomoto, encontra-se e casa-se 
com Hatsue. A parir do casamento, os 
dois passam a ter uma vida de penúria até 
que vão para San Piedro. Hatsue se dedica 
a0 trabalho de colheita de amoras e 
morangos enquanto Kabuo tem um barco 
de pesca. . 
O casal segue enfrentando os 
preconceitos locais até que Kabuo, numa 
noite enevoada, ajuda o pescador Carl 
Heine e espera que esse episódio consiga 
aproximá-lo da sociedade local. No 
entanto, Carl aparece morto na manhã 
seguinte, enrolado à sua rede de pesca. 
Kabuo é o principal suspeito. 
O livro pode ser lido como um 
roteiro de filme, a primeira cena 
acontece dentro da sala do tribunal onde 
está sendo julgado Kabuo Miyomoto. 
Com uma narrativa lenta, o autor segue 
analisando ambientes e personagens. O 
ritmo moroso ajuda a manter a sensação 
de mistério sobre o ssassinato, e a 
profusão de detalhes alimenta a mente 
do leitor com futuras pistas. 
As cenas vão se modificando, 
juntamente com as testemunhas que 
sentam no banco para depor. A cada 
novo personagem, David aproveita para 
traçar quase que uma árvore genealógica 
e a trajetória de vida, até o momento 
em que explica a conexão da testemunha 
com o suposto assassinato. Dessa forma, 
·a primeira versão para o assassinato só 
acontece no segundo capítulo, quando 
testemunha o xerife Art Moran, que 
encontrou o corpo da vítima. 
O clima de mistério sobre o 
assassinato é mantido durante todo o 
livro. A cada novo depoimento, o autor 
reúne novas evidências que conduzem 
o leitor para a condenação de Kabuo. 
Depois de associações rocambolescas, 
somente no último capírulo é que David 
conta como realmente aconteceu a 
morte do pescador. O final registra uma 
saída politicamente correta. O resultado, 
no entanto, pode decepcionar o leitor 
metido a Sherlock Holmes, que está 
sempre à procura de culpados. 
AS CORES DO CAMPO 
ARCO DE 1.997 
Estante 
Vida 
bandida 
O submundo de Nova Iorque cm 
187l éocenano do livro Belas da note 
(337 páginas Preço não definido), de 
J. D. hrstulia. lançado no Brasil pela 
Editora Objetiva. A trama narra as 
incursões pelas ruas de ova lorque de 
um investigador particular, na tentativa 
de desvendar o assassinato de uma 
prostituta. Com uma ambientação 
inspirada no filme A poca da 
inocência, de Martin Scorsese. I D 
Christilia apresenta ao leitor 
personagens inescrupuloso como 
malandros, prostitutas, policiais 
corruptos e bandido . 
Mistério 
na noite 
To EDUARDO Mrc 
CULr Pus 
Apesar das idades, temperamento 
e biótipos diferentes, todos os 
personagen que protagonizam os 
contos de O quarto azul (Editora 
Bertrand Brasil, 300 paginas, R$ 28) 
têm em comum o mesmo de ejo: o de 
migrarem de suas respectivas 
metrópoles para o campo. Todos 
sonham com um lugar onde possam 
ter um quintal e uma janela para ver 
o sol nascer. . 
Na maioria dos 13 contos que 
integram o livro, a autora Rosamundc 
Pilcher- que fez sucesso mundial cm 
1988, com o romance Os caladores 
de conchas, faz questão absoluta de 
iniciar a narrativa de suas histórias a 
partir da mudança espacial de 
determinados personagens - qua.e 
sempre originários de Londres. A 
partir disso, a escritora começa, então, 
a fazer o que mais se sente à vontade: 
narrar dramas familiares em que 
temas como a solidão, o 
enfrentamento do mundo adulto por 
crianças e a rotina de um casamento 
são abordados de maneira direta e 
divertida. 
De todos estes temas, porém, o da 
morte parece ser o preferido da 
contista. O assunto que ainda hoje no 
final do Século XX, é tratado como 
tabu por inúmeros escritores. Mas 
não para Rosamunde. 
Isto pode ser percebido facilmente 
no conto Tobby. 
A história gira em torno do garoto 
Tobby Harding. de oito anos. Ao 
tomar ciência, através do carteiro, da 
morte do velho vizinho, o Sr. 
Sawcombe, o menino começa a 
refletir sobre as perdas prematuras da 
vida. A partir. daí, ele começa a 
interrogar todos o membros da 
família, com uma teimosia 
característica da infância, a respeito 
dos motivos que levam um homem a 
morrer. 
Os tema de Rosamunde não são 
nada originai e, cm alguns casos, a 
escritora ainda comete a imprudência 
de tomar previsíveis os desfechos de 
suas história... Mas o grande trunfo 
da escritora não se enconta 
efetivamente na cração e tampouco 
nas concluse: dos contos, mas na 
narrativa, extremamente saborosa. 
Através de detalhes. a autora 
consegue dar vazão a um do 
objetivos a que se propõe a literatura: 
dar asas à imaginação do. leitor. Ao 
narrar minúcias da decoração interna 
• de uma casa com características 
campestres e o comportamento um 
tanto quanto melindrado dP. seus 
moradores, a escritora faz .:om que 
leitores tornem-se hóspedes destas 
casas. 
E ainda lhes dá a oportunidade de 
se tornarem parte integrante de 
famílias, que certamente vivem 
dramas parecidos com os existentes 
na vida real. 
Exemplo disso é o conto Um dia de 
folga. Na história, o alto executivo 
James Harner ganha um dia de folga. 
Durante as 24 horas de descanso 
James passa a valorizar a rotina de 
sua esposa, até então encarada como 
uma folgada dona-de-casa. Enquanto 
ele preparava um relatório no 
confortável e aquecido quarto, a 
esposa Louisa aía para cortar lenha. 
A escritora narra, então, parte do 
que e passou na mente de James 
durante a ine perada folga na 
empresa. 
Foi preciso que o executivo 
pa a e uma tarde inteira em casa 
para redescobrir a mulher e chegar à. 
conclusão de que ela era "as camisas 
limpas nas gavetas, a lenha na lareira 
as rosas do jardim e as flores na 
igreja. 
Em O quarto azul, conto que dá 
nome ao livro, Rosamunde utiliza-se 
novamente da combinação entre 
morte de um ente querido, paisagens 
bucólicas e ponderações juvenis. 
a história, a adolescente Emily 
não admite que sua nova madrasta 
pinte de azul o quarto que tinha sido 
de sua falecida mãe. 
Até que, através de uma sucessão 
de acontecimentos, a menina 
descobre que a mudança de cores não 
alteraria o sentimento que nutriu por 
alguém. 
Neste conto toma-se. evidente o 
segredo do suces o de Rosamunde. 
uma autora que abu a da narrativa 
para dar novo colorido a histórias até 
certo ponto previ:iveis. 
A velha brincadeira infantil de 
projetar sombras numa parede serviu 
de inspiração para Frances Fyfield 
escrever Jogo de sombras (296 
pági11as/R$l8), da êompanhia das 
letras. A história envolve a 
incompetente promotora Helen este 
sua secretaria insaciável sexualmente, 
Ro e Dane. Juntas. se envolvem em 
etranhos acontecimentos nos 
bastidores do fómm. A relação com as 
sombra fica por conta da fobia do 
e curo das personagens Helen e Rose. 
Contos 
infinitos 
A escritora Clarissa Pinkola Estés 
resolveu colocar no papel a tradição 
oral de um povo, a arte de fazer 
histórias e continuar criando até o 
infinito. Esse é o tema do livro O 
jardineiro que tinha fé (92 paginas 
Preço não definido). da Editora Rocco. 
Clarissa recorre às suas memón'as e 
relembra as hislón'as que o avó contava 
e o entusiasmo da familia reunida para 
ouvi-las. 
Além 
da roça 
A chegada de um circo e uma nova 
professora agitam uma cidade do 
mt_enor e transformam a vida de 
Miguel. O livro Pode me beijar se 
%$;; , /a inseto. tosado e 
wra Atica, trata desse sentimento 
utenorano de querer descobrir além 
das fronteiras do próprio mundo. O 
autor aproveita para mostrar. no 
menino Miguel, o inconformismo de 
ver numa fazenda pequena demais 
para seus sonhos.

VUlgalidade sem li1ni.te 
ro EUG(NA LHA IV purss 
Dona Anja, na verdade, deveria se 
chamar Super Anja contra o baixo 
astral. Se a desinibida Anja não 
existisse, o que seria da pequena e 
pacata cidade de Rosário? Sobre quem 
,lS carolas iriam fofocar e com quem 
os abobalhados rapazes iriam passar 
o tempo? Uma monotonia sem 
tamanho, um tédio sem fim. 
Mas já que Anja chegou, tão 
insaciável a ponto de exaurir o 
Coronel Quineu até a morte, o 
melhor que o povo tinha a fazer era 
aproveitar. É o que mais a rapaziada 
tem feito no casarão. As filas não 
acabam na porta da casa desta quenga 
para lá de caliente, que dá conta do 
serviço sem parada para descanso. 
E tome estimulantes, fortificantes 
e afrodisíacos na moçada, enquanto 
a Anja diabólica. continua no seu 
pedestal pronta para liberar a libido, 
sem preconceito. E chega um dois, 
três, dez rapazes ... E o fogo não 
abranda. 
O grande problema é que Lucélia 
Santos está um tanto passada para 
convencer na pele de uma mulher que 
enlouquece sexualmente os meninos 
da cidade. Há o fetiche, é verdade, de 
transar com a mulher experiente, 
capaz de enlouquecer os homens na 
cama. Mas depois de saciada a 
curiosidade, os garotos 
provavelmente iriam procurar 
exemplares mais apetitosos. 
lnclusivc para os espectadores. Se 
é possível ver belas moças, com tudo 
cm cima, tomando banho de rio em 
Xica da Silva, na Manchete, outras 
tantas ainda mais charmosas na tela 
da Band, cm Perdidos de amor, e o 
padrão Globo de qualidade, com 
mocinhas malhadas e sensuais 
invadindo a telinha em quatro 
novelas seguidas, porque perder 
tempo com a veterana Anja? 
Por outro lado, o público cativo 
do SBT não está acostumado a 
tamanha libertinagem. Entre a 
devassidão gratuita e a alegoria da 
Gata Borralheira implícita em cada 
dramalhão mexicano - ou argentino 
ou seja lá qual for a nacionalidade, 
não importa -, o público prefere a 
fábula. 
Nas novelas mexicanas há sempre 
uma pobre coitada linda e terna 
maltratada por alguma ricaça que, de 
uma forma ou de outra, exerce 
domínio sobre aquela mocinha 
desprotegida. Até que chega o 
príncipe encantado e a salva das 
maldades da madrasta, tirando-lhe das 
cinzas do borralho. 
É muito mais comovente - ou, no 
mínimo, menos patético - que ver 
uma quarentona decadente se 
ouriçando a cada fedelho que passe 
diante de si. 
Para quem recriou o departamento 
de dramaturgia prometendo fazer a 
novela da família brasileira, como era 
o slogan de Éramos seis, o SBT 
mostra que mc:teu os pés pelas mãos. 
Perdeu o fio da meada dramarú1 gicJ 
e não sabe rnai para onde atirar. 
A solução mais f ;Ícil para Sílvio 
Santos é, obviamente, pagar RS 3 mil 
por cada capítulo de uma novela 
mexicana do que desembolsar a 
astronômica quantia de RS 50 mil 
com produções da casa. Pior para o 
elenco de Ossos do barão, que até 
agora continua gravando as cenas da 
próxima novela assinada pelo SBT, 
mas amarga o total desconhecimento 
da data de estréia. 
Como o lema do SBT é mesmo 
tudo por dinheiro, não será surpresa 
se Sílvio Santos resolver engavetar a 
trama de Walter George Durst. E que 
se dane aquela idéia de mudar a 
imagem da emissora para que ela 
deixasse de ser brega. Mais vale um 
brega com dinheiro do que uma 
emissora com classe e falida. 
Uma vez que a classe já foi para as 
cucuias, Dona Anja não precisa ter 
pudores. E tome mais apelação para 
ver se, de um jeito ou de outro, a 
audiência aumenta. 
Pelo que consta na sinopse, em 
breve Anja transforma o casarão num 
bordel. Quem sabe, se com carne 
nova no pedaço o SBT não consegue 
atiçar a curiosidade do público? 
HUMOR POLICIALESCO 
POR MART, BARRITO 
TV PREss 
Depois de explorar bastante ª 
comédia de costumes, os atores de 
Salsa e merengue começam ª 
investir com mais vontade nas 
1
• • • A d pia de vilões 
ramas policiais. Iu 
Urbano e Heitor, interpretada por 
José Wilker e Victor Fasano, 
voltou à novela para dar uma 
pitada de mistério à uama. . 
• sos os dois 
Desarmados e pengo , 
d 
hefões da 
agem como gran es c . 
M {~; G, de um assassinato 
a1a. ostam · - 
. persegurçao 
a queima-roupa, uma· 0 
de inocentes e uma boa tor""" 
1
< : inferiores. e 
Psicológica com os '/ , 
, f em re orçar 
» «roo»se"°!$., a mwes 
0 estereoupo os v1 oe 
Policiais - fumantes de longos 
h d 
s de uisque 
c arutos degusta ore 
cafajestes com as mulheres - o 
mesmo acontece com Se> 
subordinados. Lídia e Cn
st
ºvao 
: 	dados sem 
São dois paus man • 
• ·- ' • prontos para 
Opinião própra, sem 
seguirem instruçoes 
discutirem. 	• 
Hel
.tor são o ttpo 
Urbano e 
mau-caráter na forma mais 
refinada. São tão interesseiros que 
não chegam a confiar um no 
outro. Todos dois têm inteligência 
o bastante para destruírem a frágil 
sociedade. 
Seus rivais diretos, no entanto, 
ao contrário do que acontece 
comumente nas novelas, não 
deixam nada a desejar em 
maestria, embora possam se passar 
por suburb:mos ingênuos. 
A trupe, composta por um 
office boy, um delegado de porta 
de· xadrez e uma cubana 
espevitada, consegue fazer frente 
aos dois bandidos. 
• Os três chegam a uma harmonia 
perfeita. Walter, interpretado por 
André Gonçalves, é a grande 
cabeça pensante, Moa, papel de 
Jonny Rudge, é o brutamontes e 
Remédios, vivida por Bia Nunes, 
dá o toque sensual. 
A disputa do momento entre as 
duas gangues é um punhado de 
jóias que estava sob o controle do 
falecido Morales, interpretado por 
Chico Diaz. O toque cômico é o 
MAK0 DE 1.997 
Livro 
fato das jóias estarem dentro de 
uma inocente boneca de pano, 
. . 
1nsuspe1ta para os grupos. 
Enquanto os três farofeiros da 
Travessa do Vintém põem a mão 
na massa em busca do tesouro 
perdido, Urbano e Heitor 
preferem não sujar as mãos com o 
assunto. 
Para isso, a dupla tem os 
tradicionais ases na manga, que 
podem ser usados e descartados a 
qualquer hora. Adriana, uma 
prostituta de luxo, e Vasco, um 
cafajeste psicopata, são os dois 
subvilões da história. Basta que os 
chefões escalem os dedos para os 
dois trabalharem pensando que 
fazem parte de uma importante 
organização. 
Enquanto tudo perm:rnece na 
medida certa entre a comédia e o 
suspense, os autores não rêm 
muito onde errar. Mas todo 
cuidado é pouco. 
Temas policiais pedem cenas de 
ação e, nesses casos, nem sempre 
a televisão brasileira prima pela 
qualidade. 
Guerra do CXOS 
f d 
l I f, 
A hhedattd o et obre»veta um 
casamento E sto que a professora de 
literatura Inesa Phlhs kos p qu4sou4.4 
retratar em das paralelas cm 
casamentos vtonanos Edtora keord ' 
p4mas.R, 2) Para um estudo sobre um 
assunto tão amplo eporado, a escttota 
escolheu a da conjugal de cmnco esento 
d.a llatena do Século /{ John kus a 
Thomas Carle. John Stuart MI Charles 
Delens e George Ehot foram os escolhidos 
pela deridade das rela0es amorosas qu 
1 li ,·r.1111. 
Com uma mies ante narratua bwografi.a. 
cheia de detalhes. Phlls sai mostrando.a adi 
em comum entre os casais Jane e/h e 
Carlle. Filie Gra e Ruskun. Haunet I.alor e 
tua MlI Catherine hoganh e Delens e 
George Henry Lewes e Ehot na realidade 
Maria Evans Muitas situações idas 
nesses relacionamentos amda se repetem em 
c,JS:111 de ho;c. 
A novidade no trabalho de Phlls fo na 
escolha dos relacionamentos a serem 
estudados. Quanto ao assunto em si. 
demonstra maus uma vez o que ja esta maus 
do que comprovado sobre os casamentos que 
é muto raro manter a feherdade nos 
relacionamentos. principalmente nos que se 
arrastam por longos anos. 
Casamentos felizes são aqueles em que 
os dois parceiros concordam com o cc:n:Jr/0 
c:m que: estão .1tu,111do ·: fa. a e! a conclus,1o 
que a autora chega sobre sua pesqurs.a. Dos 
cinco casamentos por ela pesquisados, só um 
conseguiu atingir a felicidade plena. Por roma 
do destino. ou n:io. o casal que supaou wdo.1 
os conflitos do relacionamento a dors era o 
que não unha a aprosaao da lgreya e nem do 
Fst.ado 
Didrdo em capítulos mtutulados pelos 
nomes dos casais. Phllis conta que icorge 
Henry Lewes encontrou a felicidade em UII/ 
relacionamento amoroso fora de scu 
casamento. Casado com uma esposa mfiel. 
Leves se apavonou pela escritora Maria 
Evans. que mais tarde passou a usar o 
pseudónimo George Eliot. Os dois não 
puderam se casar oficialmente. mas 111 eram 
;untos por J./ anos. 
O mesmo não aconteceu com Ruskm. O 
filmoso crítico de arfe da Era Vtonana unha 
verdadeira repugnanca pela nudez das 
mulheres. Effie. sua csposa. acabou pedindo 
a anul.1ç:io de sc:u casamento apó 1i1er sclt: 
anos sem fazer St"AO com o mando. O momo 
,1kgado da ,1bsrinc:nC1a foi o choque 
traumático que ele teve dedo a nudez da 
dedicada esposa na note de nupcas. 
O si:.w umbém c:r.1 raro no c:1,Jmc:1110 de 
Thomas Carlle com Jane Welsh. Carlle e 
Wc:/sh conseguiram manter o casamento por 
./5 anos. m.1s. sr:gundo Phyllis. o 
relacionamento dos dois foi baseado acima 
de tudo na cumplicidade intelectual do que 
qualquer outra cai a. ri aurora diz que a bela 
e: rica Hei h erotizava mais a mente do que· 
cu própno corpo. 
O casal John Stuart Mille Haret Taylor 
também não cr muito adepto ao sexo. Stuart 
,Hill ó pod,: e: ca .1r com Ta} for. de quem j:í 
era amante. apo a morre: do matido. 
Dominadora. T:ixtor m.1111111ha o e· riror sob 
cabresto. "A mente de Mill aprovava a 
ieu:J/dadc. ma sua alma ansi:iva pt:fa 
dominação". for a conclusão que Phylls 
encontrou para cesse relacionamento. 
Tudo é ótimo na maiona dos inícios dos 
casamentos. E esse tempo de k/Jc1d:1dc 
tambem foi vivido no século pa do por 
Charles Dickens e sua mulhn C:i1henne 
Hoganh. Apô. adquirir mais :ilguns qu1linho, 
e depois de p:trir nada meno que dez filho 
Hóg:mh deixou de corresponder • nig2ncm 
masculina obre a estética feminina. Não deu 
outra. Dicken: trocou-a por uma jovem e 
ainda fez questão de divulgar num jornal que 
vivia há muitos anos infeliz em seu ca mento.

MUDANÇA DE RUMO 
fez Leninha. Tudo corria bem com sua personagem 
até que a TV Plus, produtora independente que 
produzia a nove la, teve de reduzir os custos. Quando 
isso acontece, normalmente, o destino de alguns 
personagens é selado. E foi isso que aconteceu com 
Leninha. A personagem de Daniela, de uma hora para 
outra, bateu as botas por causa de uma anorexia 
nervosa. 
"São águas passadas. O que quero agora é poder 
conquistar a fama através dessa personagem, projeta 
a atriz. Além disso, ela quer voltar a fazer teatro, já 
que teve que recusar, por causa da novela, o convite 
de Rosane Goffman para atuar na peça De uma chance 
ao amor. Cinema também está nos planos da moça. 
"É outra escola. E deve ser um a experiência incrível", 
julga a atriz. 
Hoje, aos 19 anos de id.1de, Daniela quer também 
poder crescer financeiramente com a profissão de atriz. 
Consumista declarada, ela j:í caiu na realidade de que 
a carreira de artista não é tão bem remunerada como a 
maioria das pessoas imaginam. Principalmente a das 
atrizes iniciantes, que não têm o mesmo recurso que 
os novos galis. Como já é público e notório, a maioria 
deles consegue encher seus bolsos participando de 
bailes de debutantes. 
u 
, 
e 
e' 
ri Mtu p, o 
IvP»4 
Depois de ter interpretado somente papéis de boa 
menina, pela primeira vez, em cinco anos de carreira, 
Daniela Faria cst:Í fazendo uma vilã. Em A indomada, 
de Aguinaldo Silva e Ricardo Linhares, a atriz carioca 
é Berbela, uma moça que não mede esforços para 
alcançar seus objetivos. "Ela é bonitinha, mas 
ordinária", define Daniela. 
A personagem de Daniela trabalha no empório 
arrendado pelo forasteiro Teobaldo Faruk, papel de 
José Mayer. Apaixonada pelo patrão, Berbela vai fazer 
de tudo para conquistá-lo. Como o Teobaldo é 
apaixonado e se casa com Helena, personagem de 
Adriana Esteves, só resta a Berbela se juntar a pérfida 
Altiva, interpretada por Eva Wilma, inimiga número 
um de Teobaldo e de Helena. Segundo Daniela, 
Berbela promoverá grandes intrigas para separar os 
dois. 
A vilania não assusta Daniela. Muito pelo contrário. 
A atriz acredita que esse tipo de personagem é bastante 
enriquecedor para carreira de qualquer ator. Por isso, 
não tem medo nem mesmo de conquistar para si a 
antipatia momentânea do público por causa de Berbela. 
"Também sou uma pessoa determinada, mas rzunca 
faria as maldades que ela vai fazer', compara Daniela. 
Desde cedo acostumada a trabalhar - aos 12 anos de 
idade já era modelo e manequim -, Daniela de repente 
decidiu seguir a carreira de atriz. Aos 14 anos, entrou 
para o curso de teatro de Rosane Goffman. essa 
época, debutou no teatro interpretando a menina de 
rua Duda na peça Marquises, dirigida pela própria 
professora. Logo depois, a atriz foi convidada para 
estrear na tevê como a recatada Liz, em Pedra sobre 
pedra, também de Aguinaldo Silva. Aliás, a presença 
do autor global tem sido uma constante na carreira de 
Daniela. 
Fera ferida, de Aguinaldo, foi a segunda novela em 
que ela atuou. Um pouco mais crescida, dessa vez ela 
fez a secretária Diana, que no final da trama mudou 
de carreira e se transformou em modelo. "Trabalhar 
nas tramas de Aguinaldo é sinônimo de sucesso", julga 
a atriz. Segundo ela, ele dá o texto tão detalhado que 
fica difícil não acertar. 
Em O campeão, última novela em que Daniela 
atuou, também tinha um dedinho do autor. A trama, 
que inicialmente seria escrita por Ricardo Linhares, 	A orientação de Marcelo está por conta do professor 
era baseada no conto homônimo de Aguinaldo Silva. 	Edson Silva, formado pela própria Escola Nacional 
Só que dessa vez a atriz afirma que a experiência não 	de Circo há 10 anos. Edson explica que a formação de 
foi das mais agradáveis. "Foi uma fase horrível", 	• j um trapezista é complexa e exige dedicação e esforço 
lamenta Daniela. 	por demandar um bom condicionamento físico. Nesse 
Na novela exibida ano passado na Band, Daniela 	quesito, Marcelo não teve tanta dificuldade. 
----------•-----------~-------------
1
•------- O ator pratica capoeira há sete anos e fez seis meses 
aomi conclui que as mulheres desejam liberdade e de aulas de acrobacia com os membros da Intrépida 
autonomia, mas que ainda recorrem a padrões antigos de Trupe. "O Marcelo tem a flexibilidade da capoeira. 
submissão. No livro, lançado pela Rocco, a autora levanta Agora é só lapidar", acredita o professor. 
polêmicas e enfrenta inimigas do calibre de Camille Paglia. 
Aos 25 anos, Marcelo, que fez o mau-caráter 
Maninho em O fim do mundo, acredita que o público 
vai se identificar com a docilidade de Ivan. "O Ivan é 
um cara do bem", define o ator. O personagem é de 
uma família de circo e filho do também trapezista 
Guima, vivido por uno Leal Maia. Ivan acaba se 
apaixonando pela rica Beatriz, papel de Micaela Góes 
que também gosta dele, mas o esnoba por causa de sua 
origem humilde. Quando Ivan percebe que Beatriz 
sente vergonha dele, deixa-se envolver por Camila, 
vivida por Ana Paula Tabalipa. "Ele vai viver um 
triâ11gido amoroso", garante o ator. 
Além da preparação física, Marcelo Faria também 
está desenvolvendo um trabalho de traçar o perfil 
psicológico do personagem com a psicóloga e mie 
Kátia Aschar. "E importante para poder entender 
realmente o Ivan", acredita Marcelo. Esse mesmo 
trabalho Marcelo está desenvolvendo paralelamente à 
novela para outro personagem que deve interpretar 
em breve: o criminoso Leonardo Pareja, no f] 
dirigido por Régis Faria sobre a vida do 4la.' 
sequestrador que comandou a rebelião num presídio 
em Goiás. 'Nesse sim, vou precisar de muita ajuda. 
Ele era um homem bem complicado", avalia Marcelo. 
O mundo das aves 
Ornitologia brasileira (952 páginas RS 160) de Helmut 
Sick, ganha nova edição pela Nova Fronteira. Publicado 
originalmente em 1985, pela Editora da Universidade de 
Bras!lia, o livro resume a experiência do cientista alemão 
sobre o estudo das aves brasileiras. Morfologia, biologia e 
vocalização são alguns dos capítulos acrescentados na nova 
edição, que foi revista e ampliada. Além desses. um capítulo 
especial sobre aves fósseis do Brasil foi preparado pelo 
também especialista Herculano Alvarenga e o capítulo 
zoo geografia ganhou importante contribuição do estudioso 
Jürgen Haffer. As ilustrações do livro são assinadas por Paul 
Barruel, Jenevora Searight e John P. O'Nell. 
Várias facetas 
Apoiada em argumentos e dados provocantes, Naomi 
Wolf escreve sobre as mudanças vividas pelas mulheres 
nos últimos anos em Fogo com fogo (456 páginas/RS 
39,75). Autora do best seller O mito da beleza. no novo 
Alerta 
O médico pediatra e sanitarista Ruy do Amaral Pupo 
Filho faz um alerta cm Síndrome de Down - E agora 
doutor? (109 páginas/preço não divulgado). Lançado pela 
Editora WVA. o livro traz um emocionado relato do médico 
que se sentiu completamente perdido ao ter uma filha com 
Síndrome de Down. Segundo ele, é importante que os 
profissionais da área de saúde se atualizem em assuntos pouco 
valorizados dentro da medicina, como as síndromes genéticas. 
Banho de óleo 
Embalada na onda holística que cobre o pais, a Editora 
Martins Fonte lança Aromaterapia (507 p:iginas/preço não 
divulgado). da inglesa Patricia Davis, fundadora da 
Federação Internacional de Aromaterapeutas. A ciência e a 
arte do uso dos óleos essências extraídos de plantas como 
forma de tratamento é contada no livro, que ainda traz um 
capítulo especial sobre o uso de cada tipo de óleo e suas 
propriedades. 
MARCO DE 1.99 
o ator 
está no ar 
tal a t 
Ir 
Pendurado no alto de um balanço de trapézio, a 
sete metros do chão, arcelo Faria tem driblado o 
medo para compor seu personagem d: novela O amor 
está no ar, título provisório da trama que substitui 
Anjo de mim. essa história de Alides ogueira, 
Marcelo vai interpretar o trapezista Ivan. Para dar 
maior veracidade ao penonagem, o ator está tendo 
aulas de técnicas de trapézio na Escola acional de 
Circo, no Rio de Janeiro. 
Com todo o aparato de segurança montado no 
picadeiro da escola, incluindo rede e cinto de 
segurança, Marcelo ensaiou os primeiros contatos com 
o trapézio e até se aventurou num salto. "E difícil, 
divertido e perigoso. Mas é muita adrenalina", 
diverte-se o ator.