REGIONAL 
Ano: XXVI - N 2.040- 01 de Junho - R$ 1,00 - Fundador: Ivaldo Pereira 
Porto Murtinho - Bela Vista - Jardim - Antonio João - Bonito - Guia Lopes d: Laguny - Mioaq 
Entidades classistas se comprometem a acabar com 
a ·cobrança de preços abusivos na venda do gás 
Secretário de Justiça e Cidadania 
Celso Panoff Phil bois 
Nove entidades, além da Secretaria de 
Estado de Justiça e Procon, assinaram se­ 
mana passada um termo de compromisso 
com o objetivo de acabar com a prática da 
cobrança de preços abusivos na venda do gás 
de cozinha ao consumidor cm Mato Grosso 
do Sul. Essa foi a primeira reunião nesse sen­ 
tido, a segunda foi na última scgunda-feir<1 
(31.05), envolvendo as distribuidoras. 
A reunião aconteceu no gabinete do Se­ 
cretário de Justiça e Cidadania. Celso PanofT 
Phil bois, cm virtude de o Procon ter consta­ 
tado que as empresas revendedoras de gás 
estão comercializando o produto acima do 
preço máximo estipulado pelo governo fe­ 
deral. No encontro, representantes de todas 
as entidades se manifestaram de forma fa­ 
vorável ao cumprimento da tabela já que o 
consumidor vem sofrendo prejuízos mensais 
em tomo de R$ 1,2 milhões por causa do 
desrespeito à portaria Página-03 
Campo Grande vai sediar o I En­ 
contro Sul-matogrossense de Con­ 
selhos Municipais do Meio Ambiente 
O Conselho Munici­ 
pal de Meio Ambiente de 
Campo Grande (CMMA) 
em conjunto com a Prefei­ 
tura da Capital vão promo­ 
ver, durante a Semana Mun­ 
dial do Meio Ambiente, o 
1 ° Encontro Sul­ 
matogrossense de Órgãos 
Ambientais e Conselhos 
Municipais do Meio Ambi­ 
ente. O evento será realiza­ 
dó no auditóno do Planai- 
to, sito à Rua Hélio de Cas­ 
tro Mana, 279,a partir das 8 
horas, do próximo dia 2. 
De acordo com o Pre­ 
sidente do Conselho Muni­ 
cipal de Meio Ambiente. 
João Vieira de Almeida 
Neto, o encontro visa forta­ 
lecer e fomentar a criação de 
órgãos municipais de meio 
ambiente e a organização dos 
conselhos municipais com o 
objetivo de capacitar os mu- 
nicipios para exercer o 
licenciamento ambiental 
O CMMA está con­ 
vdando as 77 Prefeituras 
de Mato Grosso do Sul 
para participar do encon­ 
tro. Atualmente, além da 
Capital ou cinco mu­ 
nicipios do L ado possu­ 
em Conselhos Municipais 
de Meio Ambiente, Dou­ 
rados. Corumbá, Três La­ 
goas, Bonito e Jardim. 
PROJETO RIO LIMPO SERÁ LANÇADO EM CO­ 
MEMORAÇÃO À SEMANA DO MEIO AMBIENTE 
5 de Junho é o "O d,a lntemnc1011nl do Meio Amb~, t em comtmomção será lançado o Projtto "Rio úmpo" que b1<sca mcen/rvara co,iserw1çiío dn namrr..a 
Governo viabiliza recursos cos se@odes+ E,7 ,e"e 
mular a conscientização das ,6f • '- 
P
ara o hospitan dc:n Mulhin:r pes:oascmfu~çãod~prcser- 	"/' 
ll l 	vação do meio ambiente, o 
toa que por várias vezes denu.' Projeto denominado "RIO 
.. .... +.,LIMPO" vai prever uma fis- 
ciamos as péssimas qualidades q, .a,' 	.., 	1, sa 
dos equipamentos do hospital cazaçao e o momtoramento 
1 b d d 
' do ecossistema da região, 
cm rou o Ieputauo 	d . . 
O d d 1 
procuran o evitar que os le1- 
cputa o amenta que d . . 
1 
• 
1 
• d li tos os nos e todo o meio 
o hospital, reinaugurado no 1 ambiente sofram qualquer 
na] do governo anterior, esteja tipo de depredação. 
atendendo sem as mínimas 
De autoria do Deputado 
condições de servir sequer Estadual Paulo Corrêa -PTB, 
corno maternidade, por falta de Presidente da Comissão de 
uma melhor e trutura. 
Meio Ambiente. o lançamento 
Segundo Resende, por do projeto irá contar com a pre­ 
falta de uma unidade de saú- 
sença de ambientalistas, auto- 
de específica. as mulheres ridadcs políticas e entidades de 
correm constantes riscos de mergulho, que estão unidas em 
vida por não ter atendimento pró! da conservação da natu­ 
adequado para fazer a preven- reza. A proposta do deputado 
ção, principalmente do câncer Paulo Corrêa junto ao gover­ 
de mama e do colo uterino. 
no estadual é de que seja for- 
O governo de Mato 
Grosso do Sul está viabilizando 
junto a União RS 943 mil para 
equipar o Hospital da Mulher, 
em Dourados, segundo infor­ 
mou o lider do PPS na Assem­ 
bléia Legislativa, deputado es­ 
tadual Geraldo Resende, um 
dos que mais têm insistido para 
que as autoridades dêem prio­ 
ridade no projeto de aparelha- 
4. 
mento da unidade hospitalar. 
Principal interessado 
no funcionamento do hospi­ 
tal. o deputado disse que 
encampou essa luta desde 
quando ainda não era vere­ 
ador em Dourados. por en­ 
tender que como médico gi­ 
necologista, tinha o dever 
de buscar o melhor para. a 
população do seu município 
e da região no setor de saú­ 
de pública. 
Segundo ele, há uma 
gran. arência de atendimen- 
to nesse setor na região, sobre­ 
tudo pela falta de condições 
que a maioria das mulheres tem 
em fazer exames preventivos e 
outros tipos de tratamento. 
Recorda-se, no entanto, 
de quando realizou vários se­ 
minirios para debater o assun- 
to, tendo conseguido sensibili- 
zar os vereadores do munici- 
pio e apoio do Movimento Po­ 
pular de Mulheres em pról da 
efetivação dessa proposta. 
O deputado lamenta que 
o Hospital da Mulher tenha 
sido inaugurado por três vezes, 
sem que ao menos oferecesse 
condições de atendimento à 
população carente. "Não foi à 
Deputado Paulo Corria 
mado grupos ativamente inte- lidades de captação de investi­ 
ressados em contribuir com o mentos para melhor aproveita­ 
progresso do Estado e que o mento e rendimento dos diver­ 
governo avalie novas possibi- sos tipos de lixo de todo o 
CPI DO JUDICIÁRIO 
Ramez admite investigar novos casos 
Mas Ramez Tebet presidente da comissão que apura denúncias sobre o Poder Judi­ 
ciário, ressalta que decisão só será tomada nesta terça-feira por todos os senadores 
• Novos casos poderão ser investigados pela 
~PI do Judici:iri?· A informação foi dada pelo pre- Taxar 
O 
pescado em 
sidente da comissão, senador Ramez Tebet do 
ri 	excesso em 20% é uma das 
PMDB-MS acrescentando que nesta terça-feira os 
j senadores decidirão quais das denúncias que tem propostas para controlar a 
chegado ao Senado serão investigadas: pesca amadora no Estado 
E certo que avaliaremos outros casos, mas não apresentada pela Aspadama 
vamos abrir muitas frentes de trabalho. Entretanto, como (Associação de Pesca 
presidente, não posso adiantar quais são esses casos. Amadora de Mato Grosso do 
comentou Tebct. 	Sul) ao Secretário Estadual de 
A CPI ouve o ex-contador do Consórcio Naci- Meio Ambiente, Egon 
onal Itapemirim, Antcnio Carlos de Morais, que irá Krakhecke, no último dia 3 I. 
prestar esclarecimentos sobre a situação patrimonial Segundo Astúrio 
da empresa antes da morte do seu proprietário, Wa- Ferreira dos Santos, presiden­ 
shington Nominatto, em novembro de 1987. À CP! te da entidade, 0 ideal seria re­ 
está investigando o inventário da herança deixada por dum a cota atual de 25 quilos 
Washington para seu filho, Luiz Gustavo Nominatto 
. 	, para IS quilos mais um exem- 
que, segundo denúncias, teria sido lesado pelos admi- 
nistradores do espólio. Os senadores ouvem também Plar de pescado. Quem ultra- 
) depoimento do advogado Joaquim Tomaz Lopes, que passar essa cota, pagaria 20% 
defendeu a mãe de Luiz Gustavo, Miramar Rocha de ICMS sobre o excedente. 
- - - • ' - - • - - ·--- 
Mato Grosso do Sul, o que 
indubitavelmente, deverá gerar 
ceitas e empreg oEs­ 
aio. Serão apresentado , dados 
sobre o fixo e as condições de 
preservação ambiental na região, 
principalmente, no tocante à ne­ 
cessidade de liberação de recur­ 
sos de ordem federal a fim de 
garantir a formação de uma rede 
de esgoto e saneamento para 
aquele município. bem como a 
elaboração de um projeto que 
estimule os empresários de 
ecoturismo. P:ígina-03 
Prefeitura de 
Antonio João 
implanta 
projeto na 
Periferia ressoo 
Senador Rame: Tebet 
Entidade propõe 
taxar excedente 
Para incentivar a piscicultura, 
o Govemo taxaria o pescado 
criado em cativeiro em ape­ 
nas 1%. 
O Banco do Povo tam­ 
bém deveria canalizar recursos 
para investir cm piscicultura. A 
Aspadama defende a mudançà 
gradual do trabalho dos pesca­ 
dores profissionais, que seriam 
treinados para trabalharem 
como piloteiros de barcos e 
guias de turismo. Também1 po­ 
deriam aderir às pisciculturas 
com o apoio das cooperativas. 
De ncordo com Astúrio, 
Egon gostou da proposta de 
taxar o pescado excedente.

Diário lríbuna da Frnnt ira 
FESTA JU 
ESCOLA JOAQUIM MURTINHO[ 
ove não pode perder. Hurrucas com epetinhas, 
salgados, doces, quentão, ete... Será uma festança de 
11111/to jiJTrlÍ ,. q1u11/ril/1111. Lp,·ra11_11,~ rnce 1111 dia ~ li~ 
06/99 a punir das I horas no piteo da eeola. Sua 
presença deixará mais alegre a nossa festa!' 
Venham abrilhantar a nossa festa 
DIA: 04 de Junho de 1999 
A partir das 08 horas da manhã 
Diversas barracas estarão em funcionamento 
A Escola Professora 
Vera Guimarães Loureiro espera por você, 
Festa Junina da 
Escola Ester Silva 
Venha você .e sua família para participar da 
Festa Junina da Escola Estadual Ester Silva, que 
será realizada dia 12 de Junho. Vai ter quentão, 
pipoca. pé-de-moleque, comidas típicas, ele. Bar­ 
raca da Pechincha, Barraca da Pescaria,· Qua­ 
drilha, Dança da Fita e muito mais. Não percam, 
dia 12106, Festa Junina da Escola Ester Silva. A 
estança terá início às 18:00 horas. Só você dei­ 
xará mais alegre essa Festa. Não falte!! 
Fundado em 20 de Fevereiro de 1972 
Propriedade de: Maria Estela Velasquez Pereira 
CGC 03.201.266/0001-90 
Registro no Cartório de Tltulos e Documentos nº 1.066 
Diretora Administrativa: Maria Estela Velasquez Pereira 
Redator-Chefe: lvaldo Pereira 
Departamento Comercial: Victor Hugo Velasquez Pereira 
Administração e Parque Gráfico: 
- Bela Vislt!MS - 
Av. Tribuna da Fronteira. 564 - 439-1410- Fax:439-1544 
Cx. Postal 23 - Cep. 79.260-000 
- Jardim/MS - 
Rua 14 de Maio, 342 - (067) 251-1669 (Sede Própria) 
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- Bonito/MS - 
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Diário Tribuna da Fronteira p o lítica 01/06/99 Págil 03 
Entidades classistas se comprometem a acabar com 
a cobrança de preços abusivos na venda do gás 
Nove entidades, além da Secretaria de Es­ 
tado de Justiça e Pocon, assinaram semana pas 
sada um tcnno de compromisso com o objetivo 
de acabar com a pratica da cobrança de preços 
abusivos na venda do giis de cozinha ao consumi­ 
dor cm Mato Grosso do Sul Essa foi a primeira 
reunião nesse sentido, a segunda foi na ultima se­ 
unda-feira (3 1.05), envolvendo as distribuidoras 
A reunião aconteceu no gabinete do Se­ 
cretário de Justiça e Cidadania, Celso Panoff 
Philbois, cm virtude de o Procon ter constatado 
que as empresas revendedoras de gás estão 
comercialiundo o produto acima do preço má• 
ximo estipulado pelo govemo federal. No en­ 
contro, representantes de todas as entidades se 
manifestaram de forma favorável ao cumprimen­ 
to da tabela já que o consumidor vem sofrendo 
prejuízos mensais em tomo de RS 1,2 milhões 
por causa do desrespeito à portaria. 
De acordo com o secretário Celso 
Philbois, ao Procon nada mais resta a fazer do 
que exigir o cumprimento do tabela. No entan­ 
to, argumentou, "antes da adoção de medidas 
mais dníslicas decidimos reunir os segmento 
envolvidos nesse mercado para obter deles o 
compromisso da suspensão imediata da pr'ática 
de preços abusivos, uma vez que esse problema 
é antigo. fomentado por determinadas entida­ 
des que representam o setor" 
Philbois se referiu às ações desencadeadas 
pelo Sindicato das Empresas Revendedoras de 
G:ís da Região Cent,o Oeste (Sincrgás), que vem 
distribuindo aos seu filiados um documento no 
qual sugere o valor de venda do botijão de 13 
Secretário de Justiça e Cidadania 
Celso Panoff Philbois 
quilos, na Capital, a RS 14,50. 
A ilegalidade consiste no fato de que em 
Campo Grande o valor máximo que pode ser 
cobrado do consumidor é de RS 1I,59, confor- 
CPI DO J DICLÁRIO 
Ramez admite investigar novos casos 
Mas Ramez Tebet presidente da comissão que apura denúncias sobre o Poder Judi­ 
ciário, ressalta que decisão só será tomada nesta terça-feira por todos os senadores 
me portaria publicada no Diário Oficial da União 
do dia 20 de abril Nenhum representante dessa 
entidade compareceu à reunião. Para a superin­ 
tendente regional do Procon, Luiza Ribeiro 
Gonçalves, a ausência do Sinergas em nada in­ 
terfere na posição adotada hoje pelos demais or­ 
ganismos que participaram do encontro, já que 
"esse sindicato representa apenas uma parcela 
dos revendedorc.: ". 
O presidente do Sindicato dos 
Revendedores de Produtos Derivados de Petró­ 
leo (Sinpetro/MS), António Carlos Paludo, in­ 
formou que a cada portaria baixada pela Agên• 
eia Nacional de Petróleo (ANP) seus associa­ 
dos são informados sobre o preço máximo a ser 
cobrado do consumidor. "As entidades repre­ 
sentativas desse setor não podem em hipótese 
alguma fixar preços, pois se assim agirem estão 
descumprindo a lei", ressaltou. 
Por sua vez, o presidente da Associação 
Comercial, Benjamin Chaia, além de defender o 
cumprimento da tabela, colocou a entidade que 
dirige à disposição do Procon, "para que possa­ 
mos adotar ações que venham a conscientizar 
nossos associados a respeito da necessidade de 
a legislação que rege o setor ser cumprida". 
Ao final da reunião foi firmado um "ter­ 
mo de compromisso para ajustamento de con­ 
duta", no qual as entidades se manifestam favo- 
ravelente a "envidar esforços no sentido de 
coibir qualquer pratica abusiva e ilegal na 
comercialização do gás em todo o Estado, ei­ 
indo o cumprimento da tabela mterministerial, 
"de :volver ações visando orientar os comer- 
antes sobre as consequências advindas do des­ 
respeito à tabela oficial de preços", e "esclare­ 
cer os consumidores a respeito de seus direitos 
na questão do preço do gás" 
Na ultima segunda-feira reuniram-se a 
Secretaria de Justi.a e o Procon com as distri­ 
buidoras, ja que, segundo informações levanta­ 
das, algumas delas vendem o gás, para as 
revendedoras, a RS 11,59, ou seja, no preço 
máximo de venda ao consumidor, o que elimina 
qualquer margem de lucro aos comerciantes caso 
eles cumpram a tabela da ANP 
Quanto a esse aspecto, Luiza Gonçalves 
informou que as negociações devem envolver 
distribuidoras e revendedore j:í que ao Procon 
"cabe exigir o cumprimento da tabela". Entretan­ 
to, ela se dispôs a dialogar com as distribuidoras 
Também participaram d encontro repre­ 
sentantes do lnmetro. Promu. ,i11 de Justiça do 
Consumidor, Coordenadoria das Promotorias de 
Justiça de Defesa do Consumidor. Delegacia do 
Consumidor, Federação do Comércio, Clube de 
Diretores Lojistas e Defensoria Pública de De­ 
fesa do Consumidor. 
Projeto Rio Limpo será lançado em come­ 
moração à semana do Meio Ambiente 
Novos caso pode­ 
rão ser investigados pela 
CPI do Judiciário. A in­ 
formação foi dada pelo 
presidente da comissão, 
senador Ramez Tebet do 
PMDB-MS (foto ao 
lado), acrescentando que 
nesta terça-feira o sena• 
dores decidirão quais das 
denúncias que têm chega­ 
do ao Senado serão 
investigadas ] 
E certo que avaliare- 
mos outros casos, mas não 
vamos abrir muitas frentes 
de trabalho. Entretanto, 
como presidente, não pos­ 
so adiantar quais são esses 
casos - comentou Tcbet. 
A CPI ouve o ex- 
contador do Consórcio Nacional Itapemirim, 
Antonio Carlos de Morais, que irá prestar es­ 
clarecimentos sobre a situação patrimonial da 
empresa antes da morte do seu proprietário, 
Washington Nominatto, em novembro de 1987. 
AC está investigando o inventário da heran­ 
ça deada por Washington para seu filho, Luiz. 
Gustavo Nominatto, que, segundo denúncias, te­ 
ria sido lesado pelos administradores do espólio. 
Os senadores ouvem também o depoimento do 
advogado Joaquim Tomaz Lopes, que defendeu a 
mãe de Luiz Gustavo, Mira mar Rocha. 
A comissão prossegue a investigação de 
denúncias de contratações sem licitação, desa­ 
parecimento de processos administrativos e 
superfaturamento de obras no Tnbunal Regional 
do Trabalho (TRT) do Rio de Janeiro, principal­ 
mente durante a gestão do então presidente José 
Maria de Mello Porto, entre 1992 e 1994. Os se­ 
nadores ouvem os juizes Ivan Dias Rodrigues 
Alves Doris Castro Neves e Amélia Valadão, que 
fizeram parte da Comissão Interna de Sindicância. 
criada pelo TRT-RJ para apurar os fatos. 
Donos da Incal serão • 
chamados para explicar preços 
A Comissão Parlamentar de Inquérito que 
/ 
; .. 
I 
I 
apura irregularidade, no 
Poder Judiciário aprovou, 
cm reunião administrativa, 
a convocação dos propri­ 
etários da construtora 
Incal, responsável pela 
edificação da sede das jun­ 
ta de conciliação e julga­ 
mento do Tribunal Regi­ 
onal do Trabalho de ão 
Paulo, Fábio Monteiro de 
Barros Filho e José 
Eduardo Correa Ferraz 
1 
darão explicações sobre 
os indícios de 
superfaturamento na 
construção do prédio. que 
permanece inacabado, 
mesmo j:í tendo consumi­ 
do cerca de RS 230 mi- 
lhões. A data dos depoi­ 
mentos ainda não foi definida; 
Eles serão convocado já que constata­ 
mos o superfaturamento e, portanto, não é crivei 
que não se ouçam os responsáveis. até para lhes 
garantir o direito de ampla defesa - explicou o 
presidente da comissão, senador Ramez Tebet 
(PMDB-MS). 
Logo após a reunião, Tebet fez uma ava­ 
liação dos trabalhos da comissão. "A CPI avan­ 
çou bastante e muita coisa precisa ser modifica­ 
da. Há fraudes evidentes, por exemplo, nos tri­ 
bunais do Trabalho da Paraíba e de São Paulo" 
destacou o presidente da CPI Com relação da 
Paraiba, Tebet disse que "há· fones indícios de 
que o terreno adquirido pelo TRT foi 
superfaturado". O senador informou que a CPI 
ainda complementará a análise da movimenta­ 
ção financeira dos envolvidos. 
O senador José Agripino Maia (PFL-RN) 
disse que há indicios "de prática de nepotismo, 
com o objetivo de acobertar o dolo". Ele tam­ 
bém cita como exemplo de irregularidade no 
TRT-PB a compra do terreno. Agripino afirmou 
que a CPI deve analisar as medidas adotadas 
pelo Tribunal Superior do Trabalho para corri­ 
gir as irregularidades. "As medidas foram toma­ 
das, mas com muita morosidade", opinou. 
5 de Junho é o "O dia Internacional do Meio Ambiente", e em comemoração será 
lançado o Projeto "Rio limpo" que busca incentivar a conservação da natureza 
q 
Com o objetivo de esti­ 
mular a conscientização das 
pessoas cm função da preser­ 
vação do meio ambiente, o 
projeto denominado "RIO 
LIMPO", vai prever uma fis­ 
calização e o monitoramento 
do ecossistema da região, 
procurando evitar que os lei­ 
tos dos rios e todo o meio 
ambiente ofram qualquer 
tipo de depredação. 
De autoria do Deputado 
Estadual Paulo Corrêa -PTB, 
Presidente da Comissão de 
Meio Ambiente. o lançamento 
do projeto irá contar com apre­ 
sença de ambientalistas, auto­ 
ridades políticas e entidades de 
mergulho, que estão unidas em 
pról da conservação da natu­ 
reza. A proposta do deputado 
Paulo Corrêa junto ao gover­ 
no estadual é de que seja for­ 
mado grupos ativamente inte­ 
ressados em contribuir com o 
progresso do Estado e que o 
govemo avalie novas possibi­ 
lidades de captação de investi­ 
mentos para melhor aproveita­ 
mento e rendimento dos diver­ 
sos tipos de lixo de todo o 
Mato Grosso do Sul, o que 
indubitavelmente, deverá gerar • 
mais receitas e empregos ao Es­ 
tado. Serão apresentados da­ 
dpssobre o lixo e as condições 
de preservação ambiental na 
região, principalmente, no to­ 
cante à necessidade de libera­ 
ção de recursos de ordem fe­ 
deral a fim de garantir a forma­ 
ção de uma rede de esgoto e 
saneamento para aquele muni­ 
cipio, bem como a elaboração 
de um projeto que estimule os 
empresários de ecoturismo. 
Caso contrário, as 
4° 
%$ 
' 
· ; 
. I , • 
Deputado Paulo Corréa 
potencialidades da cidade ficam te límpidas e cristalinas e, um­ 
estritamente restritas no atual bém pelas grutas e natureza 
contingente de turistas que hoje exuberante, a cidade de Boni­ 
visitam Bonito. to recebe, em méida, 60 mil vi- 
"Queremos através des- sitantes por ano interessados 
te projeto mostrar para todas. em conhecer e desfrutar desta 
as pessoas o quanto é impor- opção que Mato Grosso do Sul 
tante fazer um passeio, conhe- oferece na modalidade de tu­ 
cer uma região, almejando a rismo ecológico. Porém, esta 
conservação. O meio ambiente ação de conscientização em 
é o responsável pelo equilíbrio defesa da conservação dos re­ 
ecolôgico, e cursos naturais, vai pregar a im­ 
consequentemente, isso está di- porãncia de uma exploração 
retamente ligado, a sobrevivên- saudável e não devastadora. 
eia humana no planeta" afirma "O projeto Rio Limpo 
o deputado Paulo Corrêa. vem apoiar e incentivar os 
A semana do meio am- ambientalistas e todos aqueles 
biente é comemorada entre os que se preocupam com a pre­ 
dias I a5de Junho, porém, o servação. Queremos futura­ 
lançamento do projeto Rio mente chegar a bela cidade de 
Limpo será no dia 5, ou seja, Bonito sabendo que ela foi de­ 
no Dia do Meio Ambiente, no vidamente explorada. 
· Balneário Municipal da cida- consequentemente, será possi­ 
de de Bonito-MS, às 07:00 velo bem estar de todas as pes­ 
horas. 
Conhecida e comentada 
internacionalmente por conta 
com rios de águas cxtremamen- 
soas que têm contato com a 
cidade. despertando no turista 
a vontade de repetir o passeio" 
conclui o deputado. 
-------------~- -------- ~-- -

Diário Tribuna da Fronteira era 
31. de Maio - Dia Mundial 
de Combate ao Tabaco 
Nesta seunda-feira, 3l de Maio. 
deu se a passapem do Dia Internacio­ 
nal de Combate ao Tabaco, instituido 
pela Oranizaçao das Nações Unidas­ 
ONJ. t da1a nilo i11~pira nenhuma co- 
111.:111ora.,:ft11. pelo cn11trúrio, é usada 
pela maioria dos organismos médicos 
e µovi.:rnallll'lltais cm todo o mundo. 
para chamar a atcnçio e procurar 
conscientizar cada vez mais a atcnç;1o 
das pessoa~ para os terríveis 
maleficios à saúde causados pelo ci­ 
garro. 
No ílrasil, o Ministro da Saú­ 
de, José S.:rra. ocupou as redes de 
rú<lio e tele, isio neste domingo. <lia 
30. para. cm pronunciamento à Na­ 
ç.1o, alertar a populaç,1o brasileira 
cm geral, especialmente os fuman­ 
tes. que hoje chegam a 32% <los bra­ 
sileiros. pnra os perigos que correm. 
mostrando inclusive dados e núme­ 
ros oficiais sobre as doenças e mor­ 
tes provocadas pelo cigarro. Trans­ 
crevemos abaixo, na integra, o pro­ 
nunciamento do Ministro: 
"Estima-se que a méclio e longo 
pra:o o cigarro matará metade dos fu­ 
mallles do mundo, por que isso? por­ 
que fumar causa doenças sérias, como 
ccinct'r, enfarto. derrame cerehral. 
efizema pulmonar e ta11tns outras, cau­ 
sa até impotência sexual nos homens. 
Segundo os médicos e cientistas, hoje 
no mundo um bilhão de pessoas cor­ 
rem o risco de serem atingidas por es­ 
sa., doenças. C'"atamente por serem fu- 
111111II('.. 
lnfeli=111e11te. 110 Brasil a situa­ 
çcio ,uio é muito diferente, 32% dos 
brasileiros têm o hábito de fumar 
(' o que é pior. mais ele dois 111ilhõt's 
e/esses fu111a11tes, são culolesce111es e 
us nossas crianças <'Sitio começan­ 
do a fumar cada vez mais cedo, en­ 
tre I O e 12 anos de idade. O uso do 
cigarro tem crescido também entre 
as mulheres. isto é sério, pois as 
mulheres que fumam tem 50% o mais 
de chances de terem enfarto e de 
não poderem ter filhos. A maioria 
dos brasileiros que fumam, 0%, 
querem parar de fumar. mas infeliz­ 
mente apenas 3% deles conseguem. 
Essas pessoas precisam de ajuda. 
110 Ml111stério da Saúde estamos 
trabalhando 1111111a propus/a para 
que as indústrias diminuam os teo­ 
res de nicotina e de a/catnio 11vs 
CÍ!!,IUl'OS, u alculrrio mata tanto ot 
11111is do que a nicotina Lembro /(IJII· 
bém que por clcciúío cio Presidente 
Fernando Henrique, a procluçlio de 
cigarros no Brasil passou a ficar 
sujeita ao controle da Agência de 
Vigllâ11cill Sl111ilária, q11e tem poder 
para regulamentar o assunto. Nós 
estamos ainda restringindo mais a 
propaganda de cígarros e revisan­ 
do as frases que vêm nos finais dos 
a111Í11cios dos jornais. das revis/as. 
das embalagens de cigarro, paro 
que sejam mais claras e objetivas, 
mostrando à pop11lação os moles 
causados pelo fumo. 
Estamos também ampliando a 
açcio nos escolas de I "grau, para com­ 
bater o vício antes que ele se instale. 
porque de foto, os jovens são OJ gran­ 
des alvos da propaganda sedutora ~ 
enganosa bancada pelas indústrias de 
cigarro. de cada l0 fumantes no mun­ 
do. 08 adquiriram o vicio quando eram 
adolescentes. Diante disso. se nós mio 
agirmos agora, serão eles. os nossos fi­ 
lhos e netos, os maiores fumames nos 
prciximos anos. Faço aqui também um 
apt!lo aos médicos e aos demais profls­ 
sionais de saúde. em todo o Brasil. 
ont'11/e111 os 11s11ários. indiquem os 
caminhos e dêem assistêncu: para 
que consigam reduzir o 111ím,•ro de 
fumantes no Brasil. procurando 
também prevenir a i11stauraçâo des­ 
se vício. entre tantos outros Com 
esse esforço. muitas doenças pode­ 
rão ser evitadas e muitas vidas se- 
rem salvas". José Serra 
Designe~ 
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7'

Geral 
RECEITA DIZ QUE METADE DAS 530 
MAIORESEMPRESASNÃOPAGAIR 
Diário Tribuna da Fronteira 
01/08/9 
Everardo Maciel informa à CPI, também, que 42% dos 66 matores bancos estão livres 
do imposto. Levantamentos mostram que sonegação no pais chega a R$ 825 Bilhões 
O que mais corrói a I 	em fundos de renda fixa sem extenor "Acredito que $€)a 
base de arrecadação do Im- [vera1do aiel 	Imposto de Renda enquanto quase tudo dinheiro de cana 
posto de Renda não é a so- esdrirece: dinheiro que 	os brasileiros pagam 20% 2. A CG5 é uma matnz de la- 
1 ( li 
- 	Para ele a situ;1'"'" pro- va!.!"m de dinheiro'". O ~cna• 
negaçao ocu açao com sai do país vollo sem 	' ' • 'r"' ::;,- 
fraude). mas a elisão (supres- 	voca mais indignação por se sa- dor Jader Barba!ho (PMDB- 
~:io. climinaçrio) fiscal, expli- pagar imposto 	ber que"uma parte substancial" PA) afinnou que j:'1 saíram do 
cou o secretno da Receita Fe- 	[filie, 	das aplicações que vem da Amé- pais, por essa conta, cerca de 
deral, Everaldo Maciel, aos se- 	rica Central e do Caribe é U$$ 60 hilhõcs. 
nador.:s da Cl'I do Sistema Fi- 	dinheirode brasileiros que sauu Omauor problema para 
nanceiro. Levantamento da 	de alguma forma e retoma ao aReceita neste momento, con- 
Receita apontou que 50% das 	país sem qualquer taxação tinuou o sccrct:írio, é a falta 
530 maiores empresas não pa- 	Na opinião do secret,1- de acesso a infonnações b:m- 
gam Impostos de Renda sim- 	rio da Receita. tais aplicações cárias. Por lei, o "Leio" rece- 
plt:smente usando brechas lc- 	devemí somar "uns U$$ 17 bi- be dos bancos a listagem de 
gais. e não recorrendo à sone- 7 · 	lhões, apcs."ll' de alguns espc• pag;unentos de CPMF (movi- 
g;1ç;1o. E 42% das 66 maiores -: 	-,.==-- 	cialistas acreditarem que o mentação financeira), mas esta 
mstituiçõcs financeiras não 	valor alcança U$$40 bilhões". impedido de usar taus dados 
moam esse iroso. 	li.hegelig g " eraldo Maciel atacos parammvestar sse os donos das 
Everardo Maciel infor- 	a chamada "conta CG5" do contas pagaram impostos. 
mou ;i CPI que uma investi- revelou que R$ 825 bilhões gação) O secretano lament Banco Central. pela qual os "Com as atuais regras de sigi- 
gação da Receita, com base não são alcançados por qual- que os invesudores estranger- não-residentes no Brasil po- lo bancário, a Receita não con­ 
nos pagamentos de CPME, quer imposto (evasão. sonc- ros possam aphcar no Brasl dem enviar dinheiro para o segue fazer nada" assinalou 
Jader considera evasão fiscal um "escândalo legalizado'' 
"E um escândalo. Um 
grande escândalo legalizado. 
O Congresso não pcxk permi­ 
tir que tudo isso continue. "foi 
assim que o senador Jader 
Barbalho (PMDB-PA), autor 
do requerimento de criação d1 
CPI do istcma Financcim. de­ 
finiu as revelações sobre evasão 
cJc nnpostos p:1ssadas à corms­ 
sio pelo scretino da Receita 
Federal. Everardo Maciel 
A CPI agora terá o aporo 
da Receita Federal e torna um 
novo rumo E um desafio à CPI 
e ao Congresso O clcpoirncnto 
do sccr.:tário ena wn ambiente 
político para mudanças - afir- 
mou Jader Barbalho lamen­ 
tou que a maior parte das 
empresas usa a própna lei 
para não pagar impostos. "O 
secretano mostrou o absur­ 
do a que chegamos. quando 
empresas que têm prejuízos 
num ano podem abater esses 
prejuízos nos anos scgumtcs. 
O secretário disse que há 
cerca de R$ 180 bilhões de 
prejuizos de empresas para 
dedunr de lucros tnbutavers nos 
prómmos anos", acrescentou 
Todo mur.do festejava 
quando urna estatal era 
privatizada com ágio. go­ 
ra a gente toma conhecimen- 
to de que. quanto maior o 
ágio. maior é o credito fis­ 
cal que o comprador tem - 
continuou Jader considerou 
"inacreditavel" que levanta­ 
mcnto da Receita Federal, 
com base nos pagamentos de 
CPMF. mostre que RS 825 
bilhões ficam à margem de 
qual quer tributação. 
Questionado pdo se­ 
nador José Eduardo Outra 
(PT-SE). Everardo Macrel 
afinnou acreditar que pelo 
menos U$$ 17 bilhões de 
aplicações estrangeiras no 
mercado braslerro são "di­ 
nherro de bmsilciros lavado no 
Liminares impedem cobrança de débitos 
O grande número de 
l1minares concedidas pela 
Justiça suspendendo a 
exigibilidade do pagamento 
de impostos e responsávc 
por 34% dos débitos tribu­ 
tários de instituições finan­ 
ceiras com a Receita fede­ 
ral. Es e é um dos principais 
defci tos no sistema de cobran­ 
ça de oibutos de instituições 
financeiras apontados à CPI 
pelo secretáno da Receita Fe­ 
deral, Everardo Maciel. 
Isso é uma coisa mons­ 
truosa. Recebo. cm media. três 
li minares por rua. Nesse país. 
se cede liminar para tudo. 
Não é possível que haja 
liminares de dez anos - afirmou 
Para ele. uma modifi­ 
cação importante na legisla­ 
ção seria limitar o efeito das 
liminarcs a 90 dias "Dessa 
fonna, sena possível fulminar 
a questão das li minares que se 
etemizam", sugenu 
O secretáno fez uma 
exposição a CPI citando os 
principais buracos na co­ 
brança de impostos no Bra­ 
sil. pnncipalmentc no que 
diz respeito à legislação tnibu­ 
tária. Everardo Maciel tam­ 
bém deu sugestões para me­ 
lhorar a legislação, que.. na sua 
avaliação, deve ser "mais flui­ 
da, mais efetiva e menor". 
Para coibir a evasão fis­ 
cal, o sistema deve ser racio­ 
nal, justo, simples e neutro, 
com idéias que se tomem vá­ 
veis e exequíveis- completou. 
Entre as mudanças ne­ 
cessánas, Everardo pediu 
uma nova legislação regula- 
mentando o sigilo bancáno. 
A proposta. Já aprovada pelo 
Senado. está cm tramitação 
na Càmara dos Deputados 
Para o ccrctáno. não há re­ 
paros a fazer na proposta en­ 
caminhada pelo Senado. 
O sigilo bancario no 
!3rasil é mistificado Acha- 
se razoável que os 
correntistas sejam 
inspecionados pelo Banco 
Central. mas não pela Recei­ 
ta Federal. Da maneira que 
esta. o que se protege não é 
o sigilo, mas o uso que se faz 
da informação - criticou. 
finalmente, o sccretano 
disse acn.-ditarque uma refor­ 
ma da legislação oibutária de­ 
pende, fundamentalmente. da 
vontade política dos poderes 
Executivos e Legislativo. 
exterior" Everardo infonnou 
à CPI que esse dinheiro é 
aplicado no Brasil com isen­ 
ção de imposto de renda. en­ 
quanto os brasileiros residen­ 
tes são taxados cm 20% nos 
fundos de renda variável. 
O senador Roberto 
Freire (PPS-PE) propôs que 
a CP! repasse à Receita 
Federal cópias de todos os 
documentos sgulosos obti­ 
dos atá agora para as inves- 
11gações fiscais. Já Emília 
Fernandes (PDT-RS) questi­ 
onou por que ate agora o 
governo não adotou as pro­ 
postas de Everardo Maciel. 
"Algumas sugestões são 
aceitas, outras não", respon­ 
deu Everardo Maciel 
Pedro Simon (PMDB­ 
RS) elogiou "o paoiotJsmo" 
do secretário e questionou 
por que o si sterna bancário 
"tem no Brasil tanta facilida­ 
de para não pagar impostos". 
"Eles têm equipes 
espeaalizadas em encontrar 
fonnas de reduzir os paga­ 
mentos de impostos. o ge­ 
ral, eles não fazem nada fora 
da lei. Usam as várias em­ 
presas dos conglomerados. 
todas as brechas possíveis". 
disse o secretáno. 
Arrecadação de pessoas fi­ 
sicas dobrou em cinco anos 
05 
Sete formas 
de fugir dos 
impostos 
O secretário da Recei­ 
ta Federal. Evcrardo Maciel, 
mostrou gráficos ilustrando 
a evolução da arrecadação de 
impostos de 1994 a 1 <J98 o 
primeiro ano. o país recolhia 
RS 64 bilhões de pessoas fi­ 
s1cas, número que aumentou 
para RS 117 bilhões em 
1 998. Para 1999, o secretá­ 
no estima uma arrecadação 
de R$ 130 bilhões. Essa mu­ 
dança. disse. não sgmufica 
que houve aumento de 
alíquotas. mas o combate à 
sonegação e à elisão fiscal. 
O único dado que apre­ 
sentou queda no período 
abordado foi o recolhimen­ 
to da CSLL de instituições 
financeiras. fenômeno expli­ 
cado pelas liminares obtidas 
no periodo e pelo aumento 
da arrecadação de IR sobre 
essas empresas. 
A CPMF permitiu, na 
avaliação do secretário, uma 
análise mais perfeita da so­ 
negação de impostos. 
Everardo Maciel informou 
que RS 4.1 oilhões são mo­ 
vimentados em bancos. Des­ 
contados os impostos. os 
pagamentos e transferências 
entre instituições financei­ 
ras, sobram RS 825 bilhões 
que não são captados. Nes­ 
se montante, estariam inclu­ 
idos a economia infonnal, a 
sonegação e a elisão fiscal. 
) utano da Kecc­ 
ta!edet.d ! ver rdo dar I. 
hstou as se! pripar. for­ 
mas de chie iofisal Segundo 
ele, todas las são encontra­ 
das praças a brechas legais A 
Ser, os mecantsmos cncon­ 
trados pelas empresas para 
não pagar impostos. 
1 - Ler 8 200/91 - He­ 
rança do Plano Collor. per±te 
que a correção monetana das 
despesas seja dedutivel dos 
lucros das pessoas junidicas 
Es e m..:cam,mo fc, com que 
a arr.: ;,dação lmpo,to de 
Renda das empresas em 
1992 ficasse no nivel de R$ 
3 bilhões. Hoje, esse valor 
chega a R$ 12 bilhões. 
2- Previsão para deve­ 
dores duvidosos - Essa forma 
de iludir a base tnibutana co­ 
meçou a se. ars usada a par­ 
tr da estabrhdade econômica 
3- Preços de transfe­ 
réncias - Por esse mecanis­ 
mos. empréstimos no exte­ 
nor eram tornados com Ju­ 
ros acima do valor cobrado 
pelo mercado e importa­ 
ções eram superfaturadas. 
4 - Diferença das 
alíquotas da CSLL, Cofins e 
P IS-A distinção do percentual 
cobrado de di ferentes empresas 
fornecia argumentos para ações 
judiciais Segundo Everardo, 
esse problema tamlxm Já foi 
solucionado 
5-Isenção para investi­ 
dores estrangeiros cm fundos 
de renda f a e vanável - Essa 
é a forma encontrada para evi­ 
tar pagamento de impostos. 
A evasão nesse item é cal­ 
culada em. no mi111mo, R$ 
50 milhões mensaís 
6- Remessa de juros 
para o exterior- Quando o em­ 
présumo é acordado entre um 
banco e uma empresa nacio­ 
nal. os Juros são dedutiveis do 
lucro das empresas e cobrados 
como receita das instituições 
financeiras, evitando a 
bitributação. Quando essa 
operação é feita emolvendo 
uma instituição financeira in­ 
ternacional. a remessa de ju­ 
ros para o exterior acaba se 
transfonnando em transferên­ 
cia de recursos do erário bra­ 
sileiro para o de outro país. 
7- Liminares - Esse é 
um dos maiores problemas en­ 
frentados pelo fisco nacional. 
Cerca de um terço dos débi­ 
tos tributários do país inclu­ 
em-se nesse item. e,ama:ena) 
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Oi rio Tribuna da Fronteira Ger:al 
Prefeitura de Antonio João 
rmplanta projeto na periferia 
l)u Surur,al: Gaaltlo 
Ferreira (Gegé) 
O Departamento de 
Obras, de Antomio João, atra­ 
vés de Divisão de Serviços 
Urbanos, deu inicio a um pro­ 
jeto coniu11itári11 no numicipio 
dentro das ações de preserva­ 
çlo da saúde pública, que con­ 
,istc cm pro1110 cr o calçamen­ 
to de fossas assepticas domés- 
r 
ticas com pneus de caminhões 
velhos, que não têm mais ne­ 
nhuma serventia O sistema é 
o mesmo que vem sendo im­ 
pla111ado com sucesso cm 
Campo Grande há dois anos, 
pela Fundação Nacional de 
Saúde ( í· NS). no projeto de 
desfavelamento. 
Chegou a Antonio João 
por inieiath•a do Pref~ito D:lcio 
Exames Oftalmológicos 
daptação de Lentes de Contato 
Cirurgia Ocular 
Dr. José Maria de Calazans Ramos 
CRM-MS 27.53 - CPF - 017.715.118-85 
1 
251-1694 
"- 
ü1+ =lo1cb3, G@3 .;;"Centro - Jardim/MS 
01/06/99 Págila 06 
' 1 
• 1 
Queiroz. que enviou it capital 
o chefe da Divisilo de Serviços 
Urbanos. José Francisco 
V:mmc. para faz.a um curso 
sobre este e vârios outros te­ 
mas da área de saneamento 
bái.ico. Varone foi o destaque 
de aproveitamento do curso e. 
além de se capacitar como 
monitor e disseminador, resol­ 
veu aplicar a mesma experiên- 
v. uque de caias,6o - qadi - 9vis 
....7e: (O6) 251-1071e 251-2929 	"! 
o . e 	e 	e •	• 	e 
<Compras, vendas e trocas 
de veículos em geral 
Cairiros IJllovos de todas as marcas 
Ford, Chevrolet, Volkswagem, Fiat 
251-1282 /423-4101 
e 971-1262 
• Duque de Caxias, 653 - Jardim - Is 
eia em Antonio Jo:lo. É um 
projeto atraente para popula­ 
ções de baixa renda porque n:io 
há a necessidade de gastos com 
cimento ou tijnlos. 
É uma fossa normal (3 
mctms de prolundidade) lea 
11 pneus de c.uninh:lo, todos 
da mesma medida. A única 
exigt:ncia da Prdi:itura uos que 
querem experimentar a idéia é 
abrir a fossa sob medida. ou 
seja. para pneus 900x20 (cami­ 
nhão). o diâmetro do buraco 
(boca) é de 1 metro e. no caso 
de pneus maiores tipo 1000x22 
(carreta). 1.10m. A tampa da 
fossa sempre é maior, para evi­ 
tar infiltração. devendo variar 
entre 1.30m e 1.50m de largura. 
Os pneus descem perfei­ 
tamente e se encaixam. Fran­ 
cisco Varone explica que cada 
pneu assentado (sempre com a 
parte mais danificada para bai­ 
xo). ele deve ser aberto e cal­ 
çado com 3 blocos, de forma 
intercalada. para permanecer 
firme e pcaniur absorção de 
água "A utilização de pneus 
como calamento resolve pro­ 
blemas de saúde publica porque 
dá utilid.1,k ,1 pnc.:LL, ,·clhus. que 
propiciam a proliferação do 
mosquito Acedes aeypti. trans­ 
mi=r da kbre am . .trcla e den• 
gue", garante o chefe da Di 1- 
sio de Serviços Urbanos. 
. O diretor do Departa­ 
mento de Obras. Nereu 
Butskevicius Nantes. lembra 
que o pneu não acaba quando 
vai para o lixo, ao contrário. 
aumenta os riscos d.: doenças. 
"É um calçamento tão seguro 
que não permite o desmorona­ 
mento das fossas nem quando 
passam potentes vibradores de 
compactação". ressalta. Nas 
primeiras experiências. cm 
Campo Grande. depois de doí, 
anos algumas fossas foram 
abertas para análise e apresen­ 
taram perf.:itas condições. 
Como o pneu não apo­ 
drece. o calçamento estar.í se­ 
guro para o resto da vida A 
mela do Departamento de 
Obras é ampliar o prejeto pata 
atender o maior número de ps­ 
soas possivel, considerando 
que na periferia de Antonio 
João. onde não há rede de es­ 
goto. e comum o uso de fossas 
assépticas. O terreno arenoso 
propic i.1 dc,moron 1na:nto, 
constantes em fossas comuns, 
calçadas com tijolos Futura­ 
mente a Prekitur.i quer ajudar 
os moradores a transportar os 
pneu, de outras cid.rdes. 
Com o ~i,t.:ma é pos.sf­ 
vel alternar a abertura de no­ 
vas fossas a cada 5 metros. com 
o mesmo calçamento. sem ris­ 
co de desabamentos. Ao pres­ 
tar orientação à comunidade 
sobre a, vantagens ilo calça­ 
mento com pneus. I rancisco 
Varone aconselha os moradores 
a colocarem um cotovelo (cur­ 
va de 90") na ponta do cano que 
descarrega os dejetos nas fossas. 
"para ev11.ar que os detritos se­ 
jam jogados contra a rarcde. ao 
rnvésde cair diretamente no fun­ 
do do depósito". conclui 
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Diário Tribuna da Fronteira Cultura 
01/0 / 7 
reerre 
Jurídica Literatura tk.#s##ksono 
o p ÁSSARO DO FOGO ·~ Ãdvo 
A Nicarágua é um pequeno pais da América Central. Aonor- Fazendo uma análise e retrocedendo ao passado das espé- , 
te ela faz divisa com Honduras e El Salvador, a leste é banhada pelo cies não seria o chocoyito uma ave cujos ancestrais vviam no 
oceano atlântico. a oeste pelo oceano l'acilicn e ao sul Costa Rica. meio de foto, ou não seria como o fénix que queimada rena1a 
O centro do país é uma cordilheira de vulcões, muito pró- das cinzas, como diz a fábula? A fábula não teria surgido por 
ximu d:is cidade,: Cerro Negro. San Cristobal, Cosiguina, Telica, causa desse chocoy ito ou outro pássaro semelhante? Não seria a 
1 loyo. Zapatcra. Mumbacho. o majestoso Mumotombo. cvoluç;)o das c,pécies que veio a se transformar em chocoyito.' 
Momotombito, assaya, etc. Esses vulcões constantemente es- Não seria volta ás origens! O universo e o tempo slo infinitos. 
to soltando fumaça ou jorrando fogo. são vulcões em constante por isso, as evoluções e mutações são processadas lentamente 
mividadc. Nas crateras de vulcões extintos há lagoas ou laguna, através de um tempo inlinito. até chegar a um ser vivo. 
de água cristalina de onde ,e ahaslc,;cm as cidades ou então são Oi1. a ciência que a vi<la no universo começou com uma 
usadas para lazer do povo. 1 lú 1111111 cenlcn:.i delas. sendo as prin- grande explosão (big-bang). Se a vida começou com uma gran­ 
ei pais a de Xiloa a Asososca. O inlcressanlc é que nessas lagoas de explosilo. quem sabe se os ancestrais desse "chocoyito" não 
há peixes e outras vidas. 	sairam lá de dentro do vulcão'.' 
Existe um lago muilo grande chamado lago de Granada (Gil Marlins Guimarães Ferreira - Brasilia/DF) 
com lrezcnlos e cinquenta ilhas. Nesse lago. único lugar, há tu­ 
harJo de agua dncc. 
Ver umn erupção de um vulcão é algo fantástico. dantesco 
aterrorizante. Explosões, fumaça, cinzas sendo jorradas e leva­ 
das pelo vento, tremor de !erra. fendas se abrindo no solo. rios 
de lavas descendo a montanha. o ar cheio de cinzas. gases sufo­ 
cantes. telhado encoberto de cini.as e areia. o povo rczan<lo. o 
medo se cspalh;,. <lominu tudo e lodos. é um fato horripilante. 
Mos para quem visita o pais há lugares interessantes para 
se ver: lagos vuldnicos. as ilhetas do lago Granada e o vulcão 
Massava e l lcn cdeiro de San Jacinto. 
ér.ncra d<1 vulcão Sao Tiago ou de Mcssaya se vai por 
uma estrada sinuosa com as margens cheias de pedras vulcâni­ 
cas. lavas do vulcão que esfriou. o topo do vulcão próximo. 
muito próximo de sua cratera há uma praça a "l'laza Oviedo" de 
onde se pode aproximar e ver a cratera do vulcão de mais ou 
menos 11111 quilômetro de di:imelro. Aproximando-se mais e mais. 
caminlmn<lo sohrc as bordas da cratera. com máximo cuida<lo e 
ousadia. se vê. l.i no fundo. a uns quinhentos melros <le profun­ 
didade. furibundo o magma incandescenle. a fumaça subindo os 
gases intoxicando e irritando as vistas. De fato de ver isto. ja é 
por demais fo111;1slico.jâ é alucinallle. pois a gente sente a mons­ 
ruosidade que e um vulcão, sente aquele medo de ser puxado lá 
pam dentro. ou mesmo cscorn:gar ou o vento desequilibrar a 
gente l;i den1ro <laqueie inferno. o momcnlo a gente baixa e 
quer segurar cm alguma coisa que não existe para segurar. a 
mão. sem querer parece querer segurar no ar. Tal é o medo. o 
terror. mas curiosidade humana é grande. As vezes mais a frente 
de onde se está. vé-se a inscrição de um mais ousado: até aqui 
cheguei. não mais além pois o perigo é grande e o medo pior. 
De fato como é monstruoso ver de perto. dcmro da cratera 
<lo vulciio a uma profundidade de quinhentos metros ou mais o 
magna incande,1:ente. pulando. soltando gases e fumaça numa 
boca de mais ou menos quinhentos melros de diàmetro. 
Mas dentro desse quadro dan1csco surge "o inesperado". 
"o inacreditável". "o impossível", um bando de p:iss:iros num vôo 
rasante ,·cm1clh,, fazendo a maior gritaria e desaparece naquele in-' 
femo chamado de "chocoyito". é parecido com o nosso "tuim". 
Para quem eslâ observando da a impressão que mergulha 
naquele liquido incandescente. naquela matéria pastosa pulante. 
como se fossem gaivotas ou marlim pescador no mergulho den­ 
tro d'água para pegar a presa. o seu peixe. Lá. nas paredes inter­ 
nas do vulcão. na1uralmcn1e. clcs fazcm seus ninhos. boiam ovos 
chocam, Os filhotes levam três meses para começar a voar. 
Imagina o que respiram esses filhotes e chocoyitos durante este 
periodu? a certa não é oxigênio, pois lá só tem fumaça, s 
carbônico. gás cnxofrc. ele ... Dentro desse vulcão há csperanç11 
de uma nova vida. 
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Ciladas da Diferença 
Somos todos iguais ou todos diferentes" Quem responde a esta 
pergunta é o professor-doo tor do Departamento de Sociologia da USP. 
Fia, io l'ierucci. Segundo ele. '"houve um tempo cm que esta resposta 
se abrigava no primeiro termo da disjunti,a Ma, faz urn quarto de 
século que a resposta se deslocou /1 começar da segunda mela de dos 
anos 70, passamos a nos ver em oi tos numa outra atmosfera cultural. 
na qual se generaliza cm ritmo acelerado e perturbador a consciéncia 
de que nós somos diferentes, uma vez que temo, cores diferentes na 
pele e nos olhos. texturas diferente, de cabdos e pêlos. temos sexo e 
género diferentes e, além do mais, preferências sexuais diferentes. 
somos diferentes na origem familiar e regional. nas tradições religio­ 
sase nas lealdades culinárias. temos deuses diferentes, difrrentcs há- 
bitos e gostos. diferentes estilos ou falta de estilo. Em suma. lemos 
pertenças culturais diferentes Somos diferentes de fato / novidade 
esta em querermos ser, também, diferentes também de direito. E o 
chamado 'direito i, diferença' o direito de ser. sendo diferente. Não 
queremos mais a igualdade. parece. Ou a queremos menos. Motiva­ 
nos muito mais. cm nossas demandas de reconhecimento ~ocial. em 
nossas expectativas de futuro e projetos de vida compartilhada. o di­ 
reito de sermos pessoal e coletivamcme diferente, uns dos outros. Só 
que a coisa não é tão simples assim". 
Ciladas da diferença trata desta grande virada ideologica que. 
atinai. nào é tão simples assim. Quanto à questão das diferenças. ve­ 
mnos pessoas de diferentes orientações e prcf.:rências sexuais - ho­ 
oncns e mulherc,. jovens e, e lhos. adultos e crianças, negros e bran­ 
cos. índios e mestiços e eslrangciros - querendo ser levados a sério 
juslamente em sua diferença Reivindicando um tratamento diferente 
pelo fato de pertencerem a este grupo étnico específico. a esta ou 
àquela coletividade religiosa, a esta ou àquela minoria. Diante dessa 
onda de celebração das diferenças. a velha igualdade poli1i~a. enten­ 
dida como cxig~ncia do mesmo tratamento legal ou politico para to­ 
dos. vai tendo o cu valor diminuído e desconsiderado. Passado para 
trás no afã de afirmação politica da diferença. Isto anda acontecendo 
em ioda parte, até mesmo em países pobres como o nosso. em que as 
desigualdades sociais seguem gritantes. escandalosas. invencíveis. E 
exatamente disto que traia o livro. 
obre o autor: Antonio Flávio Perucc doutor em Sociologia pela 
USPe desde 1986, professor do Departamento de Sociologia da USP Foi pes­ 
quusador do CEBRAP de 197la 1988 e professor da PUC-SP de 1975 a 1985 
F o Secretário Executvo da Associação Nacional de Pás-Graduação e Pesqui­ 
sa em Ciências Sociais (A4NPOCS) e integrou o Comute Assessor 'e Ciência 
Soçiais do CNPq Autor de A Realidade Social das Religiões no Brasil. 
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Diário Tribuna da Fronteira 
XXII CONFERÊ'NCIA DISTRITAL 
Corumbá - Sonho Pan taneiro 
prorama ão oficial terá mico no da li l de junho, veta 
feira, na parte da manha, quando serão feitas as inscrições e terminará 
no domino dia 0 com um almoço. 
l'llOGllAMA: 
04/06/99-EX J"A-FUIU 
l'crloclo du 111anhi: lnscriçri,•s 
12:110 hurns - Amoço do Colégio de Governador com o Repreen­ 
l.i11lc do l'rcsidcnlc do Rolar)' l111crnacion:il. J:1111c, l.ncy 
If:0 horas - Abertura - Composição da Meia. 
Palavra do Presidente do RC de Cormbi 
Pulavrn do Governador Robcrlo 
l'.ilavra do Rep. do Presidente do RI 
4:40 hors - Apresentação do Intercâmbio de Jovens 
1!1:J0 horn< - Palestra 
16:J0 boms - lrMrvalo 
16:45 horas - Palestra 
17:45 horas - Apreciação do representante do Presidente do Ili 
IH:00 hon1,. E11ccrrnmc1110 dos 1rabalhos da larck 
20:00 horas - SESSÃO SOLENE 
E111rada das Oa11ddras 
l li11os Nacionais (Ornsil e Paraguai) 
Palavra do Coordenador 
Palavra do Governador Roberto 
Palavra do Prefcilo 
Aprcscnlaçào do Rcpresenlnnlc do RI 
21 :00 boms. Mensagem do Represcnlanle do Prcsidcnlc do RI 
21:40 horas - Jantar ou coquetel com show 
05/06/99 • SÁUADO 
08:00 boms - ln,criçõcs 
08:30 horas - Abertura 
08:35 horas - Palestra 
09:35 homs • Aprcscnlação do IGE, 
10:35 horas - Intervalo 
10:50 homs • Palcs1ra 
11 :35 homs - Cunsidcra~ões do Rcprcscn1an1e do Prcsidcnle do RI 
12:20 boms. Enccrramcnlo 
12:30 boms - Almoço do Rcprcsenlanlc com os Prcsidenles 
TARDEUVRE 
20:00 homs • Ja111ar fcs1ivo 
06/06/99 • DOMINGO 
07:00 horas - Missa ou Culto 
08:J0 hom.< - Abcnura 
08:35 horas - Interact 
08:50 horas - Rolnrncl 
09:15 horas- lnlcrvalo 
ANIVERSAIUOU 
11c•,1c último dt,1 ::c,.05.99 
nosso amigo da Policia Civil 
Jlmi/1011 llallmcna. ck qu:: é u 
responsável pela Delegacia de 
Policia de nossa tranquila Ca­ 
racol. Parabéns! 
lJM SUCESSO 
/ Fcsla da Federação do 
Clube do Laço feita aqui no 
Clube do Lnço no Retiro Ca­ 
racol com dircito até a Garola 
Fedcraçilo e até um show a par­ 
te das meninns /na Carla 
Godo) e /driana l'crcira se 
transformando em "Tiaz.inhas" 
qw.: deixou muita gente baban­ 
do, inclusive os que estavam 
dando segurança. Não digam 
para ninguém mas os ~eguran­ 
ças eram 1odos policiais. 
TEM PESSOAS 
que nüo sabem u perigo 
que correm cm dar tiros de re­ 
vólver para o alto. como dizem 
as famosas salvas para cima. A 
Policia aré tcnlou achar o indi­ 
víduo que lá estas barbarida­ 
des, só que na maioria das ve- 
zes a1iram de dentro de suas 
casas. ficando assim quase im­ 
possiYcl de idcnlilicar os alÍ• 
radores. que diga-se de passa­ 
gem se achar o indiviJuo que 
está a1irando será de imediato 
preso e cnlrcguc no presídio de 
Bela Visla. 
O que este pessoal tem 
___ que enlender é que quando se 
09:30 horns • Pnlavra do Govcmndor indicado Fábio Du1ra 
10:00 horns • Aprcscnlaçào do Governador 2000/2001, Dcnizar 
Clacir Pcrusso 
10:30 horns • Monções e Resoluções 
11 :00 horns • Apreciação final do Rcprescntanlc do Prcsidcnlc do RI 
11 :30 horas- Palavra do Governador Roberto 
12:00 homs - Almoço de Encerramento 
En1rcga de prêmios 
SÀilADO - DIA 04 
Programa ão da ASR -Auociaçào de Senhoras de Rotarianos, 
que farão suas atn·idàdes em recinto especial. O programa será emvi­ 
ado ao., clubes e publicados na próxima curta. 
• 
oc,a 
atira para cima é o mesmo pc· 
rigo que o projétil da bala do 
revólver tem quando cs1á ca­ 
indo. colocando cm risco a vida 
de inocentes que não tcm nada 
a ver com as comemorações 
dessas pessoas irresponsáveis. 
Quando alguém momr ou so­ 
frer alguma ksão grave por 
causa desses tiros. o mesmo 
pode ler cenez.a qu,: com a in­ 
vestigação policial dcscobrir;Jo 
o '"rombo" ou tombos que es­ 
tão por lffiL do to. com certe­ 
za eles terão uma vaga por um 
bom tempo na pensão do go­ 
, cmo. Íutdcm-C. 
NA ESCOLA 
cs1adtwl Dr.Rubens de 
CL,1ro Pm!O. 111t1110 bem divi­ 
dida pelo Dirc1or Roberto 
Galeano está quase tudo pron­ 
to para a comemoração da Fes­ 
la de São Jo5o. a profcssor.1 
Zilma Maria está treinando 
com mui ta dcd icaçilo o pesso­ 
al que ir.í participar d.i tradici­ 
onal festa caipira. É só esperar 
e conferir. 
DIZEI! POR AI, 
ill!!ê a PM está tão rígida 
que multaram até o veiculo do 
Juiz. aqui em Caracol; 
que a pastora Edna da 
Igreja Quadrangular já não vai 
mais embora. pois a matéria 
que foi fi.:ita. aqui no Caracol 
em Sociedade sobre a vida da 
pas!ora. muita gcnle soube dis­ 
soe pediu que da ficasse e não 
deu outra. já não vai mais; 
que como está abrindo 
mercado aqui em Caracol. a ci­ 
dade vai ficar conhecida como 
(cidade dos super mercados); 
que tem meninas queren­ 
do fazer a noi lc das 
(Tiazinhas) e quem esta em 
primeiro lugar é um polici­ 
al militar aqui de Caracol 
que nasceu cm /quidauana: 
que a nova enfermeira 
padrão aqui de Caracol já che- 
gou destruindo corações . 
Destaque da emana . 
vai para a ira.Alessandra 
Balbucna ela que é a rccepcio­ 
nis1a do Posto de aúdc de nos­ 
sa city, atendendo sempre bem 
quem a procur.i ... 
GEANI BRASIL 
é a nova enfermeira pa· 
drão vinda da cidade de 
01/06/99 
Florianópolis ela que hou no 
lugar da entermeira Carla qus 
foi para a crdade de Campo 
Grande. nossas boas ndas a 
Gani c espetamos muito »+­ 
ccssos aqui em Caracol 
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está pedindo apto para a rea­ 
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Lino Ribas que completou 15 anos de 
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l'Olta às pistas, onde pretende correr pela 
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