- 
Porto Murtinho 
Dela Vita 
Jardim 
/lntonlo Jo:lo 
Bonito 
Gula Lopes da Laguna 
Nioaquo 
Caracol 
- 
Ano. XVI. N"1.990 
12 de Março - R$ 1,00 
nd dr. la'do Pereira 
Zeca reúne-se com Bancada 
Federal e vê união pelo Estado 
Governador Zeca do PT 
Deputado Kayatt propõe 
vincular precatórios 
a0 pagamento dos 
servidores municipais 
O deputado Flávio 
Kayat, do PSDB, sugeriu ao 
govemador José Oreirio dos 
antos que vincule a liberação 
dos precatórios emitidos pelo 
Estado ao pagamento das 
folhas cm atraso cios 
servidores municipais. A 
proposta foi protocolada na 
sessão desta quarta-feira. l O. 
eenviada ao govemador, com 
cópia ao Secretário Estadual 
de Fazenda. Paulo Bemardo 
da Silva. Página-06 
Criada a CPI da 
Santa Casa de Dourados 
A Comissão 
Parlamentar de Inquérito 
(CPI) que trn apurar 
denúncias de desvio de 
dinheiro destinado a 
construção da Santa Casa de 
Dourados foi requerida na 
última sessão da Assembléia 
que compôem a base de 
apoio do Governador Zeca 
do PT. 
O requerimento foi 
encaminhado à Mesa 
Diretora da Casa pelo líder 
do Governo. Laerte Tetilla 
(PT). contendo I4 
Legislativa pelos Deputados assinaturas. P:ígina-06 
A Secretaria Municipal d..: Promoção Social 1 
COMUNICA que estará promovendo no próximo dia 1 
14/03. uma delicio a pastelada. para a aquisição de uma 
I cadeira de rodas. Será no prédio da ASPUB. a partir 
das 09:00 horas :1t..: às 17 :00 horas. 
Preço: 04 pastéis por RS 1,00. 
1 
Aceitamos encomenda e fazemos entrega, falar com 1 
'a Sra. Consuelo. De hoje (quarta-feira) até sexta-feira as 
encomendas poderão ser feitas pelo FONE: 439-1364. 
Um 
cordialidade e cooperação 
marcou a primeira reunião 
oficial do Governador de 
Mato Grosso do Sul. Zeca 
do PT. com a bancada 
federal sul-matogrossense 
no Congresso Nacional. O 
rncontro aconteceu dia 11 
no apartamento do Senador 
Ramez Tebet (PMDB), em 
Brasília. escolhido, dias 
atrás, como o primeiro 
coordenador do grupo de 
parlamentares nesta nova 
forma de atuação política 
conjunta e cooperativa em 
favor do Estado. Abrindo a 
reunião. Ramez fez um 
relato ao Governador da 
primeira audiência cm 
conjunto da bancada com o 
Ministro Clóvis Carvalho, 
Chefe da Casa Civil da 
Presidência da República, 
quando se tratou da 
manutenção dos órgãos 
federais no Estado. Em 
seguida. falou a Deputada 
federal Marisa Serrano 
(!'SOB). defendendo a 
necessidade de uma ação 
política da bancada com 
vistas à batalha por mais 
recurso para a área social. 
Fernando 
Jorge volta a 
chefiar a re­ 
sidência local 
do DERSUL 
a última segunda­ 
feira, dia 08. o Eng. Civil 
Fernando Jorge de Barros. 
reassumiu a chefia da 16 
Re idência Rodoviária do 
DER.SUL. sediada cm 
nossa cidade. cargo que ele 
já havia exercido 
anteriormente pelo período 
de aproximadamente seis 
anos. Página-09 
Eng. Fernando Jorge 
setor em que o Estado sofreu, 
neste ano, uma redução de 
30 por cento cm n.:laçJo ao 
ano passado e que 
necessitam ser recuperados 
para não comprometer a 
assistência aos deficientes 
fisicos, idosos e crianças sul­ 
matogrossenses. Página-10 
Conselho 
Municipal dos 
Direitos da 
Criança e do 
Adolescente 
realizará 
importante 
eleição 
Os assuntos que 
frequentam o no1ici:irio 
atualmente têm pouca chance 
de fazer succs o numa roda de 
bar. Flutuação cambial, banda 
da taxa selice de juros, 
porcentual de depósito 
compulsório dos bancos? Para 
o brasileiro comum, parecem 
tão distantes e inescrutáveis 
como a guerra civil em Angola 
ou a descrição de um jogo do 
campeonato japonês de 
beisebol. A verdade é que os 
problemas que atingem a 
economia afetam diretamente 
Prefeito Dilmar Leite 
reforma Posto de 
Saúde do Alto Caracol 
......_ ... 
Prefeito Municipal de Caracol - Ditmar da Silva leite 
que muito cm breve passarão 
a contar com atendimento 
médico e odontológico, este 
último. graças aos esforços 
do Chefe do Executivo e do 
Vereador José Carlos 
Caracol - O Prefeito 
Municipal Dilmar da Silva 
Leite, esteve no último final 
No próximo dia 27 de 
de semana na região do Alto 
março. sábado, o Con elho Caracol. onde conferiu 
Municipal dos Direitos da 
Criança· e do Adolescente pe,soalmcnt..: o, serviços de 
estará realizando a eleição reforma no Posto de Saúde 
para a escolha dos cinco local. o qual foi também 
novos Conselheiros totalmente: forrado. para 
Titulares. A eleição será ofc:n:c.:r maiore, condições 
realizada na Escola de higiene para os usuários. 
FUNl.EC, loêalizada na rua 
Deputado Mario Van Den 
Bosch, esquina com a 
Avenida Teodoro Sativa, 
centro da cidade. 
É importante ressaltar 
que todos os eleitores do 
Município. em dia com suas 
obrigações eleitorais, tem 
direito a voto, ou seja, os 
novos Conselheiros do órgão 
responsável pela preservação e 
defesa dos Direitos da Criança 
e do Adolescente em Bela 
Vista serão escolhidos pela 
população em geral, para isso Mesmo demonstrando 
basta as pessoas comparecerem uma certa apreensão com 
ao local de votação das 08 às 15 relação a crise que grassa a 
horas (atentar para o hor.í.rio) 
munidas do Titulo de Eleitor e da 
Carteira de Identidade. Pig-09 
' 
A sombra da crise 
Barcelos (Cau), junto ao 
Deputado Estadual Waldir 
Neves. conseguindo um 
completo Consultório 
Odontológico. Pág-10 
o 
1z que 
"o Bras; está 
indo conseg 
reagir à crise'' 
economia. por.:m sem se 
descuidar das atribuições 
parlamentares. o deputado 
Como a instabilidade afeta o salário, os negócios e a 
vida de gente que nem sabe o que é banda cambial 
o bolso e o bem-estar de cada 
brasileiro. por mais humilde 
que seja. A estabilidade da 
moeda deu um mundo novo às 
pessoas - e esse mundo está 
agora em risco. Página-03 
Liminar 
suspende 
direitos da 
Petrobrás 
o;;'E 
MS Gás • 
federal Nelson Trad (PTB­ 
MS) disse que o Congresso 
acional está se empenhando 
ao máximo no sentido de 
ajudar o presidente Fernando 
Henrique Cardoso a retomar 
o desenvolvimento, 
promover a geração de 
empregos e renda. enfim. 
fazer com que o Pais recupere 
a sua auto-confiança. 
O problema maior de 
crise. conforme observação 
feita pelo parlamentar 
petebista, é que ela estimula 
o desemprego através da 
contenção de despesa e/ou 
fechamento de grandes 
empresas e pequenos 
estabelecimentos comerciais. 
Trad diz que confia na 
capacidade do Brasil reagir 
aos ataques especulativos 
iniciados a partir da 
desvalorizaçilo do Real e 
liberação do câmbio. desde 
que os segmentos dêem a 
sua parcela de colaboração. 
Pligina./06

Jornal 'Tribuna 
Botas e Coturnos 
o as e o ur !-... 
22 Fev 1839-160 anos de existência 
O Regimento Antonio.João, comemorou no dia 22 de Fevereiro próximo passado, 
seus J 60 anos de glorioso existência, repleto das mais ricas e célebres tracliçoes. 
Rememorando sua trajetória no tempo e 110 espaço, nunca é demais recordar 
- Em 29 de Daembro <k 186-l com a designaçJo 
de 1° Corpo de Cavalaria de Mato Grosso, de suas 
fileiras imortalizou-se o Tenente Antonio Joiio Ri­ 
beiro na "Epopéia de Dourados"; 
Em 31 de Dezembro (dois dias após) o Tenente 
Coronel José Antonio Dias da ilva, Comandante do 
Corpo. protesta veementemente ante a invasão do solu 
matogrossense por forças ao comando do Corom:I 
lzidoro Rcsquin; 
Fm 3l de Dezembro de 1866 com a dcsignaçào 
de 1º Corpo de Caçadore a Cavalo, incorporou-sc 
às Força cm Operações no Sul de llato Grosso, sob 
o comando dobra, o e inexedivel- "cm! Nº O l " - Ca p. 
Pedro José Rufino, participando hcroicamentc da cé­ 
lehrc "Retirada da Laguna"- imortalizada pela pena 
de Viscondc de Taunay. 
Em 1906 ainda com a designação do 7" Regimento de Cavalaria Ligeira, chegava à 
" 	a 
Bela Vista às oito horas da 111a11hà do dia J O de dezemhro, portanto. há 92 anos atrás 
2 Fev 1945 
54 anos da Tomada 
de Monte Castelo 
Ainda na mesma data o lo RC Mec comemorou um 
....- d pracinhas na 2' Grande 
dos principais feitos le nosso» " ,, 
Guerra-"A Tomada de Monte Castelo'. 
M.1rt,1ra111 pr,~enç.1 no.1 ,olc111d,1di: .tl~•urh ~Ch 71 
ex-pracinhas que o Regimento enviou em 1)' P4'a 
compor a FEB.O Cmt do I0 RC Me, Cel. Ca Pau­ 
lo Roberto parabeniza-se com toda a familia do RAJ 
pelos I6) aniversario do Regimento; com a familia 
belavistense pelos 92 anos da cidadania da 0M e, com 
a HEB e a Associação dos Ex-Combatentes do Brasil 
pelos 54 anos de Monte Castelo 
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Fundado em 20 de Fevereiro de 1972 
Propriedade da Gráfica e Editora Apa 
CGC 03 201 266/0001-90 lnsc Est 28 059 232-9 
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nº 1 066 Registro na JUCEMS 34 1000 15306002 
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Editor Chefe· lvaldo Pereira 
Redação: 
Ubald,no Rodrigues - João Carlos Velasquez - Bela Vista • 
Toninho Ru1z - Porto Murtmho - 
André Avales - Jardim - 
Kener Lopes Leite - Caracol - 
Geraldo Ferreira - Antonio João - 
Fermino de Barros - Bonito - 
Administração e Parque Gráfico: 
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87
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1163

Jornal T r	i b u n a 	d 	F r o n t e i r a 	- 	D	i á r io 	R	e g i o n a l 
4 
ASO BRADA C s 
Como a instabilidade afeta o salário, os negócios e a vida de gente que nem sabe o que é banda cambial 
Os assuntos que frequentam o noticiá­ 
tio económico atualmente tm pouca chance 
de fazer sucesso numa roda de bar. Flutuação 
cambial, banda da taxa selic de juros. 
porcentual de depósito compulsório dos ban­ 
cos? Para o brasileiro comum, parecem tão 
distantes e inescrutáveis como a guerra ci­ 
vil cm Angola ou a descrição de um jogo de 
campeonato japoní:s de beisebol. A verda­ 
de é que os problemas que atingem a eco­ 
nomia afetam dirctnrncnte o bolso e o bem­ 
estar de cada brasileiro, por mais humilde 
que seja. A estabilidade da moeda deu um 
mundo novo às pessoas - e esse mundo está 
agora cm risco, 
O mineiro José Elias Alcici é um flo­ 
ricultor em Lngoa Santa. que fica distante 
40 quilômetros de Belo Horizonte. Vendia 
1 000 reais por semana cm flores e mudas 
no ano passado. Para seus padrões modes­ 
tos, Alcici levava vida mansa. Hoje. quan­ 
do dá sorte, consegue tirar 200 reais por se­ 
mana. Não sobra nem para pagar a conta de 
água. Vendeu dois carros para saldar divi­ 
das e mesmo assim coleciona uma lista de 
cheques devolvidos. eu nome está regis­ 
trado no Serviço de Proteção ao Crédito. o 
SPC. O gaúcho Paulo Elz é dono de uma 
importadora de CDs cm São Leopoldo. na 
região metropolitana de Porto Alege. Des­ 
de que o dólar disparou. cm meados de ja­ 
neiro, suas vendas reduziram-se a 10% do 
que eram no ano passado. Eltz está com um 
estoque de 5000 discos que não consegue 
desovar. O paulista Flávio Hemandes. for­ 
mado em Administração de Empresas, flu­ 
ente cm inglês. tinha um bom emprego até 
o final de janeiro. Ganhava 4000 mil reais 
por mês como coordenador de vendas de 
uma grande empresa. A companhia resol­ 
eu enxugar seu quadro de funcionários e 
11..:mandes perdeu o emprego - apenas seis 
meses depois de ter despejado todas as suas 
economias num apartamento que comprou 
linanciado. Agora, cheio de dívidas, sem em­ 
prego, nem poupança, está paralisado. ão 
sai de casa nem sequer para comer um san­ 
duiche numa lanchonete. 
Os shopping centers continuam chei­ 
os de gente. Os supermercados também. O 
sinal de perigo parece ainda não ter piscado 
na mente das pesso­ 
as. Mas quando se 
observam os núme­ 
ros gerai, do Pais. 
nota-se que proble­ 
mas como os de José 
Elias, Paulo e Flávio 
já são bastante co­ 
muns. Em 1998, a 
média de desempre­ 
go foi recorde: 7,6% 
neta temem que seu património encolha 
(veja quadro). Precavidas, as empresas que 
estão com as venda em queda já estão de­ 
sempre gando. 
Para o brasileiro de meia-idade, 1999 
é uma surpresa e um susto - mas não falta 
expcriC:ncia na pra a a respeito de terremo­ 
tos econômicos. O Brasil conheceu anos de 
rescimento surpreendente entre o fim da 
década de 60 e início de 70, com ganhos de 
renda excepcionais para a maioria. Os anos 
80 foram de estagnação e, a partir de 1986, 
com a tentativa de domar as forças da infla­ 
ção por meio de choques econômicos, o Pais 
passou por sete planos de estabilização que 
desestabilizaram não apenas a economia 
como também a emoção dos 150 milhes 
de cobaia cm que eram aplicadas essas cx­ 
periéncias de laboratório sempre fracassa­ 
das. As pessoas perdiam algum tempo to­ 
dos os dias administrando suas finanças en­ 
quanto as empresas despediam até um quarto 
de sua energia e de seus funcionários estu­ 
dando maneiras de perder menos com o der­ 
retimento diário da moeda. As filas eram 
intcnnináveis nos bancos. As compras de 
alimentos e produtos de limpeza eram fei­ 
tas mensalmente. no mesmo dia do paga­ 
mento do salário, para aproveitar ao máxi­ 
mo o valor do dinheiro - que despencava de 
um dia para o outro. E, pior que tudo isso, a 
camada mais pobre da população perdia 
crescentemente um pedaço de sua renda, au­ 
mentando a distância que a separava dos 
afortunados que conseguiam equilibrar-se 
com aplicações financeiras. 
enhum programa de estabilização 
. chegou a provocar sequer uma mínima par­ 
cela dos beneficios obtidos com o Plano 
Real. que manteve a inflação cadente por 
mais de quatro anos, atê praticamente 
eliminá-la no ano passado - véspera de seu 
grande momento de malogro em janeiro 
deste ano. No principio, 30 milhões de pes­ 
oas que viviam à margem do mercado 
consmidor ganharam poder de compra. Li­ 
vres do efeito corrosivo da inflação em seu 
salário, esses brasileiros injetaram 16 bilhes 
de reais na economia, apenas no ano da es­ 
tréia do real. A excitação provocou um 
endividamento como nunca se viu. As agên­ 
cias de viagens multiplicaram as ofertas de 
pacotes turísticos para destinos no Brasil e 
no exterior. que eram parceladas em atê doze 
vezes, carros zero quilômetro eram vendi­ 
dos cm até 36 meses sem entrada, com ju­ 
ros de 6% ao mês - o que dobrava o preço 
do automóvel. ao final do financiamento, 
mas ninguém notava. O Brasilestava assu­ 
mindo feições de um Pais míjs seguro do 
ponto de vista econômico. 
Todo voltou atrás. Se não à estaca zero. 
III.IFIFI.II.....,	'0menos para um ponto de interrogação. 
elo menos nos próximos meses, as pesso- 
dos trabalhadores do Pais ficaram parados. 
Em janeiro de 1999, 0 indice nacional sal­ 
tou ainda mais longe: foi para 7.73%. Isso é 
só o começo. Até o fim do ano a taxa pode­ 
rá estar em 10%. Em janeiro. em todo o Bra­ 
sil, o SPC limpou o nome de cerca de 
570.000 pessoas que pagaram suas dividas 
atrasadas. Em relação a dezembro, o esfor­ 
ço dos consumidores para limpar suas fichas 
foi 29% menor. "Apesar de as vendas esta­ 
rem em queda. a inadimplência não dimi­ 
nuiu, o que é sinal preocupante", diz Júlio 
Shinohara, diretor do Grupo Unidos, uma 
das maiores empresas de cobrança do Pais. 
O quadro que esses números pintam é 
sombrio. O Brasil pode conseguir superar 
as dificuldades atuais e enveredar por um 
caminho mais suave (que ainda assim não 
será um mar de rosas. no principio). ou pode 
mergulhar numa recessão e numa desordem 
semelhantes à que experimentou nos anos 
80. "Me. mo se tudo der certo. a vida não 
será fácil em 1999", afirma Marcel Solimeo, 
economista ela Associação Comercial de São 
Paulo. " em que as cxportaçõcs cresçam 
muito será possivel criar postos de trabalho 
cm número suficiente para manter a taxa de 
emprego atual. que já é baixa. Os jovens 
entrarão na idade adulta sem esperança de 
obter trabalho", observa José Pastore, pro­ 
fessor da Faculdade de Economia da Uni­ 
versidade de ão Pau lo. especialista em 
emprego e trabalho. 
Os ternas da economia cm crise são 
discutidos pelos economistas, mas é o leigo 
que está exprimentando na prática o maior 
índice de perplexidade já registrado no Pais 
cm muitos anos. O golpe. mesmo que anun­ 
ciado com antecedência pelos especialistas. 
não estava nos cálculos nem nas previsões 
da multidão de brasileiros acostumados à 
rotina previsível do Plano Real. A flutuação 
do dólar provocou a redução das importa­ 
ções, a alta nos preços e a elevação da taxa 
de juros. O dinheiro de quem vive de salá­ 
rio compra menos, hoje, cio que comprava 
cm dezembro. O pão francês, os aparelhos 
de televisão e as passagens de ônibus já es­ 
tão mais caros. A inflação de fevereiro, me­ 
dida pela Fundação Getúlio Vargas. licou 
cm 3.61 %. A variedade de produtos em ofer- 
ta caiu. As pessoas 
que estavam pendu­ 
radas em cheque es­ 
pecia 1. cartão de 
crédito e financia­ 
mentos diversos es­ 
tão vendo suas divi­ 
das estufarem. E as 
que têm poupança 
aplicada em ações. 
renda fixa ou cader- 
Bancos de montadoras 
8.3% 159.2% 
Fonte Anefac 
O que acontece com os investimentos cm dois cenários possíveis para a economia brasileira 
Panuat de Devedor 
~ ~ ___,..- ] 
O parcelam 	embutir juros 
de no má:amo 2% ao me A maior parte dos 
bancos, administradoras de cartões de cr dito 
e financeiras aceita parcelar a divida em tré 
F 
lrote ao ao Crédito 
as terão de adotar de novo uma posição de­ 
fensiva. Precisarão acompanhar com aten­ 
ção os resultados dos diversos investimen­ 
tos para escolher o melhor refúgio para sua 
poupança. Terão também de despender al­ 
gum tempo pesquisando preços na hora de 
fazer compras no supermercado ou na loja. 
Farão tudo para não assumir dividas. O pa­ 
norama está muito inseguro para hipotecar 
o futuro num negócio muito alto. As despe­ 
sas com a escola particular das crianças, o 
curso de inglês e o de computação terão de 
ser reavaliadas A avidez consumista da clas­ 
se média certamente vai desaparecer. se é 
que ainda existe cm algum lugar do Brasil. 
Pior ele tudo é o desemprego. A mo­ 
dernização da economia já , inha expulsan­ 
do do mercado de trabalho muita gente 
despreparada para lidar com novas 
tecnologias e com a globalização. Agora. 
nenhum emprego está seguro. Mesmo os 
profissionais mais preparados podem ser 
descartados num corte desesperado de cus­ 
tos. Já há estudos sobre os efeitos da crise 
econômica no estado de espírito da popula­ 
ção. A psicóloga e psicoterapeuta Amaryllis 
Schviner. do Rio de Janeiro. é autora de um 
trabalho com uma investigação instigante. 
como a instabilidade da economia afeta a 
vida das pessoas. O nome do livro: A Morte 
Silenciosa 
Existe uma possibilidade. ainda bas­ 
tante provável. de o País conseguir fugir 
desse túnel do tempo. A recessão. no entan­ 
to. é uma realidade inescapávd. A econo­ 
mia brasileira deve encolher. na perspecti­ 
va mais otimista. que é a do governo, 1 % 
cm 1999. Mas o número final deste ano não 
vai contentar-se com essa camisa-de-força 
governamental. O Brasil deverá experimen­ 
tar um encolhimento econômico de 3% a 
4%. Quando a economia perde pujança. as 
empresas vendem menos. investem menos, 
empregam menos. 
Mesmo que os preços não disparem. 
todo mundo fica mais pobre. as oficinas 
mecânica. nos botequins, nos supermerca­ 
dos e nos almoços em família. homens e mu­ 
lheres acabarão descobrindo o significado 
dos hcnnéticos tennos econômicos que de­ 
sabrocharam no verão de 1999. 
(Transcrito da Revista VEJA - 10/03/99) 
CENARIO FAVORAVEL 
O acordo com o FMI e a aprovação de 
reformas pelo Congresso restaraum a confian­ 
ça dos investidores internacionais 
o Poupança ~ Renda fixa 
Os rendimentos se­ 
rão menores no pri­ 
meiro semestre. 
Quem tem di­ 
nheiro na caderneta 
de poupança nunca 
perde para a infla­ 
çlo, mas os juros 
pagos ao investidor 
serão menores 
Vai dar um bom ren­ 
dimento, porque. 
mesmo em queda, 
os juros devem su­ 
perar a inflação 
A partir do segundo semestre. o Brasil volta 
a crescer. os preços param de subir e os 
juros caem 
Ações 
Tendem a ser a me­ 
lhor :iplicaçilo. por­ 
que as ações estão 
baratas e deverão 
valorizar-se com a 
volta do crecimento 
económico 
Ouro e Dólar 
O dólar terá dado o que 
tinha de dar. Mesmo 
que ele se valorize um 
pouco mais. os juros 
serJo a altemaúva mais 
atraente de investimen­ 
to. Quem mantiver sua 
poupança em dólar vai 
perder dinheiro. O mo­ 
vimento do ouro acom­ 
panha o dólar 
CENARIO RUIM 
O investimento estrangeiro não retoma. 
o dólar permanece supervalorizado. a inflação 
dispara. os juros também, e a recessão piora 
Ó Poupança ~ Renda fixa 
f a forma mais se­ 
gura de proteger o 
dinheiro. 
É uma aplica­ 
ção que não dá lu­ 
cro, mas garante a 
reposição da infla­ 
ão 
Se os juros subirem 
acima da inflação, éa 
melhor aposta. Mas. 
atenção. existe um ris­ 
co. Como é um inves­ 
timento lastreado prin­ 
cipalmente em títulos 
do governo. no caso de 
um calote ou de mo­ 
ratória o prejuízo é 
certo 
Ações 
A com binação de 
recessão com juros 
altos mato a bolsa 
de valores. 
Quem tem di­ 
nheiro aplicado em 
ações não consegue 
vendê-las pelo pre­ 
ço que pagou 
Ouro e Dólar 
ão rc:fúgios naturais 
em tempos de crise. 
Com o real instável. 
a economia em que­ 
da e. num caso extre­ 
mo. um calote na di­ 
vida interna, ouro e 
dólar são formas de 
proteger o dinheiro - 
não de fazer render o 
património

,Jornal Triluma clõ, I· nmlt•ira - Ui,írio lh•:,:iou:11 
................... vivendo com Sa , de········· ·····~ 
LIl-lF@@ll X ]LA.II+e1. 
B nquite 
'ma das doenças Tep- 
1,IIÚrÍ.t 111111, C(lllJflS. prinei­ 
p,,lmcnlc rnI tíÍ,líl:,l e adoles­ 
lCIIIC,, é II hr.1nqu1Ic ,ll11'.Jlic;1. 
1lé111 cl.1 l.ilt,1 J..: ur o chiado e 
a tosse são os sintomas mais 
comuns desta doença i l,IIJ,,I 
t: Ul1I,I Ic,pt1l.t 111ui10  ioknia 
do, brônquio, a .igcntcs clra- 
11hn, ao organismo, mudanças 
ele IcI11pcr,I11Irn. t·xcrcício, cx­ 
IcnuuIIIcs e problema, CllllCi• 
Oll,IÍ<;. 
l l:1hiIual111rntc inicia na 
11rndrug,1<la e muitas VC/C, ,e 
agrava cm minutos 011 pouca, 
horas cxigint.lo intcrvc11ç5o r.­ 
pida poi, as complica~õcs as­ 
sociadas geralmc11tc s:lo mui­ 
I0 severa, até levar ii morte. 
AlJ AS DA BIWNQlllTE 
Ccrc,1 de 80% dos casos 
desta doença são devidos a ele­ 
mentos alérgico, rnnti<lus na 
poeira <lomé,tica • o, mais im· 
portantes à+ os 4aros (Canta­ 
patos microscopicos encontra­ 
dos em travesseiros, colchões. 
cohcrlorc,. I.,pcIc,. corIi11.1,. 
etc) /li:n1 d"'º o 11wfo. a, 
b.11 ,11.1, p.:lm de an1111,I1' Jn- 
111é,tico, (g,1I,,. cachorro. coe­ 
lhos. ele), 111!t:.:çoc, 11r.1i,. po• 
luição agricola e industrial. 
pcrlu111c, e .tle alguns medica­ 
mentos tambem estão implica­ 
dos, As mudanças bruscas de 
tempcratur.i tanto para 11 '" 
corno para o c,1lor I,m1bc111 de· 
wm ser consideradas. Subme­ 
ter-se a ,1ti1 id.uks fi,ic,1' 
desportistas além do preparo 
que se tem para tal pode desen­ 
catlear o quadro alérgico e não 
é incomum que· siIu.11·11c, de 
muito slrc,,. pri11cip.1l111c111c 
por problemas l.umlr,1rc,. Ia111- 
hé111 o faç,11n. 
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t': mais corm1111 que,, do- 
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Pº" .1111c, Jn, :! .ino, ,1 ~n.inp 
tem as ias aéreas pouco de­ 
envolvidas e anda está sob 
protelo de inúmeros 
anticorpos que lhe foram trans­ 
mitidos pelo leite da mie. I 
111uiI0 Ulllllllll 1111 mundo todo 
e allnf!C ccrc,I de 5 a 10",, dJ, 
pessoas. Calcula-se que 10 
dn., bro11quiI1cos a,111.111,·o, 
apresentem sintomas 'aves, 
30% l lll<llll,ts k, .:se· 60~ o sín­ 
lOill,1' 111o<lcr.it.los. 
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tos permaneçam dentro de 
asa [ tar ao máximo o 
consumo de q11,tlqucr mcJ1L,I· 
111c11l0 ,,111 t1r1crll.1<;Jll rlll:d1• 
ca. 1':a, mudanças bruscas de 
temperaturas usar roupa, Jt.lc· 
qua<l,1s e c,·iIar c,crctcio, 
extenuantes. principalmente 
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Jurnal 'l'rihuru• dn f"rouh•it·n - Difirio llt•J,!ional 
Jurídi Li 
Os anos de chumbo, na visão da escri­ 
tora Jade Gan ra Martins, de 17 anos 
Entrevista com a 
autora Jade 
Gandra Martins 
1111111 vida pessoal que ficaria 
para trás na hora de empunhar 
sua bandeiras, uma vida de 
ca,11111,•11111, ji/hrl. /1(1L'III' IICI 
praia, ma o coletivo prevale­ 
ce E isso lhes custa sua hitó- 
por Jaci Dutra 
Como ,urgiu a idéia dc 
crinr uma obra sobre um tem­ 
po que voce não viveu' 
- Foi uma vontade de 
compartilhar minha visão da 
época e minhas interpretações 
do periodo. E a minha manei­ 
ra de concretizar meu pensa­ 
mento Alimentei as situações, 
pesquisava, lia, escrevia Até 
ver que l'II cr/11'CI 
De que forma vocc 
pesquisou e buscou sustcnlaçào 
par.:1 os fatos históricos do livro? 
- E11tre1•istei pe.1.1C1m· do., 
e/oi., laclo., cio., (IC()ll/l'CÍ/1/CIIIO,, 
E busquei inspiração e infor­ 
mação nos clcí.,.,icos. "O que é 
isso, companheiro?" e "1968 
- (} llllfl que não terminou' 
É um romance histórico 
com 011111 história de amor. 
Como voe e conscgu i u casar os 
dois assuntos e não se perder 
cm chavõcs'' 
- O lro narra a hi.11ti­ 
l'iu ele Clwrllote ,. l'inicill.. 
durante o perioclo cu11111rlwrlo 
pré-João Goulart e durante a 
C1.,ce11.,cio ,. UII/,!<' da ditadura 
111i/i1Ur. Tru11sfor111a111-.1t' em 
guerrilheiros urhanos I! lutam 
almejando um pais melhor. 
ão quis criar um romance 
apenas relatando fatos histó­ 
ricos. Tinha de haver mais na 
,·aractai:açtiCI cios p,•rso11t1- 
gens, e haver um panu de frm­ 
do para/do ci politica. Quis 
11111./rcrr os ccm/liws. pois o., 
t!,U,•rrilht!irtH tinham lamhém 
ria de amor 
Qual a base do li, rn. 
de onde ,urgem os outros 
a,,untns'! 
- 0pano de fundo é o se­ 
quero do embaixador amert­ 
cano no Brasil táticas de guer­ 
rilha comunidade hippie. dro­ 
gas, liberação sexual 
Existc. tahC/. um pú­ 
blico-ah o que ,,ice preten­ 
da atingir'? 
- E um lvro destinado 
principalmente a pessoa que 
gostam de romance históricos 
e que pretendem aprender e 
conhen:r 111111w11co mais .,ohn..· 
este periodo O objetivo é cri­ 
ar uma comeiéncia critica em 
relação aquela época 
Poderemos dizer então 
li, ro não é que este 
descompr,uni»ado com o e,­ 
clarcci1nento. meio que didú- 
tico. do leitor'? 
-1 /ti 11111 direl'i111111111e11/11. 
neste sentido, principalmente 
ao pessoal de minha geração 
que,,,;,, 'll'l'II tl(jll<.'/(',' /('lllf'O 
e que poderá se interessar ao 
perceber que eu me interesse1 
/leio n·/ra/11 cl,· n111dcm/e.,, /111- 
ttiria de amor. conflito com 11.' 
pais o fundo na realidade do 
/O'l'ltl brasileiro. tuclo i.,.," ,uio 
mudou E no contexto social do 
/Jrll.il 1,ú 1111110., coi.H1.1 </li<' 
também não mudaram Vota- 
111os. /lei d,·11111cracia. ,/u.,· a 
di1adura cio, nco., obre o 
""'" l  t11/ldo t'rÍ/(' //ti l,h,r­ 
tlcuh· dt' t'j1rt'Hio 11111 um 
JIUl'II /0111111111 /Í {'fll'l'I {/ ,lor 
()uem /t'lllar e riar 11111 l't11cl1io 
para 1111,· 111<'1/ c"/l/l'Ollhc1r,11 
de gerado possam pintar a 
('Ora ,,ara ,,11r ti ''"" t' t1111- 
punhar uma bandeira E ndo 
ar por ai queimando indio e 
matando mendigo, e mudar a 
poião de ficar olhando ape­ 
""' 11 pníprio 11111h1xo. com .,o­ 
nhos com»umtas e vidas su­ 
,,afici,111 
Cnmo llCe tccena uma 
crnnparaç.io entre aquele, jo­ 
, ens do, ano, rebeldes e os jo­ 
' ens de hoje' 
- Estes tempos não são 
mais tempos de guari/ha. A 
aherlllrrl cll'IIIIIC/'CÍlica )Ili' pro­ 
porci11111111 11 ,/,r{'//o ele ir t' l'ir. 
de gritarmos nossas idéias po­ 
li11n" ,. nd111mis. d,· comlruir­ 
mos uma mprensa livre, de 
colocarmos no pocl,•r aquele., 
que nossa deoloias mandam 
e até de tirarmos aqueles que' 
não posem nenhuma que'­ 
le meninos dos anos rebeldes 
,111,·r1<1111 h1wr por 11111 ideal 
/1,11 foi pcrcliclo. 7í:mos o pó­ 
./11111 /11ih110 ele não pon111r1110.1 
memória Este livro quer ser 
ao 1111.!no., o resgate de todo 
aquele tempo 
O li, rn "O que é isso. 
companheiro'.'". o til me ho­ 
mônimo de Bruno 13arrcto e 
o seu "Tempo de Guerrilha" 
t~m uma ligação. Como vocc 
insere o seu livro entre a, 
duas obras'> 
- "O que é i.1.rn, COlllflll· 
nhciro:' '' e..; a traduçcio dos anos 
60 feita por alguém que esteve 
1mcrulo na l111c1 cmnuclo· o fil­ 
me lrtt: (
1
111 lllltlJ.!l!II O que º' 
letras de Gabeira construiram 
Eu tentei criar uma tradução 
disso tudo, do ponto de vista 
ele 1/lll'/11 111)0 parliCIJIOII 
lnc, it.J cimente. apJre­ 
cerão comparações entre o seu 
li, ro e n de Gabcira. O que 
voce acha primordial na dife­ 
renciação de ambos'
1 
- /) livro de Gabeira é 
feito por quem estive ali, na 
luta Eu criei 11/11 ro/11//1/('(' hü­ 
r,iril'O O, per.lllW}!.l'/J CJI"' .,e 
mesclam com a história tém 
vida própria t/111! eu crie, O 
lvro nasceu da mil/lll'U Jo.1 
fa111, hi,1riricll com a ficção 
() fato histórico não ('./tÍ uli 1111 
e cru. Está envolto em uma sé­ 
rie ele ., ituuçtie. /1111na11us. 
como o umor. o conflitu entre 
pais e filho.,, as J,il'idas e .w­ 
nhos daqueles jovens I lá ce­ 
na que eu criei C0/110 li Ju lJII<' 
ClwrllOI<' olha seu vestido de 
11oin1. que 11111,c:u iria usar. e 
.ll' pergunta se não é hora de 
parar. De 1'Íl'er 11111a l'irla co- 
11111111 É 11111(1 Ct'll/1 ,fr 11111a 
grande introspecção desta per­ 
sonagem que escolhe o cami­ 
nho da luta <' .lllhe. 110 fimc/11 
que irá },!,llt1rJar para sempre 
o eu vestido Eu /rato os pro­ 
hlema.,· da época mas crio 
situaç,ies. /11gar,:s crio in­ 
tJllic!laç,Jes nos pcrsona}{ens. 
crio Júl'ida., tu.,· acho <Jllc a • 
diferença primordial está no 
fato de que eu não vivi aque­ 
le tempo. Sou a geração se­ 
J,!Uillfe. ,leu liwo mio é ore­ 
luto do ,·i'ido, é o meu relru­ 
/o de apreensão da histúria. 
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1 
J 1 
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"u indo o dt 	essa 
Popular. pr 	;4o d 
Gover 	tão' 
ant 
• 1111 
hou e 
Deputada Celina Ja/1,ul 
Cclina <alten1ou que o Governo do Estado produziu um 
impresso recheado de fotos, afrontando o, lermos c,tabelecidos pela 
Constiluição f'cdernl para a publicidade oficial, num procedimento 
iregular e pelo qual a Just,çajá condenou um go,crnador do Estado 
"Agora sim é que o Go,erno atual n.lo pede à execução da >.enlença 
contra o ex-governador, pois perdeu a lcgi11midade poli11cn para lnl". 
;alientou a depu1ada que apro,ou um requerimento pedindo 
infom,açõcs ao Go, cmo pelista sobre o "jornal oficial". 
Cclina quer saber o custo do lnforma11vo. a empresa que 
realizou o serviço e a fonte orçamentária dos recur;os A deputada 
lembrou que não existe necessidade do Governo c,1adual patrocinar 
uma publicação deslc gênero. "Nossa ,mprcn,;a esla bem esiruturada. 
com jornais diários, semanários e jornalistas competentes que silo 
capazes de uma análise isenla e dl ulgação plena do, fei1os do 
Go, cmo". km brou a parlamentar. Segundo a deput.1da. é lamentável 
que o go, crnante lenha "Ião rap1damc111t: mudado de postura" em 
relação a questào relei anle como a da imprensa oficial. 
Liminar suspende 
direitos da Petrobrás 
sobre a MS Gás 
Depwado Paulo Corrêa di:: que essa decisão dará mais 
tranqailidade para que a CP! possa reali::ar investigações 
/ liminar deferida na úhima to:rça-fcira. dia 9 de março. pdo juiz 
da2 Vara de Fazenda e Registros Públicos. Vladimir Abreu da Silva. 
suspendeu a integrnliução das ações subscnta.s pela Pelrobras 
Distribuidora no cnpil.:11 social da Companhia de Gás do Estado, MS Gás. 
1 
A decisão judicial foi fa,orável à ação popular movido pelo 
deputado estadual Paulo Corrêa. PTB. que também pediu a abenura 
de uma Comiss:io Parlamentar de Inquérito (CPI). aprovada durante 
o mês de fevereiro pela Assembléia Legisb1i, a. / CPI apurará e 
investigará possíveis irregularidades na sociedade da MS Gás com 
Pelrobras - DR Dis1ribuidora. dc1entora de 49% das ações.. O juiz 
impediu lambém a con1.r.1taçlio de emprés1imos. 
O deputado éSladual Paulo Corrê:! explica que da totalidade 
do capi1al de RS 900 mil para formação da MSGás. 51 % foram 
subscritos pelo governo estadual. enquanto a pane que deveria ser de 
p;inicularcs foi sem qualquer licitoçiío. subscrita pela Petrobras - BR 
Distribuidora. que no ato integralizou 10% do valor das ações. como 
preve a lei das sociedades anônimas. 
O deputado estadual Paulo Corrca também ressalta que ou1r:,s 
empresas ficnram excluídas do proces o. Para ele. a medida de entrar 
com uma ação popular foi a allema1im que permitiu evitar maiores 
lesões ao patrimônio estadual. O prazo legal para conclusão dos 
trabalho d.'.l Comissiio Porlmentar de lnqufri10 é de 120 dias. após 
formad.1 a CPI. 	• 
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Jornal 'Trihunn da Fronteira • Diário Regional 	12d Marco d» 1 999 	- OG 
DeputadoKayattpropõevincu a p catórios 
ao pagamento dos servidores municipais 
0 deputado Flávio Kayatt, do l'SDIJ, 
s11pcri11 ao ecllrn1.1clor Jo ,é Ordrio do, i-i.111to•; 
que vincule a liberação dos precatórios emitidos 
pelo Estado ao papamento da folh.,, cm .JLr,1,0 
dos servidores municipais. A proposta foi 
prntocol.rdJ na sessão desta quarta feira, 1 0,e 
enviada ao governador, com cópia ao secretário 
estadual de Fazenda, Paulo Der:ardo da Silva. 
/o lembrar que a maioria dos 77 
111uniclpio, sul-ma10grússc11sc~ c,t: 
enfrentando graves dificuldades económicas, 
Kayatt considerou justo e racional que o 
Governo adote como medida. "I l.í municíp:o, 
que acumulam folhas atrasadas há mais de s..:i, 
meses, o que violenta as con<liçc)c, de 
sobrevivência do trabalhador, enfraquece a 
atividade comercial e debilitou ainda mais a 
cap.1cidadc <le :rrr ecad.1ç:to". argumentou. 
Kayatt defendeu a labilidadc de sua 
proposta por rntcnder que o Go, crno. de cdor 
assumido dos municipios, ji se comprometeu 
em tomar um conjunto de medida, 
emergenciais para restaurar o equilibrio das 
finanças. "Os munieipios. que já são 
Criad CP 
Ca a 
/ Comissão Parlamentar 
de Inquérito ( PI que irá 
apurar denúncias de desvio dc 
dinheiro destinados a 
construção da Santa Casa de 
Dourados foi n:queridn na 
última sessão dn Assebléia 
Legislativa pelos deputados 
que compõem a base de apoio 
do gowmador Zccu do l'T. O 
requerimento foi encaminhado 
à Mesa Diretor..i da Casa pelo 
líder do governo. Lnertc Tetila 
(Pl). contendo 14 assinaturas. 
A" PI da Santa Casa". 
que irá investigar o "sumiço" de 
RS 1.7 milhão do Tesouro do 
Estado, surge a partir de 
denúncias feitas pelo deputado 
Geraldo Resende. líder do PPS 
na Assembléia, depois de um 
acordo fonnubdo pelos lídcrcs 
governistas. Autor das 
denúncias. Rcscndc achou por 
bcm dcixar que Tetib desse 
entrada com o rcquerimcnto 
pedindo a instalação da 
comiss:1o. porque ele (fü:sendc) 
está intcress:ido cm presidir ou 
ser o rclntor d:i matéria. 
O rcqucrimrnto intcrno 
da Assembléia, que exige o 
mínimo de oito assinaturas para 
a Santa 
e Dourados 
a composiçfü> de uma CPI. 
ímpcdc que o seu autor ocupe 
um desses dois cargos. 
Os RS 1.7 milhão foram 
lilx:rndos pela União dcpois de 
um conv~nio cdcbrado entre o 
governo estadual e o Ministério 
da Saúde. cm 31 de dezembro 
de 97. Ocorre que o dinheiro 
simpksmcntc saiu da conta 
cspccílica de sua destinação e 
foi parar nos cofres da 
Secretaria de Estado dt.: 
Fazenda. tomando rumo 
ignorado. segundo Resende. 
O dcputado acha que 
esses fatos caracterizou a 
prútica de :nos de improbidad..: 
. administr.1tiva. embora a 
d..:putada Cclina Jallad 
(Pl'vlDL3). !ilha do governador 
'ilson :'-lartins tenha outra 
opinião. Ela garantiu que o 
dinheiro foi deixado no 
Tcsouro do Estado. 
Na semana passada. o 
lidcr do PP ji havia segerido 
a criação de uma comissão 
processante pelo governo do 
Estado. como forma dc se 
apurar o destino dado aos 
recur,os desviados. 
Tetila considera isso 
uma agressão ao princípio ela 
moraliclade administrntiva, além 
de abuso de poder de autorid.!dt.:. 
Opinião scmclhantc tem o líder 
do !'PS. Segundo ele. a 
vcrdadc sobrc css..:s fatos 
tem d..: ser esclarecida mais 
cedo ou mais tarde. 
"J população tcm 
acompanhado os notici:irios 
sobre a referida imorJlidad..: e. 
mcsmo sab..:ndo que os órgãos 
estão averiguando os fatos. 
csper.1 que o Poder Legislativo 
nãos..: omita..: também fiscalize 
a aplicação ou <lcsvio de 
dinheiro público". diz trecho do 
documento que pede a "CPI da 
Santa Casa". 
Tr.imitação - O requerimento 
que pede a instalação da CPI 
devcr.i ser publicado ainda essa 
semana no Diário Olicial. Em 
seguida. a Mesa Diretora da 
Assembléia terá um prazo de 
48 horas para constituir a 
comissão. devendo os líderes 
partidários indicar os seus 
cinco membros e respectivos 
suplcntcs·cm 24 horas. Pelo 
requerimento. a CP! terá um 
prazo de 90 dias. que poderá 
scr prorrogado por mais 60. 
brutalmente catados pelos equivoco do 
sistema tributário nacional, amnda . o 
brutJlmc1,1c e pol1Jdo-, pdo alr.:._~l nos r..-p. 
do ICM!G, absurdamente retidos em estes 
anteriores e até hoje não-regularizados" 
F DO IND STRIAL 
l.m expediente ao Secretário de 
ProduçJo e Desenvolvimento Sustentavel. 
Moacyr Kohl, o deputado Flávio J..,l},ilt 
,olicitou a implcmcnt:iç,io do í·undo de 
Desenvolvimento Industrial (l· 1)1 ). ln:,tituído 
pela lei ht.rdu,ll 1239. de 181l'.Y9l, u l·undn 
trat..i dJ rnntribuição e úo lnccntiO oficiJI a, 
empresas que pretendem se instalar em Mato 
Grosso do Sul. A reivindicação chegou ,1 
Kay att por meio de diversa~ lídcranç,1 
cmprcsariais e autorid..idcs municipai. clllrc 
as quais o prefeito dc Aparecida do Taboado. 
Geov:me Marques de Oliveira. 
Deputado Flávio hayatt 
Trad diz q e no Brasil está 
conseguindo reagir à crise" 
Rcal <.: lihcraçJo dn câmbio. 
de,dc que o, ,cgmcntns dccm 
a ,ua pareda de colaboração. 
/ crcnça do deputado 
que ocupa a segunda secretaria 
da Cámara Fedcral vai mJrs 
além. Ele não descarta a 
possibilidade do Rcal I oltar a 
ser uma moeda forte. 
culminandn com a manutcrn;:in 
da infl;ição sob controle. rnmo 
acontecia até dois mc,es atras. 
"/ própria formação tisica da 
população hrasilcira nos dá 
condição para não nos 
curvanno, mesmo t.liantc t.lc tal 
situação. O quadro é 
pcrfcitamentc reversivel. 
apesar dos cdicos propagarem 
o co11trjrio". salientou Trnt.l. 
O deputado federal por 
Mato Gro so do Sul. baseado 
na sua experiência de vida 
pública - aproximadamente 50 
anos acrt.:d i ta que 
brcvcmcntc • de nJo soube 
prccisar quando • o Pais 
convivera com um no, o 
modclo econômico. 
Mesmo demonstrando 
uma certa apreensão com 
relação a crist.: que grassa a 
economia. porém sem de 
d..:scuidar das atribuições 
parlamentares. o deputado 
fcdcrnl Nelson Trad (PTB-MS) 
disse que: o Congresso 
1 acional ..:stá sc empenhando 
ao máximo no sentido t.le 
ajudar o presidente Fernando 
1 knriquc Cardoso a retomar o 
dcscnvolv,mento, promovcr a 
geração dc empregos e renda. 
enfim. fazer como que o Pais 
recupere a sua auto-confiança. 
O problema maior de 
crise. conforme observação 
frita pela parlamcntar 
p<.:tebista. é que: ela cstimula o 
desemprego atravc:s da 
contenção de despesa e/ou 
fecham.:nto de grandes 
emprcsas e pequenos 
cstabclccimcntos comerciais. 
Trad diz que confia na 
capacidade do 13rasil reagir aos 
ataques especulativos iniciados 
a panir da desvalorização do 
,ocialmente mais justo. Disse 
quc nJo concorda com pessoas 
que elegeram o pessimismo 
com bandeira de luta. e que 
estão proclamando pelo País 
afora que o caos é a única 
certeza que está reservada para 
o futurn de cada cidadão. 
Quando da solenidade 
de posse do sccretário­ 
cxccutiC> da Comunidadi: 
Sol idjria. :--1 ilton Scligman. 
rclata o deputado que o 
prcsidentc Fernando I lcnrique 
Cardoso assegurou que "a 
án.:a social niio perderá nenhum 
centavo de real por conta do 
ajuste fi,cal". Atral'éS dessa 
dcclaraçiin pública elson 
Trad a r.:dita que: o presidente 
tenha conseguido silenciar a 
VO/ dos céticos que não 
almejam um Pais mais justo. 
"Eu possa afiançar. de forma 
cnfática. que o presidente 
F1 IC não pcrmitir-.i que a crise 
dcstrua o sonho de 160 
milhões de brasilieiros" 
finalizou o congressista. • 
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rossó do Sul. 
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17 
Informe TF 
................................. Ubaldino Rodrigues 
Conselho Municipal dos Direito, da Criança 
e do Aclolcsccntc realiza rá importante eleição 
No próximo <lia 27 de março, sábado, o Conselho 
Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente estará 
realizando a eleição pata a escolha dos cinco novos 
onselheiros Titulares. A eleição será realizada na Isola 
FUNLEC localizada na rua Deputado Mario Van Den Dosch. 
esquina com a Avenida Teodoro Sativa. centro da cidade. 
f importante ressaltar que todo, o, ekitor<: do 
Município, crn dia com suas obrigações eleitorais, tem direito 
a voto, ou seja, os novos Conselheiros do órgão responsável 
pela prescrvnçilo e defesa <los Direitos da 'riança e do 
/dolcsccntc cm Dela Vista serão escolhidos pela população 
cm geral. para isso basta ns pessoas contparccerem ao local 
ele votação das 08 às 15 horas (atentar para o horário) munidas 
do Tltulo de Eleitor e du artcirn de ldcntidatk. 
Pois bem, dito isso. vamos ao fato mais importante 
dessa eleição, que terá a fiscalização do representante do 
Ministério Público Estadual cm 13ela Vista, o Promotor 
de Justiça Dr. Luiz Eduardo Lemns de /lmeida. É preciso 
que as pessoas participem maciçamente desse processo, 
procurando votar cm pessoas idôneas. de conduta ilibada. 
sérias e responsáveis. entre outras qualidades, pois se trata 
de escolher representantes de 11111 órgão que possui extrema 
importância no contexto social do município de Ilda Vista. 
os quais, amanhã ou depois. podem se tornarem 
responsáveis pela guarda e proteção de nossos filhos. além 
de ser irem como orientadores de muitas familias e de 
nossas crianças e jovens. 
Não basta apenas comparecer para votar. é preciso 
saber cscolh.:r os Conselheiros. para que tenhamos um 
Conselho Municipal dos Direitos da Criança e dos 
Adolescentes forte, respeitado e com poder de penetraç.111 
e de convencimento junto às autoridades públicas 
municipais e até mesmo junto aos órgãos governamentais. 
A responsabilidade é de todos nós. , amos deixar a 
acomoclaçào de lado e participar ativamente dessa eleição. que 
realmente é muito importante. pois trata-se de escolher pessoas 
que vào atuar diretamente na orientação psicológica e na 
fonnaçào moral de muitas crianças e adoksccntcs bdavistcnscs. 
/ título de infonnaçào aos eleitores bclavistenscs. :is seções 
eleitorais para a escolha dos Conselheiros do Ct--lDC/. ser.io 
distribuídas cm quatro salas da Escola FU LEC. dispostas <la 
seguinte forma: 
Sala nº O 1 - Votam o eleitores das seções eleitorais 001 a OI O; 
Sala nº 02- Votam os eleitores das seções ekitornis O 11 a 020: 
Sala nº 03 - Votam os eleitores das seções eleitorais 021 a 030: 
Sala nº 04 . Votam os eleitores das seções eleitorais 
remanescentes. 
As seções clcitontis referidas são as constantes <lo título 
de eleitor de cad:i cidadão. 
Vale salientar também que os votos cm brancos. com 
rasuras ou que apontem mais de cinco candidatos. serão 
considerados nulos e de forma alguma beneficiarão 
qualquer um dos candidatos. os quais estarão nominadas 
cm uma lista de votação. para facilitar a escolha pelos 
eleitores. Voltaremos ao assunto. 
Eng. Fernando .Jorge volta a chefiar 
a residência local do DERSlJL 
N,1 ultun.1 •,q•undJ-Íc1r..1. 
d11 ()8. o Eng Civil Femando 
Jorge de Barros (foto), reassumiu 
a cheta da 16° Residência 
Rodoviána do DIRSUI. sediada 
em nossa cidade. cargo que ele 1a 
havia exercido anteriormente 
pelo período <li: 
aproximadamente seis anos 
Profissional dos ma1s 
competentes. filho <lc llel.t 
Vista, onde também já foi 
Secretario Municipal de Obras 
por duas vezes e também 
Vereador na I cgi,IJtura 92 9b. 
o Eng. Fernando Jorge de 
Barros possui todas a» 
qualidades para realizar um 
excelente trabalho a frente da Residência local do DERS"" 
órgiio de fundamental importância na conservação e manutenção 
das rodo, ias estaduais da nossa região, que também pode 
colaborar substancialmente com a administração publica 
municipal através de convénios e parcerias que nom1:ilrncnte 
sào fim1ad:1s. lmponante ressaltar. porém. que para cumprir com 
suas reais finalidades, a Residência local do DL:RSl 'L pn:ci,,;:1 cont.1r 
com r--cursos e com o apoio do Govemo do Est,tdo. o que não vinha 
ocorrendo nos últimos anos. caso contrário de nada adianta 
profissionais competentes. maquin:irios. cquip;urn:ntos. etc ... 
Combustíveis tem novo preços 
D....-sdc ontem os fX)SOS de combustiveis da cidade estão praticando 
no'os pn.,-os. de acordo com o aumento detL'llninado pdo Go'emo 
Federal. que em Bela Vista ficou cm tomo de 7%. Segundo inforaçks 
de um dos proprict.-ios <lc poc,tos da nossa cidade. o litro da gasolina. 
que custava RS 0.99 passou para RS 1.06 e o óleo diesel <le RS 
0.5l para RS 0.5-l.5. O álcool. que não é derivado do pctróko e sim 
da cana. como a maioria das pessoas devem saber. não teve aumento 
e permanece com o preço de RS 0.71 o litro. 
Torneio entre torcidas 
De parabéns os radialistas Luiz I knrique Nunes Corréa, o 
Lik c Flavio Godoy. da FM92.5. de 13clla Vista Paraguai. pelo 
sucesso na Promoção do Torneio entre torcidas. realizado no 
último linal de semana. sábado e domingo. na Praia do Pompilio. 
cm Bela Vista Brasil. O evento contou com a participação de 
centenas <le torcedores dos principais clubes brasileiros e fot 
prestigiado por um grande número de populares. /o final. a 
torcida do Flamengo foi a vencedora. merecidamente. diga-se 
de passagem. deixando os corinthianos com o segundo lugar. 
, premiação foi feita com dezenas de caixas <lc ceí·eja. 
oferecidas pelos patrocinadores do evento. Valeu rapaziada, 
especialmente pela ordem. tranquilidade e espírito de 
companheirismo e amizade que prevaleceu durante os dois dias 
da promoçào. principalmente durante os jogos do: futebol no 
campo de areia da Praia do /pa. onde cada torcida se esforçava 
ao rná~imo para demonstrar maior vibração e somar mais pontos. 
'clcfoucmns anônimos 
na mira da Polícia 
Há atuns das temos recebido informações de que 
pse soas inescrupulosas., provavelmente que não têm o que 
fazer, vém efetuando ligações anónimas para varias 
residências na cidade, na maioria dos casos a cobrar, com 
o umco objetivo de atazanar as mulheres, muitas vezes 
com palavras obscenas e totalmente destespe1tosas. 
O fato já foi comunicado às autoridades poli iais e 
as providnctas para identificar e punir os responsáveis 
por esse tupo de contravenção penal estão sendo tomadas 
Segundo as informações. alguns proprietários de 
residências. que foram alvo dessas ligações, estão de olho 
em suspeitos. os quais podem ser identificados a qualquer 
momento. Depois não vão reclamar dos "telefonemas que 
 ,iu receber ,1 vontade atrás das grades da cadeia pública 
lllllllH:ip;ii 
Comércio paraguaio estrangulado 
pela alta do dólar 
Temos acompanhado pelo noticiário dos últimos dias 
a fuga em massa dos brasileiros que fatiam compras no 
Paraguai, devido a elevada cotação do dólar e também do 
guarani em relação a moeda brasileira. gerando uma 
retração nunca antes enfrentada por los "hcrmanos". 
A situação é a mesma de 13ella Vista Norte a Ciudade 
del Leste. as lojas praticamente vazias o dia inteiro e com 
isso muitos comerciantes ja começaram a fechar suas 
portas. deixando dezenas de jovens desempregados. 
Por outro lado. alguns comerciantes paraguaios 
tamb~m col.1horam para afugentar os clientes, mais 
especificamente em Dclla Vista Norte temos observado nos 
últimos di..1-, que algum.i~ mercadorias estão com preços 
bem superiores aos praticados em Pcdro Juan, por 
exemplo. dependendo da mercadoria e da quantidade, sai 
mais barato ir a Pedro Juan fazer as compras. Outra coisa 
que a populaçJo do lado brasileiro reclama bastante é com 
relação ao câmbt0 do dólar para o real praticado pelas lojas 
comerciais da i;.ínha cidade. muito alto segundo a maioria 
dos reclamantes. na maioria das vezes bem superior a 
cotação oficial. Ai não tem quem aguente. 
É bom lembrar que cm tempos de crise é que se 
conhece os bons administradores. nesse sentido seria de 
bom alvitre que muitos empresários paraguaios 
começassem a promover mudanças. oferecendo 
promoções. incentivos ou alguma forma de atrair os 
consumidores. caso contrário a maioria terá de "cerrar las 
puertas de una vez", pois a crise que vêm pela frente 
í=)romcte s.: agra'ar e o dinheiro do brasileiro, responsável 
pela maior parte das compras no comércio paraguaio. 
certamente vai ficar cada vez mais escasso. E só uma 
sugestão a los amigos bela, istenos. 
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Jornal 'Tribuna «da Fronteir - Birio Regional 
araco . 
Zeca reúne-se com 
Bancada Federal e vê 
união pelo Estado 
Prefeito Dilmar da Silva 
Leite reforma Posto de 
Saúde do Alto Caracol 
1 
Prefeito Municipal Dilmar 
O Prefeito de Caracol. 
Dilmar da Silva Leite, esteve 
no último final de semana na 
região do Alto Caracol, onde 
conferiu pessoalmente os ser­ 
viços de reforma no Posto de 
Saúde local. o qual foi também 
totalmente forrado, para ofere­ 
cer maiores condições de higi- 
anseios e angustias são mui­ 
to urgentes, prineipalmcnte 
na área de saúde e educação. 
para que fiquemos parados. 
Esta administração tem uma 
dívida de gratidão, muito 
grande para com o povo do 
Alto Caracol e deve 
' corresponder a essas aspira­ 
ções, através de um realis­ 
mo tão imaginoso quanto 
visionúrio. 
O Secretário Geral 
Dilvar. concorda com o Ve­ 
reador Cau e nos disse que 
com a reforma do Posto de 
Saúde e do atendimento mé­ 
dico e odontológico que esta 
comunidade logo terá., 
estamos dando o primeiro 
passo para resgatar esta divi­ 
da e esperamos muito em bre­ 
ve iniciarmos as obras de re­ 
forma da escola local, tam­ 
bém com n:cursos próprios. 
pois sei que num ambiente 
aconchegante o aluno se sen­ 
te mais estimulado a estudar. 
ene para us usuários. que mui- 
10 cm breve passarão a contar 
com atendimento médico e 
odontológico, este ultimo, gra­ 
ças a0s esforços cio Chefe cio 
Executivo e do Vereador José 
Carlos Barcelos (Cau). junto ao 
Deputado Estadual Waldir Ne­ 
ves, conseguindo um comple- 
• to consultório Odontológico. 
Secrettirio Geral Ditvar 
Acompanhado do iecre­ 
t:irio Geral Dilvar. o Prefeito 
conversou com algumas lide­ 
ranças locais. que manifesta­ 
rama confiança daquela comu­ 
nidade, na nova administração 
Semeando o Futuro. Dilmar 
disse que a sua administração 
está de braços abertos. para re­ 
ceber as sugestões e soluções 
que explicam a média das ne­ 
cessidades da comunidade alto 
caracolcnse. 
"Como Prefeito sei que 
governar ter sempre a hu­ 
mildade de poder e querer 
aprender todos os dias. Con­ 
fesso que estamos hoje eu e 
meus colaboradores, mais ex­ 
perientes em relação a admi­ 
nistruç:io pública que nos 
anos anteriores. 
Segundo o V crcador 
Cau. que foi o Vereador mais 
votado nas umas do Alto Ca­ 
raco! na última eleição, as rei­ 
indicações deste povo, seus 
Atendimento Médico 
--­ Dr.Rigoberto Caballero 
Muito em breve a comu­ 
nidade cio Alto Caracol. p.1Ssa­ 
rá a contar com atendimento 
médico. prescrito pelo concei- 
~ 
IIIE::: 
...... 
A. 
]N( 
A 
tuado médico Dr. Rigobcrto 
Cabalkro (Rigo). como é cari­ 
nhosamente tratado pela popu­ 
lação caracolense. Este é sem 
dú, ida nenhuma uma pessoa 
recebedora do carinho e respei­ 
to da nossa gente, pois esteja 
onde estiver, fora de seu local 
de trabalho. ou mesmo nos fi­ 
nais de semana (quando curte 
um merecido clescanso).jamais 
deixa de atender o mais humil­ 
de cio cidadãos que necessita 
dos seus serviços, e o que é me- 
1 hor. de graça e sempre 
buenacho com um sorriso nos 
lábios. Dr. Rigo. de, crá aten­ 
der duas 'C/.cs por mês o povo 
Alto Caracolense. 
Atendimento 
Odontológico 
As,in, como muitos 
municípios hrasikiros. já ti­ 
e mos prnlissionais cm saú­ 
de despreparados e mal edu­ 
cados no trato com o povo (se 
esquecendo que são eles que 
os pagam). Porém nos últi­ 
mos anos estamos realmente 
abençoados. cm substituição 
a Dra. Múrcia Filgueiras. pro­ 
fissional do mais alto gabari- 
10. cujo trabalho mereceu o 
reconhecimento e apoio da 
Colgate: veio para nossa ci­ 
dade o cirurgião dentista Dr. 
Danilo Muller. que cm pou­ 
co tempo de excelentes traba­ 
_lhos prestados. conquistou a 
confiança da população 
earacolcnse. que conhece 
como ninguém um grande 
profissional de saúde. e faz de 
tudo para prc crv:i-lo. Dr. 
Danilo deverá prestar atendi­ 
mento odontológico no Alto 
Caracol uma vez por semana. 
Falando em sade, não poderiamos ter em des- [ 
taque outra pessoas senão o super competente Secre- ] 
tdrio Municipal de Saide Dr .Jorge Cafure Júnior 
Organizadissimo possui o planejamento de sua Secre. 
taria até 2001, cumprindo a risca todas as suas me­ 
tas. Na direção do hospital é querido pelos carentes, 
pois cancelou a cobrança de exames 
1 99 
Págin - 10 
Brasilia- m chi- 
ma de cordahdade e co­ 
operação marcou a pr­ 
mera reunto oficial do 
governador de Mato Gros­ 
so do 8u 1. 7..ec ,1 do J>T. com 
a bancada federal sul­ 
matogrossenso no Con­ 
gresso Nacional. O encon­ 
tro aconteceu no aparta­ 
mento do Senador Hamez 
TehPI (PiIDil). Pm 
Brasília, escolhido, d1as 
atrás, como o primeiro co­ 
orrle naclor rio grupo de 
parlamentares nesta nova 
forma rle atuação políuca 
conjunta e cooperativa em 
favor rio Estado. Abrindo 
a reumão. Ramez fez um 
relato ao governador da 
primeira audiência em 
conjunto da bancaria com 
o Ministro Cl6vis Carva­ 
lho. chefe da Casa Civil da 
Presidência da Rl'públtca, 
quando ·e tratou da ma­ 
nutenção cios órgãos fede­ 
rai,- no Estado. Em segui­ 
da. falou a deputaria fede­ 
ral Marisa Serrano 
(PSDil), rlefonclenclo a ne­ 
cessidade de uma ação 
politica da bancada com 
vistas à batalha por ma1s 
recursos para a área soc1- 
al, setor em que o Estado 
sofreu. neste ano. uma re­ 
dução de 30 por cento em 
relação ao ano passarlo e 
que necessitam ser recu­ 
perados para não compro­ 
meter a assistência aos 
deficientes fisicos. idosos 
e crianças sul­ 
ma togrossenscs. 
Por sua vez. o de­ 
putado federal Flávio 
Derzi lembrou que o 
Presidente Fernando 
Henrique Cardoso se 
comprometeu a recom­ 
por as perdas havidas 
no Orçamento de 1999 
na :írea social. equipa­ 
rando os recursos ao 
volume destinado ao se­ 
tor em 1998 e concor­ 
dando com a deputada 
Marisa quanto à necessi­ 
clarle da bancada lur.ar por 
esses recursos. Na mesma 
linha. o deputado Ben­ 
Hur. lembrou que os cor­ 
te· nesta área foram de­ 
nunciados pela Folha de 
São Paulo tendo o Estado 
de Mato Grosso do Sul 
sido atingido "e:n cheio" 
pelos cort.cs que ameaçam 
as ações governamentais 
contra o trabalho infantil. 
Boa vontade - Indi­ 
cado pelo governador 
Zeca para fazer as pri­ 
meiras cons1deraçõe , o 
Secretário da Fazenda. 
Paulo Bernarrlo. a-si­ 
nalou a "boa vontade 
política dos congressis­ 
tas 	sul­ 
matogrossenses" para 
trabalhar em conjunto e 
"encaminhar as qucs- 
'ecr,·túrio d,• lufra- 
Estrutura, Pedro Teruel 
toes do Estado e reali­ 
zar a interlocução técni­ 
ca " polít 1ca Junto ao 
Poder Central. 
Ao usar da pala­ 
vra, o governador Zeca 
agradeceu a tntciati,·a 
cios parlamentares de 
trabalharem em con­ 
junto e acima dos inte­ 
resse,- partidários ou 
ideológicos e fez um re­ 
lato da situação de 
Mato Grosso do Sul e de 
seus primeiros dois me­ 
ses de governo afirman­ 
clo que todo o seu esfor­ 
ço e de sua equipe é no 
"sentdo de. o mais ra­ 
pidamente possível. fa­ 
zer o Estado caminhar 
e superar as suas atu­ 
ais cltficuldarles". Ele 
disse que o problema 
maior é o "curto prazo". 
uma vez que o Estado 
arndn tem folhas de pa­ 
gamento em atraso e "é 
preciso engajar a cola­ 
boração rio servidor nes­ 
te esforço para recupe­ 
ração estadual e para 
quem o Estado deve cer­ 
ca rle 70 milhões. Zeca 
lembrou as ações de con­ 
tenção de gastos. com rí­ 
gido controle do custeio. 
que estão sendo empre­ 
endidos pelo seu governo 
e sua esperança no au­ 
mento ela arrecadação 
estadual que. segundo 
ele. deve atingir este mês 
o montante de 65 mi­ 
lhões de reais. de manei­ 
ra que "dá para vislum­ 
brar luz no final do tú­ 
nel". Zeca citou também 
os contatos visando a li­ 
beração de 32 milhõe de 
reais referente a Lei 
Kandir que representará 
um alivio para as contas 
públicas do tesouro esta­ 
dual. embora lamente a 
falta de recurso para in­ 
vestimentos. Ele le m­ 
brou ainda a importãncia 
da liberação dos recursos 
provenientes das emen­ 
das dos parlamentares 
incluirl::is no Orçamento 
da Uniiio para este ano. 
as quais considera "fun­ 
damental" para a reto­ 
mada do!' investimen- 
Heitor Miranda, Ases­ 
ar Especial do Governador 
tos no Estado, prnc1- 
palmente na recupera­ 
ção da malha viária. 
O governador Zeca 
informou aos parlamen­ 
tares os assuntos que 
tem tratado com o Go­ 
verno Federal. desta­ 
cando a questão da pes­ 
ca predatória no rio 
l'arag11:i1 (tratado com o 
ministro das Relações 
Exteriores. Felipe 
Lamprea) e a quem so­ 
licitou agilizaçiio na as• 
sinatura do acordo com 
o Paraguai sobre a ma­ 
téria. os esclarecimen­ 
tos sol.ire a atuação da 
seita do reverendo 
Moon no Estado e o lan­ 
çamento do Programa 
Ilolsa-Escola implanta­ 
do, com sucesso. por 
outro governo petista. o 
do ex-governador do 
Distrito Federal, Crs­ 
tóvão Iluarque, e que 
atenderá cerca de 5 mil 
crianças em Mato Gros­ 
so do Sul. 
Privatização- 
Pedro Teruel. secre­ 
tário de Infra-Estrutura. 
fez um relato dos proble­ 
mas de sua pasta e pediu 
o apoio dos parlamentares 
para viabilizarem recur­ 
so para a contrapartida 
do empréstimo junto ao 
FONPLATA e agilização 
do processo de privatização 
das BRs 163 e 287. 
Meio Ambiente - 
Designado pelo go­ 
vernador para falar so­ 
bre a área de meio-am­ 
biente. Heitor Miranda. 
pediu o apoio dos parla­ 
mentares para aumen­ 
tar os recursos para a 
manutenção da 
hidrovia Paraná- 
Paraguai que. segundo 
ele. é a maior do país; 
"todas as hidrovias bra­ 
sileiras tran portam a 
metade do que atual­ 
mente é transportado 
pela hidrovia Paraná­ 
Paragua1". esclareceu 
Heitor. Outro ponto por 
ele abordado diz re pei­ 
to ao Projeto Pantanal 
informando que os ale­ 
mães demonstraram 
oficialmente grande in­ 
teresse para exposição 
durante a feira internu­ 
c1onal que se realizará 
na cidade de Hanno,·er.