• TRIBUNA_DA_FRONTEIRA_ANOXXI_Nº1389_27_08_1993

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,.
DIARIO REGIONAL
ELA VIS'TA/MS 1NO 21 NO 1389 6a FEIRA 27 DE AGOSTO DE 1993 DIRETOR: IVNLDO PEREIRA PREÇO DO EXEMPLAR cr$ 30,00
a.u e grete
DIRETORES OI TELEMS PRESTIM
ESCLARECIMENTOS ND CâMIRI
Engenheiro Sebastião Eugênio e José Carlos de Siqueira, com o
Presidente Marcos Elias e a Secretâria Orlanda F. dos Santos
Sema Assina Convênio que Cria
Reserva Partir.lar e Fazenda
A primeira Re
serva Particular do
Patrimônio Natural -
RPPN - foi criada no
Estado a partir de
um convênio assinado
entre a Secretaria -
de Estado do Meio Am
biente (SEMA) e o
Proprietário da Fa
zenda da Barra, Jai­
me Santos, da região
de Bonito.
Foi a primeira
iniciativa resultan­
te do decreto assina
do pelo Governador
Pedro Pedrossian, na
semana do Meio Ambi­
ente deste ano ( ini
Cio de junho), que
estabeleceu critérios­
Para a criação de á
teas particulares de
Preservação ambien
tal, com direito a
isenção de ITR ( Im­
Posto Territorial Ru
tal ). -
. O convênio· pre
j'e, além da criacão
de uma área específi
capara preservação=
ambiental, com estu
dos para desenvolvi­
Tento do manejo ade­
quado das potenciali
dades do local e ati
idades turísticas
um ordenamento das
atividades econômi­
cas tradicionalmente
desenvolvidas na Fa
enda da Barra.
Serão prioriza­
dos os setores de pe
uária, turismo, re
cursos florestais, a
ricultura de subsi
tência e conservação
de recursos hídricos
1, naturais, de fauna
e flora.
A idéia princi­
al da iniciativa,sg
(
gundo o engenheiro
florestal Ivan Car
los Baptiston, res
pensável pelo escri­
tório têcnico da Se
ma em Bonito, é com
patibilizar ativida­
des econômicas tradi
cionais da proprieda
de, envolvendo tecno
logia de ponta, com
a preservação ambien
tal. A Reserva Parti
cular da Fazenda da
Barra, poderá, ainda
servir de exemplo pa
ra outros proprietá=
rios da região, para
que a conservação am
biental não seja mais
vista corno imposição
mas corno uma possibi
lidade de aliar es-
ses cuidados com um
bom retorno econômi­
co, resultante da ex
ploracão turística
racional, aproveitan
do o potencial de a
traçôes naturais lo
cais. A reserva da
Fazenda da Barra se­
rá desenvolvida em
cerca de 70 dos 59]
hectares da proprie­
dade - com isenção
de ITR para a área
de preservação. Para
os estudos, a Sema
ficará responsável -
pelo envio.dos técni
cos e o proprietário=
vai custear alimenta
cão, hospedagem e ma
terial básico da e
quipe.
Na Sessão ordi­
nária anterior da cã
mara Municipal de Be
la Vista, o Vereador
Luiz Alexandre Lou­
reiro Palmiéri havia
solicitado à Mesa a
Convocação dos dire­
tores da TELEMS em
nossa reg1ao para
prestarem esclareci­
mentos a respeito
das tarifas telefôni
casque, segundo o
vereador, em vários­
casos estavam apre
sentando excessos na
rultimedição e, con
sequentemente, a co
branca de valores
considerados muito
altos, fato este que
Luiz Alexandre alg
gou estar acontecen­
do com a sua propria
conta telefônica.
Ao final de
mais uma hora e meia
sendo sabatinados pe
los vereadores bela=
vistenses e respon
dendo a todas as peÊ
guntas da maneira
mais clara e objeti­
va possível, os engg
nheiros Sebastião Eu
Recebemos infor
mações esta semana
de que pelo menos
tres pessoas foram
presas por uma equi­
pe do PELOPES, do
100 RC Mec, apenas e
simplesmente porque
foram encontradas
dentro da invernada
do Exército em nossa
cidade. Segundo as
informações os tres
são proprietários de
lavouras de mandioca
em área próxima ao
Aeroporto e portavem
dois facões e uma es
pingarda velha e ha
viam adentrado ã ã
rea Militar sem te
rem conhecimento de
que isso era proibi­
do. O fato é que o
foicila ls achai e
Exala para ssassinar
Coaleirs ie Serio
Um assassina to c/ requintes de cruel
dade e muito sangue frio aconteceu na vi
zinha cidade de Caracol no último dia 23,
por volta das 13:00 horas, toda a comuni­
dade daquela pacata e tranquila cidade fi
cou chocada com a maneira com que o homi­
cida praticou o crime, utilizando-se de
um machado e uma enxada para esfacelar a
cabeça da vítima que também, era seu com
panheiro de serviço já que iam trabalhar
juntos em uma olaria próxima da cidade.
veja matéria completa deste bárba­
ro homicídio acontecido na cidade de Cara
col, na Página - 05 -
gcnlo e JosÍ! Carlos
de Siqueira, recebe­
ram os agradccirncn
tos dos vereadores=
belavistenses e ao
final colocaram-se a
inteira disposição
dos usuários e das
autoridades belavis­
tenses dizendo que
poderão voltar à nos
sa cidade quantas ve
zes forem necessá­
rias para sanar e es
clarecer todas as
dúvidas que venham
a acontecer.
Página - 04
Sgt Comandante do Pe
lotão não quis si
ber das explicações­
e encaminhou todo mun
do para a Delegacia
de Polícia. Pica o
registro, é terminan
temente proibido tran
sitar na invernada de
propriedade do Exér
cito. -
* CIRCUITO ESTADUAL DE VOLEIBOL DE AREIA
* DUPLAS
P R O G R A M A ç A O
6a Feira - 27/08
22:00 - Noite da Seresta
e.a 1 lc e Show coa o astro BENITES
Prooçao: Pronav e Hotel Pousada de Fronteira
Apolo: Dr. Alrcs Gonçalves
Sábado - 28/08
08:00 horas - Congrcnno Têcnlco
12:00 horas - Aoço Beneficente (Pronav)
14:00 horas - Abcrt:ura Ortcl.al
14:30 hora - Início dos Jogos
22:00 horas - Baile "PACODE" co "Grupo Pagode Nossa Cor"
Prosoçio : Ho t e l Pousada da Fro n te i r a e Pro na v
DOMINGO- 29/08
08:00 horas - Corrida Ristica "Largue o Cigarro Correndo"
Prosoçio: AABB
Apol.o: F»W1
08:30 horas - reinício dos j0os
12:00 horas - Almoço Beneficente (Pronrv)
I7:30 horas - Concurso "Garota Voley" co a participação­
das Escolas Estaduais, Municipais e Particulares.
18:00 honu, - Fl.Ml do Voleibol de Ar-ela
REALIZAÇÃO: FUNDESPORTE
PROMOÇÃO: HOTEL POUSADA DA FRONTEIRA
APOIO: PREFEITURA MUNICIPAL DE B.VISTA
EREKNOI MIRC ROIAON FEDE
CAIS A ECMARA
A atitude de al
guns vereadores, pre
senciada na última
sessão Legislativa é
lamentável, prir.ci
palmente quando ana=­
lisadapelo ponto de
vista da conduta Par
lamentar.
Chega a ser di­
fícil, estimular a
frequência de popula
res nas sessões do
legislativo, quando
vez ou outra o recin
to é pego de surpre­
sa, com agressões en
tre os próprios ve
readores, inclusive
agressões pessoais.
Numa atitude a/
não condiz com a fi
nalidade do poder,re
presentante da popu­
lação.
Veja Matéria na
Página - 08
Barreiras Paralisadas
Já está até parecendo nove
la, mas são apenas fatos, e bas
tante lamentáveis por sinal,mais
uma vez as rodovias de nossa re
gião e toda a nossa fronteira ,
está desguarnecida e totalmente
aberta is ações de trafican
tes, contrabandistas, arrasta
dores de carros e marginais
de toda espêcie; •
Matéria completa, na pãgi
na - 05 desta edição

J O R N A L, 'TRIHUNA D A F R O N T E I R A
FABRICA OE
MALHAS DIANA
DI!,RIO l(LGr<r:r.r,
Milntém cm «'ntoquc
malhas para todoo ou
tnmanhoo, pura Cnlé­
gion d~ Donito e a -
cc i ta encomenda a de
outras praças.
Confecciona tam -
bém:
JC/SlLIIOS e UNI -
FORMES pilra: Jogado
res e ventos.
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FONE: (067) 255-1634
RUl PILÂD REBUÃ
BONITO MATO GROSSO DO SUL
ISRAEL QUER ORELHÃO NO CERRA0IHHO
Na sessão ordiná
ria do dia 2, quar­
to-fcird paanudu, o
vereador do PMDB Is­
racl Chamorro da Ro­
cha apresentou à Me­
sa da Câmara Munici­
pal indicação ao Pro
Casa dé Carne Sadia
ABER·TURA E CASCALHAMEHTO DE RUA
Ao Prefeito Muni­
cipal e ao S. cretá -
rio Municipal de O -
bras, .o· Vereador Is­
rael Chamorro da Ro­
cha solicitou a aber
tura e cascalhamentÕ
da rua que passa en­
tre as chácaras dos
senhores Paulino Mi-
fi o Municipal, co.
cópia ao Presidente
da TELEMS, rivindi­
cando a implantação
do um telefone públ~
co, tipo "orelhão" ,
para atender os mor_
dores do Bairro Cer-
randa o Francisco Me
dina, no Bairro Cor=
radinho.
Segundo Israel
Chamorro, a abertura
e cascalhamento da -
qucla via visa dar -
condições aos morado
res do Bairro de se
locomoverem com
redinho e ir,dia
çôes.
O Vereador consi­
durou em sua jus ifi
ca iva a grande dis­
tância entre aquele
Bairro e a cidad, a
1ém do seu tamanho ,
maior facilidade, a­
lém de ncurtar as
tlistãncias que nui -
tas pessoas, inclusi
ve crianças e idosos
têm de percorrer àia
riamente. -
Chamorro disse
ainda que trata-se de
um serviço de fácil
" instalação dsse
ar«lho tleónico
isa beneficiar os
r.oradores princial­
rente nas situações
merqonciais" afir -
rou o Vereador Cha -
Torro,
execução e que pode
er feito durante u­
ra folqa nos servi
os inerentes à Se
cretaria Municipal -
ele Obras.
DE: ANTONIO CASANOVA
Carne de suinos, bovinos, frangos ,
linguiçaR mistas e de suinos, queijos,
banhas, geleia de mocotó, torresmos
etc.
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Edital de Proclamas
JANILDE ROSA DOS SANTOS, Oficiala do
Cartório do Registro Civil de Bela Vista­
MS., FAZ SABER quantos o presente Edital
virem ou dele conhecimento tiverem, que
pretendem casar-se os Srs. AILTON LINO e
LAUZETE DE SOUZA, ele natural desta cida­
de, onde nasceu aos 03-03-57, filho de
Wilson Lino e dona Zulma Silveira Lino
residentes e domiciliados nesta cidade
NAS MITIS
e ela LAUZETE DE SOUZA, natural de Juti­
MS., nascida aos 04-11-69, filha de Joa­
quim de Jesus e dona Laides Rodrigues de
Souza, ambos naturais da Bahia, residen­
tes e domiciliados nesta cidade.
Se alguém souber de algum impedimento
que se oponha na forma dea Lei.
Bela Vista - MS., 25 de agosto dê 93.
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Tribuna da Fronteira .
Diário Regional
(FUNDADO EM 20/02/1972)
Diretor-Redator-Chefe: Ivaldo Pereira
Diretora Administrativa: Maria Estela V.Pereira
Secretário de Redação: Ubaldino Rodrigues
Reportagens: João Carlos Velasquez, André {valo,
Luiz Henrique (Lile) e Finnino de Barros.
Redacão, Departamento Comercial e Parque Gráfico
Avenida 'l'ribun.~ da Fronteira, 564- CX.P. 23
Fone (067) 439-1410 - Rela Vista-!S
~~ is: Jardim, Porto Murtinbo, Antonio João,
to, Caracol! Campo Grande e Correspondentes­
cm Brasília e Sao Paulo.
Propriedade da Rede Belavistense de Jornais Ltda
CGC-MF 15.513.203/0001-90
Fl.LIAOO A _ADJORI(MS) E ABRAJORI
O jornal não se responsabiliza pelos
gos assinado ou de origer:, clefini-d
Exemplar . a.
Nw:iero Atrasado
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Assinatura Trimestral
Assinatura Semestral
Assinatura Anual
arri-
30,00
50,00
600,00
1.800,00
3.600,00
7.200,00

JORNAL TRIBUNA DA FRONTEIRA - DIÁRIO REGIONAL
BELA VISTA 27 DL ACOSTO DE 1993
RECORDIÇOES OI casa DOS MORTOS
o título lembra o livro do
grande escritor russo, Dostoi -
evsky, falando de sua prisão na
Sibéria. Esta história também -
(ala de uma prisão, algumns re­
cordações de um prisioneiro da
"Caga dos Mortos". '
Assim era conhecida Santa Ma
dalena, que de santa não tinha
nada, muito pelo contrário, um
presidio de segurança máxima, a
casa dos mortos vivos.
Em tempos de direitos huma -
nos, defesa de menores, de mu -
lheres, direitos disso e daqui­
lo, na Casa dos Mortos não ha -
via direitos para ninguém.
No início do século, ali fun
cionava um convento (que parado
xo!), altas muralhas, uma únicã
entrada, dezenas de celas, corre
dores escuros e o Santuário. E
ra ali, no Santuário, que ao
chegar na prisão o condenado e­
ra levado para a sessão de "ora
cões". Na verdade, torturas pa­
ra disciplinar e orientar mas ,
nem todos que ali estavam eram
culpados. Havia marginais dos -
mais perigosos, estupradores
terroristas, assassinos, doen -
tes mentais (a exemplo de um
condenado a prisão perpétua
que, com uma pequena faca, ex -
terminara toda uma família,pai,
mãe e três filhos, cortandos-os
em pedacinhos para jogar aos po
bres cachorros famintos que pe­
rambulavam pelas ruas da cida -
de,- assim disse ele em seu
depoimento. Havia inocentes ma-
' nifestantes contra o regime,sim
ples distribuidores de panfle -
tos, presos como se fossem os
mais terríveis terroristas.
E também aquele guarda notur
no de um banco, assaltado na ma­
drugada por uma quadrilha, pre-
• so como suspeito, apodrecia na
prisão há mais de 05 anos,
Quem assistiu o filme Expres
soda Meia-Noite, contando a his
tõria de um americano (história
'verídica) preso com haxixe e
condenado pela Justiça turca po
de aquilatar o que se passa nos
porões de uma prisão de um País
do terceiro mundo. Esse america
no conseguiu fugir, depois de
passar pelo inferno.
O presídio de Santa Madalena
era uma filial do Inferno na
terra.
Recordações da Casa dos Mor­
tos, são esboços de uma histó -
ria contada por um homem, uns
50 anos, paralítico, cego de um
olho, que vivia numa pequena
chácara no Boqueirão, perto de
Jardim.
Foi no ano passado, ao dar -
carona para uma senhora, parei
na chácara e fiz amizade com
Marcelo (vamos dizer que era es
te o seu nome).
Simpático, boa conversa, fi­
cou meu amigo. Após lhe dar al­
guns exemplares de jornais, fez
comentários sobre a situação po
lítica, demonstrando boa cultu­
ra, falou de livros e revistas,
citando autores de sucesso.
No início estranhei o inte -
Cresse dele pela Psiquiatria,Psi
cologia, Nazismo, mas não fiz
perguntas.
Com o tempo, ganhei sua con­
fiança ficou mesmo meu amigo,
às vezes agia de modo estranho.
Encerrava uma conversa e me pe­
dia para voltar na outra sema -
na, sem qualquer justificativa.
Foi numa sexta-feira, volta­
va de Jardim e passei pela chá­
cara para pegar abóboras, man -
dioca e duas galinhas gordas
Para a "galinha ao molho par -
do" de domingo. a
Ele estava mais simpatico, à
berto, sorrindo muito, logo na
chegada gritou para a emprega -
da, amante e enfermeira, Maria.
- Maria, prepare uma laranja
da para o amigo.
Estávamos tomando laranjada,
sentados na área de sua modesta
mas confortável casa, quando
sem cu lhe perguntar nada, co -
mnentou:
-- Vou lhe contar corno perdi
um olho e fiquei paralítico, ho
je uso essas muletas e leio comi
dificuldades por causa de um ta
rado, um débil mental, com o no
me do Santo ...
- Santo? Essa não!
- Pois é, Santo era o nome ,
aconteceu ...
- Você foi atacado? Na Rua?
- Escute em silêncio, não fa
ça comentários, tudo aconteceu
numa prisão chamada Santa Mada­
lena, a Casa dos Mortos, hoje -
não existe mais, foi fechada
mas foi lá, nos subterrâneos da
morte, no Santuário, que tudo a
conteceu. -
Morava numa cidade perto da
capital, ambicioso, deixei os -
estudos (estava no 10 ano de Me
dicina) para tirar o brevê de pi
loto, tudo porque um amigo, pi­
loto, estava ganhando muito di­
nheiro transportando eter e ace
tona para a Bolívia. Dizia ele
que ganhava mais de 10 mil dóla
res por três ou quatro viagens.
Uma fortuna. .
Sempre gostei de boas rou
pas, carros da moda, garotas
festas, enfim de tudo aquilo
que os meus pais não podiam me
dar, eram da classe média, de -
cepcionei o meu velho, deixei -
os estudos e fui tirar o. brevê.
Ajudado pelo meu amigo ini -
ciei as atividades de trafican­
te, na verdade eu era isto mes­
mo, um traficante.
- Mas você? Com tanta forma­
ção humanista!
- Não esqueça que fazem mais
de 10 anos, naqueles tempos não
se falava tanto em cartel de Medelin.
Trabalhava tranquilo. Junei um
bom dinheiro.
- Sempre a próxima viagem se
ria a última. Dessa vez eu paro.
- E os seus pais?
- Papai morreu infartado,nem
fui a seu enterro, estava numa
"cozinha" (local de preparo da
pasta da cocaina) e mamãe, foi
logo depois, fui ao enterro, re
cebi muitas críticas da minha G
nica irmã. Mas não liguei.
Trabalhei no ramo vários d -
nos, tinha o meu próprio negó -
cio, comprei até uma fazenda no
norte. Casei com uma paraguaia,
que me deu três filhos. Sempre
mantive a família longe de mi -
nhas atividades criminosas. Já
não voava mais, tinha aviões a
meu serviço. Vivia como um rei
à custa do sofrimento alheio.
Nem pensava nos meus filhos,
eles poderiam ser vítimas da mi
nha própria rede.
- E como foi preso?
- De um dia para outro, os a
mericanos, atraves do DEA (De -
partamente de Narcóticos) ini -
ciaram um trabalho de repressão
·em vários países. Quando um a
um foram caindo os líderes do
tráfico, um no Rio, dois em são
Paulo, três no Mato Grosso, eu
fui um dos últimos. Fui preso -
em minha própria casa, sob os
olhares desesperados de minha -
esposa e filhos. O processo não
foi demorado, confiscaram quase
todos os meus bens, fiquei só com
uma pequena casa num Bairro de
Campo Grande, e alguns dólares
que estavam guardados com a mi­
nha esposa. Fui condenado a 15
anos de prisão, mas antes, tive
que ir a Bolívia, prestar infor
mações a alguns agentes do DEA
e da Polícia Boliviana. De lá
fui direto para Santa Madalena.
- E a sua família?
- Minha esposa foi morar com
os pais dela, no Paraná, dois -
filhos foram internos num colé­
gio marista. Depois da prisão e
de minha liberdade, só os vi
três vezes. Nunca mais os vi.
Marcelo, ao relembrar da fa­
mília, abaixou a cabeça, deu um
suspiro e disse:
- Bem, vamos deixar esse ne­
gócio de família, eu tive fami­
lia. Mas não os culpo, eles têm
Já suas razões para não me ve -
rem.
- E na prisão?
- Seria monótono eu to falar
ludo, contar o que passei nos
anos que estive preso, vou te
dizer apenas como perdi o meu o
lho e fiquei paralltico, ores­
to não importa, são lembranças,
recordações que quero esquecer.
- Assustei-me quando vi a pri
ão, terrível, parecia um caste
lo abandonado, desses de filme
de terror, muita umidade. Logo
ao chegar, fui obrigado a tomar
hanho e vestir uma espécie de
racacão, seria o meu traje do
dia-a-dia.
Sofri muito no início, toda
espécie de humilhações, com os
uardas, os presos mais anti
'os, fiquei doente, passei fo -
re, frio, até que me adaptei ,
t.udo ia bem, até a chegda do
Santo.
Toda a prisão comentava, fo­
ra transferido para Santa Mada­
lena um novo diretor, cujo nome
era Santo. Nos primeiros me -
ses nada de anormal acontecera,
o homem era educado, fino, sem­
pre com as unhas feitas, um ver
dadeiro cavalheiro, mas era só
verniz. Igual a sepulcro caia -
ao, branco por fora e podre por
dentro. Um doente, um louco var
rido, um verdadeiro tarado, ele
atingia o orgasmo quando tortu­
rava os presos.
- Ele mesmo torturava? per -
guntei.
- Sim, para isto implantou -
no local uma sala apropriada, e
le mesmo batizou de Santuário.
Chegava para o preso e dizia:
- Filho, vamos ao Santuário,
hoje é dia de orações.
Quando o preso voltava, e is
to raramente acontecia,chegava
aos pedaços, muitos morriam de­
pois das "orações". Foram tem -
pos de loucura.
Os presos mais antigos comen
tavam que nunca haviam visto
uma fera como aquela. Vivíamos
num regime de terror absoluto.A
noite, se ouviam gritos, bestia
is, desumanos, ninguém dormia ,
até mesmo os guardas e carcerei
ros temiam o Dr. Santo.-
Por quê você foi tortura
do?
- Eu tinha uma certa posi
cão, possuia o meu grupo, era -
um dos líderes, lia muito, an -
tes podíamos ir à Biblioteca ,
depois ele proibiu. Os guardas
acharam numa das celas um pou­
co de maconha, o preso era do
meu grupo, meu amigo. Foi tortu
rado até a morte. Antes de mor­
rer contou coisas, falou de mi­
nha liderança, de meu papel na
prisão. Santo me chamou.
- ,partir de hoje quero que
voce seja o meu esp1ao, vai me
contar tudo o que acontece nas
celas, quero saber dos detalhes,
vou transformar essa corja em
gente.
L&gico que não aceitei. Ele
ficou possesso. Dava murros na
mesa , xingava, e, de repente ,
sereno, dizia - fi1h6, você pre
cisa de muitas orações. -
Voltei para a cela. Morrendo
de medo. Lá pelas 22 horas escu
tei passos no corredor, a tran
ca de minha cela foi aberta.
Pdro Pedreira
- Vamos, o Dr. Santo quer fa
lar com você.
Fiquei três hor s no Santuá­
rio, fui carregado para a nfer
maria por dois gorilas, falar
do minha tortura, não importa.
Conheci o limite da dor, dos
maiei várias vez s, el me rea­
ninava com água gelada, depois
aplicava injeções (sei lá do
quê) e continuava a tortura.
Com uma barra de ferro, ba -
tia nas minhas pernas, fiquei -
pendurado no pau de arara, cho­
ques, cortes com navalhas, agu­
lhas nos olhos, mas o pior era
ver aquele homem sorrir ... ele
sorria de prazer. Depois de va­
rias semanas na enfermaria, o
veredito, estava parcialmente -
cego e prestes a perder o movi­
mento das pernas. Com o tempo a
conteceu. Não sei o que o Diabo
fez, mas me deixou paralítico.
- E como saiu da prisão?
- Após um ano, houve investi
gacão por parte de entidades in
ternacionais, o Dr. Santo foi -
transferido, veja bem, transfe­
rido e não demitido, e para o
seu lugar nomearam um ex Juiz -
de Direito, Pastor Protestante.
Ele humanizou a prisão, muitos
foram libertados. Eu consegui a
liberdade por bom comportamen -
to, graças a ajuda do Dr. Pon -
tes, o Pastor. Ele me ajudou
muito, sob todos os aspectos.De
pois fiquei sabendo que fecha -
rama prisão, nunca mais ouvi -
falar do Dr. Santo e nem do Pas
tor. Essa chácara era de um pa­
rente, hoje morando no Rio, ele
permitiu que eu morasse aqui.En
tão, meu amigo, essa é a minha
história, foi assim que perdi -
um olho e fiquei paralítico.
Ficamos num silêncio embara­
çoso. Vários minutos.
- E agora, vai procurar sua
família? Vai ficar sempre aqui,
isolado?
Ele me olhou, profundamente,
olhos nos olhos, e deu uma gar­
galhada, uma gargalhada assusta
dora, terrível, vinda das pro -
fundezas de uma mente doentia.
- Ahahahahahahahah meu
menino, meu doce menino, nunca
fui preso, nunca, nunca fui or
turado, meu nome é Fidelis San­
to, eu sou o Dr. Santo,
ahahahahahahahahahah...
Deixei o homem lá, sozinho,
na área, rindo muito, dei a par
tida no meu carro e nunca mais
parei naquela chácara no Boquei
rão. Nunca mais.
Há poucos dias conversei com
o Pinduca sobre o assunto, Pin­
duca conhece todo mundo em Jar­
dim e imediações, ele me olhou
muito sério.
- Em Jardim todo mundo gosta
va do Dr. Um homem muito inteli
gente, mas meio pinel, ninguém
sabe de onde veio.
- Ele morreu?
- Não,desapareceu. Assim co-
mo surgiu, ninguém nunca mais
ouviu falar.
Atê hoje me pergunto, como é
que ele ficou cego e paraliti -
co?
Se você souber, ou conhece -
um Dr. Santo, por favor, telefo
ne ou escreva para o Pedro Pe -
dreira.
Dr. José Maria de Calazans Ramos
,
CLINICI DE OLHOS -

Miopia; Astigmatismo, Hipermetropia, Catarata, Gl
ma. .auco
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4
Cl.in. -1694 /

JORNAL 'TRIHUNA DA FRONTEIRA
BELA VISTA, 27 DE ACOSTO DE 1 993
DIRETORES OI TELEMS PRiSTIM
ESCLARECIMENTOS NI CDMIRI
Em sessão ordinária anterior
da Câmara Municipal do Bela Vis
to, o Vereador Luiz Alexandre -
Loureiro Palmiori havia solici­
tado à Mesa a convocacão dos dj_
retores da TELEMS em nossa re -
qião para prestarem esclareci -
mentos a respeito das tarifas
telefônicas que, segundo o Ve -
reador, em vários casos estavam
apresentando excessos na multi­
medição e, consequentemente, a
cobrança de valores considera
dos muito altos, fato este que
Luiz Alexandre alegou estar a -
contecendo com a sva própria con
t.:l telefônica.
1 câmara Municipal enviou
convocação aos Diretores da TE­
LEMS e nesta quarta-feira compa
receram ao Legislativo Belavis­
tense o Engenheiro sebastião Eu
gênio Justino Ribeiro_- Gerente
do Distrito de Opcracoes de PO.!l
ta Porã; Engenheiro José Carlos
de Siqueira Lopes - Gerente da
Região de Operações Sul; Enge -
nheiro Carlos Eduardo Mendes
Gerente da Superintendência de
Dourados da TELEMS e o Engenhei
ro José Maria Bicudo Junior - Ge
rente do Distrito de Operacôes­
de Navirai, que responderam as
várias perguntas feitas pelos -
Vereadores e fizeram importan -
tes esclarecimentos à toda a co
munidade belavistense, conforme
passamos a demonstrar abaixo.
TARIFACO MULTIMEDIDA E
O CÁLCULO DOS "PULSOS"
1i
L.JJ ,___,,__.. .- -
Engenheiros Sebasttao Eogenio e Jose Carlos de Siqueira, com o Presidente
Marcos Elias e a Secretária Orlanda Freitas dos Santos
da ligação; a mesma l1gacao,mas A DEVOLUCAO DE VALORES
feita em horário normal,das 07 • COBRADOS IRREGULARMENTE
00 horas às 09:00 horas,das 12:
00 horas às 14:00 horas e das
18:00 horas às 23:00 horas, vai
ter um pulso registrado a cada
oito segundos de conversação,ou
sete pulsos a cada minuto. Ve -
mos aí que todos esses fatores
influenciam no número de pulsos
registrados como excedentes nas
contas telefônicas e, consequen
temente, no valor dessas con
tas, ou faturas.
O Eng. Sebastião Eugênio Jus
tino Ribeiro falou primeiramen-
te sobre o sistema multimedido
que registra o número de pulsos
nas ligações locais e interurba
nas, esclareceu que nas ligacõ­
es locais os pulsos são regis -
trados a cada quatro minutos de
conversação, já nas ligações i,!l
terurbanas eles variam por de -
graus de acordo com a distancia
geodésica das localidades, hora
rio das ligações e dias de sema
na, como aos sábados, domingos
e feriados nacionais. Além das
ligações locais, as discagens -
feitas para mais quarenta cida­
des do Estado são registradas a
través do sistema multimedido ,
ou sejam, essas ligações não a­
parecem discriminadas nas con -
tas, são contabilizadas em pul­
sos excedentes.
Para melhor esclarecer os u­
suários, mostramos aqui alguns
exemplos de como é feita a tari
fação multimedida interurbana ,
discriminando a cidade,o degrau
em que ela é inserida, os horá­
rios,que são diferenciados em
super reduzido, reduzido, nor -
mal e de pico, além do número -
de pulsos por segundos e minu -
tos, vejamos:
Uma ligação interurbana para
a cidade de Amambai, em dias ü­
teis, é enquadrada no degrau 3;
feita em horário super reduzido,
que vai das 0l:00 da manhã até
às 05:00 horas, vai ter um pul­
so registrado a cada 32 segun -
dos de conversação, ou aproxima
damente 2 pulsos a cada minuto;
A mesma ligação para a cidade -
de Amambai, mas feita em horá -
rio de pico, das 09:00 horas às
12:00 horas e das 14:00 horas -
ãs 18:00 horas, vai ter um pul­
so registrado a cada 4 segundos
de conversação, ou exatamente -
15 pulsos a cada minuto, vejam
as diferenças.
Outro exemplo: Uma ligação -
feita para a cidade vizinha de
Antonio João serã enquadrada no
degrau 2, devido a distãncia
ser menor, feita em horário re­
duzido, das 05:00 horas às 07:00
horas e das 23: 00 horas às 01:00
hora, vai ter um pulso regis -
trado a cada 16 segundos de con
versaco, ou aproximadamente Oq
pulsos a cada ninuto de duração
BILHETAGEM AUTOMÁTICA
O Gerente de Operações do
Distrito de Ponta Porá, que a -
brange Bela Vista e várias cida
des da região, informou durante
suas explanações na câmara Muni
cipal que a partir do mês de de
zembro a TELEMS já terá implan­
tado na central trãnsito da ci­
dade de Dourados um bilhetador
automático, que inicialmente es
tava previsto para daqui a dois
ou três anos, mas devido a sua
grande necessidade esse sistema
teve sua implantação antecipa -
da, já estando inclusive em fa­
se de testes. Com o bilhetador
automático na central de Doura­
dos, todas as ligações regiona­
is serão automaticamente regis­
tradas nas contas telefônicas ,
c0m o número discado, localida­
de e tempo da conversação, eli­
minando-se com isso a tarifação
multimedida existente hoje e que
registra os pulsos emitidos em
cada ligação telefônica e que -
vêm sendo motivo de muitas re -
clamações por parte dos usuári­
os, motivo que levou a Empresa
a antecipar a adoção desse sistema.
AUMENTO NAS TARIFAS
,,,
O Presidente da Câmara Muni­
cipal, Vereador Marcos Elias Ri
os da Cruz, usou as contas tele
fónicas da Câmara Municipal pa­
ra demonstrar que devido aos
constantes aumentos nas tarifas
telefônicas, que vinham sendo -
reajustadas acima dos indices -
inflacionários atê o mês passa­
do, mesmo com a redução do núme
rode pulsos excedentes devido­
a um número menor de ligações ,
os valores cobrados são iguais
e atê superiores aos do mês an­
terior, isto porque no mês ante
rior cada pulso custava aproxi=
madamente um cruzeiro real, com
os aumentos, no mês seguinte e­
le passa a valer mais de dois
cruzeiros reais, com isso uma
conta que teve 500 pulsos exce­
dentes anteriormente pagou cer­
ca de quinhentos cruzeiros rea­
is, no mês seguinte, com os mes
mos 500 pulsos excedentes gas -
tos o usuário vai pagar aproxi­
madamente o dobro (comparação u
sada apenas a título de exemplo).
f
o Vereador Fernnndo Jorge de
3arros indagou ao Diretor da TE
LEMS a respeito da ocorrenc1a -
de problemas com o_aparelho tg­
lefônico nas residencias, o o­
nus dos reparos recai para ou­
suário ou a empresa também, em
determinados casos, faz a repa­
ração por conta própria?" per -
quntou. O Gerente de Operacoes
do Distrito de Ponta Pora infor
ou que a responsabilidade da
TELEMS na manutenção se restrin
1 -
qe até o chamado PPR,que em com
paração, é como se fosse o Pa -
dr ão de Energia utilizado pela
ENERSUL, já dentro da residên­
cia qualquer serviço necessário
é de responsabilidade do usuá -
rio, ou seja, o usuário tem a
responsabilidade da instalação
interna do aparelho.
"ORELHÃO" PARA O
CONJUNTO ERVA MATE
o vereador Fernando Jorge -
de Barros, usando como exemplo
fatos acontecidos anteriormen­
te em nossa cidade e ressaltan
do as várias reclamações deu=
suários, perguntou aos Direto­
res da TELEMS a respeito das
cobranças feitas de maneira ir
regular nas tarifas telefôni =
cas, "em que casos podem acon­
tecer esses erros e quando e -
les acontecem quais são as pro
vidências que o usuário deve -
tomar para encaminhar suas re­
clamações ã TELEMS" interrogou
Fernando Jorge.
O Engenheiro Sebastião Eugê
nio respondeu que o usuário a­
qui de Bela Vista deve se diri
gir ao Posto de Serviços local
com a fotocópia da sua cx,nta telefõ
nica, sublinhando embaixo aqu1
lo que ele está reclamando, se
gundo ele toda e quaisquer re -
clamações serão analisadas,quan
do houver alguma dúvida inici­
al junto a Empresa será feita
uma devolução,que pode ser pro
visória em alguns casos ou de­
finitiva em outros. O Gerente
do Distrito de Ponta Porão con
cardou que podem haver erros=
por parte dos digitadores da
Empresa, ou atê mesmo o cruza­
mento de linhas, fatores que -
são objeto de checagens sempre
que acontece uma reclamação do
usuário. Sebastião Eugênio es­
clareceu ainda que a devolução
provisória dos valores é feita
nos casos em que acontece uma
distorção muito grande na sua
média normal, enquanto duram -
as checagens por parte da TELEMS,
essas reclamações podem ser en
caminhadas antes mesmo do paga
menta das contas.
LIGAÇÃO COM O
TELEFONE DO VIZINHO
Uma pergunta bastante inte­
ressante foi feita pelo.Verea­
dor Marcos Elias, Presidente -
da Câmara Municipal, ele quis
saber dos Engenheiros se é pos
sível acontecer casos em que a
ligação feita por uma pessoa,a
través do telefone sem fio, se
ja registrada na conta do vizi
nho, o Vereador disse ter co =
nhecimento de casos como esse
aqui em Bela Vista. O Eng. Se­
bastião Eugênio explicou que es
ses casos podem acontecer mas
somente quando o usuário e O -
seu vizinho possuem telefones
sem-fio, nos casos em que ou­
suário possui telefone sem-fio
e o vizinho não, esses casos não o­
dem acontecer. O Diretor da TELEMS
explicou que em Bela Vista e -
xistem apenas sete frequências
em termos de telefone sem-fio,
como a incidência de telefones
sem-fio é grande, pode aconte-
cer de uma de erminada ligação
cair na frequência do izinho.
!esses casos a TELEMS se isenta
do qualquer responsabilidade.
PROBLEMAS COM O
APARELHO TELEFÔNICO
Atendendo a solicitacão do
Vereador Marcos Elias, para que
informasse sobre a possibilida­
de de se instalar um telefone -
público tipo "orelhão" para a -
tender os moradores do Conjunto
Residencial Erva-Mate, recente­
mente inaugurado, o Eng. José -
Carlos de Siqueira, Gerente da
Região de Operações Sul, infor­
mou que é preocupação da TELEMS
dotar as comunidades, principal
mente as populações de baixa
renda, de um acesso ao sistema
de comunicação, "procuramos sem
pre colocar um telefone público
para atender essas comunidades"
disse ele, ressalvando que exis
tem limi tacões por parte da em -
presa devido a própria quantida
de de terminais públicos depen=
der da capacidade da central,co
mo a que atende Bela Vista,"por
isso procuramos distribuir os a
parelhos na cidade de acordo
com as necessidades, sãos as au
toridades que nos dizem onde e
necessário a instalação de um te
lefone público e caso não haja
nenhum outro telefone próximo a
gente faz a instalação" ressal
tou José Carlos de Siqueira
finalizou afirmando que esse pe
dido já havia sido feito e o te
lefone para o Conjunto Erva-Ma=
te será instalado o mais breve
possível.
LIGAÇÃO DIRETA COM O PARAGUAL
O Vereador Fernando Jorge pe
diu maiores informações aos Di­
retores da TELEMS a respeito da
possibilidade de ser implantado
o entroncamento de trãfeco fron
teirico ligando as cidades de Be
la Vista e Bella Vista Paraguai
atraves de uma linha telefônica
direta, o Vereador perguntou se
existe a possibilidade desse
serviço ser viabilizado tendo -
em vista a grande demanda que e
xiste hoje entre empresários e
comerciantes das duas cidades -
vizinhas. O Eng. Sebastião Eugê
nio_informou que essa reivindi­
caçao feita pelo Vereador Fer -
nando Jorge na Câmara Municipal,
foi passada de imediato à Dire­
toria da Empresa, assim como
reivindicações no mesmo sentido
feitas por outras cidades fron­
teiriças, como entre Coronel Sa
Pucaia e Capitán_Bado. "Todas -
essas reivindicações estão em es
tudos, haja visto que envolvem
outros Países também, mas estão
efetivamente sendo estudadas pe
lo Ministério das comunicacoes
e também pelo Itamaraty, já es­
tando em fase experimental umn en
troncamento de tráfego entre as
cidades de Corumbá e Puerto Soa
res na Bolívia",disse o Diretor.
1 j
1
_U

r
]
m
JORNAL, 'TRIUNA DA FRONTEIRA (l
------------------------
HOMICIDI USOU MACHIDO E ENXIDI
PIRI ISSISSINIR COMPANHEIRO DE SERVIÇO
Um assassinato
com requintes de cru
eldade e muito san -
que frio aconteceu -
na vizinha cidade de
Caracol no último
dia 23, por volta
das 13:00 horas, to­
da a comunidade da -
quela pacata e tran­
quila cidade ficou -
chocada com a manei­
ra com que o homici­
da praticou o crime,
utilizando-se de um
machado e uma enxada
para esfacelar a ca­
beça da vitima que -
também era seu compa
nheiro de serviço jã
que iam trabalhar
juntos em uma olaria
próxima da cidade.
Segundo as infor­
mações levantadas pe
las autoridades poli
ciais, no último dia
23, à tarde, o ele -
mento de nome Horá -
cio Pereira Garcia -
estava em um bar da
cidade garganteando
e falando para quem
quizesse ouvir que e
le havia matado o
"gaucho", como a vi­
tima, Sebastião Gil­
berto Bruno, era co­
nhecida. Desconfiado
com aquela conversa
um cidadão que ouviu
atentamente o que Ho
rácio estava dizen -
do, dirigiu-se à De­
legacia de Polícia
local e contou o que
tinha ouvido. Ao re-
Gaúcho, morto a ma
chadadas em Caracol
ceber as informações,
o Agente da Policia
Civil Adamilton, a -
companhado de Poli -
ciais Militares des­
locaram-se até a chá
cara "Barro Preto"
para verificar ave­
racidade dos fatos e
para surpresa dos
próprios policiais ,
lá encontraram Sebas
tião Gilberto Bruno,
40 anos, já morto e
com parte da cabeça
e lombo praticamente
esfacelados a golpes
de machado e enxada.
Prefeitura Municipal
de Bela Vista
DECRETO NO 729 DE 26 DE AGOSTO DE 1.993
O Prefeito Municipal de Bela Vista,Es
tado de Mato Grosso do Sul, no uso de
suas atribuições legais,
DECRETA:
Art.lO) - Os preços das corridas de
táxi serão cobradas conforme tabela ane­
Xa.
Art.20) - Este Decreto entra em vigor
na data de sua publicação, revogando-se
o Decreto hO 687/93, de 18 de Fevereiro
de 1993, e demais disposições em centrá-
De acordo com in-
« formações de popula-­
res, Horácio Pereira
Garcia, também de 40
anos, e a vítima, Se
bastião Gilberto Bru
no, foram vistos an­
teriormente em um
bar bebendo, poste -
riormente dirigiram­
se à CHácara "Barro
Preto", de propricda
de de João Farias
distante cerca do se
is quilômetros da cl
dade, onde ambos i =
riam trabalhar em u­
ma olaria. Já no ca­
minho eles tiveram -
desentendimentos, P2
is teriam sido vis -
tos brigando, fato
este que culminou
com o assassinato
BD
violento de "Gaucho"
cue ainda foi arras-
tado por csrc d
uaren a retros. De­
pois de praticado o
,ri:ne o honicida vol
tou a cidade onde
caiu nas malhas da -
Policia pela própria
Jíngua.
Assim que consta­
taram o crire o Po­
J iciair, voJt..aram a ci
'ade e deram voz de
prisão em flagrante
il Horácio Garcia que
ap6s a lavratura do
euto de apreensão
foi conduzido à Dele
cacia de Polícia de
Pela Vista, onde se
encontra recolhido a
<lisposição da Justi­
ca.
rio.
NO
01.SCRIHINAÇÃO
0l
02
5e
1 l
s
e 03
.
0
Corrida Mínima (salda do ponto)
DENTRO DOS LIMITES:
a) Bairro Esp[rlto Snnto
b) Loteamento Itnbora.I
c) Cerradinho até a Escola
d) Bairro Antonio João
e) Vila Previsul
f) Bairro das Primaveras
g) Cemltêrlo de Ágwl Doce
h) Água Doce - Posto/Trevo
1) Ponte do Rio Apa - Saída para Ponta Porá
j) Aeroporto
D) Igreja são Patrício
m) Expobel
DISTRITO NOSSA SENH0RA DE FATIMA
o) Igreja SÃO Clemente
) Ese. Mun. de 19 Grau José M! PalmlerI
e) Cemltêrlo .
d) Esc. Mun. de 1? Grau Costa Reuna
INTERNACIONAL:
a) Paragu,11 até Colorado
b) Parajtu.ai - outros pontos - à co:::binor
Já está até pare­
cendo novela,mas são
apenas fatos, e bas­
tante lamentáveis
por sinal, mais uma
vez as Rodovias de
nossa região e toda
a nossa fronteira ,
está desguarnecida e
totalmente aberta às
ações de traficantes,
contrabandistas, ar­
rastadores de carros
e marginais de toda
espécie, isto porque
graças aos almofadi­
nhas de gabinete lá
da capital do Estado
que não querem dar -
as condições necessá
rias para a Policia­
Militar desenvolver
seu trabalho a con -
tento.
A situação chega
as raias do absurdo
que, segundo apura -
mos, uma Comissão da
Secretaria de Fazen­
da do Estado teve a
capacidade de afir
051 VIAGENS:
Por k1 lÕ::ctro percorrido
06 POR TEMPO PARADO I SERVIÇO DO USUÁRIO:
a) Hora par-ada
b) Horn cocerci.al
07 DAS 22:00 HORAS ÀS 06:00 .HORAS:
Terá acréscimo de 50 (c!ruenta por cento) no valor
A da corrll"
Bicicletaria FM
Hermes Lo .. reiro lfran
~
Co.nsertos e reformos de Bicicleta cm gera.l.
ervir bem osso lema e pecas em geral.
Barão do Ladãr1o, n? 1898 - BELA VISTA - MS
mar que do jeito que
está não pode conti­
nuar porque o traba­
lho da Policia não -
está tendo retorno ,
ou seja, querem que
até mesmo a Polícia
Nilitar dê lucro ao
F.stado, como se fos­
e uma empresa comer
cial qualquer. Ate
nisso os almofadi
nhas de gabinete se
enganam, pois temos
conhecimento que se
forem somadas todas
as multas aplicadas
pelas Policias Mili­
t.ar e Florestal, e -
las superam em mais
de cem por cento as
despesas,com a PM du
rante o lo semestre
deste ano.
Querer que a Poli
eia Militar dê lucro
é o mesmo que incen­
tivar a indústria
<las multas e dos abu
sos no meio polici
l, mas o que mais -
O'l
ACUSADO NEGA
AUTORIA O CRIME
Apesar de todos
indícios aponta -
rem para si como o
autor do bárbaro as­
sassinato em Cara
col, o acusado Horá­
cio Pereira Garcia -
nega catcgoriamente
a autoria do crime ,
mas devido as evidên
cias ele foi autuado
em flagrante pelo Dr.
Edmundo Pereira Cala
do, do Jardim, que
está respondendo pe­
las Delegacias de Bg
revolta a comunidade
sul-amtogrossense,in
clusive ouvimos isso
de várias pessoas, é
o fato de que para -
fazer propagar.da, pu
blicidade o política
o GOverno do Estado
tem dinheiro de so -
bra, mas para garan­
tir a segurança da
população, obrigação
constitucional, cor­
tam recursos alegan­
do contenção de des­
pesas e até prejui -
zos, abrindo as por­
tas para a ação de
marginais e delin
quentes de toda espé
cie. Não podemoses=
quecer jamais, e o
povo de Bela Vista e
região sabe disso, o
contrabando e o fur­
to de veículos, en -
tre outros crimes, é
uma prática que deve
ser combatida a todo
custo e jamais esti­
mulada como os
la Vis a e Caracol
será o responsável -
pelo come nte in -
quéri o Policial que
vai apurar como Ludo
aconteceu, acredita­
se no entanto que o
motivo do crime te -­
riu sido fútil, nui­
to provavelmentno a
cachaça ingerida
mais uma vez, tenha
sido a maior respon­
sável por este homi­
cídio de extrema vio
lência. -
"entendidos" lá da ca
pital do Estado es •
tão querendo fazer.
Nossas estradas -
estão sem segurança,
a PM se vê obrigada
a se recolher aos
quartéis, em muitos
casos até mesmo sem
uma única viatura em
boas condições, tudo
sob a alegação me5 -
quinha e esfarrapada
de que os investimen
tos não estão comoen
sando. É no mínimo ,
um caso de Polícia o
que estão fazendo
com a Polícia do nos
so Estado é mtivo
de vergonha pera t
dos os sul-matogros­
senses.
E fala-se em en -
tendimento político,
o que na verdade não
passa de en tend; ,
to entre os "chef
O povo quer res
dos e está canse
de blá blá blá...0R
Você liga e recebe o seu JORNAL TRismr:, DA
FRONTEIRA em casa
Você liga e se informa sobre o vencimento
de sua assinatura
você liga e renova automaticamente sua as­
sinatura
Você liga e no outro dia recebe o TT
sef novo endereço
Você liga e contrata uma assinatura VIP
por 5 anos, sem inflação
em
Você liga e dá assinatura de presente para
quem você gosta
Você liga e resolve tudo sobre a sua assi­
natura
F
Vale a pena Repetir: São Muitas
as Vantagens de quem Assina o
TF e quem Assina o TF Repete
Jornal Tribuna
@@ da Fronteira
UE O POv SEJA BEM INFOEL

JORNAL TRIUNA DA FRONTEIRA - DIÁRIO REGIONAL
ELA VISTA 27 DE AGOSTO DE 1993
Governo Facilita I ransf erência de Casas financiadas pela COHU
O Governo do Estado está fa
cilitando a trannfcrência das
casas financiadas pela CDIU (Com
panhia de Desenvolvimento Habi­
tacional e Urbano), abrindo mio
da cobrança das 15 UPFs (Unidade
Padrão de Financiamento) refe­
rentes à taxa de transferência,
que cm valores de agosto equi-­
vale a mais de CR$ 7,7 mil, Com
isso, ao passar a cana adquiri­
da de terceiros para o seu no
me, o novo mutuário terá que pa
gar os 2i do saldo devedor, que
corresponde ao seguro do imóvel
no ato da transferência.
o Secretário de Habitacio e
Desenvolvimento Urbano, Paulo
Corrêa, nas reuniões que tem
feito com os moradores dos con­
juntos habitacionais da CDHU e
Previsul, tem explicado que o
Governo Pedro Pedrossian vem a
dotando várias medidas para fa­
cilitar a vida dos mutuários e
possibilitar que eles regulari­
zem a situacio de suas casas,
Ele lembrou que a medida é de
Paulo Corrêa
grande repercussao pois, levan­
do-se em consideração uma pes
soa que adquiriu casa financia=
da com saldo devedor de CR$ 300
mil, a transferência desse imó­
vel custaria hoje mai de CRS
13 mil. Sem os 15 UPFs, a casa
é passada para o nome do atual
morador por CR$ 6 mil(21 do sal
do devedor).
Paulo Corrêa ten lcnbrado que
com cosa medida procura-se a re
qularização dos imóveis finan -
ciados pela CDHU. Ele tem escla
recido que a procuração muito -
usada nas transferências de ca­
sas financiadas, nã é reconhe
cida como documento legal, não­
só pela Companhia mas pelo pró­
prio Sistema Financeiro da Habi
tacão {SFH). Além disso, ele oB
serva que qualquer procuração -
tem validade somente por um ano,
PARCELAMENTO
Nas reuniões com os mutuári­
os para falar sobre a importân­
cia do recadastramento, Paulo
Corrêa tem lembrado que o Gover
no está parcelando os débitos -
dos mutuários. Para quem pagar
as prestações atrasadas(em valo
res atualizados) à vista terá
desconto de 30 . A divida pode­
rá ser quitada também em quatro
parcelas fixas, sendo ?58 do to
tal no ato do pedido de parcela
mento mais três, ou então em 12
mensalidades corrigidas pela TR
(Taxa Referencial).
De acordo com os dados doca
<lastro da CD!IU, c rca de 5 mil­
mutuários estão com parcelas a
trasadas. Eles são responsáveis
por uma divida que soma a CR$
56 milhões. Para resolver os
principais problemas encontra -
dos pelos atuais moradores com
relação as casas, a Secretaria
de Habitação lançou o programa
de recadastramento, que está
sendo desenvolvido junto com
as associações de moradores.
==========---------------=====
GOVERNO MS
O futuro agora
======--=========--===-=-=====
PIRICEMI: SEMI COMECI MONITORIMENTO
E DBRE PERIODO OFICIAl DE D FESO
A Secretaria de
Meio Ambiente come -
çou O trabalho de
monitoramento das
sub-bacias dos rios
Miranda, Aquidauana
e Taquari, para de
terminar o fechamen­
to da pesca comerci­
al (período oficial
de defeso) e garan
tir o fechamento do
ciclo migratrório e
a reprodução dos
peixes. O período de
defeso (entressafra)
é determinado desde
1989 e o monitoramen
to dos cardumes ocor
re desde 1991, para
identificação da fa­
se de desova. Este
ano, segundo a biólo
ga Shirley Palmeira,
o acompanhamento do
processo migratório
será feito em três
épocas, até a primei
ra quinzena de outu­
bro, às vésperas da
piracema.
O período de deso
va deve se situar en
tre outubro em fun
cão dos dados hidro
métricos, cataloga -
dos pelo Departamen
to de Conservação e
Recursos Naturais e
relatórios semanais
da Companhia de Pes­
quisas de Recurso.Na
turais do Denae. Os
relatórios permitem
a Sema acompanhar as
cotas de inundação -
nos rios. Como neste
ano as cheias nao fo
ram intensas, é pos­
sível prever a repro
dução normal, já que
as enchentes afetam
o desenvolvimento re
produtivo. ,.
Em 1992,ano atipi
co, com cheia alta ,
a Sema teve que pro­
telar o período de
defeso, para que hou
vesse tempo da chega.
da dos cardumes atá
às cabeceiras dos ri
os controlados pelo
Estado e União,só se
rã permitida a pesca
de subsistência, em
barranco, em caniço
e linhada. O monito­
ramento das sub-baci
as começa em função
do inicio do proces­
so,verificado com a
presença dos cardu­
mes nos leitos dos
rios. Paralelo ao
trabalho de monitora
mento,técnicos da Se
ma vão realizar ave
rificacão dos níveis
hidrológicos.
CAPACIDADE REPRODUTI
VA
O monitoramento -
para identificar o
período de desova,se
gundo a biologa Shir
ley Palmeira,consis­
te na captura de urna
amostra de 30 a 50 -
espécies(normalmente
curimbatá,piavuçu,pa
cu, dourado e pinta­
do) para exames bio­
métricos(peso e medi
da) ,abertura da cavi
dade abdominal e ve­
rificacão do desen­
volvimento das gôno
das(órgios reproduto
res dos peixes),alén
dos acompanhamentos
dos níveis hidromé -
tricos.
Apesar da reprodu
cão ter sido afetada
em 1992, por causa -
da cheia intensa,não
houve reflexos no es
toque,porque os pe­
rioda; típicos da pi­
racema se encarregam
de promover o equili
brio ictiológico. "A
importância do moni­
toramento está na
identificacio dases
pêcies, verificacão
dos niveis hidromé-
tricos e a possi­
bilidade de determi­
nar o período de de
feso e assegurar a
subida dos peixes e
sua reprodução", ob­
serva a bióloga Shir
ley Palmeira,que vai
conduzir os traba­
lhos de campo nas
sub-bacias dos ri­
os Miranda, Taquari
e Aquidauana.
Nesta primeira -
etapa o monitora -
mento vai até sex
ta-feira, 27.
SECOM
Preserve a Natureza
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,Jr)f•'/1T, 'tl<lBUIII D/ l l<()f/'l/:T H/1 - !.JflHffJ HW;JO:l/,
Edital de Proclamas
,:'lNILDE: HO'.Jl DOS !31ll'l'OS, Oficiula do Rr r;iatro C.iviJ d,, ll,·
1~ ViaLa-MS, fnz uaber a todos quantos o prncnntc Edital de
Proclamas virem, que apr nontaram os documentar; exigitio!i polo
artigo IDO Codlgo Civil Brasileiro, inciaos I-II-lII e IV e
prntnndcm ne canar:
* NILO CRISTALDO ·º APAltECIDA DlVALO, ambos brasil iros, sol
tciros, dorniciliadoo e roaidcntes nesta cidade; ele, lavrador,
filho <ln Pedro Nolasco Cristaldo e lfonsa Avalo, ela, lides do
lnr, filha de lurélio Davalo e Pctrona Arguelh? Duvalo.
* CARI.OS ALBERTO GONÇALVES e HARILZA ELIANE DA SILVA, ambon
braeileiroe, naturais dente Pstado, ele operador de máquinas ,
reeidente no município de Dela Vista-MS, filho de Manoel Gon
çalvcs Sobrinho e Helena Maria Gonçalves; ela, lides do lar,ri
sidcnte no município de Bola Vista-MS, filha de Raimundo Máxi­
mo da Silva e Maria Candida da Silva.
Se alguém souber de algum impedimento, que se oponha na
forma da lei.
Dela Vista-MS, 25 de agosto de 1993
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fo ao ter!monjal do entra de • . .:.a io Integral V!ver e Arender- EVA. ando !ní fo .1
Secretária Laura lehner fez a acolhida aos pte ·ntes, chamou as autoridades para to tem
seus lugares e de: f!lo ri orla «on o Hino 'acional, inl!alo peis tenente Orta t
presentante do Comandante do Ir kC M, Fo! ananclada a palavra da Coordenadora Peta, g!ca
Maria Celta Alves de AI «Ida González, brasileira, asada, for eda em Fsfole» ia e Teoloia
pela Universidade Santa Crsola do h!o de Jarelro. Destaco a inportancia da eturas Lnfan
tIl, face às enas drumit!as que st os assistindo com a vfolenla no c po e na date,
Continuou: "A nossa proposta é conservar o perfil ortxia! da crlany.a preporefenand!
lhe oportunidades de conhecer-te e acef ar-e, aprender a postar de si proprio, valorizar -
seu Jeito natural de ser e adquirir respeito por rua própria pesoa", Explanou bem os objetI
vor.: dn rscol.1. A seulr as palavras do Uln:._or At''íin1strat1vo !}cr:01c1tJlno Gonz.llti llurt'ro ,
par aualo, casado, formado em Filosofia e Te0lo!a pela niversfdade Católtea do Paraná. Si
tuou o homem no mundo atual, eu papel e tuas lInítaóes, Com a palavra a Madrinha da CE.IVA
Professora Izabel ogueira Barbosa, casada, professora na rede Estadual há mais de vinte ri
nos, Fornada em letras e Pedagola com especialização e Supervisão Escolar pela 'n!versfda­
d.' 1-·t der.d do P.S. lolcfou com palavras de arad cirr-cnto p-elo convite, ressaltou o papel da
DIretora Pedagógica na educação e dIsse que "atualmente a Pré-Escola não substftuf a fa[1a,
mas tudo que.• fizer Juntamente com esta, terá efeito altamente construtivo", Ressaltou o pa
pel da Educação Pré-Prlmarla, Fol dada a palavra ao Senhor Maclr Paredes que tatém ressal-
t ou a f -portancli1 e ncct"8:tid1de d<J rduc,tç..io prí•-escolar. Diferenciou e cníotizou instnu;,:10 e:
(•duc.nçjo. Pnralwnlzou o cns.,t t!.ari11 C.•Jlta e• Bernardino pelo Interesse ded[cação e cor agr.
Coo a palJvr,l o Prcf1.dto
1
1unlcip..1l Abra,io An:0,1 Z,,car!as falou da coragem em trazer tão ln·
portantl' brneífcio ao povo de Bela Vista t• se colocou à disposlçáo no que estiver o seu al
cancc. A Proft•s:;orn Ja:it.! ~h,.lo Lour<•lro de Alr:elda par.abcnizou a. crlnç.ao da Escola C' deu
ênfase ao carinho dado ao f{lhos dos outros. A Professora Clei~e Rocha chefe do Núcleo de.
ela VIsta também se colocou a sua dlspostçii.o, como ta::.tién su& equipe. A Professora e DirPlO
rn da Escolu Estadu,,l Pré-E$c.:01,,r 19 e 29 Graus Francisca PeLxoto Lima também se colocou R
dlspostção e d~sejou sucl:'$Vo. Ressaltou ,'ls palavras. d~ M.1ria Celit,1 qunndo se referiu a aten
ão aos necessitados, Nada mais havendo ., tratar foi cnccrradc1 a cer{r.ônia com o Pai Nosso -;
Eu, Ano M,ula Loureiro Oc,1rlz lavrrl a prcsentl" ata.
Ano Narla Loureiro Ocarlz; Prcfl•lto Municipal Abraão Armoa Zacarias; Representante do Coman­
dante lOQ RC M<'c 2Q Tcn Ortega;. Presld~ntc d,1 Junta Hunlclp<1l do Paraguai Ro~allno Conzalcz
Romero; Representante do VIgãrlo Syde Raros Brites; Chefe do Núcleo Cleide Maria Roch,1 Rodrf
Jiuez; Diretor Ado1nistr,ltlvo Bernardino Gonzalez Romero; Diretora Pedagógica Maria Celita AT
ves de Alttclda Gonzalez; Madrinha: Izabel Nogueira Barbosa; Francisca Pelxoto de Lima; To.ili
Franco Lozano; Jurer.iil Lout.iet Viana; J,1ne dt! ~1. Loureiro de Alr:-elda; Er.iÍdia Lopes Penha; So­
nete Lino Silva; Lulzu Benedita. dos S.mtos Oviedo; Lueia Franco; F1or1ana Franco Lozano ;
Delfina Rodrigues; Hngnll B,,tista de Souza Gll; Houcir Paredes Cll; Dalila A. de Gonzalez ;
Ana Marta Batista Souza; Pedro P .. 1ulo Ccnturión; Hertberto Gonzalez Ror.!cro; Julia Rosane Pos«­
sotn, Ltberacy Lino B,1tllla.ni; F<.>lip.1 de Conzalcz; Dr. José Ribart.ar Cruz e Silvar !..oura ~
arte Lcchner.
Oi! Meu nome é Ana Carolina Pagot. Tenho 5 anos de idade e toe/os
me conhecem por Aninha.
Estou lhe escrevendo para ~ir aiuda. Precis.o viver.
Tenho uma doença danada que se chama Leucemip. E urp câncer que
·atinge o sistema sanguíneo e só é çuracfa através do implante de uma
nova medula ossea.
ln_feli~eQfe,, 1::5sa operação é muito cara (80 mif dólç,res} e meus pais
nao têm dinheiro para p_agar. O pouco que voce puder t;Oflfnbutr sera
muito paro mim. E o meu passaporte para a vida.
Afinal, se somos todos filhos de Deus, qlgum parentesco devemos ter. E
então? Me ajuda a viver!
Aninha
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JORNAL, 'TRIHUNA DA FRONTEIRA - DIÁRIO RE'+i9!L
BONITO
FILHOS RESGITIRIM OS PIIS
QUE ME IGAYAM EM BONITO
Que "um pai trata
do dez filhos e dez
filhos não tratam
do um pai" é um dita
do mais antigo que
"andar para a fren­
te!" Porém, em Boni­
to ocorreram dois fa
tos que não são iné­
ditos, mas também
não são nada comuns.
Dois homens, alcoóla
tras inveterados,que
viviam na mais com­
pleta promiscuidade,
sendo que um deles -
tinha "a calçada co
mo travesseiro e o
sereno como cober­
tor",foram resgatados
pelos filhos que não
• os viam há muitos
anos e os encontros
foram simplesmente -
dramáticos.
"PAULISTA" MECANÔGRA
FO
- Há algum tempo
chegou a esta cida
de, procedente de Pa
raguassú Paulista",o
mecanógrafo Joé An­
tonio Spinooa,quc ga
nhava a vida conscr­
tando máquinas de e
crever. Todavia, era
um alcoólatra incor­
rígivel, o dinheiri­
nho que ganhava mal
dava para as pingas
e vivia na condição­
de miséria quase to
tal. Dormia no chão
ou em uma tarimba im
provisada forrada com
papelão, panos ve­
lhos e "queimava pa­
nelas" no terreiro.
Não importunava -
ninguém,mas passava a
maior parte do tempo
embriagado e por is­
so,apesar de ser um
bom profissional,não
despertava a mínima
confiança dos even
tuais clientes.
ENCONTRO COM OS FI­
LHOS
Certo dia(há vári
os meses), quando ma
is uma vez estava em
briagado em um bote­
quim,chegaram dois
rapazes muito bem a
piessoados e pergunta
ram ao botiqueiro: O
Sr. conhece José An­
Lonio Spinosa,um con
sertador de máquinas
de escrever?
O bêbado que esta
va sentado em um can
to arregalou OS -
olhos e disse-lhes :
Eu sou o Spinosa fa­
lado! Qual é o pro
blema?
Os mesmos se iden
tificaram como sendo
os filhos e há muito
tempo estavam a sua
procura. O pai não -
os reconheceu pronta
mente, porque quando
os deixou eram crian
ças.
O encontro propor
cionou aquela ale=
gria e momento de
emoção. José Spinosa
A atitude de alguns -
vereadores, presenciada
na ultima sessao Legisla
tiva é lamentável, prin:
cipalmente quando anali­
sada pelo ponto de vista
da conduta parlamentar.
Chega a ser difícil,
estimular a frequência -
de populares nas sessões
do Legislativo, quando
vez Ou outra o recinto é
pego de Surpresa, com
agressoes entre os pró­
prios vereadores, inclo­
sive agressões pes
soais. Nama atitude que
não condiz com a finali­
dade do Poder, represen­
tante da população.
Aliás a Câmara de Be
la Vista, sempre foi pa!
co de desacatos, agres­
sões, até de tiros.Atos
que além de não serem ci
vilizados, ostram a in
capacidade de debates po
lêmicos entre vereadores,
chegando até as vias de
rivalidades intransigen­
tes e pessoais.
É inadm{ssivel
foi levado a uma lo
ja,comprou roupas e
calçados,fez a bar
ba,tomou um bom ba
nho,trocou de roupas
e se mandou com os
filhos para são Pau­
lo.
"PERNAMBUCO" E OCA­
CHORRINHO
Semana passada
ocorreu outro fato -
semelhante.
Um esmoler, que
nem profissão tinha;
conhecido apenas por
"Pernambuco",perambu
lava pelas ruas,nor­
malmente acompanhado
por um cachorrinho
Dormia ao relento e
quando vomitava devi
do os porres que to
mava,o animal lam­
bia-lhe a boca. Era
um verdadeiro "João
Ninguém".
O que é a
za humana ...
sem dinheiro
nature­
Mesmo
o indi-
viduo consegue? em­
briagar-se facilmen­
te,pois não falta al
guém para pagar-lhe
um copo ou mesmo uma
garrafa de cachaça.
O difícil é encon­
trar uma alma carido
sa que lhe ofereça -
um prato de comida.
FRACASSOU NA VIDA
Voltamos ao caso
do "Pernambuco".
Para surpresa de
todos,eis que semana
passada seus filhos
apareceram e o encon
tro também provocou
profunda emoção, com
sorriso e lágrimas.
Levado para o hótel,
tomou banho, fez a
barba,vestiu roupas
novas, foram comemo­
rar em um restauran­
te e "Pernambuco" co
meu e bebeu tudo o
que tinha direito ,
pois o seu consolo
era ouvir o "ronco -
tripas" e beber­
iigua ...
No diálago que ti
veram,o "ex-mendigo"
afirmou que sabia do
paradeiro dos filhos
e somente não os pro
curou porque tinha=
fracassado na vida,
Com um sorriso
nos lábios,foi leva
do para um verdadei­
rolar e quem deve
ter sentido sua fal
ta é o seu insepará­
vel cachorrinho ago­
ra "ficou sem dono".
Os dois casos ser
vem como exemplo pa­
ra outros filhos, cu
jos pais vivem na
mesma promiscuidade
que viveram o "pau­
lista" e o "Pernambg
cano.
FIRMINO OE BARROS
Vereador Marco Rondon Pede Calma na Câmara
tul
rat
zç,
ZI
a
?,
j
e!
atitudes como a de quar­
ta-feira vem se repetin­
do ultimamente. Há
que
que
se mediar as discussões,
sem deixar cair no "bate
boca".
Hã que se contornar -
situações, sem tornar la
do Ou "dores" de nin -
guêm.
Hã que se esclarecer
dúvidas, sem ser porta -
,'
' 1
voz de ninguém; tais con
ceitos devem serem se=
guidos pela Mesa, onde
a neutralidade, a impar­
cialidade e a igualdade
tem que prevalecerem co
mo regras no trabalho Le
gislativo. Sendo a Mesa
responsável pelo direcio
/
l
Vereador Marco Rondon
.namento da sessão.
A população está re -
voltada e muitas pessoas
afirmam terem se afasta­
do da política por nao
aceitarem atitudes como
esta. E sentem-se feli­
zes por não estarem no
local na oportunidade.
f triste, que ainda , que fazem do Plenário on funções públicas,peço or
aconteça tais fatos, pon tanque de lavadeiras. dem e seriedade no Legis
do em declínio a morali- Para que possamos ter um lativo Belavistense e qe
dade política, urna vez bom desempenho em nossas Deus nos proteja.
(Escreve Vereador Marco Rondon)
LDA Comemora 51 anos ftvaliando
a sua Atuação no MS
A história da Legião Brasileira de Entendendo ser necessário delimi _
Assistência está intimamente ligada à t~r muito claramente as áreas de atua
participação do Brasil na Segunda - çao da FLBA tem-se atualmente como­
Guerra Mundial. Da necessidade argen- programas básicos de atação a
te de mobilizar o trabalho Civil em çao a crianças menores de seis an~:e:
apoio ao esforço de guerra, através - em creches, a portador de deficiência
da Primeira dama do Pais, Sra Darcy e ao idoso.
Sarmanho Vargas a 28 de agosto de Somente no mês de agosto de
1993
a
1942 foram criadas representações da Superintendência de Mato Grosso do
LBA em todos os Estados brasileiros. Sul contratou metas para as ações con
Em Mato Grosso do Sul, a criação - ti d d
nua as, emandando recursos orcamen=
do Estado em outubro de 1977 incenti- tarios que atingem 16 milhões de CRS
vou a Fundação Legião Brasileira de
Assistência a oferecer ao novo Estado para atender es
t
es programas, seja re
passando diretamente os recorsos para
o mesmo tratamento dispensado as de E id d
mais unidades da Federação. Assim em as nt a es nao governamentais, seja
repassando os recursos para o retado
31 de agosto de 1978, através da Resa e Municípios para que estes
lução 22/78 da·FLBA foi criada a Dire= a i executem
pol tica de assistência a
toria Estadual de Mato Grosso do Sul, mentos. es
t
es se
juntamente com a instalação do Gover-
_Para comemorar os 5l anos da cria-
no do Estado, em janeiro de 1979. d
- çao a FLBA a Direção Nacional reco
Da sua criacao, até o momento a d
FLBA sofreu grandes transformações men ou que cada Superintendência exe=
t 1d i :id b; ;t - cotasse apenas uma missa qie em Campo
endo nvest: 1o ascamente na melho- Grande será realizada no j,
ria da qualidade de vida da população 27 de
menos favorecida seja através de be+ o
st
o, as
7
:30 he na Igreja são José
fícios diretos às Instituições - pelo Arcebispo Dom Vctrlo Pavanel
· ou lo da Arquidiocese de -
através do repasse de recursos para de. Campo Gra~
que os próprios Municípios·executem -
sua política de Assistência Social.
iro
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'S,
·ri,
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