• TRIBUNA_DA_FRONTEIRA_ANOXXIV_Nº1730_08_06_1996

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" EL VISTIS NO: XIV N° ã7ão 08 DE JUNO DE 1.996 -EDITOR: iüLDo PEREiR -R$ 1,O0
Comandante Geral da Porteira Leilões
informa
PM visita o 3° Pelotão
,t
' ' • 1
Em frente ao prédio do 3º Pelotão PM. o Cmt. Geral da Policia Militar Prefeito Municipal Presidente
1
da.Câmara. Vereadores. Membros do ISECOM. Cmt. do Policiamento do Interior e outras autoridades e
nridados que prestigiaram a visita 9,
Na última terça-feira, dia 04,
o Comandante Geral da Policia
Militar do Estado, Cel. Francisco
Libório da Silveira, acompanhado do
Comandante do Policiamento do
Interior-CP! • Cel. Roberto Pinheiro
de Lima, esteve em Bela Vista para
uma visita ao 3° Pelotão de Polícia
Militar e ao Destacamento PM
Florestal local.
O Oficial e seus
acompanhantes foram recebidos
pelo Cmt. do 3' Pelotão PM, 1 º Ten.
Alirio Villasanti Romero, pelo Prefeito
Abraão Zacarias, Presidente da
Câmara, Vereadora Orlanda Freitas
dos Santos, Vereadores, Membros
do ISECOM local, Comandante do
Destacamento PM Florestal,
Sargento Sovernigo, Delegado de
Polícia Civil, Jair Bispo Evangelista,
entre outros.
Página - 06
Dia 10/06 - 104" Leilão Santa Rita - Bela Vista
Tatersal Santa Rita da Porteira - 20 Horn,
Dia 13/06 - 91" CARACORTE - Caracol
Tatersal do Sindicato Rural - 20 Horas
Dia 15/06 - 28" LEILOAJ - Antonio João
Clube do Laço de Antonio João - 19 Horas
Dia 17/06- 119" APACORTE - Béla Vista
Tatersal do Sindicato Rural - 20 Horas
Este Leilão é para colaborar com a realização
da EXPOBEL/96
4
Porteira Leilões Rurais, trabalhando para o
progresso de Bela Vista e realizando bons
negócios para os produtores rurais.
RAHA
1
DIDATO A VEREADOR
li
O Empresário Luiz Carlos
Rahal é candidato à Vereador, isto,
segundo suas palavras "se os
companheiros do PMDB
homologarem o meu nome na
Convenção do Partido". Pela
11
lógica já está confirmado.
Não resta a menor dúvida que
Isto ocorrerá, Bela Vista necessita
de homens com vontade firme,
caráter e determinação, essas
qualidades Rahal demonstrou
durante todos esses anos, para
muitos é um exemplo de trabalho
e idealismo.
. Dono de um curriculum
Invejável, Rahal adotou Bela Vista
no coração, aqui trabalha e cria os
seus filhos, ao lado da esposa
Maruce, nunca esmoreceu, apesar
dos percalços, das armadilhas dos
planos e da_ intolerância dos
homens que não souberam
enxergar a luz que brilha nesse
moço humilde, mas determinado.
Participou de várias entidades
(Rotary, Grêmio, Belavistense,
Associação Comercial e Clubes
Esportivos). É o futuro Presidente
do Rotary, eleito por aclamação,
período de 97 /98.
Parabéns ao PMDB por
acolher em seus quadros LUIZ
CARLOS RAHAL, e parabéns ao
povo de Bela Vista, aos que
souberam compreender Luiz.
CONTA COM O APOIO DA
TRIBUNA.
Para isto estamos na luta, para
incentivar pessoas como RAHAL a
participarem do processo político.
Voltaremos ao assunto. (PP)
' 1
}
l
Arroyo quer desenvolvimento
aliado à Preservação Ecológica
Temos em nosso Estado, vários ecossistemas, com
características bem distintas, como o Pantanal, a região
dos Campos de Vacaria, o Cerrado do Bolsão, etc.
Cada ecossistema apresenta problemas peculiares e
devem ser vistos de forma individual, objetivando a sua
l preservação.
'SUPLEMENTO CULTURAL ]
,_ ~~
Creio que o grande 'problema com que todos nós nos
defrontamos, é a adequação do desenvolvimento com a
preservação, pois o exemplo que o mundo nos dá é péssimo,
eis que nos países ditos desenvolvidos, a devastação foi de
grandes proporções e, hoje, tiveram que tomar medidas para
reparar os maleficios. Página - 02

I rroyo
aliad
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qu r desenvolvimento·
Preservação Ecológica
Temo, m nono ftado, virlos eossstemas, com
caracter[stfcas bem dlstinta, como o Pantanal, a
relao dos Campos de Vacura, o Cerrado do Bolsio,
etc. Cada eco--fstema apesenta problemas peculia­
r, . e devem ter visto, de fora individual, ob.Jetl
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Crefo que o prande problema com que todos nós -
nos defrontamos, é a adequaçio do desenvolvimento
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I'.! 1.1<l<l!' t:nldoo , prlndpnJmcnl1• n11 regliio -
110rr", d,,a.m·i tou-s" tudo, obr lgando-os a replnntnnsn
as florestas. Da mesma fora em retoes da Ásin ,
<lULrus <ln Europa, etc.
[sílcs pnlncs, dltoo desenvolvidos, que usornru
nhusar,1m do llnrnll, f,,:cm c,1rís1:drnnr. campanhas
8 DE JUNHO DE 1996 -
• ~ -~
-~ ~ ~ ~ -r ........... ...,___._,_,.,~ --.;.,·
FISIOTERAPEUTA· CREFITO 13081-F ~-
apregoando a preservaçao, nas não com o significa­
do que nós entendemos, mas como slnôuiuo <le imohi­
liumo e rPtY-OC<'S!lO. f'rctt•ndt'r que qu:.ilq•wr ntivida
de prcF .. crvncionJra:.1 seja enc:nr.1dü comn o "não fa:
r.Pr", somente atende a interesses Inconfessivefs -
de quem nos quer manter na trJutc coJdiçao de ter-
ceiro mundo, •
Dcr,t:1 fonnn, o desafio com que nos defrontamos,
é conjugar de [onna h.1rmônicn o descnvolvinento e
o progresso, cor medidas efetivas de preservação ,
sem contudo pern.inecen,10,; .Inertes, dc• iY.ando a na tu
reza cumprir seu pnpel. t. perfeitome:nte possível :
com o uso de técnicas adequadas, promover o desen­
volvimento alindo~ prcservaçio ecol~gica.
A conservocio do solo, a uL.lllznçào de ticnicns
agrícolas rnodcrnns, a Jnntnlnçiio de indÚ'itr!ns com
absoluto controle, a pecuária racional siio atlvidn
dcs perfeitamenlc cm sintonia com a preservação :
dos recursos naturais. O plnnejamento urbano ade-
• qundo, J>drccrto permitirá que a natureza não seja agredlda.
I#e tf a
ff##e3±8±210.8 %
DR. HÉLIO RUIZ E DR. HÉLIO TADEU RUIZ
1
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1
Leilão de lmóve ·s Barr erindus
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15
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1it (067) 439-1410 - FAX (067) 439-1544
; BELA VISTA. MS __..,
) 1

+JORNAL TRIBUNA DA FRONTEIRA- B ISEMANARIO G8 DE JUNHO DE 19 96=
LIVRO MOSTRA TRILHAS DE
"GRANDE SERTÃO: VEREDAS"
No livro "Nas Trilhas do Rosa"( I 08 páginas, R$ 26, 00), recém-lançado pela Editora Scritta, o Jornalista pau listá Fernando Gran to re ela importantes
detalhes da principal obra ele Guimarães Rosa - "Grande Sertão - Vereadas", qve este ano está completando 40 anos ele publicação. Granato e o fotógrafo Walter
Firmo percorreram as trilhas do romance pelo sertão de Minas Gerais mais de quatro décadas depois da viagem do escritor. Eles encontrar.n vários personagens
- alguns idosos, mas ainda lúcidos - e algumasfa;:endas, bem preservadas, visitadas pelo romancista
Por Hugo Almeida - Agência Estado
Durante dez dias, cm maio de 1952,
Guimarães Rosa (1908-1967) acompanhou a
cavalo um grupo de vaqueiros e seiscentas reses,
num percurso de 240 quilômetros. Médico e
diplomata, Rosa tinha na época um livro
publicado "Sagarana", de 1946.
MUNDO POÉTICO - Já no primeiro dos 14
capítulos de "Nas Trilhas do Rosa", o leitor entra
eno mundopoético de Guimarães Rosa. Manuelzão,
de 91anos, o mais famoso vaqueiro - personagem,
recebe o repórter e o fotógrafo num dia de má
notícia para ele, mas não deixa de conversar com
os dois. É um início inesperado. No quarto
capítulo, a surpresa é Bondóia, o poeta do grupo
de boiadeiros. Em "Ave, Palavras" (1970), Rosa
transcreve versos inteiros dele. E o último capítulo
de "Nas Trilhas ... " parece filme. •
Para fazer a viagem e o livro, Fernando
Grana to usou como guia as cadernetas do escritor
- hoje no acervo do Instituto de Estudos
Brasileiros, da Universidade de São Paulo,
Grana to ouviu de vários personagens relatos fiéis
às anotações de Rosa, além de apontar na obra do
escritor mineiro trechos quase idênticos aos das
cadernetas.
O leitor acompanha, no livro de Granato e
Firmo, o nascimento de "Grande Sertão:
Veredas".
PASSAGENS CURIOSAS - Há passagens
'curiosas, como as lembranças de um casal que
hospedou Rosa. "Ele jantou aqui nesta mesa,
conversou muito e, depois, subiu a escada,com um
copo d'água e a lamparina na mão", disse dona
Antonieta, mulher de Juvenal Correia. "Foi para
este quarto, deixou a lamparina aqui nesta mesa,
deitou nesta cama".
Francisco Guimarães Moreira Filho, primo
de Rosa, tinha 14 anos quando o escritor ajudou
a conduzir o gado de seu pai." Andávamos de jipe
por essas paragens e o Guimarães dizia brincando
que era o melhor lugar do mundo, não fossem
tantas porteiras para abrir", afirma.
Com belas fotos e bem escrito, "Nas
Trilhas ... "vai encher os olhos até de quem ainda
não leu nada do autor de "Primeiras
Estórias"(1962). Trabalho simples e competente,
é uma ótima reportagem literária, de leitura leve
e cativante, como uma boa novela.
BlNDÓIA, O VAQUEIRO-POETA
(trecho de "Nas Trilhas do Rosa")
Em Andrequicé, seguimos para a casa onde
mora outro vaqueiro da expedição de Guimarães
Rosa de nome Raimundo Ferreira do Nascimento,
$ a
conhecido como Bindóia. Vamos sem Manuelzão.
Resiste até boje uma certa. rixa entre os
participantes daquela viagem.
Há queixa que só Manuelzão teria ficado
famoso. Bindóia conta que Manuelzão inventava
histórias. Dizia que para aparecer na televisão ou
em jornal era preciso pagar. Além disso, declarava
que, naquela expedição do João Rosa, so ele,
Manuelzão, seria inteligente. O resto, tudo matuto.
Bindóia mora num rancho logo em frente do
local onde houve o segundo pernoite na expedição
de Guimarães Rosa, na casa que foi de um certo
Geraldo Tancredo. Em 1952 eles levaram sete
horas de viagem da Tolda até Andrequicé.
Chegamos depois de meia hora de viagem de
carro, por uma estrada empoeirada.
Bindóia nos recebe com chapéu na mão.
Dirige-se até o alpendre, onde sentamos para mais
um café, fraco, com muito açúcar, à moda
sertaneja. O velho vaqueiro, que ia na cabeceira
da boiada, e provocou caJ riosidade cm Guimarães
Rosa por andar descalço com uma espora
amarrada no calcanhar, conta que era o poeta do
grupo, responsável pelas modinhas cantadas.
Divertia a todos e topava tudo. Menos comer o
toucinho do feijão, porque desde aquela época já
tinha estômago fraco.
"O doutor João Rosa anotava tudo que cu
falava e dizia que só com meus versos dava para
escrever uns dois livros", conta Bindóia.
Pedimos para relerbrar algum verso e ele
dispara: "Meu cavalo é minhas pernas,/ e meu
arreio é meu assento./ Meu capote é minha cama/
e meu dinheiro é meu sustento".
Esses versos encontram-se num livro póstumo
de Guimarães Rosa, "Ave, Palavra", com apenas
uma palavra trocada. Rosa trocou "dinheiro" por
"perigo". Bindóia desconhece esse fato. Fica ainda
mais eufórico quando conto (Trecho de 'Nas
Trilhas ..."- Pág. 38/40 - de Fernando Granato).
OUTROS LANÇAMENTOS
CURAS ANGELICAIS- Livro com
depoimentos de pessoas que garantem terem sido
tocadas pela "presença angelical" cm situações
drmaáticas. A própria autora, Eileen Elias
Freeman, conta que, há alguns anos, ao ser
internada para submeter-se a uma cirurgia, sofreu
forte reação alergica a um antibiótico. Ela diz
ainda que, depois de rezar a Deus, foi "visitada
por um anjo"e, uma hora mais tarde, começou a
melhorar. Lançamento da Record/Nova Era,
tradução de Ricardo Aníbal Roscnbusch, 240
páginas, RS 15,90.
A SABEDORIA NO TRABALHO / Livro
destinado a ajudar o leitor a enfrentar os desafios
no seu trabalho diário, por meio de uma técnica
simples de utilização de moedas, semelhante à
usada no 1 Ching. São 200 pequenos textos com
orientações sobre como tirar o melhor proveito
possível de determinadas situações. Autora:
Patrícia Wisdom. Tradução de Ann Mary
Fighiera Perpétuo. 126 páginas, RS 9,90. Record/
Nova Era. •
Acaso Sou o Guarda
de meu Irmão?
John Edgar Wideman (o próprio autor) e seu
irmão mais novo, Robby, foram criados pelos
mesmos pais, no mesmo ambiente, o gueto negro de
Homewood, em Pittsburgh, Pennsylvania. Mas hoje,
John é um professor universitário e consagrado
novelista; Robby está na prisão, cumprindo prisão
perpétua por assassinato.
Em Acaso sou o guarda de meu irmão?, John
procura uma resposta. "Por que Robby está rás
das grades, por que cu estou aqui?". Duas vozes são
escutadas ao longo do livro: a de John, moderada,
analítica, sensata e profundamente angustiada; e a
de Robby, contestadora, corajosa, mas doentia às
vezes. Juntas, estas vozes criam uma obra que é vital
no seu comprometimento e profundamente
chocante.
John Edgar Widcman é um dos mais
importantes novelistas dos Estados Unidos. Ganhou
o prêmio PEN/ Faulkner em 1984 com a Trilogia
Homewood: Damballah, Hiding Place e Sent For
You Yesterday. Foi professor de inglês na
• t»
Universidade de Wyoming e agora leciona na
Universidade de Massachusetts, em Amherst.
Acaso sou o guarda de meu irmão? John Edgar
Wideman. Tradução de Cid Knippel Moreira.
Romance. 318 páginas. Preço: RS 21,00
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b
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a- '' iumeros Anteriores: RS 3,00 cada

111- - TERROR NO
Debandaram com os carrões. Apenas um fi
ou. Bernardo, 18 anos, filho do proprietã
rio da empresa de ônibus que fazia a linha
'arandazal-Rio das Almas e para a capital.
Ingressara na turma apesar dos protes -
tos do pai, homem ligado à Igreja, inte
irante da Pastoral da Família, rico, justo
-! cJ,i grande conceito. Respeitado na comnuni
dado o Osório Rocha.
- O coroa está completamente fora de
intonia, careta, isso tudo faz parte de
ser jovem, não fazemos mal à ninguém! Ber
nardo p nava em voz alta, atraindo para
si a atenção do que passavam.
Lembrava-se dos comentários do pai, an
L or ; de sair:
- Meu [ilho, abandone a companhia claque
los jovens da Marambaia, são viciados, o
vício leva à degradação do corpo e do espi
rito. O corpo é o templo divino e guardião
do espírito, só com a harmonia poderemos -
encontrar a felicidade. Cuidado, falo para
o teu bem.
Aquelas palavras soavam como grego.
- Não tem nada não, pai, só nos diverti
mos, o povo fala demais, nosso negócio e
só curtição. PS, o senhor não vi, estou a­
té trabalhando! E estudando!
O pai se retirava, resmungando - se is
so é trabalhar! Ir na empresa, duas horas
por dia, conversar fiado com as funcionári
as e motoristas, esse menino não tem jei =
to. Até trancara a matrícula na Faculdade.
A mãe era a culpada, sempre tolt~ante, per
doando, protegendo. -
Mas as palavras do pai não cairam nova
zio, o rapaz se questionava, algo de novo
se processava em sua mente, certo ou erra­
do? Normal ou anormal?
Na volta para casa pensava na experii~
eia de Marcus.
- Se não quiser entrar não entro. E pron
to. Ninguém vai me obrigar.
Respondia ele mesmo às perguntas de seu
inconsciente.
Fumara uns baseados, algumas vezes, em
companhia de Nininha, mas nunca experimen­
tara drogas pesadas.

Antes das 10 horas todos estavam na por
ta da Marambaia, carros e motos, Bernardo­
entre eles, no seu carro Nininha e Pat. Ni
ninha puxava fumo, cheirava pó, topava­
qualquer parada. Pat não, nunca havia par­
ticipado de uma festa de embalo, mas a ami
ga a induzira ao uso da maconha. O povo
comentava.
Quem diria! A filha da proprietária da
melhor escola da cidade viciada em drogas!
Mas não era viciada, fumava o baseado nas
noites de baile e discotecas. Defendia, a­
te na escola, a liberação da maconha. Um
desastre, a mãe queria morrer. Depois que
o Deputado Rosenildo importara algumas se­
mentes de maconha para fins medicinais e
industriais, o debate a respeito da libera
çao aumentara. Ganhara força.
Linda, de uma beleza angelical, olhos
verdes, corpo escultural, cabelos castanhos,
falava baixo, voz rouca, diferente e vir -
gero. Por convicção.
Isso deixava a·rapaziada louca, cobiça­
díssima. E surgiam as piadas.
A todos respondia com sorriso e ocomen
tário: • .
- Não estou pronta, ainda. Quando tran­
sar será por amor, sou contra modismos. Mas
acompanhava a turma por modismo. Mesmice'. O
querer ser igual.
- Direção à loucura, à curtição total,
varnqs nessa pessoal. Gritou Marcus.
Foram para o Bosque, a uns 40 km da ci­
dade, reserva florestal, com muitas árvo -
res, jardins e o riacho que corria mansa -
mente, poético, em direção ao rio das Al
mas. A comunidade zelava pelo meio ambien­
te, a consciincia·ecológica era· um fato. Um
exemplo. Se Carandazal era a cidade dos ri
c9s, Rio das Almas considerada periferia ,
ali a maioria dos moradores eram funcioná­
rios das usinas, das lavouras e canaviais.
Viviam com relativo conforto. Era dali que
saiam as gangs, os jovens marginais que a-
terrorizavam a região. .
O Bosque, à noite, tinha aparência fan­
tasmag@rica, sons de animais, sapos, gri
los, _pios de coruja,. ruídos estranhos (sa
be la Deus de que!) quebravam o silêncio­
Por alguns instantes ele voltava, o silên­
cio, a natureza permanecia muda como se es
tivesse à espera de algo que a razão no
explica e a lógica confunde. Fica a sensa­
çao de algo anormal.
Para um sensitivo o mal estava à esprei
ta. Comentava-se na região que era no Bos­
que que.os Malditos se encontravam para su
-:: reun.1.oes, a fantasia· falava mais alto e
diziam que nessas sessões invocavam as for
ças do mal. Faziam até sacrifícios humanos:-
Pouca gente tinha coragem de·frequintar
o Bosque à noite, era temerário e atraía
manifestações sobrenaturais, dizia o "Ve -
lho". E soe o loca 1 do cncon tro da turma da
Marambaia para a "experiência".
Ingênuos, irresponsabilidade dos jovens,
sozinhos temiam até o quintal ele suas casas,
em grupos e dopados, enfrentavam a tudo e
a todos, numa demonstração de falsa cora -
gem, eles que não tinham coragem nem para
viver uma vida normal. Viviam de momentos,
de sonhos, (ou pesadelos?) provocados pe
las drogas.
Acomodaram-se todos ao redor de seus
carros, agrupados, numa clareira circunda­
da por pés de flamboians, bancos, churras­
queiras, era um dos locais preferidos para
piquiniqucs com a família, de dia.
Marcus tirou do porta luvas, um pacoto
uns 2 kilos, - é para hoje, amanhã e duran
te a semana, não vamos exagerar - falava
rindo, olhos esbugalhados. Colocou em cima
de um banco e iniciou o processo alquímico,
explicando sem que ninguém entendesse, nem
queriam entender, da mistura surgiu uma
pasta, grossa, mal cheirosa, depois passou
na língua e tomou junto - com um gole de
conhaque, segundo ele podia se utilizar CE
nhaque, uisky, pinga, menos a cerveja.
Vários jovens fizeram uso da pasta, dei
tavam-se nos bancos, nos capSs, outros no
chão. A "bomba", como dizia Marcus, caneça
va a surtir- efeitos. Risos, gritinhos, uns
desmaiaram, outros sairam andando pela ma­
ta, conversando sozinhos.
- Como é, Bernardo, vamos nessa? Deixe
de caretice.
- O meu negócio é outro, tudo bem, fico
na minha. Respondia à voz pastosa que se
ouvia no escuro.
Suavemente Pat se aproximou, com um pou
co da "Bomba" nas mãos e um litto de wisky.
- Experimente, eu já experimentei, é le
gal, a Nininha está prá lá de Bagdá, ficou
com o Tuinha, foi pro mato.
A garota passou-lhe a pasto dando-lhe um
beijo, suavemente, no rosto.
- Tudo bem, vou nessa com voei.
Era alucinado pela menina.
O efeito da "bomba" deixou-os alheios
a tudo, sussurros, amassos, risos, choros,
os sons se confundiam, uns cantavam, algu­
mas das meninas tiraram as roupas, ficando
só de calcinhas. Os jovens acompanhavam
Não perceberam quando, saindo do nada, vin
dos dos fundos do Bosque, silenciosamente,
vários rapazes apareceram na clareira. To
dos integrantes de uma gang de Rio das AI­
mas, roubavam e estupravam, se escondiam
na região, lá prás bandas da estrada velha
para a capital. A Polícia os; caçava à meses.
- Festa da pesada pP.ssoal, tamos nessa,
fumo, mé e muita mina, queremos participar
também.
A voz fanhosa do negro Ticão soava como
as trombetas do Apocalipse.
Alguns dos rapazes correram para o ma-
to, gritando, outros conseguiram entrar
nos carros, nas motos, saindo a mil por ho
ra. Era uma loucura. As meninas, puro ter=
ror, berravam desesperadas. Os rapazes que
ficaram tentaram. dialogar, conversar com
os marginais. Ofereciam as meninas, a "bom
ba". Covardes. Doados. -
- Prá que dividir, se podemos ficar com
tudo. Negócio seguinte: os frangotes se
mandam, rápido, deixem as meninas e o fu -
mo, ou seja lá o diabo que for. Falava Ti­
cão, ameaçador, 3 na mão direita enquanto
a esquerda distriouia tapas.
Bernardo, ainda lúcido, tentou intervir,
reagiu, cairam de pau em cima dele, deixa­
ram-no desmaiado.
Não tiveram piedade, apesar dos pedidos
das meninas, foram para cima de duas delas
que estavam nuas. Dopadas, choravam baixi­
nho, gemiam, passavam de mão em mão. OUtras
paralisadas, pelo terror.
Ouviram-se tiros na noite. Gritos e ge­
midos. Risos. Gargalhadas.
Passaram-se mais de uma hora.
Um dos jovens, que conseguiu fugir, ao
chegar na cidade avisou a Polícia e os fa­
miliares. O Delegado demorou a atender, co
mo sempre, o Dr. Roberto de Souza estava
às voltas com o seu jogo preferido, o truco.
Recl·amando, abandonou a mesa de jogo e
saiu com dois investigadores e quatro Poli
ciais Militares, em duas viaturas, demora=
ram uns 30 minutos, a gang não estava mais
no local. E o pior, levaram com eles três
meninas, Nininha, Pat e a filha do Verea -
dor Zaqueu, Lúcia.
Dois dos rapazes, Marcus e Fefeu, feri­
dos, com tiros nas pernas e nos ombros; Ber
nardo, todo quebrado, encostado em uma r
vore chorava igual.à criança.
Várias meninas cobriam os rostos de ver
gonha, outras riam e choravam ao mesmo tem
po, ainda sob os efeitos da "bomba". Eiii
BOSQUE
seguida chegaram os pais e a ambulância, to
dos foram para o Hospital geral, onde os
médicos foram proibidos de darem quaisquer
informações. Era para manter sigilo.
Noite de dor, escândalos, loucura e ter
ror. A primeira providência do poderoso Dr.
Nereu foi a de calar a imprensa, o jornal
da cidade - não publique nada, vamos aguar
dar. Falava com autoridade, afinal sua fi­
lha, Crls, estava entre os jovens.
Chorava muito, o pai mais preocupadc
com a imagem do que com a filha, afinal e­
ra o candidato à Prefeito Municipal.
As mães de Nininha e Pat, desesperadas,
pediam providências, ameaçayám, xingavam o
Delegado, como se ele fosse o culpado. Ti­
veram que aplicar calmantes nas duas.
A Policia de Carandazal e das cidades
vizinhas procuravam os marginais, até
peões das fazendas e braçais dan Usinas
sairam à caça das feras. Fizeram cerco nas
estradas, eles haviam fugido em dois car -
ros, pertencentes as vítimas, mas nada de
encontrá-los.
A cidade ficou em polvorosa.
Dois dias depois as jovens foram encon­
tradas.
EDITAL
Pelo prcsentr Edital, nos termos cstabrlrc!
dos pcla Lcg!clacão El!toral v!gnt, ficam
convocados os Senhores Membros do Diretório Mu
nicipal do Partido da Social Democracia BrasI­
leira (PSDB), os Vereadores filiados ao Parti­
do no Município, para o Convenção Municipal do
Partidoda Social Democracia Brasileira, a rca-
li1zar-se no próximo dia 16 (Dezesseis) de ju
nho de 1.996, com início às 8:00 horas e ténni
no às 17:00 horas, tendo como local as depen -
dêncfas da Ciirnara Municipal de Jardim, sito o
Av. Duque de Caxias N2 208, nesta cidade de
Jardim, com a seguinte
ORDEM DO DIA:
a) Apreciação e votação de proposta de coli
gaçao para as Eleições Majoritárias e Proporei
onnis de OJ de outubro d 1.996; -
b) Escolha dos Candidatos do Partido para -
as Eleições Majoritárias e Proporcionais, de
03 de outubro de 1.996.
Jardim-MS., 05 de Junho de 1.996
Ver. Renato Ferraz
Presidente do Diretório Municipal do PSDB
EDITAL DE
CONVOCAÇÃO
O Partido d: Social Democracia Brasileira -
PSD3, d Guia Lopes da Lagunn-ns, de confornid_::
de com os Artigos 19, 32 Inciso I Letra B, c
95, do Estatuto do Partido, convoca os Membros do
D ire tório Municipal parn deliberar a seguinte -
pata: - Escolha de candidato a Prefeito e vi
cc-prefeito; - Escolha de candidatos a Ver0ado­
res; - Decidir sobre alianças e coligações coo
outros partidos políticos.
Convencao Municipal a ser realizada no dia -
23 de Junho, no horário dos 08:00 às 17:00 ho
ras, no Plenário da Câmara Municipal - Guia Lo
pcs da Laguna.
GERALDO PESSANHA CARVALHO
Presidente do Diretório Municipal
do Partido da Social Democracia Brasi­
leira - PSDB - Guia Lopes da Laguna.
EDITAL
O Presidente do Diretório Municipal do Par­
ido Trabalhista Brasileiro, PTB, ae Ira± ,
Estado de Mato Grosso do Sul, na formo da Lei
vigente, e de acordo como Estatuto Par!dá -
rio, CONVOCA os convencionais habilitados para
o Convencao Municipal, à realizar-se no dia 16
(Dezesseis) de Junho do corrente - 900
hora d, ,- ano, as
as, nas pendências do Prédio da CARA MU
N I C I P AL DE J ARD I M - S, st A " " -
xias, nesta cidade' ":o a v. Duque de Ca-
- -- de Jardim, que se prolonga-
[,,j$?"; 17o eras, +s icinscroe6is is.
assuntos
A - Escolhn_dc Candidatos::,. Vereadores·
,,,"ovacis as co1teascGss co ss±os'sr-
C - Outros assuntos de int
os. cresse Po.rtid5ri-
Jn.rdi.ro-MS. • 05 de Junho de 1.996
EDMILSON BRUM ESCOBAR
PRESIDENTE DO DIRETÓRIO MUNICIPAL DO PTB

·ORNAL TRIBUNA DA FRONTEIRA-= BISEMANARIO 8 DE JUNHO DE 1996
Bella ista Norte
Telma Medeiros Loureiro
En este dia entrevistamos ai renomado médico
Cirujano Dr. Milciades R. Schupp Medina
pr. Schupp nos cuenta un poco de su estória:
R. Yo estoy viniendo de Ciudad de Leste, dond fui
médico y egresado de la Faculdad de Medicina de la
Universidad Nacional de Asunción, donde estuve hasta
el ano de 1975 haciondo cirujia en la Faculdad de
Medicina y después me fui a Ciudad de Leste, en Alto
Paraná, donde trabajé por espacio de veinte ano.
Porque veniste para Bella Vista Norte?
R Y por diversos motivos, verdad? Me llegaron a
conbencer que tenia que sair dei Alto Paraná y buscar
otro lugar más tranquilo, un lugar carente de médico,
un lugar que oy conozco, donde residen mis familiares.
Muy cerca de aqui ostan mis padres y entonces volvi
acá ahora, así como me fui ai Alto Paraná, cuando
habia muy pocos médicos y hoyu estoy llegando en
Bella Vista con idea de quedarme a trabajar acá.
Cuando !legaste en Bella Vista Norte como
encontraste el sistema do Salud Pública?
A• Bueno, la salud de una comunidad, sabemos bien,
que está administrado envárias formas y está a cargo
dei Ministério de Salud Publica y Bien Estar Social acá
nel Paraguay y después están los colegas médicos que
se han dedicado a la medicina privada. La situación de
Bella Vista Norte és un poco diferente; tenemos un
Centro de Salud que tiene un médico que está viniendo
de Bela Vista, Brazil a trabajar acá en el Centro de
Salud y dcspués a no hay nada. En la mayor parte del
dia Bella Vista no tiene ni un solo médico ni en la
medicina privada. Estan yendo todos ai Brasil los
pacientes dei Paraguay. Y a la vez, una gran ayuda
que hacen los colegas brasileiios por nuestros
1
conciudadanos, puesto que aqui no hay infraestrutura
ni colegas quelos pueden atender.
Y el Gobierno del Paraguay, que lo que pretende
hacer con esta situación?
A· Bueno, yo no sé la idea. No puedo juzgar que idea
tiene el Gobierno. La administración de la salud acá
depende de la región Sanitaria de Amambay. En Pedro
• Juan Caballero esta la región Sanitária y de ahi se
administran los otros Centros de Salud. Y este Centro
de Salud realmente esta con esse problema. Parece
ser que no hay colega que quicre quedar acá. Pasaron
rnuchos colegas por el Centro de Salud y hoy dia este
en essa crise. Y no sabemos hasta cuando ... realmente,
el Centro necesita una asistencia pennanente con una
mlnima infraestrutura para-atender los casos graves,
y los oiros, que acá no se puede atender, hay que
transladarias a oiros lugares, ya sea al Brazil o el mismo
Paraguay • Pedro Juan tiene muy buena infraestrutura.
Solo que esta alejado com 76 km de caminho muy dillcil
de recorrer con un enfermo. Pero, en este aspecto y0
vuelvo a repetir que el hospital dei Brazil esta realizando
un trabajo rnuy importante para con los paraguayos.
lue lo que usted espera de Bella Vista Norte?
R - Por lo que se esta vendo, Bella Vista és una ciudad
que está comenzando a progrezar de forma rápida en
estes últimos tiempos y yo espero una especativa de
que esto siga cresciendo en todo sentido, en el aspecto
comercial, de la salud ... Que nuestras autoridades
pongan, quizá, mas atención y doten de menor
infraestrutura también para que el médico puede venir
a trabajar. Por que algun medico que quiera venir y
viene a ver una enfraestrutura muy precária también
ve la posibilidad de venir a begetar y de quedarse muy
atrasado con los aspectos de los avances médicos, no
puede realizar sus trabajos. De manera que todas estas
cosas son espectativas y quiá ya la ciudad evolucione.
A medida que la ciudad evolucione la sociedad se vuelva
fuerte eso también és una presión para que la autoridad
dote de comodida a todas las instituciones públicas.
Gracias a Dias, las otras instituciones están bastante
bien. Hay servicio de água potable, através de
CORPOSANA, la ANDE funciona bien, la ANTELCD
también y realmente, hay que reconocer, el servicio de
Salud es el que está más atrasado de todos.
Las últimas palabras para el pueblo de Bella
Vista ...
R- Y para el pueblo de Bella Vista heterogeneo,
paraguayos y brasile Nos que viven acá, creo que hay
que alertarles a una convivencia pacífica mancomunada
de paraguayos y brasileNo, trabajando muy bien, fonna
muy tranquila. Ojalá que esta siga asi! Y que se
progrese junto como toda la frontera.
Baile Show
Ayer se realizó la
fiesta esperada por todo
los bellavistenos el Baile­
Show con el Conjunto
Musical Grupo Show
Madrigal y el Pato Record
Show.
Esta fiesta hace parte
de la gira que rcalizan por
todo el Norte dei País.
Ellos estan conquistando
cada vez más un gran
número de públicos.
La orquestra esta
integrada por cinco
jovenes que se le
consectuam la número
uno dei país en la musica
tropical.
Hoy e! conjunto
estarán transladandose
para Pedro Juan Caballero
- y así culminam su gira.
WASMOSYEN
BELLA VISTA
EI Presidente de 'a República,
ingeniero Juan Carros Wasmosy,
estuvo de visita sorpresiva ai
sábado, 1°, en Bel la Vista Norte
acompanado de los empresarios,
ingenieros y arquitectos de una
importante cadena mundial de
hoteleras, responsables por el
investimiento dei Hotel Casino, cinco
estrella, en nuestra ciudad.
Quizá, este proyecto sea el início
de tantos otros que vengan a traer
el desarrollo para la región dei norte
dei Paraguay.
MEDIO AMBIENTE
Se festejó em miércules, 5, el dia del media ambiente,
nel Paraguay.
La sociedad cada vez más exije aciones de los
programas de protección del media ambiente, para
mejorar la calidad de vida.
Atualmente, aún que sea poco, los ciudadanos
paraguayos buscam la conciencia de la preservación de
los recursos naturales del media ambiente.
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JORNAL. TRIBUNA DA FRONTEIRA- BI-SEMANARIO 8D E JUNHO DE 1.99%
Corilándilllte Geral· da· PM visita o 3° Pelotão
}a última tera feira, dla 04, o Comandante Ge­
ral da Polfcfa MIlltar do Estado, Cel.Francisco LI
bár fo da S1lveIra, acompanhado do Comandante do Po
lIclamento do Interior - CPI - Cel.Roberto Pinhel­
ro de Lima, esteve em Bela Vista para uma visita -
ao 32 Pelotão de Polfcla MIlitar e ao Destacamen­
to l'H l'loreutnl locnl. O oficial e seus acompanhan
tes foram recebldos pelo Comandante do 32 Pelotão
P', I9 Tenente AlIrlo VIllasantI Romero, pelo Pre­
feito MunlcIpal Abraão Zacarias, Presidente da Ca­
mara Municipal, Orlanda Freitas dos antos, Verea­
dores, membros do ISECOM local, Comandante do Des
tacamento PM Florestal, Sargento Sovernigo, Deleg;
do de Policio Civil Jair Bispo Evangelista, entr;
outros.
O Ccl.LlbÓrio passou em revista ao efetivo lota
do no 39 Pelotão PM, fez vários esclarecimentos
aos policinl1, sobre a atual situaçiio da Polícia Mi
litar como um todo, conversou com os membros do -
TSF.COM local e com o Prefeito Municipni Abraão Za­
carias, em seguida, acompanhado de todos os presen
tcs, visitou o imponente prédio do 3Q Pelotão PM:
que está passando por reformas, graças a um convê­
nio firmado entre a Prefeitura Mun:lcipal e o Gover
no do Estado. Posteriormente o Comandante Geral dâ
PM reuniu-se com o Prefeito Abraão Zacarias no Pa­
ço Municipal e também visitou o Comandante do 10g
RC Me, Tenente Coronel Paulo !la Silva Magalhiies ,
na sde do Regimento.
Entrevista à Imprensa
Na visita ao 3g Pelotão de Polícia Militar, o
Comandante Geral da PM concedeu uma entrevista aos
órgãos de imprensa da nossa cidade e da vizinha
Bella Vista Paraguai, abordando diversos assuntos
relacionados à atuação da corporação em nossa regi
ão, que lhe foram colocados pelos repórteres.
Inicialmente o Gel.Francisco Libório da Silvei­
ra teceu comentários sobre a atuação da Polícia Mi
litar em Bela Vista, disse que tem acompanhado ó
trabalho do Comandante Villasanti e dos seus coman
dados través de informações do Comando de Policia
mento do Interior, de autoridades locais e membros
do ISECOM que vão à capital, "elas são as melho­
res possíveis, apesar de todas as dificuldades en~
frentadas, numa demonstração que a propalada cri
se niio tem sido obstáculo para o bom desempenho
dos serviços pela corporação aqui em Bela Vista" ,
afirmou o Comandante Geral, que também disse-se sa
tisfeito com a postura e apresentação da tropa qu;
integra o 3Q Pelotiio PM.
n
RECIJRSOS HUMANOS
Indagado a respeito da possibilidade de se au-
mentar o efetivo do Destacamento PM Florestal de -
Bela Vista, que hoje dispõe de apenas seis polici­
ais, o Cel.Libório disse que a preocupação maior
do seu comando no momento é exatamente com relação
ao pequeno efetivo que a Polícia tlilitar·possue ,
cerca de 4.000 homens para atender todo o Estado e
informou que recentemente o Governo dó Estado auto
rizou a realização de um concurso para o ingressÕ
de mais l. 000 homens na PM, que deverá ocorrer den
tro dos próximos meses. "Após a formação do pes­
soal, em janeiro ou fevereiro do ano que vêm, have
ra a possibilidade de se melhorar o efetivo tantó
da Polícia Florestal como do 3Q Pelotão PM, tendo
em vista que a formação e distribuição do pessoal
sera regional, estando prevista a formação de 50
policiais militares para serem lotados nessa área",
afirmou.
REATIVAÇÃO DA BARREIRA DO ESTRELINHA
Respondendo a pergunta sobre a possibilidade de
reativaçao da barreira policial do Estrelinha, na
rodovia Bela Vista/Antonio João, o Comandante Ge­
ral observou que alguns postos de policiamento fo­
ram desativados exatamente pela falta de um efeti
vo maior, ele salientou que a corporação vêm sofrer
do uma diminuiçao em seu quadro em função do baixÕ
soldo e atrasos no pagamento mas a intenção é real
'mente reativar esses postos, como a barreira do Es
trelinha, que exercem um trabalho importante por -
sua localização estratégica nessa região de fron
, teira.
patente que ocupa", ressaltou o Cel.LIbórfo.
VIATURA MAIOR E MICRO-COMPUTADOR
ConnJdernndo o terreno acidentado que caracter!
za a maioria das estradas da nossa cidade e re1ao,
foi perguntado ao Comandante Gera 1 da PM se não
existe a possibilidade de sor substituída a viatu­
ra Ipanema da Polícia Militar, que é pequena e r.uf
to baixa para o atendimento normal das ocorrências,
O oficial informou que essa possibtlidade está sen
do estudada e também depende de liberoçÜo de recur
sos pelo Governo do Estado, reconhecendo a necessi
dade de veículos maiores para atender os munic!pi:
os do interior, onde as estradas cm sua maioria
são acidentadas e não asfaltadas.
Outra colocação feita ao Gel.Francisco Libório
da Silveira, foi com relação a possibilidade de
·ser viabilizado um Micro-Computador para uma maior
agilizaçio dos trabalhos do 3Q Pelotão PM, como
por exemplo o cadastramento dos meliantes de toda
a nossa regiio que vêm sendo idealizado pelo Coman
dante do 3g Pelotão PM. Ele informou que inicial:
mente estio sendo informatizados os Batalhões e as
Companhias Independentes da PM, que já estão em -
vias de receber os equipamentos, "posteriormente ,
numa segunda etapa, serão atendidos os PelotÕes,co
mo e o caso de Bela Vista", afirmou. 7
REFORMA DO PRÉDIO DO 39 PELOTÃO PH
Sobre a pos'Sibilidade do Comando Geral da PM -
ajudar na reforma do prédio do 3Q Pelotão PM em
nossa cidade, que está sendo executada em parceria
entre a Prefeitura Municipal e o Governo do Estado,
o Comandante Libório acenou positivamente, disse -
que estava levando em mãos uma relação dos materi­
ais que estiio faltando, como portas, janelas, mate
riais hidráulicos e elétricos, elaborada pelo Tenen
te Villasanti e o Engenheiro responsável, garantiu
do que vai desenvolver todos os esforços para que
eles sejam viabilizados o mais breve posE-Ível, "des
sa forma estaremos também dando a nossa parcela d;
colaboração para a recuperarão desse verdadeiro pa
trimônio história de Bela ·Vista, que é esse impo­
nente prédio que abriga o 39 Pelotão, cuja constru
cão, segundo fui informado, data de 1913" enfati:
zou o Coronel.
ATUAÇÃO CONJUNTA COM A POLÍCIA DO PARAGUAI
MELHORA DA DIRIA DOS POLICIAIS
Outro problema que os Policiais Militares vi­
nham enfrentando ultimamente era o baixo valor das
dior as pagas aos PMs destacados nas barreiras ou
ª sei ,iço em outras localidades e até mesmo a fal­
ta d pagamento dessas diárias, a esse respeito o
Coman lante Geral informou que há poucos dias conse
guiu uma melhora considerável junto ao Governo a
Estado, segundo ele, a diária que antes era de ape
nas R$ 4,00 (quatro reais) para custeio do café -
almoço, janta e pouso, classificada por ele como -
um absurdo, agora foi equiparada às diários pagas
aos demais funcionários do Estado, ou seja, cerca
de R$ 24,00 (vinte e quatro reais) no interior e
pouco tMis •. de R$ 30,00 (trinta reais) no capital e·
algumas cidades maiores, tonto paro o soldado como
para o Comandante Geral, "afinal de contas entende
mos que diarin é uma ajuda de custo para suprir as
necessidades do cidadão a serviço, independente da
Outra pergunta feita ao Comandante Geral da PM
foi com relação a uma maior integração das poli
cias do Brasil e do Paraguai, considerando-se as
dificuldades hoje existentes para o combate a cri­
minalidade na fronteira, onde é comum os meliantes
praticarem cri.me de um lado e se esconderem no
País vizinho. O Cel.Libório lembrou que recentemen
te foi realizada uma reunião em Foz do Iguaçu (PR)
com a participação de diversas autoridades do Para
guai que, numa demonstração de boa vontade, fize­
rama entrega de uma série de veículos (80 no to­
tal) furtados no Brasil e levados para o Paraguai.
Informou que já foi iniciado através da Secretaria
de Segurança Pública do Estado um intercâmbio
maior com a Polícia do Paraguai, começando por Pon
ta Porã e Pedro Juan Caballero, mas que deverá se­
extender por toda a fronteira em breve, "com isso
tenho certeza que dentro de pouco tempo teremos as
Polícias do Brasil e do Paraguai completamente in­
tegradas, a exemplo do que ocorre na relação entre
os dois povos amigos e irmãos", destacou.
A RESPONSABILIDADE DA CLASSE POLÍTICA
Na entrevista concedida imprensa em Bela Vis­
ta, o Comandante Geral da PM também falou sobre a
responsabilidade dos políticos com relação à Segu­
rança Pública, afirmando que muitos criticam o era
balho da Polícia mas na prárica nadá fazem por ela.
Por a o comandante, a 'alta de preocupação da clas­
se política com rela,.ão a Segurança Pública pode -
ser definido como um problema de cultura nacional,
porque em todo o País, tanto nos grandes centros -
como nas pequenas cidades, o setor enfrenta sérias
dificuldades, exacamente pela falta de prioridade
de investimentos, principalmente no que diz respei
to ao elemento humano, enfatizando que o policial
hoje recebe um salário indigno, que não lhe ofere­
ce condições de viver decentemente e observou: " O
homem que não tem segurança para si mesmo e para -
sua familia, não tem condições de oferecer uma boa
segurança à população e esses fatores estão rela­
cionados diretamente a responsabilidade da classe
política em geral".
Ainda com relação ao assunto, o Comandante Ge­
ral da Polícia Militar frisou que tem muita· espe­
rança e confiança no Governo do Dr.Wilson Barbosa
Martins, "sabemos das dificuldades que o Governo -
do Estado enfrenta, decorrentes da situação dif{­
cil encontrada, mas esperamos que no decorrer dos
próximos meses a crise seja debelada e o Governo -
possa direcionar alguns investimentos para a Segu­
rança Publica, começando a amenizar as deficiên­
cias que hoje enfrentamos" ponderou o Cel. Libór_io.
O oficial também elogiou o integração que exis
te em Bela Vista entre as Polícias Civil e Militar
bem como a atuação do ISECO, "esse trabalho con­
junto· é muito importante porque dá uma sensação
maior de segurança à comunidade e serve de exemplo
para outros municípios". O Corone 1 também lIXlStrou-se
feliz e satisfelto pela presença do Prefeito Muni
c!pal Abraão Zacarias, da Presidente da Câmara tu­
nic!pal, Vereadores e membro do ISECOM , que
prestigiaram a sua vis!ta ao 3! Peloto P.
O Cmt.Geral d» PM Cel.LIbórío, ao ser recebido
pelo Cmt.do 3g Pelotao Tenente V11asantf
Cel. • .'rio fala aos Policiais Militares
Ao centro, o Comandante Geral da P, O Corandan
te do Policiamento do Interior e seus aco~panlnntes
l

w t±±
Cel.Lima Cel.Libóro,Pr,e:eito Abraão, Presi­
dente da Camara Orlanda, Presidente do ISECO Dio­
Cesareo Cmt.do3g Pelor, Ten.Vllasanti
U flagrante das autoridades e convidados
visita âs obras de f a-
re orado prédio ão 35 pi
tao P!
(Fotos e Reportagem: UbaldLno Rodrigues)

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JORNAL TRIBUNA DA FRONTEIRA BE-vrM? - + -
tllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllll~ O Ensino Rei i g ioso
/ /
l. li,na Escola Pública
,O SALÃO DE BELEZA CRIS~
/ odiado em Bella Vista-Parquai, entará promovendo - /
/ r o próximo dia 15 de junho, como homenagem ao Dia dos h
/ p»is, una sensacional Baile no Clube San Gerardo.
I !. Bundo 1'roplc;il 4, animará CDDil noitada da.'1çante, ~
I :•i.io clci::c c!o co,nparcccr. Jnotc cm sua agenda!
/ /
0 PREFEITO DE DOURADOS ~
/ /
/ llumbcrt.o •r,Jixcria, <)Stará fazendo a entrega da liJ E·· /
/ tapa das Caras do 'ardir Canaã VI, no dia 15 de junho, /
/ cm nourddOY. A oopulacão agradece! /
OS MORADORES 'i
/ na Vila Nova, enfeitaram com esmero as ruas, pois na /
I 5~ Feira, Dia do Corpous Christí, a Procissão formada - /
/ por contenas de fiéis, rezaram e cantaram por aquela vi /
I la. A Procissão terminou com uma bonita Missa campal em /
~ frente a Igreja Matriz de Santo Afonso. ~
/ /
//ll//lll/ll/llll/llll/lll//llllllllll/lllllll/llllllll/llllllllll/l/llll/ll/1
PREFEITURA MUNICIPAL
DE BELA VISTA
Decreto Nº 914, de 07 de junho de 1996
1t Rc,'ljusta os venc~ntos dos servidores da administração direta das autarquias c fundações -
do Poder Executivo Municipal, e dfl outras providC.nc ias". '
O PRI:l'ElTO MUNICIPAL DE BELA VISTA; ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL, no uso de suns atribuições -
que lhe fol conf-cridn pelo nrtlgo 2Q , do Lcl nQ 965, de l3 de dezembro de l.993.
D E C R E T A:
Art. 1e- Ficrun os vencimentos dos servidores municipais, as aposentador ias e as pensões pa-
cas por orgnos da ndminlstrnçno dirctn, outnrquins e fundaçocs do Poder Executivo Municipal rc..:a-
Justdos em 12,00 (doze, por cento) sobre os valores vigentes no mcs abril de 1.996. '
Pnriigrnfo Onlco - O plso do Grupo Mni;lstérlo, de conformidade cOfil o disposto nQ § lQ , "ln fi­
ne" do artigo 39, da Constituição Fcdernl, corresponderá à t1plicnçÃo do pcrccntunl fixado neste
nrtlgo.
Art. 2Q - Rcvog.xn-i;c 16 disposições cm contriirio.
Art. JQ - Este Decreto cntr.1rll ~m vigor n.n dnto de sua publicnçiio, rctro.,gindo os seus efeitos
partir de 1 de mio de 1.996.
BELA VISTA-IS, O7 DE JUMIO DE 1.996
ABRAO ARDA ZACARIAS - PREFEITO MUNICIPAL
Portaria Nº 188/96 D Gabinete do Prefeito
O PEGEIO USICTPAL DE ELA VISTA-S, NO USO DAS ATRIBUIÇÕES QUE A LEI LUE CONFERE;
RESOLVE
onerar a pedido, FERNANDO_JORGE_DE_BARROS, do cargo em Com!ssão de Secretário Municipal de
VLaão, Oras e Serviços Urbanos, sIbolo mi-t, n partir de Jl.05.96. ,
CJHPRA - SE
BELA VISTA-!S, J.DE MAIO DE 1.996
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ó,, Bispos da Igreja Católica no Pra+il, conscientes do valor t­
prescindível da educação como processo arplo intral, decis!vo r
formação da pessoa e da socfed.ade, acompanhamos co Inter sse a tra!
tação do Projeto da Lei de Diretrizes e Bases da Educaçao Nacional
LDBEN no Congresso Nacional. A aprovação, pelo Senado Federal, do P
rccer N? 30 de 1.996, á encaminhado à Canora dos Deputados, nos f i
retonar a questão e massa 34? Asnblla Geral.
O povo brasileiro é profundamente marcado pela rrlliosfdade,A sul
história está ipreznada de aspectos religiosos. Sua cultura e fdent!
dade fundamentar-c em diferentes tradições religiosas.
A Lef Magna, promulada "sob a proteç,io de Deus", afira, em su
preâmbulo, que a fraternidade é o bem supremo da Nação. O Estado mo­
derno não pode e não deve abdicar do seu dever Intransferível de asse
guror os direitos individuais do cidadão no exercfclo da cidadnfa,
dos grupos que buscam a realização do homem e da mulher coo pessoa -
cm todas as dimensões do seu ser,
SurprC'CTldru-nos o acicscimo da expressão "Son ônus para os cofrs
públicos" ao artigo que cstebelcc o Ensino Religioso como "diGcipli­
na dos horários no·=is dos escolas públicas" (art. 30 § 32).
Esta expressão contraria a Constituição Federal no seu artigo 210
§ 12, que reza: "O Ensino Religioso, de matrícula facultativo, consti
tuirá disciplina dos horãrtos normais das escolas públicas de nino
fundamcntal". Se- o Ensino Religioso é disciplina dos horários nor□ais
das escolas públicas, alguPrn deverá ministrá-lo e o Estado não pode e
ximir-se do responsabilidade do ônus, o que tornaria esta disciplina
<!lemento estranho ao currículo escolar. "A prrcepção de vencimentos -
pelo exercício do cargo é a regra da administração broi;ileira ( ..• ).
Cargo tratuito é inodimissívcl na nossa organização administratl
va ( ... ). Diante! deste princípio, resultn que todc aquele que for ln:
vestido num cargo e o <!xercer ( ... ) tem direito ao vcncimento respec­
tivo" (Lopes Meireles, Hely, Direito Admirústrotivo Brasileiro, 13!! -
ed, são Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 1.987). Agir diferente­
morte scria inconstitucional.
O Ensino Religioso é disciplina garantida pela Lei Maior. Por is­
so, não pode! ser trotado como adendo n<!m como favor prestado a deter­
.minada dC'nominação religiosa. Ele é parte integrante de um processo -
de educação global inserido nos horários normais das escolas públicas
e compete ao Estado arcar com o devido ônus.
O professor de Ensino Religioso foz parte do sistema educacional,
t<!ndo resguardados os seus direitos com o mesmo tratamento dispensado
aos demais profissionais da educação. Consequentemente, sua remunera
cão, por parte do Estado, além de ser decorrência da L<!i, ~ o cumpri­
mento de um.dever paro com o cidadão.
O Ensino Religioso, comprecnd.ido como prática educotiva que abre ,1
p<!ssro à diirensão do transcendente, é mediação que ajuda o encontrar
respostas às questões existenciais e a definir as exigências éticas -
increntes ao <!xercício da cidadania. Nesta p<!rspcctiva, contribui pa­
ra diminuir a violência, a ccrrupç.:Ío e as desigualdades soci..Jis.
Já existem, cm nosso País, significativas experiências de Ensino -
Religioso Escolar, expressão de trabalho articulado entre! diferentes
confissões rcligosas e Secretarias de Estado da Educação. São expcri­
ênci..'.ls que, superando o proselitismo, assumem a educação da e na reli
giosidadde, tão necessária ao desenvolvi=nto integral da pessoa. Se­
r:l.:i lamentável comprometê-las e onulor o expressivo trabalho vivenc1
do no Ensino Religioso, hoje organizado era todos os Estodos do Bra -
sil, com <!xceção de um.
Queremos, ainda, lembrar que, no processo constituinte, a segunda
maior crocnda popular apresentada foi a favor do Ensino Religioso, e
contou com apoio de diferentes dcnominoçÕes religiosns e entidades, o
que expressa o desejo<! a aspiraçãc do sociedade brasileira.
Além de inconstitucional, o expressão "sera Õnbus paro os cofr<!s pÚ
blicos" é um d<!srcspci to para com a pessoa humana em processo de for:
moção, paro com o profissional do cduc4ção - professor, e para com a
sociedade brasileiro que entendeu a importância dessa disciplina no
processo de educação integral e for-mação de pessoas-sujeito, compro~
tidos éom a vida, com o história e com a construção de Ull.'.l nova sccic
dade humano mais justa e solidária. -
Estamos nos empenhando, em·nossos dioceses e comunidades, coo o
apoio do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs - CONIC, da Comissão La
tino-Arnericono de Educnção Cristã - CELADEC e do Fórum Pennonente de
Discussão sobre o Ensino Religioso, pora qu<! a mesmo sociedade brasi­
lc.iro que, no processo constituinte, apoiou e fez aprovar a croendo -
pró-ensino religioso, mais urna vez, assuma a sll.'.l responsabilidade e
o defeso dos seus direitos. '
Aos Senhores (as) Deputados (as) Federa!s, representantes destas~
cicdnde, propomos· Seja supressa a cxprcssoo "sem ônus poro os co­
fres públicos", mantendo, ossi.m, o artigo 46 do Projeto do LDBEN ori-
ginal da Câmara dos Deputados. •
Deus abençoe os nossos Deputados e os faça intérpretes e portado "
res da esperança e dos aspirações do povo brasileiro.
Itnici, Indoiacuba-SP, 22 de obril d<! 1.996.
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15/16 - FARMÁCIA XODERNA
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29/30 - DROGARIA DROGALINE
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SRA,ADALGISA
SRA. ADALGISA
SR . PENPJ
DR. SULIA
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OBS: AS FARMÃCLS QUE NÃO ESTIVEREM DE PLA.>n'ÀO DEVERÃO PERMANECE
FECHADAS E AS SOLICITAÇÕES EVENTUAIS SÕ PODERÃO SER ATENDIDAS SE CO
TAR NA RECEITA A INFORMAÇÃO DE QUE A DE PLANTÃO NÃO DISPÕE DA MEDICA:
CÃO CITADA.
DR. JOSf: DE RIBA?'.AR CRUZ E SILVA - Sec.nun.de Saúde de Bela Tista