TRIBUNA_DA_FRONTEIRA_ANOXXI_Nº1389_27_08_1993 Voltar Metadados Miniatura Compartilhe TítuloTRIBUNA_DA_FRONTEIRA_ANOXXI_Nº1389_27_08_1993Número da edição1389Data de publicação27 de agosto de 1993Número de páginas8GeoCoordenada -22.10663496798764 , -56.53369889834669 Documento TRIBUNA_DA_FRONTEIRA_ANOXXI_Nº1389_27_08_1993 Baixar Transcrição Disponível para Download Baixar .MD Baixar .TXT Copiar Texto ,. DIARIO REGIONAL ELA VIS'TA/MS 1NO 21 NO 1389 6a FEIRA 27 DE AGOSTO DE 1993 DIRETOR: IVNLDO PEREIRA PREÇO DO EXEMPLAR cr$ 30,00 a.u e grete DIRETORES OI TELEMS PRESTIM ESCLARECIMENTOS ND CâMIRI Engenheiro Sebastião Eugênio e José Carlos de Siqueira, com o Presidente Marcos Elias e a Secretâria Orlanda F. dos Santos Sema Assina Convênio que Cria Reserva Partir.lar e Fazenda A primeira Re serva Particular do Patrimônio Natural - RPPN - foi criada no Estado a partir de um convênio assinado entre a Secretaria - de Estado do Meio Am biente (SEMA) e o Proprietário da Fa zenda da Barra, Jai me Santos, da região de Bonito. Foi a primeira iniciativa resultan te do decreto assina do pelo Governador Pedro Pedrossian, na semana do Meio Ambi ente deste ano ( ini Cio de junho), que estabeleceu critérios Para a criação de á teas particulares de Preservação ambien tal, com direito a isenção de ITR ( Im Posto Territorial Ru tal ). - . O convênio· pre j'e, além da criacão de uma área específi capara preservação= ambiental, com estu dos para desenvolvi Tento do manejo ade quado das potenciali dades do local e ati idades turísticas um ordenamento das atividades econômi cas tradicionalmente desenvolvidas na Fa enda da Barra. Serão prioriza dos os setores de pe uária, turismo, re cursos florestais, a ricultura de subsi tência e conservação de recursos hídricos 1, naturais, de fauna e flora. A idéia princi al da iniciativa,sg ( gundo o engenheiro florestal Ivan Car los Baptiston, res pensável pelo escri tório têcnico da Se ma em Bonito, é com patibilizar ativida des econômicas tradi cionais da proprieda de, envolvendo tecno logia de ponta, com a preservação ambien tal. A Reserva Parti cular da Fazenda da Barra, poderá, ainda servir de exemplo pa ra outros proprietá= rios da região, para que a conservação am biental não seja mais vista corno imposição mas corno uma possibi lidade de aliar es- ses cuidados com um bom retorno econômi co, resultante da ex ploracão turística racional, aproveitan do o potencial de a traçôes naturais lo cais. A reserva da Fazenda da Barra se rá desenvolvida em cerca de 70 dos 59] hectares da proprie dade - com isenção de ITR para a área de preservação. Para os estudos, a Sema ficará responsável - pelo envio.dos técni cos e o proprietário= vai custear alimenta cão, hospedagem e ma terial básico da e quipe. Na Sessão ordi nária anterior da cã mara Municipal de Be la Vista, o Vereador Luiz Alexandre Lou reiro Palmiéri havia solicitado à Mesa a Convocação dos dire tores da TELEMS em nossa reg1ao para prestarem esclareci mentos a respeito das tarifas telefôni casque, segundo o vereador, em vários casos estavam apre sentando excessos na rultimedição e, con sequentemente, a co branca de valores considerados muito altos, fato este que Luiz Alexandre alg gou estar acontecen do com a sua propria conta telefônica. Ao final de mais uma hora e meia sendo sabatinados pe los vereadores bela= vistenses e respon dendo a todas as peÊ guntas da maneira mais clara e objeti va possível, os engg nheiros Sebastião Eu Recebemos infor mações esta semana de que pelo menos tres pessoas foram presas por uma equi pe do PELOPES, do 100 RC Mec, apenas e simplesmente porque foram encontradas dentro da invernada do Exército em nossa cidade. Segundo as informações os tres são proprietários de lavouras de mandioca em área próxima ao Aeroporto e portavem dois facões e uma es pingarda velha e ha viam adentrado ã ã rea Militar sem te rem conhecimento de que isso era proibi do. O fato é que o foicila ls achai e Exala para ssassinar Coaleirs ie Serio Um assassina to c/ requintes de cruel dade e muito sangue frio aconteceu na vi zinha cidade de Caracol no último dia 23, por volta das 13:00 horas, toda a comuni dade daquela pacata e tranquila cidade fi cou chocada com a maneira com que o homi cida praticou o crime, utilizando-se de um machado e uma enxada para esfacelar a cabeça da vítima que também, era seu com panheiro de serviço já que iam trabalhar juntos em uma olaria próxima da cidade. veja matéria completa deste bárba ro homicídio acontecido na cidade de Cara col, na Página - 05 - gcnlo e JosÍ! Carlos de Siqueira, recebe ram os agradccirncn tos dos vereadores= belavistenses e ao final colocaram-se a inteira disposição dos usuários e das autoridades belavis tenses dizendo que poderão voltar à nos sa cidade quantas ve zes forem necessá rias para sanar e es clarecer todas as dúvidas que venham a acontecer. Página - 04 Sgt Comandante do Pe lotão não quis si ber das explicações e encaminhou todo mun do para a Delegacia de Polícia. Pica o registro, é terminan temente proibido tran sitar na invernada de propriedade do Exér cito. - * CIRCUITO ESTADUAL DE VOLEIBOL DE AREIA * DUPLAS P R O G R A M A ç A O 6a Feira - 27/08 22:00 - Noite da Seresta e.a 1 lc e Show coa o astro BENITES Prooçao: Pronav e Hotel Pousada de Fronteira Apolo: Dr. Alrcs Gonçalves Sábado - 28/08 08:00 horas - Congrcnno Têcnlco 12:00 horas - Aoço Beneficente (Pronav) 14:00 horas - Abcrt:ura Ortcl.al 14:30 hora - Início dos Jogos 22:00 horas - Baile "PACODE" co "Grupo Pagode Nossa Cor" Prosoçio : Ho t e l Pousada da Fro n te i r a e Pro na v DOMINGO- 29/08 08:00 horas - Corrida Ristica "Largue o Cigarro Correndo" Prosoçio: AABB Apol.o: F»W1 08:30 horas - reinício dos j0os 12:00 horas - Almoço Beneficente (Pronrv) I7:30 horas - Concurso "Garota Voley" co a participação das Escolas Estaduais, Municipais e Particulares. 18:00 honu, - Fl.Ml do Voleibol de Ar-ela REALIZAÇÃO: FUNDESPORTE PROMOÇÃO: HOTEL POUSADA DA FRONTEIRA APOIO: PREFEITURA MUNICIPAL DE B.VISTA EREKNOI MIRC ROIAON FEDE CAIS A ECMARA A atitude de al guns vereadores, pre senciada na última sessão Legislativa é lamentável, prir.ci palmente quando ana= lisadapelo ponto de vista da conduta Par lamentar. Chega a ser di fícil, estimular a frequência de popula res nas sessões do legislativo, quando vez ou outra o recin to é pego de surpre sa, com agressões en tre os próprios ve readores, inclusive agressões pessoais. Numa atitude a/ não condiz com a fi nalidade do poder,re presentante da popu lação. Veja Matéria na Página - 08 Barreiras Paralisadas Já está até parecendo nove la, mas são apenas fatos, e bas tante lamentáveis por sinal,mais uma vez as rodovias de nossa re gião e toda a nossa fronteira , está desguarnecida e totalmente aberta is ações de trafican tes, contrabandistas, arrasta dores de carros e marginais de toda espêcie; • Matéria completa, na pãgi na - 05 desta edição J O R N A L, 'TRIHUNA D A F R O N T E I R A FABRICA OE MALHAS DIANA DI!,RIO l(LGr<r:r.r, Milntém cm «'ntoquc malhas para todoo ou tnmanhoo, pura Cnlé gion d~ Donito e a - cc i ta encomenda a de outras praças. Confecciona tam - bém: JC/SlLIIOS e UNI - FORMES pilra: Jogado res e ventos. VISITE-NOS E COMPROVEI FONE: (067) 255-1634 RUl PILÂD REBUÃ BONITO MATO GROSSO DO SUL ISRAEL QUER ORELHÃO NO CERRA0IHHO Na sessão ordiná ria do dia 2, quar to-fcird paanudu, o vereador do PMDB Is racl Chamorro da Ro cha apresentou à Me sa da Câmara Munici pal indicação ao Pro Casa dé Carne Sadia ABER·TURA E CASCALHAMEHTO DE RUA Ao Prefeito Muni cipal e ao S. cretá - rio Municipal de O - bras, .o· Vereador Is rael Chamorro da Ro cha solicitou a aber tura e cascalhamentÕ da rua que passa en tre as chácaras dos senhores Paulino Mi- fi o Municipal, co. cópia ao Presidente da TELEMS, rivindi cando a implantação do um telefone públ~ co, tipo "orelhão" , para atender os mor_ dores do Bairro Cer- randa o Francisco Me dina, no Bairro Cor= radinho. Segundo Israel Chamorro, a abertura e cascalhamento da - qucla via visa dar - condições aos morado res do Bairro de se locomoverem com redinho e ir,dia çôes. O Vereador consi durou em sua jus ifi ca iva a grande dis tância entre aquele Bairro e a cidad, a 1ém do seu tamanho , maior facilidade, a lém de ncurtar as tlistãncias que nui - tas pessoas, inclusi ve crianças e idosos têm de percorrer àia riamente. - Chamorro disse ainda que trata-se de um serviço de fácil " instalação dsse ar«lho tleónico isa beneficiar os r.oradores princial rente nas situações merqonciais" afir - rou o Vereador Cha - Torro, execução e que pode er feito durante u ra folqa nos servi os inerentes à Se cretaria Municipal - ele Obras. DE: ANTONIO CASANOVA Carne de suinos, bovinos, frangos , linguiçaR mistas e de suinos, queijos, banhas, geleia de mocotó, torresmos etc. O Açougue no 1 de Bonito. Atendimento "Nota 10" e os preços são convidativos. 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Bela Vista - MS., 25 de agosto dê 93. ER IDO ADQUIRJ O SEU EXEMPLAR DO LIVRC "NAS MATA$ DO PERDIDO", DO JOP.llALISTJ IVALDO PE RrIRA, NA AGNCIA DO BANCO DO BRASIL, co 2. te :ie Tudo para Caixas de Câmbio CAMPO GRANDE MS • - ■ - Câmbios recondicionados e peças em geral com garantia RUA 11 DE FEVEFE!R0,87 - Vila Carva lho - FONE (067) 3r.3-5156 e 382-~~ro _ DE: P • "<ezer 1 ) POSTO TIMB RI LTD DE: VALDOMIRO (LIMA) SERVIÇO DE POSTO EM GERAL - COMBUST!VEL FILTRADO, LUBRIFic~~TE E TROCA DE ÓLEO E BORRACHARIA. ________ .. .,._.. .... da, ATENDIMENTO PERSONALIZADO: MELHORES PREÇOS DA CIDADE! RUA: AVENIDA BRASIL S/NO FONE: 495-1152 CARACOL-MS Apartamentos com ar condicionado,{ri gobar, TV em cores e "Te!efone. O 'únicÕ com luxuosas suites. Anexo funciona a tradicional CHURRA:;CARIA CANAÃ, que ser ve no almoço todos os dias o melhor chur rasco do Brasil. Aos domingos também - funciona o "Bufe",quente e frio com uma variedade de pratos. 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Nw:iero Atrasado Assinatura Mensal Assinatura Trimestral Assinatura Semestral Assinatura Anual arri- 30,00 50,00 600,00 1.800,00 3.600,00 7.200,00 JORNAL TRIBUNA DA FRONTEIRA - DIÁRIO REGIONAL BELA VISTA 27 DL ACOSTO DE 1993 RECORDIÇOES OI casa DOS MORTOS o título lembra o livro do grande escritor russo, Dostoi - evsky, falando de sua prisão na Sibéria. Esta história também - (ala de uma prisão, algumns re cordações de um prisioneiro da "Caga dos Mortos". ' Assim era conhecida Santa Ma dalena, que de santa não tinha nada, muito pelo contrário, um presidio de segurança máxima, a casa dos mortos vivos. Em tempos de direitos huma - nos, defesa de menores, de mu - lheres, direitos disso e daqui lo, na Casa dos Mortos não ha - via direitos para ninguém. No início do século, ali fun cionava um convento (que parado xo!), altas muralhas, uma únicã entrada, dezenas de celas, corre dores escuros e o Santuário. E ra ali, no Santuário, que ao chegar na prisão o condenado e ra levado para a sessão de "ora cões". Na verdade, torturas pa ra disciplinar e orientar mas , nem todos que ali estavam eram culpados. Havia marginais dos - mais perigosos, estupradores terroristas, assassinos, doen - tes mentais (a exemplo de um condenado a prisão perpétua que, com uma pequena faca, ex - terminara toda uma família,pai, mãe e três filhos, cortandos-os em pedacinhos para jogar aos po bres cachorros famintos que pe rambulavam pelas ruas da cida - de,- assim disse ele em seu depoimento. Havia inocentes ma- ' nifestantes contra o regime,sim ples distribuidores de panfle - tos, presos como se fossem os mais terríveis terroristas. E também aquele guarda notur no de um banco, assaltado na ma drugada por uma quadrilha, pre- • so como suspeito, apodrecia na prisão há mais de 05 anos, Quem assistiu o filme Expres soda Meia-Noite, contando a his tõria de um americano (história 'verídica) preso com haxixe e condenado pela Justiça turca po de aquilatar o que se passa nos porões de uma prisão de um País do terceiro mundo. Esse america no conseguiu fugir, depois de passar pelo inferno. O presídio de Santa Madalena era uma filial do Inferno na terra. Recordações da Casa dos Mor tos, são esboços de uma histó - ria contada por um homem, uns 50 anos, paralítico, cego de um olho, que vivia numa pequena chácara no Boqueirão, perto de Jardim. Foi no ano passado, ao dar - carona para uma senhora, parei na chácara e fiz amizade com Marcelo (vamos dizer que era es te o seu nome). Simpático, boa conversa, fi cou meu amigo. Após lhe dar al guns exemplares de jornais, fez comentários sobre a situação po lítica, demonstrando boa cultu ra, falou de livros e revistas, citando autores de sucesso. No início estranhei o inte - Cresse dele pela Psiquiatria,Psi cologia, Nazismo, mas não fiz perguntas. Com o tempo, ganhei sua con fiança ficou mesmo meu amigo, às vezes agia de modo estranho. Encerrava uma conversa e me pe dia para voltar na outra sema - na, sem qualquer justificativa. Foi numa sexta-feira, volta va de Jardim e passei pela chá cara para pegar abóboras, man - dioca e duas galinhas gordas Para a "galinha ao molho par - do" de domingo. a Ele estava mais simpatico, à berto, sorrindo muito, logo na chegada gritou para a emprega - da, amante e enfermeira, Maria. - Maria, prepare uma laranja da para o amigo. Estávamos tomando laranjada, sentados na área de sua modesta mas confortável casa, quando sem cu lhe perguntar nada, co - mnentou: -- Vou lhe contar corno perdi um olho e fiquei paralítico, ho je uso essas muletas e leio comi dificuldades por causa de um ta rado, um débil mental, com o no me do Santo ... - Santo? Essa não! - Pois é, Santo era o nome , aconteceu ... - Você foi atacado? Na Rua? - Escute em silêncio, não fa ça comentários, tudo aconteceu numa prisão chamada Santa Mada lena, a Casa dos Mortos, hoje - não existe mais, foi fechada mas foi lá, nos subterrâneos da morte, no Santuário, que tudo a conteceu. - Morava numa cidade perto da capital, ambicioso, deixei os - estudos (estava no 10 ano de Me dicina) para tirar o brevê de pi loto, tudo porque um amigo, pi loto, estava ganhando muito di nheiro transportando eter e ace tona para a Bolívia. Dizia ele que ganhava mais de 10 mil dóla res por três ou quatro viagens. Uma fortuna. . Sempre gostei de boas rou pas, carros da moda, garotas festas, enfim de tudo aquilo que os meus pais não podiam me dar, eram da classe média, de - cepcionei o meu velho, deixei - os estudos e fui tirar o. brevê. Ajudado pelo meu amigo ini - ciei as atividades de trafican te, na verdade eu era isto mes mo, um traficante. - Mas você? Com tanta forma ção humanista! - Não esqueça que fazem mais de 10 anos, naqueles tempos não se falava tanto em cartel de Medelin. Trabalhava tranquilo. Junei um bom dinheiro. - Sempre a próxima viagem se ria a última. Dessa vez eu paro. - E os seus pais? - Papai morreu infartado,nem fui a seu enterro, estava numa "cozinha" (local de preparo da pasta da cocaina) e mamãe, foi logo depois, fui ao enterro, re cebi muitas críticas da minha G nica irmã. Mas não liguei. Trabalhei no ramo vários d - nos, tinha o meu próprio negó - cio, comprei até uma fazenda no norte. Casei com uma paraguaia, que me deu três filhos. Sempre mantive a família longe de mi - nhas atividades criminosas. Já não voava mais, tinha aviões a meu serviço. Vivia como um rei à custa do sofrimento alheio. Nem pensava nos meus filhos, eles poderiam ser vítimas da mi nha própria rede. - E como foi preso? - De um dia para outro, os a mericanos, atraves do DEA (De - partamente de Narcóticos) ini - ciaram um trabalho de repressão ·em vários países. Quando um a um foram caindo os líderes do tráfico, um no Rio, dois em são Paulo, três no Mato Grosso, eu fui um dos últimos. Fui preso - em minha própria casa, sob os olhares desesperados de minha - esposa e filhos. O processo não foi demorado, confiscaram quase todos os meus bens, fiquei só com uma pequena casa num Bairro de Campo Grande, e alguns dólares que estavam guardados com a mi nha esposa. Fui condenado a 15 anos de prisão, mas antes, tive que ir a Bolívia, prestar infor mações a alguns agentes do DEA e da Polícia Boliviana. De lá fui direto para Santa Madalena. - E a sua família? - Minha esposa foi morar com os pais dela, no Paraná, dois - filhos foram internos num colé gio marista. Depois da prisão e de minha liberdade, só os vi três vezes. Nunca mais os vi. Marcelo, ao relembrar da fa mília, abaixou a cabeça, deu um suspiro e disse: - Bem, vamos deixar esse ne gócio de família, eu tive fami lia. Mas não os culpo, eles têm Já suas razões para não me ve - rem. - E na prisão? - Seria monótono eu to falar ludo, contar o que passei nos anos que estive preso, vou te dizer apenas como perdi o meu o lho e fiquei paralltico, ores to não importa, são lembranças, recordações que quero esquecer. - Assustei-me quando vi a pri ão, terrível, parecia um caste lo abandonado, desses de filme de terror, muita umidade. Logo ao chegar, fui obrigado a tomar hanho e vestir uma espécie de racacão, seria o meu traje do dia-a-dia. Sofri muito no início, toda espécie de humilhações, com os uardas, os presos mais anti 'os, fiquei doente, passei fo - re, frio, até que me adaptei , t.udo ia bem, até a chegda do Santo. Toda a prisão comentava, fo ra transferido para Santa Mada lena um novo diretor, cujo nome era Santo. Nos primeiros me - ses nada de anormal acontecera, o homem era educado, fino, sem pre com as unhas feitas, um ver dadeiro cavalheiro, mas era só verniz. Igual a sepulcro caia - ao, branco por fora e podre por dentro. Um doente, um louco var rido, um verdadeiro tarado, ele atingia o orgasmo quando tortu rava os presos. - Ele mesmo torturava? per - guntei. - Sim, para isto implantou - no local uma sala apropriada, e le mesmo batizou de Santuário. Chegava para o preso e dizia: - Filho, vamos ao Santuário, hoje é dia de orações. Quando o preso voltava, e is to raramente acontecia,chegava aos pedaços, muitos morriam de pois das "orações". Foram tem - pos de loucura. Os presos mais antigos comen tavam que nunca haviam visto uma fera como aquela. Vivíamos num regime de terror absoluto.A noite, se ouviam gritos, bestia is, desumanos, ninguém dormia , até mesmo os guardas e carcerei ros temiam o Dr. Santo.- Por quê você foi tortura do? - Eu tinha uma certa posi cão, possuia o meu grupo, era - um dos líderes, lia muito, an - tes podíamos ir à Biblioteca , depois ele proibiu. Os guardas acharam numa das celas um pou co de maconha, o preso era do meu grupo, meu amigo. Foi tortu rado até a morte. Antes de mor rer contou coisas, falou de mi nha liderança, de meu papel na prisão. Santo me chamou. - ,partir de hoje quero que voce seja o meu esp1ao, vai me contar tudo o que acontece nas celas, quero saber dos detalhes, vou transformar essa corja em gente. L&gico que não aceitei. Ele ficou possesso. Dava murros na mesa , xingava, e, de repente , sereno, dizia - fi1h6, você pre cisa de muitas orações. - Voltei para a cela. Morrendo de medo. Lá pelas 22 horas escu tei passos no corredor, a tran ca de minha cela foi aberta. Pdro Pedreira - Vamos, o Dr. Santo quer fa lar com você. Fiquei três hor s no Santuá rio, fui carregado para a nfer maria por dois gorilas, falar do minha tortura, não importa. Conheci o limite da dor, dos maiei várias vez s, el me rea ninava com água gelada, depois aplicava injeções (sei lá do quê) e continuava a tortura. Com uma barra de ferro, ba - tia nas minhas pernas, fiquei - pendurado no pau de arara, cho ques, cortes com navalhas, agu lhas nos olhos, mas o pior era ver aquele homem sorrir ... ele sorria de prazer. Depois de va rias semanas na enfermaria, o veredito, estava parcialmente - cego e prestes a perder o movi mento das pernas. Com o tempo a conteceu. Não sei o que o Diabo fez, mas me deixou paralítico. - E como saiu da prisão? - Após um ano, houve investi gacão por parte de entidades in ternacionais, o Dr. Santo foi - transferido, veja bem, transfe rido e não demitido, e para o seu lugar nomearam um ex Juiz - de Direito, Pastor Protestante. Ele humanizou a prisão, muitos foram libertados. Eu consegui a liberdade por bom comportamen - to, graças a ajuda do Dr. Pon - tes, o Pastor. Ele me ajudou muito, sob todos os aspectos.De pois fiquei sabendo que fecha - rama prisão, nunca mais ouvi - falar do Dr. Santo e nem do Pas tor. Essa chácara era de um pa rente, hoje morando no Rio, ele permitiu que eu morasse aqui.En tão, meu amigo, essa é a minha história, foi assim que perdi - um olho e fiquei paralítico. Ficamos num silêncio embara çoso. Vários minutos. - E agora, vai procurar sua família? Vai ficar sempre aqui, isolado? Ele me olhou, profundamente, olhos nos olhos, e deu uma gar galhada, uma gargalhada assusta dora, terrível, vinda das pro - fundezas de uma mente doentia. - Ahahahahahahahah meu menino, meu doce menino, nunca fui preso, nunca, nunca fui or turado, meu nome é Fidelis San to, eu sou o Dr. Santo, ahahahahahahahahahah... Deixei o homem lá, sozinho, na área, rindo muito, dei a par tida no meu carro e nunca mais parei naquela chácara no Boquei rão. Nunca mais. Há poucos dias conversei com o Pinduca sobre o assunto, Pin duca conhece todo mundo em Jar dim e imediações, ele me olhou muito sério. - Em Jardim todo mundo gosta va do Dr. Um homem muito inteli gente, mas meio pinel, ninguém sabe de onde veio. - Ele morreu? - Não,desapareceu. Assim co- mo surgiu, ninguém nunca mais ouviu falar. Atê hoje me pergunto, como é que ele ficou cego e paraliti - co? Se você souber, ou conhece - um Dr. Santo, por favor, telefo ne ou escreva para o Pedro Pe - dreira. Dr. José Maria de Calazans Ramos , CLINICI DE OLHOS - O» Miopia; Astigmatismo, Hipermetropia, Catarata, Gl ma. .auco Cirurgias e Lentes de contato. * Atendimento à adultos e crianças. Rua Tenente Bernardes, 608 - Fone (067) Res. 251-288 4 Cl.in. -1694 / JORNAL 'TRIHUNA DA FRONTEIRA BELA VISTA, 27 DE ACOSTO DE 1 993 DIRETORES OI TELEMS PRiSTIM ESCLARECIMENTOS NI CDMIRI Em sessão ordinária anterior da Câmara Municipal do Bela Vis to, o Vereador Luiz Alexandre - Loureiro Palmiori havia solici tado à Mesa a convocacão dos dj_ retores da TELEMS em nossa re - qião para prestarem esclareci - mentos a respeito das tarifas telefônicas que, segundo o Ve - reador, em vários casos estavam apresentando excessos na multi medição e, consequentemente, a cobrança de valores considera dos muito altos, fato este que Luiz Alexandre alegou estar a - contecendo com a sva própria con t.:l telefônica. 1 câmara Municipal enviou convocação aos Diretores da TE LEMS e nesta quarta-feira compa receram ao Legislativo Belavis tense o Engenheiro sebastião Eu gênio Justino Ribeiro_- Gerente do Distrito de Opcracoes de PO.!l ta Porã; Engenheiro José Carlos de Siqueira Lopes - Gerente da Região de Operações Sul; Enge - nheiro Carlos Eduardo Mendes Gerente da Superintendência de Dourados da TELEMS e o Engenhei ro José Maria Bicudo Junior - Ge rente do Distrito de Operacôes de Navirai, que responderam as várias perguntas feitas pelos - Vereadores e fizeram importan - tes esclarecimentos à toda a co munidade belavistense, conforme passamos a demonstrar abaixo. TARIFACO MULTIMEDIDA E O CÁLCULO DOS "PULSOS" 1i L.JJ ,___,,__.. .- - Engenheiros Sebasttao Eogenio e Jose Carlos de Siqueira, com o Presidente Marcos Elias e a Secretária Orlanda Freitas dos Santos da ligação; a mesma l1gacao,mas A DEVOLUCAO DE VALORES feita em horário normal,das 07 • COBRADOS IRREGULARMENTE 00 horas às 09:00 horas,das 12: 00 horas às 14:00 horas e das 18:00 horas às 23:00 horas, vai ter um pulso registrado a cada oito segundos de conversação,ou sete pulsos a cada minuto. Ve - mos aí que todos esses fatores influenciam no número de pulsos registrados como excedentes nas contas telefônicas e, consequen temente, no valor dessas con tas, ou faturas. O Eng. Sebastião Eugênio Jus tino Ribeiro falou primeiramen- te sobre o sistema multimedido que registra o número de pulsos nas ligações locais e interurba nas, esclareceu que nas ligacõ es locais os pulsos são regis - trados a cada quatro minutos de conversação, já nas ligações i,!l terurbanas eles variam por de - graus de acordo com a distancia geodésica das localidades, hora rio das ligações e dias de sema na, como aos sábados, domingos e feriados nacionais. Além das ligações locais, as discagens - feitas para mais quarenta cida des do Estado são registradas a través do sistema multimedido , ou sejam, essas ligações não a parecem discriminadas nas con - tas, são contabilizadas em pul sos excedentes. Para melhor esclarecer os u suários, mostramos aqui alguns exemplos de como é feita a tari fação multimedida interurbana , discriminando a cidade,o degrau em que ela é inserida, os horá rios,que são diferenciados em super reduzido, reduzido, nor - mal e de pico, além do número - de pulsos por segundos e minu - tos, vejamos: Uma ligação interurbana para a cidade de Amambai, em dias ü teis, é enquadrada no degrau 3; feita em horário super reduzido, que vai das 0l:00 da manhã até às 05:00 horas, vai ter um pul so registrado a cada 32 segun - dos de conversação, ou aproxima damente 2 pulsos a cada minuto; A mesma ligação para a cidade - de Amambai, mas feita em horá - rio de pico, das 09:00 horas às 12:00 horas e das 14:00 horas - ãs 18:00 horas, vai ter um pul so registrado a cada 4 segundos de conversação, ou exatamente - 15 pulsos a cada minuto, vejam as diferenças. Outro exemplo: Uma ligação - feita para a cidade vizinha de Antonio João serã enquadrada no degrau 2, devido a distãncia ser menor, feita em horário re duzido, das 05:00 horas às 07:00 horas e das 23: 00 horas às 01:00 hora, vai ter um pulso regis - trado a cada 16 segundos de con versaco, ou aproximadamente Oq pulsos a cada ninuto de duração BILHETAGEM AUTOMÁTICA O Gerente de Operações do Distrito de Ponta Porá, que a - brange Bela Vista e várias cida des da região, informou durante suas explanações na câmara Muni cipal que a partir do mês de de zembro a TELEMS já terá implan tado na central trãnsito da ci dade de Dourados um bilhetador automático, que inicialmente es tava previsto para daqui a dois ou três anos, mas devido a sua grande necessidade esse sistema teve sua implantação antecipa - da, já estando inclusive em fa se de testes. Com o bilhetador automático na central de Doura dos, todas as ligações regiona is serão automaticamente regis tradas nas contas telefônicas , c0m o número discado, localida de e tempo da conversação, eli minando-se com isso a tarifação multimedida existente hoje e que registra os pulsos emitidos em cada ligação telefônica e que - vêm sendo motivo de muitas re - clamações por parte dos usuári os, motivo que levou a Empresa a antecipar a adoção desse sistema. AUMENTO NAS TARIFAS ,,, O Presidente da Câmara Muni cipal, Vereador Marcos Elias Ri os da Cruz, usou as contas tele fónicas da Câmara Municipal pa ra demonstrar que devido aos constantes aumentos nas tarifas telefônicas, que vinham sendo - reajustadas acima dos indices - inflacionários atê o mês passa do, mesmo com a redução do núme rode pulsos excedentes devido a um número menor de ligações , os valores cobrados são iguais e atê superiores aos do mês an terior, isto porque no mês ante rior cada pulso custava aproxi= madamente um cruzeiro real, com os aumentos, no mês seguinte e le passa a valer mais de dois cruzeiros reais, com isso uma conta que teve 500 pulsos exce dentes anteriormente pagou cer ca de quinhentos cruzeiros rea is, no mês seguinte, com os mes mos 500 pulsos excedentes gas - tos o usuário vai pagar aproxi madamente o dobro (comparação u sada apenas a título de exemplo). f o Vereador Fernnndo Jorge de 3arros indagou ao Diretor da TE LEMS a respeito da ocorrenc1a - de problemas com o_aparelho tg lefônico nas residencias, o o nus dos reparos recai para ou suário ou a empresa também, em determinados casos, faz a repa ração por conta própria?" per - quntou. O Gerente de Operacoes do Distrito de Ponta Pora infor ou que a responsabilidade da TELEMS na manutenção se restrin 1 - qe até o chamado PPR,que em com paração, é como se fosse o Pa - dr ão de Energia utilizado pela ENERSUL, já dentro da residên cia qualquer serviço necessário é de responsabilidade do usuá - rio, ou seja, o usuário tem a responsabilidade da instalação interna do aparelho. "ORELHÃO" PARA O CONJUNTO ERVA MATE o vereador Fernando Jorge - de Barros, usando como exemplo fatos acontecidos anteriormen te em nossa cidade e ressaltan do as várias reclamações deu= suários, perguntou aos Direto res da TELEMS a respeito das cobranças feitas de maneira ir regular nas tarifas telefôni = cas, "em que casos podem acon tecer esses erros e quando e - les acontecem quais são as pro vidências que o usuário deve - tomar para encaminhar suas re clamações ã TELEMS" interrogou Fernando Jorge. O Engenheiro Sebastião Eugê nio respondeu que o usuário a qui de Bela Vista deve se diri gir ao Posto de Serviços local com a fotocópia da sua cx,nta telefõ nica, sublinhando embaixo aqu1 lo que ele está reclamando, se gundo ele toda e quaisquer re - clamações serão analisadas,quan do houver alguma dúvida inici al junto a Empresa será feita uma devolução,que pode ser pro visória em alguns casos ou de finitiva em outros. O Gerente do Distrito de Ponta Porão con cardou que podem haver erros= por parte dos digitadores da Empresa, ou atê mesmo o cruza mento de linhas, fatores que - são objeto de checagens sempre que acontece uma reclamação do usuário. Sebastião Eugênio es clareceu ainda que a devolução provisória dos valores é feita nos casos em que acontece uma distorção muito grande na sua média normal, enquanto duram - as checagens por parte da TELEMS, essas reclamações podem ser en caminhadas antes mesmo do paga menta das contas. LIGAÇÃO COM O TELEFONE DO VIZINHO Uma pergunta bastante inte ressante foi feita pelo.Verea dor Marcos Elias, Presidente - da Câmara Municipal, ele quis saber dos Engenheiros se é pos sível acontecer casos em que a ligação feita por uma pessoa,a través do telefone sem fio, se ja registrada na conta do vizi nho, o Vereador disse ter co = nhecimento de casos como esse aqui em Bela Vista. O Eng. Se bastião Eugênio explicou que es ses casos podem acontecer mas somente quando o usuário e O - seu vizinho possuem telefones sem-fio, nos casos em que ou suário possui telefone sem-fio e o vizinho não, esses casos não o dem acontecer. O Diretor da TELEMS explicou que em Bela Vista e - xistem apenas sete frequências em termos de telefone sem-fio, como a incidência de telefones sem-fio é grande, pode aconte- cer de uma de erminada ligação cair na frequência do izinho. !esses casos a TELEMS se isenta do qualquer responsabilidade. PROBLEMAS COM O APARELHO TELEFÔNICO Atendendo a solicitacão do Vereador Marcos Elias, para que informasse sobre a possibilida de de se instalar um telefone - público tipo "orelhão" para a - tender os moradores do Conjunto Residencial Erva-Mate, recente mente inaugurado, o Eng. José - Carlos de Siqueira, Gerente da Região de Operações Sul, infor mou que é preocupação da TELEMS dotar as comunidades, principal mente as populações de baixa renda, de um acesso ao sistema de comunicação, "procuramos sem pre colocar um telefone público para atender essas comunidades" disse ele, ressalvando que exis tem limi tacões por parte da em - presa devido a própria quantida de de terminais públicos depen= der da capacidade da central,co mo a que atende Bela Vista,"por isso procuramos distribuir os a parelhos na cidade de acordo com as necessidades, sãos as au toridades que nos dizem onde e necessário a instalação de um te lefone público e caso não haja nenhum outro telefone próximo a gente faz a instalação" ressal tou José Carlos de Siqueira finalizou afirmando que esse pe dido já havia sido feito e o te lefone para o Conjunto Erva-Ma= te será instalado o mais breve possível. LIGAÇÃO DIRETA COM O PARAGUAL O Vereador Fernando Jorge pe diu maiores informações aos Di retores da TELEMS a respeito da possibilidade de ser implantado o entroncamento de trãfeco fron teirico ligando as cidades de Be la Vista e Bella Vista Paraguai atraves de uma linha telefônica direta, o Vereador perguntou se existe a possibilidade desse serviço ser viabilizado tendo - em vista a grande demanda que e xiste hoje entre empresários e comerciantes das duas cidades - vizinhas. O Eng. Sebastião Eugê nio_informou que essa reivindi caçao feita pelo Vereador Fer - nando Jorge na Câmara Municipal, foi passada de imediato à Dire toria da Empresa, assim como reivindicações no mesmo sentido feitas por outras cidades fron teiriças, como entre Coronel Sa Pucaia e Capitán_Bado. "Todas - essas reivindicações estão em es tudos, haja visto que envolvem outros Países também, mas estão efetivamente sendo estudadas pe lo Ministério das comunicacoes e também pelo Itamaraty, já es tando em fase experimental umn en troncamento de tráfego entre as cidades de Corumbá e Puerto Soa res na Bolívia",disse o Diretor. 1 j 1 _U r ] m JORNAL, 'TRIUNA DA FRONTEIRA (l ------------------------ HOMICIDI USOU MACHIDO E ENXIDI PIRI ISSISSINIR COMPANHEIRO DE SERVIÇO Um assassinato com requintes de cru eldade e muito san - que frio aconteceu - na vizinha cidade de Caracol no último dia 23, por volta das 13:00 horas, to da a comunidade da - quela pacata e tran quila cidade ficou - chocada com a manei ra com que o homici da praticou o crime, utilizando-se de um machado e uma enxada para esfacelar a ca beça da vitima que - também era seu compa nheiro de serviço jã que iam trabalhar juntos em uma olaria próxima da cidade. Segundo as infor mações levantadas pe las autoridades poli ciais, no último dia 23, à tarde, o ele - mento de nome Horá - cio Pereira Garcia - estava em um bar da cidade garganteando e falando para quem quizesse ouvir que e le havia matado o "gaucho", como a vi tima, Sebastião Gil berto Bruno, era co nhecida. Desconfiado com aquela conversa um cidadão que ouviu atentamente o que Ho rácio estava dizen - do, dirigiu-se à De legacia de Polícia local e contou o que tinha ouvido. Ao re- Gaúcho, morto a ma chadadas em Caracol ceber as informações, o Agente da Policia Civil Adamilton, a - companhado de Poli - ciais Militares des locaram-se até a chá cara "Barro Preto" para verificar ave racidade dos fatos e para surpresa dos próprios policiais , lá encontraram Sebas tião Gilberto Bruno, 40 anos, já morto e com parte da cabeça e lombo praticamente esfacelados a golpes de machado e enxada. Prefeitura Municipal de Bela Vista DECRETO NO 729 DE 26 DE AGOSTO DE 1.993 O Prefeito Municipal de Bela Vista,Es tado de Mato Grosso do Sul, no uso de suas atribuições legais, DECRETA: Art.lO) - Os preços das corridas de táxi serão cobradas conforme tabela ane Xa. Art.20) - Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação, revogando-se o Decreto hO 687/93, de 18 de Fevereiro de 1993, e demais disposições em centrá- De acordo com in- « formações de popula- res, Horácio Pereira Garcia, também de 40 anos, e a vítima, Se bastião Gilberto Bru no, foram vistos an teriormente em um bar bebendo, poste - riormente dirigiram se à CHácara "Barro Preto", de propricda de de João Farias distante cerca do se is quilômetros da cl dade, onde ambos i = riam trabalhar em u ma olaria. Já no ca minho eles tiveram - desentendimentos, P2 is teriam sido vis - tos brigando, fato este que culminou com o assassinato BD violento de "Gaucho" cue ainda foi arras- tado por csrc d uaren a retros. De pois de praticado o ,ri:ne o honicida vol tou a cidade onde caiu nas malhas da - Policia pela própria Jíngua. Assim que consta taram o crire o Po J iciair, voJt..aram a ci 'ade e deram voz de prisão em flagrante il Horácio Garcia que ap6s a lavratura do euto de apreensão foi conduzido à Dele cacia de Polícia de Pela Vista, onde se encontra recolhido a <lisposição da Justi ca. rio. NO 01.SCRIHINAÇÃO 0l 02 5e 1 l s e 03 . 0 Corrida Mínima (salda do ponto) DENTRO DOS LIMITES: a) Bairro Esp[rlto Snnto b) Loteamento Itnbora.I c) Cerradinho até a Escola d) Bairro Antonio João e) Vila Previsul f) Bairro das Primaveras g) Cemltêrlo de Ágwl Doce h) Água Doce - Posto/Trevo 1) Ponte do Rio Apa - Saída para Ponta Porá j) Aeroporto D) Igreja são Patrício m) Expobel DISTRITO NOSSA SENH0RA DE FATIMA o) Igreja SÃO Clemente ) Ese. Mun. de 19 Grau José M! PalmlerI e) Cemltêrlo . d) Esc. Mun. de 1? Grau Costa Reuna INTERNACIONAL: a) Paragu,11 até Colorado b) Parajtu.ai - outros pontos - à co:::binor Já está até pare cendo novela,mas são apenas fatos, e bas tante lamentáveis por sinal, mais uma vez as Rodovias de nossa região e toda a nossa fronteira , está desguarnecida e totalmente aberta às ações de traficantes, contrabandistas, ar rastadores de carros e marginais de toda espécie, isto porque graças aos almofadi nhas de gabinete lá da capital do Estado que não querem dar - as condições necessá rias para a Policia Militar desenvolver seu trabalho a con - tento. A situação chega as raias do absurdo que, segundo apura - mos, uma Comissão da Secretaria de Fazen da do Estado teve a capacidade de afir 051 VIAGENS: Por k1 lÕ::ctro percorrido 06 POR TEMPO PARADO I SERVIÇO DO USUÁRIO: a) Hora par-ada b) Horn cocerci.al 07 DAS 22:00 HORAS ÀS 06:00 .HORAS: Terá acréscimo de 50 (c!ruenta por cento) no valor A da corrll" Bicicletaria FM Hermes Lo .. reiro lfran ~ Co.nsertos e reformos de Bicicleta cm gera.l. ervir bem osso lema e pecas em geral. Barão do Ladãr1o, n? 1898 - BELA VISTA - MS mar que do jeito que está não pode conti nuar porque o traba lho da Policia não - está tendo retorno , ou seja, querem que até mesmo a Polícia Nilitar dê lucro ao F.stado, como se fos e uma empresa comer cial qualquer. Ate nisso os almofadi nhas de gabinete se enganam, pois temos conhecimento que se forem somadas todas as multas aplicadas pelas Policias Mili t.ar e Florestal, e - las superam em mais de cem por cento as despesas,com a PM du rante o lo semestre deste ano. Querer que a Poli eia Militar dê lucro é o mesmo que incen tivar a indústria <las multas e dos abu sos no meio polici l, mas o que mais - O'l ACUSADO NEGA AUTORIA O CRIME Apesar de todos indícios aponta - rem para si como o autor do bárbaro as sassinato em Cara col, o acusado Horá cio Pereira Garcia - nega catcgoriamente a autoria do crime , mas devido as evidên cias ele foi autuado em flagrante pelo Dr. Edmundo Pereira Cala do, do Jardim, que está respondendo pe las Delegacias de Bg revolta a comunidade sul-amtogrossense,in clusive ouvimos isso de várias pessoas, é o fato de que para - fazer propagar.da, pu blicidade o política o GOverno do Estado tem dinheiro de so - bra, mas para garan tir a segurança da população, obrigação constitucional, cor tam recursos alegan do contenção de des pesas e até prejui - zos, abrindo as por tas para a ação de marginais e delin quentes de toda espé cie. Não podemoses= quecer jamais, e o povo de Bela Vista e região sabe disso, o contrabando e o fur to de veículos, en - tre outros crimes, é uma prática que deve ser combatida a todo custo e jamais esti mulada como os la Vis a e Caracol será o responsável - pelo come nte in - quéri o Policial que vai apurar como Ludo aconteceu, acredita se no entanto que o motivo do crime te - riu sido fútil, nui to provavelmentno a cachaça ingerida mais uma vez, tenha sido a maior respon sável por este homi cídio de extrema vio lência. - "entendidos" lá da ca pital do Estado es • tão querendo fazer. Nossas estradas - estão sem segurança, a PM se vê obrigada a se recolher aos quartéis, em muitos casos até mesmo sem uma única viatura em boas condições, tudo sob a alegação me5 - quinha e esfarrapada de que os investimen tos não estão comoen sando. É no mínimo , um caso de Polícia o que estão fazendo com a Polícia do nos so Estado é mtivo de vergonha pera t dos os sul-matogros senses. E fala-se em en - tendimento político, o que na verdade não passa de en tend; , to entre os "chef O povo quer res dos e está canse de blá blá blá...0R Você liga e recebe o seu JORNAL TRismr:, DA FRONTEIRA em casa Você liga e se informa sobre o vencimento de sua assinatura você liga e renova automaticamente sua as sinatura Você liga e no outro dia recebe o TT sef novo endereço Você liga e contrata uma assinatura VIP por 5 anos, sem inflação em Você liga e dá assinatura de presente para quem você gosta Você liga e resolve tudo sobre a sua assi natura F Vale a pena Repetir: São Muitas as Vantagens de quem Assina o TF e quem Assina o TF Repete Jornal Tribuna @@ da Fronteira UE O POv SEJA BEM INFOEL JORNAL TRIUNA DA FRONTEIRA - DIÁRIO REGIONAL ELA VISTA 27 DE AGOSTO DE 1993 Governo Facilita I ransf erência de Casas financiadas pela COHU O Governo do Estado está fa cilitando a trannfcrência das casas financiadas pela CDIU (Com panhia de Desenvolvimento Habi tacional e Urbano), abrindo mio da cobrança das 15 UPFs (Unidade Padrão de Financiamento) refe rentes à taxa de transferência, que cm valores de agosto equi- vale a mais de CR$ 7,7 mil, Com isso, ao passar a cana adquiri da de terceiros para o seu no me, o novo mutuário terá que pa gar os 2i do saldo devedor, que corresponde ao seguro do imóvel no ato da transferência. o Secretário de Habitacio e Desenvolvimento Urbano, Paulo Corrêa, nas reuniões que tem feito com os moradores dos con juntos habitacionais da CDHU e Previsul, tem explicado que o Governo Pedro Pedrossian vem a dotando várias medidas para fa cilitar a vida dos mutuários e possibilitar que eles regulari zem a situacio de suas casas, Ele lembrou que a medida é de Paulo Corrêa grande repercussao pois, levan do-se em consideração uma pes soa que adquiriu casa financia= da com saldo devedor de CR$ 300 mil, a transferência desse imó vel custaria hoje mai de CRS 13 mil. Sem os 15 UPFs, a casa é passada para o nome do atual morador por CR$ 6 mil(21 do sal do devedor). Paulo Corrêa ten lcnbrado que com cosa medida procura-se a re qularização dos imóveis finan - ciados pela CDHU. Ele tem escla recido que a procuração muito - usada nas transferências de ca sas financiadas, nã é reconhe cida como documento legal, não só pela Companhia mas pelo pró prio Sistema Financeiro da Habi tacão {SFH). Além disso, ele oB serva que qualquer procuração - tem validade somente por um ano, PARCELAMENTO Nas reuniões com os mutuári os para falar sobre a importân cia do recadastramento, Paulo Corrêa tem lembrado que o Gover no está parcelando os débitos - dos mutuários. Para quem pagar as prestações atrasadas(em valo res atualizados) à vista terá desconto de 30 . A divida pode rá ser quitada também em quatro parcelas fixas, sendo ?58 do to tal no ato do pedido de parcela mento mais três, ou então em 12 mensalidades corrigidas pela TR (Taxa Referencial). De acordo com os dados doca <lastro da CD!IU, c rca de 5 mil mutuários estão com parcelas a trasadas. Eles são responsáveis por uma divida que soma a CR$ 56 milhões. Para resolver os principais problemas encontra - dos pelos atuais moradores com relação as casas, a Secretaria de Habitação lançou o programa de recadastramento, que está sendo desenvolvido junto com as associações de moradores. ==========---------------===== GOVERNO MS O futuro agora ======--=========--===-=-===== PIRICEMI: SEMI COMECI MONITORIMENTO E DBRE PERIODO OFICIAl DE D FESO A Secretaria de Meio Ambiente come - çou O trabalho de monitoramento das sub-bacias dos rios Miranda, Aquidauana e Taquari, para de terminar o fechamen to da pesca comerci al (período oficial de defeso) e garan tir o fechamento do ciclo migratrório e a reprodução dos peixes. O período de defeso (entressafra) é determinado desde 1989 e o monitoramen to dos cardumes ocor re desde 1991, para identificação da fa se de desova. Este ano, segundo a biólo ga Shirley Palmeira, o acompanhamento do processo migratório será feito em três épocas, até a primei ra quinzena de outu bro, às vésperas da piracema. O período de deso va deve se situar en tre outubro em fun cão dos dados hidro métricos, cataloga - dos pelo Departamen to de Conservação e Recursos Naturais e relatórios semanais da Companhia de Pes quisas de Recurso.Na turais do Denae. Os relatórios permitem a Sema acompanhar as cotas de inundação - nos rios. Como neste ano as cheias nao fo ram intensas, é pos sível prever a repro dução normal, já que as enchentes afetam o desenvolvimento re produtivo. ,. Em 1992,ano atipi co, com cheia alta , a Sema teve que pro telar o período de defeso, para que hou vesse tempo da chega. da dos cardumes atá às cabeceiras dos ri os controlados pelo Estado e União,só se rã permitida a pesca de subsistência, em barranco, em caniço e linhada. O monito ramento das sub-baci as começa em função do inicio do proces so,verificado com a presença dos cardu mes nos leitos dos rios. Paralelo ao trabalho de monitora mento,técnicos da Se ma vão realizar ave rificacão dos níveis hidrológicos. CAPACIDADE REPRODUTI VA O monitoramento - para identificar o período de desova,se gundo a biologa Shir ley Palmeira,consis te na captura de urna amostra de 30 a 50 - espécies(normalmente curimbatá,piavuçu,pa cu, dourado e pinta do) para exames bio métricos(peso e medi da) ,abertura da cavi dade abdominal e ve rificacão do desen volvimento das gôno das(órgios reproduto res dos peixes),alén dos acompanhamentos dos níveis hidromé - tricos. Apesar da reprodu cão ter sido afetada em 1992, por causa - da cheia intensa,não houve reflexos no es toque,porque os pe rioda; típicos da pi racema se encarregam de promover o equili brio ictiológico. "A importância do moni toramento está na identificacio dases pêcies, verificacão dos niveis hidromé- tricos e a possi bilidade de determi nar o período de de feso e assegurar a subida dos peixes e sua reprodução", ob serva a bióloga Shir ley Palmeira,que vai conduzir os traba lhos de campo nas sub-bacias dos ri os Miranda, Taquari e Aquidauana. Nesta primeira - etapa o monitora - mento vai até sex ta-feira, 27. SECOM Preserve a Natureza r rt t !. I' u $ vil 1 ,Jr)f•'/1T, 'tl<lBUIII D/ l l<()f/'l/:T H/1 - !.JflHffJ HW;JO:l/, Edital de Proclamas ,:'lNILDE: HO'.Jl DOS !31ll'l'OS, Oficiula do Rr r;iatro C.iviJ d,, ll,· 1~ ViaLa-MS, fnz uaber a todos quantos o prncnntc Edital de Proclamas virem, que apr nontaram os documentar; exigitio!i polo artigo IDO Codlgo Civil Brasileiro, inciaos I-II-lII e IV e prntnndcm ne canar: * NILO CRISTALDO ·º APAltECIDA DlVALO, ambos brasil iros, sol tciros, dorniciliadoo e roaidcntes nesta cidade; ele, lavrador, filho <ln Pedro Nolasco Cristaldo e lfonsa Avalo, ela, lides do lnr, filha de lurélio Davalo e Pctrona Arguelh? Duvalo. * CARI.OS ALBERTO GONÇALVES e HARILZA ELIANE DA SILVA, ambon braeileiroe, naturais dente Pstado, ele operador de máquinas , reeidente no município de Dela Vista-MS, filho de Manoel Gon çalvcs Sobrinho e Helena Maria Gonçalves; ela, lides do lar,ri sidcnte no município de Bola Vista-MS, filha de Raimundo Máxi mo da Silva e Maria Candida da Silva. Se alguém souber de algum impedimento, que se oponha na forma da lei. Dela Vista-MS, 25 de agosto de 1993 Janilde Rosa dos Santos - Oficiala IPDNEMD MODIS- CONFECÇÕES E BIJOUTERIAS ADULTO E INFANTIL Diretamente do Rio os Oltirnos lançamentos: Conjuntos de linho , jeans, roupas em malha, shorts, ca misetas, pijamas,· calcinhas, bermu das, cores e modelos à escolher. Rua Conde de Porto Alegre/368 FONE (067) 439-1846 * OS MELHORES PREÇO DJ CIDADE! * BELA VISTA - MATO GROSSO DO SUL '_J 1 j -- Marruá Jeans -~,:-.:_. _f]_íj Tudo em Jeans com o melhor pr~ 'f"lli1, 1 Jço da Cidade ! tj . 1tigos em Couro, Biquinis,etc Rua Conde de Porto Alegre Fone (067) 439-1165 13ela Vista MS - L Tudo em Moda Infantil O ã 14 anos de idade. Marruá Baby . ----.» ,R@p, %e ' de Rua Duque de Caxias ( Ao lado da Farmácia do Jair) Fnxoval completo para seu Bebê. 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Destaco a inportancia da eturas Lnfan tIl, face às enas drumit!as que st os assistindo com a vfolenla no c po e na date, Continuou: "A nossa proposta é conservar o perfil ortxia! da crlany.a preporefenand! lhe oportunidades de conhecer-te e acef ar-e, aprender a postar de si proprio, valorizar - seu Jeito natural de ser e adquirir respeito por rua própria pesoa", Explanou bem os objetI vor.: dn rscol.1. A seulr as palavras do Uln:._or At''íin1strat1vo !}cr:01c1tJlno Gonz.llti llurt'ro , par aualo, casado, formado em Filosofia e Te0lo!a pela niversfdade Católtea do Paraná. Si tuou o homem no mundo atual, eu papel e tuas lInítaóes, Com a palavra a Madrinha da CE.IVA Professora Izabel ogueira Barbosa, casada, professora na rede Estadual há mais de vinte ri nos, Fornada em letras e Pedagola com especialização e Supervisão Escolar pela 'n!versfda d.' 1-·t der.d do P.S. lolcfou com palavras de arad cirr-cnto p-elo convite, ressaltou o papel da DIretora Pedagógica na educação e dIsse que "atualmente a Pré-Escola não substftuf a fa[1a, mas tudo que.• fizer Juntamente com esta, terá efeito altamente construtivo", Ressaltou o pa pel da Educação Pré-Prlmarla, Fol dada a palavra ao Senhor Maclr Paredes que tatém ressal- t ou a f -portancli1 e ncct"8:tid1de d<J rduc,tç..io prí•-escolar. Diferenciou e cníotizou instnu;,:10 e: (•duc.nçjo. Pnralwnlzou o cns.,t t!.ari11 C.•Jlta e• Bernardino pelo Interesse ded[cação e cor agr. Coo a palJvr,l o Prcf1.dto 1 1unlcip..1l Abra,io An:0,1 Z,,car!as falou da coragem em trazer tão ln· portantl' brneífcio ao povo de Bela Vista t• se colocou à disposlçáo no que estiver o seu al cancc. A Proft•s:;orn Ja:it.! ~h,.lo Lour<•lro de Alr:elda par.abcnizou a. crlnç.ao da Escola C' deu ênfase ao carinho dado ao f{lhos dos outros. A Professora Clei~e Rocha chefe do Núcleo de. ela VIsta também se colocou a sua dlspostçii.o, como ta::.tién su& equipe. A Professora e DirPlO rn da Escolu Estadu,,l Pré-E$c.:01,,r 19 e 29 Graus Francisca PeLxoto Lima também se colocou R dlspostção e d~sejou sucl:'$Vo. Ressaltou ,'ls palavras. d~ M.1ria Celit,1 qunndo se referiu a aten ão aos necessitados, Nada mais havendo ., tratar foi cnccrradc1 a cer{r.ônia com o Pai Nosso -; Eu, Ano M,ula Loureiro Oc,1rlz lavrrl a prcsentl" ata. Ano Narla Loureiro Ocarlz; Prcfl•lto Municipal Abraão Armoa Zacarias; Representante do Coman dante lOQ RC M<'c 2Q Tcn Ortega;. Presld~ntc d,1 Junta Hunlclp<1l do Paraguai Ro~allno Conzalcz Romero; Representante do VIgãrlo Syde Raros Brites; Chefe do Núcleo Cleide Maria Roch,1 Rodrf Jiuez; Diretor Ado1nistr,ltlvo Bernardino Gonzalez Romero; Diretora Pedagógica Maria Celita AT ves de Alttclda Gonzalez; Madrinha: Izabel Nogueira Barbosa; Francisca Pelxoto de Lima; To.ili Franco Lozano; Jurer.iil Lout.iet Viana; J,1ne dt! ~1. Loureiro de Alr:-elda; Er.iÍdia Lopes Penha; So nete Lino Silva; Lulzu Benedita. dos S.mtos Oviedo; Lueia Franco; F1or1ana Franco Lozano ; Delfina Rodrigues; Hngnll B,,tista de Souza Gll; Houcir Paredes Cll; Dalila A. de Gonzalez ; Ana Marta Batista Souza; Pedro P .. 1ulo Ccnturión; Hertberto Gonzalez Ror.!cro; Julia Rosane Pos« sotn, Ltberacy Lino B,1tllla.ni; F<.>lip.1 de Conzalcz; Dr. José Ribart.ar Cruz e Silvar !..oura ~ arte Lcchner. Oi! Meu nome é Ana Carolina Pagot. Tenho 5 anos de idade e toe/os me conhecem por Aninha. Estou lhe escrevendo para ~ir aiuda. Precis.o viver. Tenho uma doença danada que se chama Leucemip. E urp câncer que ·atinge o sistema sanguíneo e só é çuracfa através do implante de uma nova medula ossea. ln_feli~eQfe,, 1::5sa operação é muito cara (80 mif dólç,res} e meus pais nao têm dinheiro para p_agar. O pouco que voce puder t;Oflfnbutr sera muito paro mim. E o meu passaporte para a vida. Afinal, se somos todos filhos de Deus, qlgum parentesco devemos ter. E então? Me ajuda a viver! Aninha AJUDE A SALVAR A VIDA DE ANINHA. VOCÊ PODEI DEPOSITE NOS BANCOS: • BAMERINDUS • AGÊNCIA l687 • CONTA 03260-70 • BRADESCO • AGÊNCIA 1902-P • CONTA 12882·1 • .BANCO DO BRASIL • AGÊNCIA 0048·5 • CONTA 86666-0 Pwa mams iJlommies ôg.,e 7414731 e fde com meus pai AntC'tÚoAnadelo l'agd ou i.IItJrm Roóigves lb;pt -··· . ~...--- l ) ) l :! [! CDNCIJECIWZ COW.(ACIAL MONUMENTO WAT. DE COIGTR.. LTO,. 787-1602 , Economia e Segurança JORNAL, 'TRIHUNA DA FRONTEIRA - DIÁRIO RE'+i9!L BONITO FILHOS RESGITIRIM OS PIIS QUE ME IGAYAM EM BONITO Que "um pai trata do dez filhos e dez filhos não tratam do um pai" é um dita do mais antigo que "andar para a fren te!" Porém, em Boni to ocorreram dois fa tos que não são iné ditos, mas também não são nada comuns. Dois homens, alcoóla tras inveterados,que viviam na mais com pleta promiscuidade, sendo que um deles - tinha "a calçada co mo travesseiro e o sereno como cober tor",foram resgatados pelos filhos que não • os viam há muitos anos e os encontros foram simplesmente - dramáticos. "PAULISTA" MECANÔGRA FO - Há algum tempo chegou a esta cida de, procedente de Pa raguassú Paulista",o mecanógrafo Joé An tonio Spinooa,quc ga nhava a vida conscr tando máquinas de e crever. Todavia, era um alcoólatra incor rígivel, o dinheiri nho que ganhava mal dava para as pingas e vivia na condição de miséria quase to tal. Dormia no chão ou em uma tarimba im provisada forrada com papelão, panos ve lhos e "queimava pa nelas" no terreiro. Não importunava - ninguém,mas passava a maior parte do tempo embriagado e por is so,apesar de ser um bom profissional,não despertava a mínima confiança dos even tuais clientes. ENCONTRO COM OS FI LHOS Certo dia(há vári os meses), quando ma is uma vez estava em briagado em um bote quim,chegaram dois rapazes muito bem a piessoados e pergunta ram ao botiqueiro: O Sr. conhece José An Lonio Spinosa,um con sertador de máquinas de escrever? O bêbado que esta va sentado em um can to arregalou OS - olhos e disse-lhes : Eu sou o Spinosa fa lado! Qual é o pro blema? Os mesmos se iden tificaram como sendo os filhos e há muito tempo estavam a sua procura. O pai não - os reconheceu pronta mente, porque quando os deixou eram crian ças. O encontro propor cionou aquela ale= gria e momento de emoção. José Spinosa A atitude de alguns - vereadores, presenciada na ultima sessao Legisla tiva é lamentável, prin: cipalmente quando anali sada pelo ponto de vista da conduta parlamentar. Chega a ser difícil, estimular a frequência - de populares nas sessões do Legislativo, quando vez Ou outra o recinto é pego de Surpresa, com agressoes entre os pró prios vereadores, inclo sive agressões pes soais. Nama atitude que não condiz com a finali dade do Poder, represen tante da população. Aliás a Câmara de Be la Vista, sempre foi pa! co de desacatos, agres sões, até de tiros.Atos que além de não serem ci vilizados, ostram a in capacidade de debates po lêmicos entre vereadores, chegando até as vias de rivalidades intransigen tes e pessoais. É inadm{ssivel foi levado a uma lo ja,comprou roupas e calçados,fez a bar ba,tomou um bom ba nho,trocou de roupas e se mandou com os filhos para são Pau lo. "PERNAMBUCO" E OCA CHORRINHO Semana passada ocorreu outro fato - semelhante. Um esmoler, que nem profissão tinha; conhecido apenas por "Pernambuco",perambu lava pelas ruas,nor malmente acompanhado por um cachorrinho Dormia ao relento e quando vomitava devi do os porres que to mava,o animal lam bia-lhe a boca. Era um verdadeiro "João Ninguém". O que é a za humana ... sem dinheiro nature Mesmo o indi- viduo consegue? em briagar-se facilmen te,pois não falta al guém para pagar-lhe um copo ou mesmo uma garrafa de cachaça. O difícil é encon trar uma alma carido sa que lhe ofereça - um prato de comida. FRACASSOU NA VIDA Voltamos ao caso do "Pernambuco". Para surpresa de todos,eis que semana passada seus filhos apareceram e o encon tro também provocou profunda emoção, com sorriso e lágrimas. Levado para o hótel, tomou banho, fez a barba,vestiu roupas novas, foram comemo rar em um restauran te e "Pernambuco" co meu e bebeu tudo o que tinha direito , pois o seu consolo era ouvir o "ronco - tripas" e beber iigua ... No diálago que ti veram,o "ex-mendigo" afirmou que sabia do paradeiro dos filhos e somente não os pro curou porque tinha= fracassado na vida, Com um sorriso nos lábios,foi leva do para um verdadei rolar e quem deve ter sentido sua fal ta é o seu insepará vel cachorrinho ago ra "ficou sem dono". Os dois casos ser vem como exemplo pa ra outros filhos, cu jos pais vivem na mesma promiscuidade que viveram o "pau lista" e o "Pernambg cano. FIRMINO OE BARROS Vereador Marco Rondon Pede Calma na Câmara tul rat zç, ZI a ?, j e! atitudes como a de quar ta-feira vem se repetin do ultimamente. Há que que se mediar as discussões, sem deixar cair no "bate boca". Hã que se contornar - situações, sem tornar la do Ou "dores" de nin - guêm. Hã que se esclarecer dúvidas, sem ser porta - ,' ' 1 voz de ninguém; tais con ceitos devem serem se= guidos pela Mesa, onde a neutralidade, a impar cialidade e a igualdade tem que prevalecerem co mo regras no trabalho Le gislativo. Sendo a Mesa responsável pelo direcio / l Vereador Marco Rondon .namento da sessão. A população está re - voltada e muitas pessoas afirmam terem se afasta do da política por nao aceitarem atitudes como esta. E sentem-se feli zes por não estarem no local na oportunidade. f triste, que ainda , que fazem do Plenário on funções públicas,peço or aconteça tais fatos, pon tanque de lavadeiras. dem e seriedade no Legis do em declínio a morali- Para que possamos ter um lativo Belavistense e qe dade política, urna vez bom desempenho em nossas Deus nos proteja. (Escreve Vereador Marco Rondon) LDA Comemora 51 anos ftvaliando a sua Atuação no MS A história da Legião Brasileira de Entendendo ser necessário delimi _ Assistência está intimamente ligada à t~r muito claramente as áreas de atua participação do Brasil na Segunda - çao da FLBA tem-se atualmente como Guerra Mundial. Da necessidade argen- programas básicos de atação a te de mobilizar o trabalho Civil em çao a crianças menores de seis an~:e: apoio ao esforço de guerra, através - em creches, a portador de deficiência da Primeira dama do Pais, Sra Darcy e ao idoso. Sarmanho Vargas a 28 de agosto de Somente no mês de agosto de 1993 a 1942 foram criadas representações da Superintendência de Mato Grosso do LBA em todos os Estados brasileiros. Sul contratou metas para as ações con Em Mato Grosso do Sul, a criação - ti d d nua as, emandando recursos orcamen= do Estado em outubro de 1977 incenti- tarios que atingem 16 milhões de CRS vou a Fundação Legião Brasileira de Assistência a oferecer ao novo Estado para atender es t es programas, seja re passando diretamente os recorsos para o mesmo tratamento dispensado as de E id d mais unidades da Federação. Assim em as nt a es nao governamentais, seja repassando os recursos para o retado 31 de agosto de 1978, através da Resa e Municípios para que estes lução 22/78 da·FLBA foi criada a Dire= a i executem pol tica de assistência a toria Estadual de Mato Grosso do Sul, mentos. es t es se juntamente com a instalação do Gover- _Para comemorar os 5l anos da cria- no do Estado, em janeiro de 1979. d - çao a FLBA a Direção Nacional reco Da sua criacao, até o momento a d FLBA sofreu grandes transformações men ou que cada Superintendência exe= t 1d i :id b; ;t - cotasse apenas uma missa qie em Campo endo nvest: 1o ascamente na melho- Grande será realizada no j, ria da qualidade de vida da população 27 de menos favorecida seja através de be+ o st o, as 7 :30 he na Igreja são José fícios diretos às Instituições - pelo Arcebispo Dom Vctrlo Pavanel · ou lo da Arquidiocese de - através do repasse de recursos para de. Campo Gra~ que os próprios Municípios·executem - sua política de Assistência Social. iro "su, cs 'S, ·ri, ·1o "o 'ia1 Ili +« BIG e»CAR LINHA ÁLCOOL Motor - 3 Pagamentos (1 2) * ENTREGAMOS SEU CARANGO, RAPIDINHO! * COLOCAÇÃO GRATUITA J l a> Retífica em Geral ROA 13 DE MAIO, 3.709 EH FRENTr. A SANTA CASA *.MOTOR COM GARANTIA! Campo Grande FONE: (067) 383-2517 e 384-4464 Continuar navegando TRIBUNA_DA_FRONTEIRA_ANOXXI_Nº1388_26_08_1993 TRIBUNA_DA_FRONTEIRA_ANOXXI_Nº1390_28_08_1993 Voltar para a lista de itens