• TRIBUNA_DA_FRONTEIRA_ANOXXIV_Nº1795_23_11_1996

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DIÁRIO REGIONAL - ANO: XXIV • N° 1.795 - SÁBADO, 23 DE NOVEMBRO DE 1996 • FUNDADOR: IVALDO PEREIRA - R$ 1,00
Ladrão leva
Emenda de Sperafico
beneficia· Bela Vista
A grande maioria das emendas
apresentadas pelo Deputado Federal Dilso
Speralico (PMDB-MS), nn Comissão ,
Mista de Planejamento, Orçamentos
Públicos e Finanças prevêem ,investimentos
nos setores da saúde, educaçãÔ, transporte
e infra-estrutura. '
Na opinião do Parlamentar, o
Governo Federal deve priorizaram sua ação
no sentido de melhorar o atendimento
nessas áreas e favorecer o desenvolvimento
social. "Não é possível pensar em outros
investimentos, enquanto que o cidadão
brasileiro não tem direitos básicos, como a
saúde e a educação, assegurados",
argumentou Sperafico.
BELA VISTA
Visando promover a política de
Saneamento Básico cm Bela Vista, Dilso
Sperafico apresentou proposta para a
ampliação da infra-estrutura hídrica na
cidade, ou seja, a ampliação da rede de
esgotamento sanitário e o escoamento de
águas pluviais.
Segundo o Deputado, a apresentação
da emenda atende as reivindicações das
comunidades. " grande maioria das
cidades brasileiras não dispõem de
saneamento básico compatível com o
Deputado Dilso Sperafico
número de habitantes, esta proposta visa dotar a localidade
com maior infra-estrutura", disse ele.
Os recursos estão sendo obtidos através da emenda
ao Orçamento Geral da União de 1977. Além dessa
emenda que beneficia o cidadão de Bela Vista, outras
favorecem os Municípios de Antonio João, Cassilândia.'
ete Quedas, Eldorado, Nova Andradina, ovo Horizonte
do Sul, Chapadão do ul, Amambai, Dourados, Ponta
Porá, Laguna Caarapa e Naviraí.
,
Jardim - O elemento
Ronildo Antunes Pereira, 22
anos, vulgo Piroco, velho
conhecido da Polícia, preso
várias vezes por prática de furto,
levou um tiro na perna, na região
do joelho, no último dia
15.11.96, por volta das 17:30
horas, quando andava na rua Rio
Grande do Sul.
Piroco deparou com 03
homens encapuzados todos
armados, possivelmente com
pistolas 9 mm, cal 38 e de
imediato foram disparando fogo
contra Piroco, que saltou de sua
bicicleta e saiu rolando e quando
foi atingido no joelho se passou
por morto; foi quando os
pistoleiros fugiram. Piroco em
depoimento a Polícia alegou que
vinha recebendo ameaças, desde
quando pela última vez que foi
preso, denunciou em um
programa de Rádio e a Policia
nesta cidade, o envolvimento
dos traficantes Adevaldo e
Magno de tal, como sendo os
principais distribuidores de
maconha na cidade. Píroco
acredita que o atentado pode ter
partido dos traficantes. A Policia
Civil está investigando o caso.
ExplosãodeAvião Estudante do MS
considerado o
melhor do mundo
egundo noticia publicada no Correio do Estado. um avião
monomotor. prefixo PT-KPU, caiu e explodiu no Pantanal a seis
quilômetros da pista do Aeroporto Internacional de Corumbá,
depois de levantar vôo da localidade conhecida como Mandioré,
no Pantanal, com destino a Campo Grande. A aeronave estava
com quatro pessoas a bordo. que conseguiram sair cinco minutos
antes da explosão. O piloto Paulo Roberto Bruziena e o Prefeito
eleito do Município de Antonio João, Dácio Queiroz, tiveram
apenas ferimentos generalizados.
O mecânico Mário de Oliveira Braga não teve a mesma
sorte e teve fraturas graves no rosto e cabeça. Ele foi submetido
a uma cirurgia bucomaxilar, no Prontomed da Santa Casa de
Campo Grande, onde está internado, depois de aguardar durante
quase 20 horas nessas condições, desde a hora do acidente até o
momento de ser atendido pelos médicos. Primeiramente ele
Passou por uma clinica ortopédica localizada na Avenida Mato
Grosso, mas devido ao estado cm que se encontrava foi
ransportado para o Prontomed em ambulância do Hospital.
Também ferido grave, Antonio Carlos Derzi, sobrinho do
ex-Senador Rachid Saldanha Derzi, foi operado para tratamento
de fratura na clavícula, ficou internado na clínica da Aveni
d
a
Mato Grosso. Ele evitou visitas, acatando recome
nd
ações
médicas
• Existem poucas informações sobre o desastre. O piloto
desapareceu logo após ser liberado pelos médicos e não apare--U
em mesmo no Aeroporto, onde poderia ser detido e encaminhado
até O Departamento de A viação Civil, para explicar às autori
da
des
0
motivo de não fazer o plano de vôo, o que é considerado falta
!ave e portanto haverá punição, conforme garantiu um dos
funei A:. ·identificado. (corso do Eado»
onaros do DAC, que preferiu não ser i« 1a0O .' e
..,
O estudante do curso de
Letras do Centro Universitário
da Universidade Federal de
Mato Grosso do Sul - UFMS,
.de Corumbá, José Gomes
Pereira, é considerado o
melhor do mundo deste ano. A
consagração decorreu do
Concurso "Indomitablo
Thayfoons" promovido pela
Liga orte Americana de
Estudantes.
Sua dedicação nos
estudos levou o Ministério da
Educação a indicá-lo para
participar o concurso - que
traduzindo para o Português
significa "Tufões
Indomáveis"- juntamente com
alunos do mundo inteiro.
Pereira obteve a insuperável
marca de 1.018 notas dez.
Pelo reconhecimento do
mérito conferido ao estudante
corumbaense, a Assembléia
tlro_na perna e
acusa traficante
Legislativa aprovou na sessão
da última quinta-feira, uma
Moção de Congratulações de
autoria do Deputado Estadual
Paulo Estevão (PTB).
Ao justificar a
propositura, o Deputado
destaca a "inteligência
privilegiada do aluno,
sobretudo o empenho nos
estudos, mesmo diante das
dificuldades enfrentadas
decorrentes de movimentos
grevistas do entro
Universitário de Corumbá e de
outras situações desfavoráveis
ao bom andamento do ensino
público".
Atualmente, Jsé Gomes
Pereira se dedica na orientação
de uma turma do 2° Grau da
Escola Dom Bosco. Sua
pretensão, após concluir os
estudos, é continuar se
dedicando na área educacional.
CONVITE AOS DIRIGENTES DE CLUBES
, • ±. mntrase em completo
Considerando que a liga Esportiva Belavistense eno
abandona:
' Ó . d Desporto na cidade
Considerando que trata-se do rgao Mater
0
de Bela Vista· • • ó ·
e
. • - d I no acordo qao o rgao
0ns1derando que alguns Desportistas estao e P e
hecesei' ' ... ;OLVEM0S:. •
"la com urgência de sua reestruturação: RES(' 8, 28/11/96
• :. 1ara que no Ma ''
a,,,_ "idar os senhores dirigentes de equipe "",, + Rua Barão do
,,""Pm de uma reunião ara tratar de sua reatar"", 44aos os assuntos
ino, antiga Sorveteria do Brum, onde, resolveremo Certos de seu
Pendem . 4 20.00 horas.
e,,, " sua normalidade, precisamente à .,consideração ao pedido
decimento, apresentamos nossos votos de e
st
ima {
ora 'mmulada. Respeitosamente, CELESTINO JAE
CÂMARA MUNICIPAL DE BELA VISTA- Resolução N" 014196
"Cria Comissão de Inquérito. e dá outras providêncillS".
A Presidente da Câmara Municipal de Bela Vista, MS., no uso de
suas atribuições legais, Decreta e Promulga a seguinte rcsoluça°o:
Ar.I- Fica criada Comisso Parlamentar de Inquérito, para apurar
irregularidades contidas no Requerimento N 024/96 de autoria do Vereador
Marcos Elias Rios da Cruz
Parágrafo único - Compõe a presente Comissão os Vereadores: Nelio
Diário(PMDB), Marco Rondon (PPB), Luiz Alexandre L. Palmién (PFL)
Ar2- A Comissão terá 15 (quinze) dias à contar desta data. para
apresentar Parecer à Mesa da Câmara
Ar.4°, Esta Resoluçlo entra em vigor na data de sua publicação,
revogadas as disposições em contrário. Sala das Sessdes, 19/Nov/1996
0rlanda Freitas dos Santos- Presidenta Marcos Elias Rias da Cruz- 1 See
DOF atuante,
respeitado e admirado no
Sudoeste e fronteira
Missão de Adib
agora é na Câmara
O Departamento de Operações de Fronteira- DOF - ex-Grupo
de Operações de Fronteira -GOF - subordinado à Secretaria de
Segurança Pública, atualmente sob o comando do Ten. Cel. (PM)
Nilton Tadeu Ferreira, vem desenvolvendo com brilh ismo,
responsabilidade e competência suas atividades não só na ião da
Grande Dourados mas cm todo o Sudoeste e Fronteira..
Temos visto cartazes, folhetos, até "out dons" com e
à volta do Cel.
Adib Massad à
chefia do DOF,
afastado quando foi
acusado da
eliminação de
marginais por uma • ___./
reportagem do
SBT REPÓRTER.
O caso foi apurado
em inquérito pela
Corregedoria de
Polícia que nada
constatou e r
posteriormente o Adib; Vereador mais yotado ena. r3dos
Ministério Público pediu arquivamento do pro.:esso. Lemos.
também, nos últimos dias, algumas matérias nos jomais destacando
essa campanha "Volta Adib".
MISSÃO ACORA É NA CÂMARA. ..
Estamos muito à vontade para falar do assunto por, .: qvndo
o SBT REPÓRTER. na reportagem, acusou Adib e o GOF de
eliminarem marginais. ESTE JORNAL foi o L[NICO a publicar
maténas defendendo o Cel. Adib e o GOF.
O atual Chefe do DOF, Cel. Nilton, está desenvolvendo um
trabalho à altura das necessidades da população fronteiriça. !i.:ll
comando é atuante e respeitado, cumpre suas missões dentro das
prerrogativas que a Lei lhe faculta, seg,1e rigorosamenlL
determinações do Sr. Secretário de Segure,, ''5ca •
conseqüentemente, do Governador do Estado. Co..peté. =
Responsabilidade, não só perante o povo da Região, mas, sobretL,
perante à opinião pública nacional.
OCel. Vilton é militar de carreira, ex-Oficial do J O" RCMec.
ingressou na Polícia Militar com méritos, possui os mais diversos
cursos, já provou seu talento, determinação, equilíbrio e fiel
cumpridor de seus deveres. Afinal, foi o próprio Adib, nosso amigo.
que o escolheu. Era seu Sub-Chefe. Por muitos anos.
. Adib Massad possui urna larga folha de serviços prestados, a
população é grata. tanto que o elegeu o Vereador mais votado em
Dourados, na verdade ele poderá ser muito mais útil. agora, na
1
Câmara Municipal, poderá ajudar o seu DOF no campo das idéias,
da politica, capacidade, honestidade e inteligência para isto ele
possui. A MISSAO de Adib é na Câmara e, talvez, no futuro. na
Assembléia Legislativa.
. A campanha para a sua volta à Chefia do DOF é digna de
çlogios, mas de caráter emocional, coisas do sentimento. do carinho
que o povo dedica a esse valoroso policial, mas, convenhamos. ele
será muito mais útil na política, e devemos sim realizar campanhas,
para equipar melhor o DOF, equipar ntos, viaturas., modernização
e equipe de trabalho, ampliando sua Área de atuacão.
- E lembrar, também, que o DOF não é o "salvador da pátria"
dosetordesegurançapública,apeoas, .,,descusbraços,precisamos
de uma Policia Militar forte, bem eyi.ada e salários em dia, uma
Policia Federal mais participante n :rea tm1'n n elhorea' l
e, finalizando, mobilizar todas zs comunidades, olitic e,
economicamente e culturalmentz:, a=imn conz:guire nos dir
índice de marginalidade.
Segurança Pública é respons.'lbilidade :I~ todc a nós. (IP
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Diário Regional
Fundado cm 20 de Fevereiro de 1972
Fundador: lvaldo Pereira
Diretor Editor: lvaldo Pereira
Diretora-Administrativa: Maria Estela Velásquez Pereira
• Redator: Ubaldino Rodrigues
Reportagens: João Carlos Velásquez, Kencr Lopes Leite (Caracol), André Ávalos
(Jardim): Toninho Ruiz e Nelson Feres Júnior (Porto Murtinho) e
Victor Hugo Velásquez Pereira (Campo Grande)
Pro priedade da Gráfica e Editora Apa- CGC-MF 03.201.266/0001-90
<dministrnção, Redação, Gráfica, CircuÍação e Departamento Comercial:
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RDIM: Rua· 14 de Maio, 342 - E251-1669 (Sede Própria) .
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a1s s po erilo ser atcn I as se constar na receit; :.,r,, d ue
a de plantão não dispõe da di ·io citada aainformação Ie q
DR. JOSÉ D! n a mercaça
E RIAMAR CRUZ E SILVA- Se. Mun. de Saüde de Dela vi
B,

e

DIARIO REGIONAL 23 DE NOVEMBRO DE 1.996
'
Requião quer acabar com
cont_rabando de cigarro
Preocupado com a sonegação representada pela venda no
mercado interno do produto destinado à exportação, Senador
.,,
apresenta projeto com novas exigências para os fabricantes
O Senador Roberto Requfão (PMDB-PR) voltou a mo essas passem despercebidas pela Receita e pela
denunciar, em plenário, que cigarros brasileiros Polícia Federal".
originariamente deet'nados à exportação estão sen- Requfão considera vergonhosa essa situação, viE
do reintroduzidoG clandestinamente no Brasil, cau to que, se consumissem todo o cigarro oficalmente
sando prejuízos totais superiores ao volume de re= importado do Brasil, os 4,5 milhões de habitantes
cursos previstos com a arrecadaç~o, no próximo a- do Paraguai seriam todos fu~antes, incluindo-se os
;-o, da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimen recém-nascidos.
tacão Financeira). - Em aparte, o Senador Romeu Tuma (PSL-SP) criti-
- Como essas exportações não estão sujeitas a cou o "desleixo" das autoridades com o contraban -
nenhum tributo, subtraem-se dos cofres públicos o do, e sur,eriu que o Senado convoque empresários da
!PI (Imposto sobre Produtos Industrializados), que indústria de cigarros para discutir o assunto na
incidiria sobre o cigarro à alíquota de 3307, e o Casa. Requfão respondeu que, "ao invés de convida­
ICNY'S (Imposto sobre Circulação de Mercadorias), cu dos do Legislativo, esses empresários deviam ser
ja alíquota, no caso, seria de 257, cumulativo co- convocados à uma Delegacia de Polícia".
mo o IPI. ADVERTÊNCIA_
Conforme Requião, as exportações de cigarros Para evitar o problema, Requiao apresentou pro
brasileiros para o Paraguai e demais países do Co eto de Lei prevedo que cigarros e bebidas fabric;
ne Sul consistem em operações nas quais a mercado- dos no Brasil para exportação não poderão ser ven­
ria retorna clandestinamente e muitas vezes nem didos nem expostos à venda no País, devendo a emba
sai fisicamente do Brasil. Ele sustenta que essas lagem de cada maço e lata de cerveja exibir, obri=
vrndas vêm crescendo rapidamente nos últimos anos, gatoriamente, tarja vermelha com advertências de
e~usando inaceitável prrjuÍzo à fazenda nacional. que a venda do produto é ilícita no mercado ín­
Em sua opinião, "é inacreditável que operações co- terno.
Tuma defende ação do
arte na fronteira Calha
Trabalho das Forças Armadas no norte do País, apesar da
falta de recursos, é exaltada pelo Senador, ao antecipar
pontos do· relatório da
Com recursos orçamentários reduzidos à metade -
do que lhe era destinado, o Projeto Calha Norte e
a única presença efetiva do Est~do brasileiro em
l
~ as de fronteira do Pais, disse o Senador
armp..as are •
Romeu Tuna (PSL--SP), ao antecipar, em plenaro,co
clusão do relatório final sobre visita de par lamen
tares à área daquele empreendimento.
Intesrante da comissão especial do ~ongresso
destinada a reavaliar o Projeto Calha Norte, visan
do ao seu revigoramento, Romeu Tuma exaltou o tra­
balho ali desenvolvido pelas Forças Armadas, atra­
vés dos çelotôes de fronte1ra, "com evidente escas
~~= de meios". -
U= constatação animadora feita pela comissao ,
segundo Tuma, foi a de verificar que o Projeto Si-
- - 1idade. Dois radares instalados pcrmi-
van ja e rea - 1
t.em o acompanhamento de aeronaves civis e a oca-
7 d, 6es clandestinos, atividades que o
l1zaç20 e av!
Senador espera sejam feitas complementarmente as
desenvolvidas pelo Calha Norte.
Campos pede
estímulos aos
remédios à
base de plantas
"O RrasIl pesquisa, mas na realidade não fabri­
ca comercialmente os medicamentos a partir do m
prego dos princípios ativos descobertos pelos pes­
quis,1dores brasileiros", afinnou o Sen.1dor Julio
Campos (PPL-~IT), ao cobrar maior atenção das auto­
ridades para a biodiversidade brasileira. Ele de
fendeu a urgente adoção no Brasil de medidas que
permitam o desenvolvimento de tecnologias e a pro­
dução de medicamentos fitoterápicos (prÓduzidos à
base de_plantas).
O Senador explicou que, em todo o mundo, vem
crescendo a utilização de medicamentos fitoterápi­
cos, de eficácia cientificamente cocprovada, e c!
tou como exemplo o fato de a própria Or~ani2ação -
Mundial de Saúde ter incluído as plantas no :ogra
ma "Saúde para Todos no ano 2.000". Conforr 11
.Campos, é também grande no Brasil o núm~ro estu
diosos interessados no crescimento dessa in. trtã"
farmacêutica a partir das plantas nativas.
-A biodiversidade brasileira é uma éas m; • ri-
cas do mundo. Um sem número de pesquisas a., •taro
ser o Brasil um dos quatro países mais ricos em
biodiversidade, sendo o primeiro no número t~ ·al -
de espécies de organismos, graças à varie da,(~ exi s
tente nos nossos mais de 3 milhões de quflr±ros
quadrados de florestas.
Júlio Campos considera importante i::iforn.~. ao
grande público que o País está na linha de f nte
das pesquisas em que se determinam os compor, tes
químicos das plantas medicinais.
Debate e não inva!, ão
fará avançar Refor a
Agrária, diz Ramez
"A invasão no é o melhor caminho para soluc1o­
nar o problema da reforma agr,Íria, que po<lr> e deve
ser resolvida por meio do debate política com a so
ciedade". A declc>ração é do Senador P~-unez Teb,1t
(PMDB/!S), relator dos trs pro'etos sobre Refora
Agrária em tramitação no Senado Federal.Tebet di~
se que os projetos "são caminhos para diminuir ~
Com·1ssa .. o Espec·1al que esteve na área diS
t
ância que temos para uma efetiva Reforma Aeri
ria, mas nunca podem ser entendidos como a so]u-
• A vigilância das fronteiras é feita sobre gran- _ao do grande problema que aflige milhões de bra
des áreas isoladas, de baixa densidade demográfica silciros".
e diflcil acesso, salientou Tuma, acrescentando Tebet explicou que ainda não entregou o seus -
que as principais reivindicações apresentadas à co pareceres porque estava esperando a realização r•
missão pelos oficiais que a recepcionaram relacio- debate, para "tirar deste encor.tro, como estu~ ti­
nam-se a recursos para compra de material de cons- rando, contribuição que serão Úteis no aprimoram~~
t rução• asfaltamento e recuperação de rodovias e to dessas proposições". Antccipa'ldo aspectos do
estradas. Além disso, também reivindicam material seu parecer, Tebet acredita que o Hinistério Públi
- co, "como fiscal da Lei e defensor da socieade,ri
permanente e de recuperação das instalaçoes dos
postos de fronteira e das casas de oficiais, sar _ colaborar na solução dos conflitos agrários para -
• que a questão se resolva, colocando ordem no ca1-
gentos e cabos.
Apesar de a prestação de serviços sociais nao po".
ser função precípua das tropas de fronteira, sao Nos debates que reuniu no plenário do Senado
medícos, dentistas e farmacêuticos militares as os Minis~ros Arlindo Porto da Aericultura, R.o.uJ.
Únicas presenças do poder público na região, acen- Jungmann, da Refora Ariria, dirigentes dos em--.
tuou o senador. Outrós Órgãos, como Ibama, Furai e terra e de entidades de empresários e tra~alhado - 1
Polícia Federal, "vez ou outra" atuar na re res rurais. Tebet viu que "todos estão irma=dos -
gião. na mesma luta em defesa de uma justiç~ social a'e
tiva no campo e de uma Reforma Agrária justa, hu
no e cristã para este Pais", dcstzcou.
VALMIR ACUSA GOVERNO DE
ATROPELAR O CONGRESSO
COM MP DA MICROEMPRESAS
)
C lo (PTB-DF) afirmou que., renciadÓ, simplificado e favorecido visam fortde-
Õ Senador Valmir ampe de editar medidas provi cer um universo de 4 milhões de estabelecimentos.
vendo-se da prerroea"""iuiu regime tributá Responsáveis por 487 do total da producão nac'
sorias, o r.over.io .edera presas "como quem esta na!, 427 dos salários Pagos, 687 da oferta de mão­
rio para micro e yequenas em aplausoS por toda boa de-obra e cerca de 307 do Produto Interno Bruto ,
ivdc por colher os louros eiderou a atitude do go- essas empresas vinham sendo sufocadas pela "ment-
id
- ,, 's" Ele cons "
eia neste • a1. • la " projetos de iniciat! lidade fiscali'Sta do Estado brasileiro , disse o
- i por "atrope r - S d
vemo aet ca, dor José sarney, ja apro- ena or.
v do Presidente do Sena !
0
na cãnura dos Deputa, Os dois projetos buscavam mudar um trat2r:1cnto -
'7acios r.., Casa e em tramitaça - injusto, que equiparava prandes e pequenos, ill:pon­
tados. rojeto que -institui o do as mesmas exigências a uma empresa fam!-
Para Va1ir campelo, °'' pequenas empresas e liar de fundo "" :;uintal e is empresas de
tregine tributa rio das ''[amento jurídico dif rande porte.
o que lhes garante um
Gilvam aponta efeito
nos pequenos negócios
'o. micro • pequenos empesir!os têm um rara s
louvável iniciativa que est:ularã o crescimento de
cu nerõcios, através da reucão da cara tr!bu
·ária e da simplicaço dos roce1ire:tos d reo­
"Emento f!scal", afimou o Sndor Glra 7ore
(PMDP-AP), ao elogiar a me'±a provisória que di
pôs sobre o reg'me rriburir'o desa erpras Z
::s°'tui o SIsto 7ater! de P2zme1tos e Con­
tributes (S!:'e.).
Salientando sua ccrdiãc de P>'!ente d ai
;,:,o mista que analisa a P. C;13 Rores !
que essa medida retoma poposte :' tratarenro t
cil diferenciado para as pequer:s e é'is empr
rs previsto em projeto de Lei e intcl' do
·dor José arny.
Para o Senador, "A medi& pro sria qu omen­
ta criação de milhares d 1:o postos de empre­
ro" inclui-se no grupo de ir!citivas que ele 'ul­
+ merecedoras de aplausos,
.,
s
a
8

JOlZNAJJRlBUNA.DA.fRONTEIRA Diij.RIO_RffiLQ."Lll..L___ 23 DE NOVEMBRO DE 1.9% hGlNl...· _Q-!
vat@i@sê si@mi@13/...em " .•
IS 110 D1TRITO T. 'UNIC'PIO CUIA LOPES DA l./lGlHlA; C0'1ARCI IJC .liR!JT'", ?roclor..,,. vlr,,,, qut apresentaram os documertos exlgIds pelo artigo l0
!'.STADO n,,: 11ATO CíW!,'.iO IJO Sl PA FURNA DA 1.T:I FAZ SAll!R: do Código CIvI! BrasIlefro, Incfsos I-II JV, e prc-tt•n<I,,, F,' cM•.ir:
IIOllÁCIO e DF,CJLVE'H1A PAEZ; Brasileiros, solteiros, dafeIlladas e re­
s!dmtc· n sr.1 cJdJde, !,·, vlr,11.rnt(•, c:.Hur,>l de C .. r,1 oJ->!S., fillio de·
Francisco FerreIra e de dona SIona AruIlera, ji falecfdo, ela, lides -
do l.u, 1ntur,il de C,,r..ic:ol-MS., fllln e! Qu!tGrfo Paez e Izabel Pereira
Babt1, Já f.ilccJdos.
Se nl,;uém souhcr de nlguri i •;,cdimuito qul' s.: oponh:1 n,1 fon,.1 d.1 Lei.
que prc-tendcm !;e c::lf;,1r 110 clfn J/t de dezembro de 1.996, às 19:00 h,,­
ras, na Ire]a Matrlz de São José, nesta cidade de Gula Lopes da 1.,­
i::un.,(MS)., Al,IIATCS HOSA RODRIGUES, brasileiro, solteiro, maior, capaz ,
Indutrfrlo, natural de Ponta Por (MS)., onde nasceu ao 26 de agosto
de 1.97, n·r.lclcntc ,, domlclli11do} Kua José BIo Neto, S/N, Gu1a 1,o­
pes do l.ar•una (rS)., rtlho de S<'bastiiio RoclrJgues, nnturol de Ãgu,1 lloiJ
(r-'G)., c de ltnc:,, Podrgues, natural de ltibeJrão do Pinhal (PR)., , ,,bos
brasileiros, casados, residentes e domiciliados nesta cidade; e, l.Al!RA
WAl.l<lllIA Olc r TVA FERNANDES; br.:iGllclra, soltcir,1, estudante, natural de
JardJm (MS)., onde ru,sceu noo 22 ele julho de 1,979, rPsldcotc e donici-
11ada Rua Maracati, n9 2.336, Guia Lopes da Lagun.:i (MS),, filha de
Ramio Salvador Arguclho Fer'n:rndcs, natural desta cidnde e de Izaur,J de
l.!1113 Fcrnnndci;, natural ele Bonito (MS)., ambos braailciros, co1sndo,:; ,
rcsicl('Tlter; e domiciliodos nesta cJdade.
Se alr,uém souber de algum impedimento que os inibam de se· casarem, g
ponha-o na forma dll Lei. Dou Fé. Eu •... , escrivã substituta, que fiz cs
til certidÕo, a subscrevo e 11osino. O Rl::FERIDO ~ VERDADF. E IJOU Ft.. -
Guia Lopes da 1auna (MS)., 13 de novcn:bro de 1. 996.
EilVAI !-E.TE t'ENDFS DA SILVA
ESCRIVÃ SU~STITUTA
o P' o 'ª
OfiiJ@J@O@ §.
BELA VI Sl'A-MS., 22 DE NOV[Mill O IJE L 996
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Cono,rca de Belo Vlsta->15., fnz saber o todos qu.intos o prcccnte Edita~ 1
de Procl= virem, que npresentaro1m os documentos exigidos pelo artigo
180 do CÕd!~o Civil Brasileiro, incisos I-II-III e IV e pretendem sr
casar:
SILVIO FLORES ARCE e SIRLENE PAES; Brasileiros; solteiros, domlcili
adas e residentes nesta cidade, ele, militar, natural de Bela Vista -­
MS., filho de Emidio Arce e de dona Alzira Flores Arce, ela, lides do
lar, natural de Bela VIeta-!S., filha de Alcides Paes e de doaa Suzan.:i
Ferreira Paes.
Se alguém souber de algwn impedimento que se oponha na forma da
Lei.
Bela Vista-MS., 21 de novembro de 1.996.
JANUDE ROSA DOS SA."TOS.
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Revelêt
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tendo o presarto,
inceniwan.Jo a4 àtiuül.a,k p«><Íut:wa4
: Sempre, por uma·Porto Murtinho melhor
L--·-
-Administração:
MARIA HELENA BENITEZ

JORNAL TRIBUNA DA FRONTEIRA -
0AÇO DO3 APL.T10
DlARIO REGIONAL
Aflita-e a virem aos pés da -
cruz, aflfto-me vejo, ·valei-me mãe de
Jesus,
Confio em Deus com toda as minhas for
,as, por Isso, peço que Ilumine o meus
caminhos, concedendo-me a graça que tanto
clcocjo.
Fazer o pedido mande publicar no 39 -
'La e cberve o que acontece no 42 dia. L.C.S.L.
23 DE NOVEMBRO DE 1.996· PAGINA • c5
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V - O TERROR VIAJA DE ÔNIBUS
NOS LIMITES DO MAL
O diabo tornou a levar Jesus, agora para um monte
muito alto. Mostrou-lhe todos os reinos do mundo e suas
riquezas. E lhe disse: "Eu te darei tudo isso, se te ajoelhares
diante de mim, para me adorar". Jesus disse-lhe: "Vá
embora Satanás, porque a escritura diz: (Você adorará ao
Senhor seu Deus e somente a Ele servirás). Então o diabo
o deixou. E os anjos de Deus se aproximaram e serviram a
Jesus (Mateus Cap. 4, v8).
Quando os Policiais d-regaram na Clínica Infantil,
na Baixada Fluminense, os médicos procuraram esconder
o museu de horror, mas não conseguiram. Na verdade, a
Clínica se dedicava a venda de órgãos humanos, de crianças,
para o exterior, menores abandonados eram levados para
a Clínica, alguns ficaram cegos, outros sem rins e falava-se
que dezenas morreram.
Não se trata disso, do bem e do mal, como o
conhecemos, há algo de muito profundo nessa relação,
além do. limite do mal, se há limites, existe até uma
consciência, se é essa a palavra, que não conhece nem o
bem nem o mal. Entendeu?
- Então, o pecado... .
- O que é o pecado para uma pessoa que está além do
bem e do mal, que não interpreta as nossas leis e códigos
morais sob o prisma da religião?
WRANGLER- FÓRUM - Z00MP
MARTEL - VAN-HEUSEN
~- ...
IVES SAINT LAURENIT y
Eu me alimento com a sua dor, d seu sofrimento
para mim é energia, sua força desperta é a minha força.
Sou um vampiro de vontades.
ão era tão simples assim, no início não entendera
as explicações de "Pai Nicolau",com aquela voz fina, como
a de uma criança aprendendo as primeiras letras, trocando
palavras, sílabas, parecia mais um chiado do que uma voz.
• Não, "Pai", não entendi, como obter essa energia?
Ele voltou a explicar ...
-É fácil filho, preste atenção, nós temos uma energia,
um poder dentro de nós, uma força vital. U os mais, outros
menos desenvolvidos.
• É ... o espírito.
• Não, não estou falando de alma, é de uma força
mesmo, como se em todos nós ardesse uma fogueira,
pequenina, com o tempo poderíamos alimentá-la, ela
aumentaria de tamanho, teríamos uma fogueira imensa,
dentro de nós, entendeu?
Sim, ele estava entendendo, de uma maneira simples
"Pai Nicolau" falava da energia interior, fosse lá o nome
que tivesse. Ele estava entendendo sim, mas onde o índio
queria chegar?
- Prá conseguir tudo na vida você é capaz. de tudo?
Ele não titubeou. - Sim, tudo.
- Prá você obter poder e riqueza a qualquer custo
precisa sacrificar alguma coisa, e mais, sua fogueira deve
se transformar num grande incêndio. Você deve estar acima
do bem e do mal, para ser forte precisa da força, da fogueira,
que está dentro de todos nós, uns passam pela vida, a
fogueira nunca cresce, esses não sentirão falta dela se você
a tomar ...
Gladson entendia, Nicolau falava na verda,.: de
vampirismo mental, de captar energias de outras pessoas,
havia lido algo a respeito: Sim, era viável.
- E como captar essa força, aumentar a minha
fogueira?
- s6 há dois caminhos, na escolha desses caminhos
está a escolha de sua vida, podemos recolher energia
quando a pessoa morre, nasce ou, então, atacando com
todas as armas o quartel da usina de criação.
Gladson estava confuso. E perplexo!
- Vou falar claro filho, através do sofrimento e da
dor a pessoa libera energias, vou ensiná-lo a captar essa
energia. Você fará tudo o que eu mandar?
Hesitante, não respondeu. O amor também libera
energia... positivas.
• Fârá filho? Está preparado para tudo? É aceitar agora
ou desistir. •
Mesmo sem compreender o que o índio queria, se
bem que algo dentro de si o impedia a diz.er não, Gladson
concordou.
- Sim, vamos em frente.
- Então, você fará uma viagem, dessas que se faz. a
negócios, só que a partir de agora será diferente, em cada
viagem, na sua volta, sentirá sua fogueira arder, sentirá o
aumento de sua força interior, mas tudo deve .ser mantido
no mais completo silêncio, é o segredo de sua vida, sob
hipótese alguma alguém pode saber, poderá causar a sua
more, por toda a eternidade. .
Aquele "por toda a eternidade" fora dito friamente,
Glad.son sentiu o sangue gelar ns veias avozdo índio mudara,
repentinamente, corno se não .ora el: quem falasse...
"Pai Nicolau" tirou de r baú, de madeira negra,
um pequeno frasco, olhou-o demoradamente e comentou
com o moço .
- Eis o segredo da vida e da morte, antes de suas viajens
você passará por aqui e eu lhe darei uma dose. desse
preparado, sem que ninguém perceba, cm suas viagens,
você dará à pessoa que estiver a seu lado na poltrona,
homem ou mulher.
- E se for uma criança?
. Não importa, a quem estiver a seu lado no ônibus.
- Mas o que acontecerá à pessoa? •
- Filho, esse preparado auxiliará na tarefa de> captar
energia, toda a energia da pessoa, após 24 horas, ~sará
•v • 'd f • 1 para voce. oce sugara to a a sua orca v1ta .
- E o que acontecerá com a pessoa que er o
preparado? Repetiu,
O diálogo era infantil, perguntas e respostas n que
houvesse necessidade de fazê-las e nem de saber r, stas.
Glad.son SENTIA. No Íntimo de seu ser.
- Não importa o que vai acontecer, mesmo r orque
você não tomará conhecimento, não saber.ide n.,,I;, pois
estará longe, nem mesmo se lembrará de você.
- E quais os resultados práticos que terei?
O índio sorriu. - Terá o poder e a riqueza.
Saiu da choupana com o frasco no bol • Era
pequeno, só o sentia quando o pegava, e quando egava
sentia o toque da morte.
Assim tudo começara.
Recordava de sua primeira viagem sob a , , :eção e
orientação de "Pai Nicolau", com o frasco n0 . ,•k:> do
casaco, fazia muito frio. Uma noite gelada. Havia pegc. o
ônibus leito para Araçatuba, o Rápido, ao seu lado sentara
se o representante comercial de um Labor.i éÓrio.
Ao entrar no ônibus, havia reservadc. pol:ror;
número 13, procurara observar os passageiros, jantes
comuns, homens, mulheres e crianças. Viu a moça loira,
muito bonita, sentada na poltrona n° 10, ela sorriu de
maneira amistosa. Jovem ainda, talvez estudante.
Acomodou-se e esperou para ver quem seria o seu
companheiro de viagem, o homem sentou-se e puxou
conversa.
Assuntos comuns, conversa jogada fera, as perguntr­
de sempre, onde morava, o que fazia, bate papo de via.; .
Ele, sempre, muito educado.
Antes de chegar em Presidente Prudente, SP, já de
madrugada, o representante comercial mudara de lugar,
desceram alguns passageiros e ele fora para outra poltrona,
nos fundos do ônibus. Gladson ficara sozinho.
Enfiou a mão no bolso e sentiu o frasco. E a missão?
Como iria fazer?
Fora mais fácil do que pensava.
Ao descer na Rodoviária, em Prudente, para o lanche,
café e esticar as pernas, pois não conseguia dormir, viu a moça
loira voltar do toilete, a convidou para um refrigerante. Nem
sabia o seu nome. De onde era. Nem o que fazia.
, Aceitou. Não viu Gladson pegar o frasco e despejar
l J a porção no copo, ela bebeu lentamente, rindo e falando
que a viagem era cansativa, e que não conseguia dormir.
Seria a última vez que viajaria de noite.
Seria mesmo. Quando a moça terminou de beber,
Gladson iniciou uma de suas "fubas", saiu de órbita, apenas
alguns segundos, mas suficiemes 1,ara a preocupação da loira:
- Senhor, senhor, está pas~ cc.:lo mal?
- Não, apenas tonturas. uito café e a viagem,
estou bem.
Foram para o ônibus, e}sentoe-seo sela' s
não conseguiam dormir, el 1ão sabia plic .r.
se sentindo bem, como s: recebesse ma carg
Desperto. Vibrante.
Conversaram darante o restrxe
Contaram e ouviram histórias.
Ao se despedir da mc ao era mesmo o seu
nome? Raquel? Bel? Nem se lembrava, Gladson a viu
embarcar no táxi, desejando-lhe boa sorte. (Continua)
1
s
a
8

- 06
O ENCON
Durante 18 anos, Justine Lévy, filha do filósofo francês
• Bernard-Henri Lévy, experimentou sentimentos contraditórios
cm relação à mão. Admiração, orgulho e amor coexistiram com
mágoa, ressentimento e desprezo pela mulher bonita e carismática
que havia trocado a familia por uma vida de hippie. Constrangida
pela fama e prestigio do pai, Justine cresceu administrando em
silêncio esta ambiguidade até encontrar uma forma de extravasá­
la; escrevendo. Assim foi concebido o romance. O ENCONTRO,
que a Editora Record lançou mês passado. Neste livro de
conotaçilo autobiográfica, a autora analisa o relacionamento de
uma jovem francesa conservadora dos anos 90 com a mãe, ex­
militante dos movimentos libertários de 1968, para quem a
geração flower power continua viva.
Desabafo cm formato de ficção, que Justine évy escreveu
na biblioteca da faculdade durante os horários que deveria dedicar
à composição de uma monografia para o curso de Filosofia, O
ENCONTRO fala de uma relação marcada, sobretudo, pela busca
da comprccnsilo e da intimidade que mãe e filha sempre
desejaram, mas que sempre pareceram distantes, como um
encontro marcado que nunca aconteceu. Para desfiar as próprias
dores, lembranças e opiniões, a autora conta o drama de Louise,
seu alter ego, jovem francesa criada com o pai desde os sete
anos de idade. A partir de um convite deixado numa mensagem
da secretória eletrônica, a personagem vai a um café para
encontrar-se com Alice, a mãe, uma mulher encantadora,
remanescente do movimento estudantil da década de 60 e da
filosofia hippie do inicio dos anos 70.
Enquanto espera. Louise começa a recordar detalhes do
relacionamento confuso com alguém que nem de longe lembrava
a figura materna tradicional. A infància complicada. as refeições
sem hora marcada, a vida de boêmia e desordem da mãe, que
2 c
Depois do sucesso de aúde na Terceira Idade, a agenda
do p'"Ofcssor l lcrmógenes ficou praticamente lotada de palestras.
en ·tas e participações em eventos realizados em várias
c. raleiras. Apesar de tanta atividade, o autor ainda
u tempo para organizar e publicar outra obra, desta vez
no tema central a espiritualidade. DÊ UMA CHANCE
/ üEU . que a ova Era/Record está lançando. é seu mais novo
livro de pensamentos. que segue a linha de outros já escritos
pelo veterano professo, de yoga.
É o próprio professor Hermógenes que explica o conteúdo
de DÉ UMA CHANCE A DEUS: "Selecionei alguns recadinhos
nada emolientes, nada que pareça ingênuo consolo aos que
sofrem. Ao contrário, aí vão desafios. ão recados amorosamente
chocantes, didaticamen!,e impactantes, delicadamente
alfinetantes, docemente incendiários. Que possam inspirar.
esclarecer, despertar e encorajar".
O melhor testemunho do eleito deste tipo de trabalho está
na abertura do livro, em que o ator e poeta Jackson Antunes dá
Hermégenes
um depoimento contundente a respeito da mudança que ocorreu
em sua vida depois de conhecer o trabalho do professor
Hermógenes. O artista, que até' certo momento da vida e da
carreira sofria com incontroláveis síndromes de pânico e
problemas com alcoolismo, encontrou casualmente, num banco
de ônibus, um exemplar de Mergulho na paz. A leitura foi
suficiente para operar nele uma transformação profunda e radical.
Hoje praticamente "ainda não fervoroso" de yoga e amigo pessoal
do autor, Jackson declara: "Ainda tenho razões de sobra para
andar estressado, mas o yoga do professor Hermógenes une-me
com o Divino ( ... ) e me fz ter forças para enfrentar ganhos e
perdas com um sorriso ros lábios. Hoje sou um novo homem".
Herógenes constata, satisfeito. que seus escritos" andam
por aí a catalisar vidas. a sugerir valores novos, a inspirar
conversões espirituais". A vaidade não encontra espaço para se
manifestar: o autor de DÊ '.MA CHANCE A DEUS tem plena
consciência de que o mér..o não é dele. e sim "do Bom Pastór no
resgate de suas ovelhas".
A Rengenha
Reengenharia é o termo da moda no mundo dos
negócios. Quase todas as grandes empresas já passaram ou
estã- ,assando por um processo de _reengenharia. Inúmeros
titul foram lançados no mercado nos últimos tempos,
ensir rido os mais variados métodos de aplicação deste
com. to inovador e revolucionário. Em A
REEM 3ENHARIA DO ESPÍRITO, Regina Moraes fala do
mesn assunto, mas sob um ponto de vista diferente: a
autora analisa os princípios da reformulação empresarial à
luz da Nova Era.
Somando sua experiência de analista de sistemas e
administradora a um profundo conhecimento esotérico,
principalmente da cabala hebraica, Regina Moraes - autora
de A cabala cristã e O tarot dos salmos. ambos editados'
Justine Lévy
colecionava amantes, fumava maconha no café da manhil e
manteve durante algum temp:> uma relação homossexual -
fantasmas do passado que ela nlo tenta afugentar, até porque o
instinto filial a induz a tentar compreendê-los. Em última análise,
O ENCONTRO de Louise é com ela mesma.
Justine Lévy escreveu este primeiro livro aos 18 anos, e
levou pouco mais de três mesc; para conclui-lo secretamente,
pois não queria que o pai soubesse. Até a decisão de levá-lo a
uma editora foi penosa. "É dificil escrever quando se é filha de
Bernard-Henri Lévy", comentoL a autora numa entrevista a uma
revista francesa. "Tive medo que as pessoas aproveitassem para
acertar as contas com meu pai, pois há muita gente que não gosta
dele". Os temores foram dissipa:los logo depois do lançamento
de O ENCONTRO: a crítica fr.!Ilcesa - e, pouco depois, a do
restante da Europa-elogiou o livro, chegando a comparar Justine
a Françoise Sagan.
Em reportagem de outra publicação francesa, a autora
revelou que escrever O ENCONTRO foi como "liberar-se das
dores do passado". Ela explicou também o motivo pela qual optou
pela ficção: "O que, escrevo não é uma confissão. É um romance
que tem sua parte de imaginação, mas cuja base é verdade".
Justine conta que a mãe ficou emocionada ao ler os manuscritos
e a incentivou a publicá-los.
Aos 21 anos, a autora demonstra ter pouca coisa em comum
com a mãe, que hoje vive cm Paris com um ator dez anos mais
jovem. Por outro lado, tem uma admiração quase edipiana pelo
pai. Justine fala dos ideais da geração de 1968 de forma
comportadora, condena o amor livre e afirma que não gostaria
de ter muitos amantes, como as jovens daquela época. É contra
as drogas e reconhece que também não se identifica com as
pessoas de sua idade.
o
Regina Moraes
pela Record - realizou um trabalho inédito e de amplo
alcance. Ela se utiliza dos diversos estágios ou caminhos
da Árvore da Vida cabalística para propor uma nova
abordagem da questão gerencial e administrativa,
fundamentada na espiritualidade.
Em A REENGENHARIA DO ESPÍRITO, Regina
Moracs lança um alerta aos empresários e
administradores. chamando a atenção para um dado
fundamental que eventualmente escapa à compreensão
dos homens de negócios neste espírito de modernização
etransformação: não se pode negligenciar o fator humano
isto é, esquecer que são pessoas que fazem as grandes
empresas crescerem e serem bem-sucedidas em seus
empreendimentos."
W O Livro
Mia Y. Domas'
Você já pensou o que representa estar sentado
diante de uma estante cheia de livros?
Voce já fez uma idéia das muitas idéias que
encerram esses livros?
Voce já avaliou quanto esforço mental, quanto
sofrimento a que foram submetidos os cérebros que
escreveram esses livros, para que pudessem levar
momentos de distração ou proporcionar a voce
novos e maiores conhecimentos?
Estou certo, meu caro leitor, de que a maioria
3
de nós não pensa nisso. Apenas vê, na prateleira,
como se fora um criado, mudo, permanente, ao
nosso dispor, um livro.
Dependendo, naturalmente, dos
conhecimentos, do mérito, da capacidade do autor
e do assunto tratado, voce costuma, logo ao
proceder a leitura, fazer o seu comentário, que pode
ser desabonatório ou cheio de elogios.
Alguns livros levam até voce, algo que
perdura: outros ( e quantos existem por este vasto
mundo do bom Deus!) são pobres, de uma pobreza
franciscana, em seu conteúdo.
Mas, é bom assinalar, todos esses livros,
escritos por autores diversos, tratando assuntos os
mais variados, custaram demasiado esforço mental,
muitas horas de insônia, talvez muitos momentos
de intensa preocupação, visando, os autores, levar,
sempre até voce, uma mensagem. Por isso mesmo,
é bom que se valorize e se dê mérito, muito mérito,
ao livro.
O livro merece o nosso culto, seja ele pobre
ou rico em sua roupagem e, acima de tudo, nas
idéias que ele, mudo, passivo, guarda em suas
páginas.
O livro é um mensageiro; mas, especialmente,
é um verdadeiro amigo!
A propósito, lembro que a "Empresa Editora
O Pensamento", de São Paulo, ao celebrar o seu
"Jubileu de Ouro", em 1957, resolveu editar um
livrinho intitulado "Os livros nossos amigos",
autoria de Eduardo Frieira, publicado em 1941,
pela Livraria Paulo Bluhm, de Belo Horizonte, a
fim de que o evento, tão grato e ao mesmo tempo
tão significativo, não transcorresse sem algo que o
marcasse de forma duradoura. No prefácio,. assim·
registraram os editores da referida empresa editora,
o seu pensamento: "Em lugar das ruidosas e
habituais festividades, pensamos que a maneira
mais nobre de nos congratularmos por este meio
centenário de trabalho, seria a de uma edição
especial que, embora fugindo ao espírito que tem
caracterizado nossa linha editorial, representasse
uma homenagem da nossa Empresa não apenas a
todos quantos nela têm cooperado, mas
principalmente àquele que tem sido a razão de ser
de todos os nossos esforços e dedicação - o livro.
O livro que é o começo e O fim de todo
O
saber
humano, pois quanto mais intimamente se vive com
ele, mais se vive a totalidade da vida". ·
O autor é sócio do Rotary Chb de Uruguaiana. R>
(D.4780), há 5: anos, e nos escreveu a titulo de colaboração
[_
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8

J.QANALi1UBUNA DA FRONTEIRA DIARIO REGIONAL 23DE NOVEMBRO DE 1.
996
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Compra, Venda e Troca de Veículos
R$ 95/95, Prata, Diesel, R$ RS
3
.000,00
Diplomata completo,
22.000,00 f Á
c a m I n h ã 0 92/92, Grafite, !coo!,
Volkswagem 6.9O, Jeep Niva, 92/92,
carga seca, 85/85, Branco, Vermelho, Gasolina, R$
Diesel, R$ 12.500,00 4.000,00
Fordão MWM, 77/78, UnO S, 93/93, Prata,
Azul, Diesel, R$ 7.500,00 Gasolina, R$ 6.700,00
c a m i n h ã o Pampa L,89/89,Az:ul,
Truksturbo, direção Álcool, R$ 4.500,00
hidráulica, 79/79, Passat, 81/81, Branco,
Laranjada, Diesel, R$ Álcool, R$ 1.500,00
18.000,00
caminhão 1113
Truk, 77/77,
Vermelho, Diesel, R$
17.000,00
Trator 1090, 76/76,
Amarelo, Diesel, R$
3.300,00
Esteira contsum D
50 1 °, 78/78, Amarelo,
Diesel, R$ 28.00,00
Esteira D 14, 78/78,
Amarelo, Diesel, consórcio, 96/96, Vinho,
25.000,00 Gasolina, R$ 2.800
Esteira D 4 caterpila,
86/86, Amarelo, Diesel,
R$ 26.000,00
Voyage CL Som Roda,
83/83, Ouro Metálico,
Álcool, R$ 4.000,00
verona CLX, 91/91,
Marron Metálico,
Gasolina, R$ 9.000,00
Fusca Rodão Som,
83/83, Branco, Gasolina,
Versales 2 portas pelinaL, Roda som 1°,
com ar e direção, 91/92, 83/83 Grafite, Álcool,
Outo Metálico, Álcool, R$ 3.600,00
R$ 10.500,00 Paratl CL 1.8, Som,
Uno 2 portas 88/89, Azul Metálico,
MIiie, 94/95, Vinho, Álcool, R$ 6.000,00
. Gasolina, R$ 8.600,00 Paratl CL, 86/86,
Pampa. 1.8 L, Vidro Cinza, Álcool, R$
basculante, • 96/96, 4.000,00
Branca Faxa, Gasolina, Uno S·, Som, 85/85,
R$ 12.500,00 Branco, Álcool, RS
Voyage 1.8 roda som, 4.000,00
95/95, Vinho, Álcool, Chevrolet DL - 1.6,
R$ 9.500,00 93/93, Prata, Álcool, R$
Polnter CLI, • 4 6.500,00
portas, Direção, Monza 4 portas e/
Vidro, 94/94, Azul menos ar, 89/90, Azul
Metáljco, Gasolina, R$. Metálico, Álcool, R$
12.000,00 7.500,00
COI CTI. completo, 92/ Escorte GLI.6,9l/
92, Grafite, Álcool, R$ 92, Prata Metálico,
11.000,00 Gasolina, R$ 7.300,00
COI Mil, Modelo Brasília 1.600, 78/
Velho, 96/96, Branco, 78, Verde Metálico,
Gasolina, R$ 9.500,00 Gasolina, R$ 1.800,00
COI CL I.6, 1°4 Pneu Elba SL, 89/89,
novo, 85/85, Prata,• Vermelha, Álcool, RS
Álcool, R$ 4.600,00 4.500,00
Gol Plus, 95/95, Azul Tempra 8 W
Metálico, Gasolina, RS completo, 95/95, Prata,
• 11.000,00 Gasolina, R$ 22.000,00
Gol cLI -1.6, Som, 95/ COI CL, 88/88, Vi.nho,
95 Prata, Gasolina, R$ Álcool, R$ 5.000,00
• 13.500,oo Tem pra 8 w
Fiorino, 91/91, Branco, completo, 92/92, Azul
Gasolina, R$ 6.000,00 Metálico, Gasolina, R$
saveiro CL, 86/86, n.soo,oo
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3.500,00 82, Branco, Gasolina,
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96, Vinho, Gasolina, RS F 1.000 e/ Dupla
6.000 + prestação completa, 87 /87, Azul
Uno EP completo, Forte, Diesel, RS
95/96, Verde Metálico, 17.000,00
Gasolina, R$ 8.000 F 1.000 som, 90/90,
+prestação Prata, Diesel, RS
corsa 1.000 13.ooo,oo
consórcio, 94/94, F 1.000 e/Fibra
Grafite, Gasolina, R$ Rodão 1 °, 94/95, Verde
6.000 +prestação Metálico, Diesel, R$
Golf completíssimo, 23.000,00
95/95, Vinho, Gasolina, F 1.000 remodelada,
R$ 11.000 + prestação som Rodão, 84/84, _t.zul
Palio 4 portas, 1.5 Faxa, Diesel, RS
som, 95/95, Azul, 14.000,00
Gasolina, R$ 7 .500 F 1.000 Rodão Som,
+prestação 86/86, Prata, Diesel, RS
D 20, Luxo, 11.000,00
completÍssima, 95/96, Toyota Relux 4
Grafite, Diesel, R portas, completa, 94/
31.000,00 95, Branca, Diesel, RS
D 20 som/e. Fiber 30.000,00
Rodão 1°/ 89/89, Beje Mitsubishi 4
Faxa, Diesel, R$ portas, completa, 93/
14.500,00 93, Azul Metálico,
D 20, Turbo Rodão, Diesel, R$ 25.000,00
93/94, Azul, Diesel, RS S 10, 95/96, Branca,
21.000,00 Gasolina, R$ 15.000,00
Peujeot c/ar, 94/95, • C 20, Rodão som C.D.,
Branca, Diesel, R$ 93/94, Azul, gasolina,
12.000,00 RS 13.500,00
Peujeot som, 94/94, F 4.000 MWM, 81/
Vinho, Diesel, R$ 81, Beje, Diesel, R$
10.000,00 11.000,00
D· 20, Cabine Dupla Besta 2.7 completa,
AHC, 89/89, Vermelha,
Diesel, R$ 14.000,00
F 1.000 Turbinada
remodelada, 82/90,
Verde Metálico, Diesel,
RS 8.500,00
F 1.000 Adaptaâa
MWM, 77177, Preta
MOTOS
CB 4.000 1%, 91/91,
Azul Metálico, Gasolina,
R$ 4.300,00
Tenere, 91/91,Branca,
Gasolina, R$ 5.500,00
CC Titan 125 ,.
consórcio, 94/94,
Vermelha, Gasolina, RS
2.300 + prestação
CBX Estrada
+prestação
CC Titan Consórcio,
96/96, Azul Metálico,
Gasolina, R$ 2.500,00
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